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UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ (UVA) CURSO: ENGENHARIA CIVIL Profº. JULIO CESAR SOUSA 1CONTEÚDO Nº de encontros: 09 • Avaliação parcial 1 (AP1): 20/08/2024 _2ª Chamada da AP1: 27/08 • Avaliação parcial 2 (AP2): 10/09/2024 _2ª Chamada da AP2: 17/08 • Avaliação parcial 3 (AP3): 24/09/2024 _2ª Chamada da AP3: ? Nota de Avaliação Final (NAF): 01/10/2024 Início da disciplina Fim do semestre _____________ (*) Cronograma sujeito a alterações, previamente informada! ___OBJETIVO(S) • Conhecer alguns tipos de , (ii) saber implementá-los a outra linguagem (programação, por exemplo) e (iii) aplicá-los apropriadamente para soluções de problemas no mundo real. Métodos numéricos: “...correspondem a um conjunto de ferramentas ou métodos usados para se obter a solução de problemas matemáticos de forma aproximada. Esses métodos se aplicam a problemas que não apresentam uma solução exata , portanto precisam ser resolv idos numericamente.” 1 _____________ 1 Fonte: https://www.professores.uff.br/salete/wp-content/uploads/sites/111/2017/08/calnumI.pdf . Acessado em 02/08/2024. �. (��) = � ü Não possui solução analítica ü Possui solução analítica, mas um cálculo impraticável. Por exemplo: Resolva o sistema linear 10000 x 10000 usando Cramer. _____________ Fonte: Profª Emanuele Santos (https://www.youtube.com/watch?v=WOoGUJQiLOs&list=PLomBG50UAP0m9ukqkap2GqlPXOBUq8FaL), acessado em 02/08/2024 1.1. Métodos numéricos; 1.2. Apresentação dos problemas; 1.3. Definição, tipos e fontes de erros; 1.4. Propagação de erros; 1.5. Algarismos significativos e arredondamento; 1.6. Processos infinitos e recursividade; 1.7. Síntese e conclusões. 1.8. Referências bibliográficas ___ INTRODUÇÃO “A obtenção de uma solução numérica para um problema físico por meio da aplicação de métodos numéricos nem sempre fornece valores que se encaixam dentro de limites razoáveis. Esta afirmação é verdadeira mesmo quando se aplica um método adequado e os cálculos são efetuados de uma maneira correta. Esta diferença é chamada de e é inerente ao processo, não podendo, em muitos dos casos, ser evitada.” Vejamos algumas fonte de erros, o problema de solução de um problema físico, por meio da aplicação de métodos númericos. PROBLEMA FÍSICO MODELO MATEMÁTICO SOLUÇÃO PROBLEMA FÍSICO MODELO MATEMÁTICO SOLUÇÃO São erros decorrentes de simplificações, muitas vezes necessárias, para que o fenômeno da natureza que estivermos observando possa ser representado por um modelo matemático e que tenha condições de ser tratado com as ferramentas matemáticas disponíveis. ___Supondo-se que um engenheiro queira determinar a altura de um edifício e que para isso disponha apenas de uma bolinha de metal, um cronômetro e a formula, ele sobe então ao topo do edifício e mede o tempo que a bolinha gasta para tocar o solo, ou seja, 3 segundos. H � = 0 + 0. (3) + 1 2 (9,8)(3)² ≈ Este resultado é confiável? PROBLEMA FÍSICO MODELO MATEMÁTICO SOLUÇÃO São erro provenientes da utilização de algum equipamento, como, por exemplo, um computador, para processarmos os cálculos necessáriosa à obtenção de uma solução para o modelo matemático. VAMOS PENSAR UM POUCO! Um determinado banheiro possui dimensões de piso igual a 1,545m x 2,356m e que desejo revestir utilizando cerâmica cuja dimensões são equivalente a 25,3cm x 30,1cm. Considerando que p rec isaremos te r uma espessura de “ re jun te” correspondendo a 2,85mm qual a quantidade aproximada, por arredondamento, de peças cerâmicas que pecisarei? Erros na fase de resolução ocorrem devido a o f a t o d e o e q u i p a m e n t o t e r e m capacidade limitada para armazenar os d í g i t o s s i g n i f i c a t i v o s d e v a l o r e s numéricos u t i l izados nas operações elementares de adição, mult ipl icação, subtração e divisão. • Nesta fase são classificados em: ERROS DE MUDANÇA DE BASE ERROS DE REPRESENTAÇÃO Dado um numero real, N, é sempre possível representá-lo em qualquer base b, da seguinte forma: �� = �=� � �� . �� �� ∈ 0, 1, 2, 3, . . . (� − 1) , s e n d o n e m inteiros. (Arquitetura computacional) �� = �=� � �� . �� �� ∈ 0, 1, 2, 3, . . . (� − 1) , sendo n e m inteiros. ü BASE BINÁRIA �� = �=� � �� . ��, �� ∈ 0, 1 v Exemplo (1): (1011)2 = 1.20 + 1.21 + 0.22 + 1.23 = 1 + 2 + 0 + 8 = (11)10 (111.01)2 = 1.2-2 + 0.2-1 + 1.20 + 1.21 + 1.22 = 0,25 + 0 + 1 + 0,50 + 0,25 = (2)10 ü BASE DECIMAL ��� = �=� � �� . ���, �� ∈ 0, 1, 2, 3, . . . . , 9 v Exemplo (2): (18)10 18/2 = 9 resto 0 9/2 = 4 resto 1 4/2 = 2 resto 0 2/2 = 1 resto 0 (14,25)10 = (14)10 + (0,25)10 = (1110)2 + (0.01)2 14/2 = 7 resto 0 7/2 = 3 resto 1 3/2 = 1 resto 1 0,25.