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Problemas:
· IMC elevado
· Obesidade
· Desequilíbrio alimentar
· Resistência ao tratamento
· Falta de exercício
· Falta de motivação
· Desequilíbrio entre ingestão e gasto energético
· Mal exemplo em casa
· Circunferência abdominal elevada
 
Hipóteses
· Sintomas de indisposição, sentimento de fraqueza e sonolência por conta da deficiência nutricional
· Dieta desequilibrada gera alteração no metabolismo energético e aumento da deposição de gordura abdominal
· Hipotireoidismo
· Ausência de educação alimentar
· Falta de conhecimento da família
· Fatores econômicos podem contribuir para esse quadro
· Excesso de gordura abdominal pode ocasionar doenças cardiovasculares
· Ansiedade pode causar compulsão alimentar
· Rotina cansativa, pode desmotivar a fazer uma dieta e exercícios físicos
· Exposição alimentos industrializados 
Questões de Aprendizagem:
1. Defina metabolismo (anabolismo e catabolismo)
Metabolismo é o conjunto das reações químicas que ocorrem num organismo vivo com o fim de promover a satisfação de necessidades estruturais e energéticas.O metabolismo tem quatro funções específicas: 
· obter energia energia química pela degradação de nutrientes ricos em energia oriundos do ambiente;
· converter as moléculas dos nutrientes em unidades fundamentais precursoras das macromoléculas celulares;
· reunir e organizar estas unidades fundamentais em proteínas, ácidos nucléicos e outros componentes celulares;
· sintetizar e degradar biomoléculas necessárias às funções especializadas das células.
Link:https://www.google.com/url?sa=t&source=web&rct=j&url=https://www.dracena.unesp.br/Home/Graduacao/introducao_metabolismo.pdf&ved=2ahUKEwi_g-rAlvv-AhWXrJUCHeXUB4YQFnoECDgQAQ&usg=AOvVaw1hoyec3IbgAAXtXkLmy3Ud
Catabolismo é a fase degradativa do metabolismo; nela, as moléculas orgânicas nutrientes, carboidratos, lipídios e proteínas provenientes do ambiente ou dos reservatórios de nutrientes da própria célula são degradados por reações consecutivas em produtos finais menores e mais simples. No catabolismo, por haver a "quebra" de moléculas, há a liberação de energia; por outro lado, o anabolismo é uma fase de síntese, necessitando de energia para sua ocorrência. É o conjunto de reações metabólicas que envolvem a quebra de moléculas complexas em moléculas simples, liberando energia. Nesse processo, ocorre a liberação de energia armazenada nos compostos. Exemplos de catabolismo incluem a quebra de glicose para obtenção de energia por meio da respiração celular e a quebra de gorduras para a produção de ATP. 
Anabolismo é uma fase sintetizante do metabolismo. É nele que as unidades fundamentais são reunidas para formar as macromoléculas componentes das células, como as proteínas, DNA etc. É o conjunto de reações metabólicas que envolvem a síntese de moléculas complexas a partir de moléculas simples. Nesse processo, ocorre o armazenamento de energia nos compostos formados. Exemplos de anabolismo incluem a síntese de proteínas a partir de aminoácidos e a síntese de glicogênio a partir de glicose. 
No catabolismo, por haver a "quebra" de moléculas, há a liberação de energia; por outro lado, o anabolismo é uma fase de síntese, necessitando de energia para sua ocorrência.
https://www.dracena.unesp.br/Home/Graduacao/introducao_metabolismo.pdf
METABOLISMO BASAL
A expressão metabolismo basal designa o mínimo de energia necessária para regular a fisiologia normal de um organismo.
TAXA METABÓLICA BASAL = quantidade de energia necessária para a manutenção dos processos vitais básicos (trabalho osmótico, bombeamento do sangue, respiração, atividade do sistema nervoso, etc.) O Gasto Energético é Influenciado por Quatro Fatores:
- Área de superfície: está relacionada com a perda de calor – quanto maior a área de superfície, maior a perda de calor.
