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IMPLANTAÇÃO DE MICROSSISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA NO MUNÍCIPIO DE ITAITUBA - PARÁ 2024 Volume II – Especificações Técnicas Técnico 1 I – APRESENTAÇÃO O presente relatório consiste na implantação e elaboração do Projeto Básico dos Microssistemas de Abastecimento de Água nas comunidades Distrito Campo Verde, Distrito Miritituba, Distrito Barreiras, Distrito de São Luiz do Tapajós, integrante da zona rural do município de Itaituba, no Estado do Pará. Este documento é parte integrante do seguinte conjunto: • Volume I – Memorial Descritivo e Memória de Cálculo; • Volume II – Especificações Técnicas; • Volume III – Peças Gráficas; • Volume IV – Orçamento; 2 Sumário I – APRESENTAÇÃO .......................................................................................................... 1 1 INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 5 2 ADMINISTRAÇÃO LOCAL DA OBRA ............................................................................ 6 3 MOBILIZAÇÃO E DEMOBILIZAÇÃO ............................................................................. 6 3.1 Mobilização da Obra ........................................................................................ 6 3.2 Desmobilização da Obra ................................................................................... 6 4 CANTEIRO DE OBRAS ............................................................................................... 7 5 CAPTAÇÃO SUBTERRÂNEA ........................................................................................ 8 5.1 Completação ................................................................................................... 8 5.2 Cimentação ..................................................................................................... 8 5.3 Desenvolvimento ............................................................................................ 9 5.4 Bombeamento ................................................................................................ 9 5.4.1 Vazão (Q) .................................................................................................... 9 5.4.2 Nível Estático (NE) ....................................................................................... 9 5.4.3 Nível Dinâmico (ND) .................................................................................... 9 5.4.4 Rebaixamento (sw) .................................................................................... 10 5.4.5 Altura da Boca do Poço .............................................................................. 10 5.5 Instalação ..................................................................................................... 10 6 ELEVATÓRIA E BARRILETE DE RECALQUE .................................................................. 10 7 LIMPEZA DO TERRENO ........................................................................................... 10 8 LOCAÇÃO DA OBRA ................................................................................................ 12 9 MOVIMENTO DE TERRA.......................................................................................... 12 10 ATERROS E REATERROS ...................................................................................... 12 11 SONDAGENS DE RECONHECIMENTO DO SOLO, PROJETOS DE FUNDAÇÕES E ESTRUTURAIS ............................................................................................................... 12 12 FUNDAÇÕES E ESTRUTURAS ............................................................................... 13 12.1 Radier e Blocos de Fundações. ........................................................................ 13 12.2 Concretos ..................................................................................................... 14 12.3 Concreto Armado .......................................................................................... 15 12.4 Concreto Aparente ........................................................................................ 17 12.5 Concreto Magro ............................................................................................ 17 13 EQUIPAMENTO DE TRATAMENTO E DISTRIBUIÇÃO ETA ......................................... 17 13.1 FABRICAÇÃO ................................................................................................. 18 13.2 CONCEPÇÃO.................................................................................................. 19 13.3 CAPTAÇÃO / ADUÇÃO .................................................................................... 19 3 13.4 TRATAMENTO QUIMICO ................................................................................. 20 13.5 CONTATO ...................................................................................................... 20 13.6 AERAÇÃO ...................................................................................................... 20 13.6.1 AERADOR DE TABULEIROS .......................................................................... 21 13.7 DECANTAÇÃO ................................................................................................ 21 13.8 FILTRAÇÃO .................................................................................................... 21 13.9 DESCALCIFICAÇÃO ......................................................................................... 22 13.10 CLORATOR – CASA QUÍMICA ....................................................................... 22 13.11 MISTURADOR ESTÁTICO ............................................................................. 22 13.12 TANQUE/RESERVATÓRIO COM CAPACIDADE DE 25.000L ............................... 23 13.13 FILTRO BIG, DUPLO .................................................................................... 24 13.14 ULTRAFILTRAÇÃO ....................................................................................... 24 13.15 LEITO DE SECAGEM .................................................................................... 24 13.16 LOCAL DE INSTALAÇÃO ............................................................................... 25 13.17 MANUSEIO DOS TANQUES .......................................................................... 25 13.18 PAINEL ELÉTRICO ....................................................................................... 25 13.19 TUBOS E CONEXÕES ................................................................................... 25 13.20 GUARDA CORPO, BASE SUPERIOR DO TANQUE ............................................. 26 13.21 ESCADA DE MARINHEIRO ........................................................................... 26 14 SERVIÇOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL ....................................................................... 26 14.1 Instalações do Canteiro de Obras .................................................................... 26 14.2 Revestimento ................................................................................................ 