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EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE VIGILÂNCIA EM SÁÚDE Módulo: Saúde Coletiva Submódulo: Vigilância e Sistemas de Informação em Saúde 3º Período do Curso de Medicina Prof. Dr. José Martins Pinto Neto Profª Drª. Alessandra Ballaris Profª Ma. Ana Paula Prado Profª Ma. Carolina Guerra O QUE SIGNIFICA O TERMO VIGILÂNCIA? A expressão ‘vigilância em saúde’ remete, inicialmente, à palavra vigiar. Sua origem – do latim vigilare – significa, de acordo com o Dicionário Aurélio, observar atentamente, estar atento a, atentar em, estar de sentinela, procurar, campear, cuidar, precaver-se, acautelar-se (MONKEN, BATISTELLA, s/d). Mobile User INTRODUÇÃO AO CONCEITO DE VIGILÂNCIA Controle de doenças transmissíveis e epidemias Saúde pública Vigilância como alternativa a prática restritiva da quarentena, detectar precocemente os doentes. No Brasil era restrita as campanhas de erradicação é criada a Unidade de Vigilância Epidemiológica da Divisão de Doenças Transmissíveis da Organização Mundial de Saúde (OMS). Reconhecimento internacional vinculada a erradicação da varíola 1965Final do Século XIX OMS e OPAS incentivaram a criação do Sistema de Vigilância Epidemiológica nos países não desenvolvidos visando à redução da morbimortalidade entre crianças e adultos jovens e melhoria do País. Década de 70 1975 A Lei nº 6.259, de 1975, que criou o SNVE 1978 Implantação do SVESP e primeiro Manual de Vigilância Epidemiológica A lei 8080/90 confirma o papel coordenador do gestor estadual e define a municipalização das ações de vigilância epidemiológica 1990 Mobile User NO CAMPO DA SAÚDE, A ‘VIGILÂNCIA’ ESTÁ HISTORICAMENTE RELACIONADA AOS CONCEITOS DE SAÚDE E DOENÇA PRESENTES EM CADA ÉPOCA E LUGAR, ÀS PRÁTICAS DE ATENÇÃO AOS DOENTES E AOS MECANISMOS ADOTADOS PARA TENTAR IMPEDIR A DISSEMINAÇÃO DAS DOENÇAS (MONKEN, BATISTELLA, S/D). As discussões que se intensificaram a partir da década de 1990 em torno da reorganização do sistema de ‘vigilância epidemiológica’, tornando possível conceber a proposta de ação baseada na ‘vigilância da saúde’, continham pelo menos três elementos que deveriam estar integrados: 1) a ‘vigilância’ de efeitos sobre a saúde, como agravos e doenças, tarefa tradicionalmente realizada pela ‘vigilância epidemiológica’; 2) a ‘vigilância’ de perigos, como agentes químicos, físicos e biológicos que possam ocasionar doenças e agravos, tarefa tradicionalmente realizada pela ‘vigilância sanitária’; 3) a ‘vigilância’ de exposições, através do monitoramento da exposição de indivíduos ou grupos populacionais a um agente ambiental ou seus efeitos clinicamente ainda não aparentes (subclínicos ou pré-clínicos), este último se coloca como o principal desafio para a estruturação da ‘vigilância ambiental’ (FREITAS & FREITAS, 2005; EPSJV, 2002). Mobile User CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL – 05/10/1988 Título VIII - Da Ordem Social Capítulo II - Da Seguridade Social Seção II - Da Saúde Mobile User CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1988 Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. Mobile User O DIREITO À SAÚDE: Art. 196 – A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL – 05/10/1988 Mobile User Art. 200. Ao Sistema Único de Saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei: I - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar da produção de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos, hemoderivados e outros insumos; II - executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador; III - ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde; IV - participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico; CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL – 05/10/1988 Mobile User Art. 200. ◼ V - incrementar, em sua área de atuação, o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 85, de 2015) ◼ VI - fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor nutricional, bem como bebidas e águas para consumo humano; ◼ VII - participar do controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos; ◼ VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho. CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL – 05/10/1988 http://art1 http://art1 Mobile User Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências Art. 2º A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. Art. 3º Os níveis de saúde expressam a organização social e econômica do País, tendo a saúde como determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, a atividade física, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais. Art. 5º São objetivos do Sistema Único de Saúde SUS: I - a identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes da saúde; Lei Federal nº 8.080/1990 Mobile User ART. 6º ESTÃO INCLUÍDAS AINDA NO CAMPO DE ATUAÇÃO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS): I - a execução de ações: • A) de vigilância sanitária; • B) de vigilância epidemiológica; • C) de saúde do trabalhador; e • D) de assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica; II - a participação na formulação da política e na execução de ações de saneamento básico; III - a ordenação da formação de recursos humanos na área de saúde; IV - a VIGILÂNCIA NUTRICIONAL e a orientação alimentar; V - a colaboração na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho; Lei Federal nº 8.080/1990 ART. 6º ESTÃO INCLUÍDAS AINDA NO CAMPO DE ATUAÇÃO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS): VI - a formulação da política de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos e outros insumos de interesse para a saúde e a participação na sua produção; VII - o controle e a fiscalização de serviços, produtos e substâncias de interesse para a saúde; VIII - a fiscalização e a inspeção de alimentos, água e bebidas para consumo humano; IX - a participação no controle e na fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos; X - o incremento, em sua área de atuação, do desenvolvimento científico e tecnológico; XI - a formulação e execução da política de sangue e seus derivados. Lei Federal nº 8.080/1990 ART. 16. A DIREÇÃO NACIONAL DO SISTEMA ÚNICO DA SAÚDE (SUS) COMPETE: I - formular, avaliar e apoiar políticas de alimentação e nutrição; II - participar na formulação e na implementação das políticas: • a) de controle das agressões ao meio ambiente; • b) de saneamento básico; e • c) relativas às condições e aos ambientes de trabalho; III - definir e coordenar os sistemas: • a) de redes integradas de assistência de alta complexidade; • b) de rede de laboratórios de saúde pública; • c) de vigilância epidemiológica; e • d) vigilância sanitária; ART. 16. A DIREÇÃO NACIONAL DO SISTEMA ÚNICO DA SAÚDE (SUS) COMPETE: IV - participar da definição de normas e mecanismos de controle, com órgão afins, de agravo sobre o meio ambiente ou dele decorrentes, que tenham repercussão na saúdehumana; V - participar da definição de normas, critérios e padrões para o controle das condições e dos ambientes de trabalho e coordenar a política de saúde do trabalhador; VI - coordenar e participar na execução das ações de vigilância epidemiológica ; VII - estabelecer normas e executar a vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras, podendo a execução ser complementad a pelos Estados, Distrito Federal e Municípios; VIII - estabelecer critérios, parâmetros e métodos para o controle da qualidade sanitária de produtos, substâncias e serviços de consumo e uso humano; IX - promover articulação com os órgãos educacionais e de fiscalização do exercício profissional, bem como com entidades representativa s de formação de recursos humanos na área de saúde; X - formular, avaliar, elaborar normas e participar na execução da política nacional e produção de insumos e equipamentos para a saúde, em articulação com os demais órgãos governamentais ; ART. 16. À DIREÇÃO NACIONAL DO SISTEMA ÚNICO DA SAÚDE (SUS) COMPETE: XI - identificar os serviços estaduais e municipais de referência nacional para o estabeleciment o de padrões técnicos de assistência à saúde; XII - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde; XIII - prestar cooperação técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para