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Centro Universitário Leonardo da Vinci 
Curso Bacharelado em Agronomia 
 
 
 
LEANDRA PAULA DE SOUZA PEREIRA 
(AGM0051) 
 
 
 
 
 
 TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO: 
GERMINAÇÃO NA SOJA 
 
 
 
 
 
 
 
 
COLÍDER-MT 
2024 
 
 
NOME DO (A) ACADÊMICO(A) 
 
(TURMA) 
 
 
 
 
 
1 
 
 
LEANDRA PAULA DE SOUZA PEREIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GERMINAÇÃO NA SOJA 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de 
Agronomia do Centro Universitário Leonardo da Vinci-
UNIASSELVI, como requisito parcial para aprovação na 
disciplina de Trabalho de Conclusão do Curso-TCC II. 
 
 
Orientador: Emanuel André Mangolim 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COLÍDER-MT 
2024 
 
2 
 
 
DEDICATÓRIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Dedico este trabalho, primeiramente, a Deus, por 
me conceder forças, sabedoria e bênçãos em cada 
etapa desta jornada. 
 
- À minha mãe, Francisca, pelo amor 
incondicional, apoio e incentivos constantes, que 
me motivaram a seguir adiante, mesmo nos 
momentos mais desafiadores. 
 
- Ao meu pai, Inácio, por seu exemplo de 
dedicação, trabalho árduo e perseverança, que 
sempre me inspiraram a buscar o melhor em tudo 
o que faço. 
 
- Aos meus irmãos, Alessandro e Leandro, por 
estarem sempre ao meu lado, oferecendo seu 
carinho, companheirismo e incentivo inestimável. 
 
- A todos vocês, minha eterna gratidão e amor. 
 
 
 
 
3 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
 
Agradeço primeiramente a Deus, por me conceder forças, sabedoria e orientação ao longo 
desta jornada, iluminando meu caminho e proporcionando as oportunidades necessárias para 
alcançar meus objetivos. 
À minha família, pelo amor incondicional e apoio constante. À minha mãe, Francisca, por 
seu carinho e incentivos; ao meu pai, Inácio, por seu exemplo de trabalho árduo e dedicação; e 
aos meus irmãos, Alessandro e Leandro, por seu companheirismo e suporte. 
Aos meus amigos, que sempre estiveram ao meu lado, oferecendo palavras de 
encorajamento e momentos de descontração que tornaram essa trajetória mais leve e prazerosa. 
Agradeço também aos professores do Centro Universitário Leonardo da Vinci – 
UNIASSELVI, pelo conhecimento compartilhado, orientação e dedicação ao longo do curso. Em 
especial, ao meu orientador prof. Emanuel André Mangolim, por seu apoio e contribuições 
essenciais para a realização deste trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
 
EPÍGRAFE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Deus converte o deserto em lago e a terra seca 
em fontes” 
 Salmos 107. 
 
 
 
 
 
5 
 
 
RESUMO 
 
O presente estudo teve como objetivo geral revisar a literatura sobre a importância da germinação 
da soja, destacando os principais fatores que influenciam este processo, no contexto da produção 
agrícola brasileira, onde a soja desempenha uma função essencial, a qualidade das sementes, a 
temperatura e a umidade do solo foram identificadas como determinantes essenciais para uma 
germinação eficaz. A metodologia adotada para a realização deste estudo foi o método de 
abordagem descritiva com base em pesquisa e análise bibliográfica. Os resultados indicam um 
consenso sobre a importância de sementes de alta qualidade e condições ambientais ideais para a 
germinação, embora existam divergências nas práticas de tratamento das sementes. A análise 
crítica destacou a necessidade de monitoramento cuidadoso da temperatura e umidade, além de 
práticas sustentáveis de manejo. Em conclusão, o estudo destaca a necessidade contínua de 
pesquisas sobre a variabilidade das respostas das sementes a diferentes condições ambientais e a 
comparação de métodos de tratamento de sementes. A inovação tecnológica e as práticas 
agrícolas sustentáveis são essenciais para otimizar a germinação e a produtividade da soja, 
beneficiando agricultores e o meio ambiente. 
 
Palavras-Chaves: Germinação. Sementes. Cultura da soja. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
 
ABSTRACT 
 
The present study had the general objective of reviewing the literature on the importance of 
soybean germination, highlighting the main factors that influence this process, in the context of 
Brazilian agricultural production, where soybeans play an essential role, seed quality, 
temperature and soil moisture were identified as essential determinants for effective germination. 
The methodology adopted to carry out this study was the descriptive approach method based on 
research and bibliographic analysis. The results indicate a consensus on the importance of high-
quality seeds and ideal environmental conditions for germination, although there are divergences 
in seed treatment practices. The critical analysis highlighted the need for careful monitoring of 
temperature and humidity, as well as sustainable management practices. In conclusion, the study 
highlights the continued need for research into the variability of seed responses to different 
environmental conditions and the comparison of seed treatment methods. Technological 
innovation and sustainable agricultural practices are essential to optimize soybean germination 
and productivity, benefiting farmers and the environment. 
 
