Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Atualização 2024: Ana Paula da Costa Marques
Mpox | FICHA CATALOGRÁFICA
2
24-226629
 CDD-614.4
 NLM-WA-100
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Mpox [livro eletrônico] : uma abordagem geral para 
 profissionais de saúde / coordenação Débora 
 Dupas Gonçalves do Nascimento...[et al.]. -- 
 2. ed. -- Campo Grande, MS : Fiocruz Pantanal, 
 2024.
 PDF 
 Vários autores.
 Outros coordenadores: Marilia Santini de 
Oliveira, Ana Paula da Costa Marques, Sílvia 
Helena Mendonça de Moraes.
 Vários colaboradores.
 Bibliografia.
 ISBN 978-85-66909-55-5
 1. Doenças - Prevenção 2. Educação em saúde 
3. Epidemiologia 4. Mpox (Vírus) 5. Saúde pública 
6. Vacinação 7. Vigilância sanitária I. Nascimento,
Débora Dupas Gonçalves do. II. Oliveira, Marilia
Santini de. III. Moraes, Sílvia Helena Mendonça
de.
Índices para catálogo sistemático:
1. Epidemiologia : Saúde pública 614.4
Aline Graziele Benitez - Bibliotecária - CRB-1/3129
Mpox | FICHA TÉCNICA
3
© 2024. Ministério da Saúde. Sistema Universidade 
Aberta do SUS. Fundação Oswaldo Cruz Mato 
Grosso do Sul.
Alguns direitos reservados. É permitida a reprodução, 
disseminação e utilização dessa obra, em parte ou em 
sua totalidade, nos Termos de uso do ARES. Deve ser 
citada a fonte e é vedada sua utilização comercial. 
Ministério da Saúde 
Nísia Trindade Lima
Ministra da Saúde
Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente
Ethel Leonor Noia Maciel
Secretária
Departamento de Doenças Transmissíveis
Alda Maria da Cruz
Diretora
Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz
Mário Santos Moreira
Presidente 
Fundação Oswaldo Cruz Mato Grosso do Sul – 
Fiocruz MS
Jislaine de Fátima Guilhermino
Coordenadora
Coordenação de Educação da Fiocruz MS
Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
Vice-coordenadora de Educação
Secretaria-Executiva da Universidade Aberta do 
SUS – UNA-SUS 
Maria Fabiana Damásio Passos
Secretária-executiva
Fundação Oswaldo Cruz Mato Grosso do Sul
(Fiocruz MS)
Rua Gabriel Abrão, 92 – Jardim das Nações, Campo 
Grande/MS
CEP 79081-746
Telefone: (67) 3346-7220
E-mail: educacao.ms@fiocruz.br
Site: www.matogrossodosul.fiocruz.br
CRÉDITOS
Coordenação Geral 
Débora Dupas Gonçalves do Nascimento
Marilia Santini de Oliveira
Coordenadoras Acadêmicas
Ana Paula da Costa Marques
Marilia Santini de Oliveira
Coordenadora Pedagógica Geral
Sílvia Helena Mendonça de Moraes
Autores 
Ana Paula da Costa Marques
Antonio Luiz Dal Bello Gasparoto
Carlos Henrique Michiles Frank 
Douglas Oliveira Carmo Lima
Helena Lima da Silva Neta
James Venturini
Lucimeire Neris Sevilha da Silva Campos 
Magda Machado Saraiva 
Marcio Irita Haro 
Maria de Lourdes Aguiar Oliveira
Marilia Santini de Oliveira
Mayara Secco Torres da Silva
Nathalie Alves Agripino 
Olavo de Moura Fontoura
Rivaldo Venâncio da Cunha
Autores das questões de avaliação
Everton Ferreira Lemos
Zoraida del Carmen Fernandez Grillo
Revisoras técnico-científicas
Carolina Vaccari Simaan
Daniela Buosi Rohlfs
Débora Dutra
Emanuelle Carvalho Brasil de Albuquerque
Jackeline Leite Pereira Pavin
Josiane Graziele Costa
Laíza Foizer Filgueira
Rosany Ferreira Rios Fonseca
Sabrina Silva Lima
Apoio técnico-administrativo 
Adriana Carvalho dos Santos
Davyd Darlan Gomes de Oliveiria
Coordenador de Produção e Designer Instrucional
Marcos Paulo dos Santos de Souza
Gerenciamento de redes e websites
Bruno Caramalach Lopes
Thiago Fernandes Oliveira
Webdesigner e Desenvolvedor
Aparício Fermiano
Designers Gráficos
Hélder Rafael Regina Nunes Dias
Renato Silva Garcia
Desenvolvedores AVA MOODLE
Luiz Gustavo de Costa
Vinicius Vicente Soares
Editor de Audiovisual
Adilson Santério da Silva
Ilustrador
Kelvin Rodrigues de Oliveira
Revisor 
Davi Bagnatori Tavares
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
44
UNIDADE 1: INTRODUÇÃO AO Mpox ___________________________ 7
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DA UNIDADE ____________________ 8
1.1 HISTÓRICO DA DOENÇA NO MUNDO E NO BRASIL ______________ 9
 1.1.1 Definição da doença e formas de transmissão _______________ 9
 1.1.2 Dados epidemiológicos no mundo e no Brasil _______________ 11
1.2 AGENTE ETIOLÓGICO __________________________________ 15
 1.2.1 Características gerais do vírus _________________________ 15
 1.2.2 Subtipos e clados existentes no mundo e linhagens 
 encontradas no Brasil __________________________________ 17
 1.2.3 Interface humanos-animais-meio ambiente _______________ 19
 1.2.4 Grupos vulneráveis e população-chave ___________________ 21
REFERÊNCIAS __________________________________________ 23
UNIDADE 2: ASPECTOS CLÍNICOS DA DOENÇA ____________________ 25
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DA UNIDADE _____________________ 26
2.1 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DA Mpox ________________________ 28
2.2 DIAGNÓSTICO CLÍNICO DIFERENCIAL DAS LESÕES ______________ 34
2.3 FATORES DE RISCO ASSOCIADOS À INFECÇÃO PELO MPXV _________ 36
2.4 TRATAMENTO E ABORDAGEM TERAPÊUTICA __________________ 37
 2.4.1 Manejo sintomático ________________________________ 37
 2.4.2 Terapias antivirais_________________________________ 37
2.5 CONTROLE DE TRANSMISSÃO DO MPXV _____________________40
2.6 VACINAS E ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO NÃO FARMACOLÓGICAS ____ 41
REFERÊNCIAS __________________________________________ 43
SUMÁRIO
Mpox | SUMÁRIO
5
UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA _______________________________________________ 45
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DA UNIDADE ___________________________________________________ 46
3.1 IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO ESPECÍFICO PARA ASSISTÊNCIA E VIGILÂNCIA EM SAÚDE __________________ 47
3.2 AMOSTRAS PARA DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DE Mpox ________________________________________ 48
 3.2.1 Coleta de amostras _______________________________________________________________ 48
 3.2.2 Armazenamento de amostras ________________________________________________________ 49
 3.2.3 Embalagem, acondicionamento e transporte de amostras ____________________________________ 49
3.3 MÉTODOS PARA DIAGNÓSTICO LABORATORIAL _______________________________________________ 50
 3.3.1 Métodos utilizados para diagnóstico específico ____________________________________________ 50
 3.3.2 Fluxo para diagnóstico laboratorial e laboratórios de referência no Brasil __________________________ 50
 3.3.3 Kits e insumos laboratoriais _________________________________________________________ 52
REFERÊNCIAS _________________________________________________________________________ 53
UNIDADE 4: VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS _____________________________________________ 54
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DA UNIDADE ___________________________________________________ 55
4.1 NOTIFICAÇÃO DOS CASOS DE Mpox _______________________________________________________ 57
 4.1.1 Definições de caso ________________________________________________________________ 57
 4.1.2 Algoritmo de classificação e orientações para preenchimento da ficha de notificação __________________ 59
 4.1.2.1 Algoritmo de classificação __________________________________________________________ 59
 4.1.2.2 Ficha de notificação _____________________________________________________________ 60
 4.1.2.3 Classificação dos casos e orientação da vigilância _________________________________________ 61
4.2 RASTREAMENTO DE CONTATOS __________________________________________________________ 62
4.3 MONITORAMENTO DE CASOS E CONTATOS __________________________________________________ 64
Mpox | SUMÁRIO
6
4.4 BLOQUEIO NA CADEIA DE TRANSMISSÃO ____________________________________________________ 65
4.5 VACINAÇÃO E PRIORIDADES: EVIDÊNCIAS NO MUNDO ___________________________________________ 66
REFERÊNCIAS _________________________________________________________________________ 70
UNIDADE 5: ORIENTAÇÕES PARA A POPULAÇÃO E GRUPOS ESPECÍFICOS _________________________________ 72
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DA UNIDADE ___________________________________________________cativeiro potencialmente infectados 
com MPXV devem ser isolados de ou-
tros animais e colocados em quaren-
tena. Qualquer animal que possa ter 
tido contato com um animal infecta-
do deve ser colocado em quarentena, 
manuseado obedecendo-se as pre-
cauções-padrão e observado quanto 
aos sintomas da Mpox por 30 dias.
2.5
CONTROLE DE 
TRANSMISSÃO 
DO MPXV
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
4141
A primeira vacina contra a varíola foi 
descoberta por Edward Jenner, em 
1796, que sistematizou os conhecimen-
tos empíricos para prevenir a varíola. 
Ele observou pessoas que ordenhavam 
vacas doentes – que tinham pústulas 
formadas pelo vírus Vaccinia nas te-
tas – e, mesmo com esse contato, não 
adoeciam. A vacina contra a varíola 
chegou ao Brasil em 1804 por iniciativa 
do Barão de Barbacena. 
Anos mais tarde, percebeu-se que 
a imunidade gerada pela vacina de 
Jenner era perdida. Com isso, surgiram 
novas discussões e experimentos, que 
levaram à mudança de técnica de pro-
dução da vacina, iniciando-se a era da 
vacina animal. Mesmo com a compro-
vação da eficácia da nova técnica, a 
vacina animal demorou mais de duas 
décadas para sair da Europa e chegar 
ao Brasil, o que aconteceu em 1887.
Nesse mesmo ano, houve uma epide-
mia de varíola no Rio de Janeiro. O 
médico Pedro Affonso Franco, diretor 
da Santa Casa de Misericórdia, rece-
beu do Instituto Chambon de Paris 
amostra da vacina animal, que foi usa-
da para produção de vacinas no Brasil. 
Na Santa Casa, foi montado o serviço 
de vacinação e oferta da vacina no Rio 
de Janeiro (FERNADES et al. 2022). 
Em 1966, foi instituída a Campanha de 
Erradicação da Varíola, como parte do 
Programa Mundial de Erradicação da 
Varíola da OMS. A campanha obteve 
êxito e, em 1980, foi declarada a erra-
dicação mundial da varíola, após longo 
processo de certificação da interrup-
ção da transmissão da varíola de pes-
soa para pessoa (HERNDERSON, 1980). 
Com a erradicação da varíola no Bra-
sil e no mundo, foi estabelecido no país 
que a vacinação contra a varíola não 
seria mais obrigatória. Desde então, o 
Brasil não tem reserva estratégica dos 
imunobiológicos mais antigos contra a 
varíola. 
Assim, no atual surto de Mpox no Bra-
sil e no mundo, iniciado em maio de 
2022, o suprimento de vacinas mais 
recentes é limitado e as estratégias de 
acesso estão em discussão. Portanto, a 
OMS recomenda que a utilização das 
vacinas leve em consideração o atual 
cenário e as evidências.
Os orthopoxvirus têm alta similaridade 
entre si, portanto as vacinas produzi-
das com vírus Vaccinia geram imunida-
de contra a varíola humana e a Mpox. 
Os conhecimentos sobre a eficácia 
desses imunizantes contra a Mpox 
2.6 
VACINAS E 
ESTRATÉGIAS DE 
PREVENÇÃO NÃO 
FARMACOLÓ- 
GICAS
42
Mpox | UNIDADE 2: ASPECTOS CLÍNICOS DA DOENÇA
ainda são bastante restritos, por isso a 
OMS solicita que os países coletem e 
compartilhem dados sobre a eficácia 
das vacinas.
Atualmente, somente três vacinas 
(MVA-BN, ACAM2000 e LC16) estão 
disponíveis para uso no mundo, por 
demonstrarem eficácia para proteção 
cruzada contra o MPXV (FERDOUS et 
al. 2023). Destaca-se que a vacinação 
em massa contra a Mpox não é reco-
mendada pela OMS. A orientação da 
OMS é de que sejam adotadas estra-
tégias robustas de vigilância e moni-
toramento dos casos e investigação e 
rastreamento de pessoas que tenham 
tido contato com a doença como prin-
cipais medidas de prevenção da disse-
minação da doença. 
Agora vamos conhecer um pouco mais 
as 3 vacinas existentes (WHO, 2022): 
MVA-BN: é uma vacina baseada em 
um Orthopoxvirus não replicante de 
terceira geração atenuado e vivo, o 
Vaccinia Ankara Modificado (MVA). A 
Food and Drug Administration (FDA), 
dos Estados Unidos da América (EUA), 
autorizou o uso emergencial dessa va-
cina nos EUA para prevenção da Mpox 
em indivíduos com 18 anos ou mais 
de idade com elevado risco de infec-
ção. Ela é administrada em duas do-
ses, com quatro semanas de intervalo, 
por via subcutânea ou intradérmica e 
pode ser aplicada em indivíduos imu-
nocomprometidos e gestantes. Fabri-
cada pela empresa dinamarquesa Ba-
varian Nordic, recebe nomes diferentes 
de acordo com o local em que é dis-
tribuída, sendo chamada de Jynneos 
nos EUA, Imvamune no Canadá e Im-
vanex na União Europeia (PITTMAN et 
al. 2019).
ACAM2000: é uma vacina de segunda 
geração indicada para a prevenção da 
varíola. Foi autorizada para uso contra 
a varíola no surto atual por protocolo 
de Novo Medicamento Investigacio-
nal de Acesso Expandido (EA-IND), que 
requer consentimento do usuário.  Fa-
bricada pela Emergent BioSolutions, 
a vacina ACAM2000 contém um vírus 
Vaccinia vivo replicante.
A LC16 “KMB”: é uma vacina liofiliza-
da, de terceira geração, preparada em 
cultura de células LC16 “KMB”, apro-
vada para prevenção de varíola, e seu 
titular de autorização para comerciali-
zação é a KM Biologics Co., Ltd. 
 FIQUE ATENTO! 
Cabe destacar que os 
programas de vacinação 
devem ser acompanha-
dos por uma forte campanha de 
informação, farmacovigilância 
robusta e realização de estudos 
de efetividade da vacina. Hoje, o 
fornecimento da vacina é limitado 
e, nesse contexto, as doses devem 
ser priorizadas para pessoas com 
elevado risco de doença grave 
causada pela infecção por MPXV. 
Mais detalhes sobre as priorida-
des e estratégias de vacinação 
serão abordadas na unidade 4.
Outras estratégias não farmacológicas 
de prevenção e não transmissão do ví-
rus incluem o uso de equipamentos de 
proteção individual (EPIs) e medidas 
comportamentais, como isolamento 
domiciliar, evitar contato íntimo com 
indivíduos com lesões suspeitas ou 
confirmadas de Mpox, reduzir a prá-
tica de sexo com múltiplos parceiros 
e aplicar os devidos cuidados ao fre-
quentar eventos de massa. Mais deta-
lhes sobre estratégias de prevenção e 
cuidado serão abordados nas unida-
des 4 e 5.
https://www.fda.gov/vaccines-blood-biologics/vaccines/key-facts-about-monkeypox-vaccine
https://www.fda.gov/vaccines-blood-biologics/vaccines/key-facts-about-monkeypox-vaccine
https://www.fda.gov/vaccines-blood-biologics/vaccines/key-facts-about-monkeypox-vaccine
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
4343
ALI, S. N. et al. Monkeypox Skin Le-
sion Detection Using Deep Learning 
Models: A Feasibility Study. arXiv, 
2207.03342v1, 6 jul. 2022. Disponível 
em: https://arxiv.org/pdf/2207.03342.
pdf. Acesso em: 30 dez. 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Plano de 
Contingência Nacional para Monke-
ypox. Centro de Operações de Emer-
gência em Saúde Pública: COE Monke-
ypox. Versão 2, 2022. Brasília, 2022. 
BRASIL. Brasil recebe primeiros trata-
mentos contra varíola dos macacos. 
Disponível em: . Acesso em: 30 dez. 2022. 
CASH-GOLDWASSER S, et al. Ocular 
Monkeypox - United States, July-Sep-
tember 2022. MMWR Morb Mortal 
Wkly Rep 2022; 71:1343.
CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND 
PREVENTION. Mpox in the U.S. Dispo-
nível em: . Acesso em: 30 dez. 2022. 
CURITIBA. Secretaria Municipal da 
Saúde. Atlas de diagnóstico diferen-
cial de lesões de monkeypox. 2022. 
v. 1. Disponível em: https://www.crm-
pr.org.br/uploadAddress/Atlas-le-
soes-MONKEYPOX-e-DX-DIFEREN-
CIAL-30.06.2022[5388].pdf. Acesso 
em: 13 nov. 2022.
DIMITRAKOFF, J. Monkeypox Virus In-
fection across 16 Countries - April-Ju-
ne 2022. The New England Journal of 
Medicine, v. 387, n. 25, p. e69, 22 dez. 
2022. 
DOGRA, S. et al. Monkeypox: a new 
global health emergency with pre-
dominant dermatological manifesta-
tions. International Journal of Derma-
tology, v. 62, n. 1, p. 3–11, jan. 2023. 
FERDOUS, J. et al. A review on monke-
ypox virus outbreak: New challenge for 
world. Health Science Reports, v. 6, n. 
1, p. e1007, jan. 2023. 
FERNANDES, Tania. The small pox vac-
cine: its first century in Brazil (from the 
Jennerian to theanimal vaccine). Hist. 
Cien. Saude-Manguinhos., vol. 6, n. 1, 
Jun. 1999. Disponível em: https://www.
scielo.br/j/hcsm/a/ync9ZfnBHqqjgr-
MGpMGYj3m/?lang=pt#. Acesso em: 
13 nov. 2022.
FRENOIS-VEYRAT, G. et al. Tecovirimat 
is effective against human monkeypox 
virus in vitro at nanomolar concentra-
REFERÊNCIAS
https://www.uptodate.com/contents/treatment-and-prevention-of-mpox-monkeypox/abstract/28
https://www.uptodate.com/contents/treatment-and-prevention-of-mpox-monkeypox/abstract/28
https://www.uptodate.com/contents/treatment-and-prevention-of-mpox-monkeypox/abstract/28
https://www.uptodate.com/contents/treatment-and-prevention-of-mpox-monkeypox/abstract/28
https://www.uptodate.com/contents/treatment-and-prevention-of-mpox-monkeypox/abstract/28
https://www.uptodate.com/contents/treatment-and-prevention-of-mpox-monkeypox/abstract/28
https://www.uptodate.com/contents/treatment-and-prevention-of-mpox-monkeypox/abstract/28
44
Mpox | UNIDADE 2: ASPECTOS CLÍNICOS DA DOENÇA
tions. Nature Microbiology, v. 7, n. 12, 
p. 1951–1955, dez. 2022. 
HENDERSON, D.A. Uma vitória para 
toda a humanidade. A saúde do Mundo. 
Revista Oficial Ilustrada da Organiza-
ção Mundial da Saúde. Maio. 1980. Dis-
ponível em: https://apps.who.int/iris/
bitstream/handle/10665/202490/
WH-1980-May-p3-5-por.pdf. Acesso 
em: 15 maio 2022.
KUMAR, A. M. et al. Monkeypox Outbre-
ak, Vaccination, and Treatment Impli-
cations for the Dermatologic Patient: 
Review and Interim Guidance from the 
Medical Dermatology Society. Journal 
of the American Academy of Derma-
tology, p. S0190- 9622(22)02977–2, 14 
dez. 2022. 
MILLER, M. J. et al. Severe Monkeypox 
in Hospitalized Patients — United Sta-
tes, August 10–October 10, 2022. Mor-
bidity and Mortality Weekly Report, v. 
71, n. 44, p. 1412-1417, nov. 2022. 
OAKLEY LP, et al “Mpox cases among 
cisgender women and pregnant per-
sons -- United States, May 11-No-
vember 7, 2022” MMWR 2023; DOI: 
10.15585/mmwr.mm7201a2. 
PASCOM, A.R.P. et al. Características 
epidemiológicas e clínicas dos casos de 
monkeypox no Brasil em 2022: estudo 
transversal. Epidemiologia e Servi-
ços de Saúde, Brasília, 31(3):e2022851, 
2022 
PITTMAN, P. R. et al. Phase 3 Efficacy 
Trial of Modified Vaccinia Ankara as a 
Vaccine against Smallpox. New En-
gland Journal of Medicine, v. 381, n. 
20, p. 1897–1908, 14 nov. 2019. 
REYNOLDS, M. G. et al. Spectrum of 
Infection and Risk Factors for Human 
Monkeypox, United States, 2003. 
Emerging Infectious Diseases, v. 13, n. 
9, p. 1332–1339, set. 2007. 
RIMOIN, A. W. et al. Major increase in 
human monkeypox incidence 30 years 
after smallpox vaccination campaigns 
cease in the Democratic Republic of 
Congo. Proceedings of the National 
Academy of Sciences, v. 107, n. 37, p. 
16262–16267, 14 set. 2010. 
RAMNARAYAN, P., et al. Neonatal 
monkeypox virus infection. N Engl J 
Med. DOI: 10.1056/NEJMc2210828 
SILVA, M.S.T. et al. Ambulatory and 
hospitalized patients with suspected 
and confirmed Mpox: An observatio-
nal cohort study from Brazil. The Lan-
cet Regional Health - Americas 2022; : 
100406. Published Online XXX. https://
doi.org/10. 1016/j.lana.2022. 100406 
THORNHILL, J. P. et al. Monkeypox Vi-
rus Infection in Humans across 16 Coun-
tries — April–June 2022. New England 
Journal of Medicine, v. 387, n. 8, p. 
679–691, 25 ago. 2022. 
TORRES, H. M. et al. Approaching 
Monkeypox: A Guide for Clinicians. 
Topics in Antiviral Medicine, v. 30, n. 4, 
p. 575-581, 1 out. 2022. 
WORLD HEALTH ORGANIZATION. 
Monkeypox. Disponível em: . Acesso em: 4 set. 
2022. 
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Vac-
cines and immunization for monke-
ypox, Interin guidance. 16 Nov. 2022. 
Disponível em: https://www.who.
int/publications/i/item/WHO-MPX-
-Immunization .Acesso em: 31 dez. 
2022.
World Healht Organization. WHO. Atlas 
of Mpox lesions. A tool for clinical rese-
archers. Version 1.0. 2023. Acesso em: 
05 set. 2024. Disponível em: https://
www.who.int/publications/i/item/
WHO-MPX-Clinical-Lesions-2023.1
World Healht Organization. WHO. We-
ekly epidemiological record. 2024a. 
https://www.who.int/publications/i/item/WHO-MPX-Clinical-Lesions-2023.1
https://www.who.int/publications/i/item/WHO-MPX-Clinical-Lesions-2023.1
https://www.who.int/publications/i/item/WHO-MPX-Clinical-Lesions-2023.1
45
Mpox | UNIDADE 2: ASPECTOS CLÍNICOS DA DOENÇA
n. 34, 2024, 99, p. 429-456. Acesso 
em: 04 set. 2024. Disponível em: ht-
tps://iris.who.int/bitstream/hand-
le/10665/378522/WER9934-eng-fre.
pdf?sequence=1
World Healht Organization. WHO. 
Mpox Global strategic preparedness 
and response plan. 2024b. Acesso em: 
05 set. 2024. Disponível em: https://
www.who.int/publications/m/item/
Mpox-global-strategic-preparedness-
-and-response-plan
https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/378522/WER9934-eng-fre.pdf?sequence=1
https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/378522/WER9934-eng-fre.pdf?sequence=1
https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/378522/WER9934-eng-fre.pdf?sequence=1
https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/378522/WER9934-eng-fre.pdf?sequence=1
https://www.who.int/publications/m/item/mpox-global-strategic-preparedness-and-response-plan
https://www.who.int/publications/m/item/mpox-global-strategic-preparedness-and-response-plan
https://www.who.int/publications/m/item/mpox-global-strategic-preparedness-and-response-plan
https://www.who.int/publications/m/item/mpox-global-strategic-preparedness-and-response-plan
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
46
Mpox
UNIDADE 3: ASPECTOS 
DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
4747
OBJETIVOS DE 
APRENDIZAGEM 
DA UNIDADE 
OBJETIVO GERAL:
Esta Unidade tem como objetivo apresentar os aspectos diagnósticos da doença 
e sua importância para assistência e vigilância em saúde. Descreve as coletas de 
amostras e testes laboratoriais e os métodos adotados para o diagnóstico labo-
ratorial, ressaltando os laboratórios de referência no Brasil e os fluxos adotados. 
Especifica ainda os kits e insumos laboratoriais.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
• Reconhecer a importância do diagnóstico específico para assistência e vigilância 
em saúde;
• Descrever amostras e testes laboratoriais;
• Realizar coleta de amostras;
• Identificar os Métodos para Diagnóstico laboratorial;
• Conhecer os laboratórios de referência no Brasil;
• Compreender o fluxo para o diagnóstico laboratorial;
• Especificar os kits e insumos laboratoriais.
CARGA HORÁRIA DE ESTUDO:
10 horas 
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
4848
3.1 
IMPORTÂNCIA 
DO DIAGNÓSTICO 
ESPECÍFICO PARA 
ASSISTÊNCIA E 
VIGILÂNCIA 
EM SAÚDE
Como vimos na unidade anterior, diag-
nosticar e diferenciar a Mpox de outras 
doenças que causam erupções cutâ-
neas, como varicela, herpes, sífilis e 
outras, é uma tarefa desafiadora, mas 
imprescindível. 
Do ponto de vista assistencial, pacien-
tes com diagnóstico confirmado ou sob 
suspeita devem ser isolados e receber 
orientações sobre medidas de preven-
ção para evitar a transmissão do vírus. 
No ambiente domiciliar, as medidas 
recomendadas são: utilizar máscaras 
e higienizar frequentemente as mãos; 
não compartilhar objetos de uso pes-
soal e utensílios de alimentação; usar 
banheiro separado, se houver pelo me-
nos dois na residência; e desinfetar as 
superfícies. Já todos os membros da 
equipe envolvida na assistência devem 
usar equipamentos de proteção indivi-
dual e, se possível, ser vacinados.
Muitas outras ações de vigilância em 
saúde são demandadas quando há 
um caso suspeito. Veremos essas ações 
mais detalhadamente na próxima uni-
dade. De qualquer modo, todas elas 
se iniciam com a suspeita de um caso 
de Mpox, que deve ser notificado. Esse 
caso suspeito será confirmado ou não 
por meio de um exame diagnóstico la-
boratorial específico.
Dessa forma, o diagnóstico rápido e 
preciso desempenha um papel funda-
mental dentro das ações de vigilância 
em saúde e no controle de surtos. 
FIQUE ATENTO! 
Váriosfatores podem in-
terferir no resultado de um 
exame. Para que o exame 
tenha resultado confiável, além do 
teste laboratorial ser o mais ade-
quado, a amostra deve ser coleta-
da da maneira correta, armazena-
da e transportada até o laboratório 
que a irá processar, de acordo 
com as normas técnicas vigentes.
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
4949
Você sabe quais são as 
amostras e como elas devem 
ser coletadas para um diag-
nóstico preciso e confiável? 
As amostras mais adequadas para 
diagnóstico da Mpox são secreções 
vesiculares seguidas das crostas das 
lesões de pele ou mucosas (Figura 1). 
Como critério de seleção, devemos 
fazer a coleta das lesões que forem 
maiores e estiverem com maior quan-
tidade de secreção. 
3.2.1 COLETA DE AMOS-
TRAS
A coleta das secreções das vesículas 
deve ser realizada por meio de swabs 
estéreis de nylon, poliéster, Dacron ou 
Rayon. Deve-se realizar esfregaço for-
te e intenso sobre a lesão. É recomen-
dado fazer a coleta de pelo menos 
duas lesões por paciente utilizando 
swabs diferentes para cada amostra e 
armazenar todos os swabs do pacien-
te num mesmo tubo seco. Os poxvirus 
mantêm-se estáveis na ausência de 
qualquer meio preservante, por isso 
utilize tubos secos. 
FIQUE ATENTO! 
De acordo com a Or-
ganização Mundial da 
Saúde (OMS) não é re-
comendado romper as lesões 
com instrumentos perfurocortan-
tes devido ao risco de acidentes 
com as secreções infectantes. 
 
