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4ºAula
Teoria do funcionamento do 
mercado
Objetivos de aprendizagem
Ao término desta aula, vocês serão capazes de: 
• entender a teoria elementar da demanda e da oferta;
• aprender as curvas de demanda e de oferta;
• conhecer os fatores que influenciam a quantidade demandada e a quantidade ofertada; 
• compreender o conceito de elasticidade da demanda e da oferta;
• analisar o equilíbrio do mercado.
Caros(as) alunos(as),
Nesta aula, iremos estudar o funcionamento do mercado, as 
teorias da demanda e da oferta, além do equilíbrio do mercado. 
Então, vamos ao trabalho!
Bons estudos!
79
30Economia
Seções de estudo
1 - Introdução à Teoria da Demanda
1 – Introdução à Teoria da Demanda
2 – Introdução à Teoria da Oferta
3 – Equilíbrio do Mercado
A Teoria da Demanda deriva da Teoria do Consumidor, 
já que são os consumidores os responsáveis pela demanda.
Demanda por um bem ou serviço é a quantidade deste 
bem ou serviço que um consumidor deseja adquirir em 
determinado período (PINHO & VASCONCELLOS, 2004, 
p.109). Assim, a demanda por um produto ou serviço é o 
desejo de consumi-lo, de comprá-lo, adquiri-lo. 
Fala-se em desejo de consumir, pois existem alguns 
fatores que influenciam a decisão ou escolha definitiva de 
consumo de um consumidor. 
Assim, a demanda de determinado bem ou serviço é 
determinada pela quantidade deste bem ou serviço que o 
consumidor está disposto e apto a adquirir, em função do 
preço do bem ou serviço, dos preços de outros bens ou 
serviços, de sua renda e de suas preferências (PINHO & 
VASCONCELLOS, 2004, p.110).
Dito isto, um dos objetivos desta aula é analisar a 
demanda do consumidor por bens e serviços e, investigar a 
maneira que a demanda do consumidor reage em relação ao 
preço dos bens e serviços e a outros fatores.
TEORIA DA DEMANDA
1.1 - Relação entre Quantidade 
Demandada de um bem e Preço desse 
bem
Um dos fatores que influenciam a quantidade demandada 
de um bem é o seu preço. Tudo o mais permanecendo constante, 
um aumento do preço de determinado bem, certamente irá 
provocar uma redução na quantidade demandada desse bem. 
De modo contrário, uma redução do preço de certo bem, 
causará um aumento da sua quantidade demandada.
Dizemos, então, que preço e quantidade demandada 
possuem uma relação inversa. 
O entendimento dessa relação é fácil, pois como 
consumidores, vivemos o dilema dos preços e consumo 
diariamente.
Essa hipótese já foi comprovada muitas vezes por vários 
produtos, mas possui uma limitação. Para que essa hipótese 
seja mesmo verdadeira, devemos considerar que tudo o mais 
permanece constante, hipótese denominada pelos economistas 
de coeteris paribus (PINHO & VASCONCELLOS, 2004, 
p.110). 
Considerar tudo mais constante na economia e na vida 
do consumidor, quer dizer que devemos olhar apenas para 
preços e quantidades demandadas e esquecer qualquer outra 
coisa como, por exemplo, o gosto dos consumidores, a época 
do ano, o preço de outros bens, a renda do consumidor etc.
1.2 - A Curva de Demanda
A curva de demanda mostra o que acabamos de estudar, a 
relação entre o preço de uma mercadoria e a quantidade dessa 
mercadoria que o consumidor está disposto a consumir em 
determinado período de tempo, tudo o mais permanecendo 
constante.
Observem o quadro 01. Nesse quadro existem algumas 
combinações de preços e quantidades demandadas por 
determinado bem (chamado bem X).
Quadro 01: Combinações de Preço (do bem X) e 
Quantidade Demandada (do bem X)
Preço ($) Quantidade Demandada (unidades)
2,00
2, 0
3,00
3, 0
,00
, 0
,00
, 0
6,00
18000
16000
1 000
12000
10000
8000
6000
000
2000
Fonte: Gabrielle Pagliusi Paes de Lima (2011).
Analisando o quadro acima, é possível perceber que há 
uma queda na quantidade demandada do bem X, conforme 
aumenta o seu preço. Portanto, comprovamos a relação inversa 
entre preço de um bem e quantidade demandada desse bem. 
Para entender melhor ainda essa relação, vamos derivar a curva 
de demanda. Observem a figura abaixo.
Figura 01: Curva de Demanda
Fonte: Gabrielle Pagliusi Paes de Lima (2011).
Percebam que a curva de demanda possui inclinação 
negativa. Isso ocorre devido à relação inversa ou negativa entre 
preço e quantidade demandada. Em outras palavras, a curva de 
demanda é negativamente inclinada, pois o aumento do preço 
do bem X causa uma redução da quantidade demandada desse 
bem.
