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1 ORGANIZAÇÃO E PLANEJAMENTO DE EVENTOS E SERVIÇOS GASTRONÔMICOS 2 NOSSA HISTÓRIA A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empre- sários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade ofere- cendo serviços educacionais em nível superior. A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a partici- pação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber atra- vés do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 3 Sumário ORGANIZAÇÃO E PLANEJAMENTO DE ENVENTOS E SERVIÇOS GASTRONÔMICOS ........................................................................................... 1 NOSSA HISTÓRIA ............................................................................................. 2 ORGANIZAÇÃO E PLANEJAMENTO DE ENVENTOS E SERVIÇOS GASTRONÔMICOS ........................................................................................... 6 OS EVENTOS E A INTEGRAÇÃO COM A CADEIA DE ALIMENTOS .............. 8 Os eventos e a integração com a cadeia de alimentos .................................. 8 Classificação dos Eventos................................................................................ 10 Classificação dos eventos ............................................................................ 10 Classificação dos eventos, de acordo com o porte ................................... 11 Gastronomia em eventos ................................................................................. 12 Tendências ................................................................................................... 13 ETAPA OPERACIONAL: PLANEJAMENTO, EXECUÇÃO E PÓS-EVENTO .. 14 Planejamento ................................................................................................ 15 A operacionalização do planejamento: vamos às dicas? .......................... 16 Execução ...................................................................................................... 18 Brindes e sorteios ..................................................................................... 19 Cerimônias de abertura e geração de mídia ............................................. 19 Pós-evento .................................................................................................... 20 Tipos de eventos Gastronômicos ................................................................. 21 Tipos de eventos gastronômicos ............................................................... 21 Festival gastronômico ............................................................................... 22 Circuito gastronômico................................................................................ 23 Temporada gastronômica ......................................................................... 23 Semana gastronômica .............................................................................. 23 Feira gastronômica ................................................................................... 24 Concurso gastronômico ............................................................................ 24 file:///C:/Users/Cliente/Desktop/MODELO%20NOVO%20-%20APOSTILA.docx%23_Toc57041439 file:///C:/Users/Cliente/Desktop/MODELO%20NOVO%20-%20APOSTILA.docx%23_Toc57041439 4 Mostra gastronômica ................................................................................. 24 Street food ................................................................................................. 24 Colaboradores do Departamento de Eventos .................................................. 25 Organizador de Eventos ............................................................................... 27 Perfil .......................................................................................................... 27 Requisitos ................................................................................................. 27 Organizador de eventos ............................................................................ 27 Aspectos comerciais ..................................................................................... 28 Comissões ou equipes de trabalho .................................................................. 30 Comissão executiva ...................................................................................... 30 Comissão de finanças .................................................................................. 30 Subcomissão de fiscalização ........................................................................ 31 Comissão de cerimonial e protocolo ............................................................. 31 Comissão de marketing ................................................................................ 31 Comissão de vendas .................................................................................... 31 Comissão de exposição ................................................................................ 32 Prazo para montagem de eventos ................................................................... 32 PÓS EVENTO .............................................................................................. 32 Cerimonial, Protocolo e Etiqueta ...................................................................... 33 Cerimonial ..................................................................................................... 34 Protocolo ....................................................................................................... 34 Etiqueta......................................................................................................... 34 Convites ........................................................................................................ 35 Montagem de mesa – mise-en-place ............................................................... 36 Preparar o Ménage ....................................................................................... 37 Utensílios do Ménage................................................................................ 37 Modalidade de servir em restaurante ........................................................... 37 5 AMERICANO ............................................................................................ 38 INGLESA DIRETO .................................................................................... 38 INGLESA INDIRETO................................................................................. 39 À FRANCESA ........................................................................................... 40 RUSSA ...................................................................................................... 40 SERVIÇO DE PRATOS PRONTOS .......................................................... 40 Distribuição e colocação das mesas e cadeiras ............................................... 41 Planejamento de cardápio nos diferentes tipos de serviços ............................. 42 Planejamento de Cardápios .......................................................................... 42 SEGURANÇA ALIMENTARSANITÁRIA. Cartilha sobre Boas Práticas para Serviços de Alimentação: Resolução-RDC nº 216/2004. Rio de Janeiro: Anvisa, [s.d.]. ALLEN, J. Organização e gestão de eventos. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003. ANDRADE, R. B. Manual de Eventos. Caxias do Sul: Educs, 2002. 46 BECK, H. Arte e ciência do serviço. São Paulo: Editora Anhembi Morumbi, 2005. BRITTO, J.; FONTES, N. Estratégias para eventos, uma ótica do marke- ting e do turismo. São Paulo: Aleph, 2002. FREUND, F. T. Festas e recepções: gastronomia, organização e cerimo- nial. 2. ed. Brasília: Senac, 2011. HOYLE JR., L. H. Marketing de eventos: como promover com sucesso eventos, festivais, convenções e exposições. São Paulo: Atlas, 2003. MATIAS, M. Organização de eventos: procedimentos e técnicas. São Paulo: Manole, 2010. MEIRELLES, G. F. Tudo sobre eventos. São Paulo: STS, 1999. MELO NETO, F. P. Criatividade em eventos. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2001. ______. Guia de Festivais Gastronômicos. Santa Catarina: Sebrae SC, [s.d.]c. TENAN, I. P. S. Eventos. São Paulo: Aleph, 2002. WATT, D. Gestão de eventos em lazer e turismo. Porto Alegre: Bookman, 2004.............................................................................. 43 IMPORTÂNCIA DAS PARCERIAS ...................................................................... REFERÊNCIAS ................................................................................................ 