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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO 
UNEC / EAD DISCIPLINA: CONSTRUÇÕES E INSTALAÇÕES RURAIS 
 
NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 107 
Professor: M.Sc. Sanderson Dutra Rocha Gouvêa – sanderson.unec@gmail.com 
8.0 Etapas do Planejamento 
a) Escolha do terreno 
Algumas pessoas primeiro criam o projeto e depois escolhem o terreno ade-
quado para ele. Mas, no geral, o curso de ação deve ser comprar um terreno que 
esteja dentro do orçamento e, só então, definir um projeto que se adapte a ele. 
Na hora de escolher o terreno, é muito importante levar em conta a localiza-
ção. Evite bairros perigosos, onde o índice de assaltos seja alto, bem como regiões 
que tenham risco de alagamento nas épocas de chuva. 
 
b) Criação do projeto 
Para que o projeto de sua casa possa ser aprovado pela prefeitura sem ne-
nhum transtorno, é essencial que ele seja feito por um arquiteto. Muitas pessoas 
deixam de recorrer a esse profissional achando que seus serviços são caros e sem 
importância. Na realidade, criar um projeto personalizado pode ser caro, mas existe 
a opção de comprar um projeto pronto. 
Os projetos prontos são modelos criados sem exclusividade pelos arquitetos. 
Assim, você e o profissional escolhem aquele que é ideal para o seu terreno, mas 
que também será utilizado por outras pessoas. 
 
c) Aprovação da prefeitura 
Para começar a sua obra, é preciso que a prefeitura conceda o Alvará de 
Construção. Caso contrário, ela estará na ilegalidade. 
Os documentos necessários para a obtenção desse alvará dividem-se em 
dois tipos: os entregues pelo arquiteto e os que o dono do terreno deve providenciar. 
Os do arquiteto são: 
1. projeto arquitetônico, especificando: situação/localização; plan-
tas; planta de cobertura; cortes; fachadas. 
2. projeto hidrossanitário; 
3. memorial descritivo; 
4. registro de responsabilidade técnica (RRT); 
5. planilha de áreas para casos de construção em condomínios. 
 
 
mailto:sanderson.unec@gmail.com
https://blog.racon.com.br/dicas-para-escolher-um-bairro-para-morar/
https://blog.racon.com.br/e-possivel-comprar-um-terreno-por-meio-de-um-consorcio/
 
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Os documentos do proprietário envolvem: 
• RG e CPF; 
• cópia da capa do IPTU; 
• cópia da escritura ou do contrato de compra e venda; 
• comprovante de pagamento da taxa de solicitação do alvará. 
 
Esses são os documentos básicos exigidos pela maioria das prefeituras, mas 
eles podem variar. Por isso, informe-se sobre as exigências do município onde o 
projeto será executado. 
Note que a maioria dos documentos exigidos é de responsabilidade do arqui-
teto. Por isso, a menos que exista alguma irregularidade no IPTU ou na transferên-
cia de titularidade do terreno, dificilmente o pedido de alvará será rejeitado. 
Os projetos residenciais também podem ser criados por engenheiros civis. 
Nesse caso, em vez do RRT, o documento que deve ser entregue é o ART (Anota-
ção de Responsabilidade Técnica). 
 
d) Definição do orçamento 
Em geral, os escritórios de arquitetura indicam profissionais para a execução 
da obra, como pedreiros, encanadores e eletricistas. Mas você também pode pedir 
orçamentos a outros profissionais de sua confiança. 
Sempre acrescente 10% ou 15% a mais no valor alocado para cada gasto. 
Por exemplo, se o orçamento do eletricista foi de R$ 5.000, considere pelo menos 
R$ 5.500. Assim, se houver alguma eventualidade, você ainda terá dinheiro destina-
do a esse serviço. 
Também é importante comprar alguns materiais (como cimento, tijolos e pi-
sos) com uma margem maior, pois eles apresentam uma taxa de desperdício alta. 
 
