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E-BOOK FUNDAMENTOS DA CONTABILIDADE Princípios fundamentais de contabilidade APRESENTAÇÃO A Contabilidade teve seu início oficialmente na Itália entre os séculos 13 e 14 e se consolidou como ciência em 1494, com a publicação do Tratactus de Computis et Scripturis, um tratado de Frei Luca Pacioli, que relata fatos da contabilidade. A partir daí surge a primeira escola de Contabilidade, dominando o cenário mundial. No Brasil, a Contabilidade veio com a Escola de Comércio Álvares Penteado e, em 1946, com a Escola de Economia e Administração da USP. Com o crescimento dos mercados mundiais, a necessidade de haver registros contábeis aumentou e a contabilidade passou a ter mais importância ainda. Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai estudar os conceitos, terminologias, funções da contabilidade. Vai estudar também quem são os principais usuários da contabilidade e sua importância. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Identificar os conceitos, as terminologias, os princípios fundamentais e as funções da Contabilidade. • Reconhecer os principais usuários da Contabilidade e sua importância.• Aplicar as técnicas de qualidade nas informações das demonstrações contábeis.• DESAFIO A contabilidade passou por atualizações que visaram a padronização internacional. No Brasil estas regras sobre o novo modo de se fazer a contabilidade foi implantado a partir do ano de 2010. Esta implementação precisa ser adotada por todas as empresas e a preparação dos profissionais de contabilidade foi fundamental para isso. As instituições de ensino tiveram fundamental importância para a adoção das normas internacionais. Você é um auditor e foi procurado por uma instituição de ensino para ressaltar a importância da qualidade do ensino no curso de Ciências Contábeis. Descreva quais áreas e funções um profissional de Contabilidade pode exercer e qual a função de cada uma delas. INFOGRÁFICO A finalidade da contabilidade é registrar, mensurar e informar sobre os fatos ocorridos no ambiente financeiro e econômico da empresa. Registra as variações do patrimônio das empresas. A contabilidade é uma ciência que possui métodos, regras e leis que precisam ser seguidos. No Infográfico, você pode ver os métodos adotados na contabilidade. CONTEÚDO DO LIVRO A Contabilidade é uma valiosa fonte de informações para os seus usuários que são caracterizados como usuários internos e externos. Os usuários internos são as pessoas que pertencem à entidade que está gerando as informações e os externos são os investidores, bancos, governo e outros interessados. Mas para que a Contabilidade cumpra seu papel de fornecer informações úteis aos seus usuários os seus procedimentos são norteados por normas emitidas por leis, pelo Conselho Federal de Contabilidade e outros órgãos reguladores. Também para que essas informações tenham utilidade para esses usuários é necessário que elas possuam qualidade, denominadas características qualitativas da informação contábil. No capítulo Princípios fundamentais de contabilidade, da obra Fundamentos de Auditoria Contábil, entenda os conceitos, terminologias, princípios e funções da Contabilidade. Também identifique quem são os principais usuários da informação contábil e como devem ser aplicadas as técnicas de qualidade nas informações das demonstrações contábeis. Boa leitura. FUNDAMENTOS DE AUDITORIA CONTÁBIL OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM > Identificar os conceitos, as terminologias, os princípios fundamentais e as funções da contabilidade. > Reconhecer os principais usuários da contabilidade e sua importância. > Aplicar as técnicas de qualidade nas informações das demonstrações con- tábeis. Introdução A contabilidade é um importante e indispensável instrumento de gestão para todas as pessoas jurídicas, porque fornece informações de natureza econômica, financeira, patrimonial, entre outras. Contudo, nem sempre os usuários da infor- mação contábil têm as mesmas necessidades informacionais, e isso faz com que a contabilidade seja ainda mais útil no processo decisório, pois também produz dados de conteúdo físico, produtividade, desempenho e eficiência. Para que seja possível fornecer todas essas informações, a contabilidade é norteada por normas, procedimentos e terminologias que são de domínio do profissional contábil, que, ao elaborar as demonstrações contábeis, assegura a qualidade da informação contábil no seu âmbito de abrangência. Princípios fundamentais de contabilidade Cleonice Witt Neste capítulo, você vai conhecer o conceito, a importância e os principais usuários da contabilidade, além das áreas e funções do profissional contábil e as técnicas de qualidade nas informações das demonstrações contábeis. Princípios fundamentais da contabilidade A contabilidade está presente no cotidiano de todas as pessoas, porém é obrigatória para as pessoas jurídicas de direito público e privado, com ou sem fins lucrativos, independentemente do seu tipo societário ou porte. A ciência contábil é, portanto, muito abrangente, pois abarca configurações de pessoas jurídicas distintas, de direito público e privado, que têm como função principal auferir lucro ou fim social. Entretanto, a abrangência da contabilidade não decorre apenas do aspecto legal, mas da necessidade informacional das organizações na condução do negócio, visto que o cotidiano exige tomada de decisões, e, nesse caso, os dados são fundamentais como suporte ao processo decisório. No tocante a esse processo, quem o comanda são as pessoas que formam o conjunto dos usuários da informação contábil. Assim, usuários da informação contábil são pessoas físicas ou jurídicas que tenham interesse em conhecer os dados de uma entidade, podendo ser usuários internos, como gerentes, diretores, funcionários, e/ou externos à empresa, como acionistas, instituições financeiras, fornecedores, governo, sindicato, entre outros (MARION, 2018). Geralmente os dados que interessam a esses usuários são os que constam nos relatórios e nas demonstrações contábeis e que englobam principalmente informações econômico-financeiras, como a posição do patrimônio, o valor do capital, montante das despesas e receitas, fluxos de caixa, entre outras. Veja na Figura 1 o fluxo de geração das informações contábeis até o momento em que essas informações são entregues para os usuários interessados nesses dados. Princípios fundamentais de contabilidade2 Figura 1. Fluxo de geração das informações contábeis. Fonte: Marion (2018, p. 5). Conforme a Figura 1, a coleta de dados é o primeiro passo no registro das informações contábeis e se dá por meio de documentos que evidenciam a ocorrência do fato, como, por exemplo, notas fiscais. Na sequência, os fatos são registrados por meio de softwares contábeis, fiscais e gerenciais, nos quais são processados. Após o processamento, os dados são base para a elaboração dos relatórios, como o balanço patrimonial, e utilizados pelos usuários na tomada de decisões como fonte de informações. Nesse contexto, pode-se conceituar contabilidade como o sistema de in- formação que controla o patrimônio de uma entidade (PADOVEZE, 2016). Desse modo, destaca-se que a contabilidade tem como objetivo controlar o patrimônio das entidades, por meio de técnicas, apresentando os seus diversos aspectos e variações. Ao controlar o patrimônio das entidades, a contabilidade é capaz de produzir informações acerca desse patrimônio, tais como a forma que ele está constituído, montante de dívidas e de capital próprio, valores disponíveis em caixa, banco e aplicações financeiras, bens para revenda e/ou produção alocados em estoque, bens próprios em utilização, dentre outros dados. A partir dos elementos produzidos pela contabilidade é possível calcular índices que possibilitam avaliar a situação econômico-financeira da entidade. Essa análise é muito utilizada pelos gestores para verificarnormatizavam os princípios contábeis é correto afirmar que: A) Revogar estas Resoluções significa que os Princípios de Contabilidade estão em desuso e sua aplicação deve ser avaliada pelo contador. B) Revogar estas Resoluções não significa que os Princípios de Contabilidade estejam sendo aplicados pelo contador na escrituração contábil. C) Revogar estas Resoluções significa que os Princípios de Contabilidade estão extintos e devem ser considerados na escrituração contábil D) Revogar estas Resoluções significa que os Princípios de Contabilidade não serão considerados na escrituração contábil, exceto em situações especiais. Revogar estas Resoluções não significa que os Princípios de Contabilidade estejam em E) extinção e sua aplicação não deva ser observada na escrituração contábil. NA PRÁTICA A maioria das pessoas tem muitas dúvidas antes de abrir um negócio próprio. Em muitos casos os futuros empreendedores tem vasta visão sobre como funciona o mercado e como elaborar ou vender seu produto, mas se sentem perdidos quando o assunto é administrar os dividendos e lucros da empresa. Veja a seguir a história de Ana e Joana e de como elas resolveram suas dúvidas sobre os detalhes contábeis da empresa quando decidiram abrir um salão de beleza em sociedade: SAIBA MAIS Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: NBC TG – GERAL – Normas completas Inclui a NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL - Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! Revogação da Resolução no 750/1993: contexto e considerações Detalhes acerca da Revogação da Resolução no 750/1993. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! Partidas Dobradas: processo de contabilização, lançamentos contábeis, métodos e processo APRESENTAÇÃO Nesta Unidade de Aprendizagem veremos a essência da Contabilidade, ou seja, o método universalmente aceito para se registrar as transações ocorridas nas entidades. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Reconhecer o equilíbrio contábil a ser mantido nas operações.• Explicar o Método das partidas dobradas.• Analisar a dinâmica contábil e a Equação fundamental de contabilidade.• DESAFIO O executivo de uma empresa estava estudando os demonstrativos e indicadores de performance para apresentação aos acionistas.Em todos os vários gráficos e planilhas, ele tinha o amplo domínio dos números apresentados. Entretanto, ele tinha ciência que deveria utilizá-los como apoio, pois os acionistas davam importância realmente às demonstrações financeiras, principalmente ao Balanço Patrimonial e à Demonstração de Resultados do Exercício. Dessa forma, ele não conseguia estruturar a sua apresentação, porque não conseguia entender como o Balanço e a Demonstração de resultados do exercício asseguravam a exatidão da situação patrimonial da empresa. Assim ele convocou o responsável pela controladoria e perguntou como poderia provar aos acionistas a confiabilidade da contabilidade para determinar a evolução patrimonial. Imagine que você seja o responsável pela controladoria. O que você responderia ao executivo? INFOGRÁFICO Conforme se pode ver no infográfico, as contas de Ativo, são representadas por débitos, as contas de Passivo e Patrimônio líquido são representadas por créditos, Custos e despesas, por débitos, e Receitas, por créditos. CONTEÚDO DO LIVRO Acompanhe, da melhor forma, o conteúdo, estudando o tópico Partidas dobradas: processo de contabilização, lançamentos contábeis, métodos e processo. Regime de caixa e decompetência. Boa leitura. Fundamentos de Contabilidade Vicente Eustáquio Mascarenhas MASCARENHAS, Vicente Eustáquio. Fundamentos de Contabilidade. 1ª ed. – Cursos de graduação. 177p. Bibliografia 1. Contabilidade 2. Contabilidade Geral 3. Título Todos os direitos em relação ao design deste material didático são reservados à SAGAH. Todos os direitos quanto ao conteúdo deste material didático são reservados ao autor. Todos os direitos de Copyright deste material didático são reservados à SAGAH. Fundamentos de Contabilidade 106 UNIDADE 3 MÓDULO 03 viveu na Europa, durante a Idade Média. Segundo historiadores, Lucca Faccioli teria aprendido este método com povos do oriente, com quem teve contato. As partidas dobradas são simples, como escrito acima cada crédito corresponderá a um débito, ambos com o mesmo valor. Débito e crédito se opõem, é como se estivéssemos retirando recursos de uma conta, os repassando a outra. Vamos exemplificar: suponhamos que uma empresa possua $ 1000 em caixa. A primeira transação que a empresa fará é a compra de um microcomputador, avaliado em $ 500. No ato da compra, o sistema contábil da empresa registrará desta forma: D - Equipamentos de informática - microcomputador C - Bancos Conta de Movimento 500,00 Agora a empresa não mais possui os $ 1000 em caixa. No entanto, seu patrimônio total continua sendo de $ 1000 – não estamos aqui considerando a depreciação –, porque possui $ 500 em caixa e um microcomputador avaliado em $ 500. Partidas dobradas: processo de contabilização, lançamentos contábeis, métodos e processo. Regime de caixa e de competência Método das Partidas Dobradas A essência do método, universalmente aceita, é que o registro de qualquer operação implica que um débito numa ou mais contas deve corresponder a um crédito equivalente em uma ou mais contas, de forma que a soma dos valores debitados seja sempre igual à soma dos valores creditados. “Não há débito(s) sem créditos (s) correspondente (s).” O princípio básico da Contabilidade é manter o equilíbrio entre as contas contábeis: cada valor de débito corresponde a um mesmo valor de crédito. O método das partidas dobradas foi criado por Lucca Faccioli, um monge que 107UNIDADE 3 Escrituração Contábil A escrituração contábil deverá ser mantida em registros permanentes, em idioma e moeda corrente nacionais, em forma mercantil. Devem ser observados os métodos e critérios contábeis uniformes no tempo, com obediência às disposições legais pertinentes e aos princípios de Contabilidade geralmente aceitos (Princípios Fundamentais da Contabilidade). As mutações patrimoniais serão registradas segundo o regime de competência. Os registros devem ser feitos com individualização e clareza, por ordem cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em branco, nem entrelinhas, borraduras, rasuras, emendas ou transporte para as margens. Os erros cometidos serão corrigidos por meio de lançamento de estorno. A individualização da escrituração compreende, como elemento integrante, a consignação expressa, no lançamento das características principais dos documentos ou papéis que lhe deram origem. Na escrituração comercial é admitido o uso de códigos de números ou de abreviaturas, desde que este conste de livro próprio, revestidos das formalidades a que estão sujeitos os livros comerciais. Regras básicas 1. Iniciar a escrituração do evento contábil com local, data e ano, 2. Sempre na ordem: primeiro a conta de débito e depois a conta de crédito 3. A conta de crédito sempre precedida de “A”, indicando ser “A” algum crédito. 4. O histórico deve se restringir às informações necessárias à correta interpretação do lançamento contábil, sendo resumido e ao mesmo tempo informativo. Exemplos Simplificados de Escrituração SUBSCRIÇÃO DE CAPITAL SOCIAL Constituição da empresa Nacional Kid Ltda., conforme contrato social no. 000323, registrado na Junta Comercial do Estado de Minas Gerais, no valor de Acesse o link: http://goo.gl/hBJ8Yt Para saber mais: Fundamentos de Contabilidade 108 UNIDADE 3 R$ 100.000,00 (cem mil reais) divididos em 100 quotasde capital no valor de R$ 1.000,00 (um mil reais) cada, sendo subscrito integralmente pelos sócios Antônio Figueira, José Mamão, Paulo Castanheira e Gustavo Mangueira, em partes iguais em 10/09/xx. INTEGRALIZAÇÃO DE CAPITAL EM DINHEIRO Integralização do capital social da empresa Nacional Kid Ltda., pelos sócios Antônio Figueira, José Mamão, Paulo Castanheira e Gustavo Mangueira, R$ 25.000,00 cada em dinheiro, comprovado por ficha de caixa em 12/09/xx ADIANTAMENTO A FORNECEDORES Nossa empresa efetuou um adiantamento à Comercial A BC Ltda. em cheques correspondente a 20% do valor do pedido de mercadorias para revenda. A entrega da mercadoria se dará em 40 dias contados a partir da data do pedido. HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO Pedro Leopoldo, 10 de Setembro de xx Capital a Integralizar 100.000,00 A Capital Social 100.000,00 Pela subscrição do capital social da Empresa Nacional Kid Ltda., pelos sócios Antônio Figueira, José Mamão, Paulo Castanheira e Gustavo Mangueira, em partes iguais, conforme contrato social no. 000323, registrado na Junta Comercial do Estado de Minas Gerais. HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO Pedro Leopoldo, 10 de Setembro de xx Caixa 100.000,00 A Capital Social a integralizar 100.000,00 Pela integralização do capital social da Empresa Nacional Kid Ltda., pelos sócios Antônio Figueira, José Mamão, Paulo Castanheira e Gustavo Mangueira, em partes iguais, em dinheiro conforme ficha de caixa. 109UNIDADE 3 Valor do pedido – R$ 4.000,00 em 1º/08/xx AQUISIÇÃO DE MERCADORIA Aquisição de mercadora no valor de R$1.000.000,00 com ICMS de 18%, a prazo. HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO Pedro Leopoldo, 10 de Setembro de xx Mercadorias 4.000,00 A Fornecedores - Comercial ABC 4000 Pela aquisição de mercadorias por meio da nota fiscal no.0015 de Comercial ABC 800,00Fornecedores – Comercial ABC 800 A Adiantamento a fornecedores – Comercial ABC Pela transferência do saldo do adiantamento realizado em 01/08 a Comercial ABC HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO Pedro Leopoldo, 01 de Agosto de xx Adiantamento a fornecedores – Comercial ABC 800 A Bancos 800 Pelo adiantamento realizado a Comercial ABC, conforme recibo QUANDO DO RECEBIMENTO DA MERCADORIA09/09/xx Valor 4.000,00 Nota fiscal – 0015 Prazo para pagamento – 30 dias LANÇAMENTO DÉBITO CRÉDITO Estoques 820.000 ICMS a recuperar 180.000 A fornecedores 1.000.000 Fundamentos de Contabilidade 110 UNIDADE 3 Obs.: A aquisição das mercadorias poderá ser realizada de outra forma, assim muda-se a conta de crédito, como os exemplos a seguir: À vista em dinheiro – Crédito – Caixa À vista em cheque – Crédito – Bancos VENDA DE MERCADORIA À VISTA Venda de todo o estoque à vista em cheques no valor de R$ 3.000.000,00, com ICMS de 18%, Cofins de 3%. Obs.: A venda de mercadorias poderá ser realizada de outra forma, assim muda-se a conta de débito no primeiro lançamento, como os exemplos a seguir: À vista em dinheiro – Débito – Caixa À vista em cheque – Débito- Bancos A prazo –Débito - Clientes LANÇAMENTO DÉBITO CRÉDITO Bancos 3.000.000 À Receita Bruta de Vendas 3.000.000 ICMS Incidente sobre Vendas 540.000 A ICMS a Pagar 540.000 Cofins Incidente sobre Vendas 90.000 À Cofins a Pagar 90.000 Custo de Mercadoria Vendida 820.000 A Estoque 820.000 111UNIDADE 3 EMPRÉSTIMOS BANCÁRIOS Admitindo-se que nossa empresa tenha contratado uma operação de empréstimo com o Banco de Londres, contrato no. 137.518, no valor de R$ 110.000,00, com crédito em conta corrente, pelo prazo de 12 meses com carência de seis meses, com juros mensais de 5% em1º/08/xx. CONTABILIZAÇÃO DOS JUROS EMPRÉSTIMOS HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO Pedro Leopoldo, 10 de Setembro de xx Bancos Conta Movimento 110.000,00 A Empréstimos/Financiamentos - Banco de Londres 110.000,00 Pela contratação de empréstimo junto ao Banco de Londres contrato nº 137.518 HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO Pedro Leopoldo, 07 de Setembro de xx Despesas Financeiras 5.500,00 A Empréstimos/Financiamentos - Banco de Londres 5.500,00 Pela contabilização dos juros mensais conforme contrato nº 137.518 Fundamentos de Contabilidade 112 UNIDADE 3 AQUISIÇÃO DE MERCADORIAS À VISTA EM CHEQUES Aquisição de mercadorias no valor de R$ 600.000,00 por meio da nota fiscal no. 132976 de Comercial Chatão Ltda. à vista com pagamento em cheque n o. 980777 em 13/11/ xx. PROVISIONAMENTO DE FOLHA DE PAGAMENTO Provisionamento da folha de pagamento do mês de Abril/xx no valor de R$ 100.000, 00 conforme mapa de apropriação emitido pelo Departamento Pessoal em 30 /04/xx, com INSS dos funcionários no valor de 8.000 (podendo ter alíquotas de 7,5%, 9%, 12% ou 14% conforme faixa salarial do empregado), INSS da empresa de 20% e FGTS da empresa de 8%. HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO Pedro Leopoldo, 13 de novembro de xx Estoques 600.000,00 A Bancos Conta Movimento 600.000,00 Pela aquisição de mercadorias por meio de nota fiscal nº 132.976 de Comercial Chatão Ltda, ã vista, com pagamento em cheque nº. 980.777 HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO Pedro Leopoldo, 30 de abril de xx Despesa com salário 100.000 A Salários a pagar 92.000 A INSS a pagar 8.000 Despesa de INSS 20.000 A INSS a pagar 20.000 Despesa de FGTS 9.000 A FGTS a pagar 9.000 Pelo provisionamento da folha de pagamento do mês de abril/xx, conforme mapa de apropriação emitido pelo departamento Pessoal. 113UNIDADE 3 PAGAMENTO DE INSS PROVISIONADO Pagamento de INSS provisionado em cheques DEPÓSITO EM CONTA CORRENTE DA EMPRESA Depósito de R$15.000,00 na conta corrente da empresa com recursos oriundos do caixa. RECEBIMENTO DE DUPLICATAS Recebimento de duplicatas diversas no valor de R$250.000,00 em cheques HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO Pedro Leopoldo, 30 de abril de xx INSS a pagar(somatório INSS a pagar do lançamento anterior) 28.000 A Bancos 29.000 Pagamento do INSS referente ao mês de mês de abril/xx, conforme mapa de apropriação emitido pelo departamento Pessoal. HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO Bancos 15.000 A Caixa 15.000 Depósito na conta corrente com recursos oriundos do Caixa.. HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO Bancos 250.000 A Clientes 250.000 Recebimento de duplicatas diversas. Fundamentos de Contabilidade 114 UNIDADE 3 REALIZAÇÃO DE APLICAÇÃO FINANCEIRA Realização de aplicação financeira no valor de R$350.000,00, com recursos de conta corrente. HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO Aplicação Financeira 350.000 A Bancos 350.000 Realização de aplicação financeira com recursos de conta corrente da empresa. REGIME DE CAIXA E COMPETÊNCIA Para se conhecer o resultado de um exercício é preciso confrontar o total das despesas com o total das receitas correspondentes ao respectivo exercício. É o regime contábil a ser adotado que definirá que despesas e receitas deverão ser consideradas na apuração do resultado do respectivo exercício. Assim, são dois os regimes contábeis conhecidos que disciplinam a apuração do Resultado do Exercício: Regime de Caixa e Regime de Competência. REGIME DE COMPETÊNCIA O registro do documento se dá na data do fato gerador (ou seja, na data do documento, não importando quando vou pagar ou receber). A Contabilidade se utiliza do Regime de Competência, ou seja, são contabilizados como Receita ou Despesa, os valores dentro do mês de Competência (quando gerados), na data onde ocorreu o fato Gerador, na data da realização do serviço, material, da venda, do desconto, não importando para a Contabilidade quando vou pagar ou receber, mas sim quando foi realizado o ato. 115UNIDADE 3 Regime de Competência Resultado do Exercício Despesas Receitas Despesas Receitas 2)Salários e Encargos 29.000,00 5) Aluguéis 4.500,00 3) Salários e Encargos 4.000,00 6) Alugueis 700,00 9)Impostos e Contribuições 11.000,00 11)Serviços Prestados 53.000,00 10) Imp. E Contribuições 900,00 12) Serv. Prestados 14.000,00 13) Seguros 1.200,00 TOTAL: 46.000,00 TOTAL: 72.200,00 Resultado = lucro deR$ 26.200,00. REGIME DE CAIXA Diferente do regime de competência o Regime de Caixa, considera o registro dos documentos quando estes foram pagos, liquidados, ou recebidos, como se fosse uma conta bancária. Porém, para se medir os resultados de uma companhia, recomendo que se utilize do Regime de Competência, onde além de se considerar as vendas efetuadas, as despesas realizadas, também considera-se a depreciação, que no Regime de Caixa não se considera. E talvez a depreciação do bens parece não ser importante, mas é, uma vez que no futuro você precisará repor esse bem, por isso há necessidade de averiguar se o que você ganha hoje, o seu lucro, cobre também essa depreciação. Pode-se observar como o regime Contábil influencia no Resultado do Exercício. Nesse caso, o resultado apurado pelo Regime de Competência apresentou lucro maior que o apurado pelo Regime de Caixa. É evidente que isso não é regra geral: dependendo das operações, o resultado poderá ser maior ou menor, independentemente do regime utilizado. No Brasil, as entidades com fins econômico devem apurar seus resultados pelo Regime de Competência, enquanto a adoção do Regime de Caixa é mais comum nas entidades sem fins lucrativos. Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual da Instituição, você encontra a obra na íntegra. DICA DO PROFESSOR Vocês verão a seguir uma explicação sobre o Método das Partidas Dobradas, que é um dos pilares da Contabilidade e de sua forma de registro das operações das empresas. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! EXERCÍCIOS 1) A empresa Furacão S.A. recebeu, no pagamento de duplicatas que estavam no seu Contas a receber, o valor de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) em dinheiro. Diante dos dados apresentados, responda: Qual é o lançamento CORRETO para a Contabilidade registrar esta operação? Fique atento: as questões de 1 a 5, devem ser solucionadas levando-se em consideração o Método das partidas dobradas e a Equação fundamental da contabilidade. A) Débito – Contas a Receber – R$ 200.000,00 a Crédito de Caixa – R$ 200.000,00. B) Débito – Caixa – R$ 200.000,00 a Crédito de Receita Bruta de Vendas – R$ 200.0000,00. C) Débito – Caixa – R$ 200.000,00 a Crédito de Contas a Receber – R$ 200.000,00. D) Débito – Receita Bruta de Vendas de R$ 200.000,00 a Crédito de Caixa – R$ 200.000,00. E) Débito – Estoques – R$ 200.000,00 a Crédito de Contas a Receber – R$ 200.000,00. Determinada empresa realizou um pagamento ao seu fornecedor de mercadorias, referente a compras realizadas no mês anterior, e que ele havia recebido prazo para 2) pagar de um mês, no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais) em dinheiro. Considerando-se os dados apresentados, responda: Qual é o lançamento CORRETO para Contabilidade registrar esta operação? A) Débito de Estoques – R$ 100.000,00 e Crédito de Caixa – R$ 100.000,00. B) Débito de Contas a Pagar – R$ 100.000,00 e Crédito de Estoques – R$ 100.000,00. C) Débito de Contas a Pagar – R$ 100.000,00 e Crédito de Contas a Receber – R$ 100.000,00. D) Débito de Custo de Mercadorias Vendidas – R$ 100.000,00 e Crédito de Caixa – R$ 100.000,00. E) Débito de Contas a Pagar – R$ 100.000,00 e Crédito de Caixa – R$ 100.000,00. 3) A empresa Nova Ltda., com os recursos do seu caixa, adquiriu, à vista (em dinheiro), novos móveis e utensílios para seu escritório, no valor de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais). Levando em conta os dados expostos, responda: Qual é o lançamento CORRETO para contabilidade registrar essa operação? A) Débito de Móveis e Utensílios – R$ 80.000,00 e Crédito de Fornecedores – R$ 80.000,00. B) Débito de Móveis e Utensílios – R$ 80.000,00 e Crédito de Caixa – R$ 80.000,00. C) Débito de Caixa – R$ 80.000,00 e Crédito de Móveis e Utensílios – R$ 80.000,00. D) Débito de Móveis e Utensílios – R$ 80.000,00 e Crédito de Estoques – R$ 80.000,00. E) Débito de Móveis e Utensílios – R$ 80.000,00 e Crédito de Capital Social – R$ 80.000,00. 4) A Cia do Óleo Ltda. adquiriu, junto ao seu fornecedor, o valor de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) em produtos para revender, com prazo de pagamento de 30, 60 e 90 dias. Diante dos dados apresentados, responda: Qual é o lançamento CORRETO para a Contabilidade registrar esta operação? A) Débito – Custo de Mercadoria Vendida – R$ 300.000,00 e Crédito de Contas a Pagar (Fornecedores) – R$ 300.000,00. B) Débito – Estoques – R$ 300.000,00 e Crédito de Caixa – R$ 300.000,00. C) Débito – Contas a Pagar (Fornecedores) – R$ 300.000,00 e Crédito de Estoques – R$ 300.000,00. D) Débito – Estoques – R$ 300.000,00 e Crédito de Contas a Pagar (Fornecedores) – R$ 300.000,00. E) Débito – Caixa – R$ 300.000,00 e Crédito – Contas a Pagar (Fornecedores) – R$ 300.000,00. 5) A Floricultura Rosa S.A. realizou a venda de 12 dúzias de arranjos florais para o seu principal cliente, no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) em dinheiro. Frente aos dados apresentados, responda: Qual é o lançamento CORRETO para a Contabilidade registrar esta operação? A) Débito de Caixa – R$ 5.000,00 e Crédito de Receita Bruta de Vendas – R$ 5.000,00. B) Débito de Estoques – R$ 5.000,00 e Crédito de Receita Bruta de Vendas – R$ 5.000,00. C) Débito de Custo de Mercadoria Vendida – R$ 5.000,00 e Crédito de Receita Bruta de Vendas – R$ 5.000,00. D) Débito de Receita Bruta de Vendas – R$ 5.000,00 e Crédito de Estoques – R$ 5.000,00. E) Débito de Caixa – R$ 5.000,00 e Crédito de Estoques – R$ 5.000,00. NA PRÁTICA O método das partidas dobradas, embora tenha sido descrito pela primeira vez em 1494, é um dos pilares da Contabilidade. SAIBA MAIS Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: História da contabilidade Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! Prática de Escrituração Contábil APRESENTAÇÃO Nesta Unidade de Aprendizagem você vai estudar a prática da escrituração contábil, identificando os lançamentos ocorridos no livro diário e demonstrando suas fases, tais como registro inicial da Receita e Despesa e sua previsão, fixação da despesa, construção dos lançamentos das contas de controle, patrimonial e orçamentária e registros sobre a inscrição de restos a pagar com lançamentos contendo seus razonetes para sustentabilizar os lançamentos de débito e crédito do livro diário. Visando a facilitar o entendimento e o desenvolvimento dos trabalhos, vamos utilizar a codificação do Plano de Contas reduzido. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Aplicar as técnicas de escrituração no livro diário inerente à contabilidade pública.• Reconhecer os procedimentos realizados para registro dos atos e fatos decorrentes e/ou independentes. • Interpretar os registros efetuados na contabilidade pública.• DESAFIO Veja uma situação de leilão de um imóvel público e seus lançamentos contábeis. O município de São João do Vale recebeu, por meio de uma ação judicial, o direito a uma dívida de morador, o qual, sem condições financeiras para pagar, quitou no formato da entrega da escritura de um imóvel. O município, não vendo interesse no imóvel, prefere converter esse recebimento em caixa para a cidade. Sendo assim, o setor de licitação recebe a incumbência de operacionalizar a abertura da licitação para efetivar a negociação do imóvel. Para este desafio, você deverá apresentar seus conhecimentos relativos à prática de escrituração contábil. INFOGRÁFICO Quando um município recebe uma doação, existe um procedimento específico para o seu registro no sistema contábil. Veja no infográfico as ações realizadas. CONTEÚDO DO LIVRO A escrituração contábil ocorre em duas situações: na escrituração do livro diário e do livro- razão. Essas informações registradas são os lançamentos ocorridos no ente público,como recebimento de impostos e taxas, ou ainda, pagamentos, como o de fornecedores (efetivados no decorrer do ano calendário). No capítulo Prática de escrituração contábil, do livro Contabilidade governamental, você verá detalhamente como funcionam os lançamentos. Boa leitura. CONTABILIDADE GOVERNAMENTAL Reynaldo Bueno Prianti Neto Pablo Rojas Coordenador P945c Prianti Neto, Reynaldo Bueno. Contabilidade governamental [recurso eletrônico] / Reynaldo Bueno Prianti Neto; coordenação: Pablo Rojas. – Porto Alegre : SAGAH, 2016. Editado como livro impresso em 2016. ISBN 978-85-69726-17-3 1. Contabilidade. 2. Controladoria – Governo. I. Título. CDU 657 Catalogação na publicação: Poliana Sanchez de Araujo – CRB 10/2094 © SAGAH EDUCAÇÃO S.A., 2016 Colaboraram nesta edição: Coordenador técnico: Pablo Rojas Capa e projeto gráfico: Equipe SAGAH Imagem da capa: Shutterstock Editoração: Kaka Silocchi Reservados todos os direitos de publicação à SAGAH EDUCAÇÃO S.A., uma empresa do GRUPO A EDUCAÇÃO S.A Av. Jerônimo de Ornelas, 670 - Santana 90040-340 - Porto Alegre, RS Fone: (51) 3027-7000 Fax: (51) 3027-7070 É proibida a duplicação deste volume, no todo ou em parte, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônicos, mecânicos, gravação, fotocópia, distribuição na Web e outros), sem permissão expressa da empresa. 80 INTRODUÇÃO O registro dos atos e fatos que demandam ou possam demandar modificações no Patrimônio das Instituições, é processado por meio de lançamentos nos Subsistemas de Informações de Natureza Patrimonial, Orçamentária, Custos e Controle. Abordamos todos os aspectos e procedimentos pertinentes aos lançamentos de registros dos atos e fatos decorrentes das ações e serviços públicos, seja na esfera Federal, Estadual ou Municipal. Os registros devem iniciar a partir do primeiro dia útil de cada exercício e observar o método das partidas dobradas que estabelece o equilíbrio do patrimônio, em que cada débito enseja um ou mais créditos correspondentes de igual valor. Os lançamentos de registro são realizados contemplando todos os atos e fatos efetuados pelos órgãos e entidades da Administração Pública, sejam eles decorrentes ou independentes da execução orçamentária. Visando facilitar o entendimento e desenvolvimento dos trabalhos, vamos utilizar a codificação do Plano de Contas reduzido. OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM Ao final desta unidade você deve apresentar os seguintes aprendizados: • Aplicar as técnicas de escrituração no livro diário inerente à Contabilidade Pública; • Consolidar conhecimentos acerca dos procedimentos realizados para registro dos atos e fatos decorrentes e/ou independentes; • Analisar e interpretar os registros efetuados na Contabilidade Pública. 81 CONCEITO A escrituração contábil ocorre em duas situações na escrituração do livro diário e do livro razão. Estas informações registradas são os lançamentos ocorridos no ente público, motivado pelas ações, como recebimento de impostos, taxas, entre outras ou pagamentos como fornecedores efetivados no decorrer do ano calendário. ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL NO LIVRO DIÁRIO O Ministério da Fazenda, através da Portaria n.º 753, de 21 de dezembro de 2012, que alterou a Portaria n.º 828, de 14 de dezembro de 2011, determina que as novas regras inseridas pelo Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público, aprovado em sua 5ª Edição, pela Portaria STN n.º 437, de 12 de julho de 2012 e pela Portaria STN/SOF n.º 2, de 13 de julho de 2012, serão aplicadas facultativamente durante o exercício de 2012. Porém, será obrigatória, para todos os Entes da Federação, a partir de 2013, e ou, gradualmente até 2014. A Secretaria do Tesouro Nacional, através da Portaria STN n.º 438, de 12 de julho de 2012, define que as mesmas regras serão obrigatórias a partir do exercício de 2014. Por conta dessa determinação para registros dos fatos e elaboração das Demonstrações Contábeis, em nossos estudos, utilizaremos a estrutura do novo Plano de Contas e das Demonstrações Contábeis Aplicadas ao Setor Público. Estes Lançamentos apresentados a seguir serão base também para montagem das Demonstrações Contábeis das próximas unidades de estudo. Previsão da Receita Exemplo da previsão da receita Receitas Correntes IPTU...................................................................... R$ 480.000,00 ISS.......................................................................... R$ 170.000,00 R. Serviços Hospitalares.................................. R$ 150.000,00 Receitas de Capital Operação de crédito interna ......................... R$ 400.000,00 R$ 800.000,00 R$ 400.000,00 Quadro 1 – Fonte: elaboração Autor 2015 2.2 82 Fixação da Despesa Exemplo de Fixação da Despesa. Despesas Correntes.................R$ 800.000,00 Despesas de Capital.................R$ 400.000,00 Quadro 2 - Fonte elaboração Autor 2015 Após estas operações, durante o exercício, são realizados os seguintes lançamentos: Arrecadação da Receita Simulação de arrecadação da Receita. Receitas Tributárias IPTU ISS Receita de Serv. Hospitalares Operação de crédito interna R$ 480.000,00 R$ 190.000,00 R$ 125.000,00 R$ 390.000,00 Quadro 3 - Fonte elaboração Autor 2015 REGISTRO INICIAL DA RECEITA E DESPESA ORÇAMENTÁRIA: PREVISÃO DA RECEITA Destacando na LOA – Lei Orçamentária Anual - os seguintes valores e observando o lançamento da Previsão da Receita na Contabilidade, já visto anteriormente, o lançamento terá o seguinte formato. 1º Lançamento – INO – “Inicial Orçamentário” D C C D/C 5.2.1.1.0.00.00 6.2.1.1.1.00.00 6.2.1.1.2.00.00 CÓDIGO 1.200.000,00 800.000,00 400.000,00 VALOR Previsão Inicial da Receita Receita a Realizar Corrente Receita a Realizar de Capital TÍTULO DA CONTA Quadro 1- Fonte elaboração Autor 2015 83 Fixação da Despesa Ao fazer a previsão das receitas, deve-se também observar o lançamento de registro da Fixação / Autorização das Despesas, respeitando as diretrizes estabelecidas na LOA. A seguir, exemplo do lançamento na Contabilidade. Lançamento 2: INO D C C D/C 5.2.2.1.0.00.00 6.2.2.1.1.01.00 6.2.2.1.1.02.00 CÓDIGO 1.200.000,00 800.000,00 400.000,00 VALOR Crédito inicial despesa (dotação inicial) Crédito Disponível Corrente Crédito Disponível Capital TÍTULO DA CONTA Quadro 2 – Fonte: elaboração Autor 2015 Tanto na efetivação da receita como na fixação da despesa, temos o valor de R$ 1.200.000,00 comprovando efetivamente a contrapartida a débito e a crédito, e quando somadas, atingem os mesmos R$ 1.200.000,00, comprovando efetivamente o método das partidas dobradas. Analisando melhor estes lançamentos, verifica-se o registro destes dois lançamentos, como subsistema de informação de natureza orçamentária, sendo que o total da receita é o mesmo que o da despesa, obedecendo ao princípio do equilíbrio orçamentário público. Nesta situação exemplificada, podemos verificar um equilíbrio orçamentário na contratação de uma operação de crédito. Neste mecanismo os governos procuram esconder o déficit, pois este órgão precisa de recursos além dos arrecadados para cobrir suas despesas. Importante atentar para a Constituição Federal de 1.988, que no seu artigo 167, inciso III, veta a “realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital”. Desta forma inibe a realização de financiamento por operação de crédito para custear os gastos correntes dos entes públicos para arrolarem suas dívidas e as despesas com investimentos. Estas ações foram reforçadas pela LRF – Lei de Responsabilidade Fiscal, no artigo 12º, parágrafo 2º, que estabelece “[...] o montante previsto para as receitas de operação de crédito não poderá ser superior ao das despesas de capital constantes do projeto de lei orçamentária”. 84 O reconhecimento do direito de receber os créditos tributários, pois considerando que, entre os dias 2 e 5 de janeiro de 2015, o ente público distribuiu os carnês, podemos afirmarque ocorre o fato gerador neste momento, onde podemos com isto reconhecer os direitos de receber futuramente tais valores, sem abandonar o enfoque orçamentário conforme o seguinte lançamento. Lançamento 3: INP “Inicial Patrimonial” D C C D/C 1.1.1.2.1.00.00 4.1.1.2.0.00.00 4.1.1.3.0.00.00 CÓDIGO 650.000,00 480.000,00 170.000,00 VALOR Crédito Tributário a Receber (P) VPA-Imposto Sobre a Propriedade Territorial Urbana - IPTU VPA – Imposto Sobre Serviços TÍTULO DA CONTA Fonte: elaboração Autor 2015 Neste lançamento estamos reconhecendo contabilmente o aumento do patrimônio, por meio de variação patrimonial aumentativa. Arrecadação receita – após fato gerador – enfoque patrimonial Lançamento 4: INP “Inicial Patrimonial” D C C D/C 1.1.1.1.0.00.00 4.1.1.3.0.00.00 1.1.1.2.1.00.00 CÓDIGO 670.000,00 20.000,00 650.000,00 VALOR Caixa e equivalente de caixa em moeda nacional (F) VPA – Imposto Sobre Serviços - ISS Crédito Tributário a Receber (P) TÍTULO DA CONTA Fonte: elaboração Autor 2015 85 Arrecadação da Receita – subsistema informações de natureza orçamentária. Lançamento 5: INO “Inicial Orçamentária” D C D/C 6.2.1.1.1.00.00 6.2.1.2.1.00.00 CÓDIGO 670.000,00 670.000,00 VALOR Receita a Realizar Corrente Receita Realizada Corrente TÍTULO DA CONTA Fonte elaboração Autor 2015 Registro do controle das disponibilidades e destinação de recursos. Lançamento 6: INC “Inicial Controle” D C D/C 7.2.1.1.0.00.00 8.2.1.1.0.00.00 CÓDIGO 670.000,00 670.000,00 VALOR Controle da disponibilidade de recursos Execução da disponibilidade de recursos – Disp. por destinação de recursos TÍTULO DA CONTA Fonte elaboração Autor 2015 Para evitar as repetições de lançamentos, registraremos a arrecadação, relativo aos meses de janeiro a dezembro, em lançamento único. Lançamento 7: INP “Inicial Patrimonial” D C D/C 1.1.1.1.0.00.00 4.3.3.1.0.00.00 CÓDIGO 125.000,00 125.000,00 VALOR Caixa e equivalente de caixa em moeda nacional (F) VPA – Receita da prestação de serviços Hospitalares – valor bruto TÍTULO DA CONTA Fonte elaboração Autor 2015 86 Lançamento 8: INO “Inicial Orçamentária” D C D/C 6.2.1.1.1.00.00 6.2.1.2.1.00.00 CÓDIGO 125.000,00 125.000,00 VALOR Receita a Realizar Corrente Receita Realizada Corrente TÍTULO DA CONTA Fonte elaboração Autor 2015 Lançamento 9: INC “Inicial Controle” D C D/C 7.2.1.1.0.00.00 CÓDIGO 125.000,00 VALOR Controle da disponibilidade de recursos TÍTULO DA CONTA 8.2.1.1.0.00.00 125.000,00Execução da disponibilidade de recursos – Disp. por destinação de recursos Fonte elaboração Autor 2015 Verificando a arrecadação das receitas, percebe-se houve a contratação de créditos internos, financiamento junto ao BNDES, no valor de R$ 180.000,00, com juros pré-fixados de 1,5% ao mês, com carência de seis meses para pagamento da 1º parcela em 31 de outubro de 2015. Amortizar oito parcelas no exercício, sendo que estas parcelas devem ser classificadas no curto prazo e as demais no longo prazo. • R$ 3900.000,00 / 60 = R$ 6.500,00 • R$ 6.500,00 * 8 = R$ 52.000,00 no curto prazo • R$ 6.500,00 * 52 = R$ 338.000,00 no longo prazo 87 Lançamento na contábil com valor integralmente depositado na conta. Lançamento 10: INP “Inicial Patrimonial” D C C D/C 1.1.1.1.0.00.00 2.1.4.1.0.00.00 2.1.4.1.1.00.00 CÓDIGO 390.000,00 52.000,00 338.000,00 VALOR Cx e equiv. de Cx em moeda nacional (F) Financiamentos de Curto Prazo (P) Financiamentos de Longo Prazo (P) TÍTULO DA CONTA Fonte: elaboração Autor 2015 Neste lançamento, não há o aumento do patrimônio líquido, mesmo tendo uma variação patrimonial qualitativa, devido sua entrada de caixa, porque esta receita está relacionada com o registro da obrigação a pagar, advinda do empréstimo. Arrecadação da receita – subsistema informações de natureza orçamentária. Lançamento 11: INO “Inicial Orçamentária” D C D/C 6.2.1.1.2.00.00 6.2.1.2.2.00.00 CÓDIGO 390.000,00 390.000,00 VALOR Receita a Realizar Capital Receita Realizada de Capital TÍTULO DA CONTA Fonte: elaboração Autor 2015 Registro do controle das disponibilidades e destinação de recursos Lançamento 12: INC “Inicial Controle” D C D/C 7.2.1.1.0.00.00 CÓDIGO 390.000,00 VALOR Controle da disponibilidade de recursos TÍTULO DA CONTA 8.2.1.1.0.00.00 390.000,00Execução da disponibilidade de recursos – Disp. por destinação de recursos Fonte: elaboração Autor 2015 88 Execução da Despesa Orçamentária. Para melhor entendimento, realizaremos os procedimentos por fato destacado, realizando todos os lançamentos, desde o Empenho até o efetivo pagamento, e, se necessário, a inclusão e/ou exclusão dos bens e direitos do Patrimônio. a) Por meio da Concorrência nº 001/15, contrato nº 08/15, foram contratados junto a empresa Segurança Patrimoniais Ltda., os serviços de zeladoria patrimonial, no valor total de R$ 240.000,00, pagáveis em parcelas mensais de R$ 20.000,00. O contrato foi assinado no dia 29 de dezembro de 2014, com vigência no período de 1ª de janeiro a 31 de dezembro de 2015. Lançamento 13: INO “Inicial Orçamentária” D C D/C 6.2.2.1.1.01.00 6.2.2.1.4.01.01 CÓDIGO 240.000,00 240.000,00 VALOR Crédito Disponível Corrente Crédito Empenhado a Liquidar Corrente TÍTULO DA CONTA Fonte elaboração Autor 2015 Controle de destinação dos recursos para a despesa – serviços de terceiros. Lançamento 14: INC “Inicial Controle” D C D/C 8.2.1.1.1.00.00 CÓDIGO 240.000,00 VALOR Execução da Disp. De Recursos – Disponibilidade por Destinação de Recursos TÍTULO DA CONTA 8.2.1.2.0.00.00 240.000,00Execução da disponibilidade de recursos – DDR comprometida por Empenho Fonte: elaboração Autor 2015 89 Lançamento 15: INC “Inicial Controle” D C D/C 7.1.4.0.0.00.00 CÓDIGO 240.000,00 VALOR Obrigações Contratuais TÍTULO DA CONTA 8.1.2.4.1.00.00 240.000,00Execução de Obrigações Contratuais – Contratos de Serviços a Executar. Fonte: elaboração Autor 2015 Reconhecimento da VPD – prestação de serviços – meses – 01 a 12/2015. Realizar os registros em lançamento único, ou seja no valor de R$ 240.000,00. Lançamento 16: INP “Inicial Patrimonial” D C D/C 3.3.2.3.0.00.00 2.1.3.1.0.01.00 CÓDIGO 240.000,00 240.000,00 VALOR VPD – serviços de terceiros- PJ Prestador de Serv. PJ – Curto Prazo (F) TÍTULO DA CONTA Fonte: elaboração Autor 2015 Lançamento 17: INO “Inicial Orçamentária” D C D/C 6.2.2.1.4.01.01 6.2.2.1.4.01.03 CÓDIGO 240.000,00 240.000,00 VALOR Crédito empenhado a Liquidar Corrente Crédito emp. Liquid. Corrente a Pagar TÍTULO DA CONTA Fonte: elaboração Autor 2015 Lançamento 18: INC “Inicial Controle” D C D/C 8.1.2.3.0.00.00 8.1.2.4.1.00.00 CÓDIGO 240.000,00 240.000,00 VALOR Execução de Obrigações Contratuais – Contratos de Serviços a Executar Execução de Obrigações Contratuais – Contratos de Serviços a Executados. TÍTULO DA CONTA Fonte: elaboração Autor 2015 90 Controle da destinação de recursos por liquidação da despesa. Lançamento 19: INC “Inicial Controle” D C D/C 8.2.1.2.0.00.00 CÓDIGO 240.000,00 VALOR Execução da Disponibilidade de Recursos- DDR Comprometida por Empenho TÍTULO DA CONTA 8.1.2.3.0.00.00 240.000,00Execução da Disponibilidade de Recursos – DDR Comprometida por Liquidação e entradas compensatórias. Fonte elaboração Autor 2015 Pagamento da despesa – serviços de terceiros à pessoa jurídica. Lançamento 20: INP “Inicial Patrimonial” D C D/C 2.1.3.1.1.01.00 1.1.1.1.0.00.00 CÓDIGO 240.000,00 240.000,00 VALOR Prestador de Serviços PJ – nacional o Curto Prazo (F) Caixa e equivalente de caixa em moeda nacional (F) TÍTULO DA CONTA Fonte: elaboração Autor 2015 Registro do pagamento do valor liquidado. Lançamento 21: INO “Inicial Orçamentária” D C D/C 6.2.2.1.4.01.03 6.2.2.1.4.01.04 CÓDIGO 240.000,00 240.000,00 VALOR Crédito empenhado a Liquidado Corrente a pagar Crédito Empenhado Liquidado Corrente Pago TÍTULO DA CONTAFonte: elaboração Autor 2015 91 Lançamento 22: INC “Inicial Controle” D C D/C 8.2.1.3.0.00.00 CÓDIGO 240.000,00 VALOR Execução da Disponibilidade de Recursos- DDR Comprometida por Liquidação e entradas compensatórias TÍTULO DA CONTA 8.1.2.4.0.00.00 240.000,00Execução da Disponibilidade de Recursos – Disponibilidade por Destinação de Recursos Utilizada. Fonte: elaboração Autor 2015 b) A Folha de salários (vantagens e vencimentos fixos) importa no valor mensal de R$ 40.000,00, perfazendo o total anual de R$ 480.000,00, sendo retido o percentual médico mensal de 3%, a título de Previdência Social – INSS. Lançamento 23: INO “Inicial Orçamentária” D C D/C 6.2.2.1.1.01.00 6.2.2.1.4.01.01 CÓDIGO 480.000,00 480.000,00 VALOR Crédito Disponível Corrente Crédito Empenhado a Liquidar Corrente TÍTULO DA CONTA Fonte: elaboração Autor 2015 Controle da destinação dos recursos para a despesa com pessoal Lançamento 24: INC “Inicial Controle” C 8.1.2.2.0.00.00 480.000,00Execução da Disponibilidade de Recursos – DDR Comprometida por Empenho. D D/C 8.2.1.1.1.00.00 CÓDIGO 480.000,00 VALOR Execução da Disponibilidade de Recursos – Disponibilidade por Destinação de Recursos TÍTULO DA CONTA Fonte: elaboração Autor 2015 92 Reconhecimento da VPD – despesa com pessoal – meses de Janeiro a Dezembro/2015 Lançamento 25: INP “Inicial Patrimonial” D C D/C 3.1.1.1.0.00.00 2.1.1.0.0.00.00 CÓDIGO 480.000,00 465.600,00 VALOR VPD – Remuneração de Pessoal - RPPS Pessoal a Pagar (F) TÍTULO DA CONTA C 2.1.2.3.1.00.00 14.400,00Retenção e Consignações – Previdência Social – INSS (F) Fonte: elaboração Autor 2015 Liquidação da despesa orçamentária – com pessoal. Lançamento 26: INO “Inicial Orçamentária” D C D/C 6.2.2.1.4.01.01 6.2.2.1.4.01.03 CÓDIGO 480.000,00 480.000,00 VALOR Crédito Empenhado a Liquidar Corrente Crédito Empenhado Liquidado Corrente a Pagar TÍTULO DA CONTA Fonte elaboração Autor 2015 Controle da destinação de recursos por liquidação da despesa Lançamento 27: INC “Inicial Controle” D C D/C 8.2.1.2.0.00.00 CÓDIGO 480.000,00 VALOR Execução da Disponibilidade de Recursos – DDR Comprometida por Empenho. TÍTULO DA CONTA 8.1.2.3.0.00.00 480.000,00Execução da Disponibilidade de Recursos – DDR Comprometida por Liquidação e entradas compensatórias. Fonte: elaboração Autor 2015 93 Pagamento da despesa com pessoal e recolhimento da retenção. Lançamento 28: INP “Inicial Patrimonial” D D/C 2.1.1.0.0.00.00 CÓDIGO 480.000,00 VALOR Pessoal a Pagar (F) TÍTULO DA CONTA C D 1.1.1.1.0.00.00 2.1.2.3.1.00.00 465.600,00 14.400,00 Caixa e equivalente de caixa em moeda nacional (F) Retenção e Consignações – Previdência Social – INSS (F) Fonte: elaboração Autor 2015 Registro do pagamento do valor liquidado. Lançamento 29: INO “Inicial Orçamentária” D C D/C 6.2.2.1.4.01.03 6.2.2.1.4.01.04 CÓDIGO 480.000,00 480.000,00 VALOR Crédito Empenhado Liquidado Corrente a Pagar Crédito Empenhado Liquidado Corrente Pago TÍTULO DA CONTA Fonte: elaboração Autor 2015 Lançamento 30: INC “Inicial Controle” D C D/C 8.2.1.3.0.00.00 CÓDIGO 480.000,00 VALOR Execução da Disponibilidade de Recursos – DDR Comprometida por Liquidação e entradas compensatórias. TÍTULO DA CONTA 8.1.2.4.0.00.00 480.000,00Execução da Disponibilidade de Recursos – Disponibilidades por Destinação de Recursos Utilizados. Fonte: elaboração Autor 2015 94 c) No mês de julho, por meio do convite nº 019/15, foram adquiridos medicamentos no valor total de R$ 76.000,00. A empresa, por meio da Nota Fiscal nº 315, de 23 de agosto de 2015, entregou produtos no valor de R$ 60.000,00, que foram aceitos e pagos o exercício. Empenho da despesa com aquisição de medicamentos. Como não poderia deixar de ser, esse registro é processado pelo valor total contratado, com lançamento do Subsistema de informação de Natureza Orçamentária. Lançamento 31: INO “Inicial Orçamentária” D C D/C 6.2.2.1.1.01.00 6.2.2.1.4.01.01 CÓDIGO 76.000,00 76.000,00 VALOR Crédito Disponível Corrente Crédito Empenhado a Liquidar Corrente TÍTULO DA CONTA Fonte: elaboração Autor 2015 Controle da destinação dos recursos para a despesa – medicamentos. Se necessário, fazer a reserva do recurso financeiro. Informações de natureza típica de controle. Lançamento 32: INC “Inicial Controle” D C D/C 8.2.1.1.1.00.00 8.2.1.2.0.00.00 CÓDIGO 76.000,00 76.000,00 VALOR Execução da Disponib. de Recursos – Disponib. por Destinação de Recursos. Execução da Disponib. de Recursos – DDR comprometida por empenho. TÍTULO DA CONTA Fonte: elaboração Autor 2015 95 Incorporação dos medicamentos ao estoque. Entrega de R$ 60.000,00 em produtos cumprindo a Autorização de Fornecimento com a nota fiscal nº 250/15 devidamente certificada. Após confirmação da entrega e de acordo com as condições da AF, se reconhece seu ingresso no estoque, em face da liquidação da despesa. Lançamento 33: INP “Inicial Patrimonial” D C D/C 1.1.5.1.0.00.00 2.1.3.1.0.00.00 CÓDIGO 60.000,00 60.000,00 VALOR Estoque – Material de Consumo – Medicamentos (P) Fornecedor Nacional CP. Medicamentos (F). TÍTULO DA CONTA Fonte: elaboração Autor 2015 Liquidação da despesa orçamentária – medicamento. Lançamento 34: INO “Inicial Orçamentária” D C D/C 6.2.2.1.4.01.01 6.2.2.1.4.01.03 CÓDIGO 60.000,00 60.000,00 VALOR Crédito Empenhado a Liquidar Corrente Crédito Emp. Liquidado Corrente a Pagar. TÍTULO DA CONTA Fonte: elaboração Autor 2015 Controle da destinação de recursos por liquidação da despesa. Lançamento 35: INC “Inicial Controle” D C D/C 8.2.1.2.0.00.00 CÓDIGO 60.000,00 VALOR Execução da Disponibilidade de Recursos – DDR Comprometida por Empenho. TÍTULO DA CONTA 8.2.1.3.0.00.00 60.000,00Execução da Disponibilidade de Recursos – DDR comprometida por liquidação e entradas compensatórias. Fonte: elaboração Autor 2015 96 Pagamento da despesa – medicamento. Lançamento 36: INP “Inicial Patrimonial” D C D/C 2.1.3.1.0.00.00 1.1.1.1.0.00.00 CÓDIGO 60.000,00 60.000,00 VALOR Fornecedor Nacional CP. Medicamentos (F) Caixa e equivalente de caixa em moeda nacional (F). TÍTULO DA CONTA Fonte: elaboração Autor 2015 Registro do valor liquidado e pago, subsistema de informação de Natureza Orçamentária. Lançamento 37: INO “Inicial Orçamentária” D C D/C 6.2.2.1.4.01.03 6.2.2.1.4.01.04 CÓDIGO 60.000,00 60.000,00 VALOR Crédito Empenhado Liquidado Corrente a Pagar Crédito Empenhado Liquidado Corrente Pago TÍTULO DA CONTA Fonte: elaboração Autor 2015 Registro da utilização dos recursos anteriormente comprometidos. Lançamento 38: INC “Inicial Controle” D C D/C 8.2.1.3.0.00.00 CÓDIGO 60.000,00 VALOR Execução da Disponibilidade de Recursos – DDR Comprometida por Liquidação e entradas compensatórias. TÍTULO DA CONTA 8.2.1.4.0.00.00 60.000,00Execução da Disponibilidade de Recursos – Disponibilidade por Destinação de Recursos Utilizada. Fonte: elaboração Autor 2015 97 Lançamento de registro dos juros e encargos da dívida – 1º mês Lançamento 39: INP “Inicial Patrimonial” D C D/C 3.2.1.0.0.00.00 2.1.2.3.0.00.00 CÓDIGO 2.700,00 2.700,00 VALOR VPD – Juros e Encargos da Dívida Juros e encargos da Dívida a Pagar (F) TÍTULO DA CONTA Fonte elaboração Autor 2015 Lançamento do registro dos juros e encargos da dívida – 2º mês. No primeiro mês – R$ 180.000,00 + R$ 2.700,00 = R$ 182.700,00 No segundo mês – R$ 182.700,00 x 1,5% = R$ 2.740,50 Lançamento 40: INP “Inicial Patrimonial” D C D/C 3.2.1.0.0.00.00 2.1.2.3.0.00.00 CÓDIGO 2.740,50 2.740,50 VALOR VPD – Juros e Encargos da Dívida Juros e encargos da Dívida a Pagar (F) TÍTULO DA CONTA Fonte elaboração Autor 2015 Registros Contábeis inscrição de restos a pagar. Observando o lançamento relativos a aquisição de medicamentos, vamos identificar que dos R$ 76.000,00 relativos ao convite 19/15, foram entregues apenas R$ 60.000,00.Sendo assim o valor restante deverá ser inscrito como restos a pagar não processado, em virtude de não ter ocorrido a liquidação da despesa por parte do fornecedor. 