26 14.3 Pisos. ........................................................................................................... 27 14.3.1 Esquadrias de Ferro ............................................................................... 27 14.3.2 Tela tipo alambrado em arame de aço galvanizado ................................... 27 14.4 Pintura ......................................................................................................... 27 14.5 Placas ........................................................................................................... 28 14.6 Grama .......................................................................................................... 28 14.7 Fôrmas .........................................................................................................28 14.8 Armadura (Ferragens) .................................................................................... 28 14.9 Limpeza ........................................................................................................ 29 15 ESPECIFICAÇÕES DOS EQUIPAMENTOS ................................................................ 29 15.1 Válvulas e Registros ....................................................................................... 29 16 NORMAS GERAIS DE FORNECIMENTO ................................................................. 29 17 CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS ........................................................................... 31 4 19.1 Testes ........................................................................................................... 31 19.2 Pintura ......................................................................................................... 31 19.3 Embalagem ................................................................................................... 31 19.4 Garantia ....................................................................................................... 31 19.5 Local de entrega e Transporte ......................................................................... 31 18 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DOS TUBOS E CONEXÕES ............................................ 32 20.1 Tubos e Conexões de PVC Rígido. .................................................................... 32 20.2 Tubos em PVC DEFOFO................................................................................... 32 20.3 Conexões em ferro fundido ............................................................................ 32 20.4 Tubos da Elevatória e Adutora de Recalque...................................................... 32 20.5 Inspeção Geral .............................................................................................. 32 20.6 Formação das Amostras ................................................................................. 32 20.7 Ensaios ......................................................................................................... 32 20.8 Condições específicas .................................................................................... 33 20.9 Aceitação ...................................................................................................... 33 19 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS .................................................................................... 33 5 1 INTRODUÇÃO Este documento congrega informações orientativas e fixa as condições Técnicas gerais e específicas a serem obedecidas no fornecimento dos equipamentos e materiais especiais, previstos para a implantação dos Microssistemas de Abastecimento de Água das comunidades Distrito Campo Verde, Distrito Miritituba, Distrito Barreiras, Distrito de São Luiz do Tapajós, situada na zona rural do município de Itaituba, no Estado do Pará. Todas as informações e exigências aqui contidas deverão ser, obrigatoriamente, atendidas pelos Licitantes e Fornecedores. No caso de eventual conflito de informações, as Licitantes deverão notificar a SECIR, por escrito e em tempo hábil previsto pelo respectivo Edital, a quem caberá a elucidação final dos fatos. Procedimento idêntico deverá ser adotado pelo Fornecedor caso julgue que quaisquer informações aqui contidas possam contrariar as eficiências esperadas e/ou garantias exigidas. O Fornecedor deverá sempre atender às especificações contidas nas ‘Condições Técnicas Gerais’, no que couber, mesmo quando não mencionadas nas especificações particulares de cada equipamento e/ou material. Quaisquer dúvidas ou conflitos, que eventualmente ainda possam persistir, serão dirimidas pela SECIR, ou empresa contratada para o acompanhamento das obras, ambas doravante denominadas de Fiscalização. 6 2 ADMINISTRAÇÃO LOCAL DA OBRA A administração local consiste em formação de estrutura administrativa no canteiro de obra com equipamentos, técnico nas áreas especifica para execução e gerenciamento dos serviços. Durante a execução de obras e serviços de engenharia, a medição da administração local da obra deve ser proporcional aos serviços executados. Isto é, se a construtora executa na primeira medição 5% dos serviços, ela deve receber 5% do valor orçado para administração local, inclusive em relação aos itens que eventualmente estejam orçados fora desse serviço, como engenheiro da obra, vigia e outros. 3 MOBILIZAÇÃO E DEMOBILIZAÇÃO 3.1 Mobilização da Obra A Contratada deverá tomar todas as providências necessárias à sua mobilização, imediatamente após a assinatura do Contrato, de modo que fique claramente demonstrado o cumprimento real das datas de início efetivo dos serviços, de conformidade com o Cronograma apresentado na Proposta, devidamente aprovado pela SECIR. A Mobilização compreende o efetivo deslocamento e instalação no local onde deverão ser realizados os serviços, de todo o pessoal técnico e de apoio, materiais e equipamentos necessários à execução dos mesmos. 3.2 Desmobilização da Obra A Desmobilização compreende a desmontagem do Canteiro de Obras e consequente retirada do local de todo o efetivo, além dos equipamentos e materiais de propriedade exclusiva da Contratada, entregando a área das instalações devidamente limpa. A desmobilização do canteiro deve abranger a recuperação de uso da área anteriormente ocupada pelas instalações, ou o aproveitamento das instalações para outras finalidades. A área afetada deve ser recuperada mediante a remoção das construções provisórias, limpeza e recomposição ambiental. Os solos vegetais removidos devem ser estocados em local não sujeito à erosão, devendo ser reincorporados à área de origem após a desmobilização. Não é permitido o abandono de sobras de materiais de construção, de equipamentos ou partes de equipamentos inutilizados. Os resíduos 7 de concreto devem ser acondicionados em locais apropriados, os quais devem receber tratamento adequado. 