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Introdução: 
a experiência filosófica
A experiência filosófica
 A experiência filosófica se distingue 
das demais formas de pensar. 
 Seus objetos de estudo são os 
pensamentos e as ações 
humanas. 
 Ela busca o sentido das coisas 
sem se contentar com soluções 
já dadas.
 O objetivo da filosofia não é 
oferecer respostas definitivas.
 A reflexão filosófica está sempre 
aberta à discussão. 
 Não existe “a filosofia”, mas 
“filosofias”.
O âmbito do pensamento, de Guilhermo 
Pérez Villalta, 1989. A filosofia se propõe 
a “pensar nossos pensamentos e ações”.
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 Por isso existe a chamada 
“filosofia de vida”.
 Somos seres racionais
e sensíveis. 
 As questões filosóficas estão 
presentes em nosso cotidiano. 
 A reflexão do filósofo profissional 
parte de um conhecimento prévio 
da história da filosofia. 
 Ele se utiliza de conceitos e 
argumentos rigorosos e não 
apenas do bom senso.
A experiência filosófica
O âmbito do pensamento, de Guilhermo 
Pérez Villalta, 1989. A filosofia se propõe 
a “pensar nossos pensamentos e ações”.
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A experiência filosófica
 Numa visão pragmática, a filosofia é acusada de não 
servir para nada. 
 No entanto, sua importância está na maneira como ela vai 
além das necessidades imediatas. 
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Galileu diante do tribunal da 
Inquisição, de Joseph-Nicolas 
Robert-Fleury, século XIX. 
No século XVII, Galileu foi 
levado ao tribunal da 
Inquisição porque suas 
descobertas na área da 
astronomia contrariavam 
os dogmas vigentes.
 O exercício de reflexão nos faz questionar o já estabelecido. 
 Assim, a filosofia é uma ameaça constante aos 
poderes vigentes. 
 Há exemplos históricos de perseguições a que o pensamento 
filosófico esteve sujeito. 
A experiência filosófica
Galileu diante do tribunal da 
Inquisição, de Joseph-Nicolas 
Robert-Fleury, século XIX. 
No século XVII, Galileu foi 
levado ao tribunal da 
Inquisição porque suas 
descobertas na área da 
astronomia contrariavam 
os dogmas vigentes.
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A experiência filosófica
 A distinção entre as ideias de informação, conhecimento
e sabedoria nos ajuda a entender a experiência filosófica. 
 A informação é o relato de fatos ocorridos, por exemplo, 
por meio de uma notícia de jornal. 
 O conhecimento amplia a compreensão da notícia,
tal como fazem o conhecimento científico (história, 
sociologia, biologia, antropologia, psicologia etc.) 
e o senso comum com a nossa visão de mundo. 
 A filosofia, como sabedoria, seria uma atitude reflexiva 
na busca do sentido do mundo que permita o bem-viver.
A experiência filosófica
 A questão sobre o que é a filosofia já é, por si só, uma 
questão filosófica. 
 Na história da filosofia, diferentes filósofos ofereceram a 
essa questão diferentes respostas. 
 Para uns, a filosofia pode nos levar a certezas; para outros, 
ela seria a própria busca da verdade, e não a sua posse. 
 A filosofia não é um saber definitivo e acabado. 
 Seria mais adequado falar em “atitude filosófica” diante 
das coisas e do mundo. 
 Kant dizia não ser possível aprender filosofia, mas apenas 
a filosofar.
A experiência filosófica
 Segundo o filósofo brasileiro Dermeval Saviani, a filosofia 
é uma reflexão radical, rigorosa e de conjunto:
• Ela é radical porque explicita os conceitos fundamentais 
que estão no pensar e no agir e vai à raiz do problema. 
• É rigorosa porque está baseada em argumentos 
coerentes e articulados entre si, procurando sempre 
se utilizar de argumentos válidos. 
• Ela é de conjunto porque aborda os diversos aspectos 
de uma questão e os articula entre si. 
• Além disso, não tem objeto específico, qualquer assunto 
pode ser objeto da reflexão filosófica.