98 Lançamento 41: INO “Inicial Orçamentária” D C D/C 5.3.1.7.0.00.00 6.3.1.7.0.00.00 CÓDIGO 16.000,00 16.000,00 VALOR Restos a pagar Não Processados – Inscrição no Exercício. Restos a pagar Não Processados – Inscrição no Exercício TÍTULO DA CONTA Fonte: elaboração Autor 2015 Após este registro, no início do exercício subsequente, serão realizados dois novos lançamentos, possibilitando a execução dos Restos a Pagar não Processados. Observe: Registro para execução de restos a pagar não processados. Lançamento 41 - A: INO “Inicial Orçamentária” D C D/C 5.3.1.7.0.00.00 6.3.1.7.0.00.00 CÓDIGO 16.000,00 16.000,00 VALOR Restos a pagar Não Processados – Inscrição no Exercício. Restos a pagar Não Processados – Inscrição no Exercício TÍTULO DA CONTA Fonte: elaboração Autor 2015 Registro para controle da execução de restos a pagar a liquidar. Lançamento 41 - B: INO “Inicial Orçamentária” D C D/C 6.3.1.7.0.00.00 6.3.1.7.1.00.00 CÓDIGO 16.000,00 16.000,00 VALOR Restos a pagar Não Processados – Inscrição no Exercício Restos a Pagar Não Processados a Liquidar TÍTULO DA CONTA Fonte: elaboração Autor 2015 99 Para uma visualização mais prática e dinâmica, a seguir serão demonstradas na forma de Razão “Razonete” as contas acima descritas, para melhor identificação do subsistema de informações. Conforme demonstrado a seguir, estes Razonetes seguem o subsistema de informação de natureza orçamentária. 100 Estes Razonetes estão seguindo o subsistema de informação de natureza patrimonial. LCTO 4 LCTO 10 LCTO 7 LCTO 4 LCTO 4 LCTO 4 LCTO 4 LCTO 4 LCTO 20 LCTO 36 LCTO 28 LCTO 3670.000,00 1.1.1.1.0.00.00 Caixa e equivalente caixa em moeda nacional (F) 390.000,00 125.000,00 1.185.000,00 650.000,00 1.1.1.2.1.00.00 Crédito Tributário a Receber (P) 650.000,00 240.000,00 60.000,00 480.000,00 650.000,00 0,00 650.000,00 101 102 Estes razonetes estão seguindo o subsistema de informação típica de controle. 103 104 REFERÊNCIAS ALBUQUERQUE, C. M.; MEDEIROS, M. B.; SILVA, P. H. F. Administração Financeira e Orçamentária AFO. v.I 3. ed. Brasília: Gestão Pública- 2013. ANDRADE, N. de A. Contabilidade Pública na Gestão Municipal. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2012. FEIJÓ, P. H.; RIBEIRO, C. E. Entendendo o Plano de Contas Aplicado ao Setor Público – PCASP. Brasília: Gestão Pública 2014. BRASIL. Lei n.º 4.320, de 17 de março de 1964. Estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para a elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Disponível em: . Acesso em: dezembro. 2015. BRASIL. Lei Complementar n.º 101, de 04 de maio de 2000. – Lei de Responsabilidade Fiscal. Disponível em: . Acesso em: dezembro. 2015. BRASIL. Portaria Conjunta STN/SOF nº 1, de 10 de dezembro de 2014 e Portaria STN nº 700, de 10 de dezembro de. Aprova a 6º edição do Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público, Partes I, II, II e IV. Disponível em:. Acesso em: dezembro de 2015. BRASIL. Portaria n.º 828, de 14 de dezembro de 2011. Disponível em: . Acesso em: dezembro de 2015. BRASIL. Portaria n.º 753, de 21 de dezembro de 2012. Altera a Portaria n.º 828, de 14 de dezembro de 2011. Disponível em: . Acesso em: dezembro de 2015. DICA DO PROFESSOR O vídeo a seguir mostra a escrituração contábil, citando sua lógica de registro contábil. Além disso, apresenta exemplos de previsão da receita, fixação da despesa e um exemplo sobre o lançamento do crédito tributário. Confira! Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! EXERCÍCIOS 1) Os dados abaixo representam a compra de materiais de escritório previstos no orçamento do estado de Santa Catarina. - Aquisição de materiais de escritório R$ 50.000,00 - Entrega de materiais de escritório R$ 40.000,00 O valor da diferença entre a aquisição e a entrega deve ser lançado na contabilidade de qual forma? Assinale a alternativa correta que representa esse lançamento. A) Não precisa ser feito nenhum lançamento com o valor da diferença, pois um dia estes materiais serão entregues. B) O valor da diferença entre a aquisição e a entrega deve ser lançado como restos a pagar não processado. C) O valor da diferença entre a aquisição e a entrega deve ser lançado como restos a pagar orçados. D) O valor da diferença entre a aquisição e a entrega deve ser lançado como restos a receber. E) O valor da diferença entre a aquisição e a entrega deve ser lançado como restos a liquidar. 2) Para responder essa questão, considere que o município de Monte Belo, no aspecto orçamentário, segue os termos do artigo 35 da Lei Federal no 4.320/64. Além disso, considere os dados abaixo: O município de Campo Belo, localizado em uma região central do Brasil, realizou, no período de janeiro a agosto de 2015, as seguintes operações: - Recebimento de IPTU inscrito em dívida ativa em 2014: R$ 90.000,00 - Pagamento de despesa do exercício de 2014, inscrita em restos a pagar: R$ 60.000,00 - Inscrição de ISS, vencido em 2014, em dívida ativa: R$ 20.000,00 - Pagamento de despesa empenhada em 2015: R$ 10.000,00 - Recebimento de receita de alienação de bens imóveis: R$ 50.000,00 - Despesas empenhadas e liquidadas em 2015, ainda não pagas: R$ 30.000,00 - Recebimento em dotação de dois computadores: R$ 5.000,00 - Incorporação de dívidas passivas: R$ 15.000,00 As despesas realizadas no período citado, considerando o regime contábil de competência, somaram, em reais: A) R$ 10.000,00 B) R$ 30.000,00 C) R$ 40.000,00 D) R$ 55.000,00 E) R$ 115.000,00 3) Com base na Lei Orçamentária Anual, alguns valores devem ser registrados na contabilidade observando o lançamento da Previsão da Receita. Assinale a alternativa correta que representa como deve ser feito este lançamento. A) Credito previsão inicial da receita, débito receita a realizar corrente, débito receita a realizar de capital. B) Débito despesas a realizar, crédito receita a realizar. C) Débito previsão inicial da despesa, crédito receita a realizar corrente, crédito receita a realizar de capital. D) Débito previsão inicial da despesa, crédito despesa realizada, crédito despesa de capital. E) Débito previsão inicial da receita, crédito receita a realizar corrente, crédito receita a realizar de capital. 4) O município de Salesópolis apurou, ao final do exercício, precisaria contabilizar os juros e encargos de sua dívida no valor de R$ 1.500,00 que será paga no ano seguinte. Mediante essas informações, como ficaria seu lançamento contábil? Identifique a alternativa correta. A) Débito juros e encargos da dívida (resultado) e crédito juros e encargos da dívida a pagar (passivo), ambos no valor de R$ 1.500,00 B) Débito juros e encargos da dívida (resultado) e crédito banco conta corrente, ambos no valor de R$ 1.500,00. C) Débito juros e encargos da dívida a pagar (passivo), crédito juros e encargos da dívida (resultado), ambos no valor de R$ 1.500,00. D) Débito bancos referentes aos juros e encargos da dívida (ativo) e crédito juros e encargos da dívida (resultado), ambos no valor de R$ 1.500,00. Débito juros e encargos da dívida (resultado) no valor de R$ 1.500,00 e crédito juros e E) encargos da dívida a pagar (passivo) no valor do capital que origina esses juros. 5) Os registros dos fatos e elaboração das demonstraçõescontábeis devem ser feitos com base na estrutura do novo plano de contas aplicado ao setor público. Sobre a escrituração contábil no setor público, assinale a alternativa correta. A) No empenho da despesa, o registro é processado pelo valor total contratado. B) A escrituração contábil em entes públicos não precisa seguir o plano de contas aplicado ao setor público. C) Na previsão das receitas não é necessário observar o lançamento de registro da autorização da despesa. D) Em lançamentos como IPTU a receber e impostos sobre serviços a receber ocorre uma variação que reduz o patrimônio. E) Em lançamentos como IPTU a receber e impostos sobre serviços a receber não ocorre variação patrimonial. NA PRÁTICA O registro contábil é aspecto importante das finanças públicas. Está presente na arrecadação e na despesa e propicia as ações governamentais. SAIBA MAIS Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: BRASIL. Ministério da Fazenda. Secretaria do Tesouro Nacional. Manual de Contabilidade Aplicado ao Setor Público - Parte VII - Exercício Prático. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! LIMA, D. V. et al. As Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas ao setor público e a legislação contábil pública brasileira: uma análise comparativa à luz da teoria contábil. Contabilidade, Gestão e Governança, v. 12, n. 2, 2009. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! MENDES, R. C. et al. A contribuição da contabilidade e auditoria governamental para uma melhor transparência na gestão pública em busca do combate contra a corrupção no Brasil. Repositório Institucional da Universidade Federal do Rio Grande, 2008. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! Oficina contábil: DRE APRESENTAÇÃO Após conhecer sobre os principais aspectos teóricos sobre contabilidade, balanço patrimonial e demonstração do resultado do exercício, é imprescindível relacionar e praticar lançamentos contábeis com fatos contábeis que envolvam modificações do patrimônio líquido, ou seja, contas patrimoniais de resultado, sejam receitas ou despesas. Nesta Unidade de Aprendizagem, você é convidado para mais uma oficina contábil. Vamos avançar e praticar o fechamento de uma demonstração do resultado do exercício junto ao balanço patrimonial. Lembre-se sempre: quanto mais você praticar, mais autoconfiante vai ficar com seu conhecimento sobre contabilidade. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Realizar lançamentos contábeis.• Elaborar uma demonstração dos resultados do exercício.• Sintetizar dados e informações sobre fatos contábeis.• DESAFIO Alessandra decidiu montar um restaurante de comida amazônica na cidade de São Paulo, o Restaurante Rio Negro, e você é atualmente o contador da empresa. Ela está motivada e muito empolgada com seu sonho de empreendedorismo, porém o contador que realizou o primeiro fechamento anual de 2018, apresentou apenas os seguintes saldos das contas patrimoniais. Sabe-se que a data de abertura da empresa foi em 02/01/2018 e que aquisição dos bens também ocorreu nessa mesma data. Alessandra informou em 2019, ocorreram as seguintes operações no restaurante: 1. Compra de 250 unidades de mercadorias para revenda a prazo, no valor de R$ 120,00 cada. 2. Venda à vista de 120 unidades de mercadorias no valor de R$ 300,00 cada. 3. Venda à prazo de 100 unidades de mercadorias no valor de R$ 250,00 cada. 4. Pagamento de despesa de aluguel do setor de vendas do mês no valor de R$ 6.000,00, em dinheiro. O valor não estava registrado como obrigação no passivo. 5. Pagamento de despesa de eletricidade do setor administrativo no valor de R$ 3.000,00, em dinheiro. O valor não estava registrado como obrigação no passivo. 6. Devolução de 10 unidades de mercadorias da venda efetuada no lançamento 3. O valor da devolução foi abatido de duplicatas devidas pelo cliente. 7. Recebimento de clientes em dinheiro no caixa, no valor de 3.000,00. 8. Foi contratado um seguro com vigência de 12 meses, no dia 30/09/2019, para o setor de vendas. Seu pagamento foi em dinheiro, no valor de R$ 3.000,00. Apropriar a despesa de seguros do ano de 2019, considere que o seguro entra em vigência no dia 01/10/2019. 9. Pagamento de fornecedores em atraso com dinheiro no caixa, sendo o valor devido ao fornecedor de 4.000,00 e os juros de R$ 1.000,00. 10. Foi contratado um empréstimo em dólar, cujo valor em reais é de R$ 30.000,00. Seu pagamento será no curto prazo. 11. O cliente adiantou o valor de 220 unidades pelo valor de R$ 120,00 cada. A mercadoria será produzida e entregue em 2020. O valor do adiantamento foi depositado na conta bancária da empresa. 12. Calcular as depreciações anuais dos bens da empresa. Todos os bens são do setor administrativo. As vidas úteis são: veículos = 5 anos; móveis e utensílios = 10 anos; equipamentos de informática = 5 anos. 13. Atualizar o valor monetário do empréstimo. A cotação do dólar no dia de sua contratação era de 2,925 e no final do mês era de 3,122. 14. Fazer a apuração do ICMS (18%), PIS (1,65%) e Cofins (7,6%), que incide sobre as vendas. 15. Lançar o CMV. O valor do CMV é R$ 20.343,75. 16. Elaborar o encerramento do exercício (ARE – apuração do resultado do exercício). 17. Importante: sobre o valor do resultado operacional incidem IRPJ e CSSL, consulte a legislação para identificar as alíquotas a serem aplicadas. O valor identificado como lucro ou prejuízo deve ser incorporado ao saldo da conta de lucros ou prejuízos acumulados no balanço patrimonial. No mês de fevereiro, o restaurante da Alessandra teria a oportunidade de fornecer a alimentação para um grande show de rock, sendo um dos poucos restaurantes que terão autorização de operar em área privilegiada, mas para isso, devem ser apresentados o balanço patrimonial e a DRE. Com base nas operações realizadas pelo restaurante, você deverá preparar: Os lançamentos contábeis no livro diário. O registro das operações no livro razão (razonetes). O balanço patrimonial. A demonstração dos resultados do exercício. Os lançamentos, registros que dão origem ao balanço patrimonial e a DRE são: INFOGRÁFICO Uma importante tarefa do contador é a de registrar as despesas e as receitas. Esse trabalho precisa ser feito de acordo com os princípios e as convenções contábeis. A demonstração do resultado do exercício (DRE) tem como objetivo demonstrar o resultado da empresa, oriundo das suas operações e de adventos que influenciaram o resultado, mas que não são da atividade fim da empresa. Essa demonstração vai detalhar a composição do resultado, seja ele positivo (lucro) ou negativo (prejuízo), ou seja, ela apresenta a composição do resultado através do confronto das receitas, dos custos e das despesas do período. Mas como funciona este processo? A seguir, no Infográfico, você vai conhecer um pouco mais sobre essa tarefa. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! CONTEÚDO DO LIVRO As empresas na busca pela sustentabilidade financeira precisam identificar qual é o resultado das suas operações, ou seja, se são empresas lucrativas ou deficitárias; tal aspecto é extremamente importante para o planejamento econômico-financeiro das organizações, com o intuito de corrigir eventuais desvios em seu projeto de desenvolvimento. Por sua vez, os profissionais da área da contabilidade elaboram ferramentas contábeis que auxiliam os gestores das empresas a analisar o resultado de suas organizações. Uma dessas ferramentas é o DRE (demonstrativo do resultado do exercício), que apresenta os níveis de lucratividade e resultado da companhia. No capítulo Oficina Contábil: DRE, da obra Contabilidade Básica, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, você aprenderá a realizar lançamentos contábeis que são a base de informação para a estruturaçãodo DRE, além de compreender como sintetizar dados e informações sobre fatos contábeis. Boa leitura. CONTABILIDADE BÁSICA Fabiana Tramontin Bonho Oficina contábil: DRE Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Realizar lançamentos contábeis. Elaborar uma demonstração do resultado do exercício. Sintetizar dados e informações sobre fatos contábeis. Introdução A demonstração do resultado do exercício (DRE) tem por finalidade proporcionar informações sobre o desempenho econômico de um pe- ríodo. É uma representação gráfica estruturada, em determinada data, composta pelas receitas e pelos ganhos no período, independentemente da sua realização em moeda, e os custos, as despesas, os encargos e as perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas receitas e a esses rendimentos. Neste capítulo, você vai aprender como realizar lançamentos contábeis e a elaborar uma DRE, além de estudar conceitos e informações sobre os fatos contábeis. Lançamentos contábeis O artigo 187 da Lei nº. 6.404/1976 (Lei das Sociedades por Ações) instituiu a demonstração do resultado do exercício (DRE). No atual Código Civil Brasileiro, a DRE corresponde ao “resultado econômico”, cujo levantamento é obrigatório segundo o artigo 1.179. A DRE tem como objetivo principal apresentar de forma vertical e sintética o resultado apurado em relação ao conjunto de operações realizadas num determinado período — normalmente, de doze meses. De acordo com a legislação mencionada, em especial o artigo 187 da Lei nº. 6.404/76, as empresas deverão discriminar na DRE (BRASIL, 1976, documento on-line): a receita bruta das vendas e dos serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos; a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e ser- viços vendidos e o lucro bruto; as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das recei- tas, as despesas gerais e administrativas e outras despesas operacionais; o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas; o resultado do exercício antes do imposto sobre a renda e a provisão para o imposto; as participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de ins- tituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados que não se caracterizem como despesa; o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social. Segundo o § 1º do mesmo artigo, serão computados em obediência ao princípio da competência: as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente de sua realização em moeda; e os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspon- dentes a essas receitas e a esses rendimentos. Os lançamentos contábeis que dão forma à DRE são os pertencentes às contas contábeis de resultados. Assim, a demonstração elenca os ganhos e gastos para produzir o rendimento do ano. Primeiramente, são expostas as receitas de vendas ou prestações de serviços deduzidas, os valores de impostos, devoluções e cancelamentos de vendas ou serviços, entre outras perdas de faturamento que caracterizam dedução da receita, resultando na receita líquida. A seguir, veja um exemplo de lançamento. Oficina contábil: DRE2 Os primos Carlos, Paulo e Marildo resolveram organizar uma empresa de prestação de serviços e a denominaram Primos Cia. Ltda. A empresa foi criada e desenvolveu diversas operações, para as quais você deverá resolver os lançamentos contábeis, conforme as informações a seguir. a) Em 10/01/2011, houve a integralização do capital social em moeda corrente no valor de 50.000,00. b) Em 15/01/2011, a empresa comprou um imóvel no valor de R$ 10.000 pagos à vista. c) No dia 16/01/2011, a empresa recebeu R$ 1.000,00 devido a uma prestação de serviço. d) Em 18/01/2011, foram pagos R$ 500,00 referentes ao aluguel de um estande. e) No dia 22/02/2011, foi feito um pagamento de R$ 150,00 referente a publicidade e propaganda. f) No dia 25/01/2011, foi feito um pagamento de energia elétrica no valor de R$ 50,00. g) No dia 26/02/2011, a empresa recebeu R$ 4.500,00 por prestação de serviços. h) No dia 30/01/2011, foi feito um pagamento de salário no valor de R$ 1.000,00. Vamos à solução: a C – Capital social – 50.000 D – Caixa – 50.000 b D – Imóvel – 10.000 C – Caixa – 10.000 c C – Receita serviço – 1.000 D – Caixa – 1.000 d D – despesa de aluguel – 500 C – Caixa – 500 e D – Despesa publicidade e propaganda – 150 C – Caixa – 150 f D – despesa energia elétrica – 50,00 C – Caixa – 50,00 g C – Receita – 4.500 D – Caixa – 4.500 h D – Despesas salário – 1.000 C – Caixa – 1.000 3Oficina contábil: DRE No exemplo da empresa Primos Cia. Ltda., verifica-se um lucro no valor de R$ 3.800,00. Assim, a partir da contabilização dos lançamentos contábeis, realiza-se o relatório, conforme mostra o Quadro 1. DRE da empresa Primos Cia. Ltda. ( + ) Receitas 5.500 Receita de prestação de serviços 5.500 ( – ) Despesas (1.700) Despesa com aluguel de estande (500) Despesa com publicidade e propaganda (150) Despesa com salário (1.000) Despesa com energia elétrica (50) Resultado – lucro líquido 3.800 Quadro 1. Relatório de lançamentos contábeis Oficina contábil: DRE4 Elaboração de DRE A DRE é um relatório contábil completo das demonstrações contábeis apre- sentados no fi nal do exercício. Também é considerada como uma ferramenta para analisar se o negócio em questão está sendo lucrativo ou se está trazendo prejuízo. A demonstração do resultado do exercício (DRE) traz uma série de informações que servem de suporte para os gestores tomarem suas decisões estratégicas. Para tanto, a DRE deve ser analisada, principalmente, de duas formas. Análise horizontal A análise horizontal é o instrumental que calcula a variação percentual ocorrida de um período para outro, buscando evidenciar se houve crescimento ou decréscimo do item analisado. Por meio da análise dos dados que mostram se houve aumento ou diminuição do elemento analisado, pode-se confrontar os dados extraídos e efetuar as correlações necessárias. Assim, por exemplo, se houve aumento da produção e das vendas, deverá ter havido um crescimento relativamente proporcional do consumo de materiais. Dessa forma, conforme o tempo passa, a variação dos saldos dos demonstrativos contábeis vai apontar se uma empresa está crescendo, se está mantendo-se em um patamar ou mesmo encolhendo em seus resultados. Nessa análise, o que se busca é a comparação dos resultados para os mesmos elementos, considerando exercícios ou períodos distintos. Por exemplo, uma empresa pode estar interessada em saber se um determinado produto está sendo lucrativo, ou não, e se vale a pena manter suas vendas e investir em melhorias. Para esse objetivo, a análise horizontal vai dizer se há potencial de mercado, ou não, conforme os resultados das vendas e da incidência de impostos. Análise vertical A análise vertical da demonstração de resultados conduz à apresentação da estrutura de custos e despesas em relação ao total das receitas líquidas. Sendo assim, ela conduz à avaliação da lucratividade, representada pela relação entre o lucro e as vendas, passando pela relação entre custos e despesas e as receitas de vendas. No caso da análise vertical, o que se busca é relacionar um elemento do DRE com a categoria que integra. Na linha do exemplo anterior, é possível comparar os resultados financeiros de uma determinada mercadoria com os resultados de outras, similares ou não. Fonte: Cavalcante (2017, p. 23). 