e) Economia na obra 
Mesmo alocando um valor do seu orçamento para eventualidades, pode 
acontecer um imprevisto maior, talvez ainda mais caro do que aquele para o qual 
você já tinha se planejado. O que fazer nesse caso? 
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https://blog.racon.com.br/conheca-quais-sao-os-documentos-necessarios-para-comprar-um-imovel/
 
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Jamais economize em serviços essenciais, como de estrutura e segurança. 
Em geral, você pode substituir itens de padrão mais alto e cortar alguns elementos 
estéticos. Por exemplo: 
• substituir o portão elétrico por um comum; 
• escolher o revestimento ideal por um preço mais acessível; 
• deixar de comprar alguns acabamentos de parede e utilizar somente tinta; 
• comprar portas mais baratas (somente as internas, sempre invista em boas 
portas nas entradas da casa, como medida de segurança); 
• substituir mármore ou granito por uma pedra mais barata; 
• fazer a garagem somente coberta em vez de fechada; 
• comprar lustres, luminárias ou pendentes mais baratos; 
• adquirir móveis para casa em bazares; 
• escolher modelos mais em conta de pias e bancadas para a cozinha e o ba-
nheiro; 
• pensar em uma decoração moderna, inteligente e econômica. 
 
É possível fazer essas substituições porque, enquanto a obra estiver na fase 
de construção da fundação, alvenaria, vigas e telhado — que são as etapas nas 
quais podem ocorrem mais imprevistos —, você ainda não terá comprado os aca-
bamentos. O ideal é comprar esses itens aos poucos, conforme orientação da equi-
pe de construção. 
 
8.1 Quais erros devem ser evitados no planejamento de obras? 
Assim como as etapas que caracterizam um planejamento de obra bem idea-
lizado, existe um conjunto de erros que devem ser evitados ao máximo. Confira os 
principais equívocos que devem ficar distantes de um projeto de construção bem-
sucedido. 
 
8.1.1 Não seguir o cronograma ou possuir um mal elaborado. 
 A concepção de um planejamento de obra carrega consigo um fator comum a 
qualquer tipo de planejamento: a expectativa versus realidade. Isso significa que não 
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https://blog.racon.com.br/escolha-o-revestimento-ideal-para-casa-em-passos/
https://blog.racon.com.br/moveis-para-casa-quais-sao-essenciais-antes-da-mudanca/
https://blog.racon.com.br/descubra-qual-entre-os-estilos-de-decoracao-combina-mais-com-voce/
 
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adianta projetar algo que, dado o grau de inviabilidade, dificilmente será materializa-
do. 
No caso do cronograma, os problemas se iniciam a partir do momento em que 
o tempo é insuficiente para executar as etapas do projeto. Em se tratando de proje-
tos de obras, tentar ganhar tempo no papel definitivamente é uma péssima estraté-
gia. Isso apenas deixará todas as pessoas envolvidas com o processo apreensivas. 
Afinal, à medida que as semanas passam, fica evidente que o intervalo determinado 
para conclusão da obra é muito curto. 
Para evitar esse grave engano, é necessário analisar cada etapa com muita 
calma, a fim de entender suas verdadeiras necessidades. Nogeral, entenda que es-
tamos nos referindo ao material e à quantidade de pessoas disponíveis para tocar o 
empreendimento. 
Se a equipe for reduzida, a antecipação da aquisição de matéria-prima será 
em vão. Naturalmente, isso também se aplica à vasta oferta de trabalhadores sem o 
acompanhamento dos itens utilizados em suas funções. Perceba que a falta de al-
guma coisa e o excesso de outra comprometem a sequência do cronograma. Logo, 
a chave para o sucesso é o equilíbrio. 
 
