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Primeiramente, o risco relativo é uma comparação do risco de apresentar a doença entre os expostos e os não expostos, dentro de um estudo de Coorte. O seu cálculo é realizado da seguinte maneira: RR = Incidência entre os expostos / incidência entre os não expostos => a/(a+b) / c/(c+d) Aplicando na tabela 2x2 da questão, onde queremos o RR do fumante apresentar câncer de laringe, podemos calcular da seguinte forma: RR = 10/(10+30) / 2/(2+158) => RR= 10/40 / 2/160 => 0,25 / 0,0125 => RR= 20 Além disso, o risco relativo é interpretado da seguinte forma: Se o RR =1 => A associação entre exposição e doença é improvável de existir Se o RR >1 => Há o aumento da chance de doença entre os indivíduos expostos Se o RR Há a diminuição da chance de doença entre os indivíduos expostos Assim, a alternativa correta é a letra E. A estanose é causada pela exposição ao óxido de estanho, que é uma substância classificada com um baixo potencial fibrinogênico. Dessa forma, a estanose é classificada como uma pneumoconiose não fibrinogênica. O seu diagnóstico é realizado por meio de uma história ocupacional de exposição a poeiras não fibrinogênicas, história clínica com ausência de sintomas e uma radiografia de tórax complementar. De fato a silicose é causada pela inalação de sílica livre cristalina, mas o seu diagnóstico é realizado por radiografias de tórax e não por pesquisas de cristais da substância no escarro. A pneumoconiose por abrasivos é causada pela exposição inalatória a poeiras de abrasivos, sendo eles a alumina ou corindo, e o carbeto de silício ou carborundum. Seus fatores de risco envolvem trabalhadores na produção de abrasivos, em operações de acabamento em fundições, metalúrgicas em geral, afiação de ferramentas e moagem de sucatas de rebolos. No entanto, o seu diagnóstico é realizado por meio de uma história ocupacional de exposição intensa à poeiras das substâncias já citadas, além de história clínica com sintomatologia respiratória e uma radiografia de tórax. A asbestose é de fato causada pela exposição ao amianto, mas o diagnóstico é geralmente confirmado por radiografias de tórax e avaliação clínica, não por provas sorológicas. A berilose é uma doença pulmonar causada pela exposição ao berílio, que é uma substância química utilizada em algumas indústrias, incluindo a indústria de energia nuclear. O diagnóstico dessa patologia pode ser feito através de exames como o lavado bronco-alveolar, que permite analisar as células presentes nos pulmões e identificar possíveis alterações associadas à exposição ao berílio. Para considerar uma perda auditiva induzida por NPSE, é necessário observar a diferença entre as médias aritméticas dos limiares auditivos em determinados grupos de frequência. A diferença deve ser igual ou superior a 10 dB em um desses grupos: 500, 1.000 e 2.000 Hz ou 3.000, 4.000 e 6.000 Hz. Caso a diferença entre as médias dos limiares auditivos em qualquer um desses grupos de frequências seja igual ou maior que 10 dB NA, sugere-se um agravamento da perda auditiva induzida por NPSE. O critério indicativo de PAIR é a progressão da perda auditiva em exames seriados, especialmente nas frequências 3, 4 ou 6 kHz, para frequências mais altas, como 8, 2, 1, 0,5 e 0,25 kHz. Isso significa que a perda auditiva avança para frequências mais baixas à medida que a condição progride. PAIR é caracterizada pelo rebaixamento no limiar audiométrico, que ocorre em frequências específicas. A exposição prolongada a níveis elevados de ruído pode causar danos às células sensoriais do ouvido interno, levando a uma redução na capacidade de ouvir sons em determinadas frequências, principalmente naquelas associadas à fala. Ao avaliar