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EVOLUÇÃO DO 
CONCEITO DE 
VIGILÂNCIA EM SÁÚDE 
Módulo: Saúde Coletiva
Submódulo: Vigilância e Sistemas de Informação 
em Saúde
3º Período do Curso de Medicina
Prof. Dr. José Martins Pinto Neto
Profª Drª. Alessandra Ballaris
Profª Ma. Ana Paula Prado
Profª Ma. Carolina Guerra
O QUE SIGNIFICA O TERMO VIGILÂNCIA? 
A expressão ‘vigilância em saúde’ 
remete, inicialmente, à palavra vigiar. 
Sua origem – do latim vigilare – 
significa, de acordo com o Dicionário 
Aurélio, observar atentamente, estar 
atento a, atentar em, estar de 
sentinela, procurar, campear, cuidar, 
precaver-se, acautelar-se (MONKEN, 
BATISTELLA, s/d).
Mobile User
INTRODUÇÃO AO CONCEITO DE VIGILÂNCIA
Controle de 
doenças 
transmissíveis e 
epidemias
Saúde pública
Vigilância como alternativa a prática 
restritiva da quarentena,
detectar precocemente os doentes. No 
Brasil era restrita as campanhas de 
erradicação
é criada a Unidade de Vigilância 
Epidemiológica da Divisão de 
Doenças Transmissíveis da 
Organização Mundial de Saúde (OMS). 
Reconhecimento internacional vinculada 
a erradicação da varíola
1965Final do Século XIX
OMS e OPAS incentivaram a 
criação do Sistema de Vigilância 
Epidemiológica nos países não 
desenvolvidos
visando à redução da morbimortalidade 
entre crianças e adultos jovens e melhoria 
do País.
Década de 70 1975
A Lei nº 6.259, 
de 1975, que 
criou o SNVE
1978
Implantação do 
SVESP e 
primeiro Manual 
de Vigilância 
Epidemiológica
A lei 8080/90 confirma o 
papel coordenador do 
gestor estadual e define a 
municipalização das ações 
de vigilância 
epidemiológica
1990
Mobile User
NO CAMPO DA SAÚDE, A ‘VIGILÂNCIA’ ESTÁ HISTORICAMENTE RELACIONADA AOS CONCEITOS DE SAÚDE E DOENÇA 
PRESENTES EM CADA ÉPOCA E LUGAR, ÀS PRÁTICAS DE ATENÇÃO AOS DOENTES E AOS MECANISMOS ADOTADOS PARA 
TENTAR IMPEDIR A DISSEMINAÇÃO DAS DOENÇAS (MONKEN, BATISTELLA, S/D).
As discussões que se 
intensificaram a partir da 
década de 1990 em torno 
da reorganização do 
sistema de ‘vigilância 
epidemiológica’, tornando 
possível conceber a 
proposta de ação baseada 
na ‘vigilância da saúde’, 
continham pelo menos três 
elementos que deveriam 
estar integrados: 
1) a ‘vigilância’ de efeitos sobre a 
saúde, como agravos e doenças, 
tarefa tradicionalmente realizada pela 
‘vigilância epidemiológica’; 
2) a ‘vigilância’ de perigos, como 
agentes químicos, físicos e biológicos que 
possam ocasionar doenças e agravos, 
tarefa tradicionalmente realizada pela 
‘vigilância sanitária’;
3) a ‘vigilância’ de exposições, através 
do monitoramento da exposição de 
indivíduos ou grupos populacionais a um 
agente ambiental ou seus efeitos 
clinicamente ainda não aparentes 
(subclínicos ou pré-clínicos), este último se 
coloca como o principal desafio para a 
estruturação da ‘vigilância ambiental’ 
(FREITAS & FREITAS, 2005; EPSJV, 
2002).
Mobile User
CONSTITUIÇÃO DA 
REPÚBLICA FEDERATIVA 
DO BRASIL – 05/10/1988
Título VIII - Da Ordem Social
Capítulo II - Da Seguridade Social
Seção II - Da Saúde
Mobile User
CONSTITUIÇÃO FEDERAL 
1988
Art. 6º São direitos sociais a 
educação, a saúde, a alimentação, 
o trabalho, a moradia, o transporte, 
o lazer, a segurança, a previdência 
social, a proteção à maternidade e à 
infância, a assistência aos 
desamparados, na forma desta 
Constituição. 
