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é
2025
Ensino Fundamental
Anos Finais
9°ANO
Caderno do Professor(a) - 1º Bimestre
ESCOLA DE FORMAÇÃO 
E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL 
E DE EDUCADORES 
GOVERNO 
DIFERENTE 
ESTADO 
EFICIENTE
Sa b
2
Governador do Estado de Minas Gerais
Romeu Zema Neto
Vice-Governador do Estado de Minas Gerais
Mateus Simões de Almeida
Secretário de Estado de Educação
Igor de Alvarenga Oliveira Icassatti Rojas
Secretária Adjunta
Fernanda de Siqueira Neves
Subsecretaria de Desenvolvimento da Educação Básica
Kellen Silva Senra
Superintendente da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional e de 
Educadores
Graziela Santos Trindade
Diretor da Coordenadoria de Ensino da Escola de Formação e Desenvolvimento 
Profissional e de Educadores
Tiago Vieira Lima Alves
Produção de Conteúdo 
Professores Formadores da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional e de Educadores
Revisão 
Professores Formadores da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional e de Educadores
Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional e de Educadores 
Av. Amazonas, 5855 - Gameleira, Belo Horizonte - MG
30510-000
3
PREZADO(A) PROFESSOR(A), 
É com grande entusiasmo que apresentamos a você o Caderno MAPA + Saeb! 
Você sabe o que é o Saeb? Temos certeza que sim e então vamos relembrar e aprofundar 
na compreensão desse sistema de avaliação tão importante para nossa educação pública.
O Brasil implementou uma estratégia abrangente para acessar as escolas e coletar infor-
mações sobre os processos de ensino e aprendizagem, permitindo o monitoramento da 
qualidade e equidade da educação em todas as regiões do país.
Essa é a missão do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), coordenado pelo Ins-
tituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
O Saeb vai além de uma simples prova. Ao ouvir o termo “avaliação”, muitas pessoas asso-
ciam imediatamente a ideia de teste, mas é fundamental entender que as provas são ape-
nas uma parte do Saeb. A avaliação abrange diversos fatores que influenciam a qualidade 
do ensino e busca fornecer informações sobre sete dimensões da educação básica: 
1 - Atendimento escolar; 
2 - Ensino e aprendizagem; 
3 - Investimento; 
4 - Profissionais da educação; 
5 - Gestão; 
6 - Equidade; 
7 - Cidadania, Direitos Humanos e valores. 
Para avaliar essas dimensões, são aplicados questionários a professores, diretores escolares 
e gestores municipais de educação, além de testes de Língua Portuguesa e Matemática para 
os alunos. As avaliações do Saeb ocorrem a cada dois anos, com a próxima prevista para 
2025 em todo o país.
Nesse sentido, o Caderno MAPA + SAEB foi criado com o intuito de apoiar efetivamente 
o trabalho dos professores da rede estadual de ensino de Minas Gerais, auxiliando-os a 
enfrentar os desafios educacionais identificados historicamente por meio de avaliações in-
ternas e externas, baseadas nas Matrizes de Referência das avaliações de larga escala e 
em um estudo dos descritores realizado pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da 
Educação (CAED). Este material pedagógico, alinhado à Base Nacional Comum Curricular 
(BNCC) e ao Currículo Referência de Minas Gerais (CRMG), foi especialmente desenvolvido 
para ajudar na superação das defasagens de aprendizagem detectadas pelos descritores 
avaliados pelo Saeb, que evidenciam os processos de ensino e aprendizagem, dinamizados 
pelas habilidades correlacionadas.
Os resultados das avaliações externas destacaram áreas que requerem atenção prioritá-
ria, revelando lacunas no desenvolvimento de habilidades e competências essenciais dos 
estudantes. Nesse contexto, o Caderno oferece uma abordagem estratégica e prática para 
que os professores trabalhem diretamente com os descritores, focando aqueles que apre-
sentaram maior índice de dificuldade entre os alunos. As atividades propostas incentivam a 
utilização de metodologias ativas, que devem ser adaptadas às necessidades e realidades 
4
de cada turma, promovendo o engajamento dos estudantes e fortalecendo as habilidades 
necessárias para seu pleno desenvolvimento educacional.
Com ênfase no fortalecimento das aprendizagens, este material busca não apenas atender 
às demandas imediatas, mas também contribuir para a construção de uma base sólida de 
conhecimentos, preparando os estudantes para novos desafios e possibilitando o avanço de 
toda a rede de ensino em direção à equidade e à excelência educacional.
Assim, o Caderno MAPA + SAEB, integrado a Matriz de Referência do SAEB, adota uma 
abordagem abrangente, contemplando todos os anos escolares anteriores, e não apenas 
o ano em que o estudante está inserido atualmente. Essa estratégia visa assegurar que os 
estudantes compreendam e desenvolvam plenamente as habilidades relacionadas aos des-
critores que apresentaram defasagem, conforme indicado pelos dados históricos do SAEB.
Por meio dessa estratégia, busca-se fortalecer o trabalho com as habilidades necessárias no 
ano em curso, oferecendo oportunidades para que os estudantes construam conhecimentos 
fundamentais de forma progressiva. Logo, o Caderno apresenta uma compilação gradual de 
Tópicos e Descritores, promovendo o aprofundamento das aprendizagens essenciais.
Ressaltamos a importância da integralização do trabalho com as habilidades nos processos 
de ensino e aprendizagem, destacando que os descritores são um recorte dessas habi-
lidades. Portanto, é crucial focar no desenvolvimento das habilidades e não apenas nos 
descritores. Embora o Caderno MAPA + SAEB enfatize o trabalho com os descritores, é 
fundamental consolidar as habilidades para que o estudante compreenda e se aproprie dos 
conteúdos propostos.
Os cadernos serão disponibilizados em quatro volumes, um para cada bimestre: Volu-
me 1 (Fevereiro e Março), Volume 2 (Abril e Maio), Volume 3 (Junho e Agosto) e Vo-
lume 4 (Setembro e Outubro). Esses cadernos, compostos por planejamentos, repre-
sentam mais uma estratégia didática que poderá ser utilizada pelos professores para 
garantir, de forma democrática e inclusiva, os direitos de aprendizagem dos estudantes. 
Além disso, a organização das habilidades em volumes bimestrais permite uma articulação 
mais eficaz entre o planejamento pedagógico e o acompanhamento sistemático dos avan-
ços dos alunos ao longo do ano letivo. A proposta é que os professores utilizem os planeja-
mentos não apenas como um recurso instrucional, mas também como um instrumento de 
reflexão sobre suas práticas e as adaptações necessárias ao contexto da sala de aula.
A diversidade de atividades e sugestões metodológicas presentes no material visa atender 
às diferentes realidades e perfis das escolas da rede, promovendo a equidade educacional e 
garantindo que todos os estudantes tenham acesso às condições necessárias para o pleno 
desenvolvimento de suas potencialidades. Além disso, o foco nos descritores mais críticos 
amplia as possibilidades de intervenção pedagógica, reforçando a aprendizagem de maneira 
significativa e contextualizada.
Por fim, este caderno reflete o compromisso da Secretaria de Estado de Educação de Mi-
nas Gerais em promover inovação e inclusão, oferecendo um recurso que alia qualidade e 
acessibilidade. Além de colaborar com a preparação para as avaliações externas, o material 
busca consolidar a formação de estudantes mais autônomos, críticos e preparados para 
os desafios futuros, fortalecendo, assim, a educação pública como um direito essencial e 
transformador.
5
SUMÁRIO
LÍNGUA PORTUGUESA .............................................................................. 6
TEMA: O que é fato? O que é opinião? ......................................................... 6
TEMA: Que tese é essa? ........................................................................... 14
REFERÊNCIAS ........................................................................................ 22
TEMA: Habilidade de inferência – lendo além das palavras. ......................... 23
REFERÊNCIAS ........................................................................................amigo receberá 6 bolinhas de gude. Use desenhos ou objetos manipuláveis (como 
bolinhas ou fichas) para representar a divisão visualmente.
Em seguida, apresente a segunda parte: Carlos encontrou mais 24 bolinhas de gude e vai 
dividir entre os mesmos 8 amigos. Quantas bolinhas cada amigo receberá agora? Oriente os 
estudantes a fazer a divisão de 24 bolinhas por 8 amigos: 24 ÷ 8 = 3. Cada amigo receberá 
3 bolinhas a mais.
Explique que agora é necessário somar as bolinhas que cada amigo recebeu em cada etapa: 
Primeiro, 6 bolinhas, depois 3 bolinhas. Qual o total de bolinhas que cada amigo recebeu? 
O cálculo é feito: 6 + 3 = 9. Cada amigo receberá, ao todo, 9 bolinhas de gude.
Professor, faça uma revisão do que foi aprendido.
• Como fizemos para dividir as bolinhas? 
• Como somamos os resultados? 
• O professor pode pedir aos estudantes que expliquem o que entenderam sobre a 
divisão e a soma dos resultados.
Proponha atividades semelhantes para os estudantes praticarem, como dividir outros obje-
tos entre diferentes números de pessoas e somar os resultados. Outra sugestão é utilizar 
materiais concretos (como bolinhas de gude ou outros objetos) para que os estudantes 
possam visualizar e praticar a divisão e a soma de forma mais interativa.
Dicas para a aula:
 Ö Representação visual: Usar desenhos ou objetos manipuláveis ajuda a tornar a 
divisão mais concreta e facilita o entendimento dos estudantes.
 Ö Divisão por etapas: Explicar o problema passo a passo (primeiro divide as 48 boli-
nhas, depois as 24 e soma os resultados) ajuda a organizar o raciocínio.
 Ö Discussão em grupo: Estimular os estudantes a discutirem suas respostas entre si 
pode fortalecer o entendimento coletivo do conceito de divisão.
Professor, apresente aos estudantes outros problemas envolvendo outras operações com os 
números naturais, fazendo assim, uma revisão desse conteúdo.
Em um outro momento, apresente e explique esses conceitos fundamentais:
 � Potência: Uma base multiplicada por ela mesma várias vezes, indicada por um 
número chamado expoente. Exemplo: 32=3×3=9
 � Raiz Quadrada: A operação inversa da potência. A raiz quadrada de um número 
é o número que, multiplicado por si mesmo, resulta no número original. 
 � Quadrados Perfeitos: São números que possuem raízes quadradas inteiras, 
como 1, 4, 9, 16, 25, etc.
No quadro, escreva alguns exemplos de potências simples e peça para que os estudantes 
digitem no celular ou usem calculadoras de mão para verificar os resultados.
Faça uma rápida revisão em grupo, perguntando:
• "Qual é a base?"
• "Qual é o expoente?"
• "Qual é o resultado?"
34
Ao explorar raiz quadrada apresente a operação de raiz quadrada com alguns exemplos no 
quadro. Para interação dos estudantes, divida a turma em duplas e distribua cartões nu-
merados com quadrados perfeitos (exemplo: 16, 25, 36, 49). Peça para os estudantes, em 
dupla, determinarem a raiz quadrada desses números. As duplas devem mostrar a resposta 
no quadro e explicar o raciocínio por trás de cada resposta.
Exemplo de pergunta: "Qual é a raiz quadrada de 36? Quem consegue explicar como 
encontrou a resposta?"
Pratique o cálculo de potências e raízes quadradas de quadrados perfeitos de forma cola-
borativa. Entregue para cada dupla uma folha com exercícios práticos. Após resolverem os 
exercícios, entregue cartões de desafios com potências maiores e raízes quadradas de qua-
drados perfeitos maiores. Chame algumas duplas para resolverem no quadro e explicarem 
como chegaram aos resultados. Pergunte, por exemplo:
• "Como você resolveu essa questão?"
• "Alguém tem uma explicação diferente sobre a raiz quadrada de 144 (por exem-
plo)?"
Pergunte aos estudantes se entenderam a relação entre potenciação e raiz quadrada. Re-
force que a raiz quadrada é a operação inversa da potência.
Agora, passe para a resolução de problemas práticos com os estudantes. Use exemplos prá-
ticos do cotidiano.Durante as atividades em dupla, observe se os estudantes estão conse-
guindo utilizar corretamente os conceitos apresentados na aula. Avalie as respostas dos es-
tudantes aos problemas propostos, levando em consideração o uso correto das operações.
Sempre avalie a capacidade de cada estudante em resolver os problemas de forma correta, 
levando em consideração o uso de estratégias de adição, subtração, multiplicação, divisão, 
potenciação e raiz quadrada.
Tema: Operações com Números Inteiros - Adição e Subtração.
Aula 2: Operações com Números Inteiros
DESCRITOR (MATRIZ SAEB): 
D18 - Efetuar cálculos com números inteiros, envolvendo as operações (adição, subtra-
ção, multiplicação, divisão, potenciação).
