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1º BIMESTRE | 2025 
PROFESSOR
Revisa Goiás
Apresentação
Você também pode baixar o material pelo link:
https://drive.google.com/drive/folders/146Uv6vgeD54CF2CA-
fpwYsZnDlA78fyMX?usp=sharing
O REVISA GOIÁS é um material didático estruturado e articulado para apoiar as ações de recomposi-
ção das aprendizagens. A elaboração desse material tem como base os Documentos Curriculares, a Matriz 
de Referência SAEB, bem como os resultados das avaliações externas, uma vez que é importante identifi-
car pontos de atenção nesses resultados, objetivando desenvolver uma aprendizagem efetiva. Na elabo-
ração das atividades propostas, são consideradas as habilidades de cada ano/série e, ainda, por se tratar 
de um material que visa a recomposição da aprendizagem, consideram-se, também, as habilidades básicas 
dos anos/séries anteriores. 
O material é elaborado bimestralmente e apresenta, de modo intencional, uma gradação como um ca-
minho para que, com a mediação do(a) professor(a), o(a) estudante tenha a oportunidade de desenvolver 
as atividades propostas e, dessa forma, aprender cada vez mais e avançar em proficiência. Além disso, o 
uso do material otimiza o tempo do(a) professor(a) durante o planejamento de suas aulas. Nessa pers-
pectiva, é de grande relevância o trabalho do(a) professor(a) para que a aplicabilidade deste material seja 
concretizada com êxito.
O REVISA GOIÁS será enviado em quatro volumes. Assim, uma versão digitalizada de todo o material 
será disponibilizada para que o(a) professor(a) o utilize em seu planejamento. O material de Língua Por-
tuguesa e Matemática, do(a) estudante, será impresso para o 8º e 9º anos do Ensino Fundamental e para 
todas as séries do Ensino Médio. O REVISA de Língua Portuguesa e Matemática, dos 6º e 7º anos - Ensino 
Fundamental, o de Ciências da Natureza e Ciências Humanas do 9º ano do Ensino Fundamental e da 3ª 
série do Ensino Médio será apenas em formato digital.
Nessa perspectiva, seguimos com esta importante ação na rede Estadual de Educação de Goiás, cien-
tes da necessidade de um ensino que desenvolva as habilidades curriculares para continuar avançando em 
proficiência, com foco no(a) estudante como sujeito desse processo. 
 
 
Desejamos a todos um excelente trabalho! 
Núcleo de Recursos Didáticos (NUREDI)
Secretaria de Estado da Educação de Goiás (SEDUC-GO)
Revisa Goiás
Secretaria de Estado
da Educação
SEDUC
Sumário
O BRASIL DO SEGUNDO REINADO: ............................................................................................................................................................... 8
POLÍTICA E ECONOMIA ........................................................................................................................................................................................ 8
TERRITÓRIOS E FRONTEIRAS: A GUERRA DO PARAGUAI / O ESCRAVISMO NO BRASIL NO SÉCULO XIX .............. 10
A CRISE NO IMPÉRIO E O FORTALECIMENTO DE IDEIAS REPUBLICANAS NO BRASIL E EM GOIÁS. .......................... 15
A REPÚBLICA DA ESPADA .................................................................................................................................................................................... 20
A REPÚBLICA DA ESPADA / CORONELISMO NO BRASIL E EM GOIÁS ......................................................................................... 21
A PRIMEIRA REPÚBLICA E SUAS CARACTERÍSTICAS ............................................................................................................................ 23
A MODERNIZAÇÃO REPUBLICANA / MODERNIZAÇÃO, URBANIZAÇÃO E SANITARISMO ............................................ 24
PROPOSTA DE AVALIAÇÃO ...............................................................................................................................................................................................................26
Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025
4
Revisa Goiás
CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS
Professor(a), a formação do cidadão crítico requer sua inserção em uma sociedade onde o conhecimento 
científico e tecnológico é cada vez mais valorizado. Os conceitos e procedimentos da História, enquanto ci-
ência, contribuem para uma compreensão mais profunda das transformações em nossa sociedade. Esta per-
cepção nos eleva, permitindo-nos posicionar e contribuir de maneiras variadas para as mudanças necessárias.
Considerando a necessidade de preparar os nossos estudantes para a chegada ao Ensino Médio e para en-
frentar os desafios dessa etapa, torna-se imperativo adotar uma abordagem pedagógica que vá além do sim-
ples repasse de conteúdos. A construção do conhecimento dever ser orientada por práticas educativas que 
estimulem o pensamento crítico, a resolução de problemas e a aplicação prática dos conceitos aprendidos. 
Nesse sentido, é essencial promover atividades que estimulem a autonomia dos estudantes, incentivando 
a pesquisa, a argumentação e a síntese de informações. Além disso, a integração de tecnologias educacionais 
pode proporcionar uma experiência de aprendizado dinâmica e alinhada às demandas contemporâneas.
Professor(a), este material foi elaborado para auxiliar no processo de ensino e aprendizagem. Sugerimos, 
portanto, que considere a inserção em seu planejamento, assim como outras possibilidades de discussão e 
recursos para além dos sugeridos aqui.
Desejamos a você e aos estudantes um ótimo trabalho! 
Núcleo de Recursos Didáticos (NUREDI) 
Secretaria de Estado da Educação (Seduc-GO)
DIALOGANDO COM O(A) PROFESSOR(A),
Revisa Goiás
Secretaria de Estado
da Educação
SEDUC
Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025
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HISTÓRIA – 9º ANO
1º Bimestre
OBJETOS DE 
CONHECIMENTO/
CONTEÚDO
HABILIDADES DCGO - AMPLIADO HABILIDADES DE RECOMPOSIÇÃO / EIXOS COGNITIVOS*
O Brasil do 
Segundo Rei-
nado: política e 
economia
(EF08HI15) Identificar e analisar o equilíbrio das forças e os 
sujeitos envolvidos nas disputas políticas durante o Primeiro 
e o Segundo Reinado.
(GO-EF08HI15-C) Identificar e conhecer os papéis exercidos 
pelos sujeitos envolvidos nas disputas políticas durante o Pri-
meiro Reinado, Regências e Segundo Reinado.
(GO-EF08HI17-A) Compreender as estruturas políticas do 
Império no Segundo Reinado, identificando organização do 
sistema e grupos, comparando com modelos políticos atuais.
A1 – Contextualizar o cenário do Brasil no período do Se-
gundo Reinado, considerando a construção do regime mo-
nárquico e a unificação do Brasil como país. 
A2 – Compreender a importância dos antecedentes histó-
ricos para entender todo o processo de construção do Se-
gundo Reinado, explorando os fatores político, econômicos 
e sociais que influenciaram a transição do período regencial.
C1 – Comparar a Lei de Terras do Segundo Reinado com a 
questão agrária atual no Brasil, destacando semelhanças 
e diferenças nas abordagens legais, impactos na estrutura 
fundiária e implicações para a agricultura.
Territórios 
e fronteiras: 
a Guerra do 
Paraguai / O 
escravismo no 
Brasil no século 
XIX
(EF08HI15) Identificar e analisar o equilíbrio das forças e os 
sujeitos envolvidos nas disputas políticas durante o Primeiro 
e o Segundo Reinado.
(EF08HI17) Relacionar as transformações territoriais, em 
razão de questões de fronteiras, com as tensões e conflitos 
durante o Império.
(EF08HI18) Identificar as questões internas e externas sobre 
a atuação do Brasil na Guerra do Paraguai e discutir diferen-
tes versões sobre o conflito. 
(GO-EF08HI18-A) Problematizar a Guerra do Paraguai e dis-
cutir as diferentes versões, vencidos e vencedores, bem como 
as análises historiográficas diversas.
(GO-EF08HI18-B) Refletir sobre o fim do tráfico negreiro, 
a abolição gradual da escravatura e a introdução da mão de 
obra imigrante, relacionando-os com a Lei de Terras de 1850, 
a concentração fundiária e os conflitos no campo, no passado 
e no presente.
(GO-EF08HI19-A) Identificar, a partir de fontes históricasa se unirem para organizar a Proclamação da 
República no Brasil. Destaque os fatores que impulsio-
naram esses grupos a agirem em conjunto para retirar o 
Imperador do poder e promover mudanças na institucio-
nalidade do país. 
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da Educação
SEDUC
Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025
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Sugestão de resposta:
Os motivos que levaram à organização da Proclamação 
da República no Brasil foram multifacetados, envolvendo 
diversos grupos descontentes com o regime monárquico. 
Os militares, insatisfeitos com o poder centralizado de D. 
Pedro II, buscavam maior participação política e ascensão 
profi ssional. A Igreja Católica, por sua vez, estava descon-
tente com a infl uência de ideias laicas e republicanas, que 
poderiam ameaçar sua posição. Os movimentos republica-
nos almejavam uma mudança no sistema político, visando 
maior representatividade e participação popular. Os gran-
des fazendeiros, representantes da elite econômica, que-
riam garantir seus interesses diante de possíveis mudanças 
na política agrária. A convergências desses interesses e in-
satisfações levou à articulação e realização da Proclama-
ção da República em 1889, marcando o fi m da monarquia e 
o início de um novo período na história do Brasil. 
C1 – Analisar a transição do sistema monárquico para o 
republicano, as tentativas de consolidação do novo regi-
me, bem como os desafi os enfrentados na construção de 
uma identidade política e na estabilidade do país nas dé-
cadas subsequentes à proclamação.
C2 – Investigar como os fatores que conduziram à Procla-
mação da República interagiram, gerando tensões políti-
cas e sociais que resultaram na busca por um novo arranjo 
político, culminando na instauração do sistema republica-
no no Brasil em 1889.
13. Por que a Proclamação da República no Brasil pode 
ser vista como um golpe? Destaque os principais elemen-
tos que justifi cam essa interpretação.
Sugestão de resposta:
A Proclamação da República no Brasil pode ser vista como 
um golpe porque foi uma ação liderada por militares e 
apoiada por elites, sem participação popular direta. Esse 
evento marcou a substituição da monarquia pela repúbli-
ca de maneira abrupta, refl etindo interesses específi cos 
de grupos poderosos, não de um consenso ou vontade 
geral da população. Além disso, houve um rompimento 
constitucional. Levando para a questão popular, podemos 
dizer que “rasgaram” a Constituição.
C1 – Analisar a transição do sistema monárquico para o 
republicano, as tentativas de consolidação do novo regi-
me, bem como os desafi os enfrentados na construção de 
uma identidade política e na estabilidade do país nas dé-
cadas subsequentes à proclamação. 
C2 – Investigar como os fatores que conduziram à Procla-
mação da República interagiram, gerando tensões políti-
cas e sociais que resultaram na busca por um novo arranjo 
político, culminando na instauração do sistema republica-
no no Brasil em 1889.
14. (Espcex-Aman 2024-Adaptada) Com a Proclamação 
da República, uma das medidas iniciais foi a criação de no-
vos símbolos nacionais, o que levou a disputas entre grupos 
políticos para a escolha da nova bandeira do Brasil. Após 
uma versão provisória, inspirada na bandeira norte-ame-
ricana com listras verdes e amarelas, a bandeira escolhida 
acabou por manter o retângulo verde e o losango amare-
lo-ouro da bandeira imperial, mas trocando o brasão do 
Império por um círculo azul com estrelas, cortado por uma 
faixa branca com a inscrição "Ordem e Progresso".
Esse lema foi inspirado
(A) em Rui Barbosa. (C) no Iluminismo. 
(B) no Liberalismo. (D) no Positivismo.
Gabarito: D
Comentário sobre o item:
O Positivismo, movimento francês que muito infl uenciou a 
Proclamação da República brasileira, acabou por inspirar a 
inscrição “Ordem e Progresso” da nossa Bandeira Nacional.
C1 – Analisar a transição do sistema monárquico para o 
republicano, as tentativas de consolidação do novo regi-
me, bem como os desafi os enfrentados na construção de 
uma identidade política e na estabilidade do país nas dé-
cadas subsequentes à proclamação. 
C2 – Investigar como os fatores que conduziram à Procla-
mação da República interagiram, gerando tensões políti-
cas e sociais que resultaram na busca por um novo arranjo 
político, culminando na instauração do sistema republica-
no no Brasil em 1889.
SINOPSE
Classifi cação: Não recomendado para menores 
de 14 anos.
Em 1893, Antônio Conselheiro (José Wilker) e 
seus seguidores começam a tornar um simples 
movimento em algo grande demais para a Repú-
blica, que acabara de ser proclamada e decidira 
por enviar vários destacamentos militares para 
destruí-los. Os seguidores de Antônio Conselheiro apenas defen-
diam seus lares, mas a nova ordem não podia aceitar que humildes 
moradores do sertão da Bahia desafi assem a República. Assim, em 
1897, esforços são reunidos para destruir os sertanejos. Estes fatos 
são vistos pela ótica de uma família com opiniões confl itantes sobre 
Conselheiro.
1. Guerra de Canudos
SUGESTÕES DE FILMES PARA CONTEXTUALIZAÇÃO COM 
O PERÍODO ESTUDADO E PARA CONTRIBUIR COM O TEMA:
2. O Veneno da Madrugada
SINOPSE
Classifi cação: Não recomendado para menores de 
14 anos.
Do excelente diretor Ruy Guerra, de clássicos como 
"Os Cafajestes", "Os Fuzis", "Os Deuses e os Mor-
tos", entre outros. Em "O Veneno da Madrugada" 
conta com a fotografi a maravilhosa de Walter Car-
Revisa Goiás
Secretaria de Estado
da Educação
SEDUC
Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025
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valho, toda marcada pelo ambiente noturno, pois o filme só tem ce-
nas noturnas, com chuva incessante. No começo do filme, o diretor 
procura apresentar a cidade, onde se passa a ação e as personagens 
principais, uma introdução muito bem realizada. O roteiro é baseado 
em uma obra de Garcia Márquez. O filme "brinca" o tempo todo com 
flashbacks e, mostra o mesmo fato repetidas vezes, só que sob a ótica 
de cada personagem. Filme excelente. Maravilhoso! Fotografia pre-
miada no Festival de Brasília. Ótima direção de Guerra.
TEMÁTICA 05: Brasil: Da República Velha ao Estado 
Novo
Habilidade do DCGO - Ampliado:
(GO-EF09HI02-A) Analisar os processos políticos, eco-
nômicos e sociais que levaram ao domínio político das oli-
garquias brasileiras no período conhecido como Primeira 
República, identificando particularidades da história local 
e regional.
Objeto de Conhecimento:
• A República da Espada
A República da Espada
ATIVIDADES
15. Leia o texto/figura n. V e, a seguir, marque a alternati-
va correta.
(A) A Proclamação da República representou uma pro-
funda transformação social e econômica, beneficiando 
todas as camadas da sociedade brasileira. 
(B) A mudança de regime político de monarquia para 
república não afetou significativamente a estrutura so-
cioeconômica do país, mantendo inalteradas as condi-
ções de vida da população mais pobre. 
