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Rabdomiólise Como Manifestação de uma Doença Metabólica. 
Rhabdomyolysis as a Manifestation of a Metabolic Disease. 
Rabdomiólise Como Doença Metabólica. 
 
 
Daniela Vieira da Silva Hirayama1; Poliana Dos Santos (RA: 2133971)2; Márcia 
Cristina de Sousa (RA: 2126462)2. 
 
 
 
Poliana Dos Santos 
Endereço: QD 34, conj. 23 B, Setor 8, rua amazonas, Águas Lindas de Goiás 
Telefone: (61) 99279-1160 
Correio eletrônico: poliana.santos41@aluno.unip.br 
 
 
 
1- Mestre em Ciências da Saúde pelo Instituto de Assistência Médica ao 
Servidor Público Estadual (IAMSPE); Docente do Curso de Fisioterapia da 
Universidade Paulista - UNIP; 
2- Graduando(a) do Curso de Fisioterapia pela Universidade Paulista (UNIP); 
 
 
 
 
Os autores declaram não haver conflito de interesse. 
 
 
 
 
 
Universidade Paulista - Unip 
Curso de Fisioterapia 
2024 
mailto:poliana.santos41@aluno.unip.br
2 
 
PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
 
NOME RA REGIME POLO 
Márcia Cristina de Sousa 2126462 Regular Asa Sul 
Poliana dos Santos 2133971 Regular Asa Sul 
 
 
 
 
 
 
Orientador: Prof. Me. Daniela Vieira da Silva Hirayama 
Título do Trabalho: Rabdomiólise como manifestação de uma doença 
metabólica. 
Tipo do trabalho: (X) REVISÃO ( ) PESQUISA DE CAMPO 
 
 
 
Nota 
orientador 
Média 
apresentação 
Nota PTCI Nota Final 
 
T C C 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
________________________________________ 
Coordenação do Curso de Fisioterapia 
 
3 
 
RESUMO 
A rabdomiólise é uma doença caracterizada por necrose dos músculos 
esqueléticos, resultando na liberação de componentes celulares na corrente 
sanguínea, podendo ser desencadeada por fatores como trauma físico, exercício 
extenuante, intoxicação e distúrbios metabólicos. Esta condição está associada 
à insuficiência renal aguda, particularmente à perfusão renal prejudicada devido 
à liberação de mioglobina. Apesar dos sintomas clássicos, como dores 
musculares e urina escura, a rabdomiólise pode ser assintomática em muitos 
casos, levando a complicações graves. Este estudo revisa a literatura existente 
sobre a interação entre rabdomiólise e doenças metabólicas, analisando seus 
mecanismos fisiopatológicos, fatores de risco, diagnóstico precoce e estratégias 
de tratamento. Foram selecionados dez artigos do período de 2014 a 2024 e a 
análise demonstrou a necessidade de intervenções multidisciplinares, incluindo 
fisioterapia, para otimizar a recuperação funcional. A fisioterapia é fundamental 
no tratamento da rabdomiólise, utilizando técnicas de respiração e mobilização 
precoce para prevenir complicações. Esta revisão conclui que o reconhecimento 
precoce e o tratamento adequado da rabdomiólise são cruciais para melhorar os 
resultados clínicos e a qualidade de vida dos pacientes, enfatizando a 
importância de pesquisas futuras sobre métodos de reabilitação e prevenção de 
complicações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Descritores: Rabdomiólise; Doenças Metabólicas; Síndrome Compartimental; 
Insuficiência Renal Aguda; Esforço Físico. 
4 
 
ABSTRACT 
Rhabdomyolysis is a disease characterized by necrosis of skeletal muscles, 
resulting in the release of cellular components into the bloodstream, and can be 
triggered by factors such as physical trauma, strenuous exercise, intoxication and 
metabolic disorders. This condition is associated with acute renal failure, 
particularly impaired renal perfusion due to myoglobin release. Despite classic 
symptoms, such as muscle pain and dark urine, rhabdomyolysis can be 
asymptomatic in many cases, leading to serious complications. This study 
reviews the existing literature on the interaction between rhabdomyolysis and 
metabolic diseases, analyzing their pathophysiological mechanisms, risk factors, 
early diagnosis and treatment strategies. Ten articles from the period 2014 to 
2024 were selected and the analysis demonstrated the need for multidisciplinary 
interventions, including physiotherapy, to optimize functional recovery. 
Physiotherapy is essential in the treatment of rhabdomyolysis, using breathing 
techniques and early mobilization to prevent complications. This review 
concludes that early recognition and appropriate treatment of rhabdomyolysis are 
crucial to improving clinical outcomes and patients' quality of life, emphasizing 
the importance of future research into rehabilitation methods and prevention of 
complications. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Descriptors: Rhabdomyolysis; Metabolic Diseases; Compartment Syndrome; 
Acute renal failure; Physical exertion 
5 
 
