Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA 
CAMPUS I 
DEPARTAMENTO FARMÁCIA 
HISTOLOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
DJEYMISON FLÁVIO SOUSA 
MYLLENA TAVARES SOUSA 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA LABORATORIAL DE HISTOLOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CAMPINA GRANDE 
2024 
 
 
 
DJEYMISON FLÁVIO SOUSA 
MYLLENA TAVARES SOUSA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA LABORATORIAL DE HISTOLOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Trabalho do componente curricular: Histologia 
Geral, apresentado pelos alunos do 1° período do 
Curso de Farmácia da Universidade Estadual da 
Paraíba (UEPB), como requisito para a nota da II 
Unidade do semestre 2024.1. 
 
Professora: Dra.Iara Bezerra de Oliveira 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CAMPINA GRANDE 
2024 
 
SUMÁRIO 
 
INTRODUÇÃO......................................................................................................................................3 
OBJETIVOS...........................................................................................................................................4 
METODOLOGIA.................................................................................................................................. 5 
RESULTADOS E DISCUSSÃO............................................................................................... 6 
TECIDO EPITELIAL........................................................................................................... 6 
Figura 1 - Corte do Tecido Intestino duodeno - HE..................................................... 8 
Figura 2 - Corte do Tecido Bexiga vazia relaxada - HE............................................... 8 
Figura 3 - Corte do Tecido Pele grossa - HE................................................................8 
Figura 4 - Corte do Tecido Esôfago -HE...................................................................... 9 
Figura 5 - Corte do Tecido Traquéia - HE.....................................................................9 
Figura 6- Corte do Tecido Tireóide -HE........................................................................9 
Figura 7 - Corte do Tecido Hipófise - HE....................................................................10 
Figura 8 - Corte do Tecido Sublingual -HE.................................................................10 
Figura 9 - Corte do Tecido Pâncreas -HE.................................................................. 10 
Figura 10 - Corte do Tecido Parótida -HE...................................................................11 
Figura 11 - Tecido multilocular do fígado -HE.............................................................11 
Figura 12 - Corte do tecido do intestino grosso - HE..................................................11 
Figura 13 - Corte do tecido do ovário - HE.................................................................12 
TECIDO CONJUNTIVO................................................................................................... 12 
Figura 14 - Tecido conjuntivo propriamente dito denso não modelado - HE..............13 
Figura 15 - Tecido conjuntivo propriamente dito frouxo - HE..................................... 13 
Figura 16 - Tecido conjuntivo propriamente dito denso modelado - HE....................13 
TECIDO ADIPOSO.......................................................................................................... 14 
Figura 16 - Tecido adiposo Multilocular e Unilocular..................................................15 
TECIDO CARTILAGINOSO............................................................................................. 15 
Figura 17 - Tecido cartilaginoso do tipo fibroso - HE.................................................16 
Figura 18 - Tecido cartilaginoso elástico - HE........................................................... 16 
TECIDO ÓSSEO.............................................................................................................. 17 
Figura 19 - Osso compacto não calcificado - HE..................................................... 18 
Figura 20 - Osso compacto - HE...............................................................................18 
CONCLUSÃO...................................................................................................................19 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.................................................................................20 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
 No dia 22 de março de 2024 (Quinta-feira), foi realizado um experimento no laboratório de 
histologia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), como parte das atividades práticas da 
disciplina de Histologia dentro do curso de Farmácia. O objetivo deste experimento foi estudar e 
compreender a estrutura microscópica dos tecidos biológicos, identificando suas características 
celulares e organização histológica de forma prática. Dessa forma, o presente relatório apresentará 
conteúdo de todo o semestre de aulas práticas laboratoriais. A aula prática de histologia é 
indispensável para a análise detalhada de células, tecidos e órgãos, permitindo aos estudantes uma 
experiência prática fundamental para o entendimento dos princípios básicos da histologia. Por 
conseguinte, serão apresentados os procedimentos realizados, os materiais utilizados, os resultados 
obtidos e as conclusões alcançadas a partir desta experiência laboratorial. 
 