Mobile User
O DIREITO À SAÚDE:
Art. 196 – A saúde é direito de 
todos e dever do Estado, 
garantido mediante políticas 
sociais e econômicas que visem 
à redução do risco de doença e 
de outros agravos e ao acesso 
universal e igualitário às ações e 
serviços para sua promoção, 
proteção e recuperação.
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL – 05/10/1988
Mobile User
Art. 200. Ao Sistema Único de Saúde 
compete, além de outras atribuições, nos termos 
da lei:
I - controlar e fiscalizar procedimentos, 
produtos e substâncias de interesse para a 
saúde e participar da produção de 
medicamentos, equipamentos, imunobiológicos, 
hemoderivados e outros insumos;
II - executar as ações de vigilância sanitária e 
epidemiológica, bem como as de saúde do 
trabalhador;
III - ordenar a formação de recursos humanos na 
área de saúde;
IV - participar da formulação da política e da 
execução das ações de saneamento básico;
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL – 05/10/1988
Mobile User
Art. 200.
◼ V - incrementar, em sua área de atuação, o 
desenvolvimento científico e tecnológico e a 
inovação; (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 85, de 2015)
◼ VI - fiscalizar e inspecionar alimentos, 
compreendido o controle de seu teor 
nutricional, bem como bebidas e águas para 
consumo humano;
◼ VII - participar do controle e fiscalização da 
produção, transporte, guarda e utilização de 
substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e 
radioativos;
◼ VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, 
nele compreendido o do trabalho.
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL – 05/10/1988
http://art1
http://art1
Mobile User
Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção 
e recuperação da saúde, a organização e o 
funcionamento dos serviços correspondentes e dá 
outras providências
Art. 2º A saúde é um direito fundamental do ser 
humano, devendo o Estado prover as condições 
indispensáveis ao seu pleno exercício.
Art. 3º Os níveis de saúde expressam a 
organização social e econômica do País, tendo a 
saúde como determinantes e condicionantes, 
entre outros, a alimentação, a moradia, o 
saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, 
a renda, a educação, a atividade física, o 
transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços 
essenciais. 
Art. 5º São objetivos do Sistema Único de Saúde 
SUS:
I - a identificação e divulgação dos fatores 
condicionantes e determinantes da saúde;
Lei Federal nº 8.080/1990
Mobile User
ART. 6º ESTÃO INCLUÍDAS AINDA NO CAMPO DE ATUAÇÃO DO SISTEMA 
ÚNICO DE SAÚDE (SUS):
I - a execução de ações:
• A) de vigilância sanitária;
• B) de vigilância epidemiológica;
• C) de saúde do trabalhador; e
• D) de assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica;
II - a participação na formulação da política e na execução 
de ações de saneamento básico;
III - a ordenação da formação de recursos humanos na área 
de saúde;
IV - a VIGILÂNCIA NUTRICIONAL e a orientação alimentar;
V - a colaboração na proteção do meio ambiente, nele 
compreendido o do trabalho;
Lei Federal nº 8.080/1990
ART. 6º ESTÃO INCLUÍDAS AINDA NO CAMPO DE ATUAÇÃO 
DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS):
VI - a formulação da política de medicamentos, equipamentos, 
imunobiológicos e outros insumos de interesse para a saúde e a 
participação na sua produção;
VII - o controle e a fiscalização de serviços, produtos e substâncias de 
interesse para a saúde;
VIII - a fiscalização e a inspeção de alimentos, água e bebidas para 
consumo humano;
IX - a participação no controle e na fiscalização da produção, transporte, 
guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e 
radioativos;
X - o incremento, em sua área de atuação, do desenvolvimento científico 
e tecnológico;
XI - a formulação e execução da política de sangue e seus derivados.
