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5 ANDERSON MATHEUS DE OLIVEIRA AMARAL SANTANA MEDICINA -UFAL | TXIV 4 - Redução da Perfusão Renal: Uma diminuição no fluxo sanguíneo renal, como ocorre em estados de hipovolemia (por exemplo, desidratação ou hemorragia), estimula as células justaglomerulares nos rins a liberarem renina. 5- . Concentração de Sódio no Túbulo Distal: Quando a concentração de sódio no líquido tubular distal é baixa, as células da mácula densa no aparelho justaglomerular sinalizam para a liberação de renina. 6-. Hiponatremia: Níveis baixos de sódio no sangue podem estimular indiretamente a liberação de renina através de mecanismos que envolvem a mácula densa e o sistema nervoso simpático PEPTÍDEO NATRIURÉTICO ATRIAL (PNA) O coração produz dois peptídeos natriuréticos. Os monócitos atriais produzem e armazenam o peptídeo hormônio ANP, enquanto os monócitos ventriculares produzem e estocam BNP. Ambos os peptídeos são secretados quando o coração se dilata (i.e., durante a expansão do volume, com a insuficiência cardíaca) e atuam relaxando a musculatura lisa vascular, além de promoverem excreção de NaCl e água pelos rins. Os rins também podem produzir um peptídeo natriurético relacionado chamado urodilatina. Suas ações são limitadas à promoção de excreção de NaCl pelos rins. Em geral, as ações desses peptídeos natriuréticos, relacionadas com a excreção de NaCl e água, antagonizam as ações do SRAA. Essas ações incluem: • 1.Vasodilatação das arteríolas aferentes • 2. Inibição da secreção de renina pelas arteríolas aferentes. • 3. Inibição da secreção de aldosterona pelas células glomerulosas do córtex suprarrenal, • 4. Inibição da reabsorção de NaCl pelo ducto coletor, 2- ENTENDER O MECANISMO DA FORMAÇÃO DE EDEMA DEFINIÇÃO Os distúrbios que impactam as funções cardiovascular, renal ou hepática costumam se manifestar pelo acúmulo de líquido nos tecidos (edemas) ou nas cavidades corporais (efusões). Em condições normais, a pressão hidrostática nos vasos sanguíneos tende a empurrar água e sais do interior dos capilares para o espaço intersticial, sendo contrabalançada pela pressão coloidosmótica do plasma, que puxa água e sais de volta para a corrente venosa. Quando há um aumento da pressão hidrostática ou uma diminuição da pressão coloidosmótica, esse equilíbrio é quebrado, resultando em um aumento da saída de líquido dos vasos sanguíneos. Se a quantidade de líquido que sai ultrapassar a capacidade do sistema linfático de drená-lo, ocorrerá o acúmulo desse líquido. Nos tecidos, isso se traduz em edema, enquanto que, se houver envolvimento de uma superfície serosa, o líquido pode se acumular dentro da cavidade serosa, causando efusão. 6 ANDERSON MATHEUS DE OLIVEIRA AMARAL SANTANA MEDICINA -UFAL | TXIV Edemas e efusões não inflamatórios são frequentes em diversas condições, como insuficiência cardíaca, insuficiência hepática, doenças renais e desnutrição severa. INTRACELULAR 1. Hiponatremia – baixo nível de sódio no sangue 2. Depressão dos sistemas metabólicos dos tecidos – exemplo alterações nas glândula da tireoide , no caso do hipotireoidismo gera uma diminuição dos hormônios T3 e T4 e como consequência reduzindo a disponibilidade de nutrientes e segui o raciocínio do item 3 3. Falta de nutrição adequada para as células ▪ Caso o fluxo sanguíneo fique muito baixo para manter o metabolismo normal do tecido, as bombas iônicas da membrana celular têm sua atividade comprometida. Isso pode aumentar o volume intracelular de determinada área do tecido. Menor fluxo sanguíneo Menor quantidade de nutrientes e O₂ nos tecidos Menor metabolismo basal Menor atividade das bombas iônicas na membrana celular Maior concentração de Na⁺ na célula Edema por osmose 4. Inflamação – geralmente aumenta a permeabilidade da membrana celular, permitindo assim que o sódio e outros íons se difundam para o interior da célula, com subsequente osmose. EXTRACELULAR O edema extracelular ocorre devido ao acumulo de líquido nesse espaço • Vazamento anormal de líquido plasmático para os espaços intersticiais através dos capilares • Falha do sistema linfático de retornar líquido do interstício para o sangue, muitas vezes chamado de linfedema. A causa mais comum para o acúmulo de liquido extracelular no espaço intersticial é a filtração excessiva intensidade da filtração capilar pode ser expressa como: Filtração = Kf × (Pc - Pif – pc + pif), de modo que alterações nessa grandezas podem aumentar a velocidade da filtração capilar: •Aumento do coeficiente de filtração capilar. •Elevação da pressão hidrostática capilar. •Redução da pressão coloidosmótica do plasma. LINFEDEMA Quando a função dos vasos linfáticos é muito comprometida devido ao bloqueio ou perda dos vasos linfáticos, o edema pode se tornar especialmente severo por conta das proteínas plasmáticas que vazam para o interstício e não tem outra via para serem removidas. O aumento da concentração proteica eleva a pressão coloidosmótica do líquido intersticial, que atrai ainda mais líquido dos capilares. 7 ANDERSON MATHEUS DE OLIVEIRA AMARAL SANTANA MEDICINA -UFAL | TXIV O bloqueio do fluxo linfático pode ser especialmente severo com infecções dos linfonodos, por filaria), que são vermes microscópicos filiformes que vivem no sistema linfático humano, indivíduos com infecção por filária podem apresentar linfedema grave e elefantíase e, em homens, inchaço do escroto, denominado hidrocele. Também pode ocorrer linfedema em pessoas que tem certos tipos de câncer ou após cirurgia, onde os vasos linfáticos são removidos ou obstruídos. durante mastectomia completa, impedindo a remoção de líquidos das áreas da mama e dos braços e causando edema dos espaços teciduais, devido a capacidade dos vasos linfáticos se regenerarem os edemas acabam sendo temporários, quando o acumulo chega a 2 ou 3 vezes o aumento do volume é geralmente prelúdio de morte tecidual CAUSAS DE EDEMA EXTRACELULAR EDEMA OCASIONADO POR INSUFICIÊNCIA CARDÍACA A insuficiência cardíaca é uma das principais causas de edema porque compromete a capacidade do coração de bombear sangue de maneira eficaz. AUMENTO DA PRESSÃO VENOSA E CAPILAR → MAIOR FILTRAÇÃO CAPILAR • Na insuficiência cardíaca, o coração não consegue bombear sangue de forma eficiente. • Como resultado, o sangue começa a se acumular nas veias que retornam ao coração. • Esse acúmulo aumenta a pressão venosa e, consequentemente, a pressão dentro dos capilares. • Com essa pressão elevada, mais líquido é forçado a sair dos capilares para os tecidos, causando edema. QUEDA DA PRESSÃO ARTERIAL → REDUÇÃO DA EXCREÇÃO DE SAL E ÁGUA • Como o bombeamento do coração está fraco, a pressão arterial sistêmica diminui. • Os rins dependem de uma pressão adequada para filtrar o sangue e excretar excesso de sódio e água. • Com menos pressão arterial, a filtração glomerular nos rins cai, levando à retenção de sal e água, agravando o edema. ATIVAÇÃO DO SISTEMA RENINA -ANGIOTENSINA- ALDOSTERONA (SRAA) • O baixo fluxo sanguíneo para os rins ativa a liberação de renina. • A renina estimula a conversão de angiotensinogênio em angiotensina I, que, por ação da enzima conversora de angiotensina (ECA), se transforma em angiotensina II. • A angiotensina II tem dois efeitos principais: 1. Vasoconstrição → Aumenta a pressão arterial, tentando compensar a queda da função cardíaca. 2. Estimula a liberação de aldosterona pelas suprarrenais → A aldosterona promove retenção de sódio e água nos rins. • Esse mecanismo, que normalmente serve para manter o volume sanguíneo, acaba piorando a retenção de líquidos em pacientes com insuficiência cardíaca. RESULTADO FINAL: EDEMA GENERALIZADO • Com o aumento da filtração capilar e a retenção de líquidos pelos rins, há um acúmuloprogressivo de líquido no espaço extracelular. • Isso resulta em edema periférico (como inchaço nas pernas e tornozelos) e, em casos mais graves, edema pulmonar (acúmulo de líquido nos pulmões, dificultando a respiração). Resumo 8 ANDERSON MATHEUS DE OLIVEIRA AMARAL SANTANA MEDICINA -UFAL | TXIV A insuficiência cardíaca provoca um ciclo vicioso de retenção de líquidos: 1. Coração fraco → Aumento da pressão venosa → Edema. 