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E-BOOK
FUNDAMENTOS DA 
CONTABILIDADE
Princípios fundamentais de contabilidade
APRESENTAÇÃO
A Contabilidade teve seu início oficialmente na Itália entre os séculos 13 e 14 e se consolidou 
como ciência em 1494, com a publicação do Tratactus de Computis et Scripturis, um tratado de 
Frei Luca Pacioli, que relata fatos da contabilidade. A partir daí surge a primeira escola de 
Contabilidade, dominando o cenário mundial. No Brasil, a Contabilidade veio com a Escola de 
Comércio Álvares Penteado e, em 1946, com a Escola de Economia e Administração da 
USP. Com o crescimento dos mercados mundiais, a necessidade de haver registros contábeis 
aumentou e a contabilidade passou a ter mais importância ainda.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai estudar os conceitos, terminologias, funções da 
contabilidade. Vai estudar também quem são os principais usuários da contabilidade e sua 
importância.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar os conceitos, as terminologias, os princípios fundamentais e as funções da 
Contabilidade.
•
Reconhecer os principais usuários da Contabilidade e sua importância.•
Aplicar as técnicas de qualidade nas informações das demonstrações contábeis.•
DESAFIO
A contabilidade passou por atualizações que visaram a padronização internacional. No Brasil 
estas regras sobre o novo modo de se fazer a contabilidade foi implantado a partir do ano de 
2010. Esta implementação precisa ser adotada por todas as empresas e a preparação dos 
profissionais de contabilidade foi fundamental para isso. As instituições de ensino tiveram 
fundamental importância para a adoção das normas internacionais.
Você é um auditor e foi procurado por uma instituição de ensino para ressaltar a importância da 
qualidade do ensino no curso de Ciências Contábeis. Descreva quais áreas e funções um 
profissional de Contabilidade pode exercer e qual a função de cada uma delas.
INFOGRÁFICO
A finalidade da contabilidade é registrar, mensurar e informar sobre os fatos ocorridos no 
ambiente financeiro e econômico da empresa. Registra as variações do patrimônio das empresas. 
A contabilidade é uma ciência que possui métodos, regras e leis que precisam ser seguidos.
No Infográfico, você pode ver os métodos adotados na contabilidade.
CONTEÚDO DO LIVRO
A Contabilidade é uma valiosa fonte de informações para os seus usuários que são 
caracterizados como usuários internos e externos. Os usuários internos são as pessoas que 
pertencem à entidade que está gerando as informações e os externos são os investidores, bancos, 
governo e outros interessados. Mas para que a Contabilidade cumpra seu papel de fornecer 
informações úteis aos seus usuários os seus procedimentos são norteados por normas emitidas 
por leis, pelo Conselho Federal de Contabilidade e outros órgãos reguladores. 
Também para que essas informações tenham utilidade para esses usuários é necessário que elas 
possuam qualidade, denominadas características qualitativas da informação contábil. 
No capítulo Princípios fundamentais de contabilidade, da obra  Fundamentos de Auditoria 
Contábil,  entenda os conceitos, terminologias, princípios e funções da Contabilidade. Também 
identifique quem são os principais usuários da informação contábil e como devem ser aplicadas 
as técnicas de qualidade nas informações das demonstrações contábeis.
Boa leitura.
FUNDAMENTOS 
DE AUDITORIA 
CONTÁBIL 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
 > Identificar os conceitos, as terminologias, os princípios fundamentais e as
funções da contabilidade.
 > Reconhecer os principais usuários da contabilidade e sua importância.
 > Aplicar as técnicas de qualidade nas informações das demonstrações con-
tábeis.
Introdução
A contabilidade é um importante e indispensável instrumento de gestão para 
todas as pessoas jurídicas, porque fornece informações de natureza econômica, 
financeira, patrimonial, entre outras. Contudo, nem sempre os usuários da infor-
mação contábil têm as mesmas necessidades informacionais, e isso faz com que 
a contabilidade seja ainda mais útil no processo decisório, pois também produz 
dados de conteúdo físico, produtividade, desempenho e eficiência.
Para que seja possível fornecer todas essas informações, a contabilidade é 
norteada por normas, procedimentos e terminologias que são de domínio do 
profissional contábil, que, ao elaborar as demonstrações contábeis, assegura a 
qualidade da informação contábil no seu âmbito de abrangência.
Princípios 
fundamentais de 
contabilidade
Cleonice Witt
Neste capítulo, você vai conhecer o conceito, a importância e os principais 
usuários da contabilidade, além das áreas e funções do profissional contábil e as 
técnicas de qualidade nas informações das demonstrações contábeis. 
Princípios fundamentais da contabilidade
A contabilidade está presente no cotidiano de todas as pessoas, porém é 
obrigatória para as pessoas jurídicas de direito público e privado, com ou 
sem fins lucrativos, independentemente do seu tipo societário ou porte. A 
ciência contábil é, portanto, muito abrangente, pois abarca configurações 
de pessoas jurídicas distintas, de direito público e privado, que têm como 
função principal auferir lucro ou fim social. 
Entretanto, a abrangência da contabilidade não decorre apenas do aspecto 
legal, mas da necessidade informacional das organizações na condução do 
negócio, visto que o cotidiano exige tomada de decisões, e, nesse caso, os 
dados são fundamentais como suporte ao processo decisório. No tocante a 
esse processo, quem o comanda são as pessoas que formam o conjunto dos 
usuários da informação contábil. 
Assim, usuários da informação contábil são pessoas físicas ou jurídicas 
que tenham interesse em conhecer os dados de uma entidade, podendo ser 
usuários internos, como gerentes, diretores, funcionários, e/ou externos à 
empresa, como acionistas, instituições financeiras, fornecedores, governo, 
sindicato, entre outros (MARION, 2018).
Geralmente os dados que interessam a esses usuários são os que constam 
nos relatórios e nas demonstrações contábeis e que englobam principalmente 
informações econômico-financeiras, como a posição do patrimônio, o valor 
do capital, montante das despesas e receitas, fluxos de caixa, entre outras. 
Veja na Figura 1 o fluxo de geração das informações contábeis até o momento 
em que essas informações são entregues para os usuários interessados 
nesses dados. 
Princípios fundamentais de contabilidade2
Figura 1. Fluxo de geração das informações contábeis.
Fonte: Marion (2018, p. 5).
Conforme a Figura 1, a coleta de dados é o primeiro passo no registro das 
informações contábeis e se dá por meio de documentos que evidenciam a 
ocorrência do fato, como, por exemplo, notas fiscais. Na sequência, os fatos 
são registrados por meio de softwares contábeis, fiscais e gerenciais, nos 
quais são processados. Após o processamento, os dados são base para a 
elaboração dos relatórios, como o balanço patrimonial, e utilizados pelos 
usuários na tomada de decisões como fonte de informações.
Nesse contexto, pode-se conceituar contabilidade como o sistema de in-
formação que controla o patrimônio de uma entidade (PADOVEZE, 2016). Desse 
modo, destaca-se que a contabilidade tem como objetivo controlar o patrimônio 
das entidades, por meio de técnicas, apresentando os seus diversos aspectos 
e variações. Ao controlar o patrimônio das entidades, a contabilidade é capaz 
de produzir informações acerca desse patrimônio, tais como a forma que ele 
está constituído, montante de dívidas e de capital próprio, valores disponíveis 
em caixa, banco e aplicações financeiras, bens para revenda e/ou produção 
alocados em estoque, bens próprios em utilização, dentre outros dados.
A partir dos elementos produzidos pela contabilidade é possível calcular 
índices que possibilitam avaliar a situação econômico-financeira da entidade. 
Essa análise é muito utilizada pelos gestores para verificarnormatizavam os princípios contábeis é 
correto afirmar que:
A) Revogar estas Resoluções significa que os Princípios de Contabilidade estão em desuso e 
sua aplicação deve ser avaliada pelo contador.
B) Revogar estas Resoluções não significa que os Princípios de Contabilidade estejam sendo 
aplicados pelo contador na escrituração contábil.
C) Revogar estas Resoluções significa que os Princípios de Contabilidade estão  extintos e 
devem ser  considerados na escrituração contábil 
D) Revogar estas Resoluções  significa que os Princípios de Contabilidade não serão 
considerados na escrituração contábil, exceto em situações especiais.
Revogar estas Resoluções não significa que os Princípios de Contabilidade estejam em E) 
extinção e sua aplicação não deva ser observada na escrituração contábil.
NA PRÁTICA
A maioria das pessoas tem muitas dúvidas antes de abrir um negócio próprio. Em muitos casos 
os futuros empreendedores tem vasta visão sobre como funciona o mercado e como elaborar ou 
vender seu produto, mas se sentem perdidos quando o assunto é administrar os dividendos e 
lucros da empresa.
Veja a seguir a história de Ana e Joana e de como elas resolveram suas dúvidas sobre os 
detalhes contábeis da empresa quando decidiram abrir um salão de beleza em sociedade:
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
NBC TG – GERAL – Normas completas
Inclui a NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL - Estrutura Conceitual para Elaboração e 
Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Revogação da Resolução no 750/1993: contexto e considerações
Detalhes acerca da Revogação da Resolução no 750/1993.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Partidas Dobradas: processo de 
contabilização, lançamentos contábeis, 
métodos e processo
APRESENTAÇÃO
Nesta Unidade de Aprendizagem veremos a essência da Contabilidade, ou seja, o método 
universalmente aceito para se registrar as transações ocorridas nas entidades. 
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer o equilíbrio contábil a ser mantido nas operações.•
Explicar o Método das partidas dobradas.•
Analisar a dinâmica contábil e a Equação fundamental de contabilidade.•
DESAFIO
O executivo de uma empresa estava estudando os demonstrativos e indicadores de performance 
para apresentação aos acionistas.Em todos os vários gráficos e planilhas, ele tinha o amplo 
domínio dos números apresentados. Entretanto, ele tinha ciência que deveria utilizá-los como 
apoio, pois os acionistas davam importância realmente às demonstrações financeiras, 
principalmente ao Balanço Patrimonial e à Demonstração de Resultados do Exercício. Dessa 
forma, ele não conseguia estruturar a sua apresentação, porque não conseguia entender como o 
Balanço e a Demonstração de resultados do exercício asseguravam a exatidão da situação 
patrimonial da empresa.
Assim ele convocou o responsável pela controladoria e perguntou como poderia provar aos 
acionistas a confiabilidade da contabilidade para determinar a evolução patrimonial. Imagine 
que você seja o responsável pela controladoria. O que você responderia ao executivo? 
INFOGRÁFICO
Conforme se pode ver no infográfico, as contas de Ativo, são representadas por débitos, as 
contas de Passivo e Patrimônio líquido são representadas por créditos, Custos e despesas, por 
débitos, e Receitas, por créditos.
 
CONTEÚDO DO LIVRO
Acompanhe, da melhor forma, o conteúdo, estudando o tópico Partidas dobradas: processo de 
contabilização, lançamentos contábeis, métodos e processo. Regime de caixa e decompetência.
Boa leitura.
Fundamentos de 
Contabilidade
Vicente Eustáquio Mascarenhas
MASCARENHAS, Vicente Eustáquio.
Fundamentos de Contabilidade. 1ª ed. – Cursos de graduação. 177p.
Bibliografia
1. Contabilidade 2. Contabilidade Geral 3. Título 
Todos os direitos em relação ao design deste material didático são reservados à SAGAH. 
Todos os direitos quanto ao conteúdo deste material didático são reservados ao autor.
Todos os direitos de Copyright deste material didático são reservados à SAGAH.
Fundamentos de Contabilidade
106 UNIDADE 3
MÓDULO 03 
viveu na Europa, durante a Idade Média. 
Segundo historiadores, Lucca Faccioli 
teria aprendido este método com povos 
do oriente, com quem teve contato.
As partidas dobradas são simples, como 
escrito acima cada crédito corresponderá 
a um débito, ambos com o mesmo valor. 
Débito e crédito se opõem, é como se 
estivéssemos retirando recursos de uma 
conta, os repassando a outra. Vamos 
exemplificar: suponhamos que uma 
empresa possua $ 1000 em caixa. A 
primeira transação que a empresa fará 
é a compra de um microcomputador, 
avaliado em $ 500. No ato da compra, 
o sistema contábil da empresa registrará 
desta forma:
D - Equipamentos de informática 
- microcomputador
C - Bancos Conta de Movimento 500,00
Agora a empresa não mais possui 
os $ 1000 em caixa. No entanto, seu 
patrimônio total continua sendo de $ 
1000 – não estamos aqui considerando 
a depreciação –, porque possui $ 500 em 
caixa e um microcomputador avaliado 
em $ 500.
Partidas dobradas: 
processo de 
contabilização, 
lançamentos 
contábeis, métodos 
e processo. Regime 
de caixa e de 
competência 
Método das Partidas Dobradas
A essência do método, universalmente 
aceita, é que o registro de qualquer 
operação implica que um débito numa 
ou mais contas deve corresponder a 
um crédito equivalente em uma ou mais 
contas, de forma que a soma dos valores 
debitados seja sempre igual à soma dos 
valores creditados. “Não há débito(s) 
sem créditos (s) correspondente (s).”
O princípio básico da Contabilidade 
é manter o equilíbrio entre as contas 
contábeis: cada valor de débito 
corresponde a um mesmo valor de 
crédito. 
O método das partidas dobradas foi 
criado por Lucca Faccioli, um monge que 
107UNIDADE 3
Escrituração Contábil
A escrituração contábil deverá ser 
mantida em registros permanentes, em 
idioma e moeda corrente nacionais, em 
forma mercantil. Devem ser observados 
os métodos e critérios contábeis 
uniformes no tempo, com obediência 
às disposições legais pertinentes e aos 
princípios de Contabilidade geralmente 
aceitos (Princípios Fundamentais da 
Contabilidade). As mutações patrimoniais 
serão registradas segundo o regime de 
competência.
Os registros devem ser feitos com 
individualização e clareza, por ordem 
cronológica de dia, mês e ano, sem 
intervalos em branco, nem entrelinhas, 
borraduras, rasuras, emendas ou 
transporte para as margens. Os 
erros cometidos serão corrigidos 
por meio de lançamento de estorno. 
A individualização da escrituração 
compreende, como elemento integrante, 
a consignação expressa, no lançamento 
das características principais dos 
documentos ou papéis que lhe deram 
origem.
Na escrituração comercial é admitido 
o uso de códigos de números ou de 
abreviaturas, desde que este conste de 
livro próprio, revestidos das formalidades 
a que estão sujeitos os livros comerciais.
Regras básicas
1. Iniciar a escrituração do evento 
contábil com local, data e ano,
2. Sempre na ordem: primeiro a 
conta de débito e depois a conta 
de crédito 
3. A conta de crédito sempre 
precedida de “A”, indicando ser 
“A” algum crédito.
4. O histórico deve se restringir às 
informações necessárias à correta 
interpretação do lançamento 
contábil, sendo resumido e ao 
mesmo tempo informativo.
Exemplos Simplificados de 
Escrituração
SUBSCRIÇÃO DE CAPITAL SOCIAL
Constituição da empresa Nacional Kid 
Ltda., conforme contrato social no. 
000323, registrado na Junta Comercial 
do Estado de Minas Gerais, no valor de 
Acesse o link: 
http://goo.gl/hBJ8Yt
Para saber mais:
Fundamentos de Contabilidade
108 UNIDADE 3
R$ 100.000,00 (cem mil reais) divididos em 100 quotasde capital no valor de R$ 1.000,00 
(um mil reais) cada, sendo subscrito integralmente pelos sócios Antônio Figueira, José 
Mamão, Paulo Castanheira e Gustavo Mangueira, em partes iguais em 10/09/xx.
INTEGRALIZAÇÃO DE CAPITAL EM DINHEIRO
Integralização do capital social da empresa Nacional Kid Ltda., pelos sócios Antônio 
Figueira, José Mamão, Paulo Castanheira e Gustavo Mangueira, R$ 25.000,00 cada em 
dinheiro, comprovado por ficha de caixa em 12/09/xx
ADIANTAMENTO A FORNECEDORES
Nossa empresa efetuou um adiantamento à Comercial A BC Ltda. em cheques 
correspondente a 20% do valor do pedido de mercadorias para revenda. A entrega da 
mercadoria se dará em 40 dias contados a partir da data do pedido.
HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO
Pedro Leopoldo, 10 de Setembro de xx    
Capital a Integralizar 100.000,00  
A Capital Social   100.000,00
Pela subscrição do capital social da Empresa Nacional Kid Ltda., pelos sócios 
Antônio Figueira, José Mamão, Paulo Castanheira e Gustavo Mangueira, 
em partes iguais, conforme contrato social no. 000323, registrado na Junta 
Comercial do Estado de Minas Gerais.
HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO
Pedro Leopoldo, 10 de Setembro de xx    
Caixa 100.000,00  
A Capital Social a integralizar   100.000,00
Pela integralização do capital social da Empresa Nacional Kid Ltda., pelos 
sócios Antônio Figueira, José Mamão, Paulo Castanheira e Gustavo Mangueira, 
em partes iguais, em dinheiro conforme ficha de caixa.
109UNIDADE 3
Valor do pedido – R$ 4.000,00 em 1º/08/xx
AQUISIÇÃO DE MERCADORIA
Aquisição de mercadora no valor de R$1.000.000,00 com ICMS de 18%, a prazo.
HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO
Pedro Leopoldo, 10 de Setembro de xx
Mercadorias 4.000,00
A Fornecedores - Comercial ABC 4000
Pela aquisição de mercadorias por meio da 
nota fiscal no.0015 de Comercial ABC
800,00Fornecedores – Comercial ABC
800
A Adiantamento a fornecedores – Comercial 
ABC
Pela transferência do saldo do adiantamento 
realizado em 01/08 a Comercial ABC
HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO
Pedro Leopoldo, 01 de Agosto 
de xx
Adiantamento a fornecedores – 
Comercial ABC 800
A Bancos 800
Pelo adiantamento realizado a 
Comercial ABC, conforme recibo
QUANDO DO RECEBIMENTO DA MERCADORIA09/09/xx 
Valor 4.000,00 
Nota fiscal – 0015 
Prazo para pagamento – 30 dias
LANÇAMENTO DÉBITO CRÉDITO
Estoques 820.000
ICMS a recuperar 180.000
A fornecedores 1.000.000
Fundamentos de Contabilidade
110 UNIDADE 3
Obs.: A aquisição das mercadorias poderá ser realizada de outra forma, assim muda-se 
a conta de crédito, como os exemplos a seguir:
À vista em dinheiro – Crédito – Caixa
À vista em cheque – Crédito – Bancos
VENDA DE MERCADORIA À VISTA
Venda de todo o estoque à vista em cheques no valor de R$ 3.000.000,00, com ICMS 
de 18%, Cofins de 3%.
Obs.: A venda de mercadorias poderá ser realizada de outra forma, assim muda-se a 
conta de débito no primeiro lançamento, como os exemplos a seguir:
À vista em dinheiro – Débito – Caixa
À vista em cheque – Débito- Bancos
A prazo –Débito - Clientes
LANÇAMENTO DÉBITO CRÉDITO
Bancos 3.000.000
À Receita Bruta de Vendas 3.000.000
ICMS Incidente sobre Vendas 540.000
A ICMS a Pagar 540.000
Cofins Incidente sobre Vendas 90.000
À Cofins a Pagar 90.000
Custo de Mercadoria Vendida 820.000
A Estoque 820.000
111UNIDADE 3
EMPRÉSTIMOS BANCÁRIOS
Admitindo-se que nossa empresa tenha contratado uma operação de empréstimo com 
o Banco de Londres, contrato no. 137.518, no valor de R$ 110.000,00, com crédito em
conta corrente, pelo prazo de 12 meses com carência de seis meses, com juros mensais
de 5% em1º/08/xx.
CONTABILIZAÇÃO DOS JUROS EMPRÉSTIMOS
HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO
Pedro Leopoldo, 10 de Setembro de xx    
 
Bancos Conta Movimento 110.000,00  
A Empréstimos/Financiamentos - Banco de 
Londres   110.000,00
Pela contratação de empréstimo junto ao 
Banco de Londres contrato nº 137.518  
     
HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO
Pedro Leopoldo, 07 de Setembro de xx    
Despesas Financeiras 5.500,00  
A Empréstimos/Financiamentos - Banco de 
Londres   5.500,00
Pela contabilização dos juros mensais 
conforme contrato nº 137.518  
Fundamentos de Contabilidade
112 UNIDADE 3
AQUISIÇÃO DE MERCADORIAS À VISTA EM CHEQUES
Aquisição de mercadorias no valor de R$ 600.000,00 por meio da nota fiscal no. 132976 
de Comercial Chatão Ltda. à vista com pagamento em cheque n o. 980777 em 13/11/
xx.
PROVISIONAMENTO DE FOLHA DE PAGAMENTO
Provisionamento da folha de pagamento do mês de Abril/xx no valor de R$ 100.000, 00 
conforme mapa de apropriação emitido pelo Departamento Pessoal em 30 /04/xx, com 
INSS dos funcionários no valor de 8.000 (podendo ter alíquotas de 7,5%, 9%, 12% ou 
14% conforme faixa salarial do empregado), INSS da empresa de 20% e FGTS da 
empresa de 8%.
HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO
Pedro Leopoldo, 13 de novembro de xx    
Estoques 600.000,00  
A Bancos Conta Movimento   600.000,00
Pela aquisição de mercadorias por meio de 
nota fiscal nº 132.976 de Comercial Chatão 
Ltda, ã vista, com pagamento em cheque nº. 
980.777
 
HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO
Pedro Leopoldo, 30 de abril de xx    
Despesa com salário 100.000  
A Salários a pagar   92.000
A INSS a pagar 8.000
Despesa de INSS 20.000
A INSS a pagar 20.000
Despesa de FGTS 9.000
A FGTS a pagar 9.000
Pelo provisionamento da folha de pagamento 
do mês de abril/xx, conforme mapa de 
apropriação emitido pelo departamento 
Pessoal.
 