Observem a figura 01 e vejam que se houver variações 
no preço do bem X, a quantidade de demanda desse bem 
varia. Pode-se dizer que variações no preço do bem X causam 
mudanças na quantidade demandada ao longo da curva de 
demanda.
80
31
1.3 - Fatores que Influenciam a 
Quantidade Demandada
A quantidade consumida ou demandada de determinado 
bem depende, principalmente, do preço desse bem, mas pode-
se afirmar que a quantidade consumida de um bem depende 
também de fatores secundários, como o preço de outras 
mercadorias, a renda dos consumidores e os hábitos e gostos 
dos consumidores.
Ao se construir a curva de demanda de determinado 
produto, como fizemos na seção 01, utiliza-se a hipótese de 
que todos os demais fatores que influenciam a quantidade 
ofertada e demandada são mantidos inalterados e apenas o 
preço do produto pode variar. 
Dessa forma, supõem-se constantes os preços dos demais 
produtos, a renda dos consumidores, seus hábitos, gostos e 
examina-se a quantidade consumida de um produto em relação 
ao seu preço.
Porém, quando ocorre uma variação de algum outro 
fator que tenha influência sobre a quantidade demandada, ou 
seja, quando ocorre alguma variação na renda, nos hábitos 
do consumidor ou nos preços de outros bens, ocorrerá um 
deslocamento da curva de demanda para a direita ou para a 
esquerda, ou seja, a curva de demanda muda de posição.
Se a variação nos fatores secundários causar um aumento 
da demanda, a curva de demanda irá se deslocar para a direita. 
Se causar uma queda na demanda, a curva se desloca para a 
esquerda. Vamos analisar os efeitos que a variação de algum 
desses fatores exercem na curva de demanda!
 
1.3.1 - Renda do Consumidor
Geralmente, um aumento na renda dos consumidores 
de determinado produto causará um aumento na quantidade 
demandada do produto, desde que seu preço seja mantido 
constante (VARIAN, 2003, p. 103). Quando isso acontece, 
diz-se que o produto é um bem normal. A maioria dos bens 
consumidos é bem normal.
Bens normais são aqueles cuja quantidade 
demandada aumenta quando a renda do consumidor 
aumenta. Ou, o contrário, são aqueles cuja quantidade 
demandada diminui quando a renda do consumidor 
também diminui.
Portanto, um aumento na renda dos consumidores leva ao 
aumento da demanda de bens normais, mantendo constantes 
os preços. E uma redução na renda dos consumidores leva a 
uma redução na demanda de bens normais. Quando tratamos 
de bens normais, a quantidade demandada varia do mesmo 
modo (ou no mesmo sentido) que a renda (VARIAN, 2003, 
p.104).
Pode acontecer que o aumento da renda do consumidor 
de uma mercadoria provoque a queda em sua demanda. Isso 
ocorre quando a mercadoria é um bem inferior ou de qualidade 
inferior que, graças ao aumento da sua renda, o consumidor 
poderá substituí-lo por algo melhor.
Bens inferiores são aqueles cuja quantidade 
demandada diminui quando a renda do consumidor 
aumenta. Ou, o contrário, são aqueles cuja quantidade 
demandada aumenta quando a renda do consumidor 
diminui.
Portanto, um aumento na renda dos consumidores leva a 
redução da demanda de bens inferiores, mantendo constantes 
os preços. E uma redução na renda dos consumidores leva 
a um aumento na demanda de bens inferiores. Quando 
tratamos de bens inferiores, a quantidade demandada varia no 
sentido contrário à renda.
O exemplo clássico de um bem inferior é a carne de 
segunda. Quando um consumidor tem baixo nível de renda, 
ele acaba consumindo a carne de segunda (bem 01), porque a 
carne de primeira (bem 02) não lhe é acessível.
Mas, à medida que sua renda vai aumentando, tudo 
o mais mantido constante,ele vai substituindo a carne de 
segunda que consumia pela carne de primeira, de modo que o 
consumo de carne de segunda cai. 
Nesse caso, um aumento na renda dos consumidores de 
um bem inferior, leva a queda da demanda de bens inferiores, 
mantendo os preços constantes.
1.3.2 - Preço dos bens substitutos
Existem bens considerados substitutos entre si. Bens 
substitutos são aqueles que podem ser substituídos ou trocados 
um pelo outro, por exemplo, o cobre e o alumínio (um desses 
bens pode substituir o outro em uso industrial), a Coca Cola e 
o Guaraná, a manteiga e a margarina, entre outros.
Para entender o efeito de uma variação no preço de um 
dos bens substitutos na quantidade demandada de outro 
bem, suponha que ocorra um aumento no preço do Guaraná. 
Porém, a Coca Cola permanece com o preço inalterado. 