2. Queda da pressão arterial → Menos filtração nos rins → Retenção de sal e água. 3. Ativação do SRAA → Mais aldosterona → Mais retenção de líquidos. 4. Acúmulo progressivo de líquidos → Edema generalizado. O QUE ACONTECE NA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA ESQUERDA? O coração tem duas metades principais: • Lado direito: Bombeia o sangue venoso para os pulmões para ser oxigenado. • Lado esquerdo: Recebe o sangue oxigenado dos pulmões e o envia para o corpo. Na insuficiência cardíaca esquerda, o ventrículo esquerdo perde a força para bombear o sangue de volta para o corpo. Isso gera um efeito de congestionamento retrógrado, ou seja, o sangue começa a se acumular antes do ventrículo esquerdo, causando aumento da pressão nas veias pulmonares e nos capilares pulmonares. 2. Como isso leva ao edema pulmonar? • O lado direito do coração continua bombeando sangue para os pulmões normalmente. • No entanto, o sangue não consegue sair dos pulmões eficientemente porque o ventrículo esquerdo está fraco. • Isso leva ao aumento da pressão venosa pulmonar e, consequentemente, aumenta a pressão capilar pulmonar. • Quando a pressão capilar pulmonar fica muito alta (acima de 25-30 mmHg), o líquido começa a extravasar dos capilares para os alvéolos pulmonares, causando edema pulmonar. Exemplo prático: Imagine um encanamento onde a água entra normalmente, mas a saída está parcialmente bloqueada. A pressão dentro dos canos antes do bloqueio aumenta e a água pode começar a vazar. No caso do pulmão, esse “vazamento” é o líquido saindo dos capilares para os alvéolos. CONSEQUÊNCIAS DO EDEMA PULMONAR • Acúmulo de líquido nos pulmões → Dificulta a troca de oxigênio e gás carbônico. • Sufocamento progressivo → O paciente pode sentir falta de ar intensa (dispneia), especialmente ao se deitar (ortopneia). • Pode ser fatal em poucas horas → Se não tratado, o edema pulmonar grave pode levar à insuficiência respiratória e morte. SÍNTESE • • O lado direito do coração continua bombeando sangue para os pulmões normalmente. • • O lado esquerdo não consegue esvaziar bem o sangue das veias pulmonares. • • O sangue se acumula nas veias pulmonares, aumentando a pressão capilar pulmonar. • • Quando a pressão capilar passa de 25-30 mmHg, o líquido extravasa para os alvéolos. • • O líquido nos alvéolos dificulta a troca de gases, causando falta de ar e, sem tratamento, pode levar à morte. EDEMA CAUSADO PELA REDUÇÃO NA EXCREÇÃO RENAL DE SAL E ÁGUA A maior parte do cloreto de sódio fica retido no meio extracelular e apenas uma pequena parte vai para o meio intracelular, portanto durante uma doença renal que comprometa a excreção de Na+ , o mesmo irá se concentrar no liquido extracelular, logo devido a maior parte do sal e água vazam para o líquido intersticial gerando edemas de modo a desenvolver (1) grande aumento do volume do líquido intersticial (edema extracelular); (2) hipertensão, devido ao aumento do volume sanguíneo EDEMA CAUSADO PELA REDUÇÃO DAS PROTEÍNAS PLASMÁTICAS 9 ANDERSON MATHEUS DE OLIVEIRA AMARAL SANTANA MEDICINA -UFAL | TXIV Insuficiência na produção de quantidades normais de proteínas ou o vazamento dessas proteínas do plasma para o interstício, provocam uma diminuição da pressão coloidosmotica do plasma. Isso leva ao aumento da filtração capilar através do corpo e a edema extracelular. A perda de proteínas pela urina é uma das principais causas de redução da concentração plasmática de proteínas Isso acontece em certos tipos de doenças renais, condição conhecida como síndrome nefrótica doenças renais podem danificar as membranas dos glomérulos renais, fazendo com que as membranas fiquem permeáveis às proteínas do plasma e, em geral, permitindo que grandes quantidades dessas proteínas passem para a urina. A cirrose do fígado é outra condição que causa a redução da concentração das proteínas do plasma. A cirrose é o desenvolvimento de grandes quantidades de tecido fibroso entre as células parenquimatosas do fígado. Isso resulta na produção insuficiente de proteínas do plasma, ocasionando redução da pressão coloidosmótica do plasma e edema generalizado. A fibrose