4 CANTEIRO DE OBRAS O canteiro da obra deve ser dimensionado e executado levando-se em consideração as proporções e as características da mesma; as distâncias em relação ao escritório central, aos centros fornecedores de mão de obra e de material; as condições de acesso e os meios de comunicação disponíveis. As unidades componentes do canteiro de cada obra devem ser discriminadas no respectivo orçamento. O local para implantação do canteiro de obras deve ser preferencialmente em áreas planas, procurando evitar grandes movimentos de terra, de fácil acesso, livre de inundações, ventilado e com insolação adequada. As edificações do canteiro de obras devem dispor de condições mínimas de trabalho e habitação, tais como: ventilação e temperaturas adequadas, abastecimento de água potável, instalações sanitárias com destinação dos dejetos para fossas e sumidouros, (na ausência de rede coletora), distantes de cursos d’água e poços de abastecimentos e, destinação adequada para lixo orgânico e inorgânico. A limpeza do terreno deve ser executada somente dentro da área de projeto. As reservas que constituem áreas de interesse ambiental, locadas no entorno da área do empreendimento devem ser preservadas. Sempre que possível preservar a cobertura vegetal de médio e grande porte. Evitar comprometer a cobertura vegetal das áreas de entorno, com incêndio, derramamento de óleos e disposição de entulhos. Em áreas próximas a reservas, devem ser mantidos operários preparados para o combate a incêndios, evitando-se perdas da cobertura vegetal da área de entorno. É recomendável executar a limpeza da área de forma manual, evitando a emissão abusiva de ruídos, gases, óleos e graxas. Não devem ser incinerados restos de vegetais no canteiro de obras. A SECIR, a critério da fiscalização, pode aceitar a locação de imóvel,que substitua integral ou parcialmente as instalações do canteiro. A construção do canteiro deve obedecer ao disposto na legislação vigente. 8 5 CAPTAÇÃO SUBTERRÂNEA A construção de poços tubulares profundos é uma atividade especializada na área de engenharia, portanto, todo esforço deve estar centrado na contratação de empresas de perfuração de poços que possuam quadros especializados de funcionários, geólogos, engenheiro de minas ou engenheiros com especialização na área reconhecida pelo CREA. Para a execução da perfuração do poço deverão serem observados e seguidos os seguintes parâmetros técnicos e definidos a seguir: 5.1 Completação Diz respeito ao ato de completar o poço, ou seja, colocar a tubulação do poço (revestimento e filtro), o cascalho (pré-filtro) e o cimento (cimentação). Esta etapa da perfuração do poço poderá ocorrer em material inconsolidado e em rochas sedimentares de porosidade intergranular, nos quais deverão ser instalados filtros. Caso a perfuração encontre rochas cristalinas (granitos, xistos, quartzitos, etc.), com porosidade de fraturas, e calcários (porosidade de canais de dissolução), poderá revestir- se apenas na sua parte superior, onde a rocha se encontra alterada sujeita à desmoronamentos, não se utilizando filtros. Caso a rocha cristalina se encontre intensamente fraturada, ou o calcário apresente níveis de alteração ou de intensa dissolução, será necessário revestir todo o poço. O poço poderá apresentar apenas uma coluna de revestimento no poço em sedimento, ou uma configuração similar a um telescópio. Os revestimentos externos serão utilizados para segurança em caso de formações menos consolidadas ou para isolar águas contaminadas superiores. O revestimento mais interno diz-se de produção. Se houver necessidade de filtros, eles serão descidos em conjunto com os tubos de revestimento. 5.2 Cimentação Consiste no enchimento do espaço anelar existente entre os tubos e a parede da formação e tem a principal finalidade da união da tubulação de revestimento com a parede do poço e evitar que as águas imprestáveis contaminem o aquífero, além do objetivo de formar um tampão de selo no fundo do poço ou para corrigir desvios do furo 9 durante a perfuração. 5.3 Desenvolvimento Os trabalhos de desenvolvimento objetivam a remoção do material mais fino da formação aquífera nas proximidades do poço, aumentando, assim, sua porosidade e permeabilidade ao redor. Além disso, servirá para estabilizar a formação arenosa em torno dos filtros do poço, permitindo fornecer água isenta de areia. Nas rochas consolidadas, o desenvolvimento atuará limpando e desobstruindo as fendas e fraturas por onde circula a água. Isso tudo permite que a água possa entrar mais livremente no poço, assegurando assim, o máximo de capacidade e diminuindo as perdas de cargas do aquífero para o poço. 5.4 Bombeamento É a ação da retirada da água do poço por intermédio de uma bomba. O ensaio de bombeamento destina-se a determinar a vazão de explotação do poço, utilizando-se o equipamento de bombeamento adequado para sua explotação, permitindo ainda a determinação dos parâmetros hidrodinâmicos do aquífero e das perdas de carga no poço e no aquífero. Para tanto, serão feitos os registros e controle da vazão (Q), nível estático (NE) e nível dinâmico (ND), durante teste de produção ou de aquífero. 5.4.1 Vazão (Q) É a medida do volume de água que sai do poço por determinado período de tempo. Medida geralmente em metros cúbicos por hora (m3 /h). 5.4.2 Nível Estático (NE) É a profundidade do nível da água dentro do poço, quando não está em bombeamento por um bom período de tempo. Medido geralmente em metros (m) em relação à boca do poço. 5.4.3 Nível Dinâmico (ND) É a profundidade do nível da água dentro do poço, quando está em bombeamento. Medido geralmente em metros (m) em relação à boca do poço. 10 5.4.4 Rebaixamento (sw) É a diferença entre o nível estático e o dinâmico, ou seja, o quanto o nível da água rebaixou dentro do poço, durante o bombeamento. Medido geralmente em metros (m). 5.4.5 Altura da Boca do Poço É o tamanho do cano exposto, ou seja, a altura da boca do poço até a superfície do terreno. Medido geralmente em metros (m). 5.5 Instalação É a etapa final na construção do poço, deixando-o apto a funcionar normalmente. Consiste na colocação de um equipamento de bombeamento, com tubulações edutoras, sistema de acumulação (caixa d’água) e sistema de distribuição da água (chafarizes, encanação etc.). 6 ELEVATÓRIA E BARRILETE DE RECALQUE A estação elevatória de água bruta, será composta por um conjunto motobomba de eixo vertical submerso e o seu bombeador será acoplado a tubulação flexível, por meio de terminais cônicos com rosca macho externa, os quais deverão ser fornecidos pelo fabricante da mangueira como acessório. A outra extremidade da tubulação flexível será acoplada ao conjunto de tubos e Conexões do Barrilete de recalque, deverão ser todos em ferro fundido flangeado, tratado com pintura antiferruginosa (zarcão) e acabamento em pintura com tinta esmalte na cor indicada pela fiscalização, até a entrada do Microssistema de Tratamento de Água (ETA). Todos os componentes, da elevatória de água bruta e barrilete de recalque, têm que estar em um ponto ótimo de operação e eficiência, de modo a proporcionar para o sistema, bom rendimento energético e por conseguinte aumentar a vida útil dos equipamentos. 