INTRODUÇÃO 
A rabdomiólise é definida como uma lesão do músculo esquelético, 
caracterizada pela necrose muscular e pela liberação de constituintes celulares 
na corrente sanguínea.1,2 Essa condição pode ser desencadeada por traumas 
físicos, exercícios extenuantes, intoxicação por drogas, infecções virais e 
distúrbios metabólicos. Esses fatores podem levar à insuficiência renal aguda 
devido à liberação de mioglobina pelo tecido muscular, associada à hipovolemia 
e à diminuição da perfusão renal. No entanto, a relação entre lesão muscular e 
insuficiência renal ainda não está completamente esclarecida.1,3 
Embora os sintomas clássicos da rabdomiólise, como dor muscular, 
fraqueza, urina escura e elevação de creatina quinase (CK > 1000 U/L), lactato 
desidrogenase (LDH) e aspartato aminotransferase (AST), ocorrem em menos 
de 10% dos pacientes, a doença pode ser potencialmente letal.8,1 Em alguns 
casos, a condição é assintomática até que as enzimas atinjam níveis elevados, 
resultando em insuficiência renal aguda (IRA) e distúrbios eletrolíticos.3,4 
Este estudo é importante devido às implicações clínicas específicas da 
rabdomiólise em pacientes com distúrbios metabólicos. Embora frequentemente 
associada a causas traumáticas, a rabdomiólise em pacientes com doenças 
metabólicas pode indicar complicações graves e ambientais fatais. Compreender 
os mecanismos específicos de lesão e desenvolver estratégias preventivas e 
terapêuticas é essencial para o manejo eficaz dessa condição.5 
Além disso, a investigação dessa interação pode fornecer insights sobre 
as fisiopatologias subjacentes, potencialmente abrindo caminho para novas 
abordagens terapêuticas.6,7 A fisioterapia desempenha um papel crucial no 
manejo precoce da rabdomiólise, utilizando técnicas de respiração, mobilização 
precoce e reexpansão pulmonar para prevenir complicações como retenção de 
líquidos, secreções e pneumonias. Durante a hemodiálise, a cinesioterapia pode 
melhorar o condicionamento físico aeróbico e anaeróbico, otimizando a 
recuperação do paciente. 8,9,10 
A condução adequada e a identificação precoce são fundamentais para 
melhorar os resultados clínicos e reduzir a morbidade e mortalidade associada 
à rabdomiólise. Portanto, esta pesquisa tem o potencial de impactar 
positivamente a prática clínica e a qualidade de vida dos pacientes afetados, 
6 
 
respeitando os limites do paciente e os protocolos de segurança para os 
cuidados com o paciente. 
O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão bibliográfica, explorando 
a relação entre a rabdomiólise e as doenças metabólicas, examinando os 
mecanismos fisiopatológicos subjacentes, os fatores de risco associados e as 
implicações clínicas dessa interação. Buscando identificar estratégias de 
diagnóstico precoce, manejo eficaz e prevenção de complicações relacionadas 
à rabdomiólise em pacientes com doenças metabólicas. 
 