OBJETIVOS 
 
As aulas práticas de histologia, ministradas ao longo do período, teve como objetivo 
desenvolver habilidades essenciais no reconhecimento das lâminas histológicas, o tipo de tecido 
visualizado, o modo de preparo das lâminas, passando pelas etapas de fixação, inclusão, corte e 
coloração dos tecidos. Uma vez que, essas técnicas são fundamentais para uma visualização clara das 
estruturas celulares e teciduais ao microscópio. Além disso, a concentração na identificação e 
descrição detalhada dessas estruturas, utilizando a terminologia histológica correta. Ademais, esta 
prática visa aprimorar nossa capacidade de elaborar relatórios científicos detalhados, registrando 
observações e interpretações de forma e precisa, o que corrobora futuramente para uma aparato 
intelectual para dominar conteúdos histoquímicos ou até mesmo histopatológicos. Por fim, a 
integração do conhecimento teórico adquirido nas aulas com as observações práticas promoverá uma 
compreensão mais completa, amplificada e aplicada da histologia. Para tanto, esta abordagem prática 
leva-nos a consolidar com singular concretude nosso entendimento teórico e prático desta disciplina.. 
 
METODOLOGIA 
 
No laboratório de Histologia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), as atividades de 
ensino adotada seguiram padrões que proporcionaram aos alunos uma compreensão dos tecidos e 
estruturas celulares através de uma abordagem, onde nos foi apresentada em sala de aula o conteúdo/ 
conceito e classificação, bem como a parte prática, sendo portanto, demonstrado aos alunos a 
estruturação como é de fato. 
 
Metodologia de Ensino 
 
Aulas Práticas 
 
Materiais utilizados: 
 
1. Lâminas Histológicas: Conjuntos de lâminas histológicas preparadas com diferentes tipos de 
tecidos, permitindo aos alunos examinar uma variedade de estruturas celulares e compreender as 
diferenças entre os tecidos. 
 
2. Microscópios: Equipamentos essenciais que possibilitam a visualização detalhada das lâminas 
histológicas. Cada aluno tem acesso a um microscópio, garantindo uma experiência de aprendizado 
individualizada e prática. 
 
3. Lentes de Aumento: Utilizadas para observações preliminares e para auxiliar no manuseio das 
lâminas antes de colocá-las sob o microscópio. Deve-se destacar que na maior parte das vezes, 
observamos as lâminas com aumento 40x, por vezes 100x para visualizar de forma minuciosa. 
 
Material Teórico 
 
1. Livros de Histologia: Os livros fornecem a base teórica necessária para compreender as 
observações práticas. São selecionadasobras de referência reconhecidas no campo da Histologia, que 
abordam desde os conceitos básicos até as complexidades das estruturas celulares e teciduais. 
2. Apostilas e Artigos Científicos: Material complementar, como apostilas elaboradas pelos 
professores e artigos científicos recentes, são utilizados para enriquecer o conteúdo teórico e manter 
os alunos atualizados com as últimas descobertas na área. 
 
 
 
RESULTADOS E DISCUSSÃO 
As práticas de histologia proporcionaram uma abordagem tangível para o estudo da anatomia 
microscópica dos tecidos humanos. Por meio da observação direta de lâminas histológicas, fomos 
conduzidos a uma compreensão mais profunda da estrutura, organização e função dos tecidos que 
compõem o organismo humano. Assim, uma das principais vantagens dessas práticas foi a 
oportunidade de aplicar o conhecimento teórico adquirido em sala de aula de maneira prática e 
concreta. Ao manipular as lâminas e examinar as amostras sob o microscópio, fomos desafiados a 
identificar e interpretar as características morfológicas dos tecidos em estudo. Nesse contexto, a 
análise das lâminas histológicas também promoveu o desenvolvimento de habilidades de observação 
crítica e raciocínio analítico. Ao confrontar as nuances das diferentes amostras, fomos incentivados a 
formular hipóteses e a articular argumentos fundamentados em evidências observacionais. Ademais, a 
interação entre colegas durante as aulas práticas facilitou o compartilhamento de conhecimentos e 
perspectivas diversas. As discussões em grupo proporcionaram uma oportunidade valiosa para 
consolidar o aprendizado e promover uma compreensão mais abrangente dos temas abordados. Em 
uma perspectiva mais ampla, a experiência das aulas práticas de histologia não se limitou apenas à 
aquisição de conhecimento científico. Ela também despertou uma apreciação renovada pela 
complexidade e pela beleza da estrutura celular e tecidual que sustenta a vida humana. Por fim, é 
importante ressaltar o papel fundamental dos docentes no sucesso dessa experiência educacional. A 
orientação e o suporte oferecidos pela professora e Monitores foram essenciais para a nossa 
aprendizagem e desenvolvimento ao longo do período letivo. 
 