D20 - Resolver problema com números inteiros envolvendo as operações (adição, subtra-
ção, multiplicação, divisão, potenciação)
Objetivo:
Realizar as operações de adição, subtração,multiplicação e divisão com números inteiros.
Atividade de Abertura: "Viagem na Reta Numérica".
Inicie a aula com uma dinâmica interativa, onde os estudantes são desafiados a posicionar 
números inteiros em uma reta numérica.
35
Exemplo: 
”Coloque o número 3 na reta, depois o número -4. O que acontece se eu adicionar 5 
ao número -4? E se eu subtrair 2 de 3?”
Isso vai ajudar a visualizar o efeito das operações de adição e subtração de números intei-
ros.
Explicação das Regras: Explique as regras de adição e subtração de números inteiros.
Adição: Quando adicionamos dois números inteiros com sinais iguais, o sinal do resultado 
será o mesmo, e somamos os valores absolutos. Se os sinais forem diferentes, subtraímos 
o menor valor do maior e usamos o sinal do número com maior valor absoluto.
Subtração: Para subtrair, é o mesmo que adicionar o oposto (por exemplo, para resolver 
7−(−3), você pode transformar isso em 7+3
Professor, sempre dê exemplos práticos e interativos para os estudantes possam praticar 
suas habilidades. Encoraje os estudantes a explicar como chegaram às respostas enquanto 
você os escreve no quadro.
Outro momento.
Divida a turma em grupos de 4-5 estudantes. Cada grupo recebe um conjunto de cartões 
com números inteiros. O objetivo é resolver operações de adição e subtração. Eles devem 
usar a reta numérica para representar as operações e responder a perguntas como:
• Qual é o resultado de (−5)+8?
• Como o sinal muda quando subtraímos um número negativo de um positivo?
• O que acontece quando somamos dois números negativos?
A cada operação realizada, peça para os estudantes compartilharem com a classe como 
chegaram à resposta.
Reserve os minutos finais para esclarecer dúvidas. Pergunte aos estudantes se ficou claro 
como usar a reta numérica para visualizar as operações.
Aula 3: Operações com Números Inteiros - Multiplicação e Divisão
Objetivo:
Realizar as operações de multiplicação e divisão com números inteiros.
Desenvolvimento
Jogo Interativo: "Tabuada de Inteiros"
Distribua cartões com números inteiros para os estudantes. Cada aluno vai fazer uma per-
gunta de multiplicação ou divisão para o colega, que deve responder de forma rápida. 
Exemplo: "Qual é o resultado de −3×4?”. A ideia é revisar rapidamente a multiplicação e 
divisão de números inteiros e ativar o conhecimento prévio.
Explique como multiplicar e dividir números inteiros:
 � Multiplicação: Quando dois números com o mesmo sinal são multiplicados, o 
resultado é positivo. Se os sinais forem diferentes, o resultado será negativo.
36
 � Divisão: as regras de divisão são semelhantes às de multiplicação.
Monte com os estudantes um quadro com as regras de sinais das operações de multiplica-
ção e divisão.
Os estudantes devem resolver os problemas em duplas, utilizando uma abordagem cola-
borativa para discutir as regras de multiplicação e divisão. Pergunte aos estudantes o que 
entenderam sobre as diferenças entre multiplicação e divisão de números inteiros com si-
nais diferentes e iguais. Deixe-os compartilharem suas dúvidas e resolva os problemas mais 
difíceis juntos.
Aula 4: Potências e Raiz N-ésima de Números Inteiros.
Objetivo:
Calcular potências e raízes n-ésimasde números inteiros.
Desenvolvimento:
Explique a ideia de potências e raízes n-ésimas. Apresente exemplos visuais.
Fale sobre a regra de potências e raízes n-ésimas de números inteiros:
 � Potência: Quando a base é negativa e o expoente é ímpar, o resultado será nega-
tivo. Quando o expoente é par, o resultado será positivo.
 � Raiz N-ésima: Para raízes ímpares, podemos calcular a raiz de números negati-
vos, mas para raízes pares, o número sob a raiz deve ser positivo.
Proponha exercícios em que os estudantes calculem potências e raízes n-ésimas de núme-
ros inteiros. Trabalhe com os estudantes em duplas para facilitar a resolução dos problemas 
e compartilhar diferentes estratégias.
Caro Professor, considere a questão abaixo: 
1. Se M é o resultado da expressão M = (-1)2 . (-2)3 - (-1)5 . (-3)2 , então, o número M é.
A) -17.
B) -1.
C) 1.
D) 17.
Professor, explique aos estudantes que a expressão envolve potências de números negati-
vos e multiplicações, que são conceitos importantes dentro da álgebra.
Reforce o conceito de potência. Lembre-se de que a potência é uma multiplicação repetida.
 � Para (−1)2 , é igual a (−1)×(−1)= +1.
 � Para (−2)3, é igual a (−2)×(−2)×(−2)=−8.
 � Para (−1)5, é igual a (−1)×(−1)×(−1)×(−1)×(−1)=−1.
 � Para (−3)2, é igual a (−3)×(−3)= +9.
Esclareça que quando um número negativo é elevado a um expoente par, o resultado será 
positivo, e quando o expoente é ímpar, o resultado será negativo.
37
Resolva a expressão passo a passo. Divida a expressão em partes menores e resolva em 
etapas. Primeiro, calcule cada potência, em seguida, substitua esses valores na expressão 
original. Depois, faça as multiplicações. Substitua na expressão. Resolva a subtração. 
Conclua o exercício, perguntando aos estudantes: Qual é o valor final de M?
Lembre os estudantes de que, ao lidar com potências e multiplicações envolvendo números 
negativos, é essencial observar as regras dos sinais:
 � Potência de número negativo com expoente par resulta em positivo.
 � Potência de número negativo com expoente ímpar resulta em negativo.
 � Multiplicação de dois números negativos dá um resultado positivo, enquanto a mul-
tiplicação de um número negativo por um número positivo dá um número negativo.
Utilize exemplos semelhantes para praticar com os estudantes, fazendo-os resolver expres-
sões parecidas com números diferentes. Encoraje-os a escrever cada etapa de forma clara 
para evitar erros, principalmente com os sinais. Dessa forma, os estudantes entenderão 
como aplicar as potências e as regras de multiplicação e subtração de números negativos 
na resolução da expressão.
Aula 5: Representação de Frações.
Objetivo: Identificar e representar frações menores e maiores que a unidade, associando-
-as à divisão ou parte de um todo.
Desenvolvimento:
Inicie a aula mostrando imagens de pizzas ou barras de chocolate divididas em partes. Per-
gunte.
• "Quantas partes existem e como podemos representá-las com frações?"
Distribua cartões com frações e figuras (ex: uma pizza dividida em 4 partes, outra dividida 
em 6 partes). Peça aos estudantes que associem cada fração a uma imagem corresponden-
te.
Com a ajuda de uma régua, desenhe uma reta numérica na lousa. Solicite aos estudantes 
que marquem frações diferentes (como 1/2, 3/4, 5/4, etc.)Pergunte aos estudantes como 
a reta numérica pode ajudar a visualizar frações maiores que 1. Encoraje-os a compartilhar 
como podem aplicar isso em situações cotidianas.
Aula 6: Frações Equivalentes.
Objetivo: Identificar frações equivalentes.
Desenvolvimento:
Apresente dois cartões com frações que são equivalentes (ex: 1/2 e 2/4) e pergunte.
• "Essas frações são iguais? Como podemos provar?"
Explique o conceito de frações equivalentes com o auxílio de exemplos, destacando a mul-
tiplicação ou divisão de numeradores e denominadores.
Distribua cartões com frações e peça que os estudantes encontrem frações equivalentes en-
tre eles. Eles podem usar as operações de multiplicação e divisão para descobrir as frações 
equivalentes.
38
Em grupos pequenos, os estudantes devem simplificar frações que você escreve na lousa 
(ex: 4/8 , 6/9).
Pergunte.
• "Como podemos simplificar uma fração de forma fácil?" Incentive os estudantes a 
compartilharem métodos ou truques que podem ter descoberto.
Aula 7: Números Racionais - Forma Decimal e Comparação
Objetivo: Ler, escrever, comparar e ordenar números racionais na forma decimal.
Desenvolvimento:
Exiba um vídeo ou uma animação simples sobre como converter frações em números deci-
mais. Explique a relação entre frações e decimais com exemplos simples, como 1/2 = 0,5 
e 3/4 = 0,75.
Apresente aos estudantes uma lista de frações e seus equivalentes decimais. Peça para 
ordená-las de menor a maior.
Dê cartões com números racionais (frações e decimais) e organize os estudantes para for-
mar pares equivalentes (frações e seus valores decimais).
Pergunte como as frações e os decimais podem ser úteis em situações cotidianas, como no 
preço de produtos, por exemplo.
Caro Professor, apresente a questão a seguir:
Simplifique ao máximo a expressão . Qual o valor de X?
Explique que a expressão envolve frações e operações de adição, subtração, multiplicação 
e divisão. Deixe claro que, para resolver essa expressão corretamente, é essencial seguir a 
ordem das operações.
Explique a ordem das operações, reforçando a regra da ordem das operações.
 � Parênteses (ou Parênteses e Exponentes, quando houver)
 � Multiplicação e divisão (da esquerda para a direita)
 � Adição e subtração (da esquerda para a direita)
Comente que, na expressão, não há parênteses ou expoentes, então devemos seguir a or-
dem das operações de multiplicação, divisão e, por fim, adição e subtração.
Explique que, para trabalhar com frações de maneira consistente, é interessante converter 
0,25 em fração. Mostre que 0,25 é igual a ¼. Reescreva a expressão trocando 0,25 por ¼.
Resolva as divisões e multiplicações. Comece com a divisão. Para dividir frações, basta 
multiplicar a primeira fração pelo inverso da segunda. Em seguida, resolva a multiplicação. 
Junte as frações com denominadores iguais. Peça aos estudantes que observem que tem 
duas frações com o mesmo denominador. Encontre o mínimo múltiplo comum (MMC) e 
simplifique.
Para somar ou subtrair frações, é preciso ter denominadores iguais. Primeiro, encontre o 
mínimo múltiplo comum (MMC) entre 2, 3 e 5, que é 30.
Realize a adição e subtração e conclua a resolução. Explique que o valor de X é −730. Per-
gunte aos estudantes: Qual é o valor final de X?
39
Atenção, Professor:
 Ö Reforce a conversão de decimais em frações: Certifique-se de que os estu-
dantes compreendam como converter números decimais em frações para facilitar 
o trabalho com a expressão.
 Ö Explique os passos de multiplicação e divisão de frações: Reforce como 
multiplicar frações diretamente e como dividir frações multiplicando pelo inverso 
da segunda fração.
 Ö Reforce o uso do MMC: Quando os denominadores das frações não forem iguais, 
ensine os estudantes a encontrar o mínimo múltiplo comum para facilitar a soma e 
subtração das frações.
 Ö Prática interativa: Proponha que os estudantes resolvam expressões semelhan-
tes para praticar a conversão de frações, o uso do MMC e as operações com frações.
Com esses passos claros, os estudantes entenderão como resolver a expressão de maneira 
eficaz e completa.
Aula 8: Operações com Números Racionais - Problemas e Porcentagem
Objetivo: Resolver problemas com números racionais e calcular porcentagens.
Desenvolvimento:
Apresente um problema do cotidiano, como calcular 20% de R$ 50,00. Pergunte como os 
estudantes resolveriam esse problema. Em seguida, explique o conceito de porcentagem, 
conectando com frações e decimais.
Distribua problemas contextualizados que envolvam operações com frações, decimais e 
porcentagens. Os estudantes devem trabalhar em duplas ou grupos para resolver.
Proponha situações que envolvam estimativas de preços, descontos e impostos, incentivan-
do os estudantes a arredondarfrações e números decimais.
Revise as soluções dos problemas com os estudantes destacando como as frações, decimais 
e porcentagens se interligam. Pergunte aos estudantes se essas operações podem ser usa-
das em outras situações do dia a dia, como em compras ou planejamento financeiro.
Caro Professor, para trabalhar porcentagem, sugerimos a questão abaixo:
Uma indústria produz o biscoito Que Gostoso. A composição desse biscoito está apresen-
tada na seguinte tabela:
Sabendo que um pacote do biscoito Que Gostoso contém 200 g de biscoito, quantos gra-
mas de carboidratos há em um pacote desse biscoito?
40
Para explicar essa questão de forma clara, detalhada, objetiva e interativa para estudantes, 
comece interagindo de forma lúdica:
• "Vocês já comeram o biscoito Que Gostoso? Ele é composto por diferentes tipos 
de nutrientes, como carboidratos, gorduras, proteínas e outros ingredientes. Ago-
ra, vamos analisar a composição de um pacote desse biscoito e descobrir quantos 
gramas de carboidrato ele tem."