8.1.2 Não considerar normas de segurança 
Existe o senso comum de que somente as grandes obras de construção civil 
demandam o uso de EPIs (equipamentos de proteção individual), como luvas, capa-
cetes e calçados apropriados. Na verdade, esses e outros itens são fundamentais 
para proteger os trabalhadores de eventuais acidentes de trabalho. 
Além disso, caso sua obra não esteja de acordo com as NRs (Normas Regu-
lamentadoras) do setor, ela corre o risco de ser embargada. Nesse cenário, a de-
pender da situação, é estimado um prazo para se alinhar às NRs infringidas. Soma-
se a isso o pagamento de multas e a ocorrência de processos judiciais. Em meio a 
tudo isso, ainda há o comprometimento da entrega da obra, o que costuma render 
mais prejuízos. 
A NR-18 estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de 
organização, que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas 
preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de tra-
balho na Indústria da Construção. 
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8.1.3 Não estabelecer métodos para monitorar adequadamente a execução do 
projeto 
Tampouco basta tomar todos os cuidados mencionados até aqui se não hou-
ver um monitoramento detalhado do projeto. Acompanhar a realização das fases 
dele de perto é vital para antecipar possíveis falhas. O ideal é que um ou mais funci-
onários sejam encarregados de efetuar o monitoramento da obra e emitir relatórios 
que apontem o real progresso do projeto. 
 
8.1.4 Não contratar um seguro 
A falta de dimensionamento dos riscos inerentes ao projeto também fica entre 
os principais erros a serem evitados em um planejamento de obra. Ao ignorar os 
imprevistos, os responsáveis pelo projeto passam a contar com a sorte, o que jamais 
é recomendado. Para se proteger, a contratação de um seguro de obras é mais do 
que primordial. 
Fazer o planejamento da obra é muito importante para que ela possa ser exe-
cutada de maneira segura, dentro do cronograma e, principalmente, obedecendo 
todas as normas e leis. 
 
9.0 Organização do canteiro de obras 
Planejamento deve prever as mudanças do canteiro de acordo com as etapas 
da obra, mecanização dos processos e logística de chegada e saída. 
“Desde o início, estudamos as características do projeto para definir a logísti-
ca do canteiro, como o padrão de energia, ligação de esgoto, hidrômetro, e os esta-
belecemos próximo aos locais definitivos”, explica o engenheiro Marco Antônio de 
Carvalho, da Dinâmica Engenharia. 
Também é importante realizar o levantamento topográfico do terreno para 
avaliar limites e confrontações. “Pode haver intercorrência com o muro da casa vizi-
nha, por exemplo, e isso deve ser solucionado logo de início”, avalia Carvalho. 
Ainda no planejamento, o posicionamento da cremalheira, grua ou minigrua, 
se houver, já deve estar definido. Primeiro, porque estes equipamentos requerem 
fundação, e isso deve ser previsto no desenho do canteiro. Outro motivo é que a 
lança da grua não deve avançar nos terrenos vizinhos, ou pelo menos, ultrapassar 
dentro do estipulado em legislação. 
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9.1 Canteiro de obras: primeira fase – fundações 
A primeira fase do canteiro é a implantação, com escavação e execução das 
fundações. Nessa fase, todas as composições como vestiários, escritório, banheiros, 
almoxarifado etc. devem se situar na periferia do terreno, para permitir os trabalhos. 
Geralmente, feitas de contêineres, essas estruturas podem até ser montadas uma 
sobre a outra, para aumentar a área livre. 
Os portões de acesso à obra também podem coincidir com os portões de en-
trada do edifício finalizado. Importante lembrar que nesses portões deve ser previsto 
local para lava-rodas para a saída dos caminhões. A lavagem de rodas de veículos 
pesados é obrigatória em alguns municípios, e há algumas boas práticas que tornam 
essa etapa mais sustentável. 
 
