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Educação presencial
LEGISLAÇÃO 
DE TRÂNSITO E 
TRANSPORTE 
PARA 
CONDUTORES 
DE VEÍCULO DE 
CARGA
Série Legislação
Diretoria Executiva Nacional
Coordenação de Desenvolvimento Pro� ssional
Educação Presencial
Legislação de Trânsito e Transporte para Condutores de Veículo de Carga
Material do aluno
Setembro/2017
Fale conosco
0800.7282891
www.sestsenat.org.br
Legislação de Trânsito e Transporte para Condutores de 
Veículo de Carga: material do aluno. – Brasília: SEST/SENAT, 
2015. 
44 p. : il.
1. Trânsito - legislação. 2. Transporte rodoviário. 
I. Serviço Social do Transporte. II. Serviço Nacional de 
Aprendizagem do Transporte. 
CDU 656.025.4(094.4)
5
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO E TRANSPORTE PARA
CONDUTORES DE VEÍCULO DE CARGA
Unidade 1 - Legislação do Transporte Rodoviário de Cargas ........................................ 9
1 Legislação do Transporte Rodoviário de Cargas ..............................................................11
1.1 A ANTT ............................................................................................................................11
1.2 A Lei nº 11.442/07 ............................................................................................................12
1.3 A Resolução ANTT nº 3.056/09 .....................................................................................12
1.4 A Lei nº 12.619/12 ............................................................................................................12
1.5 A Resolução ANTT nº 420/04 .........................................................................................12
2 Registro Nacional dos Transportadores Rodoviários de Carga (RNTRC) ..................13
3 Motorista Pro� ssional .........................................................................................................14
4 Transporte Rodoviário Internacional de Cargas (TRIC) .................................................15
5 Combinações de Veículos de Transporte de Carga (CVC) .............................................16
6 Vale-Pedágio Obrigatório ...................................................................................................16
Resumindo ...............................................................................................................................17
Consolidando conteúdos .......................................................................................................17
Unidade 2 - Responsabilidades e Penalidades .............................................................. 19
1 Responsabilidades, Infrações e Penalidades no Transporte Rodoviário de Cargas .....21
1.1 Responsabilidades, Infrações e Penalidades referentes ao CTB .................................21
1.2 Responsabilidades, Infrações e Penalidades referentes ao RNTRC ............................23
2 Responsabilidades, Infrações e Penalidades referentes ao Transporte Rodoviário de 
Produtos Perigosos ..............................................................................................................24
3 Responsabilidades, Infrações e Penalidades referentes ao Transporte Rodoviário 
Internacional de Cargas .......................................................................................................25
4 Infrações e Penalidades referentes ao Vale-Pedágio Obrigatório ...................................26
Resumindo ...............................................................................................................................27
Consolidando conteúdos .......................................................................................................27
Unidade 3 - Documentos e Tributos .............................................................................. 29
1 Principais Documentos utilizados no Transporte Rodoviário de Cargas .....................31
1.1 Contrato de Transporte ..................................................................................................31
1.2 Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) ..........................................................32
6
1.3 Manifesto Eletrônico de Carga ........................................................................................33
1.4 Ordem de Coleta de Cargas .............................................................................................33
1.5 Romaneio de Cargas .........................................................................................................34
2 Principais Tributos Incidentes no Transporte Rodoviário de Cargas ............................34
2.1 Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) .................................................................35
2.2 Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) .................................35
2.3 Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestações de Serviços de Transporte 
Interestadual, Intermunicipal e Comunicação (ICMS) ...............................................36
2.4 Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN ou ISS) .................................36
2.5 Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) ............................................................37
2.6 Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) .....................................................38
2.7 Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) .......................38
2.8 Contribuição do INSS ......................................................................................................39
2.9 Outros Encargos e Taxas devidas pelas Empresas em Geral .......................................39
Resumindo ...............................................................................................................................40
Consolidando conteúdos .......................................................................................................40
Referências ...................................................................................................................... 42
7
Comprometido com o desenvolvimento do transporte no País, o SEST SENAT oferece um 
programa educacional que contribui para a valorização cidadã, o desenvolvimento pro� ssional, 
a qualidade de vida e a empregabilidade do trabalhador do transporte, por meio da oferta de 
diversos cursos que são desenvolvidos nas Unidades Operacionais do SEST SENAT em todo 
o Brasil.
Sempre atento às inovações e demandas por uma educação pro� ssional de qualidade, o SEST 
SENAT reestruturou todo o portfólio de materiais didáticos e de apoio aos cursos presenciais 
da instituição, adequando-os às diferentes metodologias e aos tipos de cursos, alinhando-os 
aos avanços tecnológicos do setor, às tendências do mercado de trabalho, às perspectivas da 
sociedade e à legislação vigente.
Esperamos, assim, que este material, que foi desenvolvido com alto padrão de qualidade 
pedagógica, necessário ao desenvolvimento do seu conhecimento, seja um facilitador do 
processo de ensino e aprendizagem.
Bons estudos! 
8
APRESENTAÇÃO
Prezado Aluno
Desejamos boas-vindas ao Curso Legislação de Trânsito e Transporte para Condutores 
de Veículos de Carga! Vamos trabalhar juntos para desenvolver novos conhecimentos e 
aprofundar as competências que você já possui! 
No início de cada unidade você será informado sobre o conteúdo que será abordado e os 
objetivos que se pretende alcançar. 
O texto contém ícones com a � nalidade de orientar o estudo, estruturar o texto e ajudá-lo 
na compreensão do conteúdo. Você encontrará também situações extraídas do cotidiano, 
conceitos e, ao � nal da unidade, você encontrará exercícios propostos para a consolidação dos 
conteúdos.
O curso Legislação de Trânsito e Transporte para Condutores de Veículos de Carga contém 
três unidades, sendo duas de 4 horas-aula cada e uma de 2 horas-aula, estruturadas conforme 
a tabela a seguir:
Unidade Carga horária
1. Legislação do TransporteRodoviário de Cargas 4 horas-aula
2. Responsabilidades e Penalidades 4 horas-aula
3. Documentos e Tributos 2 horas-aula
Esperamos que este Curso seja muito proveito para você! Nosso intuito maior é o de 
lhe apresentar dicas, conceitos e soluções práticas para ajudá-lo a resolver os problemas 
encontrados no seu dia a dia de trabalho.
Bom trabalho!
