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Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da X Vara Criminal da Comarca de Amando-SP F, já devidamente qualificado nos autos, ora presentado por sua Advogada infra-assinada, conforme procuração em anexo, com escritório na Rua x, nº x, Bairro x, na cidade de xxx-SP, CEP xxxxx, endereço eletrônico email x@x, telefone (xx) 9999, vem, perante, Vossa Excelência, com fulcro no art. 581 do Código de Processo Penal, interpor: RECURSO EM SENTIDO ESTRITO Desde já, requer o recorrente que o presente instrumento seja recebido e processado, tendo em vista sua tempestividade. Requer-se, ainda, o juízo de retratação, com fundamento no art. 589 do Código de Processo Penal e, na hipótese de entendimento diverso de Vossa Excelência, que o presente recurso seja remetido ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Nestes termos, pede deferimento. Fernandópolis, 02 de outubro de 2024. Advogada OAB/SP Advogada OAB/SP Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo Razões do Recurso em Sentido Estrito Processo-crime nº. XXXXXXXXXXXX Recorrente: F Recorrido: X Egrégio Tribunal de Justiça Colenda Câmara Eméritos Julgadores. Embora respeitável a decisão do juiz singular de primeira instância, entende o recorrente que a mesma deve ser revista pelas razões de fato e de direito a seguir expostas. I Dos Fatos “F” ajuizou Ação Penal Privada Subsidiária da Pública em face de “X” pelo crime de roubo em decorrência do Ministério Público não propor denúncia no prazo estipulado na legislação penal. Ao receber a queixa-crime, o Magistrado não a acolheu sob alegação de ilegitimidade de parte, justificando, em síntese, que a ação penal é pública incondicionada e apenas o Ministério Público é o titular da ação penal. II Do Direito Em análise dos presentes autos, verifica-se que o Parquet não intentou denúncia no prazo estipulado pelo diploma penal, circunstância que permite que a persecução penal seja iniciada pelo ofendido ou por seu representante legal, com o oferecimento de queixa-crime subsidiária. Nesse sentido, prevê a Constituição Federal de 1988, que a ação penal privada subsidiária da Pública está inserida no rol dos direitos e garantias fundamentais do cidadão, especialmente em seu art.5°, inciso LIX. Ainda cabe ressaltar, que o Código de Processo Penal, no art.29, dispõe sobre o cabimento de ação penal privada subsidiária da pública após o decurso do prazo previsto no art. 46 do referido código, na hipótese de o Ministério Público permanecer inerte. Ademais, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça julgou procedente o cabimento de ação penal privada subsidiária da pública, fixando tese favorável à propositura da ação discutida. III Dos Pedidos Diante do exposto, requer-se: a) Conhecimento e provimento do presente recurso; b) Anulação da r. sentença recorrida; c) Devolução dos autos ao referido Juízo (origem) para o recebimento da presente ação e continuidade do feito nos seus regulares termos. Termos em que, pede deferimento. Fernandópolis, 02 de outubro de 2024. Advogada OAB/SP Advogada OAB/SP