9.2 Descarregamento de materiais 
Dependendo da região onde se constrói, o caminhão-betoneira pode estacio-
nar na rua ou deve entrar no canteiro. No canteiro, geralmente é preciso reforçar as 
lajes. Já no caso de permanecer na via pública, deve-se tomar o cuidado de esco-
lher a via de menor movimento, para evitar transtorno no trânsito. 
Outro ponto a ser considerado é a tubulação: “É preciso verificar como o 
acesso pode ter o mínimo de corpo, o ideal é que a tubulação seja reta, com o mí-
nimo de curvas, preferencialmente só para subir”, afirma Carvalho. 
O descarregamento dos demais materiais deve ser pensado para reduzir ao 
máximo o transporte horizontal, como em local próximo ao equipamento de elevação 
– por exemplo, cremalheira próxima ao armazenamento. 
Tão importante quanto o local de descarregamento é a logística de recebi-
mento de materiais. Um ponto primordial é não sobrepor uma entrega a outras. Ou-
tro aperfeiçoamento é a mecanização do descarregamento, que traz mais eficiência. 
 
9.3 Resíduos e desperdício 
Algumas construtoras trabalham com “entulho zero”. Todo o resíduo é sepa-
rado por tipos, já nas áreas de trabalho, e existe um protocolo de descarte. Na Di-
nâmica, por exemplo, são colocadas baias no térreo e caçambas dentro do canteiro. 
O aço é vendido como sucata, e o papel e papelão atualmente são doados. 
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O estoque também pode ser minimizado, sendo armazenado apenas o mate-
rial previsto para curto prazo, como um mês. Para isso, é necessário negociar com 
os fornecedores. A vantagem é a redução do espaço de armazenamento e também 
do tempo de armazenamento, que sempre pode trazer perdas. 
 
A seguir uma breve descrição dos itens primordiais de um canteiro. 
 
a) Tapume: Destinado ao fechamento do canteiro de obras, de modo a impe-
dir ou dificultar a entrada de pessoas estranhas e a saída indevida de materiais e 
equipamentos necessários da obra. É geralmente uma parede ou cerca de madeira 
de qualidade inferior ou compensada. 
b) Almoxarifado: Local destinado à guarda de materiais e seu controle e dis-
tribuição para a obra. É geralmente uma construção provisória tipo barracão, mas 
ultimamente vem sendo utilizados contêineres com portas e cadeados para melhorar 
a proteção dos materiais e equipamentos. Nessas estruturas são armazenados os 
sacos de cimento,gesso, condutores elétricos, ferragens, tintas, portas, janelas, 
grades etc. Conforme o avanço da obra, é comum essa estrutura ser devolvida ou 
desmontada e ser utilizado algum ambiente dentro da construção para tal finalidade. 
c) Escritório: Obras de grande porte necessitam de uma estrutura de escritó-
rio para serviços administrativos e técnicos. Além disso, os projetos executivos, diá-
rio de obra, notas fiscais, controle de ponto e computadores etc., exigem um local 
apropriado e com boas condições para sua utilização. 
d) Sanitários: Todos os trabalhadores de um canteiro de obra necessitam de 
sanitários adequados para suas necessidades. Nesse sentido, é possível locar ba-
nheiros químicos com empresas especializadas que resolvem o problema, tanto da 
instalação da estrutura, quanto do rejeito gerado. 
e) Casa de Vigia: Toda obra possui equipamentos e materiais com grande 
valor agregado, portanto, é de grande importância que se tenha um profissional cui-
dando desses bens. 
f) Depósito de Areia e de Brita: Local destinado à armazenagem dos agre-
gados para sua construção. Sua localização deve ser próxima das centrais de pre-
paro de concreto ou argamassas. 
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g) Depósito de Cal: Local destinado à extinção da cal virgem e armazena-
gem para posterior emprego. 
h) Depósito de Ferro de Construção: Consiste em um local onde são arma-
zenadas as barras de aço para o concreto armado. Sua localização deve ficar pró-
xima da central de dobra. 
i) Central de Preparo do Concreto: Pode ser um local complexo com gran-
des equipamentos, ou apenas um local para se deixar uma betoneira, destinada à 
mistura dos ingredientes do concreto. Em algumas obras, apenas uma prancha de 
madeira, onde o concreto é virado na enxada, é o suficiente. 
j) Depósito de Madeira: Local para guardar os madeiramentos da obra. Para 
obras de pequeno porte, só o almoxarifado já é o suficiente. 
l) Garagem: Dependendo do porte da obra, pode ser necessário uma estrutu-
ra de garagens para carros, caminhões ou equipamentos mais pesados. 
n) Oficinas: Para obras de grande porte, pode ser necessário uma estrutura 
de oficina para manutenção dos equipamentos da obra. 
 