TECIDO EPITELIAL 
Os epitélios desempenham funções cruciais em revestimento e secreção. Revestir superfícies 
tanto internas quanto externas dos órgãos ou do corpo como um todo (por exemplo, na pele) 
representa uma função de extrema importância para esses tecidos. Esta função geralmente se entrelaça 
com outras atividades vitais dos epitélios, como proteção, absorção de íons e moléculas (como nos 
rins e intestinos), e percepção de estímulos (como no neuroepitélio olfatório e gustativo). Dado que as 
células epiteliais revestem todas as superfícies internas e externas, é essencial que tudo o que entre ou 
saia do corpo atravesse um folheto epitelial. Além do revestimento, a secreção é outra atividade 
crucial do tecido epitelial, seja por células epiteliais de revestimento ou por células especializadas que 
formam estruturas glandulares para essa finalidade. Algumas células epiteliais, como as mioepiteliais, 
são capazes de contração. 
 
 
O tecido epitelial é composto por células poliédricas firmemente aderidas umas às outras 
através de diversas junções intercelulares, que são modificações especializadas das membranas 
celulares, proporcionando adesão, vedação e comunicação. Exemplos dessas junções incluem 
desmossomos, hemidesmossomos, junções gap e zônula de oclusão (JUNQUEIRA E CARNEIRO, 
2013). As funções desse tecido incluem o revestimento tanto interno quanto externo das superfícies, 
proteção, absorção de íons e moléculas, secreção e percepção de estímulos. Existem dois principais 
tipos de epitélio: revestimento e glandular (JUNQUEIRA E CARNEIRO, 2013). Os epitélios de 
revestimento consistem em células organizadas em camadas que cobrem a superfície externa do corpo 
ou revestem as cavidades. Podem ser simples ou estratificados, dependendo se consistem em uma ou 
várias camadas, respectivamente. Além disso, esses epitélios podem ser classificados como 
pavimentosos, onde os núcleos das células são achatados; cúbicos, onde os núcleos são esféricos; ou 
colunares, onde os núcleos são ovalados e orientados verticalmente (JUNQUEIRA E CARNEIRO, 
2013). Os tecidos pavimentados podem ser queratinizados ou não queratinizados. Além disso, há os 
epitélios estratificados de transição, onde a camada mais superficial é composta por células globosas. 
Também existe o epitélio pseudoestratificado, formado por uma única camada de células que, apesar 
disso, dão a impressão de possuir várias camadas. Os epitélios glandulares, por sua vez, são 
compostos por células responsáveis pela secreção de várias substâncias. Essas células podem 
sintetizar, armazenar e secretar proteínas, lipídios ou complexos de carboidratos (JUNQUEIRA E 
CARNEIRO, 2013). As glândulas são classificadas como endócrinas (que não possuem ductos e cujas 
secreções são liberadas diretamente na corrente sanguínea), exócrinas (que possuem ductos tubulares 
pelos quais as secreções são eliminadas) ou mistas. Dentro dessas categorias, há subdivisões como 
glândulas merócrinas, apócrinas e holócrinas, dependendo do mecanismo de excreção da substância 
(JUNQUEIRA E CARNEIRO, 2010 
 
 
 
Figura 1 - Corte do Tecido Intestino duodeno - HE 
 
 
 
 
Legenda: Tecido Epitelial de revestimento simples cilíndrico 
ciliado, presentes na superfície do tecido intestinal no duodeno, 
que são células epiteliais cilíndricas ciliadas. Essas células ciliadas 
desempenham um papel importante no movimento do muco e na 
absorção de nutrientes no intestino delgado. 
 
 
 
 
____________________________________________________________________________ 
Figura 2 - Corte do Tecido Bexiga vazia relaxada - HE 
 
 
 
 
 
Legenda: Tecido Epitelial de revestimento de transição, presente 
na superfície interna da bexiga urinária quando ela está vazia e 
relaxada. Esse tipo de tecido permite que a bexiga se estique para 
acomodar a urina e depois volte ao seu tamanho normal quando 
vazia. 
 
