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<p>UNIFACS UNIVERSIDADE SALVADOR LAUREATE INTERNATIONAL UNIVERSITIES' CONTABILIDADEECUSTOS Autora: Prof. Ms. Geni Francisca dos Santos Vanzo</p><p>SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO: CONTABILIDADE E GESTÃO 7 Objetivos da Unidade 7 Introdução 7 Contabilidade: origem e evolução histórica 8 Contabilidade, uma Ciência Social Aplicada 8 Princípios da Contabilidade 10 Técnicas Contábeis 13 Usuários das Informações Contábeis 13 Relatórios Contábeis 14 Contabilidade e Gestão 16 Considerações finais 18 Bibliografia 18 2. BALANÇO PATRIMONIAL: REPRESENTAÇÃO GRÁFICA, ORIGEM E APLICAÇÕES 19 Objetivos da Unidade 19 Balanço Patrim onial: representação gráfica 19 Ativo: Conceitos e Definições 20 Passivo: Conceitos e Definições 21 Origens e Aplicações de Recursos 21 Fixação de conceitos 23 Considerações Finais 24 Bibliografia 24 3. CONTAS DO BALANÇO PATRIMONIAL E CICLO OPERACIONAL 25 Objetivos da Unidade 25 Plano de Contas 26 Grupos de contas do Balanço Patrim onial 27 Circulante e Não Circulante 29 Considerações finais 33 Bibliografia 33</p><p>4. CICLOS E REGISTROS CONTÁBEIS 35 Objetivos da Unidade 35 Ciclo e sistema contábil 35 Livros e Escrituração Contábil 37 Escrituração contábil 39 Considerações finais 44 Bibliografia 44 5. CICLOS E REGISTROS CONTÁBEIS 45 Objetivos da Unidade 45 Conceitos e Definições 46 Regime de Conhecimento de Receitas e Despesas 47 Demonstração do Resultado do Exercício - DRE 48 Apuração e apropriação do resultado do exercício no Balanço Patrimonial 50 Considerações finais 53 Bibliografia 53 6. OUTRAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 55 Objetivos da Unidade 55 Conjunto de Demonstrações Contábeis 56 Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) e Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) 56 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) 58 Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) 60 Demonstração do Valor Adicionado (DVA) 64 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis 65 Parecer de Auditoria 66 Considerações finais 66 Bibliografia 66 7. FUNDAMENTOS DA CONTABILIDADE GERENCIAL 67 Objetivos da Unidade 67 Contabilidade Gerencial como instrumento de gestão 67 Contabilidade Gerencial e controle 70 Introdução à análise das Demonstrações Contábeis 72 Análise do Balanço Patrimonial 75 Considerações finais 76 Bibliografia 77</p><p>8. FUNDAMENTOS DA CONTABILIDADE GERENCIAL 79 Objetivos da unidade 79 Custos e a Gestão das Organizações 80 Conceitos e Nom enclaturas de Custos 80 Ciclo de Apropriação dos Custos 83 Outros Instrumentos de Custos aplicados à Gestão 84 Considerações finais 88 Bibliografia 88</p><p>x + AULA1 Introdução: Contabilidade e Gestão Prof. Ms. Geni dos Santos Vanzo OBJETIVOS DA UNIDADE Apresentar a Ciência Contábil como 0 principal instrumento de controle patrimonial e de gestão das organizações. Demonstrar a origem e a evolução da Contabilidade, sua classificação como ciência e seus princípios fundamentais. Apresentar as principais técnicas contábeis utilizadas pela Contabilidade, tanto com vistas ao registro das operações quanto para fins gerenciais. Demonstrar as semelhanças e as diferenças entre a Contabilidade Financeira e a Contabilidade Gerencial. Demonstrar as semelhanças e as diferenças entre a Contabilidade Financeira e a Contabilidade Gerencial. INTRODUÇÃO A origem e a evolução histórica da Contabilidade mostram, com clareza, que a sua finalidade de controle patrimonial está estritamente ligada à sua utilidade como instrumento de gestão.</p><p>CONTABILIDADE E CUSTOS CONTABILIDADE: ORIGEM EVOLUÇÃO HISTÓRICA A Contabilidade, propriamente surge nos primórdios da civilização, juntamente com as primeiras necessidades do homem primitivo em controlar seu animais, ferramentas e outros pertences. Sua evolução está diretamente associada ao desenvolvimento do homem em sociedade. Desde registros rudimentares, passando pelos grandes momentos da evolução humana, pela Revolução Agrícola, pela Revolução Industrial e pela Revolução Tecnológica, observa-se que a Contabilidade 0 homem na sua trajetória evolutiva. É fácil constatar que, à medida que as relações comerciais da simples "troca" para as transações online em bolsas de valores ou de mercadorias e futuros, a Contabilidade tem sido a linguagem utilizada para informar e controlar essas CONTABILIDADE, UMA CIÊNCIA SOCIAL APLICADA Reconhecida como Ciência Social pela Academia de Ciências da França, em a Ciência Contábil é responsável por registrar todas as transações ocorridas em uma organização, com ou sem fins lucrativos, com a finalidade de gerar informações financeiras que possibilitem 0 controle e a gestão do seu patrimônio. Tais registros, realizados por meio da aplicação de técnicas específicas, guardam princípios teóricos que asseguram à Ciência Contábil a lógica e a confiabilidade próprias do seu caráter científico. As teorias contábeis evoluíram através dos tempos, passando por várias fases dentro das escolas que as Entre as escolas do pensamento contábil, as que mais se destacaram foram a escola italiana e a escola americana OBJETO DA CONTABILIDADE Um dos pressupostos básicos para que uma determinada área de estudos possa ser considerada com 0 ciência é que esta possua um objeto próprio para pesquisas e formulação de teorias embasadas em obtidos por meio da aplicação de metodologias A Contabilidade tem como seu objeto de estudos patrimônio das OBJETIVO DA CONTABILIDADE 0 objetivo científico da Contabilidade é apresentar corretamente 0 patrimônio das entidades e apreender e analisar as causas das suas A correta apresentação do patrimônio remete ao objetivo da Contabilidade, que pode ser expresso sendo 0 de gerar informações de natureza econômica, financeira e física sobre 0 patrimônio das entidades e suas mutações, de forma a suportar as decisões que seus usuários precisem tomar a respeito desses patrimônios. 8</p><p>AULA 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO Não se deve confundir 0 objetivo e 0 objeto da Contabilidade, pois se tratam de coisas distintas. 0 objetivo representa a finalidade e 0 objeto é 0 meio, a origem da 0 foco dos estudos da Contabilidade. CONCEITOS E DEFINIÇÕES Contabilidade Os conceitos são abstratos, embora portadores de significado. Partindo-se desse princípio, pode-se inferir que a Contabilidade deve ser conceituada em função do que ela significa para as organizações ou, melhor dizendo, para a gestão das Trata-se de um instrumento do qual, independentemente do tipo ou porte, nenhuma organização pode prescindir, pois é a única fonte de informações sobre respectivos patrimônios. Como já foi anteriormente abordado, 0 objetivo da Contabilidade é apresentar informações sobre 0 patrimônio das de forma que estas sejam úteis ao processo de tomada de decisões por qualquer dos seus usuários. é possível afirmar que 0 conceito que melhor se aplica à Contabilidade é aquele que a define como sendo um instrumento gerador de informações úteis à tomada de decisões por parte dos seus usuários, sejam eles internos ou externos às organizações. Tais informações são geradas mediante a utilização de um conjunto de técnicas alicerçadas em princípios gerados pela aplicação prática das teorias Patrimônio A concepção empírica de patrimônio 0 relaciona às riquezas de propriedade de um a pessoa. A primeira impressão que se apresenta quando se fala de patrimônio é a de posse de bens ou Com as organizações ou entidades, a concepção não é diferente, porém é mais ampla. 0 patrimônio de um entidade pode ser entendido com 0 sendo um conjunto de direitos e de obrigações para com pertencente a qualquer tipo de pessoa natural ou jurídica, independentemente de sua finalidade incluir ou não a obtenção de Bens São diversas as definições para dependendo do grau de detalhe que se pretende De acordo com Marion e Pereira p. 31), entende-se por bens as coisas úteis capazes de satisfazer às necessidades das pessoas e Em Contabilidade, também é importante classificar bens de acordo com 0 seu grau de tangibilidade: Bens tangíveis: são bens cuja existência física é também chamados de bens Exemplos: equipamentos, dinheiro em caixa, estoques de mercadorias etc. 9</p><p>CONTABILIDADE E CUSTOS Bens intangíveis: são bens não palpáveis, não constituídos de matéria. Exemplos: marcas, patentes etc. ainda, classificar bens em Móveis: bens que podem ser movidos de lugar (máquinas, móveis etc.). bens que não podem ser movidos de lugar (edifícios, terrenos etc.). Semoventes: bens representados por seres vivos (animais em geral integrantes do Ativo das entidades). Direitos Algumas riquezas que estão em poder de terceiros, mas, sobre as quais se tem direitos de recebimento ou integração, também são consideradas como integrantes do patrimônio. Tais riquezas são denominadas, na Contabilidade, como Por exemplo: duplicatas e títulos a depósitos em contas bancárias etc. Obrigações Obrigações, como 0 próprio nome sugere, são compromissos a serem cumpridos com terceiros. Ao contrário dos direitos que representam riquezas a receber, as obrigações representam pagamentos a efetuar e, portanto, são redutoras da riqueza. Patrimônio Líquido 0 Patrimônio Líquido pode ser definido sob dois enfoques. Investimentos dos valores entregues/ investidos pelos sócios na empresa para que ela os aplique em suas operações e remunere, mediante os resultados obtidos nessas por meio da distribuição de lucros e/ ou dividendos. Riqueza Líquida ou Situação Líquida: valor do patrimônio/ riqueza líquido das obrigações com terceiros e representado pela seguinte equação: PL = BENS + DIREITOS OBRIGAÇÕES PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE Os Princípios de Contabilidade, de acordo com a Resolução CFC 750/ com a redação atualizada pela Resolução CFC 1282/ 10, representam a essência das doutrinas e teorias relativas à Ciência da Contabilidade. consoante 0 entendimento predominante nos universos científico e profissional de nosso País" (CFC, 1993). 