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EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA 62º VARA CÍVEL DA COMARCA DE SERRAVILLE-RS FLÁVIO DUTRA, já qualificado nos autos Ação de Responsabilidade Civil por Danos Materiais e Morais, processo em epígrafe, que lhe move em face de JOANA BRADIBURGO DUMONT, vem à presença de Vossa Excelência, por meio de sua advogada infra-assinada, dizer que inconformada com a respeitável sentença proferida por esse Juízo, de ID XXXX, nos termos do artigo 1.009 e seguintes do Código de Processo Civil, interpor RECURSO DE APELAÇÃO Em face da sentença que julgou improcedente o pedido formulado na inicial. O presente recurso é cabível, considerando que ataca sentença prolatada nesta Ação de Responsabilidade Civil por Danos Materiais e Morais, com fulcro no artigo 1.009 e seguintes do Código de Processo Civil. Requer, que o presente recurso seja direcionado ao devido órgão competente, bem como, desde já, a intimação da parte adversa para apresentar contrarrazões, posterior remessa ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Rio Grande do Sul, para o juízo de admissibilidade. Nestes termos, pede deferimento. Vitória Malu Acácio Oliveira OAB/MG XXX-XXX EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RIO GRANDE DO SUL Processo nº 00008987- 98.2023.4.5.0031 Apelante: Flávio Dutra Apelada: Joana Bradiburgo Dumont Origem: 62º Vara Cível da Comarca de Serraville – RS Assunto: Recurso de apelação RAZÕES DE APELAÇÃO Colenda Câmara, Eméritos Julgadores. FLÁVIO DUTRA, brasileiro, desempregado, solteiro, portador da Carteira de Identidade número xxxxxx-xx, e CPF sob o número xxx.xxx.xxx-xx, com endereço eletrônico: flaviodutra@gmail.com, residente e domiciliado na Rua dos Lestrigões Épicos, 725, apartamento 42, na cidade de Serraville, no estado do Rio Grande do Sul, vem à presença de Vossa Excelência, através de sua advogada Vitória Malu Acácio Oliveira, brasileira, solteira, inscrita na OAB sob número XXX.XXX, com escritório profissional na Rua XXXX, nº XX, bairro XXXXX, na cidade de Serraville- RS, endereço eletrônico vitória.malu@gmail,com, interpor RECURSO DE APELAÇÃO nos autos do processo 00008987- 98.2023.4.5.0031, que lhe move em face de JOANA BRADIBURGO DUMONT, empresária, casada, inscrita no CPF sob número XXX.XXX.XXX-XX, residente e domiciliada no endereço: Rua das Margaridas, 34, no Condomínio Vale Verde, localizado no Sul, na cidade de Serraville- RS, o que faz pelos motivos que passa a expor DA JUSTIÇA GRATUITA A gratuidade da justiça foi deferida ao Apelante, conforme ID XXX. Dito isto, está isento do pagamento do preparo, por ser hipossuficiente, nos termos do artigo 5º, inciso LXXIV, da Constituição Federal, e artigos 98, §1º, inciso VIII, e 1.007, caput, do Código de Processo Civil. DA TEMPESTIVIDADE O prazo para interpor o recurso de apelação, conforme a legislação processual vigente (artigo 1.003, §5º, do CPC), é de 15 (quinze) dias, a contar da data da ciência da sentença, que ocorreu dia xx/xx/2024, sendo assim, o presente recurso é tempestivo. DO CABIMENTO É cabível o presente recurso, posto que a Constituição da República de 1988 preceitua em seu artigo 5º, inciso LV, como garantia fundamental o princípio do duplo grau de jurisdição. Ademais, o Art. 1.009 do Código de Processo Civil prevê que da sentença caberá apelação. DA REFORMA DA DECISÃO Trata-se de recurso de apelação com finalidade de reformar a sentença proferida pelo Juízo da 62º Vara Cível da Comarca de Serraville – RS, que decidiu conforme descrito: “JULGO IMPROCEDENTE a presente Ação de Responsabilidade Civil por Danos Materiais e Morais, ante as alegações da parte requerida, que demonstram que os fatos se deram em razão das fortes chuvas, e não por sua vontade.” O provimento do presente recurso é um imperativo dos fatos e do direito, pois a referida decisão recorrida, apesar do brilhantismo e cultura de seu prolator não fez a necessária justiça, face às alegações e provas contidas nos autos, pois contraria não só as provas dos autos, mas também o próprio direito, a jurisprudência e a doutrina. Data vênia, a sentença merece ser reformada proferindo-se nova decisão, sendo que estas razões recursais atacam diretamente a sentença de primeiro grau, dada a dissonância entre a argumentação e o substrato jurídico, pelos argumentos que passa a expor. DOS FATOS O Apelante ajuizou a presente ação visando a condenação da Apelada em danos morais e materiais em razão do acidente de trânsito ocasionado por