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é 2025 Ensino Fundamental Anos Finais 9°ANO Caderno do Professor(a) - 1º Bimestre ESCOLA DE FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL E DE EDUCADORES GOVERNO DIFERENTE ESTADO EFICIENTE Sa b 2 Governador do Estado de Minas Gerais Romeu Zema Neto Vice-Governador do Estado de Minas Gerais Mateus Simões de Almeida Secretário de Estado de Educação Igor de Alvarenga Oliveira Icassatti Rojas Secretária Adjunta Fernanda de Siqueira Neves Subsecretaria de Desenvolvimento da Educação Básica Kellen Silva Senra Superintendente da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional e de Educadores Graziela Santos Trindade Diretor da Coordenadoria de Ensino da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional e de Educadores Tiago Vieira Lima Alves Produção de Conteúdo Professores Formadores da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional e de Educadores Revisão Professores Formadores da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional e de Educadores Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional e de Educadores Av. Amazonas, 5855 - Gameleira, Belo Horizonte - MG 30510-000 3 PREZADO(A) PROFESSOR(A), É com grande entusiasmo que apresentamos a você o Caderno MAPA + Saeb! Você sabe o que é o Saeb? Temos certeza que sim e então vamos relembrar e aprofundar na compreensão desse sistema de avaliação tão importante para nossa educação pública. O Brasil implementou uma estratégia abrangente para acessar as escolas e coletar infor- mações sobre os processos de ensino e aprendizagem, permitindo o monitoramento da qualidade e equidade da educação em todas as regiões do país. Essa é a missão do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), coordenado pelo Ins- tituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O Saeb vai além de uma simples prova. Ao ouvir o termo “avaliação”, muitas pessoas asso- ciam imediatamente a ideia de teste, mas é fundamental entender que as provas são ape- nas uma parte do Saeb. A avaliação abrange diversos fatores que influenciam a qualidade do ensino e busca fornecer informações sobre sete dimensões da educação básica: 1 - Atendimento escolar; 2 - Ensino e aprendizagem; 3 - Investimento; 4 - Profissionais da educação; 5 - Gestão; 6 - Equidade; 7 - Cidadania, Direitos Humanos e valores. Para avaliar essas dimensões, são aplicados questionários a professores, diretores escolares e gestores municipais de educação, além de testes de Língua Portuguesa e Matemática para os alunos. As avaliações do Saeb ocorrem a cada dois anos, com a próxima prevista para 2025 em todo o país. Nesse sentido, o Caderno MAPA + SAEB foi criado com o intuito de apoiar efetivamente o trabalho dos professores da rede estadual de ensino de Minas Gerais, auxiliando-os a enfrentar os desafios educacionais identificados historicamente por meio de avaliações in- ternas e externas, baseadas nas Matrizes de Referência das avaliações de larga escala e em um estudo dos descritores realizado pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAED). Este material pedagógico, alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e ao Currículo Referência de Minas Gerais (CRMG), foi especialmente desenvolvido para ajudar na superação das defasagens de aprendizagem detectadas pelos descritores avaliados pelo Saeb, que evidenciam os processos de ensino e aprendizagem, dinamizados pelas habilidades correlacionadas. Os resultados das avaliações externas destacaram áreas que requerem atenção prioritá- ria, revelando lacunas no desenvolvimento de habilidades e competências essenciais dos estudantes. Nesse contexto, o Caderno oferece uma abordagem estratégica e prática para que os professores trabalhem diretamente com os descritores, focando aqueles que apre- sentaram maior índice de dificuldade entre os alunos. As atividades propostas incentivam a utilização de metodologias ativas, que devem ser adaptadas às necessidades e realidades 4 de cada turma, promovendo o engajamento dos estudantes e fortalecendo as habilidades necessárias para seu pleno desenvolvimento educacional. Com ênfase no fortalecimento das aprendizagens, este material busca não apenas atender às demandas imediatas, mas também contribuir para a construção de uma base sólida de conhecimentos, preparando os estudantes para novos desafios e possibilitando o avanço de toda a rede de ensino em direção à equidade e à excelência educacional. Assim, o Caderno MAPA + SAEB, integrado a Matriz de Referência do SAEB, adota uma abordagem abrangente, contemplando todos os anos escolares anteriores, e não apenas o ano em que o estudante está inserido atualmente. Essa estratégia visa assegurar que os estudantes compreendam e desenvolvam plenamente as habilidades relacionadas aos des- critores que apresentaram defasagem, conforme indicado pelos dados históricos do SAEB. Por meio dessa estratégia, busca-se fortalecer o trabalho com as habilidades necessárias no ano em curso, oferecendo oportunidades para que os estudantes construam conhecimentos fundamentais de forma progressiva. Logo, o Caderno apresenta uma compilação gradual de Tópicos e Descritores, promovendo o aprofundamento das aprendizagens essenciais. Ressaltamos a importância da integralização do trabalho com as habilidades nos processos de ensino e aprendizagem, destacando que os descritores são um recorte dessas habi- lidades. Portanto, é crucial focar no desenvolvimento das habilidades e não apenas nos descritores. Embora o Caderno MAPA + SAEB enfatize o trabalho com os descritores, é fundamental consolidar as habilidades para que o estudante compreenda e se aproprie dos conteúdos propostos. Os cadernos serão disponibilizados em quatro volumes, um para cada bimestre: Volu- me 1 (Fevereiro e Março), Volume 2 (Abril e Maio), Volume 3 (Junho e Agosto) e Vo- lume 4 (Setembro e Outubro). Esses cadernos, compostos por planejamentos, repre- sentam mais uma estratégia didática que poderá ser utilizada pelos professores para garantir, de forma democrática e inclusiva, os direitos de aprendizagem dos estudantes. Além disso, a organização das habilidades em volumes bimestrais permite uma articulação mais eficaz entre o planejamento pedagógico e o acompanhamento sistemático dos avan- ços dos alunos ao longo do ano letivo. A proposta é que os professores utilizem os planeja- mentos não apenas como um recurso instrucional, mas também como um instrumento de reflexão sobre suas práticas e as adaptações necessárias ao contexto da sala de aula. A diversidade de atividades e sugestões metodológicas presentes no material visa atender às diferentes realidades e perfis das escolas da rede, promovendo a equidade educacional e garantindo que todos os estudantes tenham acesso às condições necessárias para o pleno desenvolvimento de suas potencialidades. Além disso, o foco nos descritores mais críticos amplia as possibilidades de intervenção pedagógica, reforçando a aprendizagem de maneira significativa e contextualizada. Por fim, este caderno reflete o compromisso da Secretaria de Estado de Educação de Mi- nas Gerais em promover inovação e inclusão, oferecendo um recurso que alia qualidade e acessibilidade. Além de colaborar com a preparação para as avaliações externas, o material busca consolidar a formação de estudantes mais autônomos, críticos e preparados para os desafios futuros, fortalecendo, assim, a educação pública como um direito essencial e transformador. 5 SUMÁRIO LÍNGUA PORTUGUESA .............................................................................. 6 TEMA: O que é fato? O que é opinião? ......................................................... 6 TEMA: Que tese é essa? ........................................................................... 14 REFERÊNCIAS ........................................................................................ 22 TEMA: Habilidade de inferência – lendo além das palavras. ......................... 23 REFERÊNCIAS ........................................................................................amigo receberá 6 bolinhas de gude. Use desenhos ou objetos manipuláveis (como bolinhas ou fichas) para representar a divisão visualmente. Em seguida, apresente a segunda parte: Carlos encontrou mais 24 bolinhas de gude e vai dividir entre os mesmos 8 amigos. Quantas bolinhas cada amigo receberá agora? Oriente os estudantes a fazer a divisão de 24 bolinhas por 8 amigos: 24 ÷ 8 = 3. Cada amigo receberá 3 bolinhas a mais. Explique que agora é necessário somar as bolinhas que cada amigo recebeu em cada etapa: Primeiro, 6 bolinhas, depois 3 bolinhas. Qual o total de bolinhas que cada amigo recebeu? O cálculo é feito: 6 + 3 = 9. Cada amigo receberá, ao todo, 9 bolinhas de gude. Professor, faça uma revisão do que foi aprendido. • Como fizemos para dividir as bolinhas? • Como somamos os resultados? • O professor pode pedir aos estudantes que expliquem o que entenderam sobre a divisão e a soma dos resultados. Proponha atividades semelhantes para os estudantes praticarem, como dividir outros obje- tos entre diferentes números de pessoas e somar os resultados. Outra sugestão é utilizar materiais concretos (como bolinhas de gude ou outros objetos) para que os estudantes possam visualizar e praticar a divisão e a soma de forma mais interativa. Dicas para a aula: Ö Representação visual: Usar desenhos ou objetos manipuláveis ajuda a tornar a divisão mais concreta e facilita o entendimento dos estudantes. Ö Divisão por etapas: Explicar o problema passo a passo (primeiro divide as 48 boli- nhas, depois as 24 e soma os resultados) ajuda a organizar o raciocínio. Ö Discussão em grupo: Estimular os estudantes a discutirem suas respostas entre si pode fortalecer o entendimento coletivo do conceito de divisão. Professor, apresente aos estudantes outros problemas envolvendo outras operações com os números naturais, fazendo assim, uma revisão desse conteúdo. Em um outro momento, apresente e explique esses conceitos fundamentais: � Potência: Uma base multiplicada por ela mesma várias vezes, indicada por um número chamado expoente. Exemplo: 32=3×3=9 � Raiz Quadrada: A operação inversa da potência. A raiz quadrada de um número é o número que, multiplicado por si mesmo, resulta no número original. � Quadrados Perfeitos: São números que possuem raízes quadradas inteiras, como 1, 4, 9, 16, 25, etc. No quadro, escreva alguns exemplos de potências simples e peça para que os estudantes digitem no celular ou usem calculadoras de mão para verificar os resultados. Faça uma rápida revisão em grupo, perguntando: • "Qual é a base?" • "Qual é o expoente?" • "Qual é o resultado?" 34 Ao explorar raiz quadrada apresente a operação de raiz quadrada com alguns exemplos no quadro. Para interação dos estudantes, divida a turma em duplas e distribua cartões nu- merados com quadrados perfeitos (exemplo: 16, 25, 36, 49). Peça para os estudantes, em dupla, determinarem a raiz quadrada desses números. As duplas devem mostrar a resposta no quadro e explicar o raciocínio por trás de cada resposta. Exemplo de pergunta: "Qual é a raiz quadrada de 36? Quem consegue explicar como encontrou a resposta?" Pratique o cálculo de potências e raízes quadradas de quadrados perfeitos de forma cola- borativa. Entregue para cada dupla uma folha com exercícios práticos. Após resolverem os exercícios, entregue cartões de desafios com potências maiores e raízes quadradas de qua- drados perfeitos maiores. Chame algumas duplas para resolverem no quadro e explicarem como chegaram aos resultados. Pergunte, por exemplo: • "Como você resolveu essa questão?" • "Alguém tem uma explicação diferente sobre a raiz quadrada de 144 (por exem- plo)?" Pergunte aos estudantes se entenderam a relação entre potenciação e raiz quadrada. Re- force que a raiz quadrada é a operação inversa da potência. Agora, passe para a resolução de problemas práticos com os estudantes. Use exemplos prá- ticos do cotidiano.Durante as atividades em dupla, observe se os estudantes estão conse- guindo utilizar corretamente os conceitos apresentados na aula. Avalie as respostas dos es- tudantes aos problemas propostos, levando em consideração o uso correto das operações. Sempre avalie a capacidade de cada estudante em resolver os problemas de forma correta, levando em consideração o uso de estratégias de adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e raiz quadrada. Tema: Operações com Números Inteiros - Adição e Subtração. Aula 2: Operações com Números Inteiros DESCRITOR (MATRIZ SAEB): D18 - Efetuar cálculos com números inteiros, envolvendo as operações (adição, subtra- ção, multiplicação, divisão, potenciação). D20 - Resolver problema com números inteiros envolvendo as operações (adição, subtra- ção, multiplicação, divisão, potenciação) Objetivo: Realizar as operações de adição, subtração,multiplicação e divisão com números inteiros. Atividade de Abertura: "Viagem na Reta Numérica". Inicie a aula com uma dinâmica interativa, onde os estudantes são desafiados a posicionar números inteiros em uma reta numérica. 