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1º BIMESTRE | 2025 PROFESSOR Revisa Goiás Apresentação Você também pode baixar o material pelo link: https://drive.google.com/drive/folders/146Uv6vgeD54CF2CA- fpwYsZnDlA78fyMX?usp=sharing O REVISA GOIÁS é um material didático estruturado e articulado para apoiar as ações de recomposi- ção das aprendizagens. A elaboração desse material tem como base os Documentos Curriculares, a Matriz de Referência SAEB, bem como os resultados das avaliações externas, uma vez que é importante identifi- car pontos de atenção nesses resultados, objetivando desenvolver uma aprendizagem efetiva. Na elabo- ração das atividades propostas, são consideradas as habilidades de cada ano/série e, ainda, por se tratar de um material que visa a recomposição da aprendizagem, consideram-se, também, as habilidades básicas dos anos/séries anteriores. O material é elaborado bimestralmente e apresenta, de modo intencional, uma gradação como um ca- minho para que, com a mediação do(a) professor(a), o(a) estudante tenha a oportunidade de desenvolver as atividades propostas e, dessa forma, aprender cada vez mais e avançar em proficiência. Além disso, o uso do material otimiza o tempo do(a) professor(a) durante o planejamento de suas aulas. Nessa pers- pectiva, é de grande relevância o trabalho do(a) professor(a) para que a aplicabilidade deste material seja concretizada com êxito. O REVISA GOIÁS será enviado em quatro volumes. Assim, uma versão digitalizada de todo o material será disponibilizada para que o(a) professor(a) o utilize em seu planejamento. O material de Língua Por- tuguesa e Matemática, do(a) estudante, será impresso para o 8º e 9º anos do Ensino Fundamental e para todas as séries do Ensino Médio. O REVISA de Língua Portuguesa e Matemática, dos 6º e 7º anos - Ensino Fundamental, o de Ciências da Natureza e Ciências Humanas do 9º ano do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio será apenas em formato digital. Nessa perspectiva, seguimos com esta importante ação na rede Estadual de Educação de Goiás, cien- tes da necessidade de um ensino que desenvolva as habilidades curriculares para continuar avançando em proficiência, com foco no(a) estudante como sujeito desse processo. Desejamos a todos um excelente trabalho! Núcleo de Recursos Didáticos (NUREDI) Secretaria de Estado da Educação de Goiás (SEDUC-GO) Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Sumário O BRASIL DO SEGUNDO REINADO: ............................................................................................................................................................... 8 POLÍTICA E ECONOMIA ........................................................................................................................................................................................ 8 TERRITÓRIOS E FRONTEIRAS: A GUERRA DO PARAGUAI / O ESCRAVISMO NO BRASIL NO SÉCULO XIX .............. 10 A CRISE NO IMPÉRIO E O FORTALECIMENTO DE IDEIAS REPUBLICANAS NO BRASIL E EM GOIÁS. .......................... 15 A REPÚBLICA DA ESPADA .................................................................................................................................................................................... 20 A REPÚBLICA DA ESPADA / CORONELISMO NO BRASIL E EM GOIÁS ......................................................................................... 21 A PRIMEIRA REPÚBLICA E SUAS CARACTERÍSTICAS ............................................................................................................................ 23 A MODERNIZAÇÃO REPUBLICANA / MODERNIZAÇÃO, URBANIZAÇÃO E SANITARISMO ............................................ 24 PROPOSTA DE AVALIAÇÃO ...............................................................................................................................................................................................................26 Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025 4 Revisa Goiás CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS Professor(a), a formação do cidadão crítico requer sua inserção em uma sociedade onde o conhecimento científico e tecnológico é cada vez mais valorizado. Os conceitos e procedimentos da História, enquanto ci- ência, contribuem para uma compreensão mais profunda das transformações em nossa sociedade. Esta per- cepção nos eleva, permitindo-nos posicionar e contribuir de maneiras variadas para as mudanças necessárias. Considerando a necessidade de preparar os nossos estudantes para a chegada ao Ensino Médio e para en- frentar os desafios dessa etapa, torna-se imperativo adotar uma abordagem pedagógica que vá além do sim- ples repasse de conteúdos. A construção do conhecimento dever ser orientada por práticas educativas que estimulem o pensamento crítico, a resolução de problemas e a aplicação prática dos conceitos aprendidos. Nesse sentido, é essencial promover atividades que estimulem a autonomia dos estudantes, incentivando a pesquisa, a argumentação e a síntese de informações. Além disso, a integração de tecnologias educacionais pode proporcionar uma experiência de aprendizado dinâmica e alinhada às demandas contemporâneas. Professor(a), este material foi elaborado para auxiliar no processo de ensino e aprendizagem. Sugerimos, portanto, que considere a inserção em seu planejamento, assim como outras possibilidades de discussão e recursos para além dos sugeridos aqui. Desejamos a você e aos estudantes um ótimo trabalho! Núcleo de Recursos Didáticos (NUREDI) Secretaria de Estado da Educação (Seduc-GO) DIALOGANDO COM O(A) PROFESSOR(A), Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025 5 HISTÓRIA – 9º ANO 1º Bimestre OBJETOS DE CONHECIMENTO/ CONTEÚDO HABILIDADES DCGO - AMPLIADO HABILIDADES DE RECOMPOSIÇÃO / EIXOS COGNITIVOS* O Brasil do Segundo Rei- nado: política e economia (EF08HI15) Identificar e analisar o equilíbrio das forças e os sujeitos envolvidos nas disputas políticas durante o Primeiro e o Segundo Reinado. (GO-EF08HI15-C) Identificar e conhecer os papéis exercidos pelos sujeitos envolvidos nas disputas políticas durante o Pri- meiro Reinado, Regências e Segundo Reinado. (GO-EF08HI17-A) Compreender as estruturas políticas do Império no Segundo Reinado, identificando organização do sistema e grupos, comparando com modelos políticos atuais. A1 – Contextualizar o cenário do Brasil no período do Se- gundo Reinado, considerando a construção do regime mo- nárquico e a unificação do Brasil como país. A2 – Compreender a importância dos antecedentes histó- ricos para entender todo o processo de construção do Se- gundo Reinado, explorando os fatores político, econômicos e sociais que influenciaram a transição do período regencial. C1 – Comparar a Lei de Terras do Segundo Reinado com a questão agrária atual no Brasil, destacando semelhanças e diferenças nas abordagens legais, impactos na estrutura fundiária e implicações para a agricultura. Territórios e fronteiras: a Guerra do Paraguai / O escravismo no Brasil no século XIX (EF08HI15) Identificar e analisar o equilíbrio das forças e os sujeitos envolvidos nas disputas políticas durante o Primeiro e o Segundo Reinado. (EF08HI17) Relacionar as transformações territoriais, em razão de questões de fronteiras, com as tensões e conflitos durante o Império. (EF08HI18) Identificar as questões internas e externas sobre a atuação do Brasil na Guerra do Paraguai e discutir diferen- tes versões sobre o conflito. (GO-EF08HI18-A) Problematizar a Guerra do Paraguai e dis- cutir as diferentes versões, vencidos e vencedores, bem como as análises historiográficas diversas. (GO-EF08HI18-B) Refletir sobre o fim do tráfico negreiro, a abolição gradual da escravatura e a introdução da mão de obra imigrante, relacionando-os com a Lei de Terras de 1850, a concentração fundiária e os conflitos no campo, no passado e no presente. (GO-EF08HI19-A) Identificar, a partir de fontes históricasa se unirem para organizar a Proclamação da República no Brasil. Destaque os fatores que impulsio- naram esses grupos a agirem em conjunto para retirar o Imperador do poder e promover mudanças na institucio- nalidade do país. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025 19 Sugestão de resposta: Os motivos que levaram à organização da Proclamação da República no Brasil foram multifacetados, envolvendo diversos grupos descontentes com o regime monárquico. Os militares, insatisfeitos com o poder centralizado de D. Pedro II, buscavam maior participação política e ascensão profi ssional. A Igreja Católica, por sua vez, estava descon- tente com a infl uência de ideias laicas e republicanas, que poderiam ameaçar sua posição. Os movimentos republica- nos almejavam uma mudança no sistema político, visando maior representatividade e participação popular. Os gran- des fazendeiros, representantes da elite econômica, que- riam garantir seus interesses diante de possíveis mudanças na política agrária. A convergências desses interesses e in- satisfações levou à articulação e realização da Proclama- ção da República em 1889, marcando o fi m da monarquia e o início de um novo período na história do Brasil. C1 – Analisar a transição do sistema monárquico para o republicano, as tentativas de consolidação do novo regi- me, bem como os desafi os enfrentados na construção de uma identidade política e na estabilidade do país nas dé- cadas subsequentes à proclamação. C2 – Investigar como os fatores que conduziram à Procla- mação da República interagiram, gerando tensões políti- cas e sociais que resultaram na busca por um novo arranjo político, culminando na instauração do sistema republica- no no Brasil em 1889. 13. Por que a Proclamação da República no Brasil pode ser vista como um golpe? Destaque os principais elemen- tos que justifi cam essa interpretação. Sugestão de resposta: A Proclamação da República no Brasil pode ser vista como um golpe porque foi uma ação liderada por militares e apoiada por elites, sem participação popular direta. Esse evento marcou a substituição da monarquia pela repúbli- ca de maneira abrupta, refl etindo interesses específi cos de grupos poderosos, não de um consenso ou vontade geral da população. Além disso, houve um rompimento constitucional. Levando para a questão popular, podemos dizer que “rasgaram” a Constituição. C1 – Analisar a transição do sistema monárquico para o republicano, as tentativas de consolidação do novo regi- me, bem como os desafi os enfrentados na construção de uma identidade política e na estabilidade do país nas dé- cadas subsequentes à proclamação. C2 – Investigar como os fatores que conduziram à Procla- mação da República interagiram, gerando tensões políti- cas e sociais que resultaram na busca por um novo arranjo político, culminando na instauração do sistema republica- no no Brasil em 1889. 14. (Espcex-Aman 2024-Adaptada) Com a Proclamação da República, uma das medidas iniciais foi a criação de no- vos símbolos nacionais, o que levou a disputas entre grupos políticos para a escolha da nova bandeira do Brasil. Após uma versão provisória, inspirada na bandeira norte-ame- ricana com listras verdes e amarelas, a bandeira escolhida acabou por manter o retângulo verde e o losango amare- lo-ouro da bandeira imperial, mas trocando o brasão do Império por um círculo azul com estrelas, cortado por uma faixa branca com a inscrição "Ordem e Progresso". Esse lema foi inspirado (A) em Rui Barbosa. (C) no Iluminismo. (B) no Liberalismo. (D) no Positivismo. Gabarito: D Comentário sobre o item: O Positivismo, movimento francês que muito infl uenciou a Proclamação da República brasileira, acabou por inspirar a inscrição “Ordem e Progresso” da nossa Bandeira Nacional. C1 – Analisar a transição do sistema monárquico para o republicano, as tentativas de consolidação do novo regi- me, bem como os desafi os enfrentados na construção de uma identidade política e na estabilidade do país nas dé- cadas subsequentes à proclamação. C2 – Investigar como os fatores que conduziram à Procla- mação da República interagiram, gerando tensões políti- cas e sociais que resultaram na busca por um novo arranjo político, culminando na instauração do sistema republica- no no Brasil em 1889. SINOPSE Classifi cação: Não recomendado para menores de 14 anos. Em 1893, Antônio Conselheiro (José Wilker) e seus seguidores começam a tornar um simples movimento em algo grande demais para a Repú- blica, que acabara de ser proclamada e decidira por enviar vários destacamentos militares para destruí-los. Os seguidores de Antônio Conselheiro apenas defen- diam seus lares, mas a nova ordem não podia aceitar que humildes moradores do sertão da Bahia desafi assem a República. Assim, em 1897, esforços são reunidos para destruir os sertanejos. Estes fatos são vistos pela ótica de uma família com opiniões confl itantes sobre Conselheiro. 1. Guerra de Canudos SUGESTÕES DE FILMES PARA CONTEXTUALIZAÇÃO COM O PERÍODO ESTUDADO E PARA CONTRIBUIR COM O TEMA: 2. O Veneno da Madrugada SINOPSE Classifi cação: Não recomendado para menores de 14 anos. Do excelente diretor Ruy Guerra, de clássicos como "Os Cafajestes", "Os Fuzis", "Os Deuses e os Mor- tos", entre outros. Em "O Veneno da Madrugada" conta com a fotografi a maravilhosa de Walter Car- Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025 20 valho, toda marcada pelo ambiente noturno, pois o filme só tem ce- nas noturnas, com chuva incessante. No começo do filme, o diretor procura apresentar a cidade, onde se passa a ação e as personagens principais, uma introdução muito bem realizada. O roteiro é baseado em uma obra de Garcia Márquez. O filme "brinca" o tempo todo com flashbacks e, mostra o mesmo fato repetidas vezes, só que sob a ótica de cada personagem. Filme excelente. Maravilhoso! Fotografia pre- miada no Festival de Brasília. Ótima direção de Guerra. TEMÁTICA 05: Brasil: Da República Velha ao Estado Novo Habilidade do DCGO - Ampliado: (GO-EF09HI02-A) Analisar os processos políticos, eco- nômicos e sociais que levaram ao domínio político das oli- garquias brasileiras no período conhecido como Primeira República, identificando particularidades da história local e regional. Objeto de Conhecimento: • A República da Espada A República da Espada ATIVIDADES 15. Leia o texto/figura n. V e, a seguir, marque a alternati- va correta. (A) A Proclamação da República representou uma pro- funda transformação social e econômica, beneficiando todas as camadas da sociedade brasileira. (B) A mudança de regime político de monarquia para república não afetou significativamente a estrutura so- cioeconômica do país, mantendo inalteradas as condi- ções de vida da população mais pobre. (C) A República foi proclamada com o objetivo principal de erradicar a pobreza e promover a igual social, sendo bem-sucedida nesse intento desde seus primeiros anos. (D) O diálogo entre o cidadão e Deodoro da Fonseca revela o sucesso das políticas republicanas em alterar imediatamente a distribuição de renda no Brasil. Gabarito: B Comentário sobre o item: Esta questão permite aos estudantes refletirem sobre as consequências sociais da Proclamação da República, es- pecialmente no que diz respeito às expectativas versus a realidade vivida pelas camadas mais pobres da população. B1 – Explorar a dinâmica política, os principais líderes mi- litares envolvidos, e os desafios enfrentados durante essa fase inicial da República, visando uma compreensão mais aprofundada do papel desempenhado pela República da Espada na história do Brasil. 