7 
 
MÉTODO 
Foi realizada uma revisão de literatura com artigos indexados nas bases 
de dados SciELO, PubMed, Lilacs e PeDRO, publicados no período de 2014 a 
2024. Os descritores utilizados na busca foram: "Rabdomiólise" 
(Rhabdomyolysis), "Doenças Metabólicas" (Metabolic Diseases) e "Síndrome 
Compartimental" (Compartment Syndrome). A pesquisa foi conduzidaentre 
fevereiro de 2024 e novembro de 2024. 
Como critérios de inclusão, foram selecionados artigos que abordavam 
diretamente o objetivo de explorar a relação entre rabdomiólise e doenças 
metabólicas, com foco nos mecanismos fisiopatológicos subjacentes, fatores de 
risco associados e implicações clínicas dessa interação. Além disso, foi realizada 
uma análise das estratégias de diagnóstico precoce, manejo eficaz e prevenção 
de complicações relacionadas à rabdomiólise em pacientes com doenças 
metabólicas. A escolha desses critérios baseia-se na relevância do diagnóstico 
e tratamento precoce para evitar a progressão para insuficiência renal aguda 
oligúrica, uma das complicações mais graves da rabdomiólise. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
RESULTADOS 
Os resultados da revisão bibliográfica foram obtidos por meio de um 
processo de filtragem e análise das fontes selecionadas. Inicialmente, foram 
identificadas um total de 2798 publicações relevantes nas bases de dados 
consultadas. Esses materiais foram submetidos a uma triagem inicial, onde 
foram avaliados os títulos e resumos para determinar sua pertinência ao tema 
de Rabdomiólise Como Manifestação de uma Doença Metabólica. 
Em seguida, foi realizada a exclusão de duplicados, resultando em um 
total de 600 publicações únicas. O próximo passo consistiu na leitura dos títulos 
dos artigos, onde foram excluídos aqueles que não se alinhavam diretamente 
com o foco da pesquisa, reduzindo o número para 252 publicações. Após essa 
triagem inicial, procedeu-se à leitura dos resumos dos artigos restantes, 
descartando os artigos que não abordavam especificamente a rabdomiólise 
como doença metabólica, permitindo a identificação de 09 artigos que refletem 
o tema, conforme demonstrado no Quadro 1. 
Figura 1: Fluxograma da seleção de artigos. 
 
 
Fonte: Autoral (2024) 
9 
 
Nota: sobre o fluxômetro de seleção para rabdomiólise com síndrome metabólica especifica que 
são elegíveis pacientes com diagnóstico confirmado de rabdomiólise, indicado por níveis 
elevados de CPK e presença de mioglobina na urina, que apresentem pelo menos três critérios 
da síndrome metabólica (obesidade central, hipertensão, hiperglicemia ou dislipidemia). Os 
pacientes devem ter entre 8 e 65 anos e ter fatores predisponente. 
 
 
Quadro 1: Artigos selecionados para revisão 
 
Autores/ ano 
 
Tipo de 
estudo 
 
Característica 
da amostra 
 
Tipos de 
intervenção 
 
Principais 
variantes 
analisadas 
 
Resultados 
significativos 
 
 
 
 
 
Morin et al. 11 
(2024) 
 
 
 
 
 
Ensaio clínico 
controlado e 
randomizado 
 
 
 
 
 
N=343 
pacientes 
geriátricos 
 
O estudo 
analisou 
intervenções 
clínicas com 
foco na 
monitorização 
dos níveis de 
creatina 
quinase (CK) e 
cuidados 
geriátricos. 
Não detalha 
técnicas 
específicas de 
intervenção. 
 
 
 
 
 
Qualidade de 
vida; desfechos 
clínicos; fatores 
prognósticos. 
 
Identificou que a 
maioria dos 
pacientes 
apresentou boa 
recuperação 
funcional, mas 
fatores como 
idade avançada e 
comorbidades 
aumentaram a 
mortalidade e 
complicações. 
 
 
 
 
Fallois J et 
al.12 (2024) 
 
 
 
Estudo 
sistemático, 
retrospectivo 
e unicêntrico. 
 
 
 
N=328 
pacientes em 
cuidados 
intensivos 
O estudo 
analisou a vida 
útil de filtros 
em circuitos 
extracorpóreos; 
não foi 
especificado 
um tratamento 
terapêutico 
contínuo. 
 
 
 
 
Função renal; 
mortalidade; 
complicações. 
 
O estudo revelou 
que a terapia 
conservadora é 
frequentemente 
eficaz, mas a 
substituição renal 
é necessária em 
casos graves. 
 
 
 
 
 
 
 
Giles T et al.13 
(2024) 
 
 
 
 
 
Retrospectivo, 
coorte 
 
 
 
 
586 pacientes 
com trauma 
grave (ISS > 
12), 78 
testados para 
CK, 15 
desenvolvidos 
TR 
 
 
 
 
Monitoramento 
de CK; terapia 
de fluidos em 
grande volume 
(salina ou 
solução de 
Hartmann); 
bicarbonato e 
manitol usados 
em alguns 
casos. 
 
