Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO – UFPE 
CENTRO DE TECNOLOGIA E GEOCIÊNCIAS 
ADMINISTRAÇÃO 
 
Autores: 
Arthur Alexsandro da Silva Tavares 
Felipe Pereira Santos Leal 
Igor Samuel Taveira 
Jorge Luís Silva Rêgo de Albuquerque Filho 
Kayodê Vital da Mota 
Saulo Gabriel Rocha do Monte 
Yasmim Carolini Ferreira da Silva 
 
 
Modelo de Negócio 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Recife, 2025 
 
 
 
 
Arthur Alexsandro da Silva Tavares 
Felipe Pereira Santos Leal 
Igor Samuel Taveira 
Jorge Luís Silva Rêgo de Albuquerque Filho 
Kayodê Vital da Mota 
Saulo Gabriel Rocha do Monte 
Yasmim Carolini Ferreira da Silva 
 
 
MODELO DE NEGÓCIO 
 
Trabalho entregue ao professor Marcos Andre 
Vieira de Albuquerque, com o objetivo de 
obtenção de nota para o curso de Administração, 
apresentado à Universidade Federal de 
Pernambuco (UFPE). 
 
 
 
 
 
 
 
 
Recife, 2025 
 
 
 
 
Resumo: 
Quando se fala em "modelo de negócio", discute-se imediatamente diferentes 
abordagens já existentes no mundo. Com a globalização empresarial em seu auge e a evolução 
constante da tecnologia, a escolha do modelo adequado tornou-se um processo cada vez mais 
complexo e estratégico. Mas o que é Modelo de Negócio? Um modelo de negócio é a estrutura 
que descreve como uma organização cria, entrega e captura valor, sendo essencial para 
compreender o funcionamento de uma empresa desde a concepção de produtos ou serviços, até 
a interação com os clientes e a geração de receitas. Em resumo, um modelo de negócio explica 
como uma empresa funciona e como ela se sustenta financeiramente. Este estudo busca 
compreender a evolução dos modelos de negócio, destacando a importância da inovação, 
adaptação e flexibilidade em um mercado dinâmico e altamente competitivo. Através do 
Business Model Canvas, uma ferramenta amplamente utilizada para estruturar e visualizar os 
principais elementos de um negócio, serão analisadas estratégias que empresas bem-sucedidas 
adotaram para capturar e entregar valor aos clientes, diferenciando-se da concorrência. Além 
destas demandas dos consumidores, bem como tendências emergentes, incluindo o uso de 
inteligência artificial, economia circular, personalização em massa e digitalização dos 
processos empresariais. A pesquisa também explorará diferentes tipos de modelos de negócio, 
como assinaturas, marketplaces, freemium e pay-as-you-go, demonstrando como podem ser 
adaptados para atender às especificidades de diversos setores. Com isso, o estudo pretende 
fornecer insights valiosos para empreendedores e gestores que buscam estruturar, otimizar ou 
reinventar seus modelos de negócios, garantindo vantagem competitiva, crescimento 
sustentável e longevidade no mercado atual. Ao considerar esses fatores, espera-se contribuir 
para a criação de estratégias empresariais mais eficientes e inovadoras, auxiliando empresas de 
diferentes portes a se destacarem em um ambiente de negócios cada vez mais exigente e volátil. 
 
Palavras-chaves: Modelo; Negócios; Canvas; Empresas; Gerência; Administração. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1. INTRODUÇÃO ..................................................................................................... Pg. 06 
2. DESENVOLVIMENTO ....................................................................................... Pg. 08 
2.1. O que é Modelo de Negócio? .................................................................. Pg. 08 
2.2. Como Escolher um Modelo de Negócio? ................................................ Pg. 09 
2.3. O Quadro ................................................................................................. Pg. 10 
2.3.1. Segmentos de Clientes ...................................................... Pg. 11 
2.3.2. Propostas de Valor ............................................................ Pg. 12 
2.3.3. Canais ................................................................................ Pg. 13 
2.3.4. Relacionamento Com os Clientes ..................................... Pg. 13 
2.3.5. Fontes de Receita .............................................................. Pg. 14 
2.3.6. Recursos Principais ........................................................... Pg. 15 
2.3.7. Atividades-Chave .............................................................. Pg. 16 
2.3.8. Parcerias Principais ........................................................... Pg. 16 
2.3.9. Estruturas de Custo ........................................................... Pg. 17 
2.4. Padrões ..................................................................................................... Pg. 18 
2.4.1. Modelos de Negócios Desagregados ................................ Pg. 18 
2.4.2. A Cauda Longa ................................................................. Pg. 18 
2.4.3. Plataformas Multilaterais .................................................. Pg. 19 
2.4.4. Grátis Como um Modelo de Negócio ............................... Pg. 19 
2.4.5. Modelos de Negócios Abertos .......................................... Pg. 20 
2.5. Design ....................................................................................................... Pg. 20 
2.5.1. Insight Dos Clientes .......................................................... Pg. 20 
2.6. Ideação ...................................................................................................... Pg. 21 
2.6.1. Criando Novos Modelos de Negócio ................................ Pg. 21 
2.6.2. O Poder das Perguntas “E Se...?” ..................................... Pg. 21 
2.6.3. Pensamento Visual ............................................................ Pg. 23 
2.7. Estratégia .................................................................................................. Pg. 24 
2.7.1. A Estratégia do Oceano Azul ............................................ Pg. 24 
2.7.2. Gerenciando Modelos Ambidestros .................................. Pg. 25 
2.8. Processo .................................................................................................... Pg. 25 
2.8.1. Fases .................................................................................. Pg. 26 
2.9. Tipos de Modelo de Negócio ................................................................... Pg. 27 
 
 
 
 
2.10. Modelos de Negócios na Indústria Naval ................................................. Pg. 34 
3. CONCLUSÃO ....................................................................................................... Pg. 36 
4. REFERÊNCIAS .................................................................................................... Pg. 37 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
A evolução dos modelos de negócio tem desempenhado um papel fundamental na estruturação 
e no sucesso das organizações em diversos setores da economia. Com a crescente globalização, 
as empresas enfrentam desafios complexos para definir estratégias que garantam sua 
competitividade e sustentabilidade. Nesse contexto, compreender a dinâmica dos modelos de 
negócio é essencial para a adaptação a novas demandas do mercado, inovação e crescimento 
econômico. Este estudo visa explorar os diferentes tipos de modelos de negócios, com foco na 
aplicação do Business Model Canvas, e sua relevância para setores específicos, como a 
engenharia naval e a gestão portuária. 
Os modelos de negócio representam a forma como as empresas criam, entregam e 
capturam valor, sendo um dos principais fatores que determinam sua longevidade e sucesso. A 
estruturação de um modelo de negócio envolve a análise de componentes essenciais, como 
segmentos de clientes, proposta de valor, canais de distribuição, relacionamento com clientes, 
fontes de receita, recursos-chave, atividades-chave, parcerias estratégicas e estrutura de custos. 
O Business Model Canvas, desenvolvido por AlexanderRules. São Francisco: Jossey-Bass, 2008. 
MEDINA, John. Brain Rules: 12 Principles for Surviving and Thriving at Work, Home and 
School. Seattle: Pear Press, 2009. 
MOGGRIDGE, Bill. Designing Interactions. Cambridge: MIT Press, 2007. 
 
 
 
 
O'REILLY, Charles A.; TUSHMAN, Michael L. The Ambidextrous Organization. Harvard 
Business Review, v. 82, n. 4, p. 74-81, abr. 2004. 
PILLKAHN, Ulh. Using Trends and Scenarios as Tools for Strategy Development. Nova 
York: John Wiley & Sons, 2008. 
PINK, Daniel H. A Whole New Mind: Why Right-Brainers Will Rule the Future. Nova York: 
Riverhead Trade, 2006. 
PORTER, Michael. Competitive Strategy: Techniques for Analyzing Industries and 
Competitors. Nova York: Free Press, 1980. 
ROAM, Dan. The Back of the Napkin: Solving Problems and Selling Ideas with Pictures. 
Nova York: Portfolio Hardcover, 2008. 
SCHRAGE, Michael. Serious Play: How the World's Best Companies Simulate to Innovate. 
Boston: Harvard Business School Press, 1999. 
SCHWARTZ, Peter. The Art of the Long View: Planning for the Future in an Uncertain 
World. Nova York: Currency Doubleday, 1996. 
WEILL, Peter; VITALE, Michael. Place to Space: Migrating to Ebusiness Models. Boston: 
Harvard Business School Press, 2001. 
ANDERSON, Chris. Free! Why $0.00 is the Future of Business. Wired Magazine, fev. 2008. 
ANDERSON, Chris. How about Free? The Price Point That is Turning Industries on Their 
Heads. Knowledge@Wharton, mar. 2009. 
ANDERSON, Chris. Free: The Future of a Radical Price. 2008. 
ANDERSON, Chris. The Long Tail: Why the Future of Business Is Selling Less of More. 
2006. 
ANDERSON, Chris. The Long Tail. Wired Magazine, out. 2004. 
EISENMANN, T.; PARKER, G.; VAN ALSTYNE, M. Strategies for Two-Sided Markets. 
Harvard Business Review, out. 2006. 
EVANS, David. Managing the Maze of Multisided Markets. Strategy & Business, outono 
2003. 
EVANS, D.; HAGIU, A.; SCHMALENSEE, R. Invisible Engines: How Software Platforms 
Drive Innovation and Transform Industries. 2006. 
HAGEL, John; SINGER, Marc. Unbundling the Corporation. Harvard Business Review, 
mar.-abr. 1999. 
 