Key-words: Germination. Seeds. Soybean cultivation. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
 
LISTA DE ILUSTRAÇÕES 
Figura 01 – Alimentação humana...................................................................................................11 
 
Figura 02 – Alimentação animal....................................................................................................12 
 
Figura 03 – Óleo vegetal................................................................................................................13 
 
Figura 04 – Soja no biocombustível...............................................................................................14 
 
Figura 05 – Processo de germinação..............................................................................................16 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 9 
2 REVISÃO DE LITERATURA ............................................................................................ 11 
2.1 A soja .................................................................................................................................. 11 
2.2 Germinação de Sementes .................................................................................................... 16 
3 MATERIAIS E MÉTODOS ................................................................................................ 20 
3.1 Procedimentos Metodológicos ............................................................................................. 20 
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO .......................................................................................... 21 
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................... 24 
REFERÊNCIAS ...................................................................................................................... 26 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
A soja (Glycine max L) possui um considerável impacto no cenário econômico brasileiro, 
sendo a principal cultura do agronegócio no país. O Brasil, como o maior produtor global de soja, 
alcançou aproximadamente 136 milhões de toneladas na safra 2020/21,cultivadas em uma área 
de 38,502 milhões de hectares, com uma média de 3,500 kg/ha (CONAB, 2021). Essa cultura não 
apenas ocupa uma posição central na produção agrícola brasileira, mas também é uma fonte 
essencial de renda para os produtores rurais, desempenhando um papel significativo na balança 
econômica do país. Nesse contexto, destaca-se a importância da utilização de sementes de alta 
qualidade fisiológica como um elemento fundamental para o sucesso na produção de culturas, 
conforme destacado por Krzyzanowski, França-Neto e Henning (2018). 
A germinação na soja é um estágio que marca o início do ciclo de vida da planta, sendo 
fundamental para seu desenvolvimento saudável, este processo envolve a formação de radículas e 
plúmulas, desencadeando atividades metabólicas que convertem reservas de nutrientes em formas 
utilizáveis pela planta em crescimento, além disso, a germinação contribui para a produção de 
energia, mobilização de reservas, desenvolvimento do sistema radicular e adaptação ao ambiente. 
Uma germinação bem-sucedida fortalece a resistência da planta a estresses ambientais, 
impactando positivamente sua produtividade e saúde ao longo do ciclo de crescimento 
(CZELUSNIAK; SILVA, 2022). 
A germinação da soja é um processo vital composto por várias etapas. Inicia-se com a 
absorção de água, desencadeando a ativação enzimática que converte reservas de amido e 
proteínas em nutrientes essenciais para a planta, durante esse processo, a radícula se alonga, 
seguida pela emergência da plúmula e desenvolvimento das primeiras folhas. Simultaneamente, 
forma-se um sistema radicular robusto para absorver água e nutrientes do solo. Essas etapas 
permitem a adaptação ao ambiente e conferem à planta resistência a estresses ambientais, 
estabelecendo as bases importantes para seu crescimento e desenvolvimento contínuo 
(KAWAKAMI, 2018). 
A problemática da pesquisa está relacionada a germinação da soja, tendo como 
problemática a seguinte pergunta: Quais as condições adequadas para a germinação da soja? Para 
responder à pergunta norteadora o presente estudo teve como objetivo geral revisar a literatura 
acerca da importância da germinação da soja. Consequentemente os objetivos específicos foram 
10 
 
 
discorrer sobre a cultura da soja, apontar as etapas do processo de germinação e compreender a 
importância da germinação na cultura da soja e quais os benefícios para o produtor. 
A pesquisa sobre a germinação da soja se revela de suma importância em diversos 
aspectos, fundamentando-se em múltiplos motivos que impactam significativamente a agricultura 
e setores relacionados. Primeiramente, a soja é uma commodity agrícola de destaque no cenário 
mundial, sendo o Brasil o maior produtor global. Compreender a germinação da soja é crucial 
para aprimorar práticas agrícolas, otimizar o manejo de plantações e, consequentemente, 
aumentar a produtividade dessa cultura essencial para a economia nacional. 
Contudo, foi utilizado como metodologia para elaboração deste estudo o método de 
abordagem descritiva com base em pesquisa e análise bibliográfica. Na coleta de dados foram 
utilizadas fontes secundárias, coletadas em dados do Google Acadêmico, Embrapa, Capez e 
Scielo. No lapso temporal de 2010 a 2024. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
 
2 REVISÃO DE LITERATURA 
 
2.1 A soja 
 
A soja (Glycine max) tem origem na Ásia, especificamente na China, onde foi 
domesticada há milhares de anos. Cultivada inicialmente por suas sementes e propriedades 
forrageiras, a soja se disseminou por outros países asiáticos e, posteriormente, para a Europa e 
Américas. Nos séculos XIX e XX, tornou-se uma cultura agrícola essencial nos Estados Unidos e 
em várias partes do mundo. Atualmente, a soja é cultivada globalmente, desempenhando um 
considerável papel na alimentação humana e animal, bem como na indústria de óleo vegetal e 
biocombustíveis conforme representa nas figuras 01 a 04 (VILLELA, 2017). 
 