Lei Federal nº 8.080/1990
ART. 16. A 
DIREÇÃO 
NACIONAL DO 
SISTEMA ÚNICO 
DA SAÚDE (SUS) 
COMPETE:
I - formular, avaliar e apoiar políticas de 
alimentação e nutrição;
II - participar na formulação e na 
implementação das políticas:
• a) de controle das agressões ao meio ambiente;
• b) de saneamento básico; e
• c) relativas às condições e aos ambientes de 
trabalho;
III - definir e coordenar os sistemas:
• a) de redes integradas de assistência de alta 
complexidade;
• b) de rede de laboratórios de saúde pública; 
• c) de vigilância epidemiológica; e
• d) vigilância sanitária;
ART. 16. A DIREÇÃO NACIONAL DO SISTEMA ÚNICO DA SAÚDE 
(SUS) COMPETE:
IV - participar 
da definição 
de normas e 
mecanismos 
de controle, 
com órgão 
afins, de 
agravo sobre o 
meio ambiente 
ou dele 
decorrentes, 
que tenham 
repercussão 
na saúdehumana;
V - participar 
da definição 
de normas, 
critérios e 
padrões para o 
controle das 
condições e 
dos ambientes 
de trabalho e 
coordenar a 
política de 
saúde do 
trabalhador;
VI - coordenar 
e participar na 
execução das 
ações de 
vigilância 
epidemiológica
;
VII - 
estabelecer 
normas e 
executar a 
vigilância 
sanitária de 
portos, 
aeroportos e 
fronteiras, 
podendo a 
execução ser 
complementad
a pelos 
Estados, 
Distrito 
Federal e 
Municípios;
VIII - 
estabelecer 
critérios, 
parâmetros e 
métodos para 
o controle da 
qualidade 
sanitária de 
produtos, 
substâncias e 
serviços de 
consumo e 
uso humano;
IX - promover 
articulação 
com os órgãos 
educacionais e 
de fiscalização 
do exercício 
profissional, 
bem como 
com entidades 
representativa
s de formação 
de recursos 
humanos na 
área de saúde;
X - formular, 
avaliar, elaborar 
normas e 
participar na 
execução da 
política nacional 
e produção de 
insumos e 
equipamentos 
para a saúde, 
em articulação 
com os demais 
órgãos 
governamentais
;
ART. 16. À DIREÇÃO NACIONAL DO SISTEMA 
ÚNICO DA SAÚDE (SUS) COMPETE:
XI - identificar 
os serviços 
estaduais e 
municipais de 
referência 
nacional para o 
estabeleciment
o de padrões 
técnicos de 
assistência à 
saúde;
XII - controlar e 
fiscalizar 
procedimentos, 
produtos e 
substâncias de 
interesse para a 
saúde;
XIII - prestar 
cooperação 
técnica e 
financeira aos 
Estados, ao 
Distrito Federal 
e aos 
Municípios para 
o 
aperfeiçoament
o da sua 
atuação 
institucional;
XIV - elaborar 
normas para 
regular as 
relações entre o 
Sistema Único 
de Saúde 
(SUS) e os 
serviços 
privados 
contratados de 
assistência à 
saúde;
XV - promover 
a 
descentralizaçã
o para as 
Unidades 
Federadas e 
para os 
Municípios, dos 
serviços e 
ações de 
saúde, 
respectivament
e, de 
abrangência 
estadual e 
municipal;
ART. 16. À 
DIREÇÃO 
NACIONAL DO 
SISTEMA ÚNICO 
DA SAÚDE 
(SUS) 
COMPETE:
◼ XVI - normatizar e coordenar nacionalmente o Sistema 
Nacional de Sangue, Componentes e Derivados;
◼ XVII - acompanhar, controlar e avaliar as ações e os 
serviços de saúde, respeitadas as competências estaduais 
e municipais;
◼ XVIII - elaborar o Planejamento Estratégico Nacional no 
âmbito do SUS, em cooperação técnica com os Estados, 
Municípios e Distrito Federal;
◼ XIX - estabelecer o Sistema Nacional de Auditoria e 
coordenar a avaliação técnica e financeira do SUS em todo 
o Território Nacional em cooperação técnica com os 
Estados, Municípios e Distrito Federal. 
