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VISÃO GERAL DAS METODOLOGIAS INTERNACIONAIS EM GERENCIAMENTO DE PROJETOS

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Como citar este material: 
BUENO DE CARVALHO, Álvaro Antônio. Visão geral das metodologias internacionais 
em gerenciamento de projetos. Rio de Janeiro: FGV, 2024. 
 
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deste material são protegidos por direitos autorais e outros direitos de propriedade intelectual, de 
forma que é proibida a reprodução no todo ou em parte, sem a devida autorização. 
 
 
SUMÁRIO 
DEFINIÇÕES BÁSICAS ....................................................................................................................... 5 
INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 5 
CONCEITOS DE PROJETOS, GERENCIAMENTO DE PROJETOS, PROGRAMA E PORTFÓLIO ....... 6 
Conceito de projeto ................................................................................................................... 7 
Conceito de gerenciamento de projetos ................................................................................ 8 
Conceito de programa no contexto de gerenciamento de projetos .................................. 8 
Conceito de portfólio de projetos e programas .................................................................... 9 
Razão da existência de projetos, programas e portfólios .................................................. 10 
CONCEITO DE PADRÃO ................................................................................................................... 12 
CONCEITOS DE ABORDAGEM, METODOLOGIA, MÉTODO E PRÁTICAS .................................... 12 
CONCEITO DE VALOR ...................................................................................................................... 15 
Valor em projetos .................................................................................................................... 16 
CONCEITO DE COMPETÊNCIA ........................................................................................................ 16 
ANEXO I – GLOSSÁRIO ................................................................................................................... 21 
ANEXO II – RELAÇÃO COMPLETA DOS PADRÕES DO PMI ............................................................ 39 
PADRÕES FUNDAMENTAIS ............................................................................................................. 39 
Guia PMBOK© (Project Management Body of Knowledge) ..................................................... 39 
Padrão para gerenciamento de valor agregado (The Standard for Earned Value 
Management) ............................................................................................................................. 39 
Padrão para Gestão de Riscos em Portfólios, Programas e Projetos (The Standard for Risk 
Management in Portfolios, Programs, and Projects) ............................................................... 39 
Padrão para Gerenciamento de Projetos Organizacionais (The Standard for 
Organizational Project Management) ...................................................................................... 40 
Guia de Gerenciamento de Projetos para Análise de Negócios (The PM Guide to Business 
Analysis) ..................................................................................................................................... 40 
Padrão para Gerenciamento de Programas (The Standard for Program Management) .. 40 
Padrão para Gerenciamento de Portfólio (The Standard for Portfolio Management)....... 40 
PADRÕES DE PRÁTICA E FRAMEWORK ............................................................................................ 40 
Padrão para Prática de Estimativa em Projetos (Practice Standard for Project Estimating)
 .................................................................................................................................................... 40 
Padrão de Prática para Desenvolvimento de Cronogramas (Practice Standard for 
Scheduling) ................................................................................................................................. 41 
Padrão de Prática para Desenvolvimento de Estruturas Analíticas de Trabalho (Practice 
Standard for Work Breakdown Structures) .............................................................................. 41 
Padrão de Prática para Gerenciamento de Configuração de Projeto (Practice Standard 
for Project Configuration Management) ................................................................................... 41 
 
 
Estrutura de Desenvolvimento de Competências do Gerente de Projetos (Project 
Manager Competency Development Framework) .................................................................... 41 
Análise de Negócios para Profissionais: um guia prático (Business Analysis for 
Practitioners: a practice guide) ................................................................................................. 41 
GUIAS DE PRÁTICA ........................................................................................................................... 41 
Grupos de Processos: um guia prático (Process Groups: a practice guide)........................ 42 
Gestão da Realização de Benefícios (Benefits Realization Management) ........................... 42 
Guia de Práticas Ágeis (Agile Practice Guide) ......................................................................... 42 
Gerenciamento de requisitos: um guia prático (Requirements Management: a practice 
guide) .......................................................................................................................................... 42 
Governança de Portfólios, Programas e Projetos: um guia prático (Governance of 
Portfólios, Programs, and Projects: a practice guide) .............................................................. 42 
Análise de Negócios para Profissionais: um guia prático (Business Analysis for 
Practitioners: a practice guide) ................................................................................................. 42 
Navegando na Complexidade: um guia prático (Navigating Complexity: a practice guide)
 .................................................................................................................................................... 42 
Gerenciando Mudanças nas Organizações: um guia prático (Managing Change in 
Organizations: a practice guide) ............................................................................................... 43 
PMISTANDARDS+™ .......................................................................................................................... 43 
LÉXICO DO PMI DE TERMOS DE GERENCIAMENTO DE PROJETOS (PMI LEXICON OF PROJECT 
MANAGEMENT TERMS) ....................................................................................................................... 43 
ANEXO III – OUTROS PADRÕES INTERNACIONAIS DE GERENCIAMENTO DE PROJETOS ............. 45 
ASSOCIATION FOR PROJECT MANAGEMENT (APM) ..................................................................... 45 
HARVARD BUSINESS SCHOOL (HBS) .............................................................................................. 46 
INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION (ISO) ............................................. 46 
PROJECTS INTEGRATING SUSTAINABLE METHODS (PRISM™) .................................................... 46 
PROJECT MANAGEMENT ASSOCIATION OF JAPAN (PMAJ) .......................................................... 47 
YUPMA ............................................................................................................................................... 48 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................................................... 49 
PROFESSOR-AUTOR .......................................................................................................................Realization Management) 
Ajuda a integrar os processos de realização de benefícios em todos os tipos de abordagens de 
gerenciamento de projetos e entregas, nos níveis de gerenciamento de portfólio, programa e projeto. 
 
Guia de Práticas Ágeis (Agile Practice Guide) 
Fornece ferramentas, diretrizes situacionais e definição das várias abordagens ágeis existentes. 
 
Gerenciamento de requisitos: um guia prático (Requirements 
Management: a practice guide) 
Fornece as ferramentas necessárias para o desenvolvimento e o gerenciamento de requisitos 
de projetos. 
 
Governança de Portfólios, Programas e Projetos: um guia prático 
(Governance of Portfólios, Programs, and Projects: a practice guide) 
Fornece orientação sobre como implementar ou aprimorar a governança em portfólios, 
programas e projetos. 
 
Análise de Negócios para Profissionais: um guia prático (Business Analysis 
for Practitioners: a practice guide) 
Orienta sobre como realizar análise de negócios do ponto de vista prático. 
 
Navegando na Complexidade: um guia prático (Navigating Complexity: a 
practice guide) 
Tem por finalidade ajudar gerentes de projeto a reconhecer a complexidade e cultivar a 
mentalidade flexível necessária para lidar efetivamente com a mudança e a imprevisibilidade. 
 
 
 43 
 
Gerenciando Mudanças nas Organizações: um guia prático (Managing 
Change in Organizations: a practice guide) 
Tem por finalidade auxiliar gerentes de projeto e de programas a identificar e contabilizar os 
elementos de mudança dentro de um projeto ou programa, orientar a organização no processo de 
mudanças e no desenvolvimento e execução de estratégias de mudança organizacional. 
 
PMIstandards+™ 
Repositório on-line constantemente atualizado com informações sobre temas ligados ao 
gerenciamento de projetos, programas e portfólios. 
 
Léxico do PMI de Termos de Gerenciamento de Projetos 
(PMI Lexicon of Project Management Terms) 
Traz definições claras e concisas para quase 200 dos termos mais usados no campo de 
gerenciamento de projetos, programas e portfólios, promovendo uma terminologia consistente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A presente obra tratou dos principais padrões de gerenciamento de projetos usados no 
mundo, mas os padrões aqui mencionados não são os únicos. Este anexo mostra uma relação 
completa dos padrões de gerenciamento de projetos internacionais e públicos que o autor conseguiu 
identificar. Naturalmente, essa não é uma lista exaustiva, pois podem existir padrões privados, 
desenvolvidos por empresas e que, por razões óbvias, não são acessíveis. 
 
Association for Project Management (APM) 
Essa organização publica o padrão APM Body of Knowledge, atualmente na sua sétima edição. 
Esse padrão fornece os conceitos, as funções e as atividades que compõem o gerenciamento 
profissional de projetos, reconhecendo o trabalho baseado em projetos em todos os níveis e em 
todos os setores para influenciadores, tomadores de decisão, profissionais de projetos e as suas 
equipes. Os principais recursos incluem: 
 uma estrutura de ciclo de vida estendida, desde o caso estratégico de projetos até a entrega 
de benefícios; 
 uma extensão de tópicos que cobrem temas como ciclos de vida iterativos e lineares e bem-
estar pessoal dos praticantes de gerenciamento de projetos; 
 escritórios de gerenciamento de projetos e outras funções estratégicas. 
 Mais informações sobre este padrão podem ser obtidas em https://www.apm.org.uk/ 
chartered-standard. 
 
ANEXO III – OUTROS PADRÕES INTERNACIONAIS 
DE GERENCIAMENTO DE PROJETOS 
https://www.apm.org.uk/%0bchartered-standard
https://www.apm.org.uk/%0bchartered-standard
 
46 
 
Harvard Business School (HBS) 
É um padrão que define uma metodologia de gerenciamento de projetos desenvolvida pela 
Harvard Business School e abrange três fases principais no processo de gerenciamento de projetos: 
definição e organização do projeto; planejamento do projeto; e monitoramento e gerenciamento 
do projeto (Jovanovic; Beric, 2018). 
 
International Organization for Standardization (ISO) 
A International Organization for Standardization (ISO) é uma federação mundial de 
organismos nacionais de normalização (órgãos membros da ISO), que publica a norma ISO 
21500:2021, a qual fornece orientação abrangente para o uso dos padrões de gerenciamento de 
projetos, programas e portfólios preparados pela ISO/TC 258 e uma visão geral dessas disciplinas 
e da governança relacionada em uma organização. Essa norma especifica o contexto organizacional 
e os conceitos subjacentes para empreender o gerenciamento de projetos, programas e portfólios. 
Também fornece orientação para que as organizações adotem ou melhorem o gerenciamento de 
projetos, programas e portfólios usando os padrões preparados pela ISO/TC 258. 
Este documento é aplicável à maioria das organizações, incluindo organizações públicas e 
privadas, não depende do tamanho e do tipo da organização. Também é aplicável a qualquer 
projeto, programa e portfólio, independentemente da complexidade, do tamanho ou da duração. 
Além dessa norma, a ISO também fornece orientações adicionais sobre gerenciamento de projetos, 
programas e portfólios e da sua governança nas normas na ISO 21502, ISO 21503, ISO 21504 e 
ISO 21505. 
Mais informações sobre este padrão podem ser obtidas em: https://www.iso.org/obp/ui/ 
#iso:std:iso:21500:ed-2:v1:en. 
 
