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<p>FP102 – APRENDIZAGEM ESTRATÉGICA E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL</p><p>TRABALHO CONV. ORDINÁRIA</p><p>Nomes e sobrenomes dos alunos:</p><p>Ana Cláudia Neves Luz/ BRFPMME2927627</p><p>Célia Basto de Almeida/ BRFPMME5150211</p><p>Elle Waihte Rosa de Lima / BRPSMIPDE5099703</p><p>Graziela Müller/ BRFPMME4491822</p><p>Tony Leal Miranda Tenório/ BRFPMME5279341</p><p>Grupo: fp_mme_2023-06_pt</p><p>Data: 14/09/2023</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>O presente trabalho apresenta uma abordagem crítico-analítica acerca das experiências de três professores do Ensino Médio, que faz uso de estratégias metodológicas diferentes visando alcançar seus objetivos no que o processo de ensino-aprendizagem. Para a realização deste estudo, fez-se necessário buscar subsídios na disciplina Aprendizagem Estratégica e Desenvolvimento Profissional tendo em vista a orientação sobre os conceitos referentes às ações empregadas pelos professores em questão.</p><p>Considerando que as estratégias podem estar pautadas numa abordagem tradicional ao perceber que as aulas estão norteadas pela exposição simplesmente; ou mesmo em uma abordagem libertária, se estas estiverem respeitando o protagonismo do aluno no processo de construção do conhecimento. No entanto, levando-se em conta o contexto dado, vê-se que ambos os professores atuaram com a mesma temática – clima e pressão atmosférica – enquanto que os alunos deveriam construir habilidades voltadas para a compreensão de tais conteúdos. Quanto a isso, Libâneo (2002, p8) a aprendizagem somente ocorrerá quando o aluno estiver realmente comprometido e envolvido neste processo, sendo esta uma construção epistemológica e hermenêutica.</p><p>Nesta perspectiva, segue a análise detalhada referentes às estratégias utilizadas nas situações problemas enfrentadas pelos professores aqui identificados como A, B e C.</p><p>1. Se perguntássemos a cada um destes professores o que é mais importante que faça para que seus alunos aprendam, o que pensa que responderiam?</p><p>Professor : Nas concepções pedagógicas utilizadas pelo professor A é perceptível o uso de instrução de forma direta; ele se coloca como detentor do conhecimento, na condição daquele que repassa a informação tendo em vista a aprendizagem dos alunos; sinalizando uma abordagem tradicional. Ele prioriza que seus alunos tenham acesso à informação, bem como analisem e organizem as mesmas para que eles possam agregar novos conhecimentos aos saberes prévios para que as habilidades básicas, objetivadas por ele sejam adquiridas, fazendo uso, neste caso, das estratégias Cognitivas, apontando a FUNIBER, (2020 p.16) que “as estratégias cognitivas fazem referência à integração do novo material com o conhecimento prévio”. Ao solicitar a organização dos conteúdos conforme “modelos prontos”, agrupando os saberes mais importantes com o propósito avaliativo, infere-se a ideia de que este professor preocupa-se apenas com o cumprimento de ações rotineira, baseadas em reproduções mecânicas de avaliação. Deste modo, imagina-se que o Professor compreenda como sendo o mais importante para que seus alunos aprenderem a concentração em explicações de conceitos gradualmente, de modo a envolver os alunos em discussões, voltadas para o preenchimento de lacunas, reforçando a ideia de utilização de estratégias Cognitivas.</p><p>Quanto à ação avaliativa o professor mantem seu olhar voltado para o protagonismo do estudante, criando situações para que eles tenham uma aproximação maior com trabalho para que eles emitam suas percepções acerca do mesmo. Diante disso, ao ser indagado sobre o que é mais importante para a aprendizagem dos alunos, imagina-se que o professor C, compreenda que, ao final de um trabalho, os alunos possam desenvolver sua criatividade, sendo crítico e habilidades, ampliando sua capacidade de diálogo, empatia, respeito e valorização pelo coletivo, tendo em vista o favorecimento as potencialidade voltadas para a aprendizagem.</p><p>2 Se perguntássemos a cada um destes professores como pensam que devem potencializar a compreensão do conteúdo, o que vocês acreditam que nos diriam?</p><p>Professor : Defende a ideia de que a aprendizagem se dar não necessariamente por meio da utilização de estratégias, mas a partir da utilização de técnicas e/ou procedimentos. Provavelmente, este professor enfatizaria a importância da construção gradual de conceitos e do diálogo, explicando conceitos de forma clara e gradual. Acredita-se que este professor evidenciaria a importância de se ter um conhecimento sólido acerca dos conteúdos, visando ter um retorno dos alunos, de modo que eles reproduzam fielmente o conteúdo dado, fazendo uso dessa linha de trabalho, inclusive para a avaliação da aprendizagem, privando os alunos de exporem os saberes existentes previamente, já que eles são apenas coadjuvante no processo de aprendizagem. FUNIBER (2020 p. 39) destaca que no estilo expositivo, usado pelo professor A “o mais provável é que a avaliação da aprendizagem exija aos estudantes uma devolução fiel do conteúdo transmitido”. Quanto a potencializar a compreensão do conteúdo, para o professor A é fundamental criar uma base sólida de conhecimento conceitual, permitindo que os alunos participem ativamente das discussões, preenchendo lacunas à medida que avançam na aprendizagem.