 
 
 
 
 
____________________________________________________________________________ 
Figura 3 - Corte do Tecido Pele grossa - HE 
 
 
 
 
 
Legenda: Tecido presente na superfície da pele grossa, que é o 
tecido epitelial de revestimento estratificado pavimentoso 
queratinizado. Esse tipo de pele é mais resistente devido à sua 
espessura e à presença de células mortas contendo queratina. 
 
 
Figura 4 - Corte do Tecido Esôfago -HE 
 
 
 
 
Legenda: Tecido presente na superfície do esôfago, do tipo 
epitélio de revestimento pavimentoso não queratinizado. A 
camada mais interna do esôfago é revestida por um epitélio 
estratificado não queratinizado. Este epitélio protege o tecido 
subjacente contra danos mecânicos e químicos causados pela 
passagem de alimentos durante a deglutição. 
_________________________________________________________________________ 
Figura 5 - Corte do Tecido Traquéia - HE 
 
 
Legenda: O tecido epitelial de revestimento da traquéia, 
apresenta-se como um epitélio pseudoestratificado cilíndrico 
ciliado. Apesar de parecer ter várias camadas de células, todas 
as células tocam a membrana basal, caracterizando-o como 
pseudoestratificado. As células epiteliais são alongadas, com 
núcleos ovalados geralmente posicionados próximo à base das 
células. A superfície apical, voltada para o lúmen, é recoberta 
por cílios, que são estruturas finas e móveis, responsáveis por 
movimentar muco e partículas na superfície do epitélio. 
____________________________________________________________________________ 
Figura 6- Corte do Tecido Tireóide -HE 
 
 
Legenda: Tecido epitelial glandular, composto por folículos 
tireoidianos, estruturas esféricas revestidas por células 
epiteliais cúbicas simples, responsáveis pela produção dos 
hormônios tireoidianos (T3 e T4).O interior dos folículos 
contém uma substância coloidal rosa, onde os hormônios são 
armazenados. Entre os folículos, há tecido conjuntivo de 
 
suporte e células parafoliculares (células C), que produzem o hormônio calcitonina. 
____________________________________________________________________________ 
Figura 7 - Corte do Tecido Hipófise - HE 
 
 
Legenda: Tecido epitelial glandular endócrino. A hipófise tem 
duas partes: a adenohipófise (lobo anterior) e a neurohipófise (lobo 
posterior). Na adenohipófise, células epiteliais glandulares 
produzem hormônios como GH, PRL, ACTH, TSH, LH e FSH. 
Na neurohipófise, axônios de neurônios do hipotálamo libera 
ocitocina e ADH. A hematoxilina tinge os núcleos de azul ou roxo 
e a eosina tinge o citoplasma de rosa, facilitando a visualização 
das estruturas celulares. 
__________________________________________________________________________ 
Figura 8 - Corte do Tecido Sublingual -HE 
 
 
 
Legenda: Tecido epitelial glandular exócrino, é composto por 
ácinos mucosos e seromucosos, responsáveis pela secreção de 
saliva. As células dos ácinos mucosos são grandes e possuem 
citoplasma claro, enquanto os núcleos são achatados e localizados 
na periferia. As células serosas, quando presentes, formam 
semiluas ao redor dos ácinos mucosos. 
____________________________________________________________________________ 
Figura 9 - Corte do Tecido Pâncreas -HE 
 
 
Legenda: Tecido epitelial glandular com funções endócrinas e 
exócrinas. A parte exócrina é composta por ácinos que secretam 
enzimas digestivas, com células acinares que possuem citoplasma 
basofílico e núcleos arredondados e basais. A parte endócrina é 
representada pelas ilhotas de Langerhans, que aparecem como 
agregados celulares claros dispersos entre os ácinos. Essas ilhotas 
 
contêm células que produzem hormônios como insulina e glucagon. A hematoxilina tinge os núcleos 
de azul/roxo e a eosina tinge o citoplasma de rosa, facilitando a distinção entre as regiões exócrina e 
endócrina. 
__________________________________________________________________________ 
Figura 10 - Corte do Tecido Parótida -HE 
 
 
Legenda: Tecido epitelial glandular exócrino, encontrado na 
glândula parótida. As glândulas parótidas são as maiores glândulas 
salivares do corpo humano e são responsáveis pela produção de 
saliva. O tipo de tecido glandular encontrado na parótida é 
conhecido como tecido glandular seroso, que produz uma saliva 
mais aquosa e rica em enzimas. 
 
