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Mayanne Mendonça Sousa 
 
INTENCIONALIDADE EDUCACIONAL: 
• Compreender a Política Nacional de Assistência Integral à Saúde da Mulher, organização 
na Rede Cegonha com ênfase nos componentes (Pré-natal, Parto e Nascimento, Puerpério e 
Sistema logístico) e o papel da Atenção Básica. 
Explore o cenário epidemiológico da morbimortalidade de mulher (principais causas de 
óbito; dados de mortalidade materna; olhando para as diferentes regiões do Brasil (cor, 
classe social); distribuição 
Embora as mulheres apresentem menores taxas de mortalidade, quando comparadas aos homens, 
é sempre importante e oportuno analisar os problemas de saúde mais frequentes nesse grupo 
populacional, para aprimoramento do planejamento de intervenções constantes de programas de 
saúde especificamente dirigidos às mulheres. 
Um estudo descritivo analisou as principais causas de óbitos em mulheres com 10 anos ou mais 
no Brasil entre 2010 e 2019, usando dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). 
As causas de morte foram categorizadas conforme a Classificação Internacional de Doenças (CID 
10): 
Principais Causas de Óbito 
1. Neoplasias: A maior taxa de mortalidade, com 25,34 óbitos por 100 mil MIF. 
2. Doenças do Aparelho Circulatório: Segunda maior taxa, com 20,15 óbitos por 100 mil MIF, 
apresentando a maior queda de mortalidade (26,6%). 
3. Causas Externas: Incluem acidentes e agressões, com 18,69 óbitos por 100 mil MIF, sendo a 
principal causa de óbito entre adolescentes e mulheres jovens. 
4. Doenças Infecciosas e Parasitárias: Taxa de 8,79 óbitos por 100 mil MIF, com tendência 
decrescente. 
5. Doenças do Aparelho Respiratório e Causas Mal Definidas: Com taxas de 6,37 e 6,28 óbitos por 
100 mil MIF, respectivamente. 
Mayanne Mendonça Sousa 
 
 
Mayanne Mendonça Sousa 
 
Tendências por Faixa Etária 
● Adolescentes (10 a 14 anos): Queda nas taxas de mortalidade, principalmente por causas 
externas (33,0%). 
● Adolescentes (15 a 19 anos): Incluem causas relacionadas à gravidez, com tendência de queda 
após 2012. 
● Adultas Jovens (20 a 29 e 30 a 39 anos): Queda nas taxas por doenças infecciosas e do aparelho 
circulatório; neoplasias apresentaram tendência de leve aumento. 
● Adultas (40 a 49 anos): Todas as causas apresentaram tendência de queda, exceto causas 
externas que se mantiveram relativamente estáveis. 
Considerações: 
● A mortalidade por causas externas caiu após 2012, possivelmente devido a medidas como a Lei 
Seca e maior fiscalização de trânsito. 
● Violência de Gênero: As agressões representam uma parcela significativa das mortes externas, 
com a Lei Maria da Penha tendo impacto limitado na redução de mortes por agressão. 
● Neoplasias: Predominam em mulheres de 30 a 49 anos, com destaque para câncer de mama e 
colo do útero, ressaltando a necessidade de diagnóstico precoce e campanhas preventivas como 
vacinação contra o HPV. 
● Doenças Circulatórias: Ganham relevância em mulheres de 40 a 49 anos, indicando a 
necessidade de ações de saúde pública para promoção de hábitos saudáveis e controle de fatores 
de risco como hipertensão e tabagismo. 
Causas da Morte Materna 
No Brasil, de 1996 a 2018, foram registrados 38.919 óbitos maternos no SIM (Sistema de 
Informação sobre Mortalidade), sendo que aproximadamente 67% decorreram de causas 
obstétricas diretas, ou seja, complicações obstétricas durante gravidez, parto ou puerpério devido 
Mayanne Mendonça Sousa 
à intervenções, omissões, tratamento incorreto ou a uma cadeia de eventos resultantes de qualquer 
dessas causas. 
Obs: as causas obstétricas indiretas resultam de doenças pré-existentes à gestação ou que se 
desenvolveram durante esse período, não provocadas por causas obstétricas diretas, mas 
agravadas pelos efeitos fisiológicos da gravidez. 
 
De 1996 a 2018, as causas obstétricas indiretas foram responsáveis por 29% das mortes maternas 
e o restante foi classificado como causas obstétricas inespecíficas. Em média, por ano, ocorreram 
1.176 óbitos maternos diretos e 465 óbitos maternos indiretos. Chama a atenção, em 2009, o surto 
de influenza A (H1N1) que contribuiu para o aumento de óbitos maternos por causas obstétricas 
indiretas. 
Mayanne Mendonça Sousa 
 
Entre os óbitos maternos ocorridos no Brasil, de 1996 a 2018, as causas obstétricas diretas que se 
destacaram foram: hipertensão (8.186 óbitos), hemorragia (5.160 óbitos), infecção puerperal (2.624 
óbitos) e aborto (1.896 óbitos). 
Por sua vez, as causas obstétricas indiretas que se destacaram foram: doenças do aparelho 
circulatório (2.848 óbitos), doenças do aparelho respiratório (1.748 óbitos), AIDS (1.108 óbitos) e 
doenças infecciosas e parasitárias maternas (839 óbitos). 
 
Mayanne Mendonça Sousa 
 
Razão da mortalidade materna 
 
 
Mayanne Mendonça Sousa 
 
 
 
Mayanne Mendonça Sousa 
Investigação de Óbitos de Mulheres em Idade Fértil 
Em todas as Unidades da Federação, além de ações de enfrentamento da mortalidade materna e 
de fortalecimento da atenção à saúde materno-infantil, há também investimento na qualificação e 
monitoramento das informações sobre óbito materno e infantil, com acompanhamento contínuo 
dessas ocorrências por meio da vigilância do óbito. No Brasil, em 2009, apenas 55% dos óbitos de 
mulher em idade fértil (entre 10 e 49 anos de idade) foram investigados. Já em 2018, esse 
percentual subiu para 91%, o que demonstra uma melhora da cobertura de investigação. 
 