Projects integrating Sustainable Methods (PRiSM™) 
O PRiSM (GPM Global, 2020) é padrão que apresenta uma metodologia de gerenciamento 
de projetos sustentável baseada em princípios. A principal diferença das abordagens tradicionais é 
que ela incorpora um modelo de maximização de valor que se concentra no ciclo de vida total do 
ativo. As suas características são: 
 Coloca os projetos em um foco mais estratégico, alavancando os sistemas organizacionais 
existentes para garantir que os benefícios sejam percebidos horizontal e verticalmente, com 
a máxima atenção focada na sustentabilidade do processo e do produto. 
 
https://www.iso.org/obp/ui/#iso:std:iso:21500:ed-2:v1:en
https://www.iso.org/obp/ui/#iso:std:iso:21500:ed-2:v1:en
 
 47 
 
 É baseado em um padrão denominado de The Global Standard P5 for Sustainable Project 
Management. Esse padrão é voltado para o desenvolvimento sustentável de projetos e é 
eficaz na redução do risco no nível do projeto, de uma perspectiva ambiental, social e 
econômica, ao mesmo tempo em que expande a gama de benefícios a serem obtidos. 
 Apresenta uma metodologia de gerenciamento que se estende além do ciclo de vida típico 
do projeto com uma abordagem de cinco fases que incorpora planejamento pré-projeto, 
adoção e integração de produtos/serviços, bem como percepção de benefícios. 
 
Project Management Association of Japan (PMAJ) 
A PMAJ publica um padrão de gerenciamento de projetos denominado de P2M, um corpo 
de conhecimento que: 
1. combina gerenciamento de programas e gerenciamento de projetos para resolver os 
problemas complicados; 
2. fornece um sistema de gerenciamento de projetos que leva à conclusão do projeto; 
3. fornece conceitos abrangentes sobre gerenciamento de projetos individuais com foco em 
uma integração total como parte do processo da gestão; 
4. fornece conceitos abrangentes sobre gerenciamento de programas, também com foco em 
uma integração total como parte do processo da gestão; 
5. considera a integridade da estratégia organizacional e grupos de projetos para acelerar a 
organização e inovação de projetos de alto valor agregado para a realização da estratégia 
organizacional; 
6. busca responder a complexas questões sociais e econômicas e de negócios, concepção, 
planejamento, desenvolvimento, construção, operação e mudança organizacional, 
permitindo gerenciar tudo em um ciclo consistente como um programa; 
7. pode ser aplicado em projetos de construção civil, infraestrutura, instalações industriais, 
telecomunicações, informática, mudança organizacional, eventos de grande escalae 
outros, tanto no setor público como no privado. 
 
Mais informações sobre este padrão podem ser obtidas em: 
https://www.pmaj.or.jp/ENG/index.htm. 
 
 
https://www.pmaj.or.jp/ENG/index.htm
 
48 
 
Yupma 
Padrão desenvolvido pela Associação Sérvia de Gerenciamento de Projetos (Yupma) e, na 
sua fase inicial, foi definida para projetos de investimento. A sua metodologia é estabelecida na 
análise de três componentes básicos: tempo, recursos e custos, bem como três subprocessos 
básicos: planejamento, monitoramento/acompanhamento e controle de execução do projeto. A 
criação de modelos a partir desses três componentes e três subprocessos nos leva à estrutura 
básica da metodologia Yupma, segundo a qual o gerenciamento de riscos, o gerenciamento de 
mudanças de projetos e outras áreas de conhecimento foram posteriormente incorporadas 
(Jovanovic; Beric, 2018). 
 
 
 
 
 49 
 
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https://prince2.wiki/
 
56 
 
PROFESSOR-AUTOR 
Álvaro Antônio Bueno de Camargo 
Formação acadêmica 
 Doutor e mestre em Administração pela Universidade 
Presbiteriana Mackenzie. 
 MBA em Administração de Projetos pela Fundação Instituto 
de Administração da Universidade de São Paulo (FIA/USP). 
 Bacharel em Ciências da Computação pela Universidade Paulista. 
 Certificado Project Management Professional (PMP) pelo Project Management Institute 
(PMI) e possui diversos cursos de aperfeiçoamento no Brasil e no exterior. 
 
Experiências profissionais 
 Consultor, pesquisador, palestrante, autor e professor em cursos de pós-graduação e 
extensão no Brasil e no exterior: Fundação Getulio Vargas; Unicamp; Faculdade de 
Ciências do Hospital Oswaldo Cruz; e Instituto BBS em Angola. 
 Possui 43 anos de experiência nas áreas de negócios e projetos empresariais.Diretor da 
Federação Brasileira das Empresas de Consultoria e Treinamento (Febraec). 
 Membro do grupo de pesquisa GETCOS – Gestão, Tecnologia e Competência em 
Serviços do Centro de Ciências Sociais Aplicadas vinculado à Universidade Presbiteriana 
Mackenzie. 
 O seu foco de pesquisa abrange as áreas de gerenciamento de projetos, estratégia, modelos 
de negócio, agilidade, capacidades dinâmicas de adaptação das empresas e gerenciamento 
do conhecimento. 
 A sua carteira de clientes de consultoria inclui empresas como Ambev, ABInbev,Alcatel, 
Alstom, Berlitz, Banco Safra, BioFuel, Brasif, Brastel Telecom (Japão, Estados Unidos e 
Brasil), Caixa Econômica Federal, Camargo Corrêa, Cerveceria Modelo (México) Cliba, 
Coca-Cola Company, Consórcio Baía de Sepetiba (Programa dos Submarinos da Marinha 
do Brasil), Consórcio Línea Uno (metrô da cidade do Panamá), Consórcio Via Amarela, 
Duke Energy, Eletronorte, Embratel, Emerenciano, Baggio & Associados, Emplasa, 
Ferlex, GE Dako, Groupe SEB (marcas Arno e Walita), GTZ GmbH, Instituto de 
Pesquisas Eldorado, Lucent Technologies, Merck Sharp & Dome, Networker Telecom, 
Novartis, Odebrecht, Roche, Santa Helena Construções, Skincademy, Syngenta, SPDM, 
Unemac – União das Empresas Construtoras da Usina Hidrelétrica de Machadinho, 
Totvs, Vésper, TV Globo, Voice Technology e Wtorre. 
 
 57 
 
 Já desenvolveu trabalhos internacionais de consultoria e treinamento em Angola, 
Argentina, Colômbia, Estados Unidos, Japão, México e Peru. 
 
Publicações 
 É autor de livros e artigos científicos publicados no Brasil e no exterior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.instagram.com/fgv.educacaoexecutiva/
https://www.linkedin.com/school/fgv-educacaoexecutiva/
	SUMÁRIO
	DEFINIÇÕES BÁSICAS
	Introdução
	Conceitos de projetos, gerenciamento de projetos, programa e portfólio
	Conceito de projeto
	Conceito de gerenciamento de projetos
	Conceito de programa no contexto de gerenciamento de projetos
	Conceito de portfólio de projetos e programas
	Razão da existência de projetos, programas e portfólios
	Conceito de padrão
	Conceitos de abordagem, metodologia, método e práticas
	Conceito de valor
	Valor em projetos
	Conceito de competência
	ANEXO I – GLOSSÁRIO
	ANEXO II – RELAÇÃO COMPLETA DOS PADRÕES DO PMI
	Padrões fundamentais
	Guia PMBOK© (Project Management Body of Knowledge)
	Padrão para gerenciamento de valor agregado (The Standard for Earned Value Management)
	Padrão para Gestão de Riscos em Portfólios, Programas e Projetos (The Standard for Risk Management in Portfolios, Programs, and Projects)
	Padrão para Gerenciamento de Projetos Organizacionais (The Standard for Organizational Project Management)
	Guia de Gerenciamento de Projetos para Análise de Negócios (The PM Guide to Business Analysis)
	Padrão para Gerenciamento de Programas (The Standard for Program Management)
	Padrão para Gerenciamento de Portfólio (The Standard for Portfolio Management)
	Padrões de prática e framework
	Padrão para Prática de Estimativa em Projetos (Practice Standard for Project Estimating)
	Padrão de Prática para Desenvolvimento de Cronogramas (Practice Standard for Scheduling)
	Padrão de Prática para Desenvolvimento de Estruturas Analíticas de Trabalho (Practice Standard for Work Breakdown Structures)
	Padrão de Prática para Gerenciamento de Configuração de Projeto (Practice Standard for Project Configuration Management)
	Estrutura de Desenvolvimento de Competências do Gerente de Projetos (Project Manager Competency Development Framework)
	Análise de Negócios para Profissionais: um guia prático (Business Analysis for Practitioners: a practice guide)
	Guias de prática
	Grupos de Processos: um guia prático (Process Groups: a practice guide)
	Gestão da Realização de Benefícios (Benefits Realization Management)
	Guia de Práticas Ágeis (Agile Practice Guide)
	Gerenciamento de requisitos: um guia prático (Requirements Management: a practice guide)
	Governança de Portfólios, Programas e Projetos: um guia prático (Governance of Portfólios, Programs, and Projects: a practice guide)
	Análise de Negócios para Profissionais: um guia prático (Business Analysis for Practitioners: a practice guide)
	Navegando na Complexidade: um guia prático (Navigating Complexity: a practice guide)
	Gerenciando Mudanças nas Organizações: um guia prático (Managing Change in Organizations: a practice guide)
	PMIstandards+™
	Léxico do PMI de Termos de Gerenciamento de Projetos (PMI Lexicon of Project Management Terms)
	ANEXO III – OUTROS PADRÕES INTERNACIONAIS DE GERENCIAMENTO DE PROJETOS
	Association for Project Management (APM)
	Harvard Business School (HBS)
	International Organization for Standardization (ISO)
	Projects integrating Sustainable Methods (PRiSM™)
	Project Management Association of Japan (PMAJ)
	Yupma
	REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
	PROFESSOR-AUTOR
	Álvaro Antônio Bueno de Camargo
	Formação acadêmica
	Experiências profissionais
	Publicações56 
 
 
 
Introdução 
O Gerenciamento de Projetos é uma área que deriva da Administração, a qual pertence ao 
campo das Ciências Sociais Aplicadas. As Ciências Sociais Aplicadas, por sua vez, focam a aplicação 
prática dos princípios e das teorias das Ciências Sociais para resolver desafios reais. Isso abrange 
questões sociais, econômicas, políticas e culturais, incluindo a esfera corporativa, em que são 
desenvolvidas soluções concretas e orientadas para a ação. 
Um aspecto crucial nas Ciências Sociais é a necessidade de definir conceitos com acurácia. 
Essa prática é fundamental para assegurar que o conhecimento produzido seja sólido, confiável e 
relevante na compreensão das complexas interações humanas, que desempenham um papel 
fundamental no gerenciamento de projetos. Ao contrário das Ciências Naturais, em que os 
fenômenos são frequentemente tangíveis, mensuráveis e repetíveis, nas Ciências Sociais, estes são 
menos palpáveis. 
Isso torna a necessidade de definições detalhadas de conceitos ainda mais crucial. Afinal, sem 
definições claras de conceitos, podem surgir problemas de comunicação, falta de consistência e 
coerência, e a introdução de vieses indesejados, especialmente quando decisões precisam ser tomadas. 
Nesse sentido, para que estudantes adquiram a competência necessária em gerenciamento 
de projetos e nos padrões internacionais associados, é imperativo estabelecer inicialmente uma 
série de conceitos essenciais. Neste curso, esclareceremos os seguintes conceitos: 
 projeto; 
 programa; 
 portfólio de projetos e programas; 
 gerenciamento de projetos; 
 padrão; 
DEFINIÇÕES BÁSICAS 
 
 
6 
 
 abordagem; 
 metodologia; 
 prática; 
 método; 
 valor; 
 competência. 
 