 
Níveis de CK, 
lesão renal 
aguda (AKI), 
falência de 
múltiplos 
órgãos (MOF), 
duração da 
internação 
(hospital e UTI), 
mortalidade, 
necessidade de 
terapia de 
reposição renal 
(RRT) 
 
2,56% dos 
pacientes 
evoluíram TR. 
60% dos 
pacientes com 
TR evoluíram 
com LRA, com 
26,7% de 
mortalidade. A 
administração de 
fluidos em grande 
volume foi feita 
em 60% dos 
casos de TR. 
Pacientes com 
TR sofreram 
maior gravidade 
de lesão. 
10 
 
 
Rahiminezhad 
et al.14 (2022) 
 
Ensaio clínico 
controlado e 
randomizado 
N=90 
pacientes em 
UTI. Divididos 
em três 
grupos: 
N=30 
exercícios de 
ADM, 
N=30 
massagem e 
controle 
 
Massagem: 1x 
ao dia, por sete 
dias 
consecutivos. 
Exercícios de 
ADM: 1x ao 
dia, por sete 
dias 
consecutivos. 
 
 
Força muscular 
e Amplitude de 
Movimento 
avaliada no 4º 
e 7º dias de 
intervenção, 
utilizando um 
dinamômetro 
portátil. 
 
O estudo mostra 
que exercícios de 
ADM e terapia 
manual, foram 
eficazes para o 
aumento de força 
muscular dos 
pacientes. 
 
 
 
QueirozTDR 
et al.15 
(2021) 
 
 
Ensaio clínico 
controlado e 
randomizado. 
 
 
 
Caso único 
 
Soroterapia e 
monitoramento 
clínico para 
rabdomiólise e 
lesão hepática. 
Não foram 
especificados a 
duração ou 
frequência da 
intervenção. 
 
Enzimas 
musculares 
(CPK, LDH); 
enzimas 
hepáticas (ALT, 
AST). 
O paciente 
apresentou 
melhora clínica 
com a 
administração de 
soroterapia, mas 
complicações 
significativas 
ainda ocorreram, 
incluindo 
rabdomiólise. 
 
 
 
Santana NM 
et al.16 
(2021) 
 
 
 
Ensaio clínico 
controlado e 
randomizado 
 
 
 
 
Caso único: 
paciente de 54 
anos. 
 
Exames 
laboratoriais, 
tomografia de 
abdome e 
terapia de 
substituição 
renal 
(hemodiálise). 
Não foi 
especificada a 
duração ou 
frequência das 
intervenções. 
 
Sinais de 
rabdomiólise; 
função renal. 
 
O estudo mostra 
a escassez de 
informações 
quanto ao 
manejo 
adequado para 
prevenir e evitar 
a morbidade e 
mortalidade da 
doença 
 
Nakanishi et 
al.17 (2020) 
 
Estudo 
controlado 
randomizado 
 
N=35 
pacientes. 
Grupo controle 
(n = 10) 
Grupo SEM 
(n =25) 
Estimulação 
elétrica 
muscular 
(EMS) aplicada 
nos membros 
superiores e 
inferiores. 
Duração: 3 
sessões por 
semana 
durante 2 
semanas. 
 
Massa 
muscular e 
força muscular 
medida por 
ultrassonografia 
 
A EMS resultou 
em menor perda 
de massa 
muscular e 
melhor 
preservação da 
força muscular 
em comparação 
ao grupo 
controle, 
11 
 
prevenindo a 
atrofia muscular. 
 
 
Nakamura et 
al.18 (2019) 
 
 
Estudo 
controlado 
randomizado 
 
 
N=10 
pacientes 
Estimulação 
elétrica 
muscular 
(EMS) dos 
membros 
inferiores. 
Duração: 20 
minutos por 
sessão, 3 
vezes por 
semana 
durante 2 
semanas. 
 
 
Volume 
muscular; 
função motora. 
 
O estudo mostrou 
eficácia imediata 
para flexibilidade 
dos músculos 
dos membros 
inferiores e se 
mostrou eficiente 
para prevenir 
contratura 
muscular. 
 