A experiência filosófica
Assim o filósofo contemporâneo Merleau-Ponty define a 
filosofia: uma interrogação sobre o sentido do existente. 
Os filósofos, pintura atribuída 
a Jose de Ribera. A reflexão 
filosófica supõe a interlocução 
entre os contemporâneos 
e a tradição da história 
da filosofia.
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ANOTAÇÕES EM AULA
Coordenação editorial: Maria Raquel Apolinário, Eduardo Augusto Guimarães e Ana Cláudia Fernandes
Elaboração: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Renato dos Santos Belo
Edição de texto: Samir Thomaz
Preparação de texto: José Carlos de Castro
Coordenação de produção: Maria José Tanbellini
Iconografia: Camila D'Angelo, Marcia Mendonça, Angelita Cardoso e Denise Durand Kremer
EDITORA MODERNA 
Diretoria de Tecnologia Educacional
Editora executiva: Kelly Mayumi Ishida
Coordenadora editorial: Ivonete Lucirio
Editoras: Jaqueline Ogliari e Natália Peixoto
Assistentes editoriais: Ciça Japiassu Reis e Renata Michelin
Editor de arte: Fabio Ventura
Editor assistente de arte: Eduardo Bertolini
Assistentes de arte: Ana Maria Totaro, Camila Castro, Guilherme Kroll e Valdeí Prazeres
Revisores: Diego Rezende e Ramiro Morais Torres 
© Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Todos os direitos reservados. 
EDITORA MODERNA
Rua Padre Adelino, 758 – Belenzinho
São Paulo – SP – Brasil – CEP: 03303-904
Vendas e atendimento: Tel. (0__11) 2602-5510
Fax (0__11) 2790-1501
www.moderna.com.br
2012
http://www.moderna.com.br/
Natureza e cultura
O conceito de cultura
 Em seu sentido amplo a cultura pode ser entendida como 
a produção de obras materiais e de pensamento. 
 Seu sentido restrito diz respeito à produção intelectual 
das artes, das letras e de outras manifestações intelectuais. 
 O ser humano produz cultura 
em suas relações entre 
indivíduos e grupos, e destes 
com a natureza.
 Já o comportamento animal 
está preso a suas condições 
biológicas.
A capoeira foi reconhecida como patrimônio 
cultural brasileiro em 2008. Aspectos imateriais 
da cultura são transmitidos (e recriados) de 
geração para geração no decorrer do tempo.
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O existir humano 
 O ser humano é natureza – como os animais – por 
herança genética e características inatas. 
 No existir humano, porém, esse substrato se sobrepõe 
à cultura, como construção de uma outra natureza.
 A linguagem humana distingue-se da linguagem animal 
por ser simbólica. 
 Por meio dela o ser humano entra em contato com o 
sentido do mundo, das ideias e das relações sociais.
 A educação é responsável pela transmissão do 
conhecimento, permitindo a assimilação e a preservação
de modelos e práticas sociais.
 O ser humano se confronta constantemente com a oposição 
entre tradição e ruptura. 
 Pode-se dizer que ele é moldado pela sociedade, isto é, por 
toda a tradição recebida socialmente. 
 Por outro lado, a cultura supõe 
ruptura, transgressão, pois a 
tradição é sempre reelaborada. 
 Nesse sentido, o ser humano 
instaura outros modos de viver 
mais adequados para resolver 
seus problemas. 
 O desafio humano é saber aliar
continuidade e ruptura.
Tradição e ruptura
Templo religioso entre arranha-céus, em 
Tóquio, Japão: ruptura e tradição lado a 
lado num cenário cada vez mais comum.
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A comunidade humana
 As culturas são diferentes entre si. A diversidade 
cultural em si não é empecilho nas relações humanas, a 
não ser quando surge a ideia de padrão único a ser 
seguido. O padrão único impõe a muitos aquilo que é 
referencial apenas para alguns. 
 Esse comportamento se torna motivo de exclusão e de 
preconceito social, impedindo a aceitação de todas as 
culturas como parte da mesma humanidade.
A comunidade humana
 Vivemos a era da sociedade da informação e do 
conhecimento, que tem transformado de modo radical todosos setores de nossas vidas.