Figura 1 – Imagens ilustrativas de lesões 
de Mpox em estágios diferentes
Quando a amostra for proveniente de 
crostas das lesões, recomenda-se co-
letar no mínimo quatro amostras por 
paciente (quando possível) e armaze-
nar todas em um mesmo tubo seco.
3.2 
AMOSTRAS PARA 
DIAGNÓSTICO 
LABORATORIAL 
DE Mpox
Fonte: Ali et al. (2022)
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
50
Se o paciente relatar sintomas de in-
cômodo na região anal como dor local 
contínua ou para evacuar (tenesmo), 
e/ou uretral, como dor ou ardor para 
urinar, deve-se coletar swab anal e/ou 
uretral. Para essas coletas, um swab es-
téril de nylon, poliéster ou Dacron deve 
ser delicadamente introduzido no ânus 
ou na uretra e girado 360 graus para 
um lado e depois para o outro. Após a 
coleta, os mesmos procedimentos des-
critos anteriormente, para colocação 
em tubo seco, devem ser seguidos. 
Orientação: Se o paciente 
apresentar os dois tipos de 
lesão, vesícula com secre-
ção e vesícula com crosta, 
devem-se coletar amostras 
de ambas em tubos secos 
separados devidamente 
identificados seguindo-se 
as orientações anteriores.
Na situação de suspeita decorrente 
de contato com caso confirmado, se a 
pessoa apresentar quadro febril e ade-
nomegalia, ainda que não manifeste 
erupções cutâneas ou lesões nas mu-
cosas, deve-se coletar swab de orofa-
ringe/nasofaringe, perianal e genital 
seguindo-se as mesmas orientações 
para coleta de material vesicular. 
 
FIQUE ATENTO! 
Durante a coleta de 
amostras para exames, 
é imprescindível que os 
profissionais de saúde usem os 
Equipamentos de Proteção In-
dividual (EPI). Recomenda-se o 
uso de calçado fechado, avental 
descartável, máscara cirúrgica ou 
superior, óculos ou protetor fa-
cial e luvas de procedimento.
Assista ao vídeo sobre 
boas práticas para a 
coleta de amostras para 
o diagnóstico de Mpox 
do Ministério da Saú-
de clicando no link.
3.2.2 ARMAZENAMENTO 
DE AMOSTRAS
As amostras podem ser armazenadas 
congeladas a 200C negativos (ou tem-
peraturas inferiores) por um mês ou, na 
ausência de freezers, por até 7 dias em 
geladeiras. 
3.2.3 EMBALAGEM, 
ACONDICIONAMENTO E 
TRANSPORTE DE AMOS-
TRAS 
A embalagem, o acondicionamento e 
o transporte das amostras devem se-
guir a Resolução de Diretoria Colegia-
da nº 504, de 27 de maio de 2021, que 
dispõe sobre as boas práticas para o 
transporte de material biológico hu-
mano (BRASIL, 2021). 
O material biológico para diagnóstico 
de Mpox deverá ser classificado como 
“Categoria B UN 3373”, salvo casos es-
pecificados na RDC nº 504. 
SAIBA MAIS
Acesse o Protocolo Labo-
ratorial de Orientações 
de coleta, armazena-
mento, conservação e 
transporte para o diagnóstico 
de Mpox no sítio eletrônico.
https://fiocruzbr-my.sharepoint.com/:v:/g/personal/cursosarquivo_ms_fiocruz_br/ETGTI8fOcDZHi2Pe3iSq-4ABrg0m5Vj6S2ttgltope3Vcg?e=oDTZTV
https://fiocruzbr-my.sharepoint.com/:b:/g/personal/cursosarquivo_ms_fiocruz_br/EVq_wWAigEdMs3Yc9rE9MsQB9yYyz1Kg3SKlE9x6FC1POw?e=RCLyJ1
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
5151
3.3.1 MÉTODOS UTILI-
ZADOS PARA DIAGNÓS-
TICO ESPECÍFICO
O método utilizado para diagnósti-
co específico é o exame da reação 
em cadeia da polimerase em tempo-
-real (qPCR), precedida pela etapa 
de extração do DNA viral exclusiva-
mente de amostras de lesões de pele 
e de mucosas, conforme previamente 
apresentado. O resultado de qPCR em 
amostras de sangue geralmente é in-
conclusivo devido à curta duração da 
viremia, por isso não deve ser realizado 
rotineiramente. 
Os métodos de detecção de antígenos 
e anticorpos não fornecem confirma-
ção específica para MPXV, já que os 
ortopoxvírus são sorologicamente re-
ativos. Portanto, os métodos sorológi-
cos e a detecção de antígenos não de-
vem ser utilizados isoladamente para 
o diagnóstico dos casos, apenas para 
fins de investigação epidemiológica.
 
3.3.2 FLUXO PARA 
DIAGNÓSTICO LABORA-
TORIAL E LABORATÓ-
RIOS DE REFERÊNCIA 
NO BRASIL 
As amostras clínicas coletadas nos 
serviços de saúde devem ser encami-
nhadas para os Laboratórios Centrais 
de Saúde Pública (Lacen) de cada es-
tado, onde será realizada a detecção 
molecular do vírus por qPCR. Todos os 
27 LACEN realizam o exame oferecen-
do suporte e cobertura para todo o 
país. As amostras positivas para MPXV 
devem ser encaminhadas para os La-
boratórios de Referências (LR) para a 
realização do sequenciamento genô-
mico. Atualmente existem quinze LR 
realizando o exame no Brasil.
É válido ressaltar a importância do se-
quenciamento na identificação de cla-
dos e subclados do vírus, além do mo-
nitoramento do impacto potencial da 
evolução do vírus no desempenho dos 
exames de PCR. Eles também podem 
fornecer informações para melhorar o 
entendimento sobre as origens, epide-
miologia e características do vírus. O 
compartilhamento das sequencias ge-
3.3
MÉTODOS PARA 
DIAGNÓSTICO 
LABORATORIAL
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
52
nômicas pelos laboratórios e países em 
bancos de dados públicos, é incentiva-
do pela OMS (WHO, 2024). 
A Rede Nacional de Laboratórios de 
Saúde Pública (RNLSP), coordenada 
pela Coordenação Geral de Labora-
tórios de Saúde Pública (CGLAB), da 
SVS/MS, vem implementando ações 
específicas para fortalecer e ampliar 
a capacidade de resposta laboratorial 
para o processo de investigação dos 
casos suspeitos de Mpox, incluindo o 
diagnóstico laboratorial de MPXV nos 
27 Lacen utilizando o protocolo valida-
do pelo Centro de Controle de Doenças 
dos Estados Unidos da América (CDC) e 
pela OMS. 
SAIBA MAIS 
Você pode conhecer um 
pouco mais sobre o pro-
tocolo acessando o link.
FIQUE ATENTO! 
A Portaria GM/MS nº 
3.328/2022 (https://www.
in.gov.br/en/web/dou/-/
portaria-gm/ms-n-3.
328-de-22-de-agosto-
-de-2022-425012964) 
estabelece a obrigato-
riedade de notificação 
ao MS de todos os resultados de 
testes de diagnóstico para detec-
ção do MPXV realizados por la-
boratórios da rede pública, rede 
privada, universitários e quais-
quer outros, em todo o território 
nacional. Dessa forma, todos os 
laboratórios devem comunicar, 
em até 24 horas, os resultados dos 
testes de diagnóstico de MPXV, 
independentemente do resultado 
– detectado/positivo ou não detec-
tado/negativo, além de informar 
a técnica diagnóstica utilizada.
3.3.3 KITS E INSUMOS 
LABORATORIAIS
Em maio de 2022, quando os casos de 
Mpox do surto atual começaram a ser 
descritos em diversos países do mun-
do, não haviam kits comerciais para o 
diagnóstico molecular do vírus. Logo 
em seguida, algumas indústrias no 
mundodesenvolveram e disponibili-
zaram esses kits, inclusive BioMangui-
nhos, unidade da Fiocruz localizada no 
Rio de Janeiro. 
Veja a seguir, na video-
aula da Dra Patrícia 
Alvarez Baptista, che-
fe do Laboratório de 
Tecnologia Diagnósti-
ca de Bio-Manguinhos/Fiocruz, 
como esse processo aconteceu.
https://fiocruzbr-my.sharepoint.com/:v:/g/personal/cursosarquivo_ms_fiocruz_br/ESoMDjrVVI5EmvUx0wUrZhYBEzwoceXzXvOgHBvxYd2npA?e=VfsNaF
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-gm/ms-n-3.328-de-22-de-agosto-de-2022-425012964
https://fiocruzbr-my.sharepoint.com/:b:/g/personal/cursosarquivo_ms_fiocruz_br/ESsUUkOGPslIlOqiaDGQmxkBmfGVZlcXB5bAzBjqOjb5FA?e=Izhsea
https://fiocruzbr-my.sharepoint.com/:b:/g/personal/cursosarquivo_ms_fiocruz_br/EcHGPMThoWZLtj-DV9pUalwBiYIHG0416QYMfKstveUTEw?e=ZkUxrU
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-gm/ms-n-3.328-de-22-de-agosto-de-2022-425012964
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-gm/ms-n-3.328-de-22-de-agosto-de-2022-425012964
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-gm/ms-n-3.328-de-22-de-agosto-de-2022-425012964
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-gm/ms-n-3.328-de-22-de-agosto-de-2022-425012964
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-gm/ms-n-3.328-de-22-de-agosto-de-2022-425012964
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
53
FIQUE ATENTO! 
O diagnóstico diferencial 
deve incluir várias doen-
ças: varicela, herpes zos-
ter, herpes simples, infec-
ções bacterianas de pele, infecção 
gonocócica disseminada, sífilis 
primária ou secundária, cancroide, 
linfogranuloma venéreo, granuloma 
inguinal, molusco contagioso, rea-
ções alérgicas, além de outras pos-
síveis causas de erupções cutâneas 
papulares ou vesiculares. Lembre-se 
que há registros de coinfecção por 
MPXV e outros agentes infecciosos, 
por isso, pacientes com erupções 
cutâneas típicas devem ser investi-
gados, mesmo que outros exames 
apresentem resultados positivos.
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
5454
REFERÊNCIAS
ALI, S. N. et al. Monkeypox Skin Le-
sion Detection Using Deep Learning 
Models: A Feasibility Study. arXiv, 
2207.03342v1, 6 jul. 2022. Disponível 
em: https://arxiv.org/pdf/2207.03342.
pdf. Acesso em: 30 dez. 2022. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Proto-
colo Laboratorial de Orientações 
de coleta, armazenamento, conser-
vação e transporte para o diagnós-
tico de Monkeypox. 2022. 2022a. 
Disponível em: https://www.gov.br/
saude/pt-br/assuntos/variola-dos-
-macacos/publicacoes/protocolos-1/
rotocolo-laboratorial-de-orientaco-
es-de-coleta-armazenamento-con-
servacao-e-transporte-de-amostras-
-para-o-diagnostico-de-monkeypox. 
Acesso em: 14 nov. 2022. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Plano de 
Contingência Nacional para Monkey- 
pox. Centro de Operações de Emer-
gência em Saúde Pública: COE Mon- 
keypox. Versão 2, 2022. Brasília, 2022b.
BRASIL. Ministério da Saúde. Resolu-
ção RDC n. 504, de 27 de maio de 2021. 
Dispõe sobre as Boas Práticas para o 
transporte de material biológico hu-
mano. Diário Oficial da União, Brasília, 
DF, 2021. Disponível em: https://bvsms.
saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvi-
sa/2020/rdc0508_27_05_2021.pdf. 
Acesso em: 14 nov. 2022. 
BRASIL, P. et.al. O que precisamos sa-
ber sobre a infecção humana pelo vírus 
monkeypox? Cad. Saúde Pública. v. 9. 
2022. DOI: 10.1590/0102-311XPT129222
BRASIL. Ministério da Saúde. Vigilância 
em Saúde e Ambiente. Centro de Ope-
rações de Emergência Mpox. Diagnós-
tico. 2024. Acesso em: 05 set. 2024. 
Disponível em: https://www.gov.br/
saude/pt-br/composicao/svsa/coes/
monkeypox/diagnostico
CURITIBA. Secretaria Municipal da 
Saúde. Atlas com imagens de diag-
nósticos diferenciais para monkey- 
pox. v. 1. 2022. Disponível em: https://
www.crmpr.org.br/uploadAddress/
Atlas-lesoes-MONKEYPOX-e-DX-DI-
FERENCIAL-30.06.2022[5388].pdf. 
Acesso em: 13 nov. 2022.
Organização Panamericana de Saúde. 
OPAN. Diretrizes laboratoriais para 
triagem e diagnóstico da infecção por 
MPXV. 2024. Acesso em: 05 set. 2024. 
Disponível em: https://www.paho.org/
pt/documentos/diretrizes-laborato-
riais-para-triagem-e-diagnostico-da-
-infeccao-por-mpxv-27-ago-2024
https://arxiv.org/pdf/2207.03342.pdf
https://arxiv.org/pdf/2207.03342.pdf
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/variola-dos-macacos/publicacoes/protocolos-1/rotocolo-laboratorial-de-orientacoes-de-coleta-armazenamento-conservacao-e-transporte-de-amostras-para-o-diagnostico-de-monkeypox
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/variola-dos-macacos/publicacoes/protocolos-1/rotocolo-laboratorial-de-orientacoes-de-coleta-armazenamento-conservacao-e-transporte-de-amostras-para-o-diagnostico-de-monkeypox
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/variola-dos-macacos/publicacoes/protocolos-1/rotocolo-laboratorial-de-orientacoes-de-coleta-armazenamento-conservacao-e-transporte-de-amostras-para-o-diagnostico-de-monkeypox
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/variola-dos-macacos/publicacoes/protocolos-1/rotocolo-laboratorial-de-orientacoes-de-coleta-armazenamento-conservacao-e-transporte-de-amostras-para-o-diagnostico-de-monkeypox
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/variola-dos-macacos/publicacoes/protocolos-1/rotocolo-laboratorial-de-orientacoes-de-coleta-armazenamento-conservacao-e-transporte-de-amostras-para-o-diagnostico-de-monkeypox
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/variola-dos-macacos/publicacoes/protocolos-1/rotocolo-laboratorial-de-orientacoes-de-coleta-armazenamento-conservacao-e-transporte-de-amostras-para-o-diagnostico-de-monkeypox
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/variola-dos-macacos/publicacoes/protocolos-1/rotocolo-laboratorial-de-orientacoes-de-coleta-armazenamento-conservacao-e-transporte-de-amostras-para-o-diagnostico-de-monkeypox
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2020/rdc0508_27_05_2021.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2020/rdc0508_27_05_2021.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2020/rdc0508_27_05_2021.pdf
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/coes/monkeypox/diagnostico
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/coes/monkeypox/diagnostico
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/coes/monkeypox/diagnostico
https://www.crmpr.org.br/uploadAddress/Atlas-lesoes-MONKEYPOX-e-DX-DIFERENCIAL-30.06.2022[5388].pdf
https://www.crmpr.org.br/uploadAddress/Atlas-lesoes-MONKEYPOX-e-DX-DIFERENCIAL-30.06.2022[5388].pdf
https://www.crmpr.org.br/uploadAddress/Atlas-lesoes-MONKEYPOX-e-DX-DIFERENCIAL-30.06.2022[5388].pdf
https://www.crmpr.org.br/uploadAddress/Atlas-lesoes-MONKEYPOX-e-DX-DIFERENCIAL-30.06.2022[5388].pdf
https://www.paho.org/pt/documentos/diretrizes-laboratoriais-para-triagem-e-diagnostico-da-infeccao-por-mpxv-27-ago-2024
https://www.paho.org/pt/documentos/diretrizes-laboratoriais-para-triagem-e-diagnostico-da-infeccao-por-mpxv-27-ago-2024
https://www.paho.org/pt/documentos/diretrizes-laboratoriais-para-triagem-e-diagnostico-da-infeccao-por-mpxv-27-ago-2024
https://www.paho.org/pt/documentos/diretrizes-laboratoriais-para-triagem-e-diagnostico-da-infeccao-por-mpxv-27-ago-2024
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
55
Mpox
UNIDADE 4: VIGILÂNCIA 
EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
5656
OBJETIVOS DE 
APRENDIZAGEM 
DA UNIDADE 
OBJETIVO GERAL:
Esta Unidade tem como objetivo apresentar a importância da notificação para a 
vigilância epidemiológica dos casos, o preenchimento correto da ficha de notifi-
cação e o rastreamento e monitoramento de contatos. Discute ainda o bloqueio 
na cadeia de transmissão, a definição de prioridades e o uso de evidências nas 
imunizações com vacinas.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
Notificar os casos suspeitos e confirmados;
Preencher corretamente a ficha de notificação;
Realizar o rastreamento e monitoramento de contatos;
Estabelecer bloqueio na cadeia de transmissão; 
Discutir a vacinação e o uso de evidências, bem como a definição de prioridades 
nas imunizações com vacinas.
CARGA HORÁRIA DE ESTUDO:
10 horas 
Mpox | UNIDADE 4: VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS
57
Asações de vigilância são fundamen-
tais tanto para o enfrentamento quan-
to para a contenção da disseminação 
da Mpox. Se pensarmos nos objetivos 
e nas ações da vigilância, lembrare-
mos dos seguintes fatores: identifica-
ção rápida de casos para o isolamento 
e tratamento adequado do paciente; 
rastreamento de contatos com a fina-
lidade de quebrar a cadeia de trans-
missão; proteção dos profissionais de 
saúde expostos; identificação de pos-
síveis grupos de riscos; e implementa-
ção de medidas de controle eficientes 
e seguras. 
Vamos abordar agora, com mais de-
talhes, a vigilância epidemiológica nos 
casos da Mpox.
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
5858
4.1 
NOTIFICAÇÃO 
DOS CASOS 
DE Mpox
Para falar sobre a notificação dos ca-
sos de Mpox, vamos relembrar um con-
ceito primordial, o de vigilância em 
saúde, definido na Política Nacional de 
Vigilância em Saúde (PNVS) como:
[...] o processo contínuo e sistemático de 
coleta, consolidação, análise de dados 
e disseminação de informações sobre 
eventos relacionados à saúde, visando 
o planejamento e a implementação de 
medidas de saúde pública, incluindo a 
regulação, intervenção e atuação em 
condicionantes e determinantes da saú-
de, para a proteção e promoção da saú-
de da população, prevenção e controle 
de riscos, agravos e doenças (BRASIL, 
2018, p. 1). 
É importante que você conheça essa 
definição para que tenha sempre em 
mente o que norteia o processo de 
notificação dos casos de Mpox (assim 
como de outras doenças) nos serviços 
de saúde. Quando pensamos na coleta 
de dados relacionados a alguma 
doença de notificação compulsória, 
precisamos lembrar que a finalidade 
das notificações é coletar sistemática e 
continuamente dados sobre as pesso-
as que estão adoecendo para produzir 
informações sobre os casos suspeitos 
e/ou confirmados. Essas informações 
podem ser úteis para conhecer o perfil 
da doença no território, compreender 
o cenário atual de casos e subsidiar to-
madas de decisão da gestão.
Dessa forma, o Ministério da Saúde 
(MS) estabeleceu, em 2014, a Lista Na-
cional de Notificação Compulsória de 
Doenças, Agravos e Eventos de Saú-
de Pública, publicada por meio de ato 
normativo que passa por atualização 
sempre que necessário. A Portaria GM/
MS nº 3.418/2022, inclui a Mpox na 
lista.
Com o surgimento da nova cepa do cla-
do Ib, que vem ampliando suas frontei-
ras geográficas, o MS publicou a nota 
técnica conjunta nº29/2024 – DATHI/
SVSA/MS, que trata da recomendação 
para intensificação da vigilância de 
casos da doença, frente a nova varian-
te do clado I. 
A notificação dos casos é realizada 
pelo sistema e-SUS Sinan (http://pla-
taforma.saude.gov.br/esussinan/), de 
acesso exclusivo a profissionais da vi-
gilância devidamente cadastrados.
4.1.1 DEFINIÇÕES DE 
CASO 
O MS preconiza que devem ser notifi-
cados e investigados os indivíduos que 
atendam à definição de caso suspei-
to, caso confirmado ou caso provável:
http://plataforma.saude.gov.br/esussinan/
http://plataforma.saude.gov.br/esussinan/
Mpox | UNIDADE 4: VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS
59
Mas você sabe como os casos 
de Mpox são definidos para 
poder realizar a notificação 
e investigação adequada? 
 
Definições de caso (BRASIL, 2022a): 
CASO SUSPEITO: indivíduo de qual-
quer idade que apresente início súbi-
to de lesão em mucosas E/OU erupção 
cutânea aguda sugestiva* de Mpox, 
única ou múltipla, em qualquer parte 
do corpo (incluindo região genital/pe-
rianal, oral) E/OU proctite (por exem-
plo, dor ou sangramento anorretal) E/
OU edema peniano, podendo estar as-
sociada a outros sinais e sintomas.
* lesões profundas e bem circunscritas, 
muitas vezes com umbilicação central; e 
progressão da lesão através de estágios 
sequenciais específicos - máculas, pápu-
las, vesículas, pústulas e crostas. 
CASO CONFIRMADO: caso suspeito 
com resultado laboratorial “Positivo/
Detectável” para MPXV por diagnós-
tico molecular (PCR em Tempo Real e/
ou Sequenciamento).
 
