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Papel do cálcio e vitamina D na prevenção e tratamento da osteoporose 
Role of calcium and vitamin D in the prevention and treatment of 
osteoporosis 
 
 
 
Maria Adelina de Azevedo Almeida 
 
Orientado por: Mestre Júlia Alina Gonçalves Fernandes 
Coorientado por: Prof. Doutora Diana Maria Veloso e Silva 
 
Revisão temática 
 
Ciclo de estudos: 1º Ciclo em Ciências da Nutrição 
Instituição Académica: Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da 
Universidade do Porto 
Porto, 2019
 
 
i 
 
Resumo 
A importância da osteoporose, em termos de saúde pública, advém da sua 
alta prevalência e das suas complicações, nomeadamente as fraturas são as que 
provocam maior morbilidade, mortalidade e elevados custos económicos. Estima-
se que uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens em todo o mundo 
com idades acima dos 50 anos sofrem de fraturas por fragilidade óssea, provocada 
pela osteoporose. O método de diagnóstico gold standard é a avaliação da 
densidade mineral óssea por absorciometria radiológica de dupla energia. 
A otimização do pico de massa óssea constitui o principal objetivo da 
prevenção da osteoporose durante a infância e adolescência e garantir o aporte de 
proteínas, mas também, sobretudo de cálcio e vitamina D tem-se revelado 
essenciais para garantir a saúde óssea. Nos idosos, para além da importância na 
redução da velocidade de perda de massa óssea, uma dieta equilibrada tem um 
papel fundamental na preservação da função muscular, fator determinante no risco 
de queda e fratura. Além do mais, a adequada ingestão de cálcio e vitamina D é 
crucial como auxiliar da terapêutica farmacológica para a osteoporose já 
estabelecida. 
Assim, o objetivo da presente revisão temática é expor a evidência existente 
sobre o papel do cálcio e da vitamina D na prevenção e tratamento da osteoporose. 
 
 
Palavras-chave: Osteoporose, cálcio, vitamina D, ingestão 
 
 
ii 
 
Abstract 
Osteoporosis is considered a serious public health concern due to its 
prevalence worldwide and its complications. In fact, fractures may lead to morbility, 
mortality and high economic costs. Currently, it’s estimated that one in three women 
and one in five men over 50 years old may suffer a fracture due to osteoporosis. 
Dual-energy x-ray absorptiometry is the gold standard technique used to measure 
bone density. 
Optimizing bone accrual during growth may be of greatest significance in 
preventing osteoporosis as well as an adequate ingestion of protein, calcium and 
vitamin D, since these are recognized as essencials in bone health. In the elderly, 
in addition to the importance of reducing the rate of bone loss, a balanced diet plays 
a crucial role in the preservation of muscle function, a determinant factor when it 
comes to the risk of falls and fractures. Furthermore, an adequate intake of calcium 
and vitamin D is crucial as adjunct to pharmacological therapy for established 
osteoporosis. 
Thus, the purpose of this thematic review is to expose existing evidence on 
the role of calcium and vitamin D in the prevention and treatment of osteoporosis. 
 
 
 
 
 
Keywords: Osteoporosis, calcium, vitamin D, intake 
 
 
iii 
 
Lista de abreviaturas, siglas e acrónimos 
DMO- Densidade mineral óssea 
DEXA- Absormetria Radiológica de Dupla Energia 
PTH- Hormona Paratiroideia 
1,25(OH2)D- 1,25 dihidroxivitamina D 
IFCC- The International Federation of Clinical Chemestry 
IAN-AF- Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física 
VDR- Recetor nuclear de vitamina D 
IMC- Índice de Massa Corporal 
25(OH)D- 25-hidroxivitamina D 
IOM- Institute of Medicine 
NOF- The National Osteoporosis Foundation 
ASPC- American Society for Preventive Cardiology 
 