35 Exemplo: ”Coloque o número 3 na reta, depois o número -4. O que acontece se eu adicionar 5 ao número -4? E se eu subtrair 2 de 3?” Isso vai ajudar a visualizar o efeito das operações de adição e subtração de números intei- ros. Explicação das Regras: Explique as regras de adição e subtração de números inteiros. Adição: Quando adicionamos dois números inteiros com sinais iguais, o sinal do resultado será o mesmo, e somamos os valores absolutos. Se os sinais forem diferentes, subtraímos o menor valor do maior e usamos o sinal do número com maior valor absoluto. Subtração: Para subtrair, é o mesmo que adicionar o oposto (por exemplo, para resolver 7−(−3), você pode transformar isso em 7+3 Professor, sempre dê exemplos práticos e interativos para os estudantes possam praticar suas habilidades. Encoraje os estudantes a explicar como chegaram às respostas enquanto você os escreve no quadro. Outro momento. Divida a turma em grupos de 4-5 estudantes. Cada grupo recebe um conjunto de cartões com números inteiros. O objetivo é resolver operações de adição e subtração. Eles devem usar a reta numérica para representar as operações e responder a perguntas como: • Qual é o resultado de (−5)+8? • Como o sinal muda quando subtraímos um número negativo de um positivo? • O que acontece quando somamos dois números negativos? A cada operação realizada, peça para os estudantes compartilharem com a classe como chegaram à resposta. Reserve os minutos finais para esclarecer dúvidas. Pergunte aos estudantes se ficou claro como usar a reta numérica para visualizar as operações. Aula 3: Operações com Números Inteiros - Multiplicação e Divisão Objetivo: Realizar as operações de multiplicação e divisão com números inteiros. Desenvolvimento Jogo Interativo: "Tabuada de Inteiros" Distribua cartões com números inteiros para os estudantes. Cada aluno vai fazer uma per- gunta de multiplicação ou divisão para o colega, que deve responder de forma rápida. Exemplo: "Qual é o resultado de −3×4?”. A ideia é revisar rapidamente a multiplicação e divisão de números inteiros e ativar o conhecimento prévio. Explique como multiplicar e dividir números inteiros: � Multiplicação: Quando dois números com o mesmo sinal são multiplicados, o resultado é positivo. Se os sinais forem diferentes, o resultado será negativo. 36 � Divisão: as regras de divisão são semelhantes às de multiplicação. Monte com os estudantes um quadro com as regras de sinais das operações de multiplica- ção e divisão. Os estudantes devem resolver os problemas em duplas, utilizando uma abordagem cola- borativa para discutir as regras de multiplicação e divisão. Pergunte aos estudantes o que entenderam sobre as diferenças entre multiplicação e divisão de números inteiros com si- nais diferentes e iguais. Deixe-os compartilharem suas dúvidas e resolva os problemas mais difíceis juntos. Aula 4: Potências e Raiz N-ésima de Números Inteiros. Objetivo: Calcular potências e raízes n-ésimasde números inteiros. Desenvolvimento: Explique a ideia de potências e raízes n-ésimas. Apresente exemplos visuais. Fale sobre a regra de potências e raízes n-ésimas de números inteiros: � Potência: Quando a base é negativa e o expoente é ímpar, o resultado será nega- tivo. Quando o expoente é par, o resultado será positivo. � Raiz N-ésima: Para raízes ímpares, podemos calcular a raiz de números negati- vos, mas para raízes pares, o número sob a raiz deve ser positivo. Proponha exercícios em que os estudantes calculem potências e raízes n-ésimas de núme- ros inteiros. Trabalhe com os estudantes em duplas para facilitar a resolução dos problemas e compartilhar diferentes estratégias. Caro Professor, considere a questão abaixo: 1. Se M é o resultado da expressão M = (-1)2 . (-2)3 - (-1)5 . (-3)2 , então, o número M é. A) -17. B) -1. C) 1. D) 17. Professor, explique aos estudantes que a expressão envolve potências de números negati- vos e multiplicações, que são conceitos importantes dentro da álgebra. Reforce o conceito de potência. Lembre-se de que a potência é uma multiplicação repetida. � Para (−1)2 , é igual a (−1)×(−1)= +1. � Para (−2)3, é igual a (−2)×(−2)×(−2)=−8. � Para (−1)5, é igual a (−1)×(−1)×(−1)×(−1)×(−1)=−1. � Para (−3)2, é igual a (−3)×(−3)= +9. Esclareça que quando um número negativo é elevado a um expoente par, o resultado será positivo, e quando o expoente é ímpar, o resultado será negativo. 37 Resolva a expressão passo a passo. Divida a expressão em partes menores e resolva em etapas. Primeiro, calcule cada potência, em seguida, substitua esses valores na expressão original. Depois, faça as multiplicações. Substitua na expressão. Resolva a subtração. Conclua o exercício, perguntando aos estudantes: Qual é o valor final de M? Lembre os estudantes de que, ao lidar com potências e multiplicações envolvendo números negativos, é essencial observar as regras dos sinais: � Potência de número negativo com expoente par resulta em positivo. � Potência de número negativo com expoente ímpar resulta em negativo. � Multiplicação de dois números negativos dá um resultado positivo, enquanto a mul- tiplicação de um número negativo por um número positivo dá um número negativo. Utilize exemplos semelhantes para praticar com os estudantes, fazendo-os resolver expres- sões parecidas com números diferentes. Encoraje-os a escrever cada etapa de forma clara para evitar erros, principalmente com os sinais. Dessa forma, os estudantes entenderão como aplicar as potências e as regras de multiplicação e subtração de números negativos na resolução da expressão. Aula 5: Representação de Frações. Objetivo: Identificar e representar frações menores e maiores que a unidade, associando- -as à divisão ou parte de um todo. Desenvolvimento: Inicie a aula mostrando imagens de pizzas ou barras de chocolate divididas em partes. Per- gunte. • "Quantas partes existem e como podemos representá-las com frações?" Distribua cartões com frações e figuras (ex: uma pizza dividida em 4 partes, outra dividida em 6 partes). Peça aos estudantes que associem cada fração a uma imagem corresponden- te. Com a ajuda de uma régua, desenhe uma reta numérica na lousa. Solicite aos estudantes que marquem frações diferentes (como 1/2, 3/4, 5/4, etc.)Pergunte aos estudantes como a reta numérica pode ajudar a visualizar frações maiores que 1. Encoraje-os a compartilhar como podem aplicar isso em situações cotidianas. Aula 6: Frações Equivalentes. Objetivo: Identificar frações equivalentes. Desenvolvimento: Apresente dois cartões com frações que são equivalentes (ex: 1/2 e 2/4) e pergunte. • "Essas frações são iguais? Como podemos provar?" Explique o conceito de frações equivalentes com o auxílio de exemplos, destacando a mul- tiplicação ou divisão de numeradores e denominadores. Distribua cartões com frações e peça que os estudantes encontrem frações equivalentes en- tre eles. Eles podem usar as operações de multiplicação e divisão para descobrir as frações equivalentes. 38 Em grupos pequenos, os estudantes devem simplificar frações que você escreve na lousa (ex: 4/8 , 6/9). Pergunte. • "Como podemos simplificar uma fração de forma fácil?" Incentive os estudantes a compartilharem métodos ou truques que podem ter descoberto. Aula 7: Números Racionais - Forma Decimal e Comparação Objetivo: Ler, escrever, comparar e ordenar números racionais na forma decimal. Desenvolvimento: Exiba um vídeo ou uma animação simples sobre como converter frações em números deci- mais. Explique a relação entre frações e decimais com exemplos simples, como 1/2 = 0,5 e 3/4 = 0,75. Apresente aos estudantes uma lista de frações e seus equivalentes decimais. Peça para ordená-las de menor a maior. Dê cartões com números racionais (frações e decimais) e organize os estudantes para for- mar pares equivalentes (frações e seus valores decimais). Pergunte como as frações e os decimais podem ser úteis em situações cotidianas, como no preço de produtos, por exemplo. Caro Professor, apresente a questão a seguir: Simplifique ao máximo a expressão . Qual o valor de X? Explique que a expressão envolve frações e operações de adição, subtração, multiplicação e divisão. Deixe claro que, para resolver essa expressão corretamente, é essencial seguir a ordem das operações. Explique a ordem das operações, reforçando a regra da ordem das operações. � Parênteses (ou Parênteses e Exponentes, quando houver) � Multiplicação e divisão (da esquerda para a direita) � Adição e subtração (da esquerda para a direita) Comente que, na expressão, não há parênteses ou expoentes, então devemos seguir a or- dem das operações de multiplicação, divisão e, por fim, adição e subtração. Explique que, para trabalhar com frações de maneira consistente, é interessante converter 0,25 em fração. Mostre que 0,25 é igual a ¼. Reescreva a expressão trocando 0,25 por ¼. Resolva as divisões e multiplicações. Comece com a divisão. Para dividir frações, basta multiplicar a primeira fração pelo inverso da segunda. Em seguida, resolva a multiplicação. Junte as frações com denominadores iguais. Peça aos estudantes que observem que tem duas frações com o mesmo denominador. Encontre o mínimo múltiplo comum (MMC) e simplifique. Para somar ou subtrair frações, é preciso ter denominadores iguais. Primeiro, encontre o mínimo múltiplo comum (MMC) entre 2, 3 e 5, que é 30. Realize a adição e subtração e conclua a resolução. Explique que o valor de X é −730. Per- gunte aos estudantes: Qual é o valor final de X? 39 Atenção, Professor: Ö Reforce a conversão de decimais em frações: Certifique-se de que os estu- dantes compreendam como converter números decimais em frações para facilitar o trabalho com a expressão. Ö Explique os passos de multiplicação e divisão de frações: Reforce como multiplicar frações diretamente e como dividir frações multiplicando pelo inverso da segunda fração. Ö Reforce o uso do MMC: Quando os denominadores das frações não forem iguais, ensine os estudantes a encontrar o mínimo múltiplo comum para facilitar a soma e subtração das frações. Ö Prática interativa: Proponha que os estudantes resolvam expressões semelhan- tes para praticar a conversão de frações, o uso do MMC e as operações com frações. Com esses passos claros, os estudantes entenderão como resolver a expressão de maneira eficaz e completa. Aula 8: Operações com Números Racionais - Problemas e Porcentagem Objetivo: Resolver problemas com números racionais e calcular porcentagens. Desenvolvimento: Apresente um problema do cotidiano, como calcular 20% de R$ 50,00. Pergunte como os estudantes resolveriam esse problema. Em seguida, explique o conceito de porcentagem, conectando com frações e decimais. Distribua problemas contextualizados que envolvam operações com frações, decimais e porcentagens. Os estudantes devem trabalhar em duplas ou grupos para resolver. Proponha situações que envolvam estimativas de preços, descontos e impostos, incentivan- do os estudantes a arredondarfrações e números decimais. Revise as soluções dos problemas com os estudantes destacando como as frações, decimais e porcentagens se interligam. Pergunte aos estudantes se essas operações podem ser usa- das em outras situações do dia a dia, como em compras ou planejamento financeiro. Caro Professor, para trabalhar porcentagem, sugerimos a questão abaixo: Uma indústria produz o biscoito Que Gostoso. A composição desse biscoito está apresen- tada na seguinte tabela: Sabendo que um pacote do biscoito Que Gostoso contém 200 g de biscoito, quantos gra- mas de carboidratos há em um pacote desse biscoito? 