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Gestão e Liderança Organizacional

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02Aula
Gestor e Seu Ambiente
objetivos de aprendizagem
Ao término desta aula, vocês serão capazes de:
•	 conhecer os fundamentos conceituais sobre o papel do gerente, gestor/administrador;
•	 reconhecer os tipos de gestores/administradores;
•	 entender os níveis de habilidades dos gestores/administradores;
•	 perceber o papel do gestor/administrador como líder e agente de mudanças;
•	 compreender a dinâmica de mudança, clima e cultura organizacional.
Prezados(as) alunos(as), esta segunda aula apresenta 
conteúdos sobre o gestor e o ambiente organizacional, expõe 
conceitos e definições sobre gestor e administrador, assim 
como destaca os tipos de gestores/administradores e os níveis 
de habilidades, mostrando como deve ser a atuação do gestor/
administrador como líder e como agente de mudança. Por fim, 
esclarece a dinâmica de mudança, clima e cultura organizacional.
Bons estudos!
14Administração Empresarial
1 - O que é ser Gerente/Gestor/Administrador
2 - Tipos de Gestores e Administradores
3 - Níveis de habilidades dos Gestores e Administradores 
4 - O gestor e o Administrador como líder
5 - O Gestor/Administrador como agente de mudança 
6 - A Dinâmica de Mudança, Clima e Cultura 
Organizacional
 
1 - O que é ser Gerente/Gestor/
Administrador
As pessoas de modo geral têm necessidades e desejos 
ilimitados, sendo a satisfação um elemento importante para 
uma relação perfeita em sociedade. Para que a satisfação 
das necessidades e desejos das pessoas venham cumprir 
determinadas regras de convivência social, é necessário que 
alguém esteja à frente orientando e coordenando. Isso vale 
principalmente na sociedade empresarial, que para gerir todos 
os recursos disponíveis de forma a dar total satisfação para os 
seres humanos necessita de um gestor. 
O termo “gestão” tem sido usado de diferentes maneiras. 
Em alguns momentos se refere ao processo de planejamento, 
organização, direção, coordenação e controle, em outros 
aspectos é usado para descrever como função de gestão de 
pessoas. Ainda, faz referência a um campo de conhecimento, 
uma prática, uma disciplina. Encontra-se também, o termo 
‘‘gestão’’ sendo usado como uma técnica de liderança e 
tomada de decisão, como um recurso econômico, um fator 
de produção ou um sistema de autoridade (SCHULTZ, 2016). 
Stout e Love (2017), citando o pensamento de Mary 
Parker Follett, destacam a gestão como a arte de realizar coisas 
por meio de outras pessoas. De acordo com Marques (2021, 
p. 1) existem diferenças claras no emprego do termo gestão e 
administração, pois enquanto a gestão se ocupa de “questões 
de ordem estrutural, a administração está ligada às questões 
operacionais”.
Assim, o administrador é um profissional com formação 
acadêmica específica para exercer as funções dentro do 
processo organizacional, que está filiado ao Conselho 
Regional e Federal de Administração (MARQUES, 2021). 
Mooney e Riley (1939) definiram administrador 
como o profissional que dirige e inspira outras pessoas, 
para exercerem com motivação as funções empresariais no 
alcance dos objetivos propostos. Segundo Henri Fayol (1990, 
p.45), “Gerenciar é prever e planejar, organizar, comandar, 
coordenar e controlar”. Segundo ele, gestão é um processo 
que envolve as funções de planejar, organizar, comandar, 
coordenar e controlar.
Haimann e Scott (1978) definiram gestão como processo 
e disciplina. Assim, gestão como processo inclui planejar, 
controlar, coordenar, motivar pessoal. Todas essas funções 
estão em sequênciais inter-relacionadas, sendo a gestão 
os esforços dos membros da organização para atingir os 
objetivos estabelecidos pelo gestor. A gestão como disciplina 
seções de estudo
é um ramo específico do conhecimento que é estudado em 
cursos de Administração, Economia, Sociologia, Matemática, 
Ciência Política etc. As informações obtidas por meio desta 
disciplina auxiliam a prática para um melhor funcionamento 
das organizações. 