- Idade: reflete dois fatores: crescimento e massa muscular. *jovens: maior gasto energético para o crescimento *adultos: ↓ do tecido muscular
- Sexo: as fêmeas têm uma TMB mais baixa que os machos – menor porcentagem de massa muscular e efeitos dos hormônios femininos.
- Nível de atividade: ↑ nível de atividade - ↑ o gasto energético
Fonte: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK557465/
2. O que pode desregular o metabolismo? Qual a relação do desequilíbrio energético?
Rotina desregrada de alimentação; Substâncias químicas de pesticidas; Noite mal dormida; Fluxo menstrual e perda de ferro; Comer pouco; Ficar sentado muitas horas; Jet lag; Deficiência de cálcio; Desidratação; Pular refeições
Desregulação do metabolismo e desequilíbrio energético:
O metabolismo pode ser desregulado por vários fatores, como alterações hormonais, doenças metabólicas, estilo de vida sedentário, dieta desequilibrada e falta de sono adequado. O desequilíbrio energético, que ocorre quando há um descompasso entre a ingestão e o gasto de energia, pode afetar o metabolismo de várias maneiras. O excesso de energia consumida em relação ao gasto pode levar ao ganho de peso e aumento do acúmulo de gordura, enquanto a restrição excessiva de calorias pode levar à perda de peso e redução do metabolismo basal. 
Fonte: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22450943/
Nada mais é do que a relação entre o que se consome de energia, traduzido pela quantidade de calorias dos alimentos que compõem a dieta, e o gasto de energia que está associado ao equivalente energético do trabalho biológico realizado.
Ingestão em excesso = Ganho de gordura. Acumular gordura é a maneira que o corpo tem de lidar com as calorias extras consumidas acima do nível necessário.
A primeira lei da termodinâmica, a chamada lei de conservação de energia, indica que a energia não se cria, nem se destrói, porém pode trocar de forma. No caso do organismo humano, a energia necessária para atender à demanda solicitada pelo trabalho biológico é sintetizada dos alimentos que são consumidos. A relação consumo-gasto de energia apresenta três possíveis situações:
- Equilíbrio energético POSITIVO
- Equilíbrio energético NEGATIVO
- Equilíbrio ISOENERGÉTICO
https://www.fef.unicamp.br/fef/sites/uploads/deafa/qvaf/alimen_saudavel_cap10.pdf
3. Defina IMC, classificação, como calcular e quais são suas limitações
Criado no século 19 pelo matemático Lambert Quételet, o Índice de Massa Corporal, conhecido pela sigla IMC, é um cálculo simples que permite medir se alguém está ou não com o peso ideal. Ele aponta se o peso está adequado ou se está abaixo ou acima do peso.
https://bvsms.saude.gov.br/obesidade-18/
IMC: Indicador da densidade do corpo que é determinado pela relação entre o PESO CORPORAL e a ESTATURA.
Limitações: a partir do IMC não é possível diferenciar os componentes “gordo” e “magro” da massa corporal; a partir do IMC pessoas brevilíneas e/ou musculosas podem ter um valor de IMC inadequado à sua realidade e serem consideradas obesas; diferenças étnicas influenciam no IMC – descendentes asiáticos podem ser considerados obesos; para idosos, o IMC possui uma classificação diferenciada
Fonte 1 e 3: https://decs.bvsalud.org/ths/resource/?id=24542&filter=ths_termall&q=%C3%ADndice%20de%20massa
Fonte 2: http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-49742012000200015