A quantidade demandada de Guaraná irá cair e, como o 
Guaraná pode ser substituído pela Coca Cola, cujo preço se 
manteve inalterado, a quantidade demandada de Coca Cola 
irá aumentar.
1.3.3 - Preço dos bens complementares
Existem, também, alguns bens que são chamados 
complementares. Bens complementares são aqueles que 
tendem a ser utilizados juntos, por exemplo, automóveis e 
gasolina. 
O exemplo clássico de bens complementares, 
constantemente citado nos manuais de Microeconomia, é o 
pé esquerdo e o pé direito de um sapato (VARIAN, 2003, 
p.114). Claro, o consumidor sempre irá comprar os dois pés 
do sapato.
Para entender o efeito de uma variação no preço de 
um dos bens complementares na quantidade demanda do 
outro bem, suponha que ocorra um aumento no preço de 
automóveis, mantendo constante o preço da gasolina. 
O que poderá ocorrer? A quantidade demandada por 
automóveis irá diminuir e, consequentemente, a demanda por 
gasolina, cujo preço se manteve inalterado, também diminuirá.
1.4 - Elasticidade da Demanda
Já sabemos que a quantidade demandada de um bem é 
influenciada pelo preço desse bem, pela renda do consumidor 
81
32Economia
e também pelo preço de outros bens.
Variações no preço do bem, na renda do consumidor 
e no preço de outros bens causam variações na quantidade 
demandada desse bem. Podemos dizer, então, que a demanda 
desse bem é sensível à variações desses fatores.
“Esta sensibilidade, em Microeconomia, pode ser medida 
usando o conceito de elasticidade” (VASCONCELLOS, 
2008, p.58). Assim, por exemplo, a sensibilidade da demanda 
de um determinado bem em relação à variações no preço 
desse bem é o mesmo que a elasticidade da demanda desse 
bem em relação à variações no seu preço.
Estudaremos três tipos de elasticidade da demanda: 
a elasticidade-preço da demanda, elasticidade-renda da 
demanda e a elasticidade cruzada da demanda.
Elasticidade é uma medida de sensibilidade ou uma 
resposta da demanda em relação à variações em algum 
fator que afeta a quantidade demandada. 
1.4.1 - Elasticidade-preço da demanda
Já sabemos que a quantidade demandada de um bem 
é influenciada pelo preço desse bem. Mais especificamente, 
podemos dizer que a quantidade demandada de um bem cai 
quando o preço desse bem aumenta. Dizendo de outra forma, 
a quantidade demandada é sensível à variações no preço.
A elasticidade da demanda de um bem em relação ao 
preço do bem mede quanto à demanda deste bem varia 
quando ocorre uma variação no seu preço; a elasticidade – 
preço da demanda é sempre negativa sinalizando a relação 
inversa entre preço e quantidade demandada.
Porém, cada produto tem uma sensibilidade diferente em 
relação ao preço. Para certos produtos, uma pequena alteração 
no preço pode provocar grandes alterações na quantidade 
demandada. Estes são tidos como muito sensíveis ao preço. 
Para outros, mesmo grandes alterações nos preços não 
causam grandes alterações na demanda. São os considerados 
pouco sensíveis ao preço. Por último, existem casos em que 
as quantidades demandadas variam exatamente na mesma 
proporção da variação dos preços (VASCONCELLOS, 2008, 
p. 58).
Aqui, elasticidade e sensibilidade são termos equivalentes. 
Os diferentes graus de sensibilidade da demanda em relação 
ao preço podem ser medidos pelo conceito de elasticidade-
preço da demanda. Elasticidade-preço da demanda é a 
relação existente entre as mudanças relativas ou percentuais 
observadas nas quantidades demandadas, decorrentes de 
mudanças relativas ou percentuais nos preços.
Suponhamos que o preço de determinado produto 
sofra uma redução de 30% e as quantidades demandadas 
desse produto sofram um aumento de 30%. Nesse caso, 
dizemos que a demanda é unitária em relação ao preço, o que 
significa que uma redução nos preços provoca um aumento 
na quantidade demandada na mesma proporção. 
Supondo, agora, que haja um aumento de 30% nos 
preços de algum bem e esse aumento provoque uma redução 
de apenas 15% na quantidade demandada desse bem. 
Dizemos que a demanda é inelástica em relação ao preço, ou 
seja, um aumento nos preços provoca uma redução menos 
que proporcional na quantidade demandada ou, quando 
a quantidade demanda desse produto é pouco sensível a 
variações no preço (o preço do bem aumentou e a quantidade 
demandada deste bem diminuiu, porém, a diminuição foi 
pequena).