Haimann e Scott (1978) explicam, ainda, que a gestão 
como substantivo, ou designação de pessoa, é representada 
nos vários tipos de funcionários, em uma organização, onde 
alguns estão envolvidos na função gerencial e outros estão 
envolvidos nas funções operacionais. Os indivíduos que 
gerenciam a organização e os departamentos são chamados 
de gerentes. Assim, a gestão como pessoa é a designação dos 
gerentes, conselho de administração, diretores administrativos, 
departamentos etc. Portanto, como se vê, a gestão envolve e 
reúne vários elementos, coordenando, integrando os diversos 
componentes da organização enquanto sustenta a viabilidade 
dela para os objetivos predeterminados.
2 - Tipos de Gestores e Administradores
Os gestores e administradores, independentemente da 
posição na empresa, precisam agir como líderes. Liderança 
pode ser definida como estratégia de guiar as pessoas para 
que completem uma tarefa específica, também é definida 
como estratégia de motivação para os membros da equipe 
alcançarem a excelência. Ainda, líder é a pessoa que sabe como 
aproveitar ou definir metas que inspirem as pessoas ao longo 
do tempo. Em um ambiente de negócios, liderança significa 
capacidade de compartilhar a visão clara dos objetivos da 
empresa, ao mesmo tempo em que fornece conhecimento, 
informações e métodos para alcançá-los (MARQUES et al., 
2013).
Um gestor pode adotar várias abordagens diferentes para 
administrar uma organização. De acordo com Marques (2021), 
existem pelo menos oito tipos de gestores e administradores: 
carismático, autoritário, meritocrático, competitivo, executor, 
inovador, ambicioso e visionário.
FIGURA 1 – TIPOS DE GESTORES E/OU 
ADMINISTRADORES 
Fonte: Pereira (2022)
O gestor carismático é aquele que delega tarefas aos 
subordinados, motiva-os com intuito de garantir o melhor 
desempenho e resultado. Promove o relacionamento 
15
interpessoal de excelência, mantendo um diálogo amigável e 
profissional com os colaboradores. Lembrando que carisma 
vai muito além de ser simpático e atencioso, é saber manter 
um clima organizacional harmônico, um ambiente de trabalho 
saudável. O gestor carismático sabe dizer não de uma forma 
leve, sem prejudicar a harmonia do ambiente (MARQUES, 
2018).
O gestor autoritário tem como principal característica a 
concentração de decisão e comando na sua pessoa, não aceita 
sugestões e não acata as iniciativas dos subordinados. Embora 
esse tipo de gestor sempre tome decisões rápidas, não tem 
sucesso quanto à promoção de envolvimento dos funcionários 
com as atividades e nem possui uma equipe de trabalhadores 
motivados (PERES, 2018). 
Meritocrático é o estilo de gestor que avalia o desempenho 
dos colaboradores constantemente, centrando sua gestão de 
acordo com a atuação dos funcionários. Elabora planilhas 
de desempenho, promovendo reconhecimentos e benefícios 
para os colaboradores que atingem as metas estabelecidas. É 
um tipo de gestão bastante comum, embora alguns críticos 
destaquem que para avaliar o mérito de diferentes pessoas, 
é necessário que tenham acesso aos mesmos recursos e 
condições de trabalho (BÉHAR, 2019).
Competitivo é o tipo de gestor que entra em competição 
com os demais gestores da organização. Diante disso, cobra 
eficiência de forma exagerada dos colaboradores, não aceita 
falhas e tem dificuldade para ouvir os membros da equipe. 
Para esse tipo de gestor, a prioridade é a competição e não um 
ambiente tranquilo de trabalho, criando um clima de rivalidade 
entre os colaboradores (MARQUES, 2021).
O gestor executor é aquele que tem como foco a 
produção, esse tipo de gestor está sempre preocupado com a 
operacionalidade. Se for preciso, ele executa uma tarefa para 
que o projeto dê certo, não se preocupa em planejar ações 
para o desenvolvimento mais eficiente das tarefas, ele quer 
que as tarefas sejam executadas (MARQUES, 2021).