ART. 17. A DIREÇÃO ESTADUAL DO SISTEMA ÚNICO DA 
SAÚDE (SUS) COMPETE:
I - promover a descentralização para os 
Municípios dos serviços e das ações 
de saúde;
II - acompanhar, controlar e avaliar as 
redes hierarquizadas do Sistema Único 
de Saúde (SUS);
III - prestar apoio técnico e financeiro 
aos Municípios e executar 
supletivamente ações e serviços de 
saúde;
IV - coordenar e, em caráter 
complementar, executar ações e 
serviços:
• a) de vigilância epidemiológica;
• b) de vigilância sanitária;
• c) de alimentação e nutrição; e
• d) de saúde do trabalhador;
Mobile User
ART. 17. À DIREÇÃO ESTADUAL DO SISTEMA ÚNICO DA SAÚDE (SUS) 
COMPETE:
V - participar, junto com os órgãos afins, do controle dos agravos do meio ambiente que 
tenham repercussão na saúde humana;
VI - participar da formulação da política e da execução de ações de saneamento básico;
VII - participar das ações de controle e avaliação das condições e dos ambientes de trabalho;
VIII - em caráter suplementar, formular, executar, acompanhar e avaliar a política de insumos 
e equipamentos para a saúde;
IX - identificar estabelecimentos hospitalares de referência e gerir sistemas públicos de alta 
complexidade, de referência estadual e regional;
Mobile User
ART. 17. À DIREÇÃO ESTADUAL DO SISTEMA ÚNICO DA SAÚDE (SUS) COMPETE:
X - coordenar a rede estadual de laboratórios de saúde pública e hemocentros, e gerir as 
unidades que permaneçam em sua organização administrativa;
XI - estabelecer normas, em caráter suplementar, para o controle e avaliação das ações e 
serviços de saúde;
XII - formular normas e estabelecer padrões, em caráter suplementar, de procedimentos de 
controle de qualidade para produtos e substâncias de consumo humano;
XIII - colaborar com a União na execução da vigilância sanitária de portos, aeroportos e 
fronteiras;
XIV - o acompanhamento, a avaliação e divulgação dos indicadores de morbidade e 
mortalidade no âmbito da unidade federada.
ART. 18. À 
DIREÇÃO 
MUNICIPAL DO 
SISTEMA DE 
SAÚDE (SUS) 
COMPETE:
I - planejar, organizar, controlar e avaliar as ações e os serviços 
de saúde e gerir e executar os serviços públicos de saúde;
II - participar do planejamento, programação e organização da 
rede regionalizada e hierarquizada do Sistema Único de Saúde 
(SUS), em articulação com sua direção estadual;
III - participar da execução, controle e avaliação das ações 
referentes às condições e aos ambientes de trabalho;
IV - EXECUTAR SERVIÇOS:
 A) DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA;
 B) VIGILÂNCIA SANITÁRIA;
 C) DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO;
 D) DE SANEAMENTO BÁSICO; E
 E) DE SAÚDE DO TRABALHADOR;
V - dar execução, no âmbito municipal, à política de insumos e 
equipamentos para a saúde;
Mobile User
VI - colaborar na fiscalização das 
agressões ao meio ambiente que tenham 
repercussão sobre a saúde humana e atuar, 
junto aos órgãos municipais, estaduais e 
federais competentes, para controlá-las;
VII - formar consórcios administrativos 
intermunicipais; (Exemplo: CIFARF)
VIII - gerir laboratórios públicos de saúde e 
hemocentros;
IX - colaborar com a União e os Estados na 
execução da vigilância sanitária de portos, 
aeroportos e fronteiras;
X - observado o disposto no art. 26 desta Lei, 
celebrar contratos e convênios com entidades 
prestadoras de serviços privados de saúde, 
bem como controlar e avaliar sua execução;
XI - controlar e fiscalizar os procedimentos 
dos serviços privados de saúde;
XII - normatizar complementarmente as ações 
e serviços públicos de saúde no seu âmbito 
de atuação.
Art. 19. Ao Distrito Federal competem as 
atribuições reservadas aos Estados e aos 
Municípios.
ART. 18. À DIREÇÃO MUNICIPAL DO SISTEMA DE SAÚDE (SUS) COMPETE:
Mobile User
AGENCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA
Criada pela Lei nº 9.782, de 26 de janeiro 1999, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária 
(Anvisa) é uma autarquia sob regime especial, que tem sede e foro no Distrito Federal, e está 
presente em todo o território nacional por meio das coordenações de portos, aeroportos, 
fronteiras e recintos alfandegados.