 
iv 
 
Sumário 
 
Resumo e Palavras-Chave em Português .......................................................... i 
Resumo e Palavras-Chave em Inglês ................................................................. ii 
Lista de abreviaturas, siglas e acrónimos .......................................................... iii 
Introdução .......................................................................................................... 1 
Metodologia ....................................................................................................... 2 
Fisiopatologia da osteoporose ........................................................................... 2 
Diagnóstico da osteoporose ............................................................................... 3 
Caracterização do Cálcio ................................................................................... 4 
 Metabolismo .............................................................................................. 5 
 Doseamento .............................................................................................. 5 
 Deficiência ................................................................................................. 6 
 Ingestão excessiva .................................................................................... 7 
Caracterização da Vitamina D ............................................................................ 7 
 Metabolismo .............................................................................................. 8 
 Doseamento .............................................................................................. 8 
 Deficiência ................................................................................................. 9 
 Ingestão excessiva .................................................................................. 10 
Recomendações precognizadas de cálcio e vitamina D .................................. 10 
Fortificação de alimentos ................................................................................. 11 
Suplementação de cálcio e vitamina D ............................................................ 11 
 Efeitos Adversos ..................................................................................... 13 
Análise crítica e conclusões ............................................................................. 14 
Referências ...................................................................................................... 16 
 
1 
 
Introdução 
A osteoporose é uma patologia crónica e generalizada do esqueleto que se 
caracteriza por perda de massa óssea e alterações na microarquitectura do tecido 
ósseo, o que aumenta o risco de queda e fratura (1). Esta patologia surge como 
resultado da predominância da reabsorção óssea sobre a formação óssea, sendo 
a idade e a alteração do ambiente hormonal na pós-menopausa, os fatores de risco 
mais importantes (1). 
O aumento da proporção de população idosa, as alterações dos estilos de 
vida, os elevados custos económicos para o doente e serviços de saúde e os altos 
custos sociais associados às fraturas osteoporóticas, vêm reconhecer a 
osteoporose como um problema global de saúde pública. Em todo o mundo, estima-
se que cerca de 200 milhões de pessoas vivam com osteoporose, em que 1 em 
cada 3 mulheres e 1 em cada 5 homens, acima dos 50 anos, sofrem ou irão sofrer 
uma fratura óssea ao longo da vida (2). Segundo o estudo epidemiológico de 
doenças reumáticas em Portugal, entre 2011-2013, a prevalência de osteoporose 
em pessoas com idade superior a 18 anos era de 10.2 % (17% em mulheres e 2.6% 
em homens) (3). 
Embora esta doença seja primariamente diagnosticada nos idosos, a 
prevenção da osteoporose começa na infância e adolescência através da adoção 
de comportamentos que previnem a perda de massa óssea. A genética contribui 
em 60-80% para a variação da densidade mineral óssea (DMO), apesar do impacto 
do estilo de vida, peso, composição corporal, bem como da ingestão de cálcio e 
vitamina D que são reconhecidos como essenciais paraa saúde óssea (4, 5). 
 
 
2 
 
Metodologia 
Para a elaboração desta monografia foi efetuada uma pesquisa bibliográfica 
de artigos científicos, com recurso a motores de busca como o PubMed, o Science 
Direct e a Scielo. As palavras-chave utilizadas para a pesquisa foram: osteoporosis 
and calcium, osteoporosis and vitamin D, osteoporosis diagnostic, bone phisiology, 
calcium and vitamin D supplementation, calcium metabolism e vitamin D 
metabolism. A preferência de pesquisa foi pelos artigos redigidos em Inglês e em 
Português. Por fim, inclui apenas estudos realizados em humanos, tendo excluído 
os executados em animais e in vitro. 
Fisiopatologia da osteoporose 
O esqueleto fornece a estrutura para o corpo, proteção para os órgãos e 
armazenamento de minerais. A deposição mineral óssea inicia-se in utero, 
especialmente no 3º trimestre (4). A massa óssea aumenta cerca de 40 vezes desde 
o nascimento até à idade adulta em que o pico de massa óssea, ou seja, o ponto 
onde é máxima a força e massa óssea, é atingido entre os 16 e 24 anos, mais cedo 
nas raparigas do que nos rapazes (5). Um aumento em 10% do pico da massa óssea 
é estimado na redução para metade do risco de fratura na vida adulta e é afetado 
pela ingestão de fontes de cálcio, vitamina D e proteína (6). 
O osso é composto por uma parte inorgânica que está organizada 
maioritariamente na forma de cristais de hidroxiapatita (fosfato de cálcio) e uma 
parte orgânica denominada de matriz óssea extracelular ou osteóide composta por 
colagénio, proteínas não colágenas e fatores de crescimento (7). O osso 
desenvolve-se de forma intramembranosa ou por formação endocondrial. A 
reabsorção óssea, iniciada pelos osteoclastos, e posterior reformação óssea, 
3 
 