(C) A República foi proclamada com o objetivo principal 
de erradicar a pobreza e promover a igual social, sendo 
bem-sucedida nesse intento desde seus primeiros anos. 
(D) O diálogo entre o cidadão e Deodoro da Fonseca 
revela o sucesso das políticas republicanas em alterar 
imediatamente a distribuição de renda no Brasil.
Gabarito: B
Comentário sobre o item:
Esta questão permite aos estudantes refletirem sobre as 
consequências sociais da Proclamação da República, es-
pecialmente no que diz respeito às expectativas versus a 
realidade vivida pelas camadas mais pobres da população. 
B1 – Explorar a dinâmica política, os principais líderes mi-
litares envolvidos, e os desafios enfrentados durante essa 
fase inicial da República, visando uma compreensão mais 
aprofundada do papel desempenhado pela República da 
Espada na história do Brasil.
16. Explique os objetivos da “Política do Encilhamento” 
adotada durante o governo de Floriano Peixoto (1891-
1894). Destaque como essa política buscava estimular 
o desenvolvimento industrial e modernizar a economia 
brasileira.
Sugestão de resposta:Os principais objetivos da “Política do Encilhamento” du-
rante o governo de Floriano Peixoto (1891-1894) eram 
estimular o desenvolvimento industrial e modernizar 
a economia brasileira. Para alcançar essas metas, o go-
verno adotou medidas como concessão de empréstimos 
facilitados para empreendimento industriais, promoção 
da especulação financeira e estímulo ao investimento 
em projetos arriscados. A intenção era impulsionar a in-
dustrialização e atrair investimentos estrangeiros. No 
entanto, essas ações também resultaram em diversos 
problemas, como o aumento da inflação, a especulação 
descontrolada e a falência de instituições bancárias. 
B1 – Explorar a dinâmica política, os principais líderes mi-
litares envolvidos, e os desafios enfrentados durante essa 
fase inicial da República, visando uma compreensão mais 
aprofundada do papel desempenhado pela República da 
Espada na história do Brasil.
17. Demonstre criticamente os principais problemas gera-
dos pela “Política do Encilhamento”, incluindo o aumento 
da inflação, a especulação financeira e a falência de institui-
ções bancárias. Explique a razão do termo “Encilhamento”. 
Sugestão de resposta:
A “Política do Encilhamento” buscava modernizar a eco-
nomia brasileira no início da República, mas enfrentou 
problemas como inflação, especulação financeira e falên-
cias bancárias. O termo “Encilhamento” refere-se à prática 
de apostar em projetos arriscados, semelhante a apostas 
em cavalos durante uma corrida. Essa abordagem arris-
cada resultou em impactos negativos, contribuindo para 
a instabilidade econômica e financeira do período. 
B1 – Explorar a dinâmica política, os principais líderes mi-
litares envolvidos, e os desafios enfrentados durante essa 
fase inicial da República, visando uma compreensão mais 
aprofundada do papel desempenhado pela República da 
Espada na história do Brasil.
Revisa Goiás
Secretaria de Estado
da Educação
SEDUC
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SINOPSE
Classifi cação: Não recomendado para menores 
de 14 anos.
1893 – Um golpe do presidente Floriano Peixo-
to fecha e logo em seguida reabre o Congresso 
Nacional, para colocar “a mesa” de decisões um 
grupo de correligionários que rezavam pela sua 
cartilha. No sul do país, inconformados, os idea-
listas revolucionários Maragatos se insurgem e 
avançam para o Rio de Janeiro. O intuito: se juntar às tropas do Almi-
rante Saldanha da Gama e assim deporem o presidente. É em Curi-
tiba que o fi lme se desenvolve, quando da chegada das tropas revol-
tosas comandado por Gumercindo Saraiva na capital paranaense e 
das negociações do Barão do Serro Azul com os gaúchos para evitar 
os saques à cidade. O fi lme traz a angústia do então representante da 
Junta Governativa de Curitiba, o Barão, e seus últimos dias de vida.
1. O Preço da Paz
SUGESTÕES DE FILMES PARA CONTEXTUALIZAÇÃO COM 
O PERÍODO ESTUDADO E PARA CONTRIBUIR COM O TEMA:
2. Policarpo Quaresma, Herói do Brasil
SINOPSE
Classifi cação: Não recomendado para menores 
de 14 anos.
O major Policarpo Quaresma é um sonhador. Um 
visionário que ama o seu país e deseja vê-lo tão 
grandioso quanto, acredita, o Brasil pode ser. A 
sua luta se inicia no Congresso. Policarpo quer 
que o tupi-guarani seja adotado como idioma na-
cional. Ele tem o apoio de sua afi lhada Olga por 
quem nutre um afeto especial e Ricardo Coração dos Outros, trovador 
e compositor de modinhas que conta a história do nosso herói do Brasil.
TEMÁTICA 06: Brasil: Da República Velha ao Estado 
Novo
Habilidades do DCGO - Ampliado:
(GO-EF09HI01-A) Conhecer e problematizar o conceito 
de República em diferentes tempos, espaços e culturas, 
comparando semelhanças e diferenças com a fundação 
da República no Brasil.
(GO-EF09HI02-A) Analisar os processos políticos, eco-
nômicos e sociais que levaram ao domínio político das oli-
garquias brasileiras no período conhecido como Primeira 
República, identifi cando particularidades da história local 
e regional.
Objeto de Conhecimento:
• A República da Espada / Coronelismo no Brasil e em 
Goiás
Caríssimo(a) professor(a), segue um breve texto com o 
intuito de contextualizar e elucidar os antecedentes das 
práticas do modelo político conhecido como coronelis-
mo, estabelecendo refl exões com o nosso contexto atual 
no Brasil.
A República da Espada / Coronelismo no 
Brasil e em Goiás
Caro(a) estudante, segue um breve texto com o in-
tuito de contextualizar e elucidar os antecedentes das 
práticas do modelo político conhecido como coronelis-
mo, estabelecendo refl exões com o nosso contexto atu-
al no Brasil.
Leia o texto VI e, a seguir, responda as atividades propostas 
desta temática.
Texto VI
República Velha (1889-1930) (2) - Coronelismo e 
oligarquias
Do golpe militar aos governos civis
A consolidação do modelo republicano federalista e a 
ascendência das oligarquias agrárias ao poder fez surgir 
um dos mais característicos fenômenos sociais e políticos 
do período: o coronelismo. O fenômeno do coronelismo 
expressou as particularidades do desenvolvimento social 
e político do Brasil. Ele foi resultado da coexistência das 
formas modernas de representação política (o sufrágio 
universal) e de uma estrutura fundiária arcaica baseada 
na grande propriedade rural.
O direito de voto estava assegurado pela Constitui-
ção, mas o fato da grande maioria dos eleitores habitarem 
o interior (a população sertaneja e camponesa) e serem 
muito pouco politizados levou os proprietários agrários a 
controlar o voto e o processo eleitoral em função de seus 
interesses.
O "coronel" (geralmente um proprietário de terra) foi a 
fi gura chave no processo de controle do voto da população 
rural. Temido e respeitado, a infl uência e o poder político 
do coronel aumentavam a medida em que ele conseguis-
se assegurar o voto dos eleitores para os seus candidatos. 
Por meio do emprego da violência e da barganha (troca de 
favores), os coronéis forçavam os eleitores a votarem nos 
candidatos que convinha aos seus interesses.
Voto de cabresto 
O controle do voto da população rural pelos coronéis 
fi cou conhecido popularmente como "voto de cabresto". 
Por meio do voto de cabresto eram eleitos os chefes polí-
ticos locais (municipais), regionais (estaduais) e federal (o 
governo central). A fraude, a corrupção, e o favorecimen-
to permeavam todo o processo eleitoral de modo a detur-
par a representação política.
No âmbito municipal os coronéis locais dependiam 
do governador para obtenção de auxílio fi nanceiro para 
obras públicas e benfeitorias gerais, daí a necessidade de 
Revisa Goiás
Secretaria de Estado
da Educação
SEDUC
Revisa 9º Ano - Ciências Humanas - 1º Bimestre/2025
22
ATIVIDADES
apoiar e obter votos para os candidatos de determinada 
facção das oligarquias estaduais. 
As oligarquias estaduais também dependiam de votos 
para conquistarem ou assegurarem seu domínio político, daí 
a necessidade de barganharem com os coronéis locais. Se-
melhante condição de dependência política se manifestava 
nas relações do governo federal com os governos estaduais. 
As rivalidades, lutas e conflitos armados entre coro-
néis de pouca ou grande influência e pertencentes a di-
ferentes oligarquias agrárias eram comuns, fazendo da 
violência um componente constitutivo e permanente do 
sistema de dominação política da República Velha.
Um pacto de poder 
Sob a presidência de Campos Salles (1898-1902), foi 
firmado um pacto de poder chamado de Política dos Go-
vernadores. Baseava-se num compromisso político entre 
o governo federal e as oligarquias que governavam os es-
tados tendo por objetivo acabar com a constante instabi-
lidade que caracterizava o sistema político federativo.
A Política dos Governadores estabelecia que os gru-
pos políticos que governavam os estados dariam irrestri-
to apoio ao presidente da República, em contrapartida o 
governo federal só reconheceria a vitória nas eleições dos 
candidatos ao cargo de deputado federal pertencentes 
aos grupos que o apoiavam.O governo federal tinha a prerrogativa de conceder 
o diploma de deputado federal. Mesmo que o candidato 
fosse vitorioso nas eleições, sem este documento ele não 
poderia tomar posse e exercer a atividade política. O con-
trole sobre o processo de escolha dos representantes po-
líticos a partir da fraude eleitoral impedia que os grupos 
de oposição chegassem ao poder.
Candidatos da situação
De modo geral, o governo federal firmava acordos 
com os grupos políticos que já detinham o poder, e a par-
tir daí diplomava somente os candidatos da situação ga-
rantindo-se, desse modo, a perpetuação desses grupos 
no governo. Com poucas ou nenhuma chance de chegar 
ao poder por via eleitoral restava aos grupos da oposição 
juntarem-se aos grupos políticos da situação.
A Política dos Governadores assegurou e reforçou o 
poder das oligarquias agrárias mais influentes do país. Os 
estados mais ricos da federação, São Paulo e Minas Ge-
rais, dispunham das mais prósperas economias agrárias 
devido a produção em larga escala do principal produto 
de exportação brasileiro, o café. As oligarquias cafeeiras 
desses estados conquistaram influência política nacional 
e governaram o país de acordo com seus interesses.
A hegemonia de São Paulo e Minas Gerais na política 
nacional foi chamada de "Política do café-com-leite". Por 
meio de acordos entre o Partido Republicano Paulista 
(PRP) e o Partido Republicano Mineiro (PRM), os dois es-
tados da federação elegeram praticamente todos os pre-
sidentes da República Velha, até que a Revolução de 1930 
viesse alterar os rumos da política brasileira.
Fonte: https://abre.ai/iYTl. Acesso em: 21 fev. 2024.
Texto de autoria de Renato Cancian.
18. Analisando o contexto histórico descrito no texto VI 
sobre o coronelismo e as oligarquias na República Velha, 
estabeleça uma reflexão comparativa com a política atual 
no Brasil. Identifique semelhanças e diferenças entre os 
métodos de controle político e representação eleitoral.
Sugestão de resposta:
Ao analisar o contexto histórico do coronelismo e das 
oligarquias na República Velha, percebe-se algumas se-
melhanças e diferenças com a política atual no Brasil. 
Similaridades incluem o controle político exercido por 
determinados grupos, que buscam manter sua influência 
por meio de práticas que limitam a efetiva representação 
eleitoral. A persistência de práticas como o clientelismo e 
o favorecimento de interesses particulares em detrimen-
to do bem público também remete ao período do corone-
lismo. Por outro lado, diferenças podem ser observadas 
na evolução das instituições democráticas e na maior 
conscientização política da sociedade contemporânea, 
embora desafios relacionados à representatividade e a 
transparência ainda persistam. 
B1 – Explorar a dinâmica política, os principais líderes mi-
litares envolvidos, e os desafios enfrentados durante essa 
fase inicial da República, visando uma compreensão mais 
aprofundada do papel desempenhado pela República da 
Espada na história do Brasil.
19. Analisando os elementos do coronelismo e das oligar-
quias durante a República Velha, demonstre de que forma 
esses aspectos históricos podem impactar ou não na in-
terpretação da dinâmica política atual no Brasil.
Sugestão de resposta:
A presença histórica do coronelismo e das oligarquias na 
República Velha pode oferecer insights sobre alguns pa-
drões persistentes na política brasileira contemporânea. 
Elementos como o controle político localizado, práticas 
clientelistas e a influências de grupos econômicos ainda 
podem ser observados, embora com adaptações aos con-
textos atuais. 
B1 – Explorar a dinâmica política, os principais líderes mi-
litares envolvidos, e os desafios enfrentados durante essa 
fase inicial da República, visando uma compreensão mais 
aprofundada do papel desempenhado pela República da 
Espada na história do Brasil.
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ATIVIDADES
SINOPSE
Classifi cação: Livre.
As aventuras dos nordestinos João Grilo (Matheus 
Natchergaele), um sertanejo pobre e mentiroso, e 
Chicó (Selton Mello), o mais covarde dos homens. 
Ambos lutam pelo pão de cada dia e atravessam 
por vários episódios enganando a todos do pe-
queno vilarejo de Taperoá, no sertão da Paraíba. 
A salvação da dupla acontece com a aparição da Nossa Senhora 
(Fernanda Montenegro). Adaptação da obra de Ariano Suassuna.
1. O Auto da Compadecida
SUGESTÕES DE FILMES PARA CONTEXTUALIZAÇÃO COM 
O PERÍODO ESTUDADO E PARA CONTRIBUIR COM O TEMA:
SINOPSE
Classifi cação: Livre.
Em Lisbela e o Prisioneiro, Lisbela (Débora Fala-
bella) é uma moça que adora ir ao cinema e vive 
sonhando com os galãs de Hollywood dos fi lmes 
que assiste. Leléu (Selton Mello) é um malandro 
conquistador, que em meio a uma de suas mui-
tas aventuras chega à cidade de Lisbela. Após se 
conhecerem eles logo se apaixonam, mas há um 
problema: Lisbela está noiva. Em meio às dúvidas e aos problemas 
familiares que a nova paixão desperta, há ainda a presença de um 
matador (Marco Nanini) que está atrás de Leléu, devido a ele ter se 
envolvido com sua esposa (Virginia Cavendish).
SINOPSE
Classifi cação: Não recomendado para menores 
de 14 anos.
Em Curral, Joel é um advogado que está na dis-
puta para eleição de vereadores na cidade de 
Gravatá, em Pernambuco. Ele decide convidar 
seu antigo amigo Chico Caixa (Thomás Aquino) 
para participar da campanha, angariando votos 
de um bairro simples do município através da pro-
messa do fornecimento de água. Apesar de receoso, Chico aceita, 
mas se vê atravessado por forças confl itantes enquanto questiona a 
ética desse tipo de campanha. 