O gestor inovador procura montar uma equipe de 
profissionais com diferentes expertises, está sempre aberto 
a mudanças durante o andamento dos processos. Esse tipo 
de gestoré criativo, observador e agiliza meios para que o 
desenvolvimento das atividades sejam mais eficazes, procura 
maximizar a produtividade com ousadia e determinação 
(MARQUES, 2021).
Ambicioso é o perfil do gestor que está preocupado 
apenas em subir de cargo dentro da empresa e obter vantagens 
financeiras, não tem estratégias de bom relacionamento 
com os colaboradores, está sempre cobrando metas sem se 
importar com o processo. Embora existam alguns gestores 
ambiciosos que se preocupam com a evolução da sua equipe, 
a maioria tem um relacionamento de conflito e ganância 
(MARQUES, 2021).
O gestor visionário tem um perfil similar ao gestor 
inovador, promove condições para que a equipe alcance 
as metas, é criativo e altamente motivador da sua equipe, 
transmite confiança e tem projetos voltados para o futuro 
(MARQUES, 2021).
 
3 - Níveis de Habilidades dos Gestores e 
Administradores 
 
Gestor ou administrador é aquela pessoa que comanda 
as atividades de outras pessoas e assume o compromisso 
de atingir determinados objetivos por meio desses esforços 
(SCHULTZ, 2016). Diante disso, Katz (1974) destaca 
que a gestão ou administração bem-sucedida é aquela que 
tem pessoas que possuem essas três habilidades básicas, 
que podem ser identificadas como habilidades técnicas, 
humanas e conceituais. Essas habilidades estão inter-
relacionadas. Para melhor entender, vamos estudar cada uma 
separadamente.
Habilidade técnica implica em compreensão e 
proficiência em uma área específica da administração, que 
envolva métodos, processos, procedimentos ou técnicas. 
A habilidade técnica envolve conhecimento especializado, 
capacidade analítica dentro dessa especialidade e facilidade no 
uso das ferramentas e técnicas da disciplina específica (DAFT, 
2017; MARQUES, 2018).
Habilidade humana é a capacidade do gestor/
administrador atuar como um membro do grupo e 
construir um esforço cooperativo dentro da equipe que 
ele lidera. Assim como a habilidade “técnica” está focada 
em trabalhar com “coisas” (processos ou objetos físicos 
etc.), a habilidade “humana” está focada em trabalhar com 
pessoas. Essa habilidade é demonstrada na forma como 
o indivíduo percebe e reconhece as percepções de seus 
superiores, iguais e subordinados, e na forma como se 
comporta posteriormente (DAFT, 2017; SOARES, 2020).
O gestor/administrador com habilidade humana 
desenvolvida é ciente de suas atitudes, suposições e crenças 
sobre outros indivíduos e grupos, e é capaz de entender a 
eficiência e as limitações dos sentimentos. Ele aceita pontos 
de vista, percepções e crenças diferentes das suas, tem 
habilidade para entender o que os outros realmente querem 
dizer com suas palavras e comportamentos. Também tem 
habilidade para comunicar aos outros o que ele quer dizer 
com seu comportamento. É um gestor/administrador sensível 
às necessidades e motivações dos outros em sua organização, 
para que possa julgar as possíveis reações e os resultados 
dos vários cursos de ação que pode empreender. Tendo essa 
sensibilidade, é capaz e está disposto a agir de uma maneira que 
leve em consideração as percepções dos outros (MARQUES, 
2018; SOARES, 2020).
Habilidade conceitual envolve a capacidade de ver a 
empresa como um todo, incluindo o reconhecimento de que 
as várias funções da organização dependem umas das outras e 
como as mudanças em qualquer parte afetam todas as outras, 
tendo conhecimento suficiente para entender a relação do 
negócio com a comunidade, as forças políticas, sociais e 
econômicas da nação como um todo (RAMOS, 2021). 