Diferenças Regionais: 
● Norte: A taxa de mortalidade por doenças do aparelho circulatório permaneceu inalterada, 
enquanto houve aumento nas taxas de mortalidade por outras causas, exceto causas mal definidas, 
que diminuíram. 
● Nordeste: Houve uma troca nas posições de mortalidade entre doenças endócrinas e do aparelho 
respiratório. As doenças da pele substituíram as doenças do sangue na 10ª posição em 2019. 
● Sudeste: Apresentou as maiores taxas de mortalidade em comparação com outras regiões, com 
destaque para as doenças do aparelho digestivo, causas externas e doenças infecciosas. Pode ser 
porque a população é maior, e também porque os dados podem ser computados errados. 
● Sul e Centro-Oeste: No Sul, houve um aumento nas mortes por neoplasias e doenças 
respiratórias e endócrinas, enquanto as doenças do aparelho circulatório diminuíram. 
• No Centro-Oeste, houve uma redução nas causas externas e uma mudança na 10ª posição, 
com os transtornos mentais e comportamentais substituindo as doenças do tecido 
osteomuscular. 
Diferenças por Cor/Raça: 
Em 2019, a maioria dos óbitos ocorreu entre mulheres brancas (55,3%). No entanto, entre as mais 
jovens (10 a 49 anos), predominou a mortalidade entre mulheres pardas. Entre as mulheres com 
80 anos ou mais, 63,3% dos óbitos foram entre mulheres brancas. 
O que a professora falou, porque tem mais mortalidade de mulheres brancas? Fragilidade no 
registro dos dados, e autodeclaração. 
Estado Civil e Escolaridade: 
Mayanne Mendonça Sousa 
● As mulheres solteiras predominaram entre os óbitos na faixa etária de 10 a 49 anos. 
● Na faixa de 50 a 69 anos, a maioria era casada, e entre aquelas com 70 anos ou mais, a maioria 
era viúva. 
● A escolaridade variou significativamente: 12,3% das adolescentes de 10 a 19 anos não 
frequentavam a escola, enquanto a maior parte das mulheres de 20 a 49 anos tinha entre 8 a 11 
anos de estudo. A escolaridade diminuiu progressivamente com a idade. 
Distribuição por Causas de Morte e Faixa Etária: 
● Em mulheres jovens (10 a 29 anos), as causas externas, como acidentes de transporte e 
agressões, foram as principais causas de morte. 
● Entre 30 e 59 anos, neoplasias, especialmente de mama e órgãos genitais, foram as mais 
prevalentes. 
● Em idades mais avançadas (60 anos ou mais), as doenças do aparelho circulatório, 
especialmente doenças isquêmicas do coração e cerebrovasculares, tornaram-se predominantes. 
Fonte: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/edicoes/2021/boletim_epidemiologico_svs_29.pdf 
Mortalidade materna (conceito), morrem porquê; como calcular; fatores relacionados 
Segundo a OMS 
A mortalidade materna refere-se ao óbito de uma mulher durante a gestação ou dentro de um 
período de 42 dias após o término da gravidez, independentemente da duração ou localização da 
gestação, devido a qualquer causa relacionada ou agravada pela gravidez ou seu manejo, mas não 
por causas acidentais ou incidentais. É um indicador crucial da qualidade do sistema de saúde, 
especialmente no que diz respeito ao acesso a cuidados durante a gravidez e o parto. 
Mortalidade Materna: É a morte de uma mulher que ocorre durante a gravidez ou até 42 dias após 
o término da gravidez, seja no parto, no período pós-parto, ou até mesmo se a morte ocorrer em 
outro momento durante a gravidez, desde que a causa da morte esteja diretamente relacionada à 
gravidez ou ao manejo dela. Essas mortes não incluem as causadas por acidentes ou eventos não 
relacionados à gravidez. 
Importância 
1. Indicador de Qualidade do Sistema de Saúde: 
o Acesso e Qualidade dos Cuidados: A mortalidade materna é um importante 
indicador da eficácia e acessibilidade dos cuidados de saúde para gestantes. Taxas 
elevadas de mortalidade materna podem indicar problemas com o acesso a cuidados 
pré-natais, parto seguro e cuidados pós-natais. 
o Infraestrutura e Serviços: Reflete a qualidade da infraestrutura médica, incluindo 
hospitais e serviços de emergência, bem como a disponibilidade e competência dos 
profissionais de saúde. 
2. Causas Relacionadas à Gravidez: 
o Complicações da Gravidez: A mortalidade materna pode ser causada por 
complicações relacionadas à gravidez, como eclâmpsia, hemorragia, infecções, ou 
condições preexistentes que foram agravadas pela gravidez. 
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/edicoes/2021/boletim_epidemiologico_svs_29.pdf
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/edicoes/2021/boletim_epidemiologico_svs_29.pdf
Mayanne Mendonça Sousa 
o Gestão Inadequada: Problemas na gestão do parto e no pós-parto, como falta de 
monitoramento adequado, complicações não tratadas ou manejo inadequado das 
condições de saúde da mãe, também podem contribuir para a mortalidade materna. 
3. Exclusões: 
o Causas Não Relacionadas: A mortalidade materna não inclui mortes por causas não 
relacionadas à gravidez, como acidentes de trânsito ou homicídios. 
Relevância em Saúde Pública 
• Prevenção e Intervenção: Reduzir a mortalidade materna é um objetivo importante para 
melhorar a saúde pública. Isso envolve garantir que as mulheres tenham acesso a cuidados 
de saúde de qualidade antes, durante e após a gravidez. 
• Programas de Saúde: Políticas e programas de saúde pública focam na prevenção e 
manejo das condições que contribuem para a mortalidade materna, melhorando a educação 
em saúde, o acesso a cuidados médicos e a formação de profissionais de saúde. 
Exemplos de Intervenções 
• Cuidados Pré-Natais: Monitoramento regular da saúde da gestante e do feto. 
• Parto Seguro: Garantir que partos sejam realizados em condições adequadas e seguras. 
• Cuidados Pós-Natais: Monitoramento e suporte contínuo após o parto para identificar e 
tratar complicações precoces. 
Em resumo, a mortalidade materna é um crucial indicador da saúde das gestantes e da qualidade 
dos serviços de saúde, e sua redução exige uma abordagem abrangente que aborde tanto a 
prevenção quanto o manejo de complicações durante a gravidez e o parto. 
A mortalidade materna é uma das mais graves violações dos direitos humanos das mulheres, por 
ser uma tragédia evitável em 92% dos casos e por ocorrer principalmente nos países em 
desenvolvimento. No Brasil ela sempre se manteve em patamares considerados elevados. É 
considerada um indicador de acesso da mulher aos cuidados de saúde e da capacidade do sistema 
de saúde responder às suas necessidades. 
Sua evolução pode ser acompanhada a partir do cálculo de indicadores de mortalidade e do Painel 
de Monitoramento de Óbito Materno e de Mulheres em Idade Fértil, resultantes do trabalho da 
Vigilância do Óbito. 
Para os conceitos relacionados, o Manual dos Comitês de Mortes Maternas do Ministério da Saúde 
do Brasil estabeleceu algumas definições: 
Morte Materna Obstétrica - decorrentes de causas obstétricas diretas e indiretas: 
É aquela que ocorre por complicações obstétricas, durante gravidez, parto ou puerpério, 
relacionadas a intervenções, omissões, tratamento incorreto ou a uma cadeia de eventos, 
resultantes de qualquer uma dessas causas. Morte materna obstétrica indireta é aquela resultante 
de doenças que existiam antes da gestação ou que se desenvolveram durante esse período, não 
provocadas por causas obstétricas diretas, mas agravadas pelos efeitos fisiológicos da gravidez. 
Morte Materna Obstétrica 
Definição: Refere-se ao óbito de uma mulher durante a gravidez, parto ou puerpério (período pós-
parto), causado por complicações que estão diretamente relacionadas a condições obstétricas ou 
pelo agravamento de condições preexistentes devido à gravidez. 
Mayanne Mendonça Sousa 
Categorias 
1. Morte Materna Obstétrica Direta: 
o Causas: Decorrente de complicações que surgem diretamente da gravidez ou do 
parto, incluindo condições e intervenções médicas. obstétricas diretas, ou seja, 
complicações obstétricas durante gravidez, parto ou puerpério devido à intervenções, 
omissões, tratamento incorreto 
o Exemplos: 
▪ Hemorragia Obstétrica: Pode ocorrer devido a descolamento prematuro da 
placenta ou placenta prévia. 
▪ Eclâmpsia: Uma condição grave relacionada à hipertensão na gravidez, que 
pode levar a convulsões e outros problemas graves. 
▪ Infecções: Infecções graves, como septicemia pós-parto, que não são 
tratadas adequadamente. 
▪ Complicações no Parto: Problemas durante o parto que não são manejados 
corretamente, como ruptura uterina. 
2. Morte Materna Obstétrica Indireta: 
o Causas: Resulta de doenças ou condições médicas preexistentes ou desenvolvidas 
durante a gravidez que não são causadas diretamente por complicações obstétricas, 
mas que são agravadas pelos efeitos da gravidez. 
o Exemplos: 
▪ Doenças Cardíacas: Uma mulher com doença cardíaca pode experimentar 
agravamento dos sintomas devido ao estresse adicional da gravidez. 
▪ Diabetes Tipo 1 ou Tipo 2: Mulheres com diabetes podem enfrentar 
complicações graves se a doença não estiver bem controlada, como 
cetoacidose diabética. 
▪ Doenças Autoimunes: Condições como lúpus podem ser exacerbadas pela 
gravidez, levando a complicações graves. 
▪ Doenças Renais Crônicas: Mulheres com problemas renais crônicos podem 
ver seus sintomas piorarem devido à gravidez. 
Resumo 
• Morte Materna Obstétrica Direta: Relacionada diretamente a complicações da gravidez, 
parto ou puerpério, como hemorragia, eclâmpsia e infecções. 
• Morte Materna Obstétrica Indireta: Resulta de agravamento de condições médicas 
preexistentes (como doenças cardíacas, diabetes e doenças autoimunes) devido aos efeitos 
da gravidez. 
Importância 
Compreender essas categorias é crucial para melhorar os cuidados de saúde materna. A 
abordagem adequada pode ajudar a prevenir mortes maternas através do monitoramento e manejo 
eficaz das condições médicas, seja para tratar complicações diretas ou para controlar doenças 
preexistentes e minimizar o impacto da gravidez sobre elas. 
Mayanne Mendonça Sousa 
Morte Materna Tardia: 
Resultante de causas obstétricas diretas ou indiretas, que ocorre num período superior a 42 dias e 
inferior a um ano após o término da gravidez. A Morte Materna Tardia não é considerada no cálculo 
da Razão da Mortalidade Materna (RMM). 
Morte Materna não Obstétrica: 
É aquela resultante de causas incidentais ou acidentais, não relacionadas à gravidez ouao seu 
manejo. Também chamada, por alguns autores, como morte não relacionada. Este tipo de óbito 
também não é incluído no cálculo da RMM. 
Morte Materna Presumível ou Mascarada: 
É considerada aquela cuja causa básica, relacionada ao estado gravídico-puerperal, não consta na 
declaração de óbitos por falha no preenchimento. 
Morte Relacionada à Gravidez: 
É a morte de uma mulher durante o período gestacional ou até 42 dias após o término da gravidez, 
qualquer que tenha sido a causa do óbito. Corresponde, portanto, à soma total das Mortes 
Obstétricas e Não Obstétricas. 
Como calcular 
A razão de mortalidade materna é o indicador utilizado para mensurar a mortalidade materna 
através da fórmula: 
 