O exemplo clássico de demanda inelástica em relação ao 
preço é a demanda por alimentos em geral. Para esses produtos, 
mesmo um grande aumento nos preços irá refletir em pouca 
redução da quantidade demandada, pois esses bens são 
considerados essenciais. Os consumidores têm que continuar 
consumindo-os mesmo com o preço mais elevado. 
Isso não quer dizer que todos os consumidores irão 
continuar demandando a mesma quantidade de antes do 
aumento de preços; haverá uma redução da quantidade 
demandada. Porém, essa redução é pequena se comparada ao 
aumento do preço. 
Por último, se um aumento de 30% no preço de um bem 
causar uma redução de 45% na demanda desse bem. Nesse caso, 
a demanda é elástica em relação ao preço, pois um aumento 
dos preços causou uma redução mais que proporcional na 
demanda ou a quantidade demandada é bastante sensível à 
variações no preço.
Quatro fatores são os principais determinantes da 
elasticidade-preço da demanda:
• Essencialidade do produto: produtos essenciais têm 
baixas elasticidades-preço da demanda e a demanda é inelástica 
ao preço (PINHO & VASCONCELLOS, 2004, p.126). Por 
exemplo: o gás de cozinha, mesmo que o preço aumente os 
consumidores não podem ficar sem consumi-lo.
• Hábitos: produtos para os quais os hábitos se tornaram 
praticamente um vício possuem baixa elasticidade-preço da 
demanda e a demanda inelástica. Exemplo: cigarro.
• Substitutibilidade: quanto maior a quantidade de 
produtos que podem ser substituídos entre si, sua elasticidade-
preço da demanda será alta (PINHO & VASCONCELLOS, 
2004, p.126). Por exemplo: a manteiga tem vários substitutos 
quase que perfeitos, como margarina, requeijão, queijo, 
maionese. Se houver um aumento no preço da manteiga, 
o consumidor poderá substituí-la por esses outros bens, 
diminuindo a quantidade demandada de manteiga. O contrário 
também acontece. Quanto menor a quantidade de substitutos 
para um bem, menor o grau de elasticidade; (o sal de cozinha, 
por exemplo).
• Importância no orçamento: se um bem for de baixa 
importância no orçamento (sua demanda não afeta tanto o 
orçamento, caso o preço aumente), sua elasticidade-preço 
da demanda será baixa e a demanda inelástica em relação ao 
preço. Se este for de grande importância, sua elasticidade será 
alta (PINHO & VASCONCELLOS, 2004, p.126). Exemplos: 
a demanda por sal de cozinha possui baixa elasticidade e a de 
carros alta elasticidade.
1.4.2 - Elasticidade-renda da demanda
A quantidade demandada de um bem também é 
influenciada pela renda do consumidor, então, podemos dizer 
que a demanda é sensível à renda. Novamente, voltamos a 
relacionar sensibilidade com elasticidade. Assim, a elasticidade-
renda da demanda mede o que ocorre com a demanda de 
determinado bem quando a renda do consumidor varia 
(VARIAN, 2003, p.296). 
82
33Se este bem for um bem normal, essa variação será 
positiva, pois um aumento (redução) na renda do consumidor 
causa um aumento (redução) na quantidade demandada deste 
bem normal. Normalmente, os produtos têm elasticidade-
renda positiva, pois um aumento da renda geralmente irá causar 
um aumento na demanda pela maioria dos produtos.
Porém, se estivermos considerando um bem inferior, essa 
variação será negativa, pois um aumento (redução) na renda 
do consumidor causa uma redução (aumento) na quantidade 
demandada do bem inferior. Um exemplo clássico desta 
situação é a demanda por carne de segunda; quando a renda 
de um indivíduo aumenta, a demanda por carne de segunda 
diminui.
A elasticidade da demanda de bens normais é 
positiva, enquanto a elasticidade da demanda de bens 
inferiores é negativa.
1.4.3 - Elasticidade cruzada da demanda
O conceito de elasticidade-cruzada da demanda por 
um bem advém da existência de bens substitutos e bens 
complementares a ele. Ela mede quanto a procura por um bem 
varia quando há uma variação no preço do bem substituto ou 
complementar a ele. 
No caso dos bens substitutos, Coca Cola e Guaraná, 
sabemos que, um aumento no preço do Guaraná provocará 
uma queda na quantidade demandada de Guaraná, e ainda, 
como o Guaraná pode ser substituído pela Coca Cola cujo 
preço se manteve inalterado, a quantidade demandada de 
Coca Cola irá aumentar (VASCONCELLOS, 2002, p.56). Por 
isso, a elasticidade cruzada da demanda de bens substitutos é 
positiva. A demanda pelo bem aumenta quando o preço do 
bem substituto a ele aumentar.
Tomemos agora, como exemplo, os bens substitutos: 
carne de frango e carne bovina. Uma queda no preço da carne 
bovina causará um aumento na quantidade demandada deste 
bem. Mantendo o preço da carne de frango inalterado, poderá 
ocorrer uma queda na demanda da carne de frango.
