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Bioestatística aula 01 09.06 
A gente vai fazer um delineamento de um próximo projeto. Então, seria assim, um projetinho de pesquisa que vocês desenvolveriam. Eu acho que vai ser muito melhor vocês trabalharem a bioestatística aplicada assim.
Quando pesquisar o nome bioestatística no dicionário, vocês vão encontrar lá uma definição de processos e métodos estatísticos aplicados à análise de fenômenos biológicos. Então, é a parte de estatística focada onde? Na área da biologia. O conceito de estatística na literatura específica dessa área.
Então, vocês vão encontrar lá a estatística como uma coleção de métodos para planejar experimentos. E aí, vejam essa parte que tem tudo a ver com aquilo que vocês vão desenvolver no TDL vocês. Então, a gente vai planejar uma pesquisa científica.
Além disso, vocês vão obter os dados, vocês vão organizar, vocês vão resumir, vai analisar e, inclusive, fazer o processo de interpretação. Então, por exemplo, se eu vi lá o valor do hematóptero, eu coletei um hemograma. Não adianta nada eu pegar esse exame, pegar esse hemograma e só olhar o valor de diferença.
Aí, você vai falar, não, está com menos, está com mais, não. Isso vai me gerar algum processo de entendimento? Não. Então, eu preciso saber olhar isso aqui e fazer a interpretação.
Isso também é do estatístico. Igual eu falei para vocês, se o outro cachorro lá, 54, tem hematóptero, e eu falei para vocês que o máximo é 55, está próximo do limite máximo, beleza. Mas o que isso significa? Eu falei para vocês que isso significa que, provavelmente, ele está entrando num vaso de desgeneração, porque está faltando líquido e tem células sobrando dentro do vaso.
Então, imagina lá. No andamento do caso do paciente Duque, que é o iórquino, eu sei que eu preciso coletar o sangue para ver como está. Coletei o sangue, obtive os dados, valores do hemograma.
Preciso analisar para chegar a uma conclusão. Então, se eu vi que o valor está próximo ao valor máximo lá de concentração, eu sei que está faltando líquido. Qual que é a conclusão que eu tenho? Fluído, terapia, quem falou fluído, terapia? Vou precisar fazer fluído porque está faltando líquido no paciente.
Então, todo esse processo aqui é a biostatística que faz. Parece um negócio do outro mundo, mas vocês estão vendo que não é. Está num quadro de desidratação, eu preciso fazer fluído. Essa é a minha conclusão, beleza? Resumão para vocês.
O que a biostatística vai fazer, galera? Estudo de dados biológicos. Então, imagina que vocês estão trabalhando numa clínica, beleza? Estão trabalhando numa clínica. E é uma clínica de pequenos animais, certo? O que eu consigo obter de dado aqui? Pensando nos pacientes que são atendidos numa clínica de pequenos.
O da estatística, ela entra em diversas áreas. Então, vou assistir o jornal da manhã. Liguei lá o jornal, começo a falar.
Ah, porque Bovespa está não sei quantos por cento. O dólar fechou em alta. Não sei o que lá, teve queda.
Isso daí é de estatística também. Medicina, então. Medicina, medicina veterinária.
Estamos ali juntos, né? Propósitos, então. Como que a gente vai subdividir a biostatística? Primeira parte. A gente vai fazer uma síntese.
A síntese, pessoal, ela vem para fazer um resumo dessas informações. Para que você, para que o leitor consiga compreender melhor aquilo que está sendo estudado. Então, por exemplo.
Vocês, quando forem pesquisar lá os artigos científicos. Sempre quando a gente vai abrir o artigo, ele costuma vir com uma parte de um resumo no começo. Resumo ou abstrato.
Nesse resumo, a gente já vai ter uma atividade de síntese também, a biostatística. Então, alinem aquele resumo e vejam a importância dessa parte. Você precisa colocar todas as informações de maneira resumida.
Para o teu leitor ver se aquele trabalho é vantajoso ou não para ele. Se serve para ele. Por exemplo, vou pegar lá o caso da parvovirose.