Figura 01: Alimentação humana. 
. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: https://prodiet.com.br/blog/beneficios-da-proteina-da-soja/ 
 
Rica em proteínas, vitaminas e minerais, a soja é uma excelente fonte de nutrientes 
essenciais, especialmente para dietas vegetarianas e veganas, produtos derivados da soja, como 
tofu, leite de soja, tempeh e proteína texturizada, são amplamente utilizados como alternativas às 
proteínas animais, contribuindo para dietas equilibradas e saudáveis, além disso, a soja contém 
isoflavonas, que são compostos com propriedades antioxidantes e benefícios potenciais para a 
saúde cardiovascular e óssea, deste modo, a inclusão da soja na alimentação humana não só 
12 
 
 
promove uma nutrição adequada, mas também apoia práticas alimentares sustentáveis, 
considerando seu impacto ambiental relativamente menor em comparação com a produção de 
carne (SIQUEIRA et al., 2016). 
 
Figura 02: Alimentação animal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: https://portal.agro2business.com/subprodutos-da-agroindustria-da-soja-na-alimentacao-de-ruminantes/. 
 
A soja também é amplamente utilizada na alimentação animal devido ao seu elevado teor 
de proteína e perfil nutricional balanceado, a farinha de soja, um subproduto do processamento 
do óleo de soja, é um ingrediente fundamental em rações para aves, suínos, bovinos e peixes, este 
ingrediente fornece aminoácidos fundamentais que são importantes para o crescimento, 
desenvolvimento e saúde dos animais. Ainda, a soja melhora a eficiência alimentar e contribui 
para a produção de carne, leite e ovos de alta qualidade, além do mais, a utilização da soja na 
alimentação animal apoia a sustentabilidade do setor agropecuário, oferecendo uma fonte de 
proteína vegetal que pode substituir parcialmente os ingredientes de origem animal nas rações, 
reduzindo a dependência de recursos naturais e o impacto ambiental da pecuária (GAVIOLI; 
NUNES, 2015). 
A soja é uma importante fonte de óleo vegetal, amplamente utilizado na culinária e na 
indústria alimentícia, o óleo de soja é extraído das sementes de soja e é valorizado por seu sabor 
neutro, alta estabilidade a altas temperaturas e perfil nutricional saudável, sendo rico em ácidos 
graxos insaturados, como o ácido linoleico, e livre de gorduras trans, este óleo é utilizado para 
13 
 
 
frituras, assados, saladas e como ingrediente em margarina, maionese e muitos outros produtos 
alimentícios processados (OSAKI; BATALHA, 2011). 
 
Figura 03: Óleo vegetal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: https://biodieselbrasil.com.br/oleo-de-soja-o-que-esperar-para-os-proximos-meses/ 
 
 
Importante destacar que além de seu uso culinário, o óleo de soja tem aplicações 
industriais, incluindo a produção de biodiesel, que contribui para a sustentabilidade energética ao 
fornecer uma alternativa renovável aos combustíveis fósseis, a versatilidade e os benefícios 
nutricionais do óleo de soja o tornam um componente essencial tanto na alimentação humana 
quanto em várias aplicações industriais (OSAKI; BATALHA, 2011). 
O óleo de soja, extraído das sementes, é convertido em biodiesel através de um processo 
chamado transesterificação, este biocombustível é biodegradável, não tóxico e tem um perfil de 
emissão mais limpo, reduzindo significativamente a emissão de gases de efeito estufa, como 
dióxido de carbono e partículas de enxofre, quando comparado ao diesel tradicional. A utilização 
de biodiesel de soja contribui para a sustentabilidade energética, diminui a dependência de 
petróleo importado e apoia a economia agrícola ao criar uma demanda adicional para os produtos 
de soja, o biodiesel de soja pode ser utilizado em motores diesel sem a necessidade de grandes 
14 
 
 
modificações, tornando-o uma solução prática e eficiente para a transição para fontes de energia 
maissustentáveis (PEREIRA et al., 2016). 
 