Fonte 4: https://www.calculoimc.com.br/limitacoes-do-imc/
4. Qual a importância e como seria uma dieta balanceada? Como é a pirâmide alimentar?
De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), a composição exata de uma dieta diversificada, equilibrada e saudável varia de acordo com as características individuais de cada pessoa (idade, sexo, estilo de vida e grau de atividade física), contexto cultural, alimentos disponíveis localmente e hábitos alimentares. Para adultos, uma dieta saudável incluindo:Frutas, verduras, legumes (como lentilha e feijão), nozes e cereais integrais (como milho, aveia, trigo e arroz integral)
Pelo menos 400g (o equivalente a cinco porções) de frutas e vegetais por dia, exceto batata, batata-doce, mandioca e outros tubérculos;
Menos de 10% da ingestão calórica total de açúcares livres, o que equivale a 50g (ou cerca de 12 colheres de chá)para uma pessoa com peso corporal saudável e que consome cerca de 2.000 calorias por dia. Idealmente, o consumo deve ser inferior a 5% da ingestão calórica total para benefícios adicionais à saúde. Açúcares livres são todos os açúcares adicionados aos alimentos ou bebidas pelos fabricantes, cozinheiros ou consumidores, bem como os açúcares naturalmente presentes no mel, xaropes, sucos de frutas e concentrados de sucos de frutas;
Menos de 30% da ingestão calórica diária procedente de gorduras. Gorduras não saturadas (presentes em peixes, abacate e nozes, bem como nos azeites de girassol, soja, canola e azeite) são preferíveis às gorduras saturadas (encontradas em carnes, manteiga, óleo de palma e coco, creme, queijo, ghee e banha) e às gorduras trans de todos os tipos, principalmente as produzidas industrialmente (alimentos assados e fritos, lanches e alimentos pré-embalados, como pizzas congeladas, tortas, biscoitos, bolachas, óleos e cremes), bem como as gorduras encontradas em carnes e laticínios de animais ruminantes, como vacas, ovelhas, cabras e camelos. Sugere-se que a ingestão de gorduras saturadas seja reduzida a menos de 10% da ingestão calórica total e das gorduras trans, a menos de 1%;
Menos de 5g de sal por dia, o equivalente a cerca de uma colher de chá. O sal deve ser iodado.
Uma alimentação saudável ajuda a proteger contra a má nutrição em todas as suas formas, bem como contra as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), entre elas diabetes, doenças cardiovasculares, AVC e câncer. Manter o consumo diário de sal abaixo de 5g (o equivalente a menos de 2g de sódio) ajuda a prevenir a hipertensão e reduz o risco de doença cardiovascular e AVC entre a população adulta.
 
 
Referência: https://www.paho.org/pt/topicos/alimentacao-saudavel
O objetivo do plano alimentar é ajudar as pessoas na adoção de hábitos alimentares mais saudáveis. Para ter um efeito melhor, esses planos exigem mudanças na rotina, como dormir bem, controlar a ansiedade, diminuir o estresse e praticar atividade física. Ou seja, seguir um plano alimentar não significa apenas equilibrar a alimentação, mas cuidar também de outros aspectos para ter melhor qualidade de vida.
5. Definir macro e micronutrientes
Nutrientes são substâncias presentes nos alimentos que são importantes para o funcionamento do nosso organismo. Nosso corpo adquire-os por meio do processo de digestão, que garante a quebra dos alimentos em partículas menores que podem ser absorvidas pelo corpo. Podem ser divididos em macronutrientes e micronutrientes.
Macronutrientes são aqueles que nosso corpo necessita em maior quantidade, sendo encontrados abundantemente nos alimentos. Proteínas, carboidratos, lipídios e água são exemplos deles. Micronutrientes, por sua vez, são aqueles necessários em pequenas doses para que haja um bom funcionamento do organismo, sendo encontrados em baixa quantidade nos alimentos. Vitaminas e minerais são exemplos deles.
Referência: https://brasilescola.uol.com.br/saude-na-escola/nutrientes.htm
Fonte: NELSON, D. L. et al. Princípios de bioquímica de Lehninger. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. 
MICRONUTRIENTES
Os micronutrientes são os minerais e as vitaminas. O organismo precisa dos micronutrientes em quantidade menor se comparado aos macronutrientes. Sua principal função é facilitar as reações químicas que ocorrem no corpo. As vitaminas, por exemplo, são essenciais para o funcionamento do metabolismo e regulação da função celular.