Nem sempre está certo, porque nem sempre foi notificado corretamente! 
 
 
A evolução da mortalidade materna no Brasil pode ser acompanhada, a partir do cálculo de 
indicadores de mortalidade e do Painel de Monitoramento de Óbito Materno e de Óbito de Mulher 
em Idade Fértil, resultantes do trabalho da Vigilância do Óbito: 
https://svs.aids.gov.br/daent/centrais-de-conteudos/paineis-de-monitoramento/mortalidade/mate 
rna/ 
Fatores sociais e demográficos: 
https://svs.aids.gov.br/daent/centrais-de-conteudos/paineis-de-monitoramento/mortalidade/mate%20rna/
https://svs.aids.gov.br/daent/centrais-de-conteudos/paineis-de-monitoramento/mortalidade/mate%20rna/
Mayanne Mendonça Sousa 
● Idade extrema: Mulheres muito jovens (adolescentes) e mulheres com mais de 35 anos têm maior 
risco de mortalidade materna. Em adolescentes, esse risco está associado à imaturidade física e 
complicações da primeira gestação, como doenças hipertensivas, enquanto em mulheres mais 
velhas, o risco aumenta devido à hipertensão e ao uso de técnicas de fertilização assistida. 
● Raça: Mulheres negras apresentam uma razão de mortalidade materna mais elevada, tanto por 
fatores biológicos, como a maior prevalência de doenças hipertensivas, quanto por barreiras ao 
acesso a serviços de saúde de qualidade. 
● Estado civil: Mulheres solteiras têm maior risco de mortalidade materna, sugerindo uma possível 
relação com o desamparo social ou falta de suporte durante a gravidez. 
1. Idade Extrema 
• Mulheres Adolescentes: 
o Risco Aumentado: As adolescentes (geralmente abaixo dos 18 anos) enfrentam um 
risco maior de mortalidade materna devido à imaturidade física e emocional. Seus 
corpos podem não estar totalmente preparados para a gestação e o parto, o que 
aumenta a probabilidade de complicações. 
o Complicações: Entre essas complicações estão doenças hipertensivas relacionadas 
à gravidez (como pré-eclâmpsia) e um maior risco de parto prematuro ou baixo peso 
ao nascer. 
• Mulheres com Mais de 35 Anos: 
o Risco Aumentado: As mulheres que engravidam após os 35 anos têm um risco maior 
de mortalidade materna devido a condições como hipertensão e diabetes, que são 
mais prevalentes nessa faixa etária. 
o Uso de Fertilização Assistida: A gravidez em mulheres mais velhas frequentemente 
envolve técnicas de fertilização assistida, que podem aumentar o risco de 
complicações, como gestação múltipla, que é associada a maiores riscos para mãe e 
bebê. 
2. Raça 
• Mulheres Negras: 
o Risco Aumentado: Mulheres negras têm uma razão de mortalidade materna mais 
alta em comparação com mulheres de outras etnias. Esse aumento pode ser atribuído 
a fatores tanto biológicos quanto sociais. 
o Fatores Biológicos: Maior prevalência de condições como hipertensão e diabetes 
entre mulheres negras pode contribuir para um maior risco de complicações graves 
durante a gravidez. 
o Barreiras ao Acesso: Existem também barreiras sociais e econômicas que podem 
limitar o acesso a cuidados de saúde de qualidade, resultando em um diagnóstico 
tardio e tratamento inadequado de condições médicas que podem levar a mortalidade 
materna. 
3. Estado Civil 
• Mulheres Solteiras: 
Mayanne Mendonça Sousa 
o Risco Aumentado: Mulheres solteiras têm um risco mais alto de mortalidade 
materna, que pode estar relacionado ao desamparo social ou falta de suporte durante 
a gravidez. 
o Fatores de Suporte: A falta de suporte emocional e financeiro pode levar a um menor 
acesso a cuidados pré-natais adequados, aumentando o risco de complicações 
durante a gravidez e o parto. 
Sem o apoio emocional de uma rede de suporte, Maria pode sentir-se desmotivada para procurar 
e comparecer a consultas médicas. A falta de apoio pode levar ao adiamento ou à falta de consultas 
regulares, o que aumenta o risco de não identificar e tratar problemas de saúde durante a gravidez 
Resumo 
• Idade: Mulheres muito jovens e mais velhas enfrentam riscos elevados devido a fatores 
físicos e complicações associadas com a idade. 
• Raça: Mulheres negras têm um risco mais alto devido a uma combinação de fatores 
biológicos e barreiras ao acesso a cuidados de saúde. 
• Estado Civil: Mulheres solteiras podem enfrentar maior risco devido à falta de suporte 
social, que pode afetar o acesso a cuidados e o manejo adequado das complicações durante 
a gravidez. 
Entender esses fatores é essencial para a implementação de políticas e estratégias que visem 
reduzir a mortalidade materna, garantindo que todas as mulheres tenham acesso a cuidados 
adequados e suporte necessário durante a gravidez e o parto. 
Condições socioeconômicas: 
● Mulheres com nível socioeconômico mais baixo apresentam maior risco, devido à dificuldade de 
acesso a serviços de saúde e baixa qualidade do atendimento. A baixa escolaridade também se 
correlaciona com menos acesso a cuidados médicos adequados. 
Aspectos relacionados à assistência à saúde: 
● Cesárea: Aumento do risco de morte materna devido a complicações como tromboembolismo, 
infecção puerperal e complicações anestésicas. 
● Início tardio do pré-natal: Mulheres que iniciam o acompanhamento pré-natal após a 24ª semana 
têm maior risco, agravado por fatores como a superlotação hospitalar e a falta de qualificação dos 
profissionais. 
No puerpério a equipe de AB atua muito mais na saúde do bebê e esquece de olhar a saúde da 
própria mãe! 
Mãe (se solta alguma secreção, como está a saúde mental dessa mãe... dentre outros fatores). 
Desigualdade entre países desenvolvidos e em desenvolvimento: 
Nos países desenvolvidos, a razão de mortalidade materna é significativamente mais baixa, 
variando de 8 a 12 mortes por 100.000 nascidos vivos. Nessas regiões, as principais causas de 
morte materna incluem tromboembolismo e doenças cardíacas, com complicações obstétricas 
diretas, como a septicemia por infecção genital e complicações associadas ao parto cesáreo, 
também sendo relevantes. A qualidade dos cuidados de saúde nesses países, incluindo o acesso 
a tecnologias médicas avançadas e cuidados intensivos, contribui para essa redução nos óbitos. 
Nos países em desenvolvimento, a razão de mortalidade materna é significativamente mais alta, 
239 mortes por 100.000 nascidos vivos. Para a OMS, considera-se razoável até 20 óbitos maternos, 
Mayanne Mendonça Sousa 
por 100 mil nascidos vivos. No Brasil, a razão de morte materna em 2019 foi de 57,9 mortes por 
100 mil nascidos vivos, enquanto em 2020 e 2021 foi de 74,7 e 100,9, respectivamente. De 2019 a 
2021, houve um crescimento de 74% de óbitos maternos, o que configura um grave problema de 
saúde pública no país. 
Cinco causas para o aumento da mortalidade materna no país: 
A primeira causa do aumento da mortalidade materna no Brasil foi a pandemia de Covid-19, que 
impactou diretamente a saúde de gestantes e puérperas. Durante a pandemia, houve uma 
interrupção significativa nos serviços essenciais de saúde, como o pré-natal, e uma desaceleração 
no número de consultas. A mortalidade materna aumentou 89,3%, sendo 53,4% desses óbitos 
devido à infecção por Covid-19. O acesso a leitos obstétricos também foi prejudicado pelo colapso 
do sistema de saúde, agravando ainda mais a situação, especialmente entre mulheresde grupos 
racialmente vulneráveis. 
A segunda causa do aumento da mortalidade materna no Brasil é o histórico elevado de mulheres 
que não realizam um pré-natal adequado. Apesar de uma melhora entre 2014 e 2019, o número de 