10</p><p>AULA 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO Todas as técnicas particularmente as utilizadas na Contabilidade Financeira, tomam como premissa básica as disposições dos Princípios de Contabilidade. Para a Contabilidade Gerencial, entretanto, a observância de tais princípios não é rigorosa, visto que ela tem objetivos específicos voltados para 0 auxílio ao processo decisório. A observância obrigatória dos princípios contábeis para 0 registro e 0 controle do patrimônio das entidades assegura 0 embasamento científico das informações geradas pela Contabilidade. Os Princípios de Contabilidade, de acordo com as normas do CFC citadas anteriormente, que já contemplam a preocupação com a harmonização e com as normas internacionais de Contabilidade, são seguintes (CFC, 1993): Princípio da Princípio da Princípio da Oportunidade; Princípio do Registro pelo Valor Princípio da e Princípio da Prudência (ou Conservadorism 0). Veja a seguir a descrição de cada um desses princípios de acordo com 0 CFC (1993): Princípio da Entidade 0 Princípio da Entidade reconhece 0 Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios independentemente de pertencer a um a pessoa, a um conjunto de pessoas, a um a sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. Por consequência, nessa acepção, 0 Patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de haver sociedade ou instituição. Princípio da Continuidade 0 Princípio da Continuidade pressupõe que a Entidade continuará em operação no futuro e, portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta essa circunstância. Princípio da Oportunidade 0 Princípio da Oportunidade se refere ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas. Princípio do Registro pelo Valor Original 0 Princípio do Registro pelo Valor Original determina que componentes do patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações, expressos em moeda nacional, observando-se as seguintes bases de mensuração, em graus distintos e combinadas: 11</p><p>CONTABILIDADE CUSTOS 1) Custo histórico. Os ativos são registrados pelos valores pagos ou a serem pagos em caixa, ou equivalentes de caixa, ou pelo valor justo dos recursos que são entregues para adquiri-los na data da Os passivos são registrados pelos valores dos recursos que foram recebidos em troca da obrigação, ou, em algumas circunstâncias, pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, quais serão necessários para liquidar 0 passivo no curso normal das e 2) Variação do custo Uma vez integrado ao patrimônio, componentes ativos e passivos, podem sofrer variações decorrentes dos seguintes fatores: a) Custo corrente. Os ativos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, quais teriam de ser pagos se esses ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data ou no período das demonstrações contábeis. Os passivos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, não descontados, que seriam necessários para liquidar a obrigação na data ou no período das demonstrações b) Valor Os ativos são mantidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, quais poderiam ser obtidos pela venda em uma form ordenada. Os passivos são mantidos pelos valores em caixa e equivalentes de caixa, não descontados, que, espera-se, seriam pagos para liquidar as correspondentes obrigações no curso normal das operações da Entidade: c) Valor presente. Os ativos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo futuro de entrada líquida de que, seja gerado pelo item no curso normal das operações da Os passivos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo futuro de saída líquida de caixa, que, espera-se, seja necessário para liquidar 0 passivo no curso normal das operações da d) Valor É 0 valor pelo qual um ativo pode ser trocado, ou um passivo liquidado, entre partes conhecedoras, dispostas a isso, em uma transação sem e e) Atualização monetária. Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros mediante 0 ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes trimoniais Princípio da Competência 0 Princípio da Competência determina que efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se independentemente do recebimento ou pagamento, além de pressupor a simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas. Princípio da Prudência 0 Princípio da Prudência, também conhecido como determina a adoção do menor valor para componentes do Ativo e do maior para do Passivo patrimoniais que alterem 0 patrimônio ainda, 0 emprego de certo grau de precaução no exercício dos julgamentos necessários às estimativas em certas condições de incerteza, no sentido de que ativos e receitas não sejam superestimados e que passivos e despesas não sejam atribuindo maior confiabilidade ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais. 12</p><p>AULA 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO TÉCNICAS As técnicas contábeis consistem no conjunto de procedimentos a serem adotados para que as informações contábeis possam ser geradas adequadamente As principais técnicas contábeis Escrituração: consiste no registro sistemático de todas as ocorrências que afetam 0 patrimônio das entidades. Demonstrações contábeis ou Relatórios contábeis: são quadros técnicos elaborados com base nos registros escriturados. Auditoria: consiste na verificação, por meio de procedimentos específicos, da exatidão dos dados contidos nas demonstrações contábeis e nos respectivos documentos. Análise de balanços: é 0 exame e a interpretação dos dados contidos nas demonstrações contábeis, de forma a fornecer informações úteis aos respectivos Consolidação de consiste na junção das demonstrações contábeis de uma empresa controladora com suas controladas, obedecendo a procedimentos específicos, com 0 objetivo de demonstrar a situação econômica e financeira do grupo de empresas. Além de registrar as transações já ocorridas, as técnicas contábeis permitem, que se realizem análises e projeções importantes no processo decisório dessas organizações. USUÁRIOS DAS INFORMAÇÕES CONTÁBEIS São usuários das informações contábeis todos aqueles que delas necessitam para toma qualquer tipo de decisão relacionada com a respectiva organização. Os usuários das informações contábeis podem ser internos ou externos à organização. Exemplo: Usuários Gestores Investidores Fornecedores o de closse ORGANIZAÇÃO Outros Governor Os usuários internos, como a própria denominação são aqueles que utilizam as informações contábeis para tomar decisões internas à organização. Normalmente, tais usuários são gestores de níveis hierárquicos 13</p><p>CONTABILIDADE E CUSTOS Os usuários externos são todos aqueles que não pertencem à organização, mas, que têm interesses diversos em seu desempenho. CONTÁBEIS Denomina-se por Relatório Contábil qualquer demonstrativo elaborado de forma ordenada, resumida ou não, com base em dados processados pela Contabilidade. Tais relatórios ou informes têm como objetivo levar a informação de forma inteligível e útil, aos respectivos Os Relatórios Contábeis podem ser obrigatórios e não obrigatórios. Os relatórios não obrigatórios são todos aqueles elaborados para atender às necessidades específicas de usuários internos ou externos e que não são exigidos por lei comercial ou Os Relatórios Contábeis obrigatórios são: Balanço Patrimonial (BP); Demonstração do Resultado do Exercício Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPAc) ou Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL); Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC); e Demonstração do Valor Adicionado (DVA) apenas para sociedades anônimas de capital Os Relatórios Contábeis obrigatórios são elaborados com base na escrituração contábil, sendo denominados como Demonstrações Contábeis ou Demonstrações Algumas Demonstrações Financeiras não obrigatórias são muito importantes no processo decisório das empresas por exemplo, no caso da Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) e das Demonstrações Financeiras Outros relatórios financeiros / contábeis / sociais Alguns outros relatórios complementam as Demonstrações Contábeis obrigatórias e, embora não exigidas de entidades que não sejam sociedades anônimas ou regidas por legislações especiais, auxiliam 0 processo de análise e entendimento das informações contábeis de organizações de qualquer porte ou segmento econômico. São eles: Relatório da Diretoria ou Relatório da fornece informações de caráter não obrigatório (dados estatísticos, indicadores de produtividade e outros índices de nível de desenvolvimento tecnológico, planos de expansão etc.), que facilitam 0 entendimento das ações e planos da organização. Notas Explicativas: são informações que têm por objetivo elucidar ou complementar dados não inteiramente transparentes das Demonstrações Contábeis ou, ainda, informar qualquer outro fato que possa ser importante para 0 entendimento da situação patrimonial da organização. 