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RELATÓRIO DE PRÁTICA THAYNEA FERNANDA DA COSTA DUTRA MATRÍCULA 04114748 RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: CONTROLE DE QUALIDADE MICROBIOLÓGICO PREPARAÇÃO DE MATERIAIS E VIDRARIA PARA ESTERILIZAÇÃO POR CALOR SECO E ÚMIDO NOME: THAYNEA FERNANDA DA COSTA DUTRA MATRÍCULA: 04114748 CURSO: FARMÁCIA POLO: MARABÁ PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): LUIZA CAROLINA FRANCA OPRETZKA A esterilização é um processo fundamental em laboratórios de microbiologia, uma vez que garante a eliminação completa de microrganismos, incluindo esporos bacterianos, esse procedimento é indispensável para garantir a confiabilidade dos experimentos e a segurança dos operadores, prevenindo contaminações cruzadas. Na prática realizada, foi abordada a preparação de materiais e vidrarias para esterilização utilizando calor seco e úmido. Além disso, discutiu-se a importância da validação desses métodos e dos cuidados necessários para um processo eficaz. Os dois métodos térmicos de esterilização têm mecanismos de ação diferentes, o calor seco atua por oxidação e desnaturação de componentes celulares, sendo indicado para materiais que não suportam umidade, como vitrais, metais e óleos, esse processo é realizado em estufas com temperaturas entre 160°C e 180°C, com tempo variando de 1 a 2 horas, dependendo do tipo e do volume do material. Por outro lado, a esterilização por calor úmido utiliza vapor d'água saturado sob pressão em autoclaves. A temperatura média é de 121°C por 15 minutos (1 atm.), sendo mais rápida e eficaz devido à capacidade do vapor de penetrar nos materiais e transferir calor para os microrganismos, levando à coagulação de proteínas celulares (Jawetz; Melnick; Adellberg, 2014). A preparação dos materiais é crucial para o sucesso do processo, na esterilização por calor úmido, os itens foram organizados na autoclave, permitindo a circulação do vapor ao redor de todos os materiais. As vitrines foram cobertas com papel de grau cirúrgico ou envoltas em pano, garantindo que o vapor penetrasse significativamente. Após o ciclo, aguardou - se a liberação da pressão para evitar acidentes e permitir uma secagem completa dos materiais antes de fazê-los. Na esterilização por calor seco, os materiais foram previamente limpos e secos, condicionados em estufa a uma temperatura de 180°C por 2 horas. Após o término, foi necessário esperar o resfriamento gradual para evitar choques térmicos, o que poderia comprometer a integridade dos vidros (Anvisa, 2020). O embrulho dos materiais desempenha um papel essencial na proteção contra contaminações, sem calor úmido, o papel de grau cirúrgico permite a passagem de vapor durante o processo, mas impede que microrganismos do ambiente externo entrem em contato com os materiais após a esterilização. Já sem calor seco, o embrulho ajuda a proteger as vidraças contra partículas e resíduos durante o armazenamento, preservando a esterilidade até o momento do uso. Assim, a correta acondicionamento é necessária para garantir a eficácia do processo de esterilização e a segurança microbiológica do material. Durante a preparação das pipetas para esterilização, foi utilizada uma rolha de algodão em cada uma delas, o algodão atua como uma barreira física que impede a entrada de partículas contaminantes antes e após a esterilização. Além disso, no caso de calor úmido, ele permite a passagem do vapor para o interior das pipetas, garantindo a esterilização de sua superfície interna, esse detalhe é particularmente relevante em materiais laboratoriais usados para manipulação de líquidos estereoscópicos. Para confirmar a eficácia da esterilização por calor úmido, foram utilizados dois métodos de controle: uma fita indicadora e uma ampola com Geobacillus stearothermophilus. A fita de autoclave, posicionada externamente ao pacote de materiais, muda de cor para atingir a temperatura e pressão adequadas, funcionando como um indicador rápido. Já uma ampola contendo G. stearothermophilus, uma bactéria termo resistente, foi colocada junto aos materiais, após o processo, a ampola foi incubada para verificar se houve crescimento bacteriano. A ausência de crescimento confirma que as condições do ciclo foram eficazes para destruir esporos, validando o processo, esses