7 LIMPEZA DO TERRENO A limpeza do terreno deverá ser executada de modo a deixar completamente livre não só as áreas onde serão implantadas as obras, como também os caminhos indispensáveis para o transporte de materiais. 11 O terreno será totalmente limpo de todo o entulho, sendo desmatado e destocado retirando-se raízes, troncos, tocos e arbustos que prejudiquem a boa execução das obras. 12 8 LOCAÇÃO DA OBRA Após o atendimento do item anterior, deverão ser providenciados os serviços de topografia necessários à locação da obra. Após a execução de terraplanagem, serão executados os nivelamentos, contranivelamentos de vias e platôs. Deverão ser observadas rigorosamente as cotas previstas no projeto fixando-se previamente a referência de nível a obedecer, a qual é indicada no projeto. 9 MOVIMENTO DE TERRA As escavações serão executadas dentro das necessidades do projeto e de acordo com a topografia do terreno. Os fundos das cavas deverão ser nivelados e as paredes laterais do corte, tanto quanto possível verticais. Quando necessário os locais escavados deverão ser adequadamente escorados, de modo a garantir a segurança dos operários. As escavações em rocha, se necessárias, deverão ser executadas por pessoal habilitado. O esgotamento das cavas de fundações, se necessário deverá ser feito com bombas adequadas. 10 ATERROS E REATERROS Os aterros deverão ser executados com material arenoso, isento de matéria orgânica. Deverão ser espalhados em camadas nunca superior a 0,20 m de altura e compactados com equipamento mecânico apropriado ou manualmente. Será adotado processo idêntico para o reaterro das áreas remanescentes das escavações, para regularizar o terreno. 11 SONDAGENS DE RECONHECIMENTO DO SOLO, PROJETOS DE FUNDAÇÕES E ESTRUTURAIS As fundações, estruturas e projetos complementares serão executados em obediência aos projetos executivos e detalhes específicos elaborados pela CONTRATADA, com base na Sondagem SPT de simples reconhecimento do solo realizada obedecendo as normas NBR 6484 e NBR 6502. Os Projetos executivos deverão ser apresentados à CONTRATANTE em 02 (duas) cópias e seus respectivos arquivos magnéticos dos projetos de cálculo estrutural, de instalações elétricas, de fundações, hidráulicos, SPDA, drenagem e demais projetos complementares para sua apreciação. 13 12 FUNDAÇÕES E ESTRUTURASAs Estacas serão escavadas a trado motorizado com diâmetros conforme especificado em projeto e serão preenchidas com concreto armado, moldadas in loco, conforme as características técnicas projetadas. O detalhamento da armadura deve respeitar o projeto estrutural. As concretagens somente serão efetuadas após verificação e autorização por escrito pela Fiscalização. A Escavação manual para execução dos blocos das estacas (hdesse processo. 12.5 Concreto Magro Será utilizado para lastro de piso apoiado diretamente no terreno. Será lançado sobre a base de pedra britada, após conveniente apiloamento do terreno e da base. O lastro de concreto deverá apresentar a espessura mínima de 5 cm. 13 EQUIPAMENTO DE TRATAMENTO E DISTRIBUIÇÃO ETA A ETA trata-se de um Equipamento de Tratamento e Melhoramento de Água modelo Chafariz com capacidade de tratamento e reservação de 25.000 L. O Equipamento deve tratra águas captadas de mananciais de água doce, subterrânea ou superficial, sendo ideal para regiões remotas por sua facilidade de instalação e manutenção. Equipado com kit de motobomba alimentada com energia solar para adução de água bruta, com reservatórios duplos autolimpante com Aerador acoplado em PRFV, conjunto de filtros em PRFV, Redutor De Dureza e Purificador de Ultrafiltração, seus dosadores automáticos de produtos químicos conta com área de abrigo dos equipamentos e ponto de uso da água purificada, O equipamento deve ser eficiente para tratamento dos principais problemas de alteração e contaminação da água como: Alcalinidade, Amônia, Aspecto, Cor Aparente, Redução da Dureza Total, Gosto, Odor, PH, TDS, SST, Turbidez, Eficiência Bacteriológica, conta também SPDA (Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas) e GRADIS para proteção do local de implantação dos equipamentos. 18 O projeto tem que atender os parâmetros estabelecidos pelas principais legislações do país sobre saneamento, como a Resolução CONAMA nº 357/2005, e Resolução CONAMA Nº 430/2011. O acesso à água potável e ao saneamento básico é um direito humano essencial, fundamental e universal, indispensável à vida com dignidade e reconhecido pela ONU como “condição para o gozo pleno da vida e dos demais direitos humanos” (Resolução 64/A/RES/64/292, de 28.07.2010). Fabricado em PRFV (Poliéster Reforçado em Fibra de Vidro), é um vidro de borossílicato, contendo menos de 2% de Na2O (Óxido de Sódio), e K2O (Óxido de Potássio). O Óxido de Boro, fornece o alongamento dos vidros, possibilitando a formação de fibras, ou fios com diâmetros de 5 a 20 microns. Em forma de micro mantas – tecidos – filamentos. Pode-se definir o produto como um Concreto Armado das matérias plásticas, também chamado de PLÁSTICO REFORÇADO COM FIBRA DE VIDRO (PRFV), a resina tem função de argamassa e o vidro a função do ferro. Para determinação dos cálculos estruturais foram utilizados os critérios técnicos estabelecidos pelas Normas NBR, ASME. 13.1 FABRICAÇÃO O processo de fabricação dos tanques PRFV é realizado com pistola (Spray Up) sendo aplicada resina poliéster com fibra de vidro picada, e o processo de laminação conhecido como enrolamento, atendido pelas normas ASTM D- 3299 e ASTM D- 2996 a laminação por enrolamento é usada principalmente para fabricação de estruturas cilíndricas, como costados de tanques, tubos ou dutos. Considerando estes fatos, apresenta alta resistência aos agentes químicos e irreversíveis. Os detalhes de produção do tanque estão de acordo com ASME RTP-1 AS Merkblatt N1, ASTM D-3299, ASTM D-2996 e NBS PS 15.69. Os materiais para fabricação consistem em: a) Processo = Fibra picada (Spray UP) b) Roving = Picado TEX 4000 c) Tecido estrutural = 1000 g/m² d) Resina Poliester Instaurada Ortofitálica e) Barreira Química em Gelcoat Estervinílico Náutico 19 13.2 CONCEPÇÃO O equipamento ETA, capta e trata água doce bruta oriunda de mananciais subterrâneos ou superficiais. Do reservatório elevado à água será distribuída por modelo chafariz. O equipamento compreende o seguinte: a) Aerador de Bandeja; b) Decantador Lamelar; c) Reservatório de 25.000 L; d) Cabine de proteção de equipamentos; e) Tanque para armazenamento de produtos químicos; f) Leito de secagem; g) Painel elétrico; h) Painéis solar 550w 8 peças (ou configuração equivalente); i) Misturador estático; j) Filtros, modele tanque PRFV (mínimo de 0,60mx1,35m); k) Filtros BIG; l) Filtro de Ultrafiltração m) Descalcificador, polarizador de íons; n) Tubos e Conexões de interligações; o) Armação para instalação dos painéis solar; p) Iluminação em LED; q) Sistema Off Grid 1200w; r) Motobomba submersa de recalque 2hp de acionamento hibrido; s) Bomba dosadora de produtos químicos; t) Gradis de Proteção; 13.3 CAPTAÇÃO / ADUÇÃO Deverá ser utilizado motobomba submersível de 4 polegadas, com capacidade de elevação até 150 metros, alimentada com energia solar no sistema OFF GRID, vazão nominal 4.000 L/h à 6.000L/h, com tubulação de recalque em tubo ou mangueira de PVC de 1.1/2”. Barrilete de ferro galvanizado de monitoramento. 