14</p><p>AULA 1 - INTRODUÇÃO CONTABILIDADE E GESTÃO Parecer dos auditores: obrigatório para as companhias abertas e empresas de grande porte, é cada vez mais comum encontrar 0 parecer dos auditores compondo as Dem onstrações Financeiras de outros tipos de organizações. 0 parecer de auditoria atesta se as foram elaboradas de acordo com Princípios de Contabilidade e se representam adequadamente a situação patrimonial e financeira da organização, no período sob Balanço Social: outro relatório não obrigatório, mas que cada vez mais vem sendo divulgado pelas organizações. Embora a Demonstração do Valor Adicionado, que é uma demonstração obrigatória para as empresas de capital faça parte do relatório de Balanço Social, esse relatório, em sua completude, não é exigido pela legislação. 0 Balanço Social contém diversas informações de caráter social e, algumas vezes, ambiental, que demonstram a atuação da organização junto à sociedade como, por exemplo, dados sobre os investimentos em treinamento e outros benefícios aos empregados, ações de incentivo à cultura, ao esportes, à à educação etc. Veja 0 Balanço Social (Relatório de Sustentabilidade) e as Demonstra- ções Contábeis da Petrobrás: Figue por dentro http:/ rs2009/ pt/ relatorios.zip Acesse 0 link das Demonstrações Financeiras do Grupo Gerdau: Disponível informaco- Dica aspx?Ano=2009&Trimestre=4>. 15</p><p>CONTABILIDADE E CUSTOS ESTRUTURA BÁSICA DE PUBLICAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Relatório da (ou da Demonstração do Resultado do Patrimonial Demonstração de dos Lucros ou Prejuízos Fluxos de Acumulados Notos Explicativos de Demonstrações Auditorio CONTABILIDADE E GESTÃO CONTABILIDADE GERAL OU FINANCEIRA E CONTABILIDADE GERENCIAL A Contabilidade das organizações pode assumir complementares, de acordo com diferentes segmentos econômicos aos quais é aplicada ainda, de acordo com fins a que se destina. Por exemplo: Contabilidade comercial: praticada pelas empresas Contabilidade industrial: praticada pelas Contabilidade do terceiro setor: praticada pelas entidades sem fins Contabilidade rural agrícola: praticada pelas em presas agroindustriais. Contabilidade tributária ou fiscal: destinada ao registro e controle dos impostos e contribuições. Contabilidade de custos: destinada ao registro e controle dos custos das organizações etc. Apesar das diferentes denominações a Contabilidade não é diferente no que se refere aos seus princípios ou técnicas. Ela é essencialmente a com peculiaridades específicas a cada segmento ou A Contabilidade que registra as ocorrências diárias da vida das organizações, registros estes que darão origem às Demonstrações independentemente de segmento econômico (comercial, industrial. rural é chamada de Contabilidade Geral ou Financeira. A modalidade contábil que se ocupa da elaboração de projeções e geração de informações para apoio à gestão das organizações é denominada Contabilidade Gerencial. 16</p><p>AULA 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO Destinada a registrar, de maneira ordenada e todas as transações da organização, com 0 propósito de gerar informações sobre as mutações patrimoniais que sejam úteis aos seus diversos usuários, a Contabilidade Geral ou Financeira difere da Contabilidade Gerencial nos seguintes pontos: CONTABILIDADE GERAL OU FINANCEIRA Condiciona-se aos Princípios de Contabilidade e à normatização legal pertinente; registra fatos já destina-se, principalmente, aos usuários externos (credores, fornecedores, governo, acionistas sendo obrigatória para todas as organizações; sua utilização no processo decisório é restrita à análise de fatos passados, 0 que nem sempre é útil ao gestor. CONTABILIDADE GERENCIAL Faz das mesmas técnicas contábeis da Contabilidade Financeira, no entanto subordinar-se aos Princípios de Contabilidade; tem como principal objetivo fornecer informações úteis e em tempo para a tomada de decisões; destina-se ao público interno da organização, tendo em vista 0 seu caráter gerencial; faz para geração das informações, prioritariamente, de conceitos de finanças e de PROCESSO DECISÓRIO DAS ORGANIZAÇÕES As últim as décadas, em decorrência da chamada Revolução Tecnológica, têm registrado a necessidade de decisões rápidas e eficazes de todas as organizações, mesmo aquelas criadas sem a finalidade de obtenção de lucros. É 0 acirramento da concorrência que leva à constatação de que quem chega primeiro, leva". Nesse contexto, 0 processo decisório depende, cada vez de informações confiáveis e dentro de tempo hábil. A Contabilidade é 0 único instrumento capaz de fornecer as informações de caráter econômico e financeiro necessárias a esse processo. e Marion (2009, p. 1) afirmam que a Contabilidade "coleta todos dados mensurando-os monetariamente, registrando-os e sumarizando-os em forma de relatórios ou de que contribuem sobremaneira para a tomada de decisões". Saiba mais sobre a utilização da Contabilidade como instrumento de gestão: Carlos A contabilidade como instrumento de Disponível em <http:/ Figue por bds.nsf/ ff9af6e19f6bb9fa03256c6 dentro b6a9/ NT000A0786.pdf> 17</p><p>CONTABILIDADE CUSTOS CONSIDERAÇÕES FINAIS A Unidade 1 objetivou oferecer um a visão geral da destacando a sua origem e evolução histórica, 0 seu caráter seus Princípios e técnicas e, sobretudo, a sua utilização com 0 instrumento de gestão e controle dos patrimônios das entidades. BIBLIOGRAFIA CFC - Concelho Federal de Contabilidade. Resolução 750/ 93 de 29 de dezembro de 1993. Redação atualizada pela Resolução CFC n° Disponível em < http://www.portaldecontabilidade.com br/ legislacao/ resolucaocfc774.htm> Disponível em : 06 jun. 2013. Sérgio José Carlos. Curso de contabilidade para não 6. ed. São Paulo: Atlas, Sérgio de: José C.: PEREIRA, Dicionário de 2 ed. São Paulo: Clóvis. Manual de Contabilidade Básica. 5. ed. São Paulo: Atlas 2007. 18</p><p>x + % AULA 2 Balanço Patrimonial: Representação Gráfica, Origem e Aplicações Prof. Ms. Geni dos Santos Vanzo OBJETIVOS DA UNIDADE Apresentar 0 Balanço Patrimonial como um dos principais dem onstrativos ressaltando a sua representação gráfica para efeito da compreensão do seu conteúdo. Abordar conceitos e definições de Ativo e Passivo com 0 intuito de promover a com preensão da lógica contábil ao se registrar valores nesses grupos de Demonstrar que registros no Passivo estarão representando as origens dos recursos captados e registros no Ativo, as aplicações desses BALANÇO PATRIMONIAL: REPRESENTAÇÃO GRÁFICA A denom inação Balanço rem ete ao conceito de próprio da antiga balança de dois pratos, representando 0 equilíbrio existente entre 0 Ativo e 0 Passivo das entidades - 0 equilíbrio patrimonial.</p><p>CONTABILIDADE E CUSTOS REPRESENTAÇÃO GRÁFICA Graficamente, 0 equilíbrio patrimonial, ou seja, 0 Balanço é demonstrado da seguinte forma: Ativo Passivo Obrigações Bens Pagar Diretos equilíbrio patrimonial implica Receber em afirmar que o Ativo SEMPRE BALANÇO PATRIMONIAL será igual ATIVO PASSIVO LADO LADO ESQUERDO DIREITO ATIVO: CONCEITOS E DEFINIÇÕES 0 Ativo representa as riquezas da entidade, todos seus bens e direitos de sua propriedade que possam ser avaliados em moeda e que, representem benefícios presentes e/ ou futuros para a entidade. A observância dos requisitos, para que algo possa ser considerado como Ativo de uma entidade, deve ocorrer pois, se isso não não será um Ativo: requisitos serem cumpridos "simultaneamente" Ser um Bem ou Direito Ser de propriedade do entidade ou equivalente Ser monetariamente benefícios presente ou futuros para o entidade (*) Contabilmente, bens decorrentes de operações que transfiram à entidade os benefícios por eles gerados, seus riscos e são considerados como de propriedade da empresa, mesmo que ela não se configure oficialmente. Exemplo: bens decorrentes de operações de leasing financeiro. Exemplos de bens e direitos: Os bens e direitos incapazes de proporcionar benefícios futuros à entidade não podem ser considerados como Ativos, por exemplo, bens que tenham se tornado obsoletos ou direitos não passíveis de conversão em dinheiro. 20</p><p>AULA 2 BALANÇO PATRIONIAL REPRESENTAÇÃO GRÁFICA, ORIGEM Ativo Passivo Bens Diretos Receber PASSIVO: CONCEITOS E DEFINIÇÕES 0 Passivo retrata as obrigações da entidade e se subdivide em dois grupos: 0 Passivo Exigível e 0 Patrimônio Líquido. Graficamente, todo 0 lado direito do Balanço Patrimonial é representado pelo atendendo às disposições da Lei das S.A. Entretanto, a rigor da teoria contábil, somente as obrigações exigíveis é que 0 PASSIVO EXIGÍVEL 0 Passivo Exigível, como 0 próprio nome sugere, representa as obrigações exigíveis, isto é, aquelas obrigações que podem ser reclam adas por terceiros. Tais obrigações também são denominadas com 0 a Capital de Terceiros" PATRIMÔNIO LÍQUIDO 0 Patrimônio Líquido como foi estudado na Unidade 1. representa recursos investidos na entidade pelos proprietários. 0 investimento inicial é denominado de que pode ser aumentado, seja pela de novos recursos pelos proprietários, seja pelo aproveitamento de lucros ou reservas de lucros. 