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1 
 
Sistema financeiro nacional e entidades 
operadoras de crédito 
Introdução 
 
1. Em que ambiente são movimentados recursos financeiros no Brasil para poupança, crédito ou 
investimento e quais os principais agentes participantes? 
2. De que forma e através de que agentes os Mercados de Crédito e de Capitais são normatizados e 
fiscalizados? 
3. Quem são os principais provedores de recursos (funding) para as atividades de crédito? 
A troca de recursos entre entes superavitários e deficitários é observada no que chamamos de Sistema 
Financeiro Nacional, em que a intermediação financeira ocorre de forma direta ou indireta, havendo ou 
não a retenção de risco ou recomendação de investimento. Tal sistema – aqui estudaremos o brasileiro – 
congrega, além dos agentes intermediários, importantes formadores de poupança e órgãos responsáveis 
por normatizar e fiscalizar as atividades dos demais participantes. 
Objetivo 
Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de: 
• Reconhecer a estrutura do SFN, seus principais participantes e funções, assim como identificar os 
principais agentes intermediários de operações de crédito e investimentos em renda variável. 
Conteúdo Programático 
Esta unidade está dividida em: 
• Aula 1 - Estrutura do Sistema Financeiro Nacional e Órgãos Normativos e Supervisores 
• Aula 2 - Instituições Operadoras do Mercado de Crédito 
• Aula 3 - Demais Participantes do Mercado Financeiro 
Rota de Aprendizagem 
A Rota de Aprendizagem apresenta as ações que devem ser realizadas nesta unidade. Utilize a Rota de 
Aprendizagem para planejar e gerir, com eficiência, as suas ações e o seu tempo de estudo. Isso facilitará a 
construção do seu conhecimento e aumentará a possibilidade de que você tenha um bom desempenho nas 
avaliações. Clique aqui para acessar a Rota de Aprendizagem. 
 
https://ead.uva.br/disciplinas/grad/publica/cont/abc/acc/re/u1/index.htm
https://ead.uva.br/disciplinas/grad/publica/cont/abc/acc/re/u1/RA/G_ACC_RA_U1.htm
2 
 
Vemos uma típica situação de déficit 
orçamentário contraposto a superávit 
financeiro. Os bolsos vazios, seja para as 
despesas do dia a dia ou para 
investimentos em uma atividade 
produtiva, educação ou melhoria de 
condições de vida contrastam com a figura 
“sentada” no dinheiro. 
Qual a motivação e os meios para que a troca de numerário ocorra entre os entes? Como isto pode ser feito 
na prática? 
 
Aula 1 
Estrutura do Sistema Financeiro Nacional e Órgãos 
Normativos e Supervisores 
 
Entendemos por Sistema Financeiro Nacional, ou 
de forma abreviada simplesmente SFN, como 
todo o conjunto de entidades envolvidas nas 
trocas de fluxos financeiros, envolvendo moeda, 
ativos ou direitos. 
Nesta aula, iremos reconhecer a estrutura do 
mencionado sistema e suas formas de regulação. 
Definindo o conceito de sistema 
Definindo melhor o conceito de “sistema”, cabe lembrar que temos como exemplos os sistemas de saúde, 
de transportes, de educação etc. 
Assim, em um sistema de saúde, temos hospitais, postos de saúde, centros de pesquisas, laboratórios de 
exames e diversos profissionais envolvidos; estes por sua vez têm suas respectivas certificações e órgãos de 
classe fiscalizadores, enquanto todo o conjunto se reporta a agências sanitárias e de saúde e ao próprio 
Ministério da Saúde. 
O sistema de ensino, por sua vez, tem normas gerais ditadas e fiscalizadas pelo Ministério da Educação e 
Cultura, o chamado MEC, cabendo a este credenciar instituições de ensino, determinar estruturas mínimas 
para o funcionamento de escolas, faculdades e universidades, assim como registrar todos os diplomas 
emitidos por estas entidades de ensino. Em paralelo, professores, funcionários, técnicos de laboratório e 
outros profissionais de ensino interagem com os alunos, o chamado corpo discente, também pertencente 
ao sistema, na condição de usuários e grandes interessados. 
3 
 
Enfim, o mesmo relacionamento ocorre no sistema financeiro, porém de maneira um pouco mais 
complexa, pois envolve diversas entidades que orbitem neste sistema, com diferentes funções, porém com 
importâncias singulares. 
Evolução do SFN brasileiro 
Criado em 12 de outubro de 1808, através de um alvará do príncipe regente 
D. João de Bragança, o Banco do Brasil foi o primeiro banco a funcionar no 
país. 
Pela sua complexidade, podemos observar no livro texto a evolução do SFN 
brasileiro, cujo início se deu apenas em 1808, com a criação do primeiro 
banco brasileiro, fase esta que evoluiu rapidamente, sendo que 
aproximadamente 100 anos depois, em 1910, o país já possuía 16 bancos 
nacionais e cinco estrangeiros. 
No ano de 1945, iniciou-se a fase da organização e regulação do nosso 
mercado, em que, partindo de mais de duas mil instituições financeiras, em pouco mais de vinte anos 
foram criados órgão reguladores e instituições financeiras controladas pelo estado, que capitanearam 
projetos voltados ao desenvolvimento da nação brasileira. 
É desta época que datam importantes leis, como a do Mercado de Capitais e da CVM. 
Vemos então que um mercado pode ser organizado, fiscalizado e mesmo regulado, mas ao mesmo tempo 
pode contar com a livre iniciativa e esta é a tônica do nosso SFN, onde instituições financeiras de controle 
estatal, misto ou privado, de capital nacional ou estrangeiro, com ações negociadas em bolsa ou não, 
convivem e competem livremente. 
Crise financeira 
Desde outubro de 2008, a crise financeira 
global levou à falência muitas instituições 
financeiras nos EUA e dos países europeus, 
ameaçando o sistema financeiro global. 
Voltemos um pouco no tempo, à crise 
financeira e bancária internacional de 2008, 
para ressaltar a eficiência dos controles no 
mercado brasileiro, principalmente no 
segmento de crédito, foco de nosso estudo 
aqui nesta disciplina. Tal crise, que eclodiu 
nos Estados Unidos da América e espalhou-se 
pelo território Europeu, originou-se do 
mercado de crédito, em especial nas operações de financiamento e refinanciamento imobiliário. 
O ciclo da crise poderia ser resumido assim: operações de crédito se intensificaram, com um relaxamento 
no processo de análise, o que se refletiu no aquecimento do mercado imobiliário, cujos preços então 
subiam de forma que parecia infinita, seguiam-se mais financiamentos e imóveis supervalorizados eram 
4 
 