20 O acionamento do motobomba poderá ser híbrido não simultâneo, podendo ser acionada pela fonte principal (solar) ou gerador de energia monofásico em caso de emergência, com conexão para chave boia (automático). 13.4 TRATAMENTO QUIMICO Será utilizado três bombas dosadoras para submeter a água de abastecimento a um tratamento químico, inserindo aditivos sanitizantes, oxidantes, alcalinizantes e floculantes. Deverá ser utilizado sulfato de alumínio ou hidroxicloreto de polialumínio para a coagulação da água bruta. A solução de sulfato de alumínio ou de hidroxicloreto de polialuminínio será preparada em um pequeno tanque, com volume suficiente para a operação da ETA. As bombas dosadoras presentes neste estágio não fazem uso de energia elétrica, pois realizam a injeção do produto utilizando somente a pressão da água como força motriz. A dosagem de produto injetado é sempre proporcional ao volume de água que flui pelo equipamento, independente das variações na taxa de fluxo ou na pressão do sistema. 13.5 CONTATO Estágio no qual a água é submetida ao misturador estático, que tem por finalidade a homogeneização e mistura dos aditivos químicos. Para a dosagem de alcalinizante e coagulante para um melhor contato dos produtos químicos com a água bruta, o misturador estático em linha é um dispositivo que tem a função de agitar e homogeneizar líquidos com diferentes níveis de viscosidade dentro de uma tubulação. Esse tipo de misturador estático em linha consiste normalmente em um carretel de tubo com um enchimento que promove a mistura de forma eficaz. 13.6 AERAÇÃO Neste estágio a água é submetida ao processo de aeração, propiciando maior eficiência na oxidação do ferro dissolvido, bem como atuando na oxigenação da água e, consequentemente, no combate a amônia. O sistema usado para remoção de ferro e manganês será de formação de precipitado e filtração, o qual trata-se da seguinte sequência: 21 a) Aeração b) Sedimentação c) Filtração O processo de aeração com a função de oxidação de ferro e manganês é geralmente recomendado para águas com altas concentrações de ferro (> 5mg/L). O oxigênio da atmosfera reage com o ferro e manganês contido na água para produzir sais insolúveis de óxido de ferro (férricos) e manganês (mangânicos). 13.6.1 AERADOR DE TABULEIROS O equipamento em questão utiliza o Aerador tipo tabuleiro/bandeja, e será constituído por um conjunto de 5 bandejas superpostas espaçadas de 0,10m e 0,15m, com fundo de tela. A água a ser aerada será impulsionada por gravidade por todas as bandejas até chegar a última bandeja de onde ela é coletada para um reservatório inferior. 13.7 DECANTAÇÃO Neste estágio a água armazenada é submetido ao processo de decantação, tem por finalidade a separação de sólidos construídos basicamente de biomassa formadas no processo de floculação. O equipamento utiliza o decantador lamelar de fluxo vertical. Decantadores lamelares são aqueles em que se instalam módulos tubulares e a água segue um fluxo ascendente passando pelos módulos, com ele é possível obter um rendimento mais elevado no processo de decantação 13.8 FILTRAÇÃO Trata-se do processo deremoção das partículas que não foram retiradas pela decantação, além dos microrganismos a elas associadas. Este estágio tem por objetivo realizar a filtragem inicial da água de abastecimento. É composto por um tanque PRFV e válvula manual, proporcionando a vazão máxima de 5.000 L/h, onde se utiliza a carga suporte de areia grossa e seixo rolado, bem como se utiliza mídia de areia filtrante Zeólita OX TECH e carvão ativo. O sistema apresenta as seguintes características a) Taxa máxima de filtração: 3,9 (m³/m².h) ou 93,95 (m³/m².h) b) Vazão total: 0,51 L/s: 0,00051m³/s: ou 0,84 m³/h 22 c) Duas unidades de filtros d) Dimensão do filtro de 0,60m x 1,35m 13.9 DESCALCIFICAÇÃO Neste estágio a água é submetida ao processo de descalcificação, onde se utiliza a tecnologia de polarização de íons, atuando principalmente em íons de cálcio, magnésio e íons radicais ácidos, de modo a alcançar o efeito de inibição da escalda em até 86%. O equipamento utilizado neste estágio não faz uso de energia elétrica e, tampouco, de produtos químicos, bem como não produz água residual. O produto não necessita de desmontagem ou manutenção, possuindo uma vida útil estimada de 5 anos. Esta etapa reduz a formação de calcário, previne incrustações e proporciona o prolongamento da vida útil e eficiência das tubulações, válvulas torneiras, misturadores, chuveiros, aquecedores, caldeiras, eletrodomésticos etc. 13.10 CLORATOR – CASA QUÍMICA A casa química é inclusa no equipamento e deverá ser complementada com a instalação de tanques de armazenamento e dosagem de produtos químicos fabricados em PRFV, (poliéster reforçado com fibra de vidro), com barreira química contra agentes químicos, régua volumétrica, rede de alimentação e descarte. Já para a dosagem de químicos devem ser oferecidas bombas dosadoras do tipo pistão. Especificações: a) Faixa de injeção 02 – 2% [1:500 – 1:50] b) Faixa de fluxo de água 500 L/h – 8 m³/h c) Pressão de água operacional 0,15 – 8 bar d) Injeção de aditivo concentrado 1 – 160 L/h e) Volume do curso ~ 1,7 L f) Conexões NPT-BSP 1”1/2 M Ø 40x49mm 13.11 MISTURADOR ESTÁTICO Neste estágio a água é submetida ao misturador estático, que tem por finalidade a homogeneização e mistura dos aditivos químicos na água. O misturador estático em linha é um dispositivo que tem a função de agitar e homogeneizar líquidos com diferentes níveis de viscosidade dentro de uma tubulação. 23 Esse tipo de misturador estático em linha consiste normalmente em um carretel de tubo com um enchimento que promove a mistura de forma eficaz. Dados: a) Diâmetro do turbo misturador: 0,050 m; b) comprimento do turbo misturador: 0,56 m; c) quantidade: 01 unidade. 13.12 TANQUE/RESERVATÓRIO COM CAPACIDADE DE 25.000L Produzido em PRFV (Poliéster Reforçado em Fibra de Vidro), é um vidro de borossilicato, contendo menos de 2% de Na2O (Óxido de Sódio), e K2O (Óxido de Potássio). O Óxido de Boro, fornece o alongamento dos vidros, possibilitando a formação de fibras, ou fios com diâmetros de 5 a 20 mícrons. Em forma de micro mantas – tecidos – filamentos. Podemos definir o produto como um Concreto Armado das matérias plásticas, também chamado de PLÁSTICO REFORÇADO COM FIBRA DE VIDRO (PRFV), a resina tem função de argamassa e o vidro a função do ferro. Para determinação dos cálculos estruturais devem ser utilizados os critérios técnicos estabelecidos pelas Normas NBR, ASME. Estas especificações abrangem tanques fabricados por Spray UP. Os requisitos incluídos são para materiais, propriedades, concepção, construção, dimensões, tolerâncias e aparência. Os detalhes de fabricação do tanque de acordo com a ASME RTP-1 AD Merkblatt N1, ASTM D 3299, NBS OS 15.69. Os parâmetros são de um reservatório com diâmetro nominal de 1500mm, com altura do acostado de 16005mm e densidade do fluido armazenado de 1000Kg/m³. Além de tratar e amarzenar água, deve ter a função de armazenar para a retrolavagem/limpeza do filtro. Os materiais recomendados para fabricação são os seguintes: a) Processo = Fibra picada (Spray UP) b) Roving = Picado TEX 4000 c) Tecido estrutural = 1000g/m² d) Resina Poliéster instaurada Orfitálica e) Barreira Química em Gelcoat Ester Vinílico Náutico 24 Para a fixação do reservatório, os chumbadores utilizados deverão ser de no mínimo 5/8” x 5”, apresentando uma resistência a tração de 5.520 Kgf e uma resistência ao corte de 4.933 Kgf. Para garantir a estabilidade global da estrutura, deve ser previsto a utilização de cabo de aço estaiado com bitola mínima de 5/16”, resistência a tração de 2340 Kgf e resistência a ruptura de 3630 Kgf para ancoragem do equipamento. O acabamento da pintura do equipamento deverá ser a base de gelcoat branco com absorvedor de UV, as entradas de inspeção devem seguir as especificações de projeto. 