 
 
 
__________________________________________________________________________ 
Figura 11 - Tecido multilocular do fígado -HE 
 
 
 
 
 
Legenda: Na lâmina, observam-se inúmeras gotículas de gordura, 
características do tecido adiposo multilocular. Também é possível 
identificar o tecido adiposo unilocular. Ambos são visualizados 
com um aumento de 40x e coloração hematoxilina-eosina. 
 
 
 
 
__________________________________________________________________________ 
Figura 12 - Corte do tecido do intestino grosso - HE 
 
 
 Legenda: Neste tecido, as células são alongadas e têm uma forma 
de coluna. Esse tipo de tecido é comum em áreas onde ocorre 
absorção ou secreção, como no revestimento do trato 
gastrointestinal, onde as células colunares podem produzir muco 
para proteção e lubrificação. 
 
__________________________________________________________________________________ 
Figura 13 - Corte do tecido do ovário - HE 
 
 
Legenda: Tecido epitelial de revestimento simples cúbico. O tipo de 
tecido pode ser encontrado em ductos excretores, glândulas, folículos 
tireoidianos e no ovário impúbere como representado na figura 13. É 
observado a presença de cílios e da camada única de células. 
 
 
 
 
 
 
__________________________________________________________________________________ 
 
 
TECIDO CONJUNTIVO 
 
Em outras palavras, o tecido conjuntivo é composto por células, fibras e uma substância 
fundamental. Ao contrário de outros tecidos como epitelial, muscular e nervoso, onde as células são 
predominantes, no tecido conjuntivo, a matriz extracelular é o componente principal. Essa matriz é 
uma massa amorfa, com aspecto gelatinoso e transparente, e contém fibras elásticas, reticulares e 
colágenas. Além disso, o tecido conjuntivo possui vasos sanguíneos, nervos e células dispersas. A 
substância fundamental é viscosa e altamente hidrofílica, composta principalmente por 
macromoléculas aniônicas, que interagem com receptores na superfície celular, atuando como 
lubrificante e barreira contra microorganismos invasores. 
 
As células do tecido conjuntivo incluem fibroblastos, fibrócitos, plasmócitos, mastócitos, 
macrófagos, leucocitos e células adiposas. Os fibroblastos são responsáveis pela produção do tecido 
conjuntivo, enquanto os fibrócitos são células maduras. Os macrófagos são células de defesa que 
realizam fagocitose, os plasmócitos produzem anticorpos e os leucócitos são células do sistema 
imunológico. As células adiposas armazenam energia na forma de triglicerídeos. 
 
As fibras do tecido conjuntivo são formadas por proteínas polimerizadas, sendo as principais 
as colágenas, reticulares e elásticas. O tecido conjuntivo pode ser classificado em frouxo e denso, com 
diferentes características estruturais e funções. O tecido conjuntivo frouxo oferece suporte a estruturas 
sujeitas a pressão e atrito mínimos, enquanto o tecido conjuntivo denso é adaptado para resistência e 
proteção, com uma predominância de fibras colágenas. 
 
__________________________________________________________________________________ 
Figura 14 - Tecido conjuntivo propriamente dito denso não modelado - HE 
 
 
 
 
Legenda: Na lâmina do lábio observada, é visto a presença das 
fibras colágenas dispostas sem uma orientação definida, por isso 
este tipo de tecido é denominado não modelado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
__________________________________________________________________________________ 
Figura 15 - Tecido conjuntivo propriamente dito frouxo - HE 
 
 
Legenda: No tecido conjuntivo frouxo da pele grossa é possível 
observar a abundante presença de fibrócitos, macrófagos e matriz 
extracelular, além de um pouco de tecido epitelial na parte superior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
__________________________________________________________________________________ 
Figura 16 - Tecido conjuntivo propriamente dito denso modelado - HE 
 
 
 
 
Legenda: Tecido conjuntivo propriamente dito denso modelado, 
encontrado no disco intervertebral. Na lâmina é notório a presença 
das fibras colágenas dispostas de maneira organizada, de uma 
camada de cartilagem e dos fibroblastos envoltos por matriz 
extracelular 
 
 
 