113UNIDADE 3
PAGAMENTO DE INSS PROVISIONADO
Pagamento de INSS provisionado em cheques
DEPÓSITO EM CONTA CORRENTE DA EMPRESA
Depósito de R$15.000,00 na conta corrente da empresa com recursos oriundos do 
caixa.
RECEBIMENTO DE DUPLICATAS
Recebimento de duplicatas diversas no valor de R$250.000,00 em cheques
HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO
Pedro Leopoldo, 30 de abril de xx
INSS a pagar(somatório INSS a pagar do 
lançamento anterior) 28.000
A Bancos 29.000
Pagamento do INSS referente ao mês de mês 
de abril/xx, conforme mapa de apropriação 
emitido pelo departamento Pessoal.
HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO
Bancos 15.000
A Caixa 15.000
Depósito na conta corrente com recursos 
oriundos do Caixa..
HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO
Bancos 250.000
A Clientes 250.000
Recebimento de duplicatas diversas.
Fundamentos de Contabilidade
114 UNIDADE 3
REALIZAÇÃO DE APLICAÇÃO FINANCEIRA
Realização de aplicação financeira no valor de R$350.000,00, com recursos de conta 
corrente.
HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO
Aplicação Financeira 350.000  
A Bancos   350.000
Realização de aplicação financeira com 
recursos de conta corrente da empresa.  
REGIME DE CAIXA E COMPETÊNCIA
Para se conhecer o resultado de um 
exercício é preciso confrontar o total 
das despesas com o total das receitas 
correspondentes ao respectivo exercício. 
É o regime contábil a ser adotado que 
definirá que despesas e receitas deverão 
ser consideradas na apuração do 
resultado do respectivo exercício.
Assim, são dois os regimes contábeis 
conhecidos que disciplinam a apuração 
do Resultado do Exercício: Regime de 
Caixa e Regime de Competência.
REGIME DE COMPETÊNCIA
O registro do documento se dá na data 
do fato gerador (ou seja, na data do 
documento, não importando quando 
vou pagar ou receber).
A Contabilidade se utiliza do Regime de 
Competência, ou seja, são contabilizados 
como Receita ou Despesa, os valores 
dentro do mês de Competência (quando 
gerados), na data onde ocorreu o fato 
Gerador, na data da realização do 
serviço, material, da venda, do desconto, 
não importando para a Contabilidade 
quando vou pagar ou receber, mas sim 
quando foi realizado o ato.
115UNIDADE 3
Regime de Competência
Resultado do Exercício
Despesas Receitas
Despesas Receitas
2)Salários e Encargos 29.000,00 5) Aluguéis 4.500,00
3) Salários e Encargos 4.000,00 6) Alugueis 700,00
9)Impostos e Contribuições 11.000,00 11)Serviços Prestados 53.000,00
10) Imp. E Contribuições 900,00 12) Serv. Prestados 14.000,00
13) Seguros 1.200,00
TOTAL: 46.000,00 TOTAL: 72.200,00
Resultado = lucro deR$ 26.200,00.
REGIME DE CAIXA
Diferente do regime de competência o 
Regime de Caixa, considera o registro 
dos documentos quando estes foram 
pagos, liquidados, ou recebidos, como 
se fosse uma conta bancária. Porém, 
para se medir os resultados de uma 
companhia, recomendo que se utilize 
do Regime de Competência, onde além 
de se considerar as vendas efetuadas, 
as despesas realizadas, também 
considera-se a depreciação, que no 
Regime de Caixa não se considera.
E talvez a depreciação do bens parece 
não ser importante, mas é, uma vez que 
no futuro você precisará repor esse bem, 
por isso há necessidade de averiguar se o 
que você ganha hoje, o seu lucro, cobre 
também essa depreciação. Pode-se 
observar como o regime Contábil 
influencia no Resultado do Exercício. 
Nesse caso, o resultado apurado pelo 
Regime de Competência apresentou 
lucro maior que o apurado pelo Regime 
de Caixa. É evidente que isso não é 
regra geral: dependendo das operações, 
o resultado poderá ser maior ou menor, 
independentemente do regime utilizado.
No Brasil, as entidades com fins 
econômico devem apurar seus resultados 
pelo Regime de Competência, enquanto 
a adoção do Regime de Caixa é mais 
comum nas entidades sem fins lucrativos.
Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para 
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual 
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
DICA DO PROFESSOR
Vocês verão a seguir uma explicação sobre o Método das Partidas Dobradas, que é um dos 
pilares da Contabilidade e de sua forma de registro das operações das empresas.
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EXERCÍCIOS
1) A empresa Furacão S.A. recebeu, no pagamento de duplicatas que estavam no seu 
Contas a receber, o valor de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) em dinheiro. Diante 
dos dados apresentados, responda: Qual é o lançamento CORRETO para a 
Contabilidade registrar esta operação? 
Fique atento: as questões de 1 a 5, devem ser solucionadas levando-se em 
consideração o Método das partidas dobradas e a Equação fundamental da 
contabilidade. 
A) Débito – Contas a Receber – R$ 200.000,00 a Crédito de Caixa – R$ 200.000,00.
B) Débito – Caixa – R$ 200.000,00 a Crédito de Receita Bruta de Vendas – R$ 200.0000,00.
C) Débito – Caixa – R$ 200.000,00 a Crédito de Contas a Receber – R$ 200.000,00.
D) Débito – Receita Bruta de Vendas de R$ 200.000,00 a Crédito de Caixa – R$ 200.000,00.
E) Débito – Estoques – R$ 200.000,00 a Crédito de Contas a Receber – R$ 200.000,00.
Determinada empresa realizou um pagamento ao seu fornecedor de mercadorias, 
referente a compras realizadas no mês anterior, e que ele havia recebido prazo para 
2) 
pagar de um mês, no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais) em dinheiro. 
Considerando-se os dados apresentados, responda: Qual é o lançamento CORRETO 
para Contabilidade registrar esta operação? 
A) Débito de Estoques – R$ 100.000,00 e Crédito de Caixa – R$ 100.000,00.
B) Débito de Contas a Pagar – R$ 100.000,00 e Crédito de Estoques – R$ 100.000,00.
C) Débito de Contas a Pagar – R$ 100.000,00 e Crédito de Contas a Receber – R$ 
100.000,00.
D) Débito de Custo de Mercadorias Vendidas – R$ 100.000,00 e Crédito de Caixa – R$ 
100.000,00.
E) Débito de Contas a Pagar – R$ 100.000,00 e Crédito de Caixa – R$ 100.000,00.
3) A empresa Nova Ltda., com os recursos do seu caixa, adquiriu, à vista (em dinheiro), 
novos móveis e utensílios para seu escritório, no valor de R$ 80.000,00 (oitenta mil 
reais). Levando em conta os dados expostos, responda: Qual é o lançamento 
CORRETO para contabilidade registrar essa operação? 
A) Débito de Móveis e Utensílios – R$ 80.000,00 e Crédito de Fornecedores – R$ 80.000,00.
B) Débito de Móveis e Utensílios – R$ 80.000,00 e Crédito de Caixa – R$ 80.000,00.
C) Débito de Caixa – R$ 80.000,00 e Crédito de Móveis e Utensílios – R$ 80.000,00.
D) Débito de Móveis e Utensílios – R$ 80.000,00 e Crédito de Estoques – R$ 80.000,00.
E) Débito de Móveis e Utensílios – R$ 80.000,00 e Crédito de Capital Social – R$ 80.000,00.
4) A Cia do Óleo Ltda. adquiriu, junto ao seu fornecedor, o valor de R$ 300.000,00 
(trezentos mil reais) em produtos para revender, com prazo de pagamento de 30, 60 e 
90 dias. Diante dos dados apresentados, responda: Qual é o lançamento CORRETO 
para a Contabilidade registrar esta operação? 
A) Débito – Custo de Mercadoria Vendida – R$ 300.000,00 e Crédito de Contas a Pagar 
(Fornecedores) – R$ 300.000,00.
B) Débito – Estoques – R$ 300.000,00 e Crédito de Caixa – R$ 300.000,00.
C) Débito – Contas a Pagar (Fornecedores) – R$ 300.000,00 e Crédito de Estoques – R$ 
300.000,00.
D) Débito – Estoques – R$ 300.000,00 e Crédito de Contas a Pagar (Fornecedores) – R$ 
300.000,00.
E) Débito – Caixa – R$ 300.000,00 e Crédito – Contas a Pagar (Fornecedores) – R$ 
300.000,00.
5) A Floricultura Rosa S.A. realizou a venda de 12 dúzias de arranjos florais para o seu 
principal cliente, no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) em dinheiro. Frente aos 
dados apresentados, responda: Qual é o lançamento CORRETO para a 
Contabilidade registrar esta operação? 
A) Débito de Caixa – R$ 5.000,00 e Crédito de Receita Bruta de Vendas – R$ 5.000,00.
B) Débito de Estoques – R$ 5.000,00 e Crédito de Receita Bruta de Vendas – R$ 5.000,00.
C) Débito de Custo de Mercadoria Vendida – R$ 5.000,00 e Crédito de Receita Bruta de 
Vendas – R$ 5.000,00.
D) Débito de Receita Bruta de Vendas – R$ 5.000,00 e Crédito de Estoques – R$ 5.000,00.
E) Débito de Caixa – R$ 5.000,00 e Crédito de Estoques – R$ 5.000,00.
NA PRÁTICA
O método das partidas dobradas, embora tenha sido descrito pela primeira vez em 1494, é um 
dos pilares da Contabilidade.
 
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
História da contabilidade
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Prática de Escrituração Contábil
APRESENTAÇÃO
Nesta Unidade de Aprendizagem você vai estudar a prática da escrituração contábil, 
identificando os lançamentos ocorridos no livro diário e demonstrando suas fases, tais como 
registro inicial da Receita e Despesa e sua previsão, fixação da despesa, construção dos 
lançamentos das contas de controle, patrimonial e orçamentária e registros sobre a inscrição de 
restos a pagar com lançamentos contendo seus razonetes para sustentabilizar os lançamentos de 
débito e crédito do livro diário. Visando a facilitar o entendimento e o desenvolvimento dos 
trabalhos, vamos utilizar a codificação do Plano de Contas reduzido.  
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Aplicar as técnicas de escrituração no livro diário inerente à contabilidade pública.•
Reconhecer os procedimentos realizados para registro dos atos e fatos decorrentes e/ou 
independentes.
•
Interpretar os registros efetuados na contabilidade pública.•
DESAFIO
Veja uma situação de leilão de um imóvel público e seus lançamentos contábeis.
O município de São João do Vale recebeu, por meio de uma ação judicial, o direito a uma dívida 
de morador, o qual, sem condições financeiras para pagar, quitou no formato da entrega da 
escritura de um imóvel.
O município, não vendo interesse no imóvel, prefere converter esse recebimento em caixa para a 
cidade. Sendo assim, o setor de licitação recebe a incumbência de operacionalizar a abertura da 
licitação para efetivar a negociação do imóvel.
Para este desafio, você deverá apresentar seus conhecimentos relativos à prática de escrituração 
contábil.
INFOGRÁFICO
Quando um município recebe uma doação, existe um procedimento específico para o seu 
registro no sistema contábil. Veja no infográfico as ações realizadas.
CONTEÚDO DO LIVRO
A escrituração contábil ocorre em duas situações: na escrituração do livro diário e do livro-
razão. Essas informações registradas são os lançamentos ocorridos no ente público,como 
recebimento de impostos e taxas, ou ainda, pagamentos, como o de fornecedores (efetivados no 
decorrer do ano calendário).
No capítulo Prática de escrituração contábil, do livro Contabilidade governamental, você verá 
detalhamente como funcionam os lançamentos.
Boa leitura.
CONTABILIDADE 
GOVERNAMENTAL
Reynaldo Bueno 
Prianti Neto
Pablo Rojas
Coordenador
P945c Prianti Neto, Reynaldo Bueno.
Contabilidade governamental [recurso eletrônico] / Reynaldo Bueno Prianti Neto; 
coordenação: Pablo Rojas. – Porto Alegre : SAGAH, 2016.
Editado como livro impresso em 2016.
ISBN 978-85-69726-17-3
1. Contabilidade. 2. Controladoria – Governo. I. Título. 
CDU 657
Catalogação na publicação: Poliana Sanchez de Araujo – CRB 10/2094
© SAGAH EDUCAÇÃO S.A., 2016
Colaboraram nesta edição:
Coordenador técnico: Pablo Rojas
Capa e projeto gráfico: Equipe SAGAH
Imagem da capa: Shutterstock
Editoração: Kaka Silocchi
Reservados todos os direitos de publicação à
SAGAH EDUCAÇÃO S.A., uma empresa do GRUPO A EDUCAÇÃO S.A
Av. Jerônimo de Ornelas, 670 - Santana
90040-340 - Porto Alegre, RS
Fone: (51) 3027-7000 Fax: (51) 3027-7070
É proibida a duplicação deste volume, no todo ou em parte, sob quaisquer 
formas ou por quaisquer meios (eletrônicos, mecânicos, gravação, fotocópia, 
distribuição na Web e outros), sem permissão expressa da empresa.
80
INTRODUÇÃO
O registro dos atos e fatos que demandam ou possam demandar modificações 
no Patrimônio das Instituições, é processado por meio de lançamentos nos 
Subsistemas de Informações de Natureza Patrimonial, Orçamentária, Custos 
e Controle. 
Abordamos todos os aspectos e procedimentos pertinentes aos lançamentos 
de registros dos atos e fatos decorrentes das ações e serviços públicos, seja 
na esfera Federal, Estadual ou Municipal.
Os registros devem iniciar a partir do primeiro dia útil de cada exercício e 
observar o método das partidas dobradas que estabelece o equilíbrio do 
patrimônio, em que cada débito enseja um ou mais créditos correspondentes 
de igual valor.
Os lançamentos de registro são realizados contemplando todos os atos e 
fatos efetuados pelos órgãos e entidades da Administração Pública, sejam 
eles decorrentes ou independentes da execução orçamentária. 
Visando facilitar o entendimento e desenvolvimento dos trabalhos, vamos 
utilizar a codificação do Plano de Contas reduzido.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM 
Ao final desta unidade você deve apresentar os seguintes aprendizados:
• Aplicar as técnicas de escrituração no livro diário inerente à Contabilidade 
Pública;
• Consolidar conhecimentos acerca dos procedimentos realizados para 
registro dos atos e fatos decorrentes e/ou independentes;
• Analisar e interpretar os registros efetuados na Contabilidade Pública.
81
CONCEITO
A escrituração contábil ocorre em duas situações na escrituração do livro 
diário e do livro razão. Estas informações registradas são os lançamentos 
ocorridos no ente público, motivado pelas ações, como recebimento de 
impostos, taxas, entre outras ou pagamentos como fornecedores efetivados 
no decorrer do ano calendário.
ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL NO LIVRO DIÁRIO
O Ministério da Fazenda, através da Portaria n.º 753, de 21 de dezembro de 
2012, que alterou a Portaria n.º 828, de 14 de dezembro de 2011, determina 
que as novas regras inseridas pelo Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor 
Público, aprovado em sua 5ª Edição, pela Portaria STN n.º 437, de 12 de julho 
de 2012 e pela Portaria STN/SOF n.º 2, de 13 de julho de 2012, serão aplicadas 
facultativamente durante o exercício de 2012. Porém, será obrigatória, para 
todos os Entes da Federação, a partir de 2013, e ou, gradualmente até 2014. 
A Secretaria do Tesouro Nacional, através da Portaria STN n.º 438, de 12 de 
julho de 2012, define que as mesmas regras serão obrigatórias a partir do 
exercício de 2014. 
Por conta dessa determinação para registros dos fatos e elaboração das 
Demonstrações Contábeis, em nossos estudos, utilizaremos a estrutura do 
novo Plano de Contas e das Demonstrações Contábeis Aplicadas ao Setor 
Público. Estes Lançamentos apresentados a seguir serão base também para 
montagem das Demonstrações Contábeis das próximas unidades de estudo.
Previsão da Receita
Exemplo da previsão da receita
Receitas Correntes 
IPTU...................................................................... R$ 480.000,00 
ISS.......................................................................... R$ 170.000,00 
R. Serviços Hospitalares.................................. R$ 150.000,00
Receitas de Capital
Operação de crédito interna ......................... R$ 400.000,00
R$ 800.000,00
R$ 400.000,00
 
Quadro 1 – Fonte: elaboração Autor 2015 2.2 
82
Fixação da Despesa
Exemplo de Fixação da Despesa. 
Despesas Correntes.................R$ 800.000,00
Despesas de Capital.................R$ 400.000,00
Quadro 2 - Fonte elaboração Autor 2015
Após estas operações, durante o exercício, são realizados os seguintes 
lançamentos:
Arrecadação da Receita
Simulação de arrecadação da Receita. 
Receitas Tributárias 
IPTU
ISS
Receita de Serv. Hospitalares
Operação de crédito interna
R$ 480.000,00
R$ 190.000,00
R$ 125.000,00
R$ 390.000,00
Quadro 3 - Fonte elaboração Autor 2015
REGISTRO INICIAL DA RECEITA E DESPESA 
ORÇAMENTÁRIA: PREVISÃO DA RECEITA
Destacando na LOA – Lei Orçamentária Anual - os seguintes valores e 
observando o lançamento da Previsão da Receita na Contabilidade, já visto 
anteriormente, o lançamento terá o seguinte formato.
1º Lançamento – INO – “Inicial Orçamentário”
D
C
C
D/C
5.2.1.1.0.00.00
6.2.1.1.1.00.00
6.2.1.1.2.00.00
CÓDIGO
1.200.000,00
800.000,00
400.000,00
VALOR
Previsão Inicial da Receita
Receita a Realizar Corrente
Receita a Realizar de Capital
TÍTULO DA CONTA
Quadro 1- Fonte elaboração Autor 2015
83
Fixação da Despesa
Ao fazer a previsão das receitas, deve-se também observar o lançamento 
de registro da Fixação / Autorização das Despesas, respeitando as diretrizes 
estabelecidas na LOA. A seguir, exemplo do lançamento na Contabilidade.
Lançamento 2: INO 
D
C
C
D/C
5.2.2.1.0.00.00
6.2.2.1.1.01.00
6.2.2.1.1.02.00
CÓDIGO
1.200.000,00
800.000,00
400.000,00
VALOR
Crédito inicial despesa (dotação inicial)
Crédito Disponível Corrente
Crédito Disponível Capital
TÍTULO DA CONTA
Quadro 2 – Fonte: elaboração Autor 2015
Tanto na efetivação da receita como na fixação da despesa, temos o valor 
de R$ 1.200.000,00 comprovando efetivamente a contrapartida a débito 
e a crédito, e quando somadas, atingem os mesmos R$ 1.200.000,00, 
comprovando efetivamente o método das partidas dobradas. Analisando 
melhor estes lançamentos, verifica-se o registro destes dois lançamentos, 
como subsistema de informação de natureza orçamentária, sendo que o total 
da receita é o mesmo que o da despesa, obedecendo ao princípio do equilíbrio 
orçamentário público.
Nesta situação exemplificada, podemos verificar um equilíbrio orçamentário 
na contratação de uma operação de crédito. Neste mecanismo os governos 
procuram esconder o déficit, pois este órgão precisa de recursos além dos 
arrecadados para cobrir suas despesas.
Importante atentar para a Constituição Federal de 1.988, que no seu artigo 
167, inciso III, veta a “realização de operações de crédito que excedam 
o montante das despesas de capital”. Desta forma inibe a realização de 
financiamento por operação de crédito para custear os gastos correntes dos 
entes públicos para arrolarem suas dívidas e as despesas com investimentos.
Estas ações foram reforçadas pela LRF – Lei de Responsabilidade Fiscal, no 
artigo 12º, parágrafo 2º, que estabelece “[...] o montante previsto para as 
receitas de operação de crédito não poderá ser superior ao das despesas de 
capital constantes do projeto de lei orçamentária”.
84
O reconhecimento do direito de receber os créditos tributários, pois 
considerando que, entre os dias 2 e 5 de janeiro de 2015, o ente público 
distribuiu os carnês, podemos afirmarque ocorre o fato gerador neste 
momento, onde podemos com isto reconhecer os direitos de receber 
futuramente tais valores, sem abandonar o enfoque orçamentário conforme 
o seguinte lançamento.
Lançamento 3: INP “Inicial Patrimonial” 
D
C
C
D/C
1.1.1.2.1.00.00
4.1.1.2.0.00.00
4.1.1.3.0.00.00
CÓDIGO
650.000,00
480.000,00
170.000,00
VALOR
Crédito Tributário a Receber (P)
VPA-Imposto Sobre a Propriedade 
Territorial Urbana - IPTU
VPA – Imposto Sobre Serviços
TÍTULO DA CONTA
Fonte: elaboração Autor 2015
Neste lançamento estamos reconhecendo contabilmente o aumento do 
patrimônio, por meio de variação patrimonial aumentativa.
Arrecadação receita – após fato gerador – enfoque patrimonial
Lançamento 4: INP “Inicial Patrimonial” 
D
C
C
D/C
1.1.1.1.0.00.00
4.1.1.3.0.00.00
1.1.1.2.1.00.00
CÓDIGO
670.000,00
20.000,00
650.000,00
VALOR
Caixa e equivalente de caixa em 
moeda nacional (F)
VPA – Imposto Sobre Serviços - ISS
Crédito Tributário a Receber (P)
TÍTULO DA CONTA
Fonte: elaboração Autor 2015
85
Arrecadação da Receita – subsistema informações de natureza orçamentária.
Lançamento 5: INO “Inicial Orçamentária” 
D
C
D/C
6.2.1.1.1.00.00
6.2.1.2.1.00.00
CÓDIGO
670.000,00
670.000,00
VALOR
Receita a Realizar Corrente
Receita Realizada Corrente
TÍTULO DA CONTA
Fonte elaboração Autor 2015
Registro do controle das disponibilidades e destinação de recursos.
Lançamento 6: INC “Inicial Controle”
 
D
C
D/C
7.2.1.1.0.00.00
8.2.1.1.0.00.00
CÓDIGO
670.000,00
670.000,00
VALOR
Controle da disponibilidade de recursos
Execução da disponibilidade de recursos 
– Disp. por destinação de recursos
TÍTULO DA CONTA
Fonte elaboração Autor 2015
Para evitar as repetições de lançamentos, registraremos a arrecadação, 
relativo aos meses de janeiro a dezembro, em lançamento único.
Lançamento 7: INP “Inicial Patrimonial” 
D
C
D/C
1.1.1.1.0.00.00
4.3.3.1.0.00.00
CÓDIGO
125.000,00
125.000,00
VALOR
Caixa e equivalente de caixa em moeda 
nacional (F)
VPA – Receita da prestação de serviços 
Hospitalares – valor bruto
TÍTULO DA CONTA
Fonte elaboração Autor 2015
86
Lançamento 8: INO “Inicial Orçamentária” 
D
C
D/C
6.2.1.1.1.00.00
6.2.1.2.1.00.00
CÓDIGO
125.000,00
125.000,00
VALOR
Receita a Realizar Corrente
Receita Realizada Corrente
TÍTULO DA CONTA
Fonte elaboração Autor 2015
Lançamento 9: INC “Inicial Controle” 
D
C
D/C
7.2.1.1.0.00.00
CÓDIGO
125.000,00
VALOR
Controle da disponibilidade de recursos
TÍTULO DA CONTA
8.2.1.1.0.00.00 125.000,00Execução da disponibilidade de recursos 
– Disp. por destinação de recursos
Fonte elaboração Autor 2015
Verificando a arrecadação das receitas, percebe-se houve a contratação de 
créditos internos, financiamento junto ao BNDES, no valor de R$ 180.000,00, 
com juros pré-fixados de 1,5% ao mês, com carência de seis meses para 
pagamento da 1º parcela em 31 de outubro de 2015. Amortizar oito parcelas 
no exercício, sendo que estas parcelas devem ser classificadas no curto prazo 
e as demais no longo prazo.
• R$ 3900.000,00 / 60 = R$ 6.500,00
• R$ 6.500,00 * 8 = R$ 52.000,00 no curto prazo
• R$ 6.500,00 * 52 = R$ 338.000,00 no longo prazo
87
Lançamento na contábil com valor integralmente depositado na conta.
Lançamento 10: INP “Inicial Patrimonial”
D
C
C
D/C
1.1.1.1.0.00.00
2.1.4.1.0.00.00
2.1.4.1.1.00.00
CÓDIGO
390.000,00
52.000,00
 338.000,00
VALOR
Cx e equiv. de Cx em moeda nacional (F)
Financiamentos de Curto Prazo (P)
Financiamentos de Longo Prazo (P)
TÍTULO DA CONTA
Fonte: elaboração Autor 2015
Neste lançamento, não há o aumento do patrimônio líquido, mesmo tendo 
uma variação patrimonial qualitativa, devido sua entrada de caixa, porque 
esta receita está relacionada com o registro da obrigação a pagar, advinda do 
empréstimo. Arrecadação da receita – subsistema informações de natureza 
orçamentária.
Lançamento 11: INO “Inicial Orçamentária” 
D
C
D/C
6.2.1.1.2.00.00
6.2.1.2.2.00.00
CÓDIGO
390.000,00
390.000,00
VALOR
Receita a Realizar Capital
Receita Realizada de Capital
TÍTULO DA CONTA
Fonte: elaboração Autor 2015
Registro do controle das disponibilidades e destinação de recursos
Lançamento 12: INC “Inicial Controle”
D
C
D/C
7.2.1.1.0.00.00
CÓDIGO
390.000,00
VALOR
Controle da disponibilidade de recursos
TÍTULO DA CONTA
8.2.1.1.0.00.00 390.000,00Execução da disponibilidade de recursos 
– Disp. por destinação de recursos
Fonte: elaboração Autor 2015
88
Execução da Despesa Orçamentária.
Para melhor entendimento, realizaremos os procedimentos por fato destacado, 
realizando todos os lançamentos, desde o Empenho até o efetivo pagamento, 
e, se necessário, a inclusão e/ou exclusão dos bens e direitos do Patrimônio.
a) Por meio da Concorrência nº 001/15, contrato nº 08/15, foram contratados 
junto a empresa Segurança Patrimoniais Ltda., os serviços de zeladoria 
patrimonial, no valor total de R$ 240.000,00, pagáveis em parcelas mensais 
de R$ 20.000,00. O contrato foi assinado no dia 29 de dezembro de 2014, 
com vigência no período de 1ª de janeiro a 31 de dezembro de 2015.
Lançamento 13: INO “Inicial Orçamentária” 
D
C
D/C
6.2.2.1.1.01.00
6.2.2.1.4.01.01
CÓDIGO
240.000,00
240.000,00
VALOR
Crédito Disponível Corrente
Crédito Empenhado a Liquidar Corrente
TÍTULO DA CONTA
Fonte elaboração Autor 2015
Controle de destinação dos recursos para a despesa – serviços de terceiros.
Lançamento 14: INC “Inicial Controle” 
D
C
D/C
8.2.1.1.1.00.00
CÓDIGO
240.000,00
VALOR
Execução da Disp. De Recursos – 
Disponibilidade por Destinação de 
Recursos
TÍTULO DA CONTA
8.2.1.2.0.00.00 240.000,00Execução da disponibilidade de recursos 
– DDR comprometida por Empenho
Fonte: elaboração Autor 2015
89
Lançamento 15: INC “Inicial Controle” 
D
C
D/C
7.1.4.0.0.00.00
CÓDIGO
240.000,00
VALOR
Obrigações Contratuais
TÍTULO DA CONTA
8.1.2.4.1.00.00 240.000,00Execução de Obrigações Contratuais – 
Contratos de Serviços a Executar.
Fonte: elaboração Autor 2015
Reconhecimento da VPD – prestação de serviços – meses – 01 a 12/2015. 
Realizar os registros em lançamento único, ou seja no valor de R$ 240.000,00.
Lançamento 16: INP “Inicial Patrimonial” 
D
C
D/C
3.3.2.3.0.00.00
2.1.3.1.0.01.00
CÓDIGO
240.000,00
240.000,00
VALOR
VPD – serviços de terceiros- PJ
Prestador de Serv. PJ – Curto Prazo (F)
TÍTULO DA CONTA
Fonte: elaboração Autor 2015
Lançamento 17: INO “Inicial Orçamentária” 
D
C
D/C
6.2.2.1.4.01.01
6.2.2.1.4.01.03
CÓDIGO
240.000,00
240.000,00
VALOR
Crédito empenhado a Liquidar Corrente
Crédito emp. Liquid. Corrente a Pagar
TÍTULO DA CONTA
Fonte: elaboração Autor 2015
Lançamento 18: INC “Inicial Controle” 
D
C
D/C
8.1.2.3.0.00.00
8.1.2.4.1.00.00
CÓDIGO
240.000,00
240.000,00
VALOR
Execução de Obrigações Contratuais – 
Contratos de Serviços a Executar
Execução de Obrigações Contratuais – 
Contratos de Serviços a Executados.
TÍTULO DA CONTA
Fonte: elaboração Autor 2015
90
Controle da destinação de recursos por liquidação da despesa.
Lançamento 19: INC “Inicial Controle” 
D
C
D/C
8.2.1.2.0.00.00
CÓDIGO
240.000,00
VALOR
Execução da Disponibilidade de 
Recursos- DDR Comprometida por 
Empenho
TÍTULO DA CONTA
8.1.2.3.0.00.00 240.000,00Execução da Disponibilidade de 
Recursos – DDR Comprometida por 
Liquidação e entradas compensatórias.
Fonte elaboração Autor 2015
Pagamento da despesa – serviços de terceiros à pessoa jurídica.
Lançamento 20: INP “Inicial Patrimonial” 
D
C
D/C
2.1.3.1.1.01.00
1.1.1.1.0.00.00
CÓDIGO
240.000,00
 240.000,00
VALOR
Prestador de Serviços PJ – nacional 
o Curto Prazo (F)
Caixa e equivalente de caixa em 
moeda nacional (F)
TÍTULO DA CONTA
Fonte: elaboração Autor 2015
Registro do pagamento do valor liquidado.
Lançamento 21: INO “Inicial Orçamentária” 
D
C
D/C
6.2.2.1.4.01.03
6.2.2.1.4.01.04
CÓDIGO
240.000,00
240.000,00
VALOR
Crédito empenhado a Liquidado 
Corrente a pagar
Crédito Empenhado Liquidado 
Corrente Pago
TÍTULO DA CONTAFonte: elaboração Autor 2015
91
Lançamento 22: INC “Inicial Controle” 
D
C
D/C
8.2.1.3.0.00.00
CÓDIGO
240.000,00
VALOR
Execução da Disponibilidade de 
Recursos- DDR Comprometida por 
Liquidação e entradas compensatórias
TÍTULO DA CONTA
8.1.2.4.0.00.00 240.000,00Execução da Disponibilidade de 
Recursos – Disponibilidade por 
Destinação de Recursos Utilizada.
Fonte: elaboração Autor 2015
b) A Folha de salários (vantagens e vencimentos fixos) importa no valor mensal 
de R$ 40.000,00, perfazendo o total anual de R$ 480.000,00, sendo retido o 
percentual médico mensal de 3%, a título de Previdência Social – INSS.
Lançamento 23: INO “Inicial Orçamentária” 
D
C
D/C
6.2.2.1.1.01.00
6.2.2.1.4.01.01
CÓDIGO
480.000,00
480.000,00
VALOR
Crédito Disponível Corrente
Crédito Empenhado a Liquidar Corrente
TÍTULO DA CONTA
Fonte: elaboração Autor 2015
Controle da destinação dos recursos para a despesa com pessoal
Lançamento 24: INC “Inicial Controle”
C 8.1.2.2.0.00.00 480.000,00Execução da Disponibilidade de Recursos 
– DDR Comprometida por Empenho.
D
D/C
8.2.1.1.1.00.00
CÓDIGO
480.000,00
VALOR
Execução da Disponibilidade de 
Recursos – Disponibilidade por 
Destinação de Recursos
TÍTULO DA CONTA
Fonte: elaboração Autor 2015
92
Reconhecimento da VPD – despesa com pessoal – meses de Janeiro a 
Dezembro/2015
Lançamento 25: INP “Inicial Patrimonial” 
D
C
D/C
3.1.1.1.0.00.00
2.1.1.0.0.00.00
CÓDIGO
480.000,00
 465.600,00
VALOR
VPD – Remuneração de Pessoal - RPPS
Pessoal a Pagar (F)
TÍTULO DA CONTA
C 2.1.2.3.1.00.00 14.400,00Retenção e Consignações – Previdência 
Social – INSS (F)
Fonte: elaboração Autor 2015
Liquidação da despesa orçamentária – com pessoal.
Lançamento 26: INO “Inicial Orçamentária” 
D
C
D/C
6.2.2.1.4.01.01
6.2.2.1.4.01.03
CÓDIGO
480.000,00
480.000,00
VALOR
Crédito Empenhado a Liquidar Corrente
Crédito Empenhado Liquidado 
Corrente a Pagar
TÍTULO DA CONTA
Fonte elaboração Autor 2015
Controle da destinação de recursos por liquidação da despesa
Lançamento 27: INC “Inicial Controle” 
D
C
D/C
8.2.1.2.0.00.00
CÓDIGO
480.000,00
VALOR
Execução da Disponibilidade de 
Recursos – DDR Comprometida 
por Empenho.
TÍTULO DA CONTA
8.1.2.3.0.00.00 480.000,00Execução da Disponibilidade de 
Recursos – DDR Comprometida por 
Liquidação e entradas compensatórias.
Fonte: elaboração Autor 2015
93
Pagamento da despesa com pessoal e recolhimento da retenção.
Lançamento 28: INP “Inicial Patrimonial” 
D
D/C
2.1.1.0.0.00.00
CÓDIGO
 480.000,00
VALOR
Pessoal a Pagar (F)
TÍTULO DA CONTA
C
D
1.1.1.1.0.00.00
2.1.2.3.1.00.00
465.600,00
14.400,00
Caixa e equivalente de caixa em 
moeda nacional (F)
Retenção e Consignações – 
Previdência Social – INSS (F)
Fonte: elaboração Autor 2015
Registro do pagamento do valor liquidado.
Lançamento 29: INO “Inicial Orçamentária” 
D
C
D/C
6.2.2.1.4.01.03
6.2.2.1.4.01.04
CÓDIGO
480.000,00
 480.000,00
VALOR
Crédito Empenhado Liquidado 
Corrente a Pagar
Crédito Empenhado Liquidado 
Corrente Pago
TÍTULO DA CONTA
Fonte: elaboração Autor 2015
Lançamento 30: INC “Inicial Controle” 
D
C
D/C
8.2.1.3.0.00.00
CÓDIGO
480.000,00
VALOR
Execução da Disponibilidade de Recursos 
– DDR Comprometida por Liquidação e 
entradas compensatórias.
TÍTULO DA CONTA
8.1.2.4.0.00.00 480.000,00Execução da Disponibilidade de 
Recursos – Disponibilidades por 
Destinação de Recursos Utilizados.
Fonte: elaboração Autor 2015
94
c) No mês de julho, por meio do convite nº 019/15, foram adquiridos 
medicamentos no valor total de R$ 76.000,00. A empresa, por meio da Nota 
Fiscal nº 315, de 23 de agosto de 2015, entregou produtos no valor de R$ 
60.000,00, que foram aceitos e pagos o exercício.
Empenho da despesa com aquisição de medicamentos.
Como não poderia deixar de ser, esse registro é processado pelo valor total 
contratado, com lançamento do Subsistema de informação de Natureza 
Orçamentária.
Lançamento 31: INO “Inicial Orçamentária” 
D
C
D/C
6.2.2.1.1.01.00
6.2.2.1.4.01.01
CÓDIGO
76.000,00
76.000,00
VALOR
Crédito Disponível Corrente
Crédito Empenhado a Liquidar Corrente
TÍTULO DA CONTA
Fonte: elaboração Autor 2015
Controle da destinação dos recursos para a despesa – medicamentos.
Se necessário, fazer a reserva do recurso financeiro. Informações de natureza 
típica de controle.
Lançamento 32: INC “Inicial Controle” 
D
C
D/C
8.2.1.1.1.00.00
8.2.1.2.0.00.00
CÓDIGO
76.000,00
76.000,00
VALOR
Execução da Disponib. de Recursos – 
Disponib. por Destinação de Recursos.
Execução da Disponib. de Recursos – 
DDR comprometida por empenho.
TÍTULO DA CONTA
Fonte: elaboração Autor 2015
95
Incorporação dos medicamentos ao estoque.
Entrega de R$ 60.000,00 em produtos cumprindo a Autorização de 
Fornecimento com a nota fiscal nº 250/15 devidamente certificada. Após 
confirmação da entrega e de acordo com as condições da AF, se reconhece 
seu ingresso no estoque, em face da liquidação da despesa.
Lançamento 33: INP “Inicial Patrimonial” 
D
C
D/C
1.1.5.1.0.00.00
2.1.3.1.0.00.00
CÓDIGO
 60.000,00
 60.000,00
VALOR
Estoque – Material de Consumo – 
Medicamentos (P) 
Fornecedor Nacional CP. 
Medicamentos (F).
TÍTULO DA CONTA
Fonte: elaboração Autor 2015
Liquidação da despesa orçamentária – medicamento.
Lançamento 34: INO “Inicial Orçamentária”
 