iniciada pelos osteoblastos, são importantes na reparação de micro fraturas e 
modificação da estrutura para responder ao stress e forças mecânicas (8). 
O balanço entre a formação óssea e reabsorção óssea torna-se 
progressivamente negativo, com maior predominância a partir dos 65 anos o que 
pode ter como resultado o surgimento de osteoporose. No entanto, os homens têm 
menos suscetibilidade a desenvolver esta patologia devido ao maior ganho de 
massa óssea na puberdade e menor perda. Nas mulheres pós menopausa, ocorre 
um declínio na produção de estrogénios que leva a um aumento da atividade 
osteoclástica, com progressiva perda de massa óssea. Para agravar isto, a força 
muscular decresce 10 a 20% depois dos 50 anos com impacto no risco de queda e 
maior predominância de fraturas (9, 10). 
Diagnóstico da osteoporose 
A osteoporose pode ser diagnosticada pela ocorrência de fraturas de 
fragilidade ou pela baixa DMO. O método gold standard é a avaliação da DMO por 
absorciometria radiológica de dupla energia (DEXA) (11). A DEXA é um método de 
baixa sensibilidade e permite identificar três categorias de diagnóstico: normal, 
osteopenia e osteoporose. Segundo a Organização Mundial da Saúde, os 
resultados são expressos em T-scores e são usados para interpretar a DMO 
correlacionando com o risco de fratura em que T≥ -1: normal; - 2,5Chemistry (IFCC) recomenda o uso de heparina como anticoagulante para a 
determinação do cálcio ionizado no sangue (31). 
Deficiência: De acordo com os dados do Inquérito Alimentar Nacional e 
Atividade Física (IAN-AF), a média diária de ingestão de cálcio situa-se nos 
774mg/dia sendo os idosos o grupo etário com menor ingestão alimentar 
(719mg/dia) (32). Uma ingestão insuficiente de cálcio, bem como a deficiência de 
vitamina D e níveis inadequados de PTH que comprometem a absorção intestinal 
de cálcio e aumentam a sua excreção, pode levar ao aparecimento de 
hipocalcemia, osteoporose bem como a um risco aumentado de fraturas (33). 
Existem grupos de risco com maior tendência à deficiência em cálcio como as 
mulheres (pós menopausa, amnorreicas, e tríade atleta feminina), intolerantes à 
lactose ou alergia ao leite de vaca, vegans, adolescentes e idosos (34). Segundo um 
artigo de revisão, a maioria dos países da Ásia têm uma ingestão de cálcio 
3), da dieta ou suplementos e 
é armazenada no tecido adiposo, músculo e em menor quantidade noutros tecidos 
(39). A vitamina D tem um papel importante na saúde óssea através da interação 
com osteoblastos, osteoclastos e homeostase do cálcio-fósforo (40). Os recetores 
nucleares de vitamina D (VDR) são encontrados no tecido muscular e a sua 
ativação leva à síntese proteica, que contribui para a diminuição do desequilíbrio e 
melhorar a força muscular (41). A Vitamina D é composta por 4 anéis com diferentes 
cadeias laterais, derivados do colesterol, que forma a estrutura básica dos 
esteroides (42). As duas formas químicas principais da vitamina D são a vitamina D2 
(ergocalciferol), obtida através das plantas e fungos e a vitamina D3 (colecalciferol), 
sintetizada na pele pela 7-dehidrocolesterol ou obtida dos animais, como o salmão, 
atum, sardinhas e gema de ovo (16). A pele é capaz de sintetizar 80-100% de 
vitamina D necessária mas é influenciada por fatores como a idade, pele escura, 
institucionalização e residência a maior distância do equador (43). Também alguns 
fármacos podem comprometer a absorção de vitamina D como anti-
convulsionantes, glicocorticoides, laxantes, estatinas, antirretrovirais e 
imunossupressores (44). 
Além disso, o índice de massa corporal (IMC) correlaciona-se de forma 
indireta com os valores séricos de vitamina D, que são menores em obesos, 
8 
 