40 Para explicar essa questão de forma clara, detalhada, objetiva e interativa para estudantes, comece interagindo de forma lúdica: • "Vocês já comeram o biscoito Que Gostoso? Ele é composto por diferentes tipos de nutrientes, como carboidratos, gorduras, proteínas e outros ingredientes. Ago- ra, vamos analisar a composição de um pacote desse biscoito e descobrir quantos gramas de carboidrato ele tem." Explique para os estudantes sobre a composição do biscoito "O rótulo do biscoito Que Gostoso nos diz que, em 100 gramas de biscoito, temos a seguinte composição: Ö 70% de carboidrato, Ö 16% de gordura, Ö 9% de proteína, Ö 5% de outros ingredientes." Professor, contextualize: "Sabemos que o pacote de biscoito que estamos analisando tem 200 gramas. Nossa tarefa é descobrir quantos gramas de carboidrato estão presentes nesse pacote de 200 gramas." Agora, faça o cálculo com os estudantes. Divida a explicação em passos lógicos. Sugestão de diálogo: "Para encontrar quantos gramas de carboidrato existem em 200 gramas de biscoito, preci- samos saber o que significa 70% de carboidrato. O símbolo % significa 'porcentagem', ou seja, 'por cada 100 gramas'. Vamos calcular, então, quanto é 70% de 200 gramas." "Primeiro, vamos calcular 1% de 200 gramas. Para isso, basta dividir 200 por 100." Pergunte aos estudantes: • "O que dá 200 dividido por 100?" Agora, como temos 70%, é só multiplicar 2 gramas por 70." Professor, registre no quadro: � 2 × 70 = 1402. "Portanto, 70% de 200 gramas é 140 gramas. Isso significa que, em um pacote de 200 gramas do biscoito Que Gostoso, há 140 gramas de carboidrato." Finalize, desafiando os estudantes: • "Agora, como desafio extra, vamos pensar: E se o pacote fosse de 300 gramas? Como vocês fariam esse cálculo?" Dessa forma, Professor, você envolveu os estudantes de maneira interativa, detalhada e clara, ajudando-os a entender o raciocínio por trás do cálculo de porcentagem e mostrando como aplicar esses conceitos no cotidiano. 41 Introdução à Álgebra e Resolução de Problemas Objetivo Geral: Desenvolver a compreensão de variáveis, funções, equações e sistemas de equações por meio de exemplos práticos, buscando aproximar o conteúdo da realidade cotidiana dos estudantes e superar suas dificuldades. Aula 1: Compreendendo a Ideia de Variável Objetivo: Compreender a ideia de variável representada por letras ou símbolos para ex- pressar relações entre duas grandezas, diferenciando-a da ideia de incógnita. Desenvolvimento: Comece a aula apresentando o conceito de variável. Explique que a variável é uma letra ou símbolo que representa um valor desconhecido ou que pode variar. Use exemplos do cotidiano, como o preço de um produto, que pode mudar dependendo do valor de mercado. Exemplos práticos: Ö "O preço de um ingresso de cinema depende do número de filmes vendidos. Se chamarmos o preço de ingresso de P e o número de ingressos vendidos de N, po- demos expressar essa relação de forma algébrica: P=10N". Apresente um problema simples: “João comprou 3 camisetas. O preço de cada camiseta é x. Como podemos representar o valor total que João pagou por 3 camisetas?” Explique que x é uma variável, e o valor total pago é 3 . x. Pergunte aos estudantes se o valor pago muda com o número de camisetas compradas. Explique que incógnita é um tipo de variável, mas com um contexto diferente: ela é um valor a ser encontrado, como em uma equação. Divida os estudantes em grupos e entregue uma série de problemas que envolvem variá- veis, como: Ö O número de páginas lidas por um estudante por dia (p) e o número total de pá- ginas lidas em d dias (p×d) Ö O valor total de uma compra (t) em função do preço unitário (p) e da quantidade comprada (q). Solicite que escrevam a relação algébrica e compartilhem suas respostas com a turma. Aula 2: Utilizando a Simbologia Algébrica nas Sequências Numéricas Objetivo: Utilizar a simbologia algébrica para expressar regularidades encontradas em sequências numéricas. Desenvolvimento: Explique que sequências numéricas são conjuntos de números organizados de acordo com uma regra. Por exemplo, a sequência 2, 4, 6, 8,… tem uma regularidade que pode ser ex- pressa como 2n, onde n é a posição de cada número na sequência. Apresente outra sequência, como 3, 6, 9, 12,…, e pergunte: "Qual a regularidade dessa sequência? Como podemos representá-la de forma algébrica?" Apresente a sequência de números 5, 10, 15, 20,…5, 10, 15, 20,…. Pergunte como essa se- 42 quência pode ser descrita de forma algébrica, e guie os estudantes para encontrar a fórmula 5n, onde n é o número da posição na sequência. Divida os estudantes em duplas e forneça diferentes sequências numéricas para que ex- pressem suas regularidades algébricas.Depois, peça que compartilhem suas respostas com a turma e discutam as regularidades encontradas. Aula 3: Proporcionalidade Direta e Inversa Objetivo: Resolver problemas que envolvam variação de proporcionalidade direta e de pro- porcionalidade inversa entre duas grandezas, utilizando sentença algébrica para expressar a relação entre elas. Desenvolvimento: Explique a proporcionalidade direta: duas grandezas são diretamente proporcionais quando, ao aumentar uma, a outra também aumenta. Exemplo: "Se o preço de uma maçã é proporcional ao peso, quanto mais maçãs você com- pra, maior será o preço." Apresente a proporcionalidade inversa: duas grandezas são inversamente proporcionais quando, ao aumentar uma, a outra diminui. Exemplo: "Se a velocidade de um carro é inversamente proporcional ao tempo que ele leva para percorrer uma distância fixa." Dê um problema de proporcionalidade direta: “Se 5 maçãs custam R$ 10,00, quanto custa- riam 12 maçãs?”. Dê um problema de proporcionalidade inversa: “Se a quantidade de trabalhadores é inver- samente proporcional ao tempo necessário para terminar uma tarefa, se 4 trabalhadores terminam em 6 horas, quantos trabalhadores seriam necessários para terminar em 3 ho- ras?”. Proponha problemas práticos para que os estudantes resolvam em grupos, utilizando as fór- mulas de proporcionalidade direta e inversa. Exemplo de problema: "Se um carro percorre 100 km em 2 horas, quantos km ele percorreria em 5 horas a mesma velocidade?" Aula 4: Equações de 1º Grau e Modelagem de Situações Objetivo: Reconhecer uma equação de primeiro grau e utilizá-la na modelagem de dife- rentes situações. Desenvolvimento: Explique que uma equação de 1º grau tem a forma ax+b=0, onde a e b são números e x é a variável. Apresente um exemplo simples: "Se o preço de um ingresso é 20 reais e o estudante paga x reais para entrar, qual o valor de x?" A equação seria 20x=100, e o estudante deve resolver para encontrar o valor de x. Mostre como resolver a equação 2x−3=7 e inclua outros exemplos, incluindo frações, nú- meros decimais, potências, raiz quadrada, parênteses, etc… Os estudantes devem trabalhar em duplas para resolver um conjunto de equações de pri- meiro grau, utilizando situações cotidianas como exemplo, como divisão de contas, orça- mentos ou até mesmo descontos. 43 Aula 5: Sistema de Equações Lineares Objetivo: Reconhecer um sistema de duas equações lineares e utilizá-lo para modelar problemas. Desenvolvimento: Explique o conceito de sistema de equações lineares, onde temos duas ou mais equa- ções que compartilham as mesmas variáveis. Exemplo: "Um estudante comprou 3 camisetas por R$ 15,00 cadae 2 livros por R$ 20,00 cada. Qual é o preço total das compras?" Demonstre como resolver um sistemas de equações por substituição ou adição. Dê exemplos práticos. Resolva com os estudantes, destacando o processo de substituição e/ou adição. Divida os estudantes em grupos e forneça sistemas de equações para que resolvam em conjunto. Peça para modelarem problemas da vida real, como a divisão de custos ou o pla- nejamento de uma festa. Aula 6: Equações Polinomiais de 2º Grau Objetivo: Resolver problemas que possam ser representados por equações polinomiais de 2º grau do tipo ax2 = b. Desenvolvimento: Explique que as equações do 2º grau têm a forma ax2 = b. Exemplifique com o problema: "Se um objeto cai com uma velocidade que é proporcional ao quadrado do tempo, como podemos expressar essa relação?" Mostre como resolver a equação do tipo ax2=b dividindo ambos os lados por a e depois extraindo a raiz quadrada de ambos os lados. Proponha problemas práticos para os estudantes resolverem, como o cálculo da área de um quadrado ou da altura de um objeto em movimento. Aula 7: Funções e Relações Funcionais Objetivo: Utilizar o conceito de função para analisar situações que envolvam relações fun- cionais entre duas variáveis. Desenvolvimento: Explique que uma função é uma relação entre duas variáveis onde para cada valor da va- riável independente, existe um único valor para a variável dependente. Apresente um exemplo simples de função: "A quantidade de calorias C em uma comida é função do número de porções p, representada por C=100p". Apresente vários exemplos de funções lineares, explicando o que é f(x), o que é (x,y), y=- f(x). Peça aos estudantes que encontrem relações funcionais em situações cotidianas, como o preço de combustível em função da quantidade de litros ou a temperatura ao longo do dia. 44 (In)forme-se mais através das ferramentas Plataforma com conteúdo seguro, interati- vo, divertido e de qualidade para professo- res e estudantes. Disponível em: https://britannica.com.br/. Plataforma de leitura que apoia a promo- ção do hábito da leitura e das habilidades de compreensão leitora dos estudantes. Disponível em: https://www.elefanteletra- do.com.br/. Plataforma que oferece livros digitais, vi- deoaulas, simulados, correção de reda- ção, relatórios individuais de desempenho e muito mais para auxiliar o estudante na preparação para o ENEM. Disponível em: https://www.enem.educa- cao.mg.gov.br/plataforma/login. Utilize-as em seu dia-a-dia na prática da sala de aula, são parceiras da SEE-MG. https://britannica.com.br/ https://www.elefanteletrado.com.br/ https://www.elefanteletrado.com.br/ https://www.enem.educacao.mg.gov.br/plataforma/login https://www.enem.educacao.mg.gov.br/plataforma/login 45 REFERÊNCIAS MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino fundamental - anos finais. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index. php/plano-de-cursos-crmg. Acesso em: 29 jan. 2025. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Sistema Mineiro de Avaliação e Equidade da Educação Pública (SIMAVE). Análise para intervenção pedagógica. Disponível em: https://simave.educacao.mg.gov.br/#!/pagina-inicial . Acesso em: 24 jan. 2025. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação, Currículo Referência de Minas Gerais: educação infantil, e ensino fundamental. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: http:// basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_ curricular_mg.pdf. Acesso em: 28 jan. 20 https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg https://simave.educacao.mg.gov.br/#!/pagina-inicial http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_curricular_mg.pdf http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_curricular_mg.pdf http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_curricular_mg.pdf TEMA: O que é fato? O que é opinião? Tema: Revisão de Operações com Números Naturais - Adição e Subtração, multiplicação, divisão, potência e raiz quadrada de números quadrados perfeitos. Tema: Operações com Números Inteiros - Adição e Subtração. REFERÊNCIAS31 MATEMÁTICA ..........................................................................................32 TEMA: Revisão de Operações com Números Naturais - Adição e Subtração, multiplicação, divisão, potência e raiz quadrada de números quadrados perfeitos. .. 32 TEMA: Operações com Números Inteiros - Adição e Subtração. ................... 34 REFERÊNCIAS ........................................................................................ 