D
C
D/C
6.2.2.1.4.01.01
6.2.2.1.4.01.03
CÓDIGO
 60.000,00
 60.000,00
VALOR
Crédito Empenhado a Liquidar Corrente
Crédito Emp. Liquidado Corrente a Pagar.
TÍTULO DA CONTA
Fonte: elaboração Autor 2015
Controle da destinação de recursos por liquidação da despesa.
Lançamento 35: INC “Inicial Controle” 
D
C
D/C
8.2.1.2.0.00.00
CÓDIGO
60.000,00
VALOR
Execução da Disponibilidade de Recursos 
– DDR Comprometida por Empenho.
TÍTULO DA CONTA
8.2.1.3.0.00.00 60.000,00Execução da Disponibilidade de 
Recursos – DDR comprometida por 
liquidação e entradas compensatórias.
Fonte: elaboração Autor 2015
96
Pagamento da despesa – medicamento.
Lançamento 36: INP “Inicial Patrimonial” 
D
C
D/C
2.1.3.1.0.00.00
1.1.1.1.0.00.00
CÓDIGO
 60.000,00
 60.000,00
VALOR
Fornecedor Nacional CP. 
Medicamentos (F) 
Caixa e equivalente de caixa em 
moeda nacional (F).
TÍTULO DA CONTA
Fonte: elaboração Autor 2015
Registro do valor liquidado e pago, subsistema de informação de Natureza 
Orçamentária.
Lançamento 37: INO “Inicial Orçamentária” 
D
C
D/C
6.2.2.1.4.01.03
6.2.2.1.4.01.04
CÓDIGO
 60.000,00
 60.000,00
VALOR
Crédito Empenhado Liquidado 
Corrente a Pagar 
Crédito Empenhado Liquidado 
Corrente Pago
TÍTULO DA CONTA
Fonte: elaboração Autor 2015
Registro da utilização dos recursos anteriormente comprometidos.
Lançamento 38: INC “Inicial Controle” 
D
C
D/C
8.2.1.3.0.00.00
CÓDIGO
60.000,00
VALOR
Execução da Disponibilidade de Recursos 
– DDR Comprometida por Liquidação e 
entradas compensatórias.
TÍTULO DA CONTA
8.2.1.4.0.00.00 60.000,00Execução da Disponibilidade de 
Recursos – Disponibilidade por 
Destinação de Recursos Utilizada.
Fonte: elaboração Autor 2015
97
Lançamento de registro dos juros e encargos da dívida – 1º mês
Lançamento 39: INP “Inicial Patrimonial” 
D
C
D/C
3.2.1.0.0.00.00
2.1.2.3.0.00.00
CÓDIGO
 2.700,00
 2.700,00
VALOR
VPD – Juros e Encargos da Dívida 
Juros e encargos da Dívida a Pagar (F)
TÍTULO DA CONTA
Fonte elaboração Autor 2015
Lançamento do registro dos juros e encargos da dívida – 2º mês.
No primeiro mês – R$ 180.000,00 + R$ 2.700,00 = R$ 182.700,00
No segundo mês – R$ 182.700,00 x 1,5% = R$ 2.740,50
Lançamento 40: INP “Inicial Patrimonial” 
D
C
D/C
3.2.1.0.0.00.00
2.1.2.3.0.00.00
CÓDIGO
 2.740,50
2.740,50
VALOR
VPD – Juros e Encargos da Dívida 
Juros e encargos da Dívida a Pagar (F)
TÍTULO DA CONTA
Fonte elaboração Autor 2015
Registros Contábeis inscrição de restos a pagar.
Observando o lançamento relativos a aquisição de medicamentos, vamos 
identificar que dos R$ 76.000,00 relativos ao convite 19/15, foram entregues 
apenas R$ 60.000,00.Sendo assim o valor restante deverá ser inscrito como restos a pagar não 
processado, em virtude de não ter ocorrido a liquidação da despesa por parte 
do fornecedor.
98
Lançamento 41: INO “Inicial Orçamentária” 
D
C
D/C
5.3.1.7.0.00.00
6.3.1.7.0.00.00
CÓDIGO
 16.000,00
16.000,00
VALOR
Restos a pagar Não Processados – 
Inscrição no Exercício. 
Restos a pagar Não Processados – 
Inscrição no Exercício
TÍTULO DA CONTA
Fonte: elaboração Autor 2015
Após este registro, no início do exercício subsequente, serão realizados 
dois novos lançamentos, possibilitando a execução dos Restos a Pagar não 
Processados. Observe:
Registro para execução de restos a pagar não processados.
Lançamento 41 - A: INO “Inicial Orçamentária” 
D
C
D/C
5.3.1.7.0.00.00
6.3.1.7.0.00.00
CÓDIGO
 16.000,00
16.000,00
VALOR
Restos a pagar Não Processados – 
Inscrição no Exercício. 
Restos a pagar Não Processados – 
Inscrição no Exercício
TÍTULO DA CONTA
Fonte: elaboração Autor 2015
Registro para controle da execução de restos a pagar a liquidar.
Lançamento 41 - B: INO “Inicial Orçamentária” 
D
C
D/C
6.3.1.7.0.00.00
6.3.1.7.1.00.00
CÓDIGO
 16.000,00
16.000,00
VALOR
Restos a pagar Não Processados – 
Inscrição no Exercício
Restos a Pagar Não Processados 
a Liquidar
TÍTULO DA CONTA
Fonte: elaboração Autor 2015
99
Para uma visualização mais prática e dinâmica, a seguir serão demonstradas 
na forma de Razão “Razonete” as contas acima descritas, para melhor 
identificação do subsistema de informações.
Conforme demonstrado a seguir, estes Razonetes seguem o subsistema de 
informação de natureza orçamentária.
100
Estes Razonetes estão seguindo o subsistema de informação de natureza 
patrimonial.
LCTO 4
LCTO 10
LCTO 7
LCTO 4
LCTO 4
LCTO 4
LCTO 4
LCTO 4
LCTO 20
LCTO 36
LCTO 28
LCTO 3670.000,00
1.1.1.1.0.00.00
Caixa e equivalente caixa em 
moeda nacional (F)
390.000,00
125.000,00
1.185.000,00
650.000,00
1.1.1.2.1.00.00
Crédito Tributário a Receber (P)
650.000,00
240.000,00
60.000,00
480.000,00
650.000,00
0,00
650.000,00
101
102
Estes razonetes estão seguindo o subsistema de informação típica de 
controle.
 
 
103
104
REFERÊNCIAS
ALBUQUERQUE, C. M.; MEDEIROS, M. B.; SILVA, P. H. F. Administração 
Financeira e Orçamentária AFO. v.I 3. ed. Brasília: Gestão Pública- 2013.
ANDRADE, N. de A. Contabilidade Pública na Gestão Municipal. 4. ed. São 
Paulo: Atlas, 2012.
FEIJÓ, P. H.; RIBEIRO, C. E. Entendendo o Plano de Contas Aplicado ao Setor 
Público – PCASP. Brasília: Gestão Pública 2014.
BRASIL. Lei n.º 4.320, de 17 de março de 1964. Estatui Normas Gerais de 
Direito Financeiro para a elaboração e controle dos orçamentos e balanços 
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Disponível 
em: . Acesso em: dezembro. 2015.
BRASIL. Lei Complementar n.º 101, de 04 de maio de 2000. – Lei de 
Responsabilidade Fiscal. Disponível em: . Acesso em: dezembro. 2015. 
BRASIL. Portaria Conjunta STN/SOF nº 1, de 10 de dezembro de 2014 e 
Portaria STN nº 700, de 10 de dezembro de. Aprova a 6º edição do Manual 
de Contabilidade Aplicada ao Setor Público, Partes I, II, II e IV. Disponível 
em:. Acesso em: dezembro de 2015.
BRASIL. Portaria n.º 828, de 14 de dezembro de 2011. Disponível em: . Acesso 
em: dezembro de 2015.
BRASIL. Portaria n.º 753, de 21 de dezembro de 2012. Altera a Portaria n.º 
828, de 14 de dezembro de 2011. Disponível em: . Acesso em: dezembro de 2015.
 
DICA DO PROFESSOR
O vídeo a seguir mostra a escrituração contábil, citando sua lógica de registro contábil. Além 
disso, apresenta exemplos de previsão da receita, fixação da despesa e um exemplo sobre o 
lançamento do crédito tributário. Confira!
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EXERCÍCIOS
1) Os dados abaixo representam a compra de materiais de escritório previstos no 
orçamento do estado de Santa Catarina. 
- Aquisição de materiais de escritório R$ 50.000,00 
- Entrega de materiais de escritório R$ 40.000,00 
O valor da diferença entre a aquisição e a entrega deve ser lançado na contabilidade 
de qual forma? Assinale a alternativa correta que representa esse lançamento. 
A) Não precisa ser feito nenhum lançamento com o valor da diferença, pois um dia estes 
materiais serão entregues. 
B) O valor da diferença entre a aquisição e a entrega deve ser lançado como restos a pagar 
não processado. 
C) O valor da diferença entre a aquisição e a entrega deve ser lançado como restos a pagar 
orçados. 
D) O valor da diferença entre a aquisição e a entrega deve ser lançado como restos a receber. 
E) O valor da diferença entre a aquisição e a entrega deve ser lançado como restos a liquidar. 
2) Para responder essa questão, considere que o município de Monte Belo, no aspecto 
orçamentário, segue os termos do artigo 35 da Lei Federal no 4.320/64. Além disso, 
considere os dados abaixo: 
 
O município de Campo Belo, localizado em uma região central do Brasil, realizou, no 
período de janeiro a agosto de 2015, as seguintes operações: 
- Recebimento de IPTU inscrito em dívida ativa em 2014: R$ 90.000,00 
- Pagamento de despesa do exercício de 2014, inscrita em restos a pagar: R$ 
60.000,00 
- Inscrição de ISS, vencido em 2014, em dívida ativa: R$ 20.000,00 
- Pagamento de despesa empenhada em 2015: R$ 10.000,00 
- Recebimento de receita de alienação de bens imóveis: R$ 50.000,00 
- Despesas empenhadas e liquidadas em 2015, ainda não pagas: R$ 30.000,00 
- Recebimento em dotação de dois computadores: R$ 5.000,00 
- Incorporação de dívidas passivas: R$ 15.000,00 
 
As despesas realizadas no período citado, considerando o regime contábil de 
competência, somaram, em reais: 
A) R$ 10.000,00
B) R$ 30.000,00
C) R$ 40.000,00
D) R$ 55.000,00
E) R$ 115.000,00
3) Com base na Lei Orçamentária Anual, alguns valores devem ser registrados na 
contabilidade observando o lançamento da Previsão da Receita. Assinale a 
alternativa correta que representa como deve ser feito este lançamento. 
A) Credito previsão inicial da receita, débito receita a realizar corrente, débito receita a 
realizar de capital. 
B) Débito despesas a realizar, crédito receita a realizar. 
C) Débito previsão inicial da despesa, crédito receita a realizar corrente, crédito receita a 
realizar de capital. 
D) Débito previsão inicial da despesa, crédito despesa realizada, crédito despesa de capital. 
E) Débito previsão inicial da receita, crédito receita a realizar corrente, crédito receita a 
realizar de capital. 
4) O município de Salesópolis apurou, ao final do exercício, precisaria contabilizar os 
juros e encargos de sua dívida no valor de R$ 1.500,00 que será paga no ano seguinte. 
Mediante essas informações, como ficaria seu lançamento contábil? Identifique a 
alternativa correta. 
A) Débito juros e encargos da dívida (resultado) e crédito juros e encargos da dívida a pagar 
(passivo), ambos no valor de R$ 1.500,00 
B) Débito juros e encargos da dívida (resultado) e crédito banco conta corrente, ambos no 
valor de R$ 1.500,00. 
C) Débito juros e encargos da dívida a pagar (passivo), crédito juros e encargos da dívida 
(resultado), ambos no valor de R$ 1.500,00. 
D) Débito bancos referentes aos juros e encargos da dívida (ativo) e crédito juros e encargos 
da dívida (resultado), ambos no valor de R$ 1.500,00. 
Débito juros e encargos da dívida (resultado) no valor de R$ 1.500,00 e crédito juros e E) 
encargos da dívida a pagar (passivo) no valor do capital que origina esses juros. 
5) Os registros dos fatos e elaboração das demonstraçõescontábeis devem ser feitos com 
base na estrutura do novo plano de contas aplicado ao setor público. Sobre a escrituração 
contábil no setor público, assinale a alternativa correta. 
A) No empenho da despesa, o registro é processado pelo valor total contratado. 
B) A escrituração contábil em entes públicos não precisa seguir o plano de contas aplicado ao 
setor público. 
C) Na previsão das receitas não é necessário observar o lançamento de registro da autorização 
da despesa. 
D) Em lançamentos como IPTU a receber e impostos sobre serviços a receber ocorre uma 
variação que reduz o patrimônio. 
E) Em lançamentos como IPTU a receber e impostos sobre serviços a receber não ocorre 
variação patrimonial. 
NA PRÁTICA
O registro contábil é aspecto importante das finanças públicas. Está presente na arrecadação e na 
despesa e propicia as ações governamentais.
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
BRASIL. Ministério da Fazenda. Secretaria do Tesouro Nacional. Manual de 
Contabilidade Aplicado ao Setor Público - Parte VII - Exercício Prático.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
LIMA, D. V. et al. As Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas ao setor público e a 
legislação contábil pública brasileira: uma análise comparativa à luz da teoria contábil. 
Contabilidade, Gestão e Governança, v. 12, n. 2, 2009.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
MENDES, R. C. et al. A contribuição da contabilidade e auditoria governamental para 
uma melhor transparência na gestão pública em busca do combate contra a corrupção no 
Brasil. Repositório Institucional da Universidade Federal do Rio Grande, 2008.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Oficina contábil: DRE
APRESENTAÇÃO
Após conhecer sobre os principais aspectos teóricos sobre contabilidade, balanço patrimonial e 
demonstração do resultado do exercício, é imprescindível relacionar e praticar lançamentos 
contábeis com fatos contábeis que envolvam modificações do patrimônio líquido, ou seja, 
contas patrimoniais de resultado, sejam receitas ou despesas.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você é convidado para mais uma oficina contábil. Vamos 
avançar e praticar o fechamento de uma demonstração do resultado do exercício junto ao 
balanço patrimonial. Lembre-se sempre: quanto mais você praticar, mais autoconfiante vai ficar 
com seu conhecimento sobre contabilidade.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Realizar lançamentos contábeis.•
Elaborar uma demonstração dos resultados do exercício.•
Sintetizar dados e informações sobre fatos contábeis.•
DESAFIO
Alessandra decidiu montar um restaurante de comida amazônica na cidade de São Paulo, o 
Restaurante Rio Negro, e você é atualmente o contador da empresa.
Ela está motivada e muito empolgada com seu sonho de empreendedorismo, porém o contador 
que realizou o primeiro fechamento anual de 2018, apresentou apenas os seguintes saldos das 
contas patrimoniais.
Sabe-se que a data de abertura da empresa foi em 02/01/2018 e que aquisição dos bens também 
ocorreu nessa mesma data. 
 
Alessandra informou em 2019, ocorreram as seguintes operações no restaurante:
1. Compra de 250 unidades de mercadorias para revenda a prazo, no valor de R$ 120,00 cada.
2. Venda à vista de 120 unidades de mercadorias no valor de R$ 300,00 cada.
3. Venda à prazo de 100 unidades de mercadorias no valor de R$ 250,00 cada.
4. Pagamento de despesa de aluguel do setor de vendas do mês no valor de R$ 6.000,00, em 
dinheiro. O valor não estava registrado como obrigação no passivo.
5. Pagamento de despesa de eletricidade do setor administrativo no valor de R$ 3.000,00, em 
dinheiro. O valor não estava registrado como obrigação no passivo.
6. Devolução de 10 unidades de mercadorias da venda efetuada no lançamento 3. O valor da 
devolução foi abatido de duplicatas devidas pelo cliente.
7. Recebimento de clientes em dinheiro no caixa, no valor de 3.000,00.
8. Foi contratado um seguro com vigência de 12 meses, no dia 30/09/2019, para o setor de 
vendas. Seu pagamento foi em dinheiro, no valor de R$ 3.000,00. Apropriar a despesa de 
seguros do ano de 2019, considere que o seguro entra em vigência no dia 01/10/2019.
9. Pagamento de fornecedores em atraso com dinheiro no caixa, sendo o valor devido ao 
fornecedor de 4.000,00 e os juros de R$ 1.000,00.
10. Foi contratado um empréstimo em dólar, cujo valor em reais é de R$ 30.000,00. Seu 
pagamento será no curto prazo.
11. O cliente adiantou o valor de 220 unidades pelo valor de R$ 120,00 cada. A mercadoria será 
produzida e entregue em 2020. O valor do adiantamento foi depositado na conta bancária da 
empresa.
12. Calcular as depreciações anuais dos bens da empresa. Todos os bens são do setor 
administrativo. As vidas úteis são: veículos = 5 anos; móveis e utensílios = 10 anos; 
equipamentos de informática = 5 anos.
13. Atualizar o valor monetário do empréstimo. A cotação do dólar no dia de sua contratação era 
de 2,925 e no final do mês era de 3,122.
14. Fazer a apuração do ICMS (18%), PIS (1,65%) e Cofins (7,6%), que incide sobre as vendas.
15. Lançar o CMV. O valor do CMV é R$ 20.343,75.
16. Elaborar o encerramento do exercício (ARE – apuração do resultado do exercício).
17. Importante: sobre o valor do resultado operacional incidem IRPJ e CSSL, consulte a 
legislação para identificar as alíquotas a serem aplicadas. O valor identificado como lucro ou 
prejuízo deve ser incorporado ao saldo da conta de lucros ou prejuízos acumulados no balanço 
patrimonial.
No mês de fevereiro, o restaurante da Alessandra teria a oportunidade de fornecer a alimentação 
para um grande show de rock, sendo um dos poucos restaurantes que terão autorização de operar 
em área privilegiada, mas para isso, devem ser apresentados o balanço patrimonial e a DRE. 
Com base nas operações realizadas pelo restaurante, você deverá preparar:
Os lançamentos contábeis no livro diário. 
O registro das operações no livro razão (razonetes). 
O balanço patrimonial. 
A demonstração dos resultados do exercício.
Os lançamentos, registros que dão origem ao balanço patrimonial e a DRE são:
INFOGRÁFICO
Uma importante tarefa do contador é a de registrar as despesas e as receitas. Esse trabalho 
precisa ser feito de acordo com os princípios e as convenções contábeis. A demonstração do 
resultado do exercício (DRE) tem como objetivo demonstrar o resultado da empresa, oriundo 
das suas operações e de adventos que influenciaram o resultado, mas que não são da atividade 
fim da empresa.
Essa demonstração vai detalhar a composição do resultado, seja ele positivo (lucro) ou negativo 
(prejuízo), ou seja, ela apresenta a composição do resultado através do confronto das receitas, 
dos custos e das despesas do período. Mas como funciona este processo?
A seguir, no Infográfico, você vai conhecer um pouco mais sobre essa tarefa.
 