É importante observar que as definições dos conceitos a serem apresentados estão diretamente 
relacionadas à área de conhecimento em gerenciamento de projetos, programas e portfólio. Em 
diferentes contextos, algumas dessas definições podem ter significados distintos. 
 
Conceitos de projetos, gerenciamento de projetos, 
programa e portfólio 
O conhecimento em gerenciamento de projetos abrange três níveis – projetos, programa e 
portfólio –, que estão mostrados na Figura 1, a seguir. 
 
Figura 1 – Níveis de conhecimento 
Fonte: adaptado de PMI (2021, p. 10) 
 
 
 7 
 
Observe que os componentes dos portfólios e programas são sistemas de geração de valor que 
criam produtos, serviços ou resultados que devem estar de acordo com a estratégia organizacional. 
 
Conceito de projeto 
Há diversas definições do que constitui um projeto. As mais comuns são aquelas definidas 
por padrões desenvolvidos por organizações especializadas em gerenciamento de projetos, como os 
abordados neste texto. No Quadro 1, a seguir, apresentamos as definições mais amplamente aceitas 
para projetos. 
Quadro 1 – Definições de projeto 
fonte definições 
PMI (2021, p. 245) 
É um esforço temporário empreendido para criar um produto, 
serviço ou resultado exclusivo. 
Associação Brasileira de 
Normas Técnicas – ABNT 
(2021, p. 3) 
É um esforço temporário para alcançar um ou mais objetivos 
definidos. 
IPMA (2016, p. 33) 
É um esforço único, temporário, multidisciplinar e organizado 
para realizar entregas acordadas dentro de requisitos e 
restrições pré-definidos. 
Project Management 
Association of Japan – 
(PMAJ) (2016, p. 4) 
É um conjunto de atividades caracterizadas por tarefas não 
repetitivas e prazos para conclusão. 
ABNT (2006, p. 2) 
A ABNT não usa o termo “projeto”, mas um equivalente, que é 
“empreendimento”. De fato, isso faz mais sentido e é positivo, 
pois a palavra “projeto” pode ser confundida com uma planta 
ou um desenho técnico. A definição da ABNT, nesta norma, é: 
“Processo único que consiste em um conjunto de atividades 
(3.1) coordenadas e controladas, com datas de início e 
conclusão, realizado para alcançar um objetivo em 
conformidade com requisitos especificados, incluindo as 
limitações de prazo, custo e recursos”. 
Axelos (2009) 
É uma organização temporária, criada com a finalidade de 
entregar um ou mais produtos de negócios de acordo com um 
caso de negócios acordado 
Fonte: elaborado pelo autor 
 
 
8 
 
Conceito de gerenciamento de projetos 
Nas Ciências Sociais, a definição de conceitos é crucial para evitar subjetividade ou 
incompreensão completa ou parcial do significado de algo. A definição de gerenciamento de 
projetos não foge a essa norma. No Quadro 2 – Definições de gerenciamento de projetos, a seguir, 
apresentamos algumas definições de gerenciamento de projetos. 
 
Quadro 2 – Definições de gerenciamento de projetos 
fonte definições 
IPMA (2015b, p. 40) 
A gestão – ou o gerenciamento – de projetos se preocupa com a 
aplicação de métodos, ferramentas, técnicas e competências para que 
o projeto possa atingir os seus objetivos. É efetuada por meio de 
processos e inclui a integração das várias fases do ciclo de vida do 
projeto. 
PMI (2021, p. 244) 
Gerenciamento de projetos/project management é a aplicação de 
conhecimentos, habilidades, ferramentas e técnicas às atividades do 
projeto a fim de atender aos seus requisitos. 
Axelos (2017) 
É a aplicação de conhecimento, habilidades, ferramentas e técnicas às 
atividades do projeto para atender aos requisitos do projeto. É 
realizado por meio da aplicação e da integração de cinco grupos de 
processos de gerenciamento de projetos, que são: iniciação; 
planejamento; execução; monitoramento e controle; e encerramento. 
Fonte: elaborado pelo autor 
 
Uma vez entendido o conceito de projeto e de gerenciamento de projeto, é possível 
compreender os conceitos de programa e portfólio. As explicações desses conceitos vão a seguir. 
 
Conceito de programa no contexto de gerenciamento de projetos 
Da mesma forma que existem diversas definições do que é projeto, também existem diversas 
definições de programa. O Quadro 3 – Definições de programa, a seguir, traz algumas definições 
do conceito de programa. 
 
 
 9 
 
Quadro 3 – Definições de programa 
fonte definições 
ABNT (2021, p. 2-3) 
É um grupo de componentes de programa gerenciado de forma 
coordenada, para realizar benefícios. Um componente de 
programa é um projeto, programa ou outro trabalho relacionado. 
PMI (2017c, p. 3) 
É definido como a aplicação de conhecimentos, habilidades e 
princípios para projetos, programas subsidiários e atividades do 
programa a fim de obter benefícios e controles que não seriam 
possíveis por meio do gerenciamento individual deles. 
IPMA (2016, p. 39) 
É uma organização temporária de componentes de programas 
inter-relacionados – iniciativas constituintes – gerenciados de 
forma coordenada para permitir a implementação de mudanças 
e a realização de benefícios. Um programa pode consistir em 
vários projetos para fornecer benefícios e resultados em um nível 
estratégico e é mais do que a soma de todos os projetos e as 
suas entregas. 
Axelos (2020) 
É um conjunto de projetos e atividades relacionados, gerenciados 
de forma coordenada e sob uma estrutura que permite a entrega 
de resultados e benefícios 
Fonte: adaptado pelo autor 
 
A área de conhecimento em gerenciamento de projetos não se restringe apenas a projetos e 
programas. Além disso, há o nível de portfólio, cuja explicação será apresentada a seguir. 
 
Conceito de portfólio de projetos e programas 
Assim como existem várias definições para projetos e programas, também há várias definições 
para portfólio. O Quadro 4 – Definições de portfólio de projetos e programas, a seguir, apresenta 
algumas das definições frequentemente citadas na literatura de projetos. 
 
 
 
 
10 
 
Quadro 4 – Definições de portfólio de projetos e programas 
fonte definições 
IPMA (2016, p. 39) 
É um conjunto de projetos ou programas, que não são 
necessariamente relacionados, reunidos para proporcionar o 
melhor uso dos recursos da organização e atingir os objetivos 
estratégicos da organização, minimizando o nível de riscodo 
portfólio. Note que, ao contrário de um projeto ou programa, “o 
gerenciamento de portfólio é uma operação permanente e trata 
do gerenciamento centralizado de processos, métodos e 
tecnologias usadas em uma organização para analisar e gerenciar 
projetos atuais ou propostos com base em características-chave”. 
PMI (2017d, p. 3) 
É uma coleção de projetos, programas, portfólios subsidiários e 
operações gerenciadas como um grupo para alcançar objetivos 
estratégicos. Observe que, ao contrário de programas, “os 
componentes do portfólio podem ser relacionados ou não 
relacionados, podem ser independentes ou interdependentes e 
podem ter objetivos relacionados ou não relacionados”. 
Axelos (2011) 
São todos os programas e projetos na organização, ou parte da 
organização, que estão competindo por dinheiro, tempo, 
recursos e a atenção da alta administração. 
Fonte: adaptado pelo autor 
 
Razão da existência de projetos, programas e portfólios 
As organizações podem envolver-se em diversas atividades, que podem ser categorizadas, em 
termos gerais, em dois grandes grupos: operações cotidianas e projetos. Enquanto as operações 
cotidianas abrangem as atividades diárias e normais da empresa, visando à sua sobrevivência, os 
projetos desempenham um papel vital ao assegurar o futuro da organização e a sua relevância. 
Os projetos podem ser tanto produtos desenvolvidos por uma organização, como no caso de uma 
construtora de engenharia civil, quanto meios para implementar a sua estratégia. A estratégia delineia a 
visão do que a empresa pretende ser no futuro. Com base nessa visão, são elaborados portfólios de 
projetos, programas ou projetos individuais que têm como objetivo lançar novos produtos ou serviços, 
ou alcançar resultados que permitam à organização materializar a sua visão de futuro. 
 
 
 11 
 
Existem diversas razões pelas quais portfólios, programas e projetos são essenciais. Alguns 
exemplos incluem: 
 necessidade de adaptação a mudanças em regras regulatórias; 
 criação de novos produtos ou serviços; 
 aperfeiçoamento de produtos ou serviços; 
 criação ou melhoria de processos internos; 
 recuperação de crises. 
 
É evidente que essa não é uma lista exaustiva. De fato, projetos e as suas composições em 
programas e portfólios são concebidos por várias razões, sendo a manutenção da relevância da 
organização a principal delas. 
O Quadro 5, a seguir, mostra o exemplo da Empresa Brasileira de Aeronaves (Embraer), que 
usa o gerenciamento de programas e portfólios. 
 
Quadro 5 – Embraer: exemplo de empresa com portfólio de programas e projetos 
 
A Embraer é uma organização brasileira que 
fabrica aviões comerciais, executivos, militares 
e agrícolas, sendo a terceira maior fabricante 
do mundo nessa área. 
Em função da sua extensa atuação no ramo de aviação, a empresa possui quatro principais 
linhas de produto, que se traduzem também em quatro portfólios de programas e projetos: 
 
aviões comerciais – possui o portfólio de produtos composto da 
família de modelos E170, E175, E190 e E195, com sistemas 
idênticos, diferindo apenas no comprimento da fuselagem e na 
capacidade de passageiros; 
 
aviões executivos – possui um portfólio de diversos jatos 
executivos com diferentes configurações, capacidades e 
autonomia (Phenom, Praetor e Legacy); 
 
aviões militares – possui um portfólio de diversos aviões para forças 
armadas, incluindo EMB-145 AEW&C, RS/GS e MP/ASW e KC-390; 
 
aviões agrícolas – fabrica apenas o modelo Ipanema 203. 
Fonte: elaborado pelo autor 
 
 
 
12 
 
Conceito de padrão 
De acordo com a International Organization for Standardization (ISO), um padrão é um 
documento estabelecido por consenso e aprovado por um órgão reconhecido. Ele define regras, 
diretrizes ou características para atividades ou os seus resultados, visando alcançar o grau ótimo de 
ordem em um contexto específico. Um padrão pode ser descrito como uma regra de uso comum e 
voluntário, decidida por uma ou várias pessoas ou organizações. Por definição, os padrões são 
“regras para muitos”. Sendo assim, eles são necessariamente abstratos em certo grau e abrangem 
contextos gerais, não conseguindo abordar as peculiaridades das organizações às quais são aplicados 
(Thévenot, 2009; Timmermans; Epstein, 2010). 
 