dados como garantia; em paralelo, créditos garantidos por imóveis, supervalorizados, eram concedidos; 
soma-se ao processo a captação de recursos através da venda da dívida em pacotes de títulos, as chamadas 
cessões. 
Toda essa estrutura ruiu quando o mercado imobiliário deu sinais de queda, a inadimplência decorrente da 
incapacidade de pagamento surgiu e as garantias se deterioraram, pois o esfriamento do mercado levava os 
preços ladeira abaixo, buscando patamares anteriores ao “boom”. 
As consequências foram desastrosas e em setembro de 2008 um dos mais importantes bancos norte-
americanos fecharia suas portas, causando elevados prejuízos aos seus depositantes e investidores em 
fundos; a crise então se alastrou pelo sistema financeiro americano e atingiu a Europa, onde bancos e 
países detinham investimentos em títulos de dívida de onde a crise se originara. 
A chamada Zona do Euro foi determinante na contaminação 
das economias dos seus países membros, com maior 
intensidade na Grécia, Itália, Espanha e Irlanda, além do 
sistema bancário português, que em quase toda sua totalidade 
teve que ser socorrido pelo governo federal. 
 
 
 
No Brasil 
Mas que lição poderíamos obter desta crise e qual o seu reflexo no Brasil? Bem, 
devido a normas mais rígidas, uma forte fiscalização das autoridades monetárias e 
a pouca alavancagem financeira de empresas e cidadãos brasileiros, as perdas no 
Brasil foram muito menores e o real reflexo dos problemas surgiu após dois anos, 
quando algumas empresas realmente perderam seus patamares de produção e 
venda e se viram incapacitadas de pagarsuas dívidas de curto prazo. 
Com relação aos bancos brasileiros, houve intervenções seguidas de liquidações 
por parte do BACEN, mas, em sua maioria, estas se deveram a dificuldades 
seguidas de fraudes, que tinham por objetivo postergar perdas de lucros acumulados; também houve 
desvios ilegais de recursos, ou seja, a saúde bancária seguiria frágil, mas seguiria, porém a mão dos 
gestores interveio para o pior de maneira ilegal. 
Os fatos expostos mostram que a interação entre entidades em um sistema financeiro pode determinar a 
sua sobrevivência, ou não, e que a boa regulação é a base de um sistema forte. 
Segmentação do Sistema Financeiro 
Todo processo de intermediação de recurso se desenvolve basicamente em quatro ou cinco subdivisões de 
mercado, segundo diferentes critérios adotados por autores. São eles: 
 
 
5 
 
Mercado Monetário 
O Mercado Monetário é operado por bancos centrais e auxiliares, denominados Dealers, e constitui um 
importante instrumento de política monetária e controle de liquidez, uma vez que negocia papéis do 
governo que, ao remunerar poupadores e investidores, pode retirar ou despejar dinheiro no mercado, 
aumentando ou diminuindo a liquidez do mesmo. Mais dinheiro no mercado significa juros menores e 
propensão a consumir, o que gera desenvolvimento, mas também inflação. Menos dinheiro no mercado é 
consequência de juros maiores pagos pelo BACEN, o que aumenta os mesmos nas pontas de consumo, 
reduzindo-o, e, junto com esse evento, vem o freio no desenvolvimento e a redução do valor das 
mercadorias, trazendo os índices de inflação para baixo. 
Tal mercado tem caráter de curto prazo e é também através dele que os governos se financiam, formando o 
que chamamos de dívida interna. 
Assim, quando você vai a um banco e investe em um fundo que compra títulos federais, você está, na 
verdade, emprestando dinheiro ao governo, o que no Brasil tem sido um grande inibidor do 
desenvolvimento, dado que a segurança e altas taxas de juro pagas se contrapõem aos riscos de 
investimentos em títulos de renda fixa e variável de empresas e mesmo de emissão de instituições 
financeiras para funding, que são recursos a serem direcionados a operações de crédito. 
Mercado de crédito 
O Mercado de crédito, também chamado 
de Mercado Bancário, é composto pelo 
conjunto de operações de prazo curto, médio e 
aleatório, em que instituições financeiras 
como bancos, cooperativas e financeiras 
captam recursos de poupadores e emprestam 
a entes que buscam cobrir déficits 
orçamentários ou realizarem investimentos em atividades produtivas cujo retorno supere a taxa de juro 
paga pelo empréstimo. 
Desta forma, quando compramos um carro, um eletrodoméstico ou simplesmente sacamos recursos de 
nosso cheque especial, estamos interagindo neste mercado, e ao pagarmos juros remuneramos o 
poupador e detentor do risco, que no caso é a instituição financeira intermediária. 
Quando falamos em risco, temos um ponto importante que diferencia o mercado de crédito dos demais, 
que é a retenção e administração do risco por parte da instituição intermediária, o que obviamente se 
reflete na taxa de juro de cada tipo de empréstimo. Trata-se de uma condição de mutualismo, em que a 
inadimplência ou expectativa desta por parte de alguns participantes é rateada pelos demais. Assim, 
bancos bem geridos não aceitam correr riscos, apenas os gerenciam. 
6 
 