45 6 ORGANIZAÇÃO E PLANEJAMENTO DE ENVENTOS E SERVIÇOS GASTRONÔMICOS Evento pode ser definido como qualquer acontecimento que desperte in- teresse especial, como espetáculos, exposições, competições, etc., capaz de atrair público e mobilizar meios de comunicação. Como fatores históricos existem muitas contradições relacionadas ao sur- gimento de eventos. Alguns consideram como primeiro grande evento histórico A Santa Ceia, porém, se analisarmos profundamente na pré-história, já ocorria eventos de uma forma muito primitiva. O ato dos homens nas cavernas se reu- nirem para praticar rituais religiosos e comemorações já podiam ser considera- dos eventos, pela própria estrutura que consistia esses atos. O que é interes- sante para discussão são fatos históricos e curiosidades relacionadas à área de eventos, pois a partir deles é mais fácil compreender a evolução do setor. Podemos considerar no que diz respeito ao histórico dos cerimoniais que desde os tempos mais remotos o homem já mostrava a sua preocupação como 7 o comportamento dos indivíduos em situação de convívio com outros seres hu- manos. Ainda nos tempos das cavernas foram encontrados desenhos indicando rituais religiosos, o que pressupõe que desde a pré-história já existia uma forma de organização para realizar certas comemorações. Dessa forma definir datas e episódios que marquem o início dos eventos e cerimoniais fica bastante difícil. Podemos afirmar que a partir do momento que pessoas começaram a se reunir por algum motivo, nasceu uma necessidade de criar nomes e padrões para estas reuniões, desta maneira já podemos caracterizar estes encontros como eventos, pois elas já começam adquirir as características do mesmo. No antigo Egito, protocolos e rituais faziam parte constante da sua cultura, principalmente ao redor dos Faraós. Coroações e mortes seguiam uma progra- mação que tinha regras para serem cumpridas, caracterizando um evento ceri- monial. A morte no Egito, onde os Faraós eram enterrados em pirâmides com todo um ritual especial é um exemplo de como já existiam cerimônias com regras pré-determinadas que deveriam ser seguidas, como descreve o livro Grandes Impérios e Civilizações: O mundo egípcio, deuses, templos e Faraós (1996). Os gregos e os romanos deixaram vários exemplos de cerimoniais e eti- quetas através de seus filósofos e pensadores. Os povos conquistadores deixa- ram grande influência de rituais para os povos conquistados. Na China, no sé- culo XII a.C surgiu um dos mais antigos documentos que o mundo conhece de cerimonial e protocolo com orientações sobre a filosofia do comportamento. Na Idade Média, existiam protocolos de como se comportar dentro dos palácios, com regras a serem cumpridas. E na França durante o reinado de Luiz, o uso de etiquetas foi bem acentuado e expandiu-se para o resto da Europa. No que diz respeito ao Brasil, o cerimonial se mostra mais presente com avinda de D. João VI, rei de Portugal. A corte tinha hábitos totalmente diferentes dos brasileiros da época. Aos poucos, os mesmos vão incorporando e mesmo após ao retorno da Família Real para Portugal, os seus sucessores continuaram seguindo seus rituais e protocolos. Thomas Cook, um inglês que vivia num pequeno povoado de Market, per- tencia a uma organização de abstêmios batistas cujos membros sempre realiza- vam reuniões com outros membros de diversas comunidades. Numa dessas vi- agens, Thomas percebeu que a ferrovia por onde andavam transportava poucos passageiros. Ele então propôs ao dono da ferrovia que baixasse a tarifa e em 8 troca ele colocaria 500 passageiros nos seus trens. Foi um dos precursores do turismo de negócios, congressos e feiras, utilizando recursos turísticos, fun- dando a primeira empresa do segmento. Em 1841, ele levou um grupo de 500 pessoas para viajar com a finalidade de participar de um evento. Em 1958 surge a primeira entidade voltada para a área de eventos, a AIPC (Associação Internacional de Palácios, Exposições e Congressos), com a finalidade de manter contato permanente com diferentes membros e facilitar o intercâmbio de experiências, estudar os problemas admi- nistrativos dos palácios, estudos técnicos de reuniões internacionais e os ele- mentos necessários para êxito na realização dos congressos. Hoje realizam-se eventos para a maioria dos ramos, sejam da economia, ciência, medicina, entretenimento, esportes, negócios etc. Muitos países tem in- fraestrutura para eventos, sejam nos seus grandes centros de convenções, sa- lões de eventos espalhados nas principais capitais e regiões metropolitanas e os locais destinados aos eventos dentro dos hotéis, que oferecem além do local apropriado, hospedagem, alimentação, estacionamento e diversos outros servi- ços que agregados contribuem significativamente pela procura por esse tipo de estabelecimento, complementando em muito para a formação de suas receitas. OS EVENTOS E A INTEGRAÇÃO COM A CADEIA DE ALIMENTOS Os eventos e a integração com a cadeia de alimentos Do agricultor ao consumidor final, todos estão envolvidos, de maneira di- reta ou indireta, na produção mundial de alimentos. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, do inglês Food and Agriculture Organization) estima que será necessário um aumento de 70% na produção de alimentos para que seja possível alimentar as 9 bilhões de pessoas previstas para 2050. Compreender como e onde cada alimento é produzido e inseri-lo no mer- cado de Alimentação Fora do Lar por meio dos eventos gastronômicos, traba- lhando simultaneamente todos os elos desta cadeia produtiva será sempre um 9 desafio. Cada dia que passa fica mais evidente a importância de se trabalhar o segmento de alimentação de forma integrada, envolvendo todos os elos da sua cadeia, de forma que todos obtenham bons resultados. A integração da cadeia de alimentos com os eventos gastronômicos pode ser considerada uma das principais formas de aproveitamento para o desenvol- vimento dos negócios, que contribui para a disseminação e o esclarecimento dos consumidores a respeito da variedade e da qualidade de produtos e suas opções de utilização na gastronomia. Seja no agronegócio, seja na indústria ou seja no comércio, a integração existe e já é percebida em muitas modalidades de eventos gastronômicos. Agri- cultores realizam festivais para compartilhar o bom resultado da lavoura, da pro- dução e da safra do ano. A indústria concentra-se em grande parte nas feiras, expondo inovações, produtos e tecnologias disponíveis para o mercado de ali- mentação. Já o comércio é valorizado a partir da integração com os produtores locais e da intensificação do movimento de consumidores promovido pelo evento, ao mesmo tempo em que se apropria das inovações trazidas pela indús- tria. Conheça algumas formas de integração da cadeia de valor dos alimentos: ➢ O evento precisa estar alinhado com as demandas dos negócios e dos territórios e gerar valores para ambos. Por isso, é necessário ter bem claro o principal beneficiário do evento e os resultados esperados por ele de forma clara e mensurável; ➢ O mapeamento da cadeia possibilita o conhecimento de todos os entes envolvidos, assim como as prováveis integrações. E, desta forma, cada um destes entes terá conhecimento de seus pares e poderá desenvolver estratégias para a concretização de negócios. Ex.: Mostra Gastronômica do Pirarucu, ação realizada no âmbito dos projetos do agronegócio. Trata- se deum modelo de integração, pois, desde a produção até a comercia- lização, é possível que os pequenos produtores sejam promovidos, ao mesmo tempo em que as novas tecnologias podem ser melhor acessa- das. Além disso, existe a integração entre os produtores, os restaurantes, os chefs, os buffets, os varejistas, os distribuidores, os demais profissio- nais envolvidos e os consumidores da cadeia; 10 ➢ É importante fazer um levantamento das instituições que representam o setor e convidá-las para tornarem-se parceiras dos projetos. No início elas podem contribuir com dados e informações sobre o setor e, quando en- trarem no processo de produção do evento, podem passar a visualizar de forma clara como eles podem fortalecer a cadeia e gerar lucro para seus associados; ➢ Ter o evento como um espaço de interação, troca de experiências e teste de novos produtos e parcerias faz toda diferença nos resultados a serem atingidos. Os empreendedores devem ter uma noção clara que são eles que formam o setor e que este pode ser modificado de acordo com as decisões tomadas por eles e, principalmente, que juntos poderão aumen- tar substancialmente as possibilidades de ganho; ➢ A cadeia deve ter o evento como um instrumento de geração de visibili- dade para os negócios nele envolvidos, mas também deve ter ciência de que, ao se colocar na vitrine, produzem expectativas que devem ser aten- didas, especialmente na melhoria da qualidade dos