16. Explique os objetivos da “Política do Encilhamento” adotada durante o governo de Floriano Peixoto (1891- 1894). Destaque como essa política buscava estimular o desenvolvimento industrial e modernizar a economia brasileira. Sugestão de resposta:Os principais objetivos da “Política do Encilhamento” du- rante o governo de Floriano Peixoto (1891-1894) eram estimular o desenvolvimento industrial e modernizar a economia brasileira. Para alcançar essas metas, o go- verno adotou medidas como concessão de empréstimos facilitados para empreendimento industriais, promoção da especulação financeira e estímulo ao investimento em projetos arriscados. A intenção era impulsionar a in- dustrialização e atrair investimentos estrangeiros. No entanto, essas ações também resultaram em diversos problemas, como o aumento da inflação, a especulação descontrolada e a falência de instituições bancárias. B1 – Explorar a dinâmica política, os principais líderes mi- litares envolvidos, e os desafios enfrentados durante essa fase inicial da República, visando uma compreensão mais aprofundada do papel desempenhado pela República da Espada na história do Brasil. 17. Demonstre criticamente os principais problemas gera- dos pela “Política do Encilhamento”, incluindo o aumento da inflação, a especulação financeira e a falência de institui- ções bancárias. Explique a razão do termo “Encilhamento”. Sugestão de resposta: A “Política do Encilhamento” buscava modernizar a eco- nomia brasileira no início da República, mas enfrentou problemas como inflação, especulação financeira e falên- cias bancárias. O termo “Encilhamento” refere-se à prática de apostar em projetos arriscados, semelhante a apostas em cavalos durante uma corrida. Essa abordagem arris- cada resultou em impactos negativos, contribuindo para a instabilidade econômica e financeira do período. B1 – Explorar a dinâmica política, os principais líderes mi- litares envolvidos, e os desafios enfrentados durante essa fase inicial da República, visando uma compreensão mais aprofundada do papel desempenhado pela República da Espada na história do Brasil. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025 21 SINOPSE Classifi cação: Não recomendado para menores de 14 anos. 1893 – Um golpe do presidente Floriano Peixo- to fecha e logo em seguida reabre o Congresso Nacional, para colocar “a mesa” de decisões um grupo de correligionários que rezavam pela sua cartilha. No sul do país, inconformados, os idea- listas revolucionários Maragatos se insurgem e avançam para o Rio de Janeiro. O intuito: se juntar às tropas do Almi- rante Saldanha da Gama e assim deporem o presidente. É em Curi- tiba que o fi lme se desenvolve, quando da chegada das tropas revol- tosas comandado por Gumercindo Saraiva na capital paranaense e das negociações do Barão do Serro Azul com os gaúchos para evitar os saques à cidade. O fi lme traz a angústia do então representante da Junta Governativa de Curitiba, o Barão, e seus últimos dias de vida. 1. O Preço da Paz SUGESTÕES DE FILMES PARA CONTEXTUALIZAÇÃO COM O PERÍODO ESTUDADO E PARA CONTRIBUIR COM O TEMA: 2. Policarpo Quaresma, Herói do Brasil SINOPSE Classifi cação: Não recomendado para menores de 14 anos. O major Policarpo Quaresma é um sonhador. Um visionário que ama o seu país e deseja vê-lo tão grandioso quanto, acredita, o Brasil pode ser. A sua luta se inicia no Congresso. Policarpo quer que o tupi-guarani seja adotado como idioma na- cional. Ele tem o apoio de sua afi lhada Olga por quem nutre um afeto especial e Ricardo Coração dos Outros, trovador e compositor de modinhas que conta a história do nosso herói do Brasil. TEMÁTICA 06: Brasil: Da República Velha ao Estado Novo Habilidades do DCGO - Ampliado: (GO-EF09HI01-A) Conhecer e problematizar o conceito de República em diferentes tempos, espaços e culturas, comparando semelhanças e diferenças com a fundação da República no Brasil. (GO-EF09HI02-A) Analisar os processos políticos, eco- nômicos e sociais que levaram ao domínio político das oli- garquias brasileiras no período conhecido como Primeira República, identifi cando particularidades da história local e regional. Objeto de Conhecimento: • A República da Espada / Coronelismo no Brasil e em Goiás Caríssimo(a) professor(a), segue um breve texto com o intuito de contextualizar e elucidar os antecedentes das práticas do modelo político conhecido como coronelis- mo, estabelecendo refl exões com o nosso contexto atual no Brasil. A República da Espada / Coronelismo no Brasil e em Goiás Caro(a) estudante, segue um breve texto com o in- tuito de contextualizar e elucidar os antecedentes das práticas do modelo político conhecido como coronelis- mo, estabelecendo refl exões com o nosso contexto atu- al no Brasil. Leia o texto VI e, a seguir, responda as atividades propostas desta temática. Texto VI República Velha (1889-1930) (2) - Coronelismo e oligarquias Do golpe militar aos governos civis A consolidação do modelo republicano federalista e a ascendência das oligarquias agrárias ao poder fez surgir um dos mais característicos fenômenos sociais e políticos do período: o coronelismo. O fenômeno do coronelismo expressou as particularidades do desenvolvimento social e político do Brasil. Ele foi resultado da coexistência das formas modernas de representação política (o sufrágio universal) e de uma estrutura fundiária arcaica baseada na grande propriedade rural. O direito de voto estava assegurado pela Constitui- ção, mas o fato da grande maioria dos eleitores habitarem o interior (a população sertaneja e camponesa) e serem muito pouco politizados levou os proprietários agrários a controlar o voto e o processo eleitoral em função de seus interesses. O "coronel" (geralmente um proprietário de terra) foi a fi gura chave no processo de controle do voto da população rural. Temido e respeitado, a infl uência e o poder político do coronel aumentavam a medida em que ele conseguis- se assegurar o voto dos eleitores para os seus candidatos. Por meio do emprego da violência e da barganha (troca de favores), os coronéis forçavam os eleitores a votarem nos candidatos que convinha aos seus interesses. Voto de cabresto O controle do voto da população rural pelos coronéis fi cou conhecido popularmente como "voto de cabresto". Por meio do voto de cabresto eram eleitos os chefes polí- ticos locais (municipais), regionais (estaduais) e federal (o governo central). A fraude, a corrupção, e o favorecimen- to permeavam todo o processo eleitoral de modo a detur- par a representação política. No âmbito municipal os coronéis locais dependiam do governador para obtenção de auxílio fi nanceiro para obras públicas e benfeitorias gerais, daí a necessidade de Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025 22 ATIVIDADES apoiar e obter votos para os candidatos de determinada facção das oligarquias estaduais. As oligarquias estaduais também dependiam de votos para conquistarem ou assegurarem seu domínio político, daí a necessidade de barganharem com os coronéis locais. Se- melhante condição de dependência política se manifestava nas relações do governo federal com os governos estaduais. As rivalidades, lutas e conflitos armados entre coro- néis de pouca ou grande influência e pertencentes a di- ferentes oligarquias agrárias eram comuns, fazendo da violência um componente constitutivo e permanente do sistema de dominação política da República Velha. Um pacto de poder Sob a presidência de Campos Salles (1898-1902), foi firmado um pacto de poder chamado de Política dos Go- vernadores. Baseava-se num compromisso político entre o governo federal e as oligarquias que governavam os es- tados tendo por objetivo acabar com a constante instabi- lidade que caracterizava o sistema político federativo. A Política dos Governadores estabelecia que os gru- pos políticos que governavam os estados dariam irrestri- to apoio ao presidente da República, em contrapartida o governo federal só reconheceria a vitória nas eleições dos candidatos ao cargo de deputado federal pertencentes aos grupos que o apoiavam.O governo federal tinha a prerrogativa de conceder o diploma de deputado federal. Mesmo que o candidato fosse vitorioso nas eleições, sem este documento ele não poderia tomar posse e exercer a atividade política. O con- trole sobre o processo de escolha dos representantes po- líticos a partir da fraude eleitoral impedia que os grupos de oposição chegassem ao poder. Candidatos da situação De modo geral, o governo federal firmava acordos com os grupos políticos que já detinham o poder, e a par- tir daí diplomava somente os candidatos da situação ga- rantindo-se, desse modo, a perpetuação desses grupos no governo. Com poucas ou nenhuma chance de chegar ao poder por via eleitoral restava aos grupos da oposição juntarem-se aos grupos políticos da situação. A Política dos Governadores assegurou e reforçou o poder das oligarquias agrárias mais influentes do país. Os estados mais ricos da federação, São Paulo e Minas Ge- rais, dispunham das mais prósperas economias agrárias devido a produção em larga escala do principal produto de exportação brasileiro, o café. As oligarquias cafeeiras desses estados conquistaram influência política nacional e governaram o país de acordo com seus interesses. A hegemonia de São Paulo e Minas Gerais na política nacional foi chamada de "Política do café-com-leite". Por meio de acordos entre o Partido Republicano Paulista (PRP) e o Partido Republicano Mineiro (PRM), os dois es- tados da federação elegeram praticamente todos os pre- sidentes da República Velha, até que a Revolução de 1930 viesse alterar os rumos da política brasileira. Fonte: https://abre.ai/iYTl. Acesso em: 21 fev. 2024. Texto de autoria de Renato Cancian. 18. Analisando o contexto histórico descrito no texto VI sobre o coronelismo e as oligarquias na República Velha, estabeleça uma reflexão comparativa com a política atual no Brasil. Identifique semelhanças e diferenças entre os métodos de controle político e representação eleitoral. Sugestão de resposta: Ao analisar o contexto histórico do coronelismo e das oligarquias na República Velha, percebe-se algumas se- melhanças e diferenças com a política atual no Brasil. Similaridades incluem o controle político exercido por determinados grupos, que buscam manter sua influência por meio de práticas que limitam a efetiva representação eleitoral. A persistência de práticas como o clientelismo e o favorecimento de interesses particulares em detrimen- to do bem público também remete ao período do corone- lismo. Por outro lado, diferenças podem ser observadas na evolução das instituições democráticas e na maior conscientização política da sociedade contemporânea, embora desafios relacionados à representatividade e a transparência ainda persistam. B1 – Explorar a dinâmica política, os principais líderes mi- litares envolvidos, e os desafios enfrentados durante essa fase inicial da República, visando uma compreensão mais aprofundada do papel desempenhado pela República da Espada na história do Brasil. 19. Analisando os elementos do coronelismo e das oligar- quias durante a República Velha, demonstre de que forma esses aspectos históricos podem impactar ou não na in- terpretação da dinâmica política atual no Brasil. Sugestão de resposta: A presença histórica do coronelismo e das oligarquias na República Velha pode oferecer insights sobre alguns pa- drões persistentes na política brasileira contemporânea. Elementos como o controle político localizado, práticas clientelistas e a influências de grupos econômicos ainda podem ser observados, embora com adaptações aos con- textos atuais. B1 – Explorar a dinâmica política, os principais líderes mi- litares envolvidos, e os desafios enfrentados durante essa fase inicial da República, visando uma compreensão mais aprofundada do papel desempenhado pela República da Espada na história do Brasil. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025 23 ATIVIDADES SINOPSE Classifi cação: Livre. As aventuras dos nordestinos João Grilo (Matheus Natchergaele), um sertanejo pobre e mentiroso, e Chicó (Selton Mello), o mais covarde dos homens. Ambos lutam pelo pão de cada dia e atravessam por vários episódios enganando a todos do pe- queno vilarejo de Taperoá, no sertão da Paraíba. A salvação da dupla acontece com a aparição da Nossa Senhora (Fernanda Montenegro). Adaptação da obra de Ariano Suassuna. 1. O Auto da Compadecida SUGESTÕES DE FILMES PARA CONTEXTUALIZAÇÃO COM O PERÍODO ESTUDADO E PARA CONTRIBUIR COM O TEMA: SINOPSE Classifi cação: Livre. Em Lisbela e o Prisioneiro, Lisbela (Débora Fala- bella) é uma moça que adora ir ao cinema e vive sonhando com os galãs de Hollywood dos fi lmes que assiste. Leléu (Selton Mello) é um malandro conquistador, que em meio a uma de suas mui- tas aventuras chega à cidade de Lisbela. Após se conhecerem eles logo se apaixonam, mas há um problema: Lisbela está noiva. Em meio às dúvidas e aos problemas familiares que a nova paixão desperta, há ainda a presença de um matador (Marco Nanini) que está atrás de Leléu, devido a ele ter se envolvido com sua esposa (Virginia Cavendish). SINOPSE Classifi cação: Não recomendado para menores de 14 anos. Em Curral, Joel é um advogado que está na dis- puta para eleição de vereadores na cidade de Gravatá, em Pernambuco. Ele decide convidar seu antigo amigo Chico Caixa (Thomás Aquino) para participar da campanha, angariando votos de um bairro simples do município através da pro- messa do fornecimento de água. Apesar de receoso, Chico aceita, mas se vê atravessado por forças confl itantes enquanto questiona a ética desse tipo de campanha. 