consultas caiu acentuadamente em 2020, especialmente entre mulheres negras. A hipertensão 
(pré-eclâmpsia e eclâmpsia) é uma das principais complicações que levam à morte materna, e as 
mortes causadas por hipertensão aumentaram em cerca de 34% entre 2014 e 2021. O não 
cumprimento dos parâmetros de consultas pré-natais pela Atenção Primária à Saúde (APS) tem 
influenciado diretamente a mortalidade materna, com mulheres negras e indígenas apresentando 
os piores indicadores. Em 2021, a mortalidade materna de mulheres pretas chegou a 194,3 óbitos 
por 100 mil nascidos vivos, destacando as desigualdades no acesso aos cuidados pré-natais. 
A terceira causa para o aumento da mortalidade materna no Brasil é a insuficiência da Rede de 
Atenção à Saúde Materno-Infantil para resolver barreiras de acesso aos serviços e reduzir as 
iniquidades geradas por fatores sociais. Cerca de 95% dos óbitos maternos poderiam ser evitados 
com acesso a serviços de saúde que garantam direitos sexuais e reprodutivos, além de atenção 
obstétrica segura. Apesar de programas como a Rede Cegonha, a mortalidade materna permanece 
alta, com 80% dos óbitos sendo evitáveis. A queda no financiamento para políticas de saúde 
materna, como a Rede de Atenção Materno Infantil (RAMI), contribui para a falta de estrutura e 
cuidados adequados, afetando principalmente mulheres de cor preta e parda, de baixa escolaridade 
e em situações socioeconômicas vulneráveis. 
A quarta causa para o aumento da mortalidade materna no Brasil está relacionada à imprecisão e 
falta de investigação adequada dos dados de saúde. Problemas como subnotificação e sub-
registro, frequentemente decorrentes de preenchimentos incorretos nas declarações de óbito, 
dificultam o monitoramento real da mortalidade materna. A subinformação ocorre quando a morte 
relacionada à gestação, parto ou puerpério não é devidamente registrada, enquanto o sub-registro 
ocorre pela falta de registro formal em cartórios. Esses problemas estão associados ao despreparo 
dos profissionais de saúde no preenchimento de dados e à falta de integração entre os sistemas 
de informação. A ausência de interoperabilidade eficaz entre os sistemas de saúde impede um 
acompanhamento adequado da gestante e puérpera, limitando a capacidade de resposta para 
prevenir óbitos. Essas falhas comprometem a análise de mortalidade materna, dificultando a 
identificação de desigualdades regionais e obstáculos sociais e culturais. 
A quinta causa do aumento da mortalidade materna no Brasil é o perfil intervencionista dos 
profissionais de saúde na Atenção Materno Infantil. O uso excessivo de tecnologias e a 
medicalização excessiva no parto, especialmente com altas taxas de cesárea, têm impacto 
negativo nos índices de morbidade e mortalidade materna e neonatal. Práticas intervencionistas 
são mais comuns onde o cuidado é fragmentado e a gestão dos serviços de saúde é ineficaz. A 
educação médica no Brasil, que valoriza a medicalização, contribui para a falta de preparo na 
Mayanne Mendonça Sousa 
condução de partos normais de forma mais fisiológica. A chamada "medicina defensiva", motivada 
pelo medo de litígios, também influencia a decisão dos profissionais de optar por cesáreas, mesmo 
quando desnecessárias. Estudos indicam que a maioria dos ginecologistas e obstetras já 
enfrentaram ações judiciais ou conhecem alguém que enfrentou, o que os leva a preferir cesáreas 
por segurança legal. Além disso, essa prática é influenciada por fatores como medo de insatisfação 
do paciente, de ignorar diagnósticos graves e de prejudicar sua reputação profissional. Embora 
políticas como a Rede Cegonha promovam boas práticas baseadas em evidências, elas ainda não 
foram suficientes para reverter o cenário de intervenções desnecessárias. 
Fonte: https://ieps.org.br/wp-content/uploads/2023/03/olhar-IEPS-4-mortalidade-materna.pdf 
Compreender o PNAISM, os seus eixos e a sua aplicação na atenção básica (objetivos, 
diretrizes) 
Brasil antes de ter a implementação do PNAISM (em relação as conquistas voltadas a saúde 
da mulher): 
1932: direito político para primeira eleição de nível federal (apenas mulheres casadas com 
autorização do marido; solteiras e viúvas com renda própria possuíam o direito ao voto); 
1946: código eleitoral foi revisto (todas as mulheres passam a ter o direito do voto); 
1970: inicia os programas materno infantil (buscava captar os períodos de cuidados de 
contracepção; pré-natal; parto; puerpério); 
1984: tem-se um grande avanço com a criação do PAISM (Programa de Atenção Integral à Saúde 
da Mulher): rompeu com o cuidado apenas materno infantil e passou a englobar ações educativas, 
preventivas, de diagnóstico, tratamento e recuperação, em questões referentes a saúde sexual e a 
saúde reprodutiva; 
1988: Constituição Federal Brasileira (que assegura direitos, como: educação, saúde, alimentação, 
proteção a maternidade e a infância e a criação do SUS – porém, a constituição não definiu 
aspectos de operalização dos sistemas de saúde; 
1990: criação da Lei Orgânica da Saúde – que regulamenta o SUS. (Composta pelas leis 8080: 
que dispõe sobre as condições para promoção, proteção e recuperação de saúde; 8.142: que 
dispõe da participação da comunidade na gestão do sus e sobre transferências 
intergovernamentais de recursos financeiros na área da saúde). 
2004: criação da PNAISM (Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher). Foi criada a 
partir de diagnóstico epidemiológico da situação da saúde da mulher no Brasil e do reconhecimento 
da importância de se contar com diretrizes que orientassem as práticas assistenciais. 
A PNAISM teve como base o PAISM programa de atenção integral da saúde da mulher. 
Através da análise da evolução das conquistas das mulheres ao longo do tempo, é possível 
perceber a importância da criação do PAISM e da PNAISM. Já que anteriormente, a saúde da 
mulher era limitada as demandas relativas a gravidez e ao parto, onde os programas materno 
infantis tinham uma visão restrita sobre a mulher, baseado em sua especificidade biológica e no 
seu papel social de mãe e doméstica, sendo responsável pela criação, educação e cuidado com a 
saúde dos filhos e demais familiares. 
Essas conquistas só foram possíveis através da mobilização dos movimentos feministas que 
reforçaram a necessidade de se ver a mulher como sujeito de direito, com necessidades que 
extrapolam a gestação e parto e que demandam ações para a melhoria das questões de saúde em 
todos os ciclos de vida. 
https://ieps.org.br/wp-content/uploads/2023/03/olhar-IEPS-4-mortalidade-materna.pdf
Mayanne Mendonça Sousa 
Diferença entre PAISM e PNAISM 
PAISM (Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher): 
Criado em 1984 (momento em que se tem a ruptura do modelo de atenção materno-infantil até 
então desenvolvido através da mobilização de movimentos feministas; inclui ações educativas, 
preventivas, diagnóstico, tratamento e recuperação; englobando a assistência em todas as fases 
da vida com enfoque em questões relativas a saúde sexual e reprodutiva – como, na clínica 
ginecológica, no pré-natal, no parto e puerpério, climatério, em planejamento familiar, ist’s, câncer 
de colo de útero e mama, dentre outras demandas espontâneas); 
PNAISM (Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher): 