podendo ser parcialmente explicada pela pouca prática de atividade física e 
exposição solar. Também, uma alta proporção de tecido adiposo leva ao sequestro 
de vitamina D e decresce a sua biodisponibilidade (45). 
Metabolismo: A vitamina D depois de absorvida no intestino delgado é 
incorporada em quilomicrons, que são absorvidos no sistema linfático e entram na 
circulação venosa. Durante a hidrolisação dos quilomicrons, a fração de vitamina D 
é ativada, armazenada ou distribuída para outros órgãos ou tecidos (46). 
A vitamina D requer uma primeira hidroxilação no fígado, pela 25-hidroxilase, 
a 25-hidroxivitamina D (25(OH)D (calcidiol) que requer uma outra hidroxilação a 
nível renal, pela 1α-hidroxilase para formar a 1,25-dihidroxivitamina D 
(1,25(OH)2D), (calcitriol), a forma biologicamente ativa que circula em 
concentrações inferiores às da 25(OH)D, mas tem uma maior afinidade para o 
recetor (VDR). Este processo é regulado pela PTH e outros mediadores, incluindo 
as concentrações séricas de cálcio, fosfato e hormona de crescimento.(40) No 
intestino delgado, a 1,25(OH)2D, estimula a absorção intestinal do cálcio, sendo 
que apenas 10-15% e cerca de 60% do fósforo são absorvidos em casos de 
deficiência (47). No rim, estimula a reabsorção de cálcio do filtrado glomerular. A 
1,25(OH)2D tem ainda um amplo espectro de outras ações biológicas (40). 
Os metabolitos da vitamina D são excretados através da bílis para as fezes 
e em escassa quantidade pela urina (46). 
Doseamento: O nível sérico de 25(OH)D foi considerado o marcador 
bioquímico de referência para determinar a concentração de vitamina D plasmática, 
uma vez que é quantificada aquela que é ingerida através da dieta, a que é 
produzida pela ação da radiação UV-B e a que é a convertida a partir dos depósitos 
adiposos no fígado (48). A forma ativa da vitamina D, a 1,25(OH)2D, não fornece 
9 
 
informação fidedigna sobre o conteúdo corporal de vitamina D, dado que, na 
presença de défice desta vitamina, há elevação da paratormona (PTH), o que irá 
aumentar a atividade renal para produzir calcitriol (49). O doseamento de 25(OH)D 
baseada em cromatografia líquida com deteção por espectrometria de massa em 
tandem (LC-MS) é considerado o melhor método (47). 
Deficiência: Não existe um consenso sobre a definição dos pontos de cut-
off para determinar a deficiência de vitamina D. The Institue of Medicine (IOM) 
definiu como 50 
nmol/l=suficiência (48). Os níveis séricos de (25 (OH)D) ideais para a manutenção 
da saúde óssea são de 50 a 75 nmol/L (50). 
A deficiência de vitamina D é responsável pela diminuição dos níveis séricos 
de cálcio ionizado, provocando um aumento na produção e secreção do PTH, 
comprometendo a saúde óssea e aumenta a probabilidade de ocorrência de 
quedas e fraturas devido à fraqueza muscular (50). Dados de um estudo europeu 
sugerem que a deficiência de 25(OH)D está espalhada pela Europa (51). Segundo 
os dados do IAN-AF, a média de ingestão de vitamina D em Portugal é de 6,7 
µg/dia, sendo os idosos o grupo com menor ingestão (5,5 µg/dia) (32). Quanto ao 
doseamento sérico de vitamina D, em Portugal, não existe nenhum estudo que 
avalie toda a população com o recurso a uma amostra representativa, pelo que os 
dados disponíveis se referem apenas a algumas subpopulações específicas. Numa 
amostra representativa de 1500 idosos portugueses, o estudo Nutrition UP65, a 
prevalência de deficiência de vitamina D era de 40 % e de inadequação era de 30% 
(52). Numa amostra de adolescentes da região do Porto observaram-se igualmente 
níveis baixos desta vitamina, com particular incidência nos meses de Inverno (53). 
Na população idosa, a expressão do recetor nuclear VDR está reduzido, pelo que 
10 
 