o aperfeiçoament o da sua atuação institucional; XIV - elaborar normas para regular as relações entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e os serviços privados contratados de assistência à saúde; XV - promover a descentralizaçã o para as Unidades Federadas e para os Municípios, dos serviços e ações de saúde, respectivament e, de abrangência estadual e municipal; ART. 16. À DIREÇÃO NACIONAL DO SISTEMA ÚNICO DA SAÚDE (SUS) COMPETE: ◼ XVI - normatizar e coordenar nacionalmente o Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados; ◼ XVII - acompanhar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde, respeitadas as competências estaduais e municipais; ◼ XVIII - elaborar o Planejamento Estratégico Nacional no âmbito do SUS, em cooperação técnica com os Estados, Municípios e Distrito Federal; ◼ XIX - estabelecer o Sistema Nacional de Auditoria e coordenar a avaliação técnica e financeira do SUS em todo o Território Nacional em cooperação técnica com os Estados, Municípios e Distrito Federal. ART. 17. A DIREÇÃO ESTADUAL DO SISTEMA ÚNICO DA SAÚDE (SUS) COMPETE: I - promover a descentralização para os Municípios dos serviços e das ações de saúde; II - acompanhar, controlar e avaliar as redes hierarquizadas do Sistema Único de Saúde (SUS); III - prestar apoio técnico e financeiro aos Municípios e executar supletivamente ações e serviços de saúde; IV - coordenar e, em caráter complementar, executar ações e serviços: • a) de vigilância epidemiológica; • b) de vigilância sanitária; • c) de alimentação e nutrição; e • d) de saúde do trabalhador; Mobile User ART. 17. À DIREÇÃO ESTADUAL DO SISTEMA ÚNICO DA SAÚDE (SUS) COMPETE: V - participar, junto com os órgãos afins, do controle dos agravos do meio ambiente que tenham repercussão na saúde humana; VI - participar da formulação da política e da execução de ações de saneamento básico; VII - participar das ações de controle e avaliação das condições e dos ambientes de trabalho; VIII - em caráter suplementar, formular, executar, acompanhar e avaliar a política de insumos e equipamentos para a saúde; IX - identificar estabelecimentos hospitalares de referência e gerir sistemas públicos de alta complexidade, de referência estadual e regional; Mobile User ART. 17. À DIREÇÃO ESTADUAL DO SISTEMA ÚNICO DA SAÚDE (SUS) COMPETE: X - coordenar a rede estadual de laboratórios de saúde pública e hemocentros, e gerir as unidades que permaneçam em sua organização administrativa; XI - estabelecer normas, em caráter suplementar, para o controle e avaliação das ações e serviços de saúde; XII - formular normas e estabelecer padrões, em caráter suplementar, de procedimentos de controle de qualidade para produtos e substâncias de consumo humano; XIII - colaborar com a União na execução da vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras; XIV - o acompanhamento, a avaliação e divulgação dos indicadores de morbidade e mortalidade no âmbito da unidade federada. ART. 18. À DIREÇÃO MUNICIPAL DO SISTEMA DE SAÚDE (SUS) COMPETE: I - planejar, organizar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde e gerir e executar os serviços públicos de saúde; II - participar do planejamento, programação e organização da rede regionalizada e hierarquizada do Sistema Único de Saúde (SUS), em articulação com sua direção estadual; III - participar da execução, controle e avaliação das ações referentes às condições e aos ambientes de trabalho; IV - EXECUTAR SERVIÇOS: A) DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA; B) VIGILÂNCIA SANITÁRIA; C) DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO; D) DE SANEAMENTO BÁSICO; E E) DE SAÚDE DO TRABALHADOR; V - dar execução, no âmbito municipal, à política de insumos e equipamentos para a saúde; Mobile User VI - colaborar na fiscalização das agressões ao meio ambiente que tenham repercussão sobre a saúde humana e atuar, junto aos órgãos municipais, estaduais e federais competentes, para controlá-las; VII - formar consórcios administrativos intermunicipais; (Exemplo: CIFARF) VIII - gerir laboratórios públicos de saúde e hemocentros; IX - colaborar com a