Figura 29 – Organização do canteiro de obras 
 
Fonte: Google Imagens. 
 
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Toda essa estrutura do canteiro de obras é essencial em obras de 
grande porte. Em pequenas construções, ou mesmo em reformas, apenas 
itens fundamentais são necessários para garantir boas condições de traba-
lho para os operários, bem como segurança dos materiais. 
 
10.0 Piso e Contrapiso 
Em qualquer obra ou renovação que envolve mudanças no revestimento, mui-
tas dúvidas podem surgir dependendo do tipo de material que será usado no local. 
Se você for colocar um piso vinílico, é essencial antes ajustar o contrapiso pa-
ra que não haja infiltrações por umidade ou imperfeições no relevo do contrapiso. 
 
10.1 O que é e qual é a função de um contrapiso? 
Antes de explicar as diferenças, vamos entender primeiro o que é o contrapi-
so. Ele é a camada intermediária de concreto ou argamassa aplicada sobre uma ba-
se no chão. Ou seja, é o material que vem antes do revestimento final que será co-
locado. 
A principal função do contrapiso é nivelar a superfície para proporcionar uma 
aplicação perfeita do piso, evitando falhas e problemas com umidade. Mas se o intui-
to é criar uma pequena inclinação, isso também pode ser feito, principalmente para 
facilitar o escoamento de água para algum ralo. 
A espessura do contrapiso pode variar entre de 3 cm a 5 cm, dependendo do 
tipo de material usado (argamassa ou concreto) ou de acordo com o projeto arquite-
tônico. 
 
10.2 Classificação do contrapiso 
Contrapiso é a camada intermediária, de concreto ou argamassa, que fica en-
tre a estrutura da edificação e o revestimento de piso. Sua espessura é de 3 cm a 5 
cm e a instalação é feita em ambientes internos, externos e lajes. 
O principal objetivo do contrapiso é nivelar o solo ou a laje para receber re-
vestimentos. O contrapiso também é feito para criar inclinação em áreas úmidas e 
facilitar o escoamento da água. 
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Você pode conferir as especificações técnicas da execução do contrapiso nas 
seguintes normas da ABNT: 
• NBR 13753 – Revestimento de piso interno ou externo com placas ce-
râmicas e com utilização de argamassa colante 
• NBR 12260 NB 1343 Execução de piso com argamassa de alta resis-
tência mecânica 
 
O contrapiso pode ser classificado em dois tipos: 
• O contrapiso aderido: apresenta aderência total com a base; 
• O contrapiso flutuante: contém camadas intermediárias de isolamento 
(impermeáveis) entre a camada de contrapiso e a base. 
 
10.3 Qual a diferença entre piso e contrapiso? 
Agora que sabemos a função do contrapiso, fica mais fácil entender que o pi-
so é a etapa final que serve para proporcionar conforto e beleza aos cômodos. 
A principal diferença, portanto, é que o contrapiso é usado para receber o piso 
do acabamento final, garantindo uma instalação sem erros e proporcionando mais 
durabilidade para o revestimento. 
Outra diferença é que o piso pode ser usado no revestimento de diversos cô-
modos da casa, em ambientes secos e molhados. No caso do contrapiso, ele é usa-
do em áreas molhadas e áreas externas que precisam de escoamento de água. 
O traço sugerido para contrapiso pela NBR 13753 é de 1:0, 25:6 consideran-
do volume de cimento, cal hidratada e areia. 
 