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CONTEÚDO DO LIVRO
As empresas na busca pela sustentabilidade financeira precisam identificar qual é o resultado 
das suas operações, ou seja, se são empresas lucrativas ou deficitárias; tal aspecto é 
extremamente importante para o planejamento econômico-financeiro das organizações, com o 
intuito de corrigir eventuais desvios em seu projeto de desenvolvimento.
Por sua vez, os profissionais da área da contabilidade elaboram ferramentas contábeis que 
auxiliam os gestores das empresas a analisar o resultado de suas organizações. Uma dessas 
ferramentas é o DRE (demonstrativo do resultado do exercício), que apresenta os níveis de 
lucratividade e resultado da companhia.
No capítulo Oficina Contábil: DRE, da obra Contabilidade Básica, base teórica desta Unidade 
de Aprendizagem, você aprenderá a realizar lançamentos contábeis que são a base de 
informação para a estruturaçãodo DRE, além de compreender como sintetizar dados e 
informações sobre fatos contábeis.
Boa leitura.
CONTABILIDADE 
BÁSICA
Fabiana Tramontin Bonho
Oficina contábil: DRE
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Realizar lançamentos contábeis.
  Elaborar uma demonstração do resultado do exercício.
  Sintetizar dados e informações sobre fatos contábeis.
Introdução
A demonstração do resultado do exercício (DRE) tem por finalidade 
proporcionar informações sobre o desempenho econômico de um pe-
ríodo. É uma representação gráfica estruturada, em determinada data, 
composta pelas receitas e pelos ganhos no período, independentemente 
da sua realização em moeda, e os custos, as despesas, os encargos e as 
perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas receitas e a esses 
rendimentos.
Neste capítulo, você vai aprender como realizar lançamentos contábeis 
e a elaborar uma DRE, além de estudar conceitos e informações sobre 
os fatos contábeis.
Lançamentos contábeis
O artigo 187 da Lei nº. 6.404/1976 (Lei das Sociedades por Ações) instituiu 
a demonstração do resultado do exercício (DRE). No atual Código Civil 
Brasileiro, a DRE corresponde ao “resultado econômico”, cujo levantamento 
é obrigatório segundo o artigo 1.179.
A DRE tem como objetivo principal apresentar de forma vertical e sintética 
o resultado apurado em relação ao conjunto de operações realizadas num 
determinado período — normalmente, de doze meses.
De acordo com a legislação mencionada, em especial o artigo 187 da 
Lei nº. 6.404/76, as empresas deverão discriminar na DRE (BRASIL, 1976, 
documento on-line):
  a receita bruta das vendas e dos serviços, as deduções das vendas, os 
abatimentos e os impostos;
  a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e ser-
viços vendidos e o lucro bruto;
  as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das recei-
tas, as despesas gerais e administrativas e outras despesas operacionais;
  o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas;
  o resultado do exercício antes do imposto sobre a renda e a provisão 
para o imposto;
  as participações de debêntures, empregados, administradores e partes 
beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de ins-
tituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados que 
não se caracterizem como despesa;
  o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do 
capital social.
Segundo o § 1º do mesmo artigo, serão computados em obediência ao 
princípio da competência:
  as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente de 
sua realização em moeda; e
  os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspon-
dentes a essas receitas e a esses rendimentos.
Os lançamentos contábeis que dão forma à DRE são os pertencentes às 
contas contábeis de resultados. Assim, a demonstração elenca os ganhos e 
gastos para produzir o rendimento do ano.
Primeiramente, são expostas as receitas de vendas ou prestações de serviços 
deduzidas, os valores de impostos, devoluções e cancelamentos de vendas ou 
serviços, entre outras perdas de faturamento que caracterizam dedução da 
receita, resultando na receita líquida. A seguir, veja um exemplo de lançamento. 
Oficina contábil: DRE2
Os primos Carlos, Paulo e Marildo resolveram organizar uma empresa de prestação 
de serviços e a denominaram Primos Cia. Ltda. A empresa foi criada e desenvolveu 
diversas operações, para as quais você deverá resolver os lançamentos contábeis, 
conforme as informações a seguir.
a) Em 10/01/2011, houve a integralização do capital social em moeda corrente no 
valor de 50.000,00.
b) Em 15/01/2011, a empresa comprou um imóvel no valor de R$ 10.000 pagos à vista.
c) No dia 16/01/2011, a empresa recebeu R$ 1.000,00 devido a uma prestação de serviço.
d) Em 18/01/2011, foram pagos R$ 500,00 referentes ao aluguel de um estande.
e) No dia 22/02/2011, foi feito um pagamento de R$ 150,00 referente a publicidade 
e propaganda.
f) No dia 25/01/2011, foi feito um pagamento de energia elétrica no valor de R$ 50,00.
g) No dia 26/02/2011, a empresa recebeu R$ 4.500,00 por prestação de serviços.
h) No dia 30/01/2011, foi feito um pagamento de salário no valor de R$ 1.000,00.
Vamos à solução:
a
C – Capital social – 50.000
D – Caixa – 50.000
b
D – Imóvel – 10.000
C – Caixa – 10.000
c
C – Receita serviço – 1.000
D – Caixa – 1.000
d
D – despesa de aluguel – 500
C – Caixa – 500
e
D – Despesa publicidade e propaganda – 150
C – Caixa – 150
f
D – despesa energia elétrica – 50,00
C – Caixa – 50,00
g
C – Receita – 4.500
D – Caixa – 4.500
h
D – Despesas salário – 1.000
C – Caixa – 1.000
3Oficina contábil: DRE
No exemplo da empresa Primos Cia. Ltda., verifica-se um lucro no valor 
de R$ 3.800,00. Assim, a partir da contabilização dos lançamentos contábeis, 
realiza-se o relatório, conforme mostra o Quadro 1. 
DRE da empresa Primos Cia. Ltda.
( + ) Receitas 5.500
Receita de prestação de serviços 5.500
( – ) Despesas (1.700)
Despesa com aluguel de estande (500)
Despesa com publicidade 
e propaganda 
(150)
Despesa com salário (1.000)
Despesa com energia elétrica (50)
Resultado – lucro líquido 3.800
Quadro 1. Relatório de lançamentos contábeis
Oficina contábil: DRE4
Elaboração de DRE
A DRE é um relatório contábil completo das demonstrações contábeis apre-
sentados no fi nal do exercício. Também é considerada como uma ferramenta 
para analisar se o negócio em questão está sendo lucrativo ou se está trazendo 
prejuízo.
A demonstração do resultado do exercício (DRE) traz uma série de informações que 
servem de suporte para os gestores tomarem suas decisões estratégicas. Para tanto, 
a DRE deve ser analisada, principalmente, de duas formas.
  Análise horizontal
A análise horizontal é o instrumental que calcula a variação percentual ocorrida de 
um período para outro, buscando evidenciar se houve crescimento ou decréscimo 
do item analisado. Por meio da análise dos dados que mostram se houve aumento ou 
diminuição do elemento analisado, pode-se confrontar os dados extraídos e efetuar 
as correlações necessárias. Assim, por exemplo, se houve aumento da produção e das 
vendas, deverá ter havido um crescimento relativamente proporcional do consumo 
de materiais.
Dessa forma, conforme o tempo passa, a variação dos saldos dos demonstrativos 
contábeis vai apontar se uma empresa está crescendo, se está mantendo-se em um 
patamar ou mesmo encolhendo em seus resultados.
Nessa análise, o que se busca é a comparação dos resultados para os mesmos 
elementos, considerando exercícios ou períodos distintos. Por exemplo, uma empresa 
pode estar interessada em saber se um determinado produto está sendo lucrativo, ou 
não, e se vale a pena manter suas vendas e investir em melhorias. Para esse objetivo, a 
análise horizontal vai dizer se há potencial de mercado, ou não, conforme os resultados 
das vendas e da incidência de impostos.
  Análise vertical
A análise vertical da demonstração de resultados conduz à apresentação da estrutura 
de custos e despesas em relação ao total das receitas líquidas. Sendo assim, ela conduz 
à avaliação da lucratividade, representada pela relação entre o lucro e as vendas, 
passando pela relação entre custos e despesas e as receitas de vendas. 
No caso da análise vertical, o que se busca é relacionar um elemento do DRE com 
a categoria que integra. Na linha do exemplo anterior, é possível comparar os resultados 
financeiros de uma determinada mercadoria com os resultados de outras, similares 
ou não.
Fonte: Cavalcante (2017, p. 23).
5Oficina contábil: DRE
A evidenciação da DRE retrata uma ferramenta contábil que tem caráter 
de economia, isto é, está relacionada com a riqueza da empresa. A DRE deve 
seguir a seguinte estrutura:
  (+) receita de vendas brutas;
  (–) deduções dareceita;
  (=) receita líquida;
  (–) custos das mercadorias vendidas;
  (=) lucro bruto;
  (–) despesas operacionais;
  (=) lucro operacional;
  (+–) resultado não operacional;
  (=) lucro antes de impostos sobre a renda;
  (–) impostos;
  (=) resultado líquido ou lucro ou prejuízo líquido.
Veja, no Quadro 2, um exemplo de DRE elaborada referente à empresa ABC.
Fonte: Muller (2009, p. 46)
Empresa ABC — DRE
Receitas com vendas R$ 40.000
(–) Impostos sem vendas (R$ 7.200)
(=) Receita operacional líquida R$ 32.800
(–) CMV (R$ 24.600)
(=) Lucro operacional bruto R$ 8.200
(–) Despesas com salários (R$ 2.000)
(=) Lucro operacional líquido R$ 6.200
Quadro 2. Exemplo de DRE
Assim, o valor a ser obtido pela DRE representa o resultado líquido da 
organização no período analisado. Em outras palavras, descobre-se, depois de 
analisar todas as transações financeiras, se a empresa deu lucro ou gerou prejuízo.
Oficina contábil: DRE6
Diferentemente do balanço patrimonial, no qual as informações são cumuladas ao 
longo do tempo e as mutações patrimoniais da sociedade são registradas desde a sua 
constituição, as informações constantes da DRE são reiniciadas a cada exercício social, 
não havendo vinculação com o demonstrativo do exercício anterior.
Portanto, na DRE, situam-se as chamadas “contas de resultado, que são receitas, 
despesas e custos”, que permitem o controle dos elementos que aumentam ou di-
minuem a situação patrimonial líquida, as quais, depois de analisadas, irão resultar na 
conta “lucro ou prejuízo líquido do exercício”, por meio da qual é aferido o resultado 
final a cada exercício (COSTA, 2018, p. 65).
Fatos contábeis: conceitos e informações
Segundo Azevedo (2015, p. 35), de acordo com a legislação brasileira, em 
especial o artigo 187 da Lei nº. 6.404/76, alterada pelas Leis nº.11.638/07 e 
nº. 11.941/09, a apuração do resultado do exercício apresentada anualmente 
deve detalhar:
  A receita bruta das vendas de produtos e serviços, as deduções 
(descontos) das vendas, os abatimentos e os impostos
 ■ Receita operacional bruta: é a somatória de todas as vendas ou os 
serviços que foram efetuados e que tenham sido faturados, ou seja, 
que tenham gerado a emissão de uma nota fiscal em determinado 
período, obedecendo ao princípio contábil da competência. 
 ■ Deduções da receita bruta: são representadas pelas contas de de-
voluções (vendas canceladas), abatimentos, descontos comerciais 
e impostos incidentes sobre vendas de produtos ou serviços. Para 
efeito de análise, as receitas não são demonstradas de forma líquida, 
ou seja, registram-se as receitas na forma bruta e, em separado, suas 
respectivas deduções.
 ■ Devoluções ou vendas canceladas: correspondem à anulação de 
valores registrados como receita, decorrentes do cancelamento de 
vendas, devoluções totais ou parciais, quebras ou avarias na merca-
doria vendida, pela não concretização da entrega dos produtos ou 
pela má qualidade na prestação de serviço.
 ■ Abatimentos: também conhecidos como descontos incondicionais, 
são concedidos ao cliente quando, após a entrega do produto, esse 
7Oficina contábil: DRE
apresenta defeito de qualidade, caracterizado por quebras ou avarias, 
por exemplo. Esses descontos não podem ser confundidos com des-
contos financeiros ou com descontos de preço de venda (promoções).
 ■ Impostos incidentes sobre vendas de produtos e prestação de serviço: 
também serão deduzidos da receita bruta, pois são os que guardam 
proporcionalidade com o preço da venda efetuada ou do serviço prestado. 
São exemplos de impostos incidentes sobre o faturamento: IPI — Im-
posto sobre Produtos Industrializados (União); ICMS — Imposto sobre 
Operação Relativa à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de 
Serviços de Transporte Industrial e Intermunicipal, de Comunicação e 
Energia Elétrica (estado); ISSQN — Imposto sobre Serviços de Qualquer 
Natureza (município).
  A receita líquida das vendas de produtos e de serviços, o custo das 
mercadorias vendidas ou dos serviços prestados e o lucro bruto.
 ■ Receita operacional líquida: constitui a base de cálculo para análise 
das receitas efetivamente realizadas pela empresa em determinado 
período. Evidencia o valor da venda líquida de bens e serviços oriundo 
da atividade da empresa, subtraindo as deduções incidentes sobre a 
receita bruta (faturamento).
 ■ Custo das Mercadorias Vendidas (CMC)/Custo dos Serviços Pres-
tados (CSP)/Custo dos Produtos Vendidos (CPV): os custos a serem 
atribuídos como CMV, CSP ou CPV no exercício devem ser corres-
pondentes às receitas de vendas dos produtos e serviços reconhecidos 
como tal no mesmo período, obedecendo ao princípio da competência. 
Deduzindo a receita líquida do custo das mercadorias vendidas, será 
gerado o lucro bruto ou resultado bruto. 
 ■ Lucro bruto ou resultado bruto: de acordo com o artigo 187, item II, da 
Lei nº. 6.404/76 (BRASIL, 1976, documento on-line), deve ser computado 
na DRE o custo das mercadorias e dos serviços vendidos ou prestados no 
exercício, que, deduzido das receitas correspondentes, gera o lucro bruto.
  Todas as despesas operacionais, como as despesas com as vendas, 
as financeiras, as deduzidas das receitas, as despesas gerais e as 
administrativas.
 ■ Despesas operacionais: segundo a Lei das Sociedades por Ações, as 
despesas operacionais correspondem ao esforço financeiro necessário 
para que a empresa possa funcionar, ou seja, financiar suas atividades 
de vendas, produção e prestação de serviços. Constituem as despesas 
pagas ou incorridas no período (princípio da competência). Não 
Oficina contábil: DRE8
estão relacionadas a elas aquelas alocadas na fabricação de produtos 
ou na prestação dos serviços, pois essas compõem os custos das 
mercadorias ou dos serviços.
 ■ Despesas de vendas: têm a função de registrar as despesas com a 
comercialização dos produtos, mercadorias ou serviços para atender 
aos objetivos da empresa. Exemplos: despesas com pessoal de vendas, 
administrativo interno de vendas, propaganda e publicidade, etc.
 ■ Despesas administrativas: representam os gastos pagos ou incorri-
dos necessários para arcar com despesas para a gestão ou direção 
da empresa. Sua função é registrar, em cada conta específica, as 
despesas com a administração do negócio para atender aos objetivos 
da empresa. Dentre as despesas mais comuns, temos: honorários da 
administração, salários e encargos do pessoal administrativo, etc.
  O lucro ou o prejuízo operacional, as outras despesas e as receitas.
 ■ Resultados financeiros líquidos: o artigo 187 da Lei nº. 6.404/76 
(BRASIL, 1976, documento on-line) define como despesas operacio-
nais as despesas financeiras deduzidas das receitas, ou seja, as recei-
tas financeiras deverão ser compensadas das despesas financeiras.
 ■ Receitas financeiras são receitas geradas em função de:
 – descontos obtidos;
 – juros recebidos;
 – rendimentos de aplicação financeiras (fundos de investimento, 
por exemplo).
 ■ Despesas financeiras: são caracterizadas por serem despesas decor-
rentes da necessidade de capital de giro ou do financiamento do ativo:
 – juros pagos;
 – descontos concedidos;
 – despesas bancárias, tais como: IOF, manutenção da conta corrente, 
dentre outras.
 ■ Outras receitas e despesas operacionais: são as chamadas atividades 
acessórias do objeto social da empresa. São compostas por itens que 
não são provenientes da atividade fim da empresa, tais como:
 – participação nos resultados de coligadas e controladas pelo método 
de equivalência patrimonial;
 – dividendo e rendimentos de outros investimentos;
 – amortização de ágio ou deságio de investimentos;
 – vendas diversas que não correspondem à atividade fim da empresa 
(venda de sucatas).
9Oficina contábil: DRE
  O resultado do exercício antes do imposto de renda e a provisão 
para o imposto.
 ■ Resultado operacional antes do IR (Imposto de Renda)a conjuntura do 
negócio, pelas instituições financeiras para analisar a viabilidade da concessão 
de empréstimos e financiamentos, pelos investidores para averiguar se a 
entidade é um bom negócio para se investir, pelos fornecedores no momento 
de liberar as compras a prazo, entre outros.
Princípios fundamentais de contabilidade 3
Dessa forma, conclui-se que a função da contabilidade é prover de informa-
ções os usuários internos e externos, por meio dos relatórios e demonstrações 
contábeis, e realizar análise de caráter quantitativo e qualitativo sobre o 
patrimônio das entidades. 
Para cumprir esse papel, a contabilidade utiliza um conjunto de termos 
para realizar as suas atividades. Essa terminologia própria e homogênea 
facilita o entendimento e a comunicação com os usuários da informação 
contábil. Dessa forma, cada uma das áreas contábeis possui sua terminologia 
própria, por isso, é importante que o profissional se especialize na área em 
que deseja atuar. 
É comum encontrarmos nas diversas profissões terminologias pró-
prias, com palavras cujos significados são específicos para aquela 
área de trabalho, e na contabilidade não é diferente. Algumas das palavras mais 
comuns na contabilidade são: ativo, passivo, débito, crédito, conta, lançamento, 
partidas dobradas, despesa, receita, gasto, custo, plano de contas, entre outras 
(RIBEIRO, 2019). 
Características qualitativas da informação contábil
Para ser útil aos seus usuários, a informação contábil precisa preencher 
certos requisitos indispensáveis para garantir a qualidade necessária. 
Portanto, não é qualquer informação produzida que é útil. Ela deve 
atender a certas exigências que estão previstas nas normas contábeis 
emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). 
O atendimento a esses requisitos é indispensável para não induzir o 
usuário da informação a erro, uma vez que ele toma decisões baseadas 
nessas informações. Por exemplo, se você for viajar para um destino cujo 
caminho você não conhece e alguém alguém lhe indicar um caminho errado, 
você poderá chegar a um destino que não gostaria, a algum lugar perigoso e 
até mesmo ficar sem condições de retornar. O mesmo ocorre com o usuário 
da informação contábil caso as informações que lhe sejam oferecidas não 
preencham as características qualitativas da informação contábil. Essas 
características são divididas em fundamentais e de melhoria, as quais serão 
abordadas nas seções a seguir.
Princípios fundamentais de contabilidade4
Características qualitativas fundamentais
Segundo a Norma Brasileira de Contabilidade Técnica Geral (NBC), as ca-
racterísticas qualitativas fundamentais são de relevância e representação 
fidedigna. A informação contábil é relevante quando ela é capaz de fazer a 
diferença na tomada de decisões dos seus usuários, como quando elas per-
mitem ao usuário prever determinadas situações e/ou confirmar avaliações 
já realizadas com base em dados contábeis ou até de outras fontes. Além 
disso, a materialidade é um aspecto da relevância da informação contábil, 
pois a informação é material quando a sua distorção, omissão ou incerteza 
pode influenciar as decisões do seu usuário (CONSELHO FEDERAL DE CONTA-
BILIDADE, 2019).
Com base no exemplo anterior, agora suponha que quando você for viajar 
para um destino cujo caminho é desconhecido e alguém lhe der uma infor-
mação que possibilite prever o melhor horário para a viagem a fim de não 
enfrentar congestionamentos, essa informação será relevante e fará toda a 
diferença na sua viagem. 
Assim, é com a utilização da informação contábil. Por exemplo, se um 
gestor que está prestes a tomar a decisão de contratar mais 100 empregados 
consultar os relatórios e demonstrações contábeis, nos quais consta que, em-
bora as vendas estejam em alta, os clientes não estão pagando as operações 
realizadas a prazo. Devido a essa insuficiência de recursos, não será possível 
arcar com um aumento na folha de pagamento de 100 novos empregados, 
mas sim de 40. Assim, essa informação foi extremamente relevante e evitou 
a contratação em um momento inadequado para tais despesas. 
Já a característica da representação fidedigna da informação contábil 
se refere à confiabilidade que essas informações devem ter. Para que a 
informação contábil seja confiável, ela deve ser completa, neutra e isenta de 
erros. Mesmo sabendo que a perfeição nem sempre é possível de se alcançar, 
o objetivo dessa característica é aumentar o máximo possível a completude 
e a neutralidade e diminuir ou extinguir a ocorrência de erros.
A informação é completa quando contém todos os dados importantes 
para que o usuário compreenda os fenômenos que estão sendo represen-
tados e inclui todas as descrições e explicações necessárias — por exemplo, 
a representação completa do grupo de ativos, a descrição da natureza dos 
ativos do grupo, o valor de todos os componentes do grupo de ativos e a 
descrição daquilo que a representação numérica retrata (CONSELHO FEDERAL 
DE CONTABILIDADE, 2019).
Princípios fundamentais de contabilidade 5
A neutralidade da informação contábil é caracterizada por não ser ten-
denciosa na seleção de informações financeiras que devem ser apresentadas 
e por não conter manipulações que façam com que elas transmitam uma 
situação favorável ou desfavorável.
A isenção de erros significa que o processo utilizado para produzir as 
informações apresentadas foi selecionado e aplicado sem erros no processo. 
No entanto, a informação contábil isenta de erros não quer dizer que a re-
presentação tem de ser precisa em todos os aspectos, mas, sim, que não há 
erros ou omissões na descrição do fenômeno. Por exemplo, a estimativa de 
preço ou de valor não observável não pode ser determinada como precisa 
ou imprecisa (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2019).
Características qualitativas de melhoria
As características qualitativas da informação contábil de melhoria compre-
endem comparabilidade, capacidade de verificação, tempestividade e com-
preensibilidade, as quais melhoram a utilidade das informações relevantes e 
possuem representação fidedigna do que pretendem representar (CONSELHO 
FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2019).
A comparabilidade se fundamenta na possibilidade de a informação con-
tábil de uma entidade ser comparada com dados de outras entidades e com 
informações similares de outro período da mesma entidade. Sendo assim, 
a comparabilidade jamais se refere a um único elemento, mas, no mínimo, 
a dois itens. Nesse caso, é indispensável que os itens a serem comparados 
tenham consistência, como, por exemplo, a utilização dos mesmos métodos.
A capacidade de verificação como uma característica qualitativa da in-
formação contábil diz respeito à possibilidade de vários observadores bem-
-informados e independentes chegarem ao consenso de que determinada 
representação é fidedigna (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2019).
A tempestividade se caracteriza por disponibilizar as informações no tempo 
certo, ou seja, a tempo de serem analisados os dados que podem influenciar 
na tomada de decisões. De modo geral, quanto mais antiga é a informação, 
menos utilidade ela tem, porém há casos que mesmo informações passadas 
continuam tendo utilidade, como identificação e avaliação de tendências 
(CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2019).
Também a informação contábil é dotada de melhoria quando ela é com-
preensível e os dados estão ordenados e classificados com clareza e precisão. 
Destaca-se que as características qualitativas de melhoria, sendo conside-
radas individualmente ou na sua totalidade, não têm a capacidade de tornar 
Princípios fundamentais de contabilidade6
informações que são irrelevantes em relevantes, duvidosas em confiáveis. Por 
isso, são características de melhoria, uma vez que esses atributos guarnecem 
as informações contábeis de maior utilidade aos seus usuários.
As características qualitativas da informação contábil não se resu-
mem a meros atributos imprescindíveis às informações, elas assu-e da CSLL 
(Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) (lucro ou prejuízo): o 
resultado obtido até este ponto da DRE constitui base de cálculo 
da provisão para IR e da provisão para contribuição social. Caso 
o resultado obtido seja negativo, caracterizando prejuízo em sua 
movimentação, não haverá incidência de IR e CSLL.
  Participações e contribuições. 
 ■ Participações de empregados, debêntures, partes beneficiárias e 
administradores, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de 
fundos ou instituições de assistências e previdência de empregados, 
as quais devem ser calculadas e deduzidas após a apuração do resul-
tado depois do Imposto de Renda e da CSLL. Essas participações, 
normalmente, estão previstas no estatuto da empresa
  O lucro ou o prejuízo líquido do exercício e o seu montante por 
ação do capital social.
 ■ Resultado líquido do exercício (lucro ou prejuízo): o resultado líquido 
corresponde ao resultado final do exercício “à disposição” dos pro-
prietários (sócios ou acionistas), que, apoiados em determinações 
legais e estatutárias, determinam a forma como será feita a sua 
distribuição. O saldo remanescente integrará o patrimônio líquido da 
empresa na conta lucros ou prejuízos acumulados. Caso o resultado 
apurado no período seja prejuízo, esse também deverá compor o 
balanço patrimonial na conta de lucros ou prejuízos acumulados, 
porém, reduzindo o patrimônio líquido da empresa.
Oficina contábil: DRE10
AZEVEDO, M. C. (Org.). Estrutura e análise das demonstrações financeiras. Campinas: 
Alínea, 2015.
BRASIL. Lei n° 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Diário Oficial [da] República Federativa 
do Brasil, Brasília, DF, 17 dez. 1976. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
LEIS/L6404consol.htm. Acesso em: 29 jan. 2019.
CAVALCANTE, F. Demonstrações contábeis: elaboração e análise. Aracaju: CRCSE, 2017. 
COSTA, L. A. Introdução a contabilidade. Rio de Janeiro: FGV DIREITO RIO, 2018.
MULLER, A. N. Contabilidade básica: fundamentos essenciais. São Paulo: Pearson, 2009.
Leituras recomendadas
BÄCHTOLD, C. Contabilidade básica. Curitiba: Instituto Federal do Paraná, 2011.
PADOVEZE, C. L. Sistemas de informações contábeis. São Paulo: Atlas, 2002.
TESSARI, O. A. Contabilidade básica. Centro Universitário Leonardo da Vinci. Indaial: 
Grupo Uniasselvi, 2010.
11Oficina contábil: DRE
Conteúdo:
DICA DO PROFESSOR
Na Dica do Professor, você vai conhecer os conceitos dos itens que compõem uma DRE por 
meio da Oficina DRE. 
Assista.
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EXERCÍCIOS
1) Preocupado com a necessidade de fazer a manutenção preventiva de duas máquinas 
do departamento de embalagem, Marcos Alcântara resolveu, muito a contragosto do 
sócio da empresa, Sr. Waldemar, realizar um adiantamento para a única empresa 
prestadora desse serviço na cidade e garantir que a manutenção seja realizada por 
pessoas que já conhecem as máquinas. Como os técnicos dessa empresa são muito 
ocupados, a alternativa seria a contratação de uma outra empresa, em que os técnicos 
teriam que se locomover de avião e ficar hospedados na cidade, além de não 
conhecerem as máquinas. Assumindo o risco, Marcos realizou o pagamento à vista, 
por meio de transferência bancária. Sabe-se que há um procedimento especial a ser 
realizado nessas ocasiões, mas que lançamento contábil deve ser feito?
A) D - Adiantamentos a fornecedores e C - Caixa e equivalentes de caixa.
B) D - Investimentos e C - Caixa e equivalentes de caixa.
C) D - Despesas com manutenção industrial e C - Caixa e equivalentes de caixa.
D) D - Caixa e equivalentes de caixa e C - Adiantamentos a fornecedores.
E) D - Despesas com manutenção industrial e C - Fornecedores.
2) 
Como de praxe, a Imobiliária Azul Ltda. realiza uma festa de confraternização anual 
para todos os seus funcionários e colaboradores. Por ser uma imobiliária que atua 
apenas com imóveis de altíssimo padrão, essas confraternizações são muito 
disputadas porque a festa realmente é muito luxuosa. 
Este ano, a festa promete ainda mais porque houve um crescimento de 50% nos 
negócios da empresa e foi um excelente ano. Nesse caso, como o contador da empresa 
irá registrar essa festa no livro razão?
A) D - Máquina e equipamentos e C - Fornecedores.
B) D - Despesas com confraternizações e C - Caixa e equivalentes de caixa.
C) D - Despesas com seguros e C - Caixa e equivalentes de caixa.
D) D - Despesas com comissões sobre vendas e C - Caixa e equivalentes de caixa.
E) D - Caixa e equivalentes de caixa e C - Despesas com confraternizações.
Uma determinada empresa distribuiu peças automobilísticas de uma grande 
indústria francesa. Como parte de suas atividades definidas em contrato, essa 
empresa é responsável pela distribuição a concessionárias da marca em todas as 
cidades do Brasil, sendo a única empresa autorizada a realizar essas vendas.
Todas essas empresas atuam no formato de "cadeias de produção", sendo que, 
apesar de serem empresas diferentes, atuam em conjunto como se fossem uma só 
empresa. Como um procedimento de praxe, a empresa, que tem galpões no Espírito 
Santo, costuma enviar um caminhão carregado para todas as 56 cidades pelo Brasil 
onde a marca mantém concessionárias. Esses caminhões são sempre enviados no dia 
25 e normalmente chegam aos seus destinos ainda dentro do mês. No entanto, há uma 
cidade de acesso mais restrito onde o caminhão somente consegue entregar as 
mercadorias no outro mês, por volta dos dias 1 e 2.
Por isso, para todos os casos, o contador costuma realizar o seguinte lançamento 
3) 
contábil: D - Estoques em trânsito e C - Estoques.
Assim que as mercadorias são efetivamente entregues, o contador realiza o seguinte 
lançamento contábil: D - Clientes e C - Estoques em trânsito.
É justificável esse procedimento realizado por esse contador?
A) Não é justificável, as vendas podem ser realizadas de imediato, já no momento da emissão 
da Nota Fiscal.
B) Não é justificável. Por sinal, a operação toda não é justificável. 
Se as empresas são autorizadas e trabalham em uma mesma rede de fornecedores, então, 
nem haveria necessidade de registros contábeis nessas operações, apenas, no máximo, 
informar a localização das mercadorias.
C) Sim, é justificável. O contador está indo ao encontro do regime de competência, atendendo 
aos princípios contábeis da realização e da confrontação das despesas com as receitas.
D) Sim, é justificável, porque fazendo isso o contador está preservando o valor das 
mercadorias.
E) Não é justificável, uma vez que com esse procedimento a empresa não atende ao regime de 
competência e aos princípios contábeis da realização e da confrontação das despesas com 
as receitas.
4) Identifique a ordem que os grupos de contas  devem ser  apresentadas na 
demonstração do resultado simplificada, considerando a estrutura prevista na Lei 
6.404/76, Lei 11.638/07 e Lei 11.941/09, e escolha a alternativa que traz a resposta 
correta, considerando a sequência de cima para baixo. 
A) Custo da mercadoria vendida – Receita  líquida = Lucro bruto –Despesas operacionais = 
Lucro ou Prejuízo
B) Lucro bruto – Despesas operacionais + Receita  líquida – Custo da mercadoria vendida = 
Lucro ou Prejuízo
C) Despesas operacionais – Receita  líquida – Custo da mercadoria vendida = Lucro bruto = 
Lucro ou Prejuízo
D) Receita  líquida – Custo da mercadoria vendida =Lucro bruto –Despesas operacionais = 
Lucro ou Prejuízo
E) Receita líquida – Despesas operacionais – Custo da mercadoria vendida = Lucro bruto = 
Lucro ou Prejuízo
5) A empresa Lagospel Ltda. é uma indústria de papel e celulose que produz, entre 
outras coisas, papel higiênico. É muito comum os supermercados encomendarem à 
Lagospel Ltda. lotes de produtos com a marca do supermercado, o que se chama no 
mercado, em geral, de "operação de marca própria". No caso, os supermercados 
Bareful S.A., preocupados em manter a regularidade de oferta deseu papel higiênico 
marca própria, uma vez que há uma grande quantidade de pedidos na Lagospel, 
resolveram adiantar o valor da produção de novembro deste ano, com a condição de 
que a Lagospel cumpra seus prazos. Sabendo que estamos em fevereiro e que o 
pagamento foi realizado à vista, conforme transferência bancária e conforme 
contrato, assinale a alternativa que apresenta como o contador deve registrar essa 
operação no livro diário.
A) D - Clientes e C - Adiantamentos de clientes.
B) D - Ivestimentos e C - Adiantamentos de clientes.
C) D - Caixa e equivalentes de caixa e C - Vendas.
D) D - Investimentos e C - Caixa e equivalentes de caixa.
E) D - Caixa e equivalentes de caixa e C - Adiantamentos de clientes.
NA PRÁTICA
Controlar os estoques é um dos principais desafios de todo contator. É uma tarefa que deixa 
muita gente curiosa para saber como ocorre. A jornalista Vera Trigueiro estava realizando uma 
série de reportagens sobre Economia e Administração e foi conversar com a contadora Lúcia 
Paraná. Uma das perguntas que a Vera fez foi: como os contadores controlam os estoques? 
Veja a seguir a resposta da contadora.
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SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
A importância da informação contábil no processo de tomada de decisão nas micro e 
pequenas empresas
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A importância do DRE para as redes de franquias
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Apuração Contábil do Resultado
APRESENTAÇÃO
Nesta Unidade de Aprendizagem, apresenta-se a forma de se fazer a apuração do resultado para 
constatar se houve lucro ou prejuízo nos negócios de uma empresa. Conforme exigência fiscal, 
pelo menos uma vez por ano, as empresas estão obrigadas a encerrar todas as contas Resultado, 
que são as contas referentes às despesas e receitas. No confronto das receitas x despesas, apura-
se o lucro ou o prejuízo. 
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Apontar as técnicas utilizadas para a apuração do resultado do exercício.•
Encerrar as contas de despesas e receitas para apurar o lucro líquido ou prejuízo.•
Contabilizar o resultado do exercício.•
DESAFIO
Conforme a Lei n.° 6.404/76, atualizada pela Lei n.º 11.638 de 28/12/07, as empresas apuram, 
no final do exercício social, considerando o exercício social que terá duração de um ano e a data 
do término fixada no estatuto (artigo 175), as demonstrações financeiras definidas pelos artigos 
176 e 187:
Artigo 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração 
mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com 
clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: 
I - balanço patrimonial; 
II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; 
III - demonstração do resultado do exercício; 
IV - demonstração dos fluxos de caixa (redação dada pela Lei n.º 11.638, de 2007); 
V - se companhia aberta, demonstração do valor adicionado (incluído pela Lei n.º 11.638, de 
2007).
Artigo 187. A demonstração do resultado discriminará: 
I - a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos; 
II - a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro 
bruto; 
III - as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas 
gerais e administrativas e outras despesas operacionais; 
IV - o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas (redação dada pela 
Lei n.º 11.941, de 2009); 
V - o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o imposto; 
VI - as participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias, mesmo 
na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência 
de empregados, que não se caracterizem como despesa (redação dada pela Lei n.º 11.941, de 
2009); 
VII - o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social. 
§1º Na determinação do resultado do exercício serão computados: 
a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente da sua realização em 
moeda; 
b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas receitas e 
rendimentos.
Com base nesses artigos, fez-se o levantamento do primeiro balancete de verificação da empresa 
RB Comercial Ltda., em 31.12.X14, totalizando com saldos iguais de débitos e de créditos. 
Posteriormente, transferiu-se as contas de resultados, representadas pelas contas de despesas ou 
custos e pelas contas de receitas para a conta de Resultado do Exercício. Para simples 
conferência, é preciso levantar o segundo balancete de verificação, pois ele apresentará somente 
as contas patrimoniais, observando que o saldo total das contas devedoras deverá ser igual ao 
saldo total das contas credoras. Por fim, é necessário transferir os saldos das contas patrimoniais 
e da conta Resultado do Exercício para a conta Lucros/Prejuízos Acumulados, exceto para as 
sociedades anônimas, de modo que todo o lucro deverá ser destinado (Lei n.° 11.638/07) para o 
balanço patrimonial e a apresentação da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE).
 