União e os Estados na execução da vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras; X - observado o disposto no art. 26 desta Lei, celebrar contratos e convênios com entidades prestadoras de serviços privados de saúde, bem como controlar e avaliar sua execução; XI - controlar e fiscalizar os procedimentos dos serviços privados de saúde; XII - normatizar complementarmente as ações e serviços públicos de saúde no seu âmbito de atuação. Art. 19. Ao Distrito Federal competem as atribuições reservadas aos Estados e aos Municípios. ART. 18. À DIREÇÃO MUNICIPAL DO SISTEMA DE SAÚDE (SUS) COMPETE: Mobile User AGENCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA Criada pela Lei nº 9.782, de 26 de janeiro 1999, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é uma autarquia sob regime especial, que tem sede e foro no Distrito Federal, e está presente em todo o território nacional por meio das coordenações de portos, aeroportos, fronteiras e recintos alfandegados. Tem por finalidade institucional promover a proteção da saúde da população, por intermédio do controle sanitário da produção e consumo de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária, inclusive dos ambientes, dos processos, dos insumos e das tecnologias a eles relacionados, bem como o controle de portos, aeroportos, fronteiras e recintos alfandegados. Mobile User CRIAÇÃO DA SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE (SVS), NO ÂMBITO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, EM 2003 A partir da criação da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), no âmbito do Ministério da Saúde, em 2003, esta passa a assumir as atribuições do extinto Cenepi (Centro Nacional de Epidemiologia) e dos demais programas (tuberculose, hanseníase, hepatites virais e doenças sexualmente transmissíveis e AIDS) que integravam a extinta Secretaria de Políticas de Saúde. Publica-se a Portaria GM/MS n. 1.172 (BRASIL, 2004), substituindo-se a Portaria GM/MS n. 1.399/99, estabelecendo-se a denominação de Vigilância em Saúde. Rocha, R. M. 2015 Mobile User PRÓXIMOS SLIDES: REFERÊNCIA: POLÍTICA NACIONAL DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO Publicado em: 13/08/2018 | Edição: 155 | Seção: 1 | Página: 87 Órgão: Ministério da Saúde/Conselho Nacional de Saúde RESOLUÇÃONº 588, DE 12 DE JULHO DE 2018 POLÍTICA NACIONAL DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE EM 2018 POLÍTICA NACIONAL DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE Em 12 de junho de 2018 foi instituída a Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS), por meio da Resolução n. 588/2018 do Conselho Nacional de Saúde (CNS). A PNVS é um documento norteador do planejamento das ações de vigilância em saúde nas três esferas de gestão do SUS, caracterizado pela definição das responsabilidades, princípios, diretrizes e estratégias dessa vigilância. RESOLUÇÃO Nº 588, DE 12 DE JULHO DE 2018. RESOLUÇÃO Nº 588, DE 12 DE JULHO DE 2018. ◼ Art. 1º Fica instituída a Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS), aprovada por meio desta resolução. §1 Entende-se por Vigilância em Saúde o processo contínuo e sistemático de coleta, consolidação, análise de dados e disseminação de informações sobre eventos relacionados à saúde, visando o planejamento e a implementação de medidas de saúde pública, incluindo a regulação, intervenção e atuação em condicionantes e determinantes da saúde, para a proteção e promoção da saúde da população, prevenção e controle de riscos, agravos e doenças. Art. 2º A Política Nacional de Vigilância em Saúde é uma política pública de Estado e função essencial do SUS, tendo caráter universal, transversal e orientador do modelo de atenção nos territórios, sendo a sua gestão de responsabilidade exclusiva do poder público. RESOLUÇÃO Nº 588, DE 12 DE JULHO DE 2018. RESOLUÇÃO Nº 588, DE 12 DE JULHO DE 2018 VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL ◼X – Vigilância em saúde ambiental: conjunto de ações e serviços que propiciam o conhecimento e a detecção de mudanças nos fatores determinantes e condicionantes do meio ambiente que interferem na