Novamente, neste caso, a elasticidade cruzada da demanda 
de bens substitutos também será positiva, pois a demanda pelo 
bem diminui quando o preço do seu substituto diminui.
Se considerar dois bens complementares, automóveis 
e gasolina, um aumento no preço da gasolina provocará 
uma queda na demanda de gasolina. Mantendo o preço dos 
automóveis inalterado, haverá uma redução na demanda de 
automóveis (VASCONCELLOS, 2002, p. 56). 
Assim, a elasticidade cruzada da demanda de bens 
complementares é negativa, pois a quantidade demandada 
do bem reduziu quando o preço do bem complementar a ele 
aumentou. Esse efeito inverso explica porque a elasticidade 
cruzada da demanda de bens complementares é negativa.
A elasticidade cruzada da demanda de bens 
substitutos é positiva, enquanto a elasticidade cruzada da 
demanda de bens complementares é negativa.
2 - Introdução à Teoria da Oferta
A Teoria da Firma tem muita ligação com a análise da 
oferta. Isso ocorre porque a Teoria da Oferta deriva da Teoria 
da Firma, já que são as firmas, empresas ou produtores os 
responsáveis pela oferta.
Partiremos, agora, para a análise da oferta. A oferta de 
determinado produto é determinada pelas várias quantidades 
deste produto que os produtores, empresas ou firmas estão 
dispostos e aptos a oferecer no mercado, em função dos níveis 
de preços deste bem, em certo período de tempo (PINHO & 
VASCONCELLOS, 2004, p. 115). 
TEORIA DA OFERTA
2.1 - Relação entre Quantidade 
Ofertada de um bem e Preço deste 
bem
O preço de certo bem também é um dos fatores que 
influenciam a oferta deste bem. O comportamento dos 
produtores é de aumentar as quantidades ofertadas dos 
bens que produzam, caso os preços destes bens aumentem, 
reduzindo-as quando houver reduções nos preços 
(VASCONCELLOS, 2008, p. 51). 
Dizemos, então, que preço e quantidade ofertada 
possuem uma relação direta.
Da mesma forma como fizemos para o caso da demanda, 
aqui, deve-se considerar que tudo o mais permanece constante, 
devemos olhar apenas para preços e quantidades ofertadas, 
esquecendo qualquer outra coisa.
2.2 - A Curva de Oferta
A curva de oferta indica que as firmas, empresas e 
produtores estão dispostos a vender de seu produto no 
mercado com relação aos preços do produto no mercado em 
determinado período de tempo, tudo o mais permanecendo 
constante (PINDYCK & RUBINFELD, 2002, p. 20).
Observem o quadro 02. Neste quadro existem 
algumas combinações de preços e quantidades ofertadas de 
determinado bem (chamado bem X).
Quadro 02: Combinações de Preço (do bem X) e 
Quantidade Ofertada (do bem X)
Preço do bem X ($) Quantidade Ofertada do bem X (unidades)
2,00
2, 0
3,00
3, 0
,00
, 0
,00
, 0
6,00
6000
7000
8000
000
10000
11000
12000
13000
1 000
Fonte: Gabrielle Pagliusi Paes de Lima (2011).
83
34Economia
Analisando o quadro acima é possível perceber que há 
um aumento na quantidade ofertada do bem X conforme seu 
preço aumenta. Portanto, comprovamos a relação direta entre 
preço de um bem e quantidade ofertada dele.
A figura 02 mostra a curva de oferta construída com base 
nos dados do quadro 02. No eixo vertical são mostrados os 
níveis de preço do bem X e no eixo horizontal as quantidades 
ofertadas do bem.
Figura 02: Curva de Oferta
Fonte: Gabrielle Pagliusi Paes de Lima (2011).
Perceba que a curva de oferta possui inclinação positiva. 
Isto ocorre porque, quanto maior o nível de preços do 
produto no mercado, maior será a quantidade do produto que 
as firmas, empresas e produtores estão dispostos a vender no 
mercado (PINDYCK & RUBINFELD, 2002, p. 20).
Podemos, então, afirmar que a curva de oferta possui 
inclinação positiva, ou para cima, isto ocorre devido a relação 
direta entre preço e quantidade ofertada. Em outras palavras, 
a curva de oferta é positivamente inclinada, porque quanto 
maior o preço do produto no mercado mais os produtores 
ficarão estimulados a produzir e vendê-los.
Podemos, então, concluir que a curva de oferta mostra 
a quantidade de produto que os produtores estão dispostos 
a colocar no mercado (ou vender) em relação ao preço que 
podem receber. 