Elaborada pela área técnica de saúde das mulheres, do Ministério da Saúde, em 2004; 
A política é mais abrangente e surge com a necessidade de se contar com necessidades técnico 
políticas que orientasse a assistência em saúde da mulher. 
Com a política, a definição das prioridades baseou-se no diagnóstico da situação de saúde das 
mulheres no Brasil, com diferenças inerentes a cada contexto.Com isso, toda a assistência deverá 
ser norteada por uma perspectiva de gênero, de raça e etnia, rompendo as fronteiras de saúde 
sexual e reprodutiva, para alcançar todos os aspectos da saúde da mulher. 
Importante a diferença de programa (grupos específicos), lógica + vertical, pouco alimentado por 
uma leitura diagnostical, e sim por ações. 
Política (tentar olhar o público de forma integral, para ver a necessidade de saúde daquela 
população), ver que a mulher tem perfis diferentes. Dá atenção a mulher em todos os ciclos da 
vida. 
A PNAISM tem como premissa: o direito à saúde e o respeito às diretrizes do SUS. 
PNAISM: Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher. 
Criada pelo Ministério da Saúde com o intuito de priorizar a saúde da mulher, com ações de saúde 
que contribuam para garantir: 
• Os direitos humanos das mulheres; 
• Reduzir a morbimortalidade por causas preveníveis e evitáveis. 
A PNAISM busca consolidar os avanços: 
• No campo dos direitos sexuais e reprodutivos (com ênfase na melhoria da atenção obstétrica); 
• No planejamento familiar; 
• Na atenção ao abortamento inseguro e no combate à violência doméstica e sexual; 
• Prevenção e o tratamento de mulheres vivendo com HIV/aids; 
• E as portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e de câncer de útero. 
Essa política considera a diversidade dos 5.561 municípios, dos 26 estados e do Distrito Federal 
(isso é importante, porque cada região tem a sua diferença, apresentando diferentes níveis de 
desenvolvimento e de organização dos sistemas locais de saúde e tipos de gestão). 
• As mulheres representam 50,77% da população brasileira. 
• Elas utilizam os serviços de saúde para atendimentos próprios e para acompanhar crianças, 
familiares e outros indivíduos. 
Mayanne Mendonça Sousa 
• Além de cuidarem dos seus familiares, também assumem papéis de cuidadoras na vizinhança 
e comunidade. 
• A saúde das mulheres é influenciada por aspectos como meio ambiente, lazer, alimentação, 
condições de trabalho, moradia e renda. 
• A discriminação no trabalho e a sobrecarga com responsabilidades domésticas agravam os 
problemas de saúde das mulheres. 
• Variáveis como raça, etnia e situação de pobreza aumentam as desigualdades enfrentadas 
pelas mulheres. 
• Embora as mulheres vivam mais do que os homens, elas adoecem com mais frequência. 
• A vulnerabilidade feminina a certas doenças e causas de morte está mais relacionada à 
discriminação social do que a fatores biológicos. 
A Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher deve contemplar a população feminina acima de 
10 anos, hoje estimada em 73.837.876 pessoas, distribuída nas seguintes faixas etárias: 
– 10 a 14 anos – 8.091.022; 
– 15 a 19 anos – 8.433.904; 
– 20 a 29 anos – 16.524.472; 
– 30 a 39 anos – 13.934.024; 
– 40 a 49 anos – 11.420.987; 
– 50 anos e mais – 15.505.461. 
As mulheres em idade reprodutiva, ou seja, de 10 a 49 anos, são 58.404.409 e representam 65% 
do total da população feminina, conformando um segmento social importante para a elaboração 
das políticas de saúde. 
Desafios da PNAISM 
Dependência do âmbito governamental para realização efetiva de suas práticas em cada região do 
país; 
Com isso, enfrenta dificuldades para atingir demais conquistas, como: avançar na superação das 
desigualdades em saúde garantindo o acesso a todos com equidade; aumentar os serviços de 
saúde para o atendimento de procedimentos relacionados à violência sexual e ao aborto legal 
(superando as questões legais e religiosas), o acesso universal aos serviços de saúde, 
considerando os grupos sociais e as suas especificidades; humanizar o parto, diminuindo os 
procedimentos desnecessários e as iatrogenias; fortalecer as ações de planejamento reprodutivo 
e saúde sexual nos serviços de atenção básica, com ênfase nos métodos não hormonais, como o 
DIU; diminuir e manter a queda da mortalidade materna para padrões aceitos internacionalmente; 
promover a autonomia econômica das mulheres (impacta diretamente na sua saúde); revelar os 
problemas associados à sobrecarga de trabalho das mulheres que possuem dupla ou tripla jornada. 
Humanizar e qualificar a atenção em saúde é aprender a compartilhar saberes e reconhecer 
direitos. A atenção humanizada e de boa qualidade implica no estabelecimento de relações entre 
sujeitos, seres semelhantes, ainda que possam apresentar-se muito distintos conforme suas 
condições sociais, raciais, étnicas, culturais e de gênero. 
Mayanne Mendonça Sousa 
A humanização da atenção em saúde é um processo contínuo e demanda reflexão permanente 
sobre os atos, condutas e comportamentos de cada pessoa envolvida na relação. É preciso maior 
conhecimento de si, para melhor compreender o outro com suas especificidades e para poder 
ajudar sem procurar impor valores, opiniões ou decisões. 
A humanização e a qualidade da atenção são indissociáveis. A qualidade da atenção exige mais do 
que a resolução de problemas ou a disponibilidade de recursos tecnológicos. E humanização é 
muito mais do que tratar bem, com delicadeza ou de forma amigável. 
Para atingir os princípios de humanização e da qualidade da atenção deve-se levar em conta, pelo 
menos, os seguintes elementos: 
– Acesso da população às ações e aos serviços de saúde nos três níveis de assistência; 
– Definição da estrutura e organização da rede assistencial, incluindo a formalização dos sistemas 
de referência e contra-referência que possibilitem a continuidade das ações, a melhoria do grau de 
resolutividade dos problemas e o acompanhamento da clientela pelos profissionais de saúde da 
rede integrada; 
– Captação precoce e busca ativa das usuárias; 
– Disponibilidade de recursos tecnológicos e uso apropriado, de acordo com os critérios de 
evidência científica e segurança da usuária; 
– Capacitação técnica dos profissionais de saúde e funcionários dos serviços envolvidos nas ações 
de saúde para uso da tecnologia adequada, acolhimento humanizado e práticas educativas 
voltadas à usuária e à comunidade; 
– Disponibilidade de insumos, equipamentos e materiais educativos; 
– Acolhimento amigável em todos os níveis da assistência, buscando-se a orientação da clientela 
sobre os problemas apresentados e possíveis soluções, assegurando-lhe a participação nos 
processos de decisão em todos os momentos do atendimento e tratamentos necessários; 
– Disponibilidade de informações e orientação da clientela, familiares e da comunidade sobre a 
promoção da saúde, assim como os meios de prevenção e tratamento dos agravos a ela 
associados; 
– Estabelecimento de mecanismos de avaliação continuada dos serviços e do desempenho dos 
profissionais de saúde, com participação da clientela; 
– Estabelecimento de mecanismos de acompanhamento, controle e avaliação continuada das 
ações e serviços de saúde, com participação da usuária; 
– Análise de indicadores que permitam aos gestores monitorar o andamento das ações, o impacto 
sobre os problemas tratados e a redefinição de estratégias ou ações que se fizerem necessárias. 
 