0 capital investido é empregado nas operações da entidade com 0 intuito de geração de lucros, no caso de entidades com fins lucrativos (empresas), ou superavits para entidades que não visam Os lucros gerados pelas empresas são distribuídos para proprietários ou reinvestidos nas mesmas, podendo ser incorporados ao Capital inicial ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS Os recursos que viabilizam as operações de uma entidade têm ou seja, são captados junto a terceiros (Capital de Terceiros Passivo Exigível) ou junto aos sócios/ proprietários (Patrimônio 21</p><p>CONTABILIDADE E CUSTOS Origens e Aplicações de Recurios etc. dos Bolonço Passivo Bens de Origens dos Recursos Governo etc As obrigações exigíveis nada mais são do que de recursos a curto ou longo obtidos mediante a concessão de prazos para pagamentos por fornecedores, empréstim bancários, valores de salários, impostos, contribuições sociais e outras obrigações, cujos valores perm anecem em poder da entidade até respectivos vencimentos. Os recursos obtidos junto a terceiros ou junto aos sócios (origens) são aplicados" em riquezas da entidade, ou seja, em Assim, graficamente, pode-se afirmar que 0 lado direito do Balanço Patrimonial 0 Passivo representa as origens dos recursos" e 0 lado esquerdo, 0 Ativo, representa as aplicações desses recursos. CAPITAL E SUAS CONOTAÇÕES Em Contabilidade, 0 termo Capital pode diferentes conotações, de acordo com 0 seu fim. Por exemplo: termo "Capital" e suas diferentes conotações forceiros as obrigações com (obrigoções Possivo) Capital Represento os dos na entidode Líquido) Capital total Represento soma do de com o mesmo que Passivo Capital ou Capital Social; Capital nominal Todos esses representam o investimento inicial dos Capital Capital subscrito proprietórios e os respectivos Esse pode ser em dinheiro Capital subscrito o "compromisso" dos proprietórios em em bens ou dinheiro, valor investido no compromisso é no que dó origem à vida empreso (Contrato social). Capital Capital valor do Capital em dinheiro Capital Capital Represento o de não integralizado pelos proprietórios 22</p><p>AULA 2 BALANÇO REPRESENTAÇÃO GRÁFICA, ORIGEM E APLICAÇÕES 0 Capital Social é representado contabilmente, no Patrimônio Líquido, pela soma do Capital Subscrito com 0 Capital a Realizar ou a Integralizar. Exemplo: suponha que no contrato social da empresa Luz Azul Comércio de Materiais Elétricos Ltda. esteja previsto um Capital Social de $ 100.000,00, a ser integralizado, em dinheiro, pelos seus dois sócios. Inicialmente, sócios fizeram um depósito na conta corrente da empresa no valor de $ 70.000,00, sendo que 0 restante será integralizado, de acordo com a disponibilidade dos sem prazo determinado. Nesse caso, a conta Capital Social no Balanço Patrimonial de abertura da Luz Azul apresentaria a seguinte situação: Patrimônio (S) Capital Social Capital subscrito 100.000,00 (-) Capital (30.000,00) Observe que 0 valor subscrito/ comprometido no contrato social foi integralmente contabilizado. Entretanto, 0 valor ainda não realizado, isto 0 valor a integralizar, é contabilizado, reduzindo 0 valor do capital subscrito, de forma a retratar 0 verdadeiro montante integralizado de $ Note que, para um lançamento do lado esquerdo do Balanço Patrimonial, ocorreu outro lançamento de mesmo valor do lado direito. FIXAÇÃO DE CONCEITOS A constituição da empresa Luz Azul Comércio de Materiais Elétricos Ltda. foi feita com um capital subscrito de $100.000,00, conforme visto no exemplo anterior. Foi visto também que os sócios efetuaram um depósito na conta corrente da empresa no valor de $70.000,00. A representação gráfica do Balanço Patrimonial de abertura da empresa teria, aproximadamente, a seguinte configuração: BALANÇO PATRIMONIAL Luz Arul Comércio de Elétricos ATIVO PASSIVO CIRCULANTE CIRCULANTE 70.000,00 70.000,00 LÍQUIDO Disponibilidades Capital Social TOTAL DO ATIVO 70.000,00 TOTAL DO PASSIVO 70.000,00 Aplicações Origem 23</p><p>CONTABILIDADE E CUSTOS Destaques: 1) 0 valor de $ 70.000,00 na conta Bancos Conta Movimento é um Ativo, pois satisfaz as condições para ser assim É um Direito; propriedade da empresa; É representável em É um benefício presente, com condições de gerar benefícios futuros. 2) 0 valor do Capital Social é 0 investimento feito na empresa pelos proprietários e, portanto, deve figurar como Patrimônio Líquido no lado direito do Balanço chamado de Passivo, de acordo com a Lei das Sociedades por Ações. 3) 0 valor do Capital Subscrito ($ 100.000,00) é aquele que foi pactuado no Contrato Social de constituição da empresa, retratando 0 compromisso assumido pelos sócios. 4) 0 valor do Capital a Integralizar ($ 30.000,00) é 0 valor que falta ser integralizado pelos 5) 0 valor líquido do Capital Social é de $ 70.000,00, representando a contrapartida do depósito bancário efetuado pelos sócios na conta corrente da empresa e registrado na conta Bancos Conta 6) 0 Capital Social representa a origem de recursos (captação), decorrente do investimento dos sócios na empresa. 7) 0 recurso captado/ originado do investimento dos sócios está aplicado no Ativo representado pela conta Bancos Conta CONSIDERAÇÕES FINAIS Nesta Unidade, foram estudados conceitos im que servirão com 0 estrutura para diversos outros conceitos que serão vistos nas próximas A representação gráfica do Balanço Patrimonial permite uma visão didática e prática dos dados patrimoniais e 0 seu entendimento é fundamental para a utilização desse importante demonstrativo contábil, com fins gerenciais e de análise. Por outro lado, a percepção dos conceitos de origens e aplicação de recursos também é fundamental para análise e interpretação dos dados relacionados ao BIBLIOGRAFIA Sérgio de; MARION, José Carlos. Curso de contabilidade para não contadores. 6. ed. São Paulo: MARION, José Carlos. Contabilidade Básica. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2004. Manual de Contabilidade 5. ed. São Paulo: 24</p><p>+ Contas do Balanço Patrimonial e Ciclo Operacional Prof. Ms. Geni Francisco dos Santos Vanzo OBJETIVOS DA UNIDADE Promover 0 conhecimento da base da escrituração contábil por meio da codificação das contas, apresentando fundamentos para elaboração de um Plano de Contas. Demonstrar grupos de contas de acordo com prazos de realização das operações e 0 ciclo operacional das organizações. Declinar principais grupos de contas do Ativo e do Passivo.</p><p>CONTABILIDADE E CUSTOS PLANO DE CONTAS CONCEITO Para que registros contábeis possam ser realizados de form ordenada, para fácil consulta e análise dos saldos das contas, bem como para a elaboração dos relatórios obrigatórios ou faz-se necessária um a codificação adequada que possibilite agrupar as ocorrências semelhantes em um só Para tanto, elabora-se um Plano de Contas, de acordo com as características de cada organização e necessidades dos usuários. 0 Plano de Contas, portanto, é um agrupamento ordenado das contas utilizadas pela Contabilidade das entidades, constituindo-se em instrumento indispensável para 0 registro dos fatos CODIFICAÇÃO A codificação do Plano de Contas, assim como as contas que 0 segue uma estrutura determinada de acordo com as exigências das leis comerciais. exceto para segmentos específicos da economia (financeiro, seguros a nomenclatura das contas e a forma de codificação são livres. A estrutura básica para codificação do Plano de Contas está particularm aos prazos e graus de liquidez das operações que serão registradas em cada conta (consulte Grupo de Contas"). CONTAS SINTÉTICAS E CONTAS ANALÍTICAS As contas que compõem 0 plano são sintéticas ou As contas sintéticas sintetizam e totalizam as contas analíticas correspondentes. Exemplo: Conta Classificação 1. Ativo Sintético 1.1. Circulante Sintético 1.1.4. Estoques Sintético 1.1.4.1. Mercadorias IMPORTÂNCIA DO PLANO DE CONTAS Um Plano de Contas bem que contemple um número de contas adequado às necessidades dos usuários e das características do segmento econômico ao qual a organização pertence, com nomenclaturas que representem com fidelidade respectivos conteúdos, é de fundamental importância para 0 correto registro dos fatos 26</p><p>AULA 3 CONTAS DO BALANÇO PATRIMONIAL E CICLO OPERACIONAL A uniformidade dos registros contábeis, assim como 0 grau de abertura e detalhamento desses registros, de forma a atender com prontidão a necessidade de informações para os gestores, fundamentalmente. de um Plano de Contas adequadamente parametrizado. Considerando que as contas serão utilizadas por todos os departamentos da figurarão nos livros contábeis e serão base para consulta por qualquer usuário interno ou externo que a elas possam ter pode-se inferir sobre a magnitude da importância do de FUNCIONAMENTO DAS CONTAS Na sua elaboração, 0 Plano de Contas deverá contemplar, além do elenco de contas que 0 um relatório detalhando 0 funcionamento de cada uma das contas, quando e porque são creditadas ou Para conhecer alguns modelos de Plano de acesse: http:/ modelo_plano_contas_ entida- por de.htm dentro GRUPOS DE CONTAS DO BALANÇO PATRIMONIAL A apresentação das contas do Balanço Patrimonial precisa ser facilmente entendida para possibilitar a sua análise por qualquer dos seus usuários. a aglutinação das contas em grupos com características