 O acelerado desenvolvimento técnico-científico tem mudado as 
maneiras de pensar, valorar e agir. 
 As novas tecnologias digitais 
e automotivas possibilitaram 
a conexão de todos os habitantes 
do planeta num mundo cada vez 
mais globalizado.
 O desafio dos novos tempos é 
saber selecionar a informação 
e refletir sobre o seu significado.
A composição de imagens faz 
referência ao intenso fluxo de 
informações e dados trocados com a 
chegada das novas tecnologias.
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Conclusão
 As observações feitas anteriormente revelam que os seres 
humanos superam o limite que separa a natureza da 
cultura por meio da linguagem simbólica, pela ação criativa 
e intencional. 
 Assim, diferentemente dos outros animais, eles reelaboram 
a herança da tradição para agirem conscientemente sobre 
o mundo.
ANOTAÇÕES EM AULA
Coordenação editorial: Maria Raquel Apolinário, Eduardo Augusto Guimarães e Ana Cláudia Fernandes
Elaboração: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Renato dos Santos Belo
Edição de texto: Samir Thomaz
Preparação de texto: José Carlos de Castro
Coordenação de produção: Maria José Tanbellini
Iconografia: Camila D'Angelo, Marcia Mendonça, Angelita Cardoso e Denise Durand Kremer
EDITORA MODERNA 
Diretoria de Tecnologia Educacional
Editora executiva: Kelly Mayumi Ishida
Coordenadora editorial: Ivonete Lucirio
Editoras: Jaqueline Ogliari e Natália Peixoto
Assistentes editoriais: Ciça Japiassu Reis e Renata Michelin
Editor de arte: Fabio Ventura
Editor assistente de arte: Eduardo Bertolini
Assistentes de arte: Ana Maria Totaro, Camila Castro, Guilherme Kroll e Valdeí Prazeres
Revisores: Diego Rezende e Ramiro Morais Torres 
© Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Todos os direitos reservados. 
EDITORA MODERNA
Rua Padre Adelino, 758 – Belenzinho
São Paulo – SP – Brasil – CEP: 03303-904
Vendas e atendimento: Tel. (0__11) 2602-5510
Fax (0__11) 2790-1501
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Trabalho e lazer
O trabalho
 O ser humano pode ser designado como Homo sapiens
(homem que sabe), mas também é Homo faber (homem que 
faz).
 Ele modifica a natureza para sobreviver, satisfazer desejos 
e realizar projetos. 
 A posição ereta do corpo liberou as mãos humanas, 
transformando-as em instrumento de ação sobre o mundo.
 O desenvolvimento da técnica teve três fases: a do utensílio, 
a da máquina e a da automação.
Trabalho e humanização
 O trabalho é condição de humanização. 
 Por meio do trabalho, o ser humano constrói sua 
subjetividade, relaciona-se com os demais e transforma 
o mundo em que vive.
 Na história da humanidade, porém, estabeleceu-se a 
dicotomia entre os que mandam e os que obedecem.
• Para pensadores como Rousseau, essa dicotomia não existia 
em sociedades tribais, sendo fruto da invenção da 
propriedade privada.
Trabalho e humanização
 Em algumas sociedades, como na Grécia antiga, o 
trabalho braçal era exclusivo dos escravos e considerado 
inferior ao trabalho intelectual.
Cena de ritual 
funerário datada de 
400 a.C., na Grécia 
Antiga, na qual se vê 
a condição escrava do 
menino, da mulher e 
do adorador, que 
apenas observa. 
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As teorias da modernidade
 Na passagem da Idade Média para a Idade Moderna, 
surge uma nova concepção de trabalho.
 Essa concepção decorre da ascensão da burguesia, 
oriunda dos servos libertos.
 A valorização do trabalho deve-se aos novos valores 
da modernidade. 
 Enquanto na Idade Média predominava o saber
contemplativo, na modernidade desenvolve-se o ideal
prometeico da dominação da natureza pela técnica. 
As teorias da modernidade
Manuscrito medieval mostra camponeses 
semeando e cultivando fora dos domínios do 
castelo. Na Idade Média, a riqueza e as 
relações de trabalho eram definidas pela 
posse de terra. Os servos camponeses 
recebiam dos senhores feudais (grandes 
proprietários) um lote de terra para cultivar 
em troca de pagamento de tributos ao senhor.
 O liberalismo econômico e 
político criou a figura jurídica 
do contrato livre de trabalho. 
 Essa nova forma de relação 
social se contrapunha às 
relações servis medievais. 
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As teorias da modernidade
 O desenvolvimento da sociedade capitalista e as 
consequências da Revolução Industrial acirraram a 
oposição entre a classe burguesa e os trabalhadores.
 Os trabalhadores eram cada vez mais explorados 
e sujeitos a jornadas exaustivas de trabalho. 
As teorias da modernidade
 Karl Marx (1818-1883) tornou-se o principal crítico da 
exploração dos trabalhadores. 
 Os principais conceitos utilizados por Marx em sua crítica à 
sociedade burguesa foram alienação (perda do produto e de si 
mesmo), fetichismo (valorização da mercadoria em detrimento 
do trabalhador), reificação
(transformação do ser 
humano em “coisa”) e 
ideologia (ideias da classe 
dominante que ocultam a 
dominação por ela exercida).
O filme Tempos modernos ilustra a crítica 
de Karl Marx à alienação do trabalho. 
O trabalhador se perde no trabalho, não 
sabe o que produz, pois sua função se 
reduz a apertar parafusos.
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Michel Foucault (1926-1984) investigou as mudanças 
decorrentes do nascimento das fábricas.
 Ele também interpretou a exploração do trabalhador como 
um lento processo de imposição da disciplina e da 
“docilização” do corpo como mecanismos de coerção.
As teorias da modernidade
Teorias contemporâneas
 A sociedade do século XX observou mudanças profundas nas 
relações de trabalho, como o fordismo e o taylorismo e o 
deslocamento da mão de obra para o setor de serviços.
• Fordismo: modelo de produção em massa desenvolvido por 
Henry Ford.
• Taylorismo: modelo de administração, desenvolvido por 
Frederick Taylor, que visa ao aumento da eficiência operacional. 
Teorias contemporâneas
Linha de montagem da Ford na década de 1920. Nesse modelo, cada trabalhador 
é especializado em uma etapa da produção e não tem o conhecimento para produzir 
o produto por inteiro.
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Teorias contemporâneas
 Destacam-se na reflexão filosófica do começo do século 
XX os pensadores da Escola de Frankfurt.
 Os frankfurtianos eram críticos da técnica e da 
racionalidade contemporâneas, que criaram uma 
sociedade administrada. 
 Segundo eles, sob o capitalismo os interesses definem-se 
pelo critério de eficiência, produtividade e 
competitividade, mas provocam a alienação do 
trabalhador e o esgotamento dos recursos naturais.
 A civilização industrial do século XX criou a ideia de 
lazer como contraponto ao trabalho. No entanto, 
são muitos os obstáculos ao lazer criativo. 
ANOTAÇÕES EM AULA
Coordenação editorial: Maria Raquel Apolinário, Eduardo Augusto Guimarães e Ana Cláudia Fernandes
Elaboração: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Renato dos Santos Belo
Edição de texto: Samir Thomaz
Preparação de texto: José Carlos de Castro
Coordenação de produção: Maria José Tanbellini
Iconografia: Camila D'Angelo, Marcia Mendonça, Angelita Cardoso e Denise Durand Kremer
EDITORA MODERNA 
Diretoria de Tecnologia Educacional
Editora executiva: Kelly Mayumi Ishida
Coordenadora editorial: Ivonete Lucirio
Editoras: Jaqueline Ogliari e Natália Peixoto
Assistentes editoriais: Ciça Japiassu Reis e Renata Michelin
Editor de arte: Fabio Ventura
Editor assistente de arte: Eduardo Bertolini
Assistentes de arte: Ana Maria Totaro, Camila Castro, Guilherme Kroll e Valdeí Prazeres
Revisores: Diego Rezende e Ramiro Morais Torres 
© Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Todos os direitos reservados. 
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