5Oficina contábil: DRE A evidenciação da DRE retrata uma ferramenta contábil que tem caráter de economia, isto é, está relacionada com a riqueza da empresa. A DRE deve seguir a seguinte estrutura: (+) receita de vendas brutas; (–) deduções dareceita; (=) receita líquida; (–) custos das mercadorias vendidas; (=) lucro bruto; (–) despesas operacionais; (=) lucro operacional; (+–) resultado não operacional; (=) lucro antes de impostos sobre a renda; (–) impostos; (=) resultado líquido ou lucro ou prejuízo líquido. Veja, no Quadro 2, um exemplo de DRE elaborada referente à empresa ABC. Fonte: Muller (2009, p. 46) Empresa ABC — DRE Receitas com vendas R$ 40.000 (–) Impostos sem vendas (R$ 7.200) (=) Receita operacional líquida R$ 32.800 (–) CMV (R$ 24.600) (=) Lucro operacional bruto R$ 8.200 (–) Despesas com salários (R$ 2.000) (=) Lucro operacional líquido R$ 6.200 Quadro 2. Exemplo de DRE Assim, o valor a ser obtido pela DRE representa o resultado líquido da organização no período analisado. Em outras palavras, descobre-se, depois de analisar todas as transações financeiras, se a empresa deu lucro ou gerou prejuízo. Oficina contábil: DRE6 Diferentemente do balanço patrimonial, no qual as informações são cumuladas ao longo do tempo e as mutações patrimoniais da sociedade são registradas desde a sua constituição, as informações constantes da DRE são reiniciadas a cada exercício social, não havendo vinculação com o demonstrativo do exercício anterior. Portanto, na DRE, situam-se as chamadas “contas de resultado, que são receitas, despesas e custos”, que permitem o controle dos elementos que aumentam ou di- minuem a situação patrimonial líquida, as quais, depois de analisadas, irão resultar na conta “lucro ou prejuízo líquido do exercício”, por meio da qual é aferido o resultado final a cada exercício (COSTA, 2018, p. 65). Fatos contábeis: conceitos e informações Segundo Azevedo (2015, p. 35), de acordo com a legislação brasileira, em especial o artigo 187 da Lei nº. 6.404/76, alterada pelas Leis nº.11.638/07 e nº. 11.941/09, a apuração do resultado do exercício apresentada anualmente deve detalhar: A receita bruta das vendas de produtos e serviços, as deduções (descontos) das vendas, os abatimentos e os impostos ■ Receita operacional bruta: é a somatória de todas as vendas ou os serviços que foram efetuados e que tenham sido faturados, ou seja, que tenham gerado a emissão de uma nota fiscal em determinado período, obedecendo ao princípio contábil da competência. ■ Deduções da receita bruta: são representadas pelas contas de de- voluções (vendas canceladas), abatimentos, descontos comerciais e impostos incidentes sobre vendas de produtos ou serviços. Para efeito de análise, as receitas não são demonstradas de forma líquida, ou seja, registram-se as receitas na forma bruta e, em separado, suas respectivas deduções. ■ Devoluções ou vendas canceladas: correspondem à anulação de valores registrados como receita, decorrentes do cancelamento de vendas, devoluções totais ou parciais, quebras ou avarias na merca- doria vendida, pela não concretização da entrega dos produtos ou pela má qualidade na prestação de serviço. ■ Abatimentos: também conhecidos como descontos incondicionais, são concedidos ao cliente quando, após a entrega do produto, esse 7Oficina contábil: DRE apresenta defeito de qualidade, caracterizado por quebras ou avarias, por exemplo. Esses descontos não podem ser confundidos com des- contos financeiros ou com descontos de preço de venda (promoções). ■ Impostos incidentes sobre vendas de produtos e prestação de serviço: também serão deduzidos da receita bruta, pois são os que guardam proporcionalidade com o preço da venda efetuada ou do serviço prestado. São exemplos de impostos incidentes sobre o faturamento: IPI — Im- posto sobre Produtos Industrializados (União); ICMS — Imposto sobre Operação Relativa à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Industrial e Intermunicipal, de Comunicação e Energia Elétrica (estado); ISSQN — Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (município). A receita líquida das vendas de produtos e de serviços, o custo das mercadorias vendidas ou dos serviços prestados e o lucro bruto. ■ Receita operacional líquida: constitui a base de cálculo para análise das receitas efetivamente realizadas pela empresa em determinado período. Evidencia o valor da venda líquida de bens e serviços oriundo da atividade da empresa, subtraindo as deduções incidentes sobre a receita bruta (faturamento). ■ Custo das Mercadorias Vendidas (CMC)/Custo dos Serviços Pres- tados (CSP)/Custo dos Produtos Vendidos (CPV): os custos a serem atribuídos como CMV, CSP ou CPV no exercício devem ser corres- pondentes às receitas de vendas dos produtos e serviços reconhecidos como tal no mesmo período, obedecendo ao princípio da competência. Deduzindo a receita líquida do custo das mercadorias vendidas, será gerado o lucro bruto ou resultado bruto. ■ Lucro bruto ou resultado bruto: de acordo com o artigo 187, item II, da Lei nº. 6.404/76 (BRASIL, 1976, documento on-line), deve ser computado na DRE o custo das mercadorias e dos serviços vendidos ou prestados no exercício, que, deduzido das receitas correspondentes, gera o lucro bruto. Todas as despesas operacionais, como as despesas com as vendas, as financeiras, as deduzidas das receitas, as despesas gerais e as administrativas. ■ Despesas operacionais: segundo a Lei das Sociedades por Ações, as despesas operacionais correspondem ao esforço financeiro necessário para que a empresa possa funcionar, ou seja, financiar suas atividades de vendas, produção e prestação de serviços. Constituem as despesas pagas ou incorridas no período (princípio da competência). Não Oficina contábil: DRE8 estão relacionadas a elas aquelas alocadas na fabricação de produtos ou na prestação dos serviços, pois essas compõem os custos das mercadorias ou dos serviços. ■ Despesas de vendas: têm a função de registrar as despesas com a comercialização dos produtos, mercadorias ou serviços para atender aos objetivos da empresa. Exemplos: despesas com pessoal de vendas, administrativo interno de vendas, propaganda e publicidade, etc. ■ Despesas administrativas: representam os gastos pagos ou incorri- dos necessários para arcar com despesas para a gestão ou direção da empresa. Sua função é registrar, em cada conta específica, as despesas com a administração do negócio para atender aos objetivos da empresa. Dentre as despesas mais comuns, temos: honorários da administração, salários e encargos do pessoal administrativo, etc. O lucro ou o prejuízo operacional, as outras despesas e as receitas. ■ Resultados financeiros líquidos: o artigo 187 da Lei nº. 6.404/76 (BRASIL, 1976, documento on-line) define como despesas operacio- nais as despesas financeiras deduzidas das receitas, ou seja, as recei- tas financeiras deverão ser compensadas das despesas financeiras. ■ Receitas financeiras são receitas geradas em função de: – descontos obtidos; – juros recebidos; – rendimentos de aplicação financeiras (fundos de investimento, por exemplo). ■ Despesas financeiras: são caracterizadas por serem despesas decor- rentes da necessidade de capital de giro ou do financiamento do ativo: – juros pagos; – descontos concedidos; – despesas bancárias, tais como: IOF, manutenção da conta corrente, dentre outras. ■ Outras receitas e despesas operacionais: são as chamadas atividades acessórias do objeto social da empresa. São compostas por itens que não são provenientes da atividade fim da empresa, tais como: – participação nos resultados de coligadas e controladas pelo método de equivalência patrimonial; – dividendo e rendimentos de outros investimentos; – amortização de ágio ou deságio de investimentos; – vendas diversas que não correspondem à atividade fim da empresa (venda de sucatas). 9Oficina contábil: DRE O resultado do exercício antes do imposto de renda e a provisão para o imposto. ■ Resultado operacional antes do IR (Imposto de Renda)a conjuntura do negócio, pelas instituições financeiras para analisar a viabilidade da concessão de empréstimos e financiamentos, pelos investidores para averiguar se a entidade é um bom negócio para se investir, pelos fornecedores no momento de liberar as compras a prazo, entre outros. Princípios fundamentais de contabilidade 3 Dessa forma, conclui-se que a função da contabilidade é prover de informa- ções os usuários internos e externos, por meio dos relatórios e demonstrações contábeis, e realizar análise de caráter quantitativo e qualitativo sobre o patrimônio das entidades. Para cumprir esse papel, a contabilidade utiliza um conjunto de termos para realizar as suas atividades. Essa terminologia própria e homogênea facilita o entendimento e a comunicação com os usuários da informação contábil. Dessa forma, cada uma das áreas contábeis possui sua terminologia própria, por isso, é importante que o profissional se especialize na área em que deseja atuar. É comum encontrarmos nas diversas profissões terminologias pró- prias, com palavras cujos significados são específicos para aquela área de trabalho, e na contabilidade não é diferente. Algumas das palavras mais comuns na contabilidade são: ativo, passivo, débito, crédito, conta, lançamento, partidas dobradas, despesa, receita, gasto, custo, plano de contas, entre outras (RIBEIRO, 2019). Características qualitativas da informação contábil Para ser útil aos seus usuários, a informação contábil precisa preencher certos requisitos indispensáveis para garantir a qualidade necessária. Portanto, não é qualquer informação produzida que é útil. Ela deve atender a certas exigências que estão previstas nas normas contábeis emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). O atendimento a esses requisitos é indispensável para não induzir o usuário da informação a erro, uma vez que ele toma decisões baseadas nessas informações. Por exemplo, se você for viajar para um destino cujo caminho você não conhece e alguém alguém lhe indicar um caminho errado, você poderá chegar a um destino que não gostaria, a algum lugar perigoso e até mesmo ficar sem condições de retornar. O mesmo ocorre com o usuário da informação contábil caso as informações que lhe sejam oferecidas não preencham as características qualitativas da informação contábil. Essas características são divididas em fundamentais e de melhoria, as quais serão abordadas nas seções a seguir. Princípios fundamentais de contabilidade4 Características qualitativas fundamentais Segundo a Norma Brasileira de Contabilidade Técnica Geral (NBC), as ca- racterísticas qualitativas fundamentais são de relevância e representação fidedigna. A informação contábil é relevante quando ela é capaz de fazer a diferença na tomada de decisões dos seus usuários, como quando elas per- mitem ao usuário prever determinadas situações e/ou confirmar avaliações já realizadas com base em dados contábeis ou até de outras fontes. Além disso, a materialidade é um aspecto da relevância da informação contábil, pois a informação é material quando a sua distorção, omissão ou incerteza pode influenciar as decisões do seu usuário (CONSELHO FEDERAL DE CONTA- BILIDADE, 2019). Com base no exemplo anterior, agora suponha que quando você for viajar para um destino cujo caminho é desconhecido e alguém lhe der uma infor- mação que possibilite prever o melhor horário para a viagem a fim de não enfrentar congestionamentos, essa informação será relevante e fará toda a diferença na sua viagem. Assim, é com a utilização da informação contábil. Por exemplo, se um gestor que está prestes a tomar a decisão de contratar mais 100 empregados consultar os relatórios e demonstrações contábeis, nos quais consta que, em- bora as vendas estejam em alta, os clientes não estão pagando as operações realizadas a prazo. Devido a essa insuficiência de recursos, não será possível arcar com um aumento na folha de pagamento de 100 novos empregados, mas sim de 40. Assim, essa informação foi extremamente relevante e evitou a contratação em um momento inadequado para tais despesas. Já a característica da representação fidedigna da informação contábil se refere à confiabilidade que essas informações devem ter. Para que a informação contábil seja confiável, ela deve ser completa, neutra e isenta de erros. Mesmo sabendo que a perfeição nem sempre é possível de se alcançar, o objetivo dessa característica é aumentar o máximo possível a completude e a neutralidade e diminuir ou extinguir a ocorrência de erros. A informação é completa quando contém todos os dados importantes para que o usuário compreenda os fenômenos que estão sendo represen- tados e inclui todas as descrições e explicações necessárias — por exemplo, a representação completa do grupo de ativos, a descrição da natureza dos ativos do grupo, o valor de todos os componentes do grupo de ativos e a descrição daquilo que a representação numérica retrata (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2019). Princípios fundamentais de contabilidade 5 A neutralidade da informação contábil é caracterizada por não ser ten- denciosa na seleção de informações financeiras que devem ser apresentadas e por não conter manipulações que façam com que elas transmitam uma situação favorável ou desfavorável. A isenção de erros significa que o processo utilizado para produzir as informações apresentadas foi selecionado e aplicado sem erros no processo. No entanto, a informação contábil isenta de erros não quer dizer que a re- presentação tem de ser precisa em todos os aspectos, mas, sim, que não há erros ou omissões na descrição do fenômeno. Por exemplo, a estimativa de preço ou de valor não observável não pode ser determinada como precisa ou imprecisa (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2019). Características qualitativas de melhoria As características qualitativas da informação contábil de melhoria compre- endem comparabilidade, capacidade de verificação, tempestividade e com- preensibilidade, as quais melhoram a utilidade das informações relevantes e possuem representação fidedigna do que pretendem representar (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2019). A comparabilidade se fundamenta na possibilidade de a informação con- tábil de uma entidade ser comparada com dados de outras entidades e com informações similares de outro período da mesma entidade. Sendo assim, a comparabilidade jamais se refere a um único elemento, mas, no mínimo, a dois itens. Nesse caso, é indispensável que os itens a serem comparados tenham consistência, como, por exemplo, a utilização dos mesmos métodos. A capacidade de verificação como uma característica qualitativa da in- formação contábil diz respeito à possibilidade de vários observadores bem- -informados e independentes chegarem ao consenso de que determinada representação é fidedigna (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2019). A tempestividade se caracteriza por disponibilizar as informações no tempo certo, ou seja, a tempo de serem analisados os dados que podem influenciar na tomada de decisões. De modo geral, quanto mais antiga é a informação, menos utilidade ela tem, porém há casos que mesmo informações passadas continuam tendo utilidade, como identificação e avaliação de tendências (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2019). Também a informação contábil é dotada de melhoria quando ela é com- preensível e os dados estão ordenados e classificados com clareza e precisão. Destaca-se que as características qualitativas de melhoria, sendo conside- radas individualmente ou na sua totalidade, não têm a capacidade de tornar Princípios fundamentais de contabilidade6 informações que são irrelevantes em relevantes, duvidosas em confiáveis. Por isso, são características de melhoria, uma vez que esses atributos guarnecem as informações contábeis de maior utilidade aos seus usuários. As características qualitativas da informação contábil não se resu- mem a meros atributos imprescindíveis às informações, elas assu-e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) (lucro ou prejuízo): o resultado obtido até este ponto da DRE constitui base de cálculo da provisão para IR e da provisão para contribuição social. Caso o resultado obtido seja negativo, caracterizando prejuízo em sua movimentação, não haverá incidência de IR e CSLL. Participações e contribuições. ■ Participações de empregados, debêntures, partes beneficiárias e administradores, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de fundos ou instituições de assistências e previdência de empregados, as quais devem ser calculadas e deduzidas após a apuração do resul- tado depois do Imposto de Renda e da CSLL. Essas participações, normalmente, estão previstas no estatuto da empresa O lucro ou o prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social. ■ Resultado líquido do exercício (lucro ou prejuízo): o resultado líquido corresponde ao resultado final do exercício “à disposição” dos pro- prietários (sócios ou acionistas), que, apoiados em determinações legais e estatutárias, determinam a forma como será feita a sua distribuição. O saldo remanescente integrará o patrimônio líquido da empresa na conta lucros ou prejuízos acumulados. Caso o resultado apurado no período seja prejuízo, esse também deverá compor o balanço patrimonial na conta de lucros ou prejuízos acumulados, porém, reduzindo o patrimônio líquido da empresa. Oficina contábil: DRE10 AZEVEDO, M. C. (Org.). Estrutura e análise das demonstrações financeiras. Campinas: Alínea, 2015. BRASIL. Lei n° 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 17 dez. 1976. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ LEIS/L6404consol.htm. Acesso em: 29 jan. 2019. CAVALCANTE, F. Demonstrações contábeis: elaboração e análise. Aracaju: CRCSE, 2017. COSTA, L. A. Introdução a contabilidade. Rio de Janeiro: FGV DIREITO RIO, 2018. MULLER, A. N. Contabilidade básica: fundamentos essenciais. São Paulo: Pearson, 2009. Leituras recomendadas BÄCHTOLD, C. Contabilidade básica. Curitiba: Instituto Federal do Paraná, 2011. PADOVEZE, C. L. Sistemas de informações contábeis. São Paulo: Atlas, 2002. TESSARI, O. A. Contabilidade básica. Centro Universitário Leonardo da Vinci. Indaial: Grupo Uniasselvi, 2010. 11Oficina contábil: DRE Conteúdo: DICA DO PROFESSOR Na Dica do Professor, você vai conhecer os conceitos dos itens que compõem uma DRE por meio da Oficina DRE. Assista. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! EXERCÍCIOS 1) Preocupado com a necessidade de fazer a manutenção preventiva de duas máquinas do departamento de embalagem, Marcos Alcântara resolveu, muito a contragosto do sócio da empresa, Sr. Waldemar, realizar um adiantamento para a única empresa prestadora desse serviço na cidade e garantir que a manutenção seja realizada por pessoas que já conhecem as máquinas. Como os técnicos dessa empresa são muito ocupados, a alternativa seria a contratação de uma outra empresa, em que os técnicos teriam que se locomover de avião e ficar hospedados na cidade, além de não conhecerem as máquinas. Assumindo o risco, Marcos realizou o pagamento à vista, por meio de transferência bancária. Sabe-se que há um procedimento especial a ser realizado nessas ocasiões, mas que lançamento contábil deve ser feito? A) D - Adiantamentos a fornecedores e C - Caixa e equivalentes de caixa. B) D - Investimentos e C - Caixa e equivalentes de caixa. C) D - Despesas com manutenção industrial e C - Caixa e equivalentes de caixa. D) D - Caixa e equivalentes de caixa e C - Adiantamentos a fornecedores. E) D - Despesas com manutenção industrial e C - Fornecedores. 2) Como de praxe, a Imobiliária Azul Ltda. realiza uma festa de confraternização anual para todos os seus funcionários e colaboradores. Por ser uma imobiliária que atua apenas com imóveis de altíssimo padrão, essas confraternizações são muito disputadas porque a festa realmente é muito luxuosa. Este ano, a festa promete ainda mais porque houve um crescimento de 50% nos negócios da empresa e foi um excelente ano. Nesse caso, como o contador da empresa irá registrar essa festa no livro razão? A) D - Máquina e equipamentos e C - Fornecedores. B) D - Despesas com confraternizações e C - Caixa e equivalentes de caixa. C) D - Despesas com seguros e C - Caixa e equivalentes de caixa. D) D - Despesas com comissões sobre vendas e C - Caixa e equivalentes de caixa. E) D - Caixa e equivalentes de caixa e C - Despesas com confraternizações. Uma determinada empresa distribuiu peças automobilísticas de uma grande indústria francesa. Como parte de suas atividades definidas em contrato, essa empresa é responsável pela distribuição a concessionárias da marca em todas as cidades do Brasil, sendo a única empresa autorizada a realizar essas vendas. Todas essas empresas atuam no formato de "cadeias de produção", sendo que, apesar de serem empresas diferentes, atuam em conjunto como se fossem uma só empresa. Como um procedimento de praxe, a empresa, que tem galpões no Espírito Santo, costuma enviar um caminhão carregado para todas as 56 cidades pelo Brasil onde a marca mantém concessionárias. Esses caminhões são sempre enviados no dia 25 e normalmente chegam aos seus destinos ainda dentro do mês. No entanto, há uma cidade de acesso mais restrito onde o caminhão somente consegue entregar as mercadorias no outro mês, por volta dos dias 1 e 2. Por isso, para todos os casos, o contador costuma realizar o seguinte lançamento 3) contábil: D - Estoques em trânsito e C - Estoques. Assim que as mercadorias são efetivamente entregues, o contador realiza o seguinte lançamento contábil: D - Clientes e C - Estoques em trânsito. É justificável esse procedimento realizado por esse contador? A) Não é justificável, as vendas podem ser realizadas de imediato, já no momento da emissão da Nota Fiscal. B) Não é justificável. Por sinal, a operação toda não é justificável. Se as empresas são autorizadas e trabalham em uma mesma rede de fornecedores, então, nem haveria necessidade de registros contábeis nessas operações, apenas, no máximo, informar a localização das mercadorias. C) Sim, é justificável. O contador está indo ao encontro do regime de competência, atendendo aos princípios contábeis da realização e da confrontação das despesas com as receitas. D) Sim, é justificável, porque fazendo isso o contador está preservando o valor das mercadorias. E) Não é justificável, uma vez que com esse procedimento a empresa não atende ao regime de competência e aos princípios contábeis da realização e da confrontação das despesas com as receitas. 4) Identifique a ordem que os grupos de contas devem ser apresentadas na demonstração do resultado simplificada, considerando a estrutura prevista na Lei 6.404/76, Lei 11.638/07 e Lei 11.941/09, e escolha a alternativa que traz a resposta correta, considerando a sequência de cima para baixo. A) Custo da mercadoria vendida – Receita líquida = Lucro bruto –Despesas operacionais = Lucro ou Prejuízo B) Lucro bruto – Despesas operacionais + Receita líquida – Custo da mercadoria vendida = Lucro ou Prejuízo C) Despesas operacionais – Receita líquida – Custo da mercadoria vendida = Lucro bruto = Lucro ou Prejuízo D) Receita líquida – Custo da mercadoria vendida =Lucro bruto –Despesas operacionais = Lucro ou Prejuízo E) Receita líquida – Despesas operacionais – Custo da mercadoria vendida = Lucro bruto = Lucro ou Prejuízo 5) A empresa Lagospel Ltda. é uma indústria de papel e celulose que produz, entre outras coisas, papel higiênico. É muito comum os supermercados encomendarem à Lagospel Ltda. lotes de produtos com a marca do supermercado, o que se chama no mercado, em geral, de "operação de marca própria". No caso, os supermercados Bareful S.A., preocupados em manter a regularidade de oferta deseu papel higiênico marca própria, uma vez que há uma grande quantidade de pedidos na Lagospel, resolveram adiantar o valor da produção de novembro deste ano, com a condição de que a Lagospel cumpra seus prazos. Sabendo que estamos em fevereiro e que o pagamento foi realizado à vista, conforme transferência bancária e conforme contrato, assinale a alternativa que apresenta como o contador deve registrar essa operação no livro diário. A) D - Clientes e C - Adiantamentos de clientes. B) D - Ivestimentos e C - Adiantamentos de clientes. C) D - Caixa e equivalentes de caixa e C - Vendas. D) D - Investimentos e C - Caixa e equivalentes de caixa. E) D - Caixa e equivalentes de caixa e C - Adiantamentos de clientes. NA PRÁTICA Controlar os estoques é um dos principais desafios de todo contator. É uma tarefa que deixa muita gente curiosa para saber como ocorre. A jornalista Vera Trigueiro estava realizando uma série de reportagens sobre Economia e Administração e foi conversar com a contadora Lúcia Paraná. Uma das perguntas que a Vera fez foi: como os contadores controlam os estoques? Veja a seguir a resposta da contadora. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! SAIBA MAIS Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: A importância da informação contábil no processo de tomada de decisão nas micro e pequenas empresas Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! A importância do DRE para as redes de franquias Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! Apuração Contábil do Resultado APRESENTAÇÃO Nesta Unidade de Aprendizagem, apresenta-se a forma de se fazer a apuração do resultado para constatar se houve lucro ou prejuízo nos negócios de uma empresa. Conforme exigência fiscal, pelo menos uma vez por ano, as empresas estão obrigadas a encerrar todas as contas Resultado, que são as contas referentes às despesas e receitas. No confronto das receitas x despesas, apura- se o lucro ou o prejuízo. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Apontar as técnicas utilizadas para a apuração do resultado do exercício.• Encerrar as contas de despesas e receitas para apurar o lucro líquido ou prejuízo.• Contabilizar o resultado do exercício.• DESAFIO Conforme a Lei n.° 6.404/76, atualizada pela Lei n.º 11.638 de 28/12/07, as empresas apuram, no final do exercício social, considerando o exercício social que terá duração de um ano e a data do término fixada no estatuto (artigo 175), as demonstrações financeiras definidas pelos artigos 176 e 187: Artigo 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: I - balanço patrimonial; II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; III - demonstração do resultado do exercício; IV - demonstração dos fluxos de caixa (redação dada pela Lei n.º 11.638, de 2007); V - se companhia aberta, demonstração do valor adicionado (incluído pela Lei n.º 11.638, de 2007). Artigo 187. A demonstração do resultado discriminará: I - a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos; II - a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro bruto; III - as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas e outras despesas operacionais; IV - o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas (redação dada pela Lei n.º 11.941, de 2009); V - o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o imposto; VI - as participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como despesa (redação dada pela Lei n.º 11.941, de 2009); VII - o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social. §1º Na determinação do resultado do exercício serão computados: a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente da sua realização em moeda; b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas receitas e rendimentos. Com base nesses artigos, fez-se o levantamento do primeiro balancete de verificação da empresa RB Comercial Ltda., em 31.12.X14, totalizando com saldos iguais de débitos e de créditos. Posteriormente, transferiu-se as contas de resultados, representadas pelas contas de despesas ou custos e pelas contas de receitas para a conta de Resultado do Exercício. Para simples conferência, é preciso levantar o segundo balancete de verificação, pois ele apresentará somente as contas patrimoniais, observando que o saldo total das contas devedoras deverá ser igual ao saldo total das contas credoras. Por fim, é necessário transferir os saldos das contas patrimoniais e da conta Resultado do Exercício para a conta Lucros/Prejuízos Acumulados, exceto para as sociedades anônimas, de modo que todo o lucro deverá ser destinado (Lei n.° 11.638/07) para o balanço patrimonial e a apresentação da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! Para resolver este desafio, considere a seguinte situação: A empresa Cia. de Sucessos Ltda. está apurando o resultado do exercício encerrado em 31.12.X4. Durante o ano, ocorreram várias movimentações na contabilidade. Sendo assim, apure o balanço patrimonial e considere as seguintes operações ocorridas neste período: 1) Investimento no capital social da empresa, pelos sócios, no valor total de R$100.000,00 em dinheiro. 2) Compra de mercadorias (estoques) do fornecedor Super Barato Ltda., no valor total de R$40.000,00, sendo R$15.000,00 em dinheiro e R$25.000,00 a prazo. 3) Receita de vendas, no valor de R$55.000,00 para o cliente JB Ltda., sendo R$35.000,00 em dinheiro e R$20.000,00 a prazo. 4) Pagamento de despesas de salários dos empregados no valor de R$5.000,00 em dinheiro. 5) Custo das mercadorias vendidas de R$30.000,00. INFOGRÁFICO Neste infográfico, apresenta-se as contas utilizadas para a apuração do resultado do exercício. CONTEÚDO DO LIVRO Complemente seus estudos com a leitura do capítulo a seguir. Boa leitura! CONTABILIDADE BÁSICA Filipe Martins da Silva Apuração contábil do resultado Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Apontar as técnicas utilizadas para a apuração do resultado do exercício. Encerrar as contas de despesas e receitas para apurar o lucro líquido ou prejuízo. Contabilizar o resultado do exercício. Introdução Neste capítulo, você vai conhecer os procedimentos e passos para elaborar a apuração do resultado do exercício e quais contas contábeis que serão consideradas. Também será demonstrado o roteiro que deve ser respeitado para apurar o resultado e como proceder com sua contabilização. Técnicas para a apuração do resultado do exercício Toda empresa é obrigada, ao fi nal de cada exercício social (que no Brasil cor- responde ao período de 1º de janeiro à 31 de dezembro), a proceder com o encerramento de todas as contas de resultado. Cada empresa pode efetuar apurações intermediárias, isto é, mensais, bimestrais, trimestrais ou semestrais, sem a necessidade do encerramento das contas de resultado (IUDICIBUS, 2010). A apuração do resultado do exercício nas empresas, geralmente envolve diversos procedimentos, como elaboração de balancete de verificação, pas- sando por inventários físicos de bens de uso e de estoque, de conciliação de contas contábeis,elaboração de resultado bruto, do resultado líquido, tributos incidentes sobre o lucro líquido, de participações, reservas e dividendos, concluindo com a elaboração das demonstrações contábeis exigidas pela lei 6.404/1976 e suas alterações (RIBEIRO, 2013). Apurar o resultado do exercício consiste em verificar, confrontando as contas de resultado (como, por exemplo, contas de receitas e contas de despesa), se a movimentação do patrimônio da empresa apresentou lucro ou prejuízo durante o exercício social, ou seja, durante o ano. A apuração simplificada do resultado do exercício de uma empresa de prestação de serviços pode ser resumida em uma única operação: confronto das receitas com as despesas, pois por se tratar de prestação de serviços, não se faz necessária a apuração de inventário, pois a empresa não possui estoques (RIBEIRO, 2013). A diferença encontrada pode ser lucro, quando as receitas superarem as despesas; ou prejuízo, quando as despesas superarem as receitas (RIBEIRO, 2013). O saldo que consta na conta transitória do resultado do exercício, é transferido para o patrimônio líquido da empresa, constituindo na união entre as contas patrimoniais e as contas de resultado (IUDICIBUS, 2010). Roteiro para a apuração do resultado do exercício Para compreender esse processo, é necessário conhecer os passos para a apu- ração do resultado do exercício. Ao fi m de cada exercício social, as empresas realizam uma série de procedimentos visando a apuração do resultado do exercício e a elaboração das demonstrações contábeis. Os passos necessários para proceder com a apuração do resultado, de acordo com Ribeiro (2013), são: 1. Elaborar um balancete de verificação composto por contas cujos saldos serão extraídos do livro razão (razonetes). 2. Transferir os saldos das contas de despesas e receitas para a conta transitória resultado do exercício. Esse processo também é conhecido como “zeramento das contas”. 3. Apurar no livro razão o saldo da conta resultado do exercício. Nesse mo- mento, será possível identificar se a empresa incorreu em lucro ou prejuízo no exercício. A conta resultado do exercício receberá, a seu débito, os saldos das contas de despesas e, à crédito, os saldos das contas de receitas. Caso o resultado dessa conta for devedor, o resultado corresponderá a prejuízo; se o saldo for credor, o resultado corresponderá a lucro. 4. Transferir o resultado da conta resultado do exercício para a conta lucros acumulados, se for lucro, ou para a conta prejuízos acumulados, se for prejuízo. Essas contas são patrimoniais, do grupo do patrimônio líquido. 5. Elaborar o balanço patrimonial. Apuração contábil do resultado2 Após a apuração do resultado, em caso de lucro, a empresa devera calcular os tributos incidentes sobre o lucro (no caso, o imposto de renda pessoa jurídica (IRPJ) e a contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL)) e o valor das participações, dividendos e distribuição de lucros de acordo com o definido no estatuto ou contrato social da empresa (IUDICIBUS, 2010). Um exercício contábil é o período de um ano em que se faz a apuração do resultado. Não necessariamente o exercício contábil de um ano coincide com o ano civil, mas o exercício contábil tem de ter 12 meses. O início e o fim do exercício serão determinados pela empresa. Encerramento das contas de receitas e despesas As contas de resultado representam basicamente as receitas, custos e despesas incorridas em um determinado período na empresa. A demonstração que apresenta essa movimentação é a demonstração do resultado do exercício (DRE). Dada essa característica, deve-se encerrar essas contas em cada fi nal de exercício e, depois, deve-se proceder com o encerramento do exercício, pois somente por esse método é possível apurar o resultado do exercício. Segundo Iudicibus (2010), para apurar o resultado de determinado exercício social, é necessário transferir todos os saldos contábeis das contas de resultado para uma conta transitória denominada resultado do exercício. Para efetuar essa transferência, deve-se “zerar” as contas de resultado. Mas antes devemos conhecer como são efetuadas as movimentações contábeis de cada conta de resultado. Os lançamentos em contas de receita são a crédito, enquanto as contas de despesas e custos são lançadas a débito. Para zerar essas contas, deve-se efetuar o lançamento inverso, no valor do saldo da conta. Isto é, as receitas são lançadas a débito e os custos e despesas a crédito, para fins de encerramento. Resultado apurado O saldo encontrado na conta resultado do exercício representa o lucro (caso o saldo de receitas seja superior à conta de despesas) ou prejuízo (caso o saldo de despesas seja superior à conta de receitas). Caso a empresa obtenha lucro, deve-se calcular a provisão para o imposto de renda (IRPJ) e a contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL), constituir as reservas de lucros defi nidas 3Apuração contábil do resultado por lei e, com o saldo remanescente, distribuir o resultado excedente para os sócios, acionistas e proprietários (IUDICIBUS, 2010). Antes de transferir o saldo da conta resultado do exercício para a conta lucros acumulados, é preciso calcular e contabilizar as deduções e as partici- pações do resultado do exercício. As deduções do resultado do exercício são duas: contribuição social sobre o lucro líquido e imposto de renda sobre o lucro líquido. Esses dois valores, que serão deduzidos da conta resultado do exercício, correspondem a duas obrigações devidas pela empresa ao governo federal, e ambas, obrigatoriamente, precisam ser calculadas e contabilizadas no momento da apuração do resultado do exercício. (RIBEIRO, 2013). A contribuição social sobre o lucro líquido se destina ao financiamento da seguridade social e é calculada sobre o resultado do exercício, ajustado de acordo com o que estabelece a legislação tributária. Já o imposto de renda pessoa jurídica é calculado sobre o lucro líquido, que também representa uma obrigação que as empresas têm para com o governo federal. (RIBEIRO, 2013). Após calcular os tributos, deve-se calcular, com o saldo remanescente, as participações correspondentes às parcelas do resultado do exercício destinadas aos proprietários de debêntures e de partes beneficiárias, aos empregados, aos administradores e às instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados. Debêntures são títulos de créditos emitidos por sociedades anônimas, que conferem a seus titulares direitos de créditos, nas condições constantes das escrituras de emissão ou dos certificados. Partes beneficiárias são títulos negociáveis, sem valor nominal, que concedem direito de participa- ção nos lucros. A base de cálculo das participações é o resultado do exercício, após o imposto de renda, diminuído dos prejuízos acumulados (RIBEIRO, 2013). Em caso de prejuízo, não é calculado o IRPJ, CSLL, participações, e não é distribuído lucro para os sócios e acionistas. Conforme a Lei nº. 6.404/1976 e suas alterações, o exercício social é o período no qual as organizações são obrigadas a elaborar as demonstrações contábeis. Esse período deverá ter duração de um ano e a data do término será fixada no estatuto social, conforme se depreende da leitura do artigo 175 dessa mesma lei: Art. 175. O exercício social terá duração de um ano e a data do término será fixada no estatuto. Parágrafo único. Na constituição da companhia e nos casos de alteração estatutária, o exercício social poderá ter duração diversa. (BRASIL, 1976, documento on-line). Apuração contábil do resultado4 Contabilização do resultado do exercício Antes de proceder com a contabilização, cabe compreender como se movimentam e comportam as contas contábeis na contabilização, como segue na Figura 1. Figura 1. Movimentações contábeis. Para proceder com a contabilização da apuração do resultado do exercício, primeiro observamos o balancete apurado no exercício, como apresentado na Figura2. Figura 2. Balancete de verificação. 5Apuração contábil do resultado As contas que deverão ser encerradas (zeradas) são apenas as contas de resultado. Nesse caso, são as contas de receita de vendas de mercadorias, receita de prestação de serviços, devolução de vendas, ISSQN sobre serviços, ICMS sobre vendas, PIS sobre vendas, Cofins sobre vendas, custo da mercadoria vendida (CMV), despesas de aluguel e despesa de depreciação. Para efetuar o encerramento dessas contas, deve-se debitar as contas de receitas e creditar na conta transitória resultado do exercício. Para as contas de despesa, deve- -se creditar as contas de despesa e debitar na conta transitória resultado do exercício. A seguir, na Figura 3, são apresentados os lançamentos prontos. Figura 3. Lançamentos em diário da apuração do resultado do exercício. Apuração contábil do resultado6 Após elaborar os lançamentos de encerramento, é possível verificar o resultado incorrido na empresa no período. Para isso, devemos observar o livro razão da conta resultado do exercício. O livro razão é apresentado no formato de razonete, como podemos observar na Figura 4, a seguir: Figura 4. Apuração do resultado do exer- cício em formado de razonete. Após apurar o resultado, podemos observar que o total de débitos corresponde a R$ 67.814,19, e o total de créditos a R$ 25.625,00. Ou seja, mais despesas do que receitas, o que indica que o resultado da empresa foi um prejuízo. Nesse caso, devemos transferir o saldo para a conta de patrimônio líquido denominada “prejuízos acumulados”. O lançamento será o apresentado na Figura 5. Figura 5. Lançamento de transferência do resultado do exercício para o patrimônio líquido. Com a finalização do resultado do exercício, é possível apurar o balanço patrimonial final. É possível observar que o resultado apurado se encontra no patrimônio líquido sob o nome de prejuízos acumulados, como podemos observar na Figura 6. 7Apuração contábil do resultado Figura 6. Balanço patrimonial apurado após o encerramento do exercício. BRASIL. Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 17 dez. 1976. Disponível em: . Acesso em: 16 dez. 2018. IUDICIBUS, S. Contabilidade introdutória. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2010. RIBEIRO, O. M. Contabilidade básica. 29. ed. São Paulo: Saraiva, 2013. Leituras recomendadas GELBCKE, E. R. et al. Manual de contabilidade das sociedades por ações: aplicável às demais sociedades. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2018. MARION, J. C. Contabilidade empresarial. São Paulo: Atlas, 2005. PADOVEZE, C. L. Manual de contabilidade básica: contabilidade introdutória e interme- diária. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2017. Apuração contábil do resultado8 Conteúdo: DICA DO PROFESSOR Neste vídeo, apresenta-se o roteiro para a apuração do resultado do exercício. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! EXERCÍCIOS 1) A empresa Lusa Ltda. está apurando o seu balanço patrimonial. Veja os dados a seguir: Com base nos saldos das contas do fechamento do resultado do exercício, assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o balanço patrimonial da empresa: A) R$41.500,00 B) R$47.880,00 C) R$65.000,00 D) R$40.200,00 E) R$37.880,00 2) O artigo 176, da Lei n.o 6.404/76, atualizada pela Lei n.o 11.638/07, define que as empresas apurem o resultado do exercício. Com isso, é necessário o encerramento das contas Resultado. Assinale a alternativa que identifica CORRETAMENTE as contas Resultado: A) Contas do ativo e do passivo. B) Contas de despesas e conta do passivo. C) Contas de despesas e receitas. D) Contas do ativo e conta Patrimônio Líquido. E) Contas do ativo e de despesas. 3) A empresa Casa do EPI apurou um lucro no saldo da conta Resultado do Exercício ou Apuração do Resultado do Exercício (ARE). O lançamento final do fechamento da conta Resultado do Exercício será de: A) D = Resultado do Exercício ou ARE C = Lucros Acumulados B) D = Lucros Acumulados C = Resultado do Exercício ou ARE D = Caixa C) C = Resultado do Exercício ou ARE D) D = Bancos Conta Movimento C = Resultado do Exercício ou ARE E) D = Resultado do Exercício ou ARE C = Capital Social 4) Em junho de X15, a empresa Ouro e Prata Ltda. vendeu produtos no valor de R$80.000,00, recebendo à vista R$30.000,00. O restante foi recebido em 30 dias. Durante o mês de junho de X15, a organização teve as seguintes despesas: aluguéis, telefone, salários, conta de água no valor total de R$15.000,00. Parte dessas despesas foi paga em dinheiro, no próprio mês de junho, no valor de R$5.000,00. O restante foi quitado em julho de X15. Pelo regime de competência, o resultado do exercício em junho de X15 foi um lucro de: A) R$75.000,00. B) R$65.000,00. C) R$70.000,00. D) R$45.000,00. E) R$35.000,00. 5) Um lançamento a débito de uma conta provocou o aumento do saldo. A conta classificada neste lançamento deve ser: A) Retificadora do Ativo ou Retificadora do Passivo. B) No grupo do passivo ou no grupo do Patrimônio Líquido. C) No grupo do ativo. D) Retificadora do Ativo Circulante. E) Retificadora do Ativo não Circulante. NA PRÁTICA Geralmente, as empresas apuram o resultado de suas atividades no final do ano civil. A Lei n.° 6.404/76 esclarece que o prazo do exercício social é de um ano. Esta apuração é necessária para se verificar se a empresa obteve lucro ou prejuízo. SAIBA MAIS Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: IRPJ - Lucro real Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! Princípios Contábeis Aplicados à Contabilidade Pública APRESENTAÇÃO A contabilidade pública tem por obrigação reportar toda e qualquer movimentação patrimonial, financeira e orçamentária realizada pelo setor público. Essas funções da contabilidade pública estão ancoradas nos princípios contábeis, que são universais, mas recebem interpretação mais específica voltada para o setor público. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Identificar os princípios contábeis.• Distinguir os itens da classificação do PP sob o enfoque contábil.• Reconhecer os componentes do Patrimônio Público.• DESAFIO Suponha que você é um gestor público recém-chegado à sua nova função em determinado órgão público. Sua primeira ação foi solicitar uma auditoria interna, como forma de identificar os pontos positivos e os pontos de melhoria existentes. Ao receber e analisar a parte contábil do relatório, você constata que foram detectados diversos itens que desrespeitavam os princípios contábeis, quais sejam: 1. Todos os fatos contábeis são registrados no último dia do mês. 2. Foram adquiridos 6 automóveis. Cada um apresenta custo de mercado de R$35.000,00 e foram registrados com este valor. Porém, em negociação com a montadora, foi obtido um desconto e cada carro custou R$30.000,00, ou seja, foi registrado o valor de mercado, e não o que realmente foi pago. 3. Será recebida uma verba adicional daqui a três meses, porém o valor já foi registrado no mês atual. Tendo este relatório em mãos, responda: qual princípio foi desrespeitado em cada um dos casos elencados na auditoria?Justifique a sua resposta. INFOGRÁFICO O imagem a seguir representa a esquematização do que será tratado nesta Unidade de Aprendizagem, incluindo, além dos princípios contáveis, a classificação do PP sob o enfoque contábil e os componentes do Patrimônio Público. CONTEÚDO DO LIVRO O conteúdo a seguir parte da premissa de que os princípios contábeis representam a essência das doutrinas e teorias relativas à contabilidade, sendo as pedras fundamentais para a atuação do profissional contábil. Leia o capítulo Estrutura orçamentária: princípios contábeis aplicados à contabilidade pública da obra Fundamentosde Contabilidade Pública que é a base teórica desta Unidade de Aprendizagem. Boa leitura. FUNDAMENTOS DE CONTABILIDADE PÚBLICA Thiago Bernardo Borges B732f Borges, Thiago Bernardo. Fundamentos de contabilidade pública [recurso eletrônico] / Thiago Bernardo Borges. – Porto Alegre : SAGAH, 2016. Editado como livro impresso em 2016. ISBN 978-85-69726-43-2 1. Contabilidade pública – Fundamentos. 2. Administração pública. I. Título. CDU 657:35 Catalogação na publicação: Poliana Sanchez de Araujo – CRB 10/2094 Estrutura orçamentária: princípios contábeis aplicados à contabilidade pública Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: � Identificar os princípios contábeis. � Distinguir os itens da classificação do Patrimônio Público (PP) sob o enfoque contábil. � Reconhecer os componentes do patrimônio público. Introdução A contabilidade pública tem por obrigação reportar toda e qualquer movimentação patrimonial, financeira e orçamentária realizada pelo setor público. Essas funções da contabilidade pública estão ancora- das nos princípios contábeis, que são universais, mas recebem inter- pretação mais específica voltada para o setor público. Definição dos princípios contábeis Os princípios contábeis representam a essência das doutrinas e teorias re- lativas à contabilidade. Eles são a base da atuação do profissional contábil. A Resolução CFC nº 1.111/2007 (Apêndice II da Resolução CFC nº750/1993) torna pública a interpretação dos princípios contábeis sob a perspectiva do setor público. Princípio da entidade Para o setor privado: o princípio da entidade reconhece o patrimônio como objeto da contabilidade. Ele afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um patrimônio particular no universo dos patrimônios exis- tentes. Por consequência, nesta acepção, o patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição. Para o setor público: para o ente público, ele se afirma pela autonomia e responsabilização do patrimônio a ele pertencente. A autonomia patrimonial tem origem na destinação social do patrimônio e na respon- sabilização pela obrigatoriedade da prestação de contas pelos agentes públicos. Saiba mais Princípio da continuidade Para o setor privado: (já não recebe mais a nomenclatura de princípio, mas pressuposto básico, segundo o CPC) pressupõe-se que a entidade continuará em operação no futuro previsível. Não existe intenção ou necessidade de ela ser extinta. Permanece gerando lucro indefinidamente. Para o setor público: no âmbito da entidade pública, a continuidade está vinculada ao total cumprimento da destinação social do seu patrimônio, ou seja, a entidade existe enquanto durar sua finalidade. Princípio da competência Privado: (já não recebe mais a nomenclatura de princípio, mas pressuposto básico, segundo o CPC) é obrigatório que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos quando ocorrem, que sejam lançados nos regis- tros contábeis e que sejam reportados nas demonstrações contábeis dos perí- odos a que se referem. Público: existe o mesmo entendimento para o registro das variações patri- moniais, apesar de, no subsistema orçamentário, ocorrer um registro diferente. Oportunidade Privado: para o setor privado, essa característica qualitativa da informação contábil pode ser desmembrada em integridade, relevância, materialidade, confiabilidade e predominância da essência sobre a forma. Fundamentos de contabilidade pública68 Público: é base indispensável à integridade e à fidedignidade dos regis- tros contábeis dos atos e fatos que afetam ou possam afetar o patrimônio da entidade pública. Registro pelo valor original Privado/público: é uma orientação válida para os dois universos, que corres- ponde ao registro contábil pelo valor de entrada do bem. Prudência Privado/público: é uma orientação válida para os dois universos. Aqui, o registro contábil utiliza certo grau de precaução ao fazer os julgamentos ne- cessários às estimativas em certas condições de incerteza. Ou seja, ativos ou receitas não devem ser superestimados e passivos ou despesas não devem ser subestimados. Antes você viu que o objeto da contabilidade pública é o Patrimônio Pú- blico (PP). Agora você verá como ele é classificado. Classificação do PP sob o enfoque contábil: a. Ativos – recursos controlados pela entidade como resultado de eventos passados. O esperado é que resultem em benefícios econômicos futuros ou em potencial de serviços para a entidade; b. Passivos – obrigações presentes da entidade, derivadas de eventos pas- sados. O esperado é que os pagamentos dos passivos resultem em saí- das de recursos capazes de gerar benefícios econômicos ou potencial de serviços para entidade; c. Patrimônio líquido – valor residual dos ativos da entidade depois de deduzidos todos os seus passivos. Como você pode perceber, a classificação do patrimônio na contabilida- de pública é a mesmo utilizada na contabilidade aplicada ao setor privado. Contudo, os bens que compõem o patrimônio público possuem identificação diferente de acordo com sua finalidade. Essa classificação diferenciada é ne- cessária porque o setor público não possui a identificação de um negócio e de bens que podem ser utilizados exclusivamente para produção ou negócio Estrutura orçamentária: princípios contábeis aplicados à contabilidade pública 69 específico, nem de bens que apenas compõem o patrimônio da entidade. No caso do setor público: Bens de uso especial – são os bens de propriedade do Estado e que se destinam especialmente à execução dos serviços públicos e, por isso, são con- siderados instrumentos desses. Constituem aparelhamento administrativo, tais como edifícios das repartições públicas, terrenos aplicados ao serviço público, veículos. Bens dominicais ou do patrimônio fiscal – são aqueles que, embora in- tegrando o domínio público como os demais, deles diferem pela possibilidade sempre presente de serem utilizados em qualquer fim (permuta ou cessão) ou, mesmo, alienados pela Administração Pública, se assim o desejar. Não possuem destinação específica. Ex. Terras devolutas, prédios desativados, terrenos da marinha, títulos da dívida pública. Bens de uso comum ou bens de domínio público – são os bens de uso indistinto de pessoas, possuem caráter de uso coletivo, de fruição própria do povo. Rios, mares, estradas, ruas, praças, etc.; (CARVALHO; CECCATO, 2011, p. 11-13) Bens de uso comum ou bens de domínio público nunca foram objeto de registro pela contabilidade pública. Contudo, a partir de 2011, aqueles que absorveram ou absorvem recursos públicos, ou aqueles eventualmente recebidos em doação, deverão ser objeto de registro contábil. (NBC T 16.10 – Avaliação e mensuração de ativos e passivos em entidades do setor público, itens 30 e 31) Fique atento Os bens de uso comum que devem ser registrados são divididos em dois grupos: Ativos de infraestrutura: bens especializados por natureza e que não possuem usos alternativos, tais como: redes rodoviárias, sistemas de esgoto, sistemas de abastecimento de água e energia. Bens de patrimônio cultural: possuem significância histórica, cultural ou ambiental. Raramente são mantidos para gerar entrada de caixa. Seu re- conhecimento é facultativo e podem seguir critérios diferenciados dos utili- zados para registro de imobilizado. Ex.: sítios arqueológicos, monumentos, reservas naturais. Fundamentos de contabilidade pública70 A classificação e registro dos bens de uso comum permitirá maior trans- parência dos gastos relacionados a eles, além de efetivamente demonstrar para a sociedade que são patrimônio de todos. 