específicas tem por objetivo esse entendimento, razão pela qual guarda características básicas vinculadas aos prazos de observando, para esse fim no caso de 0 conceito de "ciclo operacional" GRUPOS DE CONTAS NO PROCESSO DE ANÁLISE DO BALANÇO PATRIMONIAL As características dos grupos de contas permitem aos usuários das informações particularmente aos gestores, realizarem análises importantes para a tomada de Observe grupos de contas assinalados no Balanço Patrimonial da Luz Azul Comércio de Materiais Elétricos Ltda.: 27</p><p>CONTABILIDADE E CUSTOS Balanço Lue Azul ATIVO CIRCULANTE 70.000,00 CIRCULANTE Boncos Conto Movimento 70.000,00 CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE LÍQUIDO 70.000,00 Capital Social Capital Subscrito 100.000,00 (-) Capital Integralizar (30.000,00) TOTAL ATIVO 70.000,00 70.000,00 Os grandes grupos de contas que aparecem no Balanço Patrimonial são: Circulante (Ativo e Passivo). Não Circulante (Ativo e Passivo). Patrimônio Líquido Circulante: esse grupo congrega as operações a receber (Ativo) ou a pagar (Passivo) em um prazo curto. Não Circulante: esse grupo congrega as operações a receber (Ativo) ou a pagar (Passivo) em um prazo mais longo. No caso do Ativo, esse grupo pode congregar bens e direitos sobre quais a organização não tem a intenção de transformar em dinheiro, isto é, têm caráter permanente, pois a organização pretende ficar com eles até que se tornem obsoletos ou totalmente desgastados. Patrimônio Líquido: esse grupo congrega investimentos dos proprietários, não exigíveis enquanto a organização estiver em funcionamento (em continuidade). Analisando 0 Balanço Patrimonial da Luz Azul, observa-se, por exemplo, que ela tem valores disponíveis" no curto prazo (Ativo Circulante) e nada tem a pagar nesse mesmo prazo (Passivo Circulante), 0 que permite a tomada de diversas decisões, decorrentes da sua capacidade de pagamento das obrigações de curto prazo, também denominada de 0 quadro a seguir resume as características básicas desses grupos de contas: ATIVO PASSIVO Circulante Circulante Agrego disponibilidades de (dinheiro) Agrego os que ser ou bens ou direitos que podem ser liquidados no curto prozo. transformados em dinheiro no prozo. Não Circulante Não Circulante Agrego os obrigações que ser liquidados no longo prazo. Agrego ou direitos que só ser Circulante transformados em dinheiro no longo prozo, os investimentos feitos ou, sobre os o não organização pelos proprietários, cuja de transformar em dinheiro (bens não será exigido enquanto o e direitos de permanente). permancer em 28</p><p>AULA 3 CONTAS DO BALANÇO PATRIMONIAL E CICLO OPERACIONAL CICLO OPERACIONAL Denomina-se ciclo 0 período de tempo que a organização leva para realizar a sua principal operação de forma completa, isto elaboração, disponibilização ou comercialização e recebimento. 0 ciclo operacional de um indústria, por exemplo, compreenderá 0 tempo que ela leva para produzir seus produtos, vendê-los e receber as respectivas duplicatas, caso a venda tenha sido efetuada a prazo. Exemplo do ciclo operacional de uma indústria: Compra Fabricação Venda e de dos Recebimento Faturamento Prima Estoques 0 ciclo operacional de uma organização será maior ou menor, de acordo com as características das suas operações. Um a empresa que compra e revende mercadorias à vista, por exemplo, terá um ciclo operacional mais rápido do que aquela que compra e revende mercadorias financiadas ou, ainda, fabrica ou presta serviços com características de prazo maior para realização e recebimento. 0 ciclo operacional é considerado como de curto prazo quando 0 seu início e encerramento ocorrem em até doze meses (Circulante). Quando 0 prazo for maior que doze meses (Não Circulante), 0 ciclo operacional será considerado de longo prazo. Há casos em que 0 ciclo operacional pode levar quatro anos ou mais para a sua NÃO CIRCULANTE A classificação em Circulante e Não Circulante está diretamente relacionada ao prazo das operações ou do ciclo operacional da organização: Circulante: até doze meses ou prazo do ciclo operacional que for maior); e Não Circulante: maior que doze meses. A denominação Circulante é dada em função do englobamento de operações que representam 0 giro das empresas, ou seja, operações relativamente rápidas envolvendo entradas e saídas de caixa. GRUPOS DE CONTAS DO ATIVO As contas são agrupadas no Ativo em ordem decrescente de liquidez, ou seja, de acordo com 0 prazo que as operações nelas registradas poderão ser transformadas em dinheiro, partindo-se do menor para 0 maior 29</p><p>CONTABILIDADE E CUSTOS ATIVO Do menor Circulante para o moior Disponível Financeiros Contos a Receber Investimentos Estoques Outros Não Circulante o longo prozo Investimentos Imobilizado ATIVO CIRCULANTE Os principais subgrupos do Circulante no Ativo são: Disponível ou Disponibilidades; Aplicações financeiras; Contas a receber; Investimentos temporários; Estoques; Outros ATIVO NÃO CIRCULANTE Os principais subgrupos do Não Circulante no Ativo Realizável a longo prazo; CONTAS REDUTORAS DO ATIVO Algumas contas do Ativo têm a função de dos saldos de outras contas do mesmo grupo, valores que se destinam a ajustar esses saldos de forma a que, obedecendo ao Princípio da Prudência, respectivos ativos sejam demonstrados pelo seu menor valor. Tais contas são chamadas de redutoras ou As principais contas redutoras do Ativo são: Provisão Para Devedores Duvidosos: destina-se a ajustar 0 saldo do grupo de contas a receber (Duplicatas a Receber, Clientes, Contas a Outros Créditos etc.) pelo valor do possível não recebimento, estimado pelos gestores, com base no comportamento da inadim plência dos devedores. 30</p><p>AULA 3 CONTAS DO BALANÇO PATRIMONIAL E CICLO OPERACIONAL Exemplo: Contas o receber 100.000,00 poro devedores duvidosos 20.000,00 Soldo líquido 80.000,00 Duplicatas Descontadas: corresponde ao valor de duplicatas cuja realização financeira antecipada foi negociada junto aos bancos. Embora as duplicatas tenham sido entregues aos bancos para que estes 0 valor correspondente nos respectivos vencimentos, por ocasião da quitação das mesmas pelos devedores, riscos e a propriedade dos títulos continuam sendo da empresa, razão pela qual continuam figurando no Ativo. Caso 0 devedor não quite a duplicata junto ao banco, este efetuará a cobrança junto à a qual deverá quitar 0 valor já antecipado pelo banco, com encargos Exemplo: Saldos receber 70.000,00 Duplicodos 30.000,00 Saldo líquido 40.000,00 Depreciação Acumulada/Exaustão Acumulada e Amortização corresponde, respectivamente, ao valor estimado de desgaste natural dos bens do Ativo Imobilizado (móveis, imóveis, equipamentos etc.), da perda pela exploração de bens ou direitos sujeitos à exaustão (jazidas e outros ativos representativos de recursos naturais), e da redução do valor contábil dos ativos intangíveis. Exemplo: Saldos (5) Moveis e 50.000,00 Depreciação 10.000,00 Soldo líquido 40.000,00 GRUPOS DE CONTAS DO PASSIVO As contas são agrupadas no Passivo, em ordem decrescente de liquidação, ou seja, de acordo com 0 prazo que as operações nelas registradas deverão ser pagas, partindo-se do menor para 0 maior prazo. 31</p><p>CONTABILIDADE E CUSTOS PASSIVO Do menor Circulante o maior Fornecedores Contos pogar Impostos e contribuições o recolher Provisões o Não Circulante Financiamentos a Capital Reservos de lucros Lucros ou PASSIVO CIRCULANTE 0 grau de exigibilidade das obrigações não é tão facilmente classificável quanto 0 grau de liquidez das operações registradas no Ativo, visto que entos das obrigações de curto prazo, normalmente são muito Portanto, utiliza-se 0 bom considerando-se os prazos, normalmente, praticados para as operações registradas em cada subgrupo. Os principais subgrupos do Passivo Circulante são: Contas a pagar; Impostos e contribuições a Provisões para pagamentos a efetuar. PASSIVO NÃO CIRCULANTE Os principais subgrupos do Passivo não Circulante são: Títulos a pagar. PATRIMÔNIO LÍQUIDO Os principais subgrupos do Patrimônio Líquido são: Capital; Reservas de Lucros ou acumulados. 32</p><p>AULA 3 CONTAS DO BALANÇO PATRIMONIAL F CICLO OPERACIONAL CONTAS REDUTORAS DO PASSIVO Da mesma forma como acontece no Ativo, no Passivo e no Patrimônio Líquido, algumas contas do mesmo grupo têm a função de dos saldos de outras contas do mesmo grupo, valores que se destinam a ajustar esses saldos de forma a que, obedecendo ao Princípio da Prudência, respectivos ativos sejam demonstrados pelo seu maior valor. Tais contas são chamadas de ou As principais contas redutoras do Passivo são: Despesas de empréstimos: corresponde ao valor dos encargos financeiros incluídos nos saldos de empréstimos ou financiamentos e cuja apropriação ao resultado como Despesa Financeira deve obedecer à respectiva competência. Exemplo: Contas Saldos 180.000,00 apropriar 30.000,00 líquido 150.000,00 Capital corresponde ao valor de capital social ainda não integralizado pelos sócios. Exemplo: Contas 100.000,00 Capital realizar 50.000,00 Saldo líquido 50.000,00 CONSIDERAÇÕES FINAIS Na Unidade 3. foram abordados pontos importantes para 0 entendimento do processo de escrituração contábil que será estudado na Unidade bem como conceitos básicos que irão subsidiar a análise do Balanço Patrimonial para fins de tomada de 0 que será estudado na Unidade 7. BIBLIOGRAFIA Sérgio José Carlos. Curso de contabilidade para não contadores. 