 
 
 
TREACY, Michael; WIERSEMA, Fred. The Discipline of Market Leaders: Choose Your 
Customers, Narrow Your Focus, Dominate Your Market. 1995. 
THE WORLD BANK. Port Reform Toolkit. Public-Private Infrastructure Advisory Facility, 
2. ed., 2007. Disponível em: https://ppiaf.org/documents/toolkits/portoolkit/. Acesso em: 25 
fev. 2025. 
VILLELA, Thaís Maria de Andrade. Estrutura para exploração de portos com autoridades 
portuárias privadas. 2013. 173 f. Tese (Doutorado em Transportes) – Universidade de 
Brasília, Brasília, 2013. 
ALDETON, Patrick. Port Management and Operations. Hong Kong, 1999. 
ALFREDINI, P.; ARASAKI, E. Engenharia Portuária. São Paulo: Blucher, 2014. 
BICHOU, K.; GRAY, R. A Critical Review of Conventional Terminology for Classifying 
Seaports. Elsevier, v. 39, p. 75, 2005. 
THE WORLD BANK. Port Reform Toolkit. Public-Private Infrastructure Advisory Facility, 
p. 82.Osterwalder, se consolidou 
como uma ferramenta eficaz para visualizar e planejar esses elementos, permitindo uma 
abordagem mais clara e estratégica para a gestão empresarial. A inovação nos modelos de 
negócio tem se tornado um diferencial competitivo para empresas que desejam se destacar no 
mercado. Exemplos de inovação incluem empresas como Amazon, Netflix e Tesla, que 
revolucionaram seus setores ao adotar novas abordagens na entrega de valor aos clientes. Diante 
desses desafios e oportunidades, este estudo pretende contribuir para o entendimento da 
importância dos modelos de negócio na administração, explorando abordagens estratégicas que 
promovam a competitividade e a sustentabilidade. A análise do BMC como ferramenta de 
estruturação e inovação será um dos focos principais, proporcionando insights valiosos para 
empresas e gestores que atuam nesses setores estratégicos da economia global. 
Utilizando como exemplo o setor da engenharia naval e da administração portuária, a 
aplicação de modelos de negócios eficientes é crucial para garantir a otimização de processos, 
a sustentabilidade e a integração entre os setores público e privado. Diferentes estruturas de 
administração portuária, como os modelos Service Port, Tool Port, Landlord Port e Private Port, 
apresentam características distintas quanto à participação do Estado e do setor privado na 
gestão, operação e financiamento dos portos. A escolha do modelo mais adequado depende de 
 
 
 
 
fatores como eficiência operacional, necessidade de investimentos e alinhamento com as 
políticas econômicas e ambientais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DESENVOLVIMENTO 
 
O estudo de Modelos de Negócios na administração é crucial para o entendimento e o 
desenvolvimento das organizações, pois ele fornece um framework essencial para entender 
como as empresas criam, entregam e capturam valor. Em um mundo dinâmico, onde mudanças 
rápidas e constantes afetam os mercados, a estrutura de um modelo de negócios bem definido 
pode ser um diferencial competitivo. Vamos entender a sua importância, o que é, e como 
evoluiu ao longo do tempo. 
Os modelos de negócios passaram de um foco puramente operacional para uma 
abordagem estratégica mais ampla. Originalmente, empresas centravam-se na produção e na 
venda de produtos tangíveis. Contudo, a revolução digital e o aumento da globalização 
mudaram esse paradigma, impulsionando a diversificação de fontes de receita e o foco na 
experiência do cliente. 
Além disso, com o aumento da competitividade, a inovação constante e a disrupção dos 
setores tradicionais, o estudo de modelos de negócios se tornou uma ferramenta essencial para 
identificar tendências emergentes e aproveitar as oportunidades antes dos concorrentes. As 
empresas de sucesso hoje são aquelas que conseguem evoluir seus modelos de negócios em 
resposta às mudanças do mercado, à inovação tecnológica e às necessidades dos consumidores. 
 
O QUE É MODELO DE NEGÓCIO? 
Muitas vezes confundido com plano de negócio, um modelo de negócio é a estrutura 
que descreve como uma organização cria, entrega e captura valor. Ele é essencial para 
compreender o funcionamento de uma empresa, desde a concepção de produtos ou serviços até 
a interação com os clientes e a geração de receitas. Em resumo, um modelo de negócio explica 
como uma empresa funciona e como ela se sustenta financeiramente. Plano de negócio, por 
outro lado, envolve ações, prazos, custos e projetos que a empresa terá que fazer para ter sucesso 
e cumprir com seu propósito. 
Em suma, o estudo dos Modelos de Negócios na administração oferece uma 
compreensão profunda de como as empresas funcionam e podem se sustentar no longo prazo. 
Ele é fundamental para adaptar as organizações às novas realidades econômicas e tecnológicas, 
 
 
 
 
proporcionando a base necessária para a inovação e a busca por valor contínuo. A evolução 
constante dos modelos de negócios reflete a necessidade de adaptação e flexibilidade para 
prosperar em um ambiente de negócios cada vez mais complexo e dinâmico. 
Inovação é o foco da gestão contemporânea, sucedendo os movimentos de Qualidade 
nos anos 1980, Processos nos anos 1990 e Estratégia nos anos 2000. Segundo C. K. Prahalad, 
as grandes inovações do futuro não estarão em produtos, mas na cocriação de valor, gestão e 
novos Modelos de Negócios, compondo as "Novas Fronteiras da Inovação". Exemplos como 
restaurantes por quilo, consórcios, atacarejo e assinaturas mensais, como a da Brastemp Água, 
ilustram inovações que impactam mercados e atendem necessidades específicas. Esses modelos 
criam novas experiências e ampliam competitividade, ajudando empresas a se destacarem 
globalmente. 
Inovar em Modelos de Negócios não é recente. Exemplos históricos incluem o Diners 
Club com cartões de crédito nos anos 1950, a Xerox com leasing e pagamentos por cópia em 
1959 e até Gutenberg, no século XV, ao criar aplicações comerciais para sua prensa de 
impressão. Esses casos mostram que adaptar formas de operação e oferta é uma estratégia 
perene para agregar valor. O desafio atual é absorver essas lições e aplicá-las às empresas, 
ampliando sua competitividade no mercado global. 
Um fator importante em se ter em mente é que uma boa ideia não é suficiente para o 
sucesso de um negócio. Empresas que possuem um modelo de negócio bem estruturado têm 
mais chances de crescer e se sustentar no mercado. Deve ser fácil de entender, descrever e 
discutir, sem simplificar excessivamente a complexidade de uma empresa. A empresa precisa 
gerar valor, e as quatro áreas principais do negócio são: Clientes, Oferta, Infraestrutura e 
Viabilidade Financeira. O Modelo de Negócios serve como um esquema para implementar a 
estratégia por meio de estruturas organizacionais, processos e sistemas. Daí vem o 
questionamento: 
 
COMO ESCOLHER UM MODELO DE NEGÓCIO? 
Escolher o modelo de negócios certo é uma decisão estratégica que envolve a 
consideração de uma série de fatores, incluindo o mercado, os recursos disponíveis, a 
capacidade de adaptação e a escalabilidade. A empresa deve estar disposta a testar, validar e 
ajustar seu modelo conforme aprende mais sobre seu cliente e o mercado. Em um mundo 
 
 
 
 
dinâmico e altamente competitivo, a flexibilidade e a capacidade de inovação são essenciais 
para o sucesso de qualquer modelo de negócios. Deve ser levado em consideração os seguintes 
aspectos: 
1. Segmentos de Clientes: Uma organização serve a um ou diversos segmentos de 
clientes; 
2. Proposta de valor: Buscar resolver os problemas do cliente e satisfazer suas 
necessidades, com propostas de valor; 
3. Canais: As propostas de valor são entregues aos clientes por meio de canais de 
comunicação, distribuição e vendas; 
4. Relacionamento com os Clientes: O relacionamento com os clientes é estabelecido e 
mantido para cada Segmento de Clientes de forma específica; 
5. Fontes de Receita: As fontes de receita derivam das propostas de valor que são 
oferecidas com sucesso aos clientes; 
6. Recursos Principais: Os recursos principais são os ativos essenciais necessários para 
oferecer e entregar os elementos descritos anteriormente; 
7. Atividades-Chave: A execução de uma série de atividades-chave é fundamental para o 
funcionamento do modelo de negócios; 
8. Parcerias Principais: Determinadas atividades são terceirizadas, e certos recursos são 
adquiridos externamente à empresa; 
9. Estrutura de Custo: Os elementos do modelo de negócios geram a estrutura de custo 
associada à operação do modelo. 
Porém, nem sempre é fácil analisar cada caso de cada empresa e organizar de maneira clara 
tanto seus ideais como seus recursos. Alinhar tudo de modo que cada aspecto se relacione de 
forma coerente e concisa é o que toda empresa deseja e deve fazer, para poder obter o maior 
retorno possível. 
 