os níveis séricos de 25(OH)D baixos e alta PTH aumenta o risco de sarcopenia (54). 
A título de exemplo, um outro estudo da Nutrition UP 65 observou-se que o risco 
de deficiência de vitamina D estava correlacionado com a diminuição da velocidade 
da marcha e a força de preensão da mão (55). 
Ingestão excessiva: A intoxicação por vitamina D ocorre após uma ingestão 
excessiva de Vitamina D (hipervitaminose D) especialmente associada a 
suplementação inapropriada e não a uma exposição solar prolongada, devido à 
fotoconversão da pré vitamina D3 a metabolitos inativos (39). A hipervitaminose D 
está associada a dor, anorexia, vómitos, hipercalcemia e hipercalciúria, sendo este 
último o indicador mais sensível dos efeitos adversos da vitamina D. Geralmente 
ocorre quando os níveis séricos estão acimade 375nmol/L (150ng/ml) (56). 
Recomendações de Cálcio e Vitamina D 
 
 
Tabela 1: Dietary references intake de cálcio e vitamina D do (IOM).(57) 
 
a 40UI= 1µg de vitamina D 
b RDA= Recommended Dietary Allowances 
c UP = Tolerable Upper Intake Levels 
d UI = Unidades Internacionais 
 Cálcio Vitamina D1a 
Idade RDAb 
(mg/dia) 
ULc 
(mg/dia) 
RDAb 
(UId/dia) 
ULc 
(UId/dia) 
0-6 meses 200 1000 400 1000 
6-12 meses 260 1500 400 1500 
1-3 anos 700 2500 600 2500 
4-8 anos 1000 2500 600 3000 
9-18 anos 1300 3000 600 4000 
19-50 anos 1000 2500 600 4000 
51-70 anos (homens) 1000 2000 600 4000 
51-70 anos (mulheres) 1200 2000 600 4000 
>70 anos 1200 2000 800 4000 
14-18 anos 
(gravidez/amamentação) 
1300 3000 600 4000 
19-50 anos 
(gravidez/amamentação) 
1000 2500 800 4000 
11 
 
Fortificação de alimentos 
Em alguns países existe legislação em que a fortificação alimentar de 
vitamina D é obrigatória. Por exemplo, na Finlândia é recomendada a fortificação 
em vitamina D nos leites e manteigas/margarinas, tendo a indústria alargado a 
outros alimentos. Com esta política nutricional, os níveis séricos médios de 25 
(OH)D aumentou de 47,6 nmol/L em 2000 para 65,4 nmol/L em 2011. Nos Estados 
Unidos e Reino Unido é usual a fortificação das farinhas com cálcio. No entanto, 
surgem dúvidas quanto ao custo-efetivo de uma política de fortificação alimentar. 
Na Alemanha, foi estimado que a suplementação de vitamina D (800UI/dia) tinha 
um custo de 11 cêntimos/pessoa e a fortificação em cálcio (200mg/dia) tinha um 
custo de 22 cêntimos/pessoa, sendo o custo anual de 41 milhões de euros e 
reduzindo os gastos em 365 milhões de euros com a diminuição de fraturas (58, 59). 
Suplementação de cálcio e vitamina D 
A suplementação de cálcio e vitamina D tem sido recomendada como 
primeira linha terapêutica para a prevenção e tratamento da osteoporose. A 
suplementação não deve ser recomendada em indivíduos com uma ingestão 
alimentar adequada e com níveis séricos de cálcio e vitamina D dentro dos 
parâmetros normais (60-62). Segundo os dados do IAN-AF, o grupo etário com maior 
percentagem de consumo de suplementos de cálcio são os idosos (59,9%) e de 
vitamina D as crianças (40,2%) (32). 
Na suplementação, o cálcio aparece associado a sais sendo os mais 
comercializados o carbonato de cálcio (40%) que é insolúvel e o citrato de cálcio 
(21%) que é mais solúvel (19). O citrato de cálcio não necessita de ser ingerido 
aquando as refeições porque a sua absorção é independente da libertação de ácido 
12 
 