controles são cruciais, especialmente em laboratórios que lidam com microrganismos patogênicos. A aula prática evidenciou a importância dos métodos de esterilização e dos cuidados envolvidos em cada etapa do processo. O calor seco é mais indicado para materiais que não toleram umidade, enquanto o calor úmido é mais eficiente para eliminar microrganismos em geral, além disso, a proteção dos materiais com papel adequado e o uso de barreiras como o algodão são medidas simples, mas indispensáveis, para garantir a esterilidade. Por fim, a validação do processo com indicadores físicos e biológicos garante que a esterilização foi realizada corretamente, promovendo a segurança microbiológica e a confiabilidade dos procedimentos laboratoriais. REFERÊNCIAS ANVISA. MANUAL DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE SUPERFÍCIES. Disponível em: . Acessado em: 09 Dezembro 2024 JAWETZ, E.; MELNICK, J. L.; ADDELLBERG, E. Microbiologia Médica – 26° Edição, São Paulo – 2014. Disponível em: . Acessado em: 09 Dezembro 2024 RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: CONTROLE DE QUALIDADE MICROBIOLÓGICO TESTE DE ESTERILIDADE NOME: THAYNEA FERNANDA DA COSTA DUTRA MATRÍCULA: 04114748 CURSO: FARMÁCIA POLO: MARABÁ PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): LUIZA CAROLINA FRANCA OPRETZKA O teste de esterilidade é uma análise essencial na indústria farmacêutica, com o objetivo de garantir que os produtos utilizados em procedimentos médicos, como soluções injetáveis e dispositivos estéreis, estejam livres de organismos viáveis que possam comprometer a saúde dos pacientes. A esterilidade é definida como a total ausência de microrganismos viáveis, sendo uma condição imprescindível para produtos como medicamentos injetáveis, implantes e cateteres, entre outros (Pelczar; Chan; Krieg, 1996). O teste de esterilidade é regulado por órgãos como a Anvisa e a Farmacopeia Brasileira, que exigem que esses testes sejam realizados com rigor para assegurar a segurança e a eficácia dos produtos. O teste de esterilidade envolve o cultivo do produto a ser testado em meios de cultura específicos, como o Caldo Tioglicolato (TIO) e o Caldo Caseína-Soja (TSB), em condições controladas de temperatura. O TIO, que favorece o crescimento de microrganismos anaeróbicos, é incubado a 30-35°C, enquanto o TSB, que suporta o crescimento de microrganismos aeróbicos, é incubado a 20-25°C. A incubação em temperaturas diferenciadas permite que se detectem microrganismos de diferentes naturezas, aumentando a sensibilidade do teste e a precisão dos resultados (Tortora; Funke; Case, 2017). Esse procedimento tem como objetivo garantir que o produto esteja livre de contaminantes, independentemente do tipo de microrganismo. A realização do teste de esterilidade deve ser feita em condições rigorosas, especialmente dentro de uma Capela de Fluxo Laminar, a capela proporciona um ambiente estéril e controlado, minimizando o risco de contaminação do ambiente ou dos materiais durante o procedimento, para garantir a eficácia do teste, é fundamental preparar a capela antes de iniciar, o que inclui a limpeza com álcool 70% ou outro desinfetante adequado, a esterilização de todos os materiais a serem utilizados (como tubos de ensaio, pinças e frascos) e o controle adequado do fluxo de ar laminar para evitar a entrada de partículas contaminantes no ambiente(Pelczar; Chan; Krieg, 1996). Esses passos são essenciais para a garantia de que o ambiente onde o teste será realizado esteja livre de microrganismos, assegurando que o teste seja válido e os resultados precisos. O procedimento para a transferência do medicamento das ampolas para os tubos contendo os meios de cultura deve ser realizado com extrema cautela, inicialmente, as ampolas devem ser desinfectadas externamente com álcool 70%. A seguir, o lacre da ampola é rompido com o auxílio de uma pinça esterilizada, e o conteúdo é transferido para os tubos de ensaio utilizando seringas ou pipetas estéreis. Todo o processo deve ser feito dentro da capela de fluxo laminar para evitar a introdução de microrganismos do ambiente durante a transferência do medicamento, a precisão e a asepsia durante esse procedimento são cruciais para a obtenção de resultados confiáveis (Tortora; Funke; Case, 2017). Além da amostra do produto a ser testado, é