13.13 FILTRO BIG, DUPLO Neste estágio a água é submetida ao processo de melhoria da qualidade, onde é realizada a retenção de sedimentos e partículas sólidas de até 5µ (mícragem nominal). Ainda neste estágio é realizada a redução de cloro livre e outros contaminantes, bem como a redução da turbidez, gostos e odores indesejados da água. É composto por um filtro big , onde se utiliza o elemento filtrante de polipropileno 20 x 4.1/2 e o elemento filtrante de carvão ativado compactado 20x4.1/2. Vazão: trata até 5.000 litros por hora. 13.14 ULTRAFILTRAÇÃO Neste estágio a água é submetida ao procedimento de ultrafiltração com eficiência nominal de 0,01µ, proporcionando –se assim a obtenção eficiência bacteriológica e um alto grau de pureza da água. O nível de eficiência na retirada de sólidos suspensos, bem como na eliminação de vírus e bactérias, são os principais atributos inerentes a esta etapa. É composto por até dois purificadores de água inox de ultrafiltração que atua na retenção de sedimentos e partículas sólidas de até 0,01µ (mícragem nominal), com vazão máxima de 8.000 L/h. Este equipamento utiliza uma membrana de ultrafiltração que permite a sua limpeza, proporcionando um baixo custo de manutenção com o produto. A alta eficiência deste purificador, especialmente no que se refere ao combate a vírus e bactérias presentes na água, é comprovada e certificada pelo INMETRO, proporcionando maior credibilidade e segurança aos seus usuários. 13.15 LEITO DE SECAGEM Este leito receberá o resíduo provenientes do processo de decantação e retro lavagem dos equipamentos, entrada do resíduo: por cima, com tubulação de PVC 75mm, saída de líquido percolado, por meio de tubulação de PVC 32 mm. Material do leito de secagem: alvenaria ou PRFV, composição do meio filtrante, de cima para baixo: a) Tijolo maciço deitado com distância de 1,5cm rejuntado com aerão b) +/- 13,0cm (0,32 m³) de areia fina 25 c) +/- 13,0cm (0,32 m³) de areia grossa (areão) d) +/- 13,0cm (0,36 m³) de brita N1 e) +/- 13,0cm (0,24 m³) de brita N3 O tempo de secagem previsto para todo o lodo será de aproximadamente 15 dias. Após este período, o lodo será retirado manualmente por meio de pás e acondicionado em sacos plásticos dentro de tambores metálicos, e armazenados em local seco e ventilado, abrigado das intempéries. O leito de secagem deverá ser promovido de cobertura por telhas plásticas transparentes, acelerando a secagem do lodo por “efeito de estufa”. 13.16 LOCAL DE INSTALAÇÃO O tanque deve ser instalado sobre base plana, nivelada, lisa e livre de resíduos, elaborada em concreto armado, sob orientação de engenheiro civil, de modo a suportar o peso total do mesmo, considerando o peso do material a ser armazenado quando este estiver completamente cheio. 13.17 MANUSEIO DOS TANQUES Os tanques são produzidos em PRFV (poliéster reforçado em fibra de vidro), e deve ser manuseado com cuidado, evitando batidas ou vibrações em excesso em seu entorno. O tanque deve seriçado do caminhão até o local de instalação, usando cintas. 13.18 PAINEL ELÉTRICO Será fornecido um quadro metálico para a montagem do sistema, conforme já descrito nesse memorial, podendo se montar um painel para a captação e a estação de tratamento com recalque. Também deverá ser fornecido um projeto elétrico geral do comando e força. Descrição de Quadro de Comando: Será utilizado um inversor de frequência solar, MPPT, com entrada CC e CA monofásica e saída trifásica 220V, como é o caso dos inversores Ebara/Thebe modelos TSIM ou TSIK 2.2KW. 13.19 TUBOS E CONEXÕES Todas as tubulações e conexões, que fazem parte da interligação entre os equipamentos, tanques e reservatórios da ETA, deverão ser adquiridas em PVC nas 26 interligações serão revestidas em PRFV (poliéster reforçado com fibra de vidro), garantindo maior resistência e não apresentando vazamentos. 13.20 GUARDA CORPO, BASE SUPERIOR DO TANQUE A altura mínima do guarda corpo deverá ser de 1,20m para o travessão superior e 0,70m para o travessão intermediário com rodapé com altura de 0,15m rente à superfície. A proteção deverá suportar uma carga horizontal de 90 kgf/m para o travessão superior e 66 kgf/m para o travessão inferior e 22 kgf/m para o rodapé. A estrutura deverá suportar uma carga de impacto de 150 kgf. 13.21 ESCADA DE MARINHEIRO A escada de marinheiro deverá apresentar largura com degraus de 45cm com diâmetro de 38mm e altura entre degraus de 30cm em média. A estrutura longitudinal deverá ser em Metalon galvanizado de 50 x 30 mm e espessura de 2mm com pintura de proteção UV. 14 SERVIÇOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 14.1 Instalações do Canteiro de Obras Constara no mínimo 01 (um) depósitos por obra, necessários ao acondicionamento dos materiais descobertos (areia, brita, ferro, tijolo etc.), bem como os depósitos cobertos para o acondicionamento de materiais que não podem ficar ao tempo (cimento, esquadrias etc.). Deverá ser previsto um cômodo para os serviços de escritório, local onde sempre estarão à disposição os desenhos e memoriais do projeto. Além disso, deve incluir as instalações sanitárias provisórias, bem como as instalações de água, luz e força, necessárias para execução da obra. 14.2 Revestimento As superfícies a revestir deverão ser limpas e molhadas antes de qualquer revestimento. Deverão ser previamente chapiscadas com argamassa de cimento e areia, encobrindo-as totalmente. Os revestimentos deverão ser iniciados após a colocação das tubulações de água e energia elétrica. 27 14.3 Pisos. Os pisos de cimento serão executados com aplicação de camada de argamassa de cimento e areia no traço 1:3, com 2 cm de espessura. Terão declividade na direção dos locais previamente fixados para o escoamento das águas. 14.3.1 Esquadrias de Ferro Será executada esquadria do tipo grade simples de ferro 3/8” no abrigo do quadro de comando da bomba, com fechamento em cadeado, tratada com pintura antiferruginosa e pintura de acabamento em tinta esmalte na cor indicada pela fiscalização. Os portões de acesso de veículos e pessoas serão executados em estrutura de ferro tubular com diâmetro de 2” e tela tipo alambrado em arame galvanizado # ¾”, tratado com pintura antiferruginosa e acabamento em tinta esmalte na cor indicada pela fiscalização. 