6. ed. São Paulo: 2009. MARION, José Carlos. Contabilidade Básica. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2004 Clóvis. Manual de Contabilidade 5. ed. São Paulo: Atlas, 2007. 33</p><p>x + AULA 4 Ciclos e Registros Contábeis Prof. Ms. Geni dos Santos Vanzo OBJETIVOS DA UNIDADE Apresentar a constituição de um sistema Promover 0 entendimento de como se processa 0 ciclo contábil nas organizações. Abordar aspectos gerais que envolvem 0 processo utilizando técnicas que permitam compreender a mecânica dos registros Apresentar principais livros utilizados para a escrituração contábil. Estudar a composição do Balancete Patrimonial e sua utilidade no processo de elaboração do Balanço Patrimonial. CICLO E SISTEMA CONTÁBIL 0 ciclo contábil, que se inicia com a elaboração do Plano de Contas e termina com a elaboração dos relatórios contábeis, não se realiza sem a existência de um a contábil. 0 sistem a contábil, por sua vez, existe para viabilizar a execução do ciclo</p><p>CONTABILIDADE E CUSTOS SISTEMA CONTÁBIL Definição Marion (2004, p. 194) define 0 sistema contábil como sendo conjunto de atividades contábeis que engloba a compreensão da atividade empresarial (necessária para elaborar um plano de contas a análise e a interpretação de cada fato contábil a contabilização e a elaboração das Demonstrações Financeiras Pode-se estender tal como também faz 0 autor citado, para a produção dos dem ais relatórios contábeis, mesmo que de cunho gerencial, visto que 0 atendimento do objetivo da Contabilidade só se concretiza no momento em que tais informações são fornecidas de forma inteligível a todos os seus usuários. Constituição A constituição de um sistema contábil envolve diferentes tipos de recursos: humanos, tecnológicos, financeiros mas, a determinação da medida e do tipo de recursos necessários somente deve ocorrer depois de avaliadas todas as necessidades dos diferentes usuários e as que serão geradas por esse Dentre essas necessidades, devem ser ainda consideradas outras variáveis, como prazos, a periodicidade das informações e, sobretudo, 0 custo benefício envolvido. Nesse ponto, vale a pena relembrar quais seriam usuários das informações contábeis: gestores, governos, fornecedores, credores, bancos, funcionários, sócios, acionistas etc. Um sistem contábil pode ser manual, mecanizado ou Sistema Manual: utiliza recursos unicamente manuais para escrituração e controle, com por exemplo, fichas, lápis, livros etc. Sistema Mecanizado: utiliza um a máquina específica para lançam entos Embora se assem elhe a uma máquina de escrever, a máquina de contabilidade possui outros recursos que possibilitam a elaboração simultânea do Livro Diário e da Ficha Razão, exigidos pela legislação comercial. Sistema Eletrônico: utiliza recursos inform atizados para 0 processamento de dados contábeis, podendo fazer parte de um sistema integrado de informações, otimizando 0 uso das informações contábeis para fins gerenciais. CICLO CONTÁBIL 0 ciclo contábil, conforme já foi comentado, pressupõe a existência de um sistema contábil e 0 seu início ocorre com a elaboração de um plano de contas. 0 processo que compõe esse ciclo passa pelas seguintes etapas: Elaboração do Plano de Elaboração das Demonstrações Contábeis e demais relatórios não e Análise e interpretação das Demonstrações 36</p><p>AULA 4 CICLOS E REGISTROS Sistema dos e dos de A elaboração do Plano de Contas já foi estudada na Unidade 2. Nesta será aprofundada a técnica de escrituração e procedimentos necessários para 0 levantamento das Demonstrações LIVROSEESCRITURAÇÃO CONTÁBIL LIVROS CONTÁBEIS Qualquer que seja 0 sistema contábil adotado (manual, mecânico ou a escrituração contábil deve ser feita em livros Tais livros são obrigatórios, qualquer que seja 0 tipo ou porte da entidade. São eles 0 Livro Diário e 0 Livro Quando utilizados sistemas mecânicos ou eletrônicos, as folhas do livro são substituídas por fichas ou relatórios que observam as características estipuladas para a escrituração manual, devidamente numeradas de forma mecânica ou Livro Diário 0 Livro Diário é utilizado para registro de todos fatos contábeis, em ordem rigorosamente cronológica (dia, mês e ano). Registra, portanto, oficialmente, todas as transações de uma entidade. 0 Livro Diário deve ser encadernado e autenticado por órgão competente do Registro do Comércio, dentro do prazo e obedecendo às condições estipuladas pela legislação comercial e respectiva norma 37</p><p>CONTABILIDADE E CUSTOS Quer saber mais sobre Livro consulte: Figue por http:/ obrigacoes/ livrodiario.htm dentro Livro Razão 0 Livro Razão corresponde ao agrupamento dos fatos contábeis em contas de mesma natureza, 0 que implica em afirmar que para cada uma das contas do Plano de Contas da deverá ser criado um 0 Livro Razão precisa ser encadernado, sendo obrigatória a existência de um termo de abertura e de encerramento, devidamente assinado pelo contador responsável. Entretanto, não é exigida a sua autenticação junto ao órgão de Registro do Comércio. Quando um a conta contábil envolve a existência de subcontas, 0 Livro Razão assume duas diferentes formas: 0 Razão Sintético e 0 Razão Por Bancos Conta Movimento Conta sintético (Totalizadora) Banco do (subconto) Banco Santander Conto (subconto) Banco Conto (subconto) A conta Bancos Conta Movimento engloba (pois é totalizadora) saldos das seguintes contas: Banco do Brasil, Banco Santander e Banco Nesse caso, haverá um Razão Sintético para a conta Bancos conta Movimento e um Razão Analítico para cada um a das respectivas subcontas. LIVRO 0002 TESTE 2010 01/01/2010 31/01/2010 LACTO 38</p><p>AULA 4 CICLOS E REGISTROS Razonete Derivado do Livro 0 razonete é um a representação gráfica em forma de T. muito utilizado pelos contadores e estudantes de contabilidade. É um a form a simplificada e didática do que facilita 0 desenvolvimento do raciocínio contábil. Caixa D C ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL A escrituração contábil, também conhecida como escrituração comercial ou mercantil, compreende os registros contábeis realizados no Livro Todas as entidades estão obrigadas a manter a escrituração independentemente de esta ser exigida ou não pela legislação BALANÇOS SUCESSIVOS A metodologia de Balanços Sucessivos, originada na escola americana de tem por objetivo promover a compreensão da técnica de escrituração contábil, partindo de uma visão de conjunto dos relatórios particularmente do Balanço Patrimonial. Entendendo 0 efeito das mutações do patrimônio já na sua configuração final no Balanço Patrimonial, fica mais simples visualizar 0 processo de 0 ou diminuição de Ativos e Para aplicação dessa metodologia, utilizaram-se seguintes fatos isto as seguintes mutações ocorridas no patrimônio da empresa Luz Azul Comércio de Materiais Elétricos Ltda. Data Operações (Fatos Contábeis) Constituiçãoda com um capital subscrito de $ 100.000,00, tendo sido 1 01/12/X0 integralizado um valor de $ 70.000,00, por meio de um depósito bancário realizado pelos sócios na conto corrente do empresa. 2 03/12/X0 Compro de um veículo para empresa, no valor de $ 40.000,00, pago à vista (em cheque). 3 05/12/X0 Compra, em 3 parcelas sem juros, de móveis para escritório, no valor de $ 20.000,00. Visando a suas atividades, o empreso contraiu um financiamento 4 10/12/X0 junto BNDES, no valor de $ 50.000,00, para pagamento de principal mais juros somente no vencimento, após cinco Aquisição de mercadorias para revendo no valor de $ 10.000,00, sendo 50% 5 11/12/X0 pago à vista e o restante em 45 dias. 39</p><p>CONTABILIDADE E CUSTOS BALANÇOS SUCESSIVOS De modo a fixar seu entendimento do texto, analise 0 Balanço Patrimonial após cada uma das operações e constate quais foram as mutações ocorridas no patrimônio da Luz Azul Comércio de Materiais Elétricos Ltda. Operação 01: BALANCO PATRIMONIAL And de CIRCULANTE 70.000,00 CIRCULANTE - Boncos conto Movimento 70.000,00 NÃO CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE LÍQUIDO 70.000,00 Social Subscrito 100.000,00 (30.000,00) TOTAL DO ATIVO TOTAL DO PASSIVO Operação 02: PATRIMONIAL de ATIVO CIRCULANTE 30.000,00 CIRCULANTE Movimento 30.000,00 CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE 40.000,00 LÍQUIDO 70.000,00 Social Subscrito TOTAL DO TOTAL DO</p><p>AULA 4 CICLOS E REGISTROS CONTÁBEIS Operação 03: de ATIVO PASSIVO CIRCULANTE 30.000,00 CIRCULANTE 20.000,00 Contos a 20.000,00 Bancos conta NÃO CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE Velculos LÍQUIDO 70.000,00 Móveis e 20.000,00 Capital Subscrito 100.000,00 (30.000,00) TOTAL DO ATIVO TOTAL DO PASSIVO Operação 04: de PASSIVO CIRCULANTE 80.000,00 CIRCULANTE 20.000,00 Bancos conto Movimento 80.000,00 NÃO CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE - LÍQUIDO e 20.000,00 Capital Subscrito 100.000,00 o Integralizar TOTAL ATIVO TOTAL PASSIVO Operação 05: de ATIVO PASSIVO CIRCULANTE 85.000,00 CIRCULANTE 25.000,00 5.000,00 Contos o Pagar Bancos conto Estoques 10.000,00 NÃO CIRCULANTE Financiamentos 50.000,00 NÃO CIRCULANTE PATRIMÔNIO LÍQUIDO 70.000,00 Veículos 40.000,00 Capital Social Móvels e 20.000,00 Capital Subscrito 100.000,00 e (30.000,00) TOTAL DO PASSIVO 41</p><p>CONTABILIDADE E CUSTOS Quando existe um acréscimo de bens (veículos, móveis e estoque), ocorre um aumento no Ativo portanto, da riqueza da empresa. 