Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

1. Lesões Brancas
O que são:
As lesões brancas orais são áreas da mucosa bucal que apresentam uma coloração branca, podendo ter diferentes aspectos (lisos, rugosos, fissurados, entre outros). Essas lesões são frequentemente assintomáticas, mas algumas podem evoluir para lesões mais graves, como o câncer oral.
Patogenia:
As lesões brancas podem ter diversas causas, incluindo alterações celulares, depósitos de queratina ou alterações na mucosa devido a irritações crônicas. A principal patogenia envolve:
· Hiperqueratose: Aumento da produção de queratina em resposta a irritações crônicas, como tabaco, álcool ou próteses mal adaptadas.
· Leucoplasia: Uma condição potencialmente precursora de câncer oral, que pode ser causada por fatores genéticos ou ambientais como o uso de tabaco.
· Líquen plano: Doença inflamatória autoimune que pode gerar lesões brancas associadas a áreas de inflamação.
· Candidíase oral: Infecção fúngica causada pelo Candida albicans, frequentemente em pacientes imunocomprometidos, que pode resultar em lesões brancas.
Prevalência:
A prevalência de lesões brancas varia conforme a causa. Por exemplo:
· Leucoplasia tem uma prevalência de 1% a 5% na população geral, sendo mais comum entre fumantes.
· Candidíase oral: É comum em indivíduos imunocomprometidos, com prevalência em até 50% de pacientes com HIV/AIDS.
· Líquen plano: Afeta de 0,5% a 2% da população mundial, sendo mais comum em adultos de 30 a 60 anos.
Tratamento:
· Candidíase oral: Antifúngicos tópicos ou sistêmicos (como fluconazol ou nistatina).
· Leucoplasia: Depende do tipo e da gravidade. Pode incluir a remoção de fatores irritantes, como tabaco ou álcool. Em casos de risco para malignização, pode ser necessária biópsia ou excisão.
· Líquen plano: Corticosteroides tópicos ou sistêmicos para controlar a inflamação.
· Hiperqueratose: Eliminar irritantes e monitorar a lesão.
2. Lesões Enegrecidas
O que são:
As lesões enegrecidas são manchas ou áreas da mucosa bucal que apresentam uma coloração escura, geralmente preta ou marrom. Essas lesões podem ser causadas por várias condições, tanto benéficas quanto patológicas.
Patogenia:
As lesões enegrecidas podem ocorrer por:
· Pigmentação: Acúmulo de pigmentos, como melanina ou hemossiderina, na mucosa oral.
· Necrose tecidual: Morte celular de tecidos bucais devido a fatores como infecção, trauma ou problemas circulatórios.
· Fármacos: Alguns medicamentos (ex: minociclina, usada em tratamentos de acne) podem causar pigmentação negra.
· Cárie dental: Cáries profundas podem resultar em necrose da polpa dentária, levando a manchas escuras.
Prevalência:
As lesões enegrecidas são mais comuns em áreas de trauma ou de cáries dentárias, sendo menos prevalentes em patologias como a melanose ou lesões pigmentadas por medicamentos.
Tratamento:
· Pigmentações benignas: Normalmente não necessitam de tratamento, a não ser que haja uma preocupação estética.
· Necrose ou infecção: O tratamento pode envolver a remoção do tecido necrosado e, em alguns casos, o uso de antibióticos ou drenagem de abscessos.
· Cárie dentária: Tratamento restaurador, como obturação ou canal.
3. Doenças Infecciosas
As doenças infecciosas orais envolvem infecções causadas por agentes patogênicos, como bactérias, vírus ou fungos, que afetam a cavidade oral. Exemplos incluem herpes labial, candidíase oral, sífilis, tuberculose oral, entre outras.
Patogenia:
· Herpes simples: Causado pelo vírus herpes simplex (HSV-1), o qual permanece latente nos nervos e pode reativar em momentos de estresse ou imunossupressão. Provoca bolhas dolorosas na mucosa.
· Candidíase oral: Causada pelo fungo Candida albicans, que cresce excessivamente quando há desequilíbrio da microbiota ou sistema imunológico enfraquecido.
· Sífilis: A infecção bacteriana provocada pelo Treponema pallidum causa úlceras indolores na mucosa oral, que podem desaparecer sem tratamento, mas deixar sequelas se não tratadas.
· Tuberculose oral: A infecção por Mycobacterium tuberculosis pode afetar a mucosa oral, frequentemente em pacientes imunocomprometidos, resultando em úlceras profundas e dolorosas.
Prevalência:
· Herpes labial: Prevalência de 60% a 95% da população mundial, embora nem todos apresentem sintomas.
· Candidíase oral: Prevalente em pacientes imunocomprometidos, como os com HIV/AIDS ou diabéticos.