14.3.2 Tela tipo alambrado em arame de aço galvanizado No muro de cercamento deverá ser executado fechamento em tela tipo alambrado em aço galvanizado malha # 2”, fixadas em moirões com grampos de aço com duas pontas, devendo ser assentadas de forma que permaneçam perfeitamente esticadas. 14.4 Pintura Todas as superfícies a pintar deverão estar secas, cuidadosamente limpas (isentas de pó), retocadas e preparadas para o tipo de pintura a que se destina. Cada demão de tinta acrílica só poderá ser aplicada quando a precedente estiver perfeitamente seca devendo observar um intervalo de 4 horas entre duas demãos sucessivas, ou conforme indicação do fabricante. As superfícies rebocadas deverão, após um prazo mínimo de 30 (trinta) dias consecutivos, serem preparadas com selador acrílico e posteriormente pintadas. Igual cuidado haverá entre um intervalo mínimo de 24 horas cada demão de massa. As peças de madeira deverão ser lixadas e após serem cuidadosamente limpas e isentas de pó, deverão receber duas demãos de líquido selador e após a secagem completa do selador será aplicada uma demão de verniz. 28 Quando solicitada pela Contratante a Contratada deverá providenciar pinturas dos logotipos da Administração no reservatório elevado, conforme dimensões e modelos apresentados. 14.5 Placas A Contratada deverá providenciar a confecção e instalação da placa da obra nas dimensões indicadas, conforme modelo disponibilizado pela demandante e/ou modelo apresentado no anexo do projeto. 14.6 Grama Dentro da área onde serão construídas as unidades do sistema, nos locais não pavimentados, deverá ser executado gramado em placas sobre camada de terra vegetal isenta de pedregulhos e raízes. 14.7 Fôrmas As fôrmas deverão ter as armações e os escoramentos necessários para não sofrerem deslocamentos ou deformações no lançamento do concreto, fazendo com que, por ocasião da desforma, a estrutura reproduza o que foi determinado em projeto. As fôrmas utilizadas na concretagem deverão ser bem aparelhadas, estanques e suportar com segurança as cargas que lhe foram transmitidas. Os pontaletes terão secção com dimensões mínimas de 3" x 3", devendo ser, devidamente, contraventados. Não deverá haver mais do que 01 (uma) emenda em cada pontalete, devendo a mesmo ser efetuada fora do terço médio da peça. Antes do lançamento do concreto, as fôrmas deverão ser limpas, molhadas e perfeitamente estanques, a fim de evitar a fuga da nata do cimento. A retirada das fôrmas, deverá ser efetuada obedecendo às recomendações da ABNT e a orientação da CONTRATANTE. 14.8 Armadura (Ferragens) As armaduras serão constituídas por vergalhões de aço CA-50 e CA-60 de acordo com o projeto estrutural. o dobramento, o número, a posição e a bitola das barras obedecerão rigorosamente aos desenhos dos projetos estruturais e os preceitos da EB- 3 da ABNT. 29 O corte e o dobramento da ferragem deverão ser feitos a frio. não serão permitidas emendas de barras, quando não previsto no projeto estrutural. A colocação das armaduras nas fôrmas deverá ser terminada em tempo hábil, antes do início da concretagem, a fim de permitir sua verificação pela CONTRATANTE. 14.9 Limpeza A obra será entregue em perfeito estado de limpeza e conservação. Deverão apresentar funcionamento perfeito todas as suas instalações, equipamentos e aparelhos, com as instalações efetivamente ligadas as redes de serviços públicos. 15 ESPECIFICAÇÕES DOS EQUIPAMENTOS Não será fornecido à CONTRATADA nenhum equipamento, a qual deverá colocar à disposição da obra tudo o que for necessário à perfeita execução dos serviços. 15.1 Válvulas e Registros Serão fornecidas válvulas em quantidades e características conforme indicado nas listas de materiais do projeto. As características das válvulas tais como, diâmetro, conexão, acionamento e classe de pressão, deverão ser indicadas nas listas de materiais do projeto executivo. Para o estabelecimento das condições de instalação, o Fornecedor deverá observar os desenhos de projeto e manter estreito relacionamento com o Fornecedor do sistema de suprimento para os atuadores pneumáticos, quando for o caso, para serem evitados quaisquer problemas de incompatibilidades entre eles. 16 NORMAS GERAIS DE FORNECIMENTO O fornecimento de equipamentos obedecerá às presentes especificações e seus anexos aos projetos e demais detalhes técnicos e instruções fornecidas pela Fiscalização. O fornecedor poderá oferecer materiais alternativos em substituição aos materiais previstos. Neste caso, o fornecedordeverá indicar todas as principais características dos materiais ofertados, de modo a permitir à Fiscalização uma análise comparativa com os equipamentos listados. A Fiscalização exigirá que todos os equipamentos alternativos tenham perfeita equivalência com todos os equipamentos listados. Para tanto deverá ser preparada uma 30 lista dos equipamentos alternativos completa devidamente justificada que deverá ser analisada pela Fiscalização juntamente com a proposta. Na eventual necessidade de fornecimento não especificado, o fornecedor somente poderá realizá-lo após a aprovação da especificação correspondente pela Fiscalização. O fornecedor será o único responsável pelo fornecimento de todos os equipamentos obedecendo a todos os requisitos, inclusive transporte, carga e descarga. Será também de sua integral responsabilidade o fornecimento de mão-de-obra, equipamentos (quando for o caso), impostos, taxas, seguros e vigilância do canteiro de obras. Os prazos deverão ser rigorosamente cumpridos independente de dificuldades que porventura venham a ocorrer. Não poderá ser alegado, em hipótese alguma como justificativa ou defesa, de qualquer elemento do fornecedor, desconhecimento, incompreensão, dúvidas ou esquecimento das cláusulas e condições destas especificações e do Contrato e das recomendações dos fabricantes quanto a correta aplicação dos equipamentos. Ficam reservados à Fiscalização o direito e a autoridade para resolver todo e qualquer caso singular, duvidoso e omisso não previsto nestas Especificações e em tudo o mais que de qualquer forma se relacione ou venha a se relacionar direta ou indiretamente, com o fornecimento em questão. O fornecedor deverá permanentemente, ter e colocar a disposição da Fiscalização os meios necessários e aptos a permitir o diligenciamento dos fornecimentos bem como a inspeção dos equipamentos. A atuação da Fiscalização em nada diminui a responsabilidade única integral e exclusiva do fornecedor no que concerne ao fornecimento e suas implicações próximas ou remotas, sempre de conformidade com o contrato, o Código Civil e demais leis ou regulamentos vigentes. O fornecedor deverá estar sempre em condições de atender a Fiscalização e prestar-lhe todos os esclarecimentos e informações sobre o andamento do fornecimento e sua programação e tudo mais que a Fiscalização julgar necessário. 