Eu fui pesquisar lá um artigo e eu vou... Imagina, se eu tivesse que ler, sei lá, 20 artigos de quilos e páginas cada um. Para ver se eles servem ou não para mim. Eu perderia muito tempo.
Então, como que a gente faz a seleção do artigo que serve para nós. Para daí a gente realmente sentar e ler, estudar. Eu vou ler o resumo.
Então, pelo resumo, você como leitor. Ou, se você for publicar, você tem que deixar bem nítida a informação. Se aquele artigo lhe vai servir para o teu leitor.
E aí, nesse pedaço da síntese, vocês vão ter que colocar o trabalho do início ao fim. Então, você vai colocar lá uma frase de introdução, uma frase de desenvolvimento. Uma fase de como você utilizou a metodologia do teu trabalho.
E você vai ter que concluir o que você vê no final. Porque daí o leitor vai ver e falar, Opa, olha aqui, esse artigo vai ser legal para mim, vai servir para mim. Para não ter que perder o tempo de ler 15 páginas.
Imagina, daí você pega um artigo em inglês. Você vai ter que, sei lá, traduzir 15 páginas. Para daí você ver que não serve para você.
Então, a atividade de síntese, ela já vem logo no comecinho do trabalho. Importante, o resumo ele vai ser a última coisa que vocês vão fazer. Porque o trabalho tem que estar finalizado já.
Senão, como é que você vai concluir alguma coisa? Então, ele é a primeira coisa que vai aparecer no trabalho. Mas ele é a última parte a ser feita. Porque ele tem que pegar começo, meio e fim.
Inclusive com a conclusão. Ainda diante desse processo de síntese. A gente vai ter que fazer algumas avaliações estatísticas.
Alguns testes. Para comparar média, mediana, desvio padrão. Qualquer outra análise estatística que a gente vá trabalhar.
Então, por exemplo. Voltando lá na história da clínica de pequenos. Eu posso separar porcentagens.
Então, fluxo de atendimento da clínica de pequenos. Tantos porcentos cães, tantos porcentos gatos. Entenda que a gente já está entrando nesse cálculo aqui.
Dos cães, tantos machos e fêmeas. Dos gatos, machos e fêmeas. Dos cães, machos inteiros e castrados.
Fêmeas inteiras e castradas. Isso já está entrando aqui no processo de síntese. Onde eu vou fazendo a coleta dos dados.
Certo? Depois que eu tiver essa coleta de dados. Eu vou passar para o próximo assunto. Que é a visualização.
Ou seja, a gente selecionou, a gente agrupou. A gente fez lá uma análise estadística. Eu posso fazer desenhos para auxiliar o meu leitor.
Graficos, diagramas, tabelas. Então, o processo de visualização vai ser para facilitar o entendimento do leitor. Eu sou uma pessoa totalmente visual.
Então, eu preciso. Com isso, eu vou ver as possíveis interferências. Como é que a gente vai avaliar interferências? Então.
É verdade. Mas aí a gente vai pensar o quê? Teste de hipótese. Então, vamos voltar lá para o caso do cachorrinho.
O que a gente pode ter aqui? Então, antes da gente chegar no diagnóstico do parvo positivo. A gente não estava na conclusão ainda. A gente estava avaliando sinal clínico.
A gente estava avaliando a condição fisiológica dele. E a gente não sabia o diagnóstico ainda. O que a gente poderia elencar como hipóteses aqui? Mas a própria parvovirose, isso não seria um hipótese para ser trabalhado aqui? Qual é o diagnóstico? Não sei.
Quais são as hipóteses? Ele pode ter comido alguma coisa estragada. Ou comido algo que provocou. Ele poderia, sei lá, ter tomado algum medicamento.
O que o doutor não contou. Ele poderia ter encherido um corpo estranho. Então, vocês entendem que essa é a parte das hipóteses? Então, a hipótese é uma pergunta que você vai fazer.
Será que é isso? Será que é aquilo? Se a gente fosse voltar no caso lá da dor de alemão. Quais são as hipóteses que a gente poderia citar nesse caso aqui? Também intoxicação. Também intoxicação.
O que mais? Também um corpo estranho. Micoblasma. Micoblasma.