UNIDADE 01
LEGISLAÇÃO DO TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE
1 Legislação do Transporte Rodoviário de Cargas
2 Registro Nacional dos Transportadores Rodoviários 
de Carga (RNTRC)
3 Motorista Profi ssional
4 Transporte Rodoviário Internacional de Cargas (TRIC)
5 Combinações de Veículos de Transporte de Carga (CVC)
6 Vale-Pedágio Obrigatório
CARGAS
UNIDADE 01 - LEGISLAÇÃO DO TRANSPORTE 
RODOVIÁRIO DE CARGAS
O QUE VOCÊ
SABE SOBRE 
O TEMA
Você conhece alguma norma ou legislação especí� ca para o transporte rodoviário de carga? 
Qual o papel da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)? Você conhece o Registro 
Nacional dos Transportadores Rodoviários de Carga (RNTRC)? Discuta sobre seus objetivos.
No Brasil, a movimentação dos produtos é realizada por todos os modos de transporte, 
contudo, o modo rodoviário é o mais utilizado, representando mais de 61,1% da 
movimentação de cargas, de acordo com os dados da Confederação Nacional do 
Transporte (Revista CNT, 2015).
Para garantir a segurança de todos aqueles que exercem essa atividade e compartilham o 
uso das estradas, é necessário conhecer a legislação básica a ser seguida por motoristas, 
empresas transportadoras e donos de cargas. 
Vamos lá?
11
No Brasil, a movimentação dos produtos é realizada por todos 
os modos de transporte, contudo, o modo rodoviário é o mais 
utilizado, representando mais de 61,1% da movimentação de 
cargas, de acordo com os dados da Confederação Nacional do 
Transporte (Revista CNT, 2015).
1 LEGISLAÇÃO DO TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE 
CARGAS
As principais regras de� nidas para o transporte rodoviário de cargas realizado no Brasil estão 
previstas na Lei nº 11.442/07 e na Resolução nº. 3.056/09 da Agência Nacional de Transportes 
Terrestres (ANTT), que serão vistas a seguir.
1.1 A ANTT 
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) é a Agência Reguladora encarregada 
da regulamentação do transporte terrestre no Brasil, sendo que o transporte rodoviário 
de cargas opera em regime de mercado livre. Isso signi� ca que não há grandes exigências 
regulamentares para a entrada e saída de transportadores do mercado. Qualquer empresa de 
transporte rodoviário de cargas ou transportador autônomo de cargas pode, então, operar 
neste mercado. Não existem aqui aquelas concessões, autorizações ou permissões dadas pela 
ANTT às empresas operadoras de transporte de passageiros para a entrada no mercado.
Agora, para operarem no mercado, as empresas de transporte rodoviário de cargas devem 
obedecer ao disposto no Código de Trânsito Brasileiro, como qualquer outra empresa ou 
cidadão, bem como a legislação especí� ca do transporte rodoviário de cargas.
12
1.2 A Lei nº 11.442/07
A Lei nº 11.442/07 de� ne o transporte rodoviário de cargas como uma atividade econômica de 
natureza comercial, que pode ser exercida por pessoa física ou jurídica mediante remuneração 
pelo serviço de transporte realizado.
Essa legislação prevê que, para atuar no transporte rodoviário de cargas, existe a obrigatoriedade de 
obtenção do Registro Nacional do Transportador Rodoviário de Carga (RNTRC) junto à Agência 
Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Para efetuar este registro, o transportador, seja ele 
autônomo, empresa de transporte ou cooperativa de transporte, deverá satisfazer a alguns requisitos.
1.3 A Resolução ANTT nº 3.056/09
 A Resolução ANTT nº 3.056/09 e suas alterações detalham os critérios e requisitos para 
a inscrição no RNTRC, além de tratar de questões acerca da identi� cação dos veículos, do 
conhecimento necessário em transportes, das infrações e das penalidades que podem incidir 
sobre o transportador.
1.4 A Lei nº 12.619/12
Já a Lei nº 12.619/12 regula o exercício da pro� ssão de motorista pro� ssional que exerce a atividade 
mediante vínculo empregatício, ou seja, aquele que é contratado por empresa de transportes sob 
as condições estabelecidas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A Lei nº 12.619/12 foi 
alterada pela Lei nº 13.103/15, que dispõe sobre o exercício da pro� ssão de motorista, seja ele do 
transporte rodoviário de passageiros, seja do transporte rodoviário de cargas.
D
IC
A
S
Para determinados tipos de carga como, por exemplo, produtos perigosos, 
existe legislação especí� ca às condições de transporte, que visam 
garantir a segurança da carga, do meio ambiente e, principalmente, do 
transportador.
1.5 A Resolução ANTT nº 420/04
A Resolução ANTT nº 420/04 de� ne como produto perigoso, para � ns de transporte, toda 
substância ou artigo encontrado na natureza ou produzido por qualquer processo que, por 
suas características físico-químicas, represente risco para a saúde das pessoas, para a segurança 
pública ou para o meio ambiente. Essa mesma Resolução estabelece as condições para o 
transporte rodoviário desse tipo de carga.
13
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece 
restrições que devem ser obedecidas no uso de vias, 
inclusive em relação à circulação de veículos trafegando 
com cargas excepcionais e indivisíveis, pois estes 
veículos não estão classifi cados pelo CTB e devem 
receber atenção especial. Para saber mais, consulte o 
Capítulo III do CTB que traz o conjunto de normas gerais 
de circulação e conduta. Acesse o sítio eletrônico: www.
planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm 
SAIBA
2 REGISTRO NACIONAL DOS TRANSPORTADORES 
RODOVIÁRIOS DE CARGA (RNTRC) 
O exercício da atividade de transporte rodoviário de cargas, por conta de terceiros e mediante 
remuneração, depende da prévia inscrição e manutenção de cadastro no Registro Nacional 
dos Transportadores Rodoviários de Carga (RNTRC).
Para a inscrição e manutenção do cadastro, o transportador autônomo deve:
• Possuir Cadastro de Pessoas Físicas – CPF ativo;
• Possuir documento o� cial de identidade;
• Ter sido aprovado em curso especí� co ou ter pelo menos três anos de experiência na 
atividade;
• Estar em dia com sua contribuição sindical;
• Ser proprietário, coproprietário ou arrendatário de veículo de tração e de cargas com 
Capacidade de Carga Útil igual ou superior a quinhentos quilos.
Todos os veículos inscritos no RNTRC devem estar identi� cados, conforme determina a 
Resolução ANTT nº 3.056/09.
14
As infrações ao disposto nessa norma podem ser punidas com multa, suspensão, e até o 
cancelamento da inscrição do transportador. 
D
IC
A
S É importante deixar claro que a inscrição e a manutenção do RNTRC não 
desobrigam o motorista de cumprir todas as demais normas aplicáveis ao 
transporte como, por exemplo, portar o documento de habilitação.
3 MOTORISTA PROFISSIONAL 
A Lei nº 13.103/15 estabelece que é livre o exercício da pro� ssão de motorista pro� ssional, 
atendidas as condições e quali� cações pro� ssionais exigidas.
De forma geral, são direitos dos motoristas pro� ssionais, sem prejuízo de outros previstos em 
leis especí� cas: 
• Ter acesso gratuito a programas de formação e aperfeiçoamento pro� ssional, 
preferencialmente mediante cursos técnicos e especializados normatizados pelo 
Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), em cooperação com o poder público; 
• Contar, por intermédio do Sistema Único de Saúde (SUS), com atendimento pro� lático, 
terapêutico, reabilitador, especialmente em relação às enfermidades que mais os acometam; 
• Receber proteção do Estado contra ações criminosas que lhes sejam dirigidas no 
exercício da pro� ssão;
• Contar com serviços especializados de medicina ocupacional, prestados por entes 
públicos ou privados à sua escolha.
Agora, se os motoristas pro� ssionais forem empregados, terão os seguintes direitos:
• Não responder perante o empregador po r prejuízo patrimonial decorrente daação de 
terceiro, ressalvado o dolo ou a desídia do motorista;
• Ter jornada de trabalho controlada e regist rada de maneira � dedigna mediante 
anotação em diário de bordo, papeleta ou � cha de trabalho externo, ou sistema e meios 
eletrônicos instalados nos veículos, a critério do empregador; e 
• Ter benefício de seguro de contratação obrigatór ia, assegurado e custeado pelo 
empregador, destinado à cobertura de morte natural, morte por acidente, invalidez 
total ou parcial decorrente de acidente, traslado e auxílio para funeral referentes às 
suas atividades, no valor mínimo correspondente a 10 (dez) vezes o piso salarial de sua 
categoria ou valor superior � xado em convenção ou acordo coletivo de trabalho. 
15
A preocupação em regular 
a carga de trabalho dos 
motoristas tem o objetivo 
de proporcionar maior 
segurança a eles, bem como 
para todos aqueles que 
utilizam as vias públicas.
Mas, ao mesmo tempo, os motoristas devem:
• Estar atentos às condições de segurança do veículo;
• Conduzir o veículo com perícia, prudência, zelo, e com observância aos princípios de 
direção defensiva;
• Respeitar a legislação de trânsito e, em especial, normas relativas ao tempo de direção 
e de descanso;
• Zelar pela carga transportada e pelo veículo;
• Colocar-se à disposição dos órgãos públicos de � scalização na via pública; 
• Submeter-se a teste e a programa de controle de uso de droga e de bebida alcoólica, 
instituídos pelo empregador com ampla ciência do empregado.
4 TRANSPORTE RODOVIÁRIO INTERNACIONAL DE 
CARGAS (TRIC)
O transporte rodoviário internacional de cargas é regido, basicamente, pelo Acordo sobre 
Transporte Internacional Terrestre (ATIT).
Assista ao repórter Fernando Richeti, que cruzou 
a fronteira do Brasil com a Bolívia para conhecer 
o transporte de cargas de quem faz essa rota 
internacional. 
Acesse: http://www.brasilcaminhoneiro.com.br/V4/
estradas/1752015-cruzamos-a-fronteira-com-a-bolivia/
SAIBA
16
O Acordo sobre Transporte Internacional Terrestre (ATIT) objetiva a utilização de uma 
norma jurídica única, que re� ita os princípios de integração dos países da região do Mercosul 
e promova a e� ciência dos serviços de transporte terrestre. Dentre outras especi� cidades, 
o convênio determina que cada país assegure às empresas dos demais países tratamentos 
equivalentes aos que oferece às suas próprias empresas. 
O Acordo também de� ne que sejam adotadas medidas especiais para produtos perigosos ou 
que representem riscos à saúde de pessoas, à segurança pública ou ao meio ambiente, medidas 
que seriam aplicadas em todos os países signatários (art. 8º). 
D
IC
A
S A Resolução ANTT nº 1.474/06 dispõe sobre as licenças e autorizações 
para o transporte rodoviário de carga internacional por empresas 
nacionais e estrangeiras.
5 COMBINAÇÕES DE VEÍCULOS DE TRANSPORTE 
DE CARGA (CVC)
De acordo com o Denatran (2015), a Portaria nº 63/2009 homologa os veículos e as combinações 
de veículos de transporte de carga, com seus respectivos limites de comprimento, peso bruto 
total (PBT) e peso bruto total combinado (PBTC) para circulação nas vias públicas. 
Consulte a Portaria Denatran nº 63/2009 e verifi que as 
combinações CVC homologadas, acessando o sítio ele-
trônico: www.denatran.gov.br.
SAIBA
6 VALE-PEDÁGIO OBRIGATÓRIO
O Vale-Pedágio Obrigatório foi instituído pela Lei nº 10.209/01, com o principal objetivo de 
atender a uma das principais reivindicações dos caminhoneiros autônomos — a desoneração 
do transportador do pagamento do pedágio. É regulamentada pela Resolução ANTT no 
2.885/08 e suas alterações.
Com isso, elimina- se a possibilidade de embutir o custo do pedágio no valor do frete 
contratado, prática que era utilizada com frequência, enquanto o pagamento do pedágio era 
feito em espécie, fazendo com que o seu custo recaísse, diretamente, sobre o transportador 
rodoviário de carga.
17
RESUMINDO
O transporte rodoviário de cargas possui legislação que compreende desde os critérios 
de ingresso na atividade de transportador até as regras de operação no mercado. 
Para determinados tipos de carga, existe legislação especí� ca às condições de transporte, 
que visam garantir a segurança da carga, do meio ambiente e, principalmente, do 
transportador. 
O transportador deve estar sempre informado acerca das normas da atividade, 
acompanhando permanentemente a atualização legislativa.
1. Na condição de empregado, o motorista pro� ssional tem os 
seguintes direitos, exceto:
( ) Não responder perante o empregador por prejuízo patrimonial 
decorrente da ação de terceiro.
( ) Ter o estudo dos � lhos custeado pelo empregador.
( ) Ter jornada de trabalho controlada e registrada de maneira 
� dedigna.
( ) Ter benefício de seguro, de contratação obrigatória, assegurado 
e custeado pelo empregador.
2. A Resolução ANTT nº 3.056/09 de� ne o transporte rodoviário de 
cargas como sendo uma atividade econômica de natureza comercial 
que poderá ser exercida somente por pessoa física (autônomos). 
( ) certo ( ) errado
3. No âmbito do Mercosul, o transporte rodoviário internacional 
de cargas é regido, basicamente, pelo:
( ) Acordo sobre Livre Comércio Sul Andino (ALCSA)
( ) Acordo sobre Transporte Internacional Terrestre (ATIT)
( ) Acordo dos Países do Cone Sul (APCS)
( ) Acordos bilaterais entre cada país
4. O transporte rodoviário internacional de cargas pode ser 
realizado sem a necessidade de obtenção de qualquer tipo de 
licença ou autorização. 
( ) certo ( ) errado
18
UNIDADE 02
RESPONSABILIDADES E PENALIDADES
1 Responsabilidades, Infrações e Penalidades no 
Transporte Rodoviário de Cargas
2 Responsabilidades, Infrações e Penalidades referentes 
ao Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos
3 Responsabilidades, Infrações e Penalidades referentes 
ao Transporte Rodoviário Internacional de Cargas
4 Infrações e Penalidades referentes ao Vale-Pedágio 
Obrigatório
UNIDADE 02 - RESPONSABILIDADES E
PENALIDADES
O QUE VOCÊ
SABE SOBRE 
O TEMA
Muitas pessoas, empresas e ações estão envolvidas no transporte de cargas, desde embarcadores, 
transportadores e destinatários. A falha de um repercute em todo o processo. Que tipos de 
infração você pode prever nesse processo? Conhece alguma penalidade?
Nesta segunda unidade, trataremos das responsabilidades dos agentes de transporte 
rodoviário de cargas, bem como das penalidades às infrações cometidas. 
O entendimento e cumprimento das responsabilidades por parte dos embarcadores, 
transportadores e destinatários evita a eclosão de muitos problemas no exercício da 
atividade de transporte, evitando, consequentemente, a aplicação de penalidades — o 
que muito repercute na imagem da empresa em um mercado competitivo.
Discutiremos, portanto, a inter-relação existente entre responsabilidade, infrações e 
penalidades, assim como aprenderemos a reconhecer as responsabilidades, infrações e 
penalidades relacionadas ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB), Registro Nacional de 
Transportadores Rodoviários de Carga (RNTRC), transporte rodoviário internacional 
de cargas, de produtos perigosos e Vale-Pedágio obrigatório.
21
1 RESPONSABILIDADES, INFRAÇÕES E PENALIDADES 
NO TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS
De forma geral, as responsabilidades, infrações e penalidades relacionadas ao transporte 
rodoviário de cargas constam tanto na legislação de trânsito quanto na de transporte. Quando 
o aluno se depara, por exemplo, com a caracterização de uma infração, já pode ter em mente 
qual responsabilidade foi descumprida.
Do ponto de vista 
pragmático, constitui 
infração tudo aquilo que 
contraria ou desobedece 
ao estabelecido em leis e 
legislação complementar de 
trânsito e de transporte.
O infrator pode � car sujeito às penalidades e medidas administrativas. As penalidades e 
medidas administrativas englobam: advertência por escrito, multa, suspensão de direitos, 
apreensão do veículo e frequência obrigatória de cursos de reciclagem.
1.1 Responsabilidades, Infrações e Penalidadesreferentes 
ao CTB
As responsabilidades dos proprietários e condutores de veículos, embarcadores e 
transportadores, entre outros agentes, estão dispostas ao longo de todo o CTB. Permeiam 
desde o porte obrigatório da Carteira Nacional de Habilitação, passando pela questão do 
excesso de peso, até a jornada de trabalho.
Consulte o Código de Trânsito Brasileiro e leia sobre as 
inovações trazidas pela Lei no 13.103/2015 sobre a jor-
nada de trabalho (art. 67-A, 67-C e 67-E): http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm.
SAIBA
22
Em consonância com o estabelecido no 
art. 161 do Código de Trânsito Brasileiro 
(CTB, 2015), constitui infração de trânsito 
a inobservância de qualquer preceito do 
Código, da legislação complementar ou 
das resoluções do CONTRAN, estando o 
infrator sujeito às penalidades e medidas 
administrativas indicadas em cada artigo, 
além das punições previstas em seu 
Capítulo XIX.
O art. 256 do CTB preceitua que a autoridade de trânsito, na esfera das competências 
estabelecidas neste Código e dentro de sua circunscrição, deve aplicar, às infrações nele 
previstas, as seguintes penalidades: advertência por escrito; multa; suspensão do direito de 
dirigir; apreensão do veículo; cassação da Carteira Nacional de Habilitação; cassação da 
Permissão para Dirigir; e frequência obrigatória em curso de reciclagem.
De acordo com o art. 257 do CTB, as penalidades serão impostas ao condutor, ao proprietário 
do veículo, ao embarcador e ao transportador.
Consulte o CTB, e verifi que as principais infrações e pe-
nalidades (Capítulos XV e XIX) acessando o sítio ele-
trônico: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/
L9503.htm.
SAIBA
1.2 Responsabilidades, Infrações e Penalidades referentes 
ao RNTRC
As principais responsabilidades referentes ao RNTRC estão na Lei nº 11.442/07 e na Resolução 
ANTT nº. 3.056/09. 
Para saber mais detalhadamente sobre a Resolução 
ANTT Nº 3.056/09, acesse o site: 
http://appweb2.antt.gov.br/resolucoes/05000/resolu-
cao3056_2009.pdf
SAIBA
Para inscrição e manutenção do cadastro no RNTRC, o transportador deve atender a requisitos 
especí� cos, a depender das seguintes alternativas: Transportador Autônomo de Cargas (TAC), 
Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas (ETC) e Cooperativas de Transporte Rodoviário 
de Cargas (CTC).
Atenção! Mercado informal, falta de � scalização e de informação 
contribuem para o Carta-Frete: 
https://www.vectio.com.br/mercado-informal-falta-de-
� scalizacao-e-de-informacao-contribuem-para-o-carta-frete 
De modo prático para o aluno e de acordo com a ANTT (2015), podem ser observadas, na 
Tabela 1 abaixo, alguns exemplos de infrações e penalidades aplicáveis ao descumprimento 
da legislação de transporte relativa ao Registro Nacional dos Transportadores Rodoviários de 
Carga (RNTRC).
23
De acordo com o art. 257 do CTB, as penalidades serão impostas ao condutor, ao proprietário 
do veículo, ao embarcador e ao transportador.
Consulte o CTB, e verifi que as principais infrações e pe-
nalidades (Capítulos XV e XIX) acessando o sítio ele-
trônico: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/
L9503.htm.
SAIBA
1.2 Responsabilidades, Infrações e Penalidades referentes 
ao RNTRC
As principais responsabilidades referentes ao RNTRC estão na Lei nº 11.442/07 e na Resolução 
ANTT nº. 3.056/09. 
Para saber mais detalhadamente sobre a Resolução 
ANTT Nº 3.056/09, acesse o site: 
http://appweb2.antt.gov.br/resolucoes/05000/resolu-
cao3056_2009.pdf
SAIBA
Para inscrição e manutenção do cadastro no RNTRC, o transportador deve atender a requisitos 
especí� cos, a depender das seguintes alternativas: Transportador Autônomo de Cargas (TAC), 
Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas (ETC) e Cooperativas de Transporte Rodoviário 
de Cargas (CTC).
Atenção! Mercado informal, falta de � scalização e de informação 
contribuem para o Carta-Frete: 
https://www.vectio.com.br/mercado-informal-falta-de-
� scalizacao-e-de-informacao-contribuem-para-o-carta-frete 
De modo prático para o aluno e de acordo com a ANTT (2015), podem ser observadas, na 
Tabela 1 abaixo, alguns exemplos de infrações e penalidades aplicáveis ao descumprimento 
da legislação de transporte relativa ao Registro Nacional dos Transportadores Rodoviários de 
Carga (RNTRC).
24
Tabela 1: Exemplos de Infrações e penalidades concernentes ao RNTRC
Infração Penalidade
Evadir, obstruir ou, de qualquer forma, 
di� cultar a � scalização.
R$ 5.000,00, cancelamento do RNTRC 
e impedimento de obter registro pelo 
prazo de 2 anos
Efetuar transporte rodoviário de carga por 
conta de terceiro e mediante remuneração com 
RNTRC para � ns de consecução de atividade 
tipi� cada como crime.
R$ 3.000,00, cancelamento do RNTRC 
e impedimento de obter registro pelo 
prazo de 2 anos
Efetuar transporte rodoviário de carga por 
conta de terceiro e mediante remuneração 
com RNTRC cancelado.
R$ 2.000,00
Efetuar transporte rodoviário de carga por 
conta de terceiro e mediante remuneração 
sem estar inscrito no RNTRC.
R$ 1.500,00
Efetuar transporte rodoviário de carga por 
conta de terceiro e mediante remuneração 
com RNTRC suspenso ou vencido.
R$ 1.000,00
Efetuar transporte rodoviário de carga por 
conta de terceiro e mediante remuneração em 
veículo não cadastrado na sua frota.
R$ 750,00
Efetuar transporte rodoviário de carga por 
conta de terceiro e mediante remuneração sem 
portar os documentos obrigatórios de� nidos 
no art. 39 da Resolução ANTT 3.056, de 2009.
R$ 550,00
Fonte: ANTT (2015)
2 RESPONSABILIDADES, INFRAÇÕES E PENALIDADES 
REFERENTES AO TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE 
PRODUTOS PERIGOSOS
As responsabilidades relativas ao transporte rodoviário de produtos perigosos estão dispostas, 
principalmente, na Resolução ANTT no 3.665/11, que atualiza o Regulamento do Transporte 
Rodoviário de Produtos Perigosos, e na Resolução ANTT no 420/04, que estabelece as 
Instruções Complementares ao Regulamento do Transporte Terrestre de Produtos Perigosos.
25
Consulte a Resolução ANTT no 3.665/11 e leia o Capítu-
lo IV – Dos Deveres, Obrigações e Responsabilidades, 
acessando o sítio eletrônico: http://www.antt.gov.br/
index.php/content/view/4665/Resolucao_3665.html.
SAIBA
De acordo com a Resolução ANTT no 3.665/11, as penalidades podem ser atribuídas ao 
embarcador, ao transportador e ao destinatário. As infrações classi� cam-se, de acordo com a 
sua gravidade, em três grupos: 
• Primeiro Grupo: punidas com multa de valor equivalente a R$ 1.000,00;
• Segundo Grupo: punidas com multa de valor equivalente a R$ 700,00; e 
• Terceiro Grupo: punidas com multa de valor equivalente a R$ 400,00.
Infrações punidas com multa do Primeiro Grupo:
• Transportador: transportar produtos perigosos cujo 
deslocamento rodoviário seja proibido pela ANTT.
• Embarcador: expedir produtos perigosos a granel que 
não constem no Certifi cado de Inspeção para o Trans-
porte de Produtos Perigosos (CIPP).
SAIBA
3 RESPONSABILIDADES, INFRAÇÕES E PENALIDADES 
REFERENTES AO TRANSPORTE RODOVIÁRIO 
INTERNACIONAL DE CARGAS
As responsabilidades referentes ao transporte rodoviário internacional de cargas (TRIC) 
concentram-se, sobretudo, na obtenção e manutenção da Licença Originária e da Autorização 
de Caráter Ocasional. Conforme previsto na Resolução ANTT no 1.474/06, que dispõe sobre 
os procedimentos relativos à expedição de Licença Originária e de Autorização de Caráter 
Ocasional para o transporte rodoviário internacional de cargas (TRIC), as empresas estão 
sujeitas às penalidades:
26
• Art. 25: as empresas detentoras de Licenças Originária ou Complementar � cam 
sujeitas, conforme o caso, à aplicação de multas, suspensão ou cancelamento da respectiva 
Licença, sempre que infringirem as disposições contidas nos acordos internacionais 
vigentes e nas normas e regulamentos próprios, assegurado amplo direito de defesa.
• Art. 26: a prestação de serviço de transporte rodoviário internacional de cargas para a 
consecução de atividade ilícita sujeita o infrator, mediante prévio processoadministrativo, 
às penalidades de suspensão ou cancelamento da respectiva Licença, na forma da lei.
4 INFRAÇÕES E PENALIDADES REFERENTES AO 
VALE-PEDÁGIO OBRIGATÓRIO
De acordo com a Lei nº 10.209/01, que instituiu o Vale-Pedágio obrigatório, e a Resolução ANTT 
no 2.885/08, que o regulamenta, as responsabilidades caem, sobretudo: (a) no embarcador, 
que deve adquiri-lo e repassá-lo ao transportador rodoviário de carga e realizar os registros no 
documento comprobatório de embarque; e (b) nas operadoras de rodovia sob pedágio, que 
devem aceitar todos os modelos e sistemas operacionais aprovados pela ANTT, das empresas 
fornecedoras do Vale- Pedágio obrigatório habilitadas em âmbito nacional.
Em consonância com a ANTT (2015), as principais infrações relativas ao Vale- Pedágio 
obrigatório são:
• Não antecipar o Vale-Pedágio obrigatório ao transportador (responsabilidade do 
embarcador);
• Não registrar as informações sobre a aquisição do Vale-Pedágio obrigatório no 
documento de embarque (responsabilidade do embarcador); e
27
• Não aceitar o Vale-Pedágio obrigatório (responsabilidade de todas as operadoras de 
rodovias sob pedágio — aceitação obrigatória).
Com relação às penalidades, são previstas:
• Ao embarcador ou equiparado será aplicada multa no valor de R$ 550,00 por veículo, para 
cada viagem na qual não � que comprovada a antecipação do Vale-Pedágio obrigatório; e
• A operadora de rodovia sob pedágio que não aceitar o Vale-Pedágio obrigatório 
será penalizada com multa no valor de R$ 550,00, a cada dia que deixar de aceitar os 
modelos de Vale-Pedágio obrigatório habilitados pela ANTT ou descumprir as demais 
determinações legais sobre a matéria.
RESUMINDO
Conforme foi apresentado nesta unidade, tratamos das responsabilidades e penalidades 
em relação à legislação de trânsito e transporte rodoviário de cargas, tais como: RNTRC, 
motorista pro� ssional, transporte rodoviário internacional de carga, combinação de 
veículos de carga e Vale-Pedágio obrigatório.
A prestação de serviço de transporte rodoviário internacional de cargas para a consecução 
de atividade ilícita sujeita o infrator às penalidades de suspensão ou cancelamento da 
Licença Originária ou Complementar.
As responsabilidades referentes ao transporte rodoviário internacional de cargas 
(TRIC) concentram-se, sobretudo, na obtenção e manutenção da Licença Originária e 
da Autorização de Caráter Ocasional.
1. Constituem penalidades às infrações do Código de Trânsito 
Brasileiro (CTB), exceto: 
( ) Advertência por escrito
( ) Multa
( ) Venda obrigatória do veículo
( ) Frequência obrigatória em curso de reciclagem
28
2. Para a realização do transporte rodoviário internacional de 
carga, a empresa de transporte necessita de:
( ) Licença Derivada
( ) Licença Andina
( ) Licença Originária
( ) Licença do Ministério das Relações Exteriores (MRE)
3. As infrações à legislação do transporte rodoviário de produtos 
perigosos classi� cam-se em três grupos.
( ) certo ( ) errado
4. Cabe à operadora de rodovia sob pedágio rejeitar, a seu exclusivo 
critério, os modelos de Vale-Pedágio obrigatório habilitados pela 
ANTT, sem qualquer punição.
( ) certo ( ) errado
UNIDADE 03
DOCUMENTOS E TRIBUTOS
1 Principais Documentos utilizados no Transporte 
Rodoviário de Cargas
2 Principais Tributos Incidentes no Transporte Rodoviário 
de Cargas
UNIDADE 03 - DOCUMENTOS E TRIBUTOS
O QUE VOCÊ
SABE SOBRE 
O TEMA
Cite os documentos e tributos que você sabe/acredita serem relativos à atividade de transporte 
rodoviário de cargas. Como esses documentos eram preenchidos antigamente? Quais foram 
substituídos por documentos eletrônicos? Você comumente usa o computador?
Nesta terceira unidade, mostraremos os principais documentos e tributos relativos à 
atividade de transporte rodoviário de cargas. Recentemente, houve um grande avanço 
em matéria de emissão de documentos � scais por parte das empresas de transporte. 
Antes, gastava-se muito tempo com o preenchimento manual de bloco de notas, o qual 
foi substituído por formulários eletrônicos, permitindo não apenas uma economia de 
papel, como também a possibilidade de integração com os fornecedores, clientes e até 
com o Fisco, de forma prática e e� ciente. Portanto, poderemos identi� car os principais 
documentos utilizados no transporte rodoviário de cargas e elencar os tributos incidentes 
na prestação dos serviços de transporte rodoviário de cargas.
31
1 PRINCIPAIS DOCUMENTOS UTILIZADOS NO 
TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS
No decorrer da prestação dos serviços de transporte rodoviário de cargas, há a necessidade 
da emissão de determinados documentos � scais. Abaixo, estão relacionados os principais 
documentos com os quais o pro� ssional da área irá se deparar.
1.1 Contrato de Transporte
 De acordo com Cardo (2015), 
o Contrato de Transporte é um 
documento celebrado entre o 
embarcador e o prestador de 
serviços de transporte rodoviário 
de cargas. 
Alguns elementos que o Contrato de Transporte deve conter: 
• quali� cação das partes; 
• detalhamento do serviço de transporte a ser contratado; 
• obrigações e responsabilidades das partes, incluindo seguros e indenizações; 
• preço do serviço de transporte (frete); 
• detalhes da coleta da carga no embarcador e da entrega no destinatário, incluindo 
horários; 
• forma de pagamento do Vale-Pedágio obrigatório; 
• multas por descumprimento de cláusulas contratuais pelas partes; 
• foro para discussão contratual.
32
1.2 Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e)
De acordo com o Ministério da Fazenda 
(MF, 2015), o Conhecimento de Trans-
porte é um documento de existência 
digital, emitido e armazenado eletronica-
mente, com o intuito de documentar, para 
� ns � scais, uma prestação de serviço de 
transporte de cargas realizada por qual-
quer modo de transporte (rodoviário, aé-
reo, ferroviário, aquaviário e dutoviário). 
A validade jurídica do documento digital Conhecimento de Transporte é garantida pela 
assinatura digital do emitente (garantia de autoria e de integridade) e pela recepção e 
autorização de uso, pelo Fisco.
Mas, a� nal, você deve estar se perguntando: quais os tipos de documentos � scais em papel 
que o CT-e substitui? Atualmente, a legislação nacional permite que o CT-e substitua os 
seguintes documentos utilizados pelos modos de transporte para cobertura de suas respectivas 
prestações de serviços:
33
• Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas, modelo 8;
• Conhecimento de Transporte Aquaviário de Cargas, modelo 9;
• Conhecimento Aéreo, modelo 10;
• Conhecimento de Transporte Ferroviário de Cargas, modelo 11;
• Nota Fiscal de Serviço de Transporte Ferroviário de Cargas, modelo 27;
• Nota Fiscal de Serviço de Transporte, modelo 7, quando utilizada em transporte de 
cargas.
1.3 Manifesto Eletrônico de Carga
De acordo com o Ministério da Fazenda (MF, 2015), o 
Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e) 
é o documento emitido e armazenado eletronicamente, 
de existência digital, para vincular os documentos 
� scais transportados na unidade de carga utilizada, 
cuja validade jurídica é garantida pela assinatura 
digital do emitente e autorização de uso pelo Ambiente 
Autorizador (ambiente para emissão efetiva do MDF-e, 
com plena validade jurídica e � scal, garantida pelo 
Certi� cado Digital do emitente). 
1.4 Ordem de Coleta de Cargas
 A Ordem de Coleta de Cargas, 
modelo 20, é um documento 
que deve ser emitido por 
transportador que executar o 
serviço de coleta de carga, com o 
intuito de resguardar o transporte, 
desde o endereço do remetente até 
o seu estabelecimento (CARDO, 
2015).
34
Recebida a carga no estabelecimento do transportador, deve ser emitido o Conhecimento de 
Transporte relativo à operação, desde o endereço do remetente até o local de destino, sendo que o 
número da Ordem de Coleta de Cargas terá indicação obrigatória no referido documento � scal.
1.5 Romaneio de Cargas
O Romaneio de Cargas é 
o documentode embarque 
que discrimina todas as 
mercadorias embarcadas, ou 
todos os componentes de uma 
carga, em quantas partes 
estiver fracionada (CARDO, 
2015).
O romaneio tem o objetivo de dar a conhecer, detalhadamente, como a mercadoria está 
apresentada, a � m de facilitar a identi� cação e localização de qualquer produto dentro de um 
lote, além de facilitar a conferência da mercadoria por parte da � scalização, tanto no embarque 
como no desembarque. 
2 PRINCIPAIS TRIBUTOS INCIDENTES NO TRANSPORTE 
RODOVIÁRIO DE CARGAS
Há vários tributos que incidem sobre a atividade de transporte rodoviário de cargas. Mas, 
antes, o aluno deve entender a diferença entre tributo e imposto.
Tributo é uma contribuição 
monetária imposta pelo 
Estado, podendo ser de 
cinco tipos: imposto, taxa, 
contribuição de melhoria, 
contribuições sociais e 
empréstimos compulsórios 
(MF, 2015).
35
Com isso, o imposto  é um tipo de  tributo, não podendo ser usado de forma generalizada 
para descrever toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa 
exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade 
administrativa plenamente vinculada.
2.1 Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU)
O Imposto Predial Territorial Urbano 
(IPTU) tem como fato gerador a proprie-
dade, o domínio útil ou a posse de proprie-
dade imóvel localizada em zona urbana 
ou extensão urbana (sede da empresa, o� -
cinas, pátios de estacionamento, armazéns 
etc.) (MF, 2015). 
A base de cálculo do IPTU é o  valor venal  do imóvel (valor de venda em dinheiro à vista 
ou como valor de liquidação forçada) sobre o qual o imposto incide. A alíquota utilizada é 
estabelecida pelo legislador municipal, variando conforme o município.
2.2 Imposto sobre a Propriedade de Veículos 
Automotores (IPVA)
O Imposto sobre a 
Propriedade de Veículos 
Automotores (IPVA) 
tem como fato gerador a 
propriedade do veículo 
automotor (MF, 2015). 
O IPVA é cobrado anualmente, e sua alíquota varia de acordo com a Unidade da Federação e 
com o tipo de veículo. A alíquota mais comum para caminhões varia entre 1,0% e 1,5% do seu 
valor venal.
36
2.3 Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestações 
de Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e 
Comunicação (ICMS)
O Imposto sobre Circulação de 
Mercadorias e Prestações de Serviços de 
Transporte Interestadual, Intermunicipal 
e Comunicação (ICMS) tem fato gerador 
no início da prestação de serviços de 
transporte interestadual e intermunicipal, 
por qualquer via, e no ato � nal do 
transporte iniciado no exterior (MF, 
2015).
Como é de competência estadual, cada Unidade da Federação é responsável pela instituição 
da alíquota do ICMS.
Consulte as alíquotas de ICMS para as Unidades da Fede-
ração por meio do sítio eletrônico: www.tabelaicms.com. 
SAIBA
2.4 Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN 
ou ISS)
O Imposto sobre Serviços de 
Qualquer Natureza (ISS) tem 
como fato gerador a prestação 
de serviço por empresa ou 
pro� ssional autônomo (MF, 
2015).
37
O ISS ou ISSQN é recolhido ao município em que se encontra o estabelecimento do prestador 
e sua alíquota é variável de um município para outro, sendo 2% a alíquota mínima e 5%, a 
máxima. A base de cálculo é o preço do serviço prestado.
2.5 Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ)
O Imposto de Renda das 
Pessoas Jurídicas (IRPJ) é 
aquele que recai sobre o lucro 
das empresas (MF, 2015).
A alíquota e a base de cálculo do IRPJ dependem do enquadramento tributário da empresa, 
que pode ser: lucro arbitrado, lucro real e lucro presumido.
Consulte o sítio eletrônico da Receita Federal do Bra-
sil e verifi que os detalhes de cada opção de enqua-
dramento tributário: www.receita.fazenda.gov.br. E 
lembre-se de avaliar com o seu contabilista qual é a 
melhor opção para a empresa!
SAIBA
38
2.6 Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)
A Contribuição Social sobre 
o Lucro Líquido (CSLL) é 
um tributo federal brasileiro 
que incide sobre o lucro 
líquido do período-base, 
antes da provisão para o 
Imposto de Renda (IR) (MF, 
2015).
A CSLL é devida pelas pessoas jurídicas e entes equiparados pela legislação do IR, destinando-
se ao � nanciamento da  Seguridade Social. A alíquota e a base de cálculo dependem do 
enquadramento tributário da empresa. 
2.7 Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social 
(COFINS)
A Contribuição para 
o Financiamento da 
Seguridade Social (COFINS) 
é uma contribuição federal 
brasileira incidente sobre a 
receita bruta das empresas 
em geral, destinada a 
� nanciar a Seguridade Social 
(MF, 2015).
A alíquota e a base de cálculo da COFINS dependem do enquadramento tributário da empresa.
39
2.8 Contribuição do INSS
O INSS é o órgão responsável 
por receber as contribuições 
dos indivíduos, e tem como 
função fazer os pagamentos 
de aposentadorias, auxílio-
doença, pensão por morte, 
auxílio-acidente, e outros 
vários benefícios previstos 
por lei (CARDO, 2015).
A Contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) inclui, principalmente:
• Valor devido pela Empresa: 20% sobre a folha de pagamento de salários, pró-labore 
e autônomos; 
• Seguro de Acidentes do Trabalho (SAT): as alíquotas variam de acordo com a atividade 
da empresa, de 1% a 3%, sobre a folha de pagamento.
2.9 Outros Encargos e Taxas devidas pelas Empresas em Geral 
Há outros encargos e taxas às quais o pro� ssional do transporte rodoviário de cargas deve estar 
atento:
• Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS): a base de cálculo é composta 
pelo total das remunerações devido a cada trabalhador no mês anterior ao depósito. A 
alíquota é de 8,5% sobre as remunerações mensais.
• Taxa de Fiscalização de Estabelecimento (TFE): o seu recolhimento é anual. Deve-se 
veri� car junto à Prefeitura o valor da taxa, pois esta varia anualmente de acordo com a atividade. 
• Contribuição Sindical Patronal: é devida pelas empresas em favor do sindicato 
representativo da respectiva categoria. Se não houver sindicato da categoria, a contribuição 
deverá ser paga à Federação correspondente. 
• Contribuição Sindical dos Empregados: seu recolhimento é obrigatório e o valor 
corresponde a um dia de salário por ano, cabendo ao empregador realizar o desconto 
no mês de março e efetuar o recolhimento no mês de abril de cada ano, em favor do 
respectivo sindicato da categoria pro� ssional do empregado. 
40
RESUMINDO
Conforme foi apresentado nesta unidade, tratamos dos principais documentos e tributos 
presentes na atividade de transporte rodoviário de cargas. 
O Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) é aquele que recai sobre o lucro das 
empresas.
Para alguns impostos, a alíquota e a base de cálculo dependem do enquadramento 
tributário da empresa.
Já se sabe, por exemplo, que o Seguro de Acidentes do Trabalho (SAT) incide sobre a 
folha de pagamentos da empresa de transporte.
A Contribuição Sindical dos Empregados é obrigatória e seu valor corresponde a 1 dia 
de salário por ano.
1. O Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) substitui a 
Nota Fiscal de Serviço de Transporte, modelo 7.
( ) certo ( ) errado
2. Documento emitido e armazenado eletronicamente, de existência 
digital, para vincular os documentos � scais transportados na 
unidade de carga utilizada, cuja validade jurídica é garantida pela 
assinatura digital do emitente e autorização de uso pelo Ambiente 
Autorizador. Estamos falando de:
( ) Conhecimento de Transporte Eletrônico
( ) Manifesto Eletrônico de Carga
( ) Ordem de Coleta de Cargas
( ) Contrato de Transporte
3. O enquadramento tributário da empresa de transporte 
rodoviário de carga para � ns de pagamento do Imposto de Renda 
das Pessoas Jurídicas (IRPJ) pode ser feito por:
( ) Lucro arbitrado
( ) Lucro real
( ) Lucro presumido
( ) Todas as alternativas estão corretas.
41
4. A alíquota e a base de cálculo da Contribuição Social sobre 
o Lucro Líquido (CSLL) não dependemdo enquadramento 
tributário da empresa.
( ) certo ( ) errado
42
REFERÊNCIAS
ANTT. Agência Nacional de Transportes Terrestres. Disponível em: . Acesso em outubro de 2015.
ANTT. Resolução n° 3.665, de 4 de maio de 2011, e suas alterações. Disponível em: http://
www.antt.gov.br/. Acesso em outubro de 2015.
ANTT. Resolução n° 3.056, de 12 de março de 2009, e suas alterações. Disponível em: http://
www.antt.gov.br/. Acesso em outubro de 2015.
ANTT. Resolução n° 2.885, de 9 de setembro de 2008, e suas alterações. Disponível em: http://
www.antt.gov.br/. Acesso em outubro de 2015.
ANTT. Resolução n° 1.474, de 31 de maio de 2006, e suas alterações. Disponível em: http://
www.antt.gov.br/. Acesso em outubro de 2015.
ANTT. Resolução n° 420, de 13 de maio de 2004, e suas alterações. Disponível em: . Acesso em outubro de 2015.
BRASIL. Lei n° 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da pro� ssão de motorista, 
entre outros. Disponível em: . Acesso em outubro de 2015. 
BRASIL. Lei n° 12.619, de 30 de abril de 2012. Dispõe sobre o exercício da pro� ssão de motorista, 
entre outros. Disponível em: . Acesso em outubro de 2015. 
BRASIL. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário de cargas 
por conta de terceiros e mediante remuneração, entre outros. Disponível em: . Acesso outubro de 2015. 
BRASIL. Lei n° 10.209, de 23 de março de 2001. Institui o Vale-Pedágio obrigatório sobre o 
transporte rodoviário de carga e dá outras providências. Disponível em: . Acesso outubro de 2015. 
BRASIL. Lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. 
Disponível em: . Acesso em outubro de 2015. 
BRASIL. Decreto n° 99.704, de 20 de novembro de 1990. Dispõe sobre a execução no Brasil 
do Acordo sobre Transporte Internacional Terrestre, entre o Brasil, a Argentina, a Bolívia, o 
Chile, o Paraguai, o Peru e o Uruguai. Disponível em: . Acesso 
em outubro de 2015. 
BRASIL. Decreto n° 5.462, de 9 de junho de 2005. Dispõe sobre a execução do Segundo Protocolo 
Adicional ao Acordo de Alcance Parcial sobre Transporte Internacional Terrestre entre o Brasil, 
a Argentina, a Bolívia, o Chile, o Paraguai, o Peru e o Uruguai. Disponível em: . Acesso em outubro de 2015. 
43
CARDO, A. Atualização em Transporte Rodoviário de Cargas. Brasília, 2015.
Denatran. Departamento Nacional de Trânsito. Disponível em: . Acesso em outubro de 2015.
MF. Ministério da Fazenda. Disponível em: . Acesso em 
outubro de 2015.
Revista CNT Transporte Atual. Brasília: CNT, nº 240, set. 2015.
SAUS Quadra 1 | Bloco “J” | Ed. CNT
CEP: 70070-944 | Brasília/DF 
Fale com o SEST SENAT: 0800 728 2891 
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