• O Sistema Único de Saúde deve estar orientado e capacitado para a atenção integral à saúde 
da mulher, numa perspectiva que contemple a promoção da saúde, as necessidades de saúde 
Mayanne Mendonça Sousa 
da população feminina, o controle de patologias mais prevalentes nesse grupo e a garantia do 
direito à saúde; 
• A Política de Atenção à Saúde da Mulher deverá atingir as mulheres em todos os ciclos de vida, 
resguardadas as especificidades das diferentes faixas etárias e dos distintos grupos 
populacionais (mulheres negras, indígenas, residentes em áreas urbanas e rurais, residentes 
em locais de difícil acesso, em situação de risco, presidiárias, de orientação homossexual, com 
deficiência, dentre outras); 
• A elaboração, a execução e a avaliação das políticas de saúde da mulher deverão nortear-se 
pela perspectiva de gênero, de raça e de etnia, e pela ampliaçãodo enfoque, rompendo-se as 
fronteiras da saúde sexual e da saúde reprodutiva, para alcançar todos os aspectos da saúde 
da mulher; 
• A gestão da Política de Atenção à Saúde deverá estabelecer uma dinâmica inclusiva, para 
atender às demandas emergentes ou demandas antigas, em todos os níveis assistência; 
• As políticas de saúde da mulher deverão ser compreendidas em sua dimensão mais ampla, 
objetivando a criação e ampliação das condições necessárias ao exercício dos direitos da 
mulher, seja no âmbito do SUS, seja na atuação em parceria do setor Saúde com outros setores 
governamentais, com destaque para a segurança, a justiça, trabalho, previdência social e 
educação; 
• A atenção integral à saúde da mulher refere-se ao conjunto de ações de promoção, proteção, 
assistência e recuperação da saúde, executadas nos diferentes níveis de atenção à saúde (da 
básica à alta complexidade). 
• O SUS deverá garantir o acesso das mulheres a todos os níveis de atenção à saúde, no contexto 
da descentralização, hierarquização e integração das ações e serviços. Sendo responsabilidade 
dos três níveis gestores, de acordo com as competências de cada um, garantir as condições 
para a execução da Política de Atenção à Saúde da Mulher. 
• A atenção integral à saúde da mulher compreende o atendimento à mulher a partir de uma 
percepção ampliada de seu contexto de vida, do momento em que apresenta determinada 
demanda, assim como de sua singularidade e de suas condições enquanto sujeito capaz e 
responsável por suas escolhas. 
• A atenção integral à saúde da mulher implica, para os prestadores de serviço, no 
estabelecimento de relações com pessoas singulares, seja por razões econômicas, culturais, 
religiosas, raciais, de diferentes orientações sexuais, etc. O atendimento deverá nortear-se pelo 
respeito a todas as diferenças, sem discriminação de qualquer espécie e sem imposição de 
valores e crenças pessoais. Esse enfoque deverá ser incorporado aos processos de 
sensibilização e capacitação para humanização das práticas em saúde. 
• As práticas em saúde deverão nortear-se pelo princípio da humanização, aqui compreendido 
como atitudes e comportamentos do profissional de saúde que contribuam para reforçar o 
caráter da atenção à saúde como direito, que melhorem o grau de informação das mulheres em 
relação ao seu corpo e suas condições de saúde, ampliando sua capacidade de fazer escolhas 
adequadas ao seu contexto e momento de vida; que promovam o acolhimento das demandas 
conhecidas ou não pelas equipes de saúde; que busquem o uso de tecnologia apropriada a 
cada caso e que demonstrem o interesse em resolver problemas e diminuir o sofrimento 
associado ao processo de adoecimento e morte da clientela e seus familiares. 
• No processo de elaboração, execução e avaliação das Política de Atenção à Saúde da Mulher 
deverá ser estimulada e apoiada a participação da sociedade civil organizada, em particular do 
movimento de mulheres, pelo reconhecimento de sua contribuição técnica e política no campo 
dos direitos e da saúde da mulher. 
• Compreende-se que a participação da sociedade civil na implementação das ações de saúde 
da mulher, no âmbito federal, estadual e municipal requer – cabendo, portanto, às instâncias 
Mayanne Mendonça Sousa 
gestoras – melhorar e qualificar os mecanismos de repasse de informações sobre as políticas 
de saúde da mulher e sobre os instrumentos de gestão e regulação do SUS. 
• No âmbito do setor Saúde, a execução de ações será pactuada entre todos os níveis 
hierárquicos, visando a uma atuação mais abrangente e horizontal, além de permitir o ajuste às 
diferentes realidades regionais. 
• As ações voltadas à melhoria das condições de vida e saúde das mulheres deverão ser 
executadas de forma articulada com setores governamentais e não-governamentais; condição 
básica para a configuração de redes integradas de atenção à saúde. 
• Promover a melhoria das condições de vida e saúde das mulheres brasileiras, mediante a 
garantia de direitos legalmente constituídos e ampliação do acesso aos meios e serviços de 
promoção, prevenção, assistência e recuperação da saúde em todo território brasileiro. 
• Contribuir para a redução da morbidade e mortalidade feminina no Brasil, especialmente por 
causas evitáveis, em todos os ciclos de vida e nos diversos grupos populacionais, sem 
discriminação de qualquer espécie. 
• Ampliar, qualificar e humanizar a atenção integral à saúde da mulher no Sistema Único de Saúde 
(SUS). 
Apanhado geral dos objetivos específicos: estimulam a atenção integral à saúde da mulher em 
todo o seu ciclo de vida, diferentes faixas etárias e grupos populacionais, resguardadas as suas 
especificidades e necessidades, visando a redução da morbimortalidade, prevenção e controle de 
doenças transmissíveis ou não e assistência qualificada frente situação de violência doméstica e 
sexual e também em casos de abortos inseguro. Além disso, busca incluir segmentos da população 
feminina historicamente excluídos, como mulheres indígenas, mulheres negras, bissexuais, 
lésbicas, trabalhadoras rurais, mulheres com deficiência, privadas de liberdade... entre outras. 
Os objetivos gerais e específicos se baseiam, principalmente, nos elementos descritos nos 
princípios e diretrizes da PNAISM, onde se destaca a importância da: 
o Humanização; 
o Qualidade da assistência; 
Priorizando a satisfação das usuárias; 
Além do fortalecimento da autonomia das mulheres tanto na identificação das suas demandas 
como na promoção do autocuidado. 
→ Quando há uma assistência humanizada e com qualidade na atenção se garante promoção, 
reconhecimento e respeito aos direitos humanos, assegurando uma saúde integral. 
→ É de extrema relevância que se tenha: acesso da população às ações e aos serviços de saúde 
nos 3 níveis de assistência; captação precoce e busca ativa das usuárias; capacitação técnica 
dos profissionais de saúde e funcionários dos serviços envolvidos nas ações de saúde; 
Mayanne Mendonça Sousa 
acolhimento amigável em todos os níveis da assistência, buscando-se a orientação da clientela 
sobre os problemas apresentados e possíveis soluções. 
Objetivos específicos abaixo/ eixos 
• Ampliar e qualificar a atenção clínico-ginecológica, inclusive para as portadoras da 
infecção pelo HIV e outras DST: 
– Fortalecer a atenção básica no cuidado com a mulher; 
– Ampliar o acesso e qualificar a atenção clínico- ginecológica na rede SUS. 
• Estimular a implantação e implementação da assistência em planejamento familiar, para 