CASO PROVÁVEL: caso que atende à 
definição de caso suspeito, que apre-
senta um OU mais dos seguintes crité-
rios listados abaixo, com investigação 
laboratorial de Mpox não realizada 
ou inconclusiva e cujo diagnóstico da 
doença não pode ser descartado ape-
nas pela confirmação clínico-laborato-
rial de outro diagnóstico. 
a) Exposição próxima e prolongada, 
sem proteção respiratória, OU con-
tato físico direto, incluindo contato 
sexual, com parcerias múltiplas e/ou 
desconhecidas nos 21 dias anteriores 
ao início dos sinais e sintomas; E/OU 
b) Exposição próxima e prolongada, 
sem proteção respiratória, OU história 
de contato íntimo, incluindo sexual, 
com caso provável ou confirmado de 
Mpox nos 21 dias anteriores ao início 
dos sinais e sintomas; E/OU 
c) Contato com materiais contamina-
dos, como roupas de cama e banho 
ou utensílios de uso comum, perten-
centes a um caso provável ou confir-
mado de Mpox nos 21 dias anteriores 
ao início dos sinais e sintomas; E/OU
d) Trabalhadores de saúde sem uso 
adequado de equipamentos de pro-
teção individual (EPI)** com história 
de contato ou acidente profissional 
com material biológico para investi-
gação de um caso provável ou con-
firmado de Mpox nos 21 dias ante-
riores ao início dos sinais e sintomas.
 
** óculos de proteção ou protetor facial, 
avental, máscara cirúrgica, luvas de pro-
cedimentos. 
Para fins de vigilância e encerramen-
to dos casos, a partir da investigação, 
a classificação do caso pode atender a 
outras definições preconizadas pelo MS:
 
CASO DESCARTADO
Caso suspeito com resultado laborato-
rial “Negativo/Não Detectável” para 
MPXV por diagnóstico molecular (PCR 
em Tempo Real e/ou Sequenciamen-
to) OU sem resultado laboratorial para 
MPXV E realizado diagnóstico com-
plementar que descarta MPXV como a 
principal hipótese de diagnóstico.
 
EXCLUSÃO
Notificação que não atende às defini-
ções de caso suspeito.
 
PERDA DE SEGUIMENTO
Caso que atenda à definição de caso 
suspeito e que atenda aos critérios lis-
tados abaixo:
a) Não tenha registro de vínculo epide-
Mpox | UNIDADE 4: VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS
60
miológico*; E
b) Não realizou coleta de exame labora-
torial OU realizou coleta de exame la-
boratorial, mas a amostra foi inviável 
OU teve resultado inconclusivo; E
c) Não tem oportunidade de nova co-
leta de amostra laboratorial (30 dias 
após o início da apresentação de si-
nais e sintomas).
* Exposição próxima e prolongada, sem 
proteção respiratória, a caso provável ou 
confirmado de Mpox ou parcerias múlti-
plas, nos 21 dias anteriores ao início dos 
sinais e sintomas OU contato com mate-
riais contaminados por caso provável ou 
confirmado de Mpox.
Cabe ressaltar que as definições de 
Exclusão e de Perda de seguimento 
têm o objetivo de aprimorar o processo 
de análise dos dados e o encerramento 
dos casos já notificados, não sendo 
recomendado notificar um caso que 
atenda a uma dessas definições.
4.1.2 ALGORITMO DE 
CLASSIFICAÇÃO E 
ORIENTAÇÕES PARA 
PREENCHIMENTO DA FI-
CHA DE NOTIFICAÇÃO
4.1.2.1 ALGORITMO DE CLASSIFI-
CAÇÃO
Para orientar a notificação dos casos 
da doença, o MS publicou, no Plano 
de Contingência Nacional para Mpox, 
o Algoritmo de Classificação (Figura 
1). Assim, quando há suspeita de um 
caso, devem ser considerados os prin-
cipais sinais e sintomas apresentados 
no quadro com a letra A, buscando 
responder à primeira pergunta: o caso 
apresenta sinais e/ou sintomas com-
patíveis com Mpox? Se a resposta for 
negativa, o caso não deve ser notifi-
cado, sendo importante compreender 
qual ou quais são as demais hipóteses 
diagnósticas para a melhor conduta. 
Em caso de resposta positiva, o caso 
atende à definição de caso suspeito 
e deve ser notificado. Concomitante-
mente, é preciso seguir as instruções 
do quadro com a letra B.
Figura 1 – Algoritmo de classificação e registro de caso de Mpox
Fonte: adaptado do Plano de Contingência Nacional para Monkeypox (BRASIL, 2022).
Mpox | UNIDADE 4: VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICADOS CASOS
61
4.1.2.2 FICHA DE NOTIFICAÇÃO
Desde 19 de setembro de 2022, as 
notificações dos Agravos de Notifica-
ção Compulsória são realizadas pela 
Plataforma Integrada de Vigilância 
em Saúde do MS. Essa plataforma 
apresenta uma nova versão do Siste-
ma de Informação de Agravos de No-
tificação, denominada e-SUS Sinan, 
que contempla a notificação e inves-
tigação de casos de doenças e agra-
vos que constam na Lista Nacional de 
Notificação Compulsória de Doenças, 
agravos e eventos de saúde pública. É 
uma importante ferramenta que auxi-
lia o planejamento da saúde e define 
prioridades de intervenção, além de 
permitir que seja avaliado o impacto 
das ações realizadas pelos gestores 
(BRASIL, 2022b).
Ao iniciar o preenchimento da ficha, os 
primeiros dados solicitados são as in-
formações gerais sobre a notificação, 
como Unidade da Federação de noti-
ficação, data e nome da Unidade de 
Saúde notificadora. Esses campos são 
obrigatórios, pois permitem a comuni-
cação com os notificantes e ajudam a 
atualizar as informações relacionadas 
ao caso, sempre que necessário.
Em seguida, são solicitados os dados 
sociodemográficos do paciente, como 
nome completo, data de nascimento, 
idade, sexo de nascimento, identidade 
de gênero, orientação sexual e outras 
informações específicas. A maior parte 
dessas informações é de preenchimento 
obrigatório, pois a ausência delas pode 
inviabilizar a comunicação sobre o caso. 
Portanto, é importante coletá-las antes 
de iniciar o processo de notificação.
O próximo bloco da ficha coleta dados 
clínicos, laboratoriais e de exposição. 
Para preenchimento desses campos, 
tenha em mãos informações sobre: a 
presença de sinais e sintomas da do-
ença, o histórico de vacinação contra 
varíola, a coleta de amostra laborato-
rial, hospitalização e evolução do caso. 
É essencial ter em mãos também da-
dos de possíveis exposições do caso: 
se houve exposição próxima e prolon-
gada, sem proteção respiratória, com 
caso provável ou confirmado de Mpox; 
se houve contato físico direto, incluin-
do sexual, com desconhecido/a(s) e ou 
parcerias múltiplas, nos 21 dias ante-
riores ao início dos sinais e sintomas; 
se houve história de contato íntimo, in-
cluindo sexual, com algum caso prová-
vel ou confirmado de Mpox nos 21 dias 
anteriores ao início dos sinais e sinto-
mas; se houve contato com materiais 
contaminados, como roupas de cama 
e banho ou utensílios de uso comum, 
pertencentes a caso provável ou con-
firmado de Mpox nos 21 dias anteriores 
ao início dos sinais e sintomas; se o pa-
ciente é trabalhador de saúde que não 
fez uso adequado de EPI com história 
de contato com caso provável ou con-
firmado de Mpox nos 21 dias anteriores 
ao início dos sinais e sintomas. 
Além disso, a ficha também possibili-
ta que o notificador informe a forma 
provável de transmissão. A ficha dis-
ponibiliza uma lista de possibilidades, 
mas apenas uma pode ser seleciona-
da: do animal para o homem; associa-
do ao cuidado de saúde; transmissão 
em laboratório; contato com material 
contaminado; pessoa a pessoa; trans-
missão via uso de drogas intraveno-
sas e transfusão; transmissão vertical; 
transmissão sexual; outra transmissão; 
ou, ainda, transmissão desconhecida. 
Por fim, de forma não obrigatória, é 
possível informar se o caso tem víncu-
lo epidemiológico com um caso confir-
mado ou provável de Mpox. 
Todos esses dados auxiliam na elabo-
ração de hipóteses e na busca de ca-
deias de transmissão no processo de 
rastreamento de contatos.
Mpox | UNIDADE 4: VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS
62
Ao final da ficha, deve-se atribuir uma 
classificação final ao caso, consideran-
do as informações ali inseridas, bem 
como a evolução do caso (óbito; cura; 
óbito por outra causa; ignorado).
É importante que você saiba que, se 
na notificação inicial forem fornecidas 
apenas informações prévias sobre o caso 
e, após investigação epidemiológica, 
forem obtidas novas informações (como 
exposição, hospitalização ou óbito), de-
ve-se atualizar a ficha de notificação 
para atualização dos dados. 
FIQUE ATENTO! 
A atualização das fichas 
de notificação só po-
derá ocorrer enquanto 
elas estiverem no status “Inves-
tigação em andamento”. Uma 
vez concluída a investigação, 
o status passa a “Encerrado”. 
SAIBA MAIS!
Para conhecer as fi-
chas de notificações de 
Mpox, bem como man-
ter-se atualizado sobre 
o sistema e-SUS Sinan, 
acesse o endereço eletrônico. 
SAIBA MAIS!
Nesse endereço eletrônico 
você encontrará também o 
dicionário de dados da no-
tificação de Mpox, o ma-
nual com as instruções do sistema, 
as legislações vigentes e o link de 
acesso para realizar a notificação. 
 
4.1.2.3 CLASSIFICAÇÃO DOS CA-
SOS E ORIENTAÇÃO DA VIGILÂN-
CIA
Agora que você acessou a ficha de no-
tificação de Mpox e conhece os dados 
que precisam ser fornecidos, precisa-
mos voltar ao algoritmo criado e ofe-
recido pelo MS para classificação dos 
casos e orientação da vigilância.
Se o caso a ser notificado já tem co-
leta de amostra laboratorial (quadro 
azul com o número 2 no algoritmo), a 
classificação dependerá do resultado: 
se pendente, segue como caso suspei-
to; se detectável, é considerado caso 
confirmado; se não detectável, o caso 
é descartado. Casos confirmados de-
vem seguir as orientações do quadro 
identificado com a letra C (Figura 1): 
reforçar isolamento por 21 dias ou até 
o desaparecimento das crostas; atu-
alizar notificação do caso (se ele tiver 
sido notificado com classificação di-
ferente); monitoramento dos sinais e 
sintomas; rastreamento de contatos; e 
reavaliação clínica. 
Se o caso for descartado, deve-se con-
tinuar a investigação do quadro clíni-
co para esclarecimento a respeito de 
diagnósticos complementares e, per-
sistindo a suspeita de Mpox, o caso é 
considerado provável. Em caso de não 
existência de coleta de amostras, é im-
portante considerar se o caso tem al-
guma das exposições previstas na de-
finição de caso provável. Se a resposta 
for sim para uma ou mais, esse caso é 
provável e permanecem as orientações 
do quadro C citadas acima.
Lembre-se de que todos os casos de 
Mpox, confirmados ou não, devem ter 
investigação clínica e epidemiológica 
adequada para que as informações a 
serem produzidas com base nos dados 
disponibilizados na notificação sejam 
fidedignas e subsidiem a gestão da 
melhor maneira possível. Dessa forma, 
recomenda-se que todas as notifica-
ções incompletas sejam atualizadas a 
partir da disponibilização de novas in-
formações dos casos.
http://plataforma.saude.gov.br/esussinan/
https://esussinan.saude.gov.br
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
6363
O rastreamento de contatos consiste 
na identificação imediata dos conta-
tos próximos de casos definidos como 
suspeitos, prováveis e confirmados 
para Mpox. 
E você sabe por que é importante 
realizá-lo?
O rastreamento de contatos é impor-
tante para fins de contenção da disse-
minação da doença, uma vez que pes-
soas que tiveram contato próximo com 
pessoas que se enquadram em casos 
suspeitos, confirmados e prováveis 
correm o risco de desenvolver a doen-
ça. Por isso o rastreamento de contatos 
deve ser sempre realizado.
Mas quem pode ser considerado 
contato?
A OMS considera contato de caso a 
pessoa que teve uma ou mais das in-
terações, nos últimos 21 dias, descritas 
abaixo (WHO, 2022a): 
• Contato físico direto, incluindo con-
tato sexual, com parcerias múltiplas e/
ou desconhecidas com caso provável 
ou confirmado de Mpox; E/OU 
• Exposição próxima e prolongada, 
sem proteção respiratória, OU históri-
co de contato íntimo, incluindo sexual, 
com caso provável ou confirmado de 
Mpox; E/OU 
• Contato com materiais contamina-
dos, como roupas de cama e banho ou 
utensílios de uso comum, pertencentes 
a um caso provável ou confirmado de 
Mpox; E/OU 
• Trabalhadores de saúde sem uso ade-
quado de EPI com histórico de contato 
com caso provável ou confirmado de 
Mpox. 
São exemplos de contatos próximos 
para Mpox (BRASIL, 2022a): 
•PARCEIROS SEXUAIS: pessoas que 
tenham qualquer tipo de contato se-
xual com o caso de Mpox desde o 
início dos sintomas, inclusive da fase 
prodrômica;
• PESSOAS COM CONTATO DOMICI-
LIAR COM CASO CONFIRMADO DE 
MPOX: pessoa(s) morando no mesmo 
domicílio ou ambiente semelhante (dor-
mitório, alojamento etc.); pessoa(s) com-
partilhando roupas, roupas de cama, 
utensílios etc. com o caso Mpox; cuida-
dores do caso Mpox, desde o início de 
sua erupção (sinais e/ou sintomas). 
4.2
RASTREAMENTO 
DE CONTATOS
Mpox | UNIDADE 4: VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS
64
• PROFISSIONAIS DE SAÚDE: os pro-
fissionais de saúde que entraram em 
contato com o caso Mpox (lesões ou 
contato cara a cara prolongado (> 3 
horas eFonte: adaptado de Centers for Disease Control and Prevention (2022a).
https://www.cdc.gov/vaccines/hcp/acip-recs/vacc-specific/smallpox.html
Mpox | UNIDADE 4: VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS
69
No Brasil, a Agência Nacional de Vigi-
lância Sanitária (ANVISA) aprovou, em 
25 de agosto de 2022, a dispensa de 
registro para que o MS importasse e 
utilizasse a vacina Jynneos (MVA-BN) 
para imunização contra a Mpox, em 
virtude da doença ter sido declarada 
uma emergência de saúde pública de 
importância internacional (ANVISA, 
2022). Para fins de dispensa do regis-
tro sanitário, em caráter excepcional e 
temporário, a Anvisa considera a apro-
vação de uso do medicamento ou vaci-
na por, pelo menos, uma das seguintes 
autoridades:
• Organização Mundial da Saúde (OMS);
• Agência Europeia de Medicamentos 
(EMA);
• Administração de Alimentos e Medi-
camentos dos Estados Unidos (FDA/
EUA);
• Agência Reguladora de Medicamen-
tos e Produtos de Saúde do Reino Uni-
do (MHRA/UK);
• Agência de Produtos Farmacêuticos e 
Equipamentos Médicos/Ministério da 
Saúde, Trabalho e Bem-estar do Ja-
pão (PMDA/MHLW/JP); ou
• Agência Reguladora do Canadá (He-
alth Canada).
VAMOS RE-
LEMBRAR!!!
Uma emergência em saú-
de pública caracteriza-se 
como uma situação epidemiológica 
(surtos e epidemias), de desastre ou 
de desassistência à população que 
demande o emprego urgente de 
medidas de prevenção, de controle 
e de contenção de riscos, de da-
nos e de agravos à saúde pública.
SAIBA MAIS! 
Você pode acessar as 
especificações da va-
cina Jynneos no link.
SAIBA MAIS! 
Sobre a aprovação e 
liberação da vacina Jyn-
neos pela Anvisa no link.
O Brasil adquiriu cerca de 50.000 do-
ses dos imunobiológicos em 2022. En-
tretanto, seguindo a orientação da 
OMS, uma vez que a vacinação em 
massa não é recomendada, a melhor 
opção é adotar estratégias robus-
tas de vigilância (WHO, 2022b) dessa 
forma, a identificação dos grupos de 
maior risco de infecção poderá ser fei-
ta, e é fundamental para tornar esses 
grupos prioritários para a vacinação. 
Assim, não será iniciada a vacinação 
em larga escala no Brasil e as estra-
tégias de vacinação têm como objeti-
vo principal a proteção dos indivíduos 
com maior risco de evolução para as 
formas graves da doença, dentro do 
atual cenário da transmissão do vírus 
observadas no país (BRASIL, 2023). 
De acordo com o Informe Técnico Ope-
racional de Vacinação Contra a Mpox 
(BRASIL, 2023), poderão receber vaci-
nação pré-exposição: pessoas vivendo 
com HIV/Aids, com idade igual ou su-
perior a 18 anos e com contagem de 
linfócitos TCD4 inferior a 200 células 
nos últimos seis meses; e profissionais 
de laboratório que trabalham direta-
mente com Orthopoxvirus em labora-
tórios de segurança nível 2 com idade 
entre 18 e 49 anos. Poderão receber 
vacinação pós exposição pessoas que 
tiveram exposição de alto ou médio 
risco com secreções e/ou fluidos corpo-
rais de indivíduos suspeitos, prováveis 
ou confirmados para Mpox. 
https://fiocruzbr-my.sharepoint.com/:b:/g/personal/cursosarquivo_ms_fiocruz_br/EWwC3iBYPvFAgy-wffMP2DEBM85ChyU5470mCr1j3di8HA?e=3hxJtA
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2022/anvisa-aprova-liberacao-de-vacina-para-monkeypox-para-uso-pelo-ministerio-da-saude
Mpox | UNIDADE 4: VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS
70
Fiquem atentos aos critérios de inclu-
são e exclusão para a vacinação nas 
diferentes situações de exposição, bem 
como as descrições de risco acessando 
o Informe Técnico Operacional de Va-
cinação Contra a Mpox e suas atuali-
zações no endereço eletrônico: https://
www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/
variola-dos-macacos/publicacoes/
informativos/informe-tecnico-opera-
cional-de-vacinacao-contra-a-Mpox/
view.
Assim, considerando o cenário atual 
da Mpox no Brasil e o constante pro-
cesso de atualização diante das ações 
de prevenção e vigilância dos casos, é 
muito importante que os profissionais 
da saúde se mantenham atualizados 
sobre as ações a serem desenvolvidas 
durante o surto da doença no país. 
Nesse sentido, o MS disponibiliza, em 
suas plataformas de comunicação, di-
versos documentos que subsidiam o 
aprimoramento do conhecimento ne-
cessário para a tomada de decisão do 
profissional.
SAIBA MAIS! 
Saiba Mais sobre o Plano 
Global de Preparação e 
Resposta para Mpox da 
OMS acessando aqui 
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/variola-dos-macacos/publicacoes/informativos/informe-tecnico-operacional-de-vacinacao-contra-a-mpox/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/variola-dos-macacos/publicacoes/informativos/informe-tecnico-operacional-de-vacinacao-contra-a-mpox/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/variola-dos-macacos/publicacoes/informativos/informe-tecnico-operacional-de-vacinacao-contra-a-mpox/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/variola-dos-macacos/publicacoes/informativos/informe-tecnico-operacional-de-vacinacao-contra-a-mpox/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/variola-dos-macacos/publicacoes/informativos/informe-tecnico-operacional-de-vacinacao-contra-a-mpox/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/variola-dos-macacos/publicacoes/informativos/informe-tecnico-operacional-de-vacinacao-contra-a-mpox/view
https://www.who.int/publications/m/item/mpox-global-strategic-preparedness-and-response-plan
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
7171
REFERÊNCIAS
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂN-
CIA SANITÁRIA. Extrato de Liberação 
da DICOL. Dispensa, em caráter ex-
cepcional e temporário, do registro 
da vacina Jynneos / Imvanex, fabri-
cada pela empresa Bavarian Nordic 
A/S. 25/08/2022. 2022c. Disponível 
em:https://www.gov.br/anvisa/pt-br/
composicao/diretoria-colegiada/reu-
nioes-da-diretoria/extratos-dos-cir-
cuitos-deliberativos-1/2022/extrato-
-cd-863-2022-dispensa-de-registro-
-nos-termos-da-rdc-747_2022200b-
-sei_25351_9228002022_48.pdf/. 
Acesso em 25 dez. 2022. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Infor-
me Técnico Operacional de Vacina-
ção Contra a Mpox. 2023. Disponível 
em: https://www.gov.br/saude/pt-br/
assuntos/variola-dos-macacos/publi-
cacoes/informativos/informe-tecnico-
-operacional-de-vacinacao-contra-a-
-Mpox/view Acesso em: 20 mar. 2023. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Plano de 
Contingência Nacional para Monke-
ypox. Centro de Operações de Emer-
gência em Saúde Pública: COE Monke-
ypox. 2022a. Versão 2.
BRASIL. Ministério da Saúde. E-SUS 
SINAN – Plataforma Integrada de Vi-
gilância em Saúde – Ministério da 
Saúde. 2022b. Disponível em: http://
plataforma.saude.gov.br/esussinan/. 
Acesso em: 31 dez. 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução 
nº 588, de 12 de julho de 2018. Diário 
Oficial da União, Brasília, DF, 13 ago. 
2018. Disponível em: https://www.in.
gov.br/materia/-/asset_publisher/Ku-
jrw0TZC2Mb/content/id/36469447/
do1-2018-08-13-resolucao-n-588-de-
12-de-julho-de-2018-36469431. Aces-
so em: 13 nov. 2022. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria 
nº 1.271, de 6 de junho de 2014. Define 
a Lista Nacional de Notificação Com-
pulsória de doenças, agravos e even-
tos de saúde pública nos serviços de 
saúde públicos e privados em todo o 
território nacional, nos termos do ane-
xo, e dá outras providências. Diário 
Oficial da União, Brasília, DF, 2014. 
Disponível em: https://bvsms.sau-
de.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2014/
prt1271_06_06_2014.html. Acesso em: 
13 nov. 2022
BRASIL. Ministério da Saúde. Secreta-
ria de Vigilância em Saúde e Ambiente 
Departamento de HIV/AIDS, Tubercu-
lose, Hepatites Virais e Infecções Sexu-
almente Transmissíveis NOTA TÉCNICA 
Nº 29/2024-.DATHI/SVSA/MS. 2024. 
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/composicao/diretoria-colegiada/reunioes-da-diretoria/extratos-dos-circuitos-deliberativos-1/2022/extrato-cd-863-2022-dispensa-de-registro-nos-termos-da-rdc-747_2022200b-sei_25351_9228002022_48.pdf/
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/composicao/diretoria-colegiada/reunioes-da-diretoria/extratos-dos-circuitos-deliberativos-1/2022/extrato-cd-863-2022-dispensa-de-registro-nos-termos-da-rdc-747_2022200b-sei_25351_9228002022_48.pdf/https://www.gov.br/anvisa/pt-br/composicao/diretoria-colegiada/reunioes-da-diretoria/extratos-dos-circuitos-deliberativos-1/2022/extrato-cd-863-2022-dispensa-de-registro-nos-termos-da-rdc-747_2022200b-sei_25351_9228002022_48.pdf/
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/composicao/diretoria-colegiada/reunioes-da-diretoria/extratos-dos-circuitos-deliberativos-1/2022/extrato-cd-863-2022-dispensa-de-registro-nos-termos-da-rdc-747_2022200b-sei_25351_9228002022_48.pdf/
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/composicao/diretoria-colegiada/reunioes-da-diretoria/extratos-dos-circuitos-deliberativos-1/2022/extrato-cd-863-2022-dispensa-de-registro-nos-termos-da-rdc-747_2022200b-sei_25351_9228002022_48.pdf/
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/composicao/diretoria-colegiada/reunioes-da-diretoria/extratos-dos-circuitos-deliberativos-1/2022/extrato-cd-863-2022-dispensa-de-registro-nos-termos-da-rdc-747_2022200b-sei_25351_9228002022_48.pdf/
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/composicao/diretoria-colegiada/reunioes-da-diretoria/extratos-dos-circuitos-deliberativos-1/2022/extrato-cd-863-2022-dispensa-de-registro-nos-termos-da-rdc-747_2022200b-sei_25351_9228002022_48.pdf/
Mpox | UNIDADE 4: VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS
72
Acesso em: 05 Set. 2024. Disponível 
em: https://www.gov.br/saude/pt-br/
centrais-de-conteudo/publicacoes/
notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-
-no-29-2024-dathi-svsa-ms.pdf 
CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND 
PREVENTION. Monkeypox Vaccina-
tion Basics. 2022. 2022a Disponível 
em: https://www.cdc.gov/poxvirus/
monkeypox/vaccines/vaccine-basics.
html. Acesso em: 13 nov. 2022.
CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND 
PREVENTION. Isolation and preven-
tion practices for people with monke-
ypox. 2022. 2022b Disponível em: 
https://www.cdc.gov/poxvirus/monke-
ypox/clinicians/isolation-procedures.
html. Acesso em: 19 nov. 2022.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Sur-
veillance, case investigation and con-
tact tracing for Mpox (monkeypox). 
22 dez. 2022. 2022a Disponível em: 
https://www.who.int/publications/i/
item/WHO-MPX-Surveillance-2022.4. 
Acesso em: 25 dez. 2022. 
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Vac-
cines and immunization for monke-
ypox. 16 vov. 2022. Disponível em: 
https://www.who.int/publications/i/
item/WHO-MPX-Immunization. Aces-
so em 30 dez. 2022. 
World Healht Organization. WHO. 
Mpox Global strategic preparedness 
and response plan. 2024. Acesso em: 
05 set. 2024. Disponível em: https://
www.who.int/publications/m/item/
Mpox-global-strategic-preparedness-
-and-response-plan
 