Explique para os estudantes sobre a composição do biscoito
"O rótulo do biscoito Que Gostoso nos diz que, em 100 gramas de biscoito, temos a seguinte 
composição:
 Ö 70% de carboidrato,
 Ö 16% de gordura,
 Ö 9% de proteína,
 Ö 5% de outros ingredientes."
Professor, contextualize: "Sabemos que o pacote de biscoito que estamos analisando 
tem 200 gramas. Nossa tarefa é descobrir quantos gramas de carboidrato estão presentes 
nesse pacote de 200 gramas."
Agora, faça o cálculo com os estudantes. Divida a explicação em passos lógicos. Sugestão 
de diálogo:
"Para encontrar quantos gramas de carboidrato existem em 200 gramas de biscoito, preci-
samos saber o que significa 70% de carboidrato. O símbolo % significa 'porcentagem', ou 
seja, 'por cada 100 gramas'. Vamos calcular, então, quanto é 70% de 200 gramas."
"Primeiro, vamos calcular 1% de 200 gramas. Para isso, basta dividir 200 por 100." 
Pergunte aos estudantes: 
• "O que dá 200 dividido por 100?"
Agora, como temos 70%, é só multiplicar 2 gramas por 70."
Professor, registre no quadro:
 � 2 × 70 = 1402.
"Portanto, 70% de 200 gramas é 140 gramas. Isso significa que, em um pacote de 200 
gramas do biscoito Que Gostoso, há 140 gramas de carboidrato."
Finalize, desafiando os estudantes:
• "Agora, como desafio extra, vamos pensar: E se o pacote fosse de 300 gramas? 
Como vocês fariam esse cálculo?"
Dessa forma, Professor, você envolveu os estudantes de maneira interativa, detalhada e 
clara, ajudando-os a entender o raciocínio por trás do cálculo de porcentagem e mostrando 
como aplicar esses conceitos no cotidiano.
41
Introdução à Álgebra e Resolução de Problemas
Objetivo Geral: Desenvolver a compreensão de variáveis, funções, equações e sistemas 
de equações por meio de exemplos práticos, buscando aproximar o conteúdo da realidade 
cotidiana dos estudantes e superar suas dificuldades.
Aula 1: Compreendendo a Ideia de Variável
Objetivo: Compreender a ideia de variável representada por letras ou símbolos para ex-
pressar relações entre duas grandezas, diferenciando-a da ideia de incógnita.
Desenvolvimento:
Comece a aula apresentando o conceito de variável. Explique que a variável é uma letra 
ou símbolo que representa um valor desconhecido ou que pode variar. Use exemplos do 
cotidiano, como o preço de um produto, que pode mudar dependendo do valor de mercado. 
Exemplos práticos:
 Ö "O preço de um ingresso de cinema depende do número de filmes vendidos. Se 
chamarmos o preço de ingresso de P e o número de ingressos vendidos de N, po-
demos expressar essa relação de forma algébrica: P=10N".
Apresente um problema simples: “João comprou 3 camisetas. O preço de cada camiseta é x. 
Como podemos representar o valor total que João pagou por 3 camisetas?” Explique que x 
é uma variável, e o valor total pago é 3 . x. Pergunte aos estudantes se o valor pago muda 
com o número de camisetas compradas.
Explique que incógnita é um tipo de variável, mas com um contexto diferente: ela é um 
valor a ser encontrado, como em uma equação.
Divida os estudantes em grupos e entregue uma série de problemas que envolvem variá-
veis, como:
 Ö O número de páginas lidas por um estudante por dia (p) e o número total de pá-
ginas lidas em d dias (p×d)
 Ö O valor total de uma compra (t) em função do preço unitário (p) e da quantidade 
comprada (q).
Solicite que escrevam a relação algébrica e compartilhem suas respostas com a turma.
Aula 2: Utilizando a Simbologia Algébrica nas Sequências Numéricas
Objetivo: Utilizar a simbologia algébrica para expressar regularidades encontradas em 
sequências numéricas.
Desenvolvimento:
Explique que sequências numéricas são conjuntos de números organizados de acordo com 
uma regra. Por exemplo, a sequência 2, 4, 6, 8,… tem uma regularidade que pode ser ex-
pressa como 2n, onde n é a posição de cada número na sequência.
Apresente outra sequência, como 3, 6, 9, 12,…, e pergunte: "Qual a regularidade dessa 
sequência? Como podemos representá-la de forma algébrica?"
Apresente a sequência de números 5, 10, 15, 20,…5, 10, 15, 20,…. Pergunte como essa se-
42
quência pode ser descrita de forma algébrica, e guie os estudantes para encontrar a fórmula 
5n, onde n é o número da posição na sequência.
Divida os estudantes em duplas e forneça diferentes sequências numéricas para que ex-
pressem suas regularidades algébricas.Depois, peça que compartilhem suas respostas com 
a turma e discutam as regularidades encontradas.
Aula 3: Proporcionalidade Direta e Inversa
Objetivo: Resolver problemas que envolvam variação de proporcionalidade direta e de pro-
porcionalidade inversa entre duas grandezas, utilizando sentença algébrica para expressar 
a relação entre elas.
Desenvolvimento:
Explique a proporcionalidade direta: duas grandezas são diretamente proporcionais 
quando, ao aumentar uma, a outra também aumenta. 
Exemplo: "Se o preço de uma maçã é proporcional ao peso, quanto mais maçãs você com-
pra, maior será o preço."
Apresente a proporcionalidade inversa: duas grandezas são inversamente proporcionais 
quando, ao aumentar uma, a outra diminui.
Exemplo: "Se a velocidade de um carro é inversamente proporcional ao tempo que ele leva 
para percorrer uma distância fixa."
Dê um problema de proporcionalidade direta: “Se 5 maçãs custam R$ 10,00, quanto custa-
riam 12 maçãs?”. 
Dê um problema de proporcionalidade inversa: “Se a quantidade de trabalhadores é inver-
samente proporcional ao tempo necessário para terminar uma tarefa, se 4 trabalhadores 
terminam em 6 horas, quantos trabalhadores seriam necessários para terminar em 3 ho-
ras?”. 
Proponha problemas práticos para que os estudantes resolvam em grupos, utilizando as fór-
mulas de proporcionalidade direta e inversa. Exemplo de problema: "Se um carro percorre 
100 km em 2 horas, quantos km ele percorreria em 5 horas a mesma velocidade?"
Aula 4: Equações de 1º Grau e Modelagem de Situações
Objetivo: Reconhecer uma equação de primeiro grau e utilizá-la na modelagem de dife-
rentes situações.
Desenvolvimento:
Explique que uma equação de 1º grau tem a forma ax+b=0, onde a e b são números e 
x é a variável.
Apresente um exemplo simples: "Se o preço de um ingresso é 20 reais e o estudante paga x 
reais para entrar, qual o valor de x?" A equação seria 20x=100, e o estudante deve resolver 
para encontrar o valor de x.
Mostre como resolver a equação 2x−3=7 e inclua outros exemplos, incluindo frações, nú-
meros decimais, potências, raiz quadrada, parênteses, etc…
Os estudantes devem trabalhar em duplas para resolver um conjunto de equações de pri-
meiro grau, utilizando situações cotidianas como exemplo, como divisão de contas, orça-
mentos ou até mesmo descontos.
43
Aula 5: Sistema de Equações Lineares
Objetivo: Reconhecer um sistema de duas equações lineares e utilizá-lo para modelar 
problemas.
Desenvolvimento:
Explique o conceito de sistema de equações lineares, onde temos duas ou mais equa-
ções que compartilham as mesmas variáveis.
Exemplo: "Um estudante comprou 3 camisetas por R$ 15,00 cadae 2 livros por R$ 20,00 
cada. Qual é o preço total das compras?"
Demonstre como resolver um sistemas de equações por substituição ou adição. Dê exemplos 
práticos. Resolva com os estudantes, destacando o processo de substituição e/ou adição.
Divida os estudantes em grupos e forneça sistemas de equações para que resolvam em 
conjunto. Peça para modelarem problemas da vida real, como a divisão de custos ou o pla-
nejamento de uma festa.
Aula 6: Equações Polinomiais de 2º Grau
Objetivo: Resolver problemas que possam ser representados por equações polinomiais de 
2º grau do tipo ax2 = b.
Desenvolvimento:
Explique que as equações do 2º grau têm a forma ax2 = b.
Exemplifique com o problema: "Se um objeto cai com uma velocidade que é proporcional 
ao quadrado do tempo, como podemos expressar essa relação?"
Mostre como resolver a equação do tipo ax2=b dividindo ambos os lados por a e depois 
extraindo a raiz quadrada de ambos os lados.
Proponha problemas práticos para os estudantes resolverem, como o cálculo da área de um 
quadrado ou da altura de um objeto em movimento.
Aula 7: Funções e Relações Funcionais
Objetivo: Utilizar o conceito de função para analisar situações que envolvam relações fun-
cionais entre duas variáveis.
Desenvolvimento:
Explique que uma função é uma relação entre duas variáveis onde para cada valor da va-
riável independente, existe um único valor para a variável dependente.
Apresente um exemplo simples de função: "A quantidade de calorias C em uma comida é 
função do número de porções p, representada por C=100p".
Apresente vários exemplos de funções lineares, explicando o que é f(x), o que é (x,y), y=-
f(x).
Peça aos estudantes que encontrem relações funcionais em situações cotidianas, como o 
preço de combustível em função da quantidade de litros ou a temperatura ao longo do dia.
44
(In)forme-se mais através das ferramentas
Plataforma com conteúdo seguro, interati-
vo, divertido e de qualidade para professo-
res e estudantes.
Disponível em: https://britannica.com.br/.
Plataforma de leitura que apoia a promo-
ção do hábito da leitura e das habilidades 
de compreensão leitora dos estudantes.
Disponível em: https://www.elefanteletra-
do.com.br/.
Plataforma que oferece livros digitais, vi-
deoaulas, simulados, correção de reda-
ção, relatórios individuais de desempenho 
e muito mais para auxiliar o estudante na 
preparação para o ENEM.
Disponível em: https://www.enem.educa-
cao.mg.gov.br/plataforma/login.
Utilize-as em seu dia-a-dia na prática da sala de aula, são parceiras da SEE-MG. 
https://britannica.com.br/
https://www.elefanteletrado.com.br/
https://www.elefanteletrado.com.br/
https://www.enem.educacao.mg.gov.br/plataforma/login
https://www.enem.educacao.mg.gov.br/plataforma/login
45
REFERÊNCIAS
MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino fundamental - 
anos finais. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas 
Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.
php/plano-de-cursos-crmg. Acesso em: 29 jan. 2025.
MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Sistema Mineiro de Avaliação e 
Equidade da Educação Pública (SIMAVE). Análise para intervenção pedagógica. 
Disponível em: https://simave.educacao.mg.gov.br/#!/pagina-inicial . Acesso em: 24 jan. 
2025.
MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação, Currículo Referência de Minas 
Gerais: educação infantil, e ensino fundamental. Escola de Formação e Desenvolvimento 
Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: http://
basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_
curricular_mg.pdf. Acesso em: 28 jan. 20
https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg
https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg
https://simave.educacao.mg.gov.br/#!/pagina-inicial
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_curricular_mg.pdf
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_curricular_mg.pdf
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_curricular_mg.pdf
	TEMA: O que é fato? O que é opinião?
	Tema: Revisão de Operações com Números Naturais - Adição e Subtração, multiplicação, divisão, potência e raiz quadrada de números quadrados perfeitos.
	Tema: Operações com Números Inteiros - Adição e Subtração.
	REFERÊNCIAS31
MATEMÁTICA ..........................................................................................32
TEMA: Revisão de Operações com Números Naturais - Adição e Subtração, 
multiplicação, divisão, potência e raiz quadrada de números quadrados perfeitos. .. 32
TEMA: Operações com Números Inteiros - Adição e Subtração. ................... 34
REFERÊNCIAS ........................................................................................ 45
6
MAPA + SAEB
ÁREA DE CONHECIMENTO
Linguagens e suas Tecnologias
COMPONENTE CURRICULAR
Língua Portuguesa
ANO LETIVO
2025
DESCRITOR (MATRIZ SAEB): 
D14. Distinguir fatos de opiniões em textos.
TÓPICO:
I – Procedimento de leitura.
DURAÇÃO: 4 aulas
MATERIAIS E RECURSOS NECESSÁRIOS: Projetor multimídia - Plaquinhas com fato 
e opinião - Cópias dos textos - Quadro - Pincel.
TEMA: O que é fato? O que é opinião?
É comum, especialmente em textos dissertativos, que sejam apresentadas não apenas in-
formações sobre fatos, mas também opiniões relacionadas a eles. A habilidade de identificar 
e diferenciar esses dois aspectos é fundamental para uma leitura crítica e eficaz. Reconhe-
cer quando um texto faz referência a um fato e quando ele expressa uma opinião sobre esse 
fato é uma competência essencial que aprimora a compreensão do leitor.