No grupo das vitaminas, a vitamina B está presente nos vegetais de folhas verdes. A vitamina C é encontrada nas frutas cítricas. Já as vitaminas A, D, E e K estão no leite, produtos lácteos, óleos vegetais e vegetais de folhas verdes. Já na categoria dos minerais estão cálcio, potássio, ferro, sódio, magnésio, cobre, zinco, cobalto, cromo e flúor.
https://www.unimed.coop.br/viver-bem/alimentacao/o-que-sao-micro-e-macro-nutrientes-
 
6. Como é o processo de digestão, absorção e transporte dos carboidratos?
O processo de digestão, absorção e transporte dos carboidratos envolve várias etapas que ocorrem ao longo do trato digestivo. Com base nas informações do livro Guyton:
Digestão dos carboidratos: A digestão dos carboidratos começa na boca, onde a enzima amilase salivar inicia a quebra do amido em moléculas menores, como dissacarídeos. No entanto, a maior parte da digestão dos carboidratos ocorre no intestino delgado. Quando o bolo alimentar chega ao duodeno, o pâncreas libera a amilase pancreática, que continua a quebra dos carboidratos em dissacarídeos, como a maltose, sacarose e lactose.
Absorção dos carboidratos: Os dissacarídeos resultantes da digestão são absorvidos no intestino delgado. Nas células epiteliais do intestino delgado, esses dissacarídeos são quebrados em monossacarídeos por enzimas específicas. Por exemplo, a maltase quebra a maltose em duas moléculas de glicose. Os monossacarídeos resultantes, como glicose, frutose e galactose, são absorvidos pelas células epiteliais do intestino delgado e entram na corrente sanguínea.Absorção: Atravessam a células da mucosa intestinal e caem na corrente sanguínea ao atravessarem ao atravessarem os capilares das microvilosidades e em seguidas são levadas ao Fígado
· Glicose: transporte ativo
· Galactose: transporte ativo
· Frutose: passivo
Transporte dos carboidratos: Após a absorção, os monossacarídeos são transportados pelo sangue para as células do organismo. A glicose é o principal monossacarídeo utilizado pelas células para obter energia. Ela é transportada para as células através da corrente sanguínea e é regulada pela ação do hormônio insulina, que facilita a entrada da glicose nas células.
Armazenamento dos carboidratos: O fígado e os músculos podem armazenar glicose na forma de glicogênio para uso posterior. Quando os níveis de glicose no sangue estão altos, como após uma refeição, a insulina estimula a captação da glicose pelas células do fígado e dos músculos, onde ela é convertida em glicogênio. Quando necessário, o glicogênio é convertido novamente em glicose e liberado na corrente sanguínea para fornecer energia às células.
No intestino delgado, as enzimas pancreáticas (amilase pancreática) e intestinais (maltase, sacarase, lactase etc) quebram os carboidratos em moléculas ainda menores, como glicose, que são absorvidas pelas células do intestino delgado. —> funções secretoras: enzimas digestivas (reações químicas que hidrolisam os macronutrientes).
7. Defina e classifique carboidratos. Descreva do ponto de vista bioquímico, como os carboidratos são degradados
Carboidratos são biomoléculas. Muitos carboidratos têm a fórmula empírica(CH2O)n; alguns também contêm nitrogênio, fósforo ou enxofre. Eles podem ser definidos como poliidroxialdeídos ou poliidroxicetonas ou ainda substâncias que liberam esses compostos quando sofrem o processo de hidrólise (quebra de uma molécula por água). Existem três classes principais de carboidratos:
MONOSSACARÍDEOS (açúcares simples): aldeídos ou cetonas com dois ou mais grupos de hidroxila. Os monossacarídeos são moléculas não hidrolisáveis e redutoras (grupos aldeído e cetona podem sofrer oxidação), sendo classificadas de acordo com o número de átomos de carbono. O gliceraldeído (aldotriose) e a di-hidroxiacetona (cetotriose) são os monossacarídeos mais pequenos com apenas 3 átomos de carbono (C3H6O3). Exemplo, podemos citar a glicose, frutose e galactose. Os mais simples dos carboidratos, os monossacarídeos, são aldeídos ou cetonas com dois ou mais grupos hidroxila.