imprescindível incluir controles positivo e negativo durante o teste de esterilidade, o controle positivo consiste na inoculação intencional de um microrganismo específico em um dos tubos de ensaio, de modo a confirmar que o meio de cultura é capaz de suportar o crescimento microbiano, já o controle negativo é utilizado para verificar a ausência de contaminação no próprio material e meios de cultura, ou seja, para garantir que os tubos de ensaio, as ferramentas e os meios de cultura não estavam contaminados durante a preparação. A inclusão de ambos os controles é uma prática fundamental, pois assegura que o teste está sendo realizado de maneira adequada e que qualquer falha nos resultados pode ser atribuída ao processo de esterilização ou ao produto em questão. Em conclusão, o teste de esterilidade é uma ferramenta indispensável para garantir que os produtos farmacêuticos estejam livres de microrganismos nocivos à saúde humana. A realização desse teste exige a observância de boas práticas laboratoriais, como a utilização de capelas de fluxo laminar, a correta incubação em diferentes temperaturas, a execução precisa dos procedimentos de transferência do medicamento e a inclusão dos controles positivo e negativo. Essas etapas são essenciais para validar o processo de esterilização e garantir a segurança dos pacientes que utilizam os produtos testados. REFERÊNCIAS ANVISA. FARMACOPEIA BRASILEIRA, 6º Edição, 2019. Disponível em: . Acessado em: 09 Dezembro 2024 ANVISA. MANUAL DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE SUPERFÍCIES. Disponível em: . Acessado em: 09 Dezembro 2024 PELCZAR, M. J.; CHAN, E. C. S.; KRIEG, N. R. Microbiologia: Conceitos e Aplicações. São Paulo - 1996. TORTORA, G. J.; FUNKE, B. R.; CASE, C. L. Microbiologia. 12ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/farmacope RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: CONTROLE DE QUALIDADE MICROBIOLÓGICO CONTAGEM MICROBIANA EM PRODUTOS FARMACÊUTICOS NÃO-ESTEREIS NOME: THAYNEA FERNANDA DA COSTA DUTRA MATRÍCULA: 04114748 CURSO: FARMÁCIA POLO: MARABÁ PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): LUIZA CAROLINA FRANCA OPRETZKA Produtos farmacêuticos não-esteris são aqueles que, embora não estejam livres de microrganismos, têm um nível controlado de contaminantes microbiológicos para garantir que sejam seguros para o uso humano, exemplos incluem medicamentos orais, cremes e pomadas, que não necessitam de esterilidade, mas devem atender a critérios microbiológicos para garantir a eficácia e segurança. A realização do controle de qualidade microbiológico é fundamental para verificar se esses produtos atendem aos limites de contaminação estabelecidos, assegurando a conformidade com as normas regulatórias e a segurança dos consumidores (Anvisa, 2019). Durante o processo de controle microbiológico de produtos farmacêuticos não- esteris, são utilizados diferentes meios de cultura para a detecção de microrganismos. O meio mais comum é o Ágar Nutriente, que suporta o crescimento de uma variedade de microrganismos, incluindo bactérias e fungos. Além disso, utiliza-se o Caldo Tioglicolato para o cultivo de microrganismos anaeróbicos e o Ágar Sabouraud para fungos. As condições de incubação variam de acordo com o tipo de microrganismo que se deseja cultivar. A incubação em 30-35°C favorece o crescimento de bactérias, enquanto a incubação a 20-25°C é ideal para fungos (Pelczar, Chan & Krieg, 1996). O uso de diferentes meios e condições de incubação permite uma análise mais abrangente da microbiota presente nos produtos e a detecção de uma variedade de patógenos. A realização de diluições seriadas (1:10, 1:100 e 1:1000) é um procedimento essencial na contagem microbiológica, permitindo que se consiga isolar e contar unidades formadoras de colônias (UFC) de maneira precisa. O objetivo principal dessas diluições é reduzir a concentração dos microrganismos presentes na amostra para que, em uma determinada quantidade de placa, as colônias possam ser contadas de forma individual e eficiente. Esse procedimento também auxilia na obtenção de resultados dentro da faixa de contagem, que normalmente deve ser entre 30 e 300 UFC por placa, conforme as normas da Farmacopeia Brasileira. A contagem de unidades formadoras de colônias (UFC) é realizada após o cultivo