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Para resolver este desafio, considere a seguinte situação: 
A empresa Cia. de Sucessos Ltda. está apurando o resultado do exercício encerrado em 
31.12.X4. Durante o ano, ocorreram várias movimentações na contabilidade. Sendo assim, 
apure o balanço patrimonial e considere as seguintes operações ocorridas neste período:
1) Investimento no capital social da empresa, pelos sócios, no valor total de R$100.000,00 em 
dinheiro. 
2) Compra de mercadorias (estoques) do fornecedor Super Barato Ltda., no valor total de 
R$40.000,00, sendo R$15.000,00 em dinheiro e R$25.000,00 a prazo. 
3) Receita de vendas, no valor de R$55.000,00 para o cliente JB Ltda., sendo R$35.000,00 em 
dinheiro e R$20.000,00 a prazo. 
4) Pagamento de despesas de salários dos empregados no valor de R$5.000,00 em dinheiro. 
5) Custo das mercadorias vendidas de R$30.000,00.
INFOGRÁFICO
Neste infográfico, apresenta-se as contas utilizadas para a apuração do resultado do exercício.
CONTEÚDO DO LIVRO
Complemente seus estudos com a leitura do capítulo a seguir.
Boa leitura!
CONTABILIDADE 
BÁSICA
Filipe Martins da Silva
Apuração contábil 
do resultado
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Apontar as técnicas utilizadas para a apuração do resultado do exercício.
  Encerrar as contas de despesas e receitas para apurar o lucro líquido 
ou prejuízo.
  Contabilizar o resultado do exercício.
Introdução
Neste capítulo, você vai conhecer os procedimentos e passos para elaborar 
a apuração do resultado do exercício e quais contas contábeis que serão 
consideradas.
Também será demonstrado o roteiro que deve ser respeitado para 
apurar o resultado e como proceder com sua contabilização.
Técnicas para a apuração do resultado 
do exercício
Toda empresa é obrigada, ao fi nal de cada exercício social (que no Brasil cor-
responde ao período de 1º de janeiro à 31 de dezembro), a proceder com o 
encerramento de todas as contas de resultado. Cada empresa pode efetuar 
apurações intermediárias, isto é, mensais, bimestrais, trimestrais ou semestrais, 
sem a necessidade do encerramento das contas de resultado (IUDICIBUS, 2010). 
A apuração do resultado do exercício nas empresas, geralmente envolve 
diversos procedimentos, como elaboração de balancete de verificação, pas-
sando por inventários físicos de bens de uso e de estoque, de conciliação de 
contas contábeis,elaboração de resultado bruto, do resultado líquido, tributos 
incidentes sobre o lucro líquido, de participações, reservas e dividendos, 
concluindo com a elaboração das demonstrações contábeis exigidas pela lei 
6.404/1976 e suas alterações (RIBEIRO, 2013).
Apurar o resultado do exercício consiste em verificar, confrontando as 
contas de resultado (como, por exemplo, contas de receitas e contas de despesa), 
se a movimentação do patrimônio da empresa apresentou lucro ou prejuízo 
durante o exercício social, ou seja, durante o ano. A apuração simplificada 
do resultado do exercício de uma empresa de prestação de serviços pode ser 
resumida em uma única operação: confronto das receitas com as despesas, 
pois por se tratar de prestação de serviços, não se faz necessária a apuração 
de inventário, pois a empresa não possui estoques (RIBEIRO, 2013). 
A diferença encontrada pode ser lucro, quando as receitas superarem as 
despesas; ou prejuízo, quando as despesas superarem as receitas (RIBEIRO, 
2013). O saldo que consta na conta transitória do resultado do exercício, é 
transferido para o patrimônio líquido da empresa, constituindo na união entre 
as contas patrimoniais e as contas de resultado (IUDICIBUS, 2010).
Roteiro para a apuração do resultado do exercício
Para compreender esse processo, é necessário conhecer os passos para a apu-
ração do resultado do exercício. Ao fi m de cada exercício social, as empresas 
realizam uma série de procedimentos visando a apuração do resultado do 
exercício e a elaboração das demonstrações contábeis. Os passos necessários 
para proceder com a apuração do resultado, de acordo com Ribeiro (2013), são:
1. Elaborar um balancete de verificação composto por contas cujos saldos 
serão extraídos do livro razão (razonetes).
2. Transferir os saldos das contas de despesas e receitas para a conta 
transitória resultado do exercício. Esse processo também é conhecido 
como “zeramento das contas”.
3. Apurar no livro razão o saldo da conta resultado do exercício. Nesse mo-
mento, será possível identificar se a empresa incorreu em lucro ou prejuízo 
no exercício. A conta resultado do exercício receberá, a seu débito, os 
saldos das contas de despesas e, à crédito, os saldos das contas de receitas. 
Caso o resultado dessa conta for devedor, o resultado corresponderá a 
prejuízo; se o saldo for credor, o resultado corresponderá a lucro.
4. Transferir o resultado da conta resultado do exercício para a conta lucros 
acumulados, se for lucro, ou para a conta prejuízos acumulados, se for 
prejuízo. Essas contas são patrimoniais, do grupo do patrimônio líquido.
5. Elaborar o balanço patrimonial.
Apuração contábil do resultado2
Após a apuração do resultado, em caso de lucro, a empresa devera calcular 
os tributos incidentes sobre o lucro (no caso, o imposto de renda pessoa jurídica 
(IRPJ) e a contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL)) e o valor das 
participações, dividendos e distribuição de lucros de acordo com o definido 
no estatuto ou contrato social da empresa (IUDICIBUS, 2010).
Um exercício contábil é o período de um ano em que se faz a apuração do resultado. Não 
necessariamente o exercício contábil de um ano coincide com o ano civil, mas o exercício 
contábil tem de ter 12 meses. O início e o fim do exercício serão determinados pela empresa. 
Encerramento das contas de receitas e despesas
As contas de resultado representam basicamente as receitas, custos e despesas 
incorridas em um determinado período na empresa. A demonstração que 
apresenta essa movimentação é a demonstração do resultado do exercício 
(DRE). Dada essa característica, deve-se encerrar essas contas em cada fi nal 
de exercício e, depois, deve-se proceder com o encerramento do exercício, pois 
somente por esse método é possível apurar o resultado do exercício.
Segundo Iudicibus (2010), para apurar o resultado de determinado exercício 
social, é necessário transferir todos os saldos contábeis das contas de resultado 
para uma conta transitória denominada resultado do exercício. Para efetuar essa 
transferência, deve-se “zerar” as contas de resultado. Mas antes devemos conhecer 
como são efetuadas as movimentações contábeis de cada conta de resultado.
Os lançamentos em contas de receita são a crédito, enquanto as contas 
de despesas e custos são lançadas a débito. Para zerar essas contas, deve-se 
efetuar o lançamento inverso, no valor do saldo da conta. Isto é, as receitas são 
lançadas a débito e os custos e despesas a crédito, para fins de encerramento.
Resultado apurado
O saldo encontrado na conta resultado do exercício representa o lucro (caso o 
saldo de receitas seja superior à conta de despesas) ou prejuízo (caso o saldo 
de despesas seja superior à conta de receitas). Caso a empresa obtenha lucro, 
deve-se calcular a provisão para o imposto de renda (IRPJ) e a contribuição 
social sobre o lucro líquido (CSLL), constituir as reservas de lucros defi nidas 
3Apuração contábil do resultado
por lei e, com o saldo remanescente, distribuir o resultado excedente para os 
sócios, acionistas e proprietários (IUDICIBUS, 2010).
Antes de transferir o saldo da conta resultado do exercício para a conta 
lucros acumulados, é preciso calcular e contabilizar as deduções e as partici-
pações do resultado do exercício. As deduções do resultado do exercício são 
duas: contribuição social sobre o lucro líquido e imposto de renda sobre o 
lucro líquido. Esses dois valores, que serão deduzidos da conta resultado do 
exercício, correspondem a duas obrigações devidas pela empresa ao governo 
federal, e ambas, obrigatoriamente, precisam ser calculadas e contabilizadas 
no momento da apuração do resultado do exercício. (RIBEIRO, 2013).
A contribuição social sobre o lucro líquido se destina ao financiamento 
da seguridade social e é calculada sobre o resultado do exercício, ajustado 
de acordo com o que estabelece a legislação tributária. Já o imposto de renda 
pessoa jurídica é calculado sobre o lucro líquido, que também representa uma 
obrigação que as empresas têm para com o governo federal. (RIBEIRO, 2013).
Após calcular os tributos, deve-se calcular, com o saldo remanescente, as 
participações correspondentes às parcelas do resultado do exercício destinadas 
aos proprietários de debêntures e de partes beneficiárias, aos empregados, 
aos administradores e às instituições ou fundos de assistência ou previdência 
de empregados. Debêntures são títulos de créditos emitidos por sociedades 
anônimas, que conferem a seus titulares direitos de créditos, nas condições 
constantes das escrituras de emissão ou dos certificados. Partes beneficiárias 
são títulos negociáveis, sem valor nominal, que concedem direito de participa-
ção nos lucros. A base de cálculo das participações é o resultado do exercício, 
após o imposto de renda, diminuído dos prejuízos acumulados (RIBEIRO, 
2013). Em caso de prejuízo, não é calculado o IRPJ, CSLL, participações, e 
não é distribuído lucro para os sócios e acionistas.
Conforme a Lei nº. 6.404/1976 e suas alterações, o exercício social é o período no qual 
as organizações são obrigadas a elaborar as demonstrações contábeis. Esse período 
deverá ter duração de um ano e a data do término será fixada no estatuto social, 
conforme se depreende da leitura do artigo 175 dessa mesma lei:
Art. 175. O exercício social terá duração de um ano e a data do término será fixada 
no estatuto.
Parágrafo único. Na constituição da companhia e nos casos de alteração estatutária, o 
exercício social poderá ter duração diversa. (BRASIL, 1976, documento on-line).
Apuração contábil do resultado4
Contabilização do resultado do exercício
Antes de proceder com a contabilização, cabe compreender como se movimentam 
e comportam as contas contábeis na contabilização, como segue na Figura 1.
Figura 1. Movimentações contábeis.
Para proceder com a contabilização da apuração do resultado do exercício, 
primeiro observamos o balancete apurado no exercício, como apresentado na 
Figura2.
Figura 2. Balancete de verificação.
5Apuração contábil do resultado
As contas que deverão ser encerradas (zeradas) são apenas as contas de 
resultado. Nesse caso, são as contas de receita de vendas de mercadorias, receita 
de prestação de serviços, devolução de vendas, ISSQN sobre serviços, ICMS 
sobre vendas, PIS sobre vendas, Cofins sobre vendas, custo da mercadoria 
vendida (CMV), despesas de aluguel e despesa de depreciação. Para efetuar 
o encerramento dessas contas, deve-se debitar as contas de receitas e creditar 
na conta transitória resultado do exercício. Para as contas de despesa, deve-
-se creditar as contas de despesa e debitar na conta transitória resultado do 
exercício. A seguir, na Figura 3, são apresentados os lançamentos prontos.
Figura 3. Lançamentos em diário da apuração do resultado 
do exercício.
Apuração contábil do resultado6
Após elaborar os lançamentos de encerramento, é possível verificar o 
resultado incorrido na empresa no período. Para isso, devemos observar o 
livro razão da conta resultado do exercício. O livro razão é apresentado no 
formato de razonete, como podemos observar na Figura 4, a seguir:
Figura 4. Apuração do resultado do exer-
cício em formado de razonete.
Após apurar o resultado, podemos observar que o total de débitos corresponde 
a R$ 67.814,19, e o total de créditos a R$ 25.625,00. Ou seja, mais despesas do 
que receitas, o que indica que o resultado da empresa foi um prejuízo. Nesse 
caso, devemos transferir o saldo para a conta de patrimônio líquido denominada 
“prejuízos acumulados”. O lançamento será o apresentado na Figura 5.
Figura 5. Lançamento de transferência do resultado do exercício 
para o patrimônio líquido.
Com a finalização do resultado do exercício, é possível apurar o balanço 
patrimonial final. É possível observar que o resultado apurado se encontra 
no patrimônio líquido sob o nome de prejuízos acumulados, como podemos 
observar na Figura 6.
7Apuração contábil do resultado
Figura 6. Balanço patrimonial apurado após o encerramento do exercício.
BRASIL. Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Diário Oficial [da] República Federativa 
do Brasil, Brasília, DF, 17 dez. 1976. Disponível em: . Acesso em: 16 dez. 2018.
IUDICIBUS, S. Contabilidade introdutória. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
RIBEIRO, O. M. Contabilidade básica. 29. ed. São Paulo: Saraiva, 2013.
Leituras recomendadas
GELBCKE, E. R. et al. Manual de contabilidade das sociedades por ações: aplicável às 
demais sociedades. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2018.
MARION, J. C. Contabilidade empresarial. São Paulo: Atlas, 2005. 
PADOVEZE, C. L. Manual de contabilidade básica: contabilidade introdutória e interme-
diária. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2017.
Apuração contábil do resultado8
Conteúdo:
DICA DO PROFESSOR
Neste vídeo, apresenta-se o roteiro para a apuração do resultado do exercício. 
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
 
EXERCÍCIOS
1) A empresa Lusa Ltda. está apurando o seu balanço patrimonial. Veja os dados a seguir:
Com base nos saldos das contas do fechamento do resultado do exercício, assinale a 
alternativa que apresenta CORRETAMENTE o balanço patrimonial da empresa:
A) R$41.500,00
B) R$47.880,00
C) R$65.000,00
D) R$40.200,00
E) R$37.880,00
2) O artigo 176, da Lei n.o 6.404/76, atualizada pela Lei n.o 11.638/07, define que as 
empresas apurem o resultado do exercício. Com isso, é necessário o encerramento das 
contas Resultado. Assinale a alternativa que identifica CORRETAMENTE as contas 
Resultado: 
A) Contas do ativo e do passivo.
B) Contas de despesas e conta do passivo.
C) Contas de despesas e receitas.
D) Contas do ativo e conta Patrimônio Líquido.
E) Contas do ativo e de despesas.
3) A empresa Casa do EPI apurou um lucro no saldo da conta Resultado do Exercício 
ou Apuração do Resultado do Exercício (ARE). O lançamento final do fechamento da 
conta Resultado do Exercício será de: 
A) D = Resultado do Exercício ou ARE 
C = Lucros Acumulados
B) D = Lucros Acumulados 
C = Resultado do Exercício ou ARE
D = Caixa C) 
C = Resultado do Exercício ou ARE
D) D = Bancos Conta Movimento 
C = Resultado do Exercício ou ARE
E) D = Resultado do Exercício ou ARE 
C = Capital Social
4) Em junho de X15, a empresa Ouro e Prata Ltda. vendeu produtos no valor de 
R$80.000,00, recebendo à vista R$30.000,00. O restante foi recebido em 30 dias. 
Durante o mês de junho de X15, a organização teve as seguintes despesas: aluguéis, 
telefone, salários, conta de água no valor total de R$15.000,00. Parte dessas despesas 
foi paga em dinheiro, no próprio mês de junho, no valor de R$5.000,00. O restante foi 
quitado em julho de X15. Pelo regime de competência, o resultado do exercício em 
junho de X15 foi um lucro de: 
A) R$75.000,00.
B) R$65.000,00.
C) R$70.000,00.
D) R$45.000,00.
E) R$35.000,00.
5) Um lançamento a débito de uma conta provocou o aumento do saldo. A conta 
classificada neste lançamento deve ser: 
A) Retificadora do Ativo ou Retificadora do Passivo.
B) No grupo do passivo ou no grupo do Patrimônio Líquido.
C) No grupo do ativo.
D) Retificadora do Ativo Circulante.
E) Retificadora do Ativo não Circulante.
NA PRÁTICA
Geralmente, as empresas apuram o resultado de suas atividades no final do ano civil. A Lei n.° 
6.404/76 esclarece que o prazo do exercício social é de um ano. Esta apuração é necessária para 
se verificar se a empresa obteve lucro ou prejuízo.
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
IRPJ - Lucro real
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Princípios Contábeis Aplicados à 
Contabilidade Pública
APRESENTAÇÃO
A contabilidade pública tem por obrigação reportar toda e qualquer movimentação patrimonial, 
financeira e orçamentária realizada pelo setor público. Essas funções da contabilidade pública 
estão ancoradas nos princípios contábeis, que são universais, mas recebem interpretação mais 
específica voltada para o setor público.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar os princípios contábeis.•
Distinguir os itens da classificação do PP sob o enfoque contábil.•
Reconhecer os componentes do Patrimônio Público.•
DESAFIO
Suponha que você é um gestor público recém-chegado à sua nova função em determinado órgão 
público. Sua primeira ação foi solicitar uma auditoria interna, como forma de identificar os 
pontos positivos e os pontos de melhoria existentes.
Ao receber e analisar a parte contábil do relatório, você constata que foram detectados diversos 
itens que desrespeitavam os princípios contábeis, quais sejam:
1. Todos os fatos contábeis são registrados no último dia do mês.
2. Foram adquiridos 6 automóveis. Cada um apresenta custo de mercado de R$35.000,00 e 
foram registrados com este valor. Porém, em negociação com a montadora, foi obtido um 
desconto e cada carro custou R$30.000,00, ou seja, foi registrado o valor de mercado, e não o 
que realmente foi pago.
3. Será recebida uma verba adicional daqui a três meses, porém o valor já foi registrado no mês 
atual.
Tendo este relatório em mãos, responda: qual princípio foi desrespeitado em cada um dos casos 
elencados na auditoria?Justifique a sua resposta.
INFOGRÁFICO
O imagem a seguir representa a esquematização do que será tratado nesta Unidade de 
Aprendizagem, incluindo, além dos princípios contáveis, a classificação do PP sob o enfoque 
contábil e os componentes do Patrimônio Público.
 