produtos e dos servi- ços oferecidos; ➢ Os dados secundários levantados devem nortear as primeiras ações, mas precisam ser comparados com a realidade das empresas e instituições a serem envolvidas nos eventos gastronômicos; ➢ O processo de capacitação e os critérios estabelecidos nos eventos con- tribuem para a melhoria da qualidade dos produtos e dos serviços oferta- dos, assim como o incentivo à inovação, podendo refletir, de forma direta, na elevação de qualidade de toda a cadeia de alimentos envolvida; ➢ O networking e as relações geradas pelos eventos gastronômicos favore- cem a integração com a cadeia de alimentos; Classificação dos Eventos De acordo com Tenan (2002, p. 23), os eventos podem ser classificados de acordo com a sua frequência, conforme o quadro a seguir: Classificação dos eventos 11 ➢ Permanentes: São aqueles que ocorrem periodicamente, como mensais, semestrais, anuais etc. Exemplos: Carnaval, Natal e, também, alguns congressos e convenções. ➢ Esporádicos: São eventos que ocorrem em intervalos regulares de tempo, a critério de seus organizadores. Exemplos: eventos musicais, como o Rock in Rio, o Planeta Atlântida, o Lupaluna etc. ➢ Únicos: São eventos que ocorrem uma única vez. A inauguração de um shopping, o lançamento de um carro, são exemplos desse tipo de evento. ➢ De oportunidades: São os que ocorrem em épocas de grandes eventos internacionais, de eventos marcantes da história ou tradição local, apro- veitando o seu clima e divulgação. Os eventos são apresentados sob diversos tipos ou modalidades de acordo com sua natureza, fato gerador, objetivos, qualificação ou nível de parti- cipantes, amplitude, área, local etc. De forma ampla, são classificados em: • Comerciais: convenção, workshop, mostra, leilão, feira, exposição, des- file, encontro, reunião etc. • Culturais: congresso, seminário, simpósio, conferência, curós, palestra, mesa-redonda, painel, fórum etc. • Sociais: recepção, baile, casamento, formatura, garden party, aniversário, passeio etc. • Artístico/culturais: desfile, festival, concerto, show, amostra, exposição etc. • Gastronômicos: banquete, coquetel, festival etc. • Esportivos: competição, remate, excursão, premiação etc. • Políticos: debate, reunião, palestra, homenagem, convenção etc. • Históricos: aniversário, inauguração, comemoração, desfile etc. • Religiosos: encontros, conclave, festa, concílio, cerimonial etc. • Científicos ou Técnicos: congresso, seminário, palestra etc. Classificação dos eventos, de acordo com o porte ➢ Pequeno: Eventos com até 200 pessoas. 12 ➢ Médio: Evento com número de pessoas variando de 200 a 500 pes- soas. ➢ Grande: Evento com mais de 500 pessoas. Gastronomia em eventos Em primeiro lugar, podemos dizer que na maioria dos eventos a comida é parte primordial na sua realização e sucesso. A comida servida pode ser usada para dar “o tom e a cara” do evento: a comida, por si só, pode ser o evento, um exemplo disso são as feijoadas de final de semana. A globalização ao acesso a diferentes ingredientes e produtos faz com que a gastronomia em eventos evolua cada vez mais, permitindo que as pessoas conheçam pratos diferentes, novos sabores e formas de apresentação, permi- tindo que a pessoa que realiza um evento possa inovar e agradar seus convida- dos. Ninguém quer ir a uma festa e comer algo que comeria em casa, por isso a criatividade e a qualidade são fundamentais. Não adianta o prato ser apenas bonito e atraente na hora de comer: o prato precisa ser igualmente saboroso. A 13 comida conquista, cativa e aproxima as pessoas, que terão pra sempre na me- mória as impressões do sucesso ou insucesso do evento através da lembrança dos sabores de determinado evento. Lembranças que também podem ser levadas para casa. Uma tradição que dura anos nas festas de casamento, por exemplo, são os bem-casados, que são levados pelos convidados ao final da festa para serem saboreados no dia seguinte. Outro hábito que já está se firmando é o de, nas festas de aniversário, o convidado também ser agraciado, no final da festa, com alguns docinhos, às vezes embalados em caixinhas, às vezes em marmitinhas, normalmente perso- nalizadas com o tema da festa, de maneira que ninguém mais precise esconder brigadeiros nos bolsos para comer no dia seguinte. Tendências Para quem faz um evento, é sempre importante estar atento às tendências gastronômicas, que vão mudando de tempos em tempos. Hoje em dia, a veloci- dade em que as novidades aparecem à mesa é muito maior. Na década de 1990, por exemplo, a gastronomia era um pouco limitada: dependendo da sua idade você vai lembrar que o chique, na época, era servir estrogonofe com mousse de chocolate ou maracujá de sobremesa, assim como durante um bom tempo o mignon ao molho madeira reinou nos buffets de casamentos. Atualmente, as pessoas procuram usar o tema da festa, a época do ano, países, eventos esportivos e até mesmo a sustentabilidade como fonte de inspi- ração para a elaboração de um cardápio. No momento, tudo o que é vintage está em alta, desde roupas à decora- ção, e alguns banqueteiros usam isso como fonte de inspiração. Foi daí que surgiu a tendência dos mini hambúrgueres e da Pink limonada, bebida típica americana da década de 1960, cada vez mais presente nos eventos de hoje. Se o evento for esportivo, deverá ter muitas comidas saudáveis: a criati- vidade pode ficar por conta dos cupcakes em forma de bola de futebol. Se o tema for um país como o Japão, por exemplo, certamente você en- contrará diversos sushis e sashimis, mas se o tema for a Amazônia, que está em alta, vale ressaltar, certamente os sabores explorados serão das frutas e peixes típicos da região. 14 Formas diferentes de apresentar pratos conhecidos também são tendên- cias. Servem de exemplo os bolos em copinhos ou em potes. Hoje, existem mini panelinhas, mini colheres, e tudo pode ser servido de forma individual, o que facilita o trabalho, fica mais bonito de apresentar e fácil de comer. As mesas de aperitivos, mesa de doces/guloseimas, mesas de encerramento, tudo é setori- zado. Ao organizar o cardápio de um evento, leve em conta a época do ano, o número de pessoas, o horário, o local, o tema da festa, pois tudo isso tem que ser analisado para que o cardápio seja adequado, a comida suficiente e existam condições adequadasde armazenamento. ETAPA OPERACIONAL: PLANEJAMENTO, EXECU- ÇÃO E PÓS-EVENTO O evento congrega três grandes etapas que são complementares e de- vem possuir instrumentos específicos para gerenciá-las, que são: o planeja- mento, a execução e o pós-evento. É muito comum uma etapa “atropelar” a outra quando trata-se de um evento de pequeno porte, a exemplo dos realizados no âmbito de grupos de empresas atendidas por projetos do Sebrae, mas à medida que o evento vai crescendo ele passa a ter uma série de complexidades que exigem cuidados redobrados. 15 Planejamento É quando todo o conceito e viabilidade do evento estão sendo desenvol- vidos. Isso acontece em cinco passos: ➢ Passo 1: em uma tempestade de ideias em que o pensamento é liberado e a criatividade incentivada: este é o momento de colocar no papel tudo que se deseja, formas e modelos do evento, sugestões de nomes de per- sonalidades e temas para ele, entre outras ideias que muitas vezes ima- ginamos ser inviáveis de serem alcançadas; ➢ Passo 2: quando cessa a tempestade, as ideias são peneiradas e aquelas que mais adequam-se ao modelo do evento são mantidas. Para fazer isso, entra em cena um pequeno estudo de viabilidade capaz de levar em conta as reais condições do grupo ou do organizador do evento, os pos- síveis apoiadores e patrocinadores e o alcance efetivo do evento a ser promovido; ➢ Passo 3: o resultado dos dois momentos acima deve gerar um pré-pro- grama completo contendo possíveis datas da realização, as atividades principais e complementares que serão oferecidas, a localização e o ta- manho do evento; ➢ Passo 4: quando o pré-programa é montado, chega a hora de fazer o orçamento dos custos envolvidos em todas as etapas do evento; 16 ➢ Passo 5: feito isso, as sugestões de mudanças no evento devem ser con- troladas, pois ele vai entrar na fase de busca de parcerias, e o seu orga- nizador precisa garantir as entregas previstas no projeto inicial. Mudanças e imprevistos sempre acontecem, mas o planejamento é feito justamente para diminuir as suas possibilidades e riscos. A operacionalização do planejamento: vamos às dicas? Comece fazendo o planejamento do evento com a definição dos objetivos, dos resultados, do público-alvo, do local, do período, do conceito, da modalidade e dos temas alinhados ao setor, ao território e ao projeto do Sebrae em execu- ção. Sensibilize e arregimente as empresas para participação do