2.3 - Fatores que Influenciam a 
Quantidade Ofertada
A quantidade ofertada ou a quantidade de um produto 
que os produtores desejam vender depende não somente do 
preço desse produto, mas também dos custos de produzi-lo, 
ou seja, do preço dos fatores produtivos (como mão de obra, 
preços das matérias-primas), preços de bens correlacionados 
na produção, condições climáticas e tecnologia.
Ao se construir a curva de oferta de determinado 
produto, como fizemos acima, utiliza-se a hipótese de 
que todos os demais fatores que influenciam a quantidade 
ofertada e demandada são mantidos inalterados, apenas o 
preço do produto pode variar.
Dessa forma, supõem-se constantes os custos de 
produção, o preço dos fatores de produção, o preço dos bens 
correlacionados na produção, as condições climáticas e o 
nível tecnológico e examina-se a quantidade ofertada de um 
produto em relação ao seu preço.
Observem a figura 02 e vejam que se houver variações 
no preço do bem X, a quantidade ofertada desse bem varia. 
Pode-se dizer que variações no preço do bem X causam 
mudanças na quantidade ofertada ao longo da curva de oferta.
Caso ocorra uma variação de algum outro fator que tenha 
influência sobre a quantidade ofertada, por exemplo, quando 
acontece alguma variação nos salários pagos aos trabalhadores 
que participam do processo produtivo ou no preço da(s) 
matéria(s)-prima(s) utilizadas, haverá um deslocamento da 
curva de oferta para a direita ou para a esquerda (a curva de 
oferta mudará de posição).
Se a variação nesses fatores levar a um aumento da oferta, a 
curva da oferta se deslocará para a direita. Se causar uma queda 
na oferta, a curva irá para a esquerda. Esses fenômenos ficarão 
mais claros com a leitura e compreensão dos itens abaixo.
2.3.1 - Variação no preço dos fatores 
de produção
Já estudamos a definição e vimos exemplos de fatores de 
produção. Para esse item, vamos tratar do fator de produção 
mão de obra. A mão de obra tem papel importante durante 
o processo de produção de diversos bens; portanto,é um 
importante fator de produção e é remunerada por meio dos 
salários.
Suponhamos que ocorra uma redução dos salários, 
mantendo o preço dos produtos inalterado. Esta redução 
contribuirá para que os custos de produção de determinado 
produto sejam menores e torna a produção mais atraente 
tanto para novas empresas entrarem no mercado como para 
as empresas já existentes, pois a chance de lucro do dono 
da empresa (ou produtor) torna-se maior (PYNCICK & 
RUBINFELD, 2002, p. 22).
Consequentemente, a quantidade ofertada desse produto 
deve aumentar. Isso fará com que a curva de oferta se desloque 
para a direita, provocando aumento na quantidade de produto 
disponível no mercado, mantidos constantes os preços dos 
produtos.
2.3.2 - Outros fatores
Além de alteração no preço dos fatores de produção, 
existem mais fatores que deslocam a curva de oferta para 
a direita ou para a esquerda, dentre os quais podemos 
citar o aperfeiçoamento das técnicas de produção com o 
desenvolvimento e a incorporação de uma nova tecnologia, 
o que normalmente irá causar um acréscimo na oferta 
(mantendo-se o nível de preços constante), e o deslocamento 
da curva de oferta para a direita. 
Caso ocorra o contrário e as técnicas de produção se 
tornem obsoletas, a oferta cairá e a curva de oferta se deslocará 
para a esquerda.
2.4 - Elasticidade-preço da Oferta
Vimos que a quantidade ofertada de um bem é 
influenciada pelo preço desse bem, além disso, podemos dizer 
que a quantidade ofertada de um bem aumenta quando o preço 
desse bem aumenta. Assim como, a quantidade demandada e a 
quantidade ofertada também são sensíveis ao preço.
Não podemos apenas supor que as quantidades ofertadas 
de todos os produtos possuem a mesma sensibilidade 
84
35
em relação ao preço. A oferta de cada produto tem uma 
sensibilidade diferente em relação ao preço. 
Para certos produtos, uma pequena alteração no preço 
pode provocar grandes alterações na quantidade ofertada; são 
aqueles cuja oferta é muito sensível ao preço (oferta elástica). 
Para outros, mesmo grandes alterações nos preços não 
causam grandes alterações na quantidade ofertada; são os que 
possuem a oferta pouco sensível ao preço (oferta inelástica). 
O último caso é daqueles produtos cuja quantidade ofertada 
varia exatamente na mesma proporção da variação dos preços 
(elasticidade unitária).
Considerando que os termos sensibilidade e elasticidade 
são equivalentes, então, os diferentes graus de sensibilidade da 
oferta em relação ao preço podem ser medidos, agora, pelo 
conceito de elasticidade-preço da oferta.
Elasticidade-preço da oferta é a relação existente entre as 
mudanças relativas ou percentuais observadas nas quantidades 
ofertadas, decorrentes de mudanças relativas ou percentuais 
nos preços.