a. Pentoses:
i. Ribose —> RNA
ii. Desoxirribose —> DNA
b. Hexoses:
i. Glicose
ii. Frutose
iii.Galactose
DISSACARÍDEOS: mais abundantes, possuem função energética no nosso organismo. Cadeias orgânicas constituídas por duas unidades de monossacarídeos unidos por uma ligação glicosídica. Os três dissacarídeos mais conhecido são:
· Sacarose: glicose + frutose
· Lactose: galactose + glicose
· Maltose: glicose + glicose 
POLISSACARÍDEO: são carboidratos que, por hidrólise, originam uma grande quantidade de monossacarídeos.São polímeros naturais.
· Amido: reserva energética em vegetais
· Glicogênio: reserva energética em fungos e animais
· Celulose: estrutural em algumas algas e nos vegetais
Tipos de Carboidratos:
· Carboidratos simples: São formados pelos monossacarídeos ou dissacarídeos. Os principais representantes são a glicose, a frutose e a sacarose. A digestão e a absorção são bem rápidas, por isso eles podem aumentar muito a glicose no sangue. Os carboidratos simples podem ser utilizados na produção de energia na hora em que são ingeridos, ou podem ser armazenados pelo organismo para uso posterior. Esse armazenamento está localizado principalmente no fígado e nos músculos.
· Carboidratos complexos: São formados pelos polissacarídeos. Possuem digestão e absorção mais lenta, e são formados por uma cadeia longa de monossacarídeos, gerando fibras que dão maior sensação de saciedade. Estão presentes nos grãos integrais e por serem absorvidos de forma mais lenta, não causam grandes alterações no índice de glicemia do sangue. A energia fornecida por eles dura mais.
Link: https://beduka.com/blog/materias/biologia/tudo-sobre-carboidratos/
A respiração aeróbia feita a partir da glicose pode ser subdividida em três etapas básicas: glicólise, ciclo de Krebs e cadeia respiratória.
 
Glicólise
Ocorre no hialoplasma das células e consiste numa sequência de reações que tem como finalidade “quebrar” ou decompor a molécula de glicose (que possui 6 carbonos) em duas moléculas menores (cada uma com 3 carbonos) de uma substância denominada ácido pirúvico (piruvato). De forma mais simples, podemos resumir a glicólise da seguinte maneira:
 
 
Após a glicólise, cada molécula de ácido pirúvico sofre descarboxilação (saída de CO2, devido à ação das enzimas descarboxilases), e desidrogenação (saída de H2), transformando-se em ácido acético (composto com apenas dois carbonos na molécula).
 
Ciclo de Krebs
O radical acetil do ácido acético desliga-se da coenzima A e reage com o ácido oxalacético (um composto que tem 4 carbonos na molécula), formando o ácido cítrico (com 6 carbonos na molécula). Assim, o ácido cítrico é o primeiro composto formado nessa etapa e, por isso, o ciclo de Krebs é conhecido também por ciclo do ácido cítrico. No quadro a seguir, temos uma representação esquemática e resumida do ciclo de Krebs.
 
 
Cadeia respiratória
A cadeia respiratória, que nas células eucariotas é realizada na membrana interna da mitocôndria, tem início a partir dos NADH2 e dos FADH2 produzidos nas etapas anteriores da respiração celular. Nela, ocorre síntese de água, transporte de elétrons através de uma cadeia de substâncias (cadeia transportadora de elétrons) e bomba de prótons (H+) com consequente síntese de ATP. A cadeia transportadora de elétrons é um conjunto de reações de oxirredução que envolve a participação de quatro complexos proteicos (I, II, III e IV) e de duas moléculas conectoras móveis: a ubiquinona (coenzima Q) e o citocromo C. A bomba de prótons é um mecanismo de transporte ativo que transfere íons H+ da matriz mitocondrial para o espaço intermembrana (espaço existente entre a membrana externa e a membrana interna da mitocôndria). A ilustração a seguir mostra de forma simplificada os principais fenômenos da cadeia respiratória.