1. Lisbela e o prisioneiro
1. Curral
TEMÁTICA 07: Brasil: Da República Velha ao Estado Novo 
Habilidade do DCGO - Ampliado:
(GO-EF09HI05-D) Conhecer e problematizar o processo 
de modernização republicana, diante dos confl itos que 
eclodiram no campo e nas cidades, no âmbito nacional e 
regional, ao longo da Primeira República brasileira.
Objeto de Conhecimento:
• A Primeira República e suas características
A Primeira República e suas características
20. Durante a República Velha, o “voto de cabresto” era 
uma prática relacionada ao fenômeno do coronelismo. 
Qual era a principal característica deste estilo de voto 
nesse contexto?
(A) Sufrágio universal.
(B) Livre escolha do eleitor. 
(C) Sistema de voto secreto.
(D) Controle e direcionamento do voto pelos líderes lo-
cais.
Gabarito: D
Comentário sobre o item:
A alternativa correta é a letra D, pois o “voto de cabres-
to” durante a República Velha estava intimamente ligado 
ao controle e direcionamento do voto por líderes locais, 
conhecidos como coronéis. Essa prática comprometia a 
liberdade de escolha do eleitor, tornando o sufrágio me-
nos universal e mais sujeito à infl uência e manipulação 
por partes desses líderes políticos locais. O sistema de 
voto secreto não era predominante nesse contexto, uma 
vez que o controle do voto era exercido de maneira mais 
direta pelos coronéis.
B1 – Explorar a dinâmica política, os principais líderes mi-
litares envolvidos, e os desafi os enfrentados durante essa 
fase inicial da República, visando uma compreensão mais 
aprofundada do papel desempenhado pela República da 
Espada na história do Brasil.
21. Durante a República Velha, a política brasileira foi 
marcada por um acordo entre as oligarquias dos estados 
de São Paulo e Minas Gerais, conhecido como “Política do 
Café com Leite”. Essa estratégia consistia em alternar a 
presidência entre um representante desses dois estados, 
ambos com economias baseadas na produção de café e 
leite, as principais fontes de riqueza do país na época. Esse 
acordo garantia a hegemonia dessas oligarquias no ce-
nário político nacional. Considerando estas informações, 
escreva como esse acordo infl uenciou a dinâmica política 
brasileira. Identifi que os interesses das oligarquias de São 
Paulo e Minas Gerais, as consequências desse pacto para 
o restantedo país e como essa política impactou as elei-
ções durante esse período.
Sugestão de rsposta:
A “Política do Café com Leite” na República Velha alterna-
va o poder entre as oligarquias de São Paulo e Minas, base-
ando-se na produção de café e leite. Isso fortalecia essas 
oligarquias, concentrando poder e riqueza. Os interesses 
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SINOPSE
Classifi cação: Não recomendado para meno-
res de 12 anos.
Em abril de 1910, na geografi a desértica do 
sertão brasileiro vive Tonho (Rodrigo Santoro) 
e sua família. Tonho vive atualmente uma gran-
de dúvida, pois ao mesmo tempo que é impe-
lido por seu pai (José Dumont) para vingar a 
morte de seu irmão mais velho, assassinado 
por uma família rival, sabe que caso se vin-
gue será perseguido e terá pouco tempo de vida. Angustiado pela 
perspectiva da morte, Tonho passa então a questionar a lógica da 
violência e da tradição.
1. Abril Despedaçado
2. Vidas Secas
SINOPSE
Classifi cação: Não recomendado para menores 
de 14 anos.
Em Vidas Secas, uma família miserável tenta 
escapar da seca no sertão nordestino. Fabiano 
(Átila Iório), Sinhá Vitória (Maria Ribeiro), seus 
dois fi lhos e a cachorra Baleia vagam sem desti-
no e já quase sem esperanças pelos confi ns do 
interior, sobrevivendo às forças da natureza e à 
crueldade dos homens. Adaptação da obra de Graciliano Ramos.
eram centrados na manutenção do controle econômico. 
No entanto, essa prática gerava desigualdades regionais, 
limitava a representatividade democrática e favorecia 
candidatos desses estados nas eleições, resultando em um 
sistema oligárquico e centralizado. 
B1 – Compreender o processo de mudança política que se 
desenrolou nos meandros dos interesses no início do perí-
odo republicano no Brasil, explorando as dinâmicas de po-
der, alianças e confl ito que moldaram as transformações 
políticas iniciais.
C2 – Analisar as negociações e disputas entre diferentes 
grupos de interesses, as estratégias adotadas para consoli-
dar o novo sistema político e os impactos dessas mudanças 
na estrutura governamental e nas relações políticas do país.
22. Durante a República Velha, a “Política do Café com Lei-
te” foi um acordo entre as oligarquias de dois estados bra-
sileiros. Qual era o objetivo principal dessa política?
(A) Alternar a presidência entre os estados de São Paulo 
e Minas Gerais.
(B) Implementar um sistema de votação secreta.
(C) Excluir outros estados do processo eleitoral.
(D) Criar uma monarquia parlamentarista.
Gabarito: A
Comentário sobre o item:
A “Política do Café” com Leite” foi um acordo entre as oli-
garquias de São Paulo e Minas Gerais durante a República 
Velha, no qual buscavam alternar a presidência entre esses 
dois estados. Esse pacto visava consolidar a hegemonia 
política dessas regiões, centradas nas economias cafeeira 
(São Paulo) e leiteira (Minas Gerais), garantindo sua infl u-
ência no cenário político nacional.
B1 – Compreender o processo de mudança política que se 
desenrolou nos meandros dos interesses no início do perí-
odo republicano no Brasil, explorando as dinâmicas de po-
der, alianças e confl ito que moldaram as transformações 
políticas iniciais.
C2 – Analisar as negociações e disputas entre diferentes 
grupos de interesses, as estratégias adotadas para consoli-
dar o novo sistema político e os impactos dessas mudanças 
na estrutura governamental e nas relações políticas do país.
TEMÁTICA 08: Brasil: Da República Velha ao Estado Novo
Habilidades do DCGO - Ampliado:
(GO-EF09HI05-D) Conhecer e problematizar o processo 
de modernização republicana, diante dos confl itos que 
eclodiram no campo e nas cidades, no âmbito nacional e 
regional, ao longo da Primeira República brasileira.
(GO-EF09HI05-E) Conceituar e analisar o Modernismo, 
identifi cando seu papel como parte do processo de cons-
trução da identidade nacional e regional.
(EF09HI05) Identifi car os processos de urbanização e 
modernização da sociedade brasileira e avaliar suas con-
tradições e impactos na região em que vive.
Objeto de Conhecimento:
• A modernização republicana / Modernização, urbaniza-
ção e sanitarismo
A modernização republicana / Modernização, 
urbanização e sanitarismo
O Bota Abaixo foi o processo de demolição de 
cortiços e habitações populares no centro do Rio 
de Janeiro durante o governo de Pereira Passos (1902-
1906), para modernizar a cidade e combater doenças. 
Essa reforma, inspirada em cidades europeias, deslocou 
milhares de pessoas para áreas periféricas, contribuin-
do para a formação das primeiras favelas. O movimen-
to gerou insatisfação popular e reforçou desigualdades 
sociais, marcando o início da Primeira República com um 
modelo de modernização elitista e excludente.
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ATIVIDADES
23. No início do século XX no Brasil, o Prefeito do Rio de 
Janeiro conhecido como Pereira Passos implementou 
uma ousada estratégia conhecida como “bota abaixo”. 
Essa Política visava modernizar a cidade, mas resultou 
na remoção de numerosas habitações populares e na 
destruição de partes signifi cativas da área central. Con-
siderando esse contexto, analise criticamente a política 
da “bota abaixo” de Pereira Passos, destacando suas mo-
tivações, métodos utilizados, impactos na população e as 
implicações políticas desse processo para a cidade.
Sugestão de resposta:
A política do “bota abaixo” implementada pelo Prefeito 
Pereira Passos no Rio de Janeiro no início do século XX 
tinha como motivação principal modernizar a cidade e 
torná-la mais alinhada com os padrões europeus da épo-
ca. Para alcançar esse objetivo, foram utilizados métodos 
que resultaram na demolição de habitações populares e 
na reconfi guração da área central, transformando drasti-
camente a paisagem urbana. Os impactos na população 
foram signifi cativos, com o deslocamento forçado de mui-
tas pessoas e a perda de espaços culturais importantes. 
Além disso, a política do “bota abaixo” teve implicações 
políticas, gerando resistência e críticas de diversos seto-
res da sociedade, marcando um período de transforma-
ções e confl itos na história urbana do Rio de Janeiro. 
A1 – Identifi car os pontos mais importantes no que tange à 
ideia de “modernização” trazida pelas questões republicanas 
no Brasil, examinando as reformas e políticas adotadas com 
o intuito de modernizar diferentes setores da sociedade.
A2 – Compreender os motivos que levaram aos confl itos 
urbanos no início da República no Brasil, investigando as 
tensões sociais, econômicas e políticas que culminaram 
em confrontos nas áreas urbanas. 
A fi gura ao lado traz o fato histórico conhecido 
como “Revolta da Vacina”.
Acontecido no início do século XX, a população 
protestou contra a vacinação obrigatória liderada por 
Oswaldo Cruz, considerando-a uma violação de direi-
tos individuais. O movimento expressou resistência 
popular ao autoritarismo estatal na área de saúde pú-
blica. Há também uma questão social envolvida. Im-
portante refl exão!
24. Considerando o contexto histórico da Revolta da Va-
cina no Rio de Janeiro, descreva os principais motivos que 
levaram à revolta da população contra a vacinação obri-
gatória. Demonstre as implicações sociais, políticas e sa-
nitárias desse episódio.
Sugestão de resposta:
A Revolta da Vacina no Rio de Janeiro, em 1904, refl etiu 
as tensões entre o Estado e a sociedade. A população re-
sistiu à vacinação obrigatória devido a questões de liber-
dade individual, desconfi ança nas autoridades e falta de 
informações claras sobre a campanha. A revolta eviden-
ciou a necessidade de uma abordagem mais participativa 
e transparente em questões de saúde pública. 
A1 – Identifi car os pontos mais importantes no que tange 
à ideia de “modernização” trazida pelas questões republi-
canas no Brasil, examinando as reformas e políticas ado-
tadas com o intuito de modernizardiferentes setores da 
sociedade.
A2 – Compreender os motivos que levaram aos confl itos 
urbanos no início da República no Brasil, investigando as 
tensões sociais, econômicas e políticas que culminaram 
em confrontos nas áreas urbanas.
25. (ENEM Digital 2020) Chamando o repórter de “cida-
dão”, em 1904, o preto acapoeirado justifi cava a revolta: 
era para “não andarem dizendo que o povo é carneiro. De 
vez em quando é bom a negrada mostrar que sabe morrer 
como homem!”. Para ele, a vacinação em si não era impor-
tante — embora não admitisse de modo algum deixar os 
homens da higiene meter o tal ferro em suas virilhas. O 
mais importante era “mostrar ao governo que ele não põe 
o pé no pescoço do povo”.
CARVALHO, J. M. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. 
São Paulo: Cia. das Letras, 1987 (adaptado).
A referida Revolta, ocorrida na cidade do Rio de Janeiro 
no início da República, caracterizou-se por ser uma
(A) agitação incentivada pelos médicos.
(B) atitude de resistência dos populares.
(C) estratégia elaborada pelos operários.
(D) tática de sobrevivência dos imigrantes.
Gabarito: B
A1 – Identifi car os pontos mais importantes no que tange 
à ideia de “modernização” trazida pelas questões republi-
canas no Brasil, examinando as reformas e políticas ado-
tadas com o intuito de modernizar diferentes setores da 
sociedade.
A2 – Compreender os motivos que levaram aos confl itos 
urbanos no início da República no Brasil, investigando as 
tensões sociais, econômicas e políticas que culminaram 
em confrontos nas áreas urbanas.
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SINOPSE
Classifi cação: Não recomendado para menores 
de 12 anos.
Em 1889 chega ao Rio de Janeiro no mesmo na-
vio o sanitarista Oswaldo Cruz (Bruno Giordano), 
que retorna ao país após anos de estudo na Eu-
ropa, e a jovem Esther (Carolina Kasting), polo-
nesa que veio ao Brasil na promessa de se casar 
e constituir família. Cruz logo consegue emprego 
como médico de uma fábrica de tecidos, enquan-
to Esther não tem a mesma sorte, logo descobrindo que a proposta 
de casamento era apenas uma farsa, preparada no intuito de trazer 
ao país jovens polonesas, as "polacas", para trabalharem como pros-
titutas nos bordéis da cidade. Inicialmente Esther resiste ao destino a 
ela traçado, mas, sem opção, acaba cedendo e recebe a ajuda de Vâ-
nia (Lu Grimaldi), polaca que nem ela que foi vítima do mesmo golpe 
anos atrás. Enquanto isso Cruz começa sua ascensão na medicina 
local, assumindo o comando do Instituto Soropédico de Manguinhos, 
onde pesquisa a cura de doenças como a peste e a febre amarela. 
As medidas de Cruz se mostram efi cazes. Até que, na tentativa de 
extinguir a varíola, propõe que maiores de 6 meses sejam obrigados 
a se vacinarem e desencadeia a Revolta da Vacina.
1. Sonhos Tropicais
SUGESTÕES DE FILMES PARA CONTEXTUALIZAÇÃO COM 
O PERÍODO ESTUDADO E PARA CONTRIBUIR COM O TEMA:
PROPOSTA DE AVALIAÇÃO
Prezado(a) Professor(a), segue abaixo um instrumento 
avaliativo que pode ser utilizado como ferramenta diag-
nóstica para verifi car o desenvolvimento das habilidades 
abordadas ao longo destes dois meses. Este instrumento 
é proposto como uma opção para compor a nota dos es-
tudantes.
1. (Enem 2015-Adaptada) TEXTO I
Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a his-
tória, resistiu até o esgotamento completo. Vencido pal-
mo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, 
ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, 
que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois 
homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam 
raivosamente cinco mil soldados.
CUNHA, E. Os sertões. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1987.
TEXTO II
Na trincheira, no centro do reduto, permaneciam qua-
tro fanáticos sobreviventes do extermínio. Era um velho, 
coxo por ferimento e usando uniforme da Guarda Cató-
lica, um rapaz de 16 a 18 anos, um preto alto e magro, e 
um caboclo. Ao serem intimados para deporem as armas, 
investiram com enorme fúria. Assim estava terminada e 
de maneira tão trágica a sanguinosa guerra, que o bandi-
tismo e o fanatismo traziam acesa por longos meses, na-
quele recanto do território nacional.
SOARES, H. M. A Guerra de Canudos. Rio de Janeiro: Altina, 1902.
Os relatos do último ato da Guerra de Canudos fazem 
uso de representações que se perpetuariam na memó-
ria construída sobre o confl ito. Nesse sentido, cada autor 
caracterizou a atitude dos sertanejos, respectivamente, 
como fruto da
(A) manipulação e incompetência. 