do fígado (cirrose) algumas vezes comprime os vasos de drenagem do sistema porta hepático, visto que eles passam pelo fígado antes de drenar na circulação geral. O bloqueio dessa veia porta, que drena o sangue do intestino, aumenta a pressão hidrostática capilar gastrointestinal e também a filtração de líquido do plasma para áreas intra- abdominais. Os efeitos combinados da redução da concentração de proteínas plasmáticas e da alta pressão no sistema porta hepático e nos capilares causam transudação de grandes quantidades de líquido e de proteínas para a cavidade peritoneal, condição conhecida por ascite. Cirrose → Tecido fibroso → Redução de proteínas → Diminuição da pressão coloidosmótica → Aumento da pressão hidrostática capilar → Bloqueio da porta hepática → liquido peritoniais → Edema + Ascite. Distribuição do Líquido Extracelular entre os Espaços Intersticiais e o Sistema Vascular • Mecanismos de distribuição: O líquido ingerido é distribuído rapidamente entre o sistema vascular (sangue) e os espaços intersticiais (entre as células). A relação entre o volume de sangue e de líquido extracelular é interdependente, mas pode variar dependendo de condições específicas, como edema. • Formação do edema: Quando há aumento do volume de líquido extracelular em cerca de 30% a 50% acima do normal, a maior parte desse líquido vai para os espaços intersticiais, causando edema. O aumento da pressão nos espaços intersticiais faz com que os tecidos se tornem mais complacentes e absorvam ainda mais líquido. • Função do edema: Embora o edema represente o acúmulo excessivo de líquido nos tecidos, ele serve como um mecanismo de proteção ao sistema cardiovascular, evitando sobrecarga e potenciais danos ao coração. FATORES NERVOSOS E HORMONAIS DE CONTROLE BARORRECEPTORES E RECEPTORES DE ESTIRAMENTO POR PRESSÃO • Ativação do sistema simpático: Quando ocorre uma queda no volume sanguíneo (como em uma hemorragia), a redução da pressão nos vasos 10 ANDERSON MATHEUS DE OLIVEIRA AMARAL SANTANA MEDICINA -UFAL | TXIV ativa os barorreceptores, que por sua vez ativam o sistema simpático. Isso resulta em: o Constrição das arteríolas renais, diminuindo a taxa de filtração glomerular nos rins. o Aumento da reabsorção de sódio e água nos túbulos renais. o Liberação de renina, promovendo a produção de angiotensina II e aldosterona, que aumentam a retenção de sódio e água. • Respostas adicionais: Se a pressão arterial diminuir, o sistema simpático se ativa ainda mais, ajudando a restaurar rapidamente o volume sanguíneo perdido. ANGIOTENSINA II • Regulação da excreção de sódio: A Angiotensina II é um regulador poderoso da excreção de sódio. A ingestão de sódio influencia a formação de Ang II: o Consumo elevado de sódio: A secreção de renina diminui, resultando em menor formação de Ang II. Isso reduz a reabsorção de sódio e água pelos rins, aumentando a excreção renal. o Consumo reduzido de sódio: A formação de Ang II aumenta, promovendo a retenção de sódio e água, ajudando a prevenir a queda da pressão arterial. ALDOSTERONA • Função da aldosterona: A aldosterona aumenta a reabsorção de sódio nos túbulos coletores dos rins, o que também ajuda na reabsorção de água e excreção de potássio.• Regulação da aldosterona: o Baixa ingestão de sódio: A angiotensina II estimula a secreção de aldosterona, promovendo a retenção de sódio e água. o Alta ingestão de sódio: Menor secreção de aldosterona reduz a reabsorção de sódio, aumentando sua excreção urinária. VASOPRESSINA (ADH) • Função do ADH: A vasopressina (hormônio antidiurético) é crucial para a formação de urina concentrada e a excreção de sal pelos rins. Em casos de privação de água, os níveis de ADH aumentam para evitar a queda no volume extracelular e na pressão arterial. • Efeito de bloqueio do ADH: Se o efeito do ADH for bloqueado por antagonistas, a privação de água pode resultar em uma queda significativa no volume do líquido extracelular e na pressão arterial. • Excesso de líquido extracelular: Quando há excesso de volume extracelular, níveis baixos de ADH reduzem a reabsorção de água pelos rins, ajudando