· Sífilis e tuberculose: Embora raras, podem ocorrer em pacientes com sistema imunológico comprometido ou em áreas com altas taxas de infecção.
Tratamento:
· Herpes simples: Antivirais como aciclovir.
· Candidíase oral: Antifúngicos tópicos ou sistêmicos, como nistatina ou fluconazol.
· Sífilis: Tratamento com antibióticos, principalmente penicilina.
· Tuberculose oral: Antibióticos específicos como rifampicina e isoniazida, além de terapia combinada.
4. Sinusite
O que é:
A sinusite é a inflamação dos seios paranasais, frequentemente causada por infecções bacterianas ou virais, mas também pode ser desencadeada por alergias ou outras condições. A sinusite pode ser classificada em aguda, subaguda, crônica e recorrente, dependendo da duração e da frequência das infecções.
Patogenia:
A sinusite ocorre quando as vias nasais ficam bloqueadas devido à inflamação, o que dificulta a drenagem do muco, criando um ambiente propício para a proliferação de microrganismos. Os fatores que podem contribuir para a sinusite incluem infecções virais (como resfriados), infecções bacterianas, alergias, desvio de septo nasal, exposição a poluentes ou fatores ambientais.
Prevalência:
· Sinusite aguda é uma das infecções mais comuns do trato respiratório superior, com prevalência de 10% a 15% da população mundial anualmente.
· Sinusite crônica: Acomete cerca de 12% da população mundial, sendo mais prevalente em adultos, especialmente na faixa etária de 18 a 45 anos.
· Sexo mais afetado: A sinusite aguda é mais comum em mulheres, enquanto a sinusite crônica tende a afetar igualmente homens e mulheres.
· Idade mais afetada: A sinusite é mais comum em adultos jovens (18 a 45 anos), mas também pode afetar crianças e idosos.
Tratamento:
· Sinusite viral: Geralmente é tratada com medicamentos para aliviar os sintomas, como descongestionantes, analgésicos e irrigação nasal.
· Sinusite bacteriana: Pode exigir antibióticos, geralmente quando os sintomas persistem por mais de 10 dias.
· Sinusite crônica: O tratamento pode incluir antibióticos, corticosteroides nasais, e, em alguns casos, cirurgia para corrigir obstruções nas vias nasais.
· Sinusite alérgica: Antihistamínicos e descongestionantes podem ser indicados, além de medidas para evitar os alérgenos.
5. Neoplasias Benignas
As neoplasias benignas orais são tumores que não apresentam características malignas e, geralmente, não têm capacidade de metastatizar. No entanto, podem causar desconforto ou alterações na anatomia bucal.
Patogenia:
A patogenia de neoplasias benignas orais está relacionada ao crescimento anormal de células em diferentes tecidos, como epitélio, osso ou tecido adiposo. As causas podem ser genéticas, hormonais ou relacionadas a estímulos ambientais, como irritação crônica ou trauma.
Prevalência:
As neoplasias benignas orais são relativamente comuns, com as mais prevalentes sendo os fibromas, ameloblastomas e lipomas.
Tratamento:
O tratamento varia conforme o tipo de neoplasia, mas geralmente envolve excisão cirúrgica.
Tipos de Neoplasias Benignas:
· Fibroma: Tumor benigno composto principalmente por tecido fibroso. É um dos tumores orais mais comuns.
· Patogenia: Crescimento anômalo do tecido fibroso em resposta a irritações crônicas ou trauma.
· Prevalência: Comum em adultos.
· Tratamento: Excisão cirúrgica.
· Ameloblastoma: Tumor odontogênico que se origina do tecido que forma os dentes.
· Patogenia: Crescimento anormal do epitélio odontogênico.
· Prevalência: Comum em adultos jovens, especialmente na mandíbula.
· Tratamento: Excisão cirúrgica, podendo envolver ressecção extensa.
· Papiloma oral: Tumor benigno causado por infecção do HPV, geralmente formando uma lesão em formato de couve-flor.
· Patogenia: Infecçãopelo HPV (geralmente tipos 6 e 11).
· Prevalência: Comum em crianças e adultos jovens.
· Tratamento: Remoção cirúrgica.
· Lipoma: Tumor benigno de tecido adiposo, frequentemente encontrado em áreas da mucosa bucal.
· Patogenia: Crescimento excessivo de células adiposas.
· Prevalência: Comum em adultos, especialmente na região de bochechas ou língua.
· Tratamento: Excisão cirúrgica.
· Osteoma: Neoplasia benigna do osso, que pode ocorrer na mandíbula ou maxila.
· Patogenia: Formação excessiva de osso maduro.
· Prevalência: Rara, mais comum em jovens adultos.