</p><p>direciona para uma prática mais significativa, produzindo um conhecimento eficaz e autônomo, pautados em seus objetivos e necessidades, até porque o aluno precisa ser visto como “um ser ativo na aquisição de conhecimentos, a partir do conhecimento próprio” (FUNIBER, 2020 p. 5).</p><p>3 Se perguntássemos a cada um destes professores que valor atribui à aprendizagem cooperativa, o que você acha que nos diriam</p><p>Professor : Nota-se, de imediato que o referido professor desconsidera a aprendizagem cooperativa em sua prática pedagógica, já que nesta aprendizagem “é preciso que os estudantes tenham uma disposição favorável e estejam motivados” (FUNIBER, 2020, p. 20). Na prática do professor A não se percebe uma participação efetiva de seus alunos na sala de aula, pois eles atuam apenas através de um diálogo discreto durante a explicação do conteúdo, apresentando respostas pouco produtivas, sem margem para qualquer questionamento. No que tange à avaliação, ele faz uma abordagem pedagógica tradicional, com ações mecanizadas e repetitivas, privando o aluno da problematizar, necessária para o seu protagonismo em todo processo de aprendizagem. Segundo Johnson e Johnson (1999), o êxito de cada membro está unido ao resto da equipe e vice-versa. Aprender e assegurar de que outros membros também aprendam. Acredita-se que o professor A pode até reconhecer que a aprendizagem cooperativa tenha suas vantagens, porém, ele não a considera como parte central de sua metodologia de ensino.</p><p>Os alunos mais capazes, ou os mais especialistas em determinadas aprendizagens, podem comunicar mais facilmente que os próprios professores ou mestres com os companheiros menos peritos, pois é-lhes mais fácil colocar-se em seu lugar e representar-se suas dificuldades, porque a distância em competência não é tão forte entre pares e seus avanços nas aprendizagens são mais recentes.</p><p>Em sua prática pedagógica, o professor B busca a colaboração entre os alunos, seja na elaboração de mapas conceituais, na tomada de decisões com base em informações coletadas ou na discussão de previsões meteorológicas. Para ele, a aprendizagem cooperativa é fundamental para a construção conjunta do conhecimento e para promover uma compreensão mais significativa do conteúdo. Com sua prática pedagógica ele demonstra atuar objetivando o desenvolvimento da capacidade argumentativa e da linguagem dos estudantes quando solicita para que os mesmos argumentem a atividade proposta.</p><p>Nas situações cooperativas, os membros de um grupo compartilham a responsabilidade pelo resultado conjunto. Quer dizer que cada integrante do grupo tem responsabilidade pessoal e deve aportar seus esforços para alcançar os objetivos grupais e ajudar seus colegas a que façam o mesmo.</p><p>4. Que recomendações vocês dariam a cada destes professores para melhorar suas aulas?</p><p>Professor : As estratégias utilizadas</p><p>pelo Professor A deixam evidentes a necessidade dele buscar novas metodologias, deixando para trás estratégias mecanizadas e dê aos alunos a oportunidade de construir novos saberes, baseando em seu conhecimentos prévios, agregando habilidades importantes para que seu desenvolvimento aconteça de forma significativa, critica e criativa (FUNIBER, 2020, p. 6). Deste modo, para que o professor A possa envolver mais os alunos na construção do conhecimento é importante que ele inclua atividade como discussão em grupo, resolução de problemas, atividades práticas desenvolvidas individuais e coletivamente que permitam aos alunos aplicar os conceitos discutidos em sala de aula, fazendo com que a aprendizagem seja envolvente e significativa, com dimensão voltada para autorregulação social e autoavaliação. Caberia aqui acrescentar que este professor utilize das estratégias cooperativas, inclusive no processo de avaliação, pois são atividade significativa, necessária para o processo de construção dos alunos.</p><p>Conforme FUNIBER, 2020, p. 06:</p><p>Aprender a aprender incorpora a consciência, a gestão e o controle das próprias capacidades e conhecimentos de um sentimento de competência ou eficácia pessoal e inclui tanto o uso de estratégias de aprendizagem como a capacidade para cooperar, autoavaliar-se e autorregular a própria atuação durante a aprendizagem. (Carretero, 2011, p.7)</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>Beltran, J. (2003). Estrategias y técnicas de aprendizaje. Revista de Educación, 332, 55-73.</p><p>Durán, D. (2011). Aprender enseñando: um paradigma emergente. Herramientar, 110, 4-12.</p><p>COIRO, J. (2009). Rethinking Reading assesment in a digital age; How is Reading</p><p>FUNIBER (2020). Aprendizagem reflexiva e estratégica. In: Aprendizagem Estratégica e Desenvolvimento Profissional. (pp. 5-23). Barcelona. Espanha.</p><p>FUNIBER (2020). Ler e escrever para aprender. In: Aprendizagem Estratégica e Desenvolvimento Profissional. (pp. 27-45). Barcelona. Espanha.</p><p>FUNIBER (2020). Avaliação da aprendizagem reflexiva e estratégica. In: Aprendizagem Estratégica e Desenvolvimento Profissional. (pp. 73-89). Barcelona. Espanha.</p><p>JOHNSON, D.W.; JOHNSON, R.T. e HOLUBEC, E.J. Los nuevos círculos del aprendizaje: la cooperación en el aula y la escuela. Virginia: Aique, 1999</p><p>LOPEZ.B e Álvarez ,I. (2001), Promover la regulacion del comportamento em t áreas de aprendizaje cooperativo em línea a t ravés de la evaluacion. RIED. Revista Iberoamericana de Educacion a Distacia,14 (1). 161.183.</p><p>LIBÂNEO. José Carlos. Didática. São Paulo. Cortez.2002.</p>