 
 
 
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-29-2024-dathi-svsa-ms.pdf 
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-29-2024-dathi-svsa-ms.pdf 
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-29-2024-dathi-svsa-ms.pdf 
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-29-2024-dathi-svsa-ms.pdf 
https://www.cdc.gov/poxvirus/monkeypox/vaccines/vaccine-basics.html
https://www.cdc.gov/poxvirus/monkeypox/vaccines/vaccine-basics.html
https://www.cdc.gov/poxvirus/monkeypox/vaccines/vaccine-basics.html
https://www.cdc.gov/poxvirus/monkeypox/clinicians/isolation-procedures.html
https://www.cdc.gov/poxvirus/monkeypox/clinicians/isolation-procedures.html
https://www.cdc.gov/poxvirus/monkeypox/clinicians/isolation-procedures.html
https://www.who.int/publications/i/item/WHO-MPX-Surveillance-2022.4
https://www.who.int/publications/i/item/WHO-MPX-Surveillance-2022.4
https://www.who.int/publications/i/item/WHO-MPX-Immunization
https://www.who.int/publications/i/item/WHO-MPX-Immunization
https://www.who.int/publications/m/item/mpox-global-strategic-preparedness-and-response-plan
https://www.who.int/publications/m/item/mpox-global-strategic-preparedness-and-response-plan
https://www.who.int/publications/m/item/mpox-global-strategic-preparedness-and-response-plan
https://www.who.int/publications/m/item/mpox-global-strategic-preparedness-and-response-plan
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
73
Mpox
UNIDADE 5: ORIENTAÇÕES 
PARA A POPULAÇÃO E GRUPOS 
ESPECÍFICOS
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
7474
OBJETIVOS DE 
APRENDIZAGEM 
DA UNIDADE 
OBJETIVO GERAL:
Esta Unidade tem como objetivo apresentar a importância de se realizar orienta-
ções para a população e grupos específicos, ressaltando o planejamento e execu-
ção de estratégias de prevenção e cuidado.
OBJETIVO DA APRENDIZAGEM:
Planejar estratégias de prevenção e cuidado para a população em geral;
Executar ações de prevenção e cuidado para a população em geral;
Realizar orientações e cuidado para diversos públicos e locais: profissionais do sexo, 
trabalhador da saúde, eventos de massa e transporte público.
CARGA HORÁRIA DE ESTUDO:
5 horas 
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
7575
5.1
MEDIDAS DE 
PREVENÇÃO E 
CUIDADO CONTRA 
A MPOX PARA 
A POPULAÇÃO 
GERAL
Bom, agora que você já entendeu mais 
sobre a doença, como orientar as pes-
soas a se protegerem da Mpox? Essa 
unidade contém informações que po-
dem ser usadas para orientar diferen-
tes grupos populacionais, escritas de 
forma a poderem ser usadas direta-
mente na orientação de prevenção.
Existem algumas medidas essen-
ciais que podem ser adotadas para 
prevenir a infecção pelo MPXV (CDC, 
2022):
1. Evite contato próximo, ou seja, con-
tato pele com pele com pessoas que 
tenham lesão de pele suspeita ou 
confirmada de Mpox:
a) Não encoste em erupção cutânea 
ou crostas;
b) Não beije, abrace ou tenha con-
tato sexual com pessoas que te-
nham lesão de pele suspeita ou 
confirmada de Mpox:
2. Reduza o número de parceiros se-
xuais enquanto o surto atual esti-
ver ativo e a imunização não estiver 
amplamente disponível, sabendo 
que: 
a) A maior parte das infecções por 
MPXV foi transmitida por contato 
sexual; 
b) Os preservativos protegem de in-
fecções sexualmente transmissíveis 
como HIV e sífilis, porém, quando 
utilizados de forma isolada, não 
impedem o contágio da Mpox;
c) As lesões anais ou genitais são 
muito mais contagiosas que as 
secreções respiratórias.
3. Evite contato com objetos e su-
perfícies que pessoas com Mpox 
utilizaram:
a) Não compartilhe talheres, pratos 
ou copos;
b) Evite contato com roupa de cama, 
toalha ou vestimentas.
4. Lave frequentemente as mãos:
a) É fundamental higienizar as mãos 
com água e sabão ou álcool em 
gel 70%, principalmente antes de 
se alimentar e/ou tocar a face e 
depois de utilizar o sanitário.
5. Tenha cuidado! Ser vacinado contra 
varíola no passado não necessaria-
mente garante imunidade contra a 
Mpox. Não confie na eventual imu-
nização passada – mantenha os cui-
dados hoje!
Mpox | UNIDADE 5: ORIENTAÇÕES PARA A POPULAÇÃO E GRUPOS ESPECÍFICOS
76
Pessoas que estão planejando ir a 
eventos sociais devem se preocupar 
com a Mpox?
Caso esteja planejando ir a algum 
evento social, como festas/eventos 
(raves, casas noturnas ou festivais, por 
exemplo), é importante considerar o 
risco a que estará exposto durante o 
evento. A avaliação do risco deve le-
var em consideração desde o número 
de pessoas até a distância e contato 
entre elas.
Atente-se às orientações abaixo: 
• Festivais e concertos oferecem me-
nos risco, pois os frequentadores es-
tão com roupas que cobrem o corpo 
e no ambiente há espaço suficiente 
para que o contato pele com pele 
seja improvável. Lembre-se de que 
superfícies contaminadas também 
são potenciais fontes de transmis-
são do vírus da Mpox. Lavar as mãos 
frequentemente e ter álcool em gel 
70% ao alcance são formas de dimi-
nuir o risco;
• Raves, casas noturnas e outras fes-
tas em que os frequentadores geral-
mente usam menos roupas e o es-
paço permite um contato pele com 
pele direto e recorrente oferecem 
mais risco. Esse tipo de evento exi-
ge atenção maior! Apesar de encos-
tar ou esbarrar em alguém ter baixo 
risco de transmissão, fique atento e 
evite tocar emalguém que apresen-
te lesão suspeita de Mpox;
• Espaços fechados como saunas, clu-
bes e festas privadas em que ocor-
rem relações sexuais com múltiplos 
parceiros oferecem mais risco de 
transmissão do MPXV. Vale lembrar 
que preservativos protegem con-
tra o vírus do HIV e outras infecções 
sexualmente transmissíveis, porém 
sua utilização de forma isolada NÃO 
PROTEGE da Mpox, uma vez que há 
o risco de transmissão pelo conta-
to direto com secreções e lesões em 
outras partes do corpo, não protegi-
das pelo preservativo.
Mais adiante conheceremos os cuida-
dos necessários para a organização e 
participação de eventos de massa e 
uso de transportes coletivos.
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
7777
Você sabe o que fazer caso perceba 
algum sinal ou apresente algum sin-
toma suspeito de Mpox?
Caso perceba sinais e sintomas suspei-
tos de Mpox, como lesão de início sú-
bito em mucosas ou erupção cutânea 
aguda sugestiva da doença (Figura 1) 
em qualquer parte do corpo, incluindo 
região genital, perianal e oral, e/ou si-
nais de proctite (dor anorretal, sangra-
mento pelo ânus etc.) e/ou edema no 
pênis (TARíN-VICENTE et al., 2022):
PROCURE A UNIDADE DE 
SAÚDE MAIS PRÓXIMA DA 
SUA CASA PARA AVALIA-
ÇÃO COM PROFISSIONAL DE 
SAÚDE! AO SE DESLOCAR, 
PROCURE SE PROTEGER 
E PROTEGER O PRÓXIMO: 
CUBRA AS LESÕES APAREN-
TES E UTILIZE MÁSCARA 
SOBRE A BOCA E O NARIZ.
Vale destacar que a Mpox também 
pode provocar sintomas como febre, 
calafrios, linfonodos inchados (ínguas), 
cansaço, dor muscular, dor nas costas, 
dor de cabeça, dor de garganta, con-
gestão nasal e tosse. Esses sinais e sin-
tomas podem variar. Alguns deles po-
dem estar ou não presentes e aparecer 
antes ou depois das lesões na pele 
(WHO, 2022a). Fique atento: o aspecto 
das lesões também pode variar, con-
forme a cor da pele (Figura 2).
5.2
ORIENTAÇÕES 
PARA PESSOAS 
COM SUSPEITA
DA DOENÇA – 
DIRECIONAMENTO 
PARA PROCURA 
DOS SERVIÇOS 
DE SAÚDE
Figura 1 – Lesão cutânea de Mpox em 
seus vários estágios: (a) vesícula pre-
coce (diâmetro de 3 mm); (b) pequena 
pústula (2 mm); (c) pústula umbilicada 
(3-4mm); (d) lesão ulcerada (5 mm); (e) 
crosta de uma lesão; (f) crosta parcial-
mente removida
Fonte: Ali et al. (2022).
Mpox | UNIDADE 4: VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS
78
IMPORTANTE:
Enquanto os sinais e 
sintomas que a pessoa 
está manifestando não 
forem descartados para Mpox , 
lembre-se de que é importante 
manter o isolamento domiciliar! 
Vale ressaltar que, além do isolamen-
to, algumas medidas simples podem 
evitar transmissão para outras pessoas 
e/ou complicações:
• Evite sair de casa. Agora é hora de se 
cuidar e evitar situações que possam 
aumentar o risco de transmissão;
• Evite receber visitas. Elas, em breve, 
vão poder te ver normalmente. Vale 
esse esforço para proteger nossos 
entes queridos;
• Evite contato com animais domésti-
cos. Nossos pets são vulneráveis ao 
contágio da doença. Todo cuidado é 
de grande valor para a saúde deles;
• Não tenha relações sexuais. O con-
Figura 2 – Lesões de Mpox em diferentes cores de pele
Fonte: Adler et al. (2022).
AS LESÕES PODEM COÇAR E/OU SER DOLOROSAS. 
FIQUE ATENTO ÀS SUAS VARIAÇÕES.
tato sexual tem se mostrado um 
grande risco para a transmissão da 
doença;
• Não barbeie ou depile áreas com 
ferimentos. Independentemente da 
confirmação ou não da Mpox, quan-
to menos mexer nas lesões, melhor. 
Um eventual ferimento no local da 
lesão pode dificultar o processo de 
cicatrização;
• Evite usar lentes de contato. Tem-se 
observado um número importante 
de lesões oculares por Mpox, por-
tanto não as utilize nesse momento! 
As lentes podem agravar uma even-
tual lesão ocular pelo MPXV; 
• Não utilize adornos como pulseiras, 
relógios, anéis, alianças etc. Quan-
to menos objetos com potencial de 
transmitir o vírus utilizarmos, melhor;
• Não compartilhe roupas, talheres, 
roupas de cama, toalhas e demais 
utensílios de uso individual.
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
7979
Os serviços de saúde, incluindo os de 
assistência direta à população e os la-
boratórios, são locais de especial inte-
resse para a contenção da dissemina-
ção da Mpox, por reunirem pacientes 
potencialmente com a doença e/ou 
amostras clínicas infectantes e popu-
lação suscetível, sejam trabalhadores 
da saúde, sejam outros pacientes e 
acompanhantes presentes simultane-
amente no mesmo local. As medidas 
de contenção adotadas pelos serviços 
de saúde objetivam tanto proteger a 
saúde dos trabalhadores quanto evitar 
a contaminação de outras pessoas e a 
disseminação da doença por novos in-
fectados (TITANJI, et al., 2022).
São considerados trabalhadores da 
saúde todos aqueles que atuam em 
espaços e estabelecimentos de saú-
de, incluindo tanto os profissionais da 
saúde (por exemplo, enfermeiros, mé-
dicos, maqueiros, biólogos, técnicos de 
enfermagem e de laboratório, nutri-
cionistas, farmacêuticos, bioquímicos 
e fisioterapeutas) quanto aqueles que 
trabalham em estabelecimentos de 
saúde e que não prestam serviços dire-
tos de assistência à saúde das pessoas 
(por exemplo, os que atuam na admi-
nistração, recepção, segurança e servi-
ços gerais) (BRASIL, 2020).
5.3
CONTENÇÃO DA
DOENÇA EM SER-
VIÇOS DE SAÚDE 
E ORIENTAÇÕES E 
CUIDADO PARA A 
SAÚDE DO TRA-
BALHADOR 
DA SAÚDE
As condições em que o atendimento 
é realizado podem constituir fatores 
determinantes para a ocorrência de 
Mpox nos trabalhadores que estão em 
contato direto com casos suspeitos ou 
confirmados, considerando que a do-
ença é transmitida por contato com 
pacientes infectados, que podem estar 
presentes nos serviços de saúde.
A Constituição Federal do Brasil, em 
seu capítulo II, artigo 70, determina que 
todos os serviços de saúde devem as-
segurar, aos trabalhadores que atuam 
nos serviços, tanto empregados, como 
terceirizados e pertencentes a outra 
modalidade de vínculo, a adoção de 
medidas e mecanismos de proteção e 
promoção à saúde (BRASIL, 1988).
5.3.1 SITUAÇÕES E FATO-
RES DE RISCO À SAÚDE 
DOS TRABALHADORES 
DA SAÚDE
Você já parou para pensar que o tra-
balhador da saúde pode passar por 
diferentes situações de risco que fa-
vorecem o contágio da Mpox?
Mpox | UNIDADE 5: ORIENTAÇÕES PARA A POPULAÇÃO E GRUPOS ESPECÍFICOS
80
Diversos fatores e situações podem 
determinar as chances de os traba-
lhadores que atuam na área da saú-
de adquirirem Mpox, entre eles: riscos 
relacionados aos procedimentos/ativi-
dades que executam; duração da jor-
nada de trabalho; quantidade de pa-
cientes que atendem; uso inadequado 
de Equipamentos de Proteção Indivi-
dual (EPI), o que abrange o processo de 
paramentação e desparamentação, a 
higienização inadequada das mãos, o 
descarte incorreto de resíduos sólidos 
e a desinfecção ou esterilização de 
equipamentos.
É necessário investir na capacitação e 
na educação continuada desses tra-
balhadores sobre aspectos de segu-
rança e saúde relativos ao ambiente 
de trabalho, possibilitando que reali-
zem suas atividades de modo a cuidar 
da sua saúde e da saúde dos outros. 
É preciso também garantir jornadas 
de trabalho e número de profissionais 
compatíveis com a demanda psíquica 
e física da função, além de adequado 
monitoramento e avaliação dos pro-
cessos de trabalho. 
5.3.2 MEDIDAS DE CON-
TROLE, PREVENÇÃO E 
PROTEÇÃO À SAÚDE 
DOS TRABALHADORES 
DA SAÚDE
As medidas de controle, prevenção e 
proteção aos trabalhadores que atu-
am na área da Saúde incluem a dispo-
nibilidade e o uso adequado dos EPIs 
e a adoção de medidas de engenharia 
e administrativas nos ambientes e pro-
cessos de trabalho.
Essas medidas devem orientar a iden-
tificação e a intervenção nos fatores 
e situações de risco aos quais os tra-
balhadores podem estar expostos du-
rante a execução de suas atividades, 
visando eliminá-las ou controlá-las. Na 
maioria das situações, será necessária 
uma combinação dessas medidas para 
proteger os trabalhadores da exposi-
ção ao Mpox. 
5.3.2.1 EQUIPAMENTOS DE PRO-
TEÇÃO INDIVIDUAL (EPIs)
Os EPIs73
5.1 MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CUIDADO CONTRA A Mpox PARA A POPULAÇÃO GERAL _______________________ 74
5.2 ORIENTAÇÕES PARA PESSOAS COM SUSPEITA DA DOENÇA – DIRECIONAMENTO PARA PROCURA 
 DOS SERVIÇOS DE SAÚDE ______________________________________________________________ 76
5.3 CONTENÇÃO DA DOENÇA EM SERVIÇOS DE SAÚDE E ORIENTAÇÕES E CUIDADO PARA A SAÚDE DO 
 TRABALHADOR DA SAÚDE ______________________________________________________________ 78
 5.3.1 Situações e fatores de risco à saúde dos trabalhadores da saúde ________________________________ 78
 5.3.2 Medidas de Controle, Prevenção e Proteção à Saúde dos Trabalhadores da Saúde ____________________ 79
 5.3.2.1 Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) ______________________________________________ 79
 5.3.2.2.Medidas de Controle de Engenharia __________________________________________________ 80
 5.3.2.3 Medidas de Controle Administrativo __________________________________________________ 81
 5.3.2.4 Afastamento de trabalhadores de serviços de saúde e retorno às atividades _______________________ 82
5.4 ORIENTAÇÕES PARA PROFISSIONAIS DO SEXO ________________________________________________ 83
5.5 ORIENTAÇÕES PARA EVENTOS DE MASSA (EM) ________________________________________________ 84
 5.5.1 Planejamento e responsabilidades na Organização de EM _____________________________________ 85
5.6 ORIENTAÇÕES PARA TRANSPORTE PÚBLICO __________________________________________________ 87
REFERÊNCIAS _________________________________________________________________________ 89
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
7
Mpox
UNIDADE 1: 
INTRODUÇÃO AO Mpox
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
88
OBJETIVOS DE 
APRENDIZAGEM 
DA UNIDADE 
OBJETIVO GERAL:
Esta Unidade tem como objetivo apresentar um breve histórico e panorama da 
doença no mundo e no Brasil, descrevendo o agente etiológico, as características 
do vírus e as formas de transmissão. Ressalta a importância da utilização de dados 
epidemiológicos para as ações de assistência e vigilância em saúde e o reconhe-
cimento da interface humanos-animais-meio ambiente. Discute ainda os grupos 
vulneráveis e população-chave.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
Compreender o histórico da doença e seu surgimento no mundo e no Brasil;
Descrever as características do vírus e as formas de transmissão;
Utilizar dados epidemiológicos no mundo e no Brasil;
Compreender o agente etiológico e suas características gerais;
Reconhecer a interface humanos-animais-meio ambiente; 
Identificar os grupos vulneráveis e população-chave.
CARGA HORÁRIA DE ESTUDO: 
10 horas 
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
99
1.1 
HISTÓRICO DA 
DOENÇA NO 
MUNDO E NO 
BRASIL 
1.1.1 DEFINIÇÃO DA DO-
ENÇA E FORMAS DE 
TRANSMISSÃO 
A Mpox é uma zoonose viral causada 
pelo Monkeypox virus (MPXV), da fa-
mília Poxviridae, capaz de infectar di-
ferentes espécies de mamíferos. É uma 
doença transmissível, autolimitada e 
caracterizada pelo surgimento de pús-
tulas na pele dos indivíduos infectados 
(LUNA et al., 2022).
Você já deve ter ouvido comentários 
associando a Mpox à varíola humana. 
Isso se deve ao fato de o agente etio-
lógico das duas doenças, Monkeypox 
virus e Variola vírus (VARV – do inglês 
smallpox), pertencerem à mesma fa-
mília, Poxviridae, causando doenças 
que se manifestam de forma seme-
lhante clinicamente, embora a Mpox 
seja menos grave. 
Nas regiões endêmicas, a taxa de le-
talidade (TL) varia de 3,6% a 10,6% e, 
em geral, tanto as manifestações da 
doença quanto a TL são piores nos pa-
cientes imunossuprimidos, como os pa-
cientes que vivem com o vírus da imu-
nodeficiência humana (HIV) (BUNGE et 
al., 2022). 
O vírus pode ser transmitido:
• Entre seres humanos, por:
• Contato próximo com lesões cutâ-
neas, secreções respiratórias ou ob-
jetos recentemente contaminados;
• Contato prolongado, face a face, 
com secreções respiratórias;
• Via vertical (transplacentária ou 
contato próximo entre a mãe e o 
bebê durante e após o parto);
• Contato sexual.
• De animais infectados para outras 
espécies, incluindo humanos (contato 
direto com sangue, outros fluidos cor-
porais e/ou lesões do animal infecta-
do), e de humanos para animais.
O MPXV foi identificado na década de 
50, entretanto o primeiro caso em se-
res humanos foi observado em 1970. 
Vale ressaltar que, embora a descober-
ta do vírus tenha ocorrido em macacos 
em um laboratório dinamarquês em 
1958, a Organização Mundial da Saú-
de (OMS) considera inadequada a no-
meação dada à doença, esclarecendo 
que a maioria dos animais suscetíveis a 
esse tipo de varíola são roedores, como 
ratos e cães-da-pradaria.
10
Mpox | UNIDADE 1: INTRODUÇÃO AO Mpox
Em 28 de novembro de 2022, a OMS recomendou a mudança do nome da doença para Mpox, 
devido aos fortes estigmas e preconceitos observados durante a sua expansão no mundo. 
A substituição do nome acontecerá de forma gradual. No primeiro ano, ambos os nomes foram 
aceitos para que houvesse tempo para finalizar o processo de atualização da Classificação 
Internacional de Doenças (CID). O termo monkeypox deixará de ser utilizado, mas continuará 
sendo pesquisável no CID para fins históricos. Até 30 de novembro de 2022, o Comitê 
Internacional de Taxonomia de Vírus ainda não havia decidido pela mudança na nomenclatura 
do Monkeypox vírus. Nesse curso adotamos o novo nome (Mpox), mantendo o nome monkeypox 
e suas traduções para o português apenas no título para facilitar a busca e nos documentos 
incluídos na íntegra que foram produzidos antes da mudança de nomenclatura.
Em 11 de maio de 2023, 
a Mpox deixou de ser 
considerada, pela OMS, uma 
Emergência em Saúde Pública 
Internacional. Contudo, é 
importante ressaltar que a 
doença ainda representa um 
desafio significativo a saúde 
pública que necessita de 
respostas enérgicas e robustas.
Em 23 de junho de 2022, o Comitê de Emergência do Regulamento Sanitário Internacional (2005) (RSI) da OMS se reuniu em Genebra 
para tratar sobre o surto multipaís de varíola. O Comitê recomendou ao Diretor-Geral da OMS que não declarasse esse surto como uma 
Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional (ESPII), embora reconhecesse, por unanimidade, a natureza emergencial do evento 
e que controlar a propagação do surto iria requerer intensos esforços de resposta. Reforçou ainda que “o evento deve ser monitorado de 
perto e revisado após algumas semanas, assim que mais informações sobre as incógnitas atuais estiverem disponíveis, para determinar se 
ocorreram mudanças significativas que podem justificar uma reconsideração de seu conselho”. Apesar da opinião do Comitê, o diretor da 
OMS decidiu, em 23 de julho de 2022, declarar a monkeypox uma Emergência de Saúde Pública de Preocupação Internacional (ESPII).
1958 1970 1970 - 1979
O vírus foi identificado 
em 1958, em duas 
colônias de macacos 
provenientes da África,
e mantido para 
pesquisa na Dinamarca.
2018 - 2021 13 e 15/mai - 2022
23/jun - 2022
28/nov - 2022
Entre 2018 e 2021, casos relacionados a viagens para 
países endêmicos foram relatados em Israel (2018), Reino 
Unido (2018, 2019 e 2021), Singapura (2019) e EUA (2021). 
Praticamente todos os casos fora da África nesses anos foram 
relacionados a viagens para países africanos endêmicos ou 
à importação de animais silvestres capturados nas florestas 
africanas para venda como pets exóticos em outros países.
Entre 13 e 15 de maio de 2022, o Reino Unido notificou 7 casos 
confirmados de monkeypox, sem vínculo com viagens a áreas 
endêmicas ou com contato com animais silvestres importados. 
Desde então, outros casos começaram a ser notificados em 
diversos países. A forma de entrada do vírus nesses países e os 
meios de disseminação ainda não estão identificados.
O primeiro caso humano foi identificado 
em 1970 na República Democrática 
do Congo, na África. Desde então, 
apresenta-se como doença endêmica 
no continente africano, com poucos 
casos e baixa letalidade.
Entre 1970 eadequados e usados correta-
mente são importantes para assegurar 
a saúde dos trabalhadores que atuam 
na área da saúde e para minimizar os 
riscos de adoecimento por Mpox.
 VOCÊ SABIA?
O acesso dos traba-
lhadores aos EPIs em 
quantidade e qualidade 
adequadas é responsabilidade do 
empregador, seja público, seja pri-
vado, em regime da CLT ou esta-
tutário, assim como o treinamento 
adequado dos trabalhadores, a 
supervisão do uso adequado e a 
manutenção e reposição necessá-
rias desses equipamentos segun-
do o fabricante (BRASIL, 2022a).
 