CONTEÚDO DO LIVRO
O conteúdo a seguir parte da premissa de que os princípios contábeis representam a essência das 
doutrinas e teorias relativas à contabilidade, sendo as pedras fundamentais para a atuação do 
profissional contábil.
Leia o capítulo Estrutura orçamentária: princípios contábeis aplicados à contabilidade pública da 
obra Fundamentosde Contabilidade Pública que é a base teórica desta Unidade de 
Aprendizagem.
Boa leitura.
FUNDAMENTOS DE
CONTABILIDADE
PÚBLICA
Thiago Bernardo Borges
B732f Borges, Thiago Bernardo.
Fundamentos de contabilidade pública [recurso 
eletrônico] / Thiago Bernardo Borges. – Porto Alegre : 
SAGAH, 2016.
Editado como livro impresso em 2016. 
ISBN 978-85-69726-43-2
1. Contabilidade pública – Fundamentos. 2. 
Administração pública. I. Título.
CDU 657:35
Catalogação na publicação: Poliana Sanchez de Araujo – CRB 10/2094
Estrutura orçamentária: 
princípios contábeis aplicados 
à contabilidade pública
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Identificar os princípios contábeis.
 � Distinguir os itens da classificação do Patrimônio Público (PP) sob 
o enfoque contábil.
 � Reconhecer os componentes do patrimônio público.
Introdução
A contabilidade pública tem por obrigação reportar toda e qualquer 
movimentação patrimonial, financeira e orçamentária realizada pelo 
setor público. Essas funções da contabilidade pública estão ancora-
das nos princípios contábeis, que são universais, mas recebem inter-
pretação mais específica voltada para o setor público. 
Definição dos princípios contábeis 
Os princípios contábeis representam a essência das doutrinas e teorias re-
lativas à contabilidade. Eles são a base da atuação do profissional contábil. 
A Resolução CFC nº 1.111/2007 (Apêndice II da Resolução CFC nº750/1993) 
torna pública a interpretação dos princípios contábeis sob a perspectiva do 
setor público.
Princípio da entidade
Para o setor privado: o princípio da entidade reconhece o patrimônio como 
objeto da contabilidade. Ele afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da 
diferenciação de um patrimônio particular no universo dos patrimônios exis-
tentes. Por consequência, nesta acepção, o patrimônio não se confunde com 
aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição.
Para o setor público: para o ente público, ele se afirma pela autonomia e 
responsabilização do patrimônio a ele pertencente.
A autonomia patrimonial tem origem na destinação social do patrimônio e na respon-
sabilização pela obrigatoriedade da prestação de contas pelos agentes públicos.
Saiba mais
Princípio da continuidade
Para o setor privado: (já não recebe mais a nomenclatura de princípio, mas 
pressuposto básico, segundo o CPC) pressupõe-se que a entidade continuará 
em operação no futuro previsível. Não existe intenção ou necessidade de ela 
ser extinta. Permanece gerando lucro indefinidamente.
Para o setor público: no âmbito da entidade pública, a continuidade está 
vinculada ao total cumprimento da destinação social do seu patrimônio, ou 
seja, a entidade existe enquanto durar sua finalidade.
Princípio da competência
Privado: (já não recebe mais a nomenclatura de princípio, mas pressuposto 
básico, segundo o CPC) é obrigatório que os efeitos das transações e outros 
eventos sejam reconhecidos quando ocorrem, que sejam lançados nos regis-
tros contábeis e que sejam reportados nas demonstrações contábeis dos perí-
odos a que se referem.
Público: existe o mesmo entendimento para o registro das variações patri-
moniais, apesar de, no subsistema orçamentário, ocorrer um registro diferente.
Oportunidade
Privado: para o setor privado, essa característica qualitativa da informação 
contábil pode ser desmembrada em integridade, relevância, materialidade, 
confiabilidade e predominância da essência sobre a forma.
Fundamentos de contabilidade pública68
Público: é base indispensável à integridade e à fidedignidade dos regis-
tros contábeis dos atos e fatos que afetam ou possam afetar o patrimônio da 
entidade pública.
Registro pelo valor original
Privado/público: é uma orientação válida para os dois universos, que corres-
ponde ao registro contábil pelo valor de entrada do bem.
Prudência
Privado/público: é uma orientação válida para os dois universos. Aqui, o 
registro contábil utiliza certo grau de precaução ao fazer os julgamentos ne-
cessários às estimativas em certas condições de incerteza. Ou seja, ativos ou 
receitas não devem ser superestimados e passivos ou despesas não devem ser 
subestimados.
Antes você viu que o objeto da contabilidade pública é o Patrimônio Pú-
blico (PP). Agora você verá como ele é classificado.
Classificação do PP sob o enfoque contábil:
a. Ativos – recursos controlados pela entidade como resultado de eventos 
passados. O esperado é que resultem em benefícios econômicos futuros 
ou em potencial de serviços para a entidade;
b. Passivos – obrigações presentes da entidade, derivadas de eventos pas-
sados. O esperado é que os pagamentos dos passivos resultem em saí-
das de recursos capazes de gerar benefícios econômicos ou potencial de 
serviços para entidade;
c. Patrimônio líquido – valor residual dos ativos da entidade depois de 
deduzidos todos os seus passivos. 
Como você pode perceber, a classificação do patrimônio na contabilida-
de pública é a mesmo utilizada na contabilidade aplicada ao setor privado. 
Contudo, os bens que compõem o patrimônio público possuem identificação 
diferente de acordo com sua finalidade. Essa classificação diferenciada é ne-
cessária porque o setor público não possui a identificação de um negócio e 
de bens que podem ser utilizados exclusivamente para produção ou negócio 
Estrutura orçamentária: princípios contábeis aplicados à contabilidade pública 69
específico, nem de bens que apenas compõem o patrimônio da entidade. No 
caso do setor público:
Bens de uso especial – são os bens de propriedade do Estado e que se 
destinam especialmente à execução dos serviços públicos e, por isso, são con-
siderados instrumentos desses. Constituem aparelhamento administrativo, 
tais como edifícios das repartições públicas, terrenos aplicados ao serviço 
público, veículos.
Bens dominicais ou do patrimônio fiscal – são aqueles que, embora in-
tegrando o domínio público como os demais, deles diferem pela possibilidade 
sempre presente de serem utilizados em qualquer fim (permuta ou cessão) 
ou, mesmo, alienados pela Administração Pública, se assim o desejar. Não 
possuem destinação específica. Ex. Terras devolutas, prédios desativados, 
terrenos da marinha, títulos da dívida pública.
Bens de uso comum ou bens de domínio público – são os bens de uso 
indistinto de pessoas, possuem caráter de uso coletivo, de fruição própria do 
povo. Rios, mares, estradas, ruas, praças, etc.; (CARVALHO; CECCATO, 
2011, p. 11-13)
Bens de uso comum ou bens de domínio público nunca foram objeto de registro pela 
contabilidade pública. Contudo, a partir de 2011, aqueles que absorveram ou absorvem 
recursos públicos, ou aqueles eventualmente recebidos em doação, deverão ser objeto 
de registro contábil. (NBC T 16.10 – Avaliação e mensuração de ativos e passivos em 
entidades do setor público, itens 30 e 31)
Fique atento
Os bens de uso comum que devem ser registrados são divididos em dois 
grupos:
Ativos de infraestrutura: bens especializados por natureza e que não 
possuem usos alternativos, tais como: redes rodoviárias, sistemas de esgoto, 
sistemas de abastecimento de água e energia.
Bens de patrimônio cultural: possuem significância histórica, cultural 
ou ambiental. Raramente são mantidos para gerar entrada de caixa. Seu re-
conhecimento é facultativo e podem seguir critérios diferenciados dos utili-
zados para registro de imobilizado. Ex.: sítios arqueológicos, monumentos, 
reservas naturais.
Fundamentos de contabilidade pública70
A classificação e registro dos bens de uso comum permitirá maior trans-
parência dos gastos relacionados a eles, além de efetivamente demonstrar para 
a sociedade que são patrimônio de todos.
1. Qual alternativa representa um dos 
princípios que é uma orientação 
válida para os dois universos: público 
e privado?
a) Entidade.
b) Continuidade.
c) Competência.
d)Registro pelo valor original.
e) Oportunidade.
2. Quanto à classificação do Patrimônio 
Público (PP) sob o enfoque contábil, 
é CORRETO afirmar que:
a) Os ativos são obrigações presentes 
da entidade, derivadas de eventos 
passados, cujos pagamentos se 
esperam que resultem para a en-
tidade, saídas de recursos capazes 
de gerar benefícios econômicos 
ou potencial de serviços.
b) Os passivos são recursos controla-
dos pela entidade como resultado 
de eventos passados e dos quais 
se espera que resultem para a 
entidade benefícios econômicos 
futuros ou potencial de serviços.
c) O patrimônio líquido é um 
recurso controlado pela entidade 
como resultado de eventos passa-
dos, depois de deduzidos todos 
os valores ativos e passivos.
d) Os ativos são recursos controlados 
pela entidade como resultado de 
eventos passados e dos quais se 
espera que resultem para a entida-
de benefícios econômicos futuros 
ou potencial de serviços.
e) Passivos são os valores residuais dos 
ativos da entidade depois de dedu-
zido todo o patrimônio líquido.
3. O que são bens de uso especial?
a) São aqueles que, embora in-
tegrando o domínio público 
como os demais, diferem pela 
possibilidade sempre presente de 
serem utilizados em qualquer fim 
(permuta ou cessão) ou alienados 
pela Administração Pública, se 
assim o desejar.
b) São os bens de propriedade do 
Estado e que se destinam espe-
cialmente à execução dos serviços 
públicos e, por isso, são considera-
dos instrumentos desses.
c) São os bens de uso indistinto de 
pessoas, pois possuem caráter de 
uso coletivo, de fruição própria 
do povo.
d) Possuem significância histórica, 
cultural ou ambiental. Raramente 
são mantidos para gerar entrada 
de caixa.
e) Bens especializados por natureza 
e que não possuem usos alterna-
tivos, tais como redes rodoviárias, 
sistemas de esgoto, sistemas de 
abastecimento de água e energia.
Exercícios
Estrutura orçamentária: princípios contábeis aplicados à contabilidade pública 71
4. Qual das alternativas abaixo repre-
senta as orientações do princípio da 
prudência?
a) É uma orientação válida para os 
dois universos, que corresponde 
ao registro contábil pelo valor de 
entrada do bem.
b) É um registro contábil valendo-se 
de certo grau de precaução no 
exercício dos julgamentos neces-
sários às estimativas em certas 
condições de incerteza, no sentido 
de que ativos ou receitas não sejam 
superestimados e que passivos ou 
despesas não sejam subestimados.
c) No público, se afirma pela 
autonomia e responsabilização 
do patrimônio a ele pertencente. 
No privado, o patrimônio não se 
confunde com aqueles dos seus 
sócios ou proprietários, no caso 
de sociedade ou instituição.
d) No público. existe o mesmo 
entendimento para o registro das 
variações patrimoniais, apesar de 
que, no subsistema orçamentário, 
ocorra um registro diferente. No 
privado, é obrigatório que os efei-
tos das transações e outros even-
tos sejam reconhecidos quando 
ocorrem e sejam lançados nos 
registros contábeis e reportados 
nas demonstrações contábeis dos 
períodos que se referem.
e) No público, é base indispensável 
à integridade e à fidedignidade 
dos registros contábeis dos atos 
e fatos que afetam ou possam 
afetar o patrimônio da entidade 
pública, já para o setor privado 
essa característica qualitativa da 
informação contábil pode ser 
desmembrada em integridade, 
relevância, materialidade, confia-
bilidade e primazia da essência 
sobre a forma.
5. Os bens de uso comum que devem 
ser registrados são divididos em 
quais grupos?
a) Ativos de infraestrutura e bens de 
patrimônio cultural.
b) Ativos, passivos e patrimônio 
líquido.
c) Público e privado.
d) De uso especial e do patrimônio 
fiscal.
e) Dominicais e ativos de infraes-
trutura.
Fundamentos de contabilidade pública72
CARVALHO, D.; CECCATO, M. Manual completo de contabilidade pública. Rio de Janeiro: 
Elsevier, 2011. 952 p.
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Recuperado de: . Acesso em 27/06/2016.
NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE APLICADAS AO SETOR PÚBLICO. Recuperado 
de: . Acesso em 27/06/2016.
RESOLUÇÃO CFC Nº 1.111/2007 (APÊNDICE II DA RESOLUÇÃO CFC Nº750/1993). Recu-
perado de: . Acesso em 27/06/2016.
Leituras recomendadas
ANDRADE, N. A. Contabilidade pública na gestão municipal. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2007.
ARAUJO, I. P. S.; ARRUDA, D. G.; BARRETO, P. H. T. O essencial da contabilidade pública: 
teoria e exercícios de concursos públicos resolvidos. São Paulo: Saraiva, 2009. 
BEZERRA FILHO, J. E. Contabilidade pública: teoria, técnicas de elaboração de balanços e 
500 questões. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 
KOHAMA, H. Contabilidade pública: teoria e prática. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
LIMA, D. V.; CASTRO, R. G. Contabilidade pública: integrando união, estados e municípios. 
3. ed. São Paulo: Atlas, 2009. 
OLIVEIRA, A. B. S. Controladoria governamental: governança e controle econômico na 
implantação das políticas públicas. São Paulo: Atlas, 2010.
PEREIRA, J. M. Curso de administração pública: foco nas instituições e ações governa-
mentais. São Paulo: Atlas, 2008.
PISCITELLI, R. B.; TIMBÓ, M. Z. F. Contabilidade pública: uma abordagem da administração 
financeira pública. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
Referências
Estrutura orçamentária: princípios contábeis aplicados à contabilidade pública 73
Conteúdo:
DICA DO PROFESSOR
Utilizando uma outra linguagem, o vídeo busca reforçar os aspectos referentes aos princípios 
contábeis e os componentes do patrimônio público.
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EXERCÍCIOS
1) Qual alternativa representa um dos princípios que é uma orientação válida para os 
dois universos: público e privado?
A) Entidade.
B) Continuidade.
C) Competência.
D) Registro pelo valor original.
E) Oportunidade.
2) Quanto à classificação do Patrimônio Público (PP) sob o enfoque contábil, é correto 
afirmar que:
A) Os ativos são obrigações presentes da entidade, derivadas de eventos passados, cujos 
pagamentos se esperam que resultem para a entidade, saídas de recursos capazes de gerar 
benefícios econômicos ou potencial de serviços.
B) Os passivos são recursos controlados pela entidade como resultado de eventos passados e 
do qual se espera que resultem para a entidade benefícios econômicos futuros ou potencial 
de serviços.
C) O patrimônio líquido é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos 
passados, depois de deduzidos todos os valores ativos e passivos.
D) Os ativos são recursos controlados pela entidade como resultado de eventos passados e do 
qual se espera que resultem para a entidade benefícios econômicos futuros ou potencial de 
serviços. 
E) Passivos são os valores residuais dos ativos da entidade depois de deduzido todo o 
patrimônio líquido.
3) O que são bens de uso especial?
A) São aqueles que, embora integrando o domínio público como os demais, diferem pela 
possibilidade sempre presente de serem utilizados em qualquer fim (permuta ou cessão) ou 
alienados pela Administração Pública, se assim o desejar.
B) São os bens de propriedade do Estado e que se destinam especialmente à execução dos 
serviços públicos e, por isso, são considerados instrumentos desses.
C) São os bens de uso indistinto de pessoas, pois possuem caráter de uso coletivo, de fruição 
própria do povo.
D) Possuem significância histórica, cultural ou ambiental. Raramente são mantidos para gerar 
entrada de caixa.
E) Bens especializados por natureza e que não possuem usos alternativos, tais como redes 
rodoviárias, sistemas de esgoto, sistemas de abastecimento de água e energia.
4) Qual das alternativas abaixo representa as orientações do princípio daprudência?
A) É uma orientação válida para os dois universos, que corresponde ao registro contábil pelo 
valor de entrada do bem.
B) Registro contábil valendo-se de certo grau de precaução no exercício dos julgamentos 
necessários às estimativas em certas condições de incerteza, no sentido de que ativos ou 
receitas não sejam superestimados e que passivos ou despesas não sejam subestimados.
C) No público, se afirma pela autonomia e responsabilização do patrimônio a ele pertencente 
e, no privado, o patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, 
no caso de sociedade ou instituição.
D) No público existe o mesmo entendimento para o registro das variações patrimoniais, 
apesar de que no subsistema orçamentário ocorra um registro diferente, enquanto que no 
privado é obrigatório que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos 
quando ocorrem e são lançados nos registros contábeis e reportados nas demonstrações 
contábeis dos períodos que se referem.
E) No público, é base indispensável à integridade e à fidedignidade dos registros contábeis 
dos atos e fatos que afetam ou possam afetar o patrimônio da entidade pública, já para o 
setor privado essa característica qualitativa da informação contábil pode ser desmembrada 
em integridade, relevância, materialidade, confiabilidade e primazia da essência sobre a 
forma.
5) Os bens de uso comum que devem ser registrados são divididos em quais grupos?
A) Ativos de infraestrutura e bens de patrimônio cultural.
B) Ativos, passivos e patrimônio líquido.
C) Público e privado.
D) De uso especial e do patrimônio fiscal.
E) Dominicais e ativos de infraestrutura.
NA PRÁTICA
Todos os princípios contábeis possuem uma aplicação prática bem definida e, como exemplo, 
será utilizado o Princípio da Prudência.
Entre as várias alternativas válidas, para as receitas deve ser considerada a menor e para 
despesas, o valor maior.
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
Reforma contábil no setor público
No link abaixo você vai ler um estudo sobre a adoção dos padrões internacionais de 
contabilidade no setor público, impulsionados por fatores internos e externos
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Contabilidade pública como instrumento de controle social
No link abaixo você vai ler um texto sobre as características da informação contábil, as formas 
de controle social e as ferramentas que contribuem para o controle social
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Contabilidade pública como ferramenta para a tomada de decisões
No link abaixo você vai ler um estudo sobre feito na Prefeitura Municipal de Petrolina, analisou 
a contabilidade pública como uma ferramenta de decisões do gestor público
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A Suspensão e a Cassação do Registro 
Profissional do Contador
APRESENTAÇÃO
A busca pela profissionalização de muitas atividades vem crescendo em ritmo acelerado no 
cenário nacional.
É muito importante essa iniciativa, pois a regulamentação de muitas atividades vai ao encontro 
dos anseios já expressos pelo meio empresarial, acadêmico e sobretudo pela sociedade. Porém, é 
preciso compreender que a regulamentação ou profissionalização não é uma ação definitiva; 
pelo contrário, havendo alguma prática que configure crime perante a legislação vigente, ou 
mesmo alguma transgressão ao Código de Ética da Categoria, após a comprovação dos fatos; o 
profissional pode ter seu registro suspenso e até mesmo cassado em caráter definitivo.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai estudar sobre as condições que podem levar à 
suspensão temporária e à cassação do registro profissional do contador. 
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar as circunstâncias e práticas que podem resultar na cassação do registro 
profissional.
•
Definir o impacto da suspensão e/ou cassação do registro na vida profissional do 
contabilista.
•
Reconhecer os procedimentos relativos à fiscalização da atividade contábil pelos 
Conselhos Federal e Regional.
•
DESAFIO
O Código de Ética Profissional tem por objetivo fixar a forma pela qual se devem conduzir os 
profissionais da contabilidade quando no exercício profissional e nos assuntos relacionados à 
profissão e à classe. Também estabelece os deveres, as proibições e as devidas penalidades para 
os atos irregulares praticados.
 
Em conformidade com o Código de Ética da categoria, a que sanções o contador estará sujeito?
INFOGRÁFICO
Observe no infográfico as infrações e penalidades que podem levar o contador a ter o seu 
registro profissional suspenso e até cassado.
CONTEÚDO DO LIVRO
A regulamentação é muito importante para as empresas, para o próprio profissional e mais ainda 
para a proteção da sociedade. Nesse sentido, o profissional da contabilidade pode ser suspenso e 
até mesmo ter cassado seu registro em definitivo em função do cometimento de irregularidades 
e infrações previstas no Código de Ética da categoria e nos Códigos Civil e Penal.
Essa dinâmica é tratada no livro Ética e legislação contábil, cuja leitura se concentra nas 
páginas 137, no item A suspensão e a cassação do registro profissional do contador, até o final 
da página 138.
Boa leitura. 
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DICA DO PROFESSOR
Acompanhe no vídeo que, da mesma forma que as mudanças levaram o contabilista à busca da 
profissionalização, vale ressaltar que o profissional da contabilidade não está imune à 
fiscalização e às penalidades e sanções previstas no Código de Ética da categoria e nos Códigos 
Civil e Penal, que vão desde a suspensão temporária até a cassação definitiva do registro 
profissional do contador.
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EXERCÍCIOS
1) Indique, dentre as alternativas abaixo, aquela que apresenta corretamente as 
condições necessárias para a suspensão e cassação do contador. 
A) A suspensão e/ou cassação ocorrerá mediante a denúncia do fiscal responsável, e os prazos 
para aplicação das penas ocorrerão em conformidade com as normatizações vigentes.
B) A suspensão e/ou cassação ocorrerá mediante a aplicação de penalidade transitada em 
julgado ou após decisão judicial. A aplicação das penas ocorrerá imediatamente após a 
decisão judicial.
C) A suspensão e/ou cassação ocorrerá imediatamente após a lavratura do auto de infração 
emitido pelo fiscal responsável.
D) A suspensão e/ou cassação ocorrerá a partir do momento em que o profissional dá ciência 
por meio da assinatura de próprio punho no auto de infração.
E)  A suspensão e/ou cassação ocorrerá mediante a aplicação de penalidade transitada em 
julgado ou após decisão judicial. Os prazos ocorrerão em conformidade com as 
normatizações vigentes.
A cassação, desde que homologada por dois terços do Plenário do Tribunal Regional 
de Ética e Disciplina e também por dois terços do Plenário do Tribunal Superior de 
Ética e Disciplina, acarretará em uma determinada penalidade ao profissional 
2) 
contabilista. Assinale a alternativa que contém a penalidade correta a ser aplicada ao 
profissional conforme as condições definidas no enunciado. 
A) Acarretará na suspensão temporária do registro profissional do contador.
B) Acarretará no cancelamento do registro profissional do Contador.
C) Acarretará na censura reservada ao profissional contábil.
D) Acarretará em multas a serem pagas imediatamente pelo infrator, após a sua devida 
comunicação.
E) Acarretará na conversão da pena de cassação para pena alternativa, como trabalho social, a 
ser definido pelo legislador. 
3) No caso da suspensão temporária, tendo cumprido o prazo da penalidade, como será 
o desdobramento desse processo? Assinale a alternativa que apresenta corretamente 
o desdobramento. 
A) O contador terá seuregistro profissional restabelecido automaticamente após a devida 
solicitação.
B) O contador terá seu registro profissional restabelecido após o cumprimento do prazo e do 
pagamento de taxa de expediente.
C) O contador terá seu registro profissional restabelecido automaticamente após a devida 
advertência.
D) O contador terá seu registro profissional restabelecido automaticamente, independente de 
solicitação.
E) O contador terá seu registro profissional restabelecido após sabatina realizada pelo 
Conselho Regional.
4) Compete ao Conselho Federal e aos Conselhos Regionais de Contabilidade a 
fiscalização da atividade contábil exercida pelos técnicos e contadores. Qual o 
objetivo da fiscalização executada pelos Conselhos? 
A) Atuar como elemento de proteção da sociedade em conformidade com os preceitos legais 
previstos.
B) Auditar rigorosamente as atividades dos contabilistas.
C) Atuar como elemento de proteção das empresas públicas e privadas.
D) Atuar como elemento de proteção dos interesses dos profissionais do setor contábil.
E) Punir exemplarmente os atos infracionários praticados pelos contadores.
5) Os Conselhos Federal e Regional, por meio das ações regulares de fiscalização, 
procuram proteger a sociedade e também os interesses das empresas. Além disso, as 
ações dos Conselhos valorizam a imagem da profissão e promovem a proteção 
daqueles que se utilizam dos serviços da contabilidade. Por essas e outras razões, 
como os membros da categoria devem se comportar em relação às atuações e aos 
trabalhos desenvolvidos pelos Conselhos? 
A) Os membros da categoria devem se conscientizar de forma individual e coletiva buscando 
a valorização dos seus membros individualmente.
B) Os membros devem se especializar tecnicamente no objetivo de ampliar sua carteira de 
clientes a despeito dos interesses da categoria a que pertencem.
C) É fundamental que os membros da categoria mantenham um bom trânsito junto aos órgãos 
fiscalizadores, no objetivo de preservar os interesses da classe.
D) Os membros dos Conselhos Regionais devem priorizar o interesses da sua jurisdição em 
detrimento do Conselho Federal.
E) Os membros da categoria devem se conscientizar de forma individual e coletiva sobre a 
importância de sua atividade e buscar ampliar sua base de atuação nas empresas e na 
sociedade.
NA PRÁTICA
De acordo com o artigo 76 da Lei n.o1 2.249/2009, a pena de cassação do registro profissional 
do contador está prevista para os casos de:
- comprovada incapacidade técnica; 
- crime contra a ordem econômica e tributária; 
- apresentação de falsa prova para a obtenção do registro profissional;. 
- apropriação indevida de valores de clientes.
 