(2) = 0,50 inteira é 0, fracionária 0,50 0,50.(2) = 1 inteira é 1 Chama-se erro de arredondamento de um número decimal ao erro que se comete limitando-se a sua apresentação na decimal de ordem n, que deve ser aumentada de uma unidade se o primeiro algarismo é maior ou igual a 5. Exemplo: Consideremos o número � = 3,1415926535. . . .Vamos definir um processo de representação deste número com 3, 4 e 5 algarismos. _____________ Outra maneira de conhecer a precisão de um valor aproximado é ter informação sobre o número de ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS dessa aproximação, i. é, número de algarismos da esquerda para a direita e a partir do primeiro dígito diferente de zero. São erros provenientes da utilização de processos que deveriam ser infinitos ou muito grandes para a determinação de um valor e que, por razões práticas, são truncados. Estes processos infinitos são muito utilizados na avaliação de funções matemáticas, tais como, exponeciação, logarítmos, funções trigonométicas e várias outras que uma máquina pode ter. Exemplo: Considerando o � = 3,1415926535. . . , temos que: _Definição ���� = ��� − ������ onde, ��� é o valor exato da grandeza considerada e ������ é o valor aproximado da mesma. Quando o valor exato não é disponível é necessário trabalharmos com um valor limitante superior para o erro (�). ��� − ������ ≤ � ⟺− � ≤ (��� − ������) ≤ � ⟺ ������ − � ≤ ��� ≤ ������ + � Exemplo: Tomemos o valor exato 2,5392 cujo valor aproximaod temos 2,54. Qual o valor absoluto apresentado? _Definição ���� = ���� ��� = ��� − ����� ��� onde, ��� é o valor exato da grandeza considerada e ������ é o valor aproximado da mesma. Quando o valor exato não é disponível é necessário trabalharmos com um valor limitante superior para o erro (�). Exemplo: Qual o valor relativo encontrado no exemplo anterior? Erro Sistemático São aqueles que alteram de modo uniforme o resultado das medidas. São provenientes de falhas do método empregado, do operador ou do equipamento utilizado. Erros Acidentais São provenientes de causas independentes e alteram o resultado de forma variável. Os principais fatores que implicam no aparecimento dos erros acidentais são: Imperícia do operador; Variação da capacidade de avaliação ou da perícia na observação de uma mesma grandeza por vários observadores; Erros de paralaxe; Reflexos variáveis do operador (por exemplo, no caso de acionar um cronômetro); dentre outros 1. Representar na base binária o seguintes números decimais: (a) (13)10 (b) (29,75)10 (c) (17,6)10 (d) (0,46875)10 (e) (4 3 )10 2. Represente na base decimal (a) (110110)2 (b) (00110)2 (c) (011.01)2 (d) (111.11)2 3. Um número 1,7523 tem seu valor aproximado1,75. Qual o erro absoluto? 4. Qual o erro absoluto cometido quando se toma 0,45 para valor aproximado de 7 16 ? 5. Qual o erro relativo cometido quando se toma 3,27 para valor aproximado do número 3,27125? 6. Qual o erro relativo cometido no número exato 7 16 se o erro absoluto é 1 80 ? Discuta o resultado quanto a representação numérica. 7. Seja x = 123456,789 e sua aproximação vale 123000. O valor relativo é? 8. Sejam � = 1,23456789 e � = 1,13. O erro absoluto é? 9. Represente os seguintes númeroscom três dígitos significativos usando arredondamento por truncamento e arredondamento por proximidade. a) 3276 b) 42,55 c) 0,00003331 10. Calcule o erro relativo e absoluto envolvido nas seguintes aproximações e expresse as respostas com três algarismos significativos corretos. a) � = 3,1415926535898 e � = 3,141593. a) � = 1 7 e � = 1,43. 10−1. BARROSO, Leonidas Conceição. et al. Cálculo numérico (com aplicações). 2ª edição - São Paulo. Editora Harbra ltda. 1987. 367p. ARENALES, Selma; DAREZZO, Arthur. Cálculo numérico: aprendizagem com apoio de software. São Paulo: Cengage Learning, 2010. 364p.