homens e mulheres, adultos e adolescentes, no âmbito da atenção integral à saúde: 
– Ampliar e qualificar a atenção ao planejamento familiar, incluindo a assistência à infertilidade; 
– Garantir a oferta de métodos anticoncepcionais para a população em idade reprodutiva; 
– Ampliar o acesso das mulheres às informações sobre as opções de métodos anticoncepcionais; 
– Estimular a participação e inclusão de homens e adolescentes nas ações de planejamento 
familiar. 
• Promover a atenção obstétrica e neonatal, qualificada e humanizada, incluindo a 
assistência ao abortamento em condições inseguras, para mulheres e adolescentes: 
– Construir, em parceria com outros atores, um Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade 
Materna e Neonatal; – qualificar a assistência obstétrica e neonatal nos estados e municípios; 
– Organizar rede de serviços de atenção obstétrica e neonatal, garantindo atendimento à gestante 
de alto risco e em situações de urgência/emergência, incluindo mecanismos de referência e contra-
referência; 
– Fortalecer o sistema de formação/capacitação de pessoal na área de assistência obstétrica e 
neonatal; – elaborar e/ou revisar, imprimir e distribuir material técnico e educativo; 
– Qualificar e humanizar a atenção à mulher em situação de abortamento; 
– Apoiar a expansão da rede laboratorial; 
– Garantir a oferta de ácido fólico e sulfato ferroso paratodas as gestantes; 
– Melhorar a informação sobre a magnitude e tendência da mortalidade materna. 
• Promover a atenção às mulheres e adolescentes em situação de violência doméstica e 
sexual: 
– Organizar redes integradas de atenção às mulheres em situação de violência sexual e doméstica; 
– Articular a atenção à mulher em situação de violência com ações de prevenção de DST/aids; – 
promover ações preventivas em relação à violência doméstica e sexual. 
• Reduzir a morbimortalidade por câncer na população feminina: 
– Organizar em municípios pólos de microrregiões redes de referência e contra-referência para o 
diagnóstico e o tratamento de câncer de colo uterino e de mama; 
– Garantir o cumprimento da Lei Federal que prevê a cirurgia de reconstrução mamária nas 
mulheres que realizaram mastectomia; 
Mayanne Mendonça Sousa 
– Oferecer o teste anti-HIV e de sífilis para as mulheres incluídas no Programa Viva Mulher, 
especialmente aquelas com diagnóstico de DST, HPV e/ou lesões intra-epiteliais de alto grau/ 
câncer invasor. 
• Implantar um modelo de atenção à saúde mental das mulheres sob o enfoque de gênero: 
– Melhorar a informação sobre as mulheres portadoras de transtornos mentais no SUS; 
– Qualificar a atenção à saúde mental das mulheres; 
– Incluir o enfoque de gênero e de raça na atenção às mulheres portadoras de transtornos mentais 
e promover a integração com setores não-governamentais, fomentando sua participação nas 
definições da política de atenção às mulheres portadoras de transtornos mentais. 
• Implantar e implementar a atenção à saúde da mulher no climatério: 
– Ampliar o acesso e qualificar a atenção às mulheres no climatério na rede SUS. 
• Promover a atenção à saúde da mulher na terceira idade: 
– Incluir a abordagem às especificidades da atenção a saúde da mulher na Política de Atenção à 
Saúde do Idoso no SUS; 
– Incentivar a incorporação do enfoque de gênero na Atenção à Saúde do Idoso no SUS. 
• Promover a atenção à saúde da mulher negra: 
– Melhorar o registro e produção de dados; – capacitar profissionais de saúde; 
– Implantar o Programa de Anemia Falciforme (PAF/MS), dando ênfase às especificidades das 
mulheres em idade fértil e no ciclo gravídico-puerperal; 
– Incluir e consolidar o recorte racial/étnico nas ações de saúde da mulher, no âmbito do SUS; 
– Estimular e fortalecer a interlocução das áreas de saúde da mulher das SES e SMS com os 
movimentos e entidades relacionados à saúde da população negra. 
• Promover a atenção à saúde das trabalhadoras do campo e da cidade: 
– Implementar ações de vigilância e atenção à saúde da trabalhadora da cidade e do campo, do 
setor formal e informal; 
– Introduzir nas políticas de saúde e nos movimentos sociais a noção de direitos das mulheres 
trabalhadoras relacionados à saúde. 
• Promover a atenção à saúde da mulher indígena: 
– Ampliar e qualificar a atenção integral à saúde da mulher indígena. 
• Promover a atenção à saúde das mulheres em situação de prisão, incluindo a promoção 
das ações de prevenção e controle de doenças sexualmente transmissíveis e da infecção 
pelo HIV/aids nessa população: 
– Ampliar o acesso e qualificar a atenção à saúde das presidiárias. 
• Fortalecer a participação e o controle social na definição e implementação das políticas 
de atenção integral à saúde das mulheres: 
– Promover a integração com o movimento de mulheres feministas no aperfeiçoamento da política 
de atenção integral à saúde da mulher. 
Mayanne Mendonça Sousa 
Segundo o Ministério da Saúde a PNAISM tem como pontos de atuação, os eixos da saúde da 
mulher, onde se tem a participação ativa de profissionais da enfermagem. 
1. Saúde sexual e saúde reprodutiva, incluindo o planejamento reprodutivo e às 
ist´s/hiv/aids: 
Por meio de ações educativas, planejamento reprodutivo, prevenção, tratamento e acolhimento 
de portadores de IST´s, HIV, Aids; orientação de casais inférteis; reprodução assistida, 
acolhimento de casais vulneráveis, dentre outros; 
2. Segmentos específicos da população feminina: 
Deve atuar na assistência de mulheres em contextos de vulnerabilidade, prevenindo, atuando 
na inclusão e tratando agravos de saúde a população prisional, LGBTQIA+, ribeirinhas, 
indígenas, pessoas deficientes, realizando pesquisas, levantamento socio demográficos, além 
de acompanhamento multiprofissional; 
3. Câncer de colo de útero e mama: 
Atuando com prevenção com consultas, exames preventivos e ações educativas, além de 
participar diretamente no tratamento dessas condições. Ampliação ao acesso ao exame 
preventivo com qualidade a todas as mulheres de 25 a 59 anos; garantir o acesso de todas as 
mulheres com lesões de mama palpáveis a imediata elucidação diagnóstica e tratamento; 
garantir o acesso a mamografia de rastreamento com qualidade a todas as mulheres de 50 a 
69 anos; 
4. Atenção obstétrica: 
Promoção de partos e nascimentos seguros e humanizados, além de promover saúde materna 
e infantil; atua na prevenção da morbimortalidade materna evitável; exerce assistência que 
busca o protagonismo e autonomia da mulher, em todo o processo gravídico, sempre com 
responsabilidade ética e exercendo o cuidado centrado na mulher, no bebê e na família, visando 
o parto como um evento fisiológico, social e livre de danos; 
5. Atenção às mulheres em situação de violência: 
Deve-se realizar o acolhimento das mulheres, adolescentes e meninas, vítimas de qualquer tipo 
de violência, além do tratamento de feridas e lesões. Atua também na prevenção das diferentes 
formas de violência (com orientação em saúde ou detecção de suspeitas durante a consulta) e 
realização de notificação compulsória desse agravo a saúde; 
6. Atenção clínico ginecológica e climatério: 
Deve olhar a saúde da mulher de forma integral desde o nascimento até a sua morte; orientando 
sobre o climatério e a menopausa, procurando diminuir os efeitos negativos dessa fase, 
reestabelecendo a qualidade de vida, além de ser essencial no tratamento da saúde mental das 
mulheres, atuando nos CAPS e outros centros; 
Mayanne Mendonça Sousa 
 