10.4 Quais são os materiais usados no contrapiso? 
O contrapiso é feito com cimento e areia (na proporção de 1:4) ou com arga-
massa industrializada. 
No segundo caso, a mistura já vem pronta, é só adicionar água. 
 
10.5 Como fazer contrapiso? 
1. Comece com a impermeabilização 
2. Faça uma limpeza no local 
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3. Realize o apiloamento 
4. Determine o nível de referência 
5. Comece a aplicação da argamassa 
6. Nivele a superfície 
7. Aplique argamassa entre as mestras 
8. Dê o acabamento final 
 
A ordem de algumas etapas pode variar de acordo com a técnica do pedreiro, 
mas de modo geral esses são os 8 passos para executar um contrapiso. Veja mais 
detalhes sobre cada um deles: 
 
1- Comece com a impermeabilização 
Quando falamos de áreas molhadas como banheiros, áreas de serviço, cozi-
nhas e varandas, é essencial fazer a impermeabilização antes decomeçar o contra-
piso. Outro ponto importante é que se houverem pontos de esgoto como ralos, saí-
das de esgoto de vasos sanitários e lavatórios, eles devem estar prontos. 
2- Faça uma limpeza no local 
Antes de iniciar o processo, faça uma limpeza para retirar os restos de arga-
massa ou outros materiais grudados no chão. Se necessário, utilize uma alavanca 
ou outra ferramenta que retire os resíduos mais difíceis. 
 
3- Realize o apiloamento 
O apiloamento nada mais é do que a compactação do solo de forma manual 
ou mecânica. Ele pode ser feito com ferramentas criadas no canteiro de obra ou com 
compactador do solo. O procedimento garante que a superfície fique sólida e lisa 
para que se inicie a etapa de transferência do nível do contrapiso. 
 Depois do apiloamento também é importante fazer uma rápida limpeza. Vale 
destacar que, em áreas externas, como garagem, é recomendado o uso de malhas 
de ferro antes do assentamento do contrapiso. 
 
4- Determine o nível de referência 
Quando falamos sobre como se faz contrapiso, a etapa de transferência de 
nível é decisiva para que se tenha um bom resultado. 
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É necessário medir o nível da superfície para identificar se é preciso nivelá-la 
antes de começar o assentamento do contrapiso. Costuma-se utilizar a mangueira 
de nível, nível a laser ou o nível alemão. 
E como determinar a espessura do contrapiso? Costuma-se usar como refe-
rência o nível do batente da porta, mas essa indicação pode ser diferente de acordo 
com a necessidade do projeto. 
Em seguida, é feito o assentamento das taliscas. Trata-se de pequenos tacos, 
de madeira ou cerâmica, que serão usados como guia para a execução do contrapi-
so. 
A principal função das taliscas é ajudar a delimitar a espessura do contrapiso. 
Elas são fixadas primeiro nos cantos, para verificar o nivelamento da superfície. De-
pois que o pedreiro garante que elas estão niveladas corretamente, são incluídas as 
taliscas intermediárias. A distância entre elas deve ficar entre 1,50 a 2 m. 
 
5- Comece a aplicação da argamassa 
Nessa etapa são criadas as mestras, que são faixas de argamassa que ser-
vem de guia para o assentamento nivelado do contrapiso. 
Antes de começar, o pedreiro polvilha cimento na área onde será feita a mes-
tra e borrifa água, formando uma espécie de nata. Essa “cola” evita que a argamas-
sa solte do piso. Depois, com um vassourão, ele escova a área. 
Com a ajuda de uma régua de alumínio ou madeira, espalha-se a argamassa 
de forma nivelada entre uma talisca e outra, cobrindo os tacos. Em seguida, a arga-
massa é compactada com um soquete de madeira ou outra ferramenta. 
 