(B) ignorância e solidariedade. 
(C) hesitação e obstinação. 
(D) bravura e loucura.
Gabarito: D
Comentário sobre o item:
[Resposta do ponto de vista da disciplina de História]
No primeiro texto, na afi rmação “Canudos não se rendeu. 
Exemplo único em toda a história, resistiu até o esgota-
mento completo” podemos notar uma conotação de bra-
vura em referência aos sertanejos. Já no segundo texto, 
na afi rmação “que o banditismo e o fanatismo traziam 
acesa por longos meses” podemos notar uma conotação 
de loucura em referência aos sertanejos.
[Resposta do ponto de vista da disciplina de Português]
O texto I, excerto da terceira parte da obra “Os sertões”, 
de Euclides da Cunha, descreve a luta dos sertanejos que, 
destemidamente enfrentam a morte, não se rendem e são 
exterminados de forma sumária. O texto II, de Henrique 
Macedo Soares, militar na última expedição contra Canu-
dos, descreve o grupo como um bando de fanáticos liderado 
pelo peregrino Antônio Conselheiro, acreditando que ele 
poderia libertá-los da situação de extrema pobreza ou ga-
rantir-lhes a salvação eterna na outra vida. Assim, cada au-
tor caracterizou a atitude dos sertanejos, respectivamente, 
como fruto da bravura e loucura, como se afi rma em [D].
2. (Enem 2019-Adaptada) A Revolta da Vacina (1904) 
mostrou claramente o aspecto defensivo, desorganizado, 
fragmentado da ação popular. Não se negava o Estado, 
não se reivindicava participação nas decisões políticas; 
defendiam-se valores e direitos considerados acima da 
intervenção do Estado.
CARVALHO, J. M. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. 
São Paulo: Cia. das Letras, 1987 (adaptado).
A mobilização analisada representou um alerta, na medi-
da em que a ação popular questionava
(A) a alta de preços. 
(B) a política clientelista. 
(C) as reformas urbanas. 
(D) o arbítrio governamental.
Gabarito: D
Comentário sobre o item:
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Apesar de outras medidas da Reforma Urbana de Pereira 
Passos terem incomodado a população do Rio de Janeiro, 
o estopim para a Revolta da Vacina foi o arbítrio governa-
mental imposto através da Lei de Vacinação Obrigatória. 
A vacina, infligida de maneira violenta e sem esclareci-
mentos prévios à população, levou à indignação popular.
3. (Enem 2016-Adaptada) O coronelismo era fruto de al-
teração na relação de forças entre os proprietários rurais 
e o governo, e significava o fortalecimento do poder do 
Estado antes que o predomínio do coronel. Nessa concep-
ção, o coronelismo é, então, um sistema político nacional, 
com base em barganhas entre o governo e os coronéis. O 
coronel tem o controle dos cargos públicos, desde o dele-
gado de polícia até a professora primária. O coronel hipo-
teca seu apoio ao governo, sobretudo na forma de voto.
CARVALHO, J. M. Pontos e bordados: escritos de história política. Belo Hori-
zonte: Editora UFMG, 1998 (adaptado).
No contexto da Primeira República no Brasil, as relações 
políticas descritas baseavam-se na
(A) coação das milícias locais. 
(B) estagnação da dinâmica urbana. 
(C) valorização do proselitismo partidário. 
(D) disseminação de práticas clientelistas.
Gabarito: D
Comentário sobre o item:
O Coronelismo – base das políticas da República Oli-
gárquica – desenvolvia-se a partir de uma rede de clien-telismo, na qual presidente, governadores e coronéis 
trocavam favores para alcançar seus objetivos políticos. 
4. (Enem 2013-Adaptada) Nos estados, entretanto, se 
instalavam as oligarquias, de cujo perigo já nos advertia 
Saint-Hilaire, e sob o disfarce do que se chamou “a política 
dos governadores”. Em círculos concêntricos esse sistema 
vem cumular no próprio poder central que é o sol do nos-
so sistema.
PRADO, P. Retrato do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972.
A crítica presente no texto remete ao acordo que funda-
mentou o regime republicano brasileiro durante as três 
primeiras décadas do século XX e fortaleceu o(a)
(A) poder militar, enquanto fiador da ordem econômica. 
(B) presidencialismo, com o objetivo de limitar o poder 
dos coronéis. 
(C) domínio de grupos regionais sobre a ordem federa-
tiva. 
(D) intervenção nos estados, autorizada pelas normas 
constitucionais.
Gabarito: C
Comentário sobre o item:
A "Política dos Governadores" foi uma aliança formada 
entre os presidentes da República, os governadores e os 
coronéis no Brasil durante a República Velha. Tal política, 
baseada no apoio mútuo entre as partes envolvidas, ga-
rantia o aumento do poder de influência dos líderes regio-
nais, ou seja, dos coronéis.
5. (Enem 2011-Adaptada) Completamente analfabeto, ou 
quase, sem assistência médica, não lendo jornais, nem re-
vistas, nas quais se limita a ver figuras, o trabalhador rural, 
a não ser em casos esporádicos, tem o patrão na conta de 
benfeitor. No plano político, ele luta com o “coronel” e pelo 
“coronel”. Aí estão os votos de cabresto, que resultam, em 
grande parte, da nossa organização econômica rural.
LEAL, V. N. Coronelismo, enxada e voto. São Paulo: Alfa-Ômega, 1978 (adap-
tado).
O coronelismo, fenômeno político da Primeira República 
(1889-1930), tinha como uma de suas principais carac-
terísticas o controle do voto, o que limitava, portanto, o 
exercício da cidadania. Nesse período, esta prática estava 
vinculada a uma estrutura social
(A) igualitária, com um nível satisfatório de distribuição 
da renda. 
(B) estagnada, com uma relativa harmonia entre as classes.
(C) tradicional, com a manutenção da escravidão nos 
engenhos como forma produtiva típica. 
(D) agrária, marcada pela concentração da terra e do 
poder político local e regional.
Gabarito: D
Comentário sobre o item:
Durante a Primeira República, também denominada de 
República Velha, o país manteve sua estrutura agrária 
tradicional, em diversas regiões, tendo substituído a es-
cravidão por um modelo assalariado precário. A estrutura 
exportadora e de concentração de terras permaneceu e, 
a adoção de novo modelo eleitoral, no qual o homem po-
bre poderia votar – desde que alfabetizado – exigiu que os 
latifundiários se preocupassem em estabelecer controle 
sobre o voto de seus trabalhadores. Os grandes latifun-
diários, os “coronéis” eram aqueles que possuíam poder 
econômico, dada a concentração de terras, poder político 
local – dominando as prefeituras e, na prática, o poder de 
polícia e de justiça, uma vez que delegados e juízes eram 
normalmente indicados por eles.
Secretaria de Estado
da Educação
SEDUC
Revisa Goiás
Expediente
Governador do Estado de Goiás
Ronaldo Ramos Caiado
Vice–Governador do Estado de Goiás
Daniel Vilela
Secretária de Estado da Educação
Aparecida de Fátima Gavioli Soares Pereira
Secretária–Adjunta
Helena Da Costa Bezerra
Diretora Pedagógica
Alessandra Oliveira de Almeida
Superintendente de Educação Infantil e Ensino 
Fundamental
Giselle Pereira Campos Faria
Superintendente de Ensino Médio
Osvany Da Costa Gundim Cardoso
Superintendente de Segurança Escolar e Colégio 
Militar
Cel Mauro Ferreira Vilela
Superintendente de Desporto Educacional, Arte 
e Educação
Elaine Machado Silveira 
Superintendente de Modalidades e Temáticas 
Especiais 
Rupert Nickerson Sobrinho
Diretor Administrativo e Financeiro
Andros Roberto Barbosa
Superintendente de Gestão Administrativa
Leonardo de Lima Santos
Superintendente de Gestão e Desenvolvimento 
de Pessoas
Hudson Amarau De Oliveira
Superintendente de Infraestrutura
Gustavo de Morais Veiga Jardim
Superintendente de Planejamento e Finanças
Taís Gomes Manvailer
Superintendente de Tecnologia
Bruno Marques Correia
Diretora de Política Educacional
Patrícia Morais Coutinho
Superintendente de Gestão Estratégica e 
Avaliação de Resultados
Márcia Maria de Carvalho Pereira
Superintendente do Programa Bolsa Educação
Márcio Roberto Ribeiro Capitelli
Superintendente de Apoio ao Desenvolvimento 
Curricular
Nayra Claudinne Guedes Menezes Colombo
Chefe do Núcleo de Recursos Didáticos
Evandro de Moura Rios
Coordenador de Recursos Didáticos para o Ensino 
Fundamental
Alexsander Costa Sampaio
Coordenadora de Recursos Didáticos para o 
Ensino Médio
Edinalva Soares de Carvalho Oliveira
Professores elaboradores de Língua Portuguesa
Edna Aparecida dos Santos
Edinalva Filha de Lima Ramos 
Katiuscia Neves Almeida
Maria Aparecida Oliveira Paula
Norma Célia Junqueira de Amorim
Professores elaboradores de Matemática
Amanda Martinhago Chavoni
Basilirio Alves da Costa Neto
Tayssa Tieni Vieira de Souza
Tyago Cavalcante Bilio
Professores elaboradores de Ciências da Natureza
Leonora Aparecida dos Santos
Sandra Márcia de Oliveira Silva
Sílvio Coelho da Silva
Professor de Ciências Humanas e Sociais
Ricardo Gonçalves Tavares
Revisão
Cristiane Gonzaga Carneiro Silva
Diagramação
Adriani Grune 
análise crítica de materiais didáticos e paradidáticos, sobre a 
escravização nas Américas, percebendo as formas de resis-
tência e valorização da cultura negra, assim como, problema-
tizando estereótipos e preconceitos. 
(GO-EF08HI19-B) Reconhecer que as resistências e revoltas 
de escravizados possibilitaram a luta pela libertação da mão-
-de-obra escrava, identificando o abolicionismo, não só como 
um processo político, mas como um movimento complexo, 
permeado por pressões e interesses de diversos grupos. 
(GO-EF08HI19-C) Perceber relações entre o incentivo à imi-
gração europeia do século XIX, a exclusão da população negra 
e a política de branqueamento do povo brasileiro.
A1 – Compreender a questão da Guerra do Paraguai, exami-
nando as causas que levaram ao conflito, os eventos-chave 
durante a guerra e as consequências tanto para o Paraguai 
quanto para os países envolvidos, destacando as mudanças 
políticas, sociais e econômicas resultantes desse conflito na 
América do Sul durante o século XIX. 
A2 – Compreender a questão do escravismo no Brasil, ex-
plorando as condições históricas que deram origem ao sis-
tema escravista, as formas de resistência dos escravizados e 
analisando as revoltas e movimento abolicionistas. 
A3 – Entender o conceito de democracia racial no Brasil, 
examinando suas origens, evolução ao longo do tempo e as 
críticas contemporâneas.
B1 – Entender a questão da Lei de Terra no contexto do 
Segundo Reinado, explorando seu impacto nas relações 
sociais, econômicas e na distribuição de terras no Brasil do 
século XIX, além de analisar as motivações por trás da im-
plementação dessa legislação e suas implicações a longo 
prazo no desenvolvimento agrário do país.
C1 – Comparar a Lei de Terras do Segundo Reinado com a 
questão agrária atual no Brasil, destacando semelhanças 
e diferenças nas abordagens legais, impactos na estrutura 
fundiária e implicações para a agricultura.
C2 – Analisar as consequências da Guerra do Paraguai na 
formação de uma elite militar e no início de um desgaste 
para as estruturas políticas da monarquia.
C3 – Analisar como a ideia de democracia racial influenciou 
as políticas, as relações sociais e as percepções sobre a di-
versidade étnica no país. 
C4 - Explorar as contradições entre a teoria da democracia 
racial e a realidade das desigualdades e discriminações exis-
tentes, buscando compreender a complexidade desse con-
ceito na sociedade brasileira.
A crise no 
Império e o for-
talecimento de 
ideias republi-
canas no Brasil 
e em Goiás
(EF09HI01) Descrever e contextualizar os principais as-
pectos sociais, culturais, econômicos e políticos da emer-
gência da República no Brasil.
(GO-EF09HI01-A) Conhecer e problematizar o conceito 
de República em diferentes tempos, espaços e culturas, 
comparando semelhanças e diferenças com a fundação da 
República no Brasil. 
(GO-EF09HI01-B) Problematizar a efetiva participação 
da sociedade brasileira no processo de mudança do regi-
me político da Monarquia para uma República. 
(GO-EF09HI02-A) Analisar os processos políticos, econômi-
cos e sociais que levaram ao domínio político das oligarquias 
brasileiras no período conhecido como Primeira República, 
identificando particularidades da história local e regional.
(EF08HI16) Identificar, comparar e analisar a diversidade 
política, social e regional nas rebeliões e nos movimentos 
contestatórios ao poder centralizado.
A1 – Contextualizar a situação e os fatores que levariam à 
crise do período monárquico no Brasil, examinando as ten-
sões políticas, sociais e econômicas que culminaram na ins-
tabilidade do regime monárquico.
B1 – Identificar as causas imediatas e profundas que le-
varam à crise do Segundo Reinado no Brasil, examinando 
eventos específicos, decisões políticas e fatores estruturais 
que contribuíram para a instabilidade do período.
C1 – Analisar tanto as causas imediatas, como conflitos polí-
ticos e sociais, quando as causas profundas, como questões 
econômicas e a evolução das ideias republicanas, buscando 
uma compreensão abrangente do contexto que resultou na 
crise do Segundo Reinado.
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66
A Proclamação 
da República e 
seus primeiros 
desdobramen-
tos
(EF09HI01) Descrever e contextualizar os principais as-
pectos sociais, culturais, econômicos e políticos da emer-
gência da República no Brasil. 
(GO-EF09HI01-A) Conhecer e problematizar o conceito 
de República em diferentes tempos, espaços e culturas, 
comparando semelhanças e diferenças com a fundação da 
República no Brasil. 
(GO-EF09HI01-B) Problematizar a efetiva participação 
da sociedade brasileira no processo de mudança do regi-
me político da Monarquia para uma República.
(EF09HI02) Caracterizar e compreender os ciclos da his-
tória republicana, identificando particularidades da histó-
ria local e regional até 1954. 
(GO-EF09HI02-A) Analisar os processos políticos, econô-
micos e sociais que levaram ao do mínio político das oli-
garquias brasileiras no período conhecido como Primeira 
República, identificando particularidades da história local 
e regional.
A1 – Compreender os desdobramentos que se seguiram à 
Proclamação da República no Brasil, examinando as mudan-
ças políticas, sociais e econômicas ocorridas durante o início 
do período republicano. 
C1 – Analisar a transição do sistema monárquico para o repu-
blicano, as tentativas de consolidação do novo regime, bem 
como os desafios enfrentados na construção de uma identida-
de política e na estabilidade do país nas décadas subsequentes 
à proclamação. 