esta parte. Ocorre que em 15 de março de 2023, enquanto dirigia seu veículo particular por uma rua movimentada da cidade, o autor foi vítima de um acidente de trânsito causado pela parte apelada, que estava dirigindo seu carro de forma negligente e, como resultado, colidiu violentamente com seu veículo, causando-lhe lesões físicas e graves danos morais. O apelante é beneficiário da gratuidade judiciaria, que foi concedido através do recurso de agravo de instrumento. Alega a apelada em contestação, que a culpa pela ocorrência do acidente se deu em razão de forte chuva e baixa visibilidade, não sendo possível imputar a ela responsabilidade exclusiva pelos danos alegados. Frisou, ainda, a contribuição do apelado para o acidente, insinuando que a manobra realizada pelo autor, ao “cortar sua trajetória”, dificultou qualquer reação adequada de sua parte, entendendo que o autor também deve arcar com parte da responsabilidade pelo acidente. Ainda em sede de contestação, a apelada afirmou que o autor não se encontra desempregado, alegando que o mesmo possui uma loja de roupas de grande movimento no centro da cidade. Não concordando com o deferimento de justiça gratuita concedida ao apelante pelo Tribunal. O apelante apresentou impugnação acerca da contestação da apelada, mantendo o seu benefício judiciário, conforme anexo. Toda vida, data vênia, a sentença acima indicada, merece ser reformada, tendo em vista que no dia do acidente, não houve qualquer chuva, sendo um dia ensolarado e, principalmente, porque o magistrado, com certeza, não deve ter tomado ciência da gravação de fls. 729, na qual resta claro que a apelada, neste dia de sol, fez uma manobra brusca em alta velocidade que contribuiu sobremaneira para o acidente, conforme já provado no boletim de ocorrência juntado nos autos, bem como as demais provas de IDs XXXX, XXXX, XXXXX, não tendo sido analisadas por um provável lapso do magistrado ou da zelosa serventia. Desta forma, não resta totalmente comprovado que a culpa pela ocorrência do acidente foi exclusivamente da apelada. Assim, pugna o Apelante que seja reconhecido o presente Recurso de Apelação, eis que tempestivamente interposto, preenchendo todos os requisitos legais, dando-se provimento ao reclamo para que seja proferida nova decisão, julgando procedentes os pedidos do apelante. DO DIREITO Inicialmente, diante dos fatos comprovados, é notório o direito do Apelante à indenização material e moral, posto que a Apelada, por certo, promoveu manobra sem se atentar para as regras de trânsito. Ao contrário, teria nexo de causalidade entre o dano causado ao Apelante e a atitude imprudente da Apelada, restou configurado o dever de indenizar O artigo 5º, inciso X da Constituição Federal dispõe: Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: X - São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. Na mesma linha, dispõem os artigos 186 e 927 do Diploma Civil Brasileiro, ora invocados: Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.” De acordocom o artigo 28 e 29 do Código de Trânsito Brasileiro, temos que: Art. 28. O condutor deverá, a todo momento, ter domínio de seu veículo, dirigindo-o com atenção e cuidados indispensáveis à segurança do trânsito. Art. 29. O trânsito de veículos nas vias terrestres abertas à circulação obedecerá às seguintes normas: II - o condutor deverá guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu e os demais veículos, bem como em relação ao bordo da pista, considerando-se, no momento, a velocidade e as condições do local, da circulação, do veículo e as condições climáticas; Temos por cristalino que a Apelada não manteve observância aos cuidados indispensáveis à segurança do trânsito, agindo com total falta de atenção e imprudência, comprovado que não houve mudança climática para o resultado em questão. A imprudência da apelada, causou não somente dados matérias, como também dados morais ao apelante, que resultou em um pedido de ressarcimento no valor total de R$ 77.000,00 (setenta e sete mil reais), sendo R$ 5.000,00 (cinco mil) de dados morais e R$ 72.000,00 (setenta e dois mil) de danos materiais. Valores comprovados nos autos com orçamentos e relatórios médicos. DOS PEDIDOS Diante de todo o exposto, o Apelante requer dessa Egrégia Corte: 1- Que seja acolhido o presente recurso de Apelação; 2- Que seja reformada a r. sentença proferida em Primeira Instância, julgando procedente os pedidos do apelante. Termos em que, Pede deferimento. Vitória Malu Acácio Oliveira OAB/MG XXX-XXX