saúde humana, com a finalidade de recomendar e adotar medidas de promoção à saúde, prevenção e monitoramento dos fatores de riscos relacionados às doenças ou agravos à saúde. PROGRAMAS ESTRATÉGICOS DA VIGILÂNCIA AMBIENTAL Compõem a Vigilância ambiental os seguintes programas estratégicos: Vigiágua Vigiar Vigipeq Vigidesastres Vigifis https://www.saude.gov.br/vigilancia-em-saude/vigilancia-ambiental/vigiagua https://www.saude.gov.br/vigilancia-em-saude/vigilancia-ambiental/vigiar https://www.saude.gov.br/vigilancia-em-saude/vigilancia-ambiental/vigipeq https://www.saude.gov.br/vigilancia-em-saude/vigilancia-ambiental/vigidesastres https://www.saude.gov.br/vigilancia-em-saude/vigilancia-ambiental/vigifis Mobile User RESOLUÇÃO Nº 588, DE 12 DE JULHO DE 2018. ◼ XI – Vigilância em saúde do trabalhador e da trabalhadora: conjunto de ações que visam promoção da saúde, prevenção da morbimortalidade e redução de riscos e vulnerabilidades na população trabalhadora, por meio da integração de ações que intervenham nas doenças e agravos e seus determinantes decorrentes dos modelos de desenvolvimento, de processos produtivos e de trabalho. Mobile User RESOLUÇÃO Nº 588, DE 12 DE JULHO DE 2018. XII – Vigilância epidemiológica: conjunto de ações que proporcionam o conhecimento e a detecção de mudanças nos fatores determinantes e condicionantes da saúde individual e coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças, transmissíveis e não-transmissíveis, e agravos à saúde. XIII – Vigilância sanitária: conjunto de ações capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços do interesse da saúde. Abrange a prestação de serviços e o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente se relacionem com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da produção ao consumo e descarte. https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=3412:alerta-e-atualizacao-epidemiologica-recente-3&Itemid=812 PRINCIPAIS REFERÊNCIAS ◼ BRASIL. Lei Federal nº 8.080 de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8080.htm ◼ BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria de Consolidação nº 4 de 28, de setembro de 2017. Anexo V Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SNVE) (Origem: PRT MS/GM 204/2016). Capítulo I - Da lista nacional de notificação compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública. Artigo 1 ao 21 e Anexos. Disponível emhttp://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prc0004_03_10_2017.html ◼ BRASIL. Portaria nº 1.061, de 18 de maio de 2020..Revoga a Portaria nº 264, de 17 de fevereiro de 2020, e altera a Portaria de Consolidação nº 4/GM/MS, de 28 de setembro de 2017, para incluir a doença de Chagas crônica, na Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território nacional. Disponível em: http://www.saude.campinas.sp.gov.br/lista_legislacoes/legis_2020/U_PT-MS-GM- 1061_180520.pdf ◼ BRASIL. Resolução nº 588, de 12 de julho de 2018. Fica instituída a Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS), aprovada por meio desta resolução. Disponível em https://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/36469447/do1-2018-08-13-resolucao-n-588-de-12-de-julho-de-2018-36469431 ◼ SERRA, R. M.; SANTOS, L. L.; FABBRO, A. M. D.; PASSOS, A. D. C. Promoção da saúde e prevenção de doenças. In: FORSTER, A.C.; FERREIRA, J.B.B.; VICENTINE, F.B. Atenção à saúde da comunidade no âmbito da atenção primária à saúde na FMRP-USP. Ribeirão Preto: FUNPEC, 2017. Cap. 9. p. 153-171 (prioritariamente da p. 153 a 164). Disponível em http://rms.fmrp.usp.br/upload/file/Atencao_a_Saude_da_Comunidade.pdf ◼ BRASIL. Resolução 588 de 12 de julho de 2018. Política Nacional de Vigilância em Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Ministério da Saúde, 2018. ◼ OLIVEIRA, C. M.; CRUZ, M. M. . SAÚDE DEBATE . v. 39, n. 104, p. 255-267, Rio de Janeiro, JAN-MAR 2015. Observação: Algumas imagens foram extraídas da www sem fonte conhecida para citação devido aos direitos autorais. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8080.htm http://rms.fmrp.usp.br/upload/file/Atencao_a_Saude_da_Comunidade.pdf