Mercado de Capitais 
É no Mercado de Capitais que investidores e investimentos se encontram, 
desta forma, os recursos nele alocados não têm caráter de poupança, mas 
de investimento propriamente dito, onde quem aloca recursos retém o 
risco e muitas vezes busca retorno maior através do desempenho do 
negócio que custeou. Tal mercado envolve títulos de renda variável, como 
as ações, e de renda fixa, como debêntures e notas promissórias, e, para 
ambos os tipos, a principal característica é a retenção do risco e 
adicionalmente, no caso das ações, a propriedade por tempo indefinido de 
uma parte da empresa emissora do título, o que dá a este mercado também uma característica de longo 
prazo na maioria de suas operações. 
Mercado Cambial 
As operações de compra e venda de moedas conversíveis ocorrem no 
Mercado Cambial, onde, através de agentes credenciados, atuam 
importadores e exportadores de bens e serviços para conversão em 
moeda local ou estrangeira recursos transacionados em suas atividades e 
negócios, como também remessa ou recebimento de recursos advindos 
de lucros ou prejuízos de suas operações no estrangeiro. Também as 
pessoas físicas, ao deixarem seus países a passeio, trabalho ou estudo, e 
ainda ao adquirir produtos através de importações diretas, transacionam 
neste mercado, comprando ou vendendo moeda. 
Órgãos Normativos do SFN Brasileiro 
O SFN é normatizado por órgãos como o Conselho Monetário Nacional (CMN), o Conselho Nacional de 
Seguros Privados (CNSP) e o Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC). 
Cabe aos órgãos normativos a definição das regras de diferentes mercados e mesmo do sistema 
econômico, financeiro e monetário nacional, não sendo, porém, de competência deste a execução destas 
diretrizes, para a qual se valem de outros agentes, como, por exemplo, o Banco Central do Brasil, 
autoridade monetária que atua diretamente sobre a regulamentação e gestão do crédito e é responsável 
pela divulgação, implementação e fiscalização do conteúdo das Instruções Normativas do Conselho 
Monetário Nacional. 
Desta forma, os órgãos normativos legislam para que outros executem e não têm em sua composição um 
quadro fixo de participantes, que, na verdade, podem ser representantes de outras entidades 
governamentais, ou não. Tal composição permite uma permanente troca e contraposição de experiências 
por parte de seus componentes. 
De uma forma análoga, teríamos o que no Brasil chamamos de Poder Legislativo, que dita regras após 
amplo debate e também se encarrega de registrá-las, na forma de Lei ou similar. Temos então o Poder 
Executivo, encarregado de gerir a implantação, divulgação e cumprimento destas leis. Por fim, temos o 
judiciário, que pune os que transgridem as regras e mesmo avaliam o processo de recuperação e 
socialização dos transgressores. 
7 
 
De forma direta, a maior atuação notada no Mercado de Crédito é por parte do CMN, que dita regras sobre 
aspectos deste mercado e também do Mercado Monetário, envolvendo instrumentos como o depósito 
compulsório sobre depósitos à vista e a prazo e taxas de juros, o que se reflete no já mencionado custo do 
dinheiro a ser direcionado para operações de crédito. Por outro lado, as regras impostas e entidades de 
previdência e companhias seguradoras são importantes no que se refere à formação de poupança, cujos 
recursos abastecem o mercado de crédito. 
Entidades Supervisoras do SFN 
As entidades supervisoras atuam como braços operadores de órgãos normativos e entes federativos como 
ministérios e mesmo presidência da república. No escopo de suas atividades estão responsabilidades como 
as de implementar, orientar, fiscalizar, punir e mesmo operar em seus respectivos mercados, envolvendo 
também atividades como as de prévia análise e autorização de funcionamento de entidades de crédito e 
executivos das mesmas, atribuição essa detida pelo Banco Central do Brasil. 
Desta forma, tais entidades interagem com governo, poupadores, investidores, operadores e prestadores 
de serviço dos diversos mercados buscando cumprir suas funções e incentivar o funcionamento e 
crescimento dos mesmos. 
Entre os supervisores que atuam no Brasil, podemos destacar: 
 
Cabe aqui destacar os dois primeiros, cuja atuação tem reflexo direto no Mercado de Crédito. Vejamos a 
seguir. 
Bacen 
Com relação ao BACEN, este é o grande xerife do mercado bancário, cabendo ao mesmo autorizar desde o 
funcionamento de uma instituição financeira, até a criação de produtos de crédito, passando por analisaros quadros de diretoria dos participantes e prover este mercado de liquidez, quando necessário, ou 
enxugá-lo, quando os fundamentos da economia assim necessitarem. 
Como órgão fiscalizador, o BACEN tem o poder de intervir na gestão de instituição financeira, nomeando 
então um novo gestor, que denominado interventor passa a buscar o redirecionamento dos procedimentos 
e políticas da instituição, em uma tentativa de devolvê-la ao mercado, fato que se não consumado a leva a 
ser então liquidada pela autoridade monetária. Tal atuação pôde ser vista nos últimos três anos, quando 
bancos de médio e pequeno porte como o Morada, o Cruzeiro do Sul, o BVA, o Prosper e o Rural foram 
liquidados, tendo alguns passado pelo processo de intervenção e outros não. 
Em seu dia a dia, cabe ao BACEN zelar por todo o sistema de crédito, garantindo e fiscalizando não apenas 
os números das instituições financeiras participantes, mas também a correta classificação dos seus riscos 
de crédito, suas estruturas de processamento de dados e critérios de contratação, sucessão e suporte 
financeiro por parte dos seus acionistas. 
 
8 
 
Comissão de Valores Mobiliários 
Quanto à CVM, a esta cabe o papel de xerife do Mercado de Capitais, zelando pelo seu bom funcionamento 
e atuando diretamente sobre três frentes: emissores de títulos, intermediários financeiros e investidores. 
Assim, da mesma forma que cabe a emissores fornecer corretas e tempestivas informações sobre suas 
empresas, aos intermediários cabe a correta divulgação das mesmas e aos investidores o seu correto uso. 
Manipulações de mercado por parte de qualquer destas três frentes devem ser coibidas e, em linhas gerais, 
poderíamos resumir o foco deste mercado como a busca pela equidade entre seus participantes 
Apesar da atuação ampla no mercado de renda variável, leiam-se ações negociadas em bolsas de valores, 
cabe também à CVM regular e fiscalizar mercados como os de debêntures, notas promissórias e mesmo de 
letras financeiras, títulos de emissão privativa de instituições financeiras. Tais títulos têm a característica de 
renda fixa, ou seja, são voltados ao poupador, em geral possuem volumes de emissão equivalentes a sete 
ou oito vezes os das ações e têm seu risco retido pelo próprio poupador. 
Também em linhas gerais, cabe à CVM atuar sobre tudo que se caracteriza como “oferta pública” e, desta 
forma, recentemente o órgão interveio no mercado imobiliário no que se refere à oferta de cotas de 
participação em hotéis e apart-hotéis, tendo também já atuado em ofertas agropecuárias. 
A partir do que foi visto até aqui, com relação aos processos de crédito e fluxo de troca de recursos, em que 
estágio de desenvolvimento você acredita que a nação brasileira se encontra, em relação aos processos de 
normatização e fiscalização do SFN? Qual seu grau de conhecimento acerca da crise financeira e bancária 
mundial que eclodiu ao final de 2008? 
Para saber mais sobre a contextualização da atividade de crédito nos sistemas financeiros brasileiro e 
globais, assista agora ao vídeo da unidade A contextualização do crédito nos sistemas financeiros locais e 
globais. 
Se preferir, faça o download do áudio (mp3 compactado) deste vídeo clicando aqui. 
Atividade 1 
Dentro do SFN de cada país, existem órgãos responsáveis pela normatização de atividades como 
intermediação de crédito e mercados como os de Bolsa de Valores e Derivativos, Câmbio e Moeda. No 
Brasil, qual o órgão responsável por normatizar as atividades de crédito e de negociações em bolsas de 
valores? 
1. aBanco Central do Brasil 
2. bConselho Monetário Nacional 
3. cComissão de Valores Mobiliários 
4. dBanco do Brasil 
5. eSistema Financeiro Nacional 
 
 
https://player.vimeo.com/video/344645476
https://player.vimeo.com/video/344645476
https://ead.uva.br/disciplinas/grad/publica/cont/abc/acc/re/u1/audio/G_ACC_U1_mp3.zip
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Atividade 2 
Dentro de um contexto econômico, uma nação precisa ter o controle dos seus meios de pagamentos, da 
multiplicação de moeda em razão dos depósitos à vista e de aspectos como inflação, liquidez e crédito. 
Nesta linha, um dos papéis da autoridade monetária e seus braços operadores é a compra e venda de 
títulos do tesouro nacional, no caso do Brasil, operações estas que influem diretamente no custo do 
dinheiro e liquidez da economia, tanto através de seus volumes como níveis de taxas de juros. Qual o 
mercado ou segmento, em cuja atuação do BACEN se destaca, no qual é feito o controle de liquidez da 
economia através de operações de curto prazo? 
1. aMercado de Crédito 
2. bMercado de Derivativos 
3. cMercado Bancário 
4. dMercado Monetário 
5. eMercado de Câmbio 
 
 
Aula 2 
Instituições operadoras do Mercado de Crédito 
 
Nesta aula, iremos reconhecer os principais 
intermediários de recursos financeiros. 
 
No âmbito do SFN observamos que alguns de seus 
agentes têm maior participação nos processos de 
intermediação de negócios relacionados ao crédito e 
retenção de risco deste tipo de operação. 
Segundo características determinadas pelas carteiras que operam e natureza de obtenção de funding, tais 
instituições podem optar por atuar de forma ampla ou cobrindo nichos específicos de mercado, sendo essa 
última opção usualmente adotada por entidades de menor porte. 
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10 
 
Crédito de Curto 
Prazo 
Crédito de Médio e Longo 
Prazo Crédito ao Consumidor Crédito Habitacional 
Bancos Comerciais e 
Bancos Múltiplos com 
Carteira Comercial, 
Caixa Econômica, 
Cooperativas de 
Crédito, Factorings 
Bancos de Investimento e 
Desenvolvimento, Bancos 
Múltiplos com Carteira de 
Investimento, Companhias 
de Leasing 
Sociedades de Crédito 
Financiamento e 
Investimento (CFIs), 
Bancos Múltiplos com 
Carteira de Crédito, 
Financiamento e 
Investimento 
Caixa Econômica, 
Companhias de 
Crédito Imobiliário, 
Bancos Múltiplos 
com Carteira de 
Crédito Imobiliário 
Como demonstrado no quadro acima, diferentes operações de crédito são oferecidas, em geral, também 
por diferentes segmentos de operadores de crédito do mercado, entre os quais destacamos os Bancos e 
suas diversas formas de constituição e atuação, as Sociedades de Crédito Financiamento e Investimento, 
também conhecidas como CFIs ou Financeiras, as Caixas Econômicas, cuja atuação se aproxima muito das 
instituições bancárias, e as Cooperativas de Crédito, que atuam como bancos para um determinado grupo 
detentor de suas cotas. 
Seguem de forma apartada os Bancos de Investimento e de Desenvolvimento, focados em capitalizações de 
longo prazo para empresas, seja através do crédito ou do mercado de capitais. 
Imagine então a importância do crédito em nossas vidas, que possibilita não somente cobrir déficits em 
nosso orçamento, como também planejar aquisições que melhorarão a qualidade do nosso dia a dia. 
Os captadores de depósitos à vista 
No Brasil, temos presenciado uma forte concentração bancária nos últimos anos, principalmente no 
segmento denominado como de varejo, em que instituições como Banco do Brasil, Caixa Econômica 
Federal, Bradesco, Itaú, Santander, HSBC e Citibank atuam oferecendo serviços atrelados a contas correntes 
de depósitos à vista, tais como: 
• talões de cheque; 
• cartões de saque, débito e crédito; 
• transferências bancárias internas ou externas via DOC ou TED; 
• pagamento de contas e faturas de serviços públicos; 
• linhas de crédito automáticas como cheque especial e crédito rotativo; 
• opções de poupança e investimentos tais como CDBs e fundos de renda fixa ou variável. 
Cabe ao banco de varejo atender o dia a dia de nossas necessidades, assim, costumamos receber nosso 
salário em um destes bancos, pagamos nossas contas, transferimos recursos para familiares e, por fim, 
“zeramos” nosso mês poupando ou investindo as sobras de nossos proventosou até mesmo tomando 
dinheiro emprestado para cobrir um eventual déficit. 
11 
 
O varejo também nos incentiva a concentrar operações em uma só instituição e para tal oferece produtos 
acessórios ou por contratação, que vão desde seguros, como de veículos, vida ou residencial, e títulos de 
capitalização a financiamentos de maior monta e prazo, como o habitacional. 
É nesta estrutura bancária que as empresas, de forma similar às pessoas físicas, gerem seus recursos, 
algumas se utilizando de ferramentas mais sofisticadas oferecidas pelos próprios bancos, que chamamos de 
cash management. 
Ainda no segmento de varejo, temos produtos voltados para o financiamento a pessoas físicas através de 
linhas como o Crédito Direto ao Consumidor, o Crédito Pessoal e o Crédito Pessoal Consignado em Folha de 
Pagamento, que são operados por bancos e financeiras voltados a estes nichos de mercado, cuja 
denominação comum é de varejo massificado. 
O exemplo anterior demonstra o que é o esforço de um banco de varejo em conquistar e reter seu cliente, 
assim como rentabilizá-lo ao máximo, oferecendo o maior número de produtos possíveis. 
Outra forma de atuação é feita pelas cooperativas de crédito, cujos produtos muitas vezes se assemelham 
aos dos bancos comerciais e múltiplos, diferindo, porém, pelo fato de as mesmas atuarem apenas junto aos 
seus cooperados, que assim se tornam ao fazerem depósitos que se tornam cotas de cooperação, sobre as 
quais estes têm direito a 
receber proventos 
originários do resultado 
financeiro da cooperativa. 
Tomemos então como 
exemplo uma família 
brasileira... 
 
Os chefes dessa família provavelmente recebem seus salários em bancos de varejo, geram suas contas e 
obrigações em geral através de produtos que vão desde cartões até transferências bancárias, aplicam 
sobras de recursos ou equilibram o 
orçamento se utilizando de linhas de 
curto prazo. 
 
A partir daí, adquirem produtos como 
seguros e títulos de capitalização e se 
submetem à análise mais acurada de seu 
crédito para a aquisição ou troca de um ou 
mais veículos de uso próprios. São planos de 
curto e médio prazo... 
https://ead.uva.br/disciplinas/grad/publica/cont/abc/acc/re/u1/aula-2.htm#popup-1
https://ead.uva.br/disciplinas/grad/publica/cont/abc/acc/re/u1/aula-2.htm#popup-2
https://ead.uva.br/disciplinas/grad/publica/cont/abc/acc/re/u1/aula-2.htm#popup-3
12 
 
...aos quais se seguem planos de longo prazo, como a contratação de financiamentos habitacionais e planos 
de previdência privada, voltados às aposentadorias do casal ou ao estudo dos filhos. 
Os não captadores de depósitos à vista 
Se contrapondo às instituições de varejo e mesmo de varejo massificado, outras não habilitadas a 
receberem depósitos à vista buscam atuar de forma segmentada e com foco ainda mais estreito do que os 
mencionados bancos de nicho, muitas vezes intercalando produtos do Mercado de Crédito como os do 
Mercado de Capitais. 
Pelo fato de não oferecerem produtos como conta corrente e os acessados exclusivamente ou mais 
facilmente através da mesma, como talões de cheques, pagamentos e transferências, instituições como os 
Bancos de Investimento, Associações de Poupança e Empréstimo, Agências de Fomento, Bancos de 
Desenvolvimento, Companhias Hipotecárias e Bancos de câmbio buscam atuar no que chamamos de 
produtos de atacado, sejam eles voltados ao crédito ou a operações de câmbio, por exemplo. 
Aos bancos de investimento cabe a estruturação de passivos de longo prazo para diversos portes de 
empresas. Assim, a atuação do mesmo pode se voltar à captação de recursos através de títulos de dívida a 
serem colocados no mercado interno ou externo, como também pela assessoria no processo de emissão de 
ações, seja ele inicial ou não. 
 
Por outro lado, algumas estruturações de passivos demandam o que chamamos de empréstimo ponte, ou 
bridge loan em inglês, que pode ser concedido pelo próprio banco de investimento, banco comercial do 
mesmo conglomerado financeiro ou por uma terceira instituição parceira, sendo a primeira opção 
usualmente a menos indicada. 
https://ead.uva.br/disciplinas/grad/publica/cont/abc/acc/re/u1/aula-2.htm#popup-4
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Outra importante vertente para tomada de recursos de longo prazo são os bancos de desenvolvimento. No 
Brasil, temos alguns em âmbito estadual, porém o grande player é o BNDES, cujas linhas, porém, em sua 
maioria, são intermediadas por bancos comerciais, muitas vezes especializados neste tipo de operações, a 
que chamamos de repasse de recursos. 
A atuação do BNDES tem se mostrado presente nos últimos anos em duas importantes pontas 
alavancadoras do desenvolvimento de um país, isto é, junto a empresas de pequeno porte e de grandes 
corporações e conglomerados nacionais, com intuito de transformá-las em empresas globais, as que 
também chamamos de multinacionais. 
Junto a micro e pequenas empresas, o BNDES atua através de produtos como o Cartão BNDES, que 
possibilita a aquisição parcelada de equipamentos e veículos, de forma simples e descomplicada. 
Com relação a grandes conglomerados nacionais, estes têm recebido incentivos para alagar seu campo de 
atuação além das fronteiras brasileiras, desta forma já se originaram aqui grandes fabricantes de bebidas e 
aeronaves, mineradoras e processadoras de alimentos. 
Para este porte de empresa o BNDES muitas vezes atua diretamente, sem a intermediação ou retenção de 
risco por parte de terceiros, em operações que vão desde empréstimos até participações societárias, 
através da sua subsidiária BNDESPar, passando ainda pela aquisição de títulos de renda fixa, como 
debêntures, por exemplo, de emissão da empresa assistida. 
Outras instituições atendem públicos e operações específicas e tendem a se mostrar de porte reduzido, 
assim de microempreendedores e financiamentos imobiliários, alguns destes nichos são atendidos de 
forma exclusiva por instituições financeiras que assim se propõem. 
No website do Banco Central do Brasil você pode navegar por informações sobre bancos e instituições de 
crédito em geral, conhecendo suas atividades, sedes, administradores e mesmo acessar suas 
demonstrações financeiras e contábeis. 
No Brasil, a criação dos bancos múltiplos data de poucas décadas atrás, porém em nosso dia a dia já 
lidávamos com grandes instituições financeiras que oferecem, em uma mesma agência, website, telefone 
ou caixa eletrônico diversos serviços relacionados à movimentação à vista, a chamada conta corrente, 
cartões, linhas de crédito simplificadas e também complexas, como CDC Auto e Financiamento Imobiliário, 
produtos relacionados a seguros, como planos de saúde, capitalização, previdência privada e coberturas 
para imóveis, automóveis, vida e bens pessoais. 
Múltiplo ou não, um banco pode oferecer todos esses serviços em um mesmo espaço, inclusive para 
pessoas jurídicas, cujos produtos se diferenciam dos citados, mas têm a mesma ênfase: atender ao máximo 
de necessidades que um cliente possa apresentar no âmbito do Mercado Financeiro. 
Atividade 
Quais as principais características de um banco múltiplo? Indique os requisitos para sua constituição, seus 
segmentos de atuação e qual a diferença para as demais modalidades de banco. 
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https://ead.uva.br/disciplinas/grad/publica/cont/abc/acc/re/u1/aula-2.htm#popup-5
https://ead.uva.br/disciplinas/grad/publica/cont/abc/acc/re/u1/aula-2.htm#popup-6
http://www.bcb.gov.br/
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_________________________________________________________________Expectativa de resposta: São instituições autorizadas a operar mais de uma carteira, devendo deter pelo 
menos duas delas, sendo obrigatórias a comercial ou de investimento. O banco, respeitando sua base de 
constituição, pode operar em tantas quantas forem suas carteiras, sendo esta a principal diferença de 
banco detentores de uma única carteira. 
 
 
Aula 3 
Demais participantes do Mercado Financeiro 
Nesta aula, iremos reconhecer a importância de entidades que, apesar de não intermediarem recursos 
diretamente, se mostram importantes nos Mercados de Crédito de Capitais. 
Tais agentes se caracterizam por, em sua maioria, não reterem riscos de crédito, atuando de forma a 
apenas promover o encontro de entidades superavitárias com as demandadoras de recursos, sendo a 
prestação de serviços financeiros o principal foco de suas operações. 
Exceção pode ser feita às Companhias de Leasing, 
ressaltando-se ainda que riscos de outras naturezas, como 
os de imagem, se aplicam a tais operações. 
Destacamos neste segmento de mercado as 
Administradoras de Consórcio, Sociedades de 
Arrendamento Mercantil, Sociedades corretoras de 
câmbio, Sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários e as Sociedades distribuidoras de títulos e 
valores mobiliários. 
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Intermediação de Títulos e Valores Mobiliários Seguro e Capitalização 
Arrendamento 
Mercantil 
Sociedades Corretoras de Títulos e Valores 
Mobiliários, Sociedades Distribuidoras de Títulos e 
Valores Mobiliários, Agentes Autônomos de 
Investimento 
Seguradoras, Fundações de 
Seguridade Social, 
Companhias de Capitalização 
Companhias 
de Leasing 
Sociedades de Arrendamento Mercantil 
Comecemos com as Companhias de Arrendamento Mercantil, também conhecidas por Companhias de 
Leasing, as quais, dentro desta aula, seriam as únicas a não operarem exatamente em um dos mercados 
financeiros, mas mesmo assim reterem risco de crédito. 
A operação de leasing é na verdade um contrato de aluguel de um bem, que pode ser móvel ou imóvel, ou 
seja, pode ser um veículo, como carro ou caminhão, máquinas em geral, tais como as agrícolas, como 
também um imóvel comercial, cujas operações são muito comuns no setor bancário, em que um imóvel é 
vendido a um investidor ou fundo imobiliário e depois alugado para montagem de agências de grandes 
bancos. 
 
Por ser um contrato de aluguel, não temos aqui algumas características de operação de crédito, como a 
cobrança de juros, ou abatimentos para pagamentos antecipados. 
Por outro lado, uma operação deste tipo embute o custo do 
dinheiro, assim como faríamos ao comprar um imóvel, um 
apartamento, por exemplo, e resolvermos alugá-lo; imagina-se 
que pelo menos o custo do dinheiro que empregamos deveríamos 
cobrar através da locação, isto é, se empregamos R$ 600 mil na 
compra do imóvel e a taxa de juros básica está em torno de 1% ao 
mês, devemos buscar algo em torno de R$ 6 mil mensais. Nem 
sempre isso é possível, mas deve ser traçado como meta. 
Desta forma, o leasing, ou arrendamento mercantil, prevê o aluguel por tempo determinado e a 
possibilidade de aquisição do bem, ao final deste prazo, por um valor conhecido como valor residual, é aí 
que a operação mais ainda se aproxima de um financiamento comum. 
Sendo assim, podemos nós, pessoas físicas, por exemplo, escolher entre adquirir um automóvel, novo ou 
usado, através do financiamento via CDC ou leasing. 
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CDC Leasing 
Escolhendo o CDC, teremos encargos de juros ao 
longo da operação, dos quais poderemos nos 
isentar, caso optemos por liquidar antecipadamente 
a operação; neste caso, o fluxo de pagamentos 
futuros, ou mesmo uma ou duas parcelas apenas, 
serão descontadas a valor presente pela mesma 
taxa cobrada pelo banco ou financeira para 
conceder o crédito. 
Por outro lado, ao fechar uma operação de leasing, 
não teremos nenhum benefício ao pagar parcelas 
antecipadamente, assim como no aluguel de uma 
residência ou escritório, e, desta forma, teremos 
valores fixos até o fim do contrato e a opção por 
adquirir ou não o bem ao final deste, por um valor 
residual previamente fixado. 
Por fim, cabe ressaltar que por adquirir o bem e depois acreditar que será locado por determinado tempo, 
com as respectivas parcelas honradas mês a mês, as companhias de leasing incorrem em risco sim, uma vez 
que a inadimplência será sinônimo de transtornos não esperados, e que o bem deverá ter outro destino 
que não o previsto inicialmente. 
Intermediação de Títulos e Valores Mobiliários 
Passemos agora aos intermediários financeiros cuja ênfase de suas atividades está na prestação de 
serviços, sem que para tal haja retenção de risco de inadimplência. Nesta categoria destacamos as 
corretoras de valores e distribuidoras de títulos e valores mobiliários, as chamadas DTVMs. 
Atualmente tais instituições se distinguem apenas pelo fato de as corretoras poderem operar no Mercado 
de Câmbio, o que é vetado às DTVMs. Outrora, a estas últimas também não eram permitidas operações por 
conta própria ou para terceiros em ambientes de bolsa, o que recentemente foi autorizado. 
Cabe ressaltar que ambas não atuam no Mercado de Crédito tradicional, podendo vez por outra cobrir 
operações de seus clientes através do que chamamos de conta margem, em que os recursos são 
concedidos mediante a tomada de ativos como garantias (Títulos de renda fixa ou variável custodiados na 
própria corretora.). 
Assim, corretoras e distribuidoras prestam serviços de 
corretagem em bolsas, onde podemos comprar ou 
vender ações e outros ativos e derivativos, como 
opções sobre ações, futuros de metais, moedas e 
produtos agrícolas etc. 
Como exemplo, podemos citar os fundos de ações, de 
renda fixa e cambiais. 
Muitas vezes não percebemos a atuação deste tipo de participante do mercado porque ele faz parte de um 
conglomerado bancário. 
Assim, se, por exemplo, um cliente do Banco Itaú desejar investir em ações de uma determinada empresa – 
Petrobras seria um exemplo – ele poderia acessar um canal de atendimento e proceder desde o cadastro 
até a ordem de compra, mas o estaria fazendo diretamente no banco múltiplo, pois a este não estão 
autorizadas tais operações, mas à corretora de valores ligada ao banco. 
https://ead.uva.br/disciplinas/grad/publica/cont/abc/acc/re/u1/aula-3.htm#popup-1
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Tudo isso é similar ao que ocorre quando contratamos o seguro do nosso carro através do gerente que 
atende a nossa conta bancária, o canal de venda é o banco, mas este também não possui nenhum tipo de 
carteira que opere seguros, então o produto é fornecido pela seguradora do grupo, que pode mesmo ser 
uma controlada do banco, não há problema nisso. 
As operações em bolsa de valores não são muito comuns no Brasil. Para se ter uma ideia, temos aqui em 
torno de 500 mil investidores cadastrados, através de seus CPFs, isto para todo o mercado acionário 
operador no Brasil, envolvendo todas as corretoras e distribuidoras de valores, enquanto um banco como o 
Bradesco possui aproximadamente 28 milhões de correntistas, apenas correntistas, pois o número de 
clientes do conglomerado, envolvendo detentores de cartões de crédito, financiados diversos, como de 
veículos e imóveis, e segurados, seria ainda maior. 
Desta forma, tais entidades caminham para serem adquiridas por grandes grupos, sejam eles bancários de 
origem nacional ou estrangeira, ou também corretores de valores de origem internacional que desejem 
atuar no Brasil e optem pela aquisição ao invés da constituição de uma nova empresa. 
Intermediação de Títulos e Valores Mobiliários 
Chegamos então a um segmento de participantes cujas operações estão distantes do crédito, porém sua 
presença se faz muito importante tanto neste mercado, o de Crédito, como no Mercado de Capitais; são 
elas as companhias seguradoras, de capitalização e de seguridade social. 
As companhias seguradoras operam seguros em diversos ramos, produto que através dochamado 
mutualismo buscam neutralizar ou reduzir perdas ou suas consequências. Desta forma, um automóvel 
segurado pode ser consertado ou reposto em caso de colisão ou roubo, parcelas de um financiamento 
podem ser quitadas no caso de demissão ou falecimento do contratante, porém, uma vida, por exemplo, 
não pode ser reposta, mas o desamparo a uma família pode ser neutralizado ou amenizado por uma 
quantia em dinheiro destinada aos herdeiros do falecido. 
Ocorre que estes valores recebidos antecipadamente e acumulados formam ativos das companhias 
seguradoras que cobrirão eventuais passivos, que estatisticamente irão ocorrer, mas enquanto não 
ocorrem, tais recursos devem ser aplicados em títulos públicos e privados, de renda fixa ou variável. 
É desta forma que as seguradoras participam indiretamente, porém com relevante importância, do 
mercado de crédito, pois seus recursos podem ser direcionados ao funding de bancos comerciais e de 
investimento, para posterior direcionamento a operações de crédito. 
Companhias de capitalização 
De forma também relevante, as companhias de capitalização são também acumuladoras e aplicadoras de 
recursos, visto que seu produto consiste em um ou mais pagamentos que retidos por um determinado 
período possibilitam ao poupador acumular um montante a ser sacado ao final do contrato, tendo esse 
ainda benefícios, como, por exemplo, sorteios. 
 
Companhias de seguridade social 
Por fim, destacamos as companhias de seguridade social, os chamados fundos de pensão, talvez os 
maiores acumuladores e gestores de recursos de terceiros e longo prazo que podemos encontrar. 
https://ead.uva.br/disciplinas/grad/publica/cont/abc/acc/re/u1/aula-3.htm#popup-2
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Dada sua característica de longo prazo, o recurso originário do fundo de pensão pode ser direcionado para 
uma série de empreendimentos físicos, tais como complexos hoteleiros, shopping centers e 
empreendimentos comerciais e residenciais. Também os títulos de renda variável, leia-se ações, são um 
forte alvo de investimento destas companhias. 
Desta forma, fundos de pensão como a PREVI, dos funcionários do Banco do Brasil, PETROS, dos 
funcionários da Petrobras, ELETROS, da Eletrobrás e subsidiárias, entre outros, são também grandes 
compradores de títulos públicos e privados, e no caso destes últimos, enquadramos em primeiro lugar as 
debêntures de empresas de capital aberto, instrumento de crédito cujo risco é retido pelo poupador e por 
fim os CDBs e DPGEs de bancos e CFIs, os quais se constituem em importantes instrumentos de funding 
para estas instituições, se convertendo em crédito quase que imediatamente. 
 
