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Ficha de laboratório sobre determinação da resistividade de fios metálicos: inclui introdução e tabela de resistividades, lista de materiais (fios de Ni‑Cr e ferro, multímetro, fonte), procedimento medindo R em 200–1000 mm, tabela de dados, gráfico R vs L/A e ajuste linear para obter ρ.

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Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA: Notas de Aula do LabEF /João A. P. Nascimento 
 
29. RESISTIVIDADE 
OBJETIVO 
Determinar a resistividade 𝜌 de fios metálicos. 
INTRODUÇÃO 
A resistividade elétrica, grandeza denotada por ρ (letra grega denominada rô), é uma 
propriedade específica dos materiais e depende de características microscópicas intrínsecas de 
cada material. A resistividade também depende da temperatura, sendo que para os metais 
costuma-se considerar que a resistividade aumenta linearmente com a temperatura (para 
pequenas variações de temperatura). 
A resistividade apresenta valores muito altos para os isolantes e valores baixos para 
os metais, que aso bons condutores de eletricidade. A Tabela 30 fornece alguns valores da 
resistividade elétrica para alguns materiais. 
Tabela 30: Resistividade de alguns materiais a temperatura de 20 ° C. 
Material Resistividade (𝝆) [𝛀. 𝒎] 
Aço 𝟏, 𝟔𝟎 × 𝟏𝟎 𝟕 
Ouro 𝟐, 𝟒𝟒 × 𝟏𝟎 𝟖 
Cobre 𝟏, 𝟕𝟐 × 𝟏𝟎 𝟖 
Níquel 𝟔, 𝟗𝟗 × 𝟏𝟎 𝟖 
Alumínio 𝟐, 𝟕𝟓 × 𝟏𝟎 𝟖 
Tungstênio 𝟓, 𝟐𝟓 × 𝟏𝟎 𝟖 
Ferro 𝟗, 𝟔𝟖 × 𝟏𝟎 𝟖 
Níquel Cromo 𝟏, 𝟎𝟎 × 𝟏𝟎 𝟔 
A resistividade relaciona-se a uma grandeza macroscópica denominada resistência 
elétrica, 𝑅. A resistência é uma característica de cada resistor e mede a dificuldade que os 
átomos oferecem à passagem da corrente elétrica. A resistência depende do comprimento 𝐿 e 
da área transversal 𝐴 e do material de que o resistor é feito, matematicamente podemos 
escrever esta relação como: 
𝑅 = 𝜌
𝐿
𝐴 (1) 
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Onde o 𝜌 é a constante de proporcionalidade, veja o exemplo na Figura 85. Nota-se 
que o fio condutor deve ser homogêneo. 
 
Figura 85: Condutor cilíndrico, homogêneo, de comprimento 𝐿 e área de seção o transversal 𝐴. 
MATERIAIS NECESSÁRIOS 
1. Fio condutor de níquel cromo com diâmetro de (𝑑 = 0,36); 
2. Fio condutor de níquel cromo com diâmetro de (𝑑 = 0,51); 
3. Fio condutor de níquel cromo com diâmetro de (𝑑 = 0,72); 
4. Fio condutor de ferro com diâmetro de (𝑑 = 0,51); 
5. Multímetros digitais e 
6. Fonte de tensão variável. 
PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS 
Usando o multímetro na função ohmímetro (na escala 200 𝛺), meça a resistencia 𝑅. 
As medidas devem obedecer a um ponto fixo P1 que fica na extremidade do painel e os 
pontos correspondentes a 200 mm, 400 mm, 600 mm, 800 mm e 1000 mm (ver Figura 86). 
 
Figura 86: Arranjo experimental para determinação da resistividade. 
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Preencha os dados de 𝑅 e 𝐿 e 𝐴 em tabela, ver exemplo da Tabela 31. 
Tabela 31: Dados experimentais para obtenção da resistividade. 
𝐢 𝐑 (𝛀) 𝐋 (𝐦𝐦) 𝐀 (𝐦𝐦𝟐) 𝐋 𝐀⁄ (𝐦𝐦−𝟏) 
1 0 0 0 
2 200 
3 400 
4 600 
5 800 
6 1000 
Utilizando os dados da Tabela 31, plote o gráfico da resistência elétrica 𝑅 em função 
de 𝐿/𝐴. Utilize o método de ajuste linear para encontra 𝜌. Verifica-se que a Equação (1) é da 
forma linear, conforme a equação abaixo: 
𝑌 = 𝑎𝑋 + 𝑏 (2) 
Onde 
𝑌 = 𝑅 𝑒 𝑋 =
𝐿
𝐴 (3) 
E as constantes são 
𝑎 = 𝜌 𝑒 𝑏 = 0. (4) 
A área da seção transversal do fio é obtida pela equação 𝐴 = 
REFERÊNCIAS 
CAMPOS, Agostinho Aurélio Garcia; ALVES, Elmo Salomão; SPEZIALI, Nivaldo 
Lúcio. Física experimental básica na universidade. Editora UFMG, 2008. 
HALLDAY, R e RESNICK, R.: FÍSICA 3, 4ª edição – 1984, Livros Técnico 
científicos S. A. Rio de janeiro – RJ. 
HEWITT, P. G.:Física Conceitual, 11ª edição – 2011, editora Bookman. Porto 
Alegre