Professor(a), é importante que os estudantes consigam identificar opiniões que se desta-
cam através de elementos do texto ou até mesmo por meio de elementos modalizadores, 
os quais podem ser percebidos de forma mais clara por leitores mais experientes ou tra-
balhados com essas pistas. O desenvolvimento dessa habilidade de leitura diária permite 
que o estudante compreenda melhor o conteúdo, identifique quem são os locutores e, por 
consequência, tenha uma visão mais ampla e precisa do texto.
Sugerimos que, para trabalhar a habilidade de diferenciar fatos de opiniões, você, pro-
fessor(a), utilize gêneros textuais variados, especialmente aqueles que possuem estrutu-
ra narrativa, como contos, notícias e crônicas. Textos argumentativos também são muito 
eficazes para desenvolver essa habilidade, mas é essencial trabalhar nas situações que os 
textos criam, observando o uso de instrumentos gramaticais como expressões adverbiais e 
denotativas, que indicam a referência ao fato ou revelam a influência do ponto de vista do 
locutor, produtor ou narrador.
Neste planejamento de quatro aulas interativas e criativas, você, professor(a), irá trabalhar 
com os estudantes do 9º ano o descritor SAEB D14, que trata da diferenciação entre fatos e 
opiniões em textos. Durante essas aulas, os estudantes aprimorarão a capacidade de iden-
tificar elementos objetivos (fatos) e subjetivos (opiniões) utilizando abordagens interativas 
que garantem um aprendizado mais dinâmico e envolvente. 
Professor(a), o planejamento será apresentado em “momentos”, cuja duração de uma ou 
mais aulas ficará a seu critério.
A indicação do tempo de execução será em números de aulas. Contudo, pode haver o des-
membramento em quantas aulas você julgar necessárias, de acordo com as especificidades 
7
das turmas atendidas, a flexibilidade de seu planejamento de ensino ou outras conveniên-
cias pedagógicas.
Vamos ao planejamento!
Momento 1 - Quebra-gelo
Apresente manchetes de notícias reais e fictícias em apresentações de slides ou escreva no 
quadro. 
 � O Brasil tem cinco regiões: Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
 � O Brasil é o país mais bonito do mundo.
Pergunte qual dessas frases é um fato e qual é uma opinião. Por quê?
Mini-exposição - Professor(a), explique de forma clara e objetiva o conceito de fato e 
opinião:
Fato: um fato pode ser comprovado através de dados, registros ou observação. É imparcial, 
isto é, não depende do que o indivíduo pensa ou sente.
Exemplos:
 Ö No nível do mar, a água alcança 100°C.
 Ö O término da Segunda Guerra Mundial ocorreu em 1945.
 Ö O Brasil é composto por 27 unidades federativas, sendo 26 estados e 1 Distrito 
Federal.
Opinião: expressa uma perspectiva, um sentimento ou uma avaliação de valor. Ela é sub-
jetiva, isto é, muda de indivíduo para indivíduo e não pode ser confirmada como verdadeira 
ou falsa.
Exemplos:
 Ö O chocolate é o doce mais delicioso do planeta.
 Ö A Segunda Guerra Mundial representou o maior fracasso da história humana.
 Ö O Brasil é uma das nações mais receptivas do planeta.
QUIZ interativo: fatos e opiniões com plaquinhas
Divida a turma em dois grandes grupos.
Posicione os grupos de forma que fiquem frente a frente ou lado a lado para facilitar a in-
teração.
Entregue para cada estudante uma plaquinha de dois lados (pode ser feita com papel 
cartão ou impressa):
 Ö um lado escrito FATO,
 Ö o outro lado escrito OPINIÃO.
8
Dinâmica
 Ö Prepare uma lista com frases variadas (sugestões abaixo).
 Ö Leia uma frase de cada vez, com clareza.
 Ö Cada estudante deve levantar sua plaquinha (virando para “FATO” ou “OPINIÃO”) 
de acordo com o que acha que a frase corresponde.
 Ö Estímule a agilidade dos estudantes, dando poucos segundos para a decisão (por 
exemplo, conte até 5). Neste momento, professor, você tem a oportunidade de 
verificar se o estudante consolidou a aprendizagem, observando suas respostas e 
atitudes.
 Ö Após cada rodada, veja qual grupo teve mais respostas corretas.
 Ö Marque os pontos no quadro, indicando a pontuação dos grupos.
 Ö Após conferir a resposta correta, peça que um integrante do grupo que acertou 
mais que justifique a escolha. Isso reforça o aprendizado e estimula o raciocínio 
crítico.
 Ö Continue o jogo até esgotar as frases ou atingir o tempo de aula.
 Ö No final, o grupo com mais pontos é o vencedor e pode receber uma pequena pre-
miação ou apenas os aplausos da turma.
Aqui estão algumas sugestões de frases para usar durante o jogo.
1. O valor da gasolina aumentou 5% na última semana. (Fato)
2. O verão é a melhor estação do ano. (Opinião)
3. A água é composta por hidrogênio e oxigênio. (Fato)
4. As pessoas mais inteligentes leem todos os dias. (Opinião)
5. O futebol é o esporte mais emocionante do mundo.(Opinião)
6. Estudar é mais divertido do que brincar. (Opinião)
7. Os seres vivos precisam de água para sobreviver. (Fato)
8. Viajar é melhor do que ficar em casa. (Opinião)
9. O TikTok permite vídeos curtos de até 10 minutos. (Fato)
10. Matemática é a matéria mais difícil da escola. (Opinião)
Professor(a), durante a atividade, uma estratégia eficaz para envolver a turma é incluir 
frases relacionadas aos interesses deles, como assuntos de esportes, séries, mídias sociais 
ou eventos do dia a dia que instiguem sua curiosidade. Quando estiver lendo as frases, 
empregue um tom otimista e vá criando suspense antes de revelar as respostas, criando 
expectativa e estimulando a interação. Estimule os estudantes a aplaudirem as vitórias do 
grupo, enfatizando a relevância do trabalho coletivo e fomentando uma competição sadia, 
o que torna o ambiente mais alegre e cativante para todos.
9
Momento 2 - Fatos e opiniões no debate sobre o Uber
Professor(a), inicie organizando a turma em dois grupos equilibrados, garantindo que todos 
possam participar ativamente. Caso seja mais adequado ao perfil da sala, organize os estu-
dantes em duplas ou trios, o que facilitará discussões coletivas e incentivará uma interação 
mais dinâmica e produtiva.
Entregue a cada estudante uma cópia do Texto 1 e do Texto 2 (textos abaixo), assegurando 
que todos tenham os textos antes de iniciar a atividade. Se houver recursos disponíveis, 
projete os textos para que possam ser lidos em conjunto, reforçando a compreensão cole-
tiva.
Introdução ao tema: fato e opinião
Comece a aula com uma breve contextualização, explicando que os textos discutem dife-
rentes pontos de vista sobre o Uber, um tema amplamente debatido na sociedade. Ressalte 
que o objetivo da aula é identificar e analisar fatos e opiniões presentes nos textos, desen-
volvendo uma leitura crítica e reflexiva.
Oriente os estudantes a lerem os textos individualmente ou em grupos, dependendo do ta-
manhoda turma. Durante a leitura, peça que sublinhem ou grifem trechos que considerem 
fatos e opiniões, estimulando uma análise detalhada de cada texto.
Discussão e Reflexão:
Após a leitura, proponha que os estudantes respondam oralmente a algumas perguntas 
para aprofundar o entendimento:
• Os dois textos compartilham a mesma visão sobre o Uber?
Resposta esperada: Não, os textos apresentam opiniões divergentes sobre o Uber.
• Que ponto de vista é defendido no Texto 1?
Resposta esperada: O Texto 1 é contrário ao Uber, destacando a falta de segurança, o 
desrespeito às leis e a exploração dos motoristas.
• Qual é a perspectiva apresentada no Texto 2?
Resposta esperada: O Texto 2 é favorável ao Uber, ressaltando a importância da livre 
iniciativa, do trabalho honesto e da aceitação de inovações.
• Que fato é abordado nos dois textos?
Resposta esperada: Ambos mencionam que o Uber é amplamente debatido e gerador de 
controvérsias na sociedade.
Conduza uma discussão em grupo com base nas respostas. Incentive os estudantes a justi-
ficar suas escolhas, citando trechos dos textos que apoiem suas afirmações. Encoraje a ar-
gumentação fundamentada e demonstre como as diferentes interpretações podem coexistir.
10
Comparação dos textos:
Peça que os grupos ou duplas comparem os fatos e opiniões identificados nos dois textos. 
Pergunte:
• quais são os fatos e opiniões presentes nas perspectivas apresentadas?
• de que forma os dois textos abordam o tema do Uber de maneira diferente?
Estimule os estudantes a encontrar semelhanças e diferenças, analisando como os autores 
sustentam seus argumentos e quais elementos dos textos influenciam a percepção do leitor.
Para finalizar, proponha uma tarefa de reflexão escrita em que os estudantes respondam a 
questões como:
• qual é a sua visão sobre o tema após a leitura desses dois textos?
• concorda com algum dos argumentos apresentados? Explique sua resposta com 
base nas leituras.
Professor(a), termine a aula destacando a importância de distinguir fatos e opiniões, algo 
que enfrentamos diariamente em textos, notícias e interações sociais. Explique que a habili-
dade de perceber e avaliar argumentos de forma crítica é essencial para a leitura de textos 
argumentativos e para uma visão mais clara e madura do mundo. Enfatize que os textos 
analisados são exemplos de como opiniões divergentes podem coexistir e de como é impor-
tante avaliá-las com base em evidências e argumentos bem fundamentados.
TEXTO 1
POR QUE SOU CONTRA O UBER?
Marcelo Freitas
Primeiramente porque não te oferece segurança. O Uber é um aplicativo criado por um 
americano chamado Travis Kalanick que não se importa com nada além do seu bolso, trans-
ferindo todo o risco do negócio para o escravocrata motorista contraventor (Art. 47 e 43 da 
LCP). 
Hoje em dia ele vive em Singapura, tem três holdings no Panamá e após vários processos 
nos EUA com condenações por violar leis trabalhistas na ordem 300 milhões de dólares, 
duas condenações uma na ordem 22 milhões de dólares por não checar os antecedentes 
criminais dos seus motoristas e outra de 12 milhões de dólares por vender os dados dos 
usuários e partners para outras empresas e em decorrência mudou a sede para Amsterdam. 
Também nos EUA, três estados, Illinois, Kansas e Ohio, por meio de referendo a própria 
população por bem decidiu proibir. Foram 6000 casos de crimes sexuais entre os anos de 
2013/2015 e 4.754 reclamações de toda a sorte no site reclame aqui só em 2015 com apro-
ximadamente 20.000 carros, já as concorrentes 99 e easy taxis com 250.000 táxis tiveram 
juntas aproximadamente 1500 reclamações. 
Quanto às leis brasileiras o Uber fere as normas[...]
Disponível em: https://www.passeidireto.com/arquivo/73623931/1-introducao-da-redacao-topico-frasal-e-te-
se. Acesso em 13 fev. 2025.Adaptado.
11
TEXTO 2
O UBER E AS MUDANÇAS (NECESSÁRIAS) NA SOCIEDADE
Victório Galli - Fragmento
Nos últimos meses tenho acompanhado diversas notícias divulgadas pela imprensa envol-
vendo discussões sobre o tema. Há, na classe política, quem defenda, equivocadamente, a 
proibição do UBER. No Brasil, um cidadão não pode ser impedido de exercer um trabalho 
honesto e lícito. Logo pensei, só ocorre isso no Brasil: um país onde não se pode trabalhar e 
inovar. Estou tratando sobre este tema desde fevereiro do ano corrente. E, tenho estudado 
para tratar o assunto com justiça. Uma das conclusões é pela liberação do serviço. O lucro 
sadio proveniente da livre iniciativa é desejável e defendido na Constituição do Brasil desde 
o seu artigo 170 até o 192. Além disso, temos nas Escrituras Sagradas em vários trechos do 
Velho e do Novo Testamento a defesa do trabalho e da livre iniciativa. Cito como exemplos: 
2 Tessalonicenses 3:1-18, Provérbios 22:29, dentre tantos. Este é o momento de aceitar o 
novo, ainda que cause estranheza em alguns.
Disponível em: https://www.sonoticias.com.br/opiniao/o-uber-e-as-mudancas-necessarias-na-sociedade/. 
Acesso em: 28 de jan. de 2025.
Momento 3
Professor(a), para este momento sobre fato e opinião, a charge escolhida é um excelente 
ponto de partida para abordar as diferenças entre essas duas categorias e discutir a ideia 
de como as pessoas muitas vezes confundem ou manipulam a liberdade de opinião. Vamos 
trabalhar com a charge para explorar conceitos e reflexões sobre a importância de distinguir 
fato de opinião na comunicação, além de incentivar a análise crítica.
Divida a turma em pequenos grupos para facilitar a interação e garantir que todos partici-
pem ativamente.
Em seguida, projete a charge no slide ou entregue cópias para cada estudante, para que 
todos possam visualizar e analisar o conteúdo.
Fonte: Tudo sala de aula, 2011
12
Solicite que dois estudantes, por vez, façam a leitura da charge. Um ficará responsável pela 
fala do primeiro personagem e o outro pela fala do segundo. Incentive os estudantes a 
usarem uma entonação adequada, além de estimulá-los a ser criativos na leitura, de modo 
a ressaltar o contraste entre as duas opiniões expressas na charge.
Após a leitura, peça que, dentro dos grupos, discutam qual é a mensagem que a charge 
transmite e como a entonação ajudou a compreender melhor essa mensagem. 
Oriente-os a refletirem sobre como a liberdade de opinião é apresentada de forma contra-
ditória na charge, uma vez que o personagem afirma ser a favor da liberdade de opinião, 
mas só aceita aquelas opiniões que são iguais às suas.
Aqui estão algumas perguntas que podem ajudar os estudantes a entenderem melhor a 
charge e refletirem sobre seus significados:
• O que vocês acham da charge?
Peça aos estudantes para expressarem suas primeiras impressões sobre a charge.
• Quais sentimentos ela transmite?
Pergunte sobre as emoções que a charge desperta, seja em relação aos personagens ou à 
situação representada.
• O que a resposta do segundo personagem revela sobre sua visão de liberdade de 
expressão?
Incentive os estudantes a refletirem sobre a contradição presente na fala do personagem e 
o que isso revela sobre a visão dele sobre a liberdade de expressão.
• Como essa situação reflete a relação entre opinião e a falta de espaço para ouvir 
opiniões diferentes?
Pergunte aos estudantes como a charge demonstra a ideia de que muitas vezes as pessoas 
não aceitam opiniões contrárias às suas, mesmo defendendo a liberdade de opinião.
Essas questões ajudam a guiar a reflexão e a análise da charge, promovendo uma discussão 
rica sobre as ideias de liberdade de expressão, opinião e respeito à diversidade de pontos 
de vista.
Encerre a aula destacando como a manipulação de fatos e opiniões pode distorcer informa-
ções, e como é importante sermos críticos ao consumir qualquer tipo de conteúdo.
Faça um fechamento com a seguinte pergunta: 
• Como podemos praticar uma liberdade de expressão verdadeira, que respeite as 
opiniões dos outros, sem distorcer os fatos?
Professor(a), desejo para você um trabalho de muito empenho, inspiração e êxito! Que 
cada aula seja uma chance de mudar e influenciarpositivamente a vida dos seus estu-
dantes, conduzindo-os à excelência.
13
REFERÊNCIAS
ATIVIDADE sobre fato e opinião. Tudo Sala de Aula. [s. l.] 2023. Disponível em: https://
www.tudosaladeaula.com/2021/11/atividade-sobre-fato-e-opiniao-com-explicacao-anos-fi-
nais.html. Acesso em 28 jan. 2025.
EUDES, C. 1 INTRODUÇÃO DA REDAÇÃO - Tópico frasal e tese - Passeidireto.[s.L], 2025. 
Disponível em: https://www.passeidireto.com/arquivo/73623931/1-introducao-da-redacao-
-topico-frasal-e-tese. Acesso em: 14 fev. 2025.
FATO e opinião: você sabe diferenciar um do outro?Blog do IFSC.[s.L], 2023. Fato e opinião: 
você sabe diferenciar um do outro? Disponível em: https://www.ifsc.edu.br/web/blog/w/
fato-e-opiniao-voce-sabe-diferenciar-um-do-outro-. Acesso em: 30 jan. 2025.
GALLI Victório. O UBER e as mudanças (necessárias) na sociedade. SóNotícias. [s. l.], 2023. 
Disponível em: https://www.sonoticias.com.br/opiniao/o-uber-e-as-mudancas-necessarias-
-na-sociedade/. Acesso em 28 jan. 2025. 
MATRIZ de Referência de Língua Portuguesa do Saeb: temas e seus descritores 9º do 
Ensino Fundamental. Disponível em: https://download.inep.gov.br/educacao_basica/pro-
va_brasil_saeb/menu_do_professor/o_que_cai_nas_provas/Matriz_de_Referencia_de_Lin-
gua_Portuguesa.pdf. Acesso em 28 jan. 2025.
MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Sistema Mineiro de Avaliação e Equi-
dade da Educação Pública (SIMAVE). Análise para intervenção pedagógica. Disponível em: 
https://simave.educacao.mg.gov.br/#!/pagina-inicial. Acesso em: 29 jan. 2025.
MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino fundamental 
-anos finais. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas 
Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.
php/plano-de-cursos-crmg. Acesso em: 29 jan. 2025.
MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação, Currículo Referência de Minas Gerais: 
educação infantil, e ensino fundamental. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissio-
nal de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: http://basenacionalcomum.
mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_curricular_mg.pdf. 
Acesso em: 28 jan. 2025.
https://www.tudosaladeaula.com/2021/11/atividade-sobre-fato-e-opiniao-com-explicacao-anos-finais.html.
https://www.tudosaladeaula.com/2021/11/atividade-sobre-fato-e-opiniao-com-explicacao-anos-finais.html.
https://www.tudosaladeaula.com/2021/11/atividade-sobre-fato-e-opiniao-com-explicacao-anos-finais.html.
https://www.passeidireto.com/arquivo/73623931/1-introducao-da-redacao-topico-frasal-e-tese
https://www.passeidireto.com/arquivo/73623931/1-introducao-da-redacao-topico-frasal-e-tese
https://www.ifsc.edu.br/web/blog/w/fato-e-opiniao-voce-sabe-diferenciar-um-do-outro-
https://www.ifsc.edu.br/web/blog/w/fato-e-opiniao-voce-sabe-diferenciar-um-do-outro-
https://www.sonoticias.com.br/opiniao/o-uber-e-as-mudancas-necessarias-na-sociedade/
https://www.sonoticias.com.br/opiniao/o-uber-e-as-mudancas-necessarias-na-sociedade/
https://download.inep.gov.br/educacao_basica/prova_brasil_saeb/menu_do_professor/o_que_cai_nas_provas/Matriz_de_Referencia_de_Lingua_Portuguesa.pdf
https://download.inep.gov.br/educacao_basica/prova_brasil_saeb/menu_do_professor/o_que_cai_nas_provas/Matriz_de_Referencia_de_Lingua_Portuguesa.pdf
https://download.inep.gov.br/educacao_basica/prova_brasil_saeb/menu_do_professor/o_que_cai_nas_provas/Matriz_de_Referencia_de_Lingua_Portuguesa.pdf
https://simave.educacao.mg.gov.br/#!/pagina-inicial
https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg
https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_curricular_mg.pdf
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_curricular_mg.pdf
14
DESCRITOR (MATRIZ SAEB): 
D7 – Identificar a tese de um texto.
TÓPICO:
I – Coerência e coesão no processamento do texto.
DURAÇÃO: 3 aulas.
MATERIAIS E RECURSOS NECESSÁRIOS: Projetor multimídia - Plaquinhas com fato 
e opinião - Cópias dos textos - Quadro - Pincel.
TEMA: Que tese é essa?
Identificar a tese em um texto é importante para compreender sua ideia central e os argu-
mentos que a sustentam. Após identificar a tese, o estudante pode avaliar criticamente as 
informações fornecidas,distinguir entre diferentes pontos de vista e organizar sua própria 
compreensão do assunto. 
Além disso, no planejamento da leitura e da escrita, identificar a tese auxilia a estruturar um 
raciocínio mais coeso e coerente, permitindo uma análise mais aprofundada do texto. Neste 
planejamento, trabalharemos estratégias para localizar e interpretar a tese, garantindo uma 
leitura mais eficaz e uma escrita mais argumentativa.
Professor(a), o planejamento será apresentado em “momentos”, cuja duração de uma ou 
mais aulas ficará a seu critério.
A indicação do tempo de execução será em números de aulas. Contudo, pode haver o des-
membramento em quantas aulas você julgar necessárias, de acordo com as especificidades 
das turmas atendidas, a flexibilidade de seu planejamento de ensino ou outras conveniên-
cias pedagógicas.
Momento 1 
Professor(a), comece a aula com uma conversa descontraída para aproximar os estudan-
tes do conceito de tese e despertar o interesse deles. Lembre-se de que o objetivo é gerar 
curiosidade e estimular a participação.
Faça perguntas abertas para envolver os estudantes. Promova a troca de ideias entre todos, 
permitindo que você avalie o conhecimento prévio deles e prepare a base para os novos 
conceitos. Faça perguntas tais como:
• o que acham que é uma tese?
• alguém já ouviu esse termo em algum lugar?
• o que vocês acham que ele significa?
Dê espaço para que todos os estudantes falem, sem pressa. A troca de ideias vai permitir 
que você compreenda o que eles já sabem e, ao mesmo tempo, criar um ambiente par-
ticipativo e de curiosidade. Se notar alguma confusão, é a hora adequada para orientar e 
elucidar o conceito.
15
Depois de ouvir as respostas dos estudantes, aproveite para elucidar o conceito de tese de 
forma clara e direta, relacionando o que eles expressaram com a explicação teórica
Diga aos estudantes que é importante entender o papel fundamental que a tese desem-
penha em um texto : a tese é basicamente a ideia principal ou o argumento central 
de um texto. Ela é a mensagem mais importante que o autor quer defender, explicar ou 
discutir. Em outras palavras, a tese é o que o autor quer que a gente entenda e concorde 
quando lê o texto.
Utilize exemplos simples e próximos da realidade dos estudantes para tornar a explicação 
mais acessível. Por exemplo, você pode citar uma redação de vestibular ou uma notícia de 
jornal que eles possam conhecer.
Após apresentar a definição, incentive os estudantes a refletirem sobre a importância de 
identificar a tese ao ler um texto.
Pergunte aos estudantes:
• por que será que é tão importante entender a tese de um texto? Como isso ajuda 
na nossa leitura e compreensão?
Professor(a), faça suas considerações para que haja consolidação do aprendizado: 
a tese é a espinha dorsal de um texto. Toda a parte que vem depois – as ideias, os argu-
mentos, os xemplos – existe para apoiar ou explicar a tese. Se conseguimos identificar a 
tese de um texto, entendemos melhor o que o autor quer comunicar, o que facilita a nossa 
leitura e compreensão.
Ressaltando a relevância da tese, diga que ela é extremamente importante, pois direciona 
tudo o que o escritor irá desenvolver no texto. É como a fundação de uma casa: tudo que 
está acima dela é necessário para sua sustentação. Se você identificar a tese, será mais sim-
ples entender a intenção do autor, tornando a leitura e interpretação do texto mais nítidas.
Agora que os estudantes compreendem a importância da tese e seu significado, comece a 
parte prática da aula.
Distribua os estudantes em pequenos grupos (3 a 4 pessoas) e entregue a cadagrupo um 
texto breve (pode ser uma parte de artigo, crônica ou até uma opinião de um jornal). Su-
gestões em Complementos didáticos, no final deste planejamento.
• Instrua os estudantes a lerem o texto e identificarem a tese. Explique que eles 
devem procurar pela ideia principal do texto, aquela que o autor quer defender ou 
explicar.
• Diga também que eles devem refletir sobre como a tese se conecta com o restante 
do texto e por que ela é importante para entender o argumento do autor.
• Exemplo de instrução: Quando encontrarem a tese, pensem: como o autor desen-
volve a ideia principal? Quais argumentos ele usa para apoiá-la? Anotem as partes 
do texto que ajudam a sustentar a tese.
Professor(a), circule pela sala, observe como os grupos estão lidando com os textos e se 
eles conseguem identificar a tese. Se necessário, oriente os grupos, fornecendo dicas para 
ajudá-los na tarefa.
16
Após a atividade prática, peça para os grupos compartilharem com a turma a tese que iden-
tificaram em seu texto e a explicação de como chegaram a essa conclusão.
 Ö Solicite que cada grupo apresente a tese identificada e justifique por que acredita 
ser essa a tese central do texto.
 Ö Abra para perguntas ou comentários dos outros grupos, estimulando o debate e as 
reflexões sobre as diferentes formas de abordar a tese.
Momento 2 - Construindo teses!
Professor, comece a aula com uma breve revisão do conceito de tese, utilizando exemplos 
de temas de interesse dos estudantes (exemplo: O uso de tecnologia nas escolas 
pode ser tanto benéfico quanto prejudicial, dependendo de como é aplicado, pois 
seu impacto varia conforme as circunstâncias de uso, como o tipo de tecnologia, 
o planejamento pedagógico e a forma como os professores a utilizam em sala de 
aula).