Cabe concluir reforçando a ideia de que companhias seguradoras, de capitalização e de seguridade social 
são grandes provedoras de recursos para operações de crédito, dentre outras destinações de seus ativos, 
seja ele intermediado ou não, porém, são também grandes dependentes deste mercado, assim como o de 
Capitais, Imobiliário etc., para ter suas reservas remuneradas, de forma a poderem honrar seus 
compromissos futuros com investidores, segurados e assistidos. 
Atividade 1 
As ações são títulos de renda variável definidos como a menor fração de capital de uma empresa, de forma 
diferente dos títulos de dívida, estes retornam ao investidor uma remuneração ou valorização que reflete o 
desempenho e políticas de suas empresas emissoras, as denominadas sociedades anônimas de capital 
aberto, cuja captação de recursos se dá no mercado primário, através do lançamento de ações, que, após 
este processo, podem apenas ser adquiridas dos seus detentores, e não mais diretamente junto à empresa, 
é o chamado mercado secundário, o qual, porém, deve ocorrer em recintos físicos ou virtuais específicos e 
regulados por autoridade competente. Desta forma, são definidas como organizações tangíveis que atuam 
como mercados secundários, nos quais os títulos em circulação são revendidos: 
1. aCorretoras de Valores 
2. bDistribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários 
3. cBolsas de Valores 
4. dCentrais de Liquidação e Custódia 
5. eCompanhias Seguradoras 
Atividade 2 
As operações em recintos de Bolsas de Valores devem ser intermediadas somente por agentes autorizados, 
remunerados na forma de corretagem e que se valem de profissionais certificados para executar ordens de 
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compra e venda de títulos para seus clientes ou por conta própria. Desta forma, são instituições autorizadas 
a operar diretamente na bolsa de valores, negociando ações, para carteira própria e de terceiros: 
1. aCompanhias Resseguradoras 
2. bDistribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVMs) 
3. cBolsas de Valores 
4. dCentrais de Liquidação e Custódia 
5. eCompanhias Seguradoras 
Atividade 3 
A formação de poupança através de previdência complementar, também conhecida como providência 
privada, se mostra importante para o desenvolvimento brasileiro, sendo suas entidades administradoras 
importantes investidores de recursos, estes oriundos da atividade de gestão dos recursos aplicados por 
seus poupadores. Existem diferenças entre planos e entidades, que se fazem importantes no cenário do 
SFN brasileiro. Desta forma, que entidades de previdência complementar são acessíveis, exclusivamente, 
aos empregados de uma empresa ou grupo de empresas ou ainda aos servidores da União, dos estados, do 
Distrito Federal e dos municípios, entes esses denominados patrocinadores, ou aos associados ou membros 
de pessoas jurídicas de caráter profissional, classista ou setorial, denominadas instituidores? 
1. aFundos de Pensão 
2. bDistribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVMs) 
3. cEntidades Abertas de Previdência Complementar 
4. dCentrais de Liquidação e Custódia 
5. eCompanhias Seguradoras 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Encerramento 
Em que ambiente são movimentados recursos financeiros no Brasil para poupança, crédito ou investimento 
e quais os principais agentes participantes? 
De que forma e através de que agentes os Mercados de Crédito e de Capitais são normatizados e 
fiscalizados? Quem são os principais provedores de recursos (funding) para as atividades de crédito? 
Resumo da Unidade 
Entendemos por Sistema Financeiro Nacional (SFN) o conjunto de entidades envolvidas nas trocas de fluxos 
financeiros, envolvendo moeda, ativos ou direitos ou ainda como o meio em que ocorre a transferência de 
recursos dos ofertadores finais para os tomadores finais, e cria condições para que os títulos e valores 
mobiliários tenham liquidez no mercado. Atualmente o SFN Brasileiro é composto por três subsistemas, a 
saber: (i) Órgãos normativos; (ii) Entidades supervisoras e; (iii) Operadoras. 
A intermediação financeira, por sua vez, se desenvolve de forma segmentada, com base em quatro 
subdivisões: (i) Mercado Monetário; (ii) Mercado de crédito ou Bancário; (iii) Mercado Cambial e; (iv) 
Mercado de Capitais. 
Entre os órgãos normativos do SFN destacamos o Conselho Monetário Nacional (CMN), o Conselho 
Nacional de Seguros Privados e o Conselho Nacional de Previdência Complementar, enquanto que na 
estrutura de supervisão temos o Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários, a 
Superintendência de Seguros Privados e a Superintendência Nacional de Previdência Complementar. 
No Mercado de crédito atuam diversas instituições de forma direta ou indireta. Assim, observamos que 
alguns agentes têm maior participação nos processos de intermediação de negócios relacionados ao 
crédito e retenção de risco deste tipo de operação e, segundo características determinadas pelas carteiras 
que operam e natureza de obtenção de funding, tais instituições podem optar por atuar de forma ampla ou 
cobrindo nichos específicos de mercado, sendo esta última opçãousualmente adotada por entidades de 
menor porte. 
Entre as instituições captadoras de depósitos à vista cabe destaque para os Bancos Múltiplos, os Bancos 
Comerciais, as Caixas Econômicas e as Cooperativas de Crédito, enquanto que entre as não captadoras de 
depósitos à vista podemos citar as Agências de Fomento, Associações de Poupança e Empréstimo, Bancos 
de Desenvolvimento, Bancos de Investimento, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social 
(BNDES), Companhias Hipotecárias, Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento, Sociedades de 
Crédito Imobiliário e Sociedades de Crédito ao Microempreendedor, as quais operam diretamente o 
crédito, além de outras como as Cooperativas Centrais de Crédito e os Bancos de Câmbio, que prestam 
serviços acessórios. 
Temos ainda outros participantes do sistema, dentre os quais podemos citar as Administradoras de 
Consórcio, as Sociedades de Arrendamento Mercantil, as Sociedades Corretoras de Câmbio, Sociedades 
Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários, as Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, as 
Bolsas de Valores, Entidades ligadas aos Sistemas de Previdência e Seguros e, por fim os Sistemas de 
Liquidação e Custódia.

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