TECIDO ADIPOSO 
 O tecido adiposo é uma forma especializada de tecido conjuntivo, predominantemente 
composto por células adiposas, também conhecidas como adipócitos, distribuídas ao longo do tecido 
conjuntivo frouxo. Ele serve como o principal depósito de energia do corpo, armazenando excesso de 
energia na forma de triglicerídeos, que são gotículas de lipídios. 
Os triglicerídeos são altamente concentrados em energia metabólica, apresentando uma 
densidade energética aproximadamente duas vezes maior do que carboidratos e proteínas. Em 
situações adversas, como a falta de alimentação, os triglicerídeos são uma fonte essencial de água e 
energia. 
Além de armazenar energia, as células adiposas desempenham funções regulatórias no 
metabolismo energético, liberando substâncias que afetam processos metabólicos no corpo. Existem 
dois tipos principais de tecido adiposo: o unilocular, comum, e o multilocular, ou pardo. O tecido 
adiposo unilocular é encontrado em todo o corpo, podendo variar de cor dependendo da dieta e idade. 
As células adiposas uniloculares são grandes e arredondadas, e sua formação começa durante o 
desenvolvimento embrionário, a partir de células chamadas lipoblastos. 
O tecido adiposo multilocular, por outro lado,é mais restrito em distribuição e é mais comum 
em animais que hibernam. Suas células são menores e têm várias gotículas lipídicas de tamanhos 
variados. Este tecido é rico em mitocôndrias, especialmente com cristas longas, e está envolvido na 
produção de calor. Em humanos, o tecido adiposo multilocular é significativo apenas em 
recém-nascidos, onde ajuda na termorregulação. A formação deste tecido difere do unilocular, 
começando com células mesenquimais que se tornam epitelióides antes de acumularem gordura. Após 
o nascimento, não há formação adicional de tecido adiposo multilocular, nem transformação de um 
tipo de tecido adiposo em outro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
___________________________________________________________________________ 
Figura 16 - Tecido adiposo Multilocular e Unilocular 
 
 
 
Legenda: Na lâmina é visto as numerosas gotículas de gorduras, 
típico do tecido adiposo multilocular. Também pode ser visualizado 
tecido adiposo unilocular. observamos numerosas gotículas de gordura, 
características do tecido adiposo multilocular. Esse tipo de tecido 
adiposo é identificado pela presença de várias gotículas de lipídios de 
tamanhos variados dentro das células adiposas. Além disso, também é 
possível visualizar o tecido adiposo unilocular, que se caracteriza pela 
presença de uma única grande gotícula de gordura em cada célula 
adiposa 
 
___________________________________________________________________________ 
 
 
TECIDO CARTILAGINOSO 
 O tecido cartilaginoso é uma forma especializada de tecido conjuntivo, conhecido por 
sua consistência rígida. Sua principal função é suportar tecidos moles, revestir superfícies 
articulares, absorver impactos e facilitar o deslizamento dos ossos nas articulações. Além 
disso, desempenha um papel fundamental na formação e crescimento dos ossos longos 
durante o desenvolvimento fetal e após o nascimento. 
Assim como outros tipos de tecido conjuntivo, o tecido cartilaginoso é composto por 
células chamadas condrócitos e uma matriz extracelular. Os condrócitos residem em 
cavidades na matriz conhecidas como lacunas. Existem três principais tipos de cartilagem, 
cada um adaptado às diferentes necessidades funcionais do organismo: 
1. Cartilagem Hialina: É o tipo mais comum e possui uma matriz contendo delicadas 
fibrilas de colágeno tipo II. A cartilagem hialina é inicialmente encontrada no 
esqueleto fetal, onde serve como modelo para a formação óssea. No adulto, é 
encontrada principalmente na parede das fossas nasais, traqueia, brônquios e nas 
superfícies articulares dos ossos longos. 
 
2. Cartilagem Elástica: Semelhante à cartilagem hialina, mas com a adição de uma rede 
abundante de fibras elásticas, conferindo-lhe uma coloração amarelada. É menos 
propensa a processos degenerativos em comparação com a cartilagem hialina. 
3. Cartilagem Fibrosa: Também conhecida como fibrocartilagem, possui características 
intermediárias entre o tecido conjuntivo denso e a cartilagem hialina. É encontrada 
nos discos intervertebrais, nas inserções de alguns tendões e ligamentos nos ossos e na 
sínfise pubiana. 
Cada tipo de cartilagem tem sua distribuição e funções específicas no corpo humano, 
desempenhando um papel vital no suporte estrutural e na movimentação adequada das 
articulações. 
 