Figura 04: Soja no biocombustível. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: https://revistapotencia.com.br/portal-potencia/energia/uso-do-biodiesel-nas-termoeletricas/ 
 
O primeiro registro conhecido do cultivo de soja nos Estados Unidos ocorreu na Geórgia, 
em 1765, na fazenda Greenwich, pertencente ao Supervisor Geral Henry Yonge, a pedido de 
Samuel Bowen. Bowen, um ex-marinheiro da Companhia das Índias Ocidentais, trouxe sementes 
de soja da China para Savannah, Geórgia. O propósito do cultivo era a produção de shoyu e 
vermicelli, uma pasta de soja, esse relato antecede cronologicamente o cultivo pioneiro na 
Pensilvânia, atribuído a James Mease, conforme mencionado em artigos científicos a partir do 
registro inicial de Piper e Morse em 1916 (GAZZONI; DALL'AGNOL, 2018). 
Em 1878, durante uma viagem de estudos à Europa, os Drs. George H. Cook e James 
Nielson da Estação Experimental Agrícola de Jersey adquiriram sementes de soja na Estação 
Experimental Agrícola da Baviera e na Exposição de Viena, as sementes foram plantadas em 
maio de 1879, e a colheita da soja em outubro revelou resultados encorajadores, esse evento 
15 
 
 
representa o primeiro relatório de testes de soja em uma instituição pública de pesquisa nos 
Estados Unidos, conforme documentado por Hymowitz em 1983. Após o estudo inicial, novas 
sementes foram introduzidas do Japão e da China por diversos pesquisadores em diferentes 
instituições nos EUA, marcando o início da experimentação extensiva com a soja nas últimas 
duas décadas do século XIX, realizada em praticamente todas as estações experimentais do 
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) (GAZZONI; DALL'AGNOL, 2018). 
O primeiro registro do cultivo de soja no Brasil é atribuído a Gustavo D'Utra em 1882, 
conforme documentado por Leal em 1967. No entanto, esse professor da Faculdade de 
Agronomia de Cruz das Almas, Bahia, enfrentou um fracasso em sua tentativa de estabelecer a 
produção comercial. O insucesso é atribuído ao fato de que as variedades de soja cultivadas 
naquela época eram adaptadas principalmente a climas frios ou temperados, predominantes em 
latitudes superiores a 30º. A região onde a soja foi testada, no Estado da Bahia, caracteriza-se por 
um clima tropical e baixa latitude (12ºS), condições que não eram ideais para as variedades de 
soja disponíveis na época. Na década de 1890, especificamente em 1891, foram conduzidos testes 
de cultivares de soja no Instituto Agronômico de Campinas (IAC-SP) com o principal objetivo de 
avaliar sua adequação como planta forrageira para a alimentação do gado, como documentado 
por Leal em 1967 (BARCELOS; BONETTI, 2019). 
O sucesso da soja no Brasil ocorreu quando foi introduzida no Estado do Rio Grande do 
Sul (RS), onde prevalece o clima subtropical. Semelhante ao que ocorreu nos Estados Unidos 
durante as décadas de 1920 a 1940, as primeiras variedades de soja utilizadas no Rio Grande do 
Sul foram inicialmente estudadas com o propósito de avaliar seu desempenho como forrageiras, 
em vez de como plantas produtoras de grãos para a indústria de farelo e óleo (BARCELOS; 
BONETTI, 2019). 
Nos dias atuais a soja é uma cultura agrícola de grande importância no Brasil, sendo um 
dos maiores produtores e exportadores globais. O país utiliza tecnologias avançadas, incluindo 
sementes geneticamente modificadas, para aumentar a produtividade. A produção está 
concentrada em estados como Mato Grosso, Goiás e regiões do Sul e Nordeste. A expansão da 
agricultura tem impactos econômicos significativos, contribuindo para a balança comercial 
brasileira. No entanto, existem desafios ambientais e sociais relacionados ao desmatamento e à 
sustentabilidade. A pesquisa e inovação continuam sendo focos para melhorar a eficiência da 
produção e abordar questões ambientais (TEIXEIRA, 2022). 
16 
 
 
2.2 Germinação de Sementes 
 
A germinação de sementes é o processo pelo qual uma semente se transforma em uma 
planta jovem. Inicia-se com a absorção de água pela semente, ativando enzimas internas que 
quebram nutrientes armazenados, o embrião cresce, dando origem à raiz, caule e primeiras folhas 
conforme mostra a figura 5. A planta emerge do solo, busca luz para a fotossíntese e continua a 
se desenvolver até atingir a maturidade. Fatores como temperatura, umidade e luz influenciam 
significativamente o sucesso da germinação, sendo essencial para a reprodução das plantas e a 
biodiversidade (GORDIN; SCALON; MASETTO, 2015). 
 