O que mais? Medicamentosa. A própria parvo. Medicamentosa.
Medicamentosa. Então, tudo isso ia estar como hipótese. E aí, eu vou ter que fechar essa ideia de hipótese lá no final.
Talvez o jeito não conclua nada. Às vezes acontece. E aí, isso também é uma conclusão.
Ah, depois de toda avaliação realizada. Não concluiu nenhumdiagnóstico específico. Você pode sugerir mais coisas.
Você pode sugerir, realizar teste disso, disso e daquilo. Para complementar o trabalho. Aí, ou seja, você está passando a bola para o próximo que quer fazer.
Lembra que eu falei que a gente copia, mas não faz igual? Você pode concluir que você não concluiu nada. E aí, você vai dar a brecha para um colega pegar tudo aquilo que você já fez e fazer um pouquinho mais. Por quê? Quando a gente vai trabalhar com pesquisa, normalmente a gente tem recursos limitados.
Então, eu poderia fazer mais tal coisa, mas talvez o meu bolso não vai deixar. E aí, eu vou concluir que eu não conclui nada para deixar para o próximo colega uma ideia. Então, um exemplo lá.
Analisar a eficácia de medicamentos e tratamentos veterinários. Pensando aqui na eficácia de medicamentos e tratamentos. Quero dar um exemplo para vocês.
Já entrando na farmacologia, que eu gosto de fazer essas coisas sendo bem aplicado na área. Vamos pegar o exemplo de um medicamento que é super comum utilizar. Tramadol.
Quem já viu aqui a utilização do tramadol no medido? Para cães, para gatos. Para mim. Para mim.
Para humanos. Pessoal, o tramadol é um medicamento que a gente consegue citar aqui e colocar, por exemplo. Comparando entre espécies.
Geralmente, a gente vê a aplicação do tramadol para cachorro. Muito comum para cachorro. Vocês sabiam que o tramadol não é tão eficaz assim para cachorro? Aposto que ninguém sabia, ou quase ninguém.
O tramadol não é tão eficaz pensando na aplicação para cães. Por quê? Então, vamos falar de uma estatística na farmacologia. Então, vou administrar um medicamento para um paciente.
Vamos colocar aqui, oral mesmo? Pode ser o comprimido do crônidor. Isso aí é por causa do metabolismo do cachorro? É por causa do metabolismo. Tem uma coisa diferente no cachorro.
Então, eu vou lá. Vou fazer comprimidinho de crônidor. Que é o tramadol.
Certo? O tramadol, pessoal, para ele ter um potencial analgésico, ele vai atuar em diversas vias. Quando a gente quer trabalhar a parte analgésica, a gente precisa fazer um processo. Então, administrei aqui o oral.
Pode ser via injetável também, pode ser intramuscular, pode ser hormonoso, pode ser simultâneo. Para liberar essa molécula ativa da parte analgésica, a gente tem que fazer um processo de biotransformação. Quem vocês acham que é responsável por fazer essa parte de biotransformação no organismo? Fígado.
Quem falou fígado? Então, ele precisa chegar lá no fígado e biotransformar na molécula ativa. A molécula ativa se chama O. Desmetiu. E aqui está, literalmente, o pulo do gato.
Essa molécula aqui, biotransformada, que vai dar a analgesia. Ou a principal, né? A parte que vai ser responsável pela analgesia. E no cão, a gente não tem.
Porque, metabolicamente, o fígado dele não transforma o traumador em O. Nenhum. Ele faz uma associação com o diflamatório, por exemplo? A gente faz uma associação. Quando a gente associa medicamentos para um único fim, no caso, vou associar uma dipirona, vou associar um meloxicam, vou associar um cartofeno, eu vou ter um efeito para potencializar a analgesia, certo? O nome disso é sinergismo.
Ou seja, dois medicamentos que são utilizados para um único fim. No caso, a analgesia. São medicamentos sinérgicos, em que um potencializa o efeito do outro.
Os dois andando, mãozinha dada, tipo, vamos buscar a analgesia. Então, se eu associar com outro medicamento, vai ajudar? Vai. Só que eu vou ter o potencial que eu realmente espero do traumador.