___________________________________________________________________________ 
Figura 17 - Tecido cartilaginoso do tipo fibroso - HE 
 
 
 
Legenda: A cartilagem fibrosa é encontrada nos pontos em 
que tendões e ligamentos se inserem nos ossos, na sínfise 
pubiana e no disco intervertebral, como na lâmina. Pode-se 
observar a presença de condrócitos e do anel fibroso, mas há 
ausência de pericôndrio, já que esse tipo de tecido não o possui. 
 
 
 
 
 
___________________________________________________________________________ 
Figura 18 - Tecido cartilaginoso elástico - HE 
 
 
 
 
Legenda: Na cartilagem elástica da orelha é possível observar, 
na parte inferior, a presença das células que são os condrócitos e 
da elastina, e na parte superior a presença do pericôndrio fibroso 
e dos condroblastos 
 
 
 
 
 
TECIDO ÓSSEO 
O tecido ósseo desempenha um papel fundamental no esqueleto humano, oferecendo suporte 
aos tecidos moles e protegendo órgãos vitais, como aqueles localizados nas cavidades craniana e 
torácica, além de abrigar a medula óssea, responsável pela produção de células sanguíneas. Além 
disso, atua como um sistema de alavancas para amplificar as forças musculares e converter suas 
contrações em movimentos úteis. 
Este tipo especializado de tecido conjuntivo é composto por células e uma matriz extracelular 
calcificada, conhecida como matriz óssea. As células incluem osteócitos, situados em cavidades 
dentro da matriz, osteoblastos, que sintetizam a parte orgânica da matriz, e osteoclastos, células 
multinucleadas que reabsorvem o tecido ósseo durante processos de remodelação. 
Além de sua função estrutural, os ossos atuam como reservatórios de cálcio, fosfato e outros íons, 
regulando sua concentração nos fluidos corporais. Também possuem a capacidade de absorver toxinas 
e metais pesados, minimizando seus efeitos adversos em outros tecidos. 
A superfície dos ossos é revestida por células osteogênicas e tecido conjuntivo, formando o 
endósteo (na parte interna) e o periósteo (na parte externa). O periósteo é composto principalmente 
por fibras colágenas e fibroblastos, com as fibras de Sharpey penetrando no tecido ósseo e fixando 
firmemente o periósteo. 
Existem dois tipos histológicos de tecido ósseo: o primário, inicialmente formado e 
posteriormente substituído pelo secundário, que é o tipo predominante em adultos. No tecido ósseo 
primário, as fibras colágenas estão dispostas de maneira irregular, enquanto no secundário, essas 
fibras organizam-se em lamelas, formando sistemas como os ósteons. 
A formação do tecido ósseo ocorre por ossificação intramembranosa, onde a ossificação 
ocorre dentro de membranas de tecido conjuntivo, e ossificação endocondral, que começa a partir de 
um modelo de cartilagem hialina. Ambos os processos resultam na formação de tecido ósseo primário, 
que é gradualmente substituído pelo tecido ósseo secundário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
___________________________________________________________________________ 
Figura 19 - Osso compacto não calcificado - HE 
 
 
Legenda: No corte histológico de osso compacto não calcificado, 
observa-se uma matriz óssea composta principalmente de fibras 
colágenas organizadas em lamelas concêntricas ao redor de canais 
chamados osteons ou sistemas de Havers. Esses canais contêm vasos 
sanguíneos e nervos, fornecendo nutrição e inervação ao tecido ósseo. 
Entre as lamelas, encontram-se pequenas cavidades chamadas lacunas, 
que abrigam osteócitos (células ósseas maduras). Os osteócitos estão 
conectados entre si por canalículos, finos canais que permitem a troca 
de nutrientes e resíduos. A matriz óssea, não estando calcificada, 
apresenta uma textura menos densa e mais homogênea. A coloração por Hematoxilina e Eosina (HE) 
permite visualizar claramente as estruturas celulares, onde a hematoxilina tinge os núcleos dos 
osteócitos de azul ou roxo e a eosina tinge a matriz extracelular de rosa. Este tipo de corte permite o 
estudo detalhado da organização estrutural e celular do tecido ósseo compacto. 
__________________________________________________________________________________ 
Figura 20 - Osso compacto - HE 
 
 
 
 
 