Pergunte aos estudantes se conseguem identificar a tese em um exemplo simples.
Incentive-os a expressar suas ideias livremente e promova uma chuva de ideias com as 
contribuições de todos.
Resposta esperada: 
o uso de tecnologia nas escolas pode ser tanto benéfico quanto prejudicial, dependen-
do de como é aplicado.
Essa é a ideia central que o texto vai desenvolver e discutir, explicando como o impacto 
da tecnologia pode variar conforme as circunstâncias e as escolhas feitas na sua apli-
cação.
Organize a turma em duplas ou trios e forneça a cada grupo um tema geral (por exemplo: 
mudanças climáticas, a importância da leitura, a violência nas escolas).
Peça aos estudantes que discutam o tema e criem uma tese clara e objetiva sobre o as-
sunto.
Após criar a tese, cada grupo deve escrever uma frase que resuma a tese proposta e expli-
car, em 2 a 3 frases, por que escolheram essa tese para o tema dado.
Solicite que cada grupo apresente sua tese para a turma, juntamente com uma justificativa 
do porquê dessa escolha.
Abra para perguntas e discussões entre os estudantes, estimulando o pensamento crítico 
sobre como as teses podem ser formuladas de maneira clara e objetiva.
Momento 3 - A tese em ação!
Professor(a), revise rapidamente o conceito de tese e pergunte aos estudantes como eles 
identificaram a tese nas aulas anteriores. Relembre também como cada tipo de texto pode 
apresentar a tese de forma diferente.
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Explique que, em textos mais longos, a tese pode estar presente no início, no meio ou até 
no final do texto.
Divida a turma em pequenos grupos (3 a 4 estudantes) e forneça a cada grupo um texto 
mais longo (pode ser um trecho de um artigo ou um texto argumentativo). Sugestão de 
textos em complementos didáticos.
Solicite aos grupos que leiam o texto e identifiquem qual é a tese. Em seguida, devem 
destacar as partes do texto que sustentam ou explicam a tese. Após a leitura, cada grupo 
vai explicar para a turma onde encontraram a tese e como o autor a desenvolve ao longo 
do texto.
Para a consolidação da aprendizagem, faça uma roda de conversa na qual cada grupo com-
partilha suas análises. Durante a discussão, oriente os estudantes sobre como a tese se 
conecta com os argumentos do texto.
Peça para que eles reflitam sobre como a identificação da tese ajuda a compreender o pro-
pósito e a estrutura do texto.
Professor(a), fique a vontade para fazer as adaptações necessárias de acordo com a reali-
dade da turma e bom trabalho!
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COMPLEMENTOS DIDÁTICOS
Sugestões de textos curtos para o momento 1 
Exemplo de artigo de opinião:
A importância do hábito de ler
Publicado por: Gabriele Tafarel
Vivemos em uma sociedade cada vez mais complexa, com mutações sociais precipitadas e 
constantes imprevisibilidades e alterações. Além disso, o uso veemente das novas tecnolo-
gias e a sede por informações imprime nas pessoas a precisão de adaptabilidade, opinião 
crítica, criatividade, competência para a inovação e abertura ao novo. O incremento de uma 
sociedade de informação impõe-se, portanto, no mundo tecnológico em que vivemos.
A leitura reflexiva representa uma das boas vias para entender a realidade. É verídico que 
em nossa sociedade as práticas leitoras são pouco incentivadas e desenvolvidas. Desta 
forma, dada a sua importância, a leitura deve ser estimulada e integrada ao cotidiano dos 
estudantes e, consequentemente de jovens e adultos.[...]
Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/literatura/a-importancia-habito-ler.htm. Acesso em 
14 fev. 2025.
Resposta esperada: O trecho do artigo de opinião apresenta uma tese que defende 
a importância da leitura reflexiva para compreender a realidade em uma sociedade 
complexa e tecnológica. O autor argumenta que as práticas leitoras são pouco incen-
tivadas e, por isso, precisam ser estimuladas e integradas ao cotidiano das pessoas, 
especialmente estudantes, jovens e adultos.
Exemplo de crônica:
Valente menina (Rubem Braga)
Debruçado cá em cima, no 13.° andar, fiquei olhando a porta do edifício à espera de que 
surgisse o seu vulto lá embaixo. Eu a levara até o elevador, ao mesmo tempo aflito para que 
ela partisse e triste com a sua partida. Nossa conversa fora amarga. Quando lhe abri a porta 
do elevador esbocei um gesto de carinho na despedida, mas, como eu previra, ela resistiu. 
Pela abertura da porta vi sua cabeça de perfil, séria, descer, sumir. Agora sentia necessidade 
de vê-la sair do edifício, mas o elevador deve ter parado no caminho, porque demorou um 
pouco a surgir seu vulto rápido. Desceu a escada fez uma pequena volta para evitar uma 
poça de água, caminhou até a esquina, atravessou a rua. Vi-a ainda um instante andando 
pela calçada da transversal, diante do café; e desapareceu, sem olhar para trás.[...]
Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/valente-menina-cronica-de-rubem-braga/#google_vignette. 
Acesso em 14 de fev. 2025
Resposta esperada: a tese da crônica é a dificuldade de lidar com despedidas e o 
misto de sentimentos que elas provocam, como alívio e tristeza ao mesmo tempo. O 
narrador expressa essa ambiguidade ao desejar tanto o afastamento quanto a presen-
ça da outra pessoa.
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Sugestões de textos para 3° momento - A tese em ação!
Texto 1
DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS: UM PROBLEMA GLOBAL
Os alimentos são desperdiçados em toda a cadeia alimentar, desde a produção agrícola, 
que inclui a superprodução sazonal e o manejo inadequado das rotas de venda de alimen-
tos frescos, especialmente frutas, vegetais e peixe, até o lixo doméstico, que transforma 
os alimentos em resíduos. Este não é apenas um problema econômico, mas também um 
problema ecológico. […]
Embora os percentuais de perdas variem de país para país, os resultados são preocupantes 
e exigem ações coordenadas a serem tomadas e implementadas a fim de reverter a situ-
ação. A ordem de prioridade proposta pela FAO dá uma hierarquia de ações com um grau 
de coerência: prevenção, aproveitamento, reciclagem, substituição, incineração de resíduos 
com recuperação de energia e eliminação sem recuperação de energia. […] O desperdício 
de alimentos é um grave problema mundial que precisa ser enfrentado e que deve levar à 
geração de círculos virtuosos para transformar a perdaem uso.
 Portanto, o combate ao desperdício é uma tarefa de todos. E nós temos a oportunidade 
de sermos protagonistas nesse desafio. Já é comum vermos ONGs, empresas e instituições 
dedicadas a essa causa, mas, somente elas não são suficientes. Precisamos do envolvimen-
to coletivo de toda a sociedade. Afinal, se cada um colaborar com a sua parte, no seu dia a 
dia, podemos fazer a diferença e ter um mundo mais sustentável.
Fonte: https://www.ejemplos.co/br/texto-argumentativo/#ixzz8FkVAO8ag (Adaptado)
Resposta esperada: o desperdício de alimentos é um grave problema mundial que en-
volve questões econômicas e ecológicas e precisa ser enfrentado por ações coordenadas 
e pelo envolvimento coletivo de toda a sociedade.
Texto 2
Maturidade
A criação do Estatuto da Criança e do Adolescente, há 15 anos, foi uma grande conquista da 
sociedade brasileira, um passo à frente na democratização do Estado e um ganho para os 
que até então eram considerados simplesmente menores, sem direito à cidadania, proteção 
ou dignidade. 
Hoje vislumbramos um cenário de grandes possibilidades para a realização dos direitos 
humanos da criança como cidadã. Nestes 15 anos muito se caminhou, apesar de ainda es-
tarmos longe de um cenário ideal. A evolução pode ser claramente notada quando olhamos 
para trás e vemos que parte do percurso foi vencido pela formatação de uma política pública 
de proteção que trouxe para o âmbito da Justiça infanto-juvenil leis que podem e devem 
ser acatadas. 
É preciso dar continuidade à batalha, integrar as políticas da infância ao dia-a-dia das ges-
tões municipais. Podemos ser cidadãos mais conscientes do nosso papel na convivência 
com as crianças e adolescentes. É nosso dever trazê-los para perto das possibilidades de 
estudo, de novas informações, de sua formação integral. Como isso seria possível? Não 
20
facilmente, claro, mas com obstinação, atuando em organizações governamentais ou não-
-governamentais. 
Podemos começar pelo nosso bairro ou pelo nosso trabalho, levantando o que no entorno 
existe para o encaminhamento de crianças. Podemos tomar conhecimento do trabalho do 
Conselho Tutelar nas cidades e subprefeituras das metrópoles. A consciência do dever é só 
o princípio que deve nos impulsionar à aplicação do que aprendemos em 15 anos de ECA. 
Precisamos colaborar para que os próximos 15 anos mostrem que é possível criar nossas 
crianças dentro das escolas, dentro dos seus direitos, para que em sua vida adulta tenham 
consciência dos direitos das futuras gerações.
Disponível em: https://www.tudosaladeaula.com/2023/09/simulado-de-portugues-d7-identificar-a-tese-de-
-um-texto-8o-e-9o-ano/. Acesso em 14 fev. 2025.
Resposta esperada: o ECA constitui uma grande conquista para a sociedade brasilei-
ra, mas há ainda muito o que fazer para sua total implantação.
Texto 3
Decida
Em um mundo cada vez mais complexo, com excesso de informação, pressão por desem-
penho e repleto de alternativas, as pessoas precisam tomar decisões também a respeito de 
assuntos delicados. E devem fazer isso sem ter muito tempo para pensar.
Cada vez mais, o sucesso e a satisfação pessoal dependem da habilidade de fazer esco-
lhas adequadas. Com frequência, as pessoas são instadas a tomar uma decisão que pode 
modificar sua vida pessoal. Devo ou não me casar? Que tal só morarmos juntos? Devo ou 
não me separar? […] Em que escola matricular nosso filho? Aliás, ele vai ganhar carro aos 
18 anos ou sairá à noite de carona […]? É certo comprar aquela casa maior e contrair um 
financiamento a perder de vista? No trabalho, acontece a mesma coisa. Devo dar uma res-
posta dura àquela provocação feita pelo chefe? Peço ou não peço aumento? Posso ou não 
baixar os preços dos produtos que vendo de forma a aumentar a saída? Que tal largar tudo 
e abrir aquela pousada na praia? Psicólogos americanos que estudaram a vida de gerentes 
empregados em grandes companhias descobriram que eles chegam a tomar uma decisão a 
cada nove minutos. São mais de 10.000 decisões por ano – 10.000 possibilidades de acertar, 
ou de errar. Não há como fugir. Ou você decide, ou alguém decide em seu lugar.
Veja. 14 jan. 04. *Adaptado: Reforma Ortográfica. Fragmento
Disponível em: https://www.tudosaladeaula.com/2023/09/simulado-de-portugues-d7-identificar-a-tese-de-
-um-texto-8o-e-9o-ano/.
Resposta esperada: a vida moderna exige a tomada de decisões difíceis.
21
Texto 4 
O mercúrio onipresente
Os venenos ambientais nunca seguem regras. Quando o mundo pensa ter descoberto tudo 
o que é preciso para controlá-los, eles voltam a atacar. Quando removemos o chumbo da 
gasolina, ele ressurge nos encanamentos envelhecidos. Quando toxinas e resíduos são en-
terrados em aterros sanitários, contaminam o lençol freático. Mas ao menos acreditávamos 
conhecer bem o mercúrio. Apesar de todo o seu poder tóxico, desde que evitássemos deter-
minadas espécies de peixes nas quais o nível de contaminação é particularmente elevado, 
estaríamos bem. […].
Mas o mercúrio é famoso pela capacidade de passar despercebido. Uma série de estudos 
recentes sugere que o metal potencialmente mortífero está em toda parte — e é mais peri-
goso do que a maioria das pessoas acredita.
Dispónível em: https://www.tudosaladeaula.com/2023/09/simulado-de-portugues-d7-identificar-a-tese-de-
-um-texto-8o-e-9o-ano/. Acesso em 14 fev. 2025. 
Resposta esperada: o mercúrio apresenta alto teor de periculosidade para a natu-
reza.
Sugestões de vídeos sobre como identificar a tese de um texto
Descritor 8 - Estabelecer relação entre a tese e os argu-
mentos oferecidos para sustentá-la.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=9g-
5J5OrGnWM.
Identificar a tese de um texto - descritor 7 para 9ºs anos 
EF e 3ªs EM do SAEB de Língua Portuguesa.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?-
v=mWbeJsFU7wk.