 
 
As reações da cadeia respiratória são de oxirredução, isto é, reações que envolvem perda e ganho de hidrogênios e de elétrons. Para os químicos, uma substância que perde elétrons ou hidrogênios fica oxidada. Quando ganha elétrons ou hidrogênios, fica reduzida. A glicose e seus subprodutos, por exemplo, ao perderem hidrogênios para os NAD, estão sofrendo oxidação. Por isso, fala-se que durante a respiração ocorre oxidação da glicose. Por outro lado, os NAD, ao receberem hidrogênios transformando-se em NADH2, estão sofrendo redução. Todos os componentes da cadeia respiratória, ao receberem elétrons, reduzem-se e, ao cedê-los para a substância seguinte, tornam a se oxidar. Assim, na respiração celular, a todo momento ocorrem reações de oxidação e de redução.
O objetivo da respiração celular é a produção de ATP. A produção líquida ou saldo energético (em moléculas de ATP) por glicose pode chegar a 32 ATP, dependendo do tipo de célula. Veja o quadro a seguir:
 
 
Existem células em que a membrana interna da mitocôndria é impermeável ao NADH2. Nessas células, a passagem para o interior da mitocôndria dos hidrogênios transportados pelos 2NADH2, produzidos no citosol durante a glicólise, requer gasto de energia, sendo gasto 1 ATP para cada um desses NADH2. Nessas células, portanto, o saldo energético / glicose é de 30 ATP (32 – 2 = 30 ATP).
 RESPIRAÇÃO ANAERÓBIA
A respiração anaeróbia é realizada por seres vivos que conseguem sobreviver na total ausência de O2. Evidentemente, esses seres também precisam de energia para suas atividades biológicas. Neles, a energia também é obtida através da oxidação de moléculas orgânicas, principalmente a glicose. Nessas oxidações, conforme vimos, há liberação de elétrons e íons hidrogênio (H+). Como nas células dos anaeróbios não existe O2 para receber, no final da cadeia respiratória, os elétrons e combinar com os íons H+ liberados para neutralizá-los, poderíamos pensar que nessas células ocorre uma intensa acidificação, o que se tornaria um grande perigo para o metabolismo celular. Isso, entretanto, não ocorre. Na respiração anaeróbia, alguma substância inorgânica, diferente do O2, funciona como receptor final dos elétrons e dos íons hidrogênio, neutralizando-os e evitando, assim, a acidose da célula. Algumas bactérias, por exemplo, fazem a degradação de compostos orgânicos à semelhança do que vimos na respiração aeróbia e usam, como aceptores finais dos íons H+ e dos elétrons, compostos inorgânicos, tais como nitratos, sulfatos ou carbonatos. Dessa forma, os íons H+ são neutralizados, evitando a acidose do meio intracelular, conforme mostra o exemplo a seguir: Na respiração anaeróbia, assim como na aeróbia, existe uma cadeia de aceptores de elétrons na qual é produzido ATP. A diferença entre os dois tipos fica por conta do último receptor dos elétrons e dos hidrogênios da cadeia: oxigênio, na respiração aeróbia, e outra substância inorgânica, na respiração anaeróbia
FERMENTAÇÃO
A fermentação também é um processo anaeróbico (ausência de O2) de obtenção de energia, feito a partir de compostos orgânicos, em especial a glicose. Na fermentação biológica, entretanto, não há cadeia respiratória e os aceptores finais dos íons hidrogênio não são substâncias inorgânicas, e sim compostos orgânicos resultantes da própria reação. Conforme a natureza química dos produtos orgânicos formados ao final das reações, a fermentação pode ser classificada em diferentes tipos: alcoólica, láctica, acética, butírica, etc. Vejamos os dois tipos mais conhecidos de fermentação: alcoólica e láctica.