A elasticidade – preço da oferta é a variação que ocorre na 
quantidade ofertada de um bem quando ocorre uma variação 
do preço do bem; a elasticidade da oferta é sempre positiva, 
pois mostra a relação positiva entre preço e quantidade ofertada 
(PYNDICK & RUBINFELD, 2002, p. 34).
Analisaremos o mesmo exemplo para o caso da demanda, 
mas agora para verificarmos as diferentes elasticidades-preço 
da oferta. 
Suponhamos que o preço de determinado produto sofra 
um aumento de 30% e os produtores resolvam aumentar as 
quantidades ofertadas desse produto em 30%. Neste caso, a 
oferta é unitária em relação ao preço, significa que a quantidade 
ofertada aumenta na mesma proporção do aumento dos preços.
Supondo, agora, que haja um aumento de 30% nos 
preços de algum bem e os produtores aumentem a quantidade 
produzida em apenas 15%. Dizemos que a oferta é inelástica 
em relação ao preço, ou seja, um aumento nos preços provoca 
um aumento menos que proporcional na oferta, ou ainda, a 
quantidade ofertada desse produto é pouco sensível à variações 
no preço.
Por último, se houver um aumento de 30% no preço de um 
bem e os produtores decidirem aumentar em 45% a quantidade 
ofertada desse bem. Nesse caso, a oferta é elástica em relação ao 
preço, pois um aumento dos preços causou um aumento mais 
que proporcional na quantidade ofertada ou a oferta é bastante 
sensível à variações no preço.
Os principais fatores determinantes da elasticidade-preço 
da oferta são:
• A disponibilidade de fatores produtivos: a escassez de 
recursos naturais, de recursos humanos e de bens de capital é um 
entrave ao aumento da produção. Se os recursos produtivos são 
escassos, então, mesmo que o produtor queira aumentar a oferta 
em resposta ao aumento dos preços, ele ficará impossibilitado. 
Isso faz com que a elasticidade-preço da oferta seja pouco 
sensível à variações do preço e a oferta seja inelástica. Um 
exemplo disso é a geração de energia pelas hidrelétricas. Outro 
exemplo é o das culturas permanentes, cuja oferta também é 
influenciada pela capacidade de produção das lavouras. Com 
o aumento dos preços dos produtos agrícolas, os produtores 
tendem a aumentar a produção, mas existem limites.
• Fator tempo: independentemente da disponibilidade 
ou não de recursos produtivos, existem produtos que 
levam muito tempo para serem produzidos. Assim, quando 
os produtores recebem sinalização de que o preço desses 
produtos aumentou, eles não podem responder prontamente 
aumentando a produção. Nesse caso, a elasticidade-preço da 
oferta é pouco sensível à variações dos preços e a oferta é 
inelástica. Exemplo disso é a oferta de produtos agrícolas.
3 - O Equilíbrio do Mercado
As posições dos produtores e consumidores em 
relação aos preços estão em constante conflito. Quando os 
produtores consideram o preço de um produto baixo, eles 
estarão dispostos a produzir menos, já os consumidores serão 
estimulados a consumir mais.
Porém, existe uma posição que equilibra as decisões 
de ambos. Tendo em vista que já conhecemos as curvas de 
demanda e oferta, podemos conhecer o ponto de equilíbrio. 
Essa posição é chamada de equilíbrio do mercado e ocorre 
quando as curvas de oferta e demanda se cruzam. No ponto 
de cruzamento é definida a quantidade ofertada e demandada 
de equilíbrio e também o único preço que equilibra o mercado.
Considerando os dados do quadro abaixo, construído 
a partir dos quadros 01 e 02, podemos entender melhor a 
forma como ocorre o equilíbrio no mercado.
Quadro 03: Equilíbrio do Mercado
Preço Quantidade Demandada 
unidades
Quantidade Ofertada 
unidades
2,00
2, 0
3,00
3, 0
,00
, 0
,00
, 0
6,00
18000
16000
1 000
12000
10000
8000
6000
000
2000
6000
7000
8000
000
10000
11000
12000
13000
1 000
Fonte: Gabrielle Pagliusi Paes de Lima (2011).
De acordo com o quadro acima, para todos os níveis de 
preços existentes há uma relação entre quantidade demandada 
e quantidade ofertada. 
Para os níveis de preços menores de R$ 4,00 (quatro 
reais) existe um excesso de demanda em relação à oferta. 
Ao preço de R$ 2,50 (dois reais e cinquenta centavos), por 
exemplo, os consumidores estão dispostos a demandar 16.000 
(dezesseis mil) unidades do bem X enquanto os produtores 
estão dispostos a colocar no mercado 7000 (sete mil) unidades 
do bem X. Assim, ao preço de R$ 2,50 (dois reais e cinquenta 
centavos) existe um excesso de demanda em relação à oferta.