O sucesso de qualquer decisão depende da habilidade 
conceitual das pessoas que tomam a decisão e daqueles 
que a colocam em ação. Quando, por exemplo, é feita uma 
mudança importante na política de marketing, é fundamental 
que sejam considerados os efeitos na produção, controle, 
finanças, pesquisa e nas pessoas envolvidas. Assim, se cada 
16Administração Empresarial
executivo reconhece os relacionamentos gerais e o significado 
da mudança, é certa a eficácia da gestão/administração 
(AHRENS, 2017). 
Portanto, o sucesso geral de uma empresa depende 
da habilidade conceitual de seus gestores em estabelecer e 
executar decisões políticas. Essa habilidade é o ingrediente 
unificador e coordenador do processo administrativo e 
de inegável importância geral. Agora que já ficou claro os 
tipos de habilidades de gestão/administração, é necessário 
conhecer os níveis de gestão e administração estratégica, tática 
e operacional. 
No nível estratégico, o gestor/administrador lida com 
todo o negócio, e não apenas com uma unidade isolada, 
usando pelo menos uma dessas três questões-chave: “O que 
fazemos? Para quem fazemos? Como nos destacamos?” 
(CHIAVENATO, 2019, p.344).
Kotler (2000) explica que o nível estratégico é uma 
metodologia gerencial que permite estabelecer a direção a ser 
seguida pela organização, visando maior grau de interação 
com o ambiente. A direção engloba os seguintes itens: 
[...] âmbito de atuação, macropolíticas, 
políticas funcionais, filosofia de atuação, 
macroestratégia, estratégias funcionais, macro-
objetivos, objetivos funcionais. O grau de 
interação entre uma organização e o ambiente, 
que pode ser positivo, neutro ou negativo, 
é variável, dependendo do comportamento 
estratégico assumido pela organização perante 
o contexto ambiental (KOTLER, 2000, 
p.119). 
Nível estratégico é a tomada de decisões presentes para 
otimizar o futuro de uma organização. O nível estratégico 
determina o curso de ação que promoverá os objetivos 
organizacionais, identificando oportunidades e ameaças, 
forças e fraquezas, onde a organização está hoje, propósitos 
e objetivos da organização e definição de estratégias futuras. 
Estratégia é, basicamente, o conjunto de opções consistentes 
que uma empresa decide adotar para se orientar em direção 
ao futuro. 
No nível tático, o gestor/administrador tem como foco as 
operações atuais de várias partes da organização. Os gestores 
usam o planejamento tático para delinear o que as várias 
partes da organização devem fazer para que a organização 
seja bem-sucedida, determinando um tempo no espaço, no 
futuro, para que isso aconteça. Os planos táticos geralmente 
são desenvolvidos nas áreas de produção, marketing, pessoal, 
finanças e instalações fabris. Devido ao horizonte de tempo 
e à natureza das questões tratadas, os percalços que podem 
ocorrer durante a execução de um plano tático devem ser 
cobertos por incertezas moderadas e podem estar mais 
próximos do controle da gestão (preços de frete no próximo 
ano, consumo de energia, mas não um blackout catastrófico 
etc.) do que os estratégicos (CHIAVENATO, 2019). 
No nível operacional, o gestor/administrador descreve 
marcos, condições para o sucesso e explica como, ou qual 
parte de um plano estratégico será colocado em operação 
durante um determinado período operacional. Um plano 
operacional aborda quatro questões: “Onde estamos agora? 
Onde queremos estar? Como chegamos lá? Como avaliamos 
nosso progresso?” (CHIAVENATO, 2019, p. 347).
Em qualquer nível de gestão, a habilidade humana, a 
capacidade de trabalhar com os outros é essencial. A habilidade 
humana é de suma importância no primeiro nível gerencial, 
pois a principal função do gestor é obter a colaboração 
das pessoas no grupo de trabalho. Os gestores de segundo 
escalão devem se preocupar em facilitar a comunicação na 
organização. Já os gestores da alta administração devem ter 
autoconsciência e sensibilidade para lidar com os executivos 
desse nível e dos níveis inferiores. O que se percebe é que 
a habilidade humana é de grande importância em todos os 
níveis gerenciais/administrativos.