C2 – Investigar como os fatores que conduziram à Procla-
mação da República interagiram, gerando tensões políticas e 
sociais que resultaram na busca por um novo arranjo político, 
culminando na instauração do sistema republicano no Brasil 
em 1889.
A República da 
Espada
(EF09HI01) Descrever e contextualizar os principais as-
pectos sociais, culturais, econômicos e políticos da emer-
gência da República no Brasil. 
(GO-EF09HI01-A) Conhecer e problematizar o conceito 
de República em diferentes tempos, espaços e culturas, 
comparando semelhanças e diferenças com a fundação da 
República no Brasil. 
(GO-EF09HI02-A) Analisar os processos políticos, eco-
nômicos e sociais que levaram ao domínio político das oli-
garquias brasileiras no período conhecido como Primeira 
República, identificando particularidades da história local 
e regional.
A1 – Compreender o significado da República da Espada e 
sua importância no contexto brasileiro, analisando os even-
tos e características desse período que se estendeu de 1889 
a 1894. 
B1 – Explorar a dinâmica política, os principais líderes milita-
res envolvidos, e os desafios enfrentados durante essa fase 
inicial da República, visando uma compreensão mais apro-
fundada do papel desempenhado pela República da Espada 
na história do Brasil.
A República 
da Espada / 
Coronelismo 
no Brasil e em 
Goiás
(EF09HI01) Descrever e contextualizar os principais as-
pectos sociais, culturais, econômicos e políticos da emer-
gência da República no Brasil. 
(GO-EF09HI01-A) Conhecer e problematizar o conceito 
de República em diferentes tempos, espaços e culturas, 
comparando semelhanças e diferenças com a fundação da 
República no Brasil. 
(EF09HI02) Caracterizar e compreender os ciclos da his-
tória republicana, identificando particularidades da histó-
ria local e regional até 1954.
(GO-EF09HI02-A) Analisar os processos políticos, eco-
nômicos e sociais que levaram ao domínio político das oli-
garquias brasileiras no período conhecido como Primeira 
República, identificando particularidades da história local 
e regional.
A1 – Compreender o significado da República da Espada e 
sua importância no contexto brasileiro, analisando os even-
tos e características desse período que se estendeu de 1889 
a 1894. 
B1 – Explorar a dinâmica política, os principais líderes milita-
res envolvidos, e os desafiosenfrentados durante essa fase 
inicial da República, visando uma compreensão mais apro-
fundada do papel desempenhado pela República da Espada 
na história do Brasil.
A Primeira Re-
pública e suas 
características
(EF09HI05) Identificar os processos de urbanização e mo-
dernização da sociedade brasileira e avaliar suas contradi-
ções e impactos na região em que vive. 
(GO-EF09HI05-A) Analisar o processo de imigração du-
rante a transição da Monarquia para a República no Brasil 
e suas influências nas contestações e dinâmicas da vida 
cultural brasileira. 
(GO-EF09HI05-B) Conhecer e analisar o coronelismo no 
Brasil, seus impactos e contradições no contexto nacional 
e regional. 
(GO-EF09HI05-C) Compreender os movimentos de re-
sistência e os movimentos messiânicos ocorridos no Brasil 
entre 1900 e 1930. 
(GO-EF09HI05-D) Conhecer e problematizar o processo 
de modernização republicana, diante dos conflitos que 
eclodiram no campo e nas cidades, no âmbito nacional e 
regional, ao longo da Primeira República brasileira.
A1 – Identificar os pontos mais importantes do processo 
inicial da Primeira República no Brasil, examinando as prin-
cipais características políticas, sociais e econômicas que 
marcaram esse período.
B1 – Compreender o processo de mudança política que se 
desenrolou nos meandros dos interesses no início do perío-
do republicano no Brasil, explorando as dinâmicas de poder, 
alianças e conflito que moldaram as transformações políti-
cas iniciais.
C1 – Analisar a transição do regime monárquico para o re-
publicano, as figuras políticas influentes, as mudanças na 
estrutura governamental e as primeiras questões e desafios 
enfrentados pelo “novo” sistema político.
C2 – Analisar as negociações e disputas entre diferentes 
grupos de interesses, as estratégias adotadas para consoli-
dar o novo sistema político e os impactos dessas mudanças 
na estrutura governamental e nas relações políticas do país.
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A moder-
nização re-
publicana / 
Modernização, 
urbanização e 
sanitarismo
(EF09HI05) Identificar os processos de urbanização e mo-
dernização da sociedade brasileira e avaliar suas contradi-
ções e impactos na região em que vive. 
(GO-EF09HI05-A) Analisar o processo de imigração du-
rante a transição da Monarquia para a República no Brasil 
e suas influências nas contestações e dinâmicas da vida 
cultural brasileira.
(GO-EF09HI05-B) Conhecer e analisar o coronelismo no 
Brasil, seus impactos e contradições no contexto nacional 
e regional. 
(GO-EF09HI05-C) Compreender os movimentos de re-
sistência e os movimentos messiânicos ocorridos no Brasil 
entre 1900 e 1930. 
(GO-EF09HI05-D) Conhecer e problematizar o processo 
de modernização republicana, diante dos conflitos que 
eclodiram no campo e nas cidades, no âmbito nacional e 
regional, ao longo da Primeira República brasileira. 
(GO-EF09HI05-E) Conceituar e analisar o Modernismo, 
identificando seu papel como parte do processo de cons-
trução da identidade nacional e regional.
A1 – Identificar os pontos mais importantes no que tange à 
ideia de “modernização” trazida pelas questões republica-
nas no Brasil, examinando as reformas e políticas adotadas 
com o intuito de modernizar diferentes setores da socieda-
de.
A2 – Compreender os motivos que levaram aos conflitos 
urbanos no início da República no Brasil, investigando as 
tensões sociais, econômicas e políticas que culminaram em 
confrontos nas áreas urbanas. 
B1 – Entender o processo de mudanças trazidas pelo início 
do período republicano no Brasil, explorando as transfor-
mações políticas, sociais e econômicas que caracterizaram 
essa transição.
C1 – Analisar como as mudanças nas áreas política, econômi-
ca, educacional e social foram implementadas para atender 
aos ideiais republicanos de progresso e desenvolvimento.
C2 – Analisar as mudanças na estrutura social, as desigual-
dades econômicas, as insatisfações políticas e as consequ-
ências desses conflitos para a consolidação do novo regime 
republicano.
EIXOS COGNITIVOS
A – Reconhecimento e 
Recuperação
B – Compreensão e Análise C – Avaliação e Proposição
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Prezados estudantes do 9º Ano, vamos explorar a 
História de forma mais aprofundada, certo? Para se dar 
bem nos estudos, é fundamental seguirmos a linha do 
tempo. Antes de abordarmos a Proclamação da Repú-
blica, é necessário dar uma olhada rápida no Segundo 
Reinado. Esses anos, de 1840 a 1889, foram intensos 
para o Brasil, marcados por mudanças significativas 
nos aspectos políticos, sociais e econômicos. O poder 
estava centralizado nas mãos do Imperador, enfrenta-
mos desafios como a Questão Militar, o tráfico negrei-
ro e tensões sociais. Esses eventos preparam o terreno 
para a Proclamação da República. Ao explorarmos os 
detalhes do Segundo Reinado, proporcionamos a vocês 
um entendimento mais amplo das raízes desse evento 
marcante da Proclamação da República e seus desdo-
bramentos. Compreender como o Brasil evoluiu nesse 
período é crucial não apenas para enriquecer o conhe-
cimento histórico, mas também para lançar luz sobre 
as complexidades que moldaram a trajetória do nosso 
país. Vamos juntos nessa jornada histórica!
Caro(a) estudante, segue um breve texto sobre a 
importância da compreensão do Segundo Reinado para 
iniciarmos nossas reflexões futuras. Exploraremos este 
período para entender melhor a nossa história. Desta 
forma, conseguiremos analisar criticamente, desco-
brindo insights valiosos sobre os eventos que formaram 
o Brasil.
ATIVIDADES
Caríssimo(a) professor(a), para promover uma compreen-
são mais aprofundada dos objetos de conhecimento do 
componente História do 9º Ano, torna-se imprescindível 
utilizar a linha histórica dos fatos. Desta forma, é de total 
importância, antes de adentrarmos no primeiro objeto de 
conhecimento do primeiro corte, que trata da Proclama-
ção da República e seus desdobramentos, retroceder no 
tempo e abordar sucintamente o Segundo Reinado. Este 
período foi um dos momentos mais decisivos do Império 
brasileiro. Durante esses anos, de 1840 a 1889, o Brasil 
passou por significativas transformações políticas, sociais 
e econômicas. A centralização do poder nas mãos do Im-
perador, aliada à Questão Militar, o tráfico negreiro e as 
tensões sociais, culminou em eventos que prepararam o 
terreno para a Proclamação da República. Ao explorar-
mos as nuances do Segundo Reinado, proporcionamos 
aos estudantes um entendimento mais amplo das raízes 
que levaram ao desfecho significativo da Proclamação da 
República e seus desdobramentos. Compreender como 
o Brasil evoluiu nesse período é crucial não apenas para 
enriquecer o conhecimento histórico, mas também lançar 
luz sobre as complexidades que moldaram a trajetória do 
nosso país.
O Brasil do Segundo Reinado: 
política e economia
TEMÁTICA 01: O Império do Brasil
Habilidades do DCGO - Ampliado:
(EF08HI15) Identificar e analisar o equilíbrio das forças 
e os sujeitos envolvidos nas disputas políticas durante o 
Primeiro e o Segundo Reinado.
(GO-EF08HI17-A) Compreender as estruturas políticas 
do Império no Segundo Reinado, identificando organiza-
ção do sistema e grupos, comparando com modelos polí-
ticos atuais.
Objeto de Conhecimento:
• O Brasil do Segundo Reinado: política e economia
Caríssimo(a) professor(a), segue um breve texto sobre a 
importância da compreensão do Segundo Reinado para 
iniciarmos nossas reflexões futuras. Conhecer o contexto 
e as nuances desse período histórico permitirá uma análi-
se mais profunda e crítica, proporcionando insights valio-
sos sobre os eventos que moldaram nosso país.
Leia o texto I e, a seguir, responda as atividades propostas 
desta temática.
Texto I
O Segundo Reinado, compreendido entre os anos de 
1840 e 1889, foi um período fundamental na história do 
Brasil, caracterizadopelo governo do imperador Dom Pe-
dro II. Durante essa época, o país vivenciou uma fase de 
estabilidade política, marcada pela continuidade do regi-
me monárquico que se estabeleceu após a abdicação de 
Dom Pedro I. 
Um dos aspectos mais notáveis desse período foi o 
desenvolvimento econômico e industrial do Brasil. O país 
experimentou avanços significativos, impulsionados pela 
expansão da produção cafeeira no Sudeste, principal-
mente nas províncias de São Paulo, Minas Gerais e Rio 
de Janeiro. A economia cresceu, beneficiada pela expor-
tação do café, e a infraestrutura do país foi modernizada 
com a introdução de ferrovias e telégrafos. 
Além do progresso econômico, o Segundo Reinado 
testemunhou importantes eventos sociais e políticos. A 
Guerra do Paraguai (1864-1870) foi um conflito signifi-
cativo, onde o Brasil, ao lado de Argentina e Uruguai, en-
frentou o Paraguai. A participação brasileira nessa guerra 
teve impactos profundos na sociedade e nas Forças Ar-
madas, contribuindo para transformações no cenário po-
lítico e militar.
Outro ponto crucial foi a abolição do tráfico de escra-
vos, formalizada pelo Brasil em 1850, embora a escra-
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D. Pedro II assumiu o comando do Império 
brasileiro com apenas 14 anos por meio do Golpe 
da Maioridade. Este Golpe, ocorrido em 1840, foi um 
evento marcante da história do Brasil. 
vidão tenha persistido até a aprovação da Lei Áurea em 
1888, que pôs fim definitivo à escravidão no país.
Apesar dessas conquistas, o Segundo Reinado tam-
bém enfrentou desafios crescentes. Tensões políticas, 
rivalidades entre grupos políticos e movimentos repu-
blicanos ganharam força. A insatisfação com o regime 
monárquico culminou na Proclamação da República em 
1889, quando o marechal Deodoro da Fonseca liderou 
um golpe militar que resultou na deposição de Dom Pedro 
II e na instauração da República no Brasil. 
Fonte: autoria própria.
Disponível em: https://abre.ai/iW8B. Acesso em: 19 fev. 2024.
1. A partir das reflexões do texto 1, escreva os principais 
fatores que contribuíram para o fortalecimento da figura 
de D. Pedro II no II Reinado.
Sugestão de resposta:
No II Reinado, a figura de D. Pedro II foi fortalecida por di-
versos fatores. Em primeiro lugar, sua habilidade política 
e estabilidade contribuíram para consolidar seu poder. D. 
Pedro II também foi capaz de equilibrar as facções políticas 
internas, garantindo uma relativa estabilidade ao país. Além 
disso, sua postura conciliadora diante de conflitos, como a 
Guerra do Paraguai, solidificou sua imagem como um líder 
respeitado. A modernização gradual do país, impulsionada 
pela economia do café, também beneficiou seu governo. Por 
fim, a longevidade de seu reinado contribuiu para a estabili-
dade institucional, criando uma associação duradoura entre 
o monarca e a estabilidade política no Brasil. 
A1 – Contextualizar o cenário do Brasil no período do 
Segundo Reinado, considerando a construção do regime 
monárquico e a unificação do Brasil como país.
2. O Golpe da Maioridade, ocorrido em 1840, foi um im-
portante episódio na história do Brasil Imperial. Sobre 
esse evento, marque a alternativa correta:
(A) Foi um movimento liderado pelos setores conserva-
dores que buscavam manter D. Pedro II no poder antes 
da idade estipulada pela Constituição.
(B) Representou uma tentativa frustrada da ala liberal 
de antecipar a maioridade de D. Pedro II, visando a imple-
mentação de reformas progressistas.
(C) Marcou a transição para a República, com a Pro-
clamação da Independência e o estabelecimento de um 
governo provisório.
(D) Foi um levante popular que visava restaurar o re-
gime monárquico, abalado por instabilidade políticas.
Gabarito: A
A1 – Contextualizar o cenário do Brasil no período do 
Segundo Reinado, considerando a construção do regime 
monárquico e a unificação do Brasil como país.
A2 – Compreender a importância dos antecedentes his-
tóricos para entender todo o processo de construção do 
Segundo Reinado, explorando os fatores político, econô-
micos e sociais que influenciaram a transição do período 
regencial.
3. No Brasil, o século XIX testemunhou o surgimento de 
uma das atividades econômicas mais impactantes da his-
tória do país: a produção de café. Inicialmente concentra-
da no Vale do Paraíba, essa cultura logo se espalhou por 
diversas regiões, impulsionando a economia e alterando 
significativamente a estrutura social. A expansão do culti-
vo do café foi acompanhada pela intensificação do uso de 
mão de obra escrava, contribuindo para a manutenção de 
uma sociedade profundamente marcada pela escravidão.