 
Atenção à Saúde Sexual e Reprodutiva: 
A Atenção Básica é responsável por oferecer serviços de planejamento familiar, distribuição de 
métodos contraceptivos e orientações sobre saúde sexual e reprodutiva. Isso inclui ações 
educativas sobre métodos contraceptivos e prevenção de ISTs, além do acompanhamento pré-
natal. 
Prevenção e Tratamento de Cânceres Ginecológicos: 
O rastreamento do câncer de colo de útero e de mama é realizado na Atenção Básica com a coleta 
de exames preventivos (Papanicolau) e a solicitação de mamografias. Esses exames ajudam na 
detecção precoce, garantindo o acesso rápido ao tratamento. 
Atenção ao Climatério: 
Durante a menopausa, a Atenção Básica oferece acompanhamento às mulheres, orientando sobre 
os sintomas e promovendo cuidados para a melhoria da qualidade de vida nessa fase. 
Atenção à Violência Doméstica e Sexual: 
A Atenção Básica desempenha um papel crucial no acolhimento de mulheres vítimas de violência, 
realizando escutas, orientações, notificações compulsórias e encaminhamentos para serviços 
especializados. 
Atenção Obstétrica Humanizada: 
No contexto do cuidado pré-natal, as Unidades de Saúde da Família são essenciais para 
acompanhar gestantes, identificando precocemente fatores de risco e garantindo uma assistência 
ao parto seguro e humanizada. 
Vídeo: 
https://www.youtube.com/watch?v=WvAUCYafw9k&t=5s 
https://www.youtube.com/watch?v=WvAUCYafw9k&t=5s
Mayanne Mendonça Sousa 
Fonte: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_mulher_principios_diretrizes.pdf 
https://www.gov.br/mdh/pt-br/navegue-por-temas/politicas-para-mulheres/arquivo/central-de-
conteudos/publicacoes/publicacoes/2015/pnaism_pnpm-versaoweb.pdf 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nac_atencao_mulher.pdf 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nac_atencao_mulher.pdfQuais as queixas mais comuns relacionadas a saúde da mulher na atenção básica e como 
manejar 
PROBLEMAS RELACIONADOS À MENSTRUAÇÃO 
Sangramento uterino anormal 
Olhar no documento, queixas comuns, 4 queixas mais comuns na unidade e trazer 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_mulher_principios_diretrizes.pdf
https://www.gov.br/mdh/pt-br/navegue-por-temas/politicas-para-mulheres/arquivo/central-de-conteudos/publicacoes/publicacoes/2015/pnaism_pnpm-versaoweb.pdf
https://www.gov.br/mdh/pt-br/navegue-por-temas/politicas-para-mulheres/arquivo/central-de-conteudos/publicacoes/publicacoes/2015/pnaism_pnpm-versaoweb.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nac_atencao_mulher.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nac_atencao_mulher.pdf
Mayanne Mendonça Sousa 
 
Mayanne Mendonça Sousa 
 
 
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Atraso menstrual e amenorreias 
Mayanne Mendonça Sousa 
 
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Lesão anogenital 
 
* O diagnóstico de corrimento necessita da avaliação do conteúdo vaginal (teste de pH, teste de 
aminas e microscopia) e, se não houver disponibilidade destes recursos, o tratamento terá de se 
Mayanne Mendonça Sousa 
basear nas características do corrimento, mas ressalte-se que a predição é baixa e as chances 
de erro aumentam. 
 
 
Mayanne Mendonça Sousa 
 
 
 
Corrimento vaginal e cervicite 
Mayanne Mendonça Sousa 
 
 
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Mastalgia 
Mayanne Mendonça Sousa 
 
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Descarga papilar 
 
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DOR PÉLVICA 
Mayanne Mendonça Sousa 
 
 
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Queixas urinárias 
Mayanne Mendonça Sousa 
 
 
Mayanne Mendonça Sousa 
Dor e aumento da frequência 
 
 
Mayanne Mendonça Sousa 
 
Fonte: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolos_atencao_basica_saude_mulheres.pdf 
 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolos_atencao_basica_saude_mulheres.pdf

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