Os tipos de equipamento necessários 
para a prevenção de Mpox nos serviços 
de saúde estão relacionados às tarefas 
executadas, mas, de maneira geral, 
todos os EPIs devem ser: selecionados 
com base no risco biológico a que os 
trabalhadores estão expostos; regu-
larizados pelos órgãos certificadores e 
pela Anvisa; usados adequadamente; 
higienizados e/ou descartados perio-
dicamente, conforme recomendações 
técnicas; e inspecionados, reparados 
ou substituídos de acordo com instru-
ções do fabricante (BRASIL, 2022b). 
Mpox | UNIDADE 4: VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS
81
5.3.2.2.MEDIDAS DE CONTROLE 
DE ENGENHARIA
A aplicação das medidas de contro-
le de engenharia deve ser prioriza-
da, pois essas medidas são essenciais 
para prevenir a propagação e reduzir 
a concentração de agentes infecciosos 
no ambiente de trabalho, minimizar o 
número de áreas contaminadas pelo 
MPXV e diminuir o número de traba-
lhadores expostos. Destacamos a se-
guir algumas dessas medidas (BRASIL, 
2020):
• Definição e instalação de espaços 
de acolhimento, triagem e isola-
mento que possibilitem a identifi-
cação de pacientes com suspeita de 
Mpox em área separada dos demais 
pacientes, antes ou imediatamente 
após a chegada ao estabelecimento 
de saúde até haver o atendimento 
ou o encaminhamento ao serviço de 
referência (se necessário), limitando 
a movimentação desses pacientes à 
área de isolamento;
• Manutenção de ambiente adequa-
do para a higienização das mãos. 
Esse ambiente precisa ter: lavatório/
pia com dispensador de sabonete lí-
quido; suporte para papel toalha e 
papel toalha; lixeira com tampa e 
abertura sem contato manual para 
uso dos pacientes e seus acompa-
nhantes, tanto na recepção quanto 
No geral, os EPIs a serem utilizados são: em outros pontos dentro do serviço, 
minimizando o possível contato com 
outros pacientes e evitando a sua 
circulação pelos serviços de saúde;
• Instalação de dispensadores de ál-
cool para a higiene das mãos (sob 
as formas gel ou solução a 70%) nas 
salas de espera e em outras áreas 
com circulação de pacientes suspei-
tos ou confirmados;
• Fornecimento de máscara cirúrgi-
ca, e aventais/luvas que cubram as 
áreas com lesões aos pacientes com 
suspeita de Mpox logo na chegada 
ao serviço de saúde; 
• Adoção de coberturas protetoras, 
que devem ser utilizadas em macas, 
cadeiras e outros objetos, incluindo 
as de filme plástico ou papel ab-
sorvente, que devem ser removidas 
e trocadas entre cada atendimen-
to, em conformidade com o esta-
belecido pela Comissão de Contro-
le de Infecção Hospitalar (CCIH) ou 
equivalente;
• Adoção de classificação de risco das 
áreas e ambientes laboratoriais em 
que são manipulados agentes bioló-
gicos, segundo a publicação Diretri-
zes Gerais para o Trabalho em Con-
tenção com Material Biológico do 
Gorro 
descartável
Óculos de proteção
ou protetor facial
Máscara cirúrgica ou N95 
(dependendo do procedimento 
a ser realizado)
Avental impermeável/descartável 
de mangas compridas
Luvas de procedimento Calçado fechado
Mpox | UNIDADE 5: ORIENTAÇÕES PARA A POPULAÇÃO E GRUPOS ESPECÍFICOS
82
Ministério da Saúde (BRASIL, 2010);
• Descarte adequado de resíduos.
5.3.2.3 MEDIDAS DE CONTROLE 
ADMINISTRATIVO
As medidas de controle administrativo 
referem-se às alterações nas rotinas 
de trabalho com o objetivo de redu-
zir ou eliminar a exposição, duração, 
frequência ou intensidade de algum 
risco. Essas medidas devem ser desen-
volvidas tanto pelo empregador/con-
tratante quanto pelos trabalhadores. 
Destacamos a seguir algumas dessas 
medidas (BRASIL, 2020):
• Orientação aos pacientes e acom-
panhantes sobre a necessidade de 
adoção de medidas de higiene; 
• Desenvolvimento de planos de co-
municação de emergência, incluin-
do espaços e canais de comunicação 
para responder às preocupações dos 
trabalhadores;
• Promoção de educação e saúde, e 
treinamento sobre os fatores de ris-
co, cuidados e medidas de preven-
ção e controle da Mpox que devem 
ser adotados pelos serviços de saú-
de, incluindo o manejo adequado do 
paciente;
• Orientação aos trabalhadores da 
saúde sobre a utilização adequada 
dos EPIs no atendimento dos pa-
cientes com suspeita de Mpox ou 
com diagnóstico confirmado; 
• Orientação aos trabalhadores da 
saúde e acompanhantes dos pa-
cientes para evitar tocar superfícies 
próximas ao paciente (por exem-
plo, mobiliário e equipamentos para 
a saúde), exceto se EPIs estiverem 
sendo utilizados;
• Caso ocorra qualquer erro na utili-
zação dos EPIs e perceber-se o con-
tato com fluidos das lesões, informar 
a chefia imediata para o devido 
monitoramento;
• Implementação de políticas não pu-
nitivas, para permitir que o profissio-
nal de saúde que apresente sinais e 
sintomas de Mpox seja afastado do 
trabalho;
• Afastamento de trabalhadores com 
diagnóstico confirmado da doença 
e sensibilização para que adotem as 
medidas de isolamento domiciliar. 
Essa medida não deve implicar pre-
juízos trabalhistas aos profissionais;
• Estabelecimento de horários de fun-
cionamento estendidos dos serviços 
de saúde, para minimizar, sempre 
que possível, a aglomeração de pes-
soas e o contato entre funcionários e 
pacientes;
• Disponibilização de informações so-
bre higiene adequada das mãos em 
banheiros, recepções, enfermarias, 
quartos, salas de atendimento etc.;
• Revisão dos Procedimentos Opera-
cionais Padrão (POPs) de limpeza e 
desinfecção de ambientes e superfí-
cies para garantir a frequência e as 
melhores práticas para redução da 
carga viral nos serviços de saúde; 
• Monitoramento da ocorrência de 
transmissão interna de Mpox em 
pacientes e trabalhadores e adoção 
de medidas apropriadas para con-
trole e mitigação da transmissão;
• Monitoramento da efetividade das 
medidas de proteção e avaliação da 
adesão dos trabalhadores, caben-
do, a qualquer momento, mudança 
nas estratégias de implementação 
das medidas para torná-las mais 
efetivas;
• Manutenção de registro de todas as 
pessoas que prestaram assistência 
direta ou entraram nos quartos ou 
em outras áreas de assistência aos 
Mpox | UNIDADE 5: ORIENTAÇÕES PARA A POPULAÇÃO E GRUPOS ESPECÍFICOS
83
pacientes suspeitos ou com diag-
nóstico confirmado;
• Elaboração e disponibilização de 
forma escrita das normas e rotinas 
de procedimentos envolvidos na 
assistência aos casos suspeitos ou 
confirmados de Mpox, como: fluxo 
dos pacientes dentro do serviço de 
saúde, procedimentos de colocação 
e retirada de EPI, procedimentos de 
remoção e processamento de rou-
pas/artigos e produtos utilizados 
na assistência, rotinas de limpeza e 
desinfecção de superfícies, rotinas 
para classificação e remoção dos re-
síduos, entre outras. 
5.3.2.4 AFASTAMENTO DE TRABA-
LHADORES DE SERVIÇOS DE SAÚ-
DE E RETORNO ÀS ATIVIDADES 
A notificação e a definição de casos, 
a conduta clínica e as medidas epide-
miológicas são as mesmas para tra-
balhadores de saúde e para qualquer 
outro paciente (BRASIL, 2022a). En-
tretanto, deve-se investigar a relação 
causal entre a Mpox e a exposição 
ocupacional do trabalhador. Se confir-
mada, deve-se realizar a notificação 
de acidente de trabalho por meio da 
Comunicação de Acidente de Trabalho 
(CAT) ou documentos similares a fim de 
que sejam garantidos os direitos tra-
balhistas e previdenciários (ESPÍRITO 
SANTO, 2022) .
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
8484
5.4 
ORIENTAÇÕES 
PARA PROFISSIO-
NAIS DO SEXO
Como vimos anteriormente, o riscode 
infectar-se com o MPXV não se restrin-
ge apenas a uma população específi-
ca, mas abrange todas as pessoas que 
tiverem contato próximo com indivíduo 
infectado e/ou doente. Aprendemos 
também que esse surto atual de Mpox 
traz consequências sobretudo para os 
doentes, mas também para suas famí-
lias e pessoas que os rodeiam, assim 
como para outras pessoas que, como 
os profissionais do sexo, desenvolvem 
atividades que envolvem contato ínti-
mo com outras pessoas. 
Em particular, esses profissionais, caso 
adoeçam ou estejam sob suspeita de 
estarem infectados, precisarão iso-
lar-se para evitar a transmissão do 
vírus, e isso poderá acarretar dificul-
dades financeiras. Esse problema po-
derá se agravar caso as autoridades 
não lhes ofereçam proteção social e 
ajuda financeira. Da mesma maneira 
que algumas organizações criaram 
programas de assistência durante a 
pandemia de Covid-19, é recomendado 
que os profissionais do sexo se 
organizem e que essas organizações 
também comecem a criar estratégias 
e fundos de respostas para a assistên-
cia a esses profissionais (WHO, 2022b). 
A maior proteção dos profissionais do 
sexo contra o MPXV está associada a 
melhoria no acesso à informação e aos 
serviços de saúde, para que os médi-
cos possam fornecer cuidados de pre-
venção e tratamento direcionados às 
suas necessidades. 
A educação para profissionais do sexo 
é essencial e deve contemplar orien-
tações sobre técnicas de prevenção, 
incluindo o reconhecimento dos sinto-
mas da Mpox, opções de tratamento 
e como acessar os cuidados. Reco-
menda-se que a educação sobre pre-
venção específica para profissionais 
do sexo ocorra tanto na comunidade 
(pessoalmente) quanto por meio de 
plataformas on-line. Dessa forma eles 
podem se proteger adequadamente e 
quebrar a cadeia de transmissão do ví-
rus (CANTOR, et al., 2022).
SAIBA MAIS!
Conheça o documento 
criado pela Organização 
Pan-Americana da Saú-
de (OPAS) e Organiza-
ção Mundial de Saúde (OMS) com 
orientações de saúde pública aos 
profissionais do sexo para se prote-
gerem da Mpox acessando o link. 
https://fiocruzbr-my.sharepoint.com/:b:/g/personal/cursosarquivo_ms_fiocruz_br/EbquJ4nHLDlLkptOJHvpa0wB1X9c-HZOA4_GHxyviqM4QQ?e=qe3Ed9
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
8585
5.5
ORIENTAÇÕES 
PARA EVENTOS 
DE MASSA
O que você precisa lembrar é que a 
principal forma de transmissão do 
MPXV é o contato físico com pessoas 
infectadas. Com isso, eventos que pro-
voquem aglomerações são mais propí-
cios à transmissão da doença, pois as 
chances de contato e de exposição são 
maiores. 
O envolvimento das autoridades de 
saúde pública nos eventos de mas-
sa requer articulação entre os entes 
públicos e privados envolvidos direta 
ou indiretamente no evento, visando 
ao planejamento e à integração das 
ações. 
Embora o foco principal seja a redução 
da transmissão do vírus, a maior parte 
das medidas visa garantir boas práti-
cas de saúde pública em geral, preve-
nir e controlar a transmissão de várias 
doenças. 
E você sabe o que é um EVENTO DE 
MASSA?
O artigo 4º do capítulo II do anexo CII 
da Portaria de Consolidação n° 5, de 
28 de setembro de 2017, define Evento 
de Massa (EM) como qualquer:
[...] atividade coletiva de natureza cultu-
ral, esportiva, comercial, religiosa, social 
ou política, por tempo pré-determinado, 
com concentração ou fluxo excepcional 
de pessoas, de origem nacional ou in-
ternacional, e que, segundo a avaliação 
das ameaças, das vulnerabilidades e dos 
riscos à saúde pública exijam a atuação 
coordenada de órgãos de saúde pública 
da gestão municipal, estadual e federal 
e requeiram o fornecimento de serviços 
especiais de saúde, públicos ou privados 
(Sinonímia: grandes eventos, eventos es-
peciais, eventos de grande porte).
5.5.1 PLANEJAMENTO E RESPON-
SABILIDADES NA ORGANIZAÇÃO 
DE EM
O planejamento das ações de saúde 
antes da realização de um EM deve 
contemplar a articulação entre as áre-
as de assistência e de vigilância em 
saúde. Na etapa de planejamento, o 
organizador do evento deve procurar 
o setor de saúde responsável (como a 
vigilância sanitária local) e outros se-
tores relacionados (como segurança 
pública e órgãos de trânsito) para co-
municá-los sobre a realização do even-
to. Devem ser verificados os requisitos 
necessários para realização do EM, 
bem como a documentação geral e es-
pecífica pertinentes. É necessário que 
todos os setores/órgãos envolvidos, es-
tabeleçam um fluxo de comunicação 
de EM, de forma que todas as instân-
cias envolvidas possam fazer parte do 
Mpox | UNIDADE 5: ORIENTAÇÕES PARA A POPULAÇÃO E GRUPOS ESPECÍFICOS
86
planejamento e ser notificadas sobre a 
ocorrência do evento em tempo hábil 
(BRASIL, 2014).
As responsabilidades das esferas de 
gestão são definidas, no âmbito do 
Sistema Único de Saúde (SUS), no Ane-
xo CII da Portaria de Consolidação n° 
5, de 28 de setembro de 2017, que tra-
ta Do Planejamento, Execução e Ava-
liação das Ações de Vigilância e Assis-
tência à Saúde em Eventos de Massa.
As principais responsabilidades na 
elaboração do plano de ação em um 
evento de massa que devem ser con-
sideradas pelo organizador do evento, 
assim como pelo setor público respon-
sável pela anuência, compreendem: 
I. Identificar os pontos de atenção 
e fluxos da rede assistencial para 
atendimento a casos suspeitos de 
Mpox; 
II. Manter vigilância de doenças e 
prevenção de surtos; 
III. Manter vigilância relacionada à 
segurança ambiental e alimentar 
(BRASIL, 2022c); 
IV. Realizar estratégias de informação 
e promoção em saúde; 
V. Manter a vigilância relacionada à 
Saúde do Trabalhador;
VI. Coordenar as ações de saúde por 
meio de comunicação adequada.
 
SAIBA MAIS!
Para maiores informações 
sobre as responsabilidades 
no planejamento, execução 
e avaliação das ações de vigi-
lância e assistência à saúde em 
eventos de massa, acesse o link.
Os organizadores dos EMs são as fon-
tes de informação mais diretas sobre 
os eventos e, por isso, desempenham 
uma função relevante para os serviços 
de saúde . Elaborar orientações sobre 
medidas de prevenção deve ser com-
promisso da gestão e tarefa de todos 
os envolvidos nesses eventos. Um ca-
nal de comunicação oportuno, orga-
nizado de forma clara e direcionada, 
é um ponto-chave para o controle dos 
riscos (ECDC, 2022).
Recomenda-se que os seguintes tópi-
cos sejam considerados:
• Utilização de mídias sociais e in-
ternet para fornecer informações 
e orientações sobre as medidas de 
prevenção contra a Mpox:
 . Orientar as pessoas com sinais e 
sintomas compatíveis com Mpox 
a não participar de eventos de 
massa;
 . Orientar os trabalhadores de saú-
de quanto às medidas de preven-
ção e à utilização de EPIs;
 . Orientar a população em geral 
quanto às medidas de prevenção. 
• Durante a preparação do evento, a 
implementação da comunicação de 
riscos e de medidas de prevenção 
pode ser estendida a eventos para-
lelos e reuniões espontâneas rela-
cionadas ao evento principal.
• É importante informar aos partici-
pantes que a transmissão de Mpox 
se dá por contato com lesões em 
qualquer parte do corpo, portanto 
o uso de preservativos não oferece 
proteção contra essa transmissão. 
Recomenda-se aos organi-
zadores de eventos e pro-
prietários de empresas, 
considerar o fornecimento 
de informações e orienta-
ções atualizadas com lin-
guagem simples e direta, 
https://fiocruzbr-my.sharepoint.com/:b:/g/personal/cursosarquivo_ms_fiocruz_br/EbcrLLgdFQhFoipYiv1ppekBzglRTZ_FUZSfX2dAzbDG0w?e=Yvu6QJ
Mpox | UNIDADE 5: ORIENTAÇÕES PARA A POPULAÇÃO E GRUPOS ESPECÍFICOS
87
descrevendo os sinais e 
sintomas e medidas de pre-
venção de Mpox em seus 
sítios eletrônicos, contas de 
mídia social e aplicativos.
O Centro Europeu de Pre-
venção e Controle de Do-
enças em conjunto com a 
Organização Mundial de 
Saúde organizaram um cen-
tro de mídia com conselhos 
sobre comunicação de ris-
co e produziram um kit de 
ferramentas para autori-
dades em saúde pública e 
organizadores de eventos.FICOU INTE-
RESSADO?
Acesso no ca-
nal eletrônico no link. 
SAIBA MAIS!
Saiba Mais assistindo ao 
Webnário da OPAS. sobre 
Mpox e Reuniões em Mas-
sa. Recomendações para 
proteger festas e feriados. 
https://www.ecdc.europa.eu/en/news-events/ecdc-and-who-produce-risk-communication-and-community-engagement-advice-toolkit-public
https://www.paho.org/pt/eventos/monkeypox-e-reunioes-em-massa
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
8888
5.6 
ORIENTAÇÕES 
PARA TRANS- 
PORTE PÚBLICO
Assim como você deve ter cuidado com 
os riscos de uma possível infecção pelo 
MPXV participando de EM ou de festas, 
os transportes coletivos são, em teoria, 
um ambiente propício para a transmis-
são do vírus, levando-se em considera-
ção a maior probabilidade de contato 
com um grande número de pessoas.
Vale reforçar que, atualmente, as evi-
dências relacionadas a fontes de infec-
ção e padrões de transmissão indicam 
que a principal forma de transmissão 
é o contato direto e prolongado com 
indivíduos que apresentem lesões em 
pele e mucosa. O contato pode ser pe-
le-pele, mucosa-mucosa ou mucosa-
-pele, uma vez que o vírus pode entrar 
em lesões de pele e mucosas (oral, fa-
ringe, ocular e genital) (WHO, 2022a).
É recomendado aos usuários proteger 
com vestuário regiões do corpo que 
estejam mais suscetíveis ao contato 
prolongado com outras pessoas (por 
exemplo, tronco, abdome e membros). 
Sugere-se também que o usuário de 
transporte público evite o contato fí-
sico com os demais usuários e que hi-
gienize as mãos antes e depois de to-
car superfícies compartilhadas, como 
corrimões, bancos, janelas, portas de 
transporte público, etc. É imprescindí-
vel utilizar álcool 70% ou água e sabo-
nete de forma correta para higieniza-
ção das mãos.
Caso haja suspeição da doença devido 
a sinais e sintomas e a pessoa neces-
site utilizar transporte público para ir 
a uma unidade básica de saúde, re-
comenda-se cobrir as possíveis lesões 
com calças e blusas de manga com-
prida, utilizar máscara e higienizar as 
mãos com álcool 70% , sempre que pos-
sível. Contudo, de acordo com as reco-
mendações do Plano de Contingência 
Nacional para Mpox (BRASIL, 2022d) , 
caso haja a suspeição ou confirmação 
de infecção pelo MPXV, a pessoa deve 
permanecer em isolamento.
SAIBA MAIS!
Acesse o link.
 