E aí está a principal discussão. Na área clínica. Porque a maioria dos clínicos que usam o traumador, fala que acha que é bom.
Só que acha que é bom porque a gente associa outros medicamentos. E aí, na verdade, tem como saber se, por exemplo, se eu associar, no caso do traumador, o que potencializa o melancitor? E não é o contrário, porque se ele sozinho não age, então... Ele até vai ter, assim, uma fraçãozinha de analgesia por outras linhas, que não é dessa mulher, quando é transformada. Só que, realmente, o efeito que a gente espera de analgesia, não vai acontecer com o traumador.
Então, isso aqui é o exemplo para cães. E aí, então, se eu for comparar a eficácia, vou comparar um cão com um gato. O gato faz.
O gato viu transforma em outras linhas do traumador. Então, para o gato, o traumador vai fazer muito efeito. E aí, talvez a tendência é que a gente pense o contrário, né? Porque o gato, ele é todo diferentão, né? Tudo que funciona em todo mundo, não funciona no gato.
Aqui é o contrário. O traumador vai funcionar para ele. E, portanto, não vai ser muito melhor.
Nos outros funciona. Então, se você fizer em gato, funciona. Se você fizer em rato, funciona.
Se você fizer em cavalo, funciona. Então, aí, a gente já consegue ter um exemplo bem prático de uma comparação, né? Uma análise e comparação de um tratamento medicamentoso. Que funciona bem para um e não funciona muito para o outro.
E hoje que usa no lugar, seria metadona, por exemplo? Uma dor forte? Morfina. E aí eu vou avaliar o que? Qual é a dose? Porque daí, com base nisso, eu vou escolher qual é o medicamento que eu vou usar para substituir o traumador e a dose, inclusive, né? Quanto maior o nível de dor, maior a dose que eu tenho que utilizar. Beleza? Entendido essa parte? Nem parece que é de estatística, mas é também.
Professora, você falou no nível de dor, mas o que eu observei algumas vezes foi que o pessoal vai só pelo peso, né? Só que aí é o que? É gente que é treinado para... Entendeu? Que não é treinado para analisar a situação. E isso também é de estatística. Eu não tenho que saber interpretar o que está acontecendo.
Eu não tenho que analisar, interpretar, para daí chegar em uma conclusão. Também é de estatística. É gente que é treinado para... Suplicar.
Isso vale para a questão do tempo das doses também, né? Também. Porque, de regra, tem cada 8 ou 12 horas, né? E aí passa 4, 5 horas e o animal está ligado de dor. Inclusive, você não vai medicar.
Sim, vamos pegar então um exemplo do opióide agora, o metadona, que seja. Ah, metadona eu vou fazer administração a cada 8 horas. Beleza? Eu vou avaliar meu paciente e vou escolher a dose que eu escolho.
É, vou escolher a dose que eu vou administrar. Então, digamos. Ah, eu vou fazer... Então, a metadona é o analgésico opióide.
Ou seja, ele tem uma potência bem legal para tratar dor aguda, tá? Geralmente, a dose que a gente usa... É de 0,1 até no máximo 0,5 miligramas por quilo. Quando eu vou trabalhar... Vou trazer agora um pouquinho para o meu lado. Analgesia preemptiva.
O que é analgesia? Já vão gravando esses nomes aí que vocês vão precisar, tá? Analgesia preemptiva é aquela que você oferece um medicamento antes mesmo do animal sofrer aquele estímulo doloroso. Quando que eu uso isso? Na anestesia. Tá? Antes de eu fazer a indução da anestesia geral do paciente, eu aplico uma etapa que se chama MPA, que é a medicação pré-anestésica.
Então, MPA. Na MPA, eu vou escolher o medicamento analgésico para oferecer antes mesmo dele sentir o estímulo doloroso. Ou seja, estou fazendo uma analgesia preemptiva.
Na MPA, eu costumo utilizar uma dose de 0,3 miligramas por quilo. Porque o animal vai passar por um estímulo doloroso. Então, eu tenho que usar uma dose um pouquinho maior.