Tem por finalidade institucional promover a proteção da saúde da população, por intermédio do 
controle sanitário da produção e consumo de produtos e serviços submetidos à vigilância 
sanitária, inclusive dos ambientes, dos processos, dos insumos e das tecnologias a eles 
relacionados, bem como o controle de portos, aeroportos, fronteiras e recintos alfandegados.
Mobile User
CRIAÇÃO DA SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE (SVS), NO 
ÂMBITO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, EM 2003
A partir da criação da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), 
no âmbito do Ministério da Saúde, em 2003, esta passa a assumir as 
atribuições do extinto Cenepi (Centro Nacional de Epidemiologia) e 
dos demais programas (tuberculose, hanseníase, hepatites virais e 
doenças sexualmente transmissíveis e AIDS) que integravam a 
extinta Secretaria de Políticas de Saúde.
Publica-se a Portaria GM/MS n. 1.172 (BRASIL, 2004), 
substituindo-se a Portaria GM/MS n. 1.399/99, estabelecendo-se 
a denominação de Vigilância em Saúde. 
 Rocha, R. M. 2015
Mobile User
PRÓXIMOS SLIDES: 
REFERÊNCIA: POLÍTICA 
NACIONAL DE VIGILÂNCIA 
EM SAÚDE
DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO
Publicado em: 13/08/2018 | Edição: 155 | Seção: 
1 | Página: 87
Órgão: Ministério da Saúde/Conselho Nacional de 
Saúde
RESOLUÇÃONº 588, DE 12 DE JULHO DE 2018
POLÍTICA NACIONAL DE VIGILÂNCIA EM 
SAÚDE EM 2018
POLÍTICA NACIONAL DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE
Em 12 de junho de 2018 foi instituída a Política Nacional de 
Vigilância em Saúde (PNVS), por meio da Resolução n. 
588/2018 do Conselho Nacional de Saúde (CNS). 
A PNVS é um documento norteador do planejamento das 
ações de vigilância em saúde nas três esferas de gestão do 
SUS, caracterizado pela definição das responsabilidades, 
princípios, diretrizes e estratégias dessa vigilância.
RESOLUÇÃO Nº 588, DE 12 DE JULHO DE 2018.
RESOLUÇÃO Nº 588, DE 12 
DE JULHO DE 2018.
◼ Art. 1º Fica instituída a Política 
Nacional de Vigilância em 
Saúde (PNVS), aprovada por 
meio desta resolução.
§1 Entende-se por Vigilância em Saúde o processo contínuo e sistemático 
de coleta, consolidação, análise de dados e disseminação de informações 
sobre eventos relacionados à saúde, visando o planejamento e a 
implementação de medidas de saúde pública, incluindo a regulação, 
intervenção e atuação em condicionantes e determinantes da saúde, para a 
proteção e promoção da saúde da população, prevenção e controle de 
riscos, agravos e doenças.
Art. 2º A Política Nacional de Vigilância em Saúde é uma 
política pública de Estado e função essencial do SUS, tendo 
caráter universal, transversal e orientador do modelo de 
atenção nos territórios, sendo a sua gestão de responsabilidade 
exclusiva do poder público.
RESOLUÇÃO Nº 588, DE 12 DE JULHO DE 2018.
RESOLUÇÃO Nº 588, DE 12 DE JULHO DE 2018
VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL
◼X – Vigilância em saúde ambiental: conjunto 
de ações e serviços que propiciam o 
conhecimento e a detecção de mudanças nos 
fatores determinantes e condicionantes do 
meio ambiente que interferem na saúde 
humana, com a finalidade de recomendar e 
adotar medidas de promoção à saúde, 
prevenção e monitoramento dos fatores de 
riscos relacionados às doenças ou agravos à 
saúde. 