45 6 MAPA + SAEB ÁREA DE CONHECIMENTO Linguagens e suas Tecnologias COMPONENTE CURRICULAR Língua Portuguesa ANO LETIVO 2025 DESCRITOR (MATRIZ SAEB): D14. Distinguir fatos de opiniões em textos. TÓPICO: I – Procedimento de leitura. DURAÇÃO: 4 aulas MATERIAIS E RECURSOS NECESSÁRIOS: Projetor multimídia - Plaquinhas com fato e opinião - Cópias dos textos - Quadro - Pincel. TEMA: O que é fato? O que é opinião? É comum, especialmente em textos dissertativos, que sejam apresentadas não apenas in- formações sobre fatos, mas também opiniões relacionadas a eles. A habilidade de identificar e diferenciar esses dois aspectos é fundamental para uma leitura crítica e eficaz. Reconhe- cer quando um texto faz referência a um fato e quando ele expressa uma opinião sobre esse fato é uma competência essencial que aprimora a compreensão do leitor. Professor(a), é importante que os estudantes consigam identificar opiniões que se desta- cam através de elementos do texto ou até mesmo por meio de elementos modalizadores, os quais podem ser percebidos de forma mais clara por leitores mais experientes ou tra- balhados com essas pistas. O desenvolvimento dessa habilidade de leitura diária permite que o estudante compreenda melhor o conteúdo, identifique quem são os locutores e, por consequência, tenha uma visão mais ampla e precisa do texto. Sugerimos que, para trabalhar a habilidade de diferenciar fatos de opiniões, você, pro- fessor(a), utilize gêneros textuais variados, especialmente aqueles que possuem estrutu- ra narrativa, como contos, notícias e crônicas. Textos argumentativos também são muito eficazes para desenvolver essa habilidade, mas é essencial trabalhar nas situações que os textos criam, observando o uso de instrumentos gramaticais como expressões adverbiais e denotativas, que indicam a referência ao fato ou revelam a influência do ponto de vista do locutor, produtor ou narrador. Neste planejamento de quatro aulas interativas e criativas, você, professor(a), irá trabalhar com os estudantes do 9º ano o descritor SAEB D14, que trata da diferenciação entre fatos e opiniões em textos. Durante essas aulas, os estudantes aprimorarão a capacidade de iden- tificar elementos objetivos (fatos) e subjetivos (opiniões) utilizando abordagens interativas que garantem um aprendizado mais dinâmico e envolvente. Professor(a), o planejamento será apresentado em “momentos”, cuja duração de uma ou mais aulas ficará a seu critério. A indicação do tempo de execução será em números de aulas. Contudo, pode haver o des- membramento em quantas aulas você julgar necessárias, de acordo com as especificidades 7 das turmas atendidas, a flexibilidade de seu planejamento de ensino ou outras conveniên- cias pedagógicas. Vamos ao planejamento! Momento 1 - Quebra-gelo Apresente manchetes de notícias reais e fictícias em apresentações de slides ou escreva no quadro. � O Brasil tem cinco regiões: Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste. � O Brasil é o país mais bonito do mundo. Pergunte qual dessas frases é um fato e qual é uma opinião. Por quê? Mini-exposição - Professor(a), explique de forma clara e objetiva o conceito de fato e opinião: Fato: um fato pode ser comprovado através de dados, registros ou observação. É imparcial, isto é, não depende do que o indivíduo pensa ou sente. Exemplos: Ö No nível do mar, a água alcança 100°C. Ö O término da Segunda Guerra Mundial ocorreu em 1945. Ö O Brasil é composto por 27 unidades federativas, sendo 26 estados e 1 Distrito Federal. Opinião: expressa uma perspectiva, um sentimento ou uma avaliação de valor. Ela é sub- jetiva, isto é, muda de indivíduo para indivíduo e não pode ser confirmada como verdadeira ou falsa. Exemplos: Ö O chocolate é o doce mais delicioso do planeta. Ö A Segunda Guerra Mundial representou o maior fracasso da história humana. Ö O Brasil é uma das nações mais receptivas do planeta. QUIZ interativo: fatos e opiniões com plaquinhas Divida a turma em dois grandes grupos. Posicione os grupos de forma que fiquem frente a frente ou lado a lado para facilitar a in- teração. Entregue para cada estudante uma plaquinha de dois lados (pode ser feita com papel cartão ou impressa): Ö um lado escrito FATO, Ö o outro lado escrito OPINIÃO. 8 Dinâmica Ö Prepare uma lista com frases variadas (sugestões abaixo). Ö Leia uma frase de cada vez, com clareza. Ö Cada estudante deve levantar sua plaquinha (virando para “FATO” ou “OPINIÃO”) de acordo com o que acha que a frase corresponde. Ö Estímule a agilidade dos estudantes, dando poucos segundos para a decisão (por exemplo, conte até 5). Neste momento, professor, você tem a oportunidade de verificar se o estudante consolidou a aprendizagem, observando suas respostas e atitudes. Ö Após cada rodada, veja qual grupo teve mais respostas corretas. Ö Marque os pontos no quadro, indicando a pontuação dos grupos. Ö Após conferir a resposta correta, peça que um integrante do grupo que acertou mais que justifique a escolha. Isso reforça o aprendizado e estimula o raciocínio crítico. Ö Continue o jogo até esgotar as frases ou atingir o tempo de aula. Ö No final, o grupo com mais pontos é o vencedor e pode receber uma pequena pre- miação ou apenas os aplausos da turma. Aqui estão algumas sugestões de frases para usar durante o jogo. 1. O valor da gasolina aumentou 5% na última semana. (Fato) 2. O verão é a melhor estação do ano. (Opinião) 3. A água é composta por hidrogênio e oxigênio. (Fato) 4. As pessoas mais inteligentes leem todos os dias. (Opinião) 5. O futebol é o esporte mais emocionante do mundo.(Opinião) 6. Estudar é mais divertido do que brincar. (Opinião) 7. Os seres vivos precisam de água para sobreviver. (Fato) 8. Viajar é melhor do que ficar em casa. (Opinião) 9. O TikTok permite vídeos curtos de até 10 minutos. (Fato) 10. Matemática é a matéria mais difícil da escola. (Opinião) Professor(a), durante a atividade, uma estratégia eficaz para envolver a turma é incluir frases relacionadas aos interesses deles, como assuntos de esportes, séries, mídias sociais ou eventos do dia a dia que instiguem sua curiosidade. Quando estiver lendo as frases, empregue um tom otimista e vá criando suspense antes de revelar as respostas, criando expectativa e estimulando a interação. Estimule os estudantes a aplaudirem as vitórias do grupo, enfatizando a relevância do trabalho coletivo e fomentando uma competição sadia, o que torna o ambiente mais alegre e cativante para todos. 9 Momento 2 - Fatos e opiniões no debate sobre o Uber Professor(a), inicie organizando a turma em dois grupos equilibrados, garantindo que todos possam participar ativamente. Caso seja mais adequado ao perfil da sala, organize os estu- dantes em duplas ou trios, o que facilitará discussões coletivas e incentivará uma interação mais dinâmica e produtiva. Entregue a cada estudante uma cópia do Texto 1 e do Texto 2 (textos abaixo), assegurando que todos tenham os textos antes de iniciar a atividade. Se houver recursos disponíveis, projete os textos para que possam ser lidos em conjunto, reforçando a compreensão cole- tiva. Introdução ao tema: fato e opinião Comece a aula com uma breve contextualização, explicando que os textos discutem dife- rentes pontos de vista sobre o Uber, um tema amplamente debatido na sociedade. Ressalte que o objetivo da aula é identificar e analisar fatos e opiniões presentes nos textos, desen- volvendo uma leitura crítica e reflexiva. Oriente os estudantes a lerem os textos individualmente ou em grupos, dependendo do ta- manhoda turma. Durante a leitura, peça que sublinhem ou grifem trechos que considerem fatos e opiniões, estimulando uma análise detalhada de cada texto. Discussão e Reflexão: Após a leitura, proponha que os estudantes respondam oralmente a algumas perguntas para aprofundar o entendimento: • Os dois textos compartilham a mesma visão sobre o Uber? Resposta esperada: Não, os textos apresentam opiniões divergentes sobre o Uber. • Que ponto de vista é defendido no Texto 1? Resposta esperada: O Texto 1 é contrário ao Uber, destacando a falta de segurança, o desrespeito às leis e a exploração dos motoristas. • Qual é a perspectiva apresentada no Texto 2? Resposta esperada: O Texto 2 é favorável ao Uber, ressaltando a importância da livre iniciativa, do trabalho honesto e da aceitação de inovações. • Que fato é abordado nos dois textos? Resposta esperada: Ambos mencionam que o Uber é amplamente debatido e gerador de controvérsias na sociedade. Conduza uma discussão em grupo com base nas respostas. Incentive os estudantes a justi- ficar suas escolhas, citando trechos dos textos que apoiem suas afirmações. Encoraje a ar- gumentação fundamentada e demonstre como as diferentes interpretações podem coexistir. 10 Comparação dos textos: Peça que os grupos ou duplas comparem os fatos e opiniões identificados nos dois textos. Pergunte: • quais são os fatos e opiniões presentes nas perspectivas apresentadas? • de que forma os dois textos abordam o tema do Uber de maneira diferente? Estimule os estudantes a encontrar semelhanças e diferenças, analisando como os autores sustentam seus argumentos e quais elementos dos textos influenciam a percepção do leitor. Para finalizar, proponha uma tarefa de reflexão escrita em que os estudantes respondam a questões como: • qual é a sua visão sobre o tema após a leitura desses dois textos? • concorda com algum dos argumentos apresentados? Explique sua resposta com base nas leituras. Professor(a), termine a aula destacando a importância de distinguir fatos e opiniões, algo que enfrentamos diariamente em textos, notícias e interações sociais. Explique que a habili- dade de perceber e avaliar argumentos de forma crítica é essencial para a leitura de textos argumentativos e para uma visão mais clara e madura do mundo. Enfatize que os textos analisados são exemplos de como opiniões divergentes podem coexistir e de como é impor- tante avaliá-las com base em evidências e argumentos bem fundamentados. TEXTO 1 POR QUE SOU CONTRA O UBER? Marcelo Freitas Primeiramente porque não te oferece segurança. O Uber é um aplicativo criado por um americano chamado Travis Kalanick que não se importa com nada além do seu bolso, trans- ferindo todo o risco do negócio para o escravocrata motorista contraventor (Art. 47 e 43 da LCP). Hoje em dia ele vive em Singapura, tem três holdings no Panamá e após vários processos nos EUA com condenações por violar leis trabalhistas na ordem 300 milhões de dólares, duas condenações uma na ordem 22 milhões de dólares por não checar os antecedentes criminais dos seus motoristas e outra de 12 milhões de dólares por vender os dados dos usuários e partners para outras empresas e em decorrência mudou a sede para Amsterdam. Também nos EUA, três estados, Illinois, Kansas e Ohio, por meio de referendo a própria população por bem decidiu proibir. Foram 6000 casos de crimes sexuais entre os anos de 2013/2015 e 4.754 reclamações de toda a sorte no site reclame aqui só em 2015 com apro- ximadamente 20.000 carros, já as concorrentes 99 e easy taxis com 250.000 táxis tiveram juntas aproximadamente 1500 reclamações. Quanto às leis brasileiras o Uber fere as normas[...] Disponível em: https://www.passeidireto.com/arquivo/73623931/1-introducao-da-redacao-topico-frasal-e-te- se. Acesso em 13 fev. 2025.Adaptado. 11 TEXTO 2 O UBER E AS MUDANÇAS (NECESSÁRIAS) NA SOCIEDADE Victório Galli - Fragmento Nos últimos meses tenho acompanhado diversas notícias divulgadas pela imprensa envol- vendo discussões sobre o tema. Há, na classe política, quem defenda, equivocadamente, a proibição do UBER. No Brasil, um cidadão não pode ser impedido de exercer um trabalho honesto e lícito. Logo pensei, só ocorre isso no Brasil: um país onde não se pode trabalhar e inovar. Estou tratando sobre este tema desde fevereiro do ano corrente. E, tenho estudado para tratar o assunto com justiça. Uma das conclusões é pela liberação do serviço. O lucro sadio proveniente da livre iniciativa é desejável e defendido na Constituição do Brasil desde o seu artigo 170 até o 192. Além disso, temos nas Escrituras Sagradas em vários trechos do Velho e do Novo Testamento a defesa do trabalho e da livre iniciativa. Cito como exemplos: 2 Tessalonicenses 3:1-18, Provérbios 22:29, dentre tantos. Este é o momento de aceitar o novo, ainda que cause estranheza em alguns. Disponível em: https://www.sonoticias.com.br/opiniao/o-uber-e-as-mudancas-necessarias-na-sociedade/. Acesso em: 28 de jan. de 2025. Momento 3 Professor(a), para este momento sobre fato e opinião, a charge escolhida é um excelente ponto de partida para abordar as diferenças entre essas duas categorias e discutir a ideia de como as pessoas muitas vezes confundem ou manipulam a liberdade de opinião. Vamos trabalhar com a charge para explorar conceitos e reflexões sobre a importância de distinguir fato de opinião na comunicação, além de incentivar a análise crítica. Divida a turma em pequenos grupos para facilitar a interação e garantir que todos partici- pem ativamente. Em seguida, projete a charge no slide ou entregue cópias para cada estudante, para que todos possam visualizar e analisar o conteúdo. Fonte: Tudo sala de aula, 2011 12 Solicite que dois estudantes, por vez, façam a leitura da charge. Um ficará responsável pela fala do primeiro personagem e o outro pela fala do segundo. Incentive os estudantes a usarem uma entonação adequada, além de estimulá-los a ser criativos na leitura, de modo a ressaltar o contraste entre as duas opiniões expressas na charge. Após a leitura, peça que, dentro dos grupos, discutam qual é a mensagem que a charge transmite e como a entonação ajudou a compreender melhor essa mensagem. Oriente-os a refletirem sobre como a liberdade de opinião é apresentada de forma contra- ditória na charge, uma vez que o personagem afirma ser a favor da liberdade de opinião, mas só aceita aquelas opiniões que são iguais às suas. Aqui estão algumas perguntas que podem ajudar os estudantes a entenderem melhor a charge e refletirem sobre seus significados: • O que vocês acham da charge? Peça aos estudantes para expressarem suas primeiras impressões sobre a charge. • Quais sentimentos ela transmite? Pergunte sobre as emoções que a charge desperta, seja em relação aos personagens ou à situação representada. • O que a resposta do segundo personagem revela sobre sua visão de liberdade de expressão? Incentive os estudantes a refletirem sobre a contradição presente na fala do personagem e o que isso revela sobre a visão dele sobre a liberdade de expressão. • Como essa situação reflete a relação entre opinião e a falta de espaço para ouvir opiniões diferentes? Pergunte aos estudantes como a charge demonstra a ideia de que muitas vezes as pessoas não aceitam opiniões contrárias às suas, mesmo defendendo a liberdade de opinião. Essas questões ajudam a guiar a reflexão e a análise da charge, promovendo uma discussão rica sobre as ideias de liberdade de expressão, opinião e respeito à diversidade de pontos de vista. Encerre a aula destacando como a manipulação de fatos e opiniões pode distorcer informa- ções, e como é importante sermos críticos ao consumir qualquer tipo de conteúdo. Faça um fechamento com a seguinte pergunta: • Como podemos praticar uma liberdade de expressão verdadeira, que respeite as opiniões dos outros, sem distorcer os fatos? Professor(a), desejo para você um trabalho de muito empenho, inspiração e êxito! Que cada aula seja uma chance de mudar e influenciarpositivamente a vida dos seus estu- dantes, conduzindo-os à excelência. 13 REFERÊNCIAS ATIVIDADE sobre fato e opinião. Tudo Sala de Aula. [s. l.] 2023. Disponível em: https:// www.tudosaladeaula.com/2021/11/atividade-sobre-fato-e-opiniao-com-explicacao-anos-fi- nais.html. Acesso em 28 jan. 2025. EUDES, C. 1 INTRODUÇÃO DA REDAÇÃO - Tópico frasal e tese - Passeidireto.[s.L], 2025. Disponível em: https://www.passeidireto.com/arquivo/73623931/1-introducao-da-redacao- -topico-frasal-e-tese. Acesso em: 14 fev. 2025. FATO e opinião: você sabe diferenciar um do outro?Blog do IFSC.[s.L], 2023. Fato e opinião: você sabe diferenciar um do outro? Disponível em: https://www.ifsc.edu.br/web/blog/w/ fato-e-opiniao-voce-sabe-diferenciar-um-do-outro-. Acesso em: 30 jan. 2025. GALLI Victório. O UBER e as mudanças (necessárias) na sociedade. SóNotícias. [s. l.], 2023. Disponível em: https://www.sonoticias.com.br/opiniao/o-uber-e-as-mudancas-necessarias- -na-sociedade/. Acesso em 28 jan. 2025. MATRIZ de Referência de Língua Portuguesa do Saeb: temas e seus descritores 9º do Ensino Fundamental. Disponível em: https://download.inep.gov.br/educacao_basica/pro- va_brasil_saeb/menu_do_professor/o_que_cai_nas_provas/Matriz_de_Referencia_de_Lin- gua_Portuguesa.pdf. Acesso em 28 jan. 2025. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Sistema Mineiro de Avaliação e Equi- dade da Educação Pública (SIMAVE). Análise para intervenção pedagógica. Disponível em: https://simave.educacao.mg.gov.br/#!/pagina-inicial. Acesso em: 29 jan. 2025. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino fundamental -anos finais. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index. php/plano-de-cursos-crmg. Acesso em: 29 jan. 2025. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação, Currículo Referência de Minas Gerais: educação infantil, e ensino fundamental. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissio- nal de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: http://basenacionalcomum. mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_curricular_mg.pdf. Acesso em: 28 jan. 2025. https://www.tudosaladeaula.com/2021/11/atividade-sobre-fato-e-opiniao-com-explicacao-anos-finais.html. https://www.tudosaladeaula.com/2021/11/atividade-sobre-fato-e-opiniao-com-explicacao-anos-finais.html. https://www.tudosaladeaula.com/2021/11/atividade-sobre-fato-e-opiniao-com-explicacao-anos-finais.html. https://www.passeidireto.com/arquivo/73623931/1-introducao-da-redacao-topico-frasal-e-tese https://www.passeidireto.com/arquivo/73623931/1-introducao-da-redacao-topico-frasal-e-tese https://www.ifsc.edu.br/web/blog/w/fato-e-opiniao-voce-sabe-diferenciar-um-do-outro- https://www.ifsc.edu.br/web/blog/w/fato-e-opiniao-voce-sabe-diferenciar-um-do-outro- https://www.sonoticias.com.br/opiniao/o-uber-e-as-mudancas-necessarias-na-sociedade/ https://www.sonoticias.com.br/opiniao/o-uber-e-as-mudancas-necessarias-na-sociedade/ https://download.inep.gov.br/educacao_basica/prova_brasil_saeb/menu_do_professor/o_que_cai_nas_provas/Matriz_de_Referencia_de_Lingua_Portuguesa.pdf https://download.inep.gov.br/educacao_basica/prova_brasil_saeb/menu_do_professor/o_que_cai_nas_provas/Matriz_de_Referencia_de_Lingua_Portuguesa.pdf https://download.inep.gov.br/educacao_basica/prova_brasil_saeb/menu_do_professor/o_que_cai_nas_provas/Matriz_de_Referencia_de_Lingua_Portuguesa.pdf https://simave.educacao.mg.gov.br/#!/pagina-inicial https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_curricular_mg.pdf http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_curricular_mg.pdf 14 DESCRITOR (MATRIZ SAEB): D7 – Identificar a tese de um texto. TÓPICO: I – Coerência e coesão no processamento do texto. DURAÇÃO: 3 aulas. MATERIAIS E RECURSOS NECESSÁRIOS: Projetor multimídia - Plaquinhas com fato e opinião - Cópias dos textos - Quadro - Pincel. TEMA: Que tese é essa? Identificar a tese em um texto é importante para compreender sua ideia central e os argu- mentos que a sustentam. Após identificar a tese, o estudante pode avaliar criticamente as informações fornecidas,distinguir entre diferentes pontos de vista e organizar sua própria compreensão do assunto. Além disso, no planejamento da leitura e da escrita, identificar a tese auxilia a estruturar um raciocínio mais coeso e coerente, permitindo uma análise mais aprofundada do texto. Neste planejamento, trabalharemos estratégias para localizar e interpretar a tese, garantindo uma leitura mais eficaz e uma escrita mais argumentativa. Professor(a), o planejamento será apresentado em “momentos”, cuja duração de uma ou mais aulas ficará a seu critério. A indicação do tempo de execução será em números de aulas. Contudo, pode haver o des- membramento em quantas aulas você julgar necessárias, de acordo com as especificidades das turmas atendidas, a flexibilidade de seu planejamento de ensino ou outras conveniên- cias pedagógicas. Momento 1 Professor(a), comece a aula com uma conversa descontraída para aproximar os estudan- tes do conceito de tese e despertar o interesse deles. Lembre-se de que o objetivo é gerar curiosidade e estimular a participação. Faça perguntas abertas para envolver os estudantes. Promova a troca de ideias entre todos, permitindo que você avalie o conhecimento prévio deles e prepare a base para os novos conceitos. Faça perguntas tais como: • o que acham que é uma tese? • alguém já ouviu esse termo em algum lugar? • o que vocês acham que ele significa? Dê espaço para que todos os estudantes falem, sem pressa. A troca de ideias vai permitir que você compreenda o que eles já sabem e, ao mesmo tempo, criar um ambiente par- ticipativo e de curiosidade. Se notar alguma confusão, é a hora adequada para orientar e elucidar o conceito. 15 Depois de ouvir as respostas dos estudantes, aproveite para elucidar o conceito de tese de forma clara e direta, relacionando o que eles expressaram com a explicação teórica Diga aos estudantes que é importante entender o papel fundamental que a tese desem- penha em um texto : a tese é basicamente a ideia principal ou o argumento central de um texto. Ela é a mensagem mais importante que o autor quer defender, explicar ou discutir. Em outras palavras, a tese é o que o autor quer que a gente entenda e concorde quando lê o texto. Utilize exemplos simples e próximos da realidade dos estudantes para tornar a explicação mais acessível. Por exemplo, você pode citar uma redação de vestibular ou uma notícia de jornal que eles possam conhecer. Após apresentar a definição, incentive os estudantes a refletirem sobre a importância de identificar a tese ao ler um texto. Pergunte aos estudantes: • por que será que é tão importante entender a tese de um texto? Como isso ajuda na nossa leitura e compreensão? Professor(a), faça suas considerações para que haja consolidação do aprendizado: a tese é a espinha dorsal de um texto. Toda a parte que vem depois – as ideias, os argu- mentos, os xemplos – existe para apoiar ou explicar a tese. Se conseguimos identificar a tese de um texto, entendemos melhor o que o autor quer comunicar, o que facilita a nossa leitura e compreensão. Ressaltando a relevância da tese, diga que ela é extremamente importante, pois direciona tudo o que o escritor irá desenvolver no texto. É como a fundação de uma casa: tudo que está acima dela é necessário para sua sustentação. Se você identificar a tese, será mais sim- ples entender a intenção do autor, tornando a leitura e interpretação do texto mais nítidas. Agora que os estudantes compreendem a importância da tese e seu significado, comece a parte prática da aula. Distribua os estudantes em pequenos grupos (3 a 4 pessoas) e entregue a cadagrupo um texto breve (pode ser uma parte de artigo, crônica ou até uma opinião de um jornal). Su- gestões em Complementos didáticos, no final deste planejamento. • Instrua os estudantes a lerem o texto e identificarem a tese. Explique que eles devem procurar pela ideia principal do texto, aquela que o autor quer defender ou explicar. • Diga também que eles devem refletir sobre como a tese se conecta com o restante do texto e por que ela é importante para entender o argumento do autor. • Exemplo de instrução: Quando encontrarem a tese, pensem: como o autor desen- volve a ideia principal? Quais argumentos ele usa para apoiá-la? Anotem as partes do texto que ajudam a sustentar a tese. Professor(a), circule pela sala, observe como os grupos estão lidando com os textos e se eles conseguem identificar a tese. Se necessário, oriente os grupos, fornecendo dicas para ajudá-los na tarefa. 16 Após a atividade prática, peça para os grupos compartilharem com a turma a tese que iden- tificaram em seu texto e a explicação de como chegaram a essa conclusão. Ö Solicite que cada grupo apresente a tese identificada e justifique por que acredita ser essa a tese central do texto. Ö Abra para perguntas ou comentários dos outros grupos, estimulando o debate e as reflexões sobre as diferentes formas de abordar a tese. Momento 2 - Construindo teses! Professor, comece a aula com uma breve revisão do conceito de tese, utilizando exemplos de temas de interesse dos estudantes (exemplo: O uso de tecnologia nas escolas pode ser tanto benéfico quanto prejudicial, dependendo de como é aplicado, pois seu impacto varia conforme as circunstâncias de uso, como o tipo de tecnologia, o planejamento pedagógico e a forma como os professores a utilizam em sala de aula). Pergunte aos estudantes se conseguem identificar a tese em um exemplo simples. Incentive-os a expressar suas ideias livremente e promova uma chuva de ideias com as contribuições de todos. Resposta esperada: o uso de tecnologia nas escolas pode ser tanto benéfico quanto prejudicial, dependen- do de como é aplicado. Essa é a ideia central que o texto vai desenvolver e discutir, explicando como o impacto da tecnologia pode variar conforme as circunstâncias e as escolhas feitas na sua apli- cação. Organize a turma em duplas ou trios e forneça a cada grupo um tema geral (por exemplo: mudanças climáticas, a importância da leitura, a violência nas escolas). Peça aos estudantes que discutam o tema e criem uma tese clara e objetiva sobre o as- sunto. Após criar a tese, cada grupo deve escrever uma frase que resuma a tese proposta e expli- car, em 2 a 3 frases, por que escolheram essa tese para o tema dado. Solicite que cada grupo apresente sua tese para a turma, juntamente com uma justificativa do porquê dessa escolha. Abra para perguntas e discussões entre os estudantes, estimulando o pensamento crítico sobre como as teses podem ser formuladas de maneira clara e objetiva. Momento 3 - A tese em ação! Professor(a), revise rapidamente o conceito de tese e pergunte aos estudantes como eles identificaram a tese nas aulas anteriores. Relembre também como cada tipo de texto pode apresentar a tese de forma diferente. 