evento; as- sim, é possível dimensioná-lo e desenvolver de forma mais coerente todo o pla- nejamento. Faça uma varredura de todos os eventos programados para o território escolhido que concorra com o seu público-alvo: ➢ Consulte a agenda da prefeitura local e assim que decidir por uma data, tome o cuidado de informá-la para que outro evento não seja realizado na mesma época e possa dividir as atenções e o público; ➢ É importante definir a data com antecedência para que haja tempo hábil para o planejamento e a divulgação do evento. Verifique a existência de feriados e outros eventos na data desejada e em dias próximos, para que estes não interfiram na concepção. Elabore e/ou revise o projeto começando pelas macro ações: ➢ Liste todas as atividades relacionadas ao evento, à contratação de servi- ços, aos pagamentos, aos ingressos (se houver), à divulgação, entre ou- tras; ➢ Programação culinária; ➢ Programação cultural. Faça um levantamento de taxas necessárias para execução: 17 ➢ Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) – quando houver execução de músicas e shows, contatar a representação do Ecad no local; ➢ Taxa de Uso de Espaço Público (quando for o caso); ➢ Taxa de Licenciamento do Corpo de Bombeiros; ➢ Alvará provisório; ➢ Outras taxas, de acordo com cada território. Monte uma agenda retroativa de trabalho do evento, com prazos definidos e responsáveis pelas ações nela contidas: ➢ Atente-se para o período exato para começar a divulgação, de modo a não perder oportunidade de divulgar o evento; ➢ Outro ponto importante é o prazo exato para envio de convites para ceri- mônias com autoridades, pois suas agendas são concorridas. É recomen- dável uma carta-convite antecipada para os assessores fazerem reservas da data e o envio do convite final endereçado à autoridade quando estiver mais próximo do evento; ➢ Mantenha reuniões periódicas com parceiros, pois elas são indispensá- veis para deixá-los a par do andamento do projeto. Faça um check-list detalhado com todas as providências necessárias até o pós-evento, sem se esquecer dos fornecedores e dos prazos que eles deram para execução da parte deles no projeto. Faça o controle financeiro do evento: ➢ Projete o valor total de investimento no evento; ➢ Oriente-se com o contador sobre as formas para fazer o desem- bolso dos recursos financeiros, inclusive para evitar tributação ex- cessiva; ➢ Faça o mapeamento dos possíveis parceiros investidores; ➢ Desenvolva uma planilha com os custos estimados do evento. Existem modelos semi prontos na internet que permitem fazer ajus- tes; ➢ Dívida em cotas os valores para captação de patrocínio, quando for o caso; 18 ➢ Defina a logística para entrada de recursos em caso de venda de ingresso ou pagamento de inscrições, tomando o cuidado para ha- ver comprovante oficial de pagamento; ➢ Faça o fechamento do evento com o demonstrativo final para ava- liações. Desenvolva materiais para formalizar as orientações e garantir responsa- bilidades: ➢ Elabore o Manual de Expositores/Participantes com todas as re- gras de participação; ➢ Defina um responsável oficial para coleta e resposta de possíveis reclamações ou mesmo retorno de elogios; ➢ Estime todos os formulários necessários para o bom andamento do projeto e os desenvolva (Termo de Responsabilidade, Autorização para Uso de Imagem, Termo de Adesão, Ficha de Inscrição, Regu- lamento de Concurso, Premiação etc.). Execução Todo evento tem vida própria, que inicia nesta etapa, quando pessoas e empresas começam a colocar em prática tudo aquilo que foi previsto no projeto 19 inicial e o que se manteve nele em toda a sua jornada de planejamento e capta- ção de apoio e patrocínios, quando for o caso. Neste momento, todos os envol- vidos no evento precisam estar em sintonia e voltados para fazer com que ele efetivamente dê certo, seja seguindo o que foi planejado, seja esforçando-se para conter, propor e gerenciar mudanças de última hora. Brindes e sorteios Quando houver, deve conter: ➢ Regulamento com todas as exigências e obrigações envolvidas, dos or- ganizadores e dos concorrentes; ➢ Os prêmios/brindes devem ser convidativos; ➢ Segundo o art. 1º da Medida Provisória nº 2.216-37, de 31 de agosto de 2001, convertida na Lei nº 10.683/03, a competência para autorizar previ- amente a distribuição gratuita de prêmios é da Caixa Econômica Federal (CEF) ou da Secretaria da Administração Econômica do Ministério da Fa- zenda (SEAE/MF), quando a CEF ou outra instituição financeira for parte interessada. Cerimônias de abertura e geração de mídia Definir o modelo de cerimônia de abertura do evento, tendo em vista: ➢ Se ela atende aos participantes, parceiros e patrocinadores; ➢ Se ela é capaz de gerar imagens para cobertura televisiva e se tem ho- rário compatível com produção das redações, para o caso de querer di- vulgar o evento já no início para atrair mais público; ➢ Como trata-se de um evento gastronômico, as comidas da abertura de- vem superar as expectativas. Geralmente se opta por um mix dos pratos criados para o evento, mas é preciso que um profissional faça uma har- monização na diversidade de oferta e que o local tenha estrutura para os diversos preparos que geralmente acontecem. Trazer um chef convi- dadopara preparar a comida da abertura também é uma boa ideia; ➢ É preciso desenvolver estratégias para apresentar as marcas envolvidas no evento. Banners ajudam, mas o ideal é ir além. 20 É importante manter uma organização para ter certeza que na inaugura- ção todos os serviços acordados já estejam funcionando: ➢ Banners sinalizando os participantes; ➢ Brigadas treinadas para falar sobre o evento e sobre os pratos criados pelo restaurante para o evento; ➢ Redes sociais e sites atualizados contendo programação, fotos e informa- ções sobre as atrações e os pratos comercializados; ➢ Regras de segurança alimentar atendidas com o rigor necessário; ➢ Programas impressos e brindes prontos para não deixar nenhum furo com as marcas envolvidas; ➢ Kit com release e materiais de divulgação para entregar aos meios de comunicação que se fizerem presentes. Pós-evento Composto por todas as etapas de finalização do evento: ➢ Desmontar os espaços e devolver os materiais emprestados: • Os horários de desmontagem devem estar previstos no regula- mento; • Todo material tomado emprestado deve ser devolvido aos donos em perfeito estado, se possível com cartão de agradecimento ou um brinde; 21 • A sobra de material promocional deve ter destino definido para não sujar as cidades. Tais materiais não devem ser jogados em vias públicas, ou expostos em outdoors fora da data de realização por- que tal atitude passa a ideia de desleixo com o evento e/ou com as marcas envolvidas nele. ➢ Elaborar Relatórios Técnicos com sugestões de melhorias, pois essa me- mória contribuirá para a execução dos próximos eventos, além de ser um registro formal; ➢ Elaborar Relatórios de Prestação de Contas do evento; ➢ Criar banco de dados com contatos coletados no evento, quando for o caso; ➢ Enviar cartas de agradecimento; ➢ Realizar reunião com os empreendimentos participantes e parceiros para avaliação final, apresentação de resultados e encaminhamentos das pró- ximas ações. A gastronomia está diretamente ligada a praticamente todos os tipos de eventos. Tipos de eventos Gastronômicos De acordo com Andrade (2002, p. 205), os tipos de evento gastronômico são esses, conforme o quadro a seguir: Tipos de eventos gastronômicos ➢ Breakfest: Café da manhã, podendo ser de dois tipos: • Continental: composto de café ou chá, leite, suco, pão/croissant e manteiga. • Buffet (tipo americano): composto de grande variedade de alimen- tos e bebidas ➢ Coffee break: Serviço de bebidas não alcoólicas (café, chocolate quente, chá refrigerantes, sucos etc. e comidas leves e lanches rápi- 22 dos), destinado a propiciar aos participantes de eventos, em sua maio- ria congressos e seminários, uma pausa para relaxamento. Tem dura- ção, média de 15 a 30 minutos. ➢ Almoço: Servido normalmente no período compreendido entre 12h e 15h, podendo o serviço ser de dois tipos: • Mesa posta: serviço realizado com lugares à mesa e normal- mente, servido por garçons, à francesa. • Buffet (tipo americano): serviço em que a comida é disposta em mesas para que os convidados se sirvam. Não tem lugares à mesa, mas deve dispor lugares onde os convidados possam co- mer confortavelmente. ➢ Jantar: Servido com horário de início por volta de 19h30min e sem ho- rário rigoroso para o término. Pode ser antecedido por coquetel quando o número de convidados é maior e o horário de chegada de todos os convidados não acontece num curto intervalo de tempo. Deve-se aguardar o comparecimento do maior número de comensais para ter início. Festival gastronômico ➢ Consiste em um evento gastronômico de maior amplitude, por oferecer – além de experiências gastronômicas – uma programação cultural e soci- oeducativa bem consistente. Este tipo de evento pode ter foco. ➢ Territorial: quando apresenta uma farta opção de algum tipo de culinária regional, especialmente as mais exóticas, que geralmente despertam grande interesse do público em geral. Ex.: Ver-o-Peso da Cozinha Para- ense; ➢ Direito da gula: quando a marca do evento é o consumo em excesso de algum tipo de comida ou bebida muito apreciada. Ex.: Oktoberfest; ➢ Bom e barato: com preços convidativos, o consumidor é atraído para um farto consumo de um determinado produto ou de cardápios diferenciados e de qualidade preparados por grandes e renomados chefs que geral- mente custam bem mais caros do que no período do festival. Ex.: Restau- rant Week; 23 ➢ Nichos: desenvolvidos a partir de modalidades culinárias específicas muito apreciadas pelos consumidores. Ex.: Comida diButeco®; ➢ Customizados e itinerantes: desenvolvidos em cenários inusitados, usam ingredientes locais e contam com a preparação de um chef renomado da localidade. Ex.: Gastronômade Brasil. Circuito gastronômico Tem amplitude menor que o festival e sua principal marca é a territoriali- dade, pois cria uma espécie de corredor gastronômico, em que o consumidor se sente acolhido como em uma feira e pode, em uma única viagem, degustar dife- rentes pratos. Ex.: Rota do Festival Gastronômico de Búzios. Temporada gastronômica Evento que acontece em um período mais estendido, evidenciando uma estação do ano, com harmonização entre os produtos daquela estação. Normal- mente é realizado nos empreendimentos fixos. Como o evento é mais estendido, é importante haver uma boa programação de abertura, para marcar bem o acon- tecimento. Ex.: Temporada Gastronômica de Inverno em Campos do Jordão (SP), que permanece vigente por um período de 50 a 60 dias. Semana gastronômica Evento que acontece no prazo de uma semana, muitas vezes com pro- gramação técnica paralela. Pode ter como objetivo a valorização de uma estação do ano, um destino ou um ingrediente específico. Ex.: Semana Internacional de Gastronomia da Costa Esmeralda, em Santa Catarina. 24 Feira gastronômica A feira pode ser fixa e acontecer em determinados dias da semana ou ainda itinerante, que se desloca para diversos pontos da cidade. Oferece nor- malmente comidas com características bem locais ou temáticas. Ex.: Feirinha Gastronômica Jardim das Perdizes (SP). Concurso gastronômico Apresentação de um prato especial e com receita inovadora, para degus- tação dos juízes que, ao final, elegem o melhor dentro dos critérios definidos e divulgados. Os concursos preveem a premiação dos vencedores. É evento de inovação em técnica culinária e deve ser planejado com este foco e embasado por um bom regulamento. O concurso gastronômico poderá ser realizado como um tipo de evento ou poderá estar inserido como parte das atividades de outro evento gastronômico, com exceção da mostra gastronômica, que não é compe- titiva. Ex.: Prêmio Polo Botafogo de Gastronomia. Mostra gastronômica Exposição da gastronomia motivada por algum tema específico e previa- mente divulgado sem o objetivo de competição. O objetivo da mostra é dar visi- bilidade a algum produto especial. É um evento em que um elemento fica em evidência e poderá ser apresentado de diferentes formas, a exemplo do uso de uma matéria-prima-base para o desenvolvimento de todos os pratos. Normal- mente esse elemento tem vínculo muito forte com a cultura e as características do território. Mesmo não tendo cunho competitivo, demanda de regulamento para orientar a sua execução. Street food Realização de eventos gastronômicos na rua em que normalmente parti- cipam e são montadas estruturas rústicas com containers, pallets e móveis de 25 demolição para criar lounges. Buscam uma relação mais direta com a urbani- dade e oferecem menus para surpreender o paladar dos visitantes, mas devem receber atenção especial em relação às questões de segurança alimentar e per- missão junto aos órgãos fiscalizadores. Ex.: ParadaTruck – Curitiba (PR) e Ma- ricota Parque Gastronômico – São José (SC). Colaboradores do Departamento de Eventos O departamento de eventos é responsável pelo atendimento ao cliente e coordenação dos eventos dentro do estabelecimento. A partir de suas informa- ções é que os demais departamentos planejam seus serviços para realização dos eventos. O número de colaboradores que compõe o setor deve ser propor- cional a quantidade de espaços físicos (salas). • Nível técnico: técnicos de marketing, técnicos de som, vídeo e iluminação, dentre outros. Estes profissionais não necessariamente devem fazer parte do quadro de colaboradores da empresa, podendo ser contratado sempre que houver necessidade. • Apoio: fazem parte desse grupo o chamado “operacional”, dentre eles: carregadores, recepcionistas, área médica, auxiliares de serviços gerais, equipe de segurança etc. Estes profissionais também podem ser contra- tados mediante necessidade. Devem utilizar uniformes e sempre que pos- sível utilizarem crachá de identificação. 26 • Operadores: são os profissionais que trabalham na organização e opera- ção da empresa que de eventos. Fazem parte do quadro fixo de colabo- radores, dentre eles: secretárias, recepcionistas, produtores de mídia, pessoal de manutenção, auxiliares de limpeza etc. FUNÇÕES ATIVIDADES Assessoria de comunicação e produ- ção de publicidade e mídia ▪ Providencia a publicação de notícias sobre a empresa em jornais, revistas e publicações setoriais; ▪ Coleta notícias sobre o setor de eventos para atualização constante e para embasamento de futuros plane- jamentos; ▪ Faz pesquisa de mercado para con- seguir novos clientes; ▪ Cuida da divulgação de eventos da empresa; ▪ Trabalho com o profissional da infor- mática, criando material gráfico e na digitação de textos relativos ao setor. Assistente de vendas ▪ Responsável pela captação e venda; ▪ Marketing e divulgação. Recepcionista Recepciona os clientes, convidados, visitantes e fornecedores • Serviços terceirizados: área médica, preferencialmente com UTI móvel no local, transportes especiais para valores, documentos ou traslados, segu- rança patrimonial, bilheterias e caixas, alimentos e bebidas, idiomas, cine e foto etc. 27 Organizador de Eventos Perfil Comunicativo, amável, organizado, detalhista, criativo, flexível, paciente, persuasivo, negociante, ágil, tranquilo, anfitrião. Requisitos Disponibilidade de tempo, conhecimento técnico, conhecimentos de infor- mática, desejável conhecimento de outro(s) idioma(s). Organizador de eventos Profissional capacitado a organizar eventos de terceiros ou promover seus próprios eventos, podendo se estabelecer no mercado como: pessoa física (autônomo) ou pessoa jurídica (empresa). Especializa-se em diversos de even- tos, com destaque para: congressos e feiras, convenções, formaturas, exposi- ções, leilões, cursos, seminários etc. 28 Aspectos comerciais A divulgação do centro de convenções é geralmente atribuída ao depar- tamento de vendas/marketing da empresa. Cada estabelecimento deve criar sua política para captar seus clientes. Captação de eventos significa atrair um evento para uma determinada lo- calidade ou para uma agência, geralmente passando por um processo de con- corrência. A geração de eventos refere-se à criação de evento novo, atendendo a uma demanda do mercado. A realização de um evento requer que o promotor tenha um conhecimento amplo do mercado, no que se refere à demanda e à oferta. É importante levantar a demanda com a maior precisão possível, conhe- cendo os seguintes aspectos que a integram, de forma qualitativa e quantitativa: • Principais eventos mundiais, nacionais e regionais; • Principais temas para a realização de eventos; • Principais períodos de realização; • Características socioeconômicas dos participantes; • Motivações; • Meios de transporte; • Tempo médio das viagens para participação em eventos; • Gasto médio. Com relação à oferta, ou seja, à captação e, ou desenvolvimento de even- tos, é necessário que se tenha uma exata noção da realidade e das possibilida- des de iniciativa nesse campo, fazendo um levantamento de: • Equipamentos e serviços; • Meios de hospedagem; • Alimentação; • Diversão; • Transportes; • Agências de viagens; • Empreendimentos 29 • Infraestrutura – vias de acesso, meios de transporte, saneamento, saúde, energia, comunicações, urbanização, segurança. A Central de captação representa um núcleo formado por várias empresas que se associam, como agências de eventos, hotéis, agências de viagens, trans- portadoras, organizadores e