1. Lisbela e o prisioneiro 1. Curral TEMÁTICA 07: Brasil: Da República Velha ao Estado Novo Habilidade do DCGO - Ampliado: (GO-EF09HI05-D) Conhecer e problematizar o processo de modernização republicana, diante dos confl itos que eclodiram no campo e nas cidades, no âmbito nacional e regional, ao longo da Primeira República brasileira. Objeto de Conhecimento: • A Primeira República e suas características A Primeira República e suas características 20. Durante a República Velha, o “voto de cabresto” era uma prática relacionada ao fenômeno do coronelismo. Qual era a principal característica deste estilo de voto nesse contexto? (A) Sufrágio universal. (B) Livre escolha do eleitor. (C) Sistema de voto secreto. (D) Controle e direcionamento do voto pelos líderes lo- cais. Gabarito: D Comentário sobre o item: A alternativa correta é a letra D, pois o “voto de cabres- to” durante a República Velha estava intimamente ligado ao controle e direcionamento do voto por líderes locais, conhecidos como coronéis. Essa prática comprometia a liberdade de escolha do eleitor, tornando o sufrágio me- nos universal e mais sujeito à infl uência e manipulação por partes desses líderes políticos locais. O sistema de voto secreto não era predominante nesse contexto, uma vez que o controle do voto era exercido de maneira mais direta pelos coronéis. B1 – Explorar a dinâmica política, os principais líderes mi- litares envolvidos, e os desafi os enfrentados durante essa fase inicial da República, visando uma compreensão mais aprofundada do papel desempenhado pela República da Espada na história do Brasil. 21. Durante a República Velha, a política brasileira foi marcada por um acordo entre as oligarquias dos estados de São Paulo e Minas Gerais, conhecido como “Política do Café com Leite”. Essa estratégia consistia em alternar a presidência entre um representante desses dois estados, ambos com economias baseadas na produção de café e leite, as principais fontes de riqueza do país na época. Esse acordo garantia a hegemonia dessas oligarquias no ce- nário político nacional. Considerando estas informações, escreva como esse acordo infl uenciou a dinâmica política brasileira. Identifi que os interesses das oligarquias de São Paulo e Minas Gerais, as consequências desse pacto para o restantedo país e como essa política impactou as elei- ções durante esse período. Sugestão de rsposta: A “Política do Café com Leite” na República Velha alterna- va o poder entre as oligarquias de São Paulo e Minas, base- ando-se na produção de café e leite. Isso fortalecia essas oligarquias, concentrando poder e riqueza. Os interesses Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025 24 SINOPSE Classifi cação: Não recomendado para meno- res de 12 anos. Em abril de 1910, na geografi a desértica do sertão brasileiro vive Tonho (Rodrigo Santoro) e sua família. Tonho vive atualmente uma gran- de dúvida, pois ao mesmo tempo que é impe- lido por seu pai (José Dumont) para vingar a morte de seu irmão mais velho, assassinado por uma família rival, sabe que caso se vin- gue será perseguido e terá pouco tempo de vida. Angustiado pela perspectiva da morte, Tonho passa então a questionar a lógica da violência e da tradição. 1. Abril Despedaçado 2. Vidas Secas SINOPSE Classifi cação: Não recomendado para menores de 14 anos. Em Vidas Secas, uma família miserável tenta escapar da seca no sertão nordestino. Fabiano (Átila Iório), Sinhá Vitória (Maria Ribeiro), seus dois fi lhos e a cachorra Baleia vagam sem desti- no e já quase sem esperanças pelos confi ns do interior, sobrevivendo às forças da natureza e à crueldade dos homens. Adaptação da obra de Graciliano Ramos. eram centrados na manutenção do controle econômico. No entanto, essa prática gerava desigualdades regionais, limitava a representatividade democrática e favorecia candidatos desses estados nas eleições, resultando em um sistema oligárquico e centralizado. B1 – Compreender o processo de mudança política que se desenrolou nos meandros dos interesses no início do perí- odo republicano no Brasil, explorando as dinâmicas de po- der, alianças e confl ito que moldaram as transformações políticas iniciais. C2 – Analisar as negociações e disputas entre diferentes grupos de interesses, as estratégias adotadas para consoli- dar o novo sistema político e os impactos dessas mudanças na estrutura governamental e nas relações políticas do país. 22. Durante a República Velha, a “Política do Café com Lei- te” foi um acordo entre as oligarquias de dois estados bra- sileiros. Qual era o objetivo principal dessa política? (A) Alternar a presidência entre os estados de São Paulo e Minas Gerais. (B) Implementar um sistema de votação secreta. (C) Excluir outros estados do processo eleitoral. (D) Criar uma monarquia parlamentarista. Gabarito: A Comentário sobre o item: A “Política do Café” com Leite” foi um acordo entre as oli- garquias de São Paulo e Minas Gerais durante a República Velha, no qual buscavam alternar a presidência entre esses dois estados. Esse pacto visava consolidar a hegemonia política dessas regiões, centradas nas economias cafeeira (São Paulo) e leiteira (Minas Gerais), garantindo sua infl u- ência no cenário político nacional. B1 – Compreender o processo de mudança política que se desenrolou nos meandros dos interesses no início do perí- odo republicano no Brasil, explorando as dinâmicas de po- der, alianças e confl ito que moldaram as transformações políticas iniciais. C2 – Analisar as negociações e disputas entre diferentes grupos de interesses, as estratégias adotadas para consoli- dar o novo sistema político e os impactos dessas mudanças na estrutura governamental e nas relações políticas do país. TEMÁTICA 08: Brasil: Da República Velha ao Estado Novo Habilidades do DCGO - Ampliado: (GO-EF09HI05-D) Conhecer e problematizar o processo de modernização republicana, diante dos confl itos que eclodiram no campo e nas cidades, no âmbito nacional e regional, ao longo da Primeira República brasileira. (GO-EF09HI05-E) Conceituar e analisar o Modernismo, identifi cando seu papel como parte do processo de cons- trução da identidade nacional e regional. (EF09HI05) Identifi car os processos de urbanização e modernização da sociedade brasileira e avaliar suas con- tradições e impactos na região em que vive. Objeto de Conhecimento: • A modernização republicana / Modernização, urbaniza- ção e sanitarismo A modernização republicana / Modernização, urbanização e sanitarismo O Bota Abaixo foi o processo de demolição de cortiços e habitações populares no centro do Rio de Janeiro durante o governo de Pereira Passos (1902- 1906), para modernizar a cidade e combater doenças. Essa reforma, inspirada em cidades europeias, deslocou milhares de pessoas para áreas periféricas, contribuin- do para a formação das primeiras favelas. O movimen- to gerou insatisfação popular e reforçou desigualdades sociais, marcando o início da Primeira República com um modelo de modernização elitista e excludente. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025 25 ATIVIDADES 23. No início do século XX no Brasil, o Prefeito do Rio de Janeiro conhecido como Pereira Passos implementou uma ousada estratégia conhecida como “bota abaixo”. Essa Política visava modernizar a cidade, mas resultou na remoção de numerosas habitações populares e na destruição de partes signifi cativas da área central. Con- siderando esse contexto, analise criticamente a política da “bota abaixo” de Pereira Passos, destacando suas mo- tivações, métodos utilizados, impactos na população e as implicações políticas desse processo para a cidade. Sugestão de resposta: A política do “bota abaixo” implementada pelo Prefeito Pereira Passos no Rio de Janeiro no início do século XX tinha como motivação principal modernizar a cidade e torná-la mais alinhada com os padrões europeus da épo- ca. Para alcançar esse objetivo, foram utilizados métodos que resultaram na demolição de habitações populares e na reconfi guração da área central, transformando drasti- camente a paisagem urbana. Os impactos na população foram signifi cativos, com o deslocamento forçado de mui- tas pessoas e a perda de espaços culturais importantes. Além disso, a política do “bota abaixo” teve implicações políticas, gerando resistência e críticas de diversos seto- res da sociedade, marcando um período de transforma- ções e confl itos na história urbana do Rio de Janeiro. A1 – Identifi car os pontos mais importantes no que tange à ideia de “modernização” trazida pelas questões republicanas no Brasil, examinando as reformas e políticas adotadas com o intuito de modernizar diferentes setores da sociedade. A2 – Compreender os motivos que levaram aos confl itos urbanos no início da República no Brasil, investigando as tensões sociais, econômicas e políticas que culminaram em confrontos nas áreas urbanas. A fi gura ao lado traz o fato histórico conhecido como “Revolta da Vacina”. Acontecido no início do século XX, a população protestou contra a vacinação obrigatória liderada por Oswaldo Cruz, considerando-a uma violação de direi- tos individuais. O movimento expressou resistência popular ao autoritarismo estatal na área de saúde pú- blica. Há também uma questão social envolvida. Im- portante refl exão! 24. Considerando o contexto histórico da Revolta da Va- cina no Rio de Janeiro, descreva os principais motivos que levaram à revolta da população contra a vacinação obri- gatória. Demonstre as implicações sociais, políticas e sa- nitárias desse episódio. Sugestão de resposta: A Revolta da Vacina no Rio de Janeiro, em 1904, refl etiu as tensões entre o Estado e a sociedade. A população re- sistiu à vacinação obrigatória devido a questões de liber- dade individual, desconfi ança nas autoridades e falta de informações claras sobre a campanha. A revolta eviden- ciou a necessidade de uma abordagem mais participativa e transparente em questões de saúde pública. A1 – Identifi car os pontos mais importantes no que tange à ideia de “modernização” trazida pelas questões republi- canas no Brasil, examinando as reformas e políticas ado- tadas com o intuito de modernizardiferentes setores da sociedade. A2 – Compreender os motivos que levaram aos confl itos urbanos no início da República no Brasil, investigando as tensões sociais, econômicas e políticas que culminaram em confrontos nas áreas urbanas. 25. (ENEM Digital 2020) Chamando o repórter de “cida- dão”, em 1904, o preto acapoeirado justifi cava a revolta: era para “não andarem dizendo que o povo é carneiro. De vez em quando é bom a negrada mostrar que sabe morrer como homem!”. Para ele, a vacinação em si não era impor- tante — embora não admitisse de modo algum deixar os homens da higiene meter o tal ferro em suas virilhas. O mais importante era “mostrar ao governo que ele não põe o pé no pescoço do povo”. CARVALHO, J. M. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Cia. das Letras, 1987 (adaptado). A referida Revolta, ocorrida na cidade do Rio de Janeiro no início da República, caracterizou-se por ser uma (A) agitação incentivada pelos médicos. (B) atitude de resistência dos populares. (C) estratégia elaborada pelos operários. (D) tática de sobrevivência dos imigrantes. Gabarito: B A1 – Identifi car os pontos mais importantes no que tange à ideia de “modernização” trazida pelas questões republi- canas no Brasil, examinando as reformas e políticas ado- tadas com o intuito de modernizar diferentes setores da sociedade. A2 – Compreender os motivos que levaram aos confl itos urbanos no início da República no Brasil, investigando as tensões sociais, econômicas e políticas que culminaram em confrontos nas áreas urbanas. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025 26 SINOPSE Classifi cação: Não recomendado para menores de 12 anos. Em 1889 chega ao Rio de Janeiro no mesmo na- vio o sanitarista Oswaldo Cruz (Bruno Giordano), que retorna ao país após anos de estudo na Eu- ropa, e a jovem Esther (Carolina Kasting), polo- nesa que veio ao Brasil na promessa de se casar e constituir família. Cruz logo consegue emprego como médico de uma fábrica de tecidos, enquan- to Esther não tem a mesma sorte, logo descobrindo que a proposta de casamento era apenas uma farsa, preparada no intuito de trazer ao país jovens polonesas, as "polacas", para trabalharem como pros- titutas nos bordéis da cidade. Inicialmente Esther resiste ao destino a ela traçado, mas, sem opção, acaba cedendo e recebe a ajuda de Vâ- nia (Lu Grimaldi), polaca que nem ela que foi vítima do mesmo golpe anos atrás. Enquanto isso Cruz começa sua ascensão na medicina local, assumindo o comando do Instituto Soropédico de Manguinhos, onde pesquisa a cura de doenças como a peste e a febre amarela. As medidas de Cruz se mostram efi cazes. Até que, na tentativa de extinguir a varíola, propõe que maiores de 6 meses sejam obrigados a se vacinarem e desencadeia a Revolta da Vacina. 1. Sonhos Tropicais SUGESTÕES DE FILMES PARA CONTEXTUALIZAÇÃO COM O PERÍODO ESTUDADO E PARA CONTRIBUIR COM O TEMA: PROPOSTA DE AVALIAÇÃO Prezado(a) Professor(a), segue abaixo um instrumento avaliativo que pode ser utilizado como ferramenta diag- nóstica para verifi car o desenvolvimento das habilidades abordadas ao longo destes dois meses. Este instrumento é proposto como uma opção para compor a nota dos es- tudantes. 1. (Enem 2015-Adaptada) TEXTO I Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a his- tória, resistiu até o esgotamento completo. Vencido pal- mo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados. CUNHA, E. Os sertões. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1987. TEXTO II Na trincheira, no centro do reduto, permaneciam qua- tro fanáticos sobreviventes do extermínio. Era um velho, coxo por ferimento e usando uniforme da Guarda Cató- lica, um rapaz de 16 a 18 anos, um preto alto e magro, e um caboclo. Ao serem intimados para deporem as armas, investiram com enorme fúria. Assim estava terminada e de maneira tão trágica a sanguinosa guerra, que o bandi- tismo e o fanatismo traziam acesa por longos meses, na- quele recanto do território nacional. SOARES, H. M. A Guerra de Canudos. Rio de Janeiro: Altina, 1902. Os relatos do último ato da Guerra de Canudos fazem uso de representações que se perpetuariam na memó- ria construída sobre o confl ito. Nesse sentido, cada autor caracterizou a atitude dos sertanejos, respectivamente, como fruto da (A) manipulação e incompetência. (B) ignorância e solidariedade. (C) hesitação e obstinação. (D) bravura e loucura. Gabarito: D Comentário sobre o item: [Resposta do ponto de vista da disciplina de História] No primeiro texto, na afi rmação “Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até o esgota- mento completo” podemos notar uma conotação de bra- vura em referência aos sertanejos. Já no segundo texto, na afi rmação “que o banditismo e o fanatismo traziam acesa por longos meses” podemos notar uma conotação de loucura em referência aos sertanejos. [Resposta do ponto de vista da disciplina de Português] O texto I, excerto da terceira parte da obra “Os sertões”, de Euclides da Cunha, descreve a luta dos sertanejos que, destemidamente enfrentam a morte, não se rendem e são exterminados de forma sumária. O texto II, de Henrique Macedo Soares, militar na última expedição contra Canu- dos, descreve o grupo como um bando de fanáticos liderado pelo peregrino Antônio Conselheiro, acreditando que ele poderia libertá-los da situação de extrema pobreza ou ga- rantir-lhes a salvação eterna na outra vida. Assim, cada au- tor caracterizou a atitude dos sertanejos, respectivamente, como fruto da bravura e loucura, como se afi rma em [D]. 2. (Enem 2019-Adaptada) A Revolta da Vacina (1904) mostrou claramente o aspecto defensivo, desorganizado, fragmentado da ação popular. Não se negava o Estado, não se reivindicava participação nas decisões políticas; defendiam-se valores e direitos considerados acima da intervenção do Estado. CARVALHO, J. M. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Cia. das Letras, 1987 (adaptado). A mobilização analisada representou um alerta, na medi- da em que a ação popular questionava (A) a alta de preços. (B) a política clientelista. (C) as reformas urbanas. (D) o arbítrio governamental. Gabarito: D Comentário sobre o item: Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025 27 Apesar de outras medidas da Reforma Urbana de Pereira Passos terem incomodado a população do Rio de Janeiro, o estopim para a Revolta da Vacina foi o arbítrio governa- mental imposto através da Lei de Vacinação Obrigatória. A vacina, infligida de maneira violenta e sem esclareci- mentos prévios à população, levou à indignação popular. 3. (Enem 2016-Adaptada) O coronelismo era fruto de al- teração na relação de forças entre os proprietários rurais e o governo, e significava o fortalecimento do poder do Estado antes que o predomínio do coronel. Nessa concep- ção, o coronelismo é, então, um sistema político nacional, com base em barganhas entre o governo e os coronéis. O coronel tem o controle dos cargos públicos, desde o dele- gado de polícia até a professora primária. O coronel hipo- teca seu apoio ao governo, sobretudo na forma de voto. CARVALHO, J. M. Pontos e bordados: escritos de história política. Belo Hori- zonte: Editora UFMG, 1998 (adaptado). No contexto da Primeira República no Brasil, as relações políticas descritas baseavam-se na (A) coação das milícias locais. (B) estagnação da dinâmica urbana. (C) valorização do proselitismo partidário. (D) disseminação de práticas clientelistas. Gabarito: D Comentário sobre o item: O Coronelismo – base das políticas da República Oli- gárquica – desenvolvia-se a partir de uma rede de clien-telismo, na qual presidente, governadores e coronéis trocavam favores para alcançar seus objetivos políticos. 4. (Enem 2013-Adaptada) Nos estados, entretanto, se instalavam as oligarquias, de cujo perigo já nos advertia Saint-Hilaire, e sob o disfarce do que se chamou “a política dos governadores”. Em círculos concêntricos esse sistema vem cumular no próprio poder central que é o sol do nos- so sistema. PRADO, P. Retrato do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972. A crítica presente no texto remete ao acordo que funda- mentou o regime republicano brasileiro durante as três primeiras décadas do século XX e fortaleceu o(a) (A) poder militar, enquanto fiador da ordem econômica. (B) presidencialismo, com o objetivo de limitar o poder dos coronéis. (C) domínio de grupos regionais sobre a ordem federa- tiva. (D) intervenção nos estados, autorizada pelas normas constitucionais. Gabarito: C Comentário sobre o item: A "Política dos Governadores" foi uma aliança formada entre os presidentes da República, os governadores e os coronéis no Brasil durante a República Velha. Tal política, baseada no apoio mútuo entre as partes envolvidas, ga- rantia o aumento do poder de influência dos líderes regio- nais, ou seja, dos coronéis. 5. (Enem 2011-Adaptada) Completamente analfabeto, ou quase, sem assistência médica, não lendo jornais, nem re- vistas, nas quais se limita a ver figuras, o trabalhador rural, a não ser em casos esporádicos, tem o patrão na conta de benfeitor. No plano político, ele luta com o “coronel” e pelo “coronel”. Aí estão os votos de cabresto, que resultam, em grande parte, da nossa organização econômica rural. LEAL, V. N. Coronelismo, enxada e voto. São Paulo: Alfa-Ômega, 1978 (adap- tado). O coronelismo, fenômeno político da Primeira República (1889-1930), tinha como uma de suas principais carac- terísticas o controle do voto, o que limitava, portanto, o exercício da cidadania. Nesse período, esta prática estava vinculada a uma estrutura social (A) igualitária, com um nível satisfatório de distribuição da renda. (B) estagnada, com uma relativa harmonia entre as classes. (C) tradicional, com a manutenção da escravidão nos engenhos como forma produtiva típica. (D) agrária, marcada pela concentração da terra e do poder político local e regional. Gabarito: D Comentário sobre o item: Durante a Primeira República, também denominada de República Velha, o país manteve sua estrutura agrária tradicional, em diversas regiões, tendo substituído a es- cravidão por um modelo assalariado precário. A estrutura exportadora e de concentração de terras permaneceu e, a adoção de novo modelo eleitoral, no qual o homem po- bre poderia votar – desde que alfabetizado – exigiu que os latifundiários se preocupassem em estabelecer controle sobre o voto de seus trabalhadores. Os grandes latifun- diários, os “coronéis” eram aqueles que possuíam poder econômico, dada a concentração de terras, poder político local – dominando as prefeituras e, na prática, o poder de polícia e de justiça, uma vez que delegados e juízes eram normalmente indicados por eles. Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa Goiás Expediente Governador do Estado de Goiás Ronaldo Ramos Caiado Vice–Governador do Estado de Goiás Daniel Vilela Secretária de Estado da Educação Aparecida de Fátima Gavioli Soares Pereira Secretária–Adjunta Helena Da Costa Bezerra Diretora Pedagógica Alessandra Oliveira de Almeida Superintendente de Educação Infantil e Ensino Fundamental Giselle Pereira Campos Faria Superintendente de Ensino Médio Osvany Da Costa Gundim Cardoso Superintendente de Segurança Escolar e Colégio Militar Cel Mauro Ferreira Vilela Superintendente de Desporto Educacional, Arte e Educação Elaine Machado Silveira Superintendente de Modalidades e Temáticas Especiais Rupert Nickerson Sobrinho Diretor Administrativo e Financeiro Andros Roberto Barbosa Superintendente de Gestão Administrativa Leonardo de Lima Santos Superintendente de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas Hudson Amarau De Oliveira Superintendente de Infraestrutura Gustavo de Morais Veiga Jardim Superintendente de Planejamento e Finanças Taís Gomes Manvailer Superintendente de Tecnologia Bruno Marques Correia Diretora de Política Educacional Patrícia Morais Coutinho Superintendente de Gestão Estratégica e Avaliação de Resultados Márcia Maria de Carvalho Pereira Superintendente do Programa Bolsa Educação Márcio Roberto Ribeiro Capitelli Superintendente de Apoio ao Desenvolvimento Curricular Nayra Claudinne Guedes Menezes Colombo Chefe do Núcleo de Recursos Didáticos Evandro de Moura Rios Coordenador de Recursos Didáticos para o Ensino Fundamental Alexsander Costa Sampaio Coordenadora de Recursos Didáticos para o Ensino Médio Edinalva Soares de Carvalho Oliveira Professores elaboradores de Língua Portuguesa Edna Aparecida dos Santos Edinalva Filha de Lima Ramos Katiuscia Neves Almeida Maria Aparecida Oliveira Paula Norma Célia Junqueira de Amorim Professores elaboradores de Matemática Amanda Martinhago Chavoni Basilirio Alves da Costa Neto Tayssa Tieni Vieira de Souza Tyago Cavalcante Bilio Professores elaboradores de Ciências da Natureza Leonora Aparecida dos Santos Sandra Márcia de Oliveira Silva Sílvio Coelho da Silva Professor de Ciências Humanas e Sociais Ricardo Gonçalves Tavares Revisão Cristiane Gonzaga Carneiro Silva Diagramação Adriani Grune análise crítica de materiais didáticos e paradidáticos, sobre a escravização nas Américas, percebendo as formas de resis- tência e valorização da cultura negra, assim como, problema- tizando estereótipos e preconceitos. (GO-EF08HI19-B) Reconhecer que as resistências e revoltas de escravizados possibilitaram a luta pela libertação da mão- -de-obra escrava, identificando o abolicionismo, não só como um processo político, mas como um movimento complexo, permeado por pressões e interesses de diversos grupos. (GO-EF08HI19-C) Perceber relações entre o incentivo à imi- gração europeia do século XIX, a exclusão da população negra e a política de branqueamento do povo brasileiro. A1 – Compreender a questão da Guerra do Paraguai, exami- nando as causas que levaram ao conflito, os eventos-chave durante a guerra e as consequências tanto para o Paraguai quanto para os países envolvidos, destacando as mudanças políticas, sociais e econômicas resultantes desse conflito na América do Sul durante o século XIX. A2 – Compreender a questão do escravismo no Brasil, ex- plorando as condições históricas que deram origem ao sis- tema escravista, as formas de resistência dos escravizados e analisando as revoltas e movimento abolicionistas. A3 – Entender o conceito de democracia racial no Brasil, examinando suas origens, evolução ao longo do tempo e as críticas contemporâneas. B1 – Entender a questão da Lei de Terra no contexto do Segundo Reinado, explorando seu impacto nas relações sociais, econômicas e na distribuição de terras no Brasil do século XIX, além de analisar as motivações por trás da im- plementação dessa legislação e suas implicações a longo prazo no desenvolvimento agrário do país. C1 – Comparar a Lei de Terras do Segundo Reinado com a questão agrária atual no Brasil, destacando semelhanças e diferenças nas abordagens legais, impactos na estrutura fundiária e implicações para a agricultura. C2 – Analisar as consequências da Guerra do Paraguai na formação de uma elite militar e no início de um desgaste para as estruturas políticas da monarquia. C3 – Analisar como a ideia de democracia racial influenciou as políticas, as relações sociais e as percepções sobre a di- versidade étnica no país. C4 - Explorar as contradições entre a teoria da democracia racial e a realidade das desigualdades e discriminações exis- tentes, buscando compreender a complexidade desse con- ceito na sociedade brasileira. A crise no Império e o for- talecimento de ideias republi- canas no Brasil e em Goiás (EF09HI01) Descrever e contextualizar os principais as- pectos sociais, culturais, econômicos e políticos da emer- gência da República no Brasil. (GO-EF09HI01-A) Conhecer e problematizar o conceito de República em diferentes tempos, espaços e culturas, comparando semelhanças e diferenças com a fundação da República no Brasil. (GO-EF09HI01-B) Problematizar a efetiva participação da sociedade brasileira no processo de mudança do regi- me político da Monarquia para uma República. (GO-EF09HI02-A) Analisar os processos políticos, econômi- cos e sociais que levaram ao domínio político das oligarquias brasileiras no período conhecido como Primeira República, identificando particularidades da história local e regional. (EF08HI16) Identificar, comparar e analisar a diversidade política, social e regional nas rebeliões e nos movimentos contestatórios ao poder centralizado. A1 – Contextualizar a situação e os fatores que levariam à crise do período monárquico no Brasil, examinando as ten- sões políticas, sociais e econômicas que culminaram na ins- tabilidade do regime monárquico. B1 – Identificar as causas imediatas e profundas que le- varam à crise do Segundo Reinado no Brasil, examinando eventos específicos, decisões políticas e fatores estruturais que contribuíram para a instabilidade do período. C1 – Analisar tanto as causas imediatas, como conflitos polí- ticos e sociais, quando as causas profundas, como questões econômicas e a evolução das ideias republicanas, buscando uma compreensão abrangente do contexto que resultou na crise do Segundo Reinado. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025 66 A Proclamação da República e seus primeiros desdobramen- tos (EF09HI01) Descrever e contextualizar os principais as- pectos sociais, culturais, econômicos e políticos da emer- gência da República no Brasil. (GO-EF09HI01-A) Conhecer e problematizar o conceito de República em diferentes tempos, espaços e culturas, comparando semelhanças e diferenças com a fundação da República no Brasil. (GO-EF09HI01-B) Problematizar a efetiva participação da sociedade brasileira no processo de mudança do regi- me político da Monarquia para uma República. (EF09HI02) Caracterizar e compreender os ciclos da his- tória republicana, identificando particularidades da histó- ria local e regional até 1954. (GO-EF09HI02-A) Analisar os processos políticos, econô- micos e sociais que levaram ao do mínio político das oli- garquias brasileiras no período conhecido como Primeira República, identificando particularidades da história local e regional. A1 – Compreender os desdobramentos que se seguiram à Proclamação da República no Brasil, examinando as mudan- ças políticas, sociais e econômicas ocorridas durante o início do período republicano. C1 – Analisar a transição do sistema monárquico para o repu- blicano, as tentativas de consolidação do novo regime, bem como os desafios enfrentados na construção de uma identida- de política e na estabilidade do país nas décadas subsequentes à proclamação. C2 – Investigar como os fatores que conduziram à Procla- mação da República interagiram, gerando tensões políticas e sociais que resultaram na busca por um novo arranjo político, culminando na instauração do sistema republicano no Brasil em 1889. A República da Espada (EF09HI01) Descrever e contextualizar os principais as- pectos sociais, culturais, econômicos e políticos da emer- gência da República no Brasil. (GO-EF09HI01-A) Conhecer e problematizar o conceito de República em diferentes tempos, espaços e culturas, comparando semelhanças e diferenças com a fundação da República no Brasil. (GO-EF09HI02-A) Analisar os processos políticos, eco- nômicos e sociais que levaram ao domínio político das oli- garquias brasileiras no período conhecido como Primeira República, identificando particularidades da história local e regional. A1 – Compreender o significado da República da Espada e sua importância no contexto brasileiro, analisando os even- tos e características desse período que se estendeu de 1889 a 1894. B1 – Explorar a dinâmica política, os principais líderes milita- res envolvidos, e os desafios enfrentados durante essa fase inicial da República, visando uma compreensão mais apro- fundada do papel desempenhado pela República da Espada na história do Brasil. A República da Espada / Coronelismo no Brasil e em Goiás (EF09HI01) Descrever e contextualizar os principais as- pectos sociais, culturais, econômicos e políticos da emer- gência da República no Brasil. (GO-EF09HI01-A) Conhecer e problematizar o conceito de República em diferentes tempos, espaços e culturas, comparando semelhanças e diferenças com a fundação da República no Brasil. (EF09HI02) Caracterizar e compreender os ciclos da his- tória republicana, identificando particularidades da histó- ria local e regional até 1954. (GO-EF09HI02-A) Analisar os processos políticos, eco- nômicos e sociais que levaram ao domínio político das oli- garquias brasileiras no período conhecido como Primeira República, identificando particularidades da história local e regional. A1 – Compreender o significado da República da Espada e sua importância no contexto brasileiro, analisando os even- tos e características desse período que se estendeu de 1889 a 1894. B1 – Explorar a dinâmica política, os principais líderes milita- res envolvidos, e os desafiosenfrentados durante essa fase inicial da República, visando uma compreensão mais apro- fundada do papel desempenhado pela República da Espada na história do Brasil. A Primeira Re- pública e suas características (EF09HI05) Identificar os processos de urbanização e mo- dernização da sociedade brasileira e avaliar suas contradi- ções e impactos na região em que vive. (GO-EF09HI05-A) Analisar o processo de imigração du- rante a transição da Monarquia para a República no Brasil e suas influências nas contestações e dinâmicas da vida cultural brasileira. (GO-EF09HI05-B) Conhecer e analisar o coronelismo no Brasil, seus impactos e contradições no contexto nacional e regional. (GO-EF09HI05-C) Compreender os movimentos de re- sistência e os movimentos messiânicos ocorridos no Brasil entre 1900 e 1930. (GO-EF09HI05-D) Conhecer e problematizar o processo de modernização republicana, diante dos conflitos que eclodiram no campo e nas cidades, no âmbito nacional e regional, ao longo da Primeira República brasileira. A1 – Identificar os pontos mais importantes do processo inicial da Primeira República no Brasil, examinando as prin- cipais características políticas, sociais e econômicas que marcaram esse período. B1 – Compreender o processo de mudança política que se desenrolou nos meandros dos interesses no início do perío- do republicano no Brasil, explorando as dinâmicas de poder, alianças e conflito que moldaram as transformações políti- cas iniciais. C1 – Analisar a transição do regime monárquico para o re- publicano, as figuras políticas influentes, as mudanças na estrutura governamental e as primeiras questões e desafios enfrentados pelo “novo” sistema político. C2 – Analisar as negociações e disputas entre diferentes grupos de interesses, as estratégias adotadas para consoli- dar o novo sistema político e os impactos dessas mudanças na estrutura governamental e nas relações políticas do país. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025 7 A moder- nização re- publicana / Modernização, urbanização e sanitarismo (EF09HI05) Identificar os processos de urbanização e mo- dernização da sociedade brasileira e avaliar suas contradi- ções e impactos na região em que vive. (GO-EF09HI05-A) Analisar o processo de imigração du- rante a transição da Monarquia para a República no Brasil e suas influências nas contestações e dinâmicas da vida cultural brasileira. (GO-EF09HI05-B) Conhecer e analisar o coronelismo no Brasil, seus impactos e contradições no contexto nacional e regional. (GO-EF09HI05-C) Compreender os movimentos de re- sistência e os movimentos messiânicos ocorridos no Brasil entre 1900 e 1930. (GO-EF09HI05-D) Conhecer e problematizar o processo de modernização republicana, diante dos conflitos que eclodiram no campo e nas cidades, no âmbito nacional e regional, ao longo da Primeira República brasileira. (GO-EF09HI05-E) Conceituar e analisar o Modernismo, identificando seu papel como parte do processo de cons- trução da identidade nacional e regional. A1 – Identificar os pontos mais importantes no que tange à ideia de “modernização” trazida pelas questões republica- nas no Brasil, examinando as reformas e políticas adotadas com o intuito de modernizar diferentes setores da socieda- de. A2 – Compreender os motivos que levaram aos conflitos urbanos no início da República no Brasil, investigando as tensões sociais, econômicas e políticas que culminaram em confrontos nas áreas urbanas. B1 – Entender o processo de mudanças trazidas pelo início do período republicano no Brasil, explorando as transfor- mações políticas, sociais e econômicas que caracterizaram essa transição. C1 – Analisar como as mudanças nas áreas política, econômi- ca, educacional e social foram implementadas para atender aos ideiais republicanos de progresso e desenvolvimento. C2 – Analisar as mudanças na estrutura social, as desigual- dades econômicas, as insatisfações políticas e as consequ- ências desses conflitos para a consolidação do novo regime republicano. EIXOS COGNITIVOS A – Reconhecimento e Recuperação B – Compreensão e Análise C – Avaliação e Proposição Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025 8 Prezados estudantes do 9º Ano, vamos explorar a História de forma mais aprofundada, certo? Para se dar bem nos estudos, é fundamental seguirmos a linha do tempo. Antes de abordarmos a Proclamação da Repú- blica, é necessário dar uma olhada rápida no Segundo Reinado. Esses anos, de 1840 a 1889, foram intensos para o Brasil, marcados por mudanças significativas nos aspectos políticos, sociais e econômicos. O poder estava centralizado nas mãos do Imperador, enfrenta- mos desafios como a Questão Militar, o tráfico negrei- ro e tensões sociais. Esses eventos preparam o terreno para a Proclamação da República. Ao explorarmos os detalhes do Segundo Reinado, proporcionamos a vocês um entendimento mais amplo das raízes desse evento marcante da Proclamação da República e seus desdo- bramentos. Compreender como o Brasil evoluiu nesse período é crucial não apenas para enriquecer o conhe- cimento histórico, mas também para lançar luz sobre as complexidades que moldaram a trajetória do nosso país. Vamos juntos nessa jornada histórica! Caro(a) estudante, segue um breve texto sobre a importância da compreensão do Segundo Reinado para iniciarmos nossas reflexões futuras. Exploraremos este período para entender melhor a nossa história. Desta forma, conseguiremos analisar criticamente, desco- brindo insights valiosos sobre os eventos que formaram o Brasil. ATIVIDADES Caríssimo(a) professor(a), para promover uma compreen- são mais aprofundada dos objetos de conhecimento do componente História do 9º Ano, torna-se imprescindível utilizar a linha histórica dos fatos. Desta forma, é de total importância, antes de adentrarmos no primeiro objeto de conhecimento do primeiro corte, que trata da Proclama- ção da República e seus desdobramentos, retroceder no tempo e abordar sucintamente o Segundo Reinado. Este período foi um dos momentos mais decisivos do Império brasileiro. Durante esses anos, de 1840 a 1889, o Brasil passou por significativas transformações políticas, sociais e econômicas. A centralização do poder nas mãos do Im- perador, aliada à Questão Militar, o tráfico negreiro e as tensões sociais, culminou em eventos que prepararam o terreno para a Proclamação da República. Ao explorar- mos as nuances do Segundo Reinado, proporcionamos aos estudantes um entendimento mais amplo das raízes que levaram ao desfecho significativo da Proclamação da República e seus desdobramentos. Compreender como o Brasil evoluiu nesse período é crucial não apenas para enriquecer o conhecimento histórico, mas também lançar luz sobre as complexidades que moldaram a trajetória do nosso país. O Brasil do Segundo Reinado: política e economia TEMÁTICA 01: O Império do Brasil Habilidades do DCGO - Ampliado: (EF08HI15) Identificar e analisar o equilíbrio das forças e os sujeitos envolvidos nas disputas políticas durante o Primeiro e o Segundo Reinado. (GO-EF08HI17-A) Compreender as estruturas políticas do Império no Segundo Reinado, identificando organiza- ção do sistema e grupos, comparando com modelos polí- ticos atuais. Objeto de Conhecimento: • O Brasil do Segundo Reinado: política e economia Caríssimo(a) professor(a), segue um breve texto sobre a importância da compreensão do Segundo Reinado para iniciarmos nossas reflexões futuras. Conhecer o contexto e as nuances desse período histórico permitirá uma análi- se mais profunda e crítica, proporcionando insights valio- sos sobre os eventos que moldaram nosso país. Leia o texto I e, a seguir, responda as atividades propostas desta temática. Texto I O Segundo Reinado, compreendido entre os anos de 1840 e 1889, foi um período fundamental na história do Brasil, caracterizadopelo governo do imperador Dom Pe- dro II. Durante essa época, o país vivenciou uma fase de estabilidade política, marcada pela continuidade do regi- me monárquico que se estabeleceu após a abdicação de Dom Pedro I. Um dos aspectos mais notáveis desse período foi o desenvolvimento econômico e industrial do Brasil. O país experimentou avanços significativos, impulsionados pela expansão da produção cafeeira no Sudeste, principal- mente nas províncias de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A economia cresceu, beneficiada pela expor- tação do café, e a infraestrutura do país foi modernizada com a introdução de ferrovias e telégrafos. Além do progresso econômico, o Segundo Reinado testemunhou importantes eventos sociais e políticos. A Guerra do Paraguai (1864-1870) foi um conflito signifi- cativo, onde o Brasil, ao lado de Argentina e Uruguai, en- frentou o Paraguai. A participação brasileira nessa guerra teve impactos profundos na sociedade e nas Forças Ar- madas, contribuindo para transformações no cenário po- lítico e militar. Outro ponto crucial foi a abolição do tráfico de escra- vos, formalizada pelo Brasil em 1850, embora a escra- Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025 9 D. Pedro II assumiu o comando do Império brasileiro com apenas 14 anos por meio do Golpe da Maioridade. Este Golpe, ocorrido em 1840, foi um evento marcante da história do Brasil. vidão tenha persistido até a aprovação da Lei Áurea em 1888, que pôs fim definitivo à escravidão no país. Apesar dessas conquistas, o Segundo Reinado tam- bém enfrentou desafios crescentes. Tensões políticas, rivalidades entre grupos políticos e movimentos repu- blicanos ganharam força. A insatisfação com o regime monárquico culminou na Proclamação da República em 1889, quando o marechal Deodoro da Fonseca liderou um golpe militar que resultou na deposição de Dom Pedro II e na instauração da República no Brasil. Fonte: autoria própria. Disponível em: https://abre.ai/iW8B. Acesso em: 19 fev. 2024. 1. A partir das reflexões do texto 1, escreva os principais fatores que contribuíram para o fortalecimento da figura de D. Pedro II no II Reinado. Sugestão de resposta: No II Reinado, a figura de D. Pedro II foi fortalecida por di- versos fatores. Em primeiro lugar, sua habilidade política e estabilidade contribuíram para consolidar seu poder. D. Pedro II também foi capaz de equilibrar as facções políticas internas, garantindo uma relativa estabilidade ao país. Além disso, sua postura conciliadora diante de conflitos, como a Guerra do Paraguai, solidificou sua imagem como um líder respeitado. A modernização gradual do país, impulsionada pela economia do café, também beneficiou seu governo. Por fim, a longevidade de seu reinado contribuiu para a estabili- dade institucional, criando uma associação duradoura entre o monarca e a estabilidade política no Brasil. A1 – Contextualizar o cenário do Brasil no período do Segundo Reinado, considerando a construção do regime monárquico e a unificação do Brasil como país. 2. O Golpe da Maioridade, ocorrido em 1840, foi um im- portante episódio na história do Brasil Imperial. Sobre esse evento, marque a alternativa correta: (A) Foi um movimento liderado pelos setores conserva- dores que buscavam manter D. Pedro II no poder antes da idade estipulada pela Constituição. (B) Representou uma tentativa frustrada da ala liberal de antecipar a maioridade de D. Pedro II, visando a imple- mentação de reformas progressistas. (C) Marcou a transição para a República, com a Pro- clamação da Independência e o estabelecimento de um governo provisório. (D) Foi um levante popular que visava restaurar o re- gime monárquico, abalado por instabilidade políticas. Gabarito: A A1 – Contextualizar o cenário do Brasil no período do Segundo Reinado, considerando a construção do regime monárquico e a unificação do Brasil como país. A2 – Compreender a importância dos antecedentes his- tóricos para entender todo o processo de construção do Segundo Reinado, explorando os fatores político, econô- micos e sociais que influenciaram a transição do período regencial. 