17 Explique que, em textos mais longos, a tese pode estar presente no início, no meio ou até no final do texto. Divida a turma em pequenos grupos (3 a 4 estudantes) e forneça a cada grupo um texto mais longo (pode ser um trecho de um artigo ou um texto argumentativo). Sugestão de textos em complementos didáticos. Solicite aos grupos que leiam o texto e identifiquem qual é a tese. Em seguida, devem destacar as partes do texto que sustentam ou explicam a tese. Após a leitura, cada grupo vai explicar para a turma onde encontraram a tese e como o autor a desenvolve ao longo do texto. Para a consolidação da aprendizagem, faça uma roda de conversa na qual cada grupo com- partilha suas análises. Durante a discussão, oriente os estudantes sobre como a tese se conecta com os argumentos do texto. Peça para que eles reflitam sobre como a identificação da tese ajuda a compreender o pro- pósito e a estrutura do texto. Professor(a), fique a vontade para fazer as adaptações necessárias de acordo com a reali- dade da turma e bom trabalho! 18 COMPLEMENTOS DIDÁTICOS Sugestões de textos curtos para o momento 1 Exemplo de artigo de opinião: A importância do hábito de ler Publicado por: Gabriele Tafarel Vivemos em uma sociedade cada vez mais complexa, com mutações sociais precipitadas e constantes imprevisibilidades e alterações. Além disso, o uso veemente das novas tecnolo- gias e a sede por informações imprime nas pessoas a precisão de adaptabilidade, opinião crítica, criatividade, competência para a inovação e abertura ao novo. O incremento de uma sociedade de informação impõe-se, portanto, no mundo tecnológico em que vivemos. A leitura reflexiva representa uma das boas vias para entender a realidade. É verídico que em nossa sociedade as práticas leitoras são pouco incentivadas e desenvolvidas. Desta forma, dada a sua importância, a leitura deve ser estimulada e integrada ao cotidiano dos estudantes e, consequentemente de jovens e adultos.[...] Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/literatura/a-importancia-habito-ler.htm. Acesso em 14 fev. 2025. Resposta esperada: O trecho do artigo de opinião apresenta uma tese que defende a importância da leitura reflexiva para compreender a realidade em uma sociedade complexa e tecnológica. O autor argumenta que as práticas leitoras são pouco incen- tivadas e, por isso, precisam ser estimuladas e integradas ao cotidiano das pessoas, especialmente estudantes, jovens e adultos. Exemplo de crônica: Valente menina (Rubem Braga) Debruçado cá em cima, no 13.° andar, fiquei olhando a porta do edifício à espera de que surgisse o seu vulto lá embaixo. Eu a levara até o elevador, ao mesmo tempo aflito para que ela partisse e triste com a sua partida. Nossa conversa fora amarga. Quando lhe abri a porta do elevador esbocei um gesto de carinho na despedida, mas, como eu previra, ela resistiu. Pela abertura da porta vi sua cabeça de perfil, séria, descer, sumir. Agora sentia necessidade de vê-la sair do edifício, mas o elevador deve ter parado no caminho, porque demorou um pouco a surgir seu vulto rápido. Desceu a escada fez uma pequena volta para evitar uma poça de água, caminhou até a esquina, atravessou a rua. Vi-a ainda um instante andando pela calçada da transversal, diante do café; e desapareceu, sem olhar para trás.[...] Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/valente-menina-cronica-de-rubem-braga/#google_vignette. Acesso em 14 de fev. 2025 Resposta esperada: a tese da crônica é a dificuldade de lidar com despedidas e o misto de sentimentos que elas provocam, como alívio e tristeza ao mesmo tempo. O narrador expressa essa ambiguidade ao desejar tanto o afastamento quanto a presen- ça da outra pessoa. 19 Sugestões de textos para 3° momento - A tese em ação! Texto 1 DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS: UM PROBLEMA GLOBAL Os alimentos são desperdiçados em toda a cadeia alimentar, desde a produção agrícola, que inclui a superprodução sazonal e o manejo inadequado das rotas de venda de alimen- tos frescos, especialmente frutas, vegetais e peixe, até o lixo doméstico, que transforma os alimentos em resíduos. Este não é apenas um problema econômico, mas também um problema ecológico. […] Embora os percentuais de perdas variem de país para país, os resultados são preocupantes e exigem ações coordenadas a serem tomadas e implementadas a fim de reverter a situ- ação. A ordem de prioridade proposta pela FAO dá uma hierarquia de ações com um grau de coerência: prevenção, aproveitamento, reciclagem, substituição, incineração de resíduos com recuperação de energia e eliminação sem recuperação de energia. […] O desperdício de alimentos é um grave problema mundial que precisa ser enfrentado e que deve levar à geração de círculos virtuosos para transformar a perdaem uso. Portanto, o combate ao desperdício é uma tarefa de todos. E nós temos a oportunidade de sermos protagonistas nesse desafio. Já é comum vermos ONGs, empresas e instituições dedicadas a essa causa, mas, somente elas não são suficientes. Precisamos do envolvimen- to coletivo de toda a sociedade. Afinal, se cada um colaborar com a sua parte, no seu dia a dia, podemos fazer a diferença e ter um mundo mais sustentável. Fonte: https://www.ejemplos.co/br/texto-argumentativo/#ixzz8FkVAO8ag (Adaptado) Resposta esperada: o desperdício de alimentos é um grave problema mundial que en- volve questões econômicas e ecológicas e precisa ser enfrentado por ações coordenadas e pelo envolvimento coletivo de toda a sociedade. Texto 2 Maturidade A criação do Estatuto da Criança e do Adolescente, há 15 anos, foi uma grande conquista da sociedade brasileira, um passo à frente na democratização do Estado e um ganho para os que até então eram considerados simplesmente menores, sem direito à cidadania, proteção ou dignidade. Hoje vislumbramos um cenário de grandes possibilidades para a realização dos direitos humanos da criança como cidadã. Nestes 15 anos muito se caminhou, apesar de ainda es- tarmos longe de um cenário ideal. A evolução pode ser claramente notada quando olhamos para trás e vemos que parte do percurso foi vencido pela formatação de uma política pública de proteção que trouxe para o âmbito da Justiça infanto-juvenil leis que podem e devem ser acatadas. É preciso dar continuidade à batalha, integrar as políticas da infância ao dia-a-dia das ges- tões municipais. Podemos ser cidadãos mais conscientes do nosso papel na convivência com as crianças e adolescentes. É nosso dever trazê-los para perto das possibilidades de estudo, de novas informações, de sua formação integral. Como isso seria possível? Não 20 facilmente, claro, mas com obstinação, atuando em organizações governamentais ou não- -governamentais. Podemos começar pelo nosso bairro ou pelo nosso trabalho, levantando o que no entorno existe para o encaminhamento de crianças. Podemos tomar conhecimento do trabalho do Conselho Tutelar nas cidades e subprefeituras das metrópoles. A consciência do dever é só o princípio que deve nos impulsionar à aplicação do que aprendemos em 15 anos de ECA. Precisamos colaborar para que os próximos 15 anos mostrem que é possível criar nossas crianças dentro das escolas, dentro dos seus direitos, para que em sua vida adulta tenham consciência dos direitos das futuras gerações. Disponível em: https://www.tudosaladeaula.com/2023/09/simulado-de-portugues-d7-identificar-a-tese-de- -um-texto-8o-e-9o-ano/. Acesso em 14 fev. 2025. Resposta esperada: o ECA constitui uma grande conquista para a sociedade brasilei- ra, mas há ainda muito o que fazer para sua total implantação. Texto 3 Decida Em um mundo cada vez mais complexo, com excesso de informação, pressão por desem- penho e repleto de alternativas, as pessoas precisam tomar decisões também a respeito de assuntos delicados. E devem fazer isso sem ter muito tempo para pensar. Cada vez mais, o sucesso e a satisfação pessoal dependem da habilidade de fazer esco- lhas adequadas. Com frequência, as pessoas são instadas a tomar uma decisão que pode modificar sua vida pessoal. Devo ou não me casar? Que tal só morarmos juntos? Devo ou não me separar? […] Em que escola matricular nosso filho? Aliás, ele vai ganhar carro aos 18 anos ou sairá à noite de carona […]? É certo comprar aquela casa maior e contrair um financiamento a perder de vista? No trabalho, acontece a mesma coisa. Devo dar uma res- posta dura àquela provocação feita pelo chefe? Peço ou não peço aumento? Posso ou não baixar os preços dos produtos que vendo de forma a aumentar a saída? Que tal largar tudo e abrir aquela pousada na praia? Psicólogos americanos que estudaram a vida de gerentes empregados em grandes companhias descobriram que eles chegam a tomar uma decisão a cada nove minutos. São mais de 10.000 decisões por ano – 10.000 possibilidades de acertar, ou de errar. Não há como fugir. Ou você decide, ou alguém decide em seu lugar. Veja. 14 jan. 04. *Adaptado: Reforma Ortográfica. Fragmento Disponível em: https://www.tudosaladeaula.com/2023/09/simulado-de-portugues-d7-identificar-a-tese-de- -um-texto-8o-e-9o-ano/. Resposta esperada: a vida moderna exige a tomada de decisões difíceis. 21 Texto 4 O mercúrio onipresente Os venenos ambientais nunca seguem regras. Quando o mundo pensa ter descoberto tudo o que é preciso para controlá-los, eles voltam a atacar. Quando removemos o chumbo da gasolina, ele ressurge nos encanamentos envelhecidos. Quando toxinas e resíduos são en- terrados em aterros sanitários, contaminam o lençol freático. Mas ao menos acreditávamos conhecer bem o mercúrio. Apesar de todo o seu poder tóxico, desde que evitássemos deter- minadas espécies de peixes nas quais o nível de contaminação é particularmente elevado, estaríamos bem. […]. Mas o mercúrio é famoso pela capacidade de passar despercebido. Uma série de estudos recentes sugere que o metal potencialmente mortífero está em toda parte — e é mais peri- goso do que a maioria das pessoas acredita. Dispónível em: https://www.tudosaladeaula.com/2023/09/simulado-de-portugues-d7-identificar-a-tese-de- -um-texto-8o-e-9o-ano/. Acesso em 14 fev. 2025. Resposta esperada: o mercúrio apresenta alto teor de periculosidade para a natu- reza. Sugestões de vídeos sobre como identificar a tese de um texto Descritor 8 - Estabelecer relação entre a tese e os argu- mentos oferecidos para sustentá-la. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=9g- 5J5OrGnWM. Identificar a tese de um texto - descritor 7 para 9ºs anos EF e 3ªs EM do SAEB de Língua Portuguesa. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?- v=mWbeJsFU7wk. SAIBA MAIS 22 REFERÊNCIAS DIANA Daniela. Crônica Narrativa. toda materia. [s.L], 2025. Disponível em: https://www. todamateria.com.br/cronica-narrativa/. Acesso em 29 jan.2025. Matriz de Referência de Língua Portuguesa do Saeb: temas e seus descritores 9º do Ensino Fundamental. Disponível em: https://download.inep.gov.br/educacao_basica/prova_brasil_ saeb/menu_do_professor/o_que_cai_nas_provas/Matriz_de_Referencia_de_Lingua_Portu- guesa.pdf. Acesso em 28 jan. 2025. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Sistema Mineiro de Avaliação e Equi- dade da Educação Pública (SIMAVE). Análise para intervenção pedagógica. Disponível em: https://simave.educacao.mg.gov.br/#!/pagina-inicial . Acesso em: 29 jan. 2025. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino fundamental - anos finais. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index. php/plano-de-cursos-crmg . Acesso em: 29 jan. 2025. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação, Currículo Referência de Minas Gerais: educação infantil, e ensino fundamental. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissio- nal de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: http://basenacionalcomum. mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_curricular_mg.pdf. Acesso em: 28 jan. 2025. SIMULADÃO de Português Inédito para o Saeb 2023 – 9º ano – 25 questões. Tudo Sala de Aula. [s.L.], 2025. Disponível em: https://www.tudosaladeaula.com/2023/10/simuladao-de- -portugues-inedito-para-o-saeb-2023-9o-ano-25-questoes/. Acesso em 29 jan. 2025. SIMULADOS de Português 8º e 9º ano. Tudo Sala de Aula. [s.L]. 2025. Disponível em: ht- tps://www.tudosaladeaula.com/2023/09/simulado-de-portugues-d7-identificar-a-tese-de- -um-texto-8o-e-9o-ano/. Acesso em: 29 jan. 2025. TAFAREL, Gabriele. A importância do hábito de ler.. Uol.[s.L], 2025. Disponível em: https:// meuartigo.brasilescola.uol.com.br/literatura/a-importancia-habito-ler.htm. Acesso em: 29 jan. 2025. VALENTE menina - Crônica de Rubem Braga. Portal do Conto Brasileiro. [s.L], 2020. Dispo- nível em: https://contobrasileiro.com.br/valente-menina-cronica-de-rubem-braga/.Acesso em: 14 fev. 2025. https://www.todamateria.com.br/cronica-narrativa/ https://www.todamateria.com.br/cronica-narrativa/ https://download.inep.gov.br/educacao_basica/prova_brasil_saeb/menu_do_professor/o_que_cai_nas_provas/Matriz_de_Referencia_de_Lingua_Portuguesa.pdf https://download.inep.gov.br/educacao_basica/prova_brasil_saeb/menu_do_professor/o_que_cai_nas_provas/Matriz_de_Referencia_de_Lingua_Portuguesa.pdf https://download.inep.gov.br/educacao_basica/prova_brasil_saeb/menu_do_professor/o_que_cai_nas_provas/Matriz_de_Referencia_de_Lingua_Portuguesa.pdf https://simave.educacao.mg.gov.br/#!/pagina-inicial https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_curricular_mg.pdf http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_curricular_mg.pdf https://www.tudosaladeaula.com/2023/10/simuladao-de-portugues-inedito-para-o-saeb-2023-9o-ano-25-questoes/ https://www.tudosaladeaula.com/2023/10/simuladao-de-portugues-inedito-para-o-saeb-2023-9o-ano-25-questoes/ https://www.tudosaladeaula.com/2023/09/simulado-de-portugues-d7-identificar-a-tese-de-um-texto-8o-e-9o-ano/ https://www.tudosaladeaula.com/2023/09/simulado-de-portugues-d7-identificar-a-tese-de-um-texto-8o-e-9o-ano/ https://www.tudosaladeaula.com/2023/09/simulado-de-portugues-d7-identificar-a-tese-de-um-texto-8o-e-9o-ano/ https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/literatura/a-importancia-habito-ler.htm https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/literatura/a-importancia-habito-ler.htm https://contobrasileiro.com.br/valente-menina-cronica-de-rubem-braga/ 23 DESCRITOR (MATRIZ SAEB): D4 – Inferir uma informação implícita em um texto. TÓPICO: I – Procedimento de leitura. DURAÇÃO: 3 aulas. MATERIAIS E RECURSOS NECESSÁRIOS: Textos curtos (contos, notícias, trechos de crônicas), cartões com perguntas inferenciais, cartolina ou quadro para pontuação. TEMA: Habilidade de inferência – lendo além das palavras. O descritor D4 - Inferir uma informação em um texto é uma habilidade fundamental que os estudantes devem compreender, porque permite que eles deduzam significados que não são explicitamente declarados , mas que podem ser inferidos a partir de pistas específicas do contexto, estruturais ou linguísticas . O desenvolvimento dessa habilidade é essencial para que o estudante melhore suas habi- lidades de análise, de pensamento crítico e de argumentação tanto na escrita quanto na leitura. Neste planejamento, proporemos atividades dinâmicas e interativas que estimulem a construção de inferências, desafiando os estudantes a compreender informações ocultas em diversos gêneros textuais e situações comunicativas , tornando a leitura mais significa- tiva e aprofundada. Professor(a), este planejamento será estruturado em momentos, e a duração de cada um poderá se estender por uma ou mais aulas, conforme seu julgamento. A indicação do tem- po de execução será apresentada em número de aulas, mas você tem total liberdade para adaptar, desdobrando as atividades conforme as necessidades específicas da sua turma, a flexibilidade do seu planejamento de ensino ou outras conveniências pedagógicas. O impor- tante é garantir que os estudantes tenham tempo suficiente para desenvolver a habilidade de inferência de forma significativa e aprofundada. Momento 1 – Jogo da inferência: decifrando o texto Professor(a), para iniciar a aula pergunte aos estudantes: • vocês já ouviram a palavra inferir? • O que acham que ela significa?. Dê espaço para que expressem suas opiniões. Em seguida, explique que inferir é interpretar informações que não estão ditas diretamente, mas podem ser entendidas a partir de pistas no texto ou no contexto. Para tornar o conceito mais concreto, apresente situações do cotidiano e peça que os estu- dantes tentem descobrir o que está implícito nelas. Isso despertará a curiosidade e prepa- rará os estudantes para o trabalho com inferências ao longo das aulas. 24 Exemplos práticos de informações implícitas no cotidiano 1. Na escola: um estudante entra na sala com a cabeça baixa e não conversa com ninguém. Resposta esperada: embora ele não diga que está triste, é possível inferir isso pelo seu comportamento. 2. No comércio: se você entra em uma loja e um funcionário diz: - Estamos fechando em cinco minutos. Resposta esperada: ele não pediu diretamente para você sair, mas você pode inferir que deve finalizar sua compra rapidamente. 3. No trânsito: se um carro está parado no acostamento com o pisca-alerta ligado e o motorista olhando para o celular. Resposta esperada: ele está com algum problema no veículo ou procurando ajuda. 4. Em casa: se sua mãe está lavando a louça com força e com expressão séria. Resposta esperada: mesmo sem dizer nada, você pode inferir que ela está irritada com algo. 5. Em mensagens de texto: se alguém responde apenas “Ok” para uma mensagem longa que você enviou, sem emojis ou explicações. Resposta esperada: essa pessoa pode estar chateada, ocupada ou sem interesse na conversa. Diga aos estudantes que nós fazemos inferências o tempo todo, mesmo sem perceber! Explique que, no dia a dia, interpretamos expressões faciais, tons de voz, mensagens e situações sem que tudo seja dito explicitamente. Assim, a inferência é uma habilidade na- tural que usamos para compreender o mundo e que, na leitura, funciona da mesma forma: precisamos captar informações implícitas para entender melhor os textos. Brincar para aprender inferir Professor(a), divida a turma em grupos de 4 ou 5 estudantes, em seguida, distribua, para cada grupo, textos curtos e um conjunto de perguntas inferenciais que se encontram na seção COMPLEMENTOS DIDÁTICOS, no final deste planejamento. Solicite que cada grupo leia o texto e responda às perguntas usando argumentos baseados nas pistas do texto. Durante a apresentação dos grupos, a dinâmica pode acontecer da seguinte forma: após cada grupo expor suas respostas às perguntas inferenciais sobre o texto lido, os demais grupos terão a oportunidade de desafiá-los com novas perguntas inferenciais. Essas per- guntas devem estar relacionadas ao texto e exigir interpretações implícitas. Instigue os estudantes a debaterem as respostas dadas pelo grupo. Elas serão discutidas coletivamente, incentivando a argumentação e a troca de ideias. Professor(a), seja o mediador do debate, estimulando os estudantes a justificarem suas in- ferências com base em elementos do texto. Para tornar a atividade ainda mais envolvente, um sistema de pontuação pode ser aplicado, premiando grupos que formularem perguntas 25 desafiadoras e respostas bem fundamentadas. Isso promove o pensamento crítico e a par- ticipação ativa dos estudantes Reflita com os estudantes sobre a importância de inferir informações implícitas e peça que deem exemplos de quando essa habilidade é útil no dia a dia. Momento 2 – Inferência investigativa: o detetive literário Professor(a), diga aos estudantes que leitores são como detetives! Assim como um inves- tigador reúne pistas para resolver um mistério, nós, leitores, precisamos observar detalhes nos textos para entender informações que não estão ditas de forma explícita. Os autores nem sempre revelam tudo diretamente. Em vez disso, deixam pistas escondidas nas ações dos personagens, nos cenários e nos diálogos. Nosso trabalho é encontrar essas pistas e conectar os pontos para descobrir o que realmente está acontecendo. Hoje, vocês serão detetives da leitura! Vamos praticar a arte de fazer inferências e desven- dar mistérios escondidos nos textos. Estão prontos para investigar? Distribua um pequeno texto que contenha um mistério ou que tenha lacunas que precisam ser preenchidas por inferências. Exemplo de texto de mistério: O Mistério do relógio na parede (Filme dirigido por Eli Roth) A sala estava escura quando Marina entrou. O relógiona parede marcava 3h15. O sofá estava fora do lugar, e havia algumas pegadas molhadas no chão. A janela da cozinha estava entreaberta, deixando o vento balançar as cortinas. Sobre a mesa, um copo quebrado e um telefone fora do gancho. Marina segurou a respiração e olhou ao redor antes de dar um passo à frente. Fonte: O Mistério do relógio na parede ( Filme dirigido por Eli Roth) Investigação: coletando pistas Após a leitura, entregue fichas com perguntas que exigem inferência para serem respondi- das. Exemplos de perguntas inferenciais: 1. O que pode ter acontecido na casa antes de Marina entrar? Resposta esperada: com base nas pistas, parece que algo aconteceu abruptamente. O sofá fora do lugar, o copo quebrado, as pegadas molhadas e o telefone fora do gancho indicam que houve uma espécie de tumulto ou acidente. Pode ter ocorrido uma briga, um acidente ou até mesmo uma fuga apressada de alguém. O ambiente está desordenado e sugere que alguém deixou a casa rapidamente ou houve uma interrupção abrupta. 2. Como Marina pode estar se sentindo nesse momento? Quais pistas sugerem isso? Resposta esperada: Marina provavelmente está se sentindo assustada ou tensa. O fato de ela ter segurado a respiração e olhar ao redor indica que ela está cautelosa e apreensiva. 26 A sala escura, as pegadas molhadas e o copo quebrado criam uma atmosfera de desconfor- to, o que pode aumentar a sensação de inquietação ou medo. 3. O que as pegadas molhadas indicam sobre o visitante? Resposta esperada: as pegadas molhadas podem indicar que a pessoa que esteve ali estava molhada, possivelmente por causa da chuva, da água ou de algo que derramou. Isso sugere que a pessoa pode ter se apressado a sair, e a umidade nas pegadas pode indicar que essa pessoa estava recentemente na casa ou deixou a marca ao sair rapidamente. 4. O telefone fora do gancho sugere alguma situação de emergência? Por quê? Resposta esperada: o telefone fora do gancho é um forte indicativo de que houve uma situação de emergência ou um evento inesperado. Normalmente, ao perceber uma situação de urgência, a pessoa pode ter desligado o telefone abruptamente, seja para escapar ou em pânico. O fato de o telefone não estar no gancho pode sugerir que alguém tentou fazer uma ligação de emergência ou que a pessoa que estava na casa estava em uma situação de grande aflição. 5. Por que a janela pode estar aberta? Foi um acidente ou alguém a abriu? Resposta esperada: a janela entreaberta, balançando as cortinas com o vento, pode in- dicar que alguém a abriu apressadamente, talvez para sair rapidamente, ou até para entrar. Também pode ser resultado de uma fuga ou tentativa de dar uma explicação para o tumulto dentro da casa. O fato de a janela estar aberta e não completamente fechada sugere uma ação apressada, o que pode indicar que não foi um simples acidente, mas sim uma tentativa de alterar a situação, seja saindo ou permitindo a entrada de alguém. Trabalho em grupo: solução do mistério Ö Divida os estudantes em duplas ou pequenos grupos. Ö Cada grupo deve analisar o texto e responder às perguntas, justificando suas res- postas com base nas pistas encontradas. Ö Incentive os estudantes a discutirem suas hipóteses e a explicar como chegaram a cada conclusão. Dica: se quiser deixar a atividade mais dinâmica, cada grupo pode anotar suas descobertas em um “Relatório de Detetive” antes de compartilhar com a turma. Professor(a), solicite que cada grupo apresente suas respostas e explique o raciocínio por trás de suas inferências. Seja guia da discussão, destacando como diferentes interpretações podem surgir a partir das pistas dadas. Ao final, revele o que realmente aconteceu (se houver uma solução definida) ou deixe em aberto para estimular a criatividade dos estudantes. Explique que a inferência não se aplica apenas a textos de mistério, mas a diversos gêneros textuais, como contos, notícias e até conversas do cotidiano. Reforce a importância de prestar atenção a pistas nos textos para entender mensagens implícitas e melhorar a interpretação de leitura. 