Em embarcações e aeronaves, o aten-
dimento de bordo a viajantes consi-
derados casos suspeitos deve ser rea-
lizado com uso de óculos de proteção 
ou protetor facial, avental, máscara 
cirúrgica e luvas de procedimento. Es-
ses EPIs devem ser retirados, descarta-
dos adequadamente e trocados, caso 
https://fiocruzbr-my.sharepoint.com/:b:/g/personal/cursosarquivo_ms_fiocruz_br/ETsZqi2WeDFOjErJEuC6NNMBmXnVRFP68NaIVT2kc_-cvA?e=EudoQr
Mpox | UNIDADE 5: ORIENTAÇÕES PARA A POPULAÇÃO E GRUPOS ESPECÍFICOS
89
necessário, antes de um novo atendi-
mento. Em embarcações, o caso sus-
peito deve ficar isolado em cabine in-
dividual. Os resíduos sólidos dos meios 
de transporte com casos suspeitos 
devem ser tratados como resíduos do 
Grupo A, ou seja, resíduos potencial-
mente infectantes (ANVISA, 2022).
Considerando que, no momento, não 
há restrições de viagens devido a essa 
doença, orienta-se que os viajantes 
atentem para sinais e sintomas da do-
ença, evitem realizar viagens não es-
senciais caso apresente-os e procure 
orientação de profissional de saúde o 
quanto antes e o mais perto possível.
SAIBA MAIS!
Para maiores informa-
ções acesse as orien-
tações gerais frente à 
Emergência de Saúde 
Pública Internacional causada 
pelo MPXV para atuação em por-
tos, aeroportos e fronteiras que 
estão publicadas na Nota Técnica 
n° 81/2022/SEI/COVIG/GGPAF/
DIRE5/ANVISA, disponível no link.
Agora que você tem uma visão com-
pleta sobre a apresentação clínica da 
Mpox, mecanismos de transmissão e 
estratégias de controle e vigilância, 
você está preparado para atuar no en-
frentamento do surto de Mpox a fim de 
mitigar o impacto da doença no Brasil. 
Não se esqueça de se manter sempre 
atualizado acessando os canais de 
informações do Ministério da Saúde, 
Fundação Oswaldo Cruz e Organiza-
ção Mundial da Saúde. 
https://fiocruzbr-my.sharepoint.com/:b:/g/personal/cursosarquivo_ms_fiocruz_br/ERPevIesSudJjVq6h_6330UBT-UsTfyvoyJYOXFFJy5pvQ?e=bb2RdB
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
9090
REFERÊNCIAS
ADLER, H. et al. Clinical features and 
management of human monkeypox. 
Lancet Infectious Diseases, v. 22, n. 8, 
p. 1153-1162, 2022. 
ALI, S. N. et al. Monkeypox Skin Le-
sion Detection Using Deep Learning 
Models: A Feasibility Study. arXiv, 
2207.03342v1, 6 jul. 2022. Disponível 
em: https://arxiv.org/pdf/2207.03342.
pdf. Acesso em: 30 dez. 2022.
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA 
SANITÁRIA. MINISTÉRIO DA SAÚDE. 
Nota Técnica no 81/2022. Atualização 
das orientações frente à Emergência 
de Saúde Pública Internacional cau-
sada pelo vírus Monkeypox para atua-
ção em portos, aeroportos e fronteiras. 
29 Ago. 2022. Disponível em: https://
www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisde-
conteudo/publicacoes/portos-aero-
portos-e-fronteiras/notas-tecnicas/
nota-tecnica-81-2022-covig-ggpaf-
-dire5-anvisa-29ago2022.pdf/view. 
Acesso em: 29 jan. 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Nota Téc-
nica Nº 21/2022-CGSAT/DSAST/SVS/
MS. Orientações Gerais à Renast e de-
mais interessados sobre as ações de 
Vigilância em Saúde do Trabalhador 
nos casos de MPX. Diário Oficial da 
União, Brasília, DF, 2022a. Disponível 
em: https://saude.rs.gov.br/upload/
arquivos/202208/05150811-nota-tec-
nica-n-21-2022-cgsat-dsast-svs-ms-
-monkeypox.pdf. Acesso em: 5 nov. 
2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Proto-
colo Laboratorial de Orientações 
de coleta, armazenamento, conser-
vação e transporte para o diagnós-
tico de Monkeypox. 2022. 2022b. 
Disponível em: https://www.gov.br/
saude/pt-br/assuntos/variola-dos-
-macacos/publicacoes/protocolos-1/
rotocolo-laboratorial-de-orientaco-
es-de-coleta-armazenamento-con-
servacao-e-transporte-de-amostras-
-para-o-diagnostico-de-monkeypox . 
Acesso em: 14 nov. 2022. 
BRASIL. Agência Nacional de Vigilân-
cia Sanitária (Anvisa). Resolução RDC 
nº 656, de 24 de março de 2022. Dis-
põe sobre as responsabilidades para a 
prestação de serviços de alimentação 
em eventos de massa. Diário Oficial 
da União, Brasília, DF, 30 mar. 2022c. 
Disponível em: http://antigo.anvisa.
gov.br/documents/10181/6414416/
RDC_656_2022_.pdf/68a92fcb-a-
275-4c7d-8536-6dcbb2dfe7be. Aces-
so em: 17 out. 2022.
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/portos-aeroportos-e-fronteiras/notas-tecnicas/nota-tecnica-81-2022-covig-ggpaf-dire5-anvisa-29ago2022.pdf/view
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/portos-aeroportos-e-fronteiras/notas-tecnicas/nota-tecnica-81-2022-covig-ggpaf-dire5-anvisa-29ago2022.pdf/view
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/portos-aeroportos-e-fronteiras/notas-tecnicas/nota-tecnica-81-2022-covig-ggpaf-dire5-anvisa-29ago2022.pdf/view
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/portos-aeroportos-e-fronteiras/notas-tecnicas/nota-tecnica-81-2022-covig-ggpaf-dire5-anvisa-29ago2022.pdf/view
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/portos-aeroportos-e-fronteiras/notas-tecnicas/nota-tecnica-81-2022-covig-ggpaf-dire5-anvisa-29ago2022.pdf/view
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/portos-aeroportos-e-fronteiras/notas-tecnicas/nota-tecnica-81-2022-covig-ggpaf-dire5-anvisa-29ago2022.pdf/view
https://saude.rs.gov.br/upload/arquivos/202208/05150811-nota-tecnica-n-21-2022-cgsat-dsast-svs-ms-monkeypox.pdf
https://saude.rs.gov.br/upload/arquivos/202208/05150811-nota-tecnica-n-21-2022-cgsat-dsast-svs-ms-monkeypox.pdf
https://saude.rs.gov.br/upload/arquivos/202208/05150811-nota-tecnica-n-21-2022-cgsat-dsast-svs-ms-monkeypox.pdf
https://saude.rs.gov.br/upload/arquivos/202208/05150811-nota-tecnica-n-21-2022-cgsat-dsast-svs-ms-monkeypox.pdf
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/variola-dos-macacos/publicacoes/protocolos-1/rotocolo-laboratorial-de-orientacoes-de-coleta-armazenamento-conservacao-e-transporte-de-amostras-para-o-diagnostico-de-monkeypoxhttps://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/variola-dos-macacos/publicacoes/protocolos-1/rotocolo-laboratorial-de-orientacoes-de-coleta-armazenamento-conservacao-e-transporte-de-amostras-para-o-diagnostico-de-monkeypox
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/variola-dos-macacos/publicacoes/protocolos-1/rotocolo-laboratorial-de-orientacoes-de-coleta-armazenamento-conservacao-e-transporte-de-amostras-para-o-diagnostico-de-monkeypox
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/variola-dos-macacos/publicacoes/protocolos-1/rotocolo-laboratorial-de-orientacoes-de-coleta-armazenamento-conservacao-e-transporte-de-amostras-para-o-diagnostico-de-monkeypox
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/variola-dos-macacos/publicacoes/protocolos-1/rotocolo-laboratorial-de-orientacoes-de-coleta-armazenamento-conservacao-e-transporte-de-amostras-para-o-diagnostico-de-monkeypox
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/variola-dos-macacos/publicacoes/protocolos-1/rotocolo-laboratorial-de-orientacoes-de-coleta-armazenamento-conservacao-e-transporte-de-amostras-para-o-diagnostico-de-monkeypox
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/variola-dos-macacos/publicacoes/protocolos-1/rotocolo-laboratorial-de-orientacoes-de-coleta-armazenamento-conservacao-e-transporte-de-amostras-para-o-diagnostico-de-monkeypox
http://antigo.anvisa.gov.br/documents/10181/6414416/RDC_656_2022_.pdf/68a92fcb-a275-4c7d-8536-6dcbb2dfe7be
http://antigo.anvisa.gov.br/documents/10181/6414416/RDC_656_2022_.pdf/68a92fcb-a275-4c7d-8536-6dcbb2dfe7be
http://antigo.anvisa.gov.br/documents/10181/6414416/RDC_656_2022_.pdf/68a92fcb-a275-4c7d-8536-6dcbb2dfe7be
http://antigo.anvisa.gov.br/documents/10181/6414416/RDC_656_2022_.pdf/68a92fcb-a275-4c7d-8536-6dcbb2dfe7be
Mpox | UNIDADE 5: ORIENTAÇÕES PARA A POPULAÇÃO E GRUPOS ESPECÍFICOS
91
BRASIL. Ministério da Saúde. Plano de 
Contingência Nacional para Monke-
ypox. Centro de Operações de Emer-
gência em Saúde Pública: COE Monke-
ypox. Versão 2, 2022.2022d.
BRASIL. Ministério da Saúde. Re-
comendações de proteção aos 
trabalhadores dos serviços de saúde 
no atendimento de COVID-19 e outras 
síndromes gripais. Brasília: 2020. Dis-
ponível em: https://www.saude.go.gov.
br/files/banner_coronavirus/GuiaMS-
-Recomendacoesdeprotecaotraba-
lhadores-COVID-19.pdf. Acesso em: 3 
nov. 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria 
de Consolidação GM/MS nº 5, de 28 de 
setembro de 2017. Consolidação das 
normas sobre as ações e os serviços 
de saúde do Sistema Único de Saúde. 
Diário Oficial da União, Brasília, DF, 
3 out. 2017. Disponível em: https://
bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/
gm/2017/prc0005_03_10_2017.html. 
Acesso em: 17 out. 2022.
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância 
Sanitária (Anvisa). Resolução RDC nº 13, 
de 28 de março de 2014. Regulamenta 
a prestação de serviços de saúde em 
eventos de massa de interesse nacional 
e dá outras providências. Diário Oficial 
da União, Brasília, DF, 31 mar. 2014. 
Disponível em: http://antigo.anvisa.
gov.br/documents/10181/3578403/
RDC_13_2014_.pdf/b23f5325-47a-
9-4d18-bd8e-3ac1e76f3a4d. Acesso 
em: 17 out. 2022
BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes 
Gerais para o Trabalho em Contenção 
com Agentes Biológicos. 3. ed. Brasí-
lia, 2010. 64 p. Disponível em: https://
livroaberto.ibict.br/bitstream/1/510/1/
Diretrizes%20gerais%20trabalho%20
conten%c3%a7%c3%a3o%20agen-
tes%20biol%c3%b3gicos_3ed.pdf. 
Acesso em: 5 nov. 2022. 
BRASIL. [Constituição (1988)]. Consti-
tuição da República Federativa do 
Brasil. Brasília: Senado Federal, 1988. 
Disponível em: http://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/constituicao/consti-
tuicao.htm. Acesso em: 3 nov. 2022.
CENTERS FOR DISEASE CONTROL 
AND PREVENTION. Prevention. 2022. 
Disponível em: https://www.cdc.gov/
poxvirus/monkeypox/prevention/
index.html. Acesso em: 17 out. 2022.
ESPÍRITO SANTO. SECRETARIA DE 
SAÚDE DO ESTADO DE ESPÍRITO SAN-
TO. NOTA TÉCNICA Nº 002/2022 
SESA/SSVS/GEVS. 2022. Disponí-
vel em: https://saude.es.gov.br/Me-
dia/sesa/Nota%20Tecnica/NT%20
0 0 2 _ 2 0 2 2 % 2 0 M o n ke y p o x % 2 0
09.06.22.pdf. Acesso em: 20 dez. 
2022.
EUROPEAN CENTRE FOR DISEASE PRE-
VENTION AND CONTROL. Monkeypox. 
2022. Disponível em: https://www.
ecdc.europa.eu/en/monkeypox. Aces-
so em: 17 out. 2022.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. 
Monkeypox. 2022. 2022a Disponível 
em: https://www.who.int/health-topi-
cs/monkeypox#tab=tab_1. Acesso em: 
17 out. 2022.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Con-
sejos de salud pública sobre la viruela 
sísmica para las personas que ejercen 
el trabajo sexual. 30 set. 2022 2022b. 
Disponível em: https://www.who.int/
es/publications/m/item/public-heal-
th-advice-for-sex-workers-on-monke-
ypox. Acesso em: 20 dez. 2022. 
SINGER, R. B. et al. Monkeypox Preven-
tion and Protecting Sex Workers: A Call 
to Action. Archives of Sexual Behavior, 
v. 51, n. 8, p. 3659-3662, 1 nov. 2022. 
Disponível em: https://doi.org/10.1007/
s10508-022-02428-y. Acesso em: 15 
dez. 2022.
https://www.saude.go.gov.br/files/banner_coronavirus/GuiaMS-Recomendacoesdeprotecaotrabalhadores-COVID-19.pdf
https://www.saude.go.gov.br/files/banner_coronavirus/GuiaMS-Recomendacoesdeprotecaotrabalhadores-COVID-19.pdf
https://www.saude.go.gov.br/files/banner_coronavirus/GuiaMS-Recomendacoesdeprotecaotrabalhadores-COVID-19.pdf
https://www.saude.go.gov.br/files/banner_coronavirus/GuiaMS-Recomendacoesdeprotecaotrabalhadores-COVID-19.pdf
http://antigo.anvisa.gov.br/documents/10181/3578403/RDC_13_2014_.pdf/b23f5325-47a9-4d18-bd8e-3ac1e76f3a4d
http://antigo.anvisa.gov.br/documents/10181/3578403/RDC_13_2014_.pdf/b23f5325-47a9-4d18-bd8e-3ac1e76f3a4d
http://antigo.anvisa.gov.br/documents/10181/3578403/RDC_13_2014_.pdf/b23f5325-47a9-4d18-bd8e-3ac1e76f3a4d
http://antigo.anvisa.gov.br/documents/10181/3578403/RDC_13_2014_.pdf/b23f5325-47a9-4d18-bd8e-3ac1e76f3a4d
https://saude.es.gov.br/Media/sesa/Nota%20Tecnica/NT%20002_2022%20Monkeypox%2009.06.22.pdf
https://saude.es.gov.br/Media/sesa/Nota%20Tecnica/NT%20002_2022%20Monkeypox%2009.06.22.pdf
https://saude.es.gov.br/Media/sesa/Nota%20Tecnica/NT%20002_2022%20Monkeypox%2009.06.22.pdf
https://saude.es.gov.br/Media/sesa/Nota%20Tecnica/NT%20002_2022%20Monkeypox%2009.06.22.pdf
https://www.ecdc.europa.eu/en/monkeypox
https://www.ecdc.europa.eu/en/monkeypox
https://www.who.int/es/publications/m/item/public-health-advice-for-sex-workers-on-monkeypox
https://www.who.int/es/publications/m/item/public-health-advice-for-sex-workers-on-monkeypox
https://www.who.int/es/publications/m/item/public-health-advice-for-sex-workers-on-monkeypox
https://www.who.int/es/publications/m/item/public-health-advice-for-sex-workers-on-monkeypox
https://doi.org/10.1007/s10508-022-02428-y
https://doi.org/10.1007/s10508-022-02428-y
Mpox | UNIDADE 5: ORIENTAÇÕES PARA A POPULAÇÃO E GRUPOS ESPECÍFICOS
92
TARÍN-VICENTE, E. J. et al. Clinical pre-
sentation and virological assessment 
of confirmed human monkeypox virus 
cases in Spain: a prospective observa-
tional cohort study. Lancet, v. 400, n. 
10353, p. 661-669, 2022.
TITANJI, B. K. et al. Monkeypox: A Con-
temporary Review for Healthcare Pro-
fessionals. Open Forum Infect. Dis., v. 
9, n. 7, 4 jul. 2022.
Realização:
FIOCRUZ MATO GROSSO DO SUL
	UNIDADE 1: INTRODUÇÃO AO TEMA: Mpox, MONKEYPOX/VARÍOLA DOS MACACOS/VARÍOLA SÍMIA
	OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DA UNIDADE 
	1.1 
	HISTÓRICO DA DOENÇA NO MUNDO E NO BRASIL 
	1.1.1 Definição da doença e formas de transmissão 
	1.1.2 Dados epidemiológicos no mundo e no Brasil 
	1.2
	AGENTE ETIOLÓGICO
	1.2.1 Características gerais do vírus
	1.2.2 Subtipos e clados existentes no mundo e linhagens encontradas no Brasil
	1.2.3 Interface humanos-animais-meio ambiente
	1.2.4 Grupos vulneráveis e população-chave
	REFERÊNCIAS
	UNIDADE 2: ASPECTOS CLÍNICOS DA DOENÇA
	OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DA UNIDADE 
	2.1 
	MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DA MPOX
	2.2
	DIAGNÓSTICO
CLÍNICO DIFERENCIAL DAS LESÕES
	2.3 
	FATORES DE RISCO ASSOCIADOS À 
INFECÇÃO 
PELO MPXV
	2.4 
	TRATAMENTO E ABORDAGEM 
TERAPÊUTICA
	2.4.1 Manejo sintomático
	2.4.2 Terapias antivirais
	2.5
	CONTROLE DE TRANSMISSÃODO MPXV
	2.6 
	VACINAS E 
ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO NÃO FARMACOLÓ- GICAS
	REFERÊNCIAS
	UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
	OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DA UNIDADE 
	3.1 
	IMPORTÂNCIA 
DO DIAGNÓSTICO 
ESPECÍFICO PARA ASSISTÊNCIA E 
VIGILÂNCIA 
EM SAÚDE
	3.2 
	AMOSTRAS PARA DIAGNÓSTICO 
LABORATORIAL 
DE MPOX
	3.2.1 Coleta de amostras
	3.2.2 Armazenamento de amostras
	3.2.3 Embalagem, acondicionamento e transporte de amostras 
	3.3
	MÉTODOS PARA DIAGNÓSTICO 
LABORATORIAL
	3.3.1 Métodos utilizados para diagnóstico específico
	3.3.2 Fluxo para diagnóstico laboratorial e laboratórios de referência no Brasil 
	REFERÊNCIAS
	UNIDADE 4: VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS
	OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DA UNIDADE 
	4.1 
	NOTIFICAÇÃO DOS CASOS DE MPOX
	4.1.1 Definições de caso 
	4.1.2 Algoritmo de classificação e orientações para preenchimento da ficha de notificação
	4.1.2.1 Algoritmo de classificação
	4.1.2.2 Ficha de notificação
	4.1.2.3 Classificação dos casos e orientação da vigilância
	4.2
	RASTREAMENTO DE CONTATOS
	4.3 
	MONITORAMENTO DE CASOS E
CONTATOS
	4.4 
	BLOQUEIO 
NA CADEIA DE TRANSMISSÃO
	4.5
	VACINAÇÃO E PRIORIDADES: EVIDÊNCIAS 
NO MUNDO
	REFERÊNCIAS
	UNIDADE 5: ORIENTAÇÕES PARA A POPULAÇÃO E GRUPOS ESPECÍFICOS
	OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DA UNIDADE 
	5.1
	MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CUIDADO CONTRA A MPOX PARA A POPULAÇÃO GERAL
	5.2
	ORIENTAÇÕES PARA PESSOAS COM SUSPEITA
	DA DOENÇA – 
DIRECIONAMENTO PARA PROCURA DOS SERVIÇOS
DE SAÚDE
	5.3
	CONTENÇÃO DA
	DOENÇA EM SERVIÇOS DE SAÚDE E ORIENTAÇÕES E 
	CUIDADO PARA A SAÚDE DO TRABALHADOR 
DA SAÚDE
	5.3.1 Situações e fatores de risco à saúde dos trabalhadores da saúde
	5.3.2 Medidas de Controle, Prevenção e Proteção à Saúde dos Trabalhadores da Saúde
	5.3.2.1 Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)
	5.3.2.2.Medidas de Controle de Engenharia
	5.3.2.3 Medidas de Controle Administrativo
	5.3.2.4 Afastamento de trabalhadores de serviços de saúde e retorno às atividades 
	5.4 
	ORIENTAÇÕES PARA PROFISSIONAIS DO SEXO
	5.5
	ORIENTAÇÕES PARA EVENTOS DE MASSA
	5.5.1 Planejamento e responsabilidades na Organização de EM
	5.6 
	ORIENTAÇÕES PARA TRANS- PORTE PÚBLICO
	REFERÊNCIAS1979, 
foram descritos 
casos humanos nas 
regiões Central e 
Ocidental da África.
2003
Em 2003, ocorreu um surto nos 
EUA. Foram registrados cerca 
de 47 casos humanos devido 
à importação de roedores 
infectados capturados nas 
florestas de Gana.
11/mai - 2023
Em 14 de Agosto de 2024, o Diretor-Geral 
da OMS classificou o ressurgimento do 
MPXV na República Democrática do Congo 
e em outros países Africanos como uma 
Emergência de Saúde pública de Interesse 
Internacional (ESPII)
14/ago - 2024Setembro/2023
Por meio do sequenciamento genômico de amostras de MPXV coletadas entre outubro 
de 2023 e janeiro de 2024, uma nova variante do MPXV do clado I foi identificada 
na zona de saúde de Kamituga (República Democrática do Congo). Foi estimado que 
tenha surgido em meados de setembro de 2023, com dados de sequência sugerindo 
transmissão sustentada de humano para humano desde então. 
Acompanhe a seguir a linha do tempo:
11
Mpox | UNIDADE 1: INTRODUÇÃO AO Mpox
Entre 1981 e maio de 2022, 
a maior parte dos casos no 
mundo ocorreu na África 
Central, com mortalidade 
de 10% em indivíduos não 
vacinados contra varíola. 
SAIBA MAIS!
Leia o editorial do periódi-
co The Lancet sobre a de-
claração da OMS (em inglês).
SAIBA MAIS! 
Veja mais detalhes sobre 
os casos de Mpox rela-
tados antes de maio de 
2022, apresentados por 
Estevão Portela Nunes, médico in-
fectologista e vice-diretor de servi-
ços clínicos do Instituto Nacional de 
Infectologia Evandro Chagas (INI), 
da Fiocruz, assistindo ao vídeo.
1.1.2 DADOS EPIDEMIOLÓGICOS NO MUNDO E NO 
BRASIL 
O surto de Mpox em 2022 representou um evento global, iniciando no Reino Unido 
em maio de 2022, a doença se espalhou rapidamente por diversos países, aumen-
tando progressivamente até agosto do mesmo ano. A Europa foi o epicentro, mas 
o cenário logo mudou para as Américas. Apesar da queda no número de casos a 
partir de agosto, a doença continuou a circular em muitos países. A Organização 
Mundial da Saúde (OMS) notificou um total de 102.997 casos confirmados e 186 
prováveis de Mpox em 121 países desde o início de 2022. Os Estados Unidos, Brasil 
e Espanha lideram o ranking de casos. A doença se espalhou por todas as regiões 
da OMS, com um aumento de 8,8% no número de novos casos em julho de 2024, 
principalmente na África e nas Américas (OMS, 2024). 
O aumento no número de casos no ano de 2024, na região Africana, está associado 
ao surgimento de uma nova variante do clado Ib do vírus em meados de setembro 
de 2023. Desde o início de 2024, até final de julho deste mesmo ano, foram notifi-
cados 14.479 casos de Mpox (prováveis e suspeitos) e 455 mortes (taxa de letalida-
de: 3,1%) na República Democrática do Congo (RDC). Vinte cinco das 26 províncias 
do país já haviam sido afetadas e as crianças menores de 15 anos de idade foram 
responsáveis por 66% dos casos e 82% das mortes (OPAS, 2024a).
Acompanhe na figura 1 o número total de casos de Mpox de janeiro de 2022 a julho 
de 2024 (OMS, 2024). 
SAIBA MAIS!
Você pode acessar os dados e mapas atualizados na pági-
na do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (do in-
glês: Centers for Disease Control and Prevention - CDC).
https://www.cdc.gov/poxvirus/mpox/response/2022/world-map.html
https://fiocruzbr-my.sharepoint.com/:v:/g/personal/cursosarquivo_ms_fiocruz_br/Eae9fSVjjF5BmVvmd7bGHtgBp_mLM7ZkazTr65lu8qKwQw?e=8hOPa4
https://fiocruzbr-my.sharepoint.com/:b:/g/personal/cursosarquivo_ms_fiocruz_br/EZCeQ2tVTs9GqkQyLv2_aXQBvkGu6BOTJ0plA051inFT9A?e=pOoSrF
12
Mpox | UNIDADE 1: INTRODUÇÃO AO Mpox
O Brasil notificou 57.333 casos suspeitos de Mpox até 30 de janeiro de 2024, representando um aumento de 5,6% em rela-
ção ao semestre anterior. Após análise, 11.212 casos (19,6% do total) foram confirmados. A maior parte das notificações, 41.839 
(73%), foi descartada por não atenderem aos critérios de caso suspeito (BRASIL, 2024). Conforme dados da mesma data, o 
maior número de casos confirmados e prováveis ocorreu no Estado de São Paulo, com 37,4%, seguido do Rio de Janeiro, com 
13,8% (Figura 2). Dos 5.570 municípios brasileiros, 675 (12,1%) registraram pelo menos um caso confirmado ou provável de Mpox. 
Figura 1 – Total de casos de Mpox de 01 de janeiro de 2022, até 31 de julho de 2024. 
Fonte: https://worldhealthorg.shinyapps.io/mpx_global/#3_Global_situation_update
13
Mpox | UNIDADE 1: INTRODUÇÃO AO Mpox
São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia foram os que registraram o maior número de 
casos confirmados ou prováveis (BRASIL, 2024).
Figura 2 – Incidência de casos confirmados e prováveis de Mpox segundo a uni-
dade Federada (UF) de residência, 1 de julho de 2022 a 30 de janeiro de 2024 – 
Brasil (n=11.636)
Fonte: BRASIL, 2024.
SAIBA MAIS!
Para saber mais sobre os nú-
meros atualizados da Mpox 
no mundo, consulte também: 
De acordo com o Boletim Epi-
demiológico de Mpox nº25 (BRASIL, 
2024), o sexo de nascimento predo-
minante entre os casos confirmados e 
prováveis da doença, desde junho de 
2022 até janeiro de 2024, foi o mascu-
lino, com 90,9% dos registros, e a raça/
cor negra (preta e pardos) e a branca 
com 42,5% e 41% dos casos respecti-
vamente. Em relação a mediana de 
idade dos casos confirmados ou pro-
váveis foi de 32 anos (IIQ:27-38 anos), 
contudo quando se analisa a distribui-
ção dos casos segundo a faixa etária e 
o sexo de nascimento, observa-se que 
a maior frequência de casos se con-
centra entre o sexo masculino na fai-
xa etária entre 30 a 39 anos de idade 
(41,4%), seguida daqueles entre 18 a 
29 anos (35,1%), enquanto que no sexo 
feminino, concentram-se em indivídu-
os entre 18 a 29 anos (30,7%) (figura 3).
https://worldhealthorg.shinyapps.io/mpx_global/#3_Global_situation_update
https://shiny.paho-phe.org/mpox/
14
Mpox | UNIDADE 1: INTRODUÇÃO AO Mpox
A descoberta da nova cepa e a rápida disseminação para os países vizinhos na Re-
pública Democrática do Congo, principalmente via sexual, são uma das principais 
razões para a declaração da ESPII em 14 de agosto de 2024 pelo diretor- geral da 
OMS (OPAS, 2024b). Dessa forma, o Ministério da Saúde, em 15 de agosto, instalou 
o Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE) para coordenar as ações de 
respostas à Mpox no Brasil. 
Entre as semanas epidemiológicas (SE) 1 a 35 de 2024, foram notificados no Brasil 
945 casos confirmados ou prováveis da doença, sendo a região com maior número 
de registros, a região Sudeste (80,7%). O perfil dos casos prováveis continua sendo 
o mesmo, pessoas do sexo masculino na faixa etária de 18 a 39 anos. Não foram 
registrados casos em gestantes e não foram registrados óbitos no país (BRASIL, 
2024b). 
Figura 3 – Casos confirmados e prováveis de Mpox segundo a faixa etária e o 
sexo de nascimento, 1 de julho de 2022 a 30 de janeiro de 2024 – Brasil (n=11.613)
Fonte: BRASIL, 2024.
SAIBA MAIS!
Se você quiser saber mais 
sobre a Mpox informe-se em 
fontes oficiais, acesse os links: 
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-com-ciencia/noticias/2024/agosto/mpox-informe-se-sobre-a-doenca-em-fontes-oficiais-e-saiba-as-acoes-realizadas-pelo-ministerio-da-saude-ate-o-momento
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/variola-dos-macacos
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
1515
1.2
AGENTE 
ETIOLÓGICO
Sabemos que os vírus são estrutu-
ras microscópicas, mas você já parou 
para pensar em como é essa estrutu-
ra capaz de causar tanto impacto na 
saúde pública? 
1.2.1 CARACTERÍSTICAS 
GERAIS DO VÍRUS
O Monkeypox virus, assim como os ou-
tros membros da família Poxviridae, 
tem genoma composto por DNA de fita 
dupla, que é replicado no citoplasma 
da célula hospedeira. O material ge-
nético tem aproximadamente 197 ki-
lobases (kb) com 190 genes. Eles têm 
morfologia ovoide ou semelhante a 
tijolos e são envolvidos por envelope 
lipoproteico. Apesar de serem obser-
vados apenas por microscopia eletrô-
nica, são considerados de grande por-
te, uma vez que seu tamanho pode 
variar de 200 a 250 nanômetros (nm)(ALAKUNLE et al., 2022). 
Uma característica interessante do 
MPXV é que ele apresenta duas formas 
infecciosas: vírion maduro (VM) e vírion 
envelopado (VE). A diferença é base-
ada na quantidade de camadas de 
membranas que o envolvem. As par-
tículas VMs são caracterizadas pela 
presença de apenas uma membrana 
externa, enquanto os VEs têm a mem-
brana externa e mais uma membrana 
também chamada de envelope, que é 
derivada da célula hospedeira (Figura 
5). As proteínas da membrana externa 
dos VMs desempenham importantes 
funções relacionadas à entrada na cé-
lula hospedeira e subsequente pato-
gênese. De forma simplificada, o VM é 
aquele vírus sem o envelope externo e 
o VE é um VM que tem o envelope viral 
(CHADHA et al., 2022).
Diferentemente dos vírus com genoma 
de RNA, os vírus de DNA geralmente 
apresentam poucas mutações. No en-
tanto, as amostras de MPXV isoladas 
do surto de 2022 parecem ter muitas 
mutações. Foram identificadas cerca 
de 40 mutações que os diferem da li-
nhagem mais próxima, que é de 2017, 
sugerindo um processo evolutivo que 
pode estar associado à disseminação 
com maior eficiência, o que explica a 
maior transmissibilidade (KUMAR et 
al., 2022). 
O aumento no número de casos suspei-
tos de Mpox registrados em 2023 na 
RDC e a sua ocorrência em áreas inco-
muns, levantaram a hipótese de novas 
mudanças estruturais no vírus, além 
https://sfamjournals.onlinelibrary.wiley.com/action/doSearch?ContribAuthorRaw=Chadha%2C+Jatin
16
Mpox | UNIDADE 1: INTRODUÇÃO AO Mpox
das epidemiológicas que vinham sen-
do observadas. Análises filogenéticas 
demonstraram a introdução de uma 
linhagem distinta do clado I do MPXV 
associada à transmissão sustentada 
de humano para humano com muta-
ções relacionadas ao APOBEC3 que re-
forçam a afirmação (Vakaniaki et al.., 
2024).
Acredita-se que a habilidade dos pox-
Figura 5 – Estrutura do MPXV. As duas formas infecciosas: vírion maduro (VM) e 
vírion envelopado (VE)
Fonte: Chadha et al., 2022.
vírus de se tornarem restritos aos hos-
pedeiros seja devido tanto à transfe-
rência e acúmulo de genes de escape 
do sistema imunológico do hospedeiro 
como à coevolução dos vírus e de seus 
hospedeiros ao longo dos anos. Além 
disso, o tropismo tecidual afeta a distri-
buição e a propagação do vírus em hos-
pedeiros infectados e entre os hospedei-
ros saudáveis (ALAKUNLE et al., 2022). 
Com relação às propriedades físicas e 
químicas, o MPXV é resistente à seca-
gem e pode ser facilmente inativado 
por formol, clorofórmio, metanol, fe-
nol e outros reagentes químicos, além 
de perder sua infecciosidade após 20 
minutos de aquecimento em torno de 
55oC. Por outro lado, pode permane-
cer estável por um longo tempo quan-
do armazenado de 4oC a -70oC (LUO, 
HAN, 2022).
SAIBA MAIS!
Leia a reportagem so-
bre o isolamento do vírus 
da Mpox pela FIOCRUZ 
e conheça sua estrutura 
por imagens de microscopia ele-
trônica no endereço eletrônico.
https://www.ioc.fiocruz.br//noticias/fiocruz-isola-o-virus-monkeypox-e-registra-em-imagens-sua-estrutura-detalhada
https://sfamjournals.onlinelibrary.wiley.com/action/doSearch?ContribAuthorRaw=Chadha%2C+Jatin
17
Mpox | UNIDADE 1: INTRODUÇÃO AO Mpox
SAIBA MAIS! 
Veja mais detalhes so-
bre as características 
do MPXV e da Mpox no 
vídeo da pesquisado-
ra da UFRJ Clarissa Damaso. 
1.2.2 SUBTIPOS E CLA-
DOS EXISTENTES NO 
MUNDO E LINHAGENS 
ENCONTRADAS NO 
BRASIL
De acordo com sua estrutura genô-
mica, historicamente o MPXV foi clas-
sificado em dois clados, ou seja, dois 
vírus diferentes com um ancestral em 
comum, denominados clados “África 
Ocidental” e “África Central”, também 
conhecido por “Bacia do Congo”, que 
convivem na região entre Camarões 
e República Democrática do Congo 
(FORNI et al., 2022). 
Devido à necessidade de alterar tan-
to o nome da doença quanto do vírus, 
que já foi citada anteriormente, o gru-
po de especialistas convocados pela 
OMS concordou em alterar o nome 
das variantes do ortopoxvirus que 
causam a Mpox tanto para minimizar 
ofensas a grupos sociais, culturais, na-
cionais, regionais, profissionais ou étni-
cos como para mitigar as repercussões 
negativas desses nomes no comércio, 
viagens, turismo e bem-estar animal.
Sendo assim, os clados Bacia do Con-
go e África Ocidental passariam a ser 
denominados clado um (I) e clado dois 
(II), respectivamente. O clado II ainda 
tem dois subclados, clado IIa e clado 
IIb. Esses clados representam a diver-
sidade genética acumulada ao longo 
de muitos anos de evolução no reser-
vatório animal e incluem a maioria dos 
isolados ligados a surtos na República 
Democrática do Congo. Esses clados, 
que são responsáveis pela maioria dos 
ciclos naturais de transmissão e das 
manifestações endêmicas na África, 
têm transmissão diferente e padrões 
patobiológicos e manifestações clíni-
cas distintas, evidenciando as diferen-
ças entre eles (LUNA et al., 2022). 
Os clados I e II têm diferenças de 0,5% 
na sequência genômica e estão as-
sociados a apresentações clínicas di-
ferentes da doença. O clado I é clini-
camente mais grave, portanto está 
associado a maiores taxas de mortali-
dade e maior transmissibilidade, quan-
do comparado ao clado II (KUMAR et 
al., 2022).
O Clado Ib é de maior relevância atu-
almente, tendo surgido recentemente 
nas regiões orientais da República De-
mocrática do Congo, ele se destaca por 
estar associado à transmissão susten-
tada de pessoa para pessoa. Casos do 
Clado Ib foram detectados não apenas 
na RDC, mas também em outros paí-
ses, com registros no Burundi, Quênia, 
Ruanda, Suécia, Tailândia e Uganda. 
Embora apresente uma diversidade 
genética limitada, as sequências re-
centes de países como Quênia, Ugan-
da, Suécia e Tailândia compartilham 
mutações específicas, sugerindo um 
padrão de disseminação internacional. 
A transmissão contínua entre huma-
nos faz do Clado Ib uma preocupação 
crescente, com a necessidade de mo-
nitoramento constante. Em contraste, 
o Clado IIa é raramente detectado em 
humanos e é mais comum em animais, 
enquanto o Clado IIb está associado 
ao grande surto global que começou 
em 2022 e continua até hoje, com 33 
linhagens distintas rastreadas. As se-
quências genéticas do MPXV são roti-
neiramente compartilhadas nos ban-
cos de dados NCBI GenBank e GISAID. 
A análise filogenética dos clados do 
https://fiocruzbr-my.sharepoint.com/:v:/g/personal/cursosarquivo_ms_fiocruz_br/EQJ5WuTHLJpKr8ADRKA6TYsBKLjFC1wqm9jl10hqJPPOdg?e=EnJrMt
18
Mpox | UNIDADE 1: INTRODUÇÃO AO Mpox
MPXV pode ser observada na figura 6 
e a sua distribuição no mundo na figu-
ra 7.
No Brasil, o padrão genético do vírus também é semelhante ao observado em 
outras partes do mundo? 
Sim, O sequenciamento genético dos casos de Mpox no Brasil assim como de outros 
países que tiveram surto da doença desde 2022, identificou que o vírus pertencia 
ao subclado IIb (Figura 7). Além disso, as amostras estavam intimamente relaciona-
das com as amostras sequenciadas em Portugal, Alemanha, Espanha e EUA (CLA-
RO, et al., 2022). 
Em relação a nova cepa do clado Ib que vem ampliando suas fronteiras geográfi-
cas, até 03 de setembro de 2024, não havia sido detectada na região das Améri-
cas (BRASIL, 2024b.)
Figura 6 – Filogenia dos clados do 
MPXV
Figura 7 – Distribuição dos Clados do MPXV detectados globalmente. 01 Janeiro 
de 2022 – 01 setembro 2024
Fonte: WHO, 2024
Fonte: WHO, 2024
19
Mpox | UNIDADE 1: INTRODUÇÃO AO Mpox
transmissão do animal para o homem 
pode ocorrer por arranhões, morde-
dura, preparo da caça como alimento 
ou contato direto/indireto com fluidos 
corporais ou material da lesão. Já a 
transmissão entre humanos ocorre, de 
acordo com a descrição clássica, por 
meio de gotículas respiratórias que 
são principalmente eliminadas duran-
te espirros, tosse e fala, e, 
para tal, é necessário um 
tempo de contato pro-
longado (KUMAR et al., 
2022).
 O MPXV pode atra-
vessar a placenta, ou seja, 
a transmissão da mãe in-
fectada para o feto tam-
bém deve ser conside-
rada. Outrasformas de 
contágio são pelo conta-
to direto com a lesão e 
com fluidos corporais ou 
pelo contato indireto com 
objetos contaminados, 
como roupas de cama e 
lençóis. Essas exposições 
podem ocorrer em am-
bientes variados, incluin-
do domiciliar, ambientes 
de cuidados em saúde, ou 
através de contato sexual. 
As principais diferenças entre os clados 
parecem estar associadas a determi-
nantes antigênicos imunomoduladores 
e de reconhecimento do hospedeiro. A 
divergência acentuada e os sinais de 
subagrupamento podem estar asso-
ciados a diferentes panoramas epide-
miológicos entre os surtos, que podem 
estar impulsionando microeventos 
evolutivos, redesenhando a arquitetu-
ra genômica do MPXV. 
 