3. No Brasil, o século XIX testemunhou o surgimento de uma das atividades econômicas mais impactantes da his- tória do país: a produção de café. Inicialmente concentra- da no Vale do Paraíba, essa cultura logo se espalhou por diversas regiões, impulsionando a economia e alterando significativamente a estrutura social. A expansão do culti- vo do café foi acompanhada pela intensificação do uso de mão de obra escrava, contribuindo para a manutenção de uma sociedade profundamente marcada pela escravidão. Considerando o trecho acima sobre o início da produção de café no Brasil, assinale a alternativa correta: (A) O aumento da produção de café no Brasil contribuiu para a manutenção do sistema escravista, visto que a demanda por mão de obra era crescente. (B) O Vale do Paraíba foi a última região a aderir à produ- ção de café, devido às dificuldades climáticas e de solo. (C) A expansão do cultivo do café no Brasil no século XIX esteve diretamente associada à abolição da escra- vatura. (D) O cultivo inicial de café no Brasil era predominante- mente realizado em pequenas propriedades familiares. Gabarito: A A1 – Contextualizar o cenário do Brasil no período do Segundo Reinado, considerando a construção do regime monárquico e a unificação do Brasil como país. 4. (IFCE 2016) Em meados do século XIX, durante o Segun- do Reinado, o Brasil vivenciou um grande surto de cresci- mento industrial. Sobre os fatores responsáveis pelo refe- rido crescimento, considere as proposições a seguir. I. Disponibilidade de capitais oriundos dos lucros ob- tidos com a exportação do café, principal produto da economia brasileira naquele momento. II. Redução das taxas alfandegárias sobre os produtos importados com as tarifas Alves Branco (1844), o que favoreceu a aquisição das máquinas necessárias ao de- senvolvimento industrial. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025 10 SINOPSE Classifi cação: Não recomendado para menores de 12 anos. Órfão de pai, Irineu muda-se para o Rio de Ja- neiro para trabalhar. Aos 22 anos, assume os negócios do escocês Carruthers e logo vira um empreendedor de muito sucesso. Conhecido por ter a maior riqueza do Império, Irineu torna-se Visconde de Mauá. 2. Carlota Joaquina, princesa do Brasil SINOPSE Classifi cação: Não recomendado para meno- res de 12 anos. Um painel da vida de Carlota Joaquina (Ma- rieta Severo), a infanta espanhola que co- nheceu o príncipe de Portugal (Marco Nanini) com apenas dez anos e se decepcionou com o futuro marido. Sempre mostrou disposição para seus amantes e pelo poder e se sentiu tremendamente con- trariada quando a corte portuguesa veio para o Brasil, tendo uma grande sensação de alívio quando foi embora. 1. Mauá – O Imperador e o Rei SUGESTÕES DE FILMES PARA CONTEXTUALIZAÇÃO COM O PERÍODO ESTUDADO E PARA CONTRIBUIR COM O TEMA: Caro(a) estudante, segue um texto sobre a Guerra do Paraguai. Ele é de suma importância para compre- ender um dos maiores confl itos da história da América do Sul, ocorrido entre 1864 e 1870. III. Disponibilidade de capitais com a extinção do trá- fi co negreiro através da Lei Eusébio de Queirós, em 1850. IV. Iniciativas de empresários como Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá, principal incentivador das ati- vidades urbano-industriais no país. V. Abundância de mão de obra negra especializada a partir do fi m da escravidão, com a Lei Áurea, em 1888. Está correto somente o afi rmado em (A) III, IV e V. (C) II, III e V. (B) I, II e IV. (D) I, III e IV. Gabarito: D Comentário sobre o item: A questão aponta para um processo de modernização eco- nômica do Brasil, a partir de 1850, associado à disponibilida- de de capital devido aos lucros da exportação de café ea Lei Eusébio de Queirós que proibiu o tráfi co de escravos favo- recendo a entrada dos imigrantes. A Tarifa Alves Branco de 1844 foi caracterizada por um protecionismo alfandegário e não por redução nas tarifas alfandegárias. A assertiva [V] está equivocada ao defender a existência de mão de obra negra especializada a partir do fi m da escravidão. A1 – Contextualizar o cenário do Brasil no período do Segundo Reinado, considerando a construção do regime monárquico e a unifi cação do Brasil como país. 3. Independência ou Morte SINOPSE Classifi cação: Livre. Filme épico e ufanista, feito em plena época da ditadura militar em comemoração aos du- zentos anos de independência. Traça o perfi l de D. Pedro I (Tarcísio Meira) desde a infân- cia, passando por seu envolvimento com a marquesa de Santos (Glória Menezes), pela Proclamação da Independência, até a abdi- cação do imperador. A cena às margens do Ipiranga reproduz, em um jogo de montagem, a célebre tela de Pedro Américo. Territórios e fronteiras: a Guerra do Paraguai / O escravismo no Brasil no século XIX TEMÁTICA 02: O Império do Brasil Habilidades do DCGO - Ampliado: (EF08HI17) Relacionar as transformações territoriais, em razão de questões de fronteiras, com as tensões e confl i- tos durante o Império. (GO-EF08HI18-B) Refl etir sobre o fi m do tráfi co negreiro, a abolição gradual da escravatura e a introdução da mão de obra imigrante, relacionando-os com a Lei de Terras de 1850, a concentração fundiária e os confl itos no campo, no passado e no presente. Objeto de Conhecimento: • Territórios e fronteiras: a Guerra do Paraguai / O escra- vismo no Brasil no século XIX Caríssimo(a) professor(a), segue um texto sobre a Guerra do Paraguai. Ele é de suma importância para compreen- der um dos maiores confl itos da história da América do Sul, ocorrido entre 1864 e 1870. Leia o texto II e, a seguir, responda as atividades propostas desta temática. Texto II Guerra do Paraguai: o maior confl ito sul-americano Travada entre Paraguai, Brasil, Uruguai e Argentina, a Guerra do Paraguai ocorreu entre os anos 1864 e 1870 e é considerada o maior confronto do continente sul-ameri- cano em proporções de números de mortos. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025 11 Passados mais de 150 anos do conflito, ainda hoje existem diferentes versões do que de fato foi a causa da guerra. Será que a Inglaterra estava por trás desse plano em virtude do medo de que o Paraguai se tornasse uma superpotência? Ou, quem sabe ainda, será que o desejo expansionista de Solano Lopez – ditador e presidente pa- raguaio – foi a fagulha que acendeu este embate? Vem com a gente que explicaremos mais sobre este assunto! A guerra do Paraguai e suas diferentes versões Mais de um século depois do fim do confronto dife- rentes correntes historiográficas discorrem sobre o que de fato foi o estopim para que a guerra implodisse na América do Sul. A começar pelo nome do conflito, até hoje os Para- guaios costumam tratá-la como sendo a Guerra da Tríplice Aliança, em alusão a união que foi constituída nos trópicos pelo Brasil, Uruguai e Argentina. Já em terras tupiniquins, o termo mais usual para se referir ao conflito é Guerra do Paraguai, ou ainda, a Guerra das Quatro Nações. De 1990 para cá, a compreensão e a leitura do que de fato gerou o confronto mudou bastante em virtude do trabalho de historiadores brasileiros e uruguaios que tiveram acesso a um material que até então nunca haviam sido avaliados. Diante desse cenário, hoje é possível en- contrar três versões historiográficas diferentes: a tradi- cional, a revisionista e a neorrevisionista. Tradicional Esta versão muito popular até a década de 1960, tra- tava a guerra de uma forma bastante simplória, resumin- do todo o conflito ao desejo expansionista territorial do ditador Solano Lopez, desprezando outros fatos e even- tos importantes ocorridos neste período. Revisionista Antes da guerra o Paraguai era tido como uma po- tência econômica da região – essa versão foi desmentida também posteriormente com estes novos documentos – o que incomodava de certa maneira os ingleses, os quais por causa desses fatores econômicos, teriam agido em conluio com os brasileiros e argentinos para que estes de- clarassem guerra ao Paraguai. Essa versão predominou no Brasil dos anos 1960 até meados da década de 1990. Neorrevisionista Esta versão do conflito trata da perspectiva de que a guerra ocorrera por conflitos regionais, pela livre nave- gação no Rio Paraguai além da delimitação de territórios entre os países, visto que na segunda metade do século XIX o Paraguai buscava legitimar o posto de terceira po- tência – o Brasil e a Argentina eram as outras duas – do continente sul americano. O que gerou o conflito? Para entender melhor sobre as causas que levaram ao conflito, é importante que se esclareça o contexto regio- nal desse período. Durante os anos de 1850 o então presidente Para- guaio Carlos Antonio López criou uma série de obstáculos a navegação dos navios brasileiros no Rio Paraguai, que era visto como crucial para o Império Brasileiro tendo em vista que os caminhos por terra eram bastante precários e demorados, o que tornou o Rio Paraguai fundamental para consolidar o acesso ao Mato Grosso. As constantes ameaças do Império ao vizinho Para- guaio – conhecidos como Guaranis – fez com que os paí- ses selassem um acordo em abril de 1856, que garantia ao Brasil a livre navegação desse rio. Mesmo com o tratado, os paraguaios continuavam dificultando as navegações das naus brasileiras, estremecendo cada vez mais a rela- ção entre os países. De um lado os paraguaios tentavam ganhar tempo para preparar suas tropas para possíveis conflitos com os brasileiros e argentinos. Do outro, os brasileiros temiam fazer qualquer tipo de concessão que ameaçasse a manutenção do território de Mato Grosso. A relação piorou de maneira definitiva a partir do ano de 1862 com a posse de Solano Lopez como presidente para- guaio e com a aproximação do governo com os federalistas argentinos que, mais tarde, deu origem a aliança deste grupo com paraguaios e uruguaios integrantes do Partido Blanco. Parece muito confuso? Calma, explicaremos mais de- talhadamente. Países sul-americanos e o contexto político regional No período dos anos de 1860 a América do Sul vivia um momento tanto quanto delicado. É necessário enten- der o contexto de alguns países para compreender me- lhor a Guerra do Paraguai. Uruguai Desde a independência do país, os uruguaios sofreram com interferências externas dos países vizinhos, principal- mente do Brasil. Vale lembrar que na época muitos bra- sileiros habitavam a região e usavam o solo do país para criação do gado, que à posteriori seria vendido no Brasil. O contexto político uruguaio nessa época era consti- tuído por dois partidos: os blancos – normalmente atrela- dos aos grandes proprietários de terras – e os colorados – do qual normalmente faziam parte os comerciantes de Montevidéu. Argentina No ano de 1862 Bartolomé Mitre assume a presidên- cia do país contando com o apoio de Venâncio Flores – presidente uruguaio por dois mandatos – e do partido dos colorados do Uruguai. Para mostrar sua força, Mitre articulou ações para que fosse dificultada a navegação na Bacia do Rio da Pra- ta, atingindo em cheio os interesses paraguaios. Não se demorando na resposta, os paraguaios, por sua vez, deci- dem levar suas exportações para o Uruguai, não utilizan- do mais os portos argentinos. Vale lembrar que o Paraguai não dispunha de uma saí- da para o Oceano Atlântico, portanto necessitava de por- tos em países vizinhos para escoar sua produção. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025 12 Em 1861, os uruguaios, que estavam sob comando dos blancos, decidiram por criar um imposto que seria aplica- do na exportação dogado para o Brasil, além de impedir que os gaúchos fizessem o uso de mão de obra escrava em terras uruguaias. Este foi o pano de fundo para que os gaúchos cobrassem do governo brasileiro uma atitude para corrigir esta situação. A resposta do governo veio por meio do apoio pres- tado ao ex presidente uruguaio Venâncio Flores que re- presentava a figura de líder do partido colorado, mas que estava na situação de refugiado na Argentina. Venâncio Flores retornou ao seu país de 1863 para retirar os blan- cos do poder, e em troca, havia prometido garantir os in- teresses do Brasil em seu país. É com este cenário que a Guerra do Paraguai ficava cada vez mais próxima de ocorrer. A invasão ao Uruguai Solano Lopez, então presidente do Paraguai, lançou a época a seguinte advertência para o Brasil: não interfiram nos assuntos uruguaios! Porém, de nada adiantou a men- sagem enfática do presidente paraguaio. Cansado das sanções impostas pelos uruguaios, o Brasil decide cortar relações com o país e avançar para a conquista das cidades uruguaias. Em setembro de 1864 temos o episódio que deu início a Guerra, quando tropas brasileiras adentram o país em conjunto com os aliados de Venâncio Flores, estabelecendo desta maneira um gover- no provisório que atendia finalmente aos interesses bra- sileiros – retirando as sanções que haviam sido impostas. Entretanto, esta atitude serviu como pólvora, e a relação entre estes países fora de forma definitiva comprometida. Não demorou muito até que Solano Lopez ordenasse a sua primeira ofensiva. Em novembro de 1864 o navio a vapor do brasileiro Marquês de Olinda foi capturado en- quanto navegava no Rio Paraguai com destino ao Mato Grosso a qual foi então tomada por tropas enviadas por Solano Lopez. O ato seguinte da ofensiva consistia em invadir o Rio Grande do Sul. É então que o nome de Bartolomeu Mitre – presidente argentino – entrou em cena. Isso porque o trajeto que os soldados das tropas paraguaias precisavam fazer para chegar a província brasileira, tornava necessá- rio cruzar a província argentina de Corrientes. Foi então que Bartolomeu Mitre recusou permitir a entrada das tropas paraguaias em seu solo, o que fez com que Solano Lopez declarasse guerra ao país, ordenando o envio de 22 mil soldados para atacar a Argentina. Diante desse cenário, o governo brasileiro propôs a Argentina e ao Uruguai a assinatura do tratado que ficou conhecido como Tratado da Tríplice Aliança, assinado em 1º de maio de 1865, o qual estabelecia como condição o fornecimento de recursos para lutar contra o Paraguai. O que se viu a seguir foram sangrentos embates. Os principais conflitos Apesar do exército brasileiro ser de pouco mais de 18 mil homens – em comparação com os mais de 60 mil paraguaios – a guerra serviu para unir pela primeira vez, pessoas de todas as classes e regiões do brasil, desde es- cravos, analfabetos e fazendeiros, até gaúchos e paulistas. No entanto, a guerra se arrastou mais do que espera- do, isso tudo porque a geografia e o desconhecimento da região dificultavam as ações dos envolvidos. E devido ao número de baixas das batalhas, o Imperador Don Pedro II chegou a criar o programa Voluntários da Pátria, pro- metendo uma série de benefícios como lotes de terras, dinheiro e a alforria para os escravos que se alistassem. Porém, devido a baixa procura, o governo acabou estipu- lando que deveria enviar obrigatoriamente um número de pessoas proporcional a sua população. As principais batalhas: • Batalha de Riachuelo (junho de 1865): considera- da a batalha mais decisiva da guerra, ela foi vencida pela marinha brasileira, e retomou o controle brasileiro do rio durante a guerra, além de impedir o abastecimento de material bélico para o Paraguai vindos do exterior. • Batalha de Tuiuti (maio de 1866): a confronto dei- xou o saldo de mais de 10 mil homens e além disso, ficou marcado pela substituição do general brasileiro Osório pelo Marques de Caxias, mais conhecido como Duque de Caxias. • Batalha de Laguna (1867): soldados brasileiros ten- taram neste momento retomar a posse do Mato Grosso que estava sob domínio dos paraguaios. Porém, sofreram revés pelas tropas do Paraguaias no que ficou conhecida como a retirada de Laguna. Outro momento importante do conflito, foi a retirada da Argentina e Uruguai da guerra em virtude das condições de se sustentarem no conflito. • Batalha de Humaitá (1868): momento decisivo para o final da guerra, a conquista da Fortaleza de Humaitá era tida como a maior posição defensiva. A partir desta der- rota, as condições dos paraguaios foi se deteriorando de maneira definitiva. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025 13 • Invasão a Assunção (1869): após a conquista de As- sunção, a guerra chegou próxima do seu final. Isso porque o Marques de Caxias acreditava que com a conquista de Assunção a guerra estaria terminada. Porém, o impera- dor Don Pedro II se negou a negociar Solano Lopez, o que fez com ele exigisse a caçada do presidente paraguaio. Diante dessas circunstâncias, o herói da guerra Marques de Caxias se negou a continuar a caçada a Solano Lopez, e regressou para o Brasil. Em seu lugar, foi nomeado o con- de d’Eu marido da princesa Isabel. O fim da Guerra Foi no norte de Assunção no dia 01 de março de 1870, na região de Cerro Corá – quase um ano depois da conquista de Assunção – que o desejo do imperador brasileiro foi finalmente consumado: as tropas brasileiras pegaram Solano Lopez. Porém, ele acabou sendo morto por um soldado conhecido como Chico do Diabo. Esta que foi a maior guerra do continente sul-ameri- cano (1864 – 1870) e trouxe como resultado final para o lado derrotado um saldo bastante negativo. Os soldados paraguaios no último ano do conflito eram formados por crianças, mulheres e idosos que usavam como armamen- to pedras, madeira e tijolos. Sobre o número de mortos, não existem dados preci- sos, mas estima-se que durante o conflito 75% da popula- ção paraguaia foi morta, reduzindo sua população de 800 mil habitantes para algo em torno de 190 mil. Além disso, o Paraguai perdeu cerca de 140 mil quilômetros para a Argentina e o Brasil. No lado brasileiro, a guerra custou a vida de aproxi- madamente 50 mil pessoas, além de uma dívida com os bancos ingleses de aproximadamente 614 mil contos de réis, o que acabou sendo considerado um desastre se ana- lisado do ponto de vista econômico. Mais de um século e meio depois, quando feito uma retrospectiva do conflito, fica evidente o quão danoso ele foi para o Paraguai. Foi somente no ano de 1916, que um presidente conseguiu cumprir um mandato até o final – após seis golpes de Estado. Nesta conta, cabem ainda oito revoluções que acabaram fracassando. As eleições demo- cráticas só chegaram ao país em 1993. No ano de 1999, o presidente Raul Cubas renunciou e em 2012 Fernando Lugo sofreu um impeachment, o que demonstra que a de- mocracia no país ainda é frágil. Não é possível saber quais rumos teriam tomado o Paraguai e a consequente política latino-americana da época caso o conflito tivesse sido evitado. A única certeza que se tem é a de que muitas vidas teriam sido poupadas se essa estratégia tivesse dado lugar aos bons ofícios da diplomacia. Fonte: https://abre.ai/iXMX. Acesso em: 20 fev. 2024. Texto de autoria de Guilherme Kohler. ATIVIDADES 5. Considerando o texto II, identifique os principais fato- res que contribuíram para o desencadeamento da Guerra do Paraguai e discuta como esse conflito impactou as na- ções envolvidas, tanto no âmbito político quanto no social. Sugestão de resposta: A Guerra do Paraguai, ocorrida entre 1864 e 1870, foi desencadeada por uma série de fatores complexos. En- tre os principais motivos estavam as disputas territoriais na região, os desentendimentos políticos e a ascensão de Francisco Solano López ao poder no Paraguai. O conflito teve um impacto devastador nas nações envolvidas.No âmbito político, provocou mudanças significativas nas es- truturas de poder e nas alianças entre os países sul-ame- ricanos. Socialmente, a guerra resultou em uma enorme perda de vidas, especialmente no Paraguai, que sofreu uma devastação demográfica. As consequências dura- douras incluíram a fragilização do Paraguai como uma potência regional, transformações nas relações interna- cionais na América do Sul e a formação de ressentimentos que perduraram por décadas. A Guerra do Paraguai dei- xou uma marca profunda na história da região, moldando as dinâmicas políticas e sociais por muitos anos. A1 – Compreender a questão da Guerra do Paraguai, exa- minando as causas que levaram ao conflito, os eventos- -chave durante a guerra e as consequências tanto para o Paraguai quanto para os países envolvidos, destacando as mudanças políticas, sociais e econômicas resultantes des- se conflito na América do Sul durante o século XIX. 6. (Col. Naval 2017-Adaptada) Observe a imagem abaixo. A charge mostra a situação dos escravos que integraram, durante a Guerra da Tríplice Aliança ou Guerra do Para- guai (1864-1870), os batalhões denominados Voluntários da Pátria, que asseguravam aos que se alistassem benefí- cios, dentre eles, a alforria. Após a guerra, o abolicionismo tornou-se um dos principais temas brasileiros. Sobre esse momento histórico, é correto afirmar que (A) as Forças Armadas apoiaram a reescravidão do ne- gro, pois os oficiais possuíam escravos e não queriam perder o dinheiro investido. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025 14 SINOPSE Classifi cação: Não recomendado para menores de 14 anos. O fi lme conta a história do general Antônio de Souza Netto, personagem-chave de dois confl itos importantes da história do Brasil. Ferido durante a Guerra do Paraguai (1861-1866), o general é recolhido ao Hospital Militar de Corrientes, na Ar- gentina. Numa noite, recebe a visita de um antigo companheiro, sargento Caldeira, ex-escravo. Jun- tos relembram o que viveram na Guerra dos Farrapos (1835-1845), o Corpo de Lanceiros Negros, a Proclamação da República Rio-Gran- dense e a revolta dos soldados negros, após a guerra. São muitas histórias, encontros trágicos, amigos e inimigos, amores e desafetos. Netto recorda o exílio em Piedra Sola, Uruguai, depois da derrota dos farroupilhas, a descoberta do amor, com Maria Escavola, os fantas- mas do passado e a Guerra do Paraguai. Naquela noite, unidos por duras lembranças, revelações surpreendentes e um terrível segredo, os dois veteranos enfrentam o derradeiro desafi o. Baseado no livro de Tabajara Ruas. 1.Netto perde sua alma SUGESTÕES DE FILMES PARA CONTEXTUALIZAÇÃO COM O PERÍODO ESTUDADO E PARA CONTRIBUIR COM O TEMA: 2. A Última Abolição SINOPSE Classifi cação: Não recomendado para menores de 14 anos. Doutor Gama é um fi lme biográfi co sobre a vida do escritor, advogado, jornalista e abolicionista Luiz Gama, uma das fi guras mais relevantes da história brasileira. Ele utilizou todo seu conheci- mento sobre as leis e os tribunais para libertar mais de 500 escravos durante sua vida. Nascido de ventre livre, Gama foi vendido como escravo aos 10 anos para pagar dívidas de jogo de seu pai, um homem bran- co. Mesmo escravizado, ele conseguiu se alfabetizar, assim conquis- tou sua liberdade, se tornando um dos mais respeitados advogados de sua época. (B) diversos ofi ciais das Forças Armadas passaram a atuar abertamente contra a escravidão, inclusive se re- cusando a continuar capturando escravos fugitivos. (C) os soldados libertos lideraram um movimento arma- do para libertar os seus familiares que continuavam em estado de escravidão. (D) D. Pedro II fi cou sensibilizado com a situação e de- cretou uma lei que libertava os pais e os irmãos dos sol- dados negros libertos. Gabarito: B Comentário sobre o item: Ao conviverem com os escravos que compuseram as fi lei- ras do Exército Brasileiro na Guerra do Paraguai, muitos ofi ciais brasileiros passaram a defender a abolição total da escravatura no Brasil, contribuindo para encorpar tal movimento. A1 – Compreender a questão da Guerra do Paraguai, exa- minando as causas que levaram ao confl ito, os eventos- -chave durante a guerra e as consequências tanto para o Paraguai quanto para os países envolvidos, destacando as mudanças políticas, sociais e econômicas resultantes des- se confl ito na América do Sul durante o século XIX. 7. (UFU-MG) A Guerra do Paraguai, encerrada em 1870, foi um acontecimento com profundas implicações para os Estados que nela se envolveram militarmente. Conside- rando seus efeitos sobre o Império Brasileiro, podemos afi rmar que: I. o fortalecimento do exército, a participação de es- cravos na luta, o endividamento do Brasil e o abalo da opinião pública levaram a uma crise do Império, tendo como efeitos mais imediatos a criação do “Partido Re- publicano” e a aprovação da “Lei do Ventre Livre”. II. a vitória brasileira possibilitou a reanexação da Cis- platina ao território do Império, repercutindo favora- velmente na opinião pública nacional e internacional. III. o Brasil, com a vitória, conseguiu anexar parte do território do norte do Paraguai, obtendo acesso livre à navegação dos rios Paraná e Paraguai, fundamental à comunicação com o Mato Grosso. IV. a vitória brasileira não satisfez a Inglaterra, que te- mia a afi rmação do Brasil como uma grande potência econômica e militar na América do Sul. Assim, os ingle- ses buscaram atingir o Brasil com uma nova campanha contra a escravidão, levando à aprovação da “Lei do Ventre Livre”. Assinale a alternativa correta: (A) II e III são corretas. (B) I e II são corretas. (C) I e III são corretas. (D) II e IV são corretas. Gabarito: C Comentário sobre o item: Após a Guerra do Paraguai, o Exército Brasileiro ganhou novos ares ao sair vencedor dos confl itos e estabelecer uma hierarquia mais bem organizada. Paralelamente, o Império assegurava o acesso de importantes territórios através da navegação da Bacia do Prata. Em contraparti- da, o país ampliou as suas dívidas e abriu espaço para que republicanos e abolicionistas ganhassem maior espaço político no desenvolvimento da oposição à monarquia. A1 – Compreender a questão da Guerra do Paraguai, exa- minando as causas que levaram ao confl ito, os eventos- -chave durante a guerra e as consequências tanto para o Paraguai quanto para os países envolvidos, destacando as mudanças políticas, sociais e econômicas resultantes des- se confl ito na América do Sul durante o século XIX. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025 15 2. Doutor Gama SINOPSE Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos. Doutor Gama é um filme biográfico sobre a vida do escritor, advogado, jornalista e abolicionista Luiz Gama, uma das figuras mais relevantes da história brasileira. Ele utilizou todo seu conheci- mento sobre as leis e os tribunais para libertar mais de 500 escravos durante sua vida. Nascido de ventre livre, Gama foi vendido como escravo aos 10 anos para pagar dívidas de jogo de seu pai, um homem bran- co. Mesmo escravizado, ele conseguiu se alfabetizar, assim conquis- tou sua liberdade, se tornando um dos mais respeitados advogados de sua época. TEMÁTICA 03: O Império do Brasil Habilidade do DCGO - Ampliado: (EF09HI01) Descrever e contextualizar os principais as- pectos sociais, culturais, econômicos e políticos da emer- gência da República no Brasil. Objeto de Conhecimento: • A crise no Império e o fortalecimento de ideias republi- canas no Brasil e em Goiás. Caríssimo(a) Professor(a), segue um breve texto que apresenta informações, conhecimentos e demonstrações históricas sobre o triste processo da escravidão no Brasil. A crise no Império e o fortalecimento de ideias republicanas no Brasil e em Goiás. Caro(a) estudante, segue um breve texto que apre- senta informações,conhecimentos e demonstrações his- tóricas sobre o triste processo da escravidão no Brasil. Leia o texto III e, a seguir, responda as atividades propostas desta temática. Texto III Escravismo no Brasil - A resistência de africanos e descendentes Entre os séculos XVI e XIX, milhares de africanos fo- ram feitos prisioneiros em suas terras natais e levados para servir como mão de obra escrava em diversas regiões do mundo, principalmente nas Américas. Tratados como uma mercadoria, negociados de feira em feira, aprisionados em barracões e em porões de navios negreiros, esses indivídu- os sofriam com a fome, com a sede e com as inúmeras do- enças que contraíam, devido à subnutrição e às péssimas condições de higiene nas quais eram obrigados a viver. Os escravos africanos no Brasil A sociedade escravista brasileira necessitava de mão de obra para a lavoura e a mineração. Para suprir esse mercado, a maioria dos escravos africanos negociados aqui eram homens e tinham entre 15 e 30 anos de idade. Um problema que os escravos recém-chegados en- contravam era saber se comunicar, principalmente para entender as ordens que recebiam. Os escravos que ainda não sabiam falar o português eram chamados de boçais. Os que já tinham algum conhecimento da língua eram chamados de ladinos. Existiam também os crioulos, que eram os escravos