PROGRAMAS ESTRATÉGICOS DA VIGILÂNCIA AMBIENTAL
Compõem a Vigilância 
ambiental os 
seguintes programas 
estratégicos: 
Vigiágua
Vigiar
Vigipeq
Vigidesastres
Vigifis
https://www.saude.gov.br/vigilancia-em-saude/vigilancia-ambiental/vigiagua
https://www.saude.gov.br/vigilancia-em-saude/vigilancia-ambiental/vigiar
https://www.saude.gov.br/vigilancia-em-saude/vigilancia-ambiental/vigipeq
https://www.saude.gov.br/vigilancia-em-saude/vigilancia-ambiental/vigidesastres
https://www.saude.gov.br/vigilancia-em-saude/vigilancia-ambiental/vigifis
Mobile User
RESOLUÇÃO Nº 588, DE 12 
DE JULHO DE 2018.
◼ XI – Vigilância em saúde do trabalhador 
e da trabalhadora: conjunto de ações que 
visam promoção da saúde, prevenção da 
morbimortalidade e redução de riscos e 
vulnerabilidades na população 
trabalhadora, por meio da integração de 
ações que intervenham nas doenças e 
agravos e seus determinantes decorrentes 
dos modelos de desenvolvimento, de 
processos produtivos e de trabalho.
Mobile User
RESOLUÇÃO Nº 588, DE 12 DE JULHO 
DE 2018.
XII – Vigilância epidemiológica: conjunto de ações que 
proporcionam o conhecimento e a detecção de mudanças nos fatores 
determinantes e condicionantes da saúde individual e coletiva, com a 
finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e 
controle das doenças, transmissíveis e não-transmissíveis, e 
agravos à saúde. 
XIII – Vigilância sanitária: conjunto de ações capazes de eliminar, 
diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas 
sanitários decorrentes do ambiente, da produção e circulação de 
bens e da prestação de serviços do interesse da saúde. Abrange a 
prestação de serviços e o controle de bens de consumo que, direta 
ou indiretamente se relacionem com a saúde, compreendidas todas 
as etapas e processos, da produção ao consumo e descarte. 
https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=3412:alerta-e-atualizacao-epidemiologica-recente-3&Itemid=812
PRINCIPAIS REFERÊNCIAS
◼ BRASIL. Lei Federal nº 8.080 de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização 
e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8080.htm
◼ BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria de Consolidação nº 4 de 28, de setembro de 2017. Anexo V Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SNVE) 
(Origem: PRT MS/GM 204/2016). Capítulo I - Da lista nacional de notificação compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública. Artigo 1 ao 21 e 
Anexos. Disponível emhttp://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prc0004_03_10_2017.html
◼ BRASIL. Portaria nº 1.061, de 18 de maio de 2020..Revoga a Portaria nº 264, de 17 de fevereiro de 2020, e altera a Portaria de Consolidação nº 4/GM/MS, 
de 28 de setembro de 2017, para incluir a doença de Chagas crônica, na Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de 
saúde pública nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território nacional. Disponível em: 
http://www.saude.campinas.sp.gov.br/lista_legislacoes/legis_2020/U_PT-MS-GM- 1061_180520.pdf
◼ BRASIL. Resolução nº 588, de 12 de julho de 2018. Fica instituída a Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS), aprovada por meio desta resolução. 
Disponível em 
https://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/36469447/do1-2018-08-13-resolucao-n-588-de-12-de-julho-de-2018-36469431
◼ SERRA, R. M.; SANTOS, L. L.; FABBRO, A. M. D.; PASSOS, A. D. C. Promoção da saúde e prevenção de doenças. In: FORSTER, A.C.; FERREIRA, 
J.B.B.; VICENTINE, F.B. Atenção à saúde da comunidade no âmbito da atenção primária à saúde na FMRP-USP. Ribeirão Preto: FUNPEC, 2017. Cap. 9. p. 
153-171 (prioritariamente da p. 153 a 164). Disponível em http://rms.fmrp.usp.br/upload/file/Atencao_a_Saude_da_Comunidade.pdf
◼ BRASIL. Resolução 588 de 12 de julho de 2018. Política Nacional de Vigilância em Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Ministério da Saúde, 2018.
◼ OLIVEIRA, C. M.; CRUZ, M. M. . SAÚDE DEBATE . v. 39, n. 104, p. 255-267, Rio de Janeiro, JAN-MAR 2015.
Observação: Algumas imagens foram extraídas da www sem fonte conhecida para citação devido aos direitos autorais.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8080.htm
http://rms.fmrp.usp.br/upload/file/Atencao_a_Saude_da_Comunidade.pdf

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