O QUADRO 
O framework Business ModelCanvas, também conhecido como “O Quadro”, criado por 
Alexander Osterwalder, é amplamente utilizado para estruturar modelos de negócios. Ele 
envolve estes nove tópicos de abordagem com o intuito de auxiliar na visualização de um 
modelo de negócio que faça sentido para cada empresa, assim, o Business Model Canvas 
 
 
 
 
organiza essas áreas principais de maneira visual e interconectada, facilitando a implementação 
da estratégia, alinhando-se aos conceitos do modelo de negócios tradicional. 
O Business Model Canvas revoluciona a forma como as empresas entendem e constroem seus 
modelos de negócios. Ele oferece uma abordagem visual e colaborativa que facilita a 
compreensão de todos os elementos envolvidos no funcionamento de uma organização. Em vez 
de depender de um longo e complicado plano de negócios escrito, que muitas vezes fica 
obsoleto rapidamente, o Canvas permite que a empresa tenha uma visão clara e rápida de como 
todos os aspectos do seu modelo de negócios interagem. 
Uma das grandes vantagens do BMC é que ele facilita o planejamento iterativo. Ou seja, 
os gestores podem testar hipóteses sobre o seu modelo de negócios, ajustar, corrigir e melhorar 
de forma contínua. Isso é particularmente útil em ambientes de negócios dinâmicos, como no 
caso de startups ou empresas em processo de inovação. 
 
Segmentos de clientes: 
O Um modelo de negócio deve sempre considerar o público-alvo, ou seja, o segmento 
de clientes que se deseja atender. Isso facilita o direcionamento de esforços para oferecer 
qualidades específicas que atendam às necessidades desses clientes. Diferentes tipos de 
segmentos podem ser identificados com base em fatores como relacionamento, lucratividade, 
canais utilizados e características da oferta. 
1- Mercado de Massa: Este modelo atende a um grupo uniforme de clientes com 
necessidades similares, sem distinção entre segmentos. É comum em setores como 
eletrônicos de consumo, onde as propostas de valor e canais de distribuição são 
padronizados; 
2- Nicho de Mercado: Focado em segmentos especializados, atende necessidades 
específicas com propostas e canais adaptados. Fabricantes de peças automotivas que 
dependem de grandes montadoras são exemplos clássicos; 
3- Segmentado: Nesse caso, o modelo diferencia entre segmentos com necessidades 
semelhantes, mas variáveis. Um banco, por exemplo, pode atender clientes com 
diferentes níveis de renda, oferecendo propostas de valor e canais ajustados para cada 
grupo. A Micro Precision Systems, que atende setores distintos como relógios, medicina 
e automação industrial, também exemplifica esse tipo de modelo; 
 
 
 
 
4- Diversificado: Serve a segmentos de clientes com necessidades completamente 
diferentes. A Amazon ilustra essa abordagem ao diversificar suas operações de revenda 
com serviços de computação em nuvem, atendendo tanto consumidores finais quanto 
empresas de tecnologia; 
5- Plataforma Multilateral: Modelos desse tipo conectam segmentos interdependentes. 
Empresas de cartão de crédito, por exemplo, precisam de uma base ampla de usuários e 
comerciantes para viabilizar o negócio. Da mesma forma, jornais gratuitos dependem 
de leitores para atrair anunciantes, que por sua vez financiam sua produção e 
distribuição. 
Cada tipo de segmento influencia diretamente a proposta de valor, os canais de 
distribuição, o relacionamento com o cliente e as fontes de receita, sendo essencial para o 
sucesso do modelo de negócio. 
 
Propostas de Valor 
A Proposta de Valor representa os benefícios que uma empresa oferece aos clientes, 
podendo ser inovadora ou aprimorar ofertas já existentes. Ela atende às necessidades específicas 
de um segmento de clientes, gerando valor por meio de elementos quantitativos (preço, 
velocidade) ou qualitativos (design, experiência). Abaixo, destacam-se os principais elementos 
que criam valor: 
1- Novidade: Atende necessidades inéditas, como os telefones celulares, que 
revolucionaram a comunicação móvel; 
2- Desempenho: Ofertas que melhoram o desempenho de produtos ou serviços, embora 
essa estratégia tenha limites, como observado no mercado de PCs; 
3- Personalização: Customização de produtos e serviços para clientes individuais ou 
segmentos, combinando economia de escala e cocriação; 
4- Execução de tarefas: Empresas como a Rolls-Royce geram valor ajudando clientes a 
executar serviços essenciais, permitindo foco no core business; 
5- Design: Um diferencial difícil de medir, mas crucial em indústrias como moda e 
eletrônicos, onde o design atrai consumidores; 
6- Marca/Status: O prestígio associado a marcas reconhecidas, como Rolex ou marcas 
"underground", agrega valor ao cliente; 
 
 
 
 
7- Preço: Ofertas acessíveis, como as companhias aéreas de baixo custo ou o carro Nano 
da Tata, democratizam produtos e serviços; 
8- Redução de custos: Soluções como o CRM da Salesforce.com ajudam clientes a 
economizar com alternativas práticas e eficientes; 
9- Redução de risco: Garantias e serviços que minimizam riscos, como assistência para 
carros usados, são altamente valorizados; 
10- Acessibilidade: Produtos inovadores tornam serviços antes exclusivos mais acessíveis, 
como a propriedade compartilhada de jatos da NetJets; 
11- Conveniência/Usabilidade: Soluções como o iPod e o iTunes da Apple oferecem 
facilidade de uso, conquistando novos mercados. 
Cada elemento de valor é projetado para atender às necessidades específicas de 
diferentes segmentos, fortalecendo a proposta e gerando vantagens competitivas para as 
empresas. 
 
Canais 
Os Canais desempenham várias funções essenciais, como ampliar o conhecimento dos 
clientes sobre os produtos, ajudar na avaliação da Proposta de Valor, possibilitar a aquisição de 
produtos, levar a Proposta de Valor ao cliente e fornecer suporte pós-compra. Eles são 
compostos por cinco fases distintas, podendo cobrir algumas ou todas elas. Além disso, os 
Canais podem ser classificados como diretos ou indiretos, e como particulares ou em parceria. 
 
Relacionamento com Clientes 
Uma empresa deve esclarecer o tipo de relação que quer estabelecer com cada Segmento 
de Cliente, com motivações como conquista, retenção e ampliação das vendas. Existem 
diferentes categorias de Relacionamento com Clientes que podem coexistir em uma única 
relação. 
1- Assistência Pessoal: Baseada em interação direta, onde o cliente se comunica com 
representantes para auxílio durante ou após a compra, por call centers ou e-mail; 
2- Assistência Pessoal Dedicada: Envolve um representante exclusivo para o cliente, 
criando uma relação mais profunda e duradoura, como em bancos privados ou com 
gerentes de contas especiais; 
 
 
 
 
3- Self-Service: A empresa oferece os meios para que o cliente se atenda sozinho, sem 
interação direta com a empresa; 
4- Serviços Automatizados: Uma forma mais sofisticada de self-service, com processos 
automatizados que reconhecem clientes e oferecem serviços personalizados, como 
recomendações baseadas em dados de interação anteriores; 
5- Comunidades: Empresas criam comunidades online onde os clientes podem interagir, 
compartilhar conhecimento e resolver problemas, o que também ajuda as empresas a 
entender melhor seus consumidores. Exemplos incluem fóruns ou grupos de apoio, 
como o usado pela GlaxoSmithKline para entender expectativas de clientes sobre um 
novo produto; 
6- Cocriação: Empresas convidam os clientes a colaborar na criação de valor, como no 
caso de resenhas de livros na Amazon ou a criação de conteúdo no YouTube, permitindo 
aos clientes contribuir com ideias e informações que beneficiam outros consumidores. 
Essas relações variam em intensidade e interação, permitindo à empresa oferecer diferentes 
níveis de personalização, de acordo com as necessidades e preferências dos segmentos de 
clientes. 
 
Fontes de Receita 
O componente "Fontes de Receita" em um Modelo de Negócios é essencialpara 
determinar como uma empresa gera receita com seus segmentos de clientes. Para isso, a 
empresa deve entender o valor que cada cliente está disposto a pagar, estabelecendo fontes de 
receita que podem incluir diferentes mecanismos de precificação, como preço fixo ou dinâmico. 
Existem dois tipos principais de fontes: transações de renda únicas e renda recorrente, resultante 
de pagamentos contínuos, como serviços ou suporte pós-compra. 
As fontes de receita podem ser diversas: 
1. Venda de Recursos: Resultado da venda de um produto físico, como livros ou 
automóveis; 
2. Taxa de Uso: Gerada pelo uso contínuo de um serviço, como minutos de telefonia ou 
noites de hotel; 
3. Taxa de Assinatura: Pagamento constante por acesso a um serviço, como academias 
ou serviços de streaming; 
 
 
 
 
4. Empréstimo/Aluguéis/Leasing: Direito temporário de uso de um bem, gerando rendas 
recorrentes para quem aluga; 
5. Licenciamento: Permissão para usar propriedade intelectual, como patentes ou direitos 
autorais, em troca de taxas; 
6. Taxa de Corretagem: Comissões por intermediação, como no caso de cartões de 
crédito ou corretores imobiliários; 
7. Anúncios: Receita gerada por publicidade de produtos ou serviços. 
Cada fonte de receita pode adotar mecanismos de precificação diferentes. A 
precificação fixa define preços com base em características do produto, segmento de cliente 
ou volume, enquanto a precificação dinâmica ajusta os preços de acordo com as condições do 
mercado, como negociações ou leilões. A escolha do mecanismo de preço impacta diretamente 
na geração de receita. 
 