nascidos no Brasil e, portanto, já esta- vam integrados à cultura local. Assim que chegavam aqui, os escravos perdiam o di- reito de usar o seu nome africano e de praticar as suas antigas tradições. Eram batizados segundo a fé católica e recebiam nomes portugueses, como João, Joaquim, Ma- ria. Por isso suas origens acabaram sendo apagadas dos registros históricos. Ainda hoje, os pesquisadores têm dificuldade para identificar que grupos - das milhares de etnias africanas - chegaram ao Brasil, já que recebiam o nome do porto africano por onde tinham sido embarcados. Os principais portos eram da Costa da Mina, de Luanda, de Benguela e de Cabinda. E assim os escravos passavam a ser cha- mados de Mina, Congo, Angola, Benguela, Cabinda. Por exemplo: Maria Mina, José Cabinda. Hoje sabemos, por exemplo, que pelo porto de Luanda - de onde saiu a maior quantidade de escravos para o Bra- sil - embarcaram as etnias dembos, ambundos, imbanga- las, lundas e diversas outras. Os africanos eram tratados como se fossem um único povo, cuja cultura era conside- rada "inferior". Por isso eram obrigados a trabalhar em situações degradantes, vivendo de forma precária, sendo punidos com violência caso não cumprissem as ordens que lhes eram dadas. Existiram exceções a essa regra? Sim. Alguns africanos conseguiram viver em melhores condições, outros até mesmo chegaram a ter escravos seus. Mas foram poucos. A regra era: submissão, explo- ração, desrespeito, humilhação. De qualquer forma, os africanos e os seus descendentes foram se tornando brasileiros: aprenderam a língua e passaram a seguir (ao menos aparentemente) os padrões culturais que lhes era imposto. Mesmo porque precisavam sobreviver à nova condição em que se encontravam: eram escravos numa terra distante, e não tinham nenhuma possibilidade de re- tornar à África. A resistência dos escravos Muitos escravos não aceitavam a vida que lhes era im- posta e resistiam de diversas formas: suicidavam-se, não cumpriam as ordens que recebiam, assassinavam seus se- nhores, fugiam, rebelavam-se. Alguns africanos sofriam uma depressão profunda, chamada de banzo, o que podia levar a morte por inanição. Os senhores de escravos tinham horror a qualquer tipo de resistência, pois além de temerem por suas vidas, temiam perder todo o dinheiro investido na compra do seu escravo. Muitos escravos fugitivos se organizaram em quilombos. Na África, o kilombo era um acampamento mi- Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025 16 ATIVIDADES litar dos jagas (guerreiros imbangala), e aqui no Brasil se tornou uma comunidade que se organizava para resistir à sociedade escravista. O mais famoso quilombo foi o dos Palmares, fundado na Serra da Barriga, na então capitania de Pernambuco (hoje Alagoas), no século 17, mas existiram centenas de quilom- bos por todo território brasileiro. Na província de São Paulo, por exemplo, um dos maiores quilombos foi o do Jabaquara, foi fundado no século 19 na serra de Cubatão. Alguns escravos fugiam por um tempo, mas retor- navam ao seu senhor em troca de melhores condições de vida. Havia também escravos que fugiam e tentavam a sorte em outra região, dizendo ser um liberto. Outra forma de resistência era o assassinato do senhor ou de funcionários, como o feitor, por exemplo. Nesse sentido é interessante observar a definição que a Enciclopédia Larousse traz para a guiné: Planta herbácea, perene, com característico odor que lembra o alho. As raízes têm pro- priedades antiespasmódicas, abortivas, sudoríficas, diu- réticas, antirreumáticas, mas em doses elevadas podem provocar a morte. Os escravos conheciam o efeito tóxico dessa planta e chamavam-na de "amansa-senhor”. Durante os quatro séculos em que a escravidão existiu no Brasil, muitas rebeliões ocorreram, mas pouco se co- nhece sobre elas, já que nessa época as autoridades má- ximas eram os próprios senhores de escravos, e poucos deles registraram esses episódios. A rebelião de escravos que mais teve repercussões foi a Revolta dos Malês, em 1835 na Bahia. Os africanos resistiram e se impuseram de diversas formas, legando-nos, por exemplo, palavras do nosso vocabulário, pratos de nossa culinária, festas populares, crenças religiosas, instrumentos musicais. A transmissão de seus valores culturais talvez seja a mais importante forma de resistência dos africanos, que não se renderam aos padrões que lhes foram impostos. Os africanos e seus descendentes participaram da construção do Brasil e do povo brasileiro, e não podemos pensar a nossa cultura sem entender (e reverenciar) a nossa herança africana. 8. No Brasil, o fim da escravidão foi um processo gradual marcado por diversas leis que buscavam emancipar os ca- tivos e transformar a estrutura social do país. Essas leis re- presentaram avanços, mas também refletiram as tensões políticas e sociais da época. Considerando esse contexto, descreva criticamente três leis específicas que desempe- nharam papel crucial nesse processo. Identifique o impac- to dessas medidas na dinâmica social e econômica do país durante o período de transição para o fim da escravidão. Sugestão de resposta: O processo de abolição da escravidão no Brasil foi condu- zido por diversas leis ao longo do tempo. A Lei Eusébio de Queiróz (1850) proibiu o tráfico transatlântico, reduzindo a oferta de escravos. A Lei do Ventre Livre (1871) declarou livres os filhos de escravas, mas trouxe desafios ao manter a tutela dos senhores. A Lei dos Sexagenários (1885) liber- tou escravos com mais de 60 anos, embora tenha sido cri- ticada por sua abordagem limitada. Essas leis refletiram as complexidades sociais e econômicas da época, moldando a transição para o fim da escravidão no Brasil. Em análise crítica, percebemos que essas leis foram res- postas às pressões sociais e econômicas da época, mas também, refletiram limitações e contradições. O proces- so de abolição foi, portanto, complexo e multifacetado, moldando as bases para a transformação da estrutura so- cial e econômica do Brasil durante a transição para o fim da escravidão. A2 – Compreender a questão do escravismo no Brasil, explorando as condições históricas que deram origem ao sistema escravista, as formas de resistência dos escraviza- dos e analisando as revoltas e movimento abolicionistas. 9. Reconheça e analise a relação entre o fim da escravi- dão, a revolta dos fazendeiros após a Lei Áurea e os movi- mentos que levaram à Proclamação da República no Bra- sil. Como esses eventos estão interligados, e de que forma as tensões sociais da transição da sociedade escravocratapara a livre influenciaram o cenário político da época? Sugestão de resposta: A transição do sistema escravocrata para uma sociedade livre no Brasil, após a Lei Áurea de 1888, desencadeou re- sistências por porte dos fazendeiros, ameaçados econo- micamente. Essa revolta contribuiu para a instabilidade política e, aliada às mudanças sociais e econômicas, ali- mentou movimentos republicanos. As tensões sociais re- sultantes do fim da escravidão foram determinantes para os eventos que culminaram na Proclamação da República em 1889, marcando uma ruptura política no país. A2 – Compreender a questão do escravismo no Brasil, explorando as condições históricas que deram origem ao sistema escravista, as formas de resistência dos escraviza- dos e analisando as revoltas e movimento abolicionistas. 10. (Col. Naval 2018-Adaptada) Observe a imagem refe- rente à questão. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025 17 Em 13 de Maio de 1888 foi assinada a lei nº 3353, conhe- cida como Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil. É correto afi rmar que entre os fatores que contribuíram para o fi m da escravidão estava: (A) a campanha abolicionista que mobilizou profi ssio- nais liberais, jornalistas, advogados, intelectuais, entre outros, que atuavam por meio de clubes, associações e jornais defendendo a causa abolicionista. (B) a decisão da sociedade brasileira de libertar os es- cravos, trocando a alforria dos cativos em troca da per- manência deles na terra por mais alguns anos, tornando a Lei Áurea uma mera formalidade. (C) os constantes ataques de escravos quilombolas lide- rados por Chico rei a fazendeiros e políticos brasileiros, pressionando o governo a assinar a abolição da escra- vatura em troca do fi m dos assassinatos. (D) a Proclamação da República tornou a causa escra- vagista insustentável devido a participação de escravos da Guerra do Paraguai, levando os militares a assina- rem a lei que proibia a escravidão. Gabarito: A Comentário sobre o item: A Guerra do Paraguai, 1865-1870, foi um divisor de águas no Segundo Reinado. Com o fi m do confl ito, a monarquia foi muito questionada por diversos segmentos sociais que defendiam a modernização do Brasil, entre eles, o exérci- to que adotou ideias Positivistas contribuindo para a pro- clamação da República; o Partido Republicano Paulista defensor do Federalismo e contra a monarquia; a campa- nha republicana que tinha como bandeira principal abolir a monarquia; a campanha abolicionista ligada a classe mé- dia (profi ssionais liberais, intelectuais, artistas, etc.) que defendia o fi m da escravidão no Brasil. A2 – Compreender a questão do escravismo no Brasil, explorando as condições históricas que deram origem ao sistema escravista, as formas de resistência dos escraviza- dos e analisando as revoltas e movimento abolicionistas. 11. (CFTMG 2013-Adaptada) Observe a imagem. A partir da análise da aquarela, é correto afi rmar que o ar- tista apresenta os (A) africanos livres e suas belas roupas. (B) escravos de ganho e suas várias atividades. (C) negros displicentes e suas múltiplas funções. (D) serviçais urbanos e suas diferentes moradias. Gabarito: B Comentário sobre o item: Os chamados “escravos de ganho” eram aqueles que cir- culavam pelas ruas das cidades brasileiras exercendo fun- ções como as ilustradas na aquarela (vendedoras de doce e rendeiras). Esses escravos exerciam essas atividades re- muneradas, devendo passar uma quantia do que ganha- vam aos seus senhores. A2 – Compreender a questão do escravismo no Brasil, explorando as condições históricas que deram origem ao sistema escravista, as formas de resistência dos escraviza- dos e analisando as revoltas e movimento abolicionistas. SINOPSE Classifi cação: Não recomendado para menores de 12 anos. Padres, poetas, políticos, militares e insatisfeitos em geral se unem e conspiram para libertar o Brasil dos portugueses no século XVIII. Algo dá errado. Preso, Tiradentes (José Wilker) é tortura- do e, enquanto os demais isentam-se de culpa, assume todos os seus atos. É condenado à morte, mas torna-se o principal nome da Inconfi dência Mineira. Um fi lme que retrata a Conjuração Mineira, um movimento precursor da ideia republicana no Brasil, embora seja situado no período colonial. 1. Os Inconfi dentes SUGESTÕES DE FILMES PARA CONTEXTUALIZAÇÃO COM O PERÍODO ESTUDADO E PARA CONTRIBUIR COM O TEMA: 2. Joana Angélica SINOPSE Classifi cação: Não recomendado para menores de 10 anos. A história da religiosa concepcionista baiana, nasci- da no Brasil colônia, que morreu defendendo o Con- vento da Lapa em Salvador (Bahia) contra soldados portugueses. O fi lme traz valores que contribuem para ideais republicanos. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025 18 Caro(a) estudante, agora estamos de fato no primei- ro objeto de conhecimento do 9º ano. Após refletirmos sobre o II Reinado e buscarmos compreender diversos aspectos desse período crucial do Império brasileiro, es- tamos agora prontos para adentrar na discussão sobre a Proclamação da República. Vamos explorar a transição da nossa “breve” monarquia para o período republicano, analisando os eventos que marcaram essa importante mudança na história do Brasil. ATIVIDADES TEMÁTICA 04: Brasil: Da República Velha ao Estado Novo Habilidades do DCGO - Ampliado: (GO-EF09HI01-B) Problematizar a efetiva participação da sociedade brasileira no processo de mudança do regi- me político da Monarquia para uma República. (GO-EF09HI02-A) Analisar os processos políticos, eco- nômicos e sociais que levaram ao domínio político das oli- garquias brasileiras no período conhecido como Primeira República, identificando particularidades da história local e regional. Objeto de Conhecimento: • A Proclamação da República e seus primeiros desdobra- mentos Caríssimo(a) professor(a), agora estamos de fato no pri- meiro objeto de conhecimento do 9º ano. Após refletir- mos sobre o II Reinado e buscarmos compreender diver- sos aspectos desse período crucial do Império brasileiro, estamos agora prontos para adentrar na discussão sobre a Proclamação da República. Vamos explorar a transição da nossa “breve” monarquia para o período republicano, analisando os eventos que marcaram essa importante mudança na história do Brasil. Esta obra pictórica captura o instante da Proclamação da República, conduzida pelo militar Marechal Deodoro da Fonseca em 15 de novembro de 1889. Esse evento marcante sinalizou o fim da monarquia no Brasil. O qua- dro faz parte do acervo da Prefeitura Municipal da cidade de São Paulo e está atualmente abrigado na Pinacoteca. Esta obra pictórica captura o instante da Pro- cla- mação da República, conduzida pelo militar Mare- chal Deodoro da Fonseca em 15 de novembro de 1889. Esse evento marcante sinalizou o fim da monarquia no Brasil. O quadro faz parte do acervo da Prefeitura Muni- cipal da cidade de São Paulo e está atualmente abrigado na Pinacoteca. Texto IV O processo da Proclamação da República no Brasil, em 1889, foi predominantemente prolongado pelas elites militares e civis. As camadas mais baixas da sociedade, representando a população em geral, ficaram à margem desse momento. A decisão de instaurar o regime republi- cano foi tomada por líderes políticos e militares, refletin- do a falta de participação direta das massas populares no evento que marcaria uma mudança significativa na estru- tura política do país. Essa característica revela a complexi- dade e as contradições do processo histórico de transição do regime monárquico para o republicano no Brasil. Fonte: autoria própria. 12. Considerando o texto IV, explique os motivos que le- varam militares, descontentes com o poder centralizado de D. Pedro II, a Igreja Católica, os movimentos republi- canos e os grandes fazendeiros, representantes da elite econômica,