A habilidade humana é essencial nos níveis primários 
da organização, onde o número de contatos diretos entre 
administradores e subordinados é maior. À medida que se 
sobe nos escalões administrativos, o número e a frequência 
desses contatos pessoais diminuem, e a necessidade de 
habilidade humana torna-se proporcionalmente,embora seja 
importante. Ao mesmo tempo, a habilidade conceitual torna-
se cada vez mais importante com a necessidade de decisões 
políticas e ações em larga escala. A habilidade humana de lidar 
com indivíduos torna-se, então, subordinada à habilidade 
conceitual de integrar os interesses e atividades do grupo em 
um todo (MARQUES, 2018).
4 - O gestor e o Administrador como Líder
A liderança é um elemento de destaque no contexto 
organizacional, tem ligação direta com questões de qualidade 
de produtos e serviços, influenciando no desempenho dos 
colaboradores e da organização.
Existe uma relação estreita ente liderança e cultura 
empresarial, que vem atraindo os empreendedores modernos. 
O líder é aquele que tem o poder de “criar, manter ou mudar 
tipos particulares de culturas”, para que o empreendimento 
continue dentro do movimento do mercado. É a competência 
do líder em movimentar a cultura empresarial que define os 
rumos e impactos da gestão da empresa (BITENCOURT, 
2001). 
O líder é o profissional que procura respostas para as 
necessidades da empresa, dentro da cultura organizacional. 
Nesse sentido, pode-se dizer que cultura e liderança estão 
entrelaçadas formando a eficiência da organização. As empresas 
necessitam de habilidades de liderança administrativa para 
garantir a eficiência organizacional. O gestor/administrador, 
ao delegar responsabilidades e exercer autoridade, deve fazê-
los com o propósito de moldar os objetivos da empresa e 
motivar os funcionários para alcançá-los (BITENCOURT, 
2001).
Nesse sentido, o gestor/administrador, que é líder, deve 
ter uma percepção de que a administração vai muito além de 
uma ciência com regras e normas, que inclui planejamento, 
medição e padronização. O líder é aquele que inspira pessoas 
e cria visões e ideias, seguindo assim os princípios da liderança.
O gestor/administrador que é líder tem condições 
de melhorar todos os processos organizacionais. Um bom 
administrador necessita de habilidades de liderança, para 
que seus subordinados o respeitem. Da mesma forma, no 
17
local de trabalho, os líderes precisam de várias habilidades 
administrativas, como gerenciamento de recursos, 
gerenciamento de cronograma e habilidades organizacionais. 
Assim, liderança e administração andam de mãos dadas para 
garantir a eficiência organizacional e a conclusão dos objetivos 
e metas. Portanto, quando o gestor/administrador é líder tem 
uma carreira corporativa de sucesso (HAZARI, 2020).
5 - O Gestor/Administrador como Agente 
de Mudança 
Chiavenato (2008) define mudança como a transição de 
um estado para outro, que pode ser uma situação ou evento. 
Assim, mudança consiste na transformação, interrupção, 
quebra de paradigmas.
O papel do gestor/administrador no processo 
de mudança é focado no indivíduo, na motivação dos 
funcionários, identificando os fatores que provocam 
absenteísmo e rotatividade, dessa forma promovendo a 
qualidade do ambiente de trabalho. Os métodos usados 
incluem melhoramento do clima organizacional, fazendo 
com que as pessoas entendam a cultura da organização 
e modifiquem seus comportamentos diante das metas e 
objetivos estabelecidos (LUNENBURG, 2010).
O foco do gestor/administrador como agente de 
mudança está na mudança da estrutura organizacional de 
forma a melhorar a produção e a eficiência dos funcionários. 
O agente de mudança usa pesquisa operacional, sistemas de 
análise, estudos de política e outras formas de abordagens 
analíticas para mudar a estrutura ou tecnologia da organização. 
Por exemplo, a mudança pode incluir introdução de 
sistemas informatizados de processamento de informações 
(CERIBELI; MERLO, 2013). 