1.2.3 INTERFACE HUMA-
NOS-ANIMAIS-MEIO 
AMBIENTE
 Embora o reservatório definitivo 
do MPXV ainda não tenha sido com-
pletamente identificado, infecções es-
pontâneas foram descritas em diversas 
espécies de mamíferos, e vírions viáveis 
foram encontrados em diferentes teci-
dos de animais que morreram em de-
corrência da infecção. Suspeita-se ain-
da que roedores que vivem na África 
desempenham um papel fundamental 
na transmissão da infecção (Figura 8). 
A transmissão do vírus entre os animais 
pode ocorrer pelo contato com lesões 
cutâneas de animais infectados, fluídos 
corporais ou gotículas respiratórias. A 
Figura 8 – Ciclo de transmissão do 
MPXV (1) de roedores a macacos; (2) 
de macacos a humanos; (3) de roedo-
res a humanos; (4) de pessoa infecta-
da a pessoas saudáveis por meio de 
gotículas respiratórias; (5) de pessoa 
infectada a pessoas saudáveis pelo 
contato direto com a lesão
Fonte: Kumar et al. (2022).
20
Mpox | UNIDADE 1: INTRODUÇÃO AO Mpox
as rurais e associadas aos reservató-
rios animais (FORNI et al., 2022). Dessa 
forma, a epidemiologia da doença su-
gere que o reservatório do vírus esteja 
associado à floresta tropical africana, 
região endêmica da doença (Figura 9).
Com o surto de 2017 na Nigéria, os 
casos alcançaram áreas de savana e 
áreas urbanas. Nessa mesma época, 
além do aumento de casos em huma-
nos na África Ocidental, foi observado 
um aumento no número de infecções 
em chimpanzés, embora não tenham 
sido observadas alterações compor-
tamentais ou de hábitos no grupo de 
animais que explicasse o aumento de 
casos. Os pesquisadores sugeriram que 
o aumento nos casos de Mpox tanto 
em humanos quanto nos animais esta-
va associado à mudança na demogra-
fia e na distribuição do reservatório do 
vírus (PATRONO et al., 2022).
É importante lembrar que o MPXV já 
foi identificado em uma grande va-
riedade de animais diferentes. Muitos 
desses animais infectados são caçados 
para alimentação, tornando-os fonte 
de infecção para os humanos. Alguns 
animais têm distribuição restrita a al-
gumas regiões, enquanto outros são 
amplamente distribuídos. Dessa for-
ma, é possível que, nas regiões onde 
existam os dois clados do vírus (I, IIa e 
IIb), as barreiras geográficas podem ser 
oportunidades ecológicas de infecção 
e de adaptação a diferentes hospedei-
ros para o vírus (FORNI et al., 2022).
Por ser um vírus zoonótico (termo uti-
lizado para classificar as doenças que 
são transmitidas de maneira natural 
entre os animais e os seres humanos), 
a maior parte das infecções humanas 
em áreas endêmicas acontece em áre-
Figura 9 – Típica floresta tropical na região do Zaire, atual República Democráti-
ca do Congo (África Ocidental), onde casos de Mpox ocorreram entre 1970-1984.
Fonte: Fenner et al. (1988).
21
Mpox | UNIDADE 1: INTRODUÇÃO AO Mpox
É possível também que alterações cli-
máticas e ecológicas tenham causado 
epizootias (ocorrência de um determi-
nado evento em um número de ani-
mais ao mesmo tempo e na mesma 
região, podendo levar ou não à mor-
te) em roedores na África Ocidental e 
Central nos últimos anos, com conse-
quente aumento da transmissão do 
MPXV a humanos e primatas não hu-
manos. A invasão de habitats selva-
gens pode favorecer a interação entre 
animal e homem, criando oportunida-
des de transbordamento da cadeia de 
transmissão, e a variabilidade genéti-
ca encontrada nos isolados do surto de 
2022 demonstra que também ocorreu 
uma grande mudança biológica do ví-
rus (FORNI, et al., 2022).
Muito ainda precisa ser estudado sobre 
as estratégias evolutivas e adaptati-
vas do vírus, além do desenvolvimento 
e implementação de estratégias para 
um diagnóstico precoce, prevenção e 
tratamento da doença. Estudos de vi-
gilância genômica também devem ser 
implementados para esclarecer a dis-
tribuição e natureza dos reservatórios 
e hospedeiros do vírus tanto na África 
quanto nos outros países pelos quais o 
vírus está se espalhando.
1.2.4 GRUPOS VULNE-
RÁVEIS E POPULAÇÃO-
-CHAVE
Você já deve ter ouvido falar na mídia 
sobre o perfil das pessoas que mais se 
infectam pelo MPXV, mas será que é 
isso mesmo? Quais os motivos? Será 
que sempre foi assim?
Os casos de Mpox descritos em paí-
ses africanos antes de 2022 afetavam 
igualmente homens e mulheres, sen-
do mais frequentes em menores de 40 
a 50 anos e não vacinados contra a 
varíola.
Desde o início do surto de 2022, ob-
serva-se que a população mais afeta-
da é do sexo masculino ao nascimento 
com idade entre 20 a 44 anos (80%). 
Dos casos com informação disponível 
sobre orientação sexual, 70% se iden-
tificam como homem que fazem sexo 
com homens (HSH). Estudos relatam, 
que aproximadamente 50% dos pa-
cientes com Mpox são coinfectados 
com o vírus HIV (WHO, 2024). A maior 
parte dos casos notificados na Região 
das Américas foi identificada em ser-
viços de atendimento a pessoas com 
HIV, clínicas de saúde sexual ou unida-
des de atenção primária e secundária. 
Esses casos estão concentrados, mas 
não exclusivamente, em HSHs (OPAS, 
2024c). 
O mesmo perfil demográfico é obser-
vado em outros países, inclusive no Bra-
sil. Em um estudo de coorte, conduzido 
de junho de 2022 a abril de 2024 no 
Rio de Janeiro, com 634 participantes 
com diagnóstico confirmado de Mpox, 
a maioria (42,9%) tinham entre 30 a 39 
anos de idade e se auto identificavam 
como do cisgênero masculino (92,4%) 
e 53,2% tinham diagnóstico de HIV e 
37,3% tinham outras ISTs concomitan-
tes, sendo sífilis, a mais prevalente (Sil-
va et al., 2024). 
A transmissão do vírus nesse contexto é 
decorrente do contato íntimo e prolon-
gado durante as além das secreções 
genitais, caracterizando transmissão 
sexual. Considerando que a dissemi-
nação global da Mpox no surto atual 
pode estar associada a atividade se-
xual, outra população vulnerável nes-
se cenário são os profissionais do sexo, 
que, assim como os demais grupos vul-
neráveis, devem ser priorizados quan-
to ao acesso à informação e educação 
para prevenção e demais cuidados.
Essas informações, destacam a impor-
tância dos serviços de saúde, na de-
tecção precoce do MPXV. 
22
Mpox | UNIDADE 1: INTRODUÇÃO AO Mpox
 
Por que é importante co-
nhecer as características 
da população afetada? 
O conhecimento das características da 
população afetada é importante para 
auxiliar os profissionais de saúde na 
suspeita do diagnóstico e para o de-
senvolvimento das ações de comuni-
cação em saúde, que permitem que as 
pessoas sob maior risco adotem ações 
preventivas. É muito importante evi-
tar a estigmatização dos HSHs, como 
vimos acontecer com a pandemia de 
HIV/Aids na década de 80 do século 
XX. A estigmatização, além de suas 
consequências sociais e humanas de-
letérias, pode implicar diagnóstico tar-
dio ou mesmo ausência de diagnósti-
co, seja por receio de procurar serviços 
de saúde, seja por falta de suspeição 
diagnóstica em pessoas não HSH, per-
dendo-se a oportunidade de prevenir 
a transmissão por meio de isolamento. 
Também precisamos considerar que há 
casos notificados em mulheres e crian-
ças, embora em menor proporção.
 