31 17 CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS O fornecedor deverá fornecer junto com a proposta, catálogos e informações técnicas relativas aos equipamentos. 19.1 Testes Todos os equipamentos, mão-de-obra e aparelhos, devem ser fornecidos para a execução de testes quando solicitados pela Fiscalização. 19.2 Pintura Todos os equipamentos deverão ser adequadamente pintados pelo Fornecedor, com materiais resistentes ao ataque do ambiente. Deverá ser colocado em cada equipamento uma placa de identificação contendo o nome do fabricante e características do equipamento. 19.3 Embalagem Os equipamentos deverão ser adequadamente acondicionados para transporte e armazenamento. A embalagem deverá suportar as manobras usuais de transporte e manuseio sem danificar o conteúdo. Os custos da embalagem serão por conta do fornecedor, bem como seguros contra danos e avarias no transporte. 19.4 Garantia O Fornecedor deverá apresentar juntamente com a sua proposta, um “Termo de Garantia” com validade mínima de 12 meses a partir da data de entrega ou a partir da data de colocação em serviço do equipamento, prevalecendo a condição que primeiro ocorrer. Este “Termo de Garantia” englobará, obrigatoriamente, todas as peças fabricadas por terceiros, ficando o Fornecedor, em nome do qual será emitida a Ordem de Compra, responsável pelo bom desempenho de todos os componentes. 19.5 Local de entrega e Transporte O local de entrega do equipamento deverá ser no local da obra. A carga, transporte e descarga dos equipamentos e acessórios, serão feitas pelo Fornecedor sob sua responsabilidade, sendo que quaisquer danos que ocorram nos equipamentos e acessórios durante o transporte, será de exclusiva responsabilidade do Fornecedor, ocorrendo por sua conta reparos ou substituições dos equipamentos. 32 18 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DOS TUBOS E CONEXÕES 20.1 Tubos e Conexões de PVC Rígido. Deverão obedecer às prescrições da série B do PEB-183 da ABNT. 20.2 Tubos em PVC DEFOFO Os tubos em PVC DEFOFO (diâmetros equivalentes ao ferro fundido), deverão obedecer a NBR 7665 (EB 1208/71 da ABNT). 20.3 Conexões em ferro fundido As conexões em ferro fundido, deverão atender a NBR 7663 da ABNT. 20.4 Tubos da Elevatória e Adutora de Recalque Tubos e Conexões do Barrilete de recalque: Deverão ser todos em ferro fundido flangeado, tratado com pintura antiferruginosa (zarcão) e acabamento em pintura com tinta esmalte na cor indicada pela fiscalização, até a entrada do reservatório. Os tubos de aço, para a sustentação da bomba, deverão ser em aço ASTM-120 SCHEDULLE 40 rosqueado no diâmetro e dimensão indicados em projeto. 20.5 Inspeção Geral Efetuado o fornecimento ou no decorrer deste, caberá a Fiscalização verificar no local de entrega ou na fábrica, se as condições exigidas nos itens desta especificação, foram preenchidas, rejeitando os tubos que não as satisfizerem. 20.6 Formação das Amostras Quando solicitado pela Fiscalização, caberá ao fornecedor formar com os tubos não rejeitados na inspeção geral, lotes de tubos com comprimento total correspondente a 20% do projetado. De cada lote serão retirados ao acaso três tubos que devidamente autenticados constituirão a amostra e serão revestidos para um laboratório adequadamente aparelhado para execução dos ensaios de recebimento especificados no item a seguir desta especificação. A realização ou não dos ensaios, ficam a critério da Fiscalização. 20.7 Ensaios • Estanqueidade: os tubos serão ensaiados por amostragem a 2 vezes a pressão de acordo com o método MB.518. 33 • Ruptura por pressão interna instantânea: ensaios realizar-se-á de acordo com a método MB-519. • Pressão interna prolongada: ensaios realizar-se-á de acordo com a método MB- 533. • Estabilidade dimensional: ensaios realizados de acordo com o método MB-534. • Efeito sobre a água: ensaios realizar-se-á de acordo com o método. 20.8 Condições específicas • Estanqueidade: Os tubos ensaiados de acordo não devem apresentar sinais de fuga ou extrusão de água e alterações apreciáveis a vista desarmada no diâmetro externo. • Ruptura por Pressão Instantânea: Os corpos de prova não devem romper a pressão inferior a sete vezes a pressão normal do serviço. • Pressão Interna Prolongada: Os tubos devem resistir durante uma hora, a temperatura de 60o a uma pressão de: Série “A” e Série “B” p = 2 e 6/dia = 140 Kgf/cm • Estabilidade Dimensional: Os tubos ensaiados não deverão ter variação longitudinais maior que 5% e não deverão apresentar, a simples vista, fissuras, bolhas ou escamas. • Efeito sobre a Água: Os tubos não devem conferir a água qualquer odor, gosto, cor ou constituinte tóxico em concentração tal que possa ser prejudicial à saúde. No ensaio realizado, as quantidades de chumbo encontradas não deverão exceder 1 ppm. Outras substâncias tóxicas como Cr, As, Cd, Hg e Sn não deverão estar presentes em quantidades excedendo 0,05 ppm. 20.9 Aceitação Uma vez que os tubos obedecem às condições impostas, devem ser consideradas satisfatórias e consequentemente aceitos pela fiscalização. 19 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS As especificações estabelecem os requisitos mínimos e indispensáveis para elaboração e para execução dos projetos elétricos. São fornecidos os critérios básicos a que devem satisfazer as instalações elétricas. Com o objetivo de possibilitar que as 34 instalações se mantenham em um padrão definido, buscando um menor consumo de energia, consumo sustentávelde matéria-prima e uma qualidade de produto final dentro do especificado. Na elaboração e execução do projeto elétrico, a CONTRATADA deverá atender aos critérios técnicos listados abaixo: • Deverá ser elaborado projeto de instalações elétricas utilizando energia solar; • As instalações elétricas deverão atender na íntegra a NBR vigente na fase de elaboração do projeto; • Os quadros, centros de comando de motores e painéis elétricos devem atender às normas NBR vigente; • Os quadros de comando de motores devem ser aptos ao acionamento de conjunto motobomba ativos e reserva; • O acionamento dos motores poderá ser soft-start ou inversores de frequência, conforme diretrizes do projeto hidráulico; Será de responsabilidade da CONTRATADA, os seguintes fornecimentos e instalações para as elevatórias: • Instalações elétricas que garantam o perfeito funcionamento do sistema; • Painéis elétricos para acionamento dos motores; • Todos os materiais elétricos (cabos, bandejas, eletrodutos, conduletes, entre outros) necessários para interligação dos motores com os painéis elétricos, quadros elétricos de força para atender as cargas e circuitos reservas, iluminação, tomadas e todas as demais ligações necessárias para o perfeito funcionamento do sistema elétrico; • Iluminação interna e externa das áreas pertencentes ao sistema, com lâmpadas LED de alta eficiência; • Sistemas de Proteção Contra Descargas Atmosféricas (SPDA) e Aterramento; • Interligação de todas as instalações com o sistema da concessionária local; 35 ____________________________________________________ Luiz Roberto Frazão Pereira Diretoria Técnica Engenheiro Civil CREA: 2725-D/PA 2025-01-24T10:44:40-0300