Os agentes de mudança concentram sua atenção em 
processos internos, como relacionamento, comunicação e 
tomada de decisão. A sua estratégia de intervenção é chamada 
abordagem de mudança cultural, porque eles analisam 
minuciosamente a cultura do público-alvo. Essa abordagem 
surgiu de áreas como treinamento de sensibilidade, formação 
de equipes, e feedback da pesquisa. Muitos gerentes assumem 
o papel de desenvolvimento organizacional ao implementar a 
mudança (LUNENBURG, 2010).
Lazarsfeld (1963) identificou entre as tarefas dos gestores/
administradores, dentro de uma organização, a incorporação 
de disposições para inovações, mudanças e desenvolvimento. 
Sendo que a condição para a mudança deve ser construída 
na organização para que a inovação se estabeleça. A adoção 
e gerenciamento de mudanças são processos ordenados para 
manter o clima de inovação.
Para Carlson (1965), o agente de mudança é uma pessoa 
que influencia nas decisões, adotando uma estratégia que ele 
considera a melhor, nesse sentido, as funções administrativas 
e de agente de mudança são compatíveis.
A inovação, por sua vez, é um termo usado na arte, com 
significação abstrata no campo administrativo, para obter 
significado. A inovação deve ser traduzida dentro de eventos 
concretos dentro dos processos, estruturas e efeitos sobre as 
pessoas, organizações e resultados. Para que haja mudanças é 
necessário a inovação. Diante disso, o gestor/administrador 
como agente de mudança é um inovador.
6 - A Dinâmica de Mudança, Clima e 
Cultura Organizacional
O clima organizacional constitui-se no compartilhamento 
entre os membros da organização, de eventos, políticas, 
práticas e procedimentos que vivenciam, assim como os 
comportamentos que vêm sendo recompensados, apoiados 
e esperados. O clima organizacional diferencia-se do clima 
psicológico, porque este é analisado em nível individual das 
pessoas, enquanto o clima organizacional é analisado na 
coletividade da organização (CHIAVENATO, 2003). 
O clima organizacional, na contemporaneidade, é 
definido como uma propriedade da unidade que é claramente 
distinta das percepções individuais. Se o clima organizacional 
é fundamentado em percepções compartilhadas, então, 
é necessário demonstrar que os indivíduos concordam 
suficientemente em suas percepções para que a média de suas 
classificações seja representação válida do clima da unidade 
(CHIAVENATO, 2003). 
Embora o conceito de clima organizacional tenha 
evoluído, grande parte da literatura contemporânea sobre o 
tema foca na força contínua das descobertas relacionas dos 
indivíduos. O clima organizacional de serviço está relacionado 
a uma variedade de resultados referentes a atividades em todos 
os níveis de análise, incluindo satisfação do cliente, resultados 
financeiros, comportamento do serviço e fidelidade do cliente 
(MENEZES; GOMES, 2010). 
O clima de segurança está associado ao comportamento 
de confiança. O clima de justiça está relacionado ao 
desempenho da equipe, rotatividade, absenteísmo, 
comportamento de cidadania e atitudes no trabalho. O clima 
ético está associado à redução de comportamentos antiéticos 
e aumenta os comportamentos éticos, atitudes positivas dos 
funcionários (como satisfação e comprometimento). Assim é 
que se constrói o clima organizacional, focado em resultados 
estratégicos consistentemente fortes para sua validade 
preditiva (EHRHART; RAVER, 2014). 
O papel do clima organizacional é criar um ambiente 
de trabalho positivo para os funcionários desenvolverem 
suas atividades com eficiência. E o clima organizacional é 
fundamentado pela cultura organizacional.
A cultura organizacional segundo Schein (2010, p. 18): 
[...] é um padrão de pressupostos básicos 
compartilhados aprendidos por uma 
organização à medida que ela resolve seus 
problemas de adaptação externa e integração 
interna, que funcionou bem o suficiente para 
ser considerado válido e, portanto, ensinado 
a novos membros, como a forma correta de 
perceber, pensar e sentir em relação a esses 
problemas. 