Fermentação alcoólica
Esse tipo de fermentação tem o álcool etílico como produto orgânico final. Nela, a glicose sofre glicólise, originando duas moléculas de ácido pirúvico, tal como acontece na respiração. Durante essa glicólise, ocorre saída de hidrogênios (desidrogenação), que são captados por moléculas de NAD, formando, então, moléculas de NADH2. Nessa glicólise, à semelhança da que acontece na respiração, há consumo de 2 ATP e liberação de energia suficiente para produção de 4 ATP. Há, portanto, um saldo energético positivo de 2 ATP (4 ATP produzidos – 2 ATP gastos = 2 ATP). Cada ácido pirúvico resultante da glicólise sofre descarboxilação (liberação de CO2), originando moléculas de aldeído acético. O CO2 é eliminado no meio extracelular e o aldeído acético recebe os hidrogênios do NADH2. Ao receber esses hidrogênios, o aldeído acético se converte em álcool etílico que, por sua vez, também será eliminado no meio extracelular. Veja o esquema a seguir:
 
Conforme vimos no esquema anterior, os produtos finais da fermentação alcoólica são o álcool etílico e o gás carbônico.
A fermentação alcoólica é realizada por algumas espécies de fungos (conhecidos por levedos ou leveduras),por algumas espécies de bactérias e até por células de vegetais superiores (algumas sementes em processo de germinação, por exemplo, embora respirem aerobicamente em ambientes contendo O2, também podem obter energia realizando a fermentação alcoólica quando falta esse gás). Um bom exemplo de ser vivo realizador desse tipo de fermentação é o fungo Saccharomyces cerevisiae, muito utilizado na fabricação da cerveja e de outras bebidas alcoólicas e, por isso, conhecido por levedura da cerveja. Espécies do gênero Saccharomyces também são utilizadas na fabricação de pães, bolos e biscoitos. Essas leveduras também são conhecidas por fermentos biológicos (fermento “de pão”, por exemplo). Na fabricação de pães e bolos, durante o preparo e cozimento da massa, o álcool escapa, enquanto o CO2 forma bolhas em meio à massa, estufando-a e promovendo o seu crescimento.
 
Fermentação láctica
Esse tipo de fermentação tem como produto orgânico final o ácido láctico. Veja o esquema a seguir:
 
A fermentação láctica é realizada por algumas espécies de micro-organismos (bactérias, fungos, protozoários) e, também, por alguns tecidos animais, como o tecido muscular.
Algumas bactérias do gênero Lactobacillus, por exemplo, são muito utilizadas pela indústria de laticínios na fabricação de coalhadas, iogurtes, queijos e outros derivados do leite. Essas bactérias promovem o desdobramento do açúcar do leite (lactose) e realizam a fermentação láctica, liberando o ácido láctico no meio. O acúmulo do ácido láctico no leite torna-o “azedo”.Em nossos músculos esqueléticos, em situação de intensa atividade, pode não haver uma disponibilidade adequada de O2 para promover a respiração aeróbia. Nesse caso, as células musculares passam a realizar a fermentação láctica. Entretanto, o acúmulo de ácido láctico nessas células provoca fadiga muscular, com dor intensa, o que pode causar a paralisação da atividade muscular. A fermentação láctica, portanto, pode ocorrer eventualmente nas células musculares, bastando, para isso, que os músculos sejam excessivamente solicitados e que o suprimento de oxigênio oferecido pelo sangue não satisfaça às necessidades celulares. Nessa circunstância, os íons H+ começam a acumular-se nas células e, então, o ácido pirúvico passa a atuar como receptor final desses íons, transformando-se em ácido láctico. A presença do ácido láctico nas células musculares causa aquela sensação de dor muscular característica da fadiga ou câimbra.Tanto na fermentação láctica como na alcoólica há um saldo energético de 2 ATP / glicose. Logo, o processo da fermentação apresenta um rendimento energético bem inferior ao da respiração aeróbia.