Considerando o trecho acima sobre o início da produção 
de café no Brasil, assinale a alternativa correta:
(A) O aumento da produção de café no Brasil contribuiu 
para a manutenção do sistema escravista, visto que a 
demanda por mão de obra era crescente. 
(B) O Vale do Paraíba foi a última região a aderir à produ-
ção de café, devido às dificuldades climáticas e de solo.
(C) A expansão do cultivo do café no Brasil no século 
XIX esteve diretamente associada à abolição da escra-
vatura.
(D) O cultivo inicial de café no Brasil era predominante-
mente realizado em pequenas propriedades familiares.
Gabarito: A
A1 – Contextualizar o cenário do Brasil no período do 
Segundo Reinado, considerando a construção do regime 
monárquico e a unificação do Brasil como país.
4. (IFCE 2016) Em meados do século XIX, durante o Segun-
do Reinado, o Brasil vivenciou um grande surto de cresci-
mento industrial. Sobre os fatores responsáveis pelo refe-
rido crescimento, considere as proposições a seguir.
I. Disponibilidade de capitais oriundos dos lucros ob-
tidos com a exportação do café, principal produto da 
economia brasileira naquele momento. 
II. Redução das taxas alfandegárias sobre os produtos 
importados com as tarifas Alves Branco (1844), o que 
favoreceu a aquisição das máquinas necessárias ao de-
senvolvimento industrial. 
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SINOPSE
Classifi cação: Não recomendado para menores 
de 12 anos. 
Órfão de pai, Irineu muda-se para o Rio de Ja-
neiro para trabalhar. Aos 22 anos, assume os 
negócios do escocês Carruthers e logo vira um 
empreendedor de muito sucesso. Conhecido por 
ter a maior riqueza do Império, Irineu torna-se 
Visconde de Mauá. 
2. Carlota Joaquina, princesa do Brasil
SINOPSE
Classifi cação: Não recomendado para meno-
res de 12 anos.
Um painel da vida de Carlota Joaquina (Ma-
rieta Severo), a infanta espanhola que co-
nheceu o príncipe de Portugal (Marco Nanini) 
com apenas dez anos e se decepcionou com 
o futuro marido. Sempre mostrou disposição 
para seus amantes e pelo poder e se sentiu tremendamente con-
trariada quando a corte portuguesa veio para o Brasil, tendo uma 
grande sensação de alívio quando foi embora.
1. Mauá – O Imperador e o Rei
SUGESTÕES DE FILMES PARA CONTEXTUALIZAÇÃO COM 
O PERÍODO ESTUDADO E PARA CONTRIBUIR COM O TEMA:
Caro(a) estudante, segue um texto sobre a Guerra 
do Paraguai. Ele é de suma importância para compre-
ender um dos maiores confl itos da história da América 
do Sul, ocorrido entre 1864 e 1870. 
III. Disponibilidade de capitais com a extinção do trá-
fi co negreiro através da Lei Eusébio de Queirós, em 1850. 
IV. Iniciativas de empresários como Irineu Evangelista 
de Sousa, o Barão de Mauá, principal incentivador das ati-
vidades urbano-industriais no país. 
V. Abundância de mão de obra negra especializada a 
partir do fi m da escravidão, com a Lei Áurea, em 1888.
Está correto somente o afi rmado em
(A) III, IV e V. (C) II, III e V. 
(B) I, II e IV. (D) I, III e IV.
Gabarito: D
Comentário sobre o item:
A questão aponta para um processo de modernização eco-
nômica do Brasil, a partir de 1850, associado à disponibilida-
de de capital devido aos lucros da exportação de café ea Lei 
Eusébio de Queirós que proibiu o tráfi co de escravos favo-
recendo a entrada dos imigrantes. A Tarifa Alves Branco de 
1844 foi caracterizada por um protecionismo alfandegário 
e não por redução nas tarifas alfandegárias. A assertiva [V] 
está equivocada ao defender a existência de mão de obra 
negra especializada a partir do fi m da escravidão.
A1 – Contextualizar o cenário do Brasil no período do 
Segundo Reinado, considerando a construção do regime 
monárquico e a unifi cação do Brasil como país.
3. Independência ou Morte 
SINOPSE
Classifi cação: Livre.
Filme épico e ufanista, feito em plena época 
da ditadura militar em comemoração aos du-
zentos anos de independência. Traça o perfi l 
de D. Pedro I (Tarcísio Meira) desde a infân-
cia, passando por seu envolvimento com a 
marquesa de Santos (Glória Menezes), pela 
Proclamação da Independência, até a abdi-
cação do imperador. A cena às margens do 
Ipiranga reproduz, em um jogo de montagem, a célebre tela de 
Pedro Américo.
Territórios e fronteiras: a Guerra do Paraguai / O 
escravismo no Brasil no século XIX
TEMÁTICA 02: O Império do Brasil
Habilidades do DCGO - Ampliado:
(EF08HI17) Relacionar as transformações territoriais, em 
razão de questões de fronteiras, com as tensões e confl i-
tos durante o Império.
(GO-EF08HI18-B) Refl etir sobre o fi m do tráfi co negreiro, 
a abolição gradual da escravatura e a introdução da mão 
de obra imigrante, relacionando-os com a Lei de Terras de 
1850, a concentração fundiária e os confl itos no campo, 
no passado e no presente.
Objeto de Conhecimento: 
• Territórios e fronteiras: a Guerra do Paraguai / O escra-
vismo no Brasil no século XIX
Caríssimo(a) professor(a), segue um texto sobre a Guerra 
do Paraguai. Ele é de suma importância para compreen-
der um dos maiores confl itos da história da América do 
Sul, ocorrido entre 1864 e 1870.
Leia o texto II e, a seguir, responda as atividades propostas 
desta temática.
Texto II
Guerra do Paraguai: o maior confl ito sul-americano
Travada entre Paraguai, Brasil, Uruguai e Argentina, a 
Guerra do Paraguai ocorreu entre os anos 1864 e 1870 e 
é considerada o maior confronto do continente sul-ameri-
cano em proporções de números de mortos.
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Passados mais de 150 anos do conflito, ainda hoje 
existem diferentes versões do que de fato foi a causa da 
guerra. Será que a Inglaterra estava por trás desse plano 
em virtude do medo de que o Paraguai se tornasse uma 
superpotência? Ou, quem sabe ainda, será que o desejo 
expansionista de Solano Lopez – ditador e presidente pa-
raguaio – foi a fagulha que acendeu este embate?
Vem com a gente que explicaremos mais sobre este 
assunto!
A guerra do Paraguai e suas diferentes versões
Mais de um século depois do fim do confronto dife-
rentes correntes historiográficas discorrem sobre o que 
de fato foi o estopim para que a guerra implodisse na 
América do Sul.
A começar pelo nome do conflito, até hoje os Para-
guaios costumam tratá-la como sendo a Guerra da Tríplice 
Aliança, em alusão a união que foi constituída nos trópicos 
pelo Brasil, Uruguai e Argentina. Já em terras tupiniquins, 
o termo mais usual para se referir ao conflito é Guerra do 
Paraguai, ou ainda, a Guerra das Quatro Nações.
De 1990 para cá, a compreensão e a leitura do que 
de fato gerou o confronto mudou bastante em virtude 
do trabalho de historiadores brasileiros e uruguaios que 
tiveram acesso a um material que até então nunca haviam 
sido avaliados. Diante desse cenário, hoje é possível en-
contrar três versões historiográficas diferentes: a tradi-
cional, a revisionista e a neorrevisionista.
Tradicional
Esta versão muito popular até a década de 1960, tra-
tava a guerra de uma forma bastante simplória, resumin-
do todo o conflito ao desejo expansionista territorial do 
ditador Solano Lopez, desprezando outros fatos e even-
tos importantes ocorridos neste período.
Revisionista
Antes da guerra o Paraguai era tido como uma po-
tência econômica da região – essa versão foi desmentida 
também posteriormente com estes novos documentos – 
o que incomodava de certa maneira os ingleses, os quais 
por causa desses fatores econômicos, teriam agido em 
conluio com os brasileiros e argentinos para que estes de-
clarassem guerra ao Paraguai.
Essa versão predominou no Brasil dos anos 1960 até 
meados da década de 1990.
Neorrevisionista
Esta versão do conflito trata da perspectiva de que a 
guerra ocorrera por conflitos regionais, pela livre nave-
gação no Rio Paraguai além da delimitação de territórios 
entre os países, visto que na segunda metade do século 
XIX o Paraguai buscava legitimar o posto de terceira po-
tência – o Brasil e a Argentina eram as outras duas – do 
continente sul americano.
O que gerou o conflito?
Para entender melhor sobre as causas que levaram ao 
conflito, é importante que se esclareça o contexto regio-
nal desse período.
Durante os anos de 1850 o então presidente Para-
guaio Carlos Antonio López criou uma série de obstáculos 
a navegação dos navios brasileiros no Rio Paraguai, que 
era visto como crucial para o Império Brasileiro tendo em 
vista que os caminhos por terra eram bastante precários 
e demorados, o que tornou o Rio Paraguai fundamental 
para consolidar o acesso ao Mato Grosso.
As constantes ameaças do Império ao vizinho Para-
guaio – conhecidos como Guaranis – fez com que os paí-
ses selassem um acordo em abril de 1856, que garantia ao 
Brasil a livre navegação desse rio. Mesmo com o tratado, 
os paraguaios continuavam dificultando as navegações 
das naus brasileiras, estremecendo cada vez mais a rela-
ção entre os países. De um lado os paraguaios tentavam 
ganhar tempo para preparar suas tropas para possíveis 
conflitos com os brasileiros e argentinos. Do outro, os 
brasileiros temiam fazer qualquer tipo de concessão que 
ameaçasse a manutenção do território de Mato Grosso.
A relação piorou de maneira definitiva a partir do ano de 
1862 com a posse de Solano Lopez como presidente para-
guaio e com a aproximação do governo com os federalistas 
argentinos que, mais tarde, deu origem a aliança deste grupo 
com paraguaios e uruguaios integrantes do Partido Blanco.
Parece muito confuso? Calma, explicaremos mais de-
talhadamente.
Países sul-americanos e o contexto político regional
No período dos anos de 1860 a América do Sul vivia 
um momento tanto quanto delicado. É necessário enten-
der o contexto de alguns países para compreender me-
lhor a Guerra do Paraguai.
Uruguai
Desde a independência do país, os uruguaios sofreram 
com interferências externas dos países vizinhos, principal-
mente do Brasil. Vale lembrar que na época muitos bra-
sileiros habitavam a região e usavam o solo do país para 
criação do gado, que à posteriori seria vendido no Brasil.
O contexto político uruguaio nessa época era consti-
tuído por dois partidos: os blancos – normalmente atrela-
dos aos grandes proprietários de terras – e os colorados 
– do qual normalmente faziam parte os comerciantes de 
Montevidéu.
Argentina
No ano de 1862 Bartolomé Mitre assume a presidên-
cia do país contando com o apoio de Venâncio Flores – 
presidente uruguaio por dois mandatos – e do partido dos 
colorados do Uruguai.
Para mostrar sua força, Mitre articulou ações para 
que fosse dificultada a navegação na Bacia do Rio da Pra-
ta, atingindo em cheio os interesses paraguaios. Não se 
demorando na resposta, os paraguaios, por sua vez, deci-
dem levar suas exportações para o Uruguai, não utilizan-
do mais os portos argentinos.
Vale lembrar que o Paraguai não dispunha de uma saí-
da para o Oceano Atlântico, portanto necessitava de por-
tos em países vizinhos para escoar sua produção.
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12
Em 1861, os uruguaios, que estavam sob comando dos 
blancos, decidiram por criar um imposto que seria aplica-
do na exportação dogado para o Brasil, além de impedir 
que os gaúchos fizessem o uso de mão de obra escrava 
em terras uruguaias. Este foi o pano de fundo para que 
os gaúchos cobrassem do governo brasileiro uma atitude 
para corrigir esta situação.
A resposta do governo veio por meio do apoio pres-
tado ao ex presidente uruguaio Venâncio Flores que re-
presentava a figura de líder do partido colorado, mas que 
estava na situação de refugiado na Argentina. Venâncio 
Flores retornou ao seu país de 1863 para retirar os blan-
cos do poder, e em troca, havia prometido garantir os in-
teresses do Brasil em seu país.
É com este cenário que a Guerra do Paraguai ficava 
cada vez mais próxima de ocorrer.
A invasão ao Uruguai
Solano Lopez, então presidente do Paraguai, lançou a 
época a seguinte advertência para o Brasil: não interfiram 
nos assuntos uruguaios! Porém, de nada adiantou a men-
sagem enfática do presidente paraguaio.
Cansado das sanções impostas pelos uruguaios, o 
Brasil decide cortar relações com o país e avançar para a 
conquista das cidades uruguaias. Em setembro de 1864 
temos o episódio que deu início a Guerra, quando tropas 
brasileiras adentram o país em conjunto com os aliados de 
Venâncio Flores, estabelecendo desta maneira um gover-
no provisório que atendia finalmente aos interesses bra-
sileiros – retirando as sanções que haviam sido impostas. 
Entretanto, esta atitude serviu como pólvora, e a relação 
entre estes países fora de forma definitiva comprometida.
Não demorou muito até que Solano Lopez ordenasse 
a sua primeira ofensiva. Em novembro de 1864 o navio a 
vapor do brasileiro Marquês de Olinda foi capturado en-
quanto navegava no Rio Paraguai com destino ao Mato 
Grosso a qual foi então tomada por tropas enviadas por 
Solano Lopez.
O ato seguinte da ofensiva consistia em invadir o Rio 
Grande do Sul. É então que o nome de Bartolomeu Mitre 
– presidente argentino – entrou em cena. Isso porque o 
trajeto que os soldados das tropas paraguaias precisavam 
fazer para chegar a província brasileira, tornava necessá-
rio cruzar a província argentina de Corrientes. Foi então 
que Bartolomeu Mitre recusou permitir a entrada das 
tropas paraguaias em seu solo, o que fez com que Solano 
Lopez declarasse guerra ao país, ordenando o envio de 22 
mil soldados para atacar a Argentina.
Diante desse cenário, o governo brasileiro propôs a 
Argentina e ao Uruguai a assinatura do tratado que ficou 
conhecido como Tratado da Tríplice Aliança, assinado em 
1º de maio de 1865, o qual estabelecia como condição o 
fornecimento de recursos para lutar contra o Paraguai.
O que se viu a seguir foram sangrentos embates.
Os principais conflitos
Apesar do exército brasileiro ser de pouco mais de 
18 mil homens – em comparação com os mais de 60 mil 
paraguaios – a guerra serviu para unir pela primeira vez, 
pessoas de todas as classes e regiões do brasil, desde es-
cravos, analfabetos e fazendeiros, até gaúchos e paulistas.