6- Nivele a superfície 
Com a própria régua usada para fazer a mestra, o pedreiro vai tirando o ex-
cesso da argamassa até a faixa ficar no nível das taliscas. 
Após concluir, os tacos são retirados e os buracos também são cobertos com 
argamassa, sempre de forma nivelada. 
 
 
 
 
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7- Aplique argamassa entre as mestras 
Agora é chegado o momento de aplicar a argamassa entre uma mestra e ou-
tra, pressionando com a enxada e compactando com o soquete de madeira. Ainda 
utilizando a régua, o nivelamento do contrapiso continua. 
É importante fazer uma compactação constante, pois o traço da argamassa é 
bem seco. Dessa forma, o contrapiso não corre o risco de ficar empenado. 
 
8- Dê o acabamento final 
O acabamento final do contrapiso é feito com desempenadeira de madeira ou 
aço, depende do tipo de revestimento que será aplicado. 
A primeira opção deixa um acabamento áspero no contrapiso, por isso é indi-
cada para o assentamento de revestimentos cerâmicos, porcelanatos e pedra natu-
ral. Já a segunda proporciona um acabamento liso no contrapiso, ideal para revesti-
mentos que serão colados, como piso vinílico. 
E quando os revestimentos podem ser aplicados? É necessário esperar, no 
mínimo, 7 dias para a cura do contrapiso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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UNEC / EAD DISCIPLINA: CONSTRUÇÕES E INSTALAÇÕES RURAIS 
 
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Professor: M.Sc. Sanderson Dutra Rocha Gouvêa – sanderson.unec@gmail.com 
 
1) A NR18 estabelece que canteiros de obras devem dispor das seguintes áreas de 
vivência, EXCETO: 
a) escritório 
b) instalações sanitárias 
c) alojamento 
d) área de lazer. 
 
2) Devemos tomar cuidado em armazenar materiais no canteiro de obra e, normal-
mente, dividimos os materiais em perecíveis e não perecíveis. Em se tratando de 
materiais não perecíveis, podemos afirmar, sob om ponto de vista da construção 
civil, que: 
 
a) são aqueles que possuem características físicas e químicas que pouco se modifi-
cam se expostos às intempéries. Exemplo: areia e cimento. 
b) são aqueles que possuem características físicas e químicas que pouco se modifi-
cam se expostos às intempéries. Exemplo: areia e tijolo. 
c) são aqueles em que somente as características físicas pouco se modificam se 
expostos às intempéries. Exemplo tijolo e cimento. 
d) são aqueles em que somente as características químicas se modificam se expos-
tos às intempéries. Exemplo: tijolo e ferro. 
 
 
 
 
 
 
CONSTRUÇÕES E INSTALAÇÕES 
RURAIS 
Atividades de Fixação 
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REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 
 
RACON. Consórcios. Quais são as etapas de um bom planejamento de obra? 
Disponível em: , acessado em 2023. 
 
SILVA, Mateus Nogueira da; ARAÚJO, Max Aurélio Gonçalves; SOBRINHO, Raquel 
Chaves. A importância do planejamento de uma obra civil. UFIMES. 
 
VIVADECORA. Contrapiso. Disponível em: 
, acessado em 2023. 
 
DURAFLOOR. Diferença entre piso e contra-piso. Disponível em: 
, acessado 
em 2023. 
 
 
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https://blog.racon.com.br/quais-sao-as-etapas-de-um-bom-planejamento-de-obra/
https://blog.racon.com.br/quais-sao-as-etapas-de-um-bom-planejamento-de-obra/
https://www.durafloor.com.br/blog/diferenca-entre-piso-e-contrapiso/
	a) Escolha do terreno
	b) Criação do projeto
	c) Aprovação da prefeitura
	e) Economia na obra
	8.1.2 Não considerar normas de segurança
	8.1.3 Não estabelecer métodos para monitorar adequadamente a execução do projeto
	8.1.4 Não contratar um seguro

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