 
Dirks et al.19 
(2015) 
 
 
Estudo 
controlado 
randomizado 
 
 
N=33 
pacientes 
 
 
Estimulação 
neuromuscular 
elétrica 
(EENM) 
2x ao dia, por 
 
 
Força muscular 
e preservação 
da massa 
muscular dos 
membros 
inferiores por 
ultrassonografia 
 
A ENM ajudou a 
preservar a 
massa muscular 
em membros 
inferiores e 
diminuiu 
significativamente 
a atrofia 
muscular. 
Legenda: ALT- alanina aminotransferase; AST- aspartato aminotransferase; CPK - 
creatinofosfoquinase; EMS- Estimulação elétrica muscular; ENM - Estimulação neuromuscular elétrica; 
IRA- insuficiência renal aguda, LDH – lactato desidrogenase; LM – lesão muscular; TNF – fator de 
necrose tumoral; TO-terapia ocupacional; VLCAD - Very Long-Chain Acyl-CoA Dehydrogenase, 
ou seja, Desidrogenase de Acil-CoA de Cadeia Muito Longa; ROM- Exercícios de amplitude de 
movimento; RRT- Renal Replacement Therapy; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
DISCUSSÃO 
Nakanishi et al.17 (2020)mostraram que a estimulação elétrica dos 
músculos (EMS) teve sucesso em manter a massa e a força muscular em 
indivíduos severamente doentes na UTI. A aplicação da EMS nos membros 
superiores e inferiores levou a uma diminuição na perda de massa muscular em 
relação ao grupo de controle, indicando que essa abordagem pode ser uma 
técnica útil para evitar a atrofia muscular em pacientes que estão imobilizados. 
Nakamura et al.18 (2019) corroboram essas descobertas, evidenciando que a 
estimulação elétrica muscular (EMS) teve sucesso na diminuição da atrofia 
muscular e na melhoria da função motora em indivíduos que estavam sob 
ventilação mecânica por um longo período. Esses achados destacam a 
relevância de intervenções precoces, especialmente em pacientes críticos, para 
prevenir complicações musculares decorrentes da imobilização prolongada. 
Os achados de Rahiminezhad et al.14 (2022) destacaram a relevância de 
ações como exercícios de amplitude de movimento (ROM) e massagens para 
pacientes em estado crítico, principalmente em unidades de terapia intensiva 
(UTI). A pesquisa controlada e randomizada demonstrou que tanto os exercícios 
de ROM quanto as massagens levaram a melhorias significativas na força 
muscular dos membros superiores e inferiores após uma semana de aplicação, 
enquanto o grupo controle apresentou uma diminuição considerável. Esses 
resultados evidenciam o efeito benéfico de intervenções precoces na 
manutenção da função muscular, mesmo em contextos críticos como os das 
UTIs. Os resultados de Rahiminezhad indicam que a força muscular dos 
participantes do grupo ROM teve um incremento de 0,63 kg nos membros 
superiores e 0,53 kg nos membros inferiores, enquanto o grupo que recebeu 
massagem apresentou aumentos inferiores, de 0,29 kg e 0,27 kg, 
respectivamente. Essas informações sustentam a hipótese de que, além do 
tratamento médico convencional, a adoção de protocolos de fisioterapia pode 
ajudar a evitar a piora da fraqueza muscular desenvolvida em UTI, 
proporcionando um prognóstico funcional mais favorável para os pacientes. 
Queiroz et al.15 (2021) descreveram um incidente de envenenamento por 
Crotalus que provocou uma intensa rabdomiólise e hepatite aguda. A pesquisa 
demonstrou a gravidade da destruição muscular, acompanhada pela liberação 
de mioglobina, além de afetar a função do fígado do paciente. A menção dessa 
13 
 
combinação incomum de complicações é relevante, sublinhando a necessidade 
de intervenções terapêuticas rápidas e monitoramento dos biomarcadores 
hepáticos. Apesar de se tratar de um único relato de caso, o que restringe a 
aplicabilidade dos achados, ele contribui para o entendimento da importância de 
avaliações complementares e atendimento médico imediato. A urgência de 
intervenções de reabilitação muscular é enfatizada, com o objetivo de recuperar 
tanto a função muscular quanto a hepática, evidenciando a função essencial da 
fisioterapia na recuperação desses indivíduos. 
Santana et al.16 (2021) trataram da rabdomiólise em um paciente com 
dengue, evidenciando níveis preocupantes de creatina quinase e mioglobina, 
além de significativas desordens metabólicas. A pesquisa salientou a 
insuficiência renal aguda como uma complicação frequentemente negligenciada, 
sublinhando a necessidade de um manejo precoce para prevenir consequências 
negativas. Apesar do relato se restringir a um único caso, ele ressalta a urgência 
de uma estratégia multidisciplinar na reabilitação de pacientes acometidos pela 
rabdomiólise. A fisioterapia é apontada como uma área fundamental para facilitar 
a recuperação funcional após a fase aguda, enfatizando a relevância do 
acompanhamento da função renal e da gestão da fraqueza muscular. 
Morin et al.11 (2024) analisaram a influência da idade nos fatores de 
prognóstico em indivíduos com rabdomiólise, ressaltando que elementos como 
insuficiência renal aguda e o escore de Charlson eram mais comuns entre os 
pacientes mais velhos. A pesquisa revelou que 90% dos casos de rabdomiólise 
em pessoas com mais de 70 anos estavam associados à imobilização 
prolongada após quedas. Esse resultado enfatiza a importância de intervenções 
terapêuticas precoces e um processo de reabilitação intensivo para reduzir o 
risco de complicações. Os pesquisadores notaram que, apesar de os níveis de 
CK serem um parâmetro relevante para avaliar a quantidade de massa muscular 
comprometida, esses valores não tiveram uma relação significativa com a 
mortalidade hospitalar em 30 dias. Essa conclusão diverge de investigações 
anteriores que abordaram grupos etários mais jovens. A pesquisa indica que os 
padrões de CK frequentemente utilizados para estimar a gravidade da 
rabdomiólise podem necessitar de reevaluation para a população idosa, já que 
indivíduos mais velhos costumam ter menor massa muscular e registros de CK 
mais baixos. 
14 
 
Essas descobertas reforçam a ideia de que a fisioterapia e outras formas 
de suporte são fundamentais para a reabilitação e a prevenção de complicações 
adicionais, especialmente em idosos. A aplicação de métodos de fisioterapia 
pode promover uma mobilização precoce, aprimorar a função muscular e, 
possivelmente, encurtar o tempo de internação e diminuir as taxas de 
complicações. Entretanto, a pesquisa não analisou intervenções concretas que 
poderiam melhorar os resultados, evidenciando a importância de investigações 
futuras para entender como a reabilitação precoce poderia reduzir complicações 
e a mortalidade nesse segmento etário. Estudos subsequentes devem focar em 
protocolos de reabilitação que envolvam exercícios físicos personalizados, 
terapia ocupacional e apoio nutricional, levando em conta a função vital da 
fisioterapia na recuperação funcional desses indivíduos. 
O estudo de Fallois et al.12 (2024) examina a eficácia de várias 
abordagens terapêuticas em indivíduos com quantidades elevadas de 
mioglobina, investigando como a diminuição das concentrações no sangue 
poderia afetar os resultados clínicos relacionados à função renal. A pesquisa se 
mostrou abrangente e destacou a efetividade das terapias de substituição renal 
em situações críticas. Embora tenha trazido uma contribuição relevante para o 
entendimento das intervenções, o estudo não especificou os critérios para o 
início da terapia de substituição renal, ressaltando a necessidade de 
investigações adicionais sobre os efeitos a longo prazo e as melhores práticas 
de manejo. 
O estudo de Giles et al.13 (2024) abordou a epidemiologia da rabdomiólise 
em pacientes traumatizados, destacando a incidência de complicações como a 
insuficiência renal aguda. Os dados coletados sugerem que a monitorização 
contínua e a intervenção precoce são essenciais, especialmente em populações 
de alto risco. A correlação entre o índice de gravidade da lesão e a mortalidade 
sublinha a necessidade de cuidados intensivos adequados. 
Essas evidências, juntamente com os achados de outras pesquisas, 
ressaltam a importância de uma estratégia integrada que incorpore a fisioterapia 
para reduzir as complicações relacionadas à rabdomiólise e à fraqueza muscular 
em contextos críticos. A aplicação de métodos de reabilitação, como amplitude 
de movimento e massagem, demonstrou ser eficaz para preservar a força 
15 
 
muscular, podendo diminuir as taxas de mortalidade e aprimorar a qualidade de 
vida dos indivíduos após a alta do hospital. 
16 
 
CONCLUSÃO 
Com base nos estudos revisados, conclui-se que a identificação e o 
manejo precoce da rabdomiólise em pacientes com doenças metabólicas são 
essenciais para minimizar complicações graves, como insuficiência renal aguda 
e Síndrome Compartimental. A atuação de fisioterapeutas no monitoramento 
especializado, com técnicas de mobilização precoce e exercícios respiratórios, 
contribui de forma significativa para a recuperação funcional e prevenção de 
complicações adicionais. Dessa forma,torna-se fundamental o desenvolvimento 
contínuo de protocolos de reabilitação para esses pacientes em ambiente 
hospitalar, visando a melhor qualidade de vida e a preservação da função renal. 
 
 
 
 
 
 
17 
 
REFERÊNCIAS: 
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