0 mesmo ocorre quando existe 0 acréscimo de um direito (depósito bancário, crédito do financiamento). Por outro lado. quando ocorre uma diminuição no valor de um bem ou direito (em conta corrente, pela emissão de cheques), há um diminuição do valor do Qualquer movimentação nos valores de bens ou direitos causa mutações no Ativo (lado esquerdo do Quando se contrai uma obrigação, em decorrência de pagamentos a prazo (mercadorias, móveis e financiamento). há um crescimento do Passivo (lado direito do Todas as operações sempre causaram mais de um efeito no Balanço Patrimonial, envolvendo, no duas contas. Os totais de Ativo e de Passivo sempre permanecem em equilíbrio, ou seja, 0 valor total do Ativo é sempre igual ao valor total do Passivo, em qualquer situação. Diante dessas conclusões já é possível tentar entender como se processa a técnica contábil mais difundida 0 método das partidas dobradas. PARTIDAS DOBRADAS A escrituração contábil é realizada utilizando-se 0 método das "partidas Esse método tradicional surgiu no século XV, na Itália, tendo como precursor 0 Frei Luca Se quiser conhecer a biografia do Frei Luca Pacioli consulte 0 site abai- e baixe 0 livro Pacioli um mestre do renascimento" http:/ por dentro 0 método das partidas dobradas consiste no fato de que, qualquer que seja a operação, sempre haverá um débito e um crédito correspondente. 0 que significa afirmar que 0 saldo remanescente entre tais lançamentos deverá ser sempre zero. Exemplificando: suponha que a empresa Luz Azul Comércio de Materiais Elétricos Ltda. tenha realizado a compra de um computador para ser utilizado em sua loja pelo valor de $ A compra foi feita à vista, mediante pagamento em cheque. 42</p><p>AULA 4 CICLOS E REGISTROS Analisando 0 fato contábil: Computador = bem de caráter permanente, pois a empresa tem a intenção de utilizá-lo em sua Compra à vista = a Luz Azul efetuou 0 pagamento à vista e em cheque Dica 0 que pressupõe um movimento em sua conta corrente, isto na sua conta Bancos Conta Escrituração da operação utilizando-se razonetes: Bancos Equipomentos Movimento de C D 2.500 Débito: 2.500 2.500 Lançamentos: A D - Equipamentos de informático 2.500 C conto Movimento (2.500) Saldo entre os 0 BALANCETE PATRIMONIAL 0 Balancete Patrimonial, também chamado de Balancete de Verificação, consiste em um relatório contábil, semelhante ao Balanço Patrimonial, porém, com todas as sintéticas e analíticas, que sofreram movimentação dentro de um determinado período, inclusive as contas de resultado (Receitas e Despesas) que não aparecem no Balanço Patrimonial. 0 que diferencia 0 Balancete do Balanço Patrimonial, além do detalhamento das é 0 fato de que no Balancete se observam totais de débitos e créditos sofridos por uma conta dentro de um determinado período, assim como seus saldos anterior e atual. Trata-se de um relatório que, como 0 próprio nome sugere possibilita a verificação da exatidão dos lançamentos isto é da utilização do método das partidas dobradas. elaborado com base no Livro 43</p><p>CONTABILIDADE E CUSTOS 0 Balancete de Verificação, na prática, é um Serve de base para conferência e possíveis ajustes, antes do encerramento das contas de resultado e da elaboração do Balanço Patrimonial. 0 Balancete Patrimonial pode servir, ainda, para divulgação da posição patrimonial da entidade, antes do fechamento do Balanço respectivo. Nesse caso. deve conter nom e, assinatura e número de registro do contador responsável pela sua elaboração. A Não deixe de praticar as técnicas aprendidas na Unidade Consulte 0 Material Complementar, disponível no site. Importante CONSIDERAÇÕES FINAIS Nesta estudou-se a evolução do ciclo contábil com 0 objetivo de apreensão dos fundamentos da técnica contábil de escrituração, ponto de partida para a geração das informações, por meio dos relatórios e demonstrativos A fixação dos conceitos estudados nesta Unidade exige a prática das técnicas abordadas, em particular, do método das partidas dobradas. BIBLIOGRAFIA Sérgio de: José Carlos Curso de contabilidade para não contadores. 6. ed. São Paulo: José Carlos. Contabilidade Básica. 7. ed. São Paulo: 2004. Manual de Contabilidade Básica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 44</p><p>+ nw AULA 5 Ciclos e Registros Contábeis Prof. Ms. Geni dos Santos Vanzo OBJETIVOS DA UNIDADE Promover 0 conhecimento dos conceitos de Receita e Estudar regimes que determinam 0 critério de apropriação das receitas e despesas. Apresentar a estrutura dedutiva da Demonstração do Resultado. Possibilitar 0 entendimento das nomenclaturas padrão utilizadas na Demonstração do Resultado. Demonstrar com 0 ocorre a apuração e a apropriação do resultado, do exercício ao Balanço Patrimonial. Verificar efeitos do reinvestimento dos lucros nas em presas.</p><p>CONTABILIDADE E CUSTOS CONCEITOS E DEFINIÇÕES 0 resultado obtido por uma organização vai determinar a sua própria continuidade, pois qualquer organização só sobrevive mediante a obtenção de resultados positivos. Isso não significa dizer que a ocorrência eventual de resultados negativos, isoladamente, possa significar a descontinuidade de uma organização. nesse caso, se faz ainda mais necessária a análise das respectivas causas para que estas possam ser corrigidas a tempo de não comprometer 0 seu futuro. 0 resultado das organizações, isto é, 0 valor que após 0 cômputo de todas as receitas e despesas obtidas dentro de um determinado período de tempo, pode ser analisado por do exame atento da Demonstração do Resultado. Tal demonstrativo contábil é denominado Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), tendo em vista a obrigatoriedade de 0 seu levantamento ser anual, podendo, no entanto, ser elaborado a qualquer tempo, de acordo com as necessidades de informações dos respectivos usuários. Antes de estudar a Demonstração do Resultado do Exercício, faz-se necessário entender com propriedade 0 significado dos dois itens que a compõem Receita e Despesa. RECEITA Échamado de receita 0 valor obtido, pela entidade, na venda de bens, direitos ou serviços. Sua obtenção, seja sob a forma de dinheiro ou de direitos a receber, geralmente corresponderá a um aumento do ativo/ riqueza. Exemplos: Receita de Venda de Mercadorias, Receita de Prestação de Serviços. A receita pode, derivar de juros recebidos e de outros ganhos eventuais, por exemplo, receitas de aplicações financeiras ou receitas de juros cobrados nos recebimentos em Receita operacional e ganhos A receita resultante das operações da entidade, isto derivada da realização das atividades para as quais foi criada, é denominada Receita Operacional. As demais receitas, não decorrentes da atividade da organização, serão chamadas de visto que, além de serem eventuais, não têm caráter operacional. Exemplo: ganho na venda de Ativo imobilizado. DESPESAS A Despesa representa a utilização ou 0 consumo de recursos (bens e serviços) no processo de geração de receitas. Na realidade, toda receita para ser gerada consome recursos. Por a receita da venda de mercadorias exigiu 0 consumo de mão de obra, energia etc. A ocorrência de uma despesa é representada, no Balanço Patrimonial, pela diminuição de um Ativo ou pelo aumento de um Por exemplo: 0 pagamento de uma despesa à vista vai gerar uma diminuição do Caixa: já 0 pagamento de uma despesa a prazo vai gerar uma obrigação, isto um 46</p><p>AULA 5 CICLOS E REGISTROS Despesa operacional e perdas Um a despesa é considerada operacional quando decorre da realização das atividades para as quais a entidade foi criada. As demais despesas, não decorrentes da atividade da organização, serão chamadas de perdas, visto que são eventuais e não têm caráter operacional. Exemplo: perda na venda de Ativo imobilizado. REGIME DE CONHECIMENTO DE RECEITAS E DESPESAS REGIME DE COMPETÊNCIA 0 regime de competência segue 0 Princípio da Competência, estudado na Unidade 1. e compreende as seguintes premissas básicas para reconhecimento de receitas e despesas: Receitas São reconhecidas no período e são geradas, independentemente de recebimento. Exemplo: Receita de Vendas de Ativo Venda à visto Venda de Duplicadas vendas de o receber mercadorios Despesas São reconhecidas no período em que foram independentemente de pagamento. Exemplo: Despesas Adm inistrativas. Ativo Passivo Pagamento vista a Despesas Contos administrativas 47</p><p>CONTABILIDADE E CUSTOS REGIME DE CAIXA 0 de caixa consiste no cômputo das receitas (no somente quando efetivamente recebidas. e das despesas efetivamente pagas, representando, respectivamente, entradas e saídas de caixa. A utilização do regime de caixa tem caráter eminentemente gerencial (gestão do fluxo de caixa), podendo ser utilizado para fins fiscais, quando expressamente permitido pela legislação correspondente. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO DRE FORMA DEDUTIVA A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) é um relatório contábil de caráter obrigatório que resume de form as receitas e despesas da dentro de um determinado A DRE é no que se refere ao seu sentido de form dedutiva, isto é, subtraem-se as despesas das receitas correspondentes e obtém-se um resultado. MODELO COMPLETO A assim como demais dem deverá conter, resumidamente, obedecendo- se a form a dedutiva, as contas necessárias a oferecer 0 nível de informação adequado a cada usuário cada segmento econômico (indústria, financeiro etc.) poderá demonstrar seus resultados em modelos distintos de DRE existe um modelo padrão a ser partindo da principal receita da entidade até 0 seu resultado líquido Denominação Características Receita Total vendas de bens ou Representa valor obtido diretamente com o exercício do principal atividade da organização. Deduções Valores que, inseridos no valor da bruta, não representam consumo de recurs-os financeiros para a organização. Deduções mais comuns: Impostos sobre vendas: impostos cabrados do consumidor final, embutidos no preço de e que serão repassados ao governo IPI. Devoluções: vendas Abatimentos: descontos incondicionais concedidos. Receita Líquida entre Receita Bruta e as respectivas Deduções (-) Custos do Período os custos produção dos bens ou vendidos etc.), cuja receita contemplada no linha Emboro chamados de "custos" para efeito estes neste momento, representam uma despesa. São as despesas para a geração da que se Podem receber as seguintes de acordo com o segmento: Custo dos Produtos Vendidos CPV Custo das Vendidas CMV (Comércio) Custo dos Serviços Prestados CPV (Serviços) 48</p><p>AULA 5 CICLOS E REGISTROS Lucro Bruto entre a Bruta e respectivas Deduções (-) Despesas Operacionais As Despesas Operacionais, geralmente, se subdividem em três grandes grupos: Despesas de gastos necessários à venda dos produtos (propaganda, Despesas gastos necessórios à administração organização (aluguel, salários da administração, Despesas (Receitas) valor dos gastos com remuneração de capital de deduzido de receitas da natureza (juros pagos juros recebidos, por Outras Despesas Outras despesas e decorrentes das atividades operacionais Receitas Operacionais da empresa, não enquadradas no grupo de administrativas ou de vendas. Exemplo: Despesas Tributárias, Resultados de Participações em Outros Lucro Operacional Diferença entre Lucro Bruto e as Despesas / Outras Receitas Operacionais. Representa o resultado obtido com o total atividades operacionais da (-) Perdos / (Ganhos) Valor de perdos obtidos em operações não com atividade da organização no periodo. Exemplo: ganhos ou perdas venda de ativos imobilizados de equipamentos, veículos, etc.) Lucro antes da do resultado antes da respectiva distribuição Distribuição ou Lucro do de Renda e CSLL (LAIR) (-) Provisão para IRPJ e CSLL Participações de terceiros: parte do lucro a ser para o governo e CSLL), administradores, empregados, elc. Participações Cálculo do Imposto de Renda (IRPJ) e da Contribuição Social sobre Lucro (CSLL): A base de calculo do IRPJ é da CSLL, para com no lucro real, é apurada em livro ouxiliar para fins fiscais Livro de do Lucro LALUR As demais modalidades de tributação (Lucro Presumido e Simples) não requerem escrituração especial, entretanto, é que os respectivos sejam conservados em ordem, de forma g o atendimento às obrigações fiscais Participações: Debêntures: participações pagas titulares de debêntures de emissão da organização; Empregados e administradores: participação paga aos empregados ou administradores, esta, normalmente prevista em estatuto ou contrato social; Doações: contribuições para instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados. Lucro Líquido OU Prejuízo Resultado líquido do período Líquido do Exercício Observação: as empresas que configuram sociedades anônimas devem divulgar, logo após a linha do Lucro valor do Lucro Líquido por Ação, que corresponde valor do Lucro Líquido dividido pelo número de ações da companhia. 49</p><p>CONTABILIDADE E CUSTOS Exemplo de DRE: DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Luz Azul Instalações Elétricas Ltda. (Em 2003 15.000,00 Bruta do (-) Deduções ICMS 0,00 (1.800,00) de vendas 0,00 (1.000,00) Descontos concedidos 0,00 (200,00) 12.000,00 (-) Custo das vendidas 0,00 (4.000,00) Lucro Bruto 8.000,00 (-) Despesos de vendos 0,00 Despesos 0,00 (2.000,00) 0,00 (800,00) Lucro Operacional 3.200,00 0,00 Lucro do Imposto de Rondo 3.200,00 Imposto 0,00 (600,00) depois 2.600,00 Participações Empregodos 0,00 (100,00) Administradores 0,00 (300,00) Lucro 2.200,00 Observação: a coluna relativa ao exercício de 20X1 foi preservada no exemplo, apenas a título de ilustração, visando a enfatizar a necessidade de comparabilidade com 0 exercício imediatamente quando APURAÇÃO E APROPRIAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO NO BALANÇO PATRIMONIAL APURAÇÃO DO RESULTADO 0 resultado é apurado com base nos saldos das contas de Receitas e Despesas constantes do Balancete de Verificação das organizações. Quando 0 resultado assim apurado é positivo, isto as receitas foram maiores que as despesas do período e. em se tratando de um a empresa (organização com fins obteve-se Lucro. este é apurado pela empresa pertencente aos proprietários (sócios ou acionistas). Observando-se a ocorrência de saldo negativo, isto é, os proprietários também deverão 50</p><p>AULA 5 CICLOS E REGISTROS DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS 0 lucro distribuído aos proprietários é denominado 0 valor do dividendo é calculado segundo 0 que dispuser 0 estatuto da companhia ou, na falta de menção explícita no referido estatuto, de acordo com as disposições da Lei das S.A. ou, conforme as disposições do contrato social, no caso dos demais tipos de sociedades. Consiste em boa prática administrativa: que proprietários reinvistam uma parte do lucro obtido na organização nesse caso, 0 lucro não distribuído deve ficar reservado para atender à futuras contingências ou para um futuro aumento de capital, permanecendo no giro" da empresa, isto é, aplicado no Ativo e gerando resultados futuros. APROPRIAÇÃO DOS RESULTADOS AO BALANÇO PATRIMONIAL Apropriação e distribuição dos resultados Como foi estudado anteriormente, Balanço Patrimonial, diferentemente do Balancete, não contém as contas de resultado (Receitas e Despesas) que são demonstradas, em na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) A transição do Balancete para 0 Balanço, usualmente chamada de fechamento de envolve alguns procedimentos contábeis a saber: Transferência dos saldos das contas de resultado para uma conta transitória, denominada Apuração de Resultado. Transferência do saldo da conta Apuração de Resultado para a conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados, no Patrimônio Líquido. Distribuição dos Lucros ou Prejuízos Acumulados para os proprietários e/ ou constituição de Reservas de DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Instalações (Em ATIVO PASSIVO Circulante Circulante 25,525.00 Conto Movimento Boncos Conto Movimento Estoque Não Circulante Liquido Moveis e Capital Social Subscrito a Reservo de lucros Reservo Legal Reserve Lucros ou Acumulados De Do TOTAL DO ATIVO TOTAL DO PASSIVO 51</p><p>CONTABILIDADE E CUSTOS Suponha que a Luz Azul Instalações Elétricas Ltda., no encerramento de 20X2, tenha efetuado a seguinte distribuição do resultado do período: Constituição de Reserva Legal de 5% sobre 0 Lucro Líquido do período, no valor de $ 110,00; Provisão para pagamento de dividendos aos proprietários, no valor de $ 525,00; Constituição de Reserva para Contingências, no valor de $ 1.000,00; e Permanência de $ 565,00 em Lucros ou Prejuízos Acumulados, até que a Diretoria resolva por distribuir esse valor aos sócios ou aumentar 0 capital social. Efeitos do reinvestimento do lucro Analisando 0 Balanço Patrimonial da Luz Azul Instalações Elétricas Ltda. observa-se que: Houve um crescimento nos Ativos (riqueza) da empresa, exatamente no valor do lucro do exercício ($ 2.200,00). Esse lucro está no giro da empresa (Ativo Circulante), contribuindo para a sustentação das obrigações de curto prazo (Passivo Circulante), ou seja, para a sua liquidez. Enquanto não forem pagos dividendos, no valor de $ 525,00, ou distribuída a parte do lucro que permaneceu em Lucros ou Prejuízos Acumulados, no valor de $ 565,00, esse valores permanecerão no giro da empresa. 0 acréscimo de recursos aplicados no Ativo Circulante proporciona efeitos altamente positivos, decorrentes do fato de que quanto maior for a liquidez da empresa, menos ela terá que captar recursos junto a terceiros (capital de terceiros), cujo custo, normalmente, não é baixo. Por outro lado, 0 lucro representa origem de recursos com custo zero para a empresa, 0 que significa dizer que 0 seu reinvestimento é uma das políticas mais saudáveis para a sustentabilidade do negócio. Conheça um pouco mais sobre os diferentes conceitos de "Lucro" con- Dica 52</p><p>AULA 5 CICLOS F REGISTROS CONSIDERAÇÕES FINAIS Nesta Unidade, foi possível estudar a apuração do resultado das organizações e a sua demonstração por meio da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). Foi possível, ainda, conhecer detalhes desse importante demonstrativo contábil, bem como entender como se processa a incorporação do resultado ao Balanço Patrimonial e efeitos do reinvestimento dos lucros em Ativos da própria empresa que originou BIBLIOGRAFIA Sérgio de; José Carlos. Curso de contabilidade para não contadores. 6. ed. São Paulo: Atlas. MARION, José Carlos. Contabilidade Básica. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2004. 53</p>

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