 Referência: apostila Bernoulli
8. Como funciona a estocagem do glicogênio, hepático e muscular? Como que se utiliza?
O glicogênio é uma forma de armazenamento de glicose, a principal fonte de /energia do corpo. Ele é armazenado principalmente no fígado e nos músculos, sob a forma de glicogênio hepático e glicogênio muscular,
Glicogênio Hepático: O glicogênio hepático é armazenado no fígado e serve como uma reserva de glicose para ser liberada no sangue quando necessário, principalmente para manter os níveis adequados de glicose no sangue durante o jejum. O fígado é capaz de armazenar uma quantidade significativa de glicogênio.
Glicogênio Muscular: O glicogênio muscular é armazenado nos músculos esqueléticos e é utilizado principalmente como fonte de energia durante a contração muscular durante o exercício. Os músculos têm uma capacidade de armazenamento de glicogênio maior do que o fígado, mas a sua função principal é fornecer energia para a própria atividade muscular. A utilização do glicogênio em ambos os locais é controlada por hormônios, como a insulina e o glucagon. A insulina estimula a síntese de glicogênio após as refeições, quando os níveis de glicose estão elevados, enquanto o glucagon promove a quebra do glicogênio para liberar glicose quando os níveis de glicose estão baixos
Estado alimentado:
· Alta concentração de glicose —> hiperglicemia
· Células dos tecidos absorvem a glicose —> quem envia esse sinal é o pâncreas na forma de hormônio (insulina —> células captarem glicose)
· Usa glicose usa para a respiração celular —> gerar energia
· Se você não usa essa energia —> estoca a glicose —> Glicogênese (armazena a glicose em forma de glicogênio)
Estado Jejum (3hrs depois de estado alimentado)
· Baixa concentração de glicose
· Pâncreas recebe esse estimulo e produz glucagon —> efeito inverso da insulina (liberarem glicose pro sangue —> Glicogenólise ou Gliconeogênese)
9. Como funcionam as vias de pentose e a transformação do açúcar em gordura?
Via alternativa a glicólise e ciclo de Krebs —> quando acumula muita glicose —> organismo já tem ATP suficiente.
As vias de pentose são importantes para a síntese de nucleotídeos e para a produção de NADPH, que é utilizado em reações biossintéticas. —> não produzem ATP.
Produtos:
NADPH:
· Síntese de Ác. Graxo
· Síntese de Colesterol
· Síntese de Esteróides
· Combate radicais livres
Ribose 5P:
· Nucleotídeos (DNA)
· Coenzimas
A via das pentoses é uma via citoplasmática, anaeróbica ocorrendo no fígado, glândulas mamarias, tecido adiposo e nas hemácias. o Ocorre em duas etapas: fase oxidativa onde ocorre a produção de pentoses e fase não oxidativa onde ocorre a interconverção de pentoses intermediários da via glicolítica.
Quanto mais se consome alimentos que são fontes de carboidratos, maior a possibilidade de gerar excedente do açúcar no organismo, que será transformado em triglicérides e armazenado como gordura. Esse excesso contribui também para o desenvolvimento de doenças como diabetes e obesidade.
Após uma refeição, os carboidratos são quebrados em glicose, que é uma fonte imediata de energia para o organismo. O excesso de glicose fica acumulado no fígado na forma de glicogênio – ou então, com a ajuda da insulina, é convertido em ácidos graxos, circulado para outras partes do corpo e guardado como gordura nos tecidos adiposos. Quando há abundância de ácidos graxos, a gordura também se desenvolve no fígado. E este é um enorme problema, conhecido como “fígado gorduroso” ou pelo simpático nome de “esteatose hepática”.
 
https://adm.online.unip.br/img_ead_dp/36231.PDF
http://www.enf.ufmg.br/index.php/noticias/1249-especialista-explica-como-o-acucar-age-no-#:~:text=Quanto%20mais%20se%20consome%20alimentos,doen%C3%A7as%20como%20diabetes%20e%20obesidade.
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