Quando, por exemplo, o preço é R$ 3,00 (três reais), 
a quantidade demandada chega a 14.000 unidades, mas 
a demanda não poderá ser atendida, pois a esse valor os 
produtores estão dispostos a ofertar apenas 8.000 unidades. 
Para níveis de preços maiores que R$ 4,00 (quatro reais) 
há um excesso de oferta. Ao preço de R$ 5,50 (cinco reais 
85
36Economia
e cinquenta centavos), por exemplo, os consumidores estão 
dispostos a demandar 4.000 (quatro mil) unidades do bem X, 
enquanto os produtores estão dispostos a colocar no mercado 
13000 (treze mil) unidades do bem X. Assim, ao preço de R$ 
2,50 (dois reais e cinquenta centavos) existe um excesso de 
oferta em relação à demanda.
Quando o preço é R$ 6,00 (seis reais) os produtores 
estão dispostos a ofertar 14.000 unidades, mas não haverá 
demanda suficiente,já que a esse preço os consumidores vão 
querer apenas 2.000 unidades do bem.
Ao preço de R$ 4,00 (quatro reais) há um equilíbrio 
entre as quantidades demandadas e ofertadas. A esse preço 
os consumidores estão dispostos a demandar 10000 (dez mil) 
unidades do bem X e os produtores estão dispostos a ofertar 
as mesmas 10000 (dez mil) unidades desse bem. 
Dizemos que a esse preço as quantidades se equilibram e 
que esse é o preço de equilíbrio do mercado.
Figura 03: Equilíbrio do Mercado
Fonte: Gabrielle Pagliusi Paes de Lima (2011).
Na Figura 03, a situação de equilíbrio e as demais 
situações podem ser visualizadas. 
Fazendo a mesma análise utilizamos para o quadro 03, 
observem a figura acima. Quando, por exemplo, o preço é 
R$ 3,00 (três reais), a quantidade demandada (mostrada pela 
curva de demanda negativamente inclinada) chega a 14.000 
(quatorze mil) unidades do bem X, mas a demanda não 
poderá ser atendida, pois a este preço, os produtores estão 
dispostos a ofertar apenas 8.000 (oito mil) unidades do bem 
X (mostrado pela curva de oferta positivamente inclinada). 
Quando o preço é R$ 6,00 (seis reais). A este preço, 
os produtores estão dispostos a ofertar 14.000 (quatorze 
mil) unidades do bem X (mostrado pela curva de oferta 
positivamente inclinada), mas não haverá demanda suficiente 
já que os consumidores irão querer apenas 2.000 (duas 
mil) unidades do bem X (mostrada pela curva de demanda 
negativamente inclinada) ao preço de R$ 6,00 (seis reais).
Podemos perceber que o preço o qual equilibra o 
mercado é aquele formado pelo cruzamento das curvas de 
oferta e demanda. Quando este encontro ocorre, temos o 
ponto de equilíbrio. Novamente, neste ponto, o preço do 
bem é R$ 4,00 (quatro reais) e as quantidades demandadas 
e ofertadas são iguais a 10.000 (dez mil) unidades do bem X.
Observem que, abaixo do ponto de equilíbrio, haverá 
um excesso de demanda em relação à oferta, os produtores 
serão estimulados a aumentar as quantidades ofertadas e 
haverá uma elevação natural no nível de preços. Acima do 
ponto de equilíbrio, a oferta excede a demanda, os produtores 
irão contrair a oferta e haverá uma redução natural dos preços 
(PINHO & VASCONCELLOS, 2004, p. 117).
Retomando a aula
Parece que estamos indo bem Então, para encerrar 
nossa quarta aula, vamos recordar:
1 – Introdução à Teoria da Demanda
Nessa seção, conhecemos o princípio da Teoria da 
Demanda. Conhecemos a curva de demanda de determinado 
bem e os fatores que influenciam a quantidade demandada de 
um bem. Estudamos o conceito de elasticidade da demanda.
2 – Introdução à Teoria da Oferta
Nessa seção, conhecemos o princípio da Teoria da 
Oferta. Conhecemos a curva de oferta de determinado bem e 
os fatores que influenciam a quantidade ofertada de um bem. 
Estudamos o conceito de elasticidade da oferta.
3 – Equilíbrio do Mercado
Nessa seção, analisamos o equilíbrio do mercado.
VASCONCELLOS, M. A. S. de & OLIVEIRA, R. 
G. de. Manual de Microeconomia. 2ª edição. São Paulo: editora 
Atlas, 2009.
PINHO, Diva Benevides & VASCONCELLOS, Marco 
Antônio Sandoval. Manual de Economia. 5ª edição. São Paulo: 
Saraiva, 2004.
Vale a pena
Vale a pena ler
Minhas anotações
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