no estômago, ao contrário do carbonato de cálcio, que tem maior biodisponibilidade 
e precisa de um meio ácido para ser absorvido (63). 
Nos suplementos, a vitamina D normalmente é disponibilizada sob a forma 
de D2 ou D3. Apesar do aumento dos níveis séricos de 25(OH)D serem 
semelhantes com ambas as formas, a partir do 14º dia de toma, nos doentes com 
vitamina D3 os níveis séricos de 25(OH)D continuam a aumentar atingindo valores 
máximos, ao contrário dos doentes tratados com vitamina D2, que caem para 
valores idênticos aos observados antes do tratamento (64). As formas ativas da 
vitamina D não são preferíveis pelo risco de provocar hipercalcemia. A depleção de 
vitamina D nos adultos depende da concentração sérica inicial de calcidiol e da 
capacidade absortiva de cada indivíduo. A concentração sérica de 25(OH)D pode 
aumentar 0.6-1.2nmol/L para cada 40UI de vitamina D3 administrado, sendo a 
resposta maior quanto menores os níveis séricos iniciais (62). 
Nas crianças e adolescentes, existe uma correlação entre a concentração 
sérica de 25(OH)D, a ingestão adequada de cálcio e um aumento da DMO (5, 65). 
Também, alguns estudos reportam benefícios da suplementação de pelo menos 
1000mg de cálcio e 800UI de vitamina D na DMO de mulheres pós menopausicas 
e em idosos (66-68). No entanto, alguns estudos reportam que a suplementação 
isolada de 400 a 800UI de vitamina D não aumentava a DMO, apesar de aumentar 
os níveis séricos de 25(OH)D (69-71). 
A suplementação de cálcio e vitamina D tem sido recomendada na redução 
do risco de fraturas, embora existem dados clínicos que não mostram qualquer 
diminuição do risco (72, 73). A suplementação isolada de cálcio na prevenção de 
fraturas não é suportada pelos dados clínicos (74-76). Uma análise de Bischoff-Ferrari 
que inclui estudos experimentais das fraturas do fémur e não vertebral conclui que 
13 
 
uma dose diária de 700 a 800UI de vitamina D reduzia o risco de fratura. Com doses 
700mg/dia ajuda na prevenção do risco de fratura 
(77). Similarmente na meta-análise da The National Osteoporosis Foundation 
(NOF), a suplementação de cálcio combinada com vitamina D obteve-se uma 
redução de 15% de todas as fraturas ósseas e 30% na fratura do fémur (60). No 
entanto, estudos que avaliaram idosos>70 anos saudáveis bem como com histórico 
de fraturas receberam suplementação de 800UI de D3 com ingestão media de 
cálcio 800-1000mg /dia, não houve decréscimo do risco de fratura (73, 78). 
Os dados clínicos sugerem que a otimização dos níveis de vitamina D é a 
intervenção que reduz o risco de quedas (79, 80). A suplementação com cálcio e 
vitamina D foi mais eficaz na redução de quedas e melhora a função muscular do 
que a suplementação isolada de cálcio (81, 82). Uma outra meta-análise de Bischoff-
Ferrari et al. demonstrou que a suplementação de vitamina D isolada de pelo menos 
700UI/dia com ou sem a suplementação em cálcio reduzia o risco de queda em 
19% nos idosos. Também, uma concentração sérica de 60 nmol/L de 25(OH)D 
resultou numa redução de quedas em 23% enquanto que concentrações inferiores 
não tinham qualquer efeito (83). A suplementação isolada de ergocacalciferol a cada 
3 meses durante 1 ano, não surgiu diferenças no risco de queda (84). 
Efeitos adversos: O facto de que a suplementação com cálcio e/ou vitamina 
D aumenta o risco cardiovascular é cada vez menos evidente devido a vários os 
estudos mostrarem um efeito protetor ou ausência de efeito cardiovascular (85-88). 
Por outro lado, a ingestão de cálcio proveniente de fontes lácteas diminui o risco de 
enfarte do miocárdio ou eventos cardiovasculares e os minerais presentes no leite 
atenuam a resposta das LDL à gordura presente no leite (89, 90). No entanto, a NOF 
14 
 