· Tratamento: Excisão cirúrgica, especialmente se houver dor ou alterações funcionais.
· Hemangioma: Malformação vascular benigna, que ocorre com o crescimento anormal de vasos sanguíneos.
· Patogenia: Crescimento excessivo de vasos sanguíneos.
· Prevalência: Comum em crianças, podendo ser encontrado na língua, gengiva ou lábios.
· Tratamento: Pode ser tratado com excisão, laser ou escleroterapia, dependendo do caso.
· Cisto dentígero: Cisto odontogênico que envolve dentes não erupcionados, frequentemente dentes do siso.
· Patogenia: Formação de um cisto ao redor de dentes não erupcionados.
· Prevalência: Comum em jovens, especialmente em dentes impactados.
· Tratamento: Remoção cirúrgica do cisto e dente envolvido.
6.Tuberculose Oral
O que é:
A tuberculose oral é uma manifestação rara da tuberculose (TB), uma doença infecciosa causada pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis. Embora a tuberculose afetar principalmente os pulmões, pode se disseminar para outras partes do corpo, incluindo os órgãos orais, causando lesões ulceradas e outras alterações na mucosa bucal. A infecção ocorre principalmente por disseminação hematogênica ou por contato direto com lesões cutâneas abertas, mas também pode surgir devido à disseminação de infecções pulmonares.
Patogenia:
A tuberculose oral é o resultado da infecção do Mycobacterium tuberculosis em áreas como a língua, gengiva, palato e mucosa bucal, sendo uma complicação de tuberculose pulmonar não tratada. O bacilo pode ser disseminado pela corrente sanguínea, atingindo a mucosa oral. As lesões orais geralmente são ulceradas, dolorosas, e podem ter bordas irregulares e fundo necrótico. O processo inflamatório crônico contribui para a destruição local dos tecidos afetados. Em casos graves, a tuberculose oral pode causar necrose e deformidades.
Prevalência:
A tuberculose oral é uma manifestação rara da doença, ocorrendo em cerca de 1% a 2% dos casos de tuberculose. Ela é mais comum em pacientes com tuberculose pulmonar ativa ou com sistema imunológico enfraquecido, como aqueles com HIV/AIDS ou diabetes. A prevalência da tuberculose, de modo geral, é maior em países em desenvolvimento, com uma taxa mundial estimada de 10 milhões de casos novos anualmente, mas a manifestação oral continua sendo incomum, atingindo mais frequentemente adultos jovens e adultos de meia-idade.
· Sexo mais afetado: A tuberculose oral tende a afetar igualmente homens e mulheres, embora a tuberculose pulmonar, a forma mais comum da doença, seja mais prevalente em homens.
· Idade mais afetada: A faixa etária mais acometida pela tuberculose oral é a de adultos entre 20 e 50 anos, que são mais propensos a desenvolver a forma pulmonar e a disseminação hematogênica da infecção.
· População em risco: Pacientes imunocomprometidos, como indivíduos com HIV/AIDS, diabéticos e pessoas com histórico de contato com indivíduos com tuberculose ativa.
Tratamento:
O tratamento da tuberculose oral envolve o uso de antibióticos antituberculosos, geralmente em regime combinado, incluindo medicamentos como rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol. O tratamento geralmente dura entre 6 a 9 meses e deve ser rigorosamente seguido para evitar resistência medicamentosa. Além disso, a lesão oral pode ser tratada de forma sintomática para controlar a dor e a inflamação, com o uso de analgésicos e anti-inflamatórios.
· Cuidados adicionais: Pacientes com tuberculose oral podem ser orientados a evitar contato direto com outras pessoas até que o tratamento tenha mostrado resultados positivos, devido ao risco de transmissão, especialmente em ambientes fechados.
· Monitoramento contínuo: Monitoramento regular é essencial, tanto para avaliar a resposta ao tratamento quanto para garantir que a infecção não seja disseminada para outras partes do corpo.
Em casos muito graves ou quando o tratamento convencional não for eficaz, intervenções adicionais podem ser necessárias, incluindo a cirurgia para remoção de tecidos necrosados ou o tratamento de complicações associadas, como abscessos.
Resumo
· O que é: Infecção oral causada pelo Mycobacterium tuberculosis, geralmente uma manifestação rara da tuberculose pulmonar.
· Patogenia: Disseminação hematogênica do bacilo tuberculoso para a mucosa bucal, causando lesões ulceradas e necróticas.
· Prevalência: 1-2% dos casos de tuberculose, mais comum em pacientes com tuberculose pulmonar ativa e sistema imunológico comprometido.
· Tratamento: Uso de antibióticos antituberculosos (rifampicina, isoniazida, etc.) por 6 a 9 meses, com controle da infecção oral através de cuidados sintomáticos e monitoramento contínuo.