a eliminar o excesso de líquido. RESPOSTAS À INGESTÃO DE SÓDIO • Mecanismos de excreção de sódio: Quando há aumento da ingestão de sódio: o Reflexos dos receptores de baixa pressão: Receptores de estiramento localizados no átrio direito e nos vasos pulmonares ativam reflexos que diminuem a atividade simpática renal, aumentando a excreção de sódio. Esse efeito é mais relevante nas primeiras horas após o aumento da ingestão de sódio. o Supressão da Ang II: O aumento da pressão arterial e do volume extracelular resulta na diminuição da produção de Ang II, reduzindo a reabsorção tubular de sódio. o Estimulação dos sistemas natriuréticos: Hormônios como o Peptídeo Natriurético Atrial (PNA) são estimulados, promovendo maior excreção de sódio. o Natriurese por pressão: A expansão do volume e o aumento da pressão arterial promovem a excreção de sódio, ajudando a equilibrar os níveis de sódio no corpo. • Impacto do excesso de sódio: Embora a pressão arterial não mude significativamente no 11 ANDERSON MATHEUS DE OLIVEIRA AMARAL SANTANA MEDICINA -UFAL | TXIV curto prazo, ingestões excessivas e prolongadas de sódio podem levar a danos renais e aumento da pressão arterial. CONDIÇÕES QUE ALTERAM O VOLUME EXTRACELULAR • Doenças cardíacas: Na insuficiência cardíaca congestiva, o débito cardíaco reduz e a pressão arterial cai, o que ativa sistemas de retenção de sódio e água. Isso leva ao aumento do volume sanguíneo e extracelular. Se a insuficiência for grave, pode ocorrer congestão circulatória, levando a complicações graves. • Capacidade vascular aumentada: Condições como gravidez ou varizes podem aumentar a capacidade vascular. Isso reduz a pressão arterial e o débito cardíaco, resultando em retenção de sódio e água pelos rins até que o volume sanguíneo se ajuste à capacidade adicional. REGULAÇÃO MECANISMO Distribuição do Líquido Extracelular (LEC) O líquido ingerido se distribui entre o sistema vascular e os espaços intersticiais. Aumento do volume de líquido extracelular (30% a 50%) leva ao acúmulo nos espaços intersticiais, resultando em edema. O edema protege o sistema cardiovascular evitando sobrecarga. Mecanismos Reguladores do Volume de LEC Mecanismos físicos da circulação e trocas de líquidos nos capilares controlam a distribuição de líquidos. Aumento da pressão intersticial leva à absorção de mais líquido nos tecidos. Barorreceptores e Receptores de Estiramento por Pressão A queda no volume sanguíneo ativa os barorreceptores, iniciando a ativação do sistema simpático. Resulta em constrição das arteríolas renais, diminuição da taxa de filtração glomerular, e aumento da reabsorção de sódio e água nos rins. Angiotensina II (Ang II) Regulador potente da excreção de sódio. Consumo elevado de sódio: Menor formação de Ang II, aumentando a excreção renal de sódio. Consumo reduzido de sódio: Aumento de Ang II, promovendo a retenção de sódio e água, ajudando a manter a pressão arterial. Aldosterona Aumenta a reabsorção de sódio nos rins, ajudando a reter sódio e água e excretar potássio. Baixa ingestão de sódio: Aumento de Ang II estimula a secreção de aldosterona, promovendo retenção de sódio. Alta ingestão de sódio: Menor secreção de aldosterona. Vasopressina (ADH) Regula a excreção de água e a formação de urina concentrada. Privação de água: Aumento de ADH, minimizando a redução do volume extracelular e da pressão arterial. Excesso de líquido extracelular: Níveis baixos de ADH ajudam a eliminar o excesso de líquido. Respostas à Ingestão de Sódio Reflexos de baixa pressão: Receptores de estiramento ativam reflexos que reduzem a atividade simpática renal, aumentando a excreção de sódio. Supressão de Ang II e aldosterona: Diminui a reabsorção de sódio, aumentando a excreção. Estimulação de PNA: Maior excreção de sódio. Condições que Alteram o Volume Extracelular Doenças Cardíacas: Na insuficiência cardíaca, o débito cardíaco reduz, ativando a retenção de sódio e água. Capacidade Vascular Elevada: Condições como gravidez ou varizes provocam retenção de sódio e água até ajustar o volume sanguíneo à capacidade vascular adicional.