prestadores de serviços e outros tipos de empresas ligadas ao turismo. Essas empresas mantêm financeiramente as centrais de cap- tação. Dentre os eventos visados pelas agências estão os congressos e feiras. Esses dois tipos de eventos são atividades frequentemente vistas como produtos básicos do turismo urbano, que está em crescimento, nas quais o visitante gasta uma importância acima da média. E também não tem época definida, podendo operar a maior parte do ano. Em algumas cidades, mais de 40% dos pernoites vem desse tipo de turismo. Nesse tipo de eventos, há uma concorrência entre as cidades e também com outros tipos de áreas urbanas, como resorts. As feiras, em geral, acontecem periodicamente, sempre no mesmo local, não havendo assim o processo de captação. Diferentemente dos congressos, não parece que atratividade do local seja um fato que afete a participação nas feiras, embora influa no tempo de permanência do visitante. No caso das convenções e das viagens de incentivo, o local é definido segundo critérios que variam em função das características da entidade promo- tora, mas que não estão formalizados e estabelecidos em seu estatuto, como no caso dos congressos. A decisão depende de poucas pessoas e o processo é mais rápido, pois o evento não requer divulgação. Ao contrário, alguns têm ca- ráter sigiloso como parte da estratégia empresarial. Considerando-se esse as- pecto privado e o fato de agregarem atividades interativas e de lazer entre os participantes, além do organizador obter sua atenção em tempo integral, uma parcela considerável das convenções acontece nos resorts, sendo este um nicho a ser explorado. 30 Comissões ou equipes de trabalho Comissão executiva • Trabalha junto das outras comissões; • O Controla datas e horários; • O Controla locais reservados; • O Analisa as características dos locais reservados, de acordo com as ne- cessidades; • O Determina adaptações nos locais reservados; • O Contrata serviços necessários; • O Fiscaliza o funcionamento dos serviços disponíveis; • O Providencia serviços especiais para participantes, como tradução si- multânea, por exemplo; • O Administra os serviços de secretaria: pessoal, telefone, fax, copiadora, computadores etc.; • O Administra concessão de serviços: agências de viagens, transporte, fo- tografias, lanchonetes, som, banco oficial etc. Comissão de finanças • Controla orçamentos; • O Elabora e mantém planilhas de custos; • O Decide sobre aspectos econômicos; • O Estima custos financeiros de instalação e manutenção. 31 Subcomissão de fiscalização • Estabelece política de crédito e cheques; • O Estabelece política de reembolsos: quem recebe, quem autoriza paga- mentos, quem assina cheques; • Controla entradas e saídas, de acordo com o orçamento. Comissão de cerimonial e protocolo • O Faz cumprir as normas do protocolo durante o evento. Estas normas são estabelecidas por legislação (Decreto nº 70.274, de março de 1972). Dentre elas, destacam-se as precedências entre as autoridades públicas e as personalidades;• O Orienta a colocação das bandeiras, a ordem dos pronunciamentos, a organização das mesas diretivas; • O Colabora com todas as outras comissões, par que não ocorram cons- trangimentos durante o evento. Comissão de marketing • O Define o mercado a ser atingido; • O Define as ações para a identificação do evento, divulgação e fixação da imagem e da marca do evento; • O Define ações de marketing. • O Subdividem-se em atividades específicas: - subcomissão de imprensa. - subcomissão de relações públicas. - subcomissão de promoção. - subcomissão de publicidade. - comissão de hospedagem. Comissão de vendas • Coordena a venda de espaços, a obtenção de patrocínios, subvenções, auxílios e permutas. 32 Comissão de exposição • O Elabora material com informação sobre espaços, lay out e preços de áreas disponíveis; • O Fornece à subcomissão de publicidade e à comissão de vendas listas com nomes dos expositores em potencial; • O Coordena serviços na área de exposição, como: decoração, eletrici- dade, abastecimento de água, carpinteiros, pintores, cartazistas e mate- rial de apoio, incluindo radiofonia e informática; • O Determina quais serviços estão inclusos nos valores de reserva de es- paço e quais são de responsabilidade dos expositores; • O Consulta a comissão de segurança sobre cargas e normas técnicas; • O Fixa horários de trabalho. Prazo para montagem de eventos Os prazos para realização de eventos variam bastante, dependendo do tipo de evento, de sua abrangência, da necessidade de serviços de terceiros, da equipe organizadora (nº de pessoas, experiência etc.), da complexidade do evento, dentre outros fatores. No entanto, é preciso ter uma previsão desse prazo. Analisando as necessidades e a facilidade ou não de obtenção dos recur- sos para realização do evento, você poderá estipular um prazo ideal para a mon- tagem. PÓS EVENTO Após a realização do evento, é feita uma avaliação do mesmo, por meio de uma análise crítica, da verificação do grau de satisfação dos participantes, da eficiência dos serviços prestados e dos resultados obtidos. O relatório é um ba- lanço final, elaborado pelos coordenadores do evento. É um importante instru- mento que irá auxiliar na realização dos próximos eventos. 33 Os pontos mais importantes para o promotor, ou seja, para quem solicitou a organização, são os resultados técnicos e financeiros e o alcance dos objetivos no início do processo. Assim, uma cópia do relatório, contendo essas informa- ções, deve ser entregue ao promotor do evento. Ao avaliar o evento, deve-se destacar o cumprimento dos objetivos propostos e informas sobre as dificulda- des ou facilidade de execução, os pontos positivos e negativos e as possibilida- des futuras do evento. É importante colocar no relatório gráficos, tabelas e tabu- lações de todos os dados colhidos durante a realização do evento. Os itens que constam dos relatórios de eventos são: • Introdução. • História do evento. • Comissão organizadora. • Identificação do evento – ficha técnica. • Programa preliminar/final. • Cronograma de ação – Check list. • Sistema de divulgação. • Seleção de trabalhos. • Perfil de realização. • Computação da avaliação dos participantes. • Memória de cálculo como cronograma de desembolso financeiro. • Considerações finais; e • Propostas para o próximo evento. Cerimonial, Protocolo e Etiqueta Como vivemos em sociedade, temos que seguir algumas regras e normas que possibilitam uma melhor convivência entre todos, caso contrários teríamos um verdadeiro caos instaurado. O cerimonial e protocolo é uma linguagem que define o espaço de cada um, em determinado acontecimento, confundidos com etiqueta, cortesia e boas maneiras, com intuito de harmonizar as relações humanas. Nada pode ser in- ventado. Existe literatura específica e normas oficiais para serem aplicadas, 34 quando necessário, e em um evento nada poderá ser suposto, e sim tudo pre- visto. Cerimonial Cerimonial é o conjunto de formalidade que deve ser seguidas pelas au- toridades, em eventos solenes ou festas públicas. Possui uma linguagem pró- pria, formal e diplomática, que indica fórmulas de tratamento e de cortesia e as expressões oficiais. É uma prática que existe desde a Antiguidade, mas que apresenta variações conforme os aspectos culturais, temporais e os tipos de ce- rimônias. Por se tratar de relação entre pessoas, o cerimonial é uma linguagem dinâmica, que sofre modificações e atualizações com o passar do tempo. O serviço de cerimonial atua fazendo-se obedecer às precedências entre as autoridades em um evento e também no planejamento do discurso, dos luga- res de honra, das placas comemorativas e alusivas, bandeiras, hinos, filas de cumprimento, visita de delegações, visitas de autoridades, condecorações, con- gressos, assinaturas de atos, homenagens, dentre outros. Protocolo Protocolo é o conjunto de formalidades determinadas pela ordem hierár- quica entre as autoridades. Determina a posição em que os governos ou seus representantes se estabelecem em eventos oficiais. O cerimonial e o protocolo orientam quanto às regras formais, que devem ser seguidas nas solenidades oficiais, para garantir o respeito à hierarquia entre as autoridades presentes. As pessoas envolvidas com a organização de eventos devem ter um bom conhecimento sobre esse assunto. Quando se trata de eventos de cunho oficial, no entanto, os profissionais do governo que cuidam desse assunto fornecerão as informações necessárias. Etiqueta Etiqueta é um conjunto de normas, usos e costumes que regulamentam a vida social, sendo aplicadas em banquetes, casamentos, como se trajar etc. O 35 serviço de cerimonial atua em conjunto com as regras de etiqueta. Existem vá- rias