das amostras diluídas em meios de cultura. Após a incubação, as placas são observadas para identificar as colônias formadas, cada colônia resulta de uma única célula bacteriana ou de um grupo de células provenientes de um único microrganismo, e a contagem das colônias permite determinar a carga microbiana total presente na amostra. A contagem deve ser realizada com cuidado, utilizando técnicas que garantam a precisão, como o uso de uma lupa estereoscópica e o método de contagem manual ou automatizada (Tortora, Funke & Case, 2017). A legislação brasileira, por meio da Farmacopeia Brasileira define limites específicos para a contaminação microbiana em produtos farmacêuticos não-esteris, dependendo do tipo de produto. Por exemplo, cremes e pomadas não podem conter mais do que 100 UFC por grama ou mililitro, enquanto medicamentos orais têm limites diferentes, com base na forma e no tipo de administração, esses limites são estabelecidos para garantir que os produtos não apresentem riscos à saúde do consumidor, o resultado obtido na contagem microbiológica deve ser comparado com esses valores de referência para determinar se o produto está adequado para comercialização e uso. Em conclusão, o controle microbiológico de produtos farmacêuticos não-esteris é essencial para garantir a segurança e qualidade dos produtos que não necessitam de esterilidade, mas que ainda assim devem ser livres de níveis excessivos de contaminantes. A contagem microbiológica, utilizando diferentes meios de cultura e condições de incubação, diluições seriadas e a contagem de UFC, é um processo meticuloso que assegura a conformidade dos produtos com os padrões de qualidade estabelecidos pela legislação. REFERÊNCIAS ANVISA. FARMACOPEIA BRASILEIRA, 6º Edição, 2019. Disponível em: . Acessado em: 09 Dezembro 2024 PELCZAR, M. J.; CHAN, E. C. S.; KRIEG, N. R. Microbiologia: Conceitos e Aplicações. São Paulo - 1996. TORTORA, G. J.; FUNKE, B. R.; CASE, C. L. Microbiologia. 12ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/farmacope RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: CONTROLE DE QUALIDADE MICROBIOLÓGICO CONTROLE MICROBIOLÓGICO AMBIENTAL NOME: THAYNEA FERNANDA DA COSTA DUTRA MATRÍCULA: 04114748 CURSO: FARMÁCIA POLO: MARABÁPROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): LUIZA CAROLINA FRANCA OPRETZKA O controle microbiológico ambiental é uma prática fundamental para garantir que ambientes, como laboratórios, hospitais, indústrias farmacêuticas e outros locais que manipulam produtos estéreis, estejam livres de contaminantes microbiológicos, a principal finalidade dessa técnica é monitorar a qualidade do ambiente e prevenir contaminações cruzadas que possam comprometer os processos ou a saúde dos pacientes. O controle microbiológico ambiental busca identificar, quantificar e controlar a presença de microrganismos, como bactérias, fungos e vírus, que possam ser prejudiciais. Isso é crucial para a manutenção de padrões de segurança e eficácia em processos sensíveis, como a produção de medicamentos e o atendimento médico (Pelczar, Chan & Krieg, 1996; Tortora, Funke & Case, 2017). Durante a análise microbiológica ambiental, o tempo de exposição das placas de Ágar ao ambiente (5, 10, 15 e 20 minutos) pode influenciar diretamente o crescimento bacteriano observado, quanto maior o tempo de exposição, maior será a quantidade de microrganismos capturados pela placa, o que pode resultar em um crescimento bacteriano mais evidente, este efeito é particularmente importante em ambientes onde a contaminação pode ocorrer de forma constante, e a duração da exposição pode refletir o nível de risco associado à manipulação de produtos ou à presença de fontes de contaminação. Controlar o tempo de exposição também permite comparar ambientes sob diferentes condições de limpeza e controle (Pelczar, Chan & Krieg, 1996). A análise do tecido do jaleco e da bancada de trabalho segue metodologias distintas, cada uma com suas vantagens e desvantagens, a análise do tecido do jaleco é geralmente realizada com o uso de swabs ou a impressão direta do tecido em meios de cultura, esta técnica é útil para verificar a presença de microrganismos provenientes do contato direto do profissional com o ambiente, a desvantagem dessa técnica é que ela pode não representar de forma precisa a carga microbiana do ambiente, pois depende da quantidade de contaminação no próprio jaleco. Já a análise da bancada de trabalho utiliza placas de Ágar diretamente expostas ao ambiente ou swabs, e pode fornecer um diagnóstico mais direto da qualidade microbiológica da superfície. No entanto, essa técnica pode ser influenciada por fatores como a limpeza inadequada ou a presença de contaminantes em áreas específicas da bancada. As condições de incubação das placas utilizadas nas análises microbiológicas ambientais são cruciais para o sucesso do experimento, normalmente, as placas de Ágar são incubadas em temperaturas que variam de 25°C a 37°C, dependendo do tipo de microrganismo que se espera identificar. A incubação a 37°C favorece o crescimento de bactérias mesófilas, comuns em ambientes de manipulação de alimentos e produtos farmacêuticos, enquanto a incubação a 25°C pode ser mais apropriada para fungos e bactérias psicotróficas. Após a incubação, os resultados devem ser avaliados observando o número de unidades formadoras de colônias (UFC) presentes nas placas. A quantidade de colônias pode indicar o nível de contaminação do ambiente, e a diversidade de microrganismos identificados pode fornecer informações sobre a eficácia das práticas de controle microbiológico adotadas (Pelczar, Chan & Krieg, 1996). A interpretação dos resultados deve ser feita de acordo com os critérios estabelecidos pela regulamentação local ou normas de boas práticas laboratoriais. Por exemplo, em um ambiente de produção farmacêutica, a quantidade de colônias detectadas deve estar dentro dos limites definidos pela Farmacopeia Brasileira, que especifica os níveis máximos de contaminação microbiológica para ambientes controlados. A análise do número de UFC nas placas também permite que sejam realizadas correções nos processos de limpeza ou na melhoria do controle de qualidade ambiental, com a implementação de medidas preventivas para minimizar riscos à saúde ou à produção (Anvisa, 2019). Em resumo, o controle microbiológico ambiental é uma ferramenta vital para garantir ambientes seguros em diversas áreas de atuação, como laboratórios e indústrias farmacêuticas. O tempo de exposição das placas, a escolha entre diferentes técnicas de análise e as condições de incubação das amostras são fatores determinantes para a eficácia do controle microbiológico. A avaliação dos resultados é essencial para identificar falhas no controle ambiental e para melhorar as práticas de prevenção de contaminação. REFERÊNCIAS ANVISA. FARMACOPEIA BRASILEIRA, 6º Edição, 2019. Disponível em: . Acessado em: 09 Dezembro 2024 PELCZAR, M. J.; CHAN, E. C. S.; KRIEG, N. R. Microbiologia: Conceitos e Aplicações. São Paulo - 1996. TORTORA, G. J.; FUNKE, B. R.; CASE, C. L. Microbiologia. 12ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/farmacope RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: CONTROLE DE QUALIDADE MICROBIOLÓGICO CONTROLE MICROBIOLÓGICO AMBIENTAL NOME: THAYNEA FERNANDA DA COSTA DUTRA MATRÍCULA: 04114748 CURSO: FARMÁCIA POLO: MARABÁ PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): LUIZA CAROLINA FRANCA OPRETZKA As Boas Práticas de Laboratório referem-se a um conjunto de normas e procedimentos que garantem que as atividades realizadas em laboratórios sejam conduzidas de forma segura, eficiente e conforme a legislação vigente. No Brasil, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) regulamenta essas práticas, especialmente no contexto de ambientes controlados, como os laboratórios de microbiologia, visando assegurar a qualidade dos resultados, a integridade dos dados e a proteção do profissional e do meio ambiente. Além disso, essas práticas buscam a conformidade com as normativas internacionais, como as estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), para garantir a segurança no manuseio de microrganismos e substâncias biológicas (Anvisa, 2019; ABNT, 2018). Em um laboratório de microbiologia, a segurança é um aspecto essencial para evitar a contaminação, a exposição a agentes patogênicos e acidentes com materiais biológicos. Alguns dos principais cuidados incluem o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como luvas, aventais, óculos de proteção e máscaras. Além disso, é fundamental a adoção de técnicas assépticas durante a manipulação de amostras para evitar a contaminação cruzada, a realização de práticas adequadas de descarte de materiais perfurocortantes e resíduos biológicos, como agulhas e vidrarias, é outro cuidado crucial. A ventilação adequada dos espaços, o uso de capelas de exaustão e a desinfecção constante das superfícies também são procedimentos necessários para manter a segurança dentro do laboratório (Anvisa, 2019). As técnicas de distribuição asséptica são procedimentos fundamentais para evitar a contaminação das amostras e ambientes de trabalho, durante a prática de controle microbiológico ambiental, uma das principais técnicas utilizadas é a exposição de placas de Ágar ao ambiente para a coleta de microrganismos. Esse procedimento é realizado com o auxílio de pinças estéreis ou, em alguns casos, diretamente com as mãos desinfectadas, para garantir que as placas permaneçam livres de contaminantes externos antes de serem incubadas. Além disso, o uso de swabs estéreis para coletar amostras de superfícies, como bancadas e equipamentos, é essencial para realizar a análise microbiológica de áreas específicas. O uso dessas ferramentas permite um controle mais rigoroso da qualidade ambiental (Tortora, Funke & Case, 2017). Os principais materiais e equipamentos utilizados durante a prática de controle microbiológico ambiental incluem placas de Petri, meios de cultura, como Ágar Nutriente e Ágar Sabouraud, bico de Bunsen,pinças estéreis, swabs, e capela de fluxo laminar. As placas de Petri são utilizadas para o cultivo de microrganismos, proporcionando uma superfície adequada para o crescimento das colônias. Os meios de cultura, como o Ágar Sabouraud, são escolhidos dependendo dos microrganismos que se deseja detectar, como fungos. O bico de Bunsen é utilizado para a esterilização de instrumentos e para a criação de um ambiente estéril durante a manipulação. A capela de fluxo laminar, por sua vez, é um equipamento fundamental para a proteção do operador e do ambiente contra a contaminação, criando uma área de trabalho asséptica ao fornecer um fluxo de ar estéril (Pelczar, Chan & Krieg, 1996; Anvisa, 2019). Em relação à análise microbiológica das superfícies do laboratório, a coleta de amostras pode ser feita de duas formas: utilizando swabs, que são esfregados diretamente nas superfícies a serem analisadas, ou expondo as placas de Ágar diretamente ao ambiente por diferentes períodos de tempo (5, 10, 15 e 20 minutos). Esse tipo de análise permite identificar a carga microbiana presente em diferentes áreas do laboratório. Após a coleta, as amostras são incubadas em condições específicas, com a temperatura variando entre 25°C e 37°C, dependendo do tipo de microrganismo a ser detectado. Durante a incubação, é importante monitorar o crescimento das colônias de microrganismos, que indicam o nível de contaminação do ambiente (Tortora, Funke & Case, 2017). Por fim, a avaliação dos resultados obtidos na prática de controle microbiológico ambiental deve ser feita considerando as normativas vigentes e as melhores práticas para ambientes controlados, a comparação dos números de colônias formadas nas placas expostas ao ambiente com os valores de referência definidos pela legislação é essencial para garantir que o ambiente esteja adequado para a manipulação de produtos farmacêuticos ou biológicos. Caso os níveis de contaminação estejam acima dos limites estabelecidos, medidas corretivas, como a revisão das práticas de desinfecção ou a mudança nos protocolos de segurança, podem ser necessárias para melhorar a qualidade do ambiente (Anvisa, 2019). REFERÊNCIAS ABNT. NBR ISSO 14698-1: Controle Microbiológico de Ambientes e Equipamentos. Rio de Janeiro, 2018. Disponível em: . Acessado em: 09 Dezembro 2024 ANVISA. FARMACOPEIA BRASILEIRA, 6º Edição, 2019. Disponível em: . Acessado em: 09 Dezembro 2024 ANVISA. MANUAL DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE SUPERFÍCIES. Disponível em: . Acessado em: 09 Dezembro 2024 PELCZAR, M. J.; CHAN, E. C. S.; KRIEG, N. R. Microbiologia: Conceitos e Aplicações. São Paulo - 1996. TORTORA, G. J.; FUNKE, B. R.; CASE, C. L. Microbiologia. 12ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. https://www/ https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/farmacope REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS