Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA CAMPUS I DEPARTAMENTO FARMÁCIA HISTOLOGIA DJEYMISON FLÁVIO SOUSA MYLLENA TAVARES SOUSA RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA LABORATORIAL DE HISTOLOGIA CAMPINA GRANDE 2024 DJEYMISON FLÁVIO SOUSA MYLLENA TAVARES SOUSA RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA LABORATORIAL DE HISTOLOGIA Trabalho do componente curricular: Histologia Geral, apresentado pelos alunos do 1° período do Curso de Farmácia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), como requisito para a nota da II Unidade do semestre 2024.1. Professora: Dra.Iara Bezerra de Oliveira CAMPINA GRANDE 2024 SUMÁRIO INTRODUÇÃO......................................................................................................................................3 OBJETIVOS...........................................................................................................................................4 METODOLOGIA.................................................................................................................................. 5 RESULTADOS E DISCUSSÃO............................................................................................... 6 TECIDO EPITELIAL........................................................................................................... 6 Figura 1 - Corte do Tecido Intestino duodeno - HE..................................................... 8 Figura 2 - Corte do Tecido Bexiga vazia relaxada - HE............................................... 8 Figura 3 - Corte do Tecido Pele grossa - HE................................................................8 Figura 4 - Corte do Tecido Esôfago -HE...................................................................... 9 Figura 5 - Corte do Tecido Traquéia - HE.....................................................................9 Figura 6- Corte do Tecido Tireóide -HE........................................................................9 Figura 7 - Corte do Tecido Hipófise - HE....................................................................10 Figura 8 - Corte do Tecido Sublingual -HE.................................................................10 Figura 9 - Corte do Tecido Pâncreas -HE.................................................................. 10 Figura 10 - Corte do Tecido Parótida -HE...................................................................11 Figura 11 - Tecido multilocular do fígado -HE.............................................................11 Figura 12 - Corte do tecido do intestino grosso - HE..................................................11 Figura 13 - Corte do tecido do ovário - HE.................................................................12 TECIDO CONJUNTIVO................................................................................................... 12 Figura 14 - Tecido conjuntivo propriamente dito denso não modelado - HE..............13 Figura 15 - Tecido conjuntivo propriamente dito frouxo - HE..................................... 13 Figura 16 - Tecido conjuntivo propriamente dito denso modelado - HE....................13 TECIDO ADIPOSO.......................................................................................................... 14 Figura 16 - Tecido adiposo Multilocular e Unilocular..................................................15 TECIDO CARTILAGINOSO............................................................................................. 15 Figura 17 - Tecido cartilaginoso do tipo fibroso - HE.................................................16 Figura 18 - Tecido cartilaginoso elástico - HE........................................................... 16 TECIDO ÓSSEO.............................................................................................................. 17 Figura 19 - Osso compacto não calcificado - HE..................................................... 18 Figura 20 - Osso compacto - HE...............................................................................18 CONCLUSÃO...................................................................................................................19 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.................................................................................20 INTRODUÇÃO No dia 22 de março de 2024 (Quinta-feira), foi realizado um experimento no laboratório de histologia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), como parte das atividades práticas da disciplina de Histologia dentro do curso de Farmácia. O objetivo deste experimento foi estudar e compreender a estrutura microscópica dos tecidos biológicos, identificando suas características celulares e organização histológica de forma prática. Dessa forma, o presente relatório apresentará conteúdo de todo o semestre de aulas práticas laboratoriais. A aula prática de histologia é indispensável para a análise detalhada de células, tecidos e órgãos, permitindo aos estudantes uma experiência prática fundamental para o entendimento dos princípios básicos da histologia. Por conseguinte, serão apresentados os procedimentos realizados, os materiais utilizados, os resultados obtidos e as conclusões alcançadas a partir desta experiência laboratorial. OBJETIVOS As aulas práticas de histologia, ministradas ao longo do período, teve como objetivo desenvolver habilidades essenciais no reconhecimento das lâminas histológicas, o tipo de tecido visualizado, o modo de preparo das lâminas, passando pelas etapas de fixação, inclusão, corte e coloração dos tecidos. Uma vez que, essas técnicas são fundamentais para uma visualização clara das estruturas celulares e teciduais ao microscópio. Além disso, a concentração na identificação e descrição detalhada dessas estruturas, utilizando a terminologia histológica correta. Ademais, esta prática visa aprimorar nossa capacidade de elaborar relatórios científicos detalhados, registrando observações e interpretações de forma e precisa, o que corrobora futuramente para uma aparato intelectual para dominar conteúdos histoquímicos ou até mesmo histopatológicos. Por fim, a integração do conhecimento teórico adquirido nas aulas com as observações práticas promoverá uma compreensão mais completa, amplificada e aplicada da histologia. Para tanto, esta abordagem prática leva-nos a consolidar com singular concretude nosso entendimento teórico e prático desta disciplina.. METODOLOGIA No laboratório de Histologia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), as atividades de ensino adotada seguiram padrões que proporcionaram aos alunos uma compreensão dos tecidos e estruturas celulares através de uma abordagem, onde nos foi apresentada em sala de aula o conteúdo/ conceito e classificação, bem como a parte prática, sendo portanto, demonstrado aos alunos a estruturação como é de fato. Metodologia de Ensino Aulas Práticas Materiais utilizados: 1. Lâminas Histológicas: Conjuntos de lâminas histológicas preparadas com diferentes tipos de tecidos, permitindo aos alunos examinar uma variedade de estruturas celulares e compreender as diferenças entre os tecidos. 2. Microscópios: Equipamentos essenciais que possibilitam a visualização detalhada das lâminas histológicas. Cada aluno tem acesso a um microscópio, garantindo uma experiência de aprendizado individualizada e prática. 3. Lentes de Aumento: Utilizadas para observações preliminares e para auxiliar no manuseio das lâminas antes de colocá-las sob o microscópio. Deve-se destacar que na maior parte das vezes, observamos as lâminas com aumento 40x, por vezes 100x para visualizar de forma minuciosa. Material Teórico 1. Livros de Histologia: Os livros fornecem a base teórica necessária para compreender as observações práticas. São selecionadasobras de referência reconhecidas no campo da Histologia, que abordam desde os conceitos básicos até as complexidades das estruturas celulares e teciduais. 2. Apostilas e Artigos Científicos: Material complementar, como apostilas elaboradas pelos professores e artigos científicos recentes, são utilizados para enriquecer o conteúdo teórico e manter os alunos atualizados com as últimas descobertas na área. RESULTADOS E DISCUSSÃO As práticas de histologia proporcionaram uma abordagem tangível para o estudo da anatomia microscópica dos tecidos humanos. Por meio da observação direta de lâminas histológicas, fomos conduzidos a uma compreensão mais profunda da estrutura, organização e função dos tecidos que compõem o organismo humano. Assim, uma das principais vantagens dessas práticas foi a oportunidade de aplicar o conhecimento teórico adquirido em sala de aula de maneira prática e concreta. Ao manipular as lâminas e examinar as amostras sob o microscópio, fomos desafiados a identificar e interpretar as características morfológicas dos tecidos em estudo. Nesse contexto, a análise das lâminas histológicas também promoveu o desenvolvimento de habilidades de observação crítica e raciocínio analítico. Ao confrontar as nuances das diferentes amostras, fomos incentivados a formular hipóteses e a articular argumentos fundamentados em evidências observacionais. Ademais, a interação entre colegas durante as aulas práticas facilitou o compartilhamento de conhecimentos e perspectivas diversas. As discussões em grupo proporcionaram uma oportunidade valiosa para consolidar o aprendizado e promover uma compreensão mais abrangente dos temas abordados. Em uma perspectiva mais ampla, a experiência das aulas práticas de histologia não se limitou apenas à aquisição de conhecimento científico. Ela também despertou uma apreciação renovada pela complexidade e pela beleza da estrutura celular e tecidual que sustenta a vida humana. Por fim, é importante ressaltar o papel fundamental dos docentes no sucesso dessa experiência educacional. A orientação e o suporte oferecidos pela professora e Monitores foram essenciais para a nossa aprendizagem e desenvolvimento ao longo do período letivo. TECIDO EPITELIAL Os epitélios desempenham funções cruciais em revestimento e secreção. Revestir superfícies tanto internas quanto externas dos órgãos ou do corpo como um todo (por exemplo, na pele) representa uma função de extrema importância para esses tecidos. Esta função geralmente se entrelaça com outras atividades vitais dos epitélios, como proteção, absorção de íons e moléculas (como nos rins e intestinos), e percepção de estímulos (como no neuroepitélio olfatório e gustativo). Dado que as células epiteliais revestem todas as superfícies internas e externas, é essencial que tudo o que entre ou saia do corpo atravesse um folheto epitelial. Além do revestimento, a secreção é outra atividade crucial do tecido epitelial, seja por células epiteliais de revestimento ou por células especializadas que formam estruturas glandulares para essa finalidade. Algumas células epiteliais, como as mioepiteliais, são capazes de contração. O tecido epitelial é composto por células poliédricas firmemente aderidas umas às outras através de diversas junções intercelulares, que são modificações especializadas das membranas celulares, proporcionando adesão, vedação e comunicação. Exemplos dessas junções incluem desmossomos, hemidesmossomos, junções gap e zônula de oclusão (JUNQUEIRA E CARNEIRO, 2013). As funções desse tecido incluem o revestimento tanto interno quanto externo das superfícies, proteção, absorção de íons e moléculas, secreção e percepção de estímulos. Existem dois principais tipos de epitélio: revestimento e glandular (JUNQUEIRA E CARNEIRO, 2013). Os epitélios de revestimento consistem em células organizadas em camadas que cobrem a superfície externa do corpo ou revestem as cavidades. Podem ser simples ou estratificados, dependendo se consistem em uma ou várias camadas, respectivamente. Além disso, esses epitélios podem ser classificados como pavimentosos, onde os núcleos das células são achatados; cúbicos, onde os núcleos são esféricos; ou colunares, onde os núcleos são ovalados e orientados verticalmente (JUNQUEIRA E CARNEIRO, 2013). Os tecidos pavimentados podem ser queratinizados ou não queratinizados. Além disso, há os epitélios estratificados de transição, onde a camada mais superficial é composta por células globosas. Também existe o epitélio pseudoestratificado, formado por uma única camada de células que, apesar disso, dão a impressão de possuir várias camadas. Os epitélios glandulares, por sua vez, são compostos por células responsáveis pela secreção de várias substâncias. Essas células podem sintetizar, armazenar e secretar proteínas, lipídios ou complexos de carboidratos (JUNQUEIRA E CARNEIRO, 2013). As glândulas são classificadas como endócrinas (que não possuem ductos e cujas secreções são liberadas diretamente na corrente sanguínea), exócrinas (que possuem ductos tubulares pelos quais as secreções são eliminadas) ou mistas. Dentro dessas categorias, há subdivisões como glândulas merócrinas, apócrinas e holócrinas, dependendo do mecanismo de excreção da substância (JUNQUEIRA E CARNEIRO, 2010 Figura 1 - Corte do Tecido Intestino duodeno - HE Legenda: Tecido Epitelial de revestimento simples cilíndrico ciliado, presentes na superfície do tecido intestinal no duodeno, que são células epiteliais cilíndricas ciliadas. Essas células ciliadas desempenham um papel importante no movimento do muco e na absorção de nutrientes no intestino delgado. ____________________________________________________________________________ Figura 2 - Corte do Tecido Bexiga vazia relaxada - HE Legenda: Tecido Epitelial de revestimento de transição, presente na superfície interna da bexiga urinária quando ela está vazia e relaxada. Esse tipo de tecido permite que a bexiga se estique para acomodar a urina e depois volte ao seu tamanho normal quando vazia. ____________________________________________________________________________ Figura 3 - Corte do Tecido Pele grossa - HE Legenda: Tecido presente na superfície da pele grossa, que é o tecido epitelial de revestimento estratificado pavimentoso queratinizado. Esse tipo de pele é mais resistente devido à sua espessura e à presença de células mortas contendo queratina. Figura 4 - Corte do Tecido Esôfago -HE Legenda: Tecido presente na superfície do esôfago, do tipo epitélio de revestimento pavimentoso não queratinizado. A camada mais interna do esôfago é revestida por um epitélio estratificado não queratinizado. Este epitélio protege o tecido subjacente contra danos mecânicos e químicos causados pela passagem de alimentos durante a deglutição. _________________________________________________________________________ Figura 5 - Corte do Tecido Traquéia - HE Legenda: O tecido epitelial de revestimento da traquéia, apresenta-se como um epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado. Apesar de parecer ter várias camadas de células, todas as células tocam a membrana basal, caracterizando-o como pseudoestratificado. As células epiteliais são alongadas, com núcleos ovalados geralmente posicionados próximo à base das células. A superfície apical, voltada para o lúmen, é recoberta por cílios, que são estruturas finas e móveis, responsáveis por movimentar muco e partículas na superfície do epitélio. ____________________________________________________________________________ Figura 6- Corte do Tecido Tireóide -HE Legenda: Tecido epitelial glandular, composto por folículos tireoidianos, estruturas esféricas revestidas por células epiteliais cúbicas simples, responsáveis pela produção dos hormônios tireoidianos (T3 e T4).O interior dos folículos contém uma substância coloidal rosa, onde os hormônios são armazenados. Entre os folículos, há tecido conjuntivo de suporte e células parafoliculares (células C), que produzem o hormônio calcitonina. ____________________________________________________________________________ Figura 7 - Corte do Tecido Hipófise - HE Legenda: Tecido epitelial glandular endócrino. A hipófise tem duas partes: a adenohipófise (lobo anterior) e a neurohipófise (lobo posterior). Na adenohipófise, células epiteliais glandulares produzem hormônios como GH, PRL, ACTH, TSH, LH e FSH. Na neurohipófise, axônios de neurônios do hipotálamo libera ocitocina e ADH. A hematoxilina tinge os núcleos de azul ou roxo e a eosina tinge o citoplasma de rosa, facilitando a visualização das estruturas celulares. __________________________________________________________________________ Figura 8 - Corte do Tecido Sublingual -HE Legenda: Tecido epitelial glandular exócrino, é composto por ácinos mucosos e seromucosos, responsáveis pela secreção de saliva. As células dos ácinos mucosos são grandes e possuem citoplasma claro, enquanto os núcleos são achatados e localizados na periferia. As células serosas, quando presentes, formam semiluas ao redor dos ácinos mucosos. ____________________________________________________________________________ Figura 9 - Corte do Tecido Pâncreas -HE Legenda: Tecido epitelial glandular com funções endócrinas e exócrinas. A parte exócrina é composta por ácinos que secretam enzimas digestivas, com células acinares que possuem citoplasma basofílico e núcleos arredondados e basais. A parte endócrina é representada pelas ilhotas de Langerhans, que aparecem como agregados celulares claros dispersos entre os ácinos. Essas ilhotas contêm células que produzem hormônios como insulina e glucagon. A hematoxilina tinge os núcleos de azul/roxo e a eosina tinge o citoplasma de rosa, facilitando a distinção entre as regiões exócrina e endócrina. __________________________________________________________________________ Figura 10 - Corte do Tecido Parótida -HE Legenda: Tecido epitelial glandular exócrino, encontrado na glândula parótida. As glândulas parótidas são as maiores glândulas salivares do corpo humano e são responsáveis pela produção de saliva. O tipo de tecido glandular encontrado na parótida é conhecido como tecido glandular seroso, que produz uma saliva mais aquosa e rica em enzimas. __________________________________________________________________________ Figura 11 - Tecido multilocular do fígado -HE Legenda: Na lâmina, observam-se inúmeras gotículas de gordura, características do tecido adiposo multilocular. Também é possível identificar o tecido adiposo unilocular. Ambos são visualizados com um aumento de 40x e coloração hematoxilina-eosina. __________________________________________________________________________ Figura 12 - Corte do tecido do intestino grosso - HE Legenda: Neste tecido, as células são alongadas e têm uma forma de coluna. Esse tipo de tecido é comum em áreas onde ocorre absorção ou secreção, como no revestimento do trato gastrointestinal, onde as células colunares podem produzir muco para proteção e lubrificação. __________________________________________________________________________________ Figura 13 - Corte do tecido do ovário - HE Legenda: Tecido epitelial de revestimento simples cúbico. O tipo de tecido pode ser encontrado em ductos excretores, glândulas, folículos tireoidianos e no ovário impúbere como representado na figura 13. É observado a presença de cílios e da camada única de células. __________________________________________________________________________________ TECIDO CONJUNTIVO Em outras palavras, o tecido conjuntivo é composto por células, fibras e uma substância fundamental. Ao contrário de outros tecidos como epitelial, muscular e nervoso, onde as células são predominantes, no tecido conjuntivo, a matriz extracelular é o componente principal. Essa matriz é uma massa amorfa, com aspecto gelatinoso e transparente, e contém fibras elásticas, reticulares e colágenas. Além disso, o tecido conjuntivo possui vasos sanguíneos, nervos e células dispersas. A substância fundamental é viscosa e altamente hidrofílica, composta principalmente por macromoléculas aniônicas, que interagem com receptores na superfície celular, atuando como lubrificante e barreira contra microorganismos invasores. As células do tecido conjuntivo incluem fibroblastos, fibrócitos, plasmócitos, mastócitos, macrófagos, leucocitos e células adiposas. Os fibroblastos são responsáveis pela produção do tecido conjuntivo, enquanto os fibrócitos são células maduras. Os macrófagos são células de defesa que realizam fagocitose, os plasmócitos produzem anticorpos e os leucócitos são células do sistema imunológico. As células adiposas armazenam energia na forma de triglicerídeos. As fibras do tecido conjuntivo são formadas por proteínas polimerizadas, sendo as principais as colágenas, reticulares e elásticas. O tecido conjuntivo pode ser classificado em frouxo e denso, com diferentes características estruturais e funções. O tecido conjuntivo frouxo oferece suporte a estruturas sujeitas a pressão e atrito mínimos, enquanto o tecido conjuntivo denso é adaptado para resistência e proteção, com uma predominância de fibras colágenas. __________________________________________________________________________________ Figura 14 - Tecido conjuntivo propriamente dito denso não modelado - HE Legenda: Na lâmina do lábio observada, é visto a presença das fibras colágenas dispostas sem uma orientação definida, por isso este tipo de tecido é denominado não modelado. __________________________________________________________________________________ Figura 15 - Tecido conjuntivo propriamente dito frouxo - HE Legenda: No tecido conjuntivo frouxo da pele grossa é possível observar a abundante presença de fibrócitos, macrófagos e matriz extracelular, além de um pouco de tecido epitelial na parte superior. __________________________________________________________________________________ Figura 16 - Tecido conjuntivo propriamente dito denso modelado - HE Legenda: Tecido conjuntivo propriamente dito denso modelado, encontrado no disco intervertebral. Na lâmina é notório a presença das fibras colágenas dispostas de maneira organizada, de uma camada de cartilagem e dos fibroblastos envoltos por matriz extracelular TECIDO ADIPOSO O tecido adiposo é uma forma especializada de tecido conjuntivo, predominantemente composto por células adiposas, também conhecidas como adipócitos, distribuídas ao longo do tecido conjuntivo frouxo. Ele serve como o principal depósito de energia do corpo, armazenando excesso de energia na forma de triglicerídeos, que são gotículas de lipídios. Os triglicerídeos são altamente concentrados em energia metabólica, apresentando uma densidade energética aproximadamente duas vezes maior do que carboidratos e proteínas. Em situações adversas, como a falta de alimentação, os triglicerídeos são uma fonte essencial de água e energia. Além de armazenar energia, as células adiposas desempenham funções regulatórias no metabolismo energético, liberando substâncias que afetam processos metabólicos no corpo. Existem dois tipos principais de tecido adiposo: o unilocular, comum, e o multilocular, ou pardo. O tecido adiposo unilocular é encontrado em todo o corpo, podendo variar de cor dependendo da dieta e idade. As células adiposas uniloculares são grandes e arredondadas, e sua formação começa durante o desenvolvimento embrionário, a partir de células chamadas lipoblastos. O tecido adiposo multilocular, por outro lado,é mais restrito em distribuição e é mais comum em animais que hibernam. Suas células são menores e têm várias gotículas lipídicas de tamanhos variados. Este tecido é rico em mitocôndrias, especialmente com cristas longas, e está envolvido na produção de calor. Em humanos, o tecido adiposo multilocular é significativo apenas em recém-nascidos, onde ajuda na termorregulação. A formação deste tecido difere do unilocular, começando com células mesenquimais que se tornam epitelióides antes de acumularem gordura. Após o nascimento, não há formação adicional de tecido adiposo multilocular, nem transformação de um tipo de tecido adiposo em outro. ___________________________________________________________________________ Figura 16 - Tecido adiposo Multilocular e Unilocular Legenda: Na lâmina é visto as numerosas gotículas de gorduras, típico do tecido adiposo multilocular. Também pode ser visualizado tecido adiposo unilocular. observamos numerosas gotículas de gordura, características do tecido adiposo multilocular. Esse tipo de tecido adiposo é identificado pela presença de várias gotículas de lipídios de tamanhos variados dentro das células adiposas. Além disso, também é possível visualizar o tecido adiposo unilocular, que se caracteriza pela presença de uma única grande gotícula de gordura em cada célula adiposa ___________________________________________________________________________ TECIDO CARTILAGINOSO O tecido cartilaginoso é uma forma especializada de tecido conjuntivo, conhecido por sua consistência rígida. Sua principal função é suportar tecidos moles, revestir superfícies articulares, absorver impactos e facilitar o deslizamento dos ossos nas articulações. Além disso, desempenha um papel fundamental na formação e crescimento dos ossos longos durante o desenvolvimento fetal e após o nascimento. Assim como outros tipos de tecido conjuntivo, o tecido cartilaginoso é composto por células chamadas condrócitos e uma matriz extracelular. Os condrócitos residem em cavidades na matriz conhecidas como lacunas. Existem três principais tipos de cartilagem, cada um adaptado às diferentes necessidades funcionais do organismo: 1. Cartilagem Hialina: É o tipo mais comum e possui uma matriz contendo delicadas fibrilas de colágeno tipo II. A cartilagem hialina é inicialmente encontrada no esqueleto fetal, onde serve como modelo para a formação óssea. No adulto, é encontrada principalmente na parede das fossas nasais, traqueia, brônquios e nas superfícies articulares dos ossos longos. 2. Cartilagem Elástica: Semelhante à cartilagem hialina, mas com a adição de uma rede abundante de fibras elásticas, conferindo-lhe uma coloração amarelada. É menos propensa a processos degenerativos em comparação com a cartilagem hialina. 3. Cartilagem Fibrosa: Também conhecida como fibrocartilagem, possui características intermediárias entre o tecido conjuntivo denso e a cartilagem hialina. É encontrada nos discos intervertebrais, nas inserções de alguns tendões e ligamentos nos ossos e na sínfise pubiana. Cada tipo de cartilagem tem sua distribuição e funções específicas no corpo humano, desempenhando um papel vital no suporte estrutural e na movimentação adequada das articulações. ___________________________________________________________________________ Figura 17 - Tecido cartilaginoso do tipo fibroso - HE Legenda: A cartilagem fibrosa é encontrada nos pontos em que tendões e ligamentos se inserem nos ossos, na sínfise pubiana e no disco intervertebral, como na lâmina. Pode-se observar a presença de condrócitos e do anel fibroso, mas há ausência de pericôndrio, já que esse tipo de tecido não o possui. ___________________________________________________________________________ Figura 18 - Tecido cartilaginoso elástico - HE Legenda: Na cartilagem elástica da orelha é possível observar, na parte inferior, a presença das células que são os condrócitos e da elastina, e na parte superior a presença do pericôndrio fibroso e dos condroblastos TECIDO ÓSSEO O tecido ósseo desempenha um papel fundamental no esqueleto humano, oferecendo suporte aos tecidos moles e protegendo órgãos vitais, como aqueles localizados nas cavidades craniana e torácica, além de abrigar a medula óssea, responsável pela produção de células sanguíneas. Além disso, atua como um sistema de alavancas para amplificar as forças musculares e converter suas contrações em movimentos úteis. Este tipo especializado de tecido conjuntivo é composto por células e uma matriz extracelular calcificada, conhecida como matriz óssea. As células incluem osteócitos, situados em cavidades dentro da matriz, osteoblastos, que sintetizam a parte orgânica da matriz, e osteoclastos, células multinucleadas que reabsorvem o tecido ósseo durante processos de remodelação. Além de sua função estrutural, os ossos atuam como reservatórios de cálcio, fosfato e outros íons, regulando sua concentração nos fluidos corporais. Também possuem a capacidade de absorver toxinas e metais pesados, minimizando seus efeitos adversos em outros tecidos. A superfície dos ossos é revestida por células osteogênicas e tecido conjuntivo, formando o endósteo (na parte interna) e o periósteo (na parte externa). O periósteo é composto principalmente por fibras colágenas e fibroblastos, com as fibras de Sharpey penetrando no tecido ósseo e fixando firmemente o periósteo. Existem dois tipos histológicos de tecido ósseo: o primário, inicialmente formado e posteriormente substituído pelo secundário, que é o tipo predominante em adultos. No tecido ósseo primário, as fibras colágenas estão dispostas de maneira irregular, enquanto no secundário, essas fibras organizam-se em lamelas, formando sistemas como os ósteons. A formação do tecido ósseo ocorre por ossificação intramembranosa, onde a ossificação ocorre dentro de membranas de tecido conjuntivo, e ossificação endocondral, que começa a partir de um modelo de cartilagem hialina. Ambos os processos resultam na formação de tecido ósseo primário, que é gradualmente substituído pelo tecido ósseo secundário. ___________________________________________________________________________ Figura 19 - Osso compacto não calcificado - HE Legenda: No corte histológico de osso compacto não calcificado, observa-se uma matriz óssea composta principalmente de fibras colágenas organizadas em lamelas concêntricas ao redor de canais chamados osteons ou sistemas de Havers. Esses canais contêm vasos sanguíneos e nervos, fornecendo nutrição e inervação ao tecido ósseo. Entre as lamelas, encontram-se pequenas cavidades chamadas lacunas, que abrigam osteócitos (células ósseas maduras). Os osteócitos estão conectados entre si por canalículos, finos canais que permitem a troca de nutrientes e resíduos. A matriz óssea, não estando calcificada, apresenta uma textura menos densa e mais homogênea. A coloração por Hematoxilina e Eosina (HE) permite visualizar claramente as estruturas celulares, onde a hematoxilina tinge os núcleos dos osteócitos de azul ou roxo e a eosina tinge a matriz extracelular de rosa. Este tipo de corte permite o estudo detalhado da organização estrutural e celular do tecido ósseo compacto. __________________________________________________________________________________ Figura 20 - Osso compacto - HE Legenda: Na lâmina, visualizada com um aumento de 100x e utilizando corante hematoxilina-eosina, observamos o tecido ósseo compacto. Podemos identificar o canal de Havers, os osteócitos (células ósseas), os canalículos que nutrem os osteócitos e as lamelas. CONCLUSÃO Compreende-se, portanto, que a exploração detalhada da histologia de diversas estruturas celulares e teciduais é indispensávelpara uma compreensão completa da morfologia e função dos tecidos. Destaca-se, assim, a relevância fundamental da integração desse conteúdo na formação dos alunos de Farmácia, pois está intrinsecamente relacionada às atividades farmacêuticas, como a identificação de patologias por meio da análise tecidual e a avaliação da toxicidade e modo de ação dos medicamentos nos tecidos. As práticas laboratoriais proporcionaram a identificação precisa das características específicas das células e tecidos, elucidando sua função e localização anatômica. A conexão entre a estrutura histológica e a função fisiológica do tecido reforça a importância desse conhecimento para pesquisas e práticas clínicas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PAWLINA, Wojciech; ROSS, Michael H. Ross histologia texto e atlas. 7ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021, 1037 p. JUNQUEIRA, Luiz Carlos Uchoa; CARNEIRO, José; ABRAHAMSOHN, Paulo. Histologia básica. 12ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018, 554 p. DREYFUSS, Juliana L.; OLIVEIRA, José SR. Matriz extracelular e enzimas degradatórias na hematopoese e doenças onco-hematológicas. Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, v. 30, p. 398-405, 2008. Revista Ciência & Saúde Coletiva. ([s.d.]). Com.br. Recuperado 1o de dezembro de 2023, de https://cienciaesaudecoletiva.com.br/ Histologia Interativa – Universidade Federal de Alfenas. ([s.d.]). Edu.br. Recuperado 02 de junho de 2024, de https://www.unifal-mg.edu.br/histologiainterativa/ Atlas de Histologia em cores da PUCRS. ([s.d.]). Atlas de Histologia em cores da PUCRS. Recuperado 23 de maio de 2024, de https://editora.pucrs.br/edipucrs/acessolivre/livros/atlas-de-histologia/ INTRODUÇÃO OBJETIVOS METODOLOGIA RESULTADOS E DISCUSSÃO TECIDO EPITELIAL Figura 1 - Corte do Tecido Intestino duodeno - HE Figura 2 - Corte do Tecido Bexiga vazia relaxada - HE Figura 3 - Corte do Tecido Pele grossa - HE Figura 4 - Corte do Tecido Esôfago -HE Figura 5 - Corte do Tecido Traquéia - HE Figura 6- Corte do Tecido Tireóide -HE Figura 7 - Corte do Tecido Hipófise - HE Figura 8 - Corte do Tecido Sublingual -HE Figura 9 - Corte do Tecido Pâncreas -HE Figura 10 - Corte do Tecido Parótida -HE Figura 11 - Tecido multilocular do fígado -HE Figura 12 - Corte do tecido do intestino grosso - HE Figura 13 - Corte do tecido do ovário - HE TECIDO CONJUNTIVO Figura 14 - Tecido conjuntivo propriamente dito denso não modelado - HE Figura 15 - Tecido conjuntivo propriamente dito frouxo - HE Figura 16 - Tecido conjuntivo propriamente dito denso modelado - HE TECIDO ADIPOSO Figura 16 - Tecido adiposo Multilocular e Unilocular TECIDO CARTILAGINOSO Figura 17 - Tecido cartilaginoso do tipo fibroso - HE Figura 18 - Tecido cartilaginoso elástico - HE TECIDO ÓSSEO Figura 19 - Osso compacto não calcificado - HE Figura 20 - Osso compacto - HE CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS