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DERMATOLOGIA Patrícia Debuss Assis MICOSES PROFUNDAS INTRODUÇÃO Com o advento das AIDS essas doenças voltaram. Antes disso, essas doenças eram muito restritas, raras. PARACOCCIDIODOMICOSE A paracoccidiodomicose não tem na nossa região, é mais no Pará. Os nossos são importados. É produzida pelo Paracoccidioides brasiliensis, fungo dimórfico. A contaminação é pela respiração/ Inalação (embora também possa ser por ingesta e inoculação). É comum em adultos, trabalhadores rurais. Acomete mais o sexo masculino – 90% (30-50 anos). Ela se comporta como se fosse tuberculose – temos a lesão primaria e aí pode curar ou evoluir para a doença. A infecção primária não tem predileção por sexo, nada, mas a doença é mais comum nos homens. Dependendo do padrão da resposta imune a clínica vai ser um pouco diferente. Linfócitos TCD4+ Th1: Macrófagos → formação de granuloma → doença localizada. Th2: Linfócitos B → Hiperprodução de anticorpos → doença disseminada. → FORMA CRÔNICA OU CLÁSSICA (Th1): Adulto, lavrador Comprometimento progressivo do estado geral Etilismo/tabagismo SUBTIPOS crônica unifocal (menos frequente) pulmão > suprarrenal > SNC > ossos > pele imunidade celular normal/pouco deprimida sorologia positiva reação de imunodifusão - títulos baixos/moderados → FORMA AGUDA-SUBAGUDA (Th2) tipo juvenil: crianças e jovens − Linfonodomegalia superficial (cervical e axilar); profunda (mediastinal, periilíacos e Periaórticos); Fistulizam − Hepatoesplenomegalia − Pele(hematogênica) → Papuloacneiformes → ulceradas → vegetantes − Mucosas (5%)/ossos (15%)/intestinos(10%) − Paracoccioidina (30% negativo) − Altos índices de anticorpos circulantes A forma mais aguda e subaguda, envolvimento de fígado, baço e de muito adenomegalia é uma forma mais de criança. Febre, pode ter acometimento pulmonar. Clássica do adulto: a mais comum é a crônica multifocal. Lesão cutaneomucosa associado a quadro pulmonar. Chamo atenção para a forma cutaneomucosa que é o que aparece para o dermatologista. O que me faz suspeitar de paracoccidiodomicose? É uma lesão bem verrucosa também, que chamamos de estomatite moriforme, com aspecto meio granuloma. Tem que investigar pulmão também, o paciente pode até já vir meio sintomático (dispneia, cansaço). Vemos nos lábios, na língua, pegando lábio superior, na área da barba. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Pode ter áreas de inoculação, formando placa verrucosa → PLECT → Histoplasmose → Sífilis → Linfoma DIAGNÓSTICO → Exame Micológico direto e cultura: vamos achar o fungo com característica de Mickey mouse. O brotamento são as orelhinhas do Mickey. → Biopsia: granuloma /cels fúngicas → Sorologia: Imunodifusão / CIEF TRATAMENTO → SMZ-TMP 800/160 mg por 2 anos → Itraconazol: 200/400 mg/dia com manutenção de 1 ano → Anfotericina B → Fluconazol Dura um longo tempo e depois ainda continua fazendo manutenção. Critério de cura é sorológico: sorologia negativa por 2 anos após o término do tratamento. DERMATOLOGIA Patrícia Debuss Assis HISTOPLASMOSE Histoplasma Capsulatum (fungo dimorfo) Distribuiçãi universal, porém endêmico nas Americas. No Brasil: Histoplasma é o oportunista mais comum na AIDS. Histoplasma é transmitido por fezes de aves e morcegos e tem predileção por pulmão. → Manifestações clínicas: Meningoencefalite - mais comum Quadro pulmonar concomitante - 40% Lesões cutâneas - 5 a 10% (fungemia) − Muitas vezes precede manifestações do SNC → auxilia diagnóstico precoce − Polimórficas - molusco-símile (AIDS)/ celulite (transplantados)/ulcerada/vegetante/vasculite- símile − Face, região cervical, tronco A lesão clínica é muito parecida. Lembram pápulas de acne e depois podem fazer placas maiores e verrucosas. O que ajuda a diagnosticar é o micológico, a biopsia → TRATAMENTO: Itraconazol 200-400 mg/dia c/ manutenção 1 ano Anfotericina B Já a criptococose tem predileção pelo cérebro (neurocriptococose).