Só que eu não vou precisar usar a dose máxima porque durante a cirurgia eu preciso oferecer o analgésico também. Porque só a MPA não vai ser suficiente para segurar a dor. E aí, quanto maior a dose que eu utilizo, maior o efeito adverso também.
Isso serve para qualquer medicamento. Quanto maior a dose, maior o efeito colateral. Então, eu não vou precisar utilizar o 0,5 porque durante a cirurgia eu vou utilizar um medicamento que é mais potente do que a metadona para manter o paciente sem dor, ou seja, analgesiado durante o procedimento cirúrgico.
Então, 0,3 para mim está bom. Agora, vamos pensar o seguinte. O paciente que está internado, digamos, está fazendo um pós-operatório.
Eu vou precisar utilizar uma dose de 0,3 miligramas por quilo? Provavelmente não,porque ele já vai estar com outros medicamentos. Ele está no pós-operatório. Então, eu consigo baixar essa dose aqui.
Então, pensando no pós, eu normalmente utilizo 0,15 miligramas por quilo. Então, veja que caiu para metade. Aí, eu vou fazer aqui no pós de 8 em 8 horas, beleza? Mas, de repente, eu vi que chegou lá com 6 horas e o meu paciente começou a sentir dor.
Eu vou deixar ele sentir dor porque está escrito lá que só pode ser a cada 8 em 8 horas? Não. E aí, eu preciso o quê? Analisar o paciente, observar quais são os parâmetros, o que ele está demonstrando para conseguir adaptar o meu tratamento. Então, entenda, não é receita de bolo.
E aí, eu também não estou saindo da conduta terapêutica porque a gente consegue ter uma pequena variação aí na literatura na hora de fazer essa demonstração. Pode ser que o ideal seria de 8 em 8, mas o meu paciente precisa de 6 em 6. Ainda assim, eu vou estar dentro da dose. Eu não vou extrapolar isso.
Eu não poderia, sei lá, fazer 0,5 miligramas por quilo a cada 4. Daí, eu aumento, estou extrapolando a dose. Agora, pequenas variações dentro da dose estabelecida, ok. E aí, aqui a gente já está fazendo uma comparação de tratamento.
Para a medicação pré-MSS, eu faço uma dosagem. Para o pós-operatório, eu faço outra. De repente, eu estou fazendo 0,15 de 8 em 8, mas não está segurando.
Eu posso subir para 0,2. Eu vou adaptar de acordo com a necessidade do meu paciente. Então, de maneira geral, na medicina veterinária, e essa é uma receitinha de bolo, vocês têm que conseguir observar e fazer a interpretação para chegar na conclusão.
Senão, vocês vão só ficar replicando o que vocês viram sem saber o porquê. E, galera, é o que mais tem por aí. É gente só replicando.
E quando você questiona e pergunta o porquê, a pessoa não sabe responder. Percebem que a minha estatística também está aqui. Eu tenho uma variação de dose.
Qual que eu vou escolher? Depende. Para que eu vou utilizar? Ou, de repente, eu vou fazer lá uma anestesia para uma endoscopia. Endoscopia, geralmente, não dói.
É só o método diagnóstico. Eu vou fazer o raio-X. Eu vou precisar, talvez, de uma dose grande assim? Iopioide? Talvez não.
O paciente não vai ser submetido a um estímulo doloroso. Eu não consigo adaptar isso. Por mais que seja uma medicação para anestésia, talvez eu não precise desse valor de dosagem.
Isso tudo vocês têm que conseguir identificar na rotina. Tem que ter senso crítico. Senão, vocês vão ser só aqueles técnicos que reproduzem sem saber o porquê.
É tipo o papagaio, né? Falar até papagaio fala, mas ele sabe por que ele está falando aquilo? Ele só está repetindo, só está reproduzindo. Beleza? Então, comparação ainda e medicamento. Agora, outro exemplo para vocês.
Estudar a prevalência e incidência de doenças em diferentes populações e animais. Trouxe aqui o exemplo do artigo. Dysplasia coxo-febural.
Primeiro ponto. Prevalência. Galera, aqui é de pequenas, tá? Qual que é a prevalência de dysplasia? Pensa.
Calma. Vamos pensar um pouco maior ainda. Corte-grande.