Além disso, o Código Penal brasileiro enquadra esse procedimento como crime de estelionato, 
com a pena de reclusão, de um a cinco anos, e multa.
SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
Polícia Civil prende contabilista acusada de fraudes contra o FGTS.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Conselho de Contabilidade investiga Carrefour após Panamericano.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!mem relevância ao abarcar em seu perfil os princípios contábeis, anteriormente 
expressos na Resolução nº 750/93 e, atualmente, na NBC TG Estrutura Conceitual 
(CFC, 2019).
Contabilidade e o profissional contábil
O profissional habilitado a exercer as funções inerentes às áreas contábeis 
é o contador, bacharel em ciências contábeis. O Decreto-lei nº 9295/46 criou 
o Conselho Federal de Contabilidade e os CRCs e definiu as atribuições do 
contador. Conforme o decreto, somente podem exercer a profissão de contador 
e atuar nas áreas contábeis os profissionais que, após a regular conclusão do 
curso de bacharelado em ciências contábeis, reconhecido pelo Ministério da 
Educação, obtêm a aprovação em Exame de suficiência e registro pelo CRC 
ao qual estiverem sujeitos (BRASIL, 1946). 
Entre as atribuições dos profissionais contábeis estão:
 � organização e execução de serviços de contabilidade em geral;
 � escrituração dos livros de contabilidade obrigatórios, bem como de 
todos os necessários no conjunto da organização contábil e levanta-
mento dos respectivos balanços e demonstrações;
 � perícias judiciais ou extrajudiciais, revisão de balanços e de contas 
em geral, verificação de haveres, revisão permanente ou periódica de 
escritas, regulações judiciais ou extrajudiciais de avarias grossas ou 
comuns, assistência aos conselhos fiscais das sociedades anônimas 
e quaisquer outras atribuições de natureza técnica conferidas por lei 
aos profissionais de contabilidade (BRASIL, 1946).
Segundo Marion (2018), o profissional contador poderá exercer as ati-
vidades citadas em áreas como contabilidade financeira, contabilidade 
de custos, contabilidade gerencial, contabilidade estratégica, auditoria 
e ocupar cargos como de analista financeiro, perito, consultor, professor, 
Princípios fundamentais de contabilidade 7
pesquisador contábil, servidor público, assessor, gestor, entre outros. Ainda 
segundo o autor, o contador poderá atuar em diferentes regimes e ambientes 
profissionais, tais como os que são descritos a seguir.
 � Empresas: contador geral, contador de custos, controller, subcontador, 
auditor interno, contador fiscal, contador internacional.
 � Profissional autônomo: auditor independente, consultor, proprietário 
de escritório contábil, perito contábil.
 � Ensino: professor, pesquisador, escritor, conferencista.
 � Órgãos públicos: contador público, fiscal de tributos, cargos em tri-
bunais de contas.
Além dessas diversas áreas e funções, cabe salientar que o profissional 
contador poderá complementar a sua formação com especializações em 
áreas ainda mais específicas.
Escrituração contábil
Para cumprir o seu maior papel, que é o de gerar informações para tomada 
decisões e para a gestão das entidades, a contabilidade se utiliza de diver-
sas técnicas, dentre elas, a escrituração e a elaboração das demonstrações 
contábeis. A escrituração precede a elaboração das demonstrações contábeis 
e a aplicação das demais técnicas, pois é por meio dela que os registros 
dos fatos administrativos ocorrem. Assim, escrituração é a técnica contábil 
utilizada para registro dos fatos que causam alteração no patrimônio das 
entidades e que permite a elaboração de demonstrativos e relatórios capazes 
de apresentar a posição patrimonial (CREPALDI, 2013). Lembra-se de que a 
realização da escrituração é responsabilidade de contabilista legalmente 
registrado, conforme a Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, em seu art. 
1.182 (BRASIL, 2002).
A escrituração deve ser feita em idioma e moeda nacionais, em ordem 
cronológica, com base em documentos fidedignos e pelo método das parti-
das dobradas. universalmente utilizado e exigido pelas normas contábeis. 
O método das partidas dobradas se baseia no princípio de que todo débito 
corresponde a um ou mais créditos de igual valor e vice-versa (CREPALDI, 
2013). Para realizar a escrituração contábil, o profissional deve seguir os 
procedimentos normatizados por meio da Interpretação Técnica Geral (ITG) 
2000 (R1) (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2014).
Princípios fundamentais de contabilidade8
Destaca-se que atualmente a escrituração contábil das médias e grandes 
empresas é realizada por meio do Sistema Público de Escrituração Digital 
(SPED), que é um software disponibilizado pela Receita Federal para todas as 
empresas, a fim de que elas mantenham e enviem informações de natureza 
contábil e fiscal (a partir da escrituração digital mantida nas empresas), in-
formações previdenciárias e livros fiscais, comerciais e contábeis (gerados a 
partir da escrituração e registrados nos órgãos responsáveis) e demonstrações 
contábeis (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2021).
A escrituração contábil é o ponto de partida para a geração das 
informações e elaboração dos relatórios e demonstrações contábeis.
Demonstrações contábeis
As demonstrações contábeis, também chamadas de demonstrações finan-
ceiras, fornecem informações a respeito da situação patrimonial e financeira 
e o desempenho da entidade. Segundo Crepaldi (2013), as demonstrações 
contábeis mostram os resultados da gestão da entidade em relação aos 
recursos que lhe foram confiados para administrar. 
Conforme o art. 176 da Lei nº 6.404 (BRASIL, 1976), ao final de cada exercício 
social, devem ser elaboradas as demonstrações contábeis ou demonstrações 
financeiras. Além disso, o artigo dispõe que as demonstrações contábeis 
devem exprimir com clareza a situação do patrimônio das empresas e as 
mudanças ocorridas no período por meio das seguintes demonstrações:
 � Balanço Patrimonial (BP);
 � Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA);
 � Demonstração do Resultado do Exercício (DRE);
 � Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC);
 � Demonstração do Valor Adicionado (DVA).
O BP demonstra a situação patrimonial da entidade; a DLPA evidencia os 
lucros ou prejuízos acumulados ao longo dos exercícios; a DRE apresenta o 
lucro ou prejuízo apurado no exercício; a DFC expõe a movimentação do caixa; 
e a DVA exibe a riqueza gerada pela entidade.
Princípios fundamentais de contabilidade 9
Nem todas as empresas são obrigadas a elaborar todas essas de-
monstrações. Existem vários requisitos para identificar quais as 
demonstrações que cada entidade está obrigada legalmente a elaborar, embora, 
para fins gerenciais e de tomada de decisões, a elaboração de todas essas 
demonstrações é recomendada. 
Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC)
A contabilidade por ser uma ciência social, isto é, decorrente das ações 
humanas sobre o patrimônio das pessoas físicas e jurídicas, ela é dinâmica. 
Esse dinamismo faz com que as regras e normas devam ser examinadas 
e, se necessário, atualizadas para acompanhar o movimento social que 
interfere no patrimônio, que é o objeto da contabilidade. Além disso, o 
mercado globalizado passou a exigir que o mundo fale uma língua contá-
bil que tenha a mesma base, adaptável aos mercados conforme as suas 
características.
No Brasil, passou a existir o processo de convergências das normas con-
tábeis brasileiras para padrões internacionais, do qual resultou a revogação 
de normas que se tornaram inadequadas, atualização de outras e criação 
de novas normas disciplinadoras do novo cenário mundial. Assim sendo, foi 
criado o CPC, que tem como objetivo: 
[...] o estudo, o preparo e a emissão de documentos técnicos sobre procedimentos 
de contabilidade e a divulgação de informações dessa natureza, para permitir a 
emissão de normas pela entidade reguladora brasileira, visando à centraliza-
ção e uniformização do seu processo de produção, levando sempre em conta a 
convergência da contabilidade brasileira aos padrões internacionais (COMITÊ DE 
PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS, 2005, documento on-line).
O CPC é um órgão que interpreta, orienta e revisa normas para que o 
Conselho Federal de Contabilidade (CFC), a Comissão de Valores Mobiliários 
(CVM), o Banco Central do Brasil (BACEN), Agência Nacional de Energia Elétrica 
(ANEEL), a Agência Nacional de TransportesTerrestres (ANTT) e a Agência 
Nacional de Saúde (ANS), entre outros, realizem a emissão de normas que 
competem a cada órgão. Ao longo de sua existência, o CPC emitiu e revisou 
pronunciamentos contábeis, alguns deles podem ser vistos no Quadro 1.
Princípios fundamentais de contabilidade10
Quadro 1. Alguns pronunciamentos emitidos pelo CPC
Documento Título
CPC 00 Estrutura conceitual para relatório financeiro
CPC 01 Redução ao valor recuperável de ativos
CPC 02 Efeitos das mudanças nas taxas de câmbio e conversão de 
demonstrações contábeis
CPC 03 Demonstração dos fluxos de caixa
CPC 04 Ativo intangível
CPC 05 Divulgação sobre partes relacionadas
CPC 06 Arrendamentos
CPC 07 Subvenção e assistência governamentais
CPC 08 Custos de transação e prêmios na emissão de títulos e 
valores mobiliários
CPC 09 Demonstração do valor adicionado (DVA)
CPC 10 Pagamento baseado em ações
CPC 11 Contratos de seguro
CPC 12 Ajuste a valor presente
Fonte: Adaptado de Comitê de Pronunciamentos Contábeis ([2021]).
Cada um desses pronunciamentos se refere a um assunto específico, além 
de gerar uma norma específica. Após a emissão, os pronunciamentos são 
enviados para o órgão regulador competente, que analisa e emite a respectiva 
norma sobre o assunto. No caso do CFC, o conselho analisa, discute e emite 
as Normas Brasileiras de Contabilidade (NBCT) que devem ser aplicadas aos 
registros e demonstrações contábeis.
Com base nos assuntos apresentados neste capítulo, é possível con-
cluir que os profissionais da contabilidade, embasados nos conceitos e 
se utilizando das terminologias contábeis, podem gerar informações de 
qualidade para a tomada de decisões de usuários internos e externos 
das entidades.
Princípios fundamentais de contabilidade 11
Referências
BRASIL. Decreto-Lei nº 9.295 de 27 de maio de 1946. Cria o Conselho Federal de Contabi-
lidade, define as atribuições do Contador e do Guarda-livros e dá outras providências. 
Brasília: Presidência da República, 1946. Disponível em: https://cfc.org.br/wp-content/
uploads/2015/12/lei1249.pdf. Acesso em: 8 jun. 2021.
BRASIL. Lei nº 10.406 de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil. Brasília: Presidência 
da República, 2002. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/
l10406compilada.htm. Acesso em: 8 jun. 2021.
BRASIL. Lei 6.404 de 15 de dezembro de 1976. Brasília: Presidência da República, 1976. 
Dispõe sobre as sociedades por ações. Disponível em http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/leis/l6404consol.htm. Acesso 13 mai 2021.
COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. Conheça o CPC. Brasília: CPC, 2005. Disponível 
em: http://www.cpc.org.br/CPC/CPC/Conheca-CPC. Acesso em: 8 jun. 2021.
COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. Pronunciamentos. Brasília: CPC, [2021]. 
Disponível em: http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos. 
Acesso em: 8 jun. 2021.
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. ITG 2000 (R1) – escrituração contábil. Brasília: 
CFC, 2014. Disponível em: https://www1.cfc.org.br/sisweb/SRE/docs/ITG2000(R1).pdf. 
Acesso em: 8 jun. 2021.
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. NBC TG Estrutura Conceitual, de 21 de novembro 
de 2019. Dá nova redação à NBC TG Estrutura Conceitual, que dispõe sobre a estrutura 
conceitual para relatório financeiro. Brasília: CFC, 2019. Disponível em: https://www1.
cfc.org.br/sisweb/SRE/docs/NBCTGEC.pdf. Acesso em: 8 jun. 2021.
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. SPED o que é. Brasília: CFC, 2021. Disponível 
em: https://cfc.org.br/tecnica/areas-de-interesse/sped/. Acesso em: 8 jun. 2021.
CREPALDI, S. A. Curso básico de contabilidade. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2013. 
MARION, J. C. Contabilidade empresarial. 18. ed. São Paulo: GEN, 2018.
PADOVEZE, C. L. Manual de contabilidade básica: contabilidade introdutória e inter-
mediária. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2016.
RIBEIRO, O. M. Noções de contabilidade. São Paulo: Saraiva, 2019. 
Leitura recomendada
GIROTTO, M. Revogação da Resolução nº 750/1993: contexto e considerações. Bra-
sília: CFC, 2016. Disponível em: https://cfc.org.br/noticias/revogacao-da-resolucao-
-no-7501993-contexto-e-consideracoes/. Acesso em: 8 jun. 2021.
Princípios fundamentais de contabilidade12
Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos 
testados, e seu funcionamento foi comprovado no momento da 
publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas 
páginas estão constantemente mudando de local e conteúdo. Assim, os editores 
declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou 
integralidade das informações referidas em tais links.
Princípios fundamentais de contabilidade 13
DICA DO PROFESSOR
As demonstrações contábeis apresentam a situação patrimonial de uma empresa em determinada 
data. São elaboradas com os lançamentos feitos referentes aos registros de todas as transações 
ocorridas. Essas demonstrações contábeis precisam apresentar fielmente a posição contábil, 
precisam ser em tempo hábil e ter informações úteis.
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EXERCÍCIOS
1) A Contabilidade teve seu início entre os séculos 13 e 14, e, com o crescimento dos 
mercados mundiais, a necessidade de haver registros contábeis aumentou, dando 
surgimento a outras áreas. São elas:
A) Vendas, Marketing e SAC.
B) Auditoria, Controladoria, Fiscalização, Perícia e Educação.
C) Atendimento, Jurídico e Qualidade.
D) Importação e exportação e Pesquisa.
E) Recursos humanos, Contratos e compras e Custos.
2) Existem várias ciências, e a Contabilidade é uma delas. Estuda e controla o 
patrimônio das empresas através dos registros contábeis. A Contabilidade tem como 
finalidade: 
A) Registrar todo o processo administrativo e operacional da empresa.
B) Cuidar do patrimônio da empresa e dos acionistas.
C) Eliminar qualquer risco futuro que a empresa possa ter em relação à fiscalização.
D) Registrar, acumular, resumir e interpretar tudo que possa vir a afetar o patrimônio 
econômico e financeiro de qualquer empresa.
E) Apurar fraudes e erros durante o processo administrativo e sugerir correções.
3) A Contabilidade fornece informações para auxiliar na tomada de decisões 
empresariais, e, para isso, deve contar com um sistema e com seus usuários, que são 
internos ou externos. Qual usuário externo utiliza as informações para liberar linhas 
de créditos/financiamentos?
A) O governo.
B) Os acionistas/investidores.
C) Fornecedores.
D) Sindicatos e outros órgãos.
E) Instituições financeiras.
4) Os registros contábeis são feitos de forma cronológica, e as técnicas utilizadas para 
esses registros são: escrituração contábil; demonstrações contábeis; análise das 
demonstrações contábeis; auditoria. Podemos afirmar que a escrituração contábil é:
A) O exame de todos os registros, documentos e livros por meio de normas e procedimentos, 
cujo objetivo é verificar a veracidade das informações.
B) A demonstração resumida do histórico patrimonial.
C) Os dados analíticos e a interpretação sobre a demonstração contábil por meio da 
comparação e da interpretação dos dados.
D) O registro de forma cronológica dos fatos já ocorridos, criando, assim, um histórico.
E) O registro do balanço junto ao CRC (Conselho Regional de Contabilidade).
5) Cada registro, além de seguir a ordem cronológica, vai para um centro de custos e é 
classificado de acordo com o fato ocorrido. Então, temos algumas terminologias, 
como desembolso e gasto. Podemos afirmar que:
A) As compras feitas à vista representam um gasto.
B) Dentro dos gastos, temos os custos, que podem ser fixos ou variáveis.
C) Despesa, perda e investimento são desembolsos.
D) As compras feitas a prazo, tais como financiamentos e empréstimos bancários, 
representam um gasto fixo.
E) A folha de pagamento de funcionário é um desembolso.
NA PRÁTICA
Toda empresa precisa dos serviços de um contador para obter as informações financeiras, e isso 
torna a Contabilidade uma ferramenta de gestão. Na Embraer, Empresa Brasileirade 
Aeronáutica, a Contabilidade auxilia a tomada de decisão gerencial. Elaine Funo, Diretora 
Contábil e Fiscal da Embraer, concedeu uma entrevista para uma grande rede de TV sobre a 
importância do contador.
Acompanhe um trecho da conversa.
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SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
Reflexões sobre as bases filosóficas dos princípios contábeis
No link a seguir você vai ler um estudo com reflexões sobre os princípios de contabilidade. É 
um ensaio teórico que aborda os princípios de contabilidade.
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Percepção dos Usuários da Contabilidade Sobre a Informação Contábil
No link a seguir você vai ler um estudo sobre a percepção dos usuários da informação contábil 
sobre as informações divulgadas pelas empresas de capital aberto.
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Técnicas Contábeis e Princípios de 
Contabilidade
APRESENTAÇÃO
A contabilidade se utiliza de técnicas para atender o objetivo de gerar informações úteis para a 
tomada de decisão dos usuários da informação contábil. Além da utilização das técnicas é 
preciso a observância da legislação, normas e princípios vigentes, para garantir a fidedignidade 
da informação contábil. 
Nesta Unidade de Aprendizagem veremos o campo de aplicação, as técnicas contábeis que são 
os métodos utilizados para registro dos fatos administrativos (escrituração), elaboração posterior 
das Demonstrações Contábeis (DFs), análises da consistência e qualidade de lançamentos e das 
demonstrações (auditoria). Além disso, trabalharemos o estudo comparativo das demonstrações 
financeiras para diagnosticar a saúde econômico-financeira da empresa.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar os princípios contábeis.•
Analisar as técnicas contábeis.•
Utilizar as técnicas contábeis.•
DESAFIO
A Diretoria executiva de uma entidade, após receber a prévia do resultado econômico do 
período constante na demonstração do resultado do exercício, não entenderam a composição do 
resultado, pois estavam de posse da conciliação bancária da conta corrente do período e não 
tinham conseguido identificar o recebimento dos valores referente às vendas do período. Então 
marcaram uma reunião com a diretoria executiva e o contador.
O Diretor executivo abriu a reunião dizendo que gostaria de esclarecimentos em relação aos 
recebimentos das vendas do período, pois estes aparecem parcialmente no extrato bancário. 
Os recebimentos das vendas mensais representam em média 40% das vendas. Tendo em vista 
que o documento que recebe mensalmente é a DRE e os extratos bancários, entende que pode 
estar havendo desvios financeiro.
Diante do exposto, você como o contador da empresa deve elaborar um relatório esclarecendo 
os pontos abordados pelo diretor financeiro.
INFOGRÁFICO
O infográfico a seguir mostra alguns conceitos e detalhes importantes sobre Técnicas contábeis. 
Veja:
CONTEÚDO DO LIVRO
Os princípios de contabilidade são considerados um dos principais norteadores da execução da 
profissão do contador. Eles servem como base para que as práticas contábeis sejam aplicadas de 
acordo com a legislação vigente. É importante destacar que os princípios de contabilidade 
passaram por algumas modificações, já que primeiramente foram demonstrados através da 
Resolução CFC no 750/93, que posteriormente foi modificado pela Resolução CFC no 1.282/10 
que atualizou e consolidou a resolução anterior. A última modificação que aborda os princípios 
de contabilidade revogou a Resolução CFC no 1.282/10, passando a vigorar a partir de 
1o/1/2017 a NBC TSP- Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Informação 
Contábil de propósito Geral pelas Entidades do Setor Público.
A fim de um entendimento mais acentuado sobre esse tema, convido você a acompanhar o 
capítulo Técnicas Contábeis e Princípios de Contabilidade, da obra Contabilidade básica, a fim 
de adquirir conhecimento sobre os princípios de contabilidade, sobre as técnicas contábeis e sua 
aplicação.
CONTABILIDADE 
BÁSICA
Aline Alves dos Santos
Técnicas contábeis e 
princípios fundamentais 
de contabilidade
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Identificar os princípios contábeis.
  Analisar as técnicas contábeis.
  Utilizar as técnicas contábeis.
Introdução
Neste capítulo, você vai adquirir conhecimentos relacionados às técnicas 
contábeis e suas aplicações dentro das empresas, observando que elas 
devem ser elaboradas obedecendo aos princípios de contabilidade.
Este capítulo apresentará conhecimentos sobre os princípios contá-
beis, as técnicas contábeis e como utilizá-las.
Princípios contábeis
O profi ssional contábil deve observar, no exercício da sua profi ssão, a aplicação 
dos princípios contábeis impostos no Brasil por leis e normas e pelo órgão 
competente, nesse caso ao Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Os prin-
cípios de contabilidade são a base da atividade, constituindo-se de atributos e 
veracidade, mantendo a validade, independentemente das circunstâncias. Os 
princípios da contabilidade devem ser considerados para todos os patrimônios 
e todas as entidades, defi nindo critérios, procedimentos e técnicas sobre “como 
fazer”, nos aspectos substantivos e formais. É possível afi rmar, com base no 
CFC (2008), em relação aos princípios contábeis:
Os princípios simplesmente são e, portanto, preexistem às normas, fundamen-
tando e justificando a ação, enquanto aquelas a dirigem na prática. 
No caso brasileiro, os princípios estão obrigatoriamente presentes na for-
mulação das Normas Brasileiras de Contabilidade, verdadeiros pilares do 
sistema de normas, que estabelecerá regras sobre a apreensão, o registro, 
relato, demonstração e análise das variações sofridas pelo patrimônio, bus-
cando descobrir suas causas, de forma a possibilitar a feitura de prospecções 
sobre a Entidade e não podem sofrer qualquer restrição na sua observância 
(CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2008, p. 20). 
A Resolução CFC nº. 1.282/10 (CONSELHO FEDERAL DE CONTABI-
LIDADE, 2010) atualizou e consolidou a Resolução CFC nº. 750/93 que trata 
dos princípios de contabilidade, a seguir citados:
  entidade;
  continuidade;
  oportunidade;
  registro pelo valor original;
  competência;
  prudência.
É necessário destacar que as resoluções que tratavam dos princípios citados 
anteriormente (nº. 750/93 e 1.282/10) foram revogadas a fim de evitar discor-
dâncias na aplicação das práticas contábeis pelos profissionais da área. Os 
princípios contábeis foram consolidados pela NBC TSP – Estrutura Conceitual 
para Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas 
Entidades do Setor Público que passou a vigorar em 1º de janeiro de 2017. 
De acordo com Girotto, referente à revogação da Resolução CFC nº. 750/93: 
Com isso, os Princípios de Contabilidade, sob o ponto de vista das Estruturas 
Conceituais dos setores privado e público, passaram a ser comportados dentro 
das normas específicas, respectivamente, a NBC TG Estrutura Conceitual (Re-
solução nº. 1.374/2011) e NBC TSP EC (GIROTTO, 2016, documento on-line).
A NBC TSP passa a apresentar os princípios que são aplicáveis à seleção 
da informação. As decisões sobre qual informação deve ser apresentada e 
demonstrada deve considerar:
Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade2
[...] os objetivos da elaboração e da divulgação da informação contábil;
a) as características qualitativas e as restrições das informações contidas 
nos RCPG; e
b) os fenômenos econômicos relevantes e outros fenômenos sobre os quais a 
informação seja necessária (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDA-
DE, 2016, p. 55).
Seleção da informação
As decisões referentes à apresentação da informaçãosão aplicáveis tanto às 
demonstrações contábeis, quanto aos demais RCPG (Relatório Contábil de Pro-
pósito Geral das Entidades do Setor Público). Os objetivos do desenvolvimento 
e da divulgação da informação contábil procuram nortear a identifi cação da 
informação para a apresentação. A identifi cação da informação para eviden-
ciação e disposição em RCPG em particular pode contemplar a elaboração de:
  princípios de classificação;
  lista de tipos gerais referente a informações que são evidenciadas e de 
lista similares de espécies diversas de informações que são apresentadas; 
  listas de informações exclusivas, em que os que geram a informação 
necessitam apresentar.
Disposição da informação em diferentes relatórios
Os elementos importantes para a tomada de decisão relativa à destinação da 
informação entre as demonstrações contábeis e outros RCPGs contemplam:
  natureza, quanto à origem da informação;
  especificidade de jurisdição, quanto aos dispositivos legais e válidos;
  conexão, considerando que a informação extra pode ou não estar vin-
culada ou inserida no relatório existente. 
Localização dos dados dentro do relatório
Por meio da localização é possível encontrar informações que estão utilizando 
técnicas de apresentação apropriadas. “A localização da informação nas de-
monstrações contábeis contribui para representar um panorama financeiro 
mais abrangente da entidade. NBC TSP EC” (CONSELHO FEDERAL DE 
CONTABILIDADE, 2016, p. 57). 
3Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade
Classificação da informação
A organização da informação busca auxiliar visando o alcance dos objetivos 
da elaboração e da publicação da informação contábil. O intuito é garantir 
que as mensagens-chave sejam entendidas de forma clara, reconhecendo as 
relações importantes e enfatizando adequadamente a informação que transmite 
mensagens-chave, facilitando a comparabilidade das informações. 
Ordenação da informação nas demonstrações 
contábeis
A informação apresentada nas notas explicativas das demonstrações contábeis 
é estruturada de maneira que as relações com os elementos apresentados nas 
demonstrações contábeis sejam transparentes. As notas explicativas repre-
sentam parte integrante das demonstrações contábeis. 
A organização da informação nas demonstrações contábeis inclui decisões 
sobre:
(a) o tipo e o número de demonstrações;
(b) o detalhamento dos totais em subcategorias significativas;
(c) o ordenamento e o agrupamento de itens expostos em cada demonstração;
(d) a identificação de agregados (aditivos ou subtrativos); e
(e) a identificação de outra informação para inclusão na demonstração (CON-
SELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2016, p. 60).
Classificação dos dados em outros RCPGs
A classifi cação da informação favorece o confronto ao esclarecer quando 
determinados elementos são semelhantes ou não. O confronto intertemporal é 
possível ao prevenir mutações na maneira em que a informação é classifi cada 
para a mesma empresa, ano após ano, a menos que essas alterações melhorem 
a relevância e a compreensibilidade.
Apresentação das técnicas contábeis
De acordo com Santos (2014), a contabilidade tem objetivos específi cos que são 
alcançados por meio das técnicas contábeis. São tipos de técnicas contábeis:
Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade4
  escrituração;
  demonstrações contábeis;
  auditoria;
  análise de balanço.
Escrituração
A escrituração é o registro contábil de todas as movimentações patrimoniais 
que ocorrem na empresa e que devem ser realizadas em conformidade com os 
princípios de contabilidade e normas contábeis vigentes. O registro contábil 
deve ser realizado de modo cronológico, ou seja, de acordo com o período 
em que aconteceram, sendo registrados pelo idioma do país de localização da 
empresa e na moeda corrente do país.
Os registros contábeis devem ser efetuados de forma legível e não podem 
existir espaços vazios, entrelinhas, erros ou rasuras, emendas ou borrões. Para 
que os registros contábeis sejam realizados, os mesmos devem ser fundamen-
tados na documentação que comprovem os fatos contábeis. Sendo necessária 
a correção de algum registro realizado de modo indevido, o mesmo deve 
ocorrer mediante o estorno do lançamento. O estorno é usado na ocorrência de 
lançamentos feitos em duplicidade ou quando são realizados de forma errada, 
ou seja, lançados indevidamente no débito ou no crédito. Sempre que algum 
lançamento for realizado de modo indevido deve ser feito o estorno por outro 
lançamento que tem por objetivo regularizar o lançamento da conta debitada 
ou creditada indevidamente, mediante a alteração para a conta apropriada 
(SANTOS, 2014). 
Os fatos contábeis são movimentações que geram reflexos no patrimônio. Podemos 
citar, entre elas, a venda de produtos, o pagamento de despesas, a compra de matéria-
-prima, entre outros (PAVIANI, 2008).
Conforme Paviani (2008), a documentação utilizada para o registro contábil 
é composta por notas fiscais, faturas, comprovantes de pagamento e de recebi-
mento, entre outros. Toda a documentação disponível para o registro deve ser 
idônea. Todas essas transações modificam o valor do patrimônio da empresa.
5Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade
A escrituração contábil é realizada nos livros Diário e Razão, sendo estes 
considerados como os mais importantes dentro da empresa. Com eles é pos-
sível reconhecer todas as transações realizadas, o tipo de transação, a data 
da ocorrência, o valor, com quem foi realizada a transação e de que forma 
ela impacta na empresa.
  Livro Diário: registra todas as operações ocorridas em uma data específica, em 
ordem cronológica, de forma individualizada, de modo claro e com identificação 
do documento utilizado para o registro.
  Livro Razão: método individualizado para demonstrar o Livro Diário, considerando 
que este último apresenta a movimentação diária da empresa. O Livro Razão apre-
senta as contas de forma isolada, ou seja, ele evidencia o que foi registrado em 
cada conta, facilitando a conciliação de saldos e a busca por determinados valores.
Os registros são realizados uma única vez no sistema, sendo posteriormente gerados 
os livros de acordo com os critérios definidos por cada empresa (MARION, 2015).
De acordo com Santos (2014), a obrigatoriedade da escrituração está com-
preendida também no projeto Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) 
que foi instituído pelo Decreto nº. 6022/07, que contempla o SPED Contábil, 
ou Escrituração Contábil Digital (ECD), e o SPED Fiscal, ou Escrituração 
Fiscal Digital (EFD). 
O projeto SPED busca a substituição da escrituração em papel pela escri-
turação digital de toda a movimentação da empresa, devendo tais arquivos 
ser transmitidos de modo digital aos órgãos competentes. A escrituração 
digital é uma obrigatoriedade às empresas tributadas pelo lucro real e lucro 
presumido nos seguintes livros:
I. Livro Diário e seus auxiliares, se houver; 
II. Livro Razão e seus auxiliares, se houver; 
III. Livro Balancetes Diários, Balanços e fichas de lançamento comprobatórias 
dos assentamentos neles transcritos (BRASIL, [2018], documento on-line). 
Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade6
Demonstrações contábeis
Conforme Santos (2014), as demonstrações contábeis, também denominadas 
de demonstrações fi nanceiras correspondem à representação gráfi ca relativa 
aos fatos ocorridos em um período específi co na empresa. As demonstra-
ções contábeis são analisadas por diversos usuários da contabilidade, como 
acionistas, clientes, fornecedores, entre outros, e por esse motivo devem ser 
apresentadas de modo claro, ou seja, precisam ser escrituradas de maneira 
que possam ser compreendidas por qualquer pessoa. São características das 
demonstrações contábeis:
  característica de qualidade;
  característica de melhoria.
Sobre as características de qualidade e melhoria das demonstrações con-
tábeis, conformeNBC TG – Estrutura Conceitual:
Divisão das características qualitativas da informação contábil-financeira em: 
(a) características qualitativas fundamentais (fundamental qualitative charac-
teristics – relevância e representação fidedigna), as mais críticas; e 
(b) características qualitativas de melhoria (enhancing qualitative characte-
ristics – comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibi-
lidade), menos críticas, mas ainda assim altamente desejáveis CONSELHO 
FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2011, p. 7).
As demonstrações contábeis devem obedecer aos princípios da contabili-
dade e possuir características qualitativas e possuir relevância e apresentar de 
forma fidedigna a finalidade ao qual se propõem. Uma informação é relevante 
quando afeta de alguma forma a tomada de decisão de um usuário. Veja a 
seguir os tipos de demonstrações contábeis.
Balanço Patrimonial (BP): demonstra a posição fi nanceira e patrimonial da 
empresa, onde são apresentados os bens, direitos e obrigações que a mesma 
possui, durante o exercício social. Por meio dessa demonstração contábil são 
apresentadas de forma padrão os saldos de todas as contas representativas 
do patrimônio empresarial, além de indicar a intenção da empresa referente 
aos prazos de realização dos bens e direitos, do mesmo modo o cumprimento 
das suas obrigações.
7Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade
Demonstração do Resultado do Exercício (DRE): demonstra a composição do 
resultado econômico da empresa de acordo com um exercício social específi co. 
A composição pode ser evidenciada relativa a outro período, como mensal, 
semestral, entre outros. Nesta demonstração contábil são apresentadas as 
receitas, as despesas, os ganhos e perdas, lucro ou prejuízo líquido da empresa.
Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA): essa de-
monstração contábil apresenta a conta “Lucros ou Prejuízos Acumulados” que 
está inserida no Patrimônio Líquido. A função dessa demonstração contábil 
é complementar as informações da DRE e do BP.
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL): acompanha 
o fl uxo ocorrido durante o exercício social conforme as contas que contemplam 
o Patrimônio Líquido. Essa demonstração contábil aponta os motivos dessa 
movimentação, ou seja, refl ete a causa do aumento ou da diminuição de cada 
uma das contas.
Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC): representa um relatório contábil 
que apresenta o fl uxo monetário de um período em comparação ao período 
imediatamente anterior, demonstrando a mutação da conta caixa e equivalentes 
de caixa. Essa demonstração contábil apresenta todas as entradas e saídas de 
dinheiro ocorridas na empresa, indicando as variações do período, no saldo 
da conta caixa e equivalentes, abordando as transações, os investimentos e 
os fi nanciamentos. A DFC passou a ser obrigatória a partir da vigência da Lei 
nº. 11.638/07 para todas as empresas de capital aberto ou que apresentem na 
data do balanço patrimônio líquido acima de R$ 2 milhões.
Demonstrações do Valor Adicionado (DVA), se companhia aberta: obri-
gatória somente para companhias abertas, buscando evidenciar a origem e 
a riqueza gerada pela empresa, demonstrando a distribuição da riqueza e os 
valores que foram inseridos nos meios de produção. A DVA utiliza informações 
das contas de resultado.
Notas explicativas: apresentam informações complementares a fi m de facilitar 
o entendimento das informações aos seus usuários. As notas explicativas 
podem contemplar demonstrações contábeis, gráfi cos e tabelas.
Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade8
Todas as demonstrações contábeis são impostas, exceto a DMPL, pois 
essa não está definida na Lei nº. 6.404/76 art. 176 (BRASIL, 1976) e na Lei 
nº. 11.638/07 (BRASIL, 2007), buscando padronizar a contabilidade visando 
atender à economia de forma global, especialmente ao mercado de capitais, 
uniformizando as informações inseridas no BP e na DRE (SANTOS, 2014).
Auditoria
De acordo com Ribeiro e Coelho (2013), a auditoria é uma das técnicas con-
tábeis que busca executar procedimentos selecionados buscando adquirir 
evidência referente aos valores e divulgações que foram apresentados nas 
demonstrações contábeis. A auditoria pode ser interna ou externa. Ribeiro e 
Coelho (2013, p. 2) defi nem a auditoria interna: 
A auditoria interna ou operacional é aquela executada por auditores que in-
tegram o quadro de empregados da própria entidade. Consiste no exame, na 
avaliaç ã o e no monitoramento da adequação e efetividade do controle interno, 
com o objetivo de adicionar valor e melhorar as operaç õ es de uma organização.
Com relação à auditoria externa, Ribeiro e Coelho (2013, p. 2) afirmam 
que a “auditoria externa ou independente é aquela executada por auditores 
independentes, ou seja, por contadores devidamente habilitados a exercer 
atividades de auditoria nas organizações que os contratam para esse fim”. O 
processo de auditoria é utilizado buscando elevar o grau de confiabilidade 
dos usuários em relação a seu objeto. Acerca do objeto da auditoria, esse 
poderá variar conforme seu propósito, ou seja, se a finalidade for examinar 
a veracidade das informações apresentadas nas demonstrações contábeis 
o objeto será a própria demonstração contábil. Se o objeto for verificar a 
confiabilidade dos controles internos da empresa, o objeto será nos controles 
internos. Existem tipos diferentes de auditoria, que podem variar conforme 
a sua finalidade, como:
  auditoria das demonstrações contábeis;
  auditoria de gestão;
  auditoria de sistemas;
  auditoria fiscal e tributária.
9Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade
Análise de balanço
Conforme Santos (2014), a análise de balanço visa a interpretação das de-
monstrações contábeis. A técnica inicia a partir da contabilização dos eventos 
econômico-fi nanceiros que ocorreram na empresa. Posteriormente, eles são 
compilados em relatórios uniformes e então analisados. A partir desse pro-
cesso, as informações econômico-fi nanceiras são convertidas para a tomada 
de decisão. A análise de balanço tem por objetivo especifi car:
  a situação econômico-financeira atual;
  os motivos que definem a evolução ou o declínio da empresa;
  as tendências ou projeções futuras;
  a eficiência ou a ineficiência com relação ao uso dos recursos;
  a demonstração de falhas e acertos da administração;
  a adequação ou a inadequação das origens, ou seja, do capital próprio e 
de terceiros, às aplicações de recursos, desse modo, de que forma esses 
recursos foram utilizados e a que foram destinados.
A análise de balanço pode ser interna e externa. Se a análise for interna, o 
exame realizado interessa aos sócios e acionistas, objetivando analisar a posição 
atual e as perspectivas futuras da empresa. Se a análise for externa é realizada 
para acesso do público externo à empresa, como credores, investidores, entre 
outros. Assim, os usuários externos podem avaliar o equilíbrio empresarial.
A análise de balanço é de extrema relevância. Os analistas, tanto interno, 
quanto externo, realizam a análise de balanço buscando atender a objetivos 
distintos e específicos, como por exemplo:
  avaliação da capacidade de cumprimento das obrigações da empresa 
em curto e longo prazo;
  avaliação de investimentos em ações que são negociadas na bolsa de 
valores;
  análise das demonstrações objetivando a alienação, fusão, cisão, in-
corporação ou associação de empresa;
  análise de rentabilidade;
  análise da posição patrimonial econômica e financeira.
Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade10
Aplicação das técnicas contábeis
De acordo com Santos (2014), a escrituração precisa ser realizada e devem ser 
envolvidas todas as movimentações que a empresa teve no período, devendo 
essas serem lançadas cronologicamente. O registro contábil envolve o lança-
mento de contas patrimoniais, dos grupos ativo e passivo, assim como contas 
deresultado, como as receitas e as despesas. A receita é a movimentação de 
elementos para o ativo, sem que ocorra aumento no passivo. A receita pode ser 
oriunda não somente de dinheiro, mas também por meio de títulos a receber 
ou por investimentos, ou seja, mediante juros bancários, por exemplo.
As receitas correspondem aos valores que uma empresa recebe ou tem 
perspectivas de receber em decorrência das suas operações, que podem ser 
vendas ou serviços. Além das receitas, a empresa possui também despesas 
que se referem a gastos em virtude do uso de bens ou serviços realizados 
buscando adquirir uma receita. Desse modo, a despesa também deve ser 
registrada (SANTOS, 2014).
Técnica de escrituração
O exemplo a seguir demonstra como escriturar as movimentações da empresa, 
destacando que os registros seguem a exata ordem em que ocorreram e que 
todos contêm informações relevantes, como a numeração da nota fi scal, marca 
ou modelo, entre outros.
Observe a movimentação realizada pela empresa Athena Ltda. no mês de 
setembro de 2017 e como devem ser escriturados os registros.
  01/09: ocorreu a integralização de capital social no valor de R$ 60.000 
pelo sócio Júlio, em dinheiro, cujo depósito foi realizado no banco onde 
a empresa possui conta corrente.
  02/09: compra à vista, por intermédio do banco e com cheque nº. 001, 
de um veículo modelo WB 3000 no valor de R$ 10.000. O veículo foi 
adquirido do fornecedor Carro Veloz Ltda., mediante Nota Fiscal 01900.
  04/09: compra à vista, por intermédio do banco, com cheque nº. 002, um 
computador modelo Windows 10 no valor de R$ 2.000. O computador 
foi adquirido do fornecedor Digitel Ltda., mediante Nota Fiscal 04100.
Veja no Quadro 1 a escrituração contábil dos lançamentos no Livro Diário.
11Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade
 