27 COMPLEMENTOS DIDÁTICOS Sugestões de pequenos textos para o momento 1 - Brincar para aprender inferir 1 - Brincar para aprender inferir 1. Pequena Narrativa (Conto ou Crônica) Texto: Um garoto chega em casa, joga a mochila no sofá e vai direto para o quarto sem falar com ninguém. Sua mãe olha para o relógio e suspira. Perguntas inferenciais: ● Como o garoto provavelmente está se sentindo? Inferência: o garoto provavelmente está se sentindo irritado, cansado ou chateado, já que ele entra em casa, joga a mochila no sofá e vai direto para o quarto sem cumprimentar ninguém. Essas atitudes podem indicar uma falta de vontade de interagir ou de comunicar algo, o que sugere um estado emocional negativo. ● Por que a mãe suspirou ao olhar o relógio? Inferência: a mãe provavelmente suspirou por estar preocupada com o comportamento do filho, já que ele chegou em casa de forma abrupta e evitou a interação. O suspiro pode indicar frustração, talvez pela falta de comunicação ou pela percepção de que algo aconteceu durante o dia do garoto que o deixou abalado. • O que pode ter acontecido antes dessa cena? Inferência: antes dessa cena, pode ser que o garoto tenha tido um dia difícil ou algo tenha ocorrido na escola que o deixou desanimado ou incomodado. A interação fria com a mãe e sua apatia ao chegar em casa podem ser reflexo de uma situação estressante ou desagradável que ele vivenciou antes. 2. Aviso Importante - Luis Fernando Verissimo O uso excessivo do telefone celular Frita o seu cérebro como uma fornalha. Não é verdade, mas espalha, espalha. (Da série ―Poesia numa Hora dessas?!). Disponível em: https://tecopoetasonhador.blogspot.com/2009/12/aviso-importante-luis-fernado- verissimo.html Perguntas inferenciais: 1. O que o autor pretende sugerir ao afirmar que “o uso excessivo do telefone celular frita o seu cérebro como uma fornalha”? 28 Inferência: o autor utiliza uma expressão exagerada para alertar sobre os riscos do uso excessivo do celular, sugerindo que pode prejudicar a saúde mental ou física de forma significativa, mas sem afirmar literalmente que isso aconteça. 2. O trecho “Não é verdade, mas espalha, espalha” sugere que o autor está criticando qual comportamento das pessoas? Inferência: o autor critica a tendência das pessoas de espalharem informações falsas ou exageradas sem questioná-las, revelando como rumores e mentiras podem se espalhar facilmente, mesmo quando não são verdadeiros.. 3. O fato de o autor mencionar que a afirmação “não é verdade” implica que ele está usando o humor de qual maneira? Inferência: o autor usa o humor e a ironia para brincar com a ideia de que uma mentira ou exagero pode se espalhar rapidamente, destacando a maneira como algumas afirmações sem base factual podem ser amplificadas de forma cômica. 3. Aula de Física - Joãozinho me dê um exemplo de energia desperdiçada? E o garoto responde: - Contar a história de arrepiar os cabelos para um careca. Disponível em: https://www.piadas.com.br/ Acesso em: 24 ago. 2019. (adaptado) ● O que Joãozinho quer dizer com “contar a história de arrepiar os cabelos para um careca? Inferência: Joãozinho está fazendo uma metáfora para explicar que a energia é desperdiçada quando algo não faz sentido ou não tem efeito em quem está recebendo. Nesse caso, contar uma história para alguém que não pode se beneficiar dela (como o careca não podendo arrepiar os cabelos) é uma forma de mostrar que a energia ou esforço foi mal direcionado. ● Qual é a intenção de Joãozinho ao usar o humor em sua resposta? Inferência: A intenção de Joãozinho ao usar o humor é ilustrar de forma leve e engraçada a ideia de desperdício de energia, sugerindo que existem situações em que os esforços não têm o impacto esperado ou desejado, assim como contar uma história para alguém que não pode reagir da maneira usual. 29 4. Poema ou Letra de Música (Trecho com metáforas ou sentidosimplícitos) Texto: No horizonte, o sol boceja e se despede devagar… ● O que essa frase realmente significa? Inferência: a frase utiliza uma metáfora ao dizer que “o sol boceja e se despede devagar”, sugerindo que o sol está se pondo, como se estivesse cansado ou indo descansar. A metáfora cria a ideia de um fim gradual, suave e tranquilo, como o descanso de uma pessoa ao bocejar. ● Qual imagem o autor quer transmitir ao leitor? Inferência: a autor quer transmitir uma imagem poética e calma do pôr do sol, associando o movimento lento e suave do sol se pondo a uma despedida tranquila, quase como uma pessoa que se prepara para descansar. Essa imagem evoca uma sensação de serenidade e contemplação. ● Que horário do dia esse verso representa? Inferência: o verso representa o final da tarde, especificamente o pôr do sol. A ideia de “despedir devagar” sugere o momento em que o dia vai aos poucos dando lugar à noite, quando o sol está se pondo no horizonte. 30 (In)forme-se mais através das ferramentas Plataforma com conteúdo seguro, interati- vo, divertido e de qualidade para professo- res e estudantes. Disponível em: https://britannica.com.br/. Plataforma de leitura que apoia a promo- ção do hábito da leitura e das habilidades de compreensão leitora dos estudantes. Disponível em: https://www. elefanteletrado.com.br/. Plataforma que oferece livros digitais, vi- deoaulas, simulados, correção de reda- ção, relatórios individuais de desempenho e muito mais para auxiliar o estudante na preparação para o ENEM. Disponível em: https://www.enem. educacao.mg.gov.br/plataforma/login. Utilize-as em seu dia-a-dia na prática da sala de aula, são parceiras da SEE-MG. https://britannica.com.br/ https://www.elefanteletrado.com.br/ https://www.elefanteletrado.com.br/ https://www.enem.educacao.mg.gov.br/plataforma/login https://www.enem.educacao.mg.gov.br/plataforma/login 31 REFERÊNCIAS DELL’ISOLA, Regina L. Péret. Inferência na leitura. Ceale. [s.L], 2025. Disponível em: ht- tps://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/inferencia-na-leitura. Acesso em 29 jan. 2025. INFERÊNCIA Textual: Compreensão e Aplicação. Teach. [s.l], 2025. Disponível em: https:// www.teachy.com.br/livros/ensino-medio/1ano/portugues/inferencia-textual-compreensao- -e-aplicacao-Tecnica. Acesso em 30 jan. 2025. MATERIAL estruturado Língua Portuguesa. Disponível em: https://www.ced.seduc.ce.gov. br/wp-content/uploads/sites/82/2022/03/mesisedu-aulad02-professor-AVACED.pdf . Aces- so em: 14 fev. 2025. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino fundamental - anos finais. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index. php/plano-de-cursos-crmg . Acesso em: 29 jan. 2025. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Sistema Mineiro de Avaliação e Equi- dade da Educação Pública (SIMAVE). Análise para intervenção pedagógica. Disponível em: https://simave.educacao.mg.gov.br/#!/pagina-inicial. Acesso em: 24 jan. 2025. MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação, Currículo Referência de Minas Gerais: educação infantil, e ensino fundamental. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissio- nal de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: http://basenacionalcomum. mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_curricular_mg.pdf. Acesso em: 28 jan. 2025. O QUE é inferir uma informação implícita em um texto? Disponível em: https://afontedein- formacao.com/biblioteca/artigo/read/94963-o-que-e-inferir-uma-informacao-implicita-em- -um-texto#google_vignette. Acesso em: 30 jan. 2025. PAVAN, Mayra.Importância da inferência para a interpretação textual. escola KIDS.[s.L], 2025. Disponível em: https://escolakids.uol.com.br/portugues/importancia-da-inferencia- -para-a-interpretacao-textual.htm. Acesso em 29 jan.2025. PIOVESAN, A. AVISO IMPORTANTE - Luis Fernando Verissimo.[s.L], 2009. Disponível em: https://tecopoetasonhador.blogspot.com/2009/12/aviso-importante-luis-fernado-verissimo. html. Acesso em: 14 fev. 2025. https://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/inferencia-na-leitura https://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/inferencia-na-leitura https://www.teachy.com.br/livros/ensino-medio/1ano/portugues/inferencia-textual-compreensao-e-aplicacao-Tecnica https://www.teachy.com.br/livros/ensino-medio/1ano/portugues/inferencia-textual-compreensao-e-aplicacao-Tecnica https://www.teachy.com.br/livros/ensino-medio/1ano/portugues/inferencia-textual-compreensao-e-aplicacao-Tecnica https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg https://simave.educacao.mg.gov.br/#!/pagina-inicial http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_curricular_mg.pdf http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_curricular_mg.pdf https://afontedeinformacao.com/biblioteca/artigo/read/94963-o-que-e-inferir-uma-informacao-implicita-em-um-texto#google_vignette https://afontedeinformacao.com/biblioteca/artigo/read/94963-o-que-e-inferir-uma-informacao-implicita-em-um-texto#google_vignette https://afontedeinformacao.com/biblioteca/artigo/read/94963-o-que-e-inferir-uma-informacao-implicita-em-um-texto#google_vignette https://escolakids.uol.com.br/portugues/importancia-da-inferencia-para-a-interpretacao-textual.htm https://escolakids.uol.com.br/portugues/importancia-da-inferencia-para-a-interpretacao-textual.htm https://tecopoetasonhador.blogspot.com/2009/12/aviso-importante-luis-fernado-verissimo.html https://tecopoetasonhador.blogspot.com/2009/12/aviso-importante-luis-fernado-verissimo.html 32 Professor(a), neste planejamento serão trabalhados descritores relacionados as operações de adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e raiz quadrada. Trabalharemos com o conjunto dos números naturais, inteiros e racionais. A indicação do tempo de execução, será em números de aulas. Contudo, pode haver o des- membramento em quantas aulas você julgar necessárias, de acordo com as especificidades das turmas atendidas, a flexibilidade de seu planejamento de ensino ou outras conveniên- cias pedagógicas. Tema: Revisão de Operações com Números Naturais - Adição e Subtração, multiplicação, divisão, potência e raiz quadrada de números quadrados perfeitos. Aula 1: Revisão de Operações com Números Naturais DESCRITOR (MATRIZ SAEB): D19 - Resolver problema com números naturais, envolvendo diferentes significados das operações (adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação). Objetivo: Os estudantes devem ser capazes de realizar operações de adição, subtração, multiplicação e divisão, potenciação e raiz quadrada com números naturais, compreendendo as regras dessas operações e aplicando-as na resolução de problemas contextualizados. Desenvolvimento: Caro Professor, comece explicando que, para entender melhor as operações fundamentais, trabalhe com um problema prático. O enunciado é apresentado de forma clara. Carlos tem 48 bolinhas de gude e decide dividir essas bolinhas igualmente entre seus 8 amigos. Depois, ele encontra mais 24 bolinhas de gude e decide distribuir igualmente entre os mesmos 8 amigos. Agora, quantas bolinhas de gude cada amigo vai receber? Leia o problema com os estudantes e os oriente a identificar as informações principais: número de bolinhas (48 e 24) e o número de amigos (8). Pergunte aos estudantes: O que precisamos fazer para resolver esse problema? Estimule a reflexão sobre a divisão e a ne- cessidade de dividir as bolinhas igualmente. Escreva no quadro: Carlos tem 48 bolinhas de gude e 8 amigos. Quantas bolinhas ele dá para cada amigo? Guie os estudantes a realizarem a divisão de 48 bolinhas por 8 amigos: 48 ÷ 8 = 6. MAPA + SAEB ÁREA DE CONHECIMENTO Matemática e suas Tecnologias COMPONENTE CURRICULAR Matemática ANO LETIVO 2025 33 Cada