Corte-grande. Cão, corte-grande, certo? É comum ver dysplasia em gato? Não. Não é comum.
Então, a gente já tem uma prevalência. Nos pequenos animais, a gente tem prevalência em cães. Aí, a gente já pega um outro pedacinho.
Além de ser cães, qual é a outra prevalência? Corte-grande. Corte-grande. Beleza? Prevalência.
Agora, a gente já puxa o gancho para fatores. Cães, corte-grande. Quais são os fatores que interferem na doença? Idade é um fator.
Genética é outro fator. Biso é outro fator. Tem mais.
Alimentação tem a ver, parte nutricional. Se o animal tiver uma dieta pobre, ele vai desenvolver a doença. Que mais? Ambiente também, galera.
Então, só aqui a gente já tem exemplo de prevalência e exemplo de vários fatores que podem interferir. Também a gente pode achar. Para vocês, aplicação.
Não adianta nada chegar lá e ficar falando a definição, etc. E aí? Faço o que com essa coisa aí? Vou amassar e jogar fora. Não.
Vou aplicar. Então, fator genético, galera. Vocês falaram para mim que o fator genético pode acabar gerando um processo de esclarecer a coxa febural.
Como é você? Vocês sabiam que a gente consegue testar isso? Então, digamos, eu vou fazer uma consultoria para um doutor. E o doutor vai falar, olha, doutora, eu quero comprar um cachorro. E ele quer um pastor também.
Vamos falar que a raça também, né? A raça que mais tem, né? Eu quero comprar um pastor, mas eu quero que ele não tenha esse problema, porque eu já tive um cachorro que morreu quando se fazia. Tive que autanasiar porque não tinha mais jeito. Golden, por exemplo.
Golden também. E aí? Eu vou falar sério, olha. Procure um caminho em que os animais sejam testados.
Eu consigo fazer a variação genética. Mas olha só. Fazendo essa variação genética e dando negativo, significa que ele não vai ter a doença? Por quê? Tem muitos fatores.
Porque existem outros fatores, galera. Isso tudo vocês têm que entender. E se não, como é que vocês vão explicar? Doutor, ah não, beleza, ele é negativo.
Aí o doutor leva pra casa e deixa no piso dele a jota. E escorrega. E o animal pese nesse local.
Ou de repente é negativo, mas o cachorro fica obeso. E aí? Ou é negativo, mas o doutor dá aquela ração, sei lá, satecão, né? Que ele põe pra lá a granela ainda. Sempre dá pra piorar.
E aí? Eu vou pegar outro exemplo que aconteceu, é um caso verídico. Atendi uma aluna quando eu estava lá na Federal do Uruguaiana. Eu estava na residência, não é sério.
Que ela levou o cachorro que estava com alterações clínicas. A menina vegetariana, vegana, não me lembro exatamente, mas assim, não comia carne. Ela tinha um cachorro, tá? O cachorro, ele comia feijão.
Esse era o alimento que comia. Porque ela era vegetariana, ela queria que o cachorro fosse também. Ou vegana, sei lá, né? Isso não é um fator? Não é um fator? Então, vocês têm que ter essa noção de que por mais que talvez seja negativo pro fator genético, ainda tem outros fatores que podem influenciar e fazer com que esse animal desenvolva doença.
A porcentagem do fator hereditário é maior? Com certeza é maior. Isso está no DNA dele. Mas não significa que mesmo sendo negativo não vai ter.
Aí pega um cachorro que fica na lojota, é obeso e come sapatão. E aí? Aí o doutor vai chegar e escuta, você falou pra mim que era negativo e o meu cachorro está com disclaseia, a culpa é sua, né? Porque daí, nessa hora, culpa é do veterinário, né? Não é dele que não faz o que tem que fazer em casa. E aí? E aí? E aí a biostatística também vem aí pra ajudar a gente, fala ó, queridão, você tinha que fazer o teu BAB, ah, você não fez a nada, não tem problema, beleza? Aí, lembra que eu falei que a gente consegue comparar, inclusive processo de tratamento? E a gente estava vendo só o diagnóstico antes, né? Prevalência do diagnóstico, aí a gente chega no tratamento.
Vou fazer a oferta então pro doutor, beleza. Fator genético era negativo, mas você dava sapatão, o cachorro ficava na lojota e ele obeso, tá? Vamos seguir pro tratamento então. Você quer o tratamento conservador ou o tratamento cirúrgico? Qual que vai resolver melhor o problema do meu paciente? O cirúrgico, né? Então, ó, quadril normal, displasia moderada, aqui provavelmente não vai dar pra ver direito por causa da claridade da imagem.
Mas aqui ó, percebe que a gente tem a cabeça do ferro bem encaixadinha ali, você tá? Quando o animal vai desenvolvendo processo de displasia, vai degenerando essa cabeça do ferro, e aí ela não tá totalmente encaixadinha. Agora pula pra essa aqui, né? Não parece que tá até fora? Não tem nem encaixo mais exatamente. E aí, vamos pegar esse caso aqui, displasia severa.
Então, doutor come sapatão e fica na lojota. E o doutor, ele quer fazer um tratamento conservador. Beleza.
Vamos fazer então um complexo vitamínico, tá? Vamos entrar aí com droetina, ácido graxo, né? Pra ajudar. Vai sarar o problema desse animal? Vai minimizar a dor. Vai minimizar a dor, beleza.
Aí eu ainda falo, ah, vamos fazer uma fisioterapia. Vamos pensar que daí o doutor resolveufazer a fisioterapia. Vai melhorar o estado clínico do paciente? Vai.
Vai resolver? Não. Não. A gente vai retardar o avanço da doença.
Mas vai acontecer. Agora vamos pegar um doutor que decide fazer tratamento cirúrgico. Fala, não, então tá degenerado assim, eu amo muito meu animal, eu quero investir.
Vamos fazer uma prótese de quadril. Qual que vai ser a evolução desse paciente? Muito melhor, né? Ele não vai conseguir ter uma expectativa de vida maior, uma qualidade de vida maior. E vai, assim, teoricamente resolver o problema que você tá tirando aqui e colocando uma peste no lugar que tá indo? Sim.
Então a gente não consegue, inclusive, comparar o processo do tratamento? Um tem um prognóstico, o outro tem outro. Esse é melhor, só que é mais caro. O outro vai melhorar um pouquinho, mas não vai resolver.
Tá? Então a gente consegue, inclusive, fazer o processo de comparação. Vamos pegar um outro exemplo agora. Esse é bem polêmico.
Vacina nacional e vacina importada. Só pra, né? Eu quero ver o que? A treta e o caos. O veterinário falou de vacina nacional.
Exatamente. E aqui a gente chegou no ponto crítico da vacina nacional. Por que a vacina nacional não funciona? Porque a gente não tem o controle de condicionamento dessa vacina.
Não é que um laboratório brasileiro é uma bosta. Não é isso. Significa que o controle de temperatura não é feito de maneira ideal.
Então, desde que sai lá do laboratório até chegar lá na agropecuária, né? Cachorrinho feliz. Você não sabe se vai no velo, se não vai, a temperatura. Se de repente o motorista do caminhão não parou e não foi almoçar em pleno meio dia a 40 graus.
E aí, sobre a amação, a gente tem que pensar no suficiente, né? E acho que isso dá um custo. Porque se for... A gente vai trabalhar população e amostra, tá? Como que a gente vai incluir isso na medicina veterinária? Vamos pensar naquela ideia, novamente, da nossa clínica de pequenos? Sim? Dentro dessa clínica de pequenos, quem vai ser a nossa população? Gatos e cachorros, certo? Essa é a nossa população. Então, a população é classificada como indivíduos que têm algo em comum.
Outro exemplo. Sala de aula. Nós aqui.
Quem é a população? Os alunos. E eu, né? Eu também ando como população. Porque a gente não está todo mundo aqui no curso de medicina veterinária da União PET.
Sim, somos população, certo? Agora, eu quero pegar uma amostra dessa população. Quem me dá um exemplo agora? Clínica. Cães.
Machos. Fêmeas. Castrados.
Inteiros. Gatos. Corte grande, corte pequeno.
Tudo isso é população. Filhote, adulto, idoso. Certo? Sim.
Então, tudo isso, pessoal, está incluído na população. Então, quando que a gente usa isso? Quando eu preciso fazer uma análise, uma avaliação dessa população, só que, geralmente, por motivos de um número muito grande de população, eu não consigo avaliar indivíduo por indivíduo. Então, eu vou pegar uma fração dessa população, ou seja, uma amostra, para fazer uma análise geral dessa população.
Entendeu? Certo? Beleza? E aí a gente chega... Do sítio do Seu Lobato. Seu Lobato tinha um sítio. De novo.
Seu Lobato tinha um sítio. Obrigada. Já que a música não funciona, a gente canta.
Pessoal, então imagina lá. O Seu Lobato no sítio. Seu Lobato, olha.
Muitas cabeças de gado. Será que o Seu Lobato vai conseguir analisar todos esses animais? Por quê? Porque tem muito bicho, né? Imagina, sei lá. O Seu Lobato tem duas mil cabeças de gado.
E eu preciso fazer uma avaliação sanguínea, fazer um teste de febre afidócea. Controle de febre afidócea. Eu vou conseguir coletar os dois mil animais para testar a febre afidócea? Não.
Porque é muito. A hora que ele chegar no último boi, já está na hora dele coletar o primeiro de novo. Para fazer o controle.
Exato. Sem contar o gasto. Ele vai ter dinheiro.
Provavelmente ele vai ter dinheiro. Mas ele não vai gastar para coletar os dois mil cabeças de gado para ver os testes. Então, pensando nisso, a gente vai selecionar alguns indivíduos.
Vamos pegar uma amostra dessa população para fazer o teste. Então, a amostra consegue dar um apanhado geral da situação da população do Seu Lobato. Por isso também existe margem de erro.
Exatamente. Porque aquele valor vai ser exatamente aquilo? Com certeza. Absoluta? Não.
Por quê? E o que mais? Pode ter coisas aqui que vocês já viram antes que vão interferir no processo. O que é? Fatores, pessoal. Todos os indivíduos são iguais? Não.
Todos os indivíduos têm a mesma idade? Não. Todos eles comem a mesma quantidade de alimentação? Não. Bebem a mesma quantidade de água? Não.
Então, tem fatores que vão interferir aqui. Por isso que a gente não consegue dar 100% de certeza. Eu teria 100% de certeza se eu avaliasse todo mundo sem exceção.
Então, tem sim uma margem de erro. Igual quando a gente vê pesquisa do IBGE. Lá quando tem, sei lá, candidatos para a Prefeitura de Curitiba.
Fulano está com tantos porcentos. Ciclano está com tantos porcentos considerando a margem de erro. Por quê? Porque é aquilo com certeza? Não.
Porque é uma amostra. Mas a gente consegue ter uma ideia de como está a situação geral dessa população. Beleza? Dúvidas? A população vai ser a coleção completa, então, de todos os elementos a serem estudados.
No caso aqui, todos os indivíduos. Os bois do seu lobato. Claro, e tem 500.
Amostra, a gente vai coletar uma parcela dessa população. Então, de 500 eu vou pegar uma amostra. Depende, na verdade.
Depende, por quê? Isso daqui, quem vai dizer para nós, são os dados estatísticos. Então, por exemplo, vocês vão fazer o planejamento de um alinhamento científico, de um artigo científico. Como que eu vou escolher essa quantidade? De acordo com o artigo que vocês precisam falar.
A gente consegue fazer um cálculo matemático para dizer, olha, para a gente ter um valor confiável, você tem que selecionar tantos. Isso, normalmente, a gente tira do trabalho que a gente se baseou para desenvolver o próximo. Você copia, mas não faz igual.
Se eu vou ver lá no artigo que o autor trabalhou, sei lá, 30 animais, e eu vou ter um projeto parecido, eu sei que o meu número de animais vai ter que ser parecido com ele. Então, isso aqui a gente também não tira bozes da nossa cabeça. A gente encontra isso nos artigos.
Assim, eu faço o caso. Beleza, turma? Dúvidas?

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