os riscos o Auditor-Fiscal do Trabalho deve considerar a consequência e a probabilidade separadamente. A G6PD é uma enzima envolvida na proteção das células sanguíneas contra danos oxidativos. Em pacientes com deficiência dessa enzima, a exposição à alguns agentes oxidantes vai causar hemólise, pois as células deficientes vão ser mais sensíveis à indução de hemólise por substâncias oxidantes. O tratamento para anemias relacionadas à deficiência de G6PD frequentemente envolve a administração de ácido fólico, que ajuda na produção de novas células sanguíneas e na prevenção de crises hemolíticas. O naftaleno é conhecido por sua toxicidade respiratória. Os nitritos podem causar metemoglobinemia e não são associados à G6PD. Óxido nitroso A intoxicação por essa substância pode causas diversas alterações como deficiência de vitamina B12, parestesia de extremidades, zumbidos, depressão, psicose, além de ser um potencial agente teratogênico para gestantes. Chumbo Apesar de também provocar efeitos no sistema nervoso, a intoxicação por chumbo provoca sintomas diferentes coo déficits de inteligência, ataxia, alteração de visão e percepção, coordenação visual e motora, alterações psicomotoras e neuromusculares. Tolueno exposição prolongada por tolueno provoca náuseas, perdas de memória, fadiga muscular, alucinações e desorientação. Mercúrio s sintomas e a gravidade da intoxicação por mercúrio vão depender da forma em que se encontra e da via de administração. No geral, é possível encontrar sintomas neurológicos, como cefaleia, ansiedade, labilidade emocional e delirium, gastrointestinais, como náuseas, vômitos e diarreia e renais, onde pode ocorrer lesão renal aguda devido à toxicidade da substância. Benzeno A intoxicação por benzeno está relacionada com sintomas de diversos sistemas, dentre eles podemos citar sintomas oftamológicos, como xerostomia e hiperemia ocular, além de presença extra sístoles, taquicardia e arritmias, sonolência, cefaleia e tremores. benzenismo é uma condição resultante da exposição ao benzeno, uma substância química tóxica encontrada em produtos derivados de petróleo, como gasolina. A exposição crônica a essa substância pode levar a efeitos tóxicos na medula óssea, incluindo supressão da produção de células sanguíneas. De acordo com o Ministério da Saúde, o hemograma é um dos principais instrumentos laboratoriais para detecção de alterações tardias causadas pela intoxicação crônica por benzeno. Dessa forma, os exames seriado são considerados um método de monitoramento que avalia as células sanguíneas, incluindo glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas. As alterações como anemia, leucopenia e trombocitopenia podem ser indicativos de danos na medula causados pelo benzenismo. Apesar de o metabólito mais abundante do benzeno ser o fenol, o marcador biológico mais recomendado para se dosar na urina é o ácido trans-trans mucônico, não o ácido fenilmercaptúrico. O aparecimento de macrocitose, pontilhado basófilo, hiposegmentação dos neutrófilos (pseudo Pelger), eosinofilia, linfocitopenia e macroplaquetas são alterações precocemente apreciadas na toxicidade benzênica O IBE para o chumbo tetraetila é o chumbo na URINA O IBE para o benzeno é o ácido transtransmucônico na urina. O IBE para o metanol é o metanol na urina QUADRO 1 - Indicadores Biológicos de Exposição Excessiva (IBE/EE)* *São indicadores de exposição excessiva (EE) aqueles que não têm caráter diagnóstico ou significado clínico. Avaliam a absorção dos agentes por todas as vias de exposição e indicam, quando alterados, após descartadas outras causas não ocupacionais que justifiquem o achado, a possibilidade de exposição acima dos limites de exposição ocupacional. As amostras devem ser colhidas nas jornadas de trabalho em que o trabalhador efetivamente estiver exposto ao agente a ser monitorado. Exemplos: mercúrio urinário, ácido metil-hipúrico na urina, ácido trans-transmucônico (TTMA) na urina, 2,5-hexanodiona na urina. QUADRO 2 - Indicadores Biológicos de Exposição com Significado Clínico (IBE/SC)* (Alterado pela Portaria MTP nº 567, de 10 de março de 2022) (*) Indicadores biológicos com significado clínico (SC) evidenciam disfunções orgânicas e efeitos adversos à saúde. Substância: Cádmio e seus compostos inorgânicos | Número CAS: 7440-43-9 | Indicador: Cádmio na urina | Coleta:NC | Valor do IBE/SC: 5 µg/g creat. | Observações: - Abreviaturas: NC - Não crítica (pode ser colhido a qualquer momento desde que o trabalhador esteja trabalhando nas últimas semanas) IBE/SC - Indicadores Biológicos de Exposição com Significado Clínico µg/g creat. - Microgramas por grama de creatinina µg/L - Microgramas por litro D iante de algumas reações químicas de combustão ou de decomposição de certo materais, pode haver a formação acidental de algumas substâncias distintas, que inclusive podem ter um efeito potencializador com a substância originária ou até mesmo um efeito competitivo e reduzir o seu efeito total. No caso dos hidrocarbonetos clorados, sob a ação de chama, calor ou radiação ultravioleta, há a formação de fosfogênio e ácido clorídrico. Quadro clinico de intoxicação aguda por agrotóxicos e inseticidas organofosforados Tonturas, sialorreia, miose pupilar, lacrimejamento, bradicardia, broncoespasmo, sudorese, hipotensão arterial e incontinência urinária, alteração do nível de acetilcolinesterase eritrocitária. O conjunto de sintomas relacionados com a intoxicação por organofosforados é denominada de síndrome colinérgica. Isso se deve porque a ação dessas substâncias provoca a inibição da acetilcolinesterase, a enzima que degrada a acetilcolina, fazendo com que haja o acúmulo da substância, provocando broncorreia, salivação excessiva, incontinência urinária, diarreia, broncoespasmo, vômitos, dor abdominal, hipotensão, bradicardia e miose. Nesses casos, o principal tratamento vai ser feito com atropina, impedindo os efeitos sobre os receptores muscarínicos, diminuindo a hipersecretividade e evitando a hipotensão e bradicardia. Associado à atropina, também podemos associar com a pralidoxima, que reverte os efeitos nicotínicos e muscarínicos. Como mencionado anteriormente, a polineuropatia tardia induzida por organofosforados podem cursar com fraqueza progressiva, diminuição dos reflexos tendinosos, paralisia flácida e, nos casos mais graves, tetraplegia. Esse diagnóstico é considerado em pacientes que tiverem intoxicação aguda ou crônica por substâncias como organofosforados e carbamatos, responsáveis por inibir a acetilcolinesterase, onde os sintomas podem aparecer em até 5 semanas. ejamos as cores contidas na NBR 7195: amos aos cálculos: Acidente 1 = 150 dias Acidente 2 = 4 dias* Acidente 3 = 2 dias* Total de dias Perdidos = 156 dias *Segundo NBR 14280, em seu item 2.9.6 dias perdidos: "Dias corridos de afastamento do trabalho em virtude de lesão pessoal, excetuados o dia do acidente e o dia da volta ao trabalho." Ao aplicarmos o contido no item 2.9.6, excluindo o dia do acidente e o dia da volta ao trabalho teremos Acidente 2 = 4 dias e o Acidente 3 = 2 dias. O HHT = 60.000 (300 trabalhadores X 200 horas/mês) TF = Nº. acidentes X 1.000.000 / HHT TF = 3 x 1.000.000 / 60.000 TF = 50 (RUIM) TG = (Nº. de dias perdidos + dias debitados) X 1.000.000 / HHT TG = 156 X 1.000.000/60.000 TG = 2600 (PÉSSIMA) Fonte: NBR 14280 Cadastro de acidente do trabalho - Procedimento e classificação Disponível: https://manualdaseguranca.com.br/wp-content/upl... image2.jpg