Figura 05: Processo de germinação 
 
Fonte: https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/germinacao.htm 
 
O ciclo de crescimento da soja abrange vários estágios, começando com a germinação e 
emergência, passando pelos estágios vegetativos, pré-floração e floração, seguidos pela formação 
de vagens e maturação conforme demostrado na figura 6. No decorrer do estágio vegetativo, a 
planta concentra-se no desenvolvimento das folhas e do sistema radicular, a floração é importante 
17 
 
 
para a formação de vagens, que, por sua vez, levam à maturação, na fase de maturação, as folhas 
amarelam, indicando a preparação para a colheita, o entendimento desses estágios é fundamental 
para implementar práticas agrícolas eficazes e maximizar o rendimento da cultura 
(MONTENEGRO, 2022). 
Figura 06: Ciclo da Soja 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: https://blog.chbagro.com.br/entenda-a-importancia-da-floracao-na-plantacao-de-soja 
 
Brito (2015), aponta que a germinação de sementes é um processo multifásico essencial 
para o desenvolvimento de plantas, começa com a absorção de água pela semente, ativando 
enzimas internas que convertem reservas de nutrientes, a radícula emerge, seguida pela plúmula, 
desenvolvendo o caule e as folhas embrionárias, com o crescimento contínuo, a planta busca luz 
para a fotossíntese, a maturidade sexual é alcançada, resultando na produção de flores e sementes, 
completando o ciclo de vida da planta, portanto, cada fase é influenciada por fatores específicos, 
como água, temperatura e luz. 
A germinação é de grande importância para a cultura da soja, marcando o início do ciclo 
de vida da planta. Uma germinação bem-sucedida resulta em plântulas saudáveis, contribuindo 
para a maximização da produtividade e a otimização do espaçamento e da população de plantas. 
A uniformidade na germinação permite uma resposta consistente a condições ambientais 
variáveis e contribui para um ciclo de crescimento previsível. Além disso, plântulas vigorosas 
provenientes de uma germinação eficiente estabelecem-se de maneira eficaz no campo, 
18 
 
 
competindo com ervas daninhas e contribuindo para o sucesso global do cultivo de soja 
(SALGADO, 2017). 
O processo de germinação confere vários benefícios à soja, melhorando suas propriedades 
nutricionais e potencializando seu valor como alimento, durante a germinação, ocorre a ativação 
de enzimas que quebram substâncias antinutricionais e aumentam a disponibilidade de nutrientes, 
como proteínas, vitaminas e minerais. Isso melhora o perfil nutricional da soja germinada em 
comparação com a soja não germinada. A germinação reduz os níveis de antinutrientes, como 
fitatos e inibidores de tripsina, presentes na soja. Esses compostos podem interferir na absorção 
de nutrientes pelo organismo, e a germinação contribui para sua diminuição, bem como melhora 
a digestibilidade, pois a quebra de complexos proteicos durante a germinação facilita a digestão e 
absorção de proteínas. Isso é particularmente relevante porque a soja é uma fonte significativa de 
proteína na dieta humana (BASTOS, 2020). 
O processo de germinação pode aumentar a concentração de compostos antioxidantes na 
soja, como vitamina C, vitamina E e outros compostos fenólicos, contribuindo para propriedades 
antioxidantes, pode ainda diminuir a presença de alergênicos potenciais na soja, tornando-a 
potencialmentemais tolerável para pessoas sensíveis a certos componentes da soja. Segundo 
Pereira, Coelho e Grativol (2020), a germinação pode influenciar positivamente a textura e o 
sabor da soja, tornando-a mais palatável e agradável ao consumidor, pois soja germinada pode ser 
utilizada na produção de alimentos funcionais, que oferecem benefícios à saúde além das funções 
nutricionais básicas. 
Segundo Bastos (2020), a germinação contribui para a redução de fatores antinutricionais, 
como taninos, que podem interferir na absorção de nutrientes e conferir sabor amargo, portanto, é 
importante notar que a germinação pode variar dependendo das condições específicas do 
processo. O consumo de produtos de soja germinada pode ser uma opção para aqueles que 
buscam aproveitar esses benefícios nutricionais adicionais. 
Todavia, para garantir uma germinação eficaz da soja, o agricultor deve considerar 
diversos fatores críticos que influenciam o desenvolvimento inicial das plantas, primeiramente, é 
essencial utilizar sementes de alta qualidade fisiológica, que apresentem alto vigor e viabilidade, 
testes de germinação e vigor devem ser realizados para assegurar que as sementes estão aptas 
para o plantio (MAY et al., 2012), em seguida, a temperatura do solo deve ser monitorada, pois a 
faixa ideal para a germinação da soja varia entre 25°C e 30°C, técnicas como o uso de coberturas 
19 
 
 
de solo podem ajudar a manter a temperatura adequada, especialmente em regiões com grandes 
variações térmicas (FARIAS; NEPOMUCENO; NEUMAIER, 2007). 
A disponibilidade hídrica é outro fator importante, onde, o solo deve estar suficientemente 
úmido para permitir a absorção de água pelas sementes, mas sem encharcar. Sistemas de 
irrigação por gotejamento ou microaspersão são recomendados para manter a umidade ideal do 
solo, ainda, o solo deve ser bem preparado, livre de compactação e detritos, e ter uma boa 
estrutura para facilitar a emergência das plântulas, a correção do pH e a fertilização adequada são 
importantes para fornecer um ambiente favorável à germinação (PEREIRA; COELHO; 
GRATIVOL, 2020). 
O tratamento das sementes com fungicidas, inseticidas ou bioestimulantes pode proteger 
as sementes contra doenças e pragas, além de promover um melhor desenvolvimento inicial, a 
escolha entre tratamentos convencionais e sustentáveis deve ser feita com base nas condições 
locais e nas práticas de manejo desejadas, a densidade de semeadura também deve ser ajustada 
para evitar competição excessiva entre as plantas por luz, água e nutrientes, variando de acordo 
com a cultivar e as condições específicas do campo (ALMEIDA et al., 2014). 
A profundidade de plantio é outro aspecto importante, as sementes de soja devem ser 
plantadas a uma profundidade adequada, geralmente entre 3 e 5 cm, pois, plantar muito raso ou 
muito fundo pode prejudicar a germinação e o estabelecimento das plântulas, portanto, após a 
semeadura, o agricultor deve monitorar regularmente o campo para detectar problemas de 
germinação e realizar intervenções rápidas, se necessário, incluindo manejo de ervas daninhas, 
pragas e doenças (GARCIA, 2021). 
Contudo, de acordo com Kawakami (2018), a germinação eficiente da soja oferece 
diversos benefícios ao produtor rural. Isso inclui o estabelecimento uniforme da cultura, 
contribuindo para uma distribuição homogênea de plantas no campo e facilitando o manejo, a 
produção de plântulas saudáveis resulta em maior resistência a condições adversas e aumento na 
produtividade, além disso, a germinação eficiente otimiza o uso de recursos, como água e 
nutrientes, e facilita práticas de manejo integrado de pragas e doenças, isso, por sua vez, promove 
a sustentabilidade agrícola e reduz perdas na colheita, contribuindo para uma produção de soja de 
melhor qualidade. 
 
 
20 
 
 
3 MATERIAIS E MÉTODOS 
 
3.1 Procedimentos Metodológicos 
 
Para elaboração da presente pesquisa foi utilizado como metodologia o método de 
abordagem descritiva com base em pesquisa e análise bibliográfica, utilizando–se da observação, 
comparação, dentre outras etapas. Sendo, está uma pesquisa que explica e discute um tema ou 
problema com base em referencial teórico já publicado (GIL, 2019). 
A revisão de literatura é um procedimento que busca analisar e descrever um corpo de 
conhecimento em busca de uma resposta para uma questão específica. “Literatura” abrange todo 
material relevante que é escrito sobre um tema: livros, artigos de periódicos, artigos de jornais, 
registros históricos, relatórios governamentais, teses e dissertações e outros tipos (MATTOS, 
2015). 
Marconi e Lakatos (2018), aponta que a pesquisa de natureza bibliográfica, em forma de 
coleta de dados, é realizada através de fontes secundárias a partir de busca eletrônica, onde foram 
utilizados artigos científicos, livros, manuais, relatórios, teses e dissertações disponíveis a 
respeito do tema em tela. Deste modo, a pesquisa bibliográfica é elaborada a partir de material já 
publicado constituído de um apanhado de pesquisas realizadas, revestida de importância por 
serem capazes de fornecer dados atuais e relevantes ao tema em estudo (MARCONI; LAKATOS, 
2018). 
Para a coleta de dados foram utilizadas fontes secundárias, na qual se trata de um conjunto 
de informações que já foram analisadas e coletadas por outras pessoas durante um processo de 
investigação diferente, um método mais rápido de obter e analisar informações. Assim, as coletas 
de dados foram realizadas através de publicações de Organizações Governamentais, e Empresas 
Privadas, livros; registros; artigos científicos e websites, coletadas em dados da: Embrapa, 
Scientific Electronic Library Online (SciElo), Google Acadêmico, Capes. Fazendo pesquisa 
acerca da temática: Germinação da soja, utilizando como palavras-chave: “Germinação”. 
“Sementes”. “Cultura da soja”. No período de 2000 a 2024. 
 
 
 
 
 
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4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 
 
A soja é vital para a sociedade em geral devido à sua ampla utilização na alimentação 
humana e animal, na produção de óleo vegetal e biocombustíveis, e seu impacto econômico e 
ambiental, sendo rica em proteínas, vitaminas e minerais, a soja é essencial para dietas 
equilibradas, sendo usada em alimentos como tofu e leite de soja, na alimentação animal, é uma 
importante fonte de proteína para rações, melhorando a qualidade da carne, leite e ovos, o óleo de 
soja é versátil na culinária e na indústria alimentícia, além de ser usado na produção de biodiesel, 
promovendo sustentabilidade energética, diante disso, a soja é um pilar econômico, 
especialmente no Brasil, um dos maiores produtores e exportadores globais, devido à sua 
importância, a germinação eficaz da soja é fundamental para garantir alta produtividade e 
qualidade, destacando a necessidade de práticas agrícolas que assegurem condições ideais para a 
germinação e crescimento das plantas (PEREIRA; COELHO; GRATIVOL, 2020; VILLELA, 
2017). 
Analisando, a revisão da literatura revelou diversos fatores críticos que influenciam no 
processo de germinação, onde, os principais resultados identificados incluem temperatura, 
umidade, qualidade das sementes e práticas de manejo agrícola. Krzyzanowski, França-Neto e 
Henning (2018) destacam que sementes de alta qualidade fisiológica são essenciais para uma 
germinação eficiente, impactando diretamente a produtividade da soja, os autores enfatizam que a 
qualidade das sementes é um fator primordial para garantir o vigor das plantas e a uniformidade 
das lavouras. 
A temperatura ideal para a germinação da soja é outro fator amplamente discutido na 
literatura. Segundo Kawakami (2018), a temperatura ótima para a germinação da soja varia entre 
25°C e 30°C. Estudos como o de Czelusniak e Silva (2022) corroboram essa faixa, mostrando 
que temperaturas abaixo ou acima desse intervalo podem retardar o processo de germinação e 
afetar o desenvolvimento inicialdas plântulas, a uniformidade na temperatura do solo é, portanto, 
fundamental para garantir uma emergência uniforme e vigorosa. 
Corroborando, Garcia (2021), aponta em sua pesquisa que a faixa ideal para a germinação 
e emergência da soja varia de 20°C a 30°C, sendo 25°C a temperatura ideal para uma emergência 
rápida e uniforme, segundo o autor semeadura em solo com temperatura média inferior a 18°C 
pode resultar em uma drástica redução nos índices de germinação e de emergência, além de 
tornar mais lento esse processo, todavia, o monitoramento da temperatura do solo é fundamental, 
22 
 