e American Society for Preventive Cardiology (ASPC) adotaram a posição que 
existe uma evidência de moderada qualidade de que a ingestão de cálcio com ou 
sem vitamina D derivado dos alimentos ou suplementos não tem qualquer relação 
(benéfica ou prejudicial) com o risco de doença cardiovascular e cerebrovascular, 
mortalidade ou todas as causas de mortalidade em adultos saudáveis. Também, a 
ingestão de cálcio que não exceda os limites máximos de ingestão é considerada 
segura a nível cardiovascular (91). 
Os suplementos de cálcio estão associados a um ligeiro aumento de 
desenvolver cálculos renais (72, 92). No entanto, o consumo de cálcio proveniente de 
produtos lácteos não aparenta causar cálculos renais em homens e mulheres, 
contribuindo mesmo para um efeito protetor (93, 94). Para a maioria dos indivíduos a 
alta ingestão de oxalatos e a baixa ingestão de líquidos pode ter um papel mais 
importante na formação de cálculos renais do que a ingestão de cálcio (93). 
A suplementação de cálcio pode aumentar a incidência de obstipação, 
flatulência e inchaço abdominal, sendo que o carbonato de cálcio está mais 
associado a estes efeitos adversos (61). 
Análise crítica e conclusões 
A osteoporose é descrita com uma doença pediátrica com consequências 
geriátricas. A prevenção da osteoporose começa na infância e adolescência 
através de intervenções na otimização do pico de massa óssea e saúde óssea, ou 
seja, a partir de um estilo de vida saudávele também pelo aporte adequado de 
cálcio e da vitamina D em todas as faixas etárias. A vitamina D é essencial para a 
absorção do cálcio, que está diretamente correlacionado com a DMO. 
Segundo os dados do IAN-AF, é possível que muitos portugueses não 
atingem as recomendações de ingestão de cálcio ao longo do ciclo de vida. No 
15 
 
caso da vitamina D, alguns estudos mostram valores preocupantes de deficiência 
ou inadequação na população portuguesa. 
Apesar de existirem fontes alimentares de ambos os nutrientes, a maioria 
das pessoas não recebem as quantidades adequadas de cálcio e vitamina D para 
a manutenção da saúde óssea sendo necessário recorrer à suplementação para 
atingir as necessidades. No entanto, é preciso ter em atenção que a suplementação 
em indivíduos sem deficiência destes dois nutrientes, não previne o aparecimento 
de osteoporose. A suplementação com cálcio e vitamina D resulta apenas em 
modesta redução do risco de fratura e parece ser mais eficaz em indivíduos com 
maior risco de insuficiência de cálcio e/ou vitamina D. Os dados clínicos não 
suportam a suplementação isolada de cálcio. Por outro lado, apesar do forte 
envolvimento do cálcio na fisiologia muscular, a otimização dos níveis de vitamina 
D, e não a suplementação com cálcio, é a intervenção que reduz o risco de quedas 
devido ao melhoramento da função muscular. 
O efeito protetor ou ausência de efeito cardiovascular com a suplementação 
e cálcio e vitamina D é mostrado por vários estudos. 
Em conclusão, uma ingestão adequada de cálcio e vitamina D bem como a 
manutenção dos níveis séricos dentro dos parâmetros normais são essenciais para 
a manutenção e redução de perda de DMO, decrescendo a probabilidade de vir a 
desenvolver osteoporose, bem como na redução de quedas e fraturas. Também a 
suplementação de cálcio e vitamina D está recomendada nos indivíduos 
identificados com osteoporose. No entanto, é preciso ter em atenção que as 
necessidades de cálcio e vitamina D podem ter uma variabilidade interindividual, 
por exemplo em indivíduos com doenças de mal absorção ou doenças hepáticas. 
 
16 
 
Referências 
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