Recursos Principais 
Cada Modelo de Negócios depende de Recursos Principais, essenciais para criar e 
oferecer sua Proposta de Valor, alcançar mercados, manter relacionamentos com clientes e 
gerar receita. Esses recursos podem ser classificados em quatro categorias principais: físicos, 
intelectuais, humanos e financeiros, e podem ser possuídos, alugados ou adquiridos de 
parceiros-chave. 
1- Físicos: Envolvem recursos tangíveis como fábricas, edifícios, máquinas e redes de 
distribuição. Empresas como Wal-Mart e Amazon dependem desses recursos, sendo 
fundamentais para suas operações de logística e vendas; 
2- Intelectuais: Incluem marcas, patentes, conhecimento especializado e bancos de dados, 
sendo essenciais para empresas como Nike e Microsoft, que dependem de sua 
propriedade intelectual para agregar valor e diferenciação no mercado; 
3- Humanos: Recursos humanos são fundamentais, especialmente em modelos de 
negócios criativos e de conhecimento. Empresas como a Novartis, por exemplo, se 
apoiam em cientistas especializados e equipes de vendas qualificadas para impulsionar 
seus negócios; 
4- Financeiros: Alguns modelos de negócios requerem recursos financeiros, como linhas 
de crédito ou dinheiro em caixa. A Ericsson, por exemplo, utiliza esses recursos para 
financiar clientes e se manter competitiva no mercado de telecomunicações. 
 
 
 
 
Esses recursos são fundamentais para garantir a sustentabilidade e a competitividade de 
uma empresa dentro de seu mercado. O tipo de recurso necessário depende diretamente do setor 
e do modelo de negócio adotado pela empresa. 
 
Atividades-Chave 
Todo Modelo de Negócios requer Atividades-Chave, que são ações essenciais para o 
sucesso da empresa, como criar e oferecer a Proposta de Valor, alcançar mercados, manter 
Relacionamento com Clientes e gerar receita. Essas atividades variam conforme o modelo 
adotado pela empresa. Por exemplo, a Microsoft foca no desenvolvimento de software, a Dell 
no gerenciamento da cadeia de fornecimento, e a McKinsey na resolução de problemas. As 
Atividades-Chave podem ser categorizadas em três tipos principais: 
1- Produção: Envolve o desenvolvimento, fabricação e entrega de produtos com qualidade 
superior ou em grandes quantidades, sendo predominante em modelos de negócios de 
manufatura; 
2- Resolução de Problemas: Envolve a criação de soluções para problemas específicos 
dos clientes. Consultorias, hospitais e outros serviços dependem dessas atividades, que 
incluem gerenciamento de conhecimento e treinamento contínuo; 
3- Plataforma/Rede: Modelos que usam plataformas como Recurso Principal, como eBay 
ou Visa, necessitam de atividades voltadas ao gerenciamento e promoção dessas 
plataformas, além do fornecimento de serviços. Empresas como Microsoft também se 
encaixam nessa categoria, com foco na gestão de plataformas e interfaces com 
comerciantes. 
 
Parcerias Principais 
As parcerias são fundamentais em muitos Modelos de Negócios e podem ser formadas 
por diversas razões, como otimização de modelos, redução de riscos ou aquisição de recursos. 
Existem quatro tipos principais de parcerias: 
1- Alianças estratégicas entre não competidores: Parcerias entre empresas que não 
competem diretamente; 
2- Coopetição: Parcerias estratégicas entre concorrentes; 
 
 
 
 
3- Joint ventures: Parcerias para desenvolver novos negócios; 
4- Relação comprador-fornecedor: Parcerias para garantir fornecimento estável e 
confiável. 
As motivações para formar parcerias podem ser categorizadas em três principais áreas: 
1- Otimização e Economia de Escala: Parcerias que visam otimizar recursos e atividades, 
geralmente com foco em redução de custos, terceirização e infraestrutura 
compartilhada; 
2- Redução de Riscos e Incertezas: Parcerias formadas para reduzir os riscos em 
ambientes competitivos, como a cooperação no desenvolvimento de tecnologias, como 
o Blu-ray, onde empresas competem, mas colaboram em certos aspectos; 
3- Aquisição de Recursos e Atividades Particulares: Parcerias formadas para adquirir 
recursos ou executar atividades específicas, como licenciar tecnologias ou utilizar 
corretores independentes para vendas. 
 
Estrutura de Custo 
Este componente aborda os custos envolvidos na operação de um Modelo de Negócios, 
essenciais para criar e oferecer valor, manter relacionamentos com clientes e gerar receita. Esses 
custos podem ser calculados após definir os recursos principais, atividades-chave e parcerias. 
Modelos de Negócios como os das linhas aéreas econômicas, que se concentram em estruturas 
de baixo custo, são exemplos de modelos onde os custos são primordiais. 
Os custos podem ser classificados em duas grandes categorias: 
1- Modelos Direcionados por Custo: Focam em minimizar os custos sempre que 
possível. Este tipo de modelo busca uma estrutura de custo baixa por meio de propostas 
de valor com preços baixos, automação e terceirização. Exemplos incluem linhas aéreas 
econômicas como Southwest, easyJet e Ryanair; 
2- Modelos Direcionados pelo Valor: Menos preocupados com os custos, esses modelos 
priorizam a criação de valor, com propostas de valor altamente personalizadas. Hotéis 
de luxo, com seus serviços exclusivos, são um exemplo típico. 
As estruturas de custo podem ter características específicas: 
 
 
 
 
1- Custos Fixos: Permanecem constantes independentemente do volume de produção, 
como salários e aluguéis. Negócios de manufatura têm alta proporção de custos fixos; 
2- Custos Variáveis: Variam conforme o volume de produção, como em festivais de 
música, que dependem do número de ingressos vendidos; 
3- Economias de Escala: Benefícios de custo obtidos à medida que a demanda aumenta, 
com empresas maiores conseguindo preços menores em compras por atacado; 
4- Economias de Escopo: Vantagens de custo derivadas de um maior escopo de 
operações, onde atividades como marketing ou distribuição podem apoiar diversos 
produtos ao mesmo tempo. 
E estes são os nove componentes de um Modelo de Negócios formam a base para a ferramenta 
que chamamos de Quadro de Modelo de Negócios. 
 
PADRÕES 
Um único modelo de negócios pode incorporar diversos padrões. Os conceitos nos quais 
os padrões se baseiam incluem Desagregação, cauda longa, plataformas multilaterais, grátis e 
modelos de negóciosabertos. 
 
Modelos de Negócios Desagregados 
O conceito de corporação "desagregada" declara que há três tipos fundamentalmente 
diferentes de negócios: negócios de relacionamento com os clientes, negócios de inovação de 
produto e negócios de infraestrutura. Cada tipo tem seus imperativos econômicos, competitivos 
e culturais. Os três podem coexistir dentro de uma única corporação, mas, idealmente, são 
"desagregados" em entidades separadas para evitar conflitos e compensações indesejadas. 
 
A Cauda Longa 
O modelo de negócios de cauda longa propõe "vender menos de mais", priorizando uma 
ampla oferta de produtos de nicho, que individualmente têm baixa demanda, mas juntos geram 
receita significativa. Introduzido por Chris Anderson, esse conceito ganhou força com a 
digitalização, especialmente na indústria da mídia. 
 
 
 
 
Três fatores impulsionam esse modelo: (1) a democratização da produção, com a redução 
de custos tecnológicos permitindo a criação de conteúdo por amadores; (2) a democratização 
da distribuição, viabilizada pela internet e a redução de custos logísticos; e (3) a conexão 
eficiente entre oferta e demanda, facilitada por buscas, recomendações e avaliações. Esses 
elementos tornam viável a comercialização de produtos de nicho, expandindo mercados antes 
inexplorados. 
 
Plataformas Multilaterais 
Modelos que unem dois ou mais grupos distintos, mas interdependentes, de 
consumidores. Esses modelos só têm valor para um grupo de consumidores se os outros também 
estiverem presentes. A plataforma cria valor ao possibilitar a interação entre esses diversos 
grupos. Uma plataforma multilateral tende a crescer conforme atrai mais usuários, um processo 
conhecido como efeito de rede. 
 
Grátis Como Modelo de Negócio 
O Modelo de Negócios Grátis permite que pelo menos um segmento de clientes usufrua 
de uma oferta sem custo, financiada por outra parte do modelo. Entre os principais formatos 
estão o freemium, onde serviços básicos são gratuitos e recursos premium são pagos, e as 
plataformas multilaterais, sustentadas por anúncios. Outro padrão relevante é o modelo Isca & 
Anzol, onde um produto inicial gratuito ou barato atrai o consumidor para compras recorrentes, 
garantindo receita futura. Um exemplo clássico é o da Gillette, que oferece lâminas de barbear 
baratas, lucrando com a venda dos refis. 
O freemium, popularizado por Fred Wilson e Jarid Lukin, depende de uma grande base 
de usuários gratuitos, dos quais apenas uma pequena porcentagem paga pelos serviços 
premium. Esse modelo se sustenta pelo baixo custo de manutenção dos usuários gratuitos. 
Exemplos incluem o Flickr, que limita funcionalidades para contas gratuitas e cobra por 
recursos extras. A publicidade também é um pilar desse modelo, viabilizando serviços gratuitos 
ao monetizar a atenção dos usuários por meio de anunciantes, como ocorre na TV, no rádio e 
na internet. 
 
 
 
 
 
Modelos de Negócios Abertos 
Os modelos de negócios abertos permitem que empresas criem valor colaborando com 
parceiros externos, seja incorporando ideias externas (de fora para dentro) ou disponibilizando 
recursos internos para terceiros (de dentro para fora). Concebidos por Henry Chesbrough, esses 
modelos defendem que a inovação deve integrar conhecimentos externos para maximizar valor. 
Na inovação de fora para dentro, empresas utilizam tecnologias ou propriedade 
intelectual externas para aprimorar seus produtos e processos. Já na inovação de dentro para 
fora, organizações licenciam ou vendem tecnologias não utilizadas. 
Diferente dos modelos fechados, que priorizam controle interno de P&D, os modelos 
abertos valorizam a colaboração externa para potencializar a inovação, reconhecendo que nem 
todas as melhores ideias surgem internamente. 
 
DESIGN 
O trabalho de um designer é estender os limites do pensamento, apresentar novas opções 
e, em resumo, criar valor para os usuários. 
“As pessoas de negócios não precisam só entender os designers, elas precisam se tornar 
designers” Roger Martin, Rotman School of Management. 
 
Insights dos Clientes 
Bons designers enxergam o Modelo de Negócios pelos olhos dos clientes, método que 
pode levar à descoberta de oportunidades completamente novas. Não significa que o 
pensamento do cliente seja o único ponto de partida para uma iniciativa inovadora, mas que 
devemos incluir sua perspectiva ao avaliar um Modelo de Negócio. 
Em outras indústrias, principalmente aquelas envolvendo investimentos pesados de 
capital, conversar com os clientes é parte da rotina. Mas o desafio da inovação é desenvolver 
uma compreensão mais profunda dos clientes e não simplesmente perguntar o que eles querem. 
Como disse uma vez o pioneiro fabricante de automóveis Henry Ford: "Se eu perguntasse aos 
meus clientes o que eles queriam, teriam me dito 'um cavalo mais rápido"'. 
 
 
 
 
O mapa da empatia ajuda a entender profundamente a perspectiva do cliente, dividindo 
suas experiências em várias áreas-chave. 
1. O que ela vê? Descreva o ambiente do cliente, como é o mundo ao seu redor, quem são 
as pessoas que a cercam e que tipos de ofertas ela encontra diariamente. Quais 
problemas ela enfrenta? 
2. O que ela escuta? Explore como o ambiente a influencia. O que amigos, familiares e 
figuras influentes dizem? Quais canais de mídia são importantes para ela? 
3. O que ela realmente pensa e sente? Tente entender seus pensamentos internos, o que 
é mais importante para ela, seus desejos, medos e o que a motiva. Quais emoções podem 
mantê-la acordada à noite? 
4. O que ela diz e faz? Observe o comportamento público do cliente. O que ela diz? Existe 
um conflito entre o que ela diz e o que realmente sente? 
5. Qual a sua dor? Identifique as frustrações, obstáculos e riscos que a cliente enfrenta 
para alcançar seus objetivos. 
6. O que ganha? O que ela realmente quer ou precisa? Como mede o sucesso e quais 
estratégias podem ajudá-la a alcançar seus objetivos? 
 
IDEAÇÃO 
Criando Novos Modelos de Negócios 
Criar um novo Modelo de Negócios envolve ideação, um processo criativo em duas 
fases: geração de ideias (quantidade é mais importante que qualidade) e síntese (seleção das 
melhores ideias). Hoje, diferentes modelos competem no mesmo mercado, e os setores se 
misturam. A inovação pode surgir de quatro epicentros principais: 
1. Recursos: Aproveitamento da infraestrutura interna ou parcerias. 
2. Oferta: Criação de novas propostas de valor. 
3. Clientes: Foco nas necessidades e conveniência dos consumidores. 
4. Finanças: Novos mecanismos de preços e redução de custos. 
A inovação pode afetar múltiplos epicentros simultaneamente e é apoiada pela análise 
SWOT (forças, fraquezas, oportunidades e ameaças). 
O Poder das Perguntas "E Se...?" 
 
 
 
 
As perguntas "e se" desafiam as suposições dos modelos existentes e nos ajudam a 
pensar em novos Modelos de Negócios. Elas provocam, questionam e podem tornar-se 
realidade se forem acompanhadas do Modelo de Negócios certo. 
Processo de Ideação 
1. Composição de Equipe: A equipe deve ser diversificada para gerar novas ideias. 
2. Imersão: Pesquisar e analisar clientes, novas tecnologias e Modelos de Negócios 
existentes. 
3. Expansão: Gerar o maior número possível de ideias, sem focar inicialmente na 
qualidade. 
4. Critério de Seleção: Selecionar as ideias promissoras com base em critérios como tempo 
de implementação, potencial de receita e impacto competitivo. 
5. Prototipando: Detalhar as ideias selecionadas usando o Quadro de Modelo de Negócios. 
 
Regras de Brainstorming 
 
1. Concentre-se: Defina claramente o problema e mantenha o foco. 
2. Reforce as Regras: Não julgue as ideias, incentive quantidade, pense visualmente e 
permita ideias ousadas. 
3. Pense Visualmente: Use notas adesivas ou quadros para registrar e organizar ideias. 
4. Prepare: Prepare a equipe com imersão no problema a ser resolvido. 
Mapear um Modelode Negócios existente é diferente de criar um novo e inovador. A 
criação exige um processo criativo chamado ideação, que envolve gerar várias ideias e 
selecionar as melhores. Antes, indústrias tinham modelos dominantes, mas hoje diferentes 
modelos competem no mesmo mercado e setores se misturam. 
A ideação ocorre em duas fases: geração de ideias (quantidade acima da qualidade) e 
síntese (seleção e refinamento das melhores opções). As inovações podem surgir de quatro 
epicentros principais: 
1. Recursos: Aproveitamento da infraestrutura interna ou parcerias para transformar o 
modelo. 
2. Oferta: Criação de novas propostas de valor. 
3. Clientes: Foco nas necessidades e conveniência dos consumidores. 
 
 
 
 
4. Finanças: Novos mecanismos de preços e redução de custos. 
A inovação pode envolver múltiplos epicentros ao mesmo tempo, causando mudanças 
significativas. A análise SWOT (forças, fraquezas, oportunidades e ameaças) ajuda a 
identificar áreas de inovação dentro do modelo. 
 
 
Pensamento Visual 
O pensamento visual usa diagramas, Post-its e rascunhos para representar Modelos de 
Negócios, facilitando sua compreensão e discussão. Ele torna conceitos abstratos tangíveis, 
melhora o diálogo e a colaboração, além de simplificar a complexidade do modelo. 
 
Contando uma História Visual 
Explicar um Modelo de Negócios por meio de uma narrativa visual facilita seu 
entendimento. Apresentar os elementos gradualmente, seja desenhando ou utilizando Post-its e 
slides, ajuda o público a acompanhar a construção do modelo. 
 
Protótipos 
A prototipagem permite testar e refinar Modelos de Negócios, transformando ideias 
abstratas em representações concretas. Prototipar várias versões de um modelo ajuda a explorar 
diferentes estratégias e aperfeiçoar soluções antes da implementação. 
 
Contando Histórias 
Modelos inovadores podem gerar resistência por desafiarem o status quo. Contar histórias 
envolventes torna o modelo mais claro, inspirador e compreensível para investidores e clientes. 
 
 
 
 
 
Cenários 
Os cenários ajudam a definir estratégias de Modelos de Negócios, prevendo diferentes 
contextos e permitindo ajustes. Eles auxiliam na escolha de canais, relacionamentos e soluções 
de valor, preparando a organização para desafios futuros. 
 
ESTRATÉGIA 
Os Modelos de Negócios são desenvolvidos dentro de um contexto específico, tornando 
essencial a análise contínua do ambiente organizacional para garantir competitividade. A 
crescente complexidade do mercado, impulsionada por inovações tecnológicas e crises, exige 
adaptação constante. Para entender melhor o "espaço de design" de um Modelo de Negócios, 
recomenda-se mapear quatro dimensões principais: (1) forças do mercado, (2) forças da 
indústria, (3) tendências principais e (4) forças macroeconômicas. Essas dimensões ajudam a 
avaliar e adaptar o modelo conforme as condições externas e a evolução do mercado. 
Assim como um exame médico anual, revisar regularmente o modelo permite detectar 
problemas e realizar ajustes estratégicos. A análise SWOT (forças, fraquezas, oportunidades e 
ameaças) é uma ferramenta útil nesse processo. Ela avalia tanto fatores internos quanto 
externos, fornecendo insights sobre a situação atual da empresa e direcionamentos futuros. Esse 
feedback é essencial para a criação e inovação de novos Modelos de Negócios. 
 
A Estratégia do Oceano Azul 
A Estratégia do Oceano Azul é um método que visa explorar novos segmentos de 
clientes e criar negócios inovadores, evitando a competição direta em mercados existentes. Ao 
invés de ajustar modelos de negócios tradicionais, foca em diferenciações fundamentais. A 
inovação de valor, proposta por Kim e Mauborgne, envolve aumentar o valor para os clientes 
ao mesmo tempo em que se reduzem custos, eliminando características de menor valor. Essa 
abordagem rejeita o conflito entre diferenciação e baixo custo, criando novos espaços de 
mercado inexplorados. O Quadro de Modelo de Negócios complementa essa estratégia, 
mostrando como alterações em uma parte do modelo afetam as outras. 
 
 
 
 
Para obter a inovação de valor, Kim e Mauborgne propõem uma ferramenta analítica a 
que chamam de Modelo das Quatro Ações. Estas quatro perguntas chaves desafiam a lógica 
estratégica de uma indústria e o Modelo de Negócios estabelecido: 
1- Qual dos fatores que o setor considera indispensáveis deve ser eliminado? 
2- Que fatores devem ser reduzidos bem abaixo do padrão o setor? 
3- Que fatores devem ser elevados bem acima do padrão do setor? 
4- Que fatores devem ser criados que o setor nunca ofereceu? 
 
Gerenciando Modelos Ambidestros 
Algumas empresas adotam modelos de negócios ambidestros, equilibrando inovação 
com a manutenção da operação tradicional. Isso pode gerar conflitos, exigir mudanças culturais 
e focar em novos segmentos de clientes, tornando a gestão desafiadora. 
Constantinos Markides propôs três variáveis para administrar modelos ambidestros: 
1. Intensidade do conflito entre o novo e o antigo modelo; 
2. Similaridades estratégicas entre ambos; 
3. Riscos da mudança, como impacto na marca, lucros ou questões legais; 
Exemplos de Modelos Ambidestros: 
1. Swatch (SMH): Criou um modelo de relógios acessíveis sem abandonar o segmento de 
luxo suíço; 
2. Nespresso (Nestlé): Mudou do foco corporativo para consumidores domésticos, 
vendendo cápsulas diretamente; 
3. Car2Go (Daimler): Desenvolveu um serviço de compartilhamento de carros, 
complementando seu negócio tradicional de veículos de luxo. 
Empresas ambidestras conseguem inovar sem comprometer suas operações principais, 
garantindo adaptação e crescimento sustentável no mercado. 
 
PROCESSO 
A inovação em Modelos de Negócios é única para cada organização e pode surgir de 
diferentes motivações, como crises, crescimento ou lançamento de novas tecnologias. 
 
 
 
 
Quatro Objetivos Principais da Inovação de Modelos de Negócios: 
1. Atender necessidades de mercado não supridas. 
2. Introduzir novas tecnologias, produtos ou serviços. 
3. Melhorar ou transformar mercados existentes. 
4. Criar novos mercados. 
Abordagens das Empresas para a Inovação: 
1. Reativa: Surge de crises no modelo atual (ex: IBM nos anos 90, Nintendo Wii). 
2. Adaptativa: Ajustes para fortalecer ou defender o modelo existente (ex: inovação 
aberta da P&G). 
3. Expansiva: Lançamento de novos produtos ou tecnologias (ex: Nespresso, 
iPod/iTunes). 
4. Pró-ativa: Exploração de novos modelos para o futuro (ex: Car2Go da Daimler, 
Amazon Web Services). 
Empresas bem-sucedidas ajustam seus modelos continuamente para garantir 
crescimento e competitividade no mercado. 
 
Fases 
A construção de um Modelo de Negócios bem-sucedido envolve várias fases essenciais, 
dentre elas: 
1- Mobilização: Preparação para o projeto, reunindo a equipe e garantindo acesso às 
informações corretas. Um risco é a superestimação das ideias iniciais, o que pode limitar 
a exploração de outras possibilidades; 
2- Compreensão: Análise dos elementos necessários para o Modelo de Negócios. A chave 
é questionar as premissas da indústria e padrões estabelecidos, além de buscar 
informações de diversas fontes, incluindo clientes; 
3- Design: Geração e teste de opções viáveis de Modelos de Negócios, com a seleção da 
melhor alternativa; 
4- Implementação: Tradução do design final em um plano de execução, incluindo a 
definição de projetos, marcos, orçamentos e estrutura legal. A gestão de incertezas é 
crucial nesta fase, monitorando o risco/recompensa e adaptando o modelo conforme 
necessário; 
 
 
 
 
5- Gerenciamento: Adaptação contínua do Modelo de Negócios com base na reação do 
mercado, avaliando o modelo e monitorando fatores externos que possam afetá-lo a 
longo prazo. 
 
TIPOS DE MODELOS DE NEGÓCIO 
 
Modelos de Negócios sem Fins Lucrativos 
Mesmo sem fins lucrativos, essas organizações precisam gerar renda suficientepara 
cobrir seus custos. A principal diferença está no foco: enquanto negócios tradicionais visam 
maximizar lucros, essas organizações têm missões voltadas para causas sociais, ambientais ou 
serviços públicos. 
Subconjuntos de Modelos sem Fins Lucrativos 
1. Financiado por Terceiros: O usuário do serviço ou produto não paga diretamente; o 
financiamento vem de terceiros. O risco desse modelo é o desalinhamento de incentivos, 
pois o financiador se torna o "cliente" principal, enquanto o usuário se torna apenas um 
recebedor do serviço. 
2. Triple Bottom Line: Esse modelo amplia a análise tradicional para incluir não apenas 
resultados financeiros, mas também impactos sociais e ambientais. O objetivo é 
minimizar impactos negativos e maximizar benefícios positivos, equilibrando 
sustentabilidade financeira, social e ecológica. 
 
Marketplace online 
Plataformas que conectam vendedores e compradores, como Amazon e Airbnb. O 
modelo de negócios de marketplace online tem se destacado como uma das principais formas 
de comércio digital no mundo contemporâneo. Plataformas como Amazon, Mercado Livre e 
Shopee exemplificam o sucesso dessa abordagem, que conecta consumidores e vendedores em 
um ambiente virtual compartilhado. Nesse modelo, o marketplace não é responsável direto pela 
produção ou estoque dos produtos, mas atua como um intermediário, fornecendo a 
infraestrutura necessária para que terceiros realizem transações. 
Uma das maiores vantagens desse modelo está na diversidade de oferta. Para os 
consumidores, os marketplaces reúnem uma ampla gama de produtos e serviços em um único 
 
 
 
 
lugar, o que facilita a comparação de preços, qualidade e avaliações de usuários. Esse 
ecossistema aumenta a competitividade entre vendedores, beneficiando o consumidor com 
melhores preços e condições de compra. Além disso, as plataformas frequentemente integram 
tecnologias de personalização, recomendando produtos com base no histórico de navegação e 
preferências, o que aprimora a experiência de compra. 
Para os vendedores, os marketplaces representam uma oportunidade de ampliar 
significativamente o alcance de suas ofertas. Pequenos negócios, que talvez não tivessem 
recursos para criar e gerenciar uma loja virtual própria, podem se beneficiar da visibilidade 
proporcionada por essas plataformas. Além disso, os marketplaces geralmente oferecem 
ferramentas de gestão, como análise de vendas, logística e marketing, que ajudam os 
vendedores a otimizar seus processos e aumentar sua competitividade. 
No entanto, o modelo apresenta desafios que precisam ser considerados. Para os 
marketplaces, o sucesso depende da capacidade de equilibrar os interesses de consumidores e 
vendedores, garantindo qualidade, segurança e confiabilidade nas transações. Problemas como 
produtos falsificados, atrasos na entrega ou disputas entre compradores e vendedores podem 
comprometer a reputação da plataforma. Já para os vendedores, a dependência de uma 
plataforma terceirizada pode resultar em taxas elevadas e maior vulnerabilidade a mudanças 
nas políticas do marketplace, como ajustes nas comissões ou no ranqueamento de produtos. 
 
Assinaturas recorrentes 
Modelo em que os clientes pagam mensalmente para acessar produtos ou serviços, como 
Netflix e Spotify. O modelo de assinaturas recorrentes tem se consolidado como uma das 
estratégias mais eficazes e rentáveis no cenário empresarial contemporâneo. Esse formato 
baseia-se na oferta contínua de produtos ou serviços mediante pagamentos periódicos, 
geralmente mensais ou anuais. Desde serviços de streaming, como Netflix e Spotify, até 
entregas físicas de produtos, como clubes de livros e assinaturas de caixas de cosméticos, a 
abordagem recorrente promove benefícios tanto para as empresas quanto para os consumidores. 
Para os consumidores, a principal vantagem é a conveniência. Eles desfrutam de acesso 
contínuo ao que necessitam ou desejam, sem a preocupação de realizar novas compras 
constantemente. Esse modelo também permite previsibilidade financeira, pois os pagamentos 
são fixos e regulares, facilitando o planejamento do orçamento. Além disso, muitas empresas 
 
 
 
 
utilizam a personalização como diferencial competitivo, adaptando produtos ou serviços ao 
perfil do cliente, o que amplia a percepção de valor. 
Do ponto de vista empresarial, o modelo de assinaturas recorrentes oferece uma série de 
benefícios estratégicos. A previsibilidade de receita é uma das maiores vantagens, pois permite 
às empresas estimar com maior precisão o fluxo de caixa e planejar investimentos futuros. Essa 
previsibilidade reduz a dependência de vendas pontuais, que podem sofrer com sazonalidade 
ou mudanças repentinas no mercado. Além disso, a retenção de clientes em contratos de longo 
prazo reduz os custos de aquisição de novos consumidores, otimizando a eficiência operacional. 
No entanto, o modelo de assinaturas recorrentes não é isento de desafios. A concorrência 
acirrada exige que as empresas ofereçam um serviço consistente e de alta qualidade para evitar 
cancelamentos. A taxa de churn, ou cancelamento, é um indicador crítico, já que a insatisfação 
dos clientes pode impactar diretamente a sustentabilidade do negócio. Por isso, estratégias de 
fidelização, como atendimento ao cliente eficiente e ofertas exclusivas, são indispensáveis para 
o sucesso. 
Com o avanço das tecnologias digitais, o modelo de assinaturas tem se expandido para 
áreas antes inexploradas, como educação online, fitness e até mesmo veículos. Empresas que 
adotam essa abordagem demonstram um alinhamento com as tendências de consumo atuais, 
baseadas na praticidade, flexibilidade e acessibilidade. Quando bem implementado, o modelo 
recorrente é capaz de criar uma relação mutuamente benéfica entre empresas e consumidores, 
transformando clientes ocasionais em parceiros de longo prazo. 
 