1. Qual alternativa representa um dos princípios que é uma orientação válida para os dois universos: público e privado? a) Entidade. b) Continuidade. c) Competência. d)Registro pelo valor original. e) Oportunidade. 2. Quanto à classificação do Patrimônio Público (PP) sob o enfoque contábil, é CORRETO afirmar que: a) Os ativos são obrigações presentes da entidade, derivadas de eventos passados, cujos pagamentos se esperam que resultem para a en- tidade, saídas de recursos capazes de gerar benefícios econômicos ou potencial de serviços. b) Os passivos são recursos controla- dos pela entidade como resultado de eventos passados e dos quais se espera que resultem para a entidade benefícios econômicos futuros ou potencial de serviços. c) O patrimônio líquido é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passa- dos, depois de deduzidos todos os valores ativos e passivos. d) Os ativos são recursos controlados pela entidade como resultado de eventos passados e dos quais se espera que resultem para a entida- de benefícios econômicos futuros ou potencial de serviços. e) Passivos são os valores residuais dos ativos da entidade depois de dedu- zido todo o patrimônio líquido. 3. O que são bens de uso especial? a) São aqueles que, embora in- tegrando o domínio público como os demais, diferem pela possibilidade sempre presente de serem utilizados em qualquer fim (permuta ou cessão) ou alienados pela Administração Pública, se assim o desejar. b) São os bens de propriedade do Estado e que se destinam espe- cialmente à execução dos serviços públicos e, por isso, são considera- dos instrumentos desses. c) São os bens de uso indistinto de pessoas, pois possuem caráter de uso coletivo, de fruição própria do povo. d) Possuem significância histórica, cultural ou ambiental. Raramente são mantidos para gerar entrada de caixa. e) Bens especializados por natureza e que não possuem usos alterna- tivos, tais como redes rodoviárias, sistemas de esgoto, sistemas de abastecimento de água e energia. Exercícios Estrutura orçamentária: princípios contábeis aplicados à contabilidade pública 71 4. Qual das alternativas abaixo repre- senta as orientações do princípio da prudência? a) É uma orientação válida para os dois universos, que corresponde ao registro contábil pelo valor de entrada do bem. b) É um registro contábil valendo-se de certo grau de precaução no exercício dos julgamentos neces- sários às estimativas em certas condições de incerteza, no sentido de que ativos ou receitas não sejam superestimados e que passivos ou despesas não sejam subestimados. c) No público, se afirma pela autonomia e responsabilização do patrimônio a ele pertencente. No privado, o patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição. d) No público. existe o mesmo entendimento para o registro das variações patrimoniais, apesar de que, no subsistema orçamentário, ocorra um registro diferente. No privado, é obrigatório que os efei- tos das transações e outros even- tos sejam reconhecidos quando ocorrem e sejam lançados nos registros contábeis e reportados nas demonstrações contábeis dos períodos que se referem. e) No público, é base indispensável à integridade e à fidedignidade dos registros contábeis dos atos e fatos que afetam ou possam afetar o patrimônio da entidade pública, já para o setor privado essa característica qualitativa da informação contábil pode ser desmembrada em integridade, relevância, materialidade, confia- bilidade e primazia da essência sobre a forma. 5. Os bens de uso comum que devem ser registrados são divididos em quais grupos? a) Ativos de infraestrutura e bens de patrimônio cultural. b) Ativos, passivos e patrimônio líquido. c) Público e privado. d) De uso especial e do patrimônio fiscal. e) Dominicais e ativos de infraes- trutura. Fundamentos de contabilidade pública72 CARVALHO, D.; CECCATO, M. Manual completo de contabilidade pública. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. 952 p. CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Recuperado de: . Acesso em 27/06/2016. NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE APLICADAS AO SETOR PÚBLICO. Recuperado de: . Acesso em 27/06/2016. RESOLUÇÃO CFC Nº 1.111/2007 (APÊNDICE II DA RESOLUÇÃO CFC Nº750/1993). Recu- perado de: . Acesso em 27/06/2016. Leituras recomendadas ANDRADE, N. A. Contabilidade pública na gestão municipal. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2007. ARAUJO, I. P. S.; ARRUDA, D. G.; BARRETO, P. H. T. O essencial da contabilidade pública: teoria e exercícios de concursos públicos resolvidos. São Paulo: Saraiva, 2009. BEZERRA FILHO, J. E. Contabilidade pública: teoria, técnicas de elaboração de balanços e 500 questões. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. KOHAMA, H. Contabilidade pública: teoria e prática. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2010. LIMA, D. V.; CASTRO, R. G. Contabilidade pública: integrando união, estados e municípios. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2009. OLIVEIRA, A. B. S. Controladoria governamental: governança e controle econômico na implantação das políticas públicas. São Paulo: Atlas, 2010. PEREIRA, J. M. Curso de administração pública: foco nas instituições e ações governa- mentais. São Paulo: Atlas, 2008. PISCITELLI, R. B.; TIMBÓ, M. Z. F. Contabilidade pública: uma abordagem da administração financeira pública. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2010. Referências Estrutura orçamentária: princípios contábeis aplicados à contabilidade pública 73 Conteúdo: DICA DO PROFESSOR Utilizando uma outra linguagem, o vídeo busca reforçar os aspectos referentes aos princípios contábeis e os componentes do patrimônio público. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! EXERCÍCIOS 1) Qual alternativa representa um dos princípios que é uma orientação válida para os dois universos: público e privado? A) Entidade. B) Continuidade. C) Competência. D) Registro pelo valor original. E) Oportunidade. 2) Quanto à classificação do Patrimônio Público (PP) sob o enfoque contábil, é correto afirmar que: A) Os ativos são obrigações presentes da entidade, derivadas de eventos passados, cujos pagamentos se esperam que resultem para a entidade, saídas de recursos capazes de gerar benefícios econômicos ou potencial de serviços. B) Os passivos são recursos controlados pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem para a entidade benefícios econômicos futuros ou potencial de serviços. C) O patrimônio líquido é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados, depois de deduzidos todos os valores ativos e passivos. D) Os ativos são recursos controlados pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem para a entidade benefícios econômicos futuros ou potencial de serviços. E) Passivos são os valores residuais dos ativos da entidade depois de deduzido todo o patrimônio líquido. 3) O que são bens de uso especial? A) São aqueles que, embora integrando o domínio público como os demais, diferem pela possibilidade sempre presente de serem utilizados em qualquer fim (permuta ou cessão) ou alienados pela Administração Pública, se assim o desejar. B) São os bens de propriedade do Estado e que se destinam especialmente à execução dos serviços públicos e, por isso, são considerados instrumentos desses. C) São os bens de uso indistinto de pessoas, pois possuem caráter de uso coletivo, de fruição própria do povo. D) Possuem significância histórica, cultural ou ambiental. Raramente são mantidos para gerar entrada de caixa. E) Bens especializados por natureza e que não possuem usos alternativos, tais como redes rodoviárias, sistemas de esgoto, sistemas de abastecimento de água e energia. 4) Qual das alternativas abaixo representa as orientações do princípio daprudência? A) É uma orientação válida para os dois universos, que corresponde ao registro contábil pelo valor de entrada do bem. B) Registro contábil valendo-se de certo grau de precaução no exercício dos julgamentos necessários às estimativas em certas condições de incerteza, no sentido de que ativos ou receitas não sejam superestimados e que passivos ou despesas não sejam subestimados. C) No público, se afirma pela autonomia e responsabilização do patrimônio a ele pertencente e, no privado, o patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição. D) No público existe o mesmo entendimento para o registro das variações patrimoniais, apesar de que no subsistema orçamentário ocorra um registro diferente, enquanto que no privado é obrigatório que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos quando ocorrem e são lançados nos registros contábeis e reportados nas demonstrações contábeis dos períodos que se referem. E) No público, é base indispensável à integridade e à fidedignidade dos registros contábeis dos atos e fatos que afetam ou possam afetar o patrimônio da entidade pública, já para o setor privado essa característica qualitativa da informação contábil pode ser desmembrada em integridade, relevância, materialidade, confiabilidade e primazia da essência sobre a forma. 5) Os bens de uso comum que devem ser registrados são divididos em quais grupos? A) Ativos de infraestrutura e bens de patrimônio cultural. B) Ativos, passivos e patrimônio líquido. C) Público e privado. D) De uso especial e do patrimônio fiscal. E) Dominicais e ativos de infraestrutura. NA PRÁTICA Todos os princípios contábeis possuem uma aplicação prática bem definida e, como exemplo, será utilizado o Princípio da Prudência. Entre as várias alternativas válidas, para as receitas deve ser considerada a menor e para despesas, o valor maior. SAIBA MAIS Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: Reforma contábil no setor público No link abaixo você vai ler um estudo sobre a adoção dos padrões internacionais de contabilidade no setor público, impulsionados por fatores internos e externos Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! Contabilidade pública como instrumento de controle social No link abaixo você vai ler um texto sobre as características da informação contábil, as formas de controle social e as ferramentas que contribuem para o controle social Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! Contabilidade pública como ferramenta para a tomada de decisões No link abaixo você vai ler um estudo sobre feito na Prefeitura Municipal de Petrolina, analisou a contabilidade pública como uma ferramenta de decisões do gestor público Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! A Suspensão e a Cassação do Registro Profissional do Contador APRESENTAÇÃO A busca pela profissionalização de muitas atividades vem crescendo em ritmo acelerado no cenário nacional. É muito importante essa iniciativa, pois a regulamentação de muitas atividades vai ao encontro dos anseios já expressos pelo meio empresarial, acadêmico e sobretudo pela sociedade. Porém, é preciso compreender que a regulamentação ou profissionalização não é uma ação definitiva; pelo contrário, havendo alguma prática que configure crime perante a legislação vigente, ou mesmo alguma transgressão ao Código de Ética da Categoria, após a comprovação dos fatos; o profissional pode ter seu registro suspenso e até mesmo cassado em caráter definitivo. Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai estudar sobre as condições que podem levar à suspensão temporária e à cassação do registro profissional do contador. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Identificar as circunstâncias e práticas que podem resultar na cassação do registro profissional. • Definir o impacto da suspensão e/ou cassação do registro na vida profissional do contabilista. • Reconhecer os procedimentos relativos à fiscalização da atividade contábil pelos Conselhos Federal e Regional. • DESAFIO O Código de Ética Profissional tem por objetivo fixar a forma pela qual se devem conduzir os profissionais da contabilidade quando no exercício profissional e nos assuntos relacionados à profissão e à classe. Também estabelece os deveres, as proibições e as devidas penalidades para os atos irregulares praticados. Em conformidade com o Código de Ética da categoria, a que sanções o contador estará sujeito? INFOGRÁFICO Observe no infográfico as infrações e penalidades que podem levar o contador a ter o seu registro profissional suspenso e até cassado. CONTEÚDO DO LIVRO A regulamentação é muito importante para as empresas, para o próprio profissional e mais ainda para a proteção da sociedade. Nesse sentido, o profissional da contabilidade pode ser suspenso e até mesmo ter cassado seu registro em definitivo em função do cometimento de irregularidades e infrações previstas no Código de Ética da categoria e nos Códigos Civil e Penal. Essa dinâmica é tratada no livro Ética e legislação contábil, cuja leitura se concentra nas páginas 137, no item A suspensão e a cassação do registro profissional do contador, até o final da página 138. Boa leitura. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! DICA DO PROFESSOR Acompanhe no vídeo que, da mesma forma que as mudanças levaram o contabilista à busca da profissionalização, vale ressaltar que o profissional da contabilidade não está imune à fiscalização e às penalidades e sanções previstas no Código de Ética da categoria e nos Códigos Civil e Penal, que vão desde a suspensão temporária até a cassação definitiva do registro profissional do contador. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! EXERCÍCIOS 1) Indique, dentre as alternativas abaixo, aquela que apresenta corretamente as condições necessárias para a suspensão e cassação do contador. A) A suspensão e/ou cassação ocorrerá mediante a denúncia do fiscal responsável, e os prazos para aplicação das penas ocorrerão em conformidade com as normatizações vigentes. B) A suspensão e/ou cassação ocorrerá mediante a aplicação de penalidade transitada em julgado ou após decisão judicial. A aplicação das penas ocorrerá imediatamente após a decisão judicial. C) A suspensão e/ou cassação ocorrerá imediatamente após a lavratura do auto de infração emitido pelo fiscal responsável. D) A suspensão e/ou cassação ocorrerá a partir do momento em que o profissional dá ciência por meio da assinatura de próprio punho no auto de infração. E) A suspensão e/ou cassação ocorrerá mediante a aplicação de penalidade transitada em julgado ou após decisão judicial. Os prazos ocorrerão em conformidade com as normatizações vigentes. A cassação, desde que homologada por dois terços do Plenário do Tribunal Regional de Ética e Disciplina e também por dois terços do Plenário do Tribunal Superior de Ética e Disciplina, acarretará em uma determinada penalidade ao profissional 2) contabilista. Assinale a alternativa que contém a penalidade correta a ser aplicada ao profissional conforme as condições definidas no enunciado. A) Acarretará na suspensão temporária do registro profissional do contador. B) Acarretará no cancelamento do registro profissional do Contador. C) Acarretará na censura reservada ao profissional contábil. D) Acarretará em multas a serem pagas imediatamente pelo infrator, após a sua devida comunicação. E) Acarretará na conversão da pena de cassação para pena alternativa, como trabalho social, a ser definido pelo legislador. 3) No caso da suspensão temporária, tendo cumprido o prazo da penalidade, como será o desdobramento desse processo? Assinale a alternativa que apresenta corretamente o desdobramento. A) O contador terá seuregistro profissional restabelecido automaticamente após a devida solicitação. B) O contador terá seu registro profissional restabelecido após o cumprimento do prazo e do pagamento de taxa de expediente. C) O contador terá seu registro profissional restabelecido automaticamente após a devida advertência. D) O contador terá seu registro profissional restabelecido automaticamente, independente de solicitação. E) O contador terá seu registro profissional restabelecido após sabatina realizada pelo Conselho Regional. 4) Compete ao Conselho Federal e aos Conselhos Regionais de Contabilidade a fiscalização da atividade contábil exercida pelos técnicos e contadores. Qual o objetivo da fiscalização executada pelos Conselhos? A) Atuar como elemento de proteção da sociedade em conformidade com os preceitos legais previstos. B) Auditar rigorosamente as atividades dos contabilistas. C) Atuar como elemento de proteção das empresas públicas e privadas. D) Atuar como elemento de proteção dos interesses dos profissionais do setor contábil. E) Punir exemplarmente os atos infracionários praticados pelos contadores. 5) Os Conselhos Federal e Regional, por meio das ações regulares de fiscalização, procuram proteger a sociedade e também os interesses das empresas. Além disso, as ações dos Conselhos valorizam a imagem da profissão e promovem a proteção daqueles que se utilizam dos serviços da contabilidade. Por essas e outras razões, como os membros da categoria devem se comportar em relação às atuações e aos trabalhos desenvolvidos pelos Conselhos? A) Os membros da categoria devem se conscientizar de forma individual e coletiva buscando a valorização dos seus membros individualmente. B) Os membros devem se especializar tecnicamente no objetivo de ampliar sua carteira de clientes a despeito dos interesses da categoria a que pertencem. C) É fundamental que os membros da categoria mantenham um bom trânsito junto aos órgãos fiscalizadores, no objetivo de preservar os interesses da classe. D) Os membros dos Conselhos Regionais devem priorizar o interesses da sua jurisdição em detrimento do Conselho Federal. E) Os membros da categoria devem se conscientizar de forma individual e coletiva sobre a importância de sua atividade e buscar ampliar sua base de atuação nas empresas e na sociedade. NA PRÁTICA De acordo com o artigo 76 da Lei n.o1 2.249/2009, a pena de cassação do registro profissional do contador está prevista para os casos de: - comprovada incapacidade técnica; - crime contra a ordem econômica e tributária; - apresentação de falsa prova para a obtenção do registro profissional;. - apropriação indevida de valores de clientes. Além disso, o Código Penal brasileiro enquadra esse procedimento como crime de estelionato, com a pena de reclusão, de um a cinco anos, e multa. SAIBA MAIS Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: Polícia Civil prende contabilista acusada de fraudes contra o FGTS. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! Conselho de Contabilidade investiga Carrefour após Panamericano. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!mem relevância ao abarcar em seu perfil os princípios contábeis, anteriormente expressos na Resolução nº 750/93 e, atualmente, na NBC TG Estrutura Conceitual (CFC, 2019). Contabilidade e o profissional contábil O profissional habilitado a exercer as funções inerentes às áreas contábeis é o contador, bacharel em ciências contábeis. O Decreto-lei nº 9295/46 criou o Conselho Federal de Contabilidade e os CRCs e definiu as atribuições do contador. Conforme o decreto, somente podem exercer a profissão de contador e atuar nas áreas contábeis os profissionais que, após a regular conclusão do curso de bacharelado em ciências contábeis, reconhecido pelo Ministério da Educação, obtêm a aprovação em Exame de suficiência e registro pelo CRC ao qual estiverem sujeitos (BRASIL, 1946). Entre as atribuições dos profissionais contábeis estão: � organização e execução de serviços de contabilidade em geral; � escrituração dos livros de contabilidade obrigatórios, bem como de todos os necessários no conjunto da organização contábil e levanta- mento dos respectivos balanços e demonstrações; � perícias judiciais ou extrajudiciais, revisão de balanços e de contas em geral, verificação de haveres, revisão permanente ou periódica de escritas, regulações judiciais ou extrajudiciais de avarias grossas ou comuns, assistência aos conselhos fiscais das sociedades anônimas e quaisquer outras atribuições de natureza técnica conferidas por lei aos profissionais de contabilidade (BRASIL, 1946). Segundo Marion (2018), o profissional contador poderá exercer as ati- vidades citadas em áreas como contabilidade financeira, contabilidade de custos, contabilidade gerencial, contabilidade estratégica, auditoria e ocupar cargos como de analista financeiro, perito, consultor, professor, Princípios fundamentais de contabilidade 7 pesquisador contábil, servidor público, assessor, gestor, entre outros. Ainda segundo o autor, o contador poderá atuar em diferentes regimes e ambientes profissionais, tais como os que são descritos a seguir. � Empresas: contador geral, contador de custos, controller, subcontador, auditor interno, contador fiscal, contador internacional. � Profissional autônomo: auditor independente, consultor, proprietário de escritório contábil, perito contábil. � Ensino: professor, pesquisador, escritor, conferencista. � Órgãos públicos: contador público, fiscal de tributos, cargos em tri- bunais de contas. Além dessas diversas áreas e funções, cabe salientar que o profissional contador poderá complementar a sua formação com especializações em áreas ainda mais específicas. Escrituração contábil Para cumprir o seu maior papel, que é o de gerar informações para tomada decisões e para a gestão das entidades, a contabilidade se utiliza de diver- sas técnicas, dentre elas, a escrituração e a elaboração das demonstrações contábeis. A escrituração precede a elaboração das demonstrações contábeis e a aplicação das demais técnicas, pois é por meio dela que os registros dos fatos administrativos ocorrem. Assim, escrituração é a técnica contábil utilizada para registro dos fatos que causam alteração no patrimônio das entidades e que permite a elaboração de demonstrativos e relatórios capazes de apresentar a posição patrimonial (CREPALDI, 2013). Lembra-se de que a realização da escrituração é responsabilidade de contabilista legalmente registrado, conforme a Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, em seu art. 1.182 (BRASIL, 2002). A escrituração deve ser feita em idioma e moeda nacionais, em ordem cronológica, com base em documentos fidedignos e pelo método das parti- das dobradas. universalmente utilizado e exigido pelas normas contábeis. O método das partidas dobradas se baseia no princípio de que todo débito corresponde a um ou mais créditos de igual valor e vice-versa (CREPALDI, 2013). Para realizar a escrituração contábil, o profissional deve seguir os procedimentos normatizados por meio da Interpretação Técnica Geral (ITG) 2000 (R1) (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2014). Princípios fundamentais de contabilidade8 Destaca-se que atualmente a escrituração contábil das médias e grandes empresas é realizada por meio do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), que é um software disponibilizado pela Receita Federal para todas as empresas, a fim de que elas mantenham e enviem informações de natureza contábil e fiscal (a partir da escrituração digital mantida nas empresas), in- formações previdenciárias e livros fiscais, comerciais e contábeis (gerados a partir da escrituração e registrados nos órgãos responsáveis) e demonstrações contábeis (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2021). A escrituração contábil é o ponto de partida para a geração das informações e elaboração dos relatórios e demonstrações contábeis. Demonstrações contábeis As demonstrações contábeis, também chamadas de demonstrações finan- ceiras, fornecem informações a respeito da situação patrimonial e financeira e o desempenho da entidade. Segundo Crepaldi (2013), as demonstrações contábeis mostram os resultados da gestão da entidade em relação aos recursos que lhe foram confiados para administrar. Conforme o art. 176 da Lei nº 6.404 (BRASIL, 1976), ao final de cada exercício social, devem ser elaboradas as demonstrações contábeis ou demonstrações financeiras. Além disso, o artigo dispõe que as demonstrações contábeis devem exprimir com clareza a situação do patrimônio das empresas e as mudanças ocorridas no período por meio das seguintes demonstrações: � Balanço Patrimonial (BP); � Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA); � Demonstração do Resultado do Exercício (DRE); � Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC); � Demonstração do Valor Adicionado (DVA). O BP demonstra a situação patrimonial da entidade; a DLPA evidencia os lucros ou prejuízos acumulados ao longo dos exercícios; a DRE apresenta o lucro ou prejuízo apurado no exercício; a DFC expõe a movimentação do caixa; e a DVA exibe a riqueza gerada pela entidade. Princípios fundamentais de contabilidade 9 Nem todas as empresas são obrigadas a elaborar todas essas de- monstrações. Existem vários requisitos para identificar quais as demonstrações que cada entidade está obrigada legalmente a elaborar, embora, para fins gerenciais e de tomada de decisões, a elaboração de todas essas demonstrações é recomendada. Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) A contabilidade por ser uma ciência social, isto é, decorrente das ações humanas sobre o patrimônio das pessoas físicas e jurídicas, ela é dinâmica. Esse dinamismo faz com que as regras e normas devam ser examinadas e, se necessário, atualizadas para acompanhar o movimento social que interfere no patrimônio, que é o objeto da contabilidade. Além disso, o mercado globalizado passou a exigir que o mundo fale uma língua contá- bil que tenha a mesma base, adaptável aos mercados conforme as suas características. No Brasil, passou a existir o processo de convergências das normas con- tábeis brasileiras para padrões internacionais, do qual resultou a revogação de normas que se tornaram inadequadas, atualização de outras e criação de novas normas disciplinadoras do novo cenário mundial. Assim sendo, foi criado o CPC, que tem como objetivo: [...] o estudo, o preparo e a emissão de documentos técnicos sobre procedimentos de contabilidade e a divulgação de informações dessa natureza, para permitir a emissão de normas pela entidade reguladora brasileira, visando à centraliza- ção e uniformização do seu processo de produção, levando sempre em conta a convergência da contabilidade brasileira aos padrões internacionais (COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS, 2005, documento on-line). O CPC é um órgão que interpreta, orienta e revisa normas para que o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Banco Central do Brasil (BACEN), Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a Agência Nacional de TransportesTerrestres (ANTT) e a Agência Nacional de Saúde (ANS), entre outros, realizem a emissão de normas que competem a cada órgão. Ao longo de sua existência, o CPC emitiu e revisou pronunciamentos contábeis, alguns deles podem ser vistos no Quadro 1. Princípios fundamentais de contabilidade10 Quadro 1. Alguns pronunciamentos emitidos pelo CPC Documento Título CPC 00 Estrutura conceitual para relatório financeiro CPC 01 Redução ao valor recuperável de ativos CPC 02 Efeitos das mudanças nas taxas de câmbio e conversão de demonstrações contábeis CPC 03 Demonstração dos fluxos de caixa CPC 04 Ativo intangível CPC 05 Divulgação sobre partes relacionadas CPC 06 Arrendamentos CPC 07 Subvenção e assistência governamentais CPC 08 Custos de transação e prêmios na emissão de títulos e valores mobiliários CPC 09 Demonstração do valor adicionado (DVA) CPC 10 Pagamento baseado em ações CPC 11 Contratos de seguro CPC 12 Ajuste a valor presente Fonte: Adaptado de Comitê de Pronunciamentos Contábeis ([2021]). Cada um desses pronunciamentos se refere a um assunto específico, além de gerar uma norma específica. Após a emissão, os pronunciamentos são enviados para o órgão regulador competente, que analisa e emite a respectiva norma sobre o assunto. No caso do CFC, o conselho analisa, discute e emite as Normas Brasileiras de Contabilidade (NBCT) que devem ser aplicadas aos registros e demonstrações contábeis. Com base nos assuntos apresentados neste capítulo, é possível con- cluir que os profissionais da contabilidade, embasados nos conceitos e se utilizando das terminologias contábeis, podem gerar informações de qualidade para a tomada de decisões de usuários internos e externos das entidades. Princípios fundamentais de contabilidade 11 Referências BRASIL. Decreto-Lei nº 9.295 de 27 de maio de 1946. Cria o Conselho Federal de Contabi- lidade, define as atribuições do Contador e do Guarda-livros e dá outras providências. Brasília: Presidência da República, 1946. Disponível em: https://cfc.org.br/wp-content/ uploads/2015/12/lei1249.pdf. Acesso em: 8 jun. 2021. BRASIL. Lei nº 10.406 de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil. Brasília: Presidência da República, 2002. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/ l10406compilada.htm. Acesso em: 8 jun. 2021. BRASIL. Lei 6.404 de 15 de dezembro de 1976. Brasília: Presidência da República, 1976. Dispõe sobre as sociedades por ações. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/leis/l6404consol.htm. Acesso 13 mai 2021. COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. Conheça o CPC. Brasília: CPC, 2005. Disponível em: http://www.cpc.org.br/CPC/CPC/Conheca-CPC. Acesso em: 8 jun. 2021. COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. Pronunciamentos. Brasília: CPC, [2021]. Disponível em: http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos. Acesso em: 8 jun. 2021. CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. ITG 2000 (R1) – escrituração contábil. Brasília: CFC, 2014. Disponível em: https://www1.cfc.org.br/sisweb/SRE/docs/ITG2000(R1).pdf. Acesso em: 8 jun. 2021. CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. NBC TG Estrutura Conceitual, de 21 de novembro de 2019. Dá nova redação à NBC TG Estrutura Conceitual, que dispõe sobre a estrutura conceitual para relatório financeiro. Brasília: CFC, 2019. Disponível em: https://www1. cfc.org.br/sisweb/SRE/docs/NBCTGEC.pdf. Acesso em: 8 jun. 2021. CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. SPED o que é. Brasília: CFC, 2021. Disponível em: https://cfc.org.br/tecnica/areas-de-interesse/sped/. Acesso em: 8 jun. 2021. CREPALDI, S. A. Curso básico de contabilidade. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2013. MARION, J. C. Contabilidade empresarial. 18. ed. São Paulo: GEN, 2018. PADOVEZE, C. L. Manual de contabilidade básica: contabilidade introdutória e inter- mediária. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2016. RIBEIRO, O. M. Noções de contabilidade. São Paulo: Saraiva, 2019. Leitura recomendada GIROTTO, M. Revogação da Resolução nº 750/1993: contexto e considerações. Bra- sília: CFC, 2016. Disponível em: https://cfc.org.br/noticias/revogacao-da-resolucao- -no-7501993-contexto-e-consideracoes/. Acesso em: 8 jun. 2021. Princípios fundamentais de contabilidade12 Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu funcionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links. Princípios fundamentais de contabilidade 13 DICA DO PROFESSOR As demonstrações contábeis apresentam a situação patrimonial de uma empresa em determinada data. São elaboradas com os lançamentos feitos referentes aos registros de todas as transações ocorridas. Essas demonstrações contábeis precisam apresentar fielmente a posição contábil, precisam ser em tempo hábil e ter informações úteis. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! EXERCÍCIOS 1) A Contabilidade teve seu início entre os séculos 13 e 14, e, com o crescimento dos mercados mundiais, a necessidade de haver registros contábeis aumentou, dando surgimento a outras áreas. São elas: A) Vendas, Marketing e SAC. B) Auditoria, Controladoria, Fiscalização, Perícia e Educação. C) Atendimento, Jurídico e Qualidade. D) Importação e exportação e Pesquisa. E) Recursos humanos, Contratos e compras e Custos. 2) Existem várias ciências, e a Contabilidade é uma delas. Estuda e controla o patrimônio das empresas através dos registros contábeis. A Contabilidade tem como finalidade: A) Registrar todo o processo administrativo e operacional da empresa. B) Cuidar do patrimônio da empresa e dos acionistas. C) Eliminar qualquer risco futuro que a empresa possa ter em relação à fiscalização. D) Registrar, acumular, resumir e interpretar tudo que possa vir a afetar o patrimônio econômico e financeiro de qualquer empresa. E) Apurar fraudes e erros durante o processo administrativo e sugerir correções. 3) A Contabilidade fornece informações para auxiliar na tomada de decisões empresariais, e, para isso, deve contar com um sistema e com seus usuários, que são internos ou externos. Qual usuário externo utiliza as informações para liberar linhas de créditos/financiamentos? A) O governo. B) Os acionistas/investidores. C) Fornecedores. D) Sindicatos e outros órgãos. E) Instituições financeiras. 4) Os registros contábeis são feitos de forma cronológica, e as técnicas utilizadas para esses registros são: escrituração contábil; demonstrações contábeis; análise das demonstrações contábeis; auditoria. Podemos afirmar que a escrituração contábil é: A) O exame de todos os registros, documentos e livros por meio de normas e procedimentos, cujo objetivo é verificar a veracidade das informações. B) A demonstração resumida do histórico patrimonial. C) Os dados analíticos e a interpretação sobre a demonstração contábil por meio da comparação e da interpretação dos dados. D) O registro de forma cronológica dos fatos já ocorridos, criando, assim, um histórico. E) O registro do balanço junto ao CRC (Conselho Regional de Contabilidade). 5) Cada registro, além de seguir a ordem cronológica, vai para um centro de custos e é classificado de acordo com o fato ocorrido. Então, temos algumas terminologias, como desembolso e gasto. Podemos afirmar que: A) As compras feitas à vista representam um gasto. B) Dentro dos gastos, temos os custos, que podem ser fixos ou variáveis. C) Despesa, perda e investimento são desembolsos. D) As compras feitas a prazo, tais como financiamentos e empréstimos bancários, representam um gasto fixo. E) A folha de pagamento de funcionário é um desembolso. NA PRÁTICA Toda empresa precisa dos serviços de um contador para obter as informações financeiras, e isso torna a Contabilidade uma ferramenta de gestão. Na Embraer, Empresa Brasileirade Aeronáutica, a Contabilidade auxilia a tomada de decisão gerencial. Elaine Funo, Diretora Contábil e Fiscal da Embraer, concedeu uma entrevista para uma grande rede de TV sobre a importância do contador. Acompanhe um trecho da conversa. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! SAIBA MAIS Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: Reflexões sobre as bases filosóficas dos princípios contábeis No link a seguir você vai ler um estudo com reflexões sobre os princípios de contabilidade. É um ensaio teórico que aborda os princípios de contabilidade. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! Percepção dos Usuários da Contabilidade Sobre a Informação Contábil No link a seguir você vai ler um estudo sobre a percepção dos usuários da informação contábil sobre as informações divulgadas pelas empresas de capital aberto. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! Técnicas Contábeis e Princípios de Contabilidade APRESENTAÇÃO A contabilidade se utiliza de técnicas para atender o objetivo de gerar informações úteis para a tomada de decisão dos usuários da informação contábil. Além da utilização das técnicas é preciso a observância da legislação, normas e princípios vigentes, para garantir a fidedignidade da informação contábil. Nesta Unidade de Aprendizagem veremos o campo de aplicação, as técnicas contábeis que são os métodos utilizados para registro dos fatos administrativos (escrituração), elaboração posterior das Demonstrações Contábeis (DFs), análises da consistência e qualidade de lançamentos e das demonstrações (auditoria). Além disso, trabalharemos o estudo comparativo das demonstrações financeiras para diagnosticar a saúde econômico-financeira da empresa. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Identificar os princípios contábeis.• Analisar as técnicas contábeis.• Utilizar as técnicas contábeis.• DESAFIO A Diretoria executiva de uma entidade, após receber a prévia do resultado econômico do período constante na demonstração do resultado do exercício, não entenderam a composição do resultado, pois estavam de posse da conciliação bancária da conta corrente do período e não tinham conseguido identificar o recebimento dos valores referente às vendas do período. Então marcaram uma reunião com a diretoria executiva e o contador. O Diretor executivo abriu a reunião dizendo que gostaria de esclarecimentos em relação aos recebimentos das vendas do período, pois estes aparecem parcialmente no extrato bancário. Os recebimentos das vendas mensais representam em média 40% das vendas. Tendo em vista que o documento que recebe mensalmente é a DRE e os extratos bancários, entende que pode estar havendo desvios financeiro. Diante do exposto, você como o contador da empresa deve elaborar um relatório esclarecendo os pontos abordados pelo diretor financeiro. INFOGRÁFICO O infográfico a seguir mostra alguns conceitos e detalhes importantes sobre Técnicas contábeis. Veja: CONTEÚDO DO LIVRO Os princípios de contabilidade são considerados um dos principais norteadores da execução da profissão do contador. Eles servem como base para que as práticas contábeis sejam aplicadas de acordo com a legislação vigente. É importante destacar que os princípios de contabilidade passaram por algumas modificações, já que primeiramente foram demonstrados através da Resolução CFC no 750/93, que posteriormente foi modificado pela Resolução CFC no 1.282/10 que atualizou e consolidou a resolução anterior. A última modificação que aborda os princípios de contabilidade revogou a Resolução CFC no 1.282/10, passando a vigorar a partir de 1o/1/2017 a NBC TSP- Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de propósito Geral pelas Entidades do Setor Público. A fim de um entendimento mais acentuado sobre esse tema, convido você a acompanhar o capítulo Técnicas Contábeis e Princípios de Contabilidade, da obra Contabilidade básica, a fim de adquirir conhecimento sobre os princípios de contabilidade, sobre as técnicas contábeis e sua aplicação. CONTABILIDADE BÁSICA Aline Alves dos Santos Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Identificar os princípios contábeis. Analisar as técnicas contábeis. Utilizar as técnicas contábeis. Introdução Neste capítulo, você vai adquirir conhecimentos relacionados às técnicas contábeis e suas aplicações dentro das empresas, observando que elas devem ser elaboradas obedecendo aos princípios de contabilidade. Este capítulo apresentará conhecimentos sobre os princípios contá- beis, as técnicas contábeis e como utilizá-las. Princípios contábeis O profi ssional contábil deve observar, no exercício da sua profi ssão, a aplicação dos princípios contábeis impostos no Brasil por leis e normas e pelo órgão competente, nesse caso ao Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Os prin- cípios de contabilidade são a base da atividade, constituindo-se de atributos e veracidade, mantendo a validade, independentemente das circunstâncias. Os princípios da contabilidade devem ser considerados para todos os patrimônios e todas as entidades, defi nindo critérios, procedimentos e técnicas sobre “como fazer”, nos aspectos substantivos e formais. É possível afi rmar, com base no CFC (2008), em relação aos princípios contábeis: Os princípios simplesmente são e, portanto, preexistem às normas, fundamen- tando e justificando a ação, enquanto aquelas a dirigem na prática. No caso brasileiro, os princípios estão obrigatoriamente presentes na for- mulação das Normas Brasileiras de Contabilidade, verdadeiros pilares do sistema de normas, que estabelecerá regras sobre a apreensão, o registro, relato, demonstração e análise das variações sofridas pelo patrimônio, bus- cando descobrir suas causas, de forma a possibilitar a feitura de prospecções sobre a Entidade e não podem sofrer qualquer restrição na sua observância (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2008, p. 20). A Resolução CFC nº. 1.282/10 (CONSELHO FEDERAL DE CONTABI- LIDADE, 2010) atualizou e consolidou a Resolução CFC nº. 750/93 que trata dos princípios de contabilidade, a seguir citados: entidade; continuidade; oportunidade; registro pelo valor original; competência; prudência. É necessário destacar que as resoluções que tratavam dos princípios citados anteriormente (nº. 750/93 e 1.282/10) foram revogadas a fim de evitar discor- dâncias na aplicação das práticas contábeis pelos profissionais da área. Os princípios contábeis foram consolidados pela NBC TSP – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público que passou a vigorar em 1º de janeiro de 2017. De acordo com Girotto, referente à revogação da Resolução CFC nº. 750/93: Com isso, os Princípios de Contabilidade, sob o ponto de vista das Estruturas Conceituais dos setores privado e público, passaram a ser comportados dentro das normas específicas, respectivamente, a NBC TG Estrutura Conceitual (Re- solução nº. 1.374/2011) e NBC TSP EC (GIROTTO, 2016, documento on-line). A NBC TSP passa a apresentar os princípios que são aplicáveis à seleção da informação. As decisões sobre qual informação deve ser apresentada e demonstrada deve considerar: Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade2 [...] os objetivos da elaboração e da divulgação da informação contábil; a) as características qualitativas e as restrições das informações contidas nos RCPG; e b) os fenômenos econômicos relevantes e outros fenômenos sobre os quais a informação seja necessária (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDA- DE, 2016, p. 55). Seleção da informação As decisões referentes à apresentação da informaçãosão aplicáveis tanto às demonstrações contábeis, quanto aos demais RCPG (Relatório Contábil de Pro- pósito Geral das Entidades do Setor Público). Os objetivos do desenvolvimento e da divulgação da informação contábil procuram nortear a identifi cação da informação para a apresentação. A identifi cação da informação para eviden- ciação e disposição em RCPG em particular pode contemplar a elaboração de: princípios de classificação; lista de tipos gerais referente a informações que são evidenciadas e de lista similares de espécies diversas de informações que são apresentadas; listas de informações exclusivas, em que os que geram a informação necessitam apresentar. Disposição da informação em diferentes relatórios Os elementos importantes para a tomada de decisão relativa à destinação da informação entre as demonstrações contábeis e outros RCPGs contemplam: natureza, quanto à origem da informação; especificidade de jurisdição, quanto aos dispositivos legais e válidos; conexão, considerando que a informação extra pode ou não estar vin- culada ou inserida no relatório existente. Localização dos dados dentro do relatório Por meio da localização é possível encontrar informações que estão utilizando técnicas de apresentação apropriadas. “A localização da informação nas de- monstrações contábeis contribui para representar um panorama financeiro mais abrangente da entidade. NBC TSP EC” (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2016, p. 57). 3Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade Classificação da informação A organização da informação busca auxiliar visando o alcance dos objetivos da elaboração e da publicação da informação contábil. O intuito é garantir que as mensagens-chave sejam entendidas de forma clara, reconhecendo as relações importantes e enfatizando adequadamente a informação que transmite mensagens-chave, facilitando a comparabilidade das informações. Ordenação da informação nas demonstrações contábeis A informação apresentada nas notas explicativas das demonstrações contábeis é estruturada de maneira que as relações com os elementos apresentados nas demonstrações contábeis sejam transparentes. As notas explicativas repre- sentam parte integrante das demonstrações contábeis. A organização da informação nas demonstrações contábeis inclui decisões sobre: (a) o tipo e o número de demonstrações; (b) o detalhamento dos totais em subcategorias significativas; (c) o ordenamento e o agrupamento de itens expostos em cada demonstração; (d) a identificação de agregados (aditivos ou subtrativos); e (e) a identificação de outra informação para inclusão na demonstração (CON- SELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2016, p. 60). Classificação dos dados em outros RCPGs A classifi cação da informação favorece o confronto ao esclarecer quando determinados elementos são semelhantes ou não. O confronto intertemporal é possível ao prevenir mutações na maneira em que a informação é classifi cada para a mesma empresa, ano após ano, a menos que essas alterações melhorem a relevância e a compreensibilidade. Apresentação das técnicas contábeis De acordo com Santos (2014), a contabilidade tem objetivos específi cos que são alcançados por meio das técnicas contábeis. São tipos de técnicas contábeis: Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade4 escrituração; demonstrações contábeis; auditoria; análise de balanço. Escrituração A escrituração é o registro contábil de todas as movimentações patrimoniais que ocorrem na empresa e que devem ser realizadas em conformidade com os princípios de contabilidade e normas contábeis vigentes. O registro contábil deve ser realizado de modo cronológico, ou seja, de acordo com o período em que aconteceram, sendo registrados pelo idioma do país de localização da empresa e na moeda corrente do país. Os registros contábeis devem ser efetuados de forma legível e não podem existir espaços vazios, entrelinhas, erros ou rasuras, emendas ou borrões. Para que os registros contábeis sejam realizados, os mesmos devem ser fundamen- tados na documentação que comprovem os fatos contábeis. Sendo necessária a correção de algum registro realizado de modo indevido, o mesmo deve ocorrer mediante o estorno do lançamento. O estorno é usado na ocorrência de lançamentos feitos em duplicidade ou quando são realizados de forma errada, ou seja, lançados indevidamente no débito ou no crédito. Sempre que algum lançamento for realizado de modo indevido deve ser feito o estorno por outro lançamento que tem por objetivo regularizar o lançamento da conta debitada ou creditada indevidamente, mediante a alteração para a conta apropriada (SANTOS, 2014). Os fatos contábeis são movimentações que geram reflexos no patrimônio. Podemos citar, entre elas, a venda de produtos, o pagamento de despesas, a compra de matéria- -prima, entre outros (PAVIANI, 2008). Conforme Paviani (2008), a documentação utilizada para o registro contábil é composta por notas fiscais, faturas, comprovantes de pagamento e de recebi- mento, entre outros. Toda a documentação disponível para o registro deve ser idônea. Todas essas transações modificam o valor do patrimônio da empresa. 5Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade A escrituração contábil é realizada nos livros Diário e Razão, sendo estes considerados como os mais importantes dentro da empresa. Com eles é pos- sível reconhecer todas as transações realizadas, o tipo de transação, a data da ocorrência, o valor, com quem foi realizada a transação e de que forma ela impacta na empresa. Livro Diário: registra todas as operações ocorridas em uma data específica, em ordem cronológica, de forma individualizada, de modo claro e com identificação do documento utilizado para o registro. Livro Razão: método individualizado para demonstrar o Livro Diário, considerando que este último apresenta a movimentação diária da empresa. O Livro Razão apre- senta as contas de forma isolada, ou seja, ele evidencia o que foi registrado em cada conta, facilitando a conciliação de saldos e a busca por determinados valores. Os registros são realizados uma única vez no sistema, sendo posteriormente gerados os livros de acordo com os critérios definidos por cada empresa (MARION, 2015). De acordo com Santos (2014), a obrigatoriedade da escrituração está com- preendida também no projeto Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) que foi instituído pelo Decreto nº. 6022/07, que contempla o SPED Contábil, ou Escrituração Contábil Digital (ECD), e o SPED Fiscal, ou Escrituração Fiscal Digital (EFD). O projeto SPED busca a substituição da escrituração em papel pela escri- turação digital de toda a movimentação da empresa, devendo tais arquivos ser transmitidos de modo digital aos órgãos competentes. A escrituração digital é uma obrigatoriedade às empresas tributadas pelo lucro real e lucro presumido nos seguintes livros: I. Livro Diário e seus auxiliares, se houver; II. Livro Razão e seus auxiliares, se houver; III. Livro Balancetes Diários, Balanços e fichas de lançamento comprobatórias dos assentamentos neles transcritos (BRASIL, [2018], documento on-line). Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade6 Demonstrações contábeis Conforme Santos (2014), as demonstrações contábeis, também denominadas de demonstrações fi nanceiras correspondem à representação gráfi ca relativa aos fatos ocorridos em um período específi co na empresa. As demonstra- ções contábeis são analisadas por diversos usuários da contabilidade, como acionistas, clientes, fornecedores, entre outros, e por esse motivo devem ser apresentadas de modo claro, ou seja, precisam ser escrituradas de maneira que possam ser compreendidas por qualquer pessoa. São características das demonstrações contábeis: característica de qualidade; característica de melhoria. Sobre as características de qualidade e melhoria das demonstrações con- tábeis, conformeNBC TG – Estrutura Conceitual: Divisão das características qualitativas da informação contábil-financeira em: (a) características qualitativas fundamentais (fundamental qualitative charac- teristics – relevância e representação fidedigna), as mais críticas; e (b) características qualitativas de melhoria (enhancing qualitative characte- ristics – comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibi- lidade), menos críticas, mas ainda assim altamente desejáveis CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2011, p. 7). As demonstrações contábeis devem obedecer aos princípios da contabili- dade e possuir características qualitativas e possuir relevância e apresentar de forma fidedigna a finalidade ao qual se propõem. Uma informação é relevante quando afeta de alguma forma a tomada de decisão de um usuário. Veja a seguir os tipos de demonstrações contábeis. Balanço Patrimonial (BP): demonstra a posição fi nanceira e patrimonial da empresa, onde são apresentados os bens, direitos e obrigações que a mesma possui, durante o exercício social. Por meio dessa demonstração contábil são apresentadas de forma padrão os saldos de todas as contas representativas do patrimônio empresarial, além de indicar a intenção da empresa referente aos prazos de realização dos bens e direitos, do mesmo modo o cumprimento das suas obrigações. 7Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade Demonstração do Resultado do Exercício (DRE): demonstra a composição do resultado econômico da empresa de acordo com um exercício social específi co. A composição pode ser evidenciada relativa a outro período, como mensal, semestral, entre outros. Nesta demonstração contábil são apresentadas as receitas, as despesas, os ganhos e perdas, lucro ou prejuízo líquido da empresa. Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA): essa de- monstração contábil apresenta a conta “Lucros ou Prejuízos Acumulados” que está inserida no Patrimônio Líquido. A função dessa demonstração contábil é complementar as informações da DRE e do BP. Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL): acompanha o fl uxo ocorrido durante o exercício social conforme as contas que contemplam o Patrimônio Líquido. Essa demonstração contábil aponta os motivos dessa movimentação, ou seja, refl ete a causa do aumento ou da diminuição de cada uma das contas. Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC): representa um relatório contábil que apresenta o fl uxo monetário de um período em comparação ao período imediatamente anterior, demonstrando a mutação da conta caixa e equivalentes de caixa. Essa demonstração contábil apresenta todas as entradas e saídas de dinheiro ocorridas na empresa, indicando as variações do período, no saldo da conta caixa e equivalentes, abordando as transações, os investimentos e os fi nanciamentos. A DFC passou a ser obrigatória a partir da vigência da Lei nº. 11.638/07 para todas as empresas de capital aberto ou que apresentem na data do balanço patrimônio líquido acima de R$ 2 milhões. Demonstrações do Valor Adicionado (DVA), se companhia aberta: obri- gatória somente para companhias abertas, buscando evidenciar a origem e a riqueza gerada pela empresa, demonstrando a distribuição da riqueza e os valores que foram inseridos nos meios de produção. A DVA utiliza informações das contas de resultado. Notas explicativas: apresentam informações complementares a fi m de facilitar o entendimento das informações aos seus usuários. As notas explicativas podem contemplar demonstrações contábeis, gráfi cos e tabelas. Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade8 Todas as demonstrações contábeis são impostas, exceto a DMPL, pois essa não está definida na Lei nº. 6.404/76 art. 176 (BRASIL, 1976) e na Lei nº. 11.638/07 (BRASIL, 2007), buscando padronizar a contabilidade visando atender à economia de forma global, especialmente ao mercado de capitais, uniformizando as informações inseridas no BP e na DRE (SANTOS, 2014). Auditoria De acordo com Ribeiro e Coelho (2013), a auditoria é uma das técnicas con- tábeis que busca executar procedimentos selecionados buscando adquirir evidência referente aos valores e divulgações que foram apresentados nas demonstrações contábeis. A auditoria pode ser interna ou externa. Ribeiro e Coelho (2013, p. 2) defi nem a auditoria interna: A auditoria interna ou operacional é aquela executada por auditores que in- tegram o quadro de empregados da própria entidade. Consiste no exame, na avaliaç ã o e no monitoramento da adequação e efetividade do controle interno, com o objetivo de adicionar valor e melhorar as operaç õ es de uma organização. Com relação à auditoria externa, Ribeiro e Coelho (2013, p. 2) afirmam que a “auditoria externa ou independente é aquela executada por auditores independentes, ou seja, por contadores devidamente habilitados a exercer atividades de auditoria nas organizações que os contratam para esse fim”. O processo de auditoria é utilizado buscando elevar o grau de confiabilidade dos usuários em relação a seu objeto. Acerca do objeto da auditoria, esse poderá variar conforme seu propósito, ou seja, se a finalidade for examinar a veracidade das informações apresentadas nas demonstrações contábeis o objeto será a própria demonstração contábil. Se o objeto for verificar a confiabilidade dos controles internos da empresa, o objeto será nos controles internos. Existem tipos diferentes de auditoria, que podem variar conforme a sua finalidade, como: auditoria das demonstrações contábeis; auditoria de gestão; auditoria de sistemas; auditoria fiscal e tributária. 9Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade Análise de balanço Conforme Santos (2014), a análise de balanço visa a interpretação das de- monstrações contábeis. A técnica inicia a partir da contabilização dos eventos econômico-fi nanceiros que ocorreram na empresa. Posteriormente, eles são compilados em relatórios uniformes e então analisados. A partir desse pro- cesso, as informações econômico-fi nanceiras são convertidas para a tomada de decisão. A análise de balanço tem por objetivo especifi car: a situação econômico-financeira atual; os motivos que definem a evolução ou o declínio da empresa; as tendências ou projeções futuras; a eficiência ou a ineficiência com relação ao uso dos recursos; a demonstração de falhas e acertos da administração; a adequação ou a inadequação das origens, ou seja, do capital próprio e de terceiros, às aplicações de recursos, desse modo, de que forma esses recursos foram utilizados e a que foram destinados. A análise de balanço pode ser interna e externa. Se a análise for interna, o exame realizado interessa aos sócios e acionistas, objetivando analisar a posição atual e as perspectivas futuras da empresa. Se a análise for externa é realizada para acesso do público externo à empresa, como credores, investidores, entre outros. Assim, os usuários externos podem avaliar o equilíbrio empresarial. A análise de balanço é de extrema relevância. Os analistas, tanto interno, quanto externo, realizam a análise de balanço buscando atender a objetivos distintos e específicos, como por exemplo: avaliação da capacidade de cumprimento das obrigações da empresa em curto e longo prazo; avaliação de investimentos em ações que são negociadas na bolsa de valores; análise das demonstrações objetivando a alienação, fusão, cisão, in- corporação ou associação de empresa; análise de rentabilidade; análise da posição patrimonial econômica e financeira. Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade10 Aplicação das técnicas contábeis De acordo com Santos (2014), a escrituração precisa ser realizada e devem ser envolvidas todas as movimentações que a empresa teve no período, devendo essas serem lançadas cronologicamente. O registro contábil envolve o lança- mento de contas patrimoniais, dos grupos ativo e passivo, assim como contas deresultado, como as receitas e as despesas. A receita é a movimentação de elementos para o ativo, sem que ocorra aumento no passivo. A receita pode ser oriunda não somente de dinheiro, mas também por meio de títulos a receber ou por investimentos, ou seja, mediante juros bancários, por exemplo. As receitas correspondem aos valores que uma empresa recebe ou tem perspectivas de receber em decorrência das suas operações, que podem ser vendas ou serviços. Além das receitas, a empresa possui também despesas que se referem a gastos em virtude do uso de bens ou serviços realizados buscando adquirir uma receita. Desse modo, a despesa também deve ser registrada (SANTOS, 2014). Técnica de escrituração O exemplo a seguir demonstra como escriturar as movimentações da empresa, destacando que os registros seguem a exata ordem em que ocorreram e que todos contêm informações relevantes, como a numeração da nota fi scal, marca ou modelo, entre outros. Observe a movimentação realizada pela empresa Athena Ltda. no mês de setembro de 2017 e como devem ser escriturados os registros. 01/09: ocorreu a integralização de capital social no valor de R$ 60.000 pelo sócio Júlio, em dinheiro, cujo depósito foi realizado no banco onde a empresa possui conta corrente. 02/09: compra à vista, por intermédio do banco e com cheque nº. 001, de um veículo modelo WB 3000 no valor de R$ 10.000. O veículo foi adquirido do fornecedor Carro Veloz Ltda., mediante Nota Fiscal 01900. 04/09: compra à vista, por intermédio do banco, com cheque nº. 002, um computador modelo Windows 10 no valor de R$ 2.000. O computador foi adquirido do fornecedor Digitel Ltda., mediante Nota Fiscal 04100. Veja no Quadro 1 a escrituração contábil dos lançamentos no Livro Diário. 11Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade Data Conta Histórico Débito Crédito 01/09 Capital Integralização do capital em dinheiro pelo sócio Júlio na conta corrente da empresa. 60.000 01/09 Banco conta Movimento Integralização do capital em dinheiro pelo sócio Júlio na conta corrente da empresa. 60.000 02/09 Veículo Aquisição de 01 veículo modelo WB 3000, do fornecedor Carro Veloz Ltda., nota fiscal nº. 01900. 10.000 02/09 Banco conta Movimento Aquisição de 01 veículo modelo WB 3000, do fornecedor Carro Veloz Ltda., nota fiscal nº. 01900. 10.000 04/09 Máquinas e equipamentos Aquisição de 01 computador modelo Windows 10, fornecedor Digitel Ltda., nota fiscal nº. 04100. 2.000 04/09 Banco conta Movimento Aquisição de 01 computador modelo Windows 10, fornecedor Digitel Ltda., nota fiscal nº. 04100. 2.000 Quadro 1. Exemplo de técnica de escrituração Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade12 Técnica de demonstrações contábeis As demonstrações contábeis permitem ao usuário da informação contábil visualizar e tomar decisões, como, por exemplo, de investimentos em deter- minada empresa. Por meio das demonstrações contábeis, é possível saber o lucro alcançado pela empresa em determinado período. Utilizando a técnica de demonstrações contábeis, fornecedores poderão adquirir informações sobre uma determinada empresa e decidir se é viável vender grandes quantidades de materiais ou produtos para a mesma, por exemplo. A partir do relatório de DRE é possível identificar a média de venda da empresa, sobre suas despesas, verificando se a receita normalmente é maior que a despesa. Desse modo a empresa que está realizando a venda pode mensurar o risco em relação à empresa. O Quadro 2 apresenta um DRE, identificando se a empresa possui no período lucro ou prejuízo. Com base nesse exemplo, é visível que a empresa Frangos Ltda. possui um lucro de R$ 21.100 no período analisado. Fonte: Adaptado de Blatt (2001, p. 25). Empresa Frangos Ltda. Exercícios findos em 31 de dezembro de 2017. RECEITA OPERACIONAL BRUTA (−) deduções R$ 28.900,00 R$ 1.700,00 RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA (−) CUSTO DA MERCADORIA VENDIDA R$ 27.200,00 R$ 1.300,00 LUCRO OPERACIONAL BRUTO (−) DESPESAS OPERACIONAIS Vendas Administrativas Financeiras (−) receitas financeiras Outras despesas/receitas R$25.900,00 R$ 3.900,00 R$ 900,00 R$ 3.000,00 R$ 0,00 R$ 0,00 LUCRO OPERACIONAL LÍQUIDO R$ 22.000,00 LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (−) IR/CSLL R$ 22.000,00 R$ 900,00 LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO R$ 21.100,00 Quadro 2. Demonstração do resultado do exercício 13Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade Técnica de análise de balanço A seguir, no Quadro 3, temos um exemplo de BP que demonstra a situação econômico-fi nanceira e patrimonial da empresa, permitindo assim que o usuário tenha a possibilidade de observar o patrimônio da empresa no aspecto qualitativo e quantitativo. Fonte: Adaptado de Marion (2015, p. 48). Quadro 3. Balanço patrimonial O Quadro 3 também permite que os usuários verifiquem informações im- portantes sobre a empresa para um período específico e realizem uma análise de balanço buscando entender se a empresa possui solvência, ou seja, é possível identificar a capacidade que a empresa possui com relação ao cumprimento das suas obrigações, a partir dos valores que contemplam o patrimônio. O BP possibilita entender qual a capacidade da empresa em saldar as dívidas que possui no curto prazo com terceiros. Técnica de auditoria Com relação à técnica contábil de auditoria, dentre as práticas aplicadas está o exame realizado sobre as contas que constituem o passivo circulante. Para esse Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade14 tipo de auditoria são investigadas as contas do passivo circulante, os valores apresentados nas demonstrações contábeis e a documentação que representa todos os registros contábeis que deram origem aos saldos constantes no BP (MARION, 2015). Conforme Attie (2011), o método de auditoria praticado com base nas contas de fornecedores e contas a pagar, por exemplo, tem como objetivo defi nir: se as contas a pagar representam a realidade da empresa referente às obrigações correntes; se os valores vinculados às contas a pagar estão classificados de modo adequado e se estão em conformidade com os princípios contábeis; se as contas a pagar contemplam todas as obrigações vigentes na empresa conforme o período analisado. Quando o auditor faz o exame das demonstrações contábeis, ele deverá aplicar os testes precisos a fim de coletar evidências suficientes que embasem sua opinião no relatório independente de auditoria. Considerando as demonstra- ções contábeis, os principais grupos de contas que devem ser examinados são: BP nas contas do ativo; BP nas contas do passivo; DRE nas contas de resultado. A análise das contas é de extrema relevância, pois é a partir desse exame que o profissional consegue afirmar a veracidade da documentação e dos registros realizados pela empresa. 15Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade ATTIE, W. Auditoria: conceitos e aplicações. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2011. BLATT, A. Análise de balanços: estrutura e avaliação das demonstrações financeiras e contábeis. São Paulo: Makron Books, 2001. BRASIL. Lei nº. 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as Sociedades por ações. Disponível em: . Acesso em: 5 nov. 2018. BRASIL. Lei nº. 11.638/07, de 28 de dezembro de 2007. Altera e revoga dispositivos da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e da Lei nº. 6.385, de 7 de dezembro de 1976, e estende às sociedades de grande porte disposições relativas à elaboração e divul- gação de demonstrações financeiras. Disponível em:. Acesso em: 5 nov. 2018. BRASIL. Receita Federal. SPED – sistema público de escrituração digital. [2018]. Disponível em: . Acesso em:5 nov. 2018. CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE (CFC). Norma brasileira de contabilidade: NBC TSP estrutura conceitual, de 23 de setembro de 2016. Disponível em: . Acesso em: 5 nov. 2018. CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE (CFC). Normas brasileiras de contabilidade: NBC TG: geral - normas completas, NBC TG: estrutura conceitual e NBC TG 01 a 40 (exceto 34 e 42). Brasília: CFC, 2011. Disponível em: . Acesso em: 5 nov. 2018. CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE (CFC). Princípios fundamentais e normas bra- sileiras de contabilidade. 3. ed. Brasília: CFC, 2008. Disponível em: . Acesso em: 5 nov. 2018. GIROTTO, M. Revogação da resolução nº. 750/1993: contexto e considerações. nov. 2016. Disponível em: . Acesso em: 5 nov. 2018. MARION, J. C. Contabilidade básica. São Paulo: Atlas, 2015. PAVIANI, N. M. S. Fundamentos de contabilidade e escrituração. Caxias do Sul: Educs, 2008. RIBEIRO, O. M; COELHO, R. J. M. Auditoria fácil. São Paulo: Saraiva, 2013. SANTOS, A. S. Contabilidade. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2014. Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade16 Leituras recomendadas CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE (CFC). Normas brasileiras de contabilidade. Dis- ponível em: . Acesso em: 5 nov. 2018. LINS, A.; FILHO, J. F. Análise de balanços. São Paulo: Atlas, 2012. MARION, J. C. Análise das demonstrações contábeis: contabilidade empresarial. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2012. MARQUES, J. A. V. C.; CARNEIRO JÚNIOR, J. B. A. C; KÜHL, C. A. Análise financeira das empresas. 2. ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 2015. MELO, M. M.; SANTOS, I. R. Auditoria contábil: de acordo com as normas brasileiras de contabilidade emitidas até 2011. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 2015. PEREZ, J.; HERNANDEZ, J. Elaboração e análise das demonstrações financeiras. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2015. 17Técnicas contábeis e princípios fundamentais de contabilidade DICA DO PROFESSOR Assista o vídeo a seguir para conhecer as principais técnicas que são utilizadas pela Contabilidade e seu princípios. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! EXERCÍCIOS 1) Com o registro em livros especiais e, em linguagem própria, com observância dos princípios e convenções geralmente aceitos, de todos os fatos que influem na composição do patrimônio, este é o conceito de qual técnica contábil? A) Análise de Balanços. B) Auditoria Contábil. C) Avaliação de Empresas. D) Escrituração. E) Elaboração das Demonstrações Financeiras Determinada empresa realizou uma venda no valor de R$ 120.000,00 em Janeiro de 20X0. Nas condições comerciais previstas na venda, o prazo de pagamento é de 30, 60 e 90 dias após a data da venda, ou seja, o recebimento ocorrerá em Fevereiro de 20X0, Março de 20X0 e em Abril de 20X0. Concluída a operação, foi emitida a nota fiscal e, posteriormente, verificou -se que o cliente pagou em dia, nos vencimentos previstos, ou seja, a empresa recebeu R$ 40.000,00 em Fevereiro de 20X0, R$ 40.000,00 em Março de 20X0 e R$ 40.000,00 em Abril de 20X0. O contador, ao 2) analisar toda a operação de venda e de recebimento, concluiu que a Receita de Vendas deveria ser contabilizada em Janeiro de 20X0 juntamente com as despesas relacionadas às receitas. Diante desta situação identifique qual o item que foi observado da NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL – ESTRUTURA CONCEITUAL PARA ELABORAÇÃO E DIVULGAÇÃO DE RELATÓRIO CONTÁBIL-FINANCEIRO para fundamentar o argumento do contador para realizar o registro contábil. A) Somente as despesas devem ser reconhecidas na demonstração do resultado com base na associação indireta entre elas e os correspondentes itens de receita. Esse processo, usualmente chamado de confrontação entre despesas e receitas. B) As despesas devem ser reconhecidas no ativo e no passivo do resultado com base na associação direta entre elas e os correspondentes itens de receita. Esse processo, usualmente chamado de confrontação entre despesas e receitas. C) As despesas devem ser reconhecidas na demonstração do resultado com base no pagamento efetuado e na associação direta entre elas e os correspondentes itens de receita. Esse processo, usualmente chamado de confrontação entre despesas e receitas. D) As despesas devem ser reconhecidas na demonstração do resultado com base na associação direta entre elas e os correspondentes itens de receita. Esse processo, usualmente chamado de confrontação entre despesas e receitas. E) Somente as despesas devem ser reconhecidas na demonstração do resultado com base no pagamento e na associação indireta entre elas e os correspondentes itens de receita. Esse processo, usualmente chamado de confrontação entre despesas e receitas. 3) A estrutura conceitual para a elaboração e apresentação das demonstrações contábeis prevê premissa subjacente quanto a continuidade. Desta forma identifique a afirmação que está correta quanto à premissa subjacente. A) As demonstrações contábeis eventualmente, podem ser elaboradas tendo como premissa que a entidade está em atividade e irá manter-se em operação por um futuro incerto. B) As demonstrações contábeis normalmente são elaboradas tendo como premissa que a entidade não está temporariamente em atividade e irá manter-se sem operação por um futuro indeterminado. C) As demonstrações contábeis normalmente são elaboradas tendo como premissa que a entidade está em atividade porém não irá manter-se em operação por um futuro indeterminado. D) As demonstrações contábeis raramente são elaboradas tendo como premissa que a entidade não está em atividade e irá manter-se sem operação por um futuro indeterminado. E) As demonstrações contábeis normalmente são elaboradas tendo como premissa que a entidade está em atividade e irá manter-se em operação por um futuro indeterminado. 4) A escrituração é uma técnica contábil que necessita de uma boa definição do que queremos controlar, isto é, contas que devem ser registradas para assim elaborar os relatórios contábeis que serão úteis aos usuários das informações para a tomada de decisão. Desta forma identifique a alternativa que define corretamente técnicas contábeis: A) Técnicas são relatórios apresentados de forma resumida e prática, utilizados para coletar dados de forma acumulada nos livros contábeis fundamentado assim a elaboração, análise e checagem das demonstrações contábeis. B) Técnicas são ações que auxiliam de forma eventual e prática a utilização de dados acumulados nos livros contábeis fundamentado assim a elaboração, análise e checagem das demonstrações contábeis. Técnicas são procedimentos práticos utilizados na coleta de dados para registrar de forma C) acumulada os dados nos livros contábeis fundamentado assim a elaboração, análise e checagem das demonstrações contábeis. D) Técnicas são sugestões de formatos práticos utilizados para coleta de dados para registrar de forma acumulada os dados nos livros contábeis fundamentado assim a elaboração, análise e checagem das demonstrações contábeis. E) Técnicas são procedimentos práticos e analíticos utilizados eventualmente na coleta de dados para reconhecer de forma acumulada os dados nos livros contábeis fundamentado assim a elaboração, análise e checagem das demonstrações contábeis. 5) A revogação das resoluções pertinentes aos princípios contábeis, visa à unicidade conceitual, indispensável para evitar divergências na concepção doutrinária e teórica, que poderiam comprometer aspectos formais das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBCs). Quanto a revogação das resoluções que