Prévia do material em texto
PROF. ESTERFESON FONTES MARCIAL AULA 01 – DIREITO URBANISTICO 1. Plano Diretor Fundamentação: CF/88 art. 182, § 2º. § 2º A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor. Estatuto da Cidade: Art. 40 - Principal instrumento norteador de todas as ações urbanísticas Art. 40. O plano diretor, aprovado por lei municipal, é o instrumento básico da política de desenvolvi- mento e expansão urbana. § 1o O plano diretor é parte integrante do processo de planejamento municipal, devendo o plano pluria- nual, as diretrizes orçamentárias e o orçamento anual incorporar as diretrizes e as prioridades nele con- tidas. § 2o O plano diretor deverá englobar o território do Município como um todo. § 3o A lei que instituir o plano diretor deverá ser revista, pelo menos, a cada dez anos. § 4o No processo de elaboração do plano diretor e na fiscalização de sua implementação, os Poderes Legislativo e Executivo municipais garantirão: I – a promoção de audiências públicas e debates com a participação da população e de associações representativas dos vários segmentos da comunidade; II – a publicidade quanto aos documentos e informações produzidos; III – o acesso de qualquer interessado aos documentos e informações produzidos. Conceito: CF, Art. 182, § 1º § 1º O plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal, obrigatório para cidades com mais de vinte mil habitantes, é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana. Aspectos: (Carvalho Filho, citando José Afonso da Silva) 2. Lei do plano diretor. Lei Municipal instrumento básico da política de desenvolvimento e expansão urbana. Iniciativa: Chefe do Executivo. Carvalho Filho: Entende que o processo legislativo também poderá ser deflagado por vereador ou comissão. Plano diretor é um dos requisitos para que o município receba a propriedade ou a concessão de área de uso federal destinada à regularização fundiária, (art. 22, § 1º, Lei 11.952/2009). Processo Legislativo: Previsto na Lei Orgânica. Planos setoriais ou de simples urbanização e reurbanização: podem ser aprovados por Decre- to. Medidas administrativas decorrentes do Plano Diretor: Decretos e atos executivos inferior. Plano Diretor: Deverá englobar o município com um todo – Áreas rurais existentes dentro do pe- rímetro (tratando-se de áreas de expansão urbana ou de serviços públicos). Obs: *Não poderá o município legislar sobre direito agrário. ** STF – “nem toda a competência normativa municipal sobre ocupação dos espaços se esgota na aprovação do Plano Diretor – poderão haver outros atos normativos que complemente as regras sobre a ocupação do solo urbano, desde que alinhadas com as diretrizes estabelecidas na Lei do Plano Diretor (RE 607940, Rel. Teori Zavascki, Tribunal Pleno. J. 29/10/2015, Rep. Geral) 3. Revisão do Plano Diretor EC, art. 40, §3º - A cada dez anos. Crescimento das demandas = prazo menor. (princípio da adequação). Não revisão no prazo de 10 anos: Inconstitucionalidade por omissão por parte do governo municipal. Dever jurídico: omissão improbidade administrativa – EC art. 52, inc. VII. Infração político administrativa: Decreto -Lei 201/67. 4. Elaboração do plano diretor Audiências públicas e debates, com participação da população e de associações repre- sentativas dos vários segmentos da comunidade. A publicidade quanto aos documentos e informações produzidos. O acesso de qualquer interessado aos documentos e informações produzidos. Ausência de participação popular: Inconstitucionalidade da lei Ministério Público: poderá ser acionado p/ o cumprimento integral das providências do Estatuto da cidade. 5. Obrigatoriedade do Plano Diretor I – com mais de vinte mil habitantes; II – integrantes de regiões metropolitanas e aglomerações urbanas; III – onde o Poder Público municipal pretenda utilizar os instrumentos previstos no § 4o do art. 182 da Constituição Federal; IV – integrantes de áreas de especial interesse turístico; V – inseridas na área de influência de empreendimentos ou atividades com significativo impacto ambi- ental de âmbito regional ou nacional. VI - incluídas no cadastro nacional de Municípios com áreas suscetíveis à ocorrência de deslizamentos de grande impacto, inundações bruscas ou processos geológicos ou hidrológicos correlatos. (Incluído pela Lei nº 12.608, de 2012) § 1o No caso da realização de empreendimentos ou atividades enquadrados no inciso V do caput, os recursos técnicos e financeiros para a elaboração do plano diretor estarão inseridos entre as medidas de compensação adotadas. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constitui%C3%A7ao.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constitui%C3%A7ao.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12608.htm#art25 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12608.htm#art25 § 2o No caso de cidades com mais de quinhentos mil habitantes, deverá ser elaborado um plano de transporte urbano integrado, compatível com o plano diretor ou nele inserido. § 3o As cidades de que trata o caput deste artigo devem elaborar plano de rotas acessíveis, compatí- vel com o plano diretor no qual está inserido, que disponha sobre os passeios públicos a serem implan- tados ou reformados pelo poder público, com vistas a garantir acessibilidade da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida a todas as rotas e vias existentes, inclusive as que concentrem os focos geradores de maior circulação de pedestres, como os órgãos públicos e os locais de prestação de ser- viços públicos e privados de saúde, educação, assistência social, esporte, cultura, correios e telégrafos, bancos, entre outros, sempre que possível de maneira integrada com os sistemas de transporte coletivo de passageiros. 6. Conteúdo mínimo do plano diretor Art. 42. O plano diretor deverá conter no mínimo: I – a delimitação das áreas urbanas onde poderá ser aplicado o parcelamento, edificação ou utilização compulsórios, considerando a existência de infra-estrutura e de demanda para utilização, na forma do art. 5o desta Lei; II – disposições requeridas pelos arts. 25, 28, 29, 32 e 35 desta Lei; (direito de preempção, outorga do direito de construir, alteração do uso do solo, operações consorciadas, utilização de outros espaços). III – sistema de acompanhamento e controle.