SAIBA MAIS!
Veja entrevista da histo-
riadora Dilene Raimundo 
do Nascimento, professora 
do Programa de Pós-Gra-
duação em História das 
Ciências e da Saúde da Casa de 
Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), so-
bre os riscos daestigmatização. 
SAIBA MAIS!
Assita a vídeo-aula do 
Dr. Rivaldo Venâncio da 
Cunha, coordenador de 
Vigilância em Saúde 
e Laboratórios de Referência 
da FIOCRUZ sobre a Mpox e o 
impacto da doença no Brasil. 
SAIBA MAIS!
Assista a Ciência em 
5 minutos - Mpox 
com a Dra. Rosamund 
Lewis da OMS
https://portal.fiocruz.br/noticia/corremos-o-risco-de-repetir-com-monkeypox-o-estigma-da-aids-alerta-historiadora
https://fiocruzbr-my.sharepoint.com/:v:/g/personal/cursosarquivo_ms_fiocruz_br/EYshiqQmWNJOor5e7o9hPOgBSzamapf3o64_NeCnkvRyjA?e=Ne5Nz5
https://www.who.int/podcasts/episode/science-in-5/episode--73---monkeypox
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
2323
ALAKUNLE, E. et al. Monkeypox Virus in 
Nigeria: Infection Biology, Epidemiol-
ogy, and Evolution. Viruses, v. 12, nov. 
2022. DOI: 10.3390/v12111257.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secre-
taria de Vigilância em Saúde e Am-
biente. Boletim Epidemiológico Es-
pecial Mpox 25. 2024a. Acesso em: 
02 set. 2024. Disponível em: https://
www.gov.br/saude/pt-br/centrais-
-de-conteudo/publicacoes/boletins/
epidemiologicos/variola-dos-macacos
BRASL. Ministério da Saúde. Secre-
taria de Vigilância em Saúde e Am-
biente. Informe Semanal n. 3 – Mpox 
– SE 35. 2024b.Acesso em 04 Se-
tembro 2024. Disponível em: https://
www.gov.br/saude/pt-br/compo-
sicao/svsa/coes/Mpox/informes/
informe-semanal-no-03/view
BUNGE, E. M. et al. The changing 
epidemiology of human monkey-
pox-A potential threat? A system-
atic review. PLoS Negl Trop Dis. 
v.16, fev. 2022. DOI: 10.1371/journal.
pntd.0010141. 
CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND 
PREVENTION (CDC). Technical Report 
3: Multi-National Monkeypox Out-
break, United States, 2022. 2022b. 
Disponível em: https://www.cdc.gov/
poxvirus/monkeypox/cases-data/te-
chnical-report/report-3.html Acesso 
em: 24 out. 2022.
CHADHA J. et al. Insights into the mon-
keypox virus: Making of another pan-
demic within the pandemic? Environ-
mental Microbiology. v. 24, out 2022. 
DOI: 10.1111/1462-2920.16174.
CLARO, I. M. et.al. Shotgun metage-
nomic sequencing of the first case of 
monkeypox virus in Brazil, 2022. Rev Inst 
Med Trop São Paulo. v. 64, dez. 2022. 
DOI: 10.1590/S1678-9946202264048 
FENNER, F. et al. Human Monkeypox 
and Other Poxvirus Infection of Man. 
In: FENNER, F. et al. Smallpox and its 
Erradication. Geneva: World Heathy 
Organization, 1988. p. 1287-1319.
FORNI, D. et al. Monkeypox Virus: 
The changing facets of a zoonot-
ic pathogen. Infect Genet Evol. 2022 
Oct 4;105:105372. doi: 10.1016/j.
meegid.2022.105372. 
HAPPI, C. et al. Urgent need for a 
non-discriminatory and non-stigma-
tizing nomenclature for monkeypox 
virus. 2022. Disponível em: https://
virological.org/t/urgent-need-for-a-
-non-discriminatory-and-non-stigma-
tizing-nomenclature-for-monkeypox-
REFERÊNCIAS
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/variola-dos-macacos 
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/variola-dos-macacos 
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/variola-dos-macacos 
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/variola-dos-macacos 
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/coes/mpox/informes/informe-semanal-no-03/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/coes/mpox/informes/informe-semanal-no-03/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/coes/mpox/informes/informe-semanal-no-03/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/coes/mpox/informes/informe-semanal-no-03/view
https://www.cdc.gov/poxvirus/monkeypox/cases-data/technical-report/report-3.html
https://www.cdc.gov/poxvirus/monkeypox/cases-data/technical-report/report-3.html
https://www.cdc.gov/poxvirus/monkeypox/cases-data/technical-report/report-3.html
https://www.cdc.gov/poxvirus/monkeypox/cases-data/technical-report/report-3.html
https://doi.org/10.1590/S1678-9946202264048
https://virological.org/t/urgent-need-for-a-non-discriminatory-and-non-stigmatizing-nomenclature-for-monkeypox-virus/853
https://virological.org/t/urgent-need-for-a-non-discriminatory-and-non-stigmatizing-nomenclature-for-monkeypox-virus/853
https://virological.org/t/urgent-need-for-a-non-discriminatory-and-non-stigmatizing-nomenclature-for-monkeypox-virus/853
https://virological.org/t/urgent-need-for-a-non-discriminatory-and-non-stigmatizing-nomenclature-for-monkeypox-virus/853
24
Mpox | UNIDADE 1: INTRODUÇÃO AO Mpox
-virus/853. Acesso em: 19 dez. 2022.
KUMAR, N. et al. The 2022 outbreak 
and the pathobiology of the mon-
keypox virus. J. Autoimmun., v. 131, jul. 
2022. DOI: 10.1016/j.jaut.2022.102855.
LUNA, N. et al. Phylogenomic analysis 
of the monkeypox virus (MPXV) 2022 
outbreak: Emergence of a novel viral 
lineage? Travel Medicine and Infec-
tious Disease, v. 49, set. 2022. DOI: 
10.1016/j.tmaid.2022.102402.
LUO, Q; HAN, J. Preparedness for a 
monkeypox outbreak. Infectious Med-
icine. v. 1. Jun. 2022. DOI: 10.1016/j.
imj.2022.07.001.
Organização Pan-Americana da Saúde. 
OPAS. Atualização epidemiológica 
Mpox (MPXV clado I). 2024a. 08 de 
agosto 2024. Acesso em: 02 set. 2024. 
Disponível em: https://www.paho.org/
pt/alertas-e-atualizacoes-epide-
miologicas?d%5Bmin%5D=&d%5B-
max%5D=&topic=87192 
Organização Pan-Americana da 
Saúde. OPAS. Atualização epi-
demiológica Mpox Região das 
Américas. 2024b. 17 de agosto 
2024. Acesso em: 02 set. 2024. Di-
sponível em:https://www.paho.org/
pt/alertas-e-atualizacoes-epide-
miologicas?d%5Bmin%5D=&d%5B-
max%5D=&topic=87192
Organização Pan-Americana da 
Saúde. OPAS. Mpox. Washington, D.C.; 
OPAS; 2024c. Acesso em: 04 set. 2024. 
Disponível em: https://www.paho.org/
pt/Mpox .
PATRONO, L. V. et al. Monkeypox vi-
rus emergence in wild chimpanzees 
reveals distinct clinical outcomes 
and viral diversity. Nat Microbiol. 
v. 5, 2020. https://doi.org/10.1038/
s41564-020-0706-0
SILVA, M. S. T. et al. Mpox, infecções 
sexualmente transmissíveis e pre-
venção combinada: percepções 
de uma grande coorte no Rio de 
Janeiro, Brasil. AIDS():10.1097/
QAD.0000000000003991, 09 de 
agosto de 2024. | DOI: 10.1097/
QAD.0000000000003991
THORNHILL, J. P. et al. Monkeypox Vi-
rus Infection in Humans across 16 Cou-
ntries. New England Journal of Medi-
cine, v. 387, p. 679-691, jul. 2022.
Vakaniaki, EH, Kacita, C., Kinganda-
-Lusamaki, E. et al. Surto humano 
sustentado de uma nova linhagem 
do clado I do MPXV no leste da Re-
pública Democrática do Congo. Nat 
Med (2024). https://doi.org/10.1038/
s41591-024-03130-3
WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO 
recommends new name for monkey-
pox disease. 28 nov. 2022. Disponível 
em: https://www.who.int/news/item/
28-11-2022-who-recommends-new-
-name-for-monkeypox-disease. Aces-
so em: 15 dez. 2022.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. 
Monkeypox: experts give virus variants 
new names. 12 ago. 2022. Disponível 
em: https://www.who.int/news/item/
12-08-2022-monkeypox--experts-gi-
ve-virus-variants-new-names. Acesso 
em: 15 dez. 2022.
WHO South-East Asia Region. Epi-
demiological Bulletin. 17 ed., 21 ago. 
2024. Acesso em: 02 set. 2024. Dis-
ponível em: https://iris.who.int/
bitstream/handle/10665/378541/
9789290229513-eng.pdf?sequence=1
WHO. Surto de Mpox (Varíola dos ma-
cacos) de 2022-24: Tendências glo-
bais. 2024. Acesso em: 03 set. 2024. 
Acesso em: https://worldhealthorg.
shinyapps.io/mpx_global/#5_Geno-
mic_epidemiology
https://virological.org/t/urgent-need-for-a-non-discriminatory-and-non-stigmatizing-nomenclature-for-monkeypox-virus/853
https://www.paho.org/pt/alertas-e-atualizacoes-epidemiologicas?d%5Bmin%5D=&d%5Bmax%5D=&topic=87192 
https://www.paho.org/pt/alertas-e-atualizacoes-epidemiologicas?d%5Bmin%5D=&d%5Bmax%5D=&topic=87192 
https://www.paho.org/pt/alertas-e-atualizacoes-epidemiologicas?d%5Bmin%5D=&d%5Bmax%5D=&topic=87192 
https://www.paho.org/pt/alertas-e-atualizacoes-epidemiologicas?d%5Bmin%5D=&d%5Bmax%5D=&topic=87192 
https://www.paho.org/pt/alertas-e-atualizacoes-epidemiologicas?d%5Bmin%5D=&d%5Bmax%5D=&topic=87192https://www.paho.org/pt/alertas-e-atualizacoes-epidemiologicas?d%5Bmin%5D=&d%5Bmax%5D=&topic=87192
https://www.paho.org/pt/alertas-e-atualizacoes-epidemiologicas?d%5Bmin%5D=&d%5Bmax%5D=&topic=87192
https://www.paho.org/pt/alertas-e-atualizacoes-epidemiologicas?d%5Bmin%5D=&d%5Bmax%5D=&topic=87192
https://www.paho.org/pt/Mpox .
https://www.paho.org/pt/Mpox .
https://www.who.int/news/item/28-11-2022-who-recommends-new-name-for-monkeypox-disease
https://www.who.int/news/item/28-11-2022-who-recommends-new-name-for-monkeypox-disease
https://www.who.int/news/item/28-11-2022-who-recommends-new-name-for-monkeypox-disease
https://www.who.int/news/item/12-08-2022-monkeypox--experts-give-virus-variants-new-names
https://www.who.int/news/item/12-08-2022-monkeypox--experts-give-virus-variants-new-names
https://www.who.int/news/item/12-08-2022-monkeypox--experts-give-virus-variants-new-names
https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/378541/9789290229513-eng.pdf?sequence=1
https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/378541/9789290229513-eng.pdf?sequence=1
https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/378541/9789290229513-eng.pdf?sequence=1
https://worldhealthorg.shinyapps.io/mpx_global/#5_Genomic_epidemiology
https://worldhealthorg.shinyapps.io/mpx_global/#5_Genomic_epidemiology
https://worldhealthorg.shinyapps.io/mpx_global/#5_Genomic_epidemiology
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
25
Mpox
UNIDADE 2: ASPECTOS 
CLÍNICOS DA DOENÇA
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
2626
OBJETIVOS DE 
APRENDIZAGEM 
DA UNIDADE 
OBJETIVO GERAL:
Esta Unidade tem como objetivo apresentar os aspectos clínicos da doença, sinais e 
sintomas, além dos fatores de risco, assegurando a diferenciação clínica da Mpox/
varíola dos macacos de outros quadros que causam lesões cutâneas. Busca ainda 
discutir a abordagem terapêutica e os tratamentos adotados, bem como medidas 
de prevenção e controle, vacinas e estratégias de prevenção não farmacológicas.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
- Descrever sinais e sintomas da Mpox;
- Diferenciar clinicamente Mpox de outros quadros que causam lesões cutâneas;
- Compreender os fatores de risco;
- Discutir a abordagem terapêutica e os tratamentos adotados;
- Realizar medidas de prevenção e controle;
- Discutir vacinas e estratégias de prevenção não farmacológicas.
CARGA HORÁRIA DE ESTUDO:
10 horas 
27
Mpox | UNIDADE 2: ASPECTOS CLÍNICOS DA DOENÇA
Em geral, a Mpox é classicamente des-
crita como uma doença benigna que 
causa sinais e sintomas que duram de 
2 a 4 semanas. Vimos na unidade 1 que 
ela é parecida com a varíola, embora 
seja clinicamente mais branda. Mas 
como se apresenta a Mpox? Será que 
o paciente manifesta apenas as lesões 
típicas da doença? Você já pensou 
nisso?
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
2828
2.1 
MANIFESTAÇÕES 
CLÍNICAS DA Mpox
Antes do surto de 2022, as manifesta-
ções clínicas da doença eram descritas 
com base nos casos humanos obser-
vados na África e relatados em artigos 
científicos e capítulos de livros, que 
eram escassos. A principal forma de 
transmissão identificada até então era 
o contato de uma pessoa com gotícu-
las respiratórias de alguém infectado 
com o vírus da Mpox (MPXV), que era 
seguido por um período de incubação 
de 2 a 21 dias e depois por um período 
prodrômico, isto é, um período de 0 a 3 
dias de duração da doença, caracteri-
zado pelo aparecimento súbito de fe-
bre, mal-estar geral, mialgia, cefaleia 
e fadiga decorrente da replicação e 
disseminação e circulação do vírus pelo 
organismo. Logo após os sintomas pro-
drômicos, apareciam as lesões cutâne-
as, todas na mesma fase evolutiva, de 
distribuição centrífuga, atingindo prin-
cipalmente face e membros, acom-
panhadas de aumento de linfonodos 
especialmente nas cadeias cervicais e 
submandibulares. Essa fase correspon-
dia à instalação e multiplicação do ví-
rus nas células da pele e das mucosas. 
A patogenia e os sinais e sintomas des-
critos da doença são bastante seme-
lhantes aos da varíola humana. A taxa 
de mortalidade descrita era de 0% a 
11% nos diferentes surtos, sendo maior 
nos que ocorreram na África Central.
No surto que iniciou em 2022 e, que 
acometeu pessoas em regiões mais 
ricas e mais desenvolvidas cientifica-
mente no planeta, inúmeras séries de 
casos foram analisadas e publicadas, 
relatando-se patogenia e manifesta-
ções clínicas diferentes das descritas 
anteriormente. A transmissão por con-
tato direto com secreção das lesões 
cutâneas parece ser a mais frequente. 
Depois do contato, aparecem as lesões 
no local de inoculação. Na maior parte 
dos casos, elas surgem em região geni-
tal e anal após contato sexual, sem a 
ocorrência de período prodrômico com 
sintomas sistêmicos. Além disso, obser-
vam-se casos com poucas lesões loca-
lizadas, sem a distribuição centrífuga e 
com lesões simultâneas em diferentes 
fases evolutivas. A taxa de mortalida-
de descrita no surto atual varia de 3% 
a 6%.
Um estudo com 528 casos de Mpox, 
distribuídos em 16 países, observou-se 
que 527 pacientes eram homens com 
idade média de 28 anos. Em 95% dos 
casos, a suspeita é de que a transmis-
são tenha ocorrido durante atividade 
sexual. Desses pacientes, 95% tinham 
29
Mpox | UNIDADE 2: ASPECTOS CLÍNICOS DA DOENÇA
lesões cutâneas, 64% menos de 10 le-
sões, 73% com lesões anogenitais e 41% 
com lesões mucosas. Por outro lado, 54 
pacientes apresentaram uma lesão 
única genital. Os sintomas sistêmicos 
mais frequentes foram febre (62%), le-
targia (41%), mialgia (31%) e cefaleia 
(27%). Linfoadenopatia foi observada 
em 56% dos pacientes. Nessa coorte, o 
período de incubação foi, em média, de 
7 dias, e 70 pacientes (13%) foram hos-
pitalizados para analgesia, tratamen-
to de infecção bacteriana secundária, 
observação de lesão ocular, insuficiên-
cia renal aguda e/ou por dificuldade 
de isolamento domiciliar. Observou-se 
ainda que 29% dos pacientes tinham 
uma infecção sexualmente transmissí-
vel (IST) concomitante (THORNHILL et 
al, 2022 ).
O Instituto Nacional de Infectologia 
Evandro Chagas (INI/Fiocruz), atendeu 
208 pacientes com Mpox, dos quais 
200 eram do sexo masculino (96,2%). 
Desse total de 200 homens, 89,7% de-
clararam que faziam sexo com homens. 
A mediana de idade dos 208 pacientes 
era de 33 anos. Com relação às lesões 
da Mpox nos 208 pacientes atendidos, 
76,1% tinham lesões disseminadas e 
23,9% localizadas, 77,3% tinham lesões 
genitais, 33,1% anais e 4,8% apresen-
tavam superinfecção bacteriana. Os 
sinais e sintomas sistêmicos mais re-
latados foram febre (63%), adenome-
galia (47,4%), cefaleia (31,7%), astenia 
(26,1%), dor de garganta (25,4%), mial-
gia (21,4%) e diarreia (10,8%). A avalia-
ção de ISTs concomitantes mostrou que 
53,2% eram portadores de HIV, 21,2% 
tiveram diagnóstico de sífilis, 10,6% de 
clamídia e 9,9% de gonorreia. Um total 
de 33% tinha alguma IST ativa no mo-
mento do diagnóstico de Mpox (SILVA 
et al. 2022).
Aproximadamente 8 mil casos foram 
confirmados no segundo semestre de 
2022 no Brasil. Desse total, 91,8% eram 
homens, com mediana de idade de 32 
anos. Os sinais e sintomas mais rela-
tados foram febre (58,0%), adenome-
galia (42,4%) e cefaleia (39,9%). Além 
disso, 27,5% declararam ser imunos-
suprimidos, 34,6% viviam com HIV e 
10,5% tinham IST. Nesse período, três 
óbitos foram registrados (PASCOM et 
al. 2022) .
Como já dissemos, o surgimento de 
lesões cutâneas é o principal sinal de 
suspeição diagnóstica. Essas lesões 
aparecem inicialmente como máculas 
e pápulas, mas depois progridem para 
vesiculação, pustulação, umbilicação, 
formação de crostas e descamação 
durante um período de 14 a 21 dias 
(Figura 1). As lesões, geralmente, são 
profundas, podendo ser pruriginosas 
e bastante dolorosas. Lesões em mu-
cosas oral (Figura 2) e genital (Figura 
3), frequentemente descritas no surto 
atual de Mpox, estão presentes em até 
70% dos casos. A despigmentação e 
as cicatrizes são vistas como sequelas 
(Figura 4) (Ali et al. 2022, Torres et al. 
2022).30
Mpox | UNIDADE 2: ASPECTOS CLÍNICOS DA DOENÇA
Figura 1 – Lesão cutânea de Mpox em seus vários estágios: (a) vesícula precoce 
(diâmetro de 3 mm), (b) pequena pústula (2 mm), (c) pústula umbilicada (3-4 
mm), (d) lesão ulcerada (5 mm), (e) crosta de uma lesão e (f) crosta parcialmen-
te removida 
Fonte: Ali et al. (2022).
Figura 2 – Ulcerações no palato e amígda-
las por MPXV
Fonte: Torres et al. (2022).
31
Mpox | UNIDADE 2: ASPECTOS CLÍNICOS DA DOENÇA
Figura 3 – Lesões em mucosas de 
Mpox. A: Lesão umbilicada no pênis. 
B: Aglomerado de pápulas na região 
perianal, muitas com umbilicação
Fonte: Torres et al. (2022).
Figura 4 – Lesões cutâneas cicatriza-
das de Mpox (A, B e C)
Fonte: Torres et al. (2022).
O aumento dos linfonodos submandi-
bulares, cervicais e inguinais pode ser 
observado de um a dois dias após o iní-
cio da erupção cutânea. 
As complicações são decorrentes de 
infecção bacteriana secundária e da 
localização das lesões. A infecção bac-
teriana secundária da pele é bastan-
te comum (Figura 5), observada em 
até um quinto dos pacientes, poden-
do evoluir para quadros mais graves, 
como pneumonia e sepse, se não for 
identificada e tratada adequadamen-
te (TORRES et al. 2022). Complicações 
decorrentes da localização das lesões 
incluem, por exemplo, o envolvimento 
ocular causando conjuntivite e cera-
tite, que podem evoluir para úlceras 
de córnea e sinéquias oculares entre 
a íris e a cápsula anterior do cristalino. 
O envolvimento de áreas anatômicas 
que possa resultar em sequelas gra-
ves de cicatrizes ou estenoses no sítio 
afetado, como esófago e uretra, requer 
acompanhamento médico mais pro-
longado (SILVA et al. 2022).
32
Mpox | UNIDADE 2: ASPECTOS CLÍNICOS DA DOENÇA
 
FIQUE ATENTO! 
Confusão mental e con-
vulsões são raras, mas 
também podem acontecer como 
consequência da encefalite viral.
Figura 5 – Complicações da Mpox. A: 
Infecção secundária de lesões faciais. 
B: Aparência da infecção mostrada na 
Figura A 5 dias depois
Fonte: Torres et al. (2022).
Contudo, como já falado na unidade 1, 
o clado I do vírus Monkeypox (MPXV) 
tende a causar sintomas mais graves 
e maior mortalidade. Independente-
mente do clado, o risco de desenvolver 
doença grave e complicações, como 
infecção secundária, sepse, pneumo-
nia e encefalite, é significativamente 
maior em pessoas imunocomprometi-
das, como aquelas com infecção avan-
çada por HIV não tratada ou não con-
trolada, além de crianças pequenas 
e mulheres grávidas. Entre as mortes 
documentadas durante o surto global 
do Clado IIb com início em 2022, houve 
um número considerável de casos em 
pessoas com HIV avançado ou outras 
condições graves de imunossupressão, 
o que também se observa nos regis-
tros do surto de 2024 na África do Sul 
(WHO, 2024a).
Em uma análise de 57 casos graves 
hospitalizados nos EUA, observou-se 
que 89,5% dos pacientes tinham al-
gum tipo de imunocomprometimen-
to (82,5% vivendo com HIV, dos quais 
apenas 8% estavam em tratamento 
antirretroviral e 72,1% tinham conta-
gem de células CD4+ em sangue pe-
riférico menor que 50 cels/mm3) e 5% 
eram gestantes. Todos os pacientes ti-
nham lesões cutâneas severas (Figura 
6) e 68% tinham também lesões muco-
sas. Outros órgãos acometidos incluí-
am pulmões (21%), olhos (21%), sistema 
nervoso central e medula espinhal (7%) 
(MILLER et al. 2022).
O Center for Disease Control and Pre-
vention (CDC) dos EUA lançou, em ja-
neiro de 2023, um alerta sobre Mpox 
em grávidas, relatando 23 casos, 3 
dos quais próximos ao parto. Os bebês 
nasceram também com a doença, mas 
não houve casos graves (OAKLEY et 
al. 2023). Informações sobre Mpox em 
grávidas ainda são muito limitadas, 
mas deve-se pesquisar lesões geni-
tais desde o pré-natal até o momento 
do parto, realizar exames específicos 
para os casos suspeitos e avaliar indi-
vidualmente o uso de antivirais e a via 
de parto (RAMNARAYAN et al. 2022.
33
Mpox | UNIDADE 2: ASPECTOS CLÍNICOS DA DOENÇA
Fonte: Miller et al. (2022).
Você sabia que as lesões causadas pelo 
MPXV são muito parecidas com lesões 
causadas por outros microrganismos? 
Por isso, é de extrema importância 
que os profissionais da saúde estejam 
atentos e realizem, quando necessário, 
o diagnóstico diferencial das lesões. 
Figura 6 – Lesões disseminadas e extensas nas costas e nas mãos de paciente 
com caso grave de Mpox
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
3434
A Mpox deve ser diferenciada de ou-
tras infecções virais que também po-
dem causar vesículas e pústulas, como 
varicela, herpes-zoster e infecção pelo 
vírus do herpes simples. Outras infec-
ções por poxvírus, como molusco con-
tagioso, estomatite bovina e orf, tam-
bém podem causar lesões cutâneas 
semelhantes à Mpox, bem como algu-
mas infecções bacterianas e virais de 
pele, como impetigo, antraz cutâneo, 
sarampo, doença mão-pé-boca e ou-
tras (Figura 7) (DROGA et al., 2023). 
Vesicopústulas ou pseudopústulas 
umbilicadas podem ser confundidas 
com pápulas umbilicadas translúci-
das de molusco contagioso (Figura 8), 
particularmente em pacientes que 
têm lesões confinadas à genitália. A 
apresentação da Mpox como uma úl-
cera genital solitária tem sido bem 
documentada na literatura e preci-
sa ser diferenciada de outras ISTs que 
causam úlceras genitais, como sífilis, 
cancroide, condiloma acuminado e 
gonorreia disseminada. Foi observada 
a coinfecção de Mpox com várias ISTs, 
e a evidência de uma ou mais ISTs não 
deve excluir o diagnóstico de infecção 
por Mpox (DROGA et al., 2023).
A história detalhada do paciente, in-
2.2
DIAGNÓSTICO 
CLÍNICO DIFEREN-
CIAL DAS LESÕES
cluindo histórico de viagens, conta-
tos sexuais, informações sobre conta-
to próximo com qualquer pessoa que 
estivesse com sintomas semelhantes, 
além da análise do momento dos sin-
tomas prodrômicos e da formação das 
lesões cutâneas, pode ajudar a distin-
guir as infecções. 
Embora a varíola tenha sido erradica-
da, ela deve ser considerada como um 
diagnóstico diferencial devido à possi-
bilidade de bioterrorismo.
SAIBA MAIS! 
Saiba mais sobre as Le-
sões da Mpox acessando 
o Atlas produzido pela 
Organização Mundial da Saúde. 
https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/366569/WHO-MPX-Clinical-Lesions-2023.1-eng.pdf?sequence=1
35
Mpox | UNIDADE 2: ASPECTOS CLÍNICOS DA DOENÇA
Figura 7 – Imagens ilustrativas para diagnóstico diferencial 
das lesões de Mpox: varicela, herpes-zoster, herpes simples 
e impetigo
Fonte: Curitiba (2022).
Figura 8 – Imagens ilustrativas para diagnóstico diferencial 
das lesões de Mpox: sífilis e molusco contagioso
Fonte: Curitiba (2022).
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
3636
Dadas as características de transmis-
são zoonótica e inter-humana, a epi-
demiologia da Mpox e os fatores de 
risco têm sido variados ao longo do 
tempo. Por exemplo, entre 1981 e 1986, 
quase 100% dos casos registrados no 
Congo eram crianças, e os fatores de 
risco associados foram: morar em áre-
as florestais, ser do sexo masculino, ter 
idade inferior a 15 anos e não ter va-
cinação prévia contra varíola (KUMAR 
et al., 2022, RIMOIN et al., 2010, DI-
MITRAKOFF, 2022, THORNHILL et al., 
2022)
Em 2003, nos EUA, ocorreu o primeiro 
relato de Mpox fora do continente afri-
cano. Identificou-se que a origem des-
sa contaminação foi uma remessa de 
animais de estimação exóticos e sel-
vagens de Gana. O surto resultou em 
47 casos humanos, mas nenhum caso 
de transmissão inter-humana foi do-
cumentado. Nessa ocasião, os fatores 
de risco associados foram: exposição a 
um animal doente, exposição a gaiolas 
limpas e camas de um animal doente, 
ou o contato por toque com um animal 
doente (REYNOLDS et al., 2007).
Dados epidemiológicos têm auxilia-
do a identificar alguns fatores de risco 
do surto que iniciou em 2022, sendo a 
imunodeficiência o mais relatado.
2.3 
FATORES DE RISCO 
ASSOCIADOS À 
INFECÇÃO 
PELO MPXV
FIQUE ATENTO! 
As informações aqui 
apresentadas são ba-
seadas em relatos epidemiológi-
cos descritivos, não em estudosanalíticos para determinação 
de fatores de risco, sendo, por-
tanto, necessários estudos mais 
robustos sobre esses fatores.
SAIBA MAIS!
Veja mais detalhes sobre 
as manifestações clínicas 
e o perfil epidemiológico 
dos pacientes com Mpox 
observados no surto de 2022 com 
o pesquisador Estevão Portela 
Nunes, médico infectologista e 
vice-diretor de serviços clínicos do 
Instituto Nacional de Infectologia 
Evandro Chagas (INI), da Fiocruz.
https://fiocruzbr-my.sharepoint.com/:v:/g/personal/cursosarquivo_ms_fiocruz_br/EZMzJiBL629BnLRj26pvqwQBU82UERQn-Ope1Ec2t0Tnqw?e=gI1qPv
Mpox | UNIDADE 3: ASPECTOS DIAGNÓSTICOS DA DOENÇA
3737
2.4.1 MANEJO SINTO-
MÁTICO
Em casos suspeitos ou confirmados de 
Mpox, a base do tratamento é o ma-
nejo sintomático. A terapia é focada 
no manejo da dor oral, genital e anor-
retal; na redução do prurido; no mo-
nitoramento da febre; no tratamento 
da proctite, se presente; e na limpeza 
das lesões de pele. As opções de trata-
mento incluem enxágues anestésicos, 
anestésicos tópicos, banhos de assen-
to ou de aveia, laxantes, analgésicos, 
anti-histamínicos orais ou tópicos ou 
outros géis ou loções não irritantes, 
como calamina ou mentol. De modo 
geral, a maioria dos pacientes se recu-
pera apenas com o controle dos sinto-
mas. Nos pacientes que desenvolvem 
dor intensa, são necessários regimes 
de tratamento multimodal, que po-
dem incluir opioides. (BRASIL, 2022).
 
ATENÇÃO! 
Em caso de infecções 
bacterianas secundá-
rias, deve-se introduzir 
antibioticoterapia apropriada. 
 
2.4 
TRATAMENTO E 
ABORDAGEM 
TERAPÊUTICA
2.4.2 TERAPIAS ANTIVIRAIS
 ATENÇÃO! 
Vários antivirais podem ser 
prescritos para o tratamen-
to de Mpox. Alguns desses 
medicamentos foram aprovados para 
o tratamento da varíola com base em 
modelos animais e estudos de dose 
e segurança em humanos saudáveis, 
portanto espera-se que tenham a 
mesma atividade contra a Mpox. Nes-
se momento, o tecovirimat é o trata-
mento de escolha (FRENOIS-VEYRAT 
et al., 2022; CENTERS FOR DISEASE 
CONTROL AND PREVENTION, 2022)
 
a) Tecovirimat ou TPOXX: é um inibidor 
potente da proteína do vírus necessá-
ria para a formação de uma partícula 
viral infecciosa, sendo recomendado 
para casos em que há risco elevado de 
doença grave. Deve-se avaliar cada 
paciente quanto à elegibilidade para 
receber o antiviral. O TPOXX é reco-
mendado para tratamento compas-
sivo para pacientes com resultado la-
boratorial positivo/detectável para 
MPXV com lesão ocular e/ou internado 
com a forma grave da doença, apre-
sentando uma ou mais das seguintes 
manifestações clínicas (BRASIL, 2022):
38
Mpox | UNIDADE 2: ASPECTOS CLÍNICOS DA DOENÇA
Apesar de esse medicamento não ter 
registro no Brasil, a Agência Nacional 
de Vigilância Sanitária (Anvisa), após 
solicitação do Ministério da Saúde 
(MS), autorizou, em caráter excepcio-
nal e temporário, a dispensa do regis-
tro do medicamento importado pelo 
Ministério, considerando a emergência 
em saúde pública. 
A dose recomendada de TPOXX de-
pende do peso do paciente. Por exem-
plo, para pacientes com peso ≥40 kg e 

Mais conteúdos dessa disciplina