situações em que se aplicam as normas de cerimonial e protocolo, indicando as precedências e tratando de questões e citações, uso da palavra, composição da mesa, formas de tratamento das autoridades, dentre outras. As normas do cerimonial público e ordem de precedência constam do De- creto Nº 70.274, de 9 de março de 1972. É o decreto em vigor sobre esse as- sunto e foi complementado, em alguns de seus artigos, por outros decretos, para acompanhar situações novas que surgiram. Os estados também possuem legis- lação própria sob as normas de cerimonial público, respeitando a lei federal. Convites O convite que deve ser enviado e recebido com antecedência e deve con- ter o nome do evento, local, dia, hora e traje recomendado. É importante a ante- cedência para que o convidado possa se programar e evitar a superposição de compromissos. Recomenda-se que o nome do convidado seja manuscrito, indi- cando o cargo que ele ocupa e deixando claro se é extensivo ao cônjuge. Se for o caso, deve constar no convite a exigência de confirmação da presença, bem como o prazo máximo de confirmação, que deve ser pelo menos dez dias antes do evento. A confirmação é importante para o planejamento do protocolo. A empresa organizadora do evento pode dispor de determinado nú- mero de convites, para serem distribuídos pela equipe de marketing e vendas aos seus futuros clientes, que poderão constatar a qualidade daquele evento. Tipos de convites: • Convite pessoal: é feito diretamente à pessoa, emprega-se para aconte- cimentos informais. Quem convida deve informar com mais ou menos dois dias de antecedência a presença do convidado e também lhe fornecer detalhes sobre o evento, como o que está comemorando, quem são os outros convidados e, se for jantar, qual é o prato principal. • Convite telefônico: para ocasiões muito informais ou para eventos decidi- dos de última hora. É recomendável falar diretamente com a pessoa, em vez de deixar recado, que pode não ser repassado. Em caso de autorida- des, o assessordeve transmitir o convite, tomando nota do nome de quem 36 está convidando, o motivo e o tipo de comemoração, data e horário do evento, endereço do local, tipo do traje, telefone e endereço para contato. • Convite impresso: usado para acontecimentos mais formais, como casa- mentos, lançamentos, bodas, entrega de comendas etc. Montagem de mesa – mise-en-place A mise-en-place é toda a preparação do local de trabalho. Consiste em várias etapas que deverão ser seguidas cuidadosamente: • Limpeza de móveis, piso, portas e janelas; • Higienização de materiais e equipamentos; • Preparação do ménage; • Alinhamento de mesas e cadeiras; • Colocação de moletons, toalhas, cobre-manchas e outros materiais nas mesas; • Preparação da mesa buffet. 37 Os objetivos principais da mise-en-place são: facilitar o serviço dos gar- çons, deixar o ambiente mais agradável, estimulando o consumo por parte dos clientes. O restaurante deve ser aberto somente depois de feita e conferida toda a mise-enplace. Preparar o Ménage Preparar o “ménage” é função do “commis”. Neste setor da “mise en place” de sala estão distribuídos os mais variados tipos de condimentos que ser- virão como correção de sabor ou preparação de molhos para saladas à frente dos clientes. Utensílios do Ménage • Galheteiros de vinagre e de óleo – galheta para vinagre e galheta para azeite / óleo. • Mostardeiras. • Paliteiros. • Açucareiros / adoçante. • Vidros de molhos inglês. • Cinzeiros. • Saleiros. • Número de mesas. • Pimenteiras. OBS: TODOS ESTES UTENSÍLIOS DEVEM SER CUIDADOSAMENTE LIMPOS E ABASTECIDOS DIARIAMENTE. Modalidade de servir em restaurante Servir nos restaurantes ou em recepções familiares tem por objetivo agra- dar sempre aos comensais. A técnica que se deve adotar é determinada por 38 vários fatores: a posição social do comensal, o ambiente em que transcorre a refeição, e o cardápio. Por exemplo: quem será homenageado? Onde será a homenagem? O que será servido? Nos buffets as técnicas são determinadas pelo que está dito acima; nos restaurantes, a técnica de servir já está estabelecida, não só pelo tipo de esta- belecimento, como também pela clientela e pelo cardápio. AMERICANO Essa técnica consiste em montar no restaurante ou no salão de festa uma mesa – buffet – com toda variedade de pratos. OBS.: A mesa do buffet deve estar em lugar de destaque para que possa ser vista por todos os comensais. O serviço à americana pode ser de dois modos. Em um, chamado servi- ços em pé, os comensais se servem e comem em pé. Em outro, chamado serviço sentado, os comensais se servem e se dirigem à mesa para ocupar seus lugares. Preparação: • A mesa deve estar em local de destaque; • A mesa (formada de mesas retangulares ou pranchões sobre cavaletes) deverá ser adequada à quantidade de pratos e ser forrada com toalhas plissadas ou não até seus pés. • Nas extremidades da mesa (buffet) deverá ser colocada uma mesa pe- quena para pratos, talheres, guardanapos, etc. • A colocação das travessas deve ser harmoniosa e ordenada (molhos pró- ximos aos alimentos que irão acompanhar – molho tártaro para peixes, vinagrete para saladas e roastbeefs). “Jus de rôti” para assados. Além disso, a aproximação dos pratos deve ser feita pela combinação. Depen- dendo da extensão do buffet, poderão ser colocadas travessas contendo o mesmo alimento em pontos diferentes. INGLESA DIRETO 39 Esta modalidade consiste em um serviço no qual o garçom serve o ali- mento diretamente da travessa no prato colocado à frente do cliente, pelo lado esquerdo. Método de trabalho: • Colocar os pratos vazios e aquecidos na mesa pelo lado direito do co- mensal; • Apresentar a travessa pelo lado esquerdo do comensal, trazendo-a na mão esquerda; • Utilizar um garfo e uma colher em forma de pinça (alicate), na mão direita, para servir o alimento. OBS.: Esta modalidade de servir é erroneamente chamada, aqui no Brasil, de serviço “à Francesa”. O serviço “à Francesa” será apresentado mais adiante. • O garçom deverá colocar a (s) travessa (s) e os pratos quentes sobre o “guéridon” e, a seguir, deverá apresentar a travessa com alimento pelo lado esquerdo do comensal que o solicitou. Se ele estiver de acordo, o garçom retira o prato que está à frente do cliente, colocar o prato aquecido pela direita e serve o alimento pela esquerda do cliente. • O que sobrou na travessa deverá ser mantido numa estufa para ser ser- vido como repasse, que deverá acontecer antes de o cliente ter terminado a primeira porção servida. INGLESA INDIRETO Esta modalidade consiste em um serviço em que o garçom serve o prato no “guéridon”, à frente do cliente, usando um garfo na mão esquerda e uma co- lher na direita. • Trazer a travessa e apresentá-la ao cliente pelo lado esquerdo; • Servir a comida em um prato aquecido que está no “guéridon”; • Usar a colher na mão direita e o garfo na esquerda para servir; • Retirar o prato vazio que está na frente do comensal, se for o caso, pelo lado direito; • Servir o prato com comida pelo lado direito. 40 À FRANCESA Este serviço consiste em um atendimento requintado. O comensal se serve da comida trazida na travessa pelo garçom. A travessa com o alimento é apresentada pela esquerda do comensal, sendo que este, fazendo uso da colher e do garfo, escolherá o alimento desejado. Método de Trabalho: • Colocar os pratos aquecidos na mesa pelo lado direito do cliente; • Apresentar a travessa pelo lado esquerdo, colocando-a sobre sua mão esquerda protegida por um guardanapo de serviço; • Com o corpo ligeiramente inclinado para frente, a mão direita às costas, convidar o comensal a se servir; • Repetir esta operação a todos os comensais. RUSSA Este serviço consiste em um serviço simples, usado em restaurantes sim- ples também em pequenos hotéis de diárias completas. As travessas são colo- cadas nas mesas, para várias pessoas. É também conhecido como Serviço “Co- mercial”. Método de Trabalho: • As travessas são colocadas sobre a mesa já com os talheres e o próprio comensal se serve. SERVIÇO DE PRATOS PRONTOS O prato pronto é uma maneira rápida e funcional de servir refeições, que vem sendo adotado por lanchonetes, restaurantes simples e restaurantes finos de grandes cadeias de hotéis e de restaurantes. Consiste na preparação e mon- tagem do prato na própria cozinha e apresentado já pronto ao cliente. Execução: São utilizados pratos maiores (especiais) nos quais o alimento é apresentado com uma boa distribuição da peça principal das guarnições e dos molhos (caso façam parte do prato). • Cobrir o prato com “cloche” (tampa) de aço inox ou prata. 41 Distribuição e colocação das mesas e cadeiras A distribuição das mesas e cadeiras obedece a regras que devem ser respeitadas como: ➢ Posição em relação ao interior e exterior, tendo em conta entrada e a vista panorâmica; ➢ Espaço entre mesas. Quando colocadas em posição paralela, deverão Ter um intervalo mínimo de 1,60m a 2,0m e quando colocadas de canto, deverá existir um espaço de canto a canto, na média de 1,0m; ➢ Colocação e posição das cadeiras. A distância entre as cadeiras, ou me- lhor, de centro a centro de cada lugar, deve ser de 60 a 80 centímetros. Colocação do moletom, toalhas, guardanapos, etc. As mesas devem ser forradas com uma flanela ou tecido semelhante que permita: ➢ Uma melhor fixação da toalha; ➢ Evitar os ruídos provocados pela colocação dos objetos como talheres, louças, copos; ➢ Proteger a mesa do calor de pratos e travessas; ➢ Absorver líquidos que possam ser derramados sobre a mesa; ➢ Evitar esgarçar a toalha nos cantos das mesas; ➢ Fazer sobressair à cor da toalha, em especial as brancas; Em qualquerdos casos, esta deve ficar bem esticada, para não apresen- tar rugas por debaixo das toalhas e não dificultar a substituição das mesmas. A colocação de várias peças: guardanapos, copos, talheres, pratos, etc., devem obedecer às razões funcionais de sua utilização, não devendo nunca, colocar mais de quatro copos sobre a mesa, por cada lugar, nem mais de três peças de talher, de cada lado do mesmo. Tão pouco, se deve colocar mais de dois copos do mesmo tamanho e muito menos, um copo mais alto, à direita de outro mais baixo, pela dificuldade que isso ocasiona para o serviço. 42 Planejamento de cardápio nos diferentes tipos de serviços Planejamento de Cardápios O cardápio, também chamado de ―menu, ―lista ou ―carta, é um veículo de informação, venda e publicidade de um restaurante, e tem por finalidade au- xiliar o cliente na escolha dos pratos. Ao entrar no restaurante, todo cliente espera, inconscientemente, satisfa- zer desejos de ordem física e emocional, de modo que os cardápios devem vir de encontro a esses desejos. Para isso, devem despertar a atenção do cliente, apresentando uma variedade de pratos compatível com os gostos da clientela e tendo uma forma gráfica original e fácil de manusear. É importante ainda que os cardápios sejam claros e legíveis, com todos os nomes dos pratos escritos cor- retamente e apresentados em sequência lógica e racional, e que sejam bastante explícitos com relação aos preços, para que o cliente, através do cardápio, tenha noção correta da despesa que vai ter. Planejar e compor um cardápio são tarefas de responsabilidade do chefe de cozinha, em colaboração com o Maítre, o homem de compras e o gerente do restaurante, a quem cabe sempre a aprovação final. O planejamento e a com- posição de um cardápio envolvem não apenas aspectos de ordem culinária, mas também aspectos relativos à combinação dos alimentos, aos mercados abaste- cedores, ao gênero de clientela, à capacidade de produção (equipamentos e mão-de-obra disponíveis), e também às disponibilidades financeiras. O cardápio como um todo, deve apresentar uma variedade de pratos bem equilibrada. O número de ofertas deve ser igual para cinco grupos principais de pratos – carnes, peixes, aves, massas e sobremesas. Assim, se o cardápio tem dez pratos de carne, deve Ter número equivalente de pratos de massas (exce- ção feita, obviamente, aos restaurantes especializados). Ao nível dos grupos principais de pratos, o cardápio deve apresentar di- ferentes modos de cozimento (cozidos, assados, frituras, etc.) e diferentes for- mas de apresentação (variedades de molhos e de guarnições). Se o cardápio, por exemplo, apresenta dez pratos de ave, deve haver equilíbrio de opções entre 43 frituras, assados, cozidos, ensopados, etc. Ao mesmo tempo, deve haver equilí- brio na variedade de ofertas em termos de molhos e guarnições. A regra básica, sob este aspecto, é evitar o excesso de pratos ―semelhantes‖. Esse cuidado, aliás, deve ser estendido também aos nomes dos diversos pratos. Mesmo quando têm modo de preparo ou apresentação semelhante, os pratos devem receber nomes diferenciados. Ao invés de colocar no cardápio nomes iguais como ―pato à Califórnia, ―Peru à Califórnia, ―frango à Califórnia, etc., deve- se dar asas à imaginação e encontrar nomes diferentes. No caso, por exemplo, ―Frango à Los Angeles. Ao nível dos pratos, o cardápio deve ter a preocupação com as formas de apresentação, em termos de cores, sabores, consistências e modos de cozi- mento. Um mesmo prato deve evitar a inclusão de alimentos com cores seme- lhantes (por exemplo, pastelão com batatas cozidas), alimentos com sabores muito semelhantes ou destoantes (por exemplo, beterraba com pato, ou macar- rão com purê de batatas), alimentos com igual consistência (por exemplo, purê de batatas com suflê de legumes) e alimentos com o mesmo modo de cozimento (por exemplo, peixe à milanesa com batatas fritas). SEGURANÇA ALIMENTAR Um tema de grande importância é a segurança dos alimentos que serão oferecidos durante um evento gastronômico. Além de toda a preocupação com o planejamento do evento, sensibilização, divulgação e infraestrutura, é impres- cindível o cuidado em produzir alimento seguro para o consumo. 44 O termo segurança alimentar está associado à garantia de o consumi- dor adquirir um alimento com atributos de qualidade que sejam de seu interesse, entre os quais se destacam os atributos ligados à sua saúde e segurança (SPERS, 2000, p. 286). A qualidade e a segurança dos alimentos devem ser garantidas em todas as etapas da produção, assegurando a ausência de contaminantes nos alimen- tos, sejam eles biológicos, físicos ou químicos, preservando o controle higiênico- sanitário e asseverando alimentos adequados ao consumo humano. É importante tomar conhecimento das exigências locais e adequar-se às normas da Vigilância Sanitária, visando ao cumprimento das regras da RDC nº 216/2004 ou da RDC nº 49/2013: ➢ Portaria RDC n° 216 (2004): trata das Boas Práticas para Serviços de Alimentação. A utilização de ferramentas como Boas Práticas de Produ- ção (BPF) e os Procedimentos Operacionais Padrões (POP) na produção de alimentos desde o processamento, o transporte e o armazenamento, garante produtos finais com qualidade e segurança alimentar, assegu- rando a saúde dos consumidores. Os manipuladores de alimentos devem ser supervisionados e capacitados periodicamente, com comprovação mediante documentação; ➢ Portaria RDC n° 49 (2013): dispõe de normas para a regularização do exercício de atividades que sejam objeto de fiscalização pela Vigilância Sanitária, exercidas pelo Microempreendedor Individual (MEI), pelo Em- preendimento Familiar Rural e pelo Empreendimento Econômico Solidá- rio, que sejam produtores de bens e prestadores de serviços sujeitos à ação da Vigilância Sanitária. Para garantir o alimento seguro o órgão regulador, normalizador, contro- lador e fiscalizador é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Nos estados, a atuação é da Vigilância Estadual, e nos municípios, da Vigilância Mu- nicipal. Portanto, há necessidade de verificar as normativas vigentes de acordo com o município e o estado em que os eventos gastronômicos acontecem, pois há variações que precisam ser observadas e respeitadas. Lembre-se que o evento irá chamar a atenção não somente dos poten- ciais consumidores, mas também dos órgãos de fiscalização; portanto, os envol- vidos precisam estar preparados para atender aos requisitos necessários no que 45 se refere à segurança alimentar e à capacitação dos pequenos negócios que farão parte do evento. Com isso sugerimos: ➢ Elaborar critérios e pré-requisitos que condicionam a participação dos em- preendedores nos eventos, a fim de garantir a qualidade e a segurança dos alimentos; ➢ Oferecer cursos e oficinas de manipulação de alimentos para os partici- pantes do evento; ➢ Desenvolver manual sobre alimento seguro; ➢ Oferecer as soluções de inovação e tecnologia disponibilizadas no port- fólio de soluções tecnológicas (Sebraetec), a exemplo das soluções Pro- grama Alimento Seguro (PAS), SEI Produzir Alimento Seguro dirigido ao MEI, entre outras; ➢ Desenvolver comunicação (impressa ou virtual) aos clientes dos eventos, informando a preocupação que se tem com a qualidade e a segurança do alimento em que todos os empreendedores foram capacitados, configu- rando-se como uma estratégia para evidenciar e valorizar esse cuidado com o consumidor. REFERÊNCIAS ABEOC – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMPRESAS DE EVENTOS. Código Brasileiro de Auto-regulamentação da Organização de Eventos – Con- ceitos e Relações de Mercado. Santa Catarina: ABEOC, [s.d.]. ______. Evento Seguro: orientações sobre segurança em eventos. Santa Catarina: ABEOC, 2013. ANVISA – AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA