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Organização e Métodos

Livro didático digital sobre Organização, Sistemas e Métodos. Unidade 01 aborda história e evolução da administração; influências (Igreja Católica, organização militar, Revolução Industrial); abordagens clássicas (Taylorismo, Fayolismo), relações humanas, estruturalista e sistêmica; legenda de ícones e CV do autor.

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Livro Didático Digital
Organização, 
Sistemas e 
Métodos
Diretor Executivo 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial 
CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA
Projeto Gráfico 
TIAGO DA ROCHA
Autoria 
JOSÉ LUCIANO S. DE ALENCAR
AUTORIA
José Luciano S. de Alencar
Sou formado em Administração de Empresas com Habilitação em 
Comércio Exterior, MBA em Gestão de Produtos e Serviços Bancários 
e Mestrado em Engenharia Urbana. Meu propósito acadêmico é o 
aperfeiçoamento e a disseminação do conhecimento com foco na 
integridade e ética. Sou um profissional com experiência de mais de 25 
anos no setor privado no segmento bancário, administrativo, financeiro e 
comercial, em funções nos níveis tático de supervisão e coordenação e 
estratégico gerencial e direção em empresas de médio e grande porte. 
Meu foco profissional é a eficiência na gestão dos recursos organizacionais, 
por meio da superação das expectativas de negócios, com foco no 
cliente e nos princípios empresariais. Passei por empresas como o Banco 
Bamerindus S/A e HSBC Bank Brasil. 
Sou extremamente dedicado e apaixonado pelo que faço e adoro 
transmitir minha experiência de vida àqueles que estão iniciando em suas 
profissões. Por isso fui convidado pela Editora Telesapiens a integrar seu 
elenco de autores independentes. Estou muito feliz em poder ajudar você 
nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte comigo!
ICONOGRÁFICOS
Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez 
que:
OBJETIVO:
para o início do 
desenvolvimento de 
uma nova compe-
tência;
DEFINIÇÃO:
houver necessidade 
de se apresentar um 
novo conceito;
NOTA:
quando forem 
necessários obser-
vações ou comple-
mentações para o 
seu conhecimento;
IMPORTANTE:
as observações 
escritas tiveram que 
ser priorizadas para 
você;
EXPLICANDO 
MELHOR: 
algo precisa ser 
melhor explicado ou 
detalhado;
VOCÊ SABIA?
curiosidades e 
indagações lúdicas 
sobre o tema em 
estudo, se forem 
necessárias;
SAIBA MAIS: 
textos, referências 
bibliográficas e links 
para aprofundamen-
to do seu conheci-
mento;
REFLITA:
se houver a neces-
sidade de chamar a 
atenção sobre algo 
a ser refletido ou dis-
cutido sobre;
ACESSE: 
se for preciso aces-
sar um ou mais sites 
para fazer download, 
assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
RESUMINDO:
quando for preciso 
se fazer um resumo 
acumulativo das últi-
mas abordagens;
ATIVIDADES: 
quando alguma 
atividade de au-
toaprendizagem for 
aplicada;
TESTANDO:
quando o desen-
volvimento de uma 
competência for 
concluído e questões 
forem explicadas;
SUMÁRIO
História e Evolução da Teoria Administrativa .................................. 10
A Evolução Histórica da Administração .......................................................................... 10
As Influências Filosóficas e Organizacionais na 
Administração...............................................................................................20
A Influência da Igreja Católica................................................................................................24
A Influência da Organização Militar ....................................................................................26
A Influência da Revolução Industrial .................................................................................27
A Administração como Ciência Social Aplicada .......................................................29
Abordagens Clássicas das Relações Humanas e Estruturalista 
da Administração ........................................................................................ 33
Abordagem Clássica da Administração – Taylorismo e Fayolismo ............35
Abordagem das Relações Humanas ................................................................................ 41
Abordagem Estruturalista .........................................................................................................44
Abordagem Sistêmica da Administração..........................................49
7
UNIDADE
01
Organização, Sistemas e Métodos
8
INTRODUÇÃO
Atualmente, grande parte das organizações são administradas, 
ainda, com base em princípios administrativos com mais de 50, 70 e 
até 100 anos de existência. Você sabia que as primeiras iniciativas da 
administração científica ocorreram entre as décadas de 1910 a 1950? 
Esses conhecimentos científicos e metodologias podem até não ser 
apropriados para o mundo dinâmico em que se encontram as empresas, 
mas muitas organizações procuram aperfeiçoá-los e adequá-los a 
sua realidade. Dessa forma, nesta unidade, abordaremos o contexto 
histórico das principais teorias de administração, como também sobre as 
perspectivas e tendências da administração, para que possamos entender 
onde estamos, como chegamos aqui e para onde podemos ir.
Organização, Sistemas e Métodos
9
OBJETIVOS
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 01. Nosso objetivo é auxiliar 
você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o 
término desta etapa de estudos:
1. Entender como surgiu a administração e como sua teoria evoluiu.
2. Compreender as principais influências sobre o pensamento 
administrativo.
3. Entender as principais escolas da administração em seus 
respectivos contextos históricos.
4. Conhecer a abordagem sistêmica aplicada e suas aplicações 
dentro das organizações modernas.
Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento? 
Pois aquele que não luta pelo futuro que quer, deve aceitar o futuro que 
vier. Ao trabalho! 
Organização, Sistemas e Métodos
10
História e Evolução da Teoria 
Administrativa
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo você será capaz de compreender 
como ocorreu a evolução da administração no tempo, suas 
influências, principais pensadores, o surgimento e quais 
os motivos para existir diversas teorias administrativas 
e sua aplicabilidade. Esse contexto será fundamental 
para o exercício de sua profissão. As pessoas que tentam 
aplicar o caráter empírico, isto é, a experiência sem um 
embasamento conceitual e sem a devida instrução teve 
problemas, dificuldades e dúvidas e, por consequência, 
resultados não desejados ao longo de sua vida profissional. 
E então? Motivado para desenvolver esta competência? 
Então vamos lá. Avante!.
A Evolução Histórica da Administração
A administração em uma empresa se refere ao processo gerencial que 
possui como premissas básicas as funções de Planejar, Organizar, Dirigir e 
Controlar (PODC) e todos os recursos e processos organizacionais. Nessa 
perspectiva, deve-se incluir a elaboração formal e sistemática de regras 
e regulamentos, a tomada de decisões, o gerenciamento e a organização 
de sistemas e métodos visando a melhoria das atividades empresariais a 
fim de se atingir o objetivo social da organização.
O conhecimento histórico de qualquer assunto se faz necessário 
para entender sobre a origem do assunto, quais foram seus antecedentes 
e suas perspectivas e possíveis convergências. A administração não 
é exceção. A compreensão da evolução histórica contribui para o 
entendimento do contexto da época, como, por exemplo, entender por 
que as abordagens gerenciais que funcionaram em épocas anteriores 
não, necessariamente, funcionam no cenário atual.
Organização, Sistemas e Métodos
11
Assim, na perspectiva de Rabelo, Zanatta, Baldino (2014), as 
atividades administrativas têm sua evolução no contexto científico recente 
na história da humanidade. Todavia, sempre permaneceu presente como 
atividade prática sendo considerada uma arte realizada em qualquer de 
organização. Dessa forma, perceba a extrema relevância da administração 
para “impulsionar o crescimento das nações, mas sua reconstituição 
histórica não é tarefa fácil porque os registros, quando existem, são 
confusos e remotos”. (IBIDEM, 2014, p. 121).
Neste contexto, Silva (2001) afirma que a administração é uma 
atividade que se pode ser encontrada e aplicada em qualquer categoria 
de empreendimentos,Weber usou o termo burocracia para se referir a uma organização 
racional, cujas regras e regulamentos criam a base para um trabalho 
eficaz e nos permitem combater o favoritismo. Ele via a burocracia como 
uma espécie de imagem ideal, uma ferramenta mais eficaz para gerenciar 
estruturas sociais e unidades estruturais individuais. Os objetos de análise 
no estudo da burocracia são:
 • Contradições decorrentes da implementação de funções de 
gestão.
 • Gestão como processo de trabalho.
 • Interesses dos grupos sociais envolvidos nas relações burocráticas.
De acordo com Weber, a natureza rigidamente formalizada 
das relações burocráticas, a clareza da distribuição das funções de 
papel, o interesse pessoal dos burocratas em atingir os objetivos da 
organização leva à adoção de decisões oportunas e qualificadas com 
base em informações cuidadosamente selecionadas e verificadas. Weber 
propôs os seguintes princípios para o conceito burocrático de estrutura 
organizacional:
Organização, Sistemas e Métodos
47
 • Organização hierárquica da organização.
 • Uma hierarquia de ordens com base na autoridade legal.
 • Especialização e divisão do trabalho por função.
 • Um sistema claro de procedimentos e regras para garantir a 
uniformidade na execução dos processos produtivos.
 • Um sistema de promoção e estabilidade baseado em habilidades 
e experiência e medido por padrões.
 • A orientação do sistema de comunicação, tanto na organização 
como fora dela, para as regras escritas.
Enquanto a Teoria Clássica caracteriza o homo economicus, e a 
Teoria das Relações Humanas caracteriza o homo socialis, esta escola 
caracteriza o homem organizacional, ou seja, aquele que desempenha 
funções em diferentes organizações que precisam possuir as seguintes 
características de personalidade para serem bem-sucedidos:
 • Flexibilidade face às diversidades que ocorrem na organização.
 • Paciência para evitar o esgotamento emocional derivado do 
conflito nas organizações entre as necessidades individuais e 
organizacionais.
 • Adaptação ao trabalho de rotina da organização em detrimento das 
preferências pessoais e vocações para outros tipos de atividades 
profissionais.
 • Desejo de realização para assegurar o cumprimento e a 
cooperação com as regras que controlam e asseguram o acesso a 
posições na organização, que proporcionam recompensas e atém 
mesmo sanções materiais e sociais. 
Max Weber acreditava que o uso da burocracia na gestão das 
organizações contribuiria para o seu funcionamento eficaz garantindo a 
adoção de decisões de gestão eficaz e qualificadas. Ele tinha em mente, 
antes de tudo, uma organização racional, cujas regras e regulamentos 
permitem combater o favoritismo e formar a base de um trabalho eficaz. 
Em essência, a burocracia dentro da estrutura da teoria de Max Weber 
Organização, Sistemas e Métodos
48
foi considerada a ferramenta mais eficiente para gerenciar estruturas 
organizacionais.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo desta unidade letiva, 
vamos resumir tudo o que vimos. Nesta unidade você teve 
a oportunidade de conhecer os primórdios das teorias 
administrativas, seus principais expoentes e como e por que 
eles desenvolveram suas pesquisas. Soube mais sobre as 
gêneses da administração, ou seja, a Abordagem Clássica 
da Administração baseada nas escolas Taylorista e Fayolista. 
Conheceu também a transição da abordagem clássica mais 
mecanicista para a 2.2 Abordagem das Relações Humanas, 
uma compressão mais humanizada da administração que 
possibilitou desenvolvimento das Ciências Sociais, de 
maneira especial da Psicologia. E finalmente compreendeu 
a abordagem estruturalista que também representou 
uma nova transição das teorias administrativas. Saiba que 
transições em corrente de pensamento são normais tendo 
em vista que a administração sempre se confronta com 
novas situações e, dessa forma, precisam ser aperfeiçoadas 
para continuarem a serem úteis e aplicáveis.
Organização, Sistemas e Métodos
49
Abordagem Sistêmica da Administração
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo você será capaz de entender 
como surgiu a abordagem sistêmica na administração, 
bem como as definições, conceitos e as premissas 
sistêmicas. Conhecerá quais são os tipos de sistemas, as 
classificações hierárquicas dos sistemas e conseguirá 
compreender como essa abordagem se aplica nas 
organizações modernas e como sua metodologia contribui 
para que essas organizações consigam se manter ativas e 
dinâmicas pois sem o devido embasamento poderiam ter 
problemas os elementos e fatores que permeio seu meio 
prejudicando, assim, sua sobrevivência. E então? Motivado 
para desenvolver esta competência? Então vamos lá. 
Avante!.
Um sistema “é um conjunto de partes interagentes e 
interdependentes que, conjuntamente, formam um todo unitário com 
determinado objetivo e efetuam determinada função” (OLIVEIRA, 2002, p. 
6). Para Chiavenato (2011, p. 380), sistema é “um conjunto de elementos, 
dinamicamente relacionados, formando uma atividade para atingir 
um objetivo, operando sobre dados/energia/ matéria para fornecer 
informação/energia/matéria”.
No entanto, para Carpejani e Souza (2013, p. 136), esclarecem que a 
definição mais apropriada, é quando se considera o sistema como “qualquer 
entidade conceitual ou física, composta por partes inter-relacionadas, 
interatuantes ou interdependentes, dotada de um objetivo”. Assim, os 
autores esclarecem que a Abordagem Sistêmica na administração é uma 
área específica da teoria geral de sistemas e fundamenta-se em três 
premissas básicas (IBIDEM, 2013, p, 136): 
i. Os sistemas existem dentro de sistemas. 
ii. Os sistemas são abertos, caracterizados por um processo de 
intercâmbio com o ambiente.
iii. As funções de um sistema dependem de sua estrutura. 
Organização, Sistemas e Métodos
50
O ponto de vista sistêmico busca demonstrar que a organização 
necessita ser administrada como um todo complexo, em oposição a 
focar as partes em separado, onde os parâmetros de um sistema são 
classificados com: entrada, processamento, saída, retroação e ambiente 
(Ibidem, 2013).
NOTA:
Empresas são sistemas compostos por muitos subsistemas. 
Cada subsistema também é um sistema. Os gestores 
de uma empresa devem ter a visão do conjunto e de 
suas partes, bem como do inter-relacionamento entre as 
mesmas. Também precisam levar em consideração que, 
em um sistema, um evento altera e afeta o todo. Como os 
sistemas se deterioram, é preciso conhecer as medidas 
necessárias para evitar a degradação e fazer com que 
o conjunto sobreviva e obtenha êxito. Verifica-se que as 
noções sistêmicas, quando presentes nas empresas, as 
tornam mais preparadas para lidar com suas questões 
internas, seja qual for seu porte – micro, pequena, média ou 
grande empresa. Fonte: Silva, Santos e Konrad (2016, p. 1).
Richter e Vicenzi (2016, p. 157) argumentam que, para 
compreendermos efetivamente esse conceito, Caravantes, Caravantes 
e Kloeckner (2005) defendem que é necessário conhecermos os seus 
componentes (Figura 6) e suas principais características, sendo eles:
a. Insumos (entradas, inputs) – energia utilizada para o 
funcionamento do sistema: recursos humanos, matérias, 
financeiros e tecnológicos.
b. Processamento (throughput) – é o tipo de estrutura ou arrumação 
adotada pela organização, que viabilize a transformação dos 
insumos recebidos em algum produto ou item predeterminado. 
Essa estrutura pode variar de organização para organização 
em função do tipo, natureza e da tecnologia empregada nos 
processos.
Organização, Sistemas e Métodos
51
c. Saídas (produto, output) – é o insumo, após ser processado, em 
forma de produtos para ser colocado no ambiente.
Figura 6 – Estrutura e Componentes de um Sistema
Homeostase
Entropia
Entradas
Matéria-prima
Talentos humanos
Capital
EquipamentoTecnologia
Informação
Dados
Ambiente
Saídas
Produtos
Serviços
Resultado financeiro
Informação
Satisfação do 
colaborador
Resíduos, refugos
Pesquisa e 
desenvolvimento
Transformação
Atividade operacional
Atividade gerencial
Tecnologia
Métodos operacionais
Sistema
Subsistema Subsistema
Subsistema Subsistema
Feedback
Ambiente
Fonte: Carpejani e Souza (2013).
d. Entropia – tendência que os organismos têm em desagregar, 
diferentemente de uma máquina, que se ao ser usada 
exaustivamente vai romper e parar de funcionar, sistema fechado, 
gerando a entropia negativa, sem condições de adequações e/ 
ou transformações, apenas a ruptura em si.
Organização, Sistemas e Métodos
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e. Homeostase – é o inverso da entropia, comparado ao sistema 
biológico ou social, chamado de sistema aberto, o processo de 
homeostase sempre está presente de forma automática, quando 
ocorre algum problema no sistema, similar ao nosso organismo, 
pois quando temos alguma doença o nosso organismo nos avisa 
com sintomas e imediatamente inicia a produção de anticorpos. 
Nas organizações esse processo de homeostase também ocorre, 
porém não de forma automática, como em nosso corpo, cabe 
à organização criar mecanismos e dispositivos para perceber o 
problema e efetuar a correção ou reabilitação do processo. 
f. Retroalimentação (realimentação, feedback) – é a sua capacidade 
de resposta em relação a um problema já ocorrido.
Nesse contexto, Carvalho (2008), que na abordagem administrativa 
sistêmica, as organizações agem como um sistema, em que o contexto 
geral se sobrepuja ao individual, permitindo uma visão mais abrangente 
e, dessa forma, permitindo uma análise, que ao mesmo tempo profunda 
e mais ampla das organizações. Todavia, Chiavenato (2014, p. 465.) 
esclarece que existem diversos tipos de sistemas e múltiplas tipologias 
para classificá-los, no qual, os tipos de sistemas são:
Quanto à sua constituição, os sistemas podem ser físicos ou 
abstratos: 
a. Sistemas físicos ou concretos – são compostos de equipamentos, 
maquinaria, objetos e coisas reais. São denominados hardwares. 
Podem ser descritos em termos quantitativos de desempenho.
 • Sistemas abstratos ou conceituais – são compostos de 
conceitos, filosofias, planos, hipóteses e ideias. Aqui, os símbolos 
representam atributos e objetos, que, muitas vezes, só existem no 
pensamento das pessoas. São denominados softwares.
b. Quanto à sua natureza, os sistemas podem ser fechados ou 
abertos:
 • Sistemas fechados – não apresentam intercâmbio com o meio 
ambiente que os circunda, pois são herméticos a qualquer 
Organização, Sistemas e Métodos
53
influência ambiental. Sendo assim, não recebem influência do 
ambiente nem o influenciam. Não recebem nenhum recurso 
externo e nada produzem que seja enviado para fora. A rigor, 
não existem sistemas fechados na acepção exata do termo. 
A denominação sistemas fechados é dada aos sistemas cujo 
comportamento é determinístico e programado e que operam 
com pequeno e conhecido intercâmbio de matéria e energia com 
o meio ambiente. Também o termo é utilizado para os sistemas 
estruturados, em que os elementos e as relações combinam-se de 
maneira peculiar e rígida, produzindo uma saída invariável. São os 
chamados sistemas mecânicos, como as máquinas e os equipamentos.
 • Sistemas abertos – apresentam relações de intercâmbio com o 
ambiente por meio de inúmeras entradas e saídas. Os sistemas 
abertos trocam matéria e energia regularmente com o meio 
ambiente. São adaptativos, isto é, para sobreviver, devem 
reajustar-se constantemente às condições do meio. Mantêm um 
jogo recíproco com o ambiente e sua estrutura é otimizada quando 
o conjunto de elementos do sistema se organiza por meio de uma 
operação adaptativa. A adaptabilidade é um contínuo processo de 
aprendizagem e de auto-organização.
Richter e Vicenzi (2016, p. 159) têm ”como base estudos em conceitos 
e princípios de várias ciências, que são estudados para compreender 
como um determinado fenômeno”. Assim, Pizza Junior (1986, p. 78) ressalta 
que, quanto à abordagem hierárquica clássica do enfoque sistêmico, são 
divididos:
 • Ecossistema – o universo, da maneira mais ampla, e que, como 
sistema, faz de todos os demais sistemas partes suas. 
 • Metassistema – o sistema que está além do sistema; tratando-se 
de organizações, o metassistema e as instituições.
 • Sistema – conjunto de partes interdependentes que desempenha 
uma função determinada.
Subsistema – menor conjunto significativo integrante do sistema. 
Conceito fundamental para os que se utilizam da abordagem sistêmica 
Organização, Sistemas e Métodos
54
para a análise e compreensão das organizações; todo sistema é, ao 
mesmo tempo, sistema e subsistema; todo subsistema é, ao mesmo 
tempo, subsistema e sistema, sendo uma coisa ou outra, dependendo 
da referência. De acordo com Chiavenato (1993, p. 409), na abordagem 
sistêmica, as leis universais que regem os sistemas são:
 • Todo sistema é composto por subsistemas, ou seja, ele pode ser 
decomposto em várias partes.
 • Todo sistema se expande, ou seja, faz parte de um sistema maior.
 • Homeostase – o sistema sempre tende ao equilíbrio.
 • Sinergia – as partes do sistema podem interagir para fazer algo 
que as partes trabalhando isoladamente não conseguiriam.
Em complemento, para Araujo e Gouveia (2016, p. 11), genericamente, 
todos os sistemas apresentam quatro propriedades que estão diretamente 
inter-relacionadas com a sua própria acepção, sendo: 
1. Propósito ou objetivo – todo sistema tem um ou alguns 
propósitos ou objetivos. As unidades ou elementos, bem como 
os relacionamentos, definem um arranjo que visa sempre a um 
objetivo a alcançar. Sem esse objetivo definido, as unidades que 
desempenham tarefas e papéis específicos frutos justamente 
do objetivo não sabem porque realizar seu trabalho. Por meio 
do objetivo de um sistema, as atividades a serem realizadas são 
definidas e realizadas. Não podemos trabalhar sem um propósito, 
senão o sistema corre o risco de não existir. A figura a seguir ilustra 
com humor a dificuldade em realizar tarefas quando o objetivo 
não está claramente definido e entendido por todos os elementos 
integrantes do sistema. 
2. Globalismo ou totalidade – qualquer estimulação em qualquer 
unidade do sistema afetará todas as demais unidades, devido 
ao relacionamento existente entre elas. O efeito total dessas 
mudanças ou alterações se apresentará como um ajustamento de 
todo o sistema.
3. Entropia – originalmente, “entropia” (troca interior) surgiu do 
grego entrope = uma transformação; em (en – em, sobre, perto 
Organização, Sistemas e Métodos
55
de...) e sqopg (tropêe – mudança, o voltar-se, alternativa, troca, 
evolução...). É a tendência que os sistemas têm para o desgaste, 
para a desintegração, para o afrouxamento dos padrões e para um 
aumento da aleatoriedade. À medida que a entropia aumenta, os 
sistemas se decompõem em estados mais simples, levando-os à 
degradação, desintegração e ao seu desaparecimento. Segundo 
Bertalanffy (1977), entropia é um fato observado que, por meio 
do Universo, a energia tende a ser dissipada de tal modo que a 
energia total utilizável se torna cada vez mais desordenada e mais 
difícil de captar e utilizar. 
4. Homeostasia – de origem grega, a palavra homeostasia significa 
equilíbrio, homeos = semelhante; statis = situação. Hipócrates 
acreditava que o organismo possuía uma forma de ajuste para 
manter sua estabilidade, afirmando que as doenças eram curadas 
por poderes naturais, isto é, dentro dos organismos existiriam 
mecanismos que tenderiam a ajustar as funções quando desviadas 
de seu estado natural.
Na perspectiva moderna da administração a palavra-chave, e a 
principal dica é possuir uma visão aberta sobre as organizações. Sendo assim, 
Pizza Junior (1986) afirma que a respeito do conceito de sistema aberto, vital 
para a aplicaçãoda Teoria Geral de Sistemas nas organizações, Buckley 
(1981, p. 81) destaca que o fato de um “sistema ser aberto significa não apenas 
que ele se empenha em intercâmbios com o meio, como também que esse 
intercâmbio é um fator essencial, que lhe sustenta a viabilidade, a capacidade 
reprodutiva ou continuidade e a capacidade de mudar”. 
Reconhecendo as significações da abordagem sistêmica, pode-se 
inferir que, analisando a Figura 7, que a empresa é um sistema aberto, em 
razão da sua interação com o meio ambiente externo.
Organização, Sistemas e Métodos
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Figura 7 – Organização Moderna – Sistema Aberto
OBJETIVOS 
METAS
1-ADMINISTRAÇÃO
2-INDUSTRIAL
3-MARKETING
4-CONTROLE
5-FINANCEIRO
6-SISTEMAS
SISTEMA E SUBSISTEMA 
ORGANIZACIONAL
HIERARQUIA 
EMPRESARIAL
ALTA ADMINISTRAÇÃO
OPERACIONAL
GERÊNCIA/SUPERVISÃO
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SISTEM
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1 2 3 4 5 6 
Fonte: Adaptado pelo autor de Silva, Santos e Konrad (2016, p. 8).
“As organizações são abordadas como sistemas abertos, com 
interação e independência entre as partes e com o ambiente que o 
envolve” (CHIAVENATO, 2003, p. 496). Assim, Silva, Santos e Konrad (2016, 
p. 8), esclarecem que:
 • Sistema aberto em um dinâmico relacionamento com seu 
ambiente, recebendo vários insumos (entradas), transformando 
esses insumos de diversas maneiras (processamento ou 
conversão) e exportando os resultados na forma de produtos ou 
serviços (saídas).
 • A empresa capta no meio externo os recursos brutos, processa 
e devolve ao ambiente externo em forma de bens, serviços 
prestados, ou informações, atendendo às necessidades da 
sociedade.
 • No decorrer desse processo, podem ocorrer desvios e 
resultados insatisfatórios; a retroalimentação permite a correção 
desses desvios, a fim de que se possam alcançar os objetivos 
satisfatoriamente.
Organização, Sistemas e Métodos
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 • O planejamento estratégico é elaborado sob condições e variáveis 
ambientais, esse fato só é possível devido à empresa ser um 
sistema aberto e estar em constante interação com o ambiente.
Todo e qualquer tipo de organização criado pode ser considerado 
um sistema no qual necessita de uma dinâmica interativa com o meio que 
a cerca, sejam com o governo, sociedade, clientes ou fornecedores. Um 
sistema em constante integração deve trabalhar de maneira harmoniosa a 
fim de que se possa atingir os objetivos pela qual foi criada.
Modelo de Homem
O homem funcional, presente na teoria sistêmica, comporta-se 
em um dos papéis dentro da organização, inter-relacionando-se com 
os demais indivíduos, como um sistema aberto. Em suas ações, em um 
conjunto de funções, mantém expectativas quanto ao papel dos demais 
participantes e procura enviar aos outros as suas expectativas. Seu 
comportamento organizacional é traduzido como interativo, participativo 
e grupal, pois interage como elemento do sistema social existente, de 
acordo com seus valores, normas e função. O sistema de motivação a ser 
adotado para incentivar o homem funcional deverá ser o multimotivacional, 
buscando, dessa forma, satisfazer a suas necessidades, expectativas 
dentro do contexto organizacional em que se encontra. 
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido 
que, na abordagem sistêmica, um sistema constitui um 
conjunto de partes interagentes e interdependentes 
formando um todo com a finalidade pré-determinada para 
realizar uma função estabelecida. Soube que nessa teoria 
os sistemas visam evidenciar que uma organização precisa 
ser administrada como sendo um organismo complexo, 
focada na individualidade de suas em detrimento de seu 
todo. 
Organização, Sistemas e Métodos
58
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	História e Evolução da Teoria Administrativa
	A Evolução Histórica da Administração
	As Influências Filosóficas e Organizacionais na Administração
	A Influência da Igreja Católica
	A Influência da Organização Militar
	A Influência da Revolução Industrial
	A Administração como Ciência Social Aplicada
	Abordagens Clássicas das Relações Humanas e Estruturalista da Administração
	Abordagem Clássica da Administração – Taylorismo e Fayolismo
	Abordagem das Relações Humanas
	Abordagem Estruturalista
	Abordagem Sistêmica da Administraçãode todos os povos, em todos os tempos históricos. 
O autor ainda enfatiza historicamente os grandes líderes da humanidade 
foram administradores, administrando países, coordenando explorações, 
dirigindo guerras, gerindo os esforços de outros homens.
No entanto, de acordo com Gomes (2011), a administração teve seu 
contexto histórico iniciado em um tempo muito distante, mais exatamente 
no ano 5.000 A.C., na região da Suméria (Figura 1), quando os antigos 
sumerianos buscavam aprimorar a maneira de resolver seus problemas 
práticos, exercitando assim o método de administrar. Ainda, segundo 
a autora, posteriormente no Egito antigo, quando Ptolomeu começou 
“a dimensionar um sistema econômico planejado que não poderia ter-
se operacionalizado sem uma administração pública sistemática e 
organizada” (GOMES, 2011, p. 1).
Organização, Sistemas e Métodos
12
Figura 1 – Sumério
Fonte: Wikimedia 
Para Sobrinho (2010, p. 13), para dar prosseguimento a um “processo 
de desenvolvimento e adequação do mundo ao processo evolutivo, na 
China no ano de 500 a. C. houve a necessidade de ser implantado um 
sistema de governo organizado para o Império Chinês”. Nesse período 
são conhecidos “oito regulamentos e as Regras de Administração 
Pública de Confúcio exemplificaram a tentativa chinesa de definir regras 
e princípios de administração” (GOMES, 2011, p. 1). Rossés (2014) afirma 
que a administração, tal como conhecemos hoje, é resultado histórico e 
integrado de numerosos precursores, onde menções históricas mostram 
que até no contexto contemporâneo, diversos conceitos administrativos 
Organização, Sistemas e Métodos
13
de mais de 1.200 a.C. ainda são frequentes e utilizados na civilização 
moderna. No entendimento de Chiavenato (2003):
Referências pré-históricas acerca das magníficas 
construções erigidas durante a Antiguidade no Egito, na 
Mesopotâmia, na Assíria testemunharam a existência 
em épocas remotas de dirigentes capazes de planejar 
e guiar os esforços de milhares de trabalhadores em 
monumentais obras que perduram até nossos dias, como 
as pirâmides do Egito. Os papiros egípcios atribuídos à 
época de 1300 a.c. já indicam a importância da organização 
e da administração da burocracia pública no Antigo Egito. 
Na China, as parábolas de Confúcio sugerem práticas para 
a boa administração pública. (CHIAVENATO, 2003, p. 26).
De acordo com Ferreira (2009a), indícios pré-históricos a respeito das 
extraordinárias construções edificadas durante a Antiguidade no Egito, na 
Mesopotâmia, na Assíria, atestam a existência, em épocas longínquas, de 
dirigentes (administradores) com alta capacidade de planejar e conduzir 
os esforços de milhares de trabalhadores em monumentais obras que 
perduram até os nossos dias. Os papiros egípcios atribuídos à época de 
1300 a.C. indicavam a relevância da organização e a administração da 
burocracia pública no Antigo Egito. Já na antiga China, “as parábolas de 
Confúcio sugerem práticas para a boa administração pública” (FERREIRA, 
2009a, p. 1).
Segundo Chiavenato (2000, p. 21), a administração representa 
a consequência histórica e integrada de esforços e contribuições 
cumulativas de “numerosos precursores, filósofos, físicos, economistas, 
estadistas e empresários que, no decorrer dos tempos, foram, cada 
qual em seu campo de atividades, desenvolvendo e divulgando suas 
obras e teorias”. O Quadro 1 descreve os principais eventos históricos da 
administração.
Organização, Sistemas e Métodos
14
Quadro 1 – Contexto histórico da administração
CRONOLOGIA DOS PRINCIPAIS EVENTOS DOS PRIMÓRDIOS DA 
ADMINISTRAÇÃO
Anos Autores Eventos
4.000 a.C. Egípcios Necessidade de Planejar, Organizar e 
Controlar
2.600 a.C. Egípcios Descentralização da organização
2.000 a.C. Egípcios Necessidade de ordens escritas. Uso de 
consultorias.
1.800 a.C. Hamurabi 
(Babilônia) Uso de controle escrito e documental.
1.491 a.C. Hebreus Conceito de Organização. Princípio 
escolar.
600 a.C. Nabucodonosor 
(Babilônia) Controle de produção. Incentivo salariais.
400 a.C. Sócrates (Grécia)
Platão (Grécia)
Universidade da administração
Enunciado do princípio da especialização.
175 a.C. Cato (Roma) Uso de descrição de funções
284 Dioclécio (Roma) Delegação da autoridade
1436 Arsenal de Veneza Contabilidade de custos, inventários, 
padronização
1525 Niccoló 
Machiavelli
Princípio do consenso, lideranças, táticas 
políticas
1767 Sir James Stuart Teoria da fonte de autoridade, automação, 
especialização
1776 Adam Smith Princípio de especialização dos operários, 
conceito de controle
1799 Eli Whitney Método científico, controle de qualidade, 
amplitude de comando
1800 Mathew Boulton Padronização da produção, 
especializações, métodos de trabalho
1810 Robert Owen Práticas de RH, treinamento para 
operários, casas para operários
1832 Charles Babbage Abordagem científica, divisão do trabalho, 
estudo do tempo
1856 Daniel C. 
McCallum Organograma, administração em ferrovias
1886 Henry Matcalfe Arte e Ciência da administração
1900 Frederick W. Taylor Princípios da administração científica
Fonte: Chiavenato (2000). 
Organização, Sistemas e Métodos
15
Para compreender a administração, deve-se ter um embasamento 
teórico por meio da perspectiva da história dessa área, bem como quais 
os fatos, acontecimentos e situações e relacioná-las com as necessidades 
e o contexto da época. Além do mais, quais foram os legados, práticas, 
experiências e conhecimentos deixados por tais situações e suas 
respectivas contribuições. 
Nessa visão, os eventos cronológicos são corroborados por Souza 
(2015), quando enfatiza que a história da administração se iniciou num 
tempo muito remoto, mais precisamente no ano 5000 a.C., na Suméria, 
quando esses povos antigos buscavam exercitar a arte de administrar. A 
autora ainda elenca e descreve que:
 • Os babilônios deixaram à humanidade poderoso legado com o 
Código de Hamurabi (governador da Babilônia – 2000 a 1700 a.C.). 
Tratava-se de um texto de leis orientadoras do povo no princípio 
do trabalho; criaram o princípio da paga mínima, os primeiros 
modelos de contratos de trabalho e recibos de pagamento que 
permitiam as transações comerciais da época. O Código de 
Hamurabi cobre assuntos sobre vendas, empréstimos, contratos, 
sociedades, acordos e notas promissórias.
 • Dos romanos (Figura 2), herdamos os princípios do sistema semi-
industrial de produção, o sistema de manufatura armamentista, a 
produção de cerâmica para o mercado mundial, a indústria têxtil 
para exportação, a criação do sistema rodoviário para distribuição 
de bens. Destacaram-se como grandes administradores, tendo 
relevante papel nas áreas de Direito, Administração e estratégias 
de guerra. O Império Romano e a Igreja Católica são exemplos de 
administração e competência desse povo. 
Organização, Sistemas e Métodos
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Figura 2 – Senado Romano
Fonte: Wikimedia (2020).
O Estado romano regulava todos os aspectos da vida econômica: 
determinava as tarefas comerciais, armazenagem, regulava corporações 
e usava estes rendimentos para a guerra. Era um Estado autoritário e partia 
de dois conceitos fundamentais: disciplina e funcionalidade; por isso, a 
grande contribuição romana está afeta às leis, à ação governamental, 
manifesta no conceito de ordem. O código do direito romano ainda é 
modelo para todas as civilizações.
 • Os gregos, cuja grande contribuição à humanidade se deu nas Artes, 
na Literatura, na Dramaturgia, na Língua e na Filosofia, copiaram 
modelos de Administração, Direito e Disciplina dos romanos. Isso 
porque sua filosofia de vida era ser contra a atividade econômica, 
considerada indigna para o ideal grego de homem. Assim como o 
trabalho manual (suar, cansar-se era impróprio de um nobre grego!), 
o comércio era inconcebível para a aristocracia e os filósofos gregos. 
Essas atividades eram consideradas inferiores e, por isso, eram 
realizadas por escravos. Mas forampródigos em deixar exemplos de 
liderança, luta, poder, hierarquia, todos aplicados à administração. A 
Grécia colaborou com vários conceitos da administração:
 • Democracia – administração participativa e direta.
 • Ética – deveria ser garantida pelos executivos.
Organização, Sistemas e Métodos
17
 • Método – investigação e análise deveriam ser os principais 
instrumentos para desenvolver conhecimento.
 • Estratégia – organizar os meios para chegar aos fins.
 • Qualidade – a busca incessante do ideal.
A China foi sempre uma nação de homens sábios e proporcionou 
ao mundo grandes lições de administração. A Constituição CHOW WU 
KING (fundador da dinastia CHOW), escrita entre 1122 e 1116 a.C. pelo 
seu fundador, foi um exemplo de competência administrativa. Continha 
a relação de todo o quadro de pessoal do mais alto escalão até o mais 
baixo serviçal que trabalhava para o Império, com nome, função e 
descrição detalhada de tarefas, deveres e responsabilidades de cada 
um. Chow escreveu A arte da guerra de Sun Tzu, obra que tem inspirado 
a administração ao longo dos séculos. Mencius, 129 a.C., deixou sua 
contribuição por meio da elaboração de modelos de administração 
(processos) e seleção científica de trabalhadores (habilidade, traços de 
personalidade, conhecimento, experiência).
Os hebreus, por meio da Bíblia, demonstraram princípios básicos 
de administração. O êxodo de Moisés, por exemplo, é uma grande 
demonstração de competência gerencial, pois foi utilizado como política 
de descentralização de decisões com as primeiras ideias de núcleos 
organizacionais. Os 10 Mandamentos, por sua vez, trazem regras de 
conduta e comportamento que preservam a possibilitam a vida e a 
solidariedade do grupo.
O conselho de Jetro
A história mostra que a maioria dos empreendimentos militares, 
sociais, políticos, econômicos e religiosos teve uma estrutura orgânica 
piramidal que retrata uma estrutura hierárquica, concentrando no vértice 
as funções de poder e de decisão. A teoria da estrutura hierárquica não é 
nova: Platão, Aristóteles e Hamurabi já tratavam dela. 
Organização, Sistemas e Métodos
18
A Bíblia relata os conselhos de Jetro, sogro de Moisés (Figura 3) e 
sacerdote de Midiã, que, notando as dificuldades do genro em atender 
ao povo e julgar suas lides, após aguardar o líder durante o dia inteiro em 
uma fila, à espera de suas decisões para cada caso, disse a Moisés: Não 
é bom o que fazes, pois tu desfalecerás, bem como este povo que está 
contigo pois isto é pesado demais para ti; tu não o podes fazer assim, 
sozinho. 
Figura 3 – Moisés
Fonte: Pixabay (2020). 
E Jetro continua: 
Eu te aconselharei, e Deus seja contigo. Representa o povo 
perante Deus. Leva a Deus as suas causas, ensina-lhes os 
estatutos e as leis, e faze-lhes saber o caminho em que 
devem andar e a obra que devem fazer. Procura dentre 
o povo homens capazes, tementes a Deus, homens de 
verdade, aos quais aborreça a avareza. Põe-nos sobre elas, 
por chefes de 1.000, chefes de 100, chefes de 50 e chefes 
de 10, para que julguem este povo em todo tempo. Toda 
causa grave, trá-la-ão a ti, mas toda causa pequena, eles 
Organização, Sistemas e Métodos
19
mesmos a julgarão. Será, assim, mais fácil para ti, e eles 
levarão a carga contigo. Se isso fizeres, e assim Deus te 
mandar, poderás então suportar e, assim, também, todo 
este povo tomará em paz ao seu lugar – ÊXODO, cap. 18, v. 
13-27. (CHIAVENATO, 2000, p. 21) 
A partir desse contexto bíblico, Moisés atendeu aos aconselhamentos 
do seu sogro estabelecendo uma pirâmide hierárquica escolhendo 
homens capazes de todo o Israel, delegando-lhes autoridade como se 
fossem os seus representantes. “Todas as causas simples, julgaram-nas 
eles mesmos, enquanto apenas as mais graves trouxeram-nas a Moisés” 
(CHIAVENATO, 2000, p. 46).
Podemos aprender com os conselhos de Jetro sobre delegação. A 
delegação parece diferente dependendo da situação, mas fica claro pela 
passagem que nossa maneira de fazer as coisas pode não ser a melhor 
maneira! Afinal, Moisés estava liderando o caminho que julgava melhor, 
mas foi capaz de mudar com base no conselho de Jetro. Moisés se 
cansaria liderando sozinho os israelitas. Assim, Jetro deu a Moisés alguns 
conselhos realmente práticos sobre liderança. No mais, podemos destacar 
nesse contexto histórico o princípio de gerenciamento. A abordagem de 
gerenciamento de mudança de Jetro começa identificando a fonte e, em 
seguida, completando a forma de mudança organizacional. E você, como 
um futuro líder, você será um centralizador ou usará suas habilidades 
gerenciais para delegar? O que prefere? E por quê? 
RESUMINDO:
Conhecer as contribuições históricas de civilizações e 
personalidades por trás das atividades da administração 
permite criar um contexto a despeito da evolução das 
teorias administrativas. Caso você esteja familiarizado 
com isso, esse tópico veio reforçar seus conhecimentos, 
incluindo o desenvolvimento de práticas administrativas 
ao longo da história que trouxeram exemplos contributivos 
para os campos dos negócios relacionados à gestão 
organizacional. Dessa forma, pode-se compreender 
melhor os princípios da administração contemporânea, o 
qual permitirá auxiliar na eficiência gerencial.
Organização, Sistemas e Métodos
20
As Influências Filosóficas e 
Organizacionais na Administração
OBJETIVO:
A teoria moderna da administração está diretamente 
ligada aos conceitos desenvolvidos ao longo da história da 
humanidade, principalmente nas gêneses do pensamento 
humano ocorridos na Grécia antiga nas figuras de Sócrates, 
Platão e Aristóteles. De tempos em tempos surgem novos 
protagonistas que, imbuídos de senso crítico, buscam 
entender a realidade que os circundam. Esse contexto 
pode-se ser aplicado aos pensadores “modernos” 
renascentistas como Karl Max, René Descartes e Friedrich 
Engels. Não menos importante estão as contribuições de 
organizações seculares, que com base na organização 
e hierarquia para se atingir a eficiência organizacional, 
contribuirão com seus exemplos para o aperfeiçoamento 
das práticas administrativas. Por fim, eventos disruptivos, 
como, por exemplo, a Revolução Industrial, ocorridos na 
Inglaterra e propagada pelo, no final do século XIX e início 
do século XX, também podem causar uma transformação 
conjuntural. Ao término deste capítulo você será capaz de 
compreender todo esse contexto que será fundamental 
para o exercício de sua profissão. E então? Motivado para 
desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante!.
Cronologicamente, a Idade Antiga corresponde ao período histórico 
que se estendeu desde da criação da escrita, que corresponde aos anos de 
4000 a.C. a 3500 a.C., estendendo-se até a queda do Império Romano do 
Ocidente no ano de 476 d.C. dando início à Idade Média no século V.
O que chamamos de Grécia Antiga ocorreu por volta do período 
de 800 a.C. a 300 a.C., e possivelmente um pouco mais tarde. Nos 
tempos antigos, a administração recebeu forte influência da filosofia. A 
filosofia continua sendo uma doutrina de estudo muito importante hoje. É 
preciso lembrar que tem como foco a busca racional de um conjunto de 
conhecimentos para estabelecer os princípios que regem o conhecimento 
humano.
Organização, Sistemas e Métodos
21
A filosofia dá origem às principais ciências humanísticas, sociais e 
científicas que nos têm permitido expandir os nossos conhecimentos, 
desenvolver conceitos básicos, teorias e metodologias de estudo. Na 
Grécia antiga, o filósofo grego Sócrates que, na sua célebre contenda com 
Nicodemos, expõe seu entendimento sobre administração como sendo 
uma habilidade pessoal separada do conhecimento e da experiência 
técnica. 
O sucesso ou o fracasso de uma organização depende muito da 
qualidade da liderança dentro da organização. Isso ocorre principalmente 
porque a liderança tem a tarefa de tomar decisões relativas ao 
funcionamento da empresa. Consequentemente,a liderança eficaz 
deve conduzir uma organização na direção de atingir os objetivos da 
organização. A teoria de Sócrates é uma teoria clássica desenvolvida pelo 
filósofo grego e consiste em questões bem estruturadas que encorajam a 
autorreflexão e a conclusão. Primeiramente, o método Sócrates facilita os 
líderes a considerarem e avaliarem as atividades nas quais eles devem se 
envolver. Além disso, o método incute habilidades de pensamento crítico 
que são valiosas para qualquer líder organizacional. O Método Socrático 
pode ser aplicado no ambiente de trabalho, pois é conhecido por conter 
efeito persuasivo e motivacional aos funcionários, potencializando assim 
o desempenho. Além disso, o método pode ser utilizado para promover 
a obediência às normas e regulamentos dentro das organizações pelos 
líderes e seus subordinados. Nessa perspectiva, você consegue perceber 
essa aplicabilidade ao seu ambiente de trabalho? Que tal refletir a esse 
respeito?
“Desde a antiguidade, a filosofia sugeriu muitos dos conceitos atuais 
de administração” (CHIAVENATO, 2014, p. 26). Segundo Cesar (2011, p. 2), 
Sócrates observa a “administração como uma habilidade pessoal separada 
do conhecimento técnico e da experiência” e Platão (429 a.C. – 347 a.C.), 
discípulo de Sócrates, atentou-se aos problemas políticos e sociais, inerente 
ao desenvolvimento sociocultural do povo, expondo sua visão acerca da 
democracia de governo e de administração dos negócios públicos. Em 
seu trabalho denominado de A República pode conhecer a sua opinião 
sobre o estilo democrático que teve o governo da época, bem como sobre 
a gestão dos negócios públicos. Platão vê uma organização como uma 
Organização, Sistemas e Métodos
22
instituição, que deve estar em harmonia com suas partes. Muitos teóricos 
organizacionais modernos seguiram Platão, quando enfatizam a natureza 
unitária e bem equilibrada das organizações complexas modernas. Platão 
pensa sobre o mal e o bem maior dentro das organizações. Em sua opinião, 
o mal é discórdia e distração. Por outro lado, o maior bem é unidade entre 
todas as partes (setores/departamentos/seções). Para ele tem que haver 
uma integração harmônica na organização, onde todos os membros/
funcionários devem ter experiências comuns.
Já Aristóteles (384-322 a.C.), discípulo de Platão, de acordo com 
Chiavenato (2014), foi o filósofo mais influente até o princípio da Idade 
Moderna, contribuindo com impulso inicial à filosofia, à lógica e às ciências 
naturais, abrindo as perspectivas do atual conhecimento humano. Para se 
ter uma pequena noção, Aristóteles escreveu durante sua vida sobre tudo, 
desde o mundo natural até a área da política. Esse filósofo também escreveu 
sobre questões éticas e acredita-se que tenha sido escrita entre 335-25 a.C. 
Atualmente é considerado um tratado sobre filosofia moral. O texto é uma 
estrutura para uma vida ética e tem sido a base do pensamento moral no 
qual podemos levar tanto para nossa vida pessoal, mas, principalmente, 
para a vida profissional.
Com a filosofia moderna, a administração deixa de receber 
contribuições e influências, uma vez que o objeto de estudo da filosofia 
se afasta das questões organizacionais. De acordo com Da Silva (2017, p. 
2), “a Idade Moderna representou uma ruptura com as estruturas sociais, 
econômicas, políticas, religiosas e culturais da Idade Média” e, conforme 
o autor, “esse período foi marcado pelo desenvolvimento da ciência e da 
técnica”. “O Renascimento foi palco de inegáveis avanços, especialmente 
artísticos – na pintura, na escultura, na arquitetura – mas também científicos 
e culturais” (COSTA, 2016, p. 4).
Segundo Chiavenato (2003, p. 30), “durante os séculos que vão da 
Antiguidade ao início da Idade Moderna, a Filosofia voltou-se para uma 
variedade de preocupações distanciadas dos problemas administrativos”. 
Conforme o autor, os principais dentre os principiais filósofos da idade 
moderna, destacam-se:
Organização, Sistemas e Métodos
23
 • Francis Bacon (1561-1626) – filósofo e estadista inglês e fundador 
da Lógica Moderna baseada no método experimental e indutivo, 
mostra a preocupação prática de se separar experimentalmente o 
que é essencial do que é acidental ou acessório. Bacon antecipou-
se ao princípio conhecido em Administração como princípio da 
prevalência do principal sobre o acessório.
 • René Descartes (1596-1650) – filósofo, matemático e físico 
francês, considerado o fundador da Filosofia Moderna, criou as 
coordenadas cartesianas e deu impulso à Matemática e à Geometria 
da época. Na área da Filosofia, alcançou grande destaque pela 
publicação do livro chamado de “Discurso do Método”, no qual 
descreve seu método filosófico no qual, hoje, conhecemos com 
o método cartesiano. Nessa publicação definiu quatro princípios 
influenciaram a administração. O primeiro princípio, que se baseia 
na dúvida ou evidência sistemática, tenta não aceitar qualquer 
informação até que a informação necessária esteja disponível. 
No segundo princípio de análise ou decomposição concentra-se 
em dividir os problemas e fazer a solução separadamente. Para o 
terceiro princípio da síntese ou composição que tenta ordenar os 
pensamentos inicialmente pelos objetivos fáceis para alcançar os 
mais difíceis. O quarto e último princípio citado da enumeração 
ou verificação é uma contagem, verificações e revisões para 
contemplar tudo o que for necessário. Que tal?! Perceba que 
mesmo no século XVI esse método é atual e representa uma boa 
ferramenta para soluções de problemas nas organizações. Então, 
você seria capaz de aplicar no seu trabalho? 
 • Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895) – propõem 
uma teoria da origem econômica do Estado. O poder político e do 
Estado nada mais é do que o fruto da dominação econômica do 
homem pelo homem. 
O Estado vem a ser uma ordem coativa imposta por uma classe 
social exploradora. No Manifesto Comunista, afirmam que a história da 
humanidade é uma história da luta de classes. Homens livres e escravos, 
patrícios e plebeus, nobres e servos, mestres e artesãos, em uma palavra, 
Organização, Sistemas e Métodos
24
exploradores e explorados, sempre mantiveram uma luta, oculta ou 
manifesta. Marx afirma que os fenômenos históricos são o produto das 
relações econômicas entre os homens. O marxismo foi a primeira ideologia 
a afirmar o estudo das leis objetivas do desenvolvimento econômico da 
sociedade, em oposição aos ideais metafísicos. 
Tais expoentes filosóficos proporcionaram diversos avanços 
para o pensamento administrativo para sua época, constituindo-se nos 
divisores temporais entre a filosofia antiga e a moderna. No entanto, 
Chiavenato (2014) salienta que a partir dos filósofos modernos, o campo 
da administração não recebeu mais suas relevantes contribuições e 
influências, porquanto o campo dos estudos filosóficos se distanciou dos 
problemas organizacionais.
A Influência da Igreja Católica
Entre as principais organizações sociais, a Igreja Católica colaborou 
para o aperfeiçoamento das atividades administrativas com a sua 
estrutura, seu método de organização. Silva (2001, p. 19) salienta que a 
Igreja Católica, através dos séculos, “vem mostrando e provando a força 
de atração de seus objetivos, a eficácia de suas técnicas organizacionais e 
administrativas, espalhando-se por todo o mundo e exercendo influência”, 
acerca dos comportamentos das pessoas, seus fiéis. 
De acordo com Portugal (2017, p. 26), através dos tempos “as 
normas administrativas e os princípios de organização pública foram se 
transferindo das instituições dos Estados para as instituições da nascente 
Igreja Católica e para as organizações militares”. 
Ribeiro e Pavarini (2018) esclarecem que esta organização 
denominada de Igreja Católica tem seu próprio estado de governo, 
constituindo-se em uma monarquia de poder absoluto com característica 
de um estado teocrático,possuindo suas próprias leis, tendo como poder 
soberano o Papa, que é nomeado para direcionar, organizar e distribuir 
funções entre seus subordinados conforme ilustrado na Figura 4.
Essa fundamentação baseia-se porque a integração de propósitos 
e objetivos, que constitui os princípios fundamentais na organização 
Organização, Sistemas e Métodos
25
eclesiástica, na maioria das vezes não são encontradas na ação política 
governamental, motivada por objetivos conflitantes de cada partido, 
dirigente ou classe social. Perceba que para uma empresa ter sucesso 
nos seus objetivos há a necessidade de unidade e harmonia, onde todos 
são responsáveis por uma parte que se constitui em um todo, mas sempre 
sendo orientado por uma figura de autoridade. Dentro dessa abordagem 
podemos afirmar que igreja proporciona experiências significativas no 
qual se constitui um pensamento tradicional da administração.
Figura 4 – Hierarquia da Igreja Católica
Fonte: Lopes (2017).
Por fim, podemos indagar: e o que isso significa? A resposta é 
clara, a administração como atividade é tão antiga como as organizações 
tradicionais, como por exemplo a da Igreja Católica. A questão é que não 
há organizações sem uma atividade administrativa, e não há administração 
sem organizações. 
Organização, Sistemas e Métodos
26
No decorrer do século XX, o desenvolvimento de organizações 
industriais e de grandes corporações, levou à modernização e 
especialização do trabalho de gestão, ao surgimento da teoria da 
administração ou gestão, e à nova profissão de gestor ou administrador.
A Influência da Organização Militar
A organização linear tem suas origens na organização militar dos 
exércitos da antiguidade e da época medieval. O princípio da unidade 
de comando, segundo o qual cada subordinado pode ter apenas um 
superior, é o núcleo das organizações militares (CHIAVENATO, 2003).
De acordo com Portugal (2017), a escala hierárquica, ou níveis 
hierárquicos de comando, com grau de autoridade e responsabilidade, 
constitui um componente característico da organização militar, que é 
utilizada em diversas organizações. Ao longo do tempo, e à medida que a 
quantidade das operações militares cresceu, aumentou a necessidade de 
se transmitir comando para os níveis mais baixos da organização militar. 
Nesse contexto, podemos inferir que a organização militar 
influenciou diretamente no desenvolvimento de teorias da administração, 
como, por exemplo, da organização linear que possui suas origens na 
organização militar dos exércitos da Antiguidade e na Idade Média. O 
princípio da unidade de comando, conforme o qual cada subordinado só 
pode ter um superior, fundamental para a função de liderança, representa 
o cerne de todas as organizações militares da época.
Tavares (2012, p. 5) corrobora com essa argumentação quando 
afirma que “os fundamentos militares exerceram enorme influência no 
desenvolvimento das teorias da administração”. De acordo com a autora, 
podemos citar:
 • O princípio da unidade de comando,
 • A escala hierárquica. 
 • O princípio da centralização do comando. 
 • A descentralização da execução; a evolução do princípio de 
assessoria e a formação de um estado-maior na Prússia, com 
Frederico II. 
Organização, Sistemas e Métodos
27
 • O princípio de direção: “Todo soldado deve saber perfeitamente 
o que se espera dele e aquilo que ele deve fazer “, que foram os 
principais legados das organizações militares.
Quando se aborda as organizações militares, não se pode ponderar 
em modelo melhor de organização e administração, uma vez que a séculos 
vem evidenciando a eficácia de um grupo estrategicamente treinado, 
e quando bem gerido, se torna capaz de proezas impressionantes, 
conquistas e vitorias que surpreendem até hoje (NICKEL et al, 2016). 
Para Chiavenato (2014), a organização militar influenciou fortemente 
o surgimento das teorias da administração, onde o general filósofo chinês 
Sun Tzu (544-496 a.C.), que ainda é venerado nos dias de hoje, escreveu 
um livro a respeito da arte de guerrear. Esta obra trata das estratégias para 
preparação dos “planos, da guerra efetiva, da espada embainhada, das 
manobras, da variação de táticas, do exército em marcha, do terreno, dos 
pontos fortes e fracos do inimigo e da organização do exército” (Ibidem, 
2014, p. 37). 
ACESSE:
Caro aluno, leia o artigo Estratégia de negócios x arte da 
guerra: como tornar a empresa competitiva para constatar 
a importância da definição de estratégias e o valor da 
liderança. Acesse aqui.
A Influência da Revolução Industrial
A Revolução Industrial ocorrida na Europa, mais precisamente 
na Inglaterra no final dos anos 1700 e início do século XIX, constituiu a 
transição de um processo fabril artesanal para um sistema produtivo 
dinâmico, mecanizado e em massa e se espalhou rapidamente por todo 
o mundo. 
Nesse panorama, infere-se que a Revolução Industrial acarretou o 
desenvolvimento do sistema fabril, a ampliação dos mercados, a criação 
de novas tecnologias e a produção em larga escala. Esse novo paradigma 
Organização, Sistemas e Métodos
https://semanaacademica.org.br/system/files/artigos/artigogestrategico.pdf
28
incorporou grandes concentrações de trabalhadores e matérias-primas, 
impondo os problemas de organização, direção e controle do trabalho.
Tavares (2012, p. 6) afirma que as “teorias e práticas gerenciais de 
hoje começaram a surgir apenas a partir da Revolução Industrial, no 
século XVIII”. Assim, para compreender sua concepção e evolução, uma 
imagem deve vir à mente: a máquina (Ibidem, 2012). Na perspectiva de 
Chiavenato (2014, p. 40), “a revolução Industrial surgiu como uma bola 
de neve em aceleração crescente e alcançou todo seu ímpeto a partir 
do século XIX” possuindo duas fases: i) 1780 a 1860: Primeira Revolução 
Industrial ou revolução do carvão e do ferro; e ii) 1860 a 1914: Segunda 
Revolução Industrial ou revolução do aço e da eletricidade. Os principais 
destaques dessas fases estão descritos no Quadro 2.
Quadro 2 – Principais destaques da Revolução Industrial
1ª 
REVOLUÇÃO 
INDUSTRIAL
 • Mecanização da indústria e agricultura, os destaques ficam 
para as: máquina de fiar, o tear hidráulico, o tear mecânico, 
o descaroçador de algodão, todas máquinas grandes, 
porém, foram relevantes para substituir o processo manual 
pelos primeiros processos industriais.
 • Adoção da máquina a vapor criada por James Watt. 
Iniciam-se grandes transformações nestas empresas 
recém-saídas dos processos manuais, que agora ganham 
ainda mais agilidade para sua produção. 
 • Desaparecem os artesões, que até então auxiliavam de 
forma significativa no abastecimento de produtos; aparece 
a produção em larga escala nas organizações, que iniciam 
o processo de divisão de tarefas, um grande marco para a 
ciência administrativa. 
 • Os transportes e as comunicações utilizaram a navegação 
a vapor e logo em seguida surgiram as hélices que 
substituíram as rodas propulsoras, que foram utilizadas 
em larga escala. Na comunicação destacou-se a criação 
do telégrafo elétrico, que foi o grande propulsor do 
rápido desenvolvimento econômico, tecnológico, social e 
industrial.
Organização, Sistemas e Métodos
29
2ª 
REVOLUÇÃO 
INDUSTRIAL
 • Substituição do ferro pelo aço nos processos de 
industrialização. 
 • Utilização do vapor, em detrimento da eletricidade e dos 
derivados de petróleo. 
 • Surgem as primeiras máquinas automáticas e a mão de 
obra torna-se mais especializada. 
 • Evolução drástica nas comunicações e nos meios de 
transporte. 
 • Novos modelos organizacionais começam a surgir.
 • Da Europa ao Extremo Oriente, agora, já, praticamente, 
com todos os seus processos industrializados.
Fontes: Adaptado de Richter e Vicenzi (2016).
Para Richter e Vicenzi (2016), essas fases motivaram a celeridade 
do desenvolvimento dos processos produtivos fabris, como também 
na dinâmica do crescimento econômicoe, consequentemente, no 
aperfeiçoamento das práticas administrativas nas organizações. 
Em resposta a todo esse contexto revolucionário, Marcon (2017, p. 22) 
salienta que a administração aparece em resposta a duas consequências 
provocadas pela Revolução Industrial.
a. Crescimento acelerado e desorganizado das empresas que 
passaram a exigir uma administração cientifica capaz de substituir 
o empirismo e a improvisação.
b. Necessidade de maior eficiência e produtividade das empresas, 
para fazer face à intensa concorrência e competição no mercado 
(Ibidem, 2017, p. 22). 
A Administração como Ciência Social 
Aplicada
Na Antiguidade, o entendimento conceitual sobre a administração 
era que representa um estado de uma arte, tendo em vista que o que 
se acreditava seria realizar obras e feitos por meio de uma determinada 
habilidade. Dessa forma, tinha-se o entendimento que a arte de administrar 
Organização, Sistemas e Métodos
30
seria a conquista de resultados por meio da aplicação de certas habilidades 
para atingir os objetivos pretendidos. Nesse contexto, a administração era 
definida como sendo uma das artes mais criativas dos seres humanos, pois 
reunia, organizava e utilizava seus talentos e potenciais.
Assim, Mattos (2009, p. 3) indaga “Administração é ciência ou arte?”. 
O autor esclarece que a dúvida ou necessidade de explicação se justifica, 
pois não se trata de matéria evidente e que não explicasse dissenso, uma 
vez que “a assimilação do desempenho de um administrador não se faz 
clara nem imediata para atestar a natureza de seu saber, ao contrário de 
outros saberes profissionais” (Ibidem, 2009).
Na concepção de Chiavenato (2014), o administrador necessita 
compreender e agrupar ao mesmo tempo conceitos e ação, isto é, atrelar 
teoria e prática, saber e aplicar, pensar e agir, pois os conceitos sem a 
necessária atitude não dão resultados e, na mesma relação, a ação sem 
conceitos necessários não produz efeitos. O autor vai mais longe ao incluir 
o conceito tecnológico ao caráter cientifico da administração retratando, 
assim, a evolução e modernização dessa área do conhecimento conforme 
ilustrado na Figura 5.
Figura 5 – A administração como ciência aplicada
ADMINISTRAÇÃO
TECNOLOGIA
Aplicação prática 
e metódica de 
princípios de teorias 
científicas.
CIÊNCIA
Análise metódica 
e sistematizada de 
fatos e evidências
ARTE
Visão, intuição, 
abordagem criativa e 
inovadora.
Fonte: Chiavenato (2014 p. 18)
Organização, Sistemas e Métodos
31
Ao fazer essa nova contextualização, Chiavenato (2014, p 18) 
argumenta que “além do mais, pela sua complexidade, a administração é 
simultaneamente ciência, tecnologia e arte”, esclarecendo que:
 • Como ciência – a administração repousa em fundamentos 
científicos e em metodologias e teorias sobre fatos e evidências 
que são analisados, experimentados e testados na prática 
cotidiana. Como ciência, ela define o que causa o que, por que 
causa e quando causa, isto é, as relações de causa e efeito.
 • Como tecnologia – a administração utiliza técnicas, modelos, 
práticas e ferramentas conceituais baseadas em teorias científicas 
que facilitam a vida do administrador e tornam seu trabalho mais 
eficaz. E como se mede isso? Por meio de resultados.
 • Como arte – a administração requer do administrador a leitura 
de cada situação em uma visão abrangente, com intuição e 
abordagem criativa e inovadora não somente para resolver 
problemas, mas, principalmente, para criar, mudar, inovar e 
transformar as organizações.
Dessa forma, Lacerda (2010) afirma que, em um período dinâmico 
e permeados de complexidades, mudanças e incertezas os atuais, a 
administração torna-se uma das mais importantes áreas de atividade 
humana. 
EXPLICANDO MELHOR:
Perceba que as técnicas são geralmente transmitidas 
de pessoa para pessoa e cada pessoa adapta-se aos 
seus gostos ou necessidades e pode melhorá-las. Já a 
tecnologia é um conceito amplo que engloba um conjunto 
de técnicas, conhecimentos e processos, que é utilizado 
para a concepção e construção de objetos para satisfazer 
às necessidades da empresa. Finalmente definimos a arte 
como sendo um componente da cultura organizacional 
que reflete na sua concepção o valor, a missão e a visão, 
transmitindo-os para todos os colaboradores. Nesse 
contexto, você consegue lembrar o seu primeiro dia de 
trabalho em uma nova empresa? Reflita se essas questões 
lhe foram passadas. 
Organização, Sistemas e Métodos
32
Em complemento, podemos destacar o declara Idalberto Chiavenato 
(2014, p. 18), um dos principais expoentes dos estudos administrativos 
contemporâneos brasileiros: “cada vez mais, a administração está sendo 
envolvida por assuntos abstratos e complexos. No seu começo, foram 
eficiência e eficácia. Depois vieram a produtividade e a lucratividade. 
Mais adiante, mercado, excelência, estratégia, competitividade, 
sustentabilidade e responsabilidade social”. 
RESUMINDO:
No contexto moderno, as Ciências Sociais Aplicadas 
abrangem os estudos das relações sociais, como, 
por exemplo, os relacionamentos interpessoais e o 
comportamento das relações com seus meios, sejam 
internos ou externos. 
Devemos considerar que a administração como ciência 
constitui em uma matéria de extrema importância para 
a vida acadêmica e, por consequência, na trajetória 
profissional, tendo em vista que, direta ou indiretamente, 
aplica-se no contexto pessoal e dos negócios empresariais/
organizacionais. Isso porque as ciências sociais incluem, 
entre outras, Economia, Política, Administração, Psicologia, 
Sociologia, Antropologia e Jurisprudência, História e 
Linguística.
As Ciências Administrativas possibilitam a criação e o 
aperfeiçoamento das organizações sociais, formais ou informais, mais 
eficientes e organizadas. Dessa forma, desenvolver estruturas sociais 
baseadas na ciência, na arte e na tecnologia contribui para que as 
organizações, por meio dos seus recursos, em especial o humano, 
consigam a continuidade de suas atividades em um cenário competitivo. 
As Ciências Sociais, por meio de suas teorias e métodos, contribuem 
para um melhor entendimento do contexto sistemático da realidade que 
envolve a sociedade contemporânea.
A finalidade principal da administração como Ciência Social Aplicada 
é preparar os indivíduos para que sejam profissionais competentes 
por meio do desenvolvimento de suas habilidades e competências, 
proporcionando os conhecimentos necessários para que cumpram 
eficazmente suas atividades ao longo de sua carreira profissional.
Organização, Sistemas e Métodos
33
Abordagens Clássicas das Relações 
Humanas e Estruturalista da 
Administração
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo você será capaz de compreender 
os principais conceitos das teorias da administração, sua 
evolução e aperfeiçoamento ao longo da história, as suas 
diferentes abordagens, bem como suas aplicações para 
um melhor entendimento de suas práticas no ambiente das 
organizações. Este capítulo permitirá dar embasamento 
para discutir os fundamentos das teorias administrativas, 
como também analisar situações reais do seu cotidiano, 
seja na empresa ou na vida social. Por fim, você conhecerá 
as tendências atuais dessas abordagens compreendendo, 
assim, a evolução dos estudos e das práticas administrativas. 
E então? Motivado para desenvolver esta competência? 
Então vamos lá. Avante!
A administração desde a Antiguidade vem se constituindo 
como uma área de estudos organizacionais muito importantes para o 
desenvolvimento e aperfeiçoamento de todo tipo, segmento e tamanho 
de empresas públicas e privadas, bem como para a manutenção do 
crescimento dos negócios de qualquer organização.
Sendo assim, o campo dos estudos da administração constitui uma 
área do conhecimento que tem por finalidade despertar a você, caro 
aluno, para as competências gerenciais, proporcionando uma abordagem 
introdutória da evolução do pensamento administrativo, bem como dos 
principais conceitos,dando os embasamentos necessários relacionados 
ao campo da administração e apresentando-lhe seus fundamentos.
Chiavenato (2014, p. 21) esclarece que à medida que a administração 
se “defronta com novas situações no decorrer do tempo e do espaço, as 
doutrinas e as teorias administrativas precisam adaptar suas abordagens 
Organização, Sistemas e Métodos
34
ou modificá-las para continuarem úteis e aplicáveis”. Ainda segundo o 
autor, isso esclarece a constante evolução do pensamento e dos estudos 
administrativos, bem como a sua abrangência e complexidade. Com 
efeito, o Quadro 3 elenca as principais teorias administrativas a partir da 
Revolução Industrial ocorridas no século XIX.
Quadro 3 – Evolução das Teorias Administrativas
ANO TEORIAS ADMINISTRATIVAS PRINCIPAIS AUTORES
1903
Escola da Administração 
Científica
Frederick Winslow Taylor, Frank e 
Lilian Gilbreth
1909 Teoria da Burocracia Karl Emil Maximilian Weber
1916
Escola dos Princípios de 
Administração
Jules Henri Fayol 
1932
Teoria das Relações 
Humanas
Elton Mayo e Kurt Lewin
1947 Teoria das Decisões Herbert Alexander Simon
1951 Teoria dos Sistemas
Ludwing Von Bertalanffy, Kast e 
Rosenzweig
1953
Teoria dos Sistemas 
Sociotécnicos
Eric Trist, Ken Bamforth e Fred 
Emery
1954
Teoria Neoclássica da 
Administração
Drucker, Koontz, O’Donnell e 
Newman,
1957
Teoria Comportamental da 
Administração
Herbert Alexander Simon. Chester 
Barnard, Douglas McGregor, Rensis 
Likert, Chris Argyris
1962
Desenvolvimento 
Organizacional
Richard Beckhard, Warren Bennis e 
Edgar Schein.
1972 Teoria da Contingência Paul Lawrence e Jay Lorsch
1990 Novas Abordagens
Peter Ferdinand Drucker, Frederick 
Herzberg, Philip Kotler, Michael 
Porter e Henry Mintzberg
Fonte: Adaptado de Chiavenato (2014).
Organização, Sistemas e Métodos
35
Abordagem Clássica da Administração – 
Taylorismo e Fayolismo
A Abordagem Clássica da Administração teve seu início a partir do 
século XX, por meio dos estudos de dois engenheiros Frederick Winslow 
Taylor (1856-1915), nos Estados Unidos com a Administração Cientifica, e 
Jules Henri Fayol (1841-1925), na França com a Teoria Clássica.
Mesmo sem possuir nenhuma forma de comunicação e com 
perspectivas e visões diferentes, conseguiram desenvolver teorias que 
constituíram a base da abordagem clássica da administração. Ambos 
procuraram aumentar a eficiência das empresas, embora enfrentassem a 
tarefa sob diferentes perspectivas.
Em função dessas duas correntes, a Abordagem Clássica da 
Administração é desdobrada em duas orientações diferentes e, até 
certo ponto, opostas entre si, mas que se complementam com relativa 
coerência (CHIAVENATO, 2008, p. 23), onde:
De um lado, a Escola da Administração Cientifica, desenvolvida 
nos Estados Unidos, a partir dos trabalhos de Taylor. Essa escola era 
formada principalmente por engenheiros, como Frederick Winslow Taylor 
(1856- 1915), Henry Lawrence Gantt (1861-1919), Frank Bunker Gilbreth 
(1868-
1924), Harrington Emerson (1853-1931) e outros. Henry Ford (1863-
1947) costuma ser incluído entre eles pela aplicação desses principios em 
seus negócios.
De acordo com Hernández y Rodríguez (2011), Frederick W. Taylor 
investigou sistematicamente o trabalho humano de operações produtivas 
em empresas por meio de um método científico e observava que as 
pessoas, quando elaboraram partes ou peças de metal para construção 
de edifícios (lingotes), naquele momento, realizavam as tarefas a sua 
maneira e que cada lingote era diferente um do outro em forma e custo.
Organização, Sistemas e Métodos
36
Não havia padrões. Hoje eles são conhecidos como padronização 
de operações para qualidade, para a produção de um objeto e o serviço 
que facilita sua medicação. Taylor afirmou assinado:
 • Não existe um sistema de trabalho eficaz.
 • Não há incentivos econômicos para os trabalhadores melhorarem 
seu trabalho.
 • As decisões são tomadas militarmente e empiricamente, e não 
pelo conhecimento científico.
 • Os rabalhadores são contratados independentemente de suas 
habilidades e aptidões.
Para resolver esse problema, ele selecionou os melhores 
trabalhadores e métodos de trabalho e determinou os tempos que cada 
movimento ou sub- operação do processo de produção deveria ocupar, 
para que os fabricantes fossem bem executados, apesar da velocidade. Da 
mesma forma, estabeleceu postos-chaves ou requisitos de conformidade 
de qualidade e chamou padrão de indicação de como e em quanto tempo 
algo deve ser feito a critério da empresa (Hernández y Rodríguez, 2011).
No entanto, Maximiano (2000) afirma que, em 1903, Taylor 
apresentou à Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos o estudo 
Shop Management, um pequeno livro de que foi publicado oito anos 
antes de seu famoso livro Princípios de Administração Científica, sendo 
considerado um verdadeiro clássico das teorias da administração, no 
qual propunha sua filosofia de administração, que compreendia quatro 
princípios (Ibidem, 2000, p. 56):
i)O objetivo da boa administração era pagar salários altos e ter 
baixos custos de produção.
ii) Com esse objetivo, a administração deveria aplicar métodos de 
pesquisa para determinar a melhor maneira de executar tarefas.
iii) Os empregados deveriam ser cientificamente selecionados e 
treinados, de maneira que as pessoas e as tarefas fossem compatíveis.
Organização, Sistemas e Métodos
37
iv) Deveria haver uma atmosfera de íntima e cordial cooperação 
entre a administração e os trabalhadores, para garantir um ambiente 
psicológico favorável à aplicação desses princípios.
Tais premissas foram melhor expostas no livro, de 1911, sob o título 
de The Principles of Scientific Management. Nesse livro, Maximiano 
(2000, p. 57), enfatiza que Taylor ao mesmo tempo apresentou um conceito 
extremamente importante: “ele insistiu na distinção entre a filosofia (ou 
conjunto de princípios) e as técnicas (ou mecanismos) da administração 
científica”, onde os mecanismos, ou técnicas, seriam: os estudos de 
tempos e movimentos, a padronização de ferramentas e instrumentos, a 
padronização de movimentos e o sistema de pagamento de acordo com 
o desempenho.
A administração científica se constitui na aplicação de uma maneira 
para melhorar a eficiência econômica por meio de estudos científicos para 
analisar, otimizar e padronizar o fluxo de trabalho. Você pode trabalhar em 
uma função gerencial em algum momento de sua carreira e precisar tomar 
decisões cruciais sobre as operações para aumentar a eficiência. Usar o 
gerenciamento científico no local de trabalho pode ajudá-lo a otimizar o 
fluxo de trabalho e aumentar a produtividade. Também pode ajudá-lo a 
pensar criticamente sobre os processos de trabalho e experimentar novos 
métodos para encontrar o que melhor se adapta à organização, ao seu 
setor ou suas tarefas. Você pode usar os princípios da gestão científica no 
local de trabalho, seguindo estas etapas:
1. Analise os processos de trabalho.
2. Defina e delegue tarefas.
3. Use as habilidades dos funcionários e ofereça incentivos.
4. Estabeleça uma hierarquia profissional.
Embora Taylor tenha desenvolvido originalmente a teoria científica 
de gerenciamento para trabalhos de manufatura nas indústrias, você 
pode usar esses princípios em muitos setores para ajudá-lo a otimizar 
processos complicados e aumentar a produtividade.
Organização, Sistemas e Métodos
38
Para levar o trabalhador a cooperar, Taylor e os seus seguidores 
desenvolveram os esquemas de incentivos salariais e de recompensa da 
produção. Com a administração científica foi implantado o conceito de 
homo economicus, ou seja, toda pessoa é profundamente influenciada 
pelas recompensas salariais, econômicas e materiais. Em outras palavras, 
o homem procura trabalho não porque gosta, mas como meio de ganhar 
a vida com o salário que ele proporciona. O homem é motivado a trabalhar 
exclusivamente pela fome e pela necessidadede dinheiro para viver.
1. De outro lado, a corrente dos Anatomistas e Fisiologistas da 
organização, desenvolvida na França, com os trabalhos pioneiros 
de Fayol Essa escola teve como expoentes: Henri Fayol (1841-
1925), James D. Mooney, Lyndall F. Urwick (1891-1979), Luther 
Gulick, entre outros. A essa corrente chamaremos Teoria Clássica. 
A preocupação básica era aumentar a eficiência da empresa 
por meio da forma e disposição dos órgãos componentes da 
organização (departamentos) e de suas inter-relações estruturais. 
A Teoria Clássica da Administração está focada em princípios que 
poderiam ser usados pelos gestores para coordenar as atividades internas 
das organizações. O mais proeminente dos teóricos administrativos foi 
Jules Henri Fayol (1849-1925). 
Ele observou uma paralisação no trabalho e a julgou uma falha de 
gerenciamento. Ele acreditava que as práticas de gestão organizacional 
são importantes para impulsionar a previsibilidade e a eficiência nas 
organizações. Alfaya (2015, p. 27) relata que Fayol “identificou 14 princípios 
que devem ser adotados para que a administração seja eficaz, se 
constituindo uma condição prescritiva para a administração universal, que 
segundo Fayol devem ser aplicadas de modo flexível”. Maximiano (2000, 
p. 61/62) afirma que “Fayol completa sua teoria com essas 14 principios 
que devem ser seguidos para que a administração da empresa se torne 
eficaz”. São eles:
1. Divisão de trabalho, a designação de tarefas especificas para cada 
indivíduo, resultando na especialização das funções e separação 
dos poderes.
Organização, Sistemas e Métodos
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2. Autoridade e responsabilidade, sendo a primeira o direito de 
mandar e o poder de se fazer obedecer, e a segunda, a sanção 
– recompensa ou penalidade – que acompanha o exercício do 
poder.
3. Disciplina, o respeito aos acordos estabelecidos entre a empresa 
e seus agentes.
4. Unidade de comando, de forma que cada indivíduo tenha apenas 
um superior.
5. Unidade de direção, um só chefe e um só programa para um 
conjunto de operações que visam ao mesmo objetivo.
6. Subordinação do interesse individual ao interesse geral.
7. Remuneração do pessoal, de forma equitativa e com base tanto 
em fatores externos quanto internos.
8. Centralização, o equilíbrio entre a concentração de poderes 
de decisão no chefe, sua capacidade de enfrentar suas 
responsabilidades e a iniciativa dos subordinados.
9. Cadeia de comando (linha de autoridade), ou hierarquia, a série 
dos chefes desde o primeiro ao último escalão, dando-se aos 
subordinados de chefes diferentes a autonomia para estabelecer 
relações diretas (a ponte de Fayol).
10. Ordem, um lugar para cada pessoa e cada pessoa em seu lugar.
11. Equidade, o tratamento das pessoas com benevolência e justiça, 
não excluindo a energia e o rigor quando necessários.
12. Estabilidade do pessoal, a manutenção das equipes como forma 
de promover seu desenvolvimento.
13. Iniciativa, que faz aumentar o zelo e a atividade dos agentes.
14. Espirito de equipe.
Esses princípios da administração são usados para gerenciar uma 
organização e são benéficos para previsão, planejamento e tomada de 
decisões, organização e gestão de processos, controle e coordenação. 
Organização, Sistemas e Métodos
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Enquanto os proponentes da administração científica desenvolveram 
princípios que poderiam ajudar os trabalhadores individuais a realizar 
suas tarefas de forma mais eficiente, a teoria administrativa se concentrou 
em princípios que poderiam ser usados pelos gerentes para coordenar 
as atividades internas das organizações. Muitos dos conceitos da 
administração que constituem a base do pensamento gerencial moderno 
foram articulados pela primeira vez por Fayol. 
Esse estudioso acreditava que, com previsões científicas e métodos 
adequados de gerenciamento, resultados previsíveis satisfatórios 
certamente viriam. De acordo com Fayol, as operações de uma 
organização podem ser divididas em seis atividades amplas:
1. Técnico – produção e fabricação de produtos.
2. Comercial – compra, venda e troca.
3. Financeiro – procure o uso ideal de capital.
4. Segurança – protegendo funcionários e propriedade.
5. Contabilidade – registro e balanço de custos, lucros, passivos, 
manutenção de balanços e compilação de estatísticas.
6. Gerencial – planejar, organizar, comandar, coordenar e controlar.
Os estudos de Fayol focaram principalmente na última atividade, 
que é a “Atividade Gerencial”. No ano de 1916, Fayol publica o livro sob o 
título de “Administration Industrielle et Générale”. De acordo com Marcon 
(2017), nessa obra Fayol expôs as funções universais da Administração, 
por meio das quais determina o ato de administrar como sendo: Prever, 
Organizar, Comandar, Coordenar e Controlar.
Ele identificou esses cinco elementos principais de gerenciamento 
que descrevem os comportamentos esperados nos quais os gerentes 
devem se engajar para atingir os objetivos de negócios da organização 
de forma eficaz. 
Fayol destacou enfaticamente que a administração, seus princípios, 
processos e técnicas têm aplicação universal, não importando qual seja o 
tipo ou segmento, o tamanho de organização ou empresa, se é pública ou 
privada, nacional ou internacional, sendo possível aplicar seus princípios e 
processos administrativos.
Organização, Sistemas e Métodos
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Vimos que Taylor e Fayol contribuíram para a ciência da 
administração. O trabalho de Taylor e Fayol foram complementares entre 
si. Eles perceberam que o problema do pessoal e de sua gestão em 
todos os níveis é a chave para o sucesso organizacional. Ambos aplicaram 
métodos científicos a este problema. Podemos, assim, concluir que os 
autores:
 • Sentiram a universalidade da gestão.
 • Os métodos científicos aplicados aos problemas de gestão.
 • Observaram a importância do pessoal e de sua gestão em todos 
os níveis.
 • Queriam melhorar as práticas de gestão.
 • Desenvolveram suas ideias por meio da experiência prática.
 • Explicaram suas ideias por meio de seus estudos.
 • Enfatizaram a cooperação mútua entre empregadores e 
empregados.
O fato de Taylor trabalhar principalmente no nível operacional, da 
base da hierarquia empresarial, ou seja, dos níveis de baixo para cima, 
Fayol se concentrava nos níveis mais altos hierárquicos para os níveis mais 
baixos, foi meramente um reflexo de suas carreiras muito diferentes e das 
realidades em que viviam.
Abordagem das Relações Humanas
A Teoria das Relações Humanas, também chamada Escola 
Humanística da Administração, tevê seu início nos Estados Unidos e 
possibilitou o desenvolvimento das Ciências Sociais, de maneira especial 
da Psicologia. Surgiu, basicamente, como um movimento de reação e 
oposição à Teoria Clássica da Administração. A principal desvantagem da 
escola de administração e da escola clássica era a atitude para com uma 
pessoa. Em certa medida, isso se deveu ao fato de que essas escolas 
nasceram quando a psicologia estava no seu início. Mesmo esse pouco 
Organização, Sistemas e Métodos
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conhecimento sobre as necessidades humanas não estava de forma 
alguma relacionado com os problemas do trabalho. 
Embora os autores da administração científica e da abordagem 
clássica reconheçam a importância do fator humano, suas discussões 
se limitaram a aspectos como pagamento, incentivos econômicos e 
estabelecimento de relações funcionais formais. As deficiências da escola 
clássica e, em primeiro lugar, a atitude para com a pessoa causaram um 
movimento operário muito significativo contra os gerentes na década de 
1920. 
A maior contribuição para o desenvolvimento da escola das 
relações humanas foi feita por Mary Parker Follett e George Elton Mayo 
durante as décadas de 1930 a 1950. O principal mérito na criação da teoria 
e prática das relações humanas pertence ao psicólogo Elton Mayo, que 
conduziu uma série de atividades de pesquisa, chamadas de famosoExperimento Hawthorne. Tais estudos demonstraram que é possível 
influenciar a psicologia das pessoas e mudar sua atitude em relação ao 
trabalho organizando um pequeno grupo informal. Os experimentos de 
Hawthorne lançaram as bases para inúmeros estudos de relacionamento 
na organização, levando em consideração fenômenos psicológicos em 
grupos, identificando a motivação para o trabalho de relacionamento 
interpessoal, enfatizando o papel de um indivíduo e de um pequeno 
grupo em uma organização.
Essa teoria, desenvolvida a partir de estudos empíricos realizados nas 
décadas de 1920 e 1930, sustenta que atitudes, relacionamentos e estilos 
de liderança desempenham um papel fundamental no desempenho de 
uma organização. Segundo Ferreira (2009b, p. 1), o advento da Teoria das 
Relações Humanas se deve aos seguintes fatos:
 • A necessidade de humanizar e democratizar a Administração, 
libertando-a dos conceitos rígidos e mecanicistas da Teoria 
Clássica e adequando-a aos novos padrões de vida do povo 
americano. Nesse sentido, a Teoria das Relações Humanas 
constitui um movimento tipicamente americano e voltado para a 
democratização dos conceitos administrativos.
Organização, Sistemas e Métodos
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 • O desenvolvimento das Ciências Humanas – principalmente a 
Psicologia e a Sociologia – sua crescente influência intelectual 
e suas primeiras aplicações à organização industrial. As Ciências 
Humanas vieram demonstrar a inadequação de alguns princípios 
da Teoria Clássica.
As conclusões da Experiência de Hawthorne, realizada entre 
1927 e 1932, sob a coordenação de Elton Mayo, punham em xeque 
alguns postulados da Teoria Clássica da Administração. O Experimento 
Hawthorne levou às seguintes conclusões:
 • As normas sociais de comportamento afetam a produtividade do 
trabalho.
 • Os incentivos sociais têm um impacto significativo no 
comportamento dos membros da organização; assim, no decorrer 
do experimento, foram registrados casos em que os incentivos 
sociais bloquearam completamente o efeito dos incentivos 
econômicos.
 • Os fatores de comportamento do grupo prevalecem sobre os 
pessoais.
 • A liderança informal é importante para todo o grupo.
A partir desses resultados, Elton Mayo desenvolveu um conceito 
de homo socialis, ou seja, o homem social. Ele disse que o homem é 
basicamente motivado por necessidades sociais e obtém sua percepção 
de identidade por meio do relacionamento com os outros. Ele é mais 
sensível às forças sociais do grupo informal do que aos incentivos e 
controles gerenciais. Ele também relacionou a produtividade a um 
fenômeno social.
Essa nova abordagem buscou auxiliar o funcionário na realização de 
suas próprias capacidades a partir da aplicação dos conceitos científicos 
do comportamento humano para o desenvolvimento e uma gestão nas 
organizações. O principal objetivo da escola era melhorar a eficiência 
da organização, aumentando a eficiência dos seus recursos humanos. A 
ideia principal era que a aplicação correta da psicologia comportamental 
sempre aumentará a eficiência tanto do funcionário quanto da organização. 
Organização, Sistemas e Métodos
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SAIBA MAIS:
A Hawthorne da Western Electric era uma cidade dentro de 
uma cidade. Uma fábrica com departamentos de polícia e 
bombeiros, casa de força, usinas de gás e abastecimento 
de água. A Hawthorne Works era um grande complexo 
fabril da Western Electric Company em Cicero, Illinois foi 
inaugurada em 1905 e operou até 1983. No auge de suas 
operações, Hawthorne empregava 45.000 trabalhadores, 
produzindo grandes quantidades de equipamentos 
telefônicos, mas também uma grande variedade de 
produtos de consumo. Essencialmente, “essas conclusões 
diziam que o desempenho das pessoas era determinado 
não apenas pelos métodos de trabalho, segundo a visão da 
administração cientifica, mas também pelo comportamento” 
(IBIDEM, 2000).
Abordagem Estruturalista
Ao término da década de 1950, a abordagem das relações humanas 
começou entrar em decadência, permitindo o começo da abordagem 
estruturalista, o que consiste uma visão crítica da organização formal.
Essas transições entre correntes de pensamentos são normais pois, 
à medida que a administração se defronta com novas conjunturas no 
decorrer do tempo e do espaço, as doutrinas e as teorias administrativas 
necessitam aperfeiçoar suas abordagens ou modificá-las para 
permanecerem úteis e aplicáveis.” Isso explica, em parte, os gradativos 
passos da administração, bem como a sua abrangência e complexidade” 
(CHIAVENATO, 2014, p. 22).
Assim, Motta (1970, p. 24) afirma que o termo estrutura pode ser 
utilizado “tanto nas ciências físicas quanto nas sociais e em termos amplos 
significa tudo o que a análise interna de uma totalidade revela, ou seja, 
elementos, suas inter-relações, disposição” e que a definição de estrutura 
é, de maneira especial, relevante para a ciência já que pode ser aplicado 
a coisas diferentes, permitindo a comparação.
Organização, Sistemas e Métodos
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Da Silva (2018) conceitua o estruturalismo como sendo uma 
metodologia analítica e comparativa que analisa os elementos e os 
fenômenos correlacionando com a uma totalidade, salientando o seu 
valor de posição além de que:
 • Faz uma análise interna de uma totalidade em seus elementos 
constitutivos, sua disposição, suas inter-relações.
 • O todo é maior do que a simples soma das partes – para que haja 
estrutura é necessário que existam entre as partes outras relações 
que não a simples justaposição, e que uma das partes manifeste 
propriedades que resultam da sua dependência à totalidade.
A estrutura de uma organização é seu próprio modelo, mais ou 
menos estável, onde fatores como autoridade (hierarquias) e comunicação 
aparecem. Assim, de acordo com Boteon (2017, p. 10), a abordagem 
estruturalista se classifica em:
 • Modelo Burocrático de Organização (Em Busca da Organização 
Ideal – 1909) – Teoria da Burocracia – ainda considera o sistema 
fechado (preocupada apenas com os aspectos internos da 
organização), forte ênfase na divisão racional do trabalho (regras 
e normas).
Teoria Estruturalista da Administração (Ampliando os Horizontes 
da Empresa – 1947) – Teoria Estruturalista – começa a considerar a 
relação organização‐ambiente e a concepção de uma organização de 
sistema aberto, utilizando as visões da teórica clássica, humanística e 
burocrata.
Com o aumento da produção industrial, foi necessário criar 
modelos para garantir o processo da industrialização, e um dos autores, 
o economista e sociólogo Max Weber, considerado o “pai” da Teoria 
Burocrática, teve relevante importância para novos administradores na 
busca de inspirações para a nova fase da administração.
Quando sugeriu esta abordagem, tinha em mente demonstrar que 
a burocracia continha amplos benefícios e que considerava um modelo 
para organizar os trabalhos que tinha como propósito de facilitar e 
Organização, Sistemas e Métodos
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melhorar as rotinas trabalho. Devido aos problemas que Weber via com 
autoridade tradicional, ele favorecia uma abordagem mais racional para 
administrar uma organização e ajudá-la a alcançar seus objetivos. Há duas 
partes na Teoria Burocrática de Max Weber:
1. Uma hierarquia organizacional específica – uma hierarquia 
organizacional define como as pessoas são estruturadas e se 
encaixam dentro de uma organização. Weber queria que cada 
hierarquia tivesse o que chamava de autoridade legal-racional. Isso 
constitui que a autoridade definida fica com uma posição, não com 
uma pessoa e, dessa forma, autoridade vem da posição que você 
ocupa na hierarquia.
2. Regras pré-estabelecida para tomada de decisão – Weber se 
referiu a isso como regras de tomada de decisão racional-legal. Isso 
significa que deve haver um conjunto de regras e procedimentos 
explícitos que definam como a organização funciona e que essas 
regras devem ser consistentes com as regras e leis da sociedade 
em geral.

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