Legenda: Na lâmina, visualizada com um aumento de 100x e 
utilizando corante hematoxilina-eosina, observamos o tecido ósseo 
compacto. Podemos identificar o canal de Havers, os osteócitos 
(células ósseas), os canalículos que nutrem os osteócitos e as 
lamelas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONCLUSÃO 
Compreende-se, portanto, que a exploração detalhada da histologia de diversas estruturas 
celulares e teciduais é indispensávelpara uma compreensão completa da morfologia e função dos 
tecidos. Destaca-se, assim, a relevância fundamental da integração desse conteúdo na formação dos 
alunos de Farmácia, pois está intrinsecamente relacionada às atividades farmacêuticas, como a 
identificação de patologias por meio da análise tecidual e a avaliação da toxicidade e modo de ação 
dos medicamentos nos tecidos. As práticas laboratoriais proporcionaram a identificação precisa das 
características específicas das células e tecidos, elucidando sua função e localização anatômica. A 
conexão entre a estrutura histológica e a função fisiológica do tecido reforça a importância desse 
conhecimento para pesquisas e práticas clínicas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
PAWLINA, Wojciech; ROSS, Michael H. Ross histologia texto e atlas. 7ª ed. Rio de 
Janeiro: Guanabara Koogan, 2021, 1037 p. 
 
JUNQUEIRA, Luiz Carlos Uchoa; CARNEIRO, José; ABRAHAMSOHN, Paulo. 
Histologia básica. 12ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018, 554 p. 
 
DREYFUSS, Juliana L.; OLIVEIRA, José SR. Matriz extracelular e enzimas 
degradatórias na hematopoese e doenças onco-hematológicas. Revista Brasileira de 
Hematologia e Hemoterapia, v. 30, p. 398-405, 2008. 
 
Revista Ciência & Saúde Coletiva. ([s.d.]). Com.br. Recuperado 1o de dezembro de 
2023, de https://cienciaesaudecoletiva.com.br/ 
 
Histologia Interativa – Universidade Federal de Alfenas. ([s.d.]). Edu.br. Recuperado 02 
de junho de 2024, de https://www.unifal-mg.edu.br/histologiainterativa/ 
 
Atlas de Histologia em cores da PUCRS. ([s.d.]). Atlas de Histologia em cores da 
PUCRS. Recuperado 23 de maio de 2024, de 
https://editora.pucrs.br/edipucrs/acessolivre/livros/atlas-de-histologia/ 
 
 
 
	INTRODUÇÃO 
	OBJETIVOS 
	METODOLOGIA 
	RESULTADOS E DISCUSSÃO 
	TECIDO EPITELIAL 
	Figura 1 - Corte do Tecido Intestino duodeno - HE 
	Figura 2 - Corte do Tecido Bexiga vazia relaxada - HE 
	Figura 3 - Corte do Tecido Pele grossa - HE ​ 
	Figura 4 - Corte do Tecido Esôfago -HE 
	Figura 5 - Corte do Tecido Traquéia - HE 
	Figura 6- Corte do Tecido Tireóide -HE 
	Figura 7 - Corte do Tecido Hipófise - HE 
	Figura 8 - Corte do Tecido Sublingual -HE 
	Figura 9 - Corte do Tecido Pâncreas -HE 
	Figura 10 - Corte do Tecido Parótida -HE 
	Figura 11 - Tecido multilocular do fígado -HE 
	Figura 12 - Corte do tecido do intestino grosso - HE 
	Figura 13 - Corte do tecido do ovário - HE 
	TECIDO CONJUNTIVO 
	Figura 14 - Tecido conjuntivo propriamente dito denso não modelado - HE 
	Figura 15 - Tecido conjuntivo propriamente dito frouxo - HE 
	Figura 16 - Tecido conjuntivo propriamente dito denso modelado - HE 
	TECIDO ADIPOSO 
	Figura 16 - Tecido adiposo Multilocular e Unilocular 
	TECIDO CARTILAGINOSO 
	Figura 17 - Tecido cartilaginoso do tipo fibroso - HE 
	Figura 18 - Tecido cartilaginoso elástico - HE 
	TECIDO ÓSSEO 
	Figura 19 - Osso compacto não calcificado - HE 
	Figura 20 - Osso compacto - HE 
	CONCLUSÃO 
	REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Mais conteúdos dessa disciplina