Quadro 6 – Padrões de gerenciamento de projetos mais populares do mundo 
Segundo a pesquisa realizada pelo autor deste texto, os padrões internacionais de 
gerenciamento de projetos mais populares no mundo são: 
 PMI/PMBOK© – o padrão do PMI; 
 IPMA© – o padrão da IPMA. 
 Prince2© – um padrão usado principalmente no Reino Unido e em países colonizados 
por este. 
 
Juntos eles constituem a maior parte dos padrões adotados no mundo em diferentes áreas 
de aplicação em projetos. 
 
 
 
Fonte: elaborado pelo autor 
 
Conceitos de abordagem, metodologia, método e práticas 
De acordo com Gemino; Reich e Serrador (2020), uma abordagem de gerenciamento de 
projetos é o nível mais alto de abstração usado para descrever como um projeto será planejado e 
dirigido. Por outro lado, o PMI (2021) define abordagem como um método usado para criar e 
desenvolver um produto, serviço ou resultado durante o ciclo de vida do projeto, como um método 
de previsão, iterativo, incremental, ágil ou híbrido. 
 
 13 
 
A abordagem está relacionada ao aspecto interno da governança do projeto. Essencialmente, 
uma abordagem de gerenciamento de projetos é um conjunto de princípios e diretrizes que definem 
a maneira como um projeto específico é gerenciado. 
Por outro lado, uma metodologia é mais prescritiva, estabelecendo uma estrutura detalhada 
para produzir as entregas do projeto (Gemino; Reich; Serrador, 2020; McHugh; Hogan, 2011). 
Isso envolve práticas. Práticas se referem a técnicas ou procedimentos para gerenciar algo em um 
processo metodológico de gerenciamento do projeto (Gemino; Reich; Serrador, 2020) ou algum 
tipo específico de atividade profissional ou de gerenciamento que contribui para a execução de um 
processo e que pode empregar uma ou mais técnicas e ferramentas (PMI, 2017b). 
O Quadro 7, a seguir, mostra um comparativo de definições de abordagem, metodologia 
e prática. 
 
Quadro 7 – Definições de abordagem, metodologia e práticas 
abordagem metodologia práticas 
Uma abordagem de 
gerenciamento de projetos é o 
nível mais alto de abstração 
usado ao descrever como um 
projeto será projetado e 
governado. A abordagem está 
relacionada ao aspecto 
interno da governança do 
projeto (Gemino; Reich; 
Serrador, 2020, p. 162) 
Uma metodologia é uma 
abordagem estruturada para 
entregar um projeto e consiste 
em um conjunto de processos, 
com cada processo tendo 
recursos e atividades 
claramente definidos 
(McHugh; Hogan, 2011, p. 638) 
 
Uma prática de 
gerenciamento de 
projetos pode então ser 
definida como uma 
técnica ou um 
procedimento usado para 
gerenciar um aspecto de 
uma metodologia dentro 
de um projeto (Gemino; 
Reich; Serrador, 2020, 
p. 162). 
Uma abordagem de 
gerenciamento de projetos é 
um conjunto de princípios e 
diretrizes que definem a 
maneira como um projeto 
específico é gerenciado 
metodologia (Gemino; Reich; 
Serrador, 2020, p. 162) 
Uma metodologia é mais 
prescritiva e granular do que 
uma abordagem e fornece a 
gerentes de projeto uma 
orientação operacional 
detalhada sobre como 
gerenciar um projeto (Gemino; 
Reich; Serrador, 2020, p. 162). 
Exemplos de práticas 
incluem rituais de 
reuniões diárias, usar 
um quadro Kanban para 
visualizar o progresso, 
desenvolver uma 
estrutura analítica do 
trabalho (EAP) para 
definir o escopo ou usar 
um registro de riscos 
para gerenciá-los 
(Gemino; Reich; 
Serrador, 2020, p. 162). 
Metodologias são 
combinações de práticas que, 
juntas, formam um todo 
(Gemino; Reich; Serrador, 
2020, p. 162). 
 
 
14 
 
abordagem metodologia práticas 
Uma metodologia é um 
sistema de práticas, técnicas, 
procedimentos e regras 
usadas por aqueles que 
trabalham em umadisciplina 
(PMI, 2017b). 
Um método usado para criar e 
desenvolver o produto, serviço 
ou resultado durante o ciclo 
de vida do projeto, como um 
método de previsão, iterativo, 
incremental, ágil ou híbrido 
(PMI, 2021, p. 235) 
Um sistema de práticas, 
técnicas, procedimentos e 
regras usado pelas pessoas 
que trabalham em uma 
disciplina (PMI, 2021, p. 247) 
Um tipo específico de 
atividade profissional 
ou de gerenciamento 
que contribui para a 
execução de um 
processo e que pode 
empregar uma ou mais 
técnicas e ferramentas 
(PMI, 2017b, p. 720). 
Fonte: adaptado pelo autor 
 
Agora que os conceitos de abordagem, metodologia e prática são conhecidos, é útil aprender 
a diferença entre metodologia e método. Frequentemente, essas palavras são usadas como se fossem 
sinônimos, e a preocupação em diferenciá-las pode parecer excessiva para profissionais de 
gerenciamento de projetos. De fato, é mais comum que praticantes usem a palavra metodologia em 
vez de método, já que, conforme visto no Quadro 7, acima, uma metodologia é um sistema de 
práticas, técnicas, procedimentos e regras (PMI, 2017b). 
No entanto, é crucial lembrar que o gerenciamento de projetos é também uma disciplina 
científica, sujeita a pesquisa constante. Para quem pesquisa, a habilidade de diferenciar entre os 
conceitos de metodologia e método é fundamental. Berryman (2019) esclarece essa diferença dentro 
de uma perspectiva de pesquisa científica: 
 
Quadro 8 – Metodologia e método em pesquisa científica 
metodologia método 
A metodologia está preocupada com a 
descrição, explicação, justificação e avaliação do 
processo de investigação científica. É a teoria de 
como algo deve ser realizado. É um plano geral 
de como desenvolver uma pesquisa. 
Os métodos são regras e procedimentos 
técnicos para coleta e análise de dados. 
Em outras palavras, um método é uma 
ferramenta específica ou um conjunto de 
instruções usado para realizar uma 
atividade de pesquisa. 
Fonte: Berryman (2019) 
 
 15 
 
Como pode ser observado no Quadro 8, acima, uma metodologia de pesquisa descreve a 
abordagem adotada para realizar uma investigação, fornecendo uma direção para quem pesquisa 
seguir (Berryman, 2019, p. 273). Por outro lado, os métodos delineiam como realizar a coleta e a 
análise de dados durante a pesquisa. Essa distinção, embora possa não ser significativa para 
praticantes de gerenciamento de projetos, é essencial para a realização de projetos de pesquisa 
científica. Frequentemente, esses termos são considerados sinônimos, mas reconhecer as suas 
diferenças é de extrema importância quando se trata de projetos de pesquisa. 
 
Conceito de valor 
Organizações e projetos têm como objetivo gerar valor. Em organizações privadas, esse valor 
naturalmente deve ser criado para todas as partes interessadas, incluindo clientes, acionistas, 
colaboradores, fornecedores e a sociedade em geral. Nas organizações públicas, a necessidade de 
geração de valor é a mesma. A única diferença reside no fato de que organizações públicas não 
possuem acionistas, mas, sim, contribuintes que pagam impostos para mantê-las. Por sua vez, um 
projeto gera valor ao criar um produto, serviço ou resultado para uma organização ou para os seus 
clientes. Criar valor ao otimizar um processo industrial, desenvolver um produto ou serviço ou 
auxiliar uma organização a manter conformidade com a legislação vigente são exemplos de como o 
valor é frequentemente gerado por projetos. 
É importante notar que, quando se fala de valor, nem sempre nos referimos ao aspecto 
monetário, embora, obviamente, o valor possa ser quantificado em termos monetários. O conceito 
de valor evolui com o tempo. De acordo com Silva e Meirelles (2019), existem diversas concepções 
a respeito de valor: 
 valor-trabalho (ou de custo de produção) – nessa perspectiva, o valor é explicado pela 
quantidade de trabalho incorporada ao processo de produção de mercadorias. Essa foi uma 
das primeiras concepções de valor. É óbvio que o fato de alguém ter investido um valor 
para produzir algo não significa que haverá pessoas interessadas em pagar o valor gasto 
para produzir um bem; 
 valor-utilidade – nessa perspectiva, o valor é explicado pela quantidade de trabalho 
incorporada ao processo de produção de mercadorias. Desse ponto de vista, a fonte de 
valor é a satisfação das necessidades humanas; 
 valor como combinação de trabalho e utilidade – o valor também pode ser visto como 
uma combinação de custos de produção e utilidade. Por esta perspectivas, o valor é o 
resultado dos custos econômicos (de oportunidade) do produtor combinados com a 
disposição de pagar do consumidor. Essa é a concepção aceita atualmente. 
 
 
 
16 
 
Um ponto importante a entender sobre valor é que ele é subjetivo, baseado nas percepções 
do cliente sobre a utilidade do produto oferecido. Somente quando o cliente percebe excedente de 
valor superior àquilo que vai pagar é que ocorrerá a compra do produto ou do serviço. 
 
Valor em projetos 
Uma vez entendido o conceito de valor, é necessário entender a importância do conceito de 
valor em projetos. Na realidade, os projetos permitem a criação de valor de negócio. O PMI (2021) 
define o valor de negócio como o benefício líquido quantificável derivado de um empreendimento 
de negócio. Observe ainda que o valor – ou benefício – pode ser tangível, intangível ou ambos. 
Quando se analisa um negócio, o valor dele é considerado o retorno, sob a forma de elementos 
como tempo, dinheiro, mercadorias ou bens intangíveis trocados por algo em retorno. 
Entender o conceito de valor é necessário quando se fala de padrões de gerenciamento de 
projeto. Afinal, padrões definem abordagens, métodos e práticas que vão permitir que um projeto 
gere mais ou menos valor. Então, quando se avalia um padrão, deve-se considerar o contexto 
organizacional para verificar qual padrão pode aportar mais recursos nos projetos da organização. 
 
Conceito de competência 
Um último conceito essencial quando se fala de gerenciar projetos é o da competência. 
Gerenciar projetos exige competências por parte de gestores, integrantes de equipes de projeto e até 
mesmo patrocinador. Não é à toa que o padrão IPMA, apresentado adiante neste texto, trata das 
competências necessárias ao gerenciamento de projetos, programas e portfólio. O PMI também 
publica um padrão de desenvolvimento de competências em gerenciamento de projetos (PMI, 
2017d). 
Suikki, Tromstedt e Haapasalo (2006, p. 723) afirmam que, especialmente na área de 
gerenciamento de projetos, o desenvolvimento de competências é um dos fatores críticos de sucesso 
para assegurar a competitividade das empresas, por isso cabe a qualquer organização que desenvolve 
projetos atrair ou desenvolver profissionais que tenham competência para geri-los. Conhecer o 
conceito de competência é essencial para que as organizações possam desenvolvê-las e atrair 
profissionais com as competências necessárias para gerir projetos, programas e portfólios. 
Da mesma maneira que os conceitos apresentados até aqui, também existem diversas 
definições do que é o conceito de competência. O Quadro 9 – Definições de competência, a seguir, 
mostra algumas definições desse conceito. 
 
 
 
 17 
 
Quadro 9 – Definições de competência 
fonte definições fatores componentes 
Dias (2008) 
ações e comportamentos 
efetivos esperados com 
capacidade de agregação de 
valor e de entrega em um 
determinado contexto 
 capacidade de agregação de valor; 
 capacidade de entrega. 
Le Boterf (2003) 
Le Boterf (2003) 
mobilização de 
conhecimentos e experiências 
para atender às demandas e 
exigências que o contexto 
apresenta; competência como 
ação 
 capacidade de mobilização de 
conhecimento; 
 existência de experiência anterior; 
 existência de ação. 
Zarifian (2008) 
tomada de iniciativa e 
assunção de 
responsabilidades diante de 
situações profissionais 
 iniciativa; 
 assunção de responsabilidades e 
corresponsabilidade; entendimento prático; 
 conhecimento anteriormente 
adquirido; 
 capacidade de transformação; 
 capacidade de mobilização; 
 compartilhamento de implicações. 
PMI (2017d) 
conjunto de conhecimentos 
relacionados entre si, 
atitudes, habilidades e outras 
características pessoais que 
afetam a maior parte do 
trabalho de uma pessoa – em 
outras palavras, uma ou mais 
funções ou responsabilidades 
principais – e que são 
correlacionadas com o 
desempenho no trabalho, 
podendo ser mensuradas em 
relação a padrões aceitos, e 
que podem ser aprimoradas 
por meio de treinamento e 
desenvolvimento 
 comunicação: 
 saber ouvir, compreender e 
responder ativamente às 
partes interessadas; 
 manter as linhas de 
comunicação; 
 garantir a qualidade da 
informação; 
 adaptar a comunicação ao 
público; 
 liderança: 
 criar um ambiente de equipe 
que promove alto 
desempenho; 
 construir e manter 
relacionamentos eficazes; 
 motivar e orientar os membros 
da equipe do projeto; 
 assumir a responsabilidade de 
entregar o projeto; 
 usar habilidades de influência 
quando necessário; 
 gerenciamento: 
 construir e manter a equipe do 
projeto; 
 
 
18 
 
fonte definições fatores componentes 
 planejar e gerenciar para o 
sucesso do projeto de maneira 
organizada; 
 resolver conflitos envolvendo a 
equipe do projeto ou as partes 
interessadas; 
 habilidade cognitiva: 
 ter uma visão holística do 
projeto; 
 resolver problemas 
efetivamente; 
 usar ferramentas e técnicas 
apropriadas de gerenciamento 
de projetos; 
 buscar oportunidades para 
melhorar o resultado do 
projeto; 
 efetividade: 
 resolver problemas do projeto; 
 manter o envolvimento, a 
motivação e o apoio das partes 
interessadas no projeto; 
 mudar no ritmo necessário 
para atender às necessidades 
do projeto; 
 usar a assertividade quando 
necessário; 
 profissionalismo: 
 demonstrar comprometimento 
com o projeto; 
 operar com integridade; 
 lidar com as adversidades 
pessoais e da equipe de 
maneira adequada; 
 gerenciar uma força de 
trabalho diversificada; 
 resolver problemas individuais 
e organizacionais com 
objetividade. 
Fonte: elaborado pelo autor 
 
Como se pode perceber pela leitura do Quadro 9, acima, o conceito de competência envolve 
diversos componentes, por exemplo, saber agregar valor, entregar resultados, mobilizar 
conhecimentos para realizar tarefas, mobilizar recursos pessoais e de outras pessoas, assim como 
saber fazer transformações. 
 
 19 
 
O conhecimento dos padrões internacionais de gerenciamento de projetos aqui descritos 
mostra que existem diversas competências essenciais para que uma organização seja capaz de propor, 
planejar e executar projetos e programas com sucesso. 
 
 
 
 
 
 
Este glossário traz os termos mais comuns citados nos padrões expostos no presente texto. O 
conhecimento e o entendimento dos conceitos de cada termo são essenciais para profissionais 
praticantes de gerenciamento de projetos. 
 
Abordagem de desenvolvimento 
Método usado para criar e desenvolver o produto, serviço ou resultado durante o ciclo de 
vida do projeto, tal como o método de previsão, iterativo, incremental, ágil ou um método híbrido 
(PMI, 2017b, p. 486). 
 
Acurácia 
Dentro do sistema de gestão da qualidade, é uma avaliação da correção (PMI, 2021, p. 52). 
Não confundir com precisão. Ver “Precisão”. 
 
Ágil 
Termo usado para descrever uma mentalidade de valores e princípios estabelecidos no 
Manifesto Ágil (PMI, 2021). 
 
Agile 
Ver “Ágil”. 
 
Ambiguidade 
Estado de incerteza, com dificuldade em identificar a causa dos eventos ou com várias opções 
para escolher (PMI, 2021, p. 117). 
 
ANEXO I – GLOSSÁRIO 
 
22 
 
Análise das partes interessadas 
Método de coleta e análise sistemática de informações quantitativas e qualitativas para determinar 
quais interesses devem ser levados em consideração ao longo do projeto (PMI, 2021, p. 8). 
 
Área de conhecimento em gerenciamento de projetos 
Área identificada de gerenciamento de projetos definida pelos seus requisitos de 
conhecimentos e descrita em termos dos processos que a compõem: práticas, entradas, saídas, 
ferramentas e técnicas (PMI, 2017b, p. 486). 
 
Áreas de conhecimento em gerenciamento de projetos 
Áreas de conhecimento em gerenciamento de projetos são campos ou áreas de especialização 
que costumam ser aplicadas ao gerenciar projetos. Uma área de conhecimento é um conjunto de 
processos associados com um tema específico em gerenciamento de projetos” (PMI, 2017b, p. 553). 
 
Axelos 
Joint venture criada em 2014 pelo governo do Reino Unido e pela empresa Capita, para 
desenvolver, gerenciar e operar qualificações nas melhores práticas, em metodologias anteriormente 
pertencentes ao Office of Government Commerce (Escritório de Comércio do Governo Britânico). 
 
Backlog 
No contexto de desenvolvimento de software, é uma lista de itens que descrevem o trabalho 
a ser realizado em um projeto. É uma ferramenta muito utilizada em projetos que fazem uso de 
abordagens ágeis de desenvolvimento. Geralmente, é composto de itens de trabalho, também 
conhecidos como “itens do backlog”, que podem incluir histórias do usuário, bugs, tarefas técnicas 
e outras atividades relacionadas ao desenvolvimento de software. Cada item do backlog contém 
descrição do trabalho a ser realizado, critérios de aceitação, prioridade e estimativa de tempo e 
esforço necessários para a sua conclusão. 
 
Baseline 
Ver “Linha de base”. 
 
Business case 
Estudo documentado de viabilidade econômica usado para determinar a validade dos 
benefícios de um componente ainda sem definição suficiente, usado como base para a autorização 
de outras atividades de gerenciamento de projetos (PMI, 2017). 
 
Ciclo de vida adaptativo 
Ciclo de vida de um projeto que seja iterativo ou incremental. 
 
 23 
 
Ciclo de vida do produto 
Série de fases que representam a evolução de um produto, da sua concepção à entrega, 
crescimento, maturidade e retirada (PMI, 2017). 
 
Ciclo de vida do projeto 
Série de fases pelas quais um projeto passa, do início ao término. 
 
Ciclo de vida incremental 
Ciclo de vida do projeto adaptativo no qual a entrega é produzida por meio de uma série de 
iterações que sucessivamente adicionam funcionalidade dentro de um prazo predeterminado. A 
entrega inclui a capacidade necessária e suficiente para ser considerada completa somente após a 
iteração final (PMI, 2017). 
 
Ciclo de vida iterativo 
Ciclo de vida do projeto em que o escopo do projeto é geralmente determinado no seu início, 
mas as estimativas de tempo e custos são rotineiramente modificadas à proporção que a 
compreensão do produto pela equipe do projeto aumenta. Iterações desenvolvem o produto por 
meio de uma série de ciclos repetidos, enquanto os incrementos sucessivamente acrescentam à 
funcionalidade do produto (PMI, 2017). 
 
Ciclo de vida preditivo 
Forma de ciclo de vida do projeto na qual o escopo, o tempo e o custo do projeto são 
determinados nas fases iniciais do ciclo de vida (PMI, 2017). Ciclos tradicionais – preditivos – de 
vida de projetos são caracterizados por uma ênfase na especificação de requisitos e planejamento 
detalhado durante os estágios iniciais de um projeto. Planos detalhados baseados em requisitos e 
restrições conhecidos podem reduzir riscos e custos. Conforme a execução do plano detalhado 
avança, os processos de monitoramento e controle se concentram em limitar as mudanças que 
podem impactar o escopo, o cronograma ou o orçamento (PMI, 2017). 
 
Coach em gerenciamento de projetos 
Profissional que trabalha com pessoas ou equipes, com o objetivo de ajudá-las a alcançar os 
seus objetivos e melhorar o seu desempenho na gestão de projetos. Facilitador que ajuda o cliente 
a identificar os seus pontos fortes e fracos, definir metas claras e criar um plano de ação para alcançá-
las. O seu trabalho do é baseado em técnicas e ferramentas, por exemplo, questionamentos,reflexões, feedbacks e desafios. 
 
 
 
24 
 
Comissionamento 
Processo que tem como objetivo assegurar que sistemas e componentes de uma edificação ou 
planta industrial estejam de acordo com os requisitos e as necessidades operacionais do cliente, no 
que diz respeito a projeto, instalação, testes e operação. 
 
Complexidade 
Característica de um programa ou projeto ou o seu ambiente que é difícil de gerenciar devido 
ao comportamento humano, comportamento do sistema e ambiguidade (PMI, 2021, p. 117). 
 
Conhecimento 
Combinação de experiências, valores e convicções, informações contextuais, intuição e insight 
que as pessoas usam para entender novas experiências e informações (PMI, 2017). 
 
Conhecimento em gerenciamento de projetos 
Termo que descreve o conhecimento dentro da profissão de gerenciamento de projetos. O 
conhecimento em gerenciamento de projetos inclui práticas tradicionais comprovadas amplamente 
aplicadas, bem como práticas inovadoras que estão surgindo na profissão (PMI, 2017). 
 
Crashing 
Método usado para encurtar a duração do cronograma para o menor custo incremental 
adicionando recursos (PMI, 2021, p. 52). Esse termo pode ser traduzido em português como sendo 
colisão ou colapso. Também pode referir-se a algo que está falhando, mas essas traduções não 
esclarecem o conceito definido em inglês no vocabulário de gerenciamento de projetos. Por essa 
razão, aconselha-se usar o termo original em inglês. 
 
Custo da qualidade 
São todos os custos incorridos durante a vida útil do produto por investimento na prevenção 
da não conformidade com os requisitos, avaliação do produto ou serviço quanto à conformidade 
com os requisitos e falha no cumprimento dos requisitos (PMI, 2021, p. 81). 
 
Dashboard 
Ver “Painel de indicadores”. 
 
Databook 
Termo que geralmente se refere a um livro ou documento que contém informações 
detalhadas e abrangentes sobre um determinado assunto ou tópico. Também pode ser chamado de 
livro de dados ou livro de referência. Em projetos de engenharia, é um livro ou uma encadernação 
de documentos que contém especificações técnicas, parâmetros, características, catálogos com 
informações sobre componentes, protocolos, normas, procedimentos operacionais, listas de 
materiais, dados de segurança, requisitos regulatórios, entre outras coisas. 
 
 25 
 
Definição do que foi realizado 
Lista de verificação de todos os critérios a que se deve atender para que uma entrega possa ser 
considerada pronta para uso do cliente (PMI, 2021, p. 81). 
 
Definition of Done 
Ver “Definição do que foi realizado”. 
 
Design review 
Momento no qual é realizada uma revisão formal dos documentos de projeto, verificando 
encontrar erros, inconsistências, não apenas em detalhes, mas na própria concepção do projeto 
técnico, seja básico, seja detalhado para fins de execução. 
 
Design Thinking 
Abordagem centrada no ser humano para a resolução de problemas e o desenvolvimento de 
soluções inovadoras. Busca compreender profundamente as necessidades, os desejos e os 
comportamentos das pessoas envolvidas em um problema ou desafio, colocando o ser humano no 
centro do processo criativo. Envolve a aplicação de uma série de etapas e técnicas iterativas, com 
foco na empatia, colaboração, experimentação e iteração. 
 
Disciplined Agile (DA) 
Abordagem ágil para o gerenciamento de projetos e processos de entrega de valor. É uma 
estrutura que visa fornecer orientações práticas para equipes e organizações que desejam adotar 
práticas ágeis de maneira disciplinada e flexível, levando em consideração a diversidade de contextos 
e necessidades. Foi desenvolvido pelo Disciplined Agile Consortium (DAC), composto de 
especialistas em gerenciamento ágil de projetos. É um padrão que se baseia em princípios ágeis, mas 
também incorpora elementos de outras abordagens e frameworks, como Scrum, Kanban, Lean e 
Design Thinking, a fim de fornecer um conjunto abrangente de diretrizes. 
 
DoD 
Sigla para Definition of Done. Ver “Definition of Done”. 
 
Domínio de desempenho do projeto 
Um domínio de desempenho do projeto é um grupo de atividades relacionadas que são 
críticas para a entrega eficaz dos resultados do projeto. Os domínios de desempenho do projeto são 
áreas de foco interativas, inter-relacionadas e interdependentes que funcionam em uníssono para 
alcançar os resultados desejados do projeto (PMI, 2021, p. 7). 
 
 
 
26 
 
EAP 
Sigla para Estrutura Analítica de Projeto. Ver “Estrutura Analítica de Projeto”. 
 
EC 
Sigla para Elemento de Competência. Ver “Elemento de Competência”. 
 
Elemento de competência 
No contexto do IPMA, um elemento de competência se refere a uma habilidade ou um 
conhecimento específico necessário para o gerenciamento de projetos. O padrão de competências 
do IPMA define três áreas principais de competência: perspectiva técnica, perspectiva 
comportamental e perspectiva contextual. 
 
Entrega 
Ver “Entregável”. 
 
Entregável 
É qualquer produto, resultado ou capacidade única e verificável para executar um serviço que 
deve ser produzido para concluir um processo, uma fase ou um projeto (PMI, 2021, p. 33). Até há 
algum tempo, a palavra “entregável” não existia na língua portuguesa, mas agora já está 
“dicionarizada” (Aulete, 2023). 
 
Estimativa 
Avaliação quantitativa do valor ou resultado provável de uma variável, como custos, recursos, 
esforços ou durações do projeto (PMI, 2021, p. 52). 
 
Estrutura Analítica de Projeto (EAP) 
Decomposição hierárquica do escopo total do trabalho a ser realizado pela equipe do projeto 
para atingir os objetivos do projeto e criar as entregas necessárias. Em inglês, é conhecido como 
Work Breakdown Structure (WBS). 
 
Engenharia básica 
Etapa do projeto que usualmente define o seguinte escopo de entregas: definição de estratégia 
de suprimentos – divisão de pacotes e definição de modelos de contratação, seleção de fornecedores 
para principais pacotes –, projetos técnicos de processo, mecânica, elétrica, automação e civil, com 
especificações técnicas para a compra dos principais pacotes de sistemas e equipamentos, a 
preparação de documentação para obtenção de licenças e a avaliação técnica e comercial dos 
principais pacotes de fornecimento e a estimativa do valor total do investimento. 
 
 
 27 
 
Equipe de gerenciamento de projeto 
Membros da equipe do projeto que estão diretamente envolvidos nas atividades de 
gerenciamento do projeto (PMI, 2021, p. 16). 
 
Equipe do projeto 
Conjunto de indivíduos que realizam o trabalho do projeto para atingir os seus objetivos 
(PMI, 2021, p. 16). 
 
Fase do projeto 
Conjunto de atividades do projeto relacionadas de maneira lógica que culmina na conclusão 
de uma ou mais entregas (PMI, 2017). 
 
Fast tracking 
Método de compressão de cronograma no qual as atividades ou fases normalmente executadas 
em sequência são executadas em paralelo por pelo menos uma parte da sua duração (PMI, 2021, p. 52). 
 
FEL 
Sigla para Front-End Loading. Ver “Front-End Loading”. 
 
Fluxograma 
Representação em formato de diagrama das entradas, ações do processo e saídas de um ou 
mais processos em um sistema (PMI, 2017). 
 
Framework 
Conjunto de conceitos, práticas e ferramentas que fornecem uma estrutura para o 
desenvolvimento de algo, por exemplo, um projeto ou uma teoria. Também pode ser uma estrutura 
que ajuda a simplificar o entendimento sobre algo. 
 
Front-End Loading 
Processo pelo qual uma empresa traduz as suas oportunidades de negócios e tecnologia em 
projetos de capital. O seu objetivo é obter uma compreensão detalhada do projeto para minimizar 
o número de mudanças durante as fases posteriores de execução do projeto. Prossegue até que o 
projeto “certo” seja selecionado, e não é concluído até que um pacote básico de design completo 
seja concluído. A qualidade do FEL é um indicador-chave dos resultados do projeto. 
 
 
 
 
 
28 
 
Gerenciamento da integração do projeto 
Inclui os processos e as atividades necessáriaspara identificar, definir, combinar, unificar e 
coordenar os vários processos e atividades de gerenciamento do projeto dentro dos grupos de 
processos de gerenciamento do projeto (PMI, 2017). 
 
Gerenciamento da qualidade do projeto 
Inclui os processos para incorporação da política de qualidade da organização com relação ao 
planejamento, gerenciamento e controle dos requisitos de qualidade de projeto e do produto para 
atender às expectativas das partes interessadas (PMI, 2017). 
 
Gerenciamento das aquisições do projeto 
Inclui os processos necessários para comprar ou adquirir produtos, serviços ou resultados 
externos à equipe do projeto (PMI, 2017). 
 
Gerenciamento das comunicações do projeto 
Inclui os processos necessários para assegurar que as informações do projeto sejam planejadas, 
coletadas, geradas, distribuídas, armazenadas, recuperadas, gerenciadas, controladas, monitoradas e 
organizadas de maneira oportuna e apropriada (PMI, 2017). 
 
Gerenciamento das partes interessadas do projeto 
Inclui os processos exigidos para identificar todas as pessoas, grupos ou organizações que podem 
impactar ou serem impactados pelo projeto, analisar as expectativas das partes interessadas, o seu 
impacto no projeto e desenvolver estratégias de gerenciamento apropriadas para o engajamento eficaz 
das partes interessadas nas decisões e na execução do projeto (PMI, 2017). 
 
Gerenciamento de portfólio 
Gerenciamento centralizado de um ou mais portfólios para alcançar os objetivos estratégicos 
(PMI, 2017). 
 
Gerenciamento de programas 
Aplicação de conhecimentos, habilidades e princípios a um programa para realizar os 
objetivos do programa e obter benefícios e controle de outra forma não disponíveis por meio do 
gerenciamento individual de componentes do programa (PMI, 2017). 
 
 
 
 
 
 
 29 
 
Gerenciamento ágil de projetos 
Usa uma “estrutura baseada na interação frequente com o cliente e ciclos de entrega 
frequentes e rápidos”. É uma abordagem de gerenciamento de projetos que se concentra na 
definição do escopo e requisitos de um projeto com base no valor, como aumento da receita ou 
participação de mercado (Salameh, 2014, p. 56). 
 
Gerenciamento de projetos 
Aplicação de conhecimentos, habilidades, ferramentas e técnicas às atividades do projeto a 
fim de atender aos seus requisitos (PMI, 2017). 
 
Gerente de projeto 
Pessoa designada pela organização executora para liderar a equipe do projeto responsável por 
alcançar os objetivos do projeto (PMI, 2021, p. 16). 
 
Governança do projeto 
Estruturas, funções e processos que norteiam as atividades de gerenciamento do projeto para 
criar um produto, serviço ou resultado único para atender às metas organizacionais, estratégicas e 
operacionais (PMI, 2017). 
 
Grupo de processos de encerramento 
Processos realizados para concluir ou fechar formalmente um projeto, uma fase ou um 
contrato (PMI, 2017). 
 
Grupo de processos de execução 
Processos realizados para concluir o trabalho definido no plano de gerenciamento do projeto 
para satisfazer os requisitos do projeto (PMI, 2017). 
 
Grupo de processos de gerenciamento de projetos 
Agrupamento lógico de entradas, ferramentas, técnicas e saídas de gerenciamento de projetos. 
Incluem processos de iniciação, processos de planejamento, processos de execução, processos de 
monitoramento e controle e processos de encerramento. Não são fases do projeto (PMI, 2017). 
 
Grupo de processos de iniciação do projeto 
Processos realizados para definir um novo projeto ou uma nova fase de um projeto existente, 
por meio da obtenção de autorização para iniciar o projeto ou a fase (PMI, 2017). 
 
 
 
 
30 
 
Grupo de processos de monitoramento e controle do projeto 
Processos necessários para acompanhar, analisar e regular o progresso e o desempenho do 
projeto, identificar todas as áreas nas quais serão necessárias mudanças no plano e iniciar as 
mudanças correspondentes (PMI, 2017). 
 
Grupo de processos de planejamento do projeto 
Processos necessários para definir o escopo do projeto, refinar os objetivos e desenvolver o curso 
de ação necessário para alcançar os objetivos para os quais o projeto foi criado (PMI, 2017). 
 
Grupos de processos de gerenciamento de projetos 
Agrupamento lógico de entradas, ferramentas, técnicas e saídas de gerenciamento de projetos. 
Incluem processos de iniciação, processos de planejamento, processos de execução, processos de 
monitoramento e controle e processos de encerramento (PMI, 2017b, p. 713). 
 
Hazop 
Sigla em inglês que significa “Hazard and Operability Study”, isto é, Estudo de Perigos e 
Operabilidade. É uma técnica de análise sistemática e qualitativa usada principalmente na indústria 
para identificar e avaliar os perigos potenciais associados a um processo, sistema ou operação. O seu 
objetivo principal é examinar cuidadosamente os elementos de um sistema – como equipamentos, 
procedimentos, materiais, fluxos, etc. – e identificar possíveis desvios, falhas ou condições anormais 
que possam levar a acidentes, falhas operacionais ou consequências indesejadas. 
 
Incerteza 
Falta de compreensão e consciência de problemas, eventos, caminhos a seguir ou soluções a 
seguir (PMI, 2021, p. 117). 
 
IPA 
Sigla de Independent Project Analysis, empresa baseada na cidade de Ashburn, no Estado da 
Virginia, nos Estados Unidos. Dedica-se a desenvolver padrões de gerenciamento de projetos e 
consultorias nessa área. 
 
IPMA 
International Project Management Association (Associação Internacional de Gerenciamento de 
Projetos). 
 
IPMA OCB© 
Sigla de IPMA Organizational Competence Baseline (Referencial de Competência 
Organizacional do IPMA). 
 
 31 
 
Itil 
Information Technology Infrastructure Library (Itil) é um conjunto de boas práticas de 
gerenciamento de serviços de TI que foi desenvolvido no final dos anos 1980 pela Central Computer 
and Telecommunications Agency (CCTA), um órgão governamental do Reino Unido. 
 
Jaspers 
Sigla de Joint Assistance to Support Projects in European Regions. É uma entidade ligada à 
Comissão Europeia, ao Banco Europeu de Investimento e ao Banco Europeu de Reconstrução e 
Desenvolvimento. A sua missão é fornecer suporte a cidades e regiões, a fim de entregar projetos de 
alta qualidade. Fornece suporte independente em estratégias, programas e projetos para fazer 
investimentos financiados pela União Europeia para promover o crescimento e incentivar uma 
Europa mais verde, mais conectada e mais inovadora. Mais informações em: https://jaspers.eib.org. 
 
Kanban 
Sistema visual de gerenciamento de fluxo de trabalho que foi originalmente desenvolvido pela 
Toyota para melhorar a eficiência e o controle da produção nas suas fábricas. Hoje, é amplamente 
utilizado em diferentes contextos, inclusive, em gerenciamento de projetos. É um termo de origem 
japonesa que significa “cartão” ou “sinalização visual”. É um sistema baseado em cartões ou outros 
tipos de sinais visuais que representam tarefas, atividades ou unidades de trabalho. Esses cartões são 
usados para representar o fluxo de trabalho, visualizar o status das tarefas e controlar o andamento 
do trabalho. 
 
Lean 
A palavra lean (enxuto) se refere a uma abordagem de gestão que busca eliminar desperdícios e 
otimizar os processos para melhorar a eficiência, a qualidade e o valor entregue ao cliente. A abordagem 
lean tem as suas raízes no Sistema de Produção Toyota, desenvolvido pela Toyota Motor Corporation 
no Japão, e é amplamente aplicada em diferentes setores e indústrias. 
 
Linha de base 
Versão aprovada de um produto de trabalho usado como base para comparação com os 
resultados reais. 
 
Metodologia 
Sistema de práticas, técnicas, procedimentos e regras usado pelas pessoas que trabalham em 
uma disciplina (PMI, 2017). 
 
Métrica 
Descrição de um atributo de projeto ou produto e como medi-lo. 
https://jaspers.eib.org/
 
32 
 
MoP© 
Padrão internacional de gerenciamento de portfólios mantido pela empresa Axelos(www.axelos.com), composto de princípios, ciclo de vida do portfólio, definição do portfólio, 
categorização do portfólio, avaliação do portfólio, balanceamento do portfólio, gestão de mudanças, 
governança do portfólio e ciclo de vida do investimento. 
 
MSP© 
Padrão internacional da empresa Axelos (www.axelos.com) para gerenciamento de 
programas. Oferece metodologia baseada em melhores práticas para planejar, gerenciar e entregar 
programas de maneira bem-sucedida. Recomenda um conjunto de práticas para gerenciar 
programas, de forma a fazer com que programas e projetos contribuam para a estratégia 
organizacional de maneira ágil, concentrando-se concentra na entrega de resultados. Ao mesmo 
tempo, também busca mitigar os riscos e envolve ativamente as partes interessadas. 
 
Orçamento 
Estimativa aprovada para o projeto ou qualquer componente da Estrutura Analítica do 
Projeto (EAP) ou qualquer atividade do cronograma (PMI, 2021, p. 52). 
 
Padrão 
Documento estabelecido por uma autoridade, padrão, ou consentimento geral como um 
modelo ou exemplo (PMI, 2017). O termo “padrão” se refere a um conjunto de critérios, diretrizes 
ou especificações estabelecidas para garantir consistência, qualidade, segurança, interoperabilidade 
ou outros requisitos em um determinado contexto. Os padrões são desenvolvidos e adotados por 
organizações, instituições ou órgãos de normalização para promover a uniformidade e a excelência 
em diversas áreas. 
 
Painel de indicadores 
Conjunto de tabelas e gráficos mostrando o progresso ou desempenho em relação a medidas 
importantes do projeto. Também é conhecido por dashboard em inglês. 
 
Parte interessada 
Indivíduo, grupo ou organização que pode afetar, ser afetado ou se perceber afetado por uma 
decisão, atividade ou resultado de um projeto, programa ou portfólio (PMI, 2021, p. 8). 
 
Plano de gerenciamento de benefícios do projeto 
Documento que define os processos para criar, maximizar e sustentar os benefícios fornecidos 
por um projeto ou programa. 
 
 
http://www.axelos.com/
http://www.axelos.com/
 
 33 
 
Plano de gerenciamento de configuração do projeto 
Descreve como as informações sobre os itens do projeto – e quais itens – serão registradas e 
atualizadas para que o produto, serviço ou resultado do projeto permaneça consistente ou 
operacional. Na prática, é o conjunto de regras que define como identificar e controlar os 
documentos técnicos de projetos. No caso de projetos de software, o plano de gerenciamento de 
configurações define o processo para manter sistemas computacionais, servidores e softwares em um 
estado desejado, consistentemente. É uma forma de se certificar de que o sistema funciona como o 
esperado ainda que alterações sejam são feitas com o passar do tempo. 
 
Perspectiva comportamental 
Área que diz respeito aos elementos de competência relacionados às habilidades 
comportamentais e pessoais necessárias para o gerenciamento eficaz de projetos. Inclui habilidades 
de liderança, comunicação, negociação, gerenciamento de conflitos, tomada de decisões, entre 
outras competências comportamentais (IPMA). 
 
Perspectiva contextual 
Área que engloba os elementos de competência relacionados ao ambiente e contexto em que 
o projeto está inserido. Inclui a compreensão das restrições organizacionais, culturais e sociais, bem 
como a capacidade de adaptar a abordagem de gerenciamento de projetos de acordo com as 
necessidades e particularidades do contexto (IPMA). 
 
Perspectiva técnica de competência 
Área que abrange os elementos de competência relacionados ao conhecimento técnico 
específico do domínio do projeto. Inclui habilidades em planejamento, estimativa, gerenciamento 
de riscos, controle de qualidade, gestão de recursos, entre outros aspectos técnicos relevantes para o 
projeto em questão (IPMA). 
 
PMBOK© 
Sigla de Project Management Body of Knowledge”, isto é, Corpo de Conhecimento em 
Gerenciamento de Projetos. É um guia amplamente reconhecido e utilizado internacionalmente 
como referência para as melhores práticas em gerenciamento de projetos. Trata-se de uma 
publicação do PMI e descreve um conjunto de conhecimentos e práticas que são consideradas 
padrão na área de gerenciamento de projetos. 
 
PMI 
Sigla de Project Management Institute. Ver “Project Management Institute”. 
 
 
 
34 
 
Portfólio 
Projetos, programas, subportfólios e operações gerenciadas em grupo para alcançar objetivos 
estratégicos. 
 
Practitioner 
A palavra practitioner é originária do inglês e se refere a profissional que possui habilidades e 
conhecimentos práticos em uma determinada área ou disciplina. O termo é frequentemente 
utilizado em diferentes contextos profissionais para indicar uma pessoa especializada e qualificada 
em aplicar técnicas ou práticas específicas. 
 
Prática 
Tipo específico de atividade profissional ou de gerenciamento que contribui para a execução 
de um processo, que pode empregar uma ou mais técnicas e ferramentas (PMI, 2017). 
 
Precisão 
Dentro do sistema de gestão da qualidade, a precisão é uma avaliação da exatidão (PMI, 
2021, p. 52). Não confundir com acurácia. Ver “Acurácia”. 
 
Prince2© 
Sigla para Metodologia de Gerenciamento de Projetos, publicada e mantida pela empresa Axelos. 
 
Princípios (de uma profissão e do gerenciamento do projeto) 
Servem como diretrizes fundamentais para estratégia, tomada de decisão e resolução de 
problemas. Padrões e metodologias profissionais geralmente são baseados em princípios. Em 
algumas profissões, servem como leis ou regras, portanto são de natureza prescritiva. Os princípios 
de gerenciamento de projetos não são de natureza prescritiva. Têm como objetivo orientar o 
comportamento das pessoas envolvidas nos projetos. São amplamente baseados, portanto há muitas 
maneiras pelas quais indivíduos e organizações podem manter o alinhamento com os princípios. 
Podem, mas não necessariamente, refletir a moral. Um código de ética está relacionado com a 
moral. Um código de ética para uma profissão pode ser adotado por um indivíduo ou profissão 
para estabelecer expectativas de conduta moral (PMI, 2021, p. 21). 
 
Prince2 Agile© 
Metodologia de gerenciamento de projetos que combina os princípios do Prince2© (Projects 
in Controlled Environments) com abordagens ágeis. Trata-se de um padrão da empresa Axelos. Essa 
combinação entre Prince2© e uma abordagem ágil foi desenvolvida para fornecer uma abordagem 
mais flexível e adaptável ao gerenciamento de projeto em ambientes em constante mudança ou nas 
quais é difícil definir um escopo claro logo no início do projeto. 
 
 35 
 
Processo 
Série de atividades sistemáticas direcionadas para alcançar um resultado de tal forma que se 
aja em relação a uma ou mais entradas a fim de criar uma ou mais saídas (PMI, 2017). 
 
Programa 
Grupo relacionado de projetos, subprogramas e atividades de programa gerenciados de forma 
coordenada para a obtenção de benefícios que não estariam disponíveis se fossem gerenciados 
individualmente. 
 
Projeto 
Esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado único 
(PMI, 2017). 
 
Project Management Institute 
Organização sem fins lucrativos baseada nos Estados Unidos que define padrões de 
gerenciamento de projetos. 
 
Projeto 
Esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo. 
 
Qualidade 
Grau em que um conjunto de características inerentes atende aos requisitos (PMI, 2021, p. 81). 
 
Requerimento 
Algo que alguém solicita para inclusão em um projeto e que deve ser analisado para verificar 
o seu valor e a sua viabilidade de inclusão. Se aprovado, torna-se um requisito de projeto. Não 
confundir com requisito. Veja “Requisito”. 
 
Requisito 
Condição ou capacidade necessária para estar presente em um produto, serviço ou resultado 
para satisfazer uma necessidade de negócios. Não confundir com requerimento. Veja 
“Requerimento” (PMI, 2021, p. 81). 
 
Risco 
Evento ou condição incerta que, se ocorrer,terá um efeito positivo ou negativo em um ou 
mais objetivos do projeto (PMI, 2021, p. 117). 
 
 
 
36 
 
Roadmap 
Um roadmap de produto é um roteiro de evolução de novas características de um produto ao 
longo do tempo. Tem por finalidade servir como um guia para as equipes planejarem tarefas de 
desenvolvimento do projeto de evolução do produto. Esse termo é especialmente usado na área de 
desenvolvimento de software. 
 
Scrum 
Framework ágil para desenvolvimento de projetos de software. Foi criado por Ken Schwaber e Jeff 
Sutherland nos anos 1990 e é um dos frameworks ágeis mais populares do mundo. 
 
Sprint 
Período, geralmente de uma a quatro semanas, no desenvolvimento de projetos de software, 
durante o qual uma equipe de desenvolvimento trabalha em conjunto para atingir um objetivo 
específico. É uma parte do processo de desenvolvimento ágil de software, que envolve uma 
abordagem iterativa e incremental para a criação de software. Durante uma sprint, a equipe de 
desenvolvimento se concentra em concluir um conjunto de tarefas específicas que foram 
selecionadas a partir de um backlog de produto. 
 
Standard 
Ver “Padrão”. 
 
Stewardship 
Palavra em inglês que se refere à responsabilidade de cuidar e gerenciar algo que foi confiado 
a alguém. Pode ser entendida como administração ou gestão responsável. Isso envolve o uso e a 
gestão responsável dos recursos, mas também defender valores éticos. Esse princípio abrange 
responsabilidades dentro e fora da organização e reflete a compreensão e a aceitação da confiança, 
bem como as ações e decisões que geram e sustentam essa confiança. Quem zela também cumpre 
deveres implícitos e explícitos. Essa palavra é citada no Guia PMBOK© na sua versão em inglês. 
 
Tema 
Aspectos essenciais de governança que são necessários para garantir que o programa esteja 
alinhado com os princípios. 
 
Tranche 
Palavra da língua francesa que significa fatia, pedaço, parcela ou etapa. No caso de 
gerenciamento de programas, conforme o modelo MSP©, essa palavra é usada para designar uma 
etapa do programa. Uma etapa de um programa pode ser formada por um ou mais componentes, 
que são projetos ou subprogramas contidos no escopo do programa em foco. 
 
 37 
 
Valor 
Valores são objetos, ideias ou crenças que são apreciadas (Curtis, 1960). Lei; Wu e Tan (2020, 
p. 48) definem valor como “uma crença duradoura de que um modo específico de conduta ou 
estado final de existência é pessoal ou socialmente preferível a uma oposição ou modo inverso de 
conduta ou estado final de existência”. Um valor é um padrão internalizado para o comportamento 
de um e de outros. Meirelles (2019) afirma que a literatura apresenta valor na perspectiva do valor-
trabalho, ou seja, o valor é explicado pela quantidade de trabalho incorporada ao processo de 
produção de bens. Por outro lado, existe o conceito de valor como utilidade, ou seja, algo é valioso 
porque satisfaz as necessidades humanas. 
 
Valor de negócio 
Benefício líquido quantificável derivado de um empreendimento de negócios. O benefício 
pode ser tangível, intangível ou ambos (PMI, 2017). 
 
Volatilidade 
Possibilidade de mudanças rápidas e imprevisíveis (PMI, 2021, p. 117). 
 
VAPM 
Sigla para Value Adding Path Map approach – abordagem de mapa da trilha de agregação de 
valor (Shi, 2011). 
 
WBS 
Sigla de Work Breakdown Structure. Ver “Estrutura analítica de projeto”. 
 
 
 
 
 
 
 
Padrões fundamentais 
Estes padrões fornecem uma base para o conhecimento de gerenciamento de projetos e 
representam as quatro áreas da profissão: projeto, programa, portfólio e abordagem organizacional 
para gerenciamento de projetos. Constituem a base sobre a qual os padrões de prática e as extensões 
específicas do setor são construídos. A seguir, estão colocados os padrões fundamentais. 
 
Guia PMBOK© (Project Management Body of Knowledge) 
É o guia para o Conjunto de Conhecimentos em Gerenciamento de Projetos (Guia 
PMBOK©). Trata-se da principal publicação do PMI e é um recurso fundamental para o 
gerenciamento eficaz de projetos em qualquer setor. 
 
Padrão para gerenciamento de valor agregado (The Standard for Earned 
Value Management) 
Define a metodologia de gerenciamento de valor agregado, que é usada no gerenciamento de 
projetos para medir objetivamente o desempenho e o progresso do projeto, bem como para prever 
o resultado do projeto. 
 
Padrão para Gestão de Riscos em Portfólios, Programas e Projetos (The 
Standard for Risk Management in Portfolios, Programs, and Projects) 
Aborda a gestão de riscos nos níveis de projeto, programas e portfólio, objetivos do portfólio, 
programa e projeto. 
ANEXO II – RELAÇÃO COMPLETA DOS 
PADRÕES DO PMI 
 
40 
 
Padrão para Gerenciamento de Projetos Organizacionais (The Standard 
for Organizational Project Management) 
O gerenciamento de projetos organizacionais (OPM) é o framework usada para alinhar as 
práticas de gerenciamento de projetos, programas e portfólios com a estratégia e os objetivos 
organizacionais, bem como personalizar ou adequar essas práticas ao contexto, à situação ou à 
estrutura da organização. 
 
Guia de Gerenciamento de Projetos para Análise de Negócios (The PM 
Guide to Business Analysis) 
Orienta sobre como fazer análise de negócios. É importante para quem se dedica a realizar 
projetos de processos de negócios em qualquer tipo de organização. 
 
Padrão para Gerenciamento de Programas (The Standard for Program 
Management) 
Fornece orientações para práticas de gerenciamento de programas. 
 
Padrão para Gerenciamento de Portfólio (The Standard for Portfolio 
Management) 
Fornece orientações sobre o gerenciamento de portfólios de programas, projetos e atividades 
correlatas. 
 
Padrões de prática e framework 
Os padrões de prática descrevem o uso de ferramentas, técnicas ou processos identificados no 
Guia PMBOK© ou em outros padrões fundamentais. A seguir, estão colocados esses padrões. 
 
Padrão para Prática de Estimativa em Projetos (Practice Standard for 
Project Estimating) 
Descreve os aspectos da estimativa de projeto que são reconhecidos como boas práticas para 
determinar custos e prazos. 
 
 
 41 
 
Padrão de Prática para Desenvolvimento de Cronogramas (Practice 
Standard for Scheduling) 
Orienta sobre boas práticas para o desenvolvimento de redes de precedência de atividades 
elaboração de cronogramas. 
 
Padrão de Prática para Desenvolvimento de Estruturas Analíticas de 
Trabalho (Practice Standard for Work Breakdown Structures) 
Fornece orientação sobre as práticas para elaboração de estruturas analíticas de projeto, que é 
uma ferramenta que organiza o escopo total do projeto. 
 
Padrão de Prática para Gerenciamento de Configuração de Projeto 
(Practice Standard for Project Configuration Management) 
Orienta sobre como realizar o gerenciamento de configuração do projeto, que é o corpo 
coletivo de processos, atividades, ferramentas e métodos que profissionais do projeto usam para 
gerenciar itens componentes de um projeto, em especial, a documentação. 
 
Estrutura de Desenvolvimento de Competências do Gerente de Projetos 
(Project Manager Competency Development Framework) 
Identifica maneiras de melhorar as competências pessoais que apoiam o sucesso de gerente de 
projeto. 
 
Análise de Negócios para Profissionais: um guia prático (Business Analysis 
for Practitioners: a practice guide) 
Orienta sobre como resolver os problemas relacionados ao projeto associados a requisitos e 
análise de negócios. 
 
Guias de prática 
Os guias de práticas fornecem informações e instruções de suporte para auxiliar na aplicação 
dos padrões do PMI. A seguir, estão colocados esses guias. 
 
 
42 
 
Grupos de Processos: um guia prático (Process Groups: a practice guide) 
Define uma abordagem de gerenciamento de projetos baseada em processos para orientar 
projetos, alinhar metodologias e avaliar os recursos de gerenciamento de projetos. 
 
Gestão da Realização de Benefícios (Benefits

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