No entanto, a guerra se arrastou mais do que espera-
do, isso tudo porque a geografia e o desconhecimento da 
região dificultavam as ações dos envolvidos. E devido ao 
número de baixas das batalhas, o Imperador Don Pedro 
II chegou a criar o programa Voluntários da Pátria, pro-
metendo uma série de benefícios como lotes de terras, 
dinheiro e a alforria para os escravos que se alistassem. 
Porém, devido a baixa procura, o governo acabou estipu-
lando que deveria enviar obrigatoriamente um número de 
pessoas proporcional a sua população.
As principais batalhas:
• Batalha de Riachuelo (junho de 1865): considera-
da a batalha mais decisiva da guerra, ela foi vencida pela 
marinha brasileira, e retomou o controle brasileiro do rio 
durante a guerra, além de impedir o abastecimento de 
material bélico para o Paraguai vindos do exterior.
• Batalha de Tuiuti (maio de 1866): a confronto dei-
xou o saldo de mais de 10 mil homens e além disso, ficou 
marcado pela substituição do general brasileiro Osório 
pelo Marques de Caxias, mais conhecido como Duque de 
Caxias.
• Batalha de Laguna (1867): soldados brasileiros ten-
taram neste momento retomar a posse do Mato Grosso 
que estava sob domínio dos paraguaios. Porém, sofreram 
revés pelas tropas do Paraguaias no que ficou conhecida 
como a retirada de Laguna. Outro momento importante 
do conflito, foi a retirada da Argentina e Uruguai da guerra 
em virtude das condições de se sustentarem no conflito.
• Batalha de Humaitá (1868): momento decisivo para 
o final da guerra, a conquista da Fortaleza de Humaitá era 
tida como a maior posição defensiva. A partir desta der-
rota, as condições dos paraguaios foi se deteriorando de 
maneira definitiva.
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• Invasão a Assunção (1869): após a conquista de As-
sunção, a guerra chegou próxima do seu final. Isso porque 
o Marques de Caxias acreditava que com a conquista de 
Assunção a guerra estaria terminada. Porém, o impera-
dor Don Pedro II se negou a negociar Solano Lopez, o que 
fez com ele exigisse a caçada do presidente paraguaio. 
Diante dessas circunstâncias, o herói da guerra Marques 
de Caxias se negou a continuar a caçada a Solano Lopez, e 
regressou para o Brasil. Em seu lugar, foi nomeado o con-
de d’Eu marido da princesa Isabel.
O fim da Guerra
Foi no norte de Assunção no dia 01 de março de 
1870, na região de Cerro Corá – quase um ano depois 
da conquista de Assunção – que o desejo do imperador 
brasileiro foi finalmente consumado: as tropas brasileiras 
pegaram Solano Lopez. Porém, ele acabou sendo morto 
por um soldado conhecido como Chico do Diabo.
Esta que foi a maior guerra do continente sul-ameri-
cano (1864 – 1870) e trouxe como resultado final para o 
lado derrotado um saldo bastante negativo. Os soldados 
paraguaios no último ano do conflito eram formados por 
crianças, mulheres e idosos que usavam como armamen-
to pedras, madeira e tijolos.
Sobre o número de mortos, não existem dados preci-
sos, mas estima-se que durante o conflito 75% da popula-
ção paraguaia foi morta, reduzindo sua população de 800 
mil habitantes para algo em torno de 190 mil. Além disso, 
o Paraguai perdeu cerca de 140 mil quilômetros para a 
Argentina e o Brasil.
No lado brasileiro, a guerra custou a vida de aproxi-
madamente 50 mil pessoas, além de uma dívida com os 
bancos ingleses de aproximadamente 614 mil contos de 
réis, o que acabou sendo considerado um desastre se ana-
lisado do ponto de vista econômico.
Mais de um século e meio depois, quando feito uma 
retrospectiva do conflito, fica evidente o quão danoso ele 
foi para o Paraguai. Foi somente no ano de 1916, que um 
presidente conseguiu cumprir um mandato até o final – 
após seis golpes de Estado. Nesta conta, cabem ainda oito 
revoluções que acabaram fracassando. As eleições demo-
cráticas só chegaram ao país em 1993. No ano de 1999, 
o presidente Raul Cubas renunciou e em 2012 Fernando 
Lugo sofreu um impeachment, o que demonstra que a de-
mocracia no país ainda é frágil.
Não é possível saber quais rumos teriam tomado o 
Paraguai e a consequente política latino-americana da 
época caso o conflito tivesse sido evitado. A única certeza 
que se tem é a de que muitas vidas teriam sido poupadas 
se essa estratégia tivesse dado lugar aos bons ofícios da 
diplomacia.
Fonte: https://abre.ai/iXMX. Acesso em: 20 fev. 2024.
Texto de autoria de Guilherme Kohler.
ATIVIDADES
5. Considerando o texto II, identifique os principais fato-
res que contribuíram para o desencadeamento da Guerra 
do Paraguai e discuta como esse conflito impactou as na-
ções envolvidas, tanto no âmbito político quanto no social. 
Sugestão de resposta:
A Guerra do Paraguai, ocorrida entre 1864 e 1870, foi 
desencadeada por uma série de fatores complexos. En-
tre os principais motivos estavam as disputas territoriais 
na região, os desentendimentos políticos e a ascensão de 
Francisco Solano López ao poder no Paraguai. O conflito 
teve um impacto devastador nas nações envolvidas.No 
âmbito político, provocou mudanças significativas nas es-
truturas de poder e nas alianças entre os países sul-ame-
ricanos. Socialmente, a guerra resultou em uma enorme 
perda de vidas, especialmente no Paraguai, que sofreu 
uma devastação demográfica. As consequências dura-
douras incluíram a fragilização do Paraguai como uma 
potência regional, transformações nas relações interna-
cionais na América do Sul e a formação de ressentimentos 
que perduraram por décadas. A Guerra do Paraguai dei-
xou uma marca profunda na história da região, moldando 
as dinâmicas políticas e sociais por muitos anos. 
A1 – Compreender a questão da Guerra do Paraguai, exa-
minando as causas que levaram ao conflito, os eventos-
-chave durante a guerra e as consequências tanto para o 
Paraguai quanto para os países envolvidos, destacando as 
mudanças políticas, sociais e econômicas resultantes des-
se conflito na América do Sul durante o século XIX. 
6. (Col. Naval 2017-Adaptada) Observe a imagem abaixo.
A charge mostra a situação dos escravos que integraram, 
durante a Guerra da Tríplice Aliança ou Guerra do Para-
guai (1864-1870), os batalhões denominados Voluntários 
da Pátria, que asseguravam aos que se alistassem benefí-
cios, dentre eles, a alforria. Após a guerra, o abolicionismo 
tornou-se um dos principais temas brasileiros.
Sobre esse momento histórico, é correto afirmar que
(A) as Forças Armadas apoiaram a reescravidão do ne-
gro, pois os oficiais possuíam escravos e não queriam 
perder o dinheiro investido. 
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SINOPSE
Classifi cação: Não recomendado para menores 
de 14 anos.
O fi lme conta a história do general Antônio de 
Souza Netto, personagem-chave de dois confl itos 
importantes da história do Brasil. Ferido durante 
a Guerra do Paraguai (1861-1866), o general é 
recolhido ao Hospital Militar de Corrientes, na Ar-
gentina. Numa noite, recebe a visita de um antigo 
companheiro, sargento Caldeira, ex-escravo. Jun-
tos relembram o que viveram na Guerra dos Farrapos (1835-1845), o 
Corpo de Lanceiros Negros, a Proclamação da República Rio-Gran-
dense e a revolta dos soldados negros, após a guerra. São muitas 
histórias, encontros trágicos, amigos e inimigos, amores e desafetos. 
Netto recorda o exílio em Piedra Sola, Uruguai, depois da derrota dos 
farroupilhas, a descoberta do amor, com Maria Escavola, os fantas-
mas do passado e a Guerra do Paraguai. Naquela noite, unidos por 
duras lembranças, revelações surpreendentes e um terrível segredo, 
os dois veteranos enfrentam o derradeiro desafi o. Baseado no livro 
de Tabajara Ruas. 
1.Netto perde sua alma
SUGESTÕES DE FILMES PARA CONTEXTUALIZAÇÃO COM 
O PERÍODO ESTUDADO E PARA CONTRIBUIR COM O TEMA:
2. A Última Abolição
SINOPSE
Classifi cação: Não recomendado para menores 
de 14 anos.
Doutor Gama é um fi lme biográfi co sobre a vida 
do escritor, advogado, jornalista e abolicionista 
Luiz Gama, uma das fi guras mais relevantes da 
história brasileira. Ele utilizou todo seu conheci-
mento sobre as leis e os tribunais para libertar 
mais de 500 escravos durante sua vida. Nascido 
de ventre livre, Gama foi vendido como escravo 
aos 10 anos para pagar dívidas de jogo de seu pai, um homem bran-
co. Mesmo escravizado, ele conseguiu se alfabetizar, assim conquis-
tou sua liberdade, se tornando um dos mais respeitados advogados 
de sua época.
(B) diversos ofi ciais das Forças Armadas passaram a 
atuar abertamente contra a escravidão, inclusive se re-
cusando a continuar capturando escravos fugitivos. 
(C) os soldados libertos lideraram um movimento arma-
do para libertar os seus familiares que continuavam em 
estado de escravidão. 
(D) D. Pedro II fi cou sensibilizado com a situação e de-
cretou uma lei que libertava os pais e os irmãos dos sol-
dados negros libertos. 
Gabarito: B
Comentário sobre o item:
Ao conviverem com os escravos que compuseram as fi lei-
ras do Exército Brasileiro na Guerra do Paraguai, muitos 
ofi ciais brasileiros passaram a defender a abolição total 
da escravatura no Brasil, contribuindo para encorpar tal 
movimento.
A1 – Compreender a questão da Guerra do Paraguai, exa-
minando as causas que levaram ao confl ito, os eventos-
-chave durante a guerra e as consequências tanto para o 
Paraguai quanto para os países envolvidos, destacando as 
mudanças políticas, sociais e econômicas resultantes des-
se confl ito na América do Sul durante o século XIX. 
7. (UFU-MG) A Guerra do Paraguai, encerrada em 1870, 
foi um acontecimento com profundas implicações para os 
Estados que nela se envolveram militarmente. Conside-
rando seus efeitos sobre o Império Brasileiro, podemos 
afi rmar que:
I. o fortalecimento do exército, a participação de es-
cravos na luta, o endividamento do Brasil e o abalo da 
opinião pública levaram a uma crise do Império, tendo 
como efeitos mais imediatos a criação do “Partido Re-
publicano” e a aprovação da “Lei do Ventre Livre”.
II. a vitória brasileira possibilitou a reanexação da Cis-
platina ao território do Império, repercutindo favora-
velmente na opinião pública nacional e internacional.
III. o Brasil, com a vitória, conseguiu anexar parte do 
território do norte do Paraguai, obtendo acesso livre à 
navegação dos rios Paraná e Paraguai, fundamental à 
comunicação com o Mato Grosso.
IV. a vitória brasileira não satisfez a Inglaterra, que te-
mia a afi rmação do Brasil como uma grande potência 
econômica e militar na América do Sul. Assim, os ingle-
ses buscaram atingir o Brasil com uma nova campanha 
contra a escravidão, levando à aprovação da “Lei do 
Ventre Livre”.
Assinale a alternativa correta:
(A) II e III são corretas.
(B) I e II são corretas.
(C) I e III são corretas.
(D) II e IV são corretas.
Gabarito: C
Comentário sobre o item:
Após a Guerra do Paraguai, o Exército Brasileiro ganhou 
novos ares ao sair vencedor dos confl itos e estabelecer 
uma hierarquia mais bem organizada. Paralelamente, o 
Império assegurava o acesso de importantes territórios 
através da navegação da Bacia do Prata. Em contraparti-
da, o país ampliou as suas dívidas e abriu espaço para que 
republicanos e abolicionistas ganhassem maior espaço 
político no desenvolvimento da oposição à monarquia.
A1 – Compreender a questão da Guerra do Paraguai, exa-
minando as causas que levaram ao confl ito, os eventos-
-chave durante a guerra e as consequências tanto para o 
Paraguai quanto para os países envolvidos, destacando as 
mudanças políticas, sociais e econômicas resultantes des-
se confl ito na América do Sul durante o século XIX. 
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2. Doutor Gama
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Classificação: Não recomendado para menores 
de 14 anos.
Doutor Gama é um filme biográfico sobre a vida 
do escritor, advogado, jornalista e abolicionista 
Luiz Gama, uma das figuras mais relevantes da 
história brasileira. Ele utilizou todo seu conheci-
mento sobre as leis e os tribunais para libertar 
mais de 500 escravos durante sua vida. Nascido 
de ventre livre, Gama foi vendido como escravo 
aos 10 anos para pagar dívidas de jogo de seu pai, um homem bran-
co. Mesmo escravizado, ele conseguiu se alfabetizar, assim conquis-
tou sua liberdade, se tornando um dos mais respeitados advogados 
de sua época.
TEMÁTICA 03: O Império do Brasil
Habilidade do DCGO - Ampliado:
(EF09HI01) Descrever e contextualizar os principais as-
pectos sociais, culturais, econômicos e políticos da emer-
gência da República no Brasil.
Objeto de Conhecimento:
• A crise no Império e o fortalecimento de ideias republi-
canas no Brasil e em Goiás.
Caríssimo(a) Professor(a), segue um breve texto que 
apresenta informações, conhecimentos e demonstrações 
históricas sobre o triste processo da escravidão no Brasil.
A crise no Império e o fortalecimento de ideias 
republicanas no Brasil e em Goiás.
Caro(a) estudante, segue um breve texto que apre-
senta informações,conhecimentos e demonstrações his-
tóricas sobre o triste processo da escravidão no Brasil.
Leia o texto III e, a seguir, responda as atividades propostas 
desta temática.
Texto III
Escravismo no Brasil - A resistência de africanos e 
descendentes 
Entre os séculos XVI e XIX, milhares de africanos fo-
ram feitos prisioneiros em suas terras natais e levados para 
servir como mão de obra escrava em diversas regiões do 
mundo, principalmente nas Américas. Tratados como uma 
mercadoria, negociados de feira em feira, aprisionados em 
barracões e em porões de navios negreiros, esses indivídu-
os sofriam com a fome, com a sede e com as inúmeras do-
enças que contraíam, devido à subnutrição e às péssimas 
condições de higiene nas quais eram obrigados a viver.
Os escravos africanos no Brasil
A sociedade escravista brasileira necessitava de mão 
de obra para a lavoura e a mineração. Para suprir esse 
mercado, a maioria dos escravos africanos negociados 
aqui eram homens e tinham entre 15 e 30 anos de idade.
Um problema que os escravos recém-chegados en-
contravam era saber se comunicar, principalmente para 
entender as ordens que recebiam. Os escravos que ainda 
não sabiam falar o português eram chamados de boçais. 