Freemium 
Modelo que combina versões gratuitas e pagas de um serviço, como Dropbox e 
LinkedIn. O modelo de negócio Freemium, amplamente utilizado por empresas no ambiente 
digital, combina duas abordagens distintas: a oferta gratuita de um serviço ou produto básico e 
a disponibilização de recursos premium mediante pagamento. Essa estratégia tem sido adotada 
por diversas plataformas de sucesso, como Spotify, Dropbox e LinkedIn, como forma de atrair 
uma ampla base de usuários e, ao mesmo tempo, garantir uma fonte sustentável de receita por 
meio da conversão de usuários gratuitos em pagantes. 
 
 
 
 
O principal atrativo do modelo Freemium é a acessibilidade. Ao oferecer um produto 
ou serviço de forma gratuita, empresas conseguem atingir um grande público inicial, reduzindo 
as barreiras de entrada para novos usuários. Isso permite que consumidores experimentem o 
produto antes de decidir investir na versão premium. Além disso, o acesso gratuito cria uma 
oportunidade para construir confiança e fidelidade, pois os usuários têm a chance de comprovar 
o valor do serviço. 
Por outro lado, o modelo Freemium também apresenta desafios significativos. O 
principal deles é encontrar o equilíbrio entre os recursos oferecidos gratuitamente e os pagos. 
Se a versão gratuita for muito limitada, pode frustrar os usuários e dificultar o crescimento da 
base. Por outro lado, se for generosa demais, os consumidores podem não sentir a necessidade 
de migrar para a versão paga, comprometendo a receita. Assim, a definição de quais 
funcionalidades são exclusivas do plano premium é uma decisão estratégica crucial para o 
sucesso do modelo. 
Do ponto de vista empresarial, o modelo Freemium é vantajoso por sua escalabilidade. 
Com custos marginais baixos para adicionar novos usuários, ele é ideal para produtos digitais, 
como softwares e aplicativos. Além disso, a coleta de dados dos usuários da versão gratuita 
pode ser utilizada para otimizar a oferta e melhorar o engajamento. No entanto, a taxa de 
conversão – o percentualde usuários gratuitos que se tornam pagantes – é frequentemente 
baixa, exigindo estratégias de marketing e retenção eficazes para atingir a sustentabilidade 
financeira. 
 
Economia colaborativa 
Modelo em que indivíduos compartilham recursos, como veículos ou espaços de 
trabalho, por meio de uma plataforma digital, como Uber e WeWork. A economia colaborativa, 
também conhecida como economia compartilhada, representa um modelo de negócios que 
valoriza o uso compartilhado de recursos, bens e serviços, desafiando os princípios tradicionais 
de propriedade e consumo. Exemplos notáveis como Uber, Airbnb e BlaBlaCar mostram como 
esse modelo conecta indivíduos que possuem recursos subutilizados com aqueles que 
necessitam deles, promovendo eficiência, sustentabilidade e acessibilidade. 
No centro desse modelo está o conceito de colaboração. Em vez de adquirir novos bens 
ou serviços, os consumidores podem acessá-los por meio de plataformas digitais que facilitam 
 
 
 
 
o compartilhamento, aluguel ou troca. Isso reduz desperdícios e maximiza o valor de ativos, 
como carros, imóveis e até habilidades profissionais. Para os consumidores, a economia 
colaborativa oferece custos reduzidos, maior conveniência e uma alternativa ao consumo 
desenfreado, permitindo acesso a serviços de qualidade a preços competitivos. 
Para os provedores de serviços, a economia colaborativa cria oportunidades de renda 
flexível e independente. Indivíduos podem monetizar ativos que antes eram subutilizados, como 
um quarto vago ou um carro, transformando-os em fontes de receita. Além disso, empresas que 
operam plataformas colaborativas desfrutam de um modelo escalável, onde sua infraestrutura 
digital facilita as transações sem a necessidade de grandes estoques ou investimentos físicos. 
Contudo, o modelo de economia colaborativa enfrenta desafios significativos. A 
regulamentação é uma questão central, pois muitos serviços colaborativos operam em zonas 
cinzentas das leis existentes. Questões como direitos trabalhistas, tributação e regulamentação 
de segurança têm sido amplamente debatidas. Além disso, a confiança entre os usuários é 
fundamental para o funcionamento do modelo, exigindo que as plataformas invistam em 
sistemas robustos de avaliação, mediação e proteção ao consumidor. 
 
Dropshipping 
Modelo em que empresas vendem produtos diretamente de fornecedores para os 
consumidores, sem a necessidade de estoque próprio. O modelo de negócios de dropshipping 
tem ganhado popularidade como uma forma acessível de empreender no comércio eletrônico. 
Nesse formato, o lojista atua como intermediário entre o cliente e o fornecedor, vendendo 
produtos sem a necessidade de manter um estoque físico. Ao receber um pedido, o lojista 
encaminha as informações ao fornecedor, que se encarrega de embalar e enviar o produto 
diretamente ao consumidor final. 
Uma das maiores vantagens do dropshipping é a baixa barreira de entrada. 
Empreendedores podem iniciar suas operações com custos reduzidos, já que não há necessidade 
de investir em inventário, armazéns ou logística própria. Além disso, a flexibilidade do modelo 
permite que os lojistas testem diferentes nichos de mercado e produtos com rapidez, adaptando-
se às demandas dos consumidores sem o risco de acumular estoque. 
 
 
 
 
Outro benefício significativo do dropshipping é a escalabilidade. Como o lojista não 
precisa lidar diretamente com a logística e o gerenciamento de estoques, ele pode se concentrar 
em atividades estratégicas, como marketing e atendimento ao cliente, potencializando o 
crescimento do negócio. As plataformas digitais e ferramentas de automação disponíveis 
atualmente facilitam ainda mais a operação, permitindo que mesmo empreendedores 
individuais gerenciem lojas virtuais com eficiência. 
Por outro lado, o modelo de dropshipping apresenta desafios importantes. A 
dependência de fornecedores terceirizados pode comprometer a qualidade dos produtos e a 
experiência do cliente, caso não sejam confiáveis ou tenham prazos de entrega prolongados. 
Além disso, as margens de lucro podem ser limitadas, já que a competição intensa no mercado 
de dropshipping frequentemente força os lojistas a reduzirem preços. A falta de controle sobre 
o processo logístico também pode dificultar a resolução de problemas, como atrasos ou 
produtos defeituosos, o que pode impactar negativamente a reputação da loja. 
Outro aspecto crítico do dropshipping é a importância de estratégias eficazes de 
marketing e diferenciação. Como o modelo é amplamente acessível, muitos vendedores 
oferecem produtos similares, tornando essencial investir em branding e experiência do cliente 
para se destacar no mercado. 
 
Personalização de produtos 
Modelo em que os clientes podem criar suas próprias estampas e designs, como a 
Reserva Ink. O modelo de negócio baseado na personalização de produtos tem se destacado 
como uma abordagem inovadora para atender às crescentes demandas dos consumidores por 
experiências únicas e individualizadas. Nesse modelo, empresas oferecem a possibilidade de 
customizar bens e serviços de acordo com as preferências pessoais de cada cliente, 
transformando itens comuns em peças exclusivas. Exemplos como a personalização de roupas, 
joias, calçados e até mesmo produtos digitais demonstram como essa estratégia pode agregar 
valor e fortalecer a relação entre marcas e consumidores. 
Uma das principais vantagens desse modelo é a criação de uma conexão emocional com 
o cliente. Produtos personalizados tendem a atender melhor às necessidades e gostos 
individuais, promovendo uma sensação de exclusividade e aumentando a satisfação do 
consumidor. Isso não apenas estimula a fidelidade à marca, mas também gera oportunidades de 
 
 
 
 
marketing por meio do boca a boca e do compartilhamento nas redes sociais. Empresas que 
implementam esse modelo conseguem se diferenciar em mercados saturados, destacando-se por 
oferecer soluções únicas em vez de produtos padronizados. 
No entanto, o modelo de personalização apresenta desafios operacionais e financeiros. 
A produção customizada pode ser mais cara e demorada, especialmente quando comparada à 
fabricação em massa. Para lidar com esses desafios, muitas empresas têm investido em 
tecnologias como impressão 3D, automação e inteligência artificial, que ajudam a tornar os 
processos de personalização mais eficientes e acessíveis. Outro aspecto crítico é o 
gerenciamento de expectativas dos consumidores, pois atrasos ou falhas na entrega de produtos 
personalizados podem impactar negativamente a experiência do cliente. 
Além disso, a personalização exige um entendimento profundo das preferências do 
público-alvo. Ferramentas de coleta e análise de dados desempenham um papel central nesse 
contexto, permitindo que as empresas criem experiências altamente segmentadas e relevantes. 
No entanto, é essencial que as marcas equilibrem o uso desses dados com a proteção da 
privacidade do cliente, garantindo práticas éticas e conformidade com regulamentações. 
 