SAIBA MAIS
22
REFERÊNCIAS
DIANA Daniela. Crônica Narrativa. toda materia. [s.L], 2025. Disponível em: https://www.
todamateria.com.br/cronica-narrativa/. Acesso em 29 jan.2025.
Matriz de Referência de Língua Portuguesa do Saeb: temas e seus descritores 9º do Ensino 
Fundamental. Disponível em: https://download.inep.gov.br/educacao_basica/prova_brasil_
saeb/menu_do_professor/o_que_cai_nas_provas/Matriz_de_Referencia_de_Lingua_Portu-
guesa.pdf. Acesso em 28 jan. 2025.
MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Sistema Mineiro de Avaliação e Equi-
dade da Educação Pública (SIMAVE). Análise para intervenção pedagógica. Disponível em: 
https://simave.educacao.mg.gov.br/#!/pagina-inicial . Acesso em: 29 jan. 2025.
MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino fundamental - 
anos finais. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas 
Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.
php/plano-de-cursos-crmg . Acesso em: 29 jan. 2025.
MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação, Currículo Referência de Minas Gerais: 
educação infantil, e ensino fundamental. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissio-
nal de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: http://basenacionalcomum.
mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_curricular_mg.pdf. 
Acesso em: 28 jan. 2025.
SIMULADÃO de Português Inédito para o Saeb 2023 – 9º ano – 25 questões. Tudo Sala de 
Aula. [s.L.], 2025. Disponível em: https://www.tudosaladeaula.com/2023/10/simuladao-de-
-portugues-inedito-para-o-saeb-2023-9o-ano-25-questoes/. Acesso em 29 jan. 2025.
SIMULADOS de Português 8º e 9º ano. Tudo Sala de Aula. [s.L]. 2025. Disponível em: ht-
tps://www.tudosaladeaula.com/2023/09/simulado-de-portugues-d7-identificar-a-tese-de-
-um-texto-8o-e-9o-ano/. Acesso em: 29 jan. 2025.
TAFAREL, Gabriele. A importância do hábito de ler.. Uol.[s.L], 2025. Disponível em: https://
meuartigo.brasilescola.uol.com.br/literatura/a-importancia-habito-ler.htm. Acesso em: 29 
jan. 2025. 
VALENTE menina - Crônica de Rubem Braga. Portal do Conto Brasileiro. [s.L], 2020. Dispo-
nível em: https://contobrasileiro.com.br/valente-menina-cronica-de-rubem-braga/.Acesso 
em: 14 fev. 2025.
https://www.todamateria.com.br/cronica-narrativa/
https://www.todamateria.com.br/cronica-narrativa/
https://download.inep.gov.br/educacao_basica/prova_brasil_saeb/menu_do_professor/o_que_cai_nas_provas/Matriz_de_Referencia_de_Lingua_Portuguesa.pdf
https://download.inep.gov.br/educacao_basica/prova_brasil_saeb/menu_do_professor/o_que_cai_nas_provas/Matriz_de_Referencia_de_Lingua_Portuguesa.pdf
https://download.inep.gov.br/educacao_basica/prova_brasil_saeb/menu_do_professor/o_que_cai_nas_provas/Matriz_de_Referencia_de_Lingua_Portuguesa.pdf
https://simave.educacao.mg.gov.br/#!/pagina-inicial
https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg
https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_curricular_mg.pdf
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_curricular_mg.pdf
https://www.tudosaladeaula.com/2023/10/simuladao-de-portugues-inedito-para-o-saeb-2023-9o-ano-25-questoes/
https://www.tudosaladeaula.com/2023/10/simuladao-de-portugues-inedito-para-o-saeb-2023-9o-ano-25-questoes/
https://www.tudosaladeaula.com/2023/09/simulado-de-portugues-d7-identificar-a-tese-de-um-texto-8o-e-9o-ano/
https://www.tudosaladeaula.com/2023/09/simulado-de-portugues-d7-identificar-a-tese-de-um-texto-8o-e-9o-ano/
https://www.tudosaladeaula.com/2023/09/simulado-de-portugues-d7-identificar-a-tese-de-um-texto-8o-e-9o-ano/
https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/literatura/a-importancia-habito-ler.htm
https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/literatura/a-importancia-habito-ler.htm
https://contobrasileiro.com.br/valente-menina-cronica-de-rubem-braga/
23
DESCRITOR (MATRIZ SAEB): 
D4 – Inferir uma informação implícita em um texto.
TÓPICO:
I – Procedimento de leitura.
DURAÇÃO: 3 aulas.
MATERIAIS E RECURSOS NECESSÁRIOS: Textos curtos (contos, notícias, trechos 
de crônicas), cartões com perguntas inferenciais, cartolina ou quadro para pontuação.
TEMA: Habilidade de inferência – lendo além das palavras.
O descritor D4 - Inferir uma informação em um texto é uma habilidade fundamental que 
os estudantes devem compreender, porque permite que eles deduzam significados que não 
são explicitamente declarados , mas que podem ser inferidos a partir de pistas específicas 
do contexto, estruturais ou linguísticas . 
O desenvolvimento dessa habilidade é essencial para que o estudante melhore suas habi-
lidades de análise, de pensamento crítico e de argumentação tanto na escrita quanto na 
leitura. Neste planejamento, proporemos atividades dinâmicas e interativas que estimulem 
a construção de inferências, desafiando os estudantes a compreender informações ocultas 
em diversos gêneros textuais e situações comunicativas , tornando a leitura mais significa-
tiva e aprofundada.
Professor(a), este planejamento será estruturado em momentos, e a duração de cada um 
poderá se estender por uma ou mais aulas, conforme seu julgamento. A indicação do tem-
po de execução será apresentada em número de aulas, mas você tem total liberdade para 
adaptar, desdobrando as atividades conforme as necessidades específicas da sua turma, a 
flexibilidade do seu planejamento de ensino ou outras conveniências pedagógicas. O impor-
tante é garantir que os estudantes tenham tempo suficiente para desenvolver a habilidade 
de inferência de forma significativa e aprofundada.
Momento 1 – Jogo da inferência: decifrando o texto
Professor(a), para iniciar a aula pergunte aos estudantes: 
• vocês já ouviram a palavra inferir? 
• O que acham que ela significa?. 
Dê espaço para que expressem suas opiniões. Em seguida, explique que inferir é interpretar 
informações que não estão ditas diretamente, mas podem ser entendidas a partir de pistas 
no texto ou no contexto. 
Para tornar o conceito mais concreto, apresente situações do cotidiano e peça que os estu-
dantes tentem descobrir o que está implícito nelas. Isso despertará a curiosidade e prepa-
rará os estudantes para o trabalho com inferências ao longo das aulas.
24
Exemplos práticos de informações implícitas no cotidiano
1. Na escola: um estudante entra na sala com a cabeça baixa e não conversa com 
ninguém. 
Resposta esperada: embora ele não diga que está triste, é possível inferir isso pelo seu 
comportamento.
2. No comércio: se você entra em uma loja e um funcionário diz: - Estamos fechando 
em cinco minutos.
Resposta esperada: ele não pediu diretamente para você sair, mas você pode inferir que 
deve finalizar sua compra rapidamente.
3. No trânsito: se um carro está parado no acostamento com o pisca-alerta ligado e o 
motorista olhando para o celular.
Resposta esperada: ele está com algum problema no veículo ou procurando ajuda.
4. Em casa: se sua mãe está lavando a louça com força e com expressão séria. 
Resposta esperada: mesmo sem dizer nada, você pode inferir que ela está irritada com 
algo.
5. Em mensagens de texto: se alguém responde apenas “Ok” para uma mensagem 
longa que você enviou, sem emojis ou explicações. 
Resposta esperada: essa pessoa pode estar chateada, ocupada ou sem interesse na 
conversa.
Diga aos estudantes que nós fazemos inferências o tempo todo, mesmo sem perceber! 
Explique que, no dia a dia, interpretamos expressões faciais, tons de voz, mensagens e 
situações sem que tudo seja dito explicitamente. Assim, a inferência é uma habilidade na-
tural que usamos para compreender o mundo e que, na leitura, funciona da mesma forma: 
precisamos captar informações implícitas para entender melhor os textos.
Brincar para aprender inferir
Professor(a), divida a turma em grupos de 4 ou 5 estudantes, em seguida, distribua, para 
cada grupo, textos curtos e um conjunto de perguntas inferenciais que se encontram na 
seção COMPLEMENTOS DIDÁTICOS, no final deste planejamento.
Solicite que cada grupo leia o texto e responda às perguntas usando argumentos baseados 
nas pistas do texto.
Durante a apresentação dos grupos, a dinâmica pode acontecer da seguinte forma: após 
cada grupo expor suas respostas às perguntas inferenciais sobre o texto lido, os demais 
grupos terão a oportunidade de desafiá-los com novas perguntas inferenciais. Essas per-
guntas devem estar relacionadas ao texto e exigir interpretações implícitas.
Instigue os estudantes a debaterem as respostas dadas pelo grupo. Elas serão discutidas 
coletivamente, incentivando a argumentação e a troca de ideias.
Professor(a), seja o mediador do debate, estimulando os estudantes a justificarem suas in-
ferências com base em elementos do texto. Para tornar a atividade ainda mais envolvente, 
um sistema de pontuação pode ser aplicado, premiando grupos que formularem perguntas 
25
desafiadoras e respostas bem fundamentadas. Isso promove o pensamento crítico e a par-
ticipação ativa dos estudantes
Reflita com os estudantes sobre a importância de inferir informações implícitas e peça que 
deem exemplos de quando essa habilidade é útil no dia a dia.
Momento 2 – Inferência investigativa: o detetive literário
Professor(a), diga aos estudantes que leitores são como detetives! Assim como um inves-
tigador reúne pistas para resolver um mistério, nós, leitores, precisamos observar detalhes 
nos textos para entender informações que não estão ditas de forma explícita.
Os autores nem sempre revelam tudo diretamente. Em vez disso, deixam pistas escondidas 
nas ações dos personagens, nos cenários e nos diálogos. Nosso trabalho é encontrar essas 
pistas e conectar os pontos para descobrir o que realmente está acontecendo.
Hoje, vocês serão detetives da leitura! Vamos praticar a arte de fazer inferências e desven-
dar mistérios escondidos nos textos. Estão prontos para investigar?
Distribua um pequeno texto que contenha um mistério ou que tenha lacunas que precisam 
ser preenchidas por inferências.
Exemplo de texto de mistério: O Mistério do relógio na parede (Filme dirigido por 
Eli Roth)
A sala estava escura quando Marina entrou. O relógiona parede marcava 3h15. O sofá 
estava fora do lugar, e havia algumas pegadas molhadas no chão. A janela da cozinha 
estava entreaberta, deixando o vento balançar as cortinas. Sobre a mesa, um copo 
quebrado e um telefone fora do gancho. Marina segurou a respiração e olhou ao redor 
antes de dar um passo à frente.
Fonte: O Mistério do relógio na parede ( Filme dirigido por Eli Roth)
Investigação: coletando pistas
Após a leitura, entregue fichas com perguntas que exigem inferência para serem respondi-
das.
Exemplos de perguntas inferenciais:
1. O que pode ter acontecido na casa antes de Marina entrar?
Resposta esperada: com base nas pistas, parece que algo aconteceu abruptamente. 
O sofá fora do lugar, o copo quebrado, as pegadas molhadas e o telefone fora do gancho 
indicam que houve uma espécie de tumulto ou acidente. Pode ter ocorrido uma briga, um 
acidente ou até mesmo uma fuga apressada de alguém. O ambiente está desordenado e 
sugere que alguém deixou a casa rapidamente ou houve uma interrupção abrupta.
2. Como Marina pode estar se sentindo nesse momento? Quais pistas sugerem isso?
Resposta esperada: Marina provavelmente está se sentindo assustada ou tensa. O fato 
de ela ter segurado a respiração e olhar ao redor indica que ela está cautelosa e apreensiva. 
26
A sala escura, as pegadas molhadas e o copo quebrado criam uma atmosfera de desconfor-
to, o que pode aumentar a sensação de inquietação ou medo.
3. O que as pegadas molhadas indicam sobre o visitante?
Resposta esperada: as pegadas molhadas podem indicar que a pessoa que esteve ali 
estava molhada, possivelmente por causa da chuva, da água ou de algo que derramou. Isso 
sugere que a pessoa pode ter se apressado a sair, e a umidade nas pegadas pode indicar 
que essa pessoa estava recentemente na casa ou deixou a marca ao sair rapidamente.
4. O telefone fora do gancho sugere alguma situação de emergência? Por quê?
Resposta esperada: o telefone fora do gancho é um forte indicativo de que houve uma 
situação de emergência ou um evento inesperado. Normalmente, ao perceber uma situação 
de urgência, a pessoa pode ter desligado o telefone abruptamente, seja para escapar ou 
em pânico. O fato de o telefone não estar no gancho pode sugerir que alguém tentou fazer 
uma ligação de emergência ou que a pessoa que estava na casa estava em uma situação 
de grande aflição.