Os que já tinham algum conhecimento da língua eram 
chamados de ladinos. Existiam também os crioulos, que 
eram os escravos nascidos no Brasil e, portanto, já esta-
vam integrados à cultura local.
 Assim que chegavam aqui, os escravos perdiam o di-
reito de usar o seu nome africano e de praticar as suas 
antigas tradições. Eram batizados segundo a fé católica e 
recebiam nomes portugueses, como João, Joaquim, Ma-
ria. Por isso suas origens acabaram sendo apagadas dos 
registros históricos.
Ainda hoje, os pesquisadores têm dificuldade para 
identificar que grupos - das milhares de etnias africanas 
- chegaram ao Brasil, já que recebiam o nome do porto 
africano por onde tinham sido embarcados. Os principais 
portos eram da Costa da Mina, de Luanda, de Benguela 
e de Cabinda. E assim os escravos passavam a ser cha-
mados de Mina, Congo, Angola, Benguela, Cabinda. Por 
exemplo: Maria Mina, José Cabinda.
Hoje sabemos, por exemplo, que pelo porto de Luanda 
- de onde saiu a maior quantidade de escravos para o Bra-
sil - embarcaram as etnias dembos, ambundos, imbanga-
las, lundas e diversas outras. Os africanos eram tratados 
como se fossem um único povo, cuja cultura era conside-
rada "inferior". Por isso eram obrigados a trabalhar em 
situações degradantes, vivendo de forma precária, sendo 
punidos com violência caso não cumprissem as ordens 
que lhes eram dadas. Existiram exceções a essa regra?
Sim. Alguns africanos conseguiram viver em melhores 
condições, outros até mesmo chegaram a ter escravos 
seus. Mas foram poucos. A regra era: submissão, explo-
ração, desrespeito, humilhação. De qualquer forma, os 
africanos e os seus descendentes foram se tornando 
brasileiros: aprenderam a língua e passaram a seguir (ao 
menos aparentemente) os padrões culturais que lhes era 
imposto. Mesmo porque precisavam sobreviver à nova 
condição em que se encontravam: eram escravos numa 
terra distante, e não tinham nenhuma possibilidade de re-
tornar à África.
A resistência dos escravos
Muitos escravos não aceitavam a vida que lhes era im-
posta e resistiam de diversas formas: suicidavam-se, não 
cumpriam as ordens que recebiam, assassinavam seus se-
nhores, fugiam, rebelavam-se. Alguns africanos sofriam 
uma depressão profunda, chamada de banzo, o que podia 
levar a morte por inanição.
Os senhores de escravos tinham horror a qualquer 
tipo de resistência, pois além de temerem por suas vidas, 
temiam perder todo o dinheiro investido na compra do 
seu escravo. Muitos escravos fugitivos se organizaram em 
quilombos. Na África, o kilombo era um acampamento mi-
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ATIVIDADES
litar dos jagas (guerreiros imbangala), e aqui no Brasil se 
tornou uma comunidade que se organizava para resistir à 
sociedade escravista.
O mais famoso quilombo foi o dos Palmares, fundado na 
Serra da Barriga, na então capitania de Pernambuco (hoje 
Alagoas), no século 17, mas existiram centenas de quilom-
bos por todo território brasileiro. Na província de São Paulo, 
por exemplo, um dos maiores quilombos foi o do Jabaquara, 
foi fundado no século 19 na serra de Cubatão.
Alguns escravos fugiam por um tempo, mas retor-
navam ao seu senhor em troca de melhores condições 
de vida. Havia também escravos que fugiam e tentavam 
a sorte em outra região, dizendo ser um liberto. Outra 
forma de resistência era o assassinato do senhor ou de 
funcionários, como o feitor, por exemplo. Nesse sentido 
é interessante observar a definição que a Enciclopédia 
Larousse traz para a guiné: Planta herbácea, perene, com 
característico odor que lembra o alho. As raízes têm pro-
priedades antiespasmódicas, abortivas, sudoríficas, diu-
réticas, antirreumáticas, mas em doses elevadas podem 
provocar a morte. Os escravos conheciam o efeito tóxico 
dessa planta e chamavam-na de "amansa-senhor”.
Durante os quatro séculos em que a escravidão existiu 
no Brasil, muitas rebeliões ocorreram, mas pouco se co-
nhece sobre elas, já que nessa época as autoridades má-
ximas eram os próprios senhores de escravos, e poucos 
deles registraram esses episódios. A rebelião de escravos 
que mais teve repercussões foi a Revolta dos Malês, em 
1835 na Bahia.
Os africanos resistiram e se impuseram de diversas 
formas, legando-nos, por exemplo, palavras do nosso 
vocabulário, pratos de nossa culinária, festas populares, 
crenças religiosas, instrumentos musicais. A transmissão 
de seus valores culturais talvez seja a mais importante 
forma de resistência dos africanos, que não se renderam 
aos padrões que lhes foram impostos. Os africanos e seus 
descendentes participaram da construção do Brasil e do 
povo brasileiro, e não podemos pensar a nossa cultura 
sem entender (e reverenciar) a nossa herança africana.
8. No Brasil, o fim da escravidão foi um processo gradual 
marcado por diversas leis que buscavam emancipar os ca-
tivos e transformar a estrutura social do país. Essas leis re-
presentaram avanços, mas também refletiram as tensões 
políticas e sociais da época. Considerando esse contexto, 
descreva criticamente três leis específicas que desempe-
nharam papel crucial nesse processo. Identifique o impac-
to dessas medidas na dinâmica social e econômica do país 
durante o período de transição para o fim da escravidão.
Sugestão de resposta:
O processo de abolição da escravidão no Brasil foi condu-
zido por diversas leis ao longo do tempo. A Lei Eusébio de 
Queiróz (1850) proibiu o tráfico transatlântico, reduzindo 
a oferta de escravos. A Lei do Ventre Livre (1871) declarou 
livres os filhos de escravas, mas trouxe desafios ao manter 
a tutela dos senhores. A Lei dos Sexagenários (1885) liber-
tou escravos com mais de 60 anos, embora tenha sido cri-
ticada por sua abordagem limitada. Essas leis refletiram as 
complexidades sociais e econômicas da época, moldando a 
transição para o fim da escravidão no Brasil.
Em análise crítica, percebemos que essas leis foram res-
postas às pressões sociais e econômicas da época, mas 
também, refletiram limitações e contradições. O proces-
so de abolição foi, portanto, complexo e multifacetado, 
moldando as bases para a transformação da estrutura so-
cial e econômica do Brasil durante a transição para o fim 
da escravidão.
A2 – Compreender a questão do escravismo no Brasil, 
explorando as condições históricas que deram origem ao 
sistema escravista, as formas de resistência dos escraviza-
dos e analisando as revoltas e movimento abolicionistas. 
9. Reconheça e analise a relação entre o fim da escravi-
dão, a revolta dos fazendeiros após a Lei Áurea e os movi-
mentos que levaram à Proclamação da República no Bra-
sil. Como esses eventos estão interligados, e de que forma 
as tensões sociais da transição da sociedade escravocratapara a livre influenciaram o cenário político da época?
Sugestão de resposta:
A transição do sistema escravocrata para uma sociedade 
livre no Brasil, após a Lei Áurea de 1888, desencadeou re-
sistências por porte dos fazendeiros, ameaçados econo-
micamente. Essa revolta contribuiu para a instabilidade 
política e, aliada às mudanças sociais e econômicas, ali-
mentou movimentos republicanos. As tensões sociais re-
sultantes do fim da escravidão foram determinantes para 
os eventos que culminaram na Proclamação da República 
em 1889, marcando uma ruptura política no país. 
A2 – Compreender a questão do escravismo no Brasil, 
explorando as condições históricas que deram origem ao 
sistema escravista, as formas de resistência dos escraviza-
dos e analisando as revoltas e movimento abolicionistas.
10. (Col. Naval 2018-Adaptada) Observe a imagem refe-
rente à questão.
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Em 13 de Maio de 1888 foi assinada a lei nº 3353, conhe-
cida como Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil. 
É correto afi rmar que entre os fatores que contribuíram 
para o fi m da escravidão estava:
(A) a campanha abolicionista que mobilizou profi ssio-
nais liberais, jornalistas, advogados, intelectuais, entre 
outros, que atuavam por meio de clubes, associações e 
jornais defendendo a causa abolicionista. 
(B) a decisão da sociedade brasileira de libertar os es-
cravos, trocando a alforria dos cativos em troca da per-
manência deles na terra por mais alguns anos, tornando 
a Lei Áurea uma mera formalidade. 
(C) os constantes ataques de escravos quilombolas lide-
rados por Chico rei a fazendeiros e políticos brasileiros, 
pressionando o governo a assinar a abolição da escra-
vatura em troca do fi m dos assassinatos. 
(D) a Proclamação da República tornou a causa escra-
vagista insustentável devido a participação de escravos 
da Guerra do Paraguai, levando os militares a assina-
rem a lei que proibia a escravidão. 
Gabarito: A
Comentário sobre o item:
A Guerra do Paraguai, 1865-1870, foi um divisor de águas 
no Segundo Reinado. Com o fi m do confl ito, a monarquia 
foi muito questionada por diversos segmentos sociais que 
defendiam a modernização do Brasil, entre eles, o exérci-
to que adotou ideias Positivistas contribuindo para a pro-
clamação da República; o Partido Republicano Paulista 
defensor do Federalismo e contra a monarquia; a campa-
nha republicana que tinha como bandeira principal abolir 
a monarquia; a campanha abolicionista ligada a classe mé-
dia (profi ssionais liberais, intelectuais, artistas, etc.) que 
defendia o fi m da escravidão no Brasil.
A2 – Compreender a questão do escravismo no Brasil, 
explorando as condições históricas que deram origem ao 
sistema escravista, as formas de resistência dos escraviza-
dos e analisando as revoltas e movimento abolicionistas.
11. (CFTMG 2013-Adaptada) Observe a imagem.
A partir da análise da aquarela, é correto afi rmar que o ar-
tista apresenta os
(A) africanos livres e suas belas roupas. 
(B) escravos de ganho e suas várias atividades. 
(C) negros displicentes e suas múltiplas funções. 
(D) serviçais urbanos e suas diferentes moradias.
Gabarito: B
Comentário sobre o item:
Os chamados “escravos de ganho” eram aqueles que cir-
culavam pelas ruas das cidades brasileiras exercendo fun-
ções como as ilustradas na aquarela (vendedoras de doce 
e rendeiras). Esses escravos exerciam essas atividades re-
muneradas, devendo passar uma quantia do que ganha-
vam aos seus senhores. 
A2 – Compreender a questão do escravismo no Brasil, 
explorando as condições históricas que deram origem ao 
sistema escravista, as formas de resistência dos escraviza-
dos e analisando as revoltas e movimento abolicionistas.
SINOPSE
Classifi cação: Não recomendado para menores 
de 12 anos.
Padres, poetas, políticos, militares e insatisfeitos 
em geral se unem e conspiram para libertar o 
Brasil dos portugueses no século XVIII. Algo dá 
errado. Preso, Tiradentes (José Wilker) é tortura-
do e, enquanto os demais isentam-se de culpa, 
assume todos os seus atos. É condenado à morte, mas torna-se o 
principal nome da Inconfi dência Mineira.
Um fi lme que retrata a Conjuração Mineira, um movimento precursor 
da ideia republicana no Brasil, embora seja situado no período colonial.
1. Os Inconfi dentes
SUGESTÕES DE FILMES PARA CONTEXTUALIZAÇÃO COM 
O PERÍODO ESTUDADO E PARA CONTRIBUIR COM O TEMA:
2. Joana Angélica
SINOPSE
Classifi cação: Não recomendado para menores de 
10 anos.
A história da religiosa concepcionista baiana, nasci-
da no Brasil colônia, que morreu defendendo o Con-
vento da Lapa em Salvador (Bahia) contra soldados 
portugueses. O fi lme traz valores que contribuem 
para ideais republicanos. 
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Caro(a) estudante, agora estamos de fato no primei-
ro objeto de conhecimento do 9º ano. Após refletirmos 
sobre o II Reinado e buscarmos compreender diversos 
aspectos desse período crucial do Império brasileiro, es-
tamos agora prontos para adentrar na discussão sobre a 
Proclamação da República. Vamos explorar a transição 
da nossa “breve” monarquia para o período republicano, 
analisando os eventos que marcaram essa importante 
mudança na história do Brasil.
ATIVIDADES
TEMÁTICA 04: Brasil: Da República Velha ao Estado 
Novo
Habilidades do DCGO - Ampliado:
(GO-EF09HI01-B) Problematizar a efetiva participação 
da sociedade brasileira no processo de mudança do regi-
me político da Monarquia para uma República.
(GO-EF09HI02-A) Analisar os processos políticos, eco-
nômicos e sociais que levaram ao domínio político das oli-
garquias brasileiras no período conhecido como Primeira 
República, identificando particularidades da história local 
e regional.
Objeto de Conhecimento:
• A Proclamação da República e seus primeiros desdobra-
mentos
Caríssimo(a) professor(a), agora estamos de fato no pri-
meiro objeto de conhecimento do 9º ano. Após refletir-
mos sobre o II Reinado e buscarmos compreender diver-
sos aspectos desse período crucial do Império brasileiro, 
estamos agora prontos para adentrar na discussão sobre 
a Proclamação da República. Vamos explorar a transição 
da nossa “breve” monarquia para o período republicano, 
analisando os eventos que marcaram essa importante 
mudança na história do Brasil.
Esta obra pictórica captura o instante da Proclamação 
da República, conduzida pelo militar Marechal Deodoro 
da Fonseca em 15 de novembro de 1889. Esse evento 
marcante sinalizou o fim da monarquia no Brasil. O qua-
dro faz parte do acervo da Prefeitura Municipal da cidade 
de São Paulo e está atualmente abrigado na Pinacoteca.
Esta obra pictórica captura o instante da Pro-
cla- mação da República, conduzida pelo militar Mare-
chal Deodoro da Fonseca em 15 de novembro de 1889. 
Esse evento marcante sinalizou o fim da monarquia no 
Brasil. O quadro faz parte do acervo da Prefeitura Muni-
cipal da cidade de São Paulo e está atualmente abrigado 
na Pinacoteca. 
Texto IV
O processo da Proclamação da República no Brasil, 
em 1889, foi predominantemente prolongado pelas elites 
militares e civis. As camadas mais baixas da sociedade, 
representando a população em geral, ficaram à margem 
desse momento. A decisão de instaurar o regime republi-
cano foi tomada por líderes políticos e militares, refletin-
do a falta de participação direta das massas populares no 
evento que marcaria uma mudança significativa na estru-
tura política do país. Essa característica revela a complexi-
dade e as contradições do processo histórico de transição 
do regime monárquico para o republicano no Brasil. 
Fonte: autoria própria.
12. Considerando o texto IV, explique os motivos que le-
varam militares, descontentes com o poder centralizado 
de D. Pedro II, a Igreja Católica, os movimentos republi-
canos e os grandes fazendeiros, representantes da elite 
econômica,