Time Sharing 
Modelo em que se dá direito de ocupação a uma estrutura ou uso de um produto por um 
tempo determinado, mediante a cobrança de uma taxa. O modelo de negócio de time sharing, 
ou tempo compartilhado, é baseado na divisão do uso de um bem ou serviço entre várias 
pessoas, em períodos determinados. Esse modelo, amplamente aplicado em imóveis de férias, 
barcos, aeronaves e até serviços de luxo, permite que os consumidores desfrutem de benefícios 
exclusivos sem arcar com os altos custos de propriedade integral. Ao compartilhar os custos e 
o uso, os participantes obtêm acesso a recursos que, de outra forma, poderiam estar além de 
suas possibilidades financeiras. 
A principal vantagem do time sharing é a acessibilidade. Ao permitir que os custos de 
aquisição, manutenção e operação de um bem sejam divididos entre vários usuários, o modelo 
torna viávelo acesso a produtos e serviços de alto valor. Por exemplo, uma casa de férias pode 
ser compartilhada entre vários proprietários, cada um com direito a usufruir do imóvel por um 
período específico ao longo do ano. Esse sistema oferece uma solução eficiente para otimizar 
recursos que, de outra forma, poderiam ficar subutilizados. 
 
 
 
 
Do ponto de vista das empresas, o time sharing cria uma fonte recorrente de receita. A 
venda de cotas ou períodos de uso garante um fluxo constante de capital, enquanto os custos de 
manutenção são distribuídos entre os participantes. Além disso, o modelo fomenta a fidelidade 
do cliente, já que os participantes têm interesse contínuo em manter sua cota ou renovar o 
contrato. 
Entretanto, o time sharing também apresenta desafios. Um dos principais é a percepção 
de valor por parte dos consumidores. Muitas vezes, as cotas podem ser vistas como 
compromissos financeiros de longo prazo, o que pode gerar resistência. Além disso, questões 
como disponibilidade, gerenciamento de reservas e manutenção do bem compartilhado podem 
causar insatisfações, caso não sejam gerenciadas de forma eficaz. 
Outro ponto crítico é a regulamentação e a transparência. No passado, o time sharing 
enfrentou críticas devido a práticas de vendas agressivas e falta de clareza nos contratos. Para 
ganhar a confiança dos consumidores, as empresas precisam adotar abordagens éticas e 
transparentes, detalhando direitos, responsabilidades e custos associados. 
 
MODELOS DE NEGÓCIO NA INDÚSTRIA NAVAL 
A engenharia naval envolve o projeto, construção e manutenção de embarcações e 
estruturas flutuantes, com modelos de negócios que variam conforme a participação do setor 
público e privado. O Banco Mundial estabelece diretrizes para reformas portuárias e divide 
os portos em quatro modelos principais: 
1. Service Port (Porto Público): Totalmente estatal, sem fins lucrativos. O governo é 
responsável por infraestrutura, operação e administração. Modelo em declínio devido à 
busca por maior eficiência. Exemplo: Sri Lanka, Índia e Tanzânia. 
2. Tool Port (Modelo Híbrido): O governo mantém a infraestrutura e superestrutura, 
enquanto a operação portuária é realizada por empresas privadas. Apresenta conflitos 
organizacionais. Exemplo: Porto de Aratu (Brasil) e Porto de Chittagong (Bangladesh). 
3. Landlord Port (Administração Pública, Operação Privada): O mais comum no Brasil 
e no mundo. O setor público administra e investe na infraestrutura, enquanto o setor 
privado opera os terminais e investe na superestrutura por concessões. Exemplo: EUA, 
Alemanha, Holanda e México. 
4. Private Port (Porto Privado): O setor privado assume totalmente as operações, 
enquanto o governo mantém apenas o controle regulatório, segurança e proteção 
ambiental. 
 
 
 
 
O modelo Landlord Port domina o Brasil e grandes economias, pois equilibra 
investimentos públicos e privados, mas pode gerar sobrecapacidade e concorrência entre 
operadores e autoridades portuárias. O Private Port reduz a participação estatal, garantindo 
maior flexibilidade ao setor privado. 
Ao aplicar o Business Model Canvas na engenharia naval, os seguintes aspectos se 
destacam: 
• Segmentos de Clientes: Incluem empresas de transporte marítimo, indústrias de 
petróleo e gás, operadores portuários e governos. 
• Proposta de Valor: Abrange soluções personalizadas para eficiência energética, 
segurança e conformidade ambiental. 
• Canais: Englobam consultoria direta, participação em licitações e redes de distribuição 
globais. 
• Fontes de Receita: Incluem contratos de construção, manutenção e serviços 
especializados. 
Com o crescente foco em sustentabilidade, as empresas de engenharia naval estão 
investindo em: 
• Tecnologias verdes, como propulsão por GNL e energia solar. 
• Design otimizado para reduzir o consumo de combustível. 
• Soluções digitais, como IoT e gêmea digital, para monitoramento e previsão de 
desempenho. 
Empresas como a Rolls-Royce Marine e Maersk estão liderando inovações no setor, 
com foco em emissões zero e automação. Seus modelos de negócio são exemplos de como 
alinhar tecnologia, eficiência e sustentabilidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONCLUSÃO 
 
Os modelos de negócios são a base para o funcionamento e a competitividade das 
empresas em qualquer setor. A capacidade de adaptação e inovação dentro desses modelos é o 
que define o sucesso e a longevidade de uma organização. Com a transformação digital, 
mudanças econômicas e novas demandas da sociedade, as empresas precisam estar preparadas 
para reavaliar constantemente suas estratégias e estruturas. A flexibilidade para testar novos 
formatos e ajustar a proposta de valor é um fator determinante para a sustentabilidade e 
crescimento no mercado. 
Conclui-se que diferentes ferramentas podem ser utilizadas na hora de decidir qual 
modelo de negócio instaurar em uma empresa. Considerar a que mais faz sentido ajuda não 
apenas a manter a empresa em ordem, mas também a maximizar seus lucros e acelerar seus 
objetivos. Nunca é tarde para mudar o modelo de gerência de uma empresa, basta ter 
profissionais capazes de ter insights precisos e utilizar as ferramentas disponíveis da melhor 
forma. Além disso, a colaboração entre diferentes setores e a criação de ecossistemas de 
negócios fortalecem a capacidade das empresas de se diferenciarem e ampliarem seu impacto. 
A busca por parcerias estratégicas, modelos híbridos e novas formas de entrega de valor são 
alternativas cada vez mais exploradas para se manter relevante. O mercado não se sustenta mais 
apenas com produtos ou serviços tradicionais; é preciso agregar valor de maneira contínua e 
alinhada às mudanças no comportamento dos consumidores. 
Por fim, a evolução dos modelos de negócios não significa apenas adaptação, mas 
também a antecipação de tendências e a criação de novas oportunidades. Empresas que 
compreendem essa dinâmica e investem na construção de modelos flexíveis e inovadores 
garantem uma vantagem competitiva significativa. A capacidade de transformar desafios em 
possibilidades e de repensar constantemente a própria estrutura organizacional é o que 
diferencia negócios bem-sucedidos dos que se tornam obsoleto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
OSTERWALDER, Alexander; PIGNEUR, Yves. Business Model Generation: A Handbook 
for Visionaries, Game Changers, and Challengers. Hoboken: John Wiley & Sons, 2010. 
BOLAND, Richard Jr.; CALLOPY, Fred. Managing as Designing. Stanford: Stanford 
Business Books, 2004. 
BUXTON, Bill. Sketching User Experience: Getting the Design Right and the Right Design. 
Nova York: Elsevier, 2007. 
DENNING, Stephen. The Leader's Guide to Storytelling: Mastering the Art and Discipline of 
Business Narrative. São Francisco: Jossey-Bass, 2005. 
GALBRAITH, Jay R. Designing Complex Organizations. Reading: Addison Wesley, 1973. 
GOODWIN, Kim. Designing for the Digital Age: How to Create Human-Centered Products 
and Services. Nova York: John Wiley & Sons, 2009. 
HARRISON, Sam. Ideaspotting: How to Find Your Next Great Idea. Cincinnati: How Books, 
2006. 
HEATH, Chip; HEATH, Dan. Made to Stick: Why Some Ideas Survive and Others Die. Nova 
York: Random House, 2007. 
HUNTER, Richard; McDONALD, Mark. Getting the Right IT: Using Business Models. 
Gartner EXP CIO Signature Report, outubro 2007. 
KELLEY, Tom; et al. The Art of Innovation: Lessons in Creativity from IDEO, America's 
Leading Design Firm. Nova York: Broadway Business, 2001. 
KELLEY, Tom. The Ten Faces of Innovation: Strategies for Heightening Creativity. Nova 
York: Profile Business, 2008. 
KIM, W. Chan; MAUBORGNE, Renée. Blue Ocean Strategy: How to Create Uncontested 
Market Space and Make Competition Irrelevant. Boston: Harvard Business School Press, 
2005. 
MARKIDES, Constantinos C. Game-Changing Strategies: How to Create New Market Space 
in Established Industries by Breaking the

Mais conteúdos dessa disciplina