 
e em regiões com grandes variações térmicas, técnicas como o uso de coberturas de solo podem 
ser úteis para manter a temperatura adequada. 
A umidade do solo também é considerada na germinação da soja, sobre isso, Gordin, 
Scalon e Masetto (2015) apontam que a disponibilidade hídrica adequada é fundamental para a 
ativação enzimática e a mobilização de reservas nutricionais nas sementes, pois, a absorção de 
água pelas sementes é o primeiro passo para a germinação, e a falta de umidade pode levar a uma 
germinação irregular e ao estabelecimento de plantas fracas. 
Diante disso, comparando os resultados de diferentes estudos, observa-se um consenso 
sobre a importância da qualidade das sementes e das condições ambientais adequadas para a 
germinação da soja. Para Pereira, Coelho e Grativol (2020) a escolha de sementes de alta 
qualidade e a preparação adequada do solo são práticas indispensáveis para maximizar a 
germinação e o crescimento inicial das plântulas, no entanto, há divergências em relação às 
técnicas de tratamento de sementes. Enquanto alguns estudos defendem o uso de tratamentos com 
fungicidas e inseticidas para proteger as sementes durante a germinação (VILLELA, 2017), 
outros apontam para os benefícios de tratamentos biológicos que minimizam o impacto ambiental 
(BRITO, 2015). 
Portanto, os padrões gerais que a maioria da literatura indica são que as condições ideais 
para a germinação da soja envolvam uma combinação de temperatura adequada, umidade do solo 
controlada e sementes de alta qualidade, conforme apontaram Krzyzanowski et al. (2018) e 
Kawakami (2018) que o controle dessas variáveis pode melhorar significativamente a taxa de 
germinação e a uniformidade das lavouras. Porém, Czelusniak e Silva (2022) sugerem que o uso 
de tecnologias avançadas, como o tratamento a plasma, pode oferecer novos conhecimentos e 
avanços na melhoria da germinação. 
Todavia, apesar do consenso sobre os fatores críticos para a germinação da soja, a 
literatura apresenta algumas lacunas que necessitam de investigação futura, uma dessas lacunas é 
a variabilidade nas respostas das sementes a diferentes condições ambientais, pesquisas como os 
de Gordin et al. (2015) e Czelusniak e Silva (2022) indicam que há necessidade de estudos mais 
detalhados sobre como diferentes variedades de soja respondem a variações de temperatura e 
umidade, isso é particularmente relevante em um contexto de mudanças climáticas, onde as 
condições ambientais estão se tornando cada vez mais imprevisíveis. 
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Outra área que requer mais investigação é a influência de práticas de manejo sustentável 
na germinação da soja. Enquanto Villela (2017) enfatiza os benefícios dos tratamentos 
convencionais de sementes, há uma crescente demanda por soluções mais ecológicas, como os 
tratamentos biológicos e o uso de bioestimulantes, estudos futuros poderiam explorar a eficácia 
dessas práticas em comparação com os métodos tradicionais, fornecendo dados que ajudem os 
agricultores a tomar decisões mais informadas e sustentáveis. 
Contudo, esta pesquisa revelou a importância de vários fatores críticos, incluindo a 
qualidade das sementes, temperatura e umidade do solo, estudos como os de Krzyzanowski, 
França-Neto e Henning (2018) destacam a necessidade de utilizar sementes de alta qualidade 
fisiológica para garantir uma germinação uniforme e vigorosa. Kawakami (2018) reforça que a 
temperatura ideal para a germinação da soja varia entre 25°C e 30°C, enquanto Gordin, Scalon e 
Masetto (2015) enfatizam a importância da umidade adequada para ativação enzimática e 
mobilização de nutrientes nas sementes. 
Assim, este estudo destacou a importância de vários fatores críticos, como a qualidade das 
sementes, a temperatura e a umidade do solo, existe um consenso geral sobre as condições ideais 
para a germinação, mas também existem áreas onde a pesquisa é limitada e os resultados são 
conflitantes, dia te disso, identificar e explorar essas lacunas pode levar a avanços significativos 
no manejo da soja, promovendo práticas agrícolas mais eficientes e sustentáveis, as futuras 
pesquisas devem focar na variabilidade das respostas das sementes a diferentes condições 
ambientais e na comparação entre métodos convencionais e sustentáveis de tratamento de 
sementes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
O presente estudo permitiu identificar e compreender os principais fatores que 
influenciam o processo da germinação na produção da soja, como a qualidade das sementes, a 
temperatura e a umidade do solo foram destacados como determinantes essenciais para uma 
germinação eficaz e bem-sucedida, alguns estudos como os de Krzyzanowski, França-Neto e 
Henning (2018) confirmam a importância de utilizar sementes de alta qualidade fisiológica, 
enquanto Kawakami (2018) e Gordin, Scalon e Masetto (2015) ressaltam a necessidade de 
manter condições ambientais ideais para a germinação. 
Diante disso, a revisão da literatura revelou um consenso sobre as condições ótimas para a 
germinação da soja, mas também destacou divergências nas práticas recomendadas, 
especialmente no que diz respeito ao tratamento das sementes, a comparação entre métodos 
convencionais, como o uso de fungicidas, e alternativas mais sustentáveis, como tratamentos 
biológicos, sugere que há espaço para mais pesquisas para determinar as abordagens mais 
eficazes e ambientalmente responsáveis. 
As implicações práticas para os agricultores são claras, ou seja, a seleção cuidadosa de 
sementes de alta qualidade e a implementação de práticas de manejo que garantam condições 
ideais de temperatura e umidade são fundamentais para melhorar a germinação e o 
desenvolvimento inicial das plântulas de soja, tecnologias avançadas, como a triagem de 
sementes e sistemas de irrigação eficientes, podem ser particularmente úteis para otimizar essas 
condições. 
Todavia, apesar das contribuições significativas desta revisão, é importante reconhecer 
suas limitações, incluindo a dependência de estudos anteriores e a variabilidade nas metodologias 
utilizadas, a necessidade de mais pesquisas empíricas em condições de campo é evidente, 
especialmente para explorar a interação entre práticas de manejo agrícola e sustentabilidade 
ambiental, novas pesquisas devem focar na variabilidade das respostas das sementes a diferentes 
condições ambientais e comparar métodos convencionais e sustentáveis de tratamento de 
sementes. 
Conclui-se que a literatura existente oferece uma base sólida para a compreensão dos 
fatores que influenciam a germinação da soja e fornece diretrizes práticas para os agricultores, 
porém, a contínua investigação e inovação são fundamentais enfrentar os desafios emergentes e 
25 
 
 
garantir uma produção de soja eficiente e mais sustentável, deste modo, empregar novas 
tecnologias e práticas agrícolas sustentáveis será de grande relevância para otimizar a germinação 
e maximizar a produtividade, beneficiando tanto os produtores quanto o meio ambiente. 
 
 
 
 
 
. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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	1 INTRODUÇÃO
	2 REVISÃO DE LITERATURA
	2.1 A soja
	2.2 Germinação de Sementes
	3 MATERIAIS E MÉTODOS
	3.1 Procedimentos Metodológicos
	4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
	5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
	REFERÊNCIAS

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