Data Conta Histórico Débito Crédito
01/09 Capital Integralização do 
capital em dinheiro 
pelo sócio Júlio 
na conta corrente 
da empresa.
60.000
01/09 Banco conta 
Movimento
Integralização do 
capital em dinheiro 
pelo sócio Júlio 
na conta corrente 
da empresa.
60.000
02/09 Veículo Aquisição de 01 
veículo modelo WB 
3000, do fornecedor 
Carro Veloz Ltda., 
nota fiscal nº. 01900.
10.000
02/09 Banco conta 
Movimento
Aquisição de 01 
veículo modelo WB 
3000, do fornecedor 
Carro Veloz Ltda., 
nota fiscal nº. 01900.
10.000
04/09 Máquinas e 
equipamentos
Aquisição de 
01 computador 
modelo Windows 
10, fornecedor 
Digitel Ltda., nota 
fiscal nº. 04100.
2.000
04/09 Banco conta 
Movimento
Aquisição de 
01 computador 
modelo Windows 
10, fornecedor 
Digitel Ltda., nota 
fiscal nº. 04100.
2.000
 Quadro 1. Exemplo de técnica de escrituração 
Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade12
Técnica de demonstrações contábeis
As demonstrações contábeis permitem ao usuário da informação contábil 
visualizar e tomar decisões, como, por exemplo, de investimentos em deter-
minada empresa. Por meio das demonstrações contábeis, é possível saber o 
lucro alcançado pela empresa em determinado período. 
Utilizando a técnica de demonstrações contábeis, fornecedores poderão 
adquirir informações sobre uma determinada empresa e decidir se é viável 
vender grandes quantidades de materiais ou produtos para a mesma, por 
exemplo. A partir do relatório de DRE é possível identificar a média de venda 
da empresa, sobre suas despesas, verificando se a receita normalmente é 
maior que a despesa. Desse modo a empresa que está realizando a venda pode 
mensurar o risco em relação à empresa.
O Quadro 2 apresenta um DRE, identificando se a empresa possui no 
período lucro ou prejuízo. Com base nesse exemplo, é visível que a empresa 
Frangos Ltda. possui um lucro de R$ 21.100 no período analisado.
 Fonte: Adaptado de Blatt (2001, p. 25). 
Empresa Frangos Ltda.
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2017.
RECEITA OPERACIONAL BRUTA
(−) deduções
R$ 28.900,00
R$ 1.700,00
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA
(−) CUSTO DA MERCADORIA VENDIDA
R$ 27.200,00
R$ 1.300,00
LUCRO OPERACIONAL BRUTO
(−) DESPESAS OPERACIONAIS
Vendas
Administrativas
Financeiras (−) receitas financeiras
Outras despesas/receitas
R$25.900,00
R$ 3.900,00
R$ 900,00
R$ 3.000,00
R$ 0,00
R$ 0,00
LUCRO OPERACIONAL LÍQUIDO R$ 22.000,00
LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE 
RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
(−) IR/CSLL
R$ 22.000,00
R$ 900,00
LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO R$ 21.100,00
 Quadro 2. Demonstração do resultado do exercício 
13Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade
Técnica de análise de balanço
A seguir, no Quadro 3, temos um exemplo de BP que demonstra a situação 
econômico-fi nanceira e patrimonial da empresa, permitindo assim que o 
usuário tenha a possibilidade de observar o patrimônio da empresa no aspecto 
qualitativo e quantitativo.
 Fonte: Adaptado de Marion (2015, p. 48). 
 Quadro 3. Balanço patrimonial 
O Quadro 3 também permite que os usuários verifiquem informações im-
portantes sobre a empresa para um período específico e realizem uma análise 
de balanço buscando entender se a empresa possui solvência, ou seja, é possível 
identificar a capacidade que a empresa possui com relação ao cumprimento 
das suas obrigações, a partir dos valores que contemplam o patrimônio. O BP 
possibilita entender qual a capacidade da empresa em saldar as dívidas que 
possui no curto prazo com terceiros.
Técnica de auditoria
Com relação à técnica contábil de auditoria, dentre as práticas aplicadas está o 
exame realizado sobre as contas que constituem o passivo circulante. Para esse 
Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade14
tipo de auditoria são investigadas as contas do passivo circulante, os valores 
apresentados nas demonstrações contábeis e a documentação que representa 
todos os registros contábeis que deram origem aos saldos constantes no BP 
(MARION, 2015). Conforme Attie (2011), o método de auditoria praticado 
com base nas contas de fornecedores e contas a pagar, por exemplo, tem como 
objetivo defi nir:
  se as contas a pagar representam a realidade da empresa referente às 
obrigações correntes;
  se os valores vinculados às contas a pagar estão classificados de modo 
adequado e se estão em conformidade com os princípios contábeis;
  se as contas a pagar contemplam todas as obrigações vigentes na empresa 
conforme o período analisado.
Quando o auditor faz o exame das demonstrações contábeis, ele deverá 
aplicar os testes precisos a fim de coletar evidências suficientes que embasem 
sua opinião no relatório independente de auditoria. Considerando as demonstra-
ções contábeis, os principais grupos de contas que devem ser examinados são:
  BP nas contas do ativo; 
  BP nas contas do passivo;
  DRE nas contas de resultado.
A análise das contas é de extrema relevância, pois é a partir desse exame 
que o profissional consegue afirmar a veracidade da documentação e dos 
registros realizados pela empresa.
15Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade
ATTIE, W. Auditoria: conceitos e aplicações. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2011.
BLATT, A. Análise de balanços: estrutura e avaliação das demonstrações financeiras e 
contábeis. São Paulo: Makron Books, 2001.
BRASIL. Lei nº. 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as Sociedades por ações. 
Disponível em: . Acesso 
em: 5 nov. 2018.
BRASIL. Lei nº. 11.638/07, de 28 de dezembro de 2007. Altera e revoga dispositivos da Lei 
no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e da Lei nº. 6.385, de 7 de dezembro de 1976, 
e estende às sociedades de grande porte disposições relativas à elaboração e divul-
gação de demonstrações financeiras. Disponível em:. Acesso em: 5 nov. 2018.
BRASIL. Receita Federal. SPED – sistema público de escrituração digital. [2018]. Disponível 
em: . Acesso em:5 nov. 2018.
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE (CFC). Norma brasileira de contabilidade: NBC 
TSP estrutura conceitual, de 23 de setembro de 2016. Disponível em: . Acesso em: 5 nov. 2018.
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE (CFC). Normas brasileiras de contabilidade: NBC 
TG: geral - normas completas, NBC TG: estrutura conceitual e NBC TG 01 a 40 (exceto 
34 e 42). Brasília: CFC, 2011. Disponível em: . Acesso em: 5 nov. 2018.
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE (CFC). Princípios fundamentais e normas bra-
sileiras de contabilidade. 3. ed. Brasília: CFC, 2008. Disponível em: . Acesso em: 5 nov. 2018.
GIROTTO, M. Revogação da resolução nº. 750/1993: contexto e considerações. nov. 
2016. Disponível em: . Acesso em: 5 nov. 2018.
MARION, J. C. Contabilidade básica. São Paulo: Atlas, 2015.
PAVIANI, N. M. S. Fundamentos de contabilidade e escrituração. Caxias do Sul: Educs, 2008.
RIBEIRO, O. M; COELHO, R. J. M. Auditoria fácil. São Paulo: Saraiva, 2013.
SANTOS, A. S. Contabilidade. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2014.
Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade16
Leituras recomendadas
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE (CFC). Normas brasileiras de contabilidade. Dis-
ponível em: . 
Acesso em: 5 nov. 2018.
LINS, A.; FILHO, J. F. Análise de balanços. São Paulo: Atlas, 2012.
MARION, J. C. Análise das demonstrações contábeis: contabilidade empresarial. 7. ed. 
São Paulo: Atlas, 2012.
MARQUES, J. A. V. C.; CARNEIRO JÚNIOR, J. B. A. C; KÜHL, C. A. Análise financeira das 
empresas. 2. ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 2015.
MELO, M. M.; SANTOS, I. R. Auditoria contábil: de acordo com as normas brasileiras de 
contabilidade emitidas até 2011. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 2015.
PEREZ, J.; HERNANDEZ, J. Elaboração e análise das demonstrações financeiras. 5. ed. São 
Paulo: Atlas, 2015. 
17Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade
DICA DO PROFESSOR
Assista o vídeo a seguir para conhecer as principais técnicas que são utilizadas pela 
Contabilidade e seu princípios.
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EXERCÍCIOS
1) Com o registro em livros especiais e, em linguagem própria, com observância dos 
princípios e convenções geralmente aceitos, de todos os fatos que influem na 
composição do patrimônio, este é o conceito de qual técnica contábil?
A) Análise de Balanços.
B) Auditoria Contábil.
C) Avaliação de Empresas.
D) Escrituração.
E) Elaboração das Demonstrações Financeiras
Determinada empresa realizou uma venda no valor de R$ 120.000,00 em Janeiro de 
20X0. Nas condições comerciais previstas na venda, o prazo de pagamento é de 30, 60 
e 90 dias após a data da venda, ou seja, o recebimento ocorrerá em Fevereiro de 
20X0, Março de 20X0 e em Abril de 20X0. Concluída a operação, foi emitida a nota 
fiscal e, posteriormente, verificou -se que o cliente pagou em dia, nos vencimentos 
previstos, ou seja, a empresa recebeu R$ 40.000,00 em Fevereiro de 20X0, R$ 
40.000,00 em Março de 20X0 e R$ 40.000,00 em Abril de 20X0. O contador, ao 
2) 
analisar toda a operação de venda e de recebimento, concluiu que a Receita de 
Vendas deveria ser contabilizada em Janeiro de 20X0 juntamente com as despesas 
relacionadas às receitas.
Diante desta situação identifique qual o item que foi observado da NBC TG 
ESTRUTURA CONCEITUAL – ESTRUTURA CONCEITUAL PARA 
ELABORAÇÃO E DIVULGAÇÃO DE RELATÓRIO CONTÁBIL-FINANCEIRO 
para fundamentar o argumento do contador para realizar o registro contábil.
A) Somente as despesas devem ser reconhecidas na demonstração do resultado com base na 
associação indireta entre elas e os correspondentes itens de receita. Esse processo, 
usualmente chamado de confrontação entre despesas e receitas.
B) As despesas devem ser reconhecidas no ativo e no passivo do resultado com base na 
associação direta entre elas e os correspondentes itens de receita. Esse processo, 
usualmente chamado de confrontação entre despesas e receitas.
C) As despesas devem ser reconhecidas na demonstração do resultado com base no 
pagamento efetuado e na associação direta entre elas e os correspondentes itens de receita. 
Esse processo, usualmente chamado de confrontação entre despesas e receitas.
D) As despesas devem ser reconhecidas na demonstração do resultado com base na 
associação direta entre elas e os correspondentes itens de receita. Esse processo, 
usualmente chamado de confrontação entre despesas e receitas.
E) Somente as despesas devem ser reconhecidas na demonstração do resultado com base no 
pagamento e na associação indireta entre elas e os correspondentes itens de receita. Esse 
processo, usualmente chamado de confrontação entre despesas e receitas.
3) A estrutura conceitual para a elaboração e apresentação das demonstrações 
contábeis prevê premissa subjacente quanto a continuidade. Desta forma 
identifique a afirmação que está correta quanto à premissa subjacente.
A) As demonstrações contábeis eventualmente, podem ser  elaboradas tendo como premissa 
que a entidade está em atividade e irá manter-se em operação por um futuro incerto.
B) As demonstrações contábeis normalmente são elaboradas tendo como premissa que a 
entidade não está temporariamente em atividade e irá manter-se sem  operação por um 
futuro indeterminado.
C) As demonstrações contábeis normalmente são elaboradas tendo como premissa que a 
entidade está em atividade porém  não  irá manter-se em operação por um futuro 
indeterminado.
D) As demonstrações contábeis raramente  são elaboradas tendo como premissa que a 
entidade não está em atividade e irá manter-se sem operação por um futuro indeterminado.
E) As demonstrações contábeis normalmente são elaboradas tendo como premissa que a 
entidade está em atividade e irá manter-se em operação por um futuro indeterminado.
4) A escrituração é uma técnica contábil que  necessita de uma boa definição do que 
queremos controlar, isto é, contas que devem ser registradas  para assim elaborar os 
relatórios contábeis que serão úteis aos usuários das informações para a  tomada de 
decisão. Desta forma identifique a alternativa que define corretamente técnicas 
contábeis:
A) Técnicas são relatórios apresentados de forma resumida e   prática,  utilizados para coletar 
 dados  de forma acumulada nos livros contábeis fundamentado assim a elaboração, análise 
e checagem das demonstrações contábeis.
B) Técnicas são ações que auxiliam de forma eventual e prática a utilização de dados 
 acumulados nos livros contábeis fundamentado assim a elaboração, análise e checagem 
das demonstrações contábeis.
Técnicas são procedimentos práticos  utilizados na coleta de dados  para registrar de forma C) 
acumulada os dados nos livros contábeis fundamentado assim a elaboração, análise e 
checagem das demonstrações contábeis.
D) Técnicas são sugestões de  formatos  práticos  utilizados para coleta de dados  para 
registrar de forma acumulada os dados nos livros contábeis fundamentado assim a 
elaboração, análise e checagem das demonstrações contábeis.
E) Técnicas são procedimentos práticos  e analíticos utilizados eventualmente  na  coleta de 
dados  para reconhecer  de forma acumulada os dados nos livros contábeis fundamentado 
assim a elaboração, análise e checagem das demonstrações contábeis.
5) A revogação das resoluções pertinentes aos princípios contábeis,   visa à unicidade 
conceitual, indispensável para evitar divergências na concepção doutrinária e teórica, 
que poderiam comprometer aspectos formais das Normas Brasileiras de 
Contabilidade (NBCs).
Quanto a revogação das resoluções que