5. Por que a janela pode estar aberta? Foi um acidente ou alguém a abriu?
Resposta esperada: a janela entreaberta, balançando as cortinas com o vento, pode in-
dicar que alguém a abriu apressadamente, talvez para sair rapidamente, ou até para entrar. 
Também pode ser resultado de uma fuga ou tentativa de dar uma explicação para o tumulto 
dentro da casa. O fato de a janela estar aberta e não completamente fechada sugere uma 
ação apressada, o que pode indicar que não foi um simples acidente, mas sim uma tentativa 
de alterar a situação, seja saindo ou permitindo a entrada de alguém.
Trabalho em grupo: solução do mistério 
 Ö Divida os estudantes em duplas ou pequenos grupos.
 Ö Cada grupo deve analisar o texto e responder às perguntas, justificando suas res-
postas com base nas pistas encontradas.
 Ö Incentive os estudantes a discutirem suas hipóteses e a explicar como chegaram a 
cada conclusão.
Dica: se quiser deixar a atividade mais dinâmica, cada grupo pode anotar suas descobertas 
em um “Relatório de Detetive” antes de compartilhar com a turma.
Professor(a), solicite que cada grupo apresente suas respostas e explique o raciocínio por 
trás de suas inferências. Seja guia da discussão, destacando como diferentes interpretações 
podem surgir a partir das pistas dadas.
Ao final, revele o que realmente aconteceu (se houver uma solução definida) ou deixe em 
aberto para estimular a criatividade dos estudantes.
Explique que a inferência não se aplica apenas a textos de mistério, mas a diversos gêneros 
textuais, como contos, notícias e até conversas do cotidiano.
Reforce a importância de prestar atenção a pistas nos textos para entender mensagens 
implícitas e melhorar a interpretação de leitura.
27
COMPLEMENTOS DIDÁTICOS
Sugestões de pequenos textos para o momento 1 - Brincar para aprender inferir
1 - Brincar para aprender inferir
1. Pequena Narrativa (Conto ou Crônica)
Texto: Um garoto chega em casa, joga a mochila no sofá e vai direto para o quarto sem falar 
com ninguém. Sua mãe olha para o relógio e suspira.
Perguntas inferenciais:
● Como o garoto provavelmente está se sentindo?
Inferência: o garoto provavelmente está se sentindo irritado, cansado ou chateado, já 
que ele entra em casa, joga a mochila no sofá e vai direto para o quarto sem cumprimentar 
ninguém. Essas atitudes podem indicar uma falta de vontade de interagir ou de comunicar 
algo, o que sugere um estado emocional negativo.
● Por que a mãe suspirou ao olhar o relógio?
Inferência: a mãe provavelmente suspirou por estar preocupada com o comportamento 
do filho, já que ele chegou em casa de forma abrupta e evitou a interação. O suspiro 
pode indicar frustração, talvez pela falta de comunicação ou pela percepção de que algo 
aconteceu durante o dia do garoto que o deixou abalado.
• O que pode ter acontecido antes dessa cena?
Inferência: antes dessa cena, pode ser que o garoto tenha tido um dia difícil ou algo 
tenha ocorrido na escola que o deixou desanimado ou incomodado. A interação fria com 
a mãe e sua apatia ao chegar em casa podem ser reflexo de uma situação estressante ou 
desagradável que ele vivenciou antes.
2. Aviso Importante - Luis Fernando Verissimo
O uso excessivo do telefone celular
 Frita o seu cérebro como uma fornalha. 
Não é verdade, mas espalha, espalha. 
(Da série ―Poesia numa Hora dessas?!).
Disponível em: https://tecopoetasonhador.blogspot.com/2009/12/aviso-importante-luis-fernado-
verissimo.html
Perguntas inferenciais:
1. O que o autor pretende sugerir ao afirmar que “o uso excessivo do telefone celular 
frita o seu cérebro como uma fornalha”?
28
Inferência: o autor utiliza uma expressão exagerada para alertar sobre os riscos do uso 
excessivo do celular, sugerindo que pode prejudicar a saúde mental ou física de forma 
significativa, mas sem afirmar literalmente que isso aconteça.
2. O trecho “Não é verdade, mas espalha, espalha” sugere que o autor está criticando 
qual comportamento das pessoas?
Inferência: o autor critica a tendência das pessoas de espalharem informações falsas ou 
exageradas sem questioná-las, revelando como rumores e mentiras podem se espalhar 
facilmente, mesmo quando não são verdadeiros..
3. O fato de o autor mencionar que a afirmação “não é verdade” implica que ele está 
usando o humor de qual maneira?
Inferência: o autor usa o humor e a ironia para brincar com a ideia de que uma 
mentira ou exagero pode se espalhar rapidamente, destacando a maneira como algumas 
afirmações sem base factual podem ser amplificadas de forma cômica.
3. Aula de Física 
- Joãozinho me dê um exemplo de energia desperdiçada? 
E o garoto responde:
- Contar a história de arrepiar os cabelos para um careca. 
Disponível em: https://www.piadas.com.br/ Acesso em: 24 ago. 2019. (adaptado)
● O que Joãozinho quer dizer com “contar a história de arrepiar os cabelos para um 
careca?
Inferência: Joãozinho está fazendo uma metáfora para explicar que a energia é desperdiçada 
quando algo não faz sentido ou não tem efeito em quem está recebendo. Nesse caso, contar 
uma história para alguém que não pode se beneficiar dela (como o careca não podendo 
arrepiar os cabelos) é uma forma de mostrar que a energia ou esforço foi mal direcionado.
● Qual é a intenção de Joãozinho ao usar o humor em sua resposta?
Inferência: A intenção de Joãozinho ao usar o humor é ilustrar de forma leve e engraçada 
a ideia de desperdício de energia, sugerindo que existem situações em que os esforços não 
têm o impacto esperado ou desejado, assim como contar uma história para alguém que não 
pode reagir da maneira usual.
29
4. Poema ou Letra de Música (Trecho com metáforas ou sentidosimplícitos)
Texto: No horizonte, o sol boceja e se despede devagar…
● O que essa frase realmente significa?
Inferência: a frase utiliza uma metáfora ao dizer que “o sol boceja e se despede devagar”, 
sugerindo que o sol está se pondo, como se estivesse cansado ou indo descansar. A metáfora 
cria a ideia de um fim gradual, suave e tranquilo, como o descanso de uma pessoa ao 
bocejar.
● Qual imagem o autor quer transmitir ao leitor?
Inferência: a autor quer transmitir uma imagem poética e calma do pôr do sol, associando 
o movimento lento e suave do sol se pondo a uma despedida tranquila, quase como uma 
pessoa que se prepara para descansar. Essa imagem evoca uma sensação de serenidade e 
contemplação.
● Que horário do dia esse verso representa?
Inferência: o verso representa o final da tarde, especificamente o pôr do sol. A ideia de 
“despedir devagar” sugere o momento em que o dia vai aos poucos dando lugar à noite, 
quando o sol está se pondo no horizonte.
30
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REFERÊNCIAS
DELL’ISOLA, Regina L. Péret. Inferência na leitura. Ceale. [s.L], 2025. Disponível em: ht-
tps://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/inferencia-na-leitura. Acesso em 29 
jan. 2025.
INFERÊNCIA Textual: Compreensão e Aplicação. Teach. [s.l], 2025. Disponível em: https://
www.teachy.com.br/livros/ensino-medio/1ano/portugues/inferencia-textual-compreensao-
-e-aplicacao-Tecnica. Acesso em 30 jan. 2025.
MATERIAL estruturado Língua Portuguesa. Disponível em: https://www.ced.seduc.ce.gov.
br/wp-content/uploads/sites/82/2022/03/mesisedu-aulad02-professor-AVACED.pdf . Aces-
so em: 14 fev. 2025.
MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino fundamental - 
anos finais. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas 
Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.
php/plano-de-cursos-crmg . Acesso em: 29 jan. 2025.
MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Sistema Mineiro de Avaliação e Equi-
dade da Educação Pública (SIMAVE). Análise para intervenção pedagógica. Disponível em: 
https://simave.educacao.mg.gov.br/#!/pagina-inicial. Acesso em: 24 jan. 2025.
MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação, Currículo Referência de Minas Gerais: 
educação infantil, e ensino fundamental. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissio-
nal de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: http://basenacionalcomum.
mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_curricular_mg.pdf. 
Acesso em: 28 jan. 2025.
O QUE é inferir uma informação implícita em um texto? Disponível em: https://afontedein-
formacao.com/biblioteca/artigo/read/94963-o-que-e-inferir-uma-informacao-implicita-em-
-um-texto#google_vignette. Acesso em: 30 jan. 2025.
PAVAN, Mayra.Importância da inferência para a interpretação textual. escola KIDS.[s.L], 
2025. Disponível em: https://escolakids.uol.com.br/portugues/importancia-da-inferencia-
-para-a-interpretacao-textual.htm. Acesso em 29 jan.2025.
PIOVESAN, A. AVISO IMPORTANTE - Luis Fernando Verissimo.[s.L], 2009. Disponível em: 
https://tecopoetasonhador.blogspot.com/2009/12/aviso-importante-luis-fernado-verissimo.
html. Acesso em: 14 fev. 2025.
https://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/inferencia-na-leitura
https://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/inferencia-na-leitura
https://www.teachy.com.br/livros/ensino-medio/1ano/portugues/inferencia-textual-compreensao-e-aplicacao-Tecnica
https://www.teachy.com.br/livros/ensino-medio/1ano/portugues/inferencia-textual-compreensao-e-aplicacao-Tecnica
https://www.teachy.com.br/livros/ensino-medio/1ano/portugues/inferencia-textual-compreensao-e-aplicacao-Tecnica
https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg
https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg
https://simave.educacao.mg.gov.br/#!/pagina-inicial
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_curricular_mg.pdf
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https://afontedeinformacao.com/biblioteca/artigo/read/94963-o-que-e-inferir-uma-informacao-implicita-em-um-texto#google_vignette
https://afontedeinformacao.com/biblioteca/artigo/read/94963-o-que-e-inferir-uma-informacao-implicita-em-um-texto#google_vignette
https://afontedeinformacao.com/biblioteca/artigo/read/94963-o-que-e-inferir-uma-informacao-implicita-em-um-texto#google_vignette
https://escolakids.uol.com.br/portugues/importancia-da-inferencia-para-a-interpretacao-textual.htm
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https://tecopoetasonhador.blogspot.com/2009/12/aviso-importante-luis-fernado-verissimo.html
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Professor(a), neste planejamento serão trabalhados descritores relacionados as operações 
de adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e raiz quadrada. Trabalharemos 
com o conjunto dos números naturais, inteiros e racionais.
A indicação do tempo de execução, será em números de aulas. Contudo, pode haver o des-
membramento em quantas aulas você julgar necessárias, de acordo com as especificidades 
das turmas atendidas, a flexibilidade de seu planejamento de ensino ou outras conveniên-
cias pedagógicas.
Tema: Revisão de Operações com Números Naturais - Adição e Subtração, multiplicação, 
divisão, potência e raiz quadrada de números quadrados perfeitos.
Aula 1: Revisão de Operações com Números Naturais
DESCRITOR (MATRIZ SAEB): 
D19 - Resolver problema com números naturais, envolvendo diferentes significados das
operações (adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação).
Objetivo:
Os estudantes devem ser capazes de realizar operações de adição, subtração, multiplicação 
e divisão, potenciação e raiz quadrada com números naturais, compreendendo as regras 
dessas operações e aplicando-as na resolução de problemas contextualizados.
Desenvolvimento: 
Caro Professor, comece explicando que, para entender melhor as operações fundamentais, 
trabalhe com um problema prático. O enunciado é apresentado de forma clara.
Carlos tem 48 bolinhas de gude e decide dividir essas bolinhas igualmente entre seus 8 
amigos. Depois, ele encontra mais 24 bolinhas de gude e decide distribuir igualmente 
entre os mesmos 8 amigos. Agora, quantas bolinhas de gude cada amigo vai receber?
Leia o problema com os estudantes e os oriente a identificar as informações principais: 
número de bolinhas (48 e 24) e o número de amigos (8). Pergunte aos estudantes: O que 
precisamos fazer para resolver esse problema? Estimule a reflexão sobre a divisão e a ne-
cessidade de dividir as bolinhas igualmente.
Escreva no quadro: Carlos tem 48 bolinhas de gude e 8 amigos. Quantas bolinhas ele dá 
para cada amigo? Guie os estudantes a realizarem a divisão de 48 bolinhas por 8 amigos: 
48 ÷ 8 = 6. 
MAPA + SAEB
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