A cultura organizacional está intimamente alinhada 
com os valores e crenças que se manifestam em quase 
todos os aspectos da vida organizacional e que a tornam 
uma organização única. A cultura tem elementos profundos 
18Administração Empresarial
que capturam as premissas centrais e osvalores básicos 
que são difundidos em toda organização. Esses elementos 
mais profundos são, então, manifestados em elementos 
externos, mais observáveis, que constituem uma variedade 
de formas culturais, como linguagem, histórias, rituais, 
cerimônias, tradições, normas comportamentais, vestimentas, 
arranjo físico do espaço e muito mais. E os valores 
adotados constituem o que os membros da organização e, 
particularmente, a administração, dizem ser mais importante 
para eles, no entanto, eles podem ser mais aspiracionais do 
que reais (EHRHART; SCHNEIDER, 2016).
Embora existam discussões de que a cultura 
organizacional é uniforme em toda a organização, nem 
sempre é assim, pode haver (normalmente há) subculturas 
que também existem em toda a organização, e algumas 
culturas são geralmente mais fracas ou mais fortes que outras. 
Essas diferenças são destacadas por Martin e Cullen (2006), 
que incluem três perspectivas sobre a uniformidade da cultura 
nas organizações: 
(1) integração (um foco em elementos 
culturais que são compartilhados em 
toda a organização), (2) diferenciação (o 
reconhecimento de subculturas dentro da 
organização que podem ser inconsistentes 
entre si ou em conflito) e (3) fragmentação 
(em que ambiguidade, tensão e paradoxo são 
o foco principal) (MARTIN; CULLEN, 2006, 
p.178). 
A maior parte da literatura sobre cultura organizacional 
tende a adotar uma perspectiva de integração. As subculturas 
podem vir a existir dentro de divisões ou departamentos, ou ser 
baseadas em ocupação ou profissão, requisitos de habilidades 
para empregos, nível de gestão, produtos vendidos ou filiação 
a sindicatos.
A força da cultura tem sido discutida de várias maneiras, 
incluindo a extensão em que os valores culturais são 
compartilhados em toda a organização, quão profundamente 
os membros mantêm os valores e crenças da cultura, há quanto 
tempo a cultura existe dentro da organização, a extensão para 
os quais as suposições e valores de nível mais profundo se 
manifestam amplamente nos artefatos organizacionais e na 
gama de crenças ou comportamentos que são direcionados 
pela cultura da organização (CHATMAN et al., 2014).
Chegamos ao final da segunda aula. 
Vamos recordar alguns dos pontos principais 
abordados em cada seção: 
Retomando a aula
1 – O que é ser Gestor/ Gestor/Administrador
 Vocês estudaram, nesta seção, que os indivíduos que 
gerenciam a organização e os departamentos são chamados 
de gerentes. Assim, a gestão é a designação dos gerentes, 
conselho de administração, diretores administrativos, 
departamentos etc. Portanto, como se vê, a gestão envolve 
e reúne vários elementos, coordenando, integrando os 
diversos componentes da organização, enquanto sustenta 
sua viabilidade para os objetivos predeterminados. Assim, 
gestor é o profissional que se ocupa de questões estruturais, 
enquanto o administrador, com as questões operacionais. O 
administrador é um profissional com formação acadêmica 
específica para exercer as funções dentro do processo 
organizacional, que está filiado ao Conselho Regional de 
Administração ou ao Conselho Federal de Administração. 
Também é um profissional que pode exercer o cargo de 
gestor estrutural.
2 - Tipos de Gestores e Administradores
 Nesta seção, vocês estudaram que os gestores e 
administradores, independentemente da posição na empresa, 
precisam agir como líderes. Liderança pode ser definida como 
a estratégia de guiar as pessoas para que completem uma tarefa 
específica, também é definida como estratégia de motivação 
para os membros da equipe alcançarem a excelência. E 
existem pelo menos oito tipos de gestores e administradores, 
que são: carismático, autoritário, meritocrático, competitivo, 
executor, inovador, ambicioso e visionário.
3 - Níveis de habilidades dos Gestores e 
Administradores
Nesta seção, vocês estudaram que a gestão ou 
administração bem-sucedida é aquela que tem pessoas que 
possuem três habilidades básicas, que podem ser identificadas 
como habilidades técnicas, humanas e conceituais. Habilidade 
técnica implica em compreensão e proficiência em uma área 
específica da administração, que envolva métodos, processos, 
procedimentos ou técnicas. Habilidade humana, é a 
capacidade do gestor/administrador atuar como um membro 
do grupo e construir um esforço cooperativo dentro da equipe 
que ele lidera. Habilidade conceitual, envolve a capacidade de 
ver a empresa como um todo, incluindo o reconhecimento 
de que as várias funções da organização dependem umas das 
outras e como as mudanças em qualquer parte afetam todas as 
outras, tendo conhecimento suficiente para entender a relação 
do negócio com a comunidade, as forças políticas, sociais e 
econômicas da nação como um todo.
4 - O gestor e o Administrador como líder
 Nesta seção, vocês estudaram que liderança é um 
elemento de destaque no contexto organizacional, tem 
ligação direta com questões de qualidade de produtos e 
serviços, influenciando no desempenho dos colaboradores 
e da organização. Que o líder é o profissional que procura 
respostas para as necessidades da empresa, dentro da cultura 
organizacional, nesse sentido pode-se dizer que cultura 
e liderança estão entrelaçadas formando a eficiência da 
organização. O gestor/administrado que atua como líder deve 
ter uma percepção de que a administração vai muito além de 
uma ciência com regras e normas, que inclui planejamento, 
medição e padronização. Deve ser também uma arte de 
inspirar pessoas e criar visões e ideias, seguindo assim os 
princípios da liderança.
19
5 - O Gestor/Administrador como agente de 
mudança 
Nesta seção, vocês estudaram que o papel do gestor/
administrador no processo de mudança é focado no 
indivíduo, na motivação dos funcionários, identificando os 
fatores que provocam absenteísmo e rotatividade, dessa 
forma promovendo a qualidade do ambiente de trabalho. 
O foco do gestor/administrador como agente de mudança 
está na mudança da estrutura organizacional de forma a 
melhorar a produção e a eficiência dos funcionários. O agente 
de mudança usa pesquisa operacional, sistemas de análise, 
estudos de política e outras formas de abordagens analíticas 
para mudar a estrutura ou a tecnologia da organização. 
6 - A Dinâmica de Mudança, Clima e Cultura 
Organizacional 
Nesta seção, vocês estudaram que clima organizacional 
significa o compartilhamento entre os membros da 
organização, de eventos, políticas, práticas e procedimentos 
que vivenciam, assim como os comportamentos que vêm 
sendo recompensados, apoiados e esperados. O papel 
do clima organizacional tem como fundamento criar 
um ambiente de trabalho positivo para os funcionários 
desenvolverem suas atividades com eficiência. E o clima 
organizacional é fundamentado pela cultura organizacional, 
que está intimamente alinhada com os valores e crenças 
que se manifestam em quase todos os aspectos da vida 
organizacional e que a tornam uma organização única. A 
cultura tem elementos profundos que capturam as premissas 
centrais e os valores básicos que são difundidos em toda 
organização. 
Vale a pena assistir aos vídeos do Youtube: 
Gestão Minuto - Qual a diferença entre Gestor, 
Administrador e Gerente?: https://www.youtube.com/
watch?v=C8VeJQIRZH0
As 3 Habilidades do Administrador: Técnicas, 
Humanas e Conceituais: https://www.youtube.com/
watch?v=0XWz2gBBqKM
Como ser um bom líder – 7 características de um líder: 
https://www.youtube.com/watch?v=J1oY0h4iQyE
Gestão de Mudanças - Planejando a Mudança em 3 passos: 
https://www.youtube.com/watch?v=mxySQlcMzYc
Clima organizacional X Cultura organizacional: 
https://www.youtube.com/watch?v=HJfDKsR_jV4
Vale a pena acessar
minhas anotações

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