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Questões resolvidas

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Vestibulares
Termos Integrantes
GR0545 - (Fuvest)
 
Contribui para o efeito de humor da �rinha
a) a pergunta retórica feita no primeiro quadrinho.
b) a palavra "dinheiro" empregada em sen�do conota�vo
no segundo quadrinho.
c) o emprego de pleonasmo no terceiro quadrinho.
d) a an�tese entre "poemas" e "dinheiro" no terceiro
quadrinho.
e) o acréscimo do complemento nominal "ao dinheiro"
no terceiro quadrinho.
GR0296 - (Unesp)
Trecho do drama Macário, de Álvares de Azevedo.
MACÁRIO (chega à janela): Ó mulher da casa! olá! ó de
casa!
UMA VOZ (de fora): Senhor!
MACÁRIO: Desate a mala de meu burro e tragam-ma
aqui...
A VOZ: O burro?
MACÁRIO: A mala, burro!
A VOZ: A mala com o burro?
MACÁRIO: Amarra a mala nas tuas costas e amarra o
burro na cerca.
A VOZ: O senhor é o moço que chegou primeiro?
MACÁRIO: Sim. Mas vai ver o burro.
A VOZ: Um moço que parece estudante?
MACÁRIO: Sim. Mas anda com a mala.
A VOZ: Mas como hei de ir buscar a mala? Quer que vá a
pé?
MACÁRIO: Esse diabo é doido! Vai a pé, ou monta numa
vassoura como tua mãe!
A VOZ: Descanse, moço. O burro há de aparecer. Quando
madrugar iremos procurar.
OUTRA VOZ: Havia de ir pelo caminho do Nhô Quito. Eu
conheço o burro...
MACÁRIO: E minha mala?
A VOZ: Não vê? Está chovendo a potes!...
MACÁRIO (fecha a janela): Malditos! (a�ra com uma
cadeira no chão)
O DESCONHECIDO: Que tendes, companheiro?
MACÁRIO: Não vedes? O burro fugiu...
O DESCONHECIDO: Não será quebrando cadeiras que o
chamareis...
MACÁRIO: Porém a raiva...
[...]
O DESCONHECIDO: A mala não pareceu-me muito cheia.
Sen� alguma coisa sacolejar dentro. Alguma garrafa de
vinho?
MACÁRIO: Não! não! mil vezes não! Não concebeis, uma
perda imensa, irreparável... era o meu cachimbo...
O DESCONHECIDO: Fumais?
MACÁRIO: Perguntai de que serve o �nteiro sem �nta, a
viola sem cordas, o copo sem vinho, a noite sem mulher
– não me pergunteis se fumo!
[...]
MACÁRIO: E vós?
O DESCONHECIDO: Não vos importeis comigo. (�ra outro
cachimbo e fuma)
MACÁRIO: Sois um perfeito companheiro de viagem.
Vosso nome?
O DESCONHECIDO: Perguntei-vos o vosso?
MACÁRIO: O caso é que é preciso que eu pergunte
primeiro. Pois eu sou um estudante. Vadio ou estudioso,
talentoso ou estúpido, pouco importa. Duas palavras só:
amo o fumo e odeio o Direito Romano. Amo as mulheres
e odeio o roman�smo.
O DESCONHECIDO: Tocai! Sois um digno rapaz. (apertam
a mão)
MACÁRIO: Gosto mais de uma garrafa de vinho que de
um poema, mais de um beijo que do soneto mais
1@professorferretto @prof_ferretto
harmonioso. Quanto ao canto dos passarinhos, ao luar
sonolento, às noites límpidas, acho isso sumamente
insípido. Os passarinhos sabem só uma can�ga. O luar é
sempre o mesmo. Esse mundo é monótono a fazer
morrer de sono.
O DESCONHECIDO: E a poesia?
MACÁRIO: Enquanto era a moeda de ouro que corria só
pela mão do rico, ia muito bem. Hoje trocou-se em
moeda de cobre; não há mendigo, nem caixeiro de
taverna que não tenha esse vintém azinhavrado 1.
Entendeis-me?
O DESCONHECIDO: Entendo. A poesia, de popular
tornou- se vulgar e comum. An�gamente faziam-na para
o povo; hoje o povo fá-la... para ninguém...
(Álvares de Azevedo. Macário/Noite na taverna, 2002.)
 
1 azinhavrado: coberto de azinhavre (camada de cor
verde que se forma na super�cie dos objetos de cobre ou
latão, resultante da corrosão destes quando expostos ao
ar úmido).
 
“MACÁRIO: Desate a mala de meu burro e tragam-ma
aqui...” Na oração em que está inserido, o termo
sublinhado é um verbo que pede
a) objeto direto, expresso pelo vocábulo “mala”, e objeto
indireto, expresso pelo vocábulo “ma”.
b) apenas objeto indireto, expresso pelo vocábulo “ma”.
c) apenas objeto direto, expresso pelo vocábulo “ma”.
d) objeto direto, expresso pelo vocábulo “burro”, e
objeto indireto, expresso pelo vocábulo “ma”.
e) objeto direto e objeto indireto, ambos expressos pelo
vocábulo “ma”.
GR0175 - (Eear)
Relacione as colunas e, em seguida, assinale a alterna�va
com a sequência correta.
1 – objeto direto
2 – objeto indireto 
3 – complemento nominal
 
(__) Estava confiante na vitória.
(__) Há grandes festejos naquele bairro.
(__) Cedeu aos caprichos infan�s.
(__) Não me convidou para o lanche.
(__) Peço-lhe paciência com os jovens.
a) 3 – 2 – 1 – 1 – 2
b) 1 – 2 – 3 – 3 – 1
c) 2 – 1 – 3 – 2 – 3
d) 3 – 1 – 2 – 1 – 2
GR0172 - (Espcex)
E a indústria de alimentos na pandemia?
O editorial da edição de 10 de junho do Bri�sh
Medical Journal, assinado por professores da Queen
Mary University of London, na Inglaterra, propõe uma
reflexão tão interessante que vale provocá-la entre nós,
aqui também: a pandemia de Covid-19 deveria tornar
ainda mais urgente o combate à outra pandemia, a de
obesidade.
O excesso de peso, por si só, já é um fator de
risco importante para o agravamento da infecção pelo
Sars-CoV 2, como lembram os autores. A probabilidade
de uma pessoa com obesidade severa morrer de Covid-
19 chega a ser 27% maior do que a de indivíduos com
obesidade grau 1, isto é, com um índice de massa
corporal entre 30 e 34,9 quilos por metro quadrado, de
acordo com a plataforma de registros OpenSAFELY.
O editorial cita uma série de outros dados e
possíveis razões para a associação entre a má evolução
de certos casos de Covid-19 e a obesidade. No entanto, o
que mais destaca é o ambiente obesogênico que o novo
coronavírus encontrou no planeta.
Nos Estados Unidos e no Reino Unido, para citar
dois exemplos, entre 65% e 70% da população
apresentam um peso maior do que o recomendado para
o bem da saúde. E, assim, os autores apontam o dedo
para a indústria de alimentos que, em sua opinião, em
todo o globo não parou de promover produtos
ultraprocessados, com muito açúcar, uma quan�dade
excessiva de sódio e gorduras além da conta.
A crí�ca do editorial é mesmo cortante: “Fica
claro que a indústria de alimentos divide a culpa não
apenas pela pandemia de obesidade como pelos casos
mais graves de Covid-19 e suas consequências
devastadoras”, está escrito.
E os autores cobram medidas, lembrando que o
confinamento exigido pela Covid-19 aparentemente
piorou o estado nutricional das pessoas, em parte pela
falta de acesso a alimentos frescos, em outra parte
porque o pânico fez muita gente estocar itens
ultraprocessados em casa, já que esses costumam ter
maior vida de prateleira, inclusive na despensa.
Mas o que deixou os autores realmente
desconfortáveis foram as ações de marke�ng de algumas
marcas nesses tempos desafiadores. Todas, claro,
querendo demonstrar o seu envolvimento com inicia�vas
de responsabilidade social, mas dando �ros que, para
olhos mais atentos, decididamente saíram pela culatra.
Por exemplo, quando uma indústria bem popular na
Inglaterra distribuiu nada menos do que meio milhão de
calóricos donuts para profissionais na linha de frente do
Na�onal Health Service britânico.
A impressão é de que as indústrias de alimentos
verdadeiramente preocupadas com a população, cada
vez mais acome�da pela obesidade, deveriam aproveitar
a crise atual para botar a mão na consciência, parar de
promover itens pouco saudáveis e reformular boa parte
2@professorferretto @prof_ferretto
do seu por�ólio. As mortes por Covid-19 dão a pista de
que essa é a maior causa que elas poderiam abraçar no
momento.
Fonte: Adaptado de h�ps://abeso.org.br/e-a-industria-
de-alimentos-na-pandemia. Publicado em 30 de junho de
2020. Acessado em 09 Mar 21.
 
GLOSSÁRIO: O termo “ambiente obesogênico” foi criado
pelo professor de Bioengenharia da Universidade da
Califórnia, nos EUA, Bruce Blumberg. Segundo ele, são os
Obesogênicos os responsáveis por contribuir no ganho de
peso sem que o indivíduo tenha consciência de que está
engordando.
 
No trecho “A crí�ca do editorial é mesmo cortante.”, o
termo destacado é
a) sujeito simples.
b) objeto direto.
c) predica�vo do sujeito.
d) predica�vo do objeto.
e) complemento nominal.
GR0290 - (Unesp)
A crônica “Almas penadas”, de Olavo Bilac, publicada
originalmente em 1902.
Outro fantasma?... é verdade: outro fantasma. Já
tardava. O Rio de Janeiro não pode passar muito tempo
sem o seu lobisomem. Pareceque tudo aqui concorre
para nos impelir ao amor do sobrenatural [...]. Agora, já
se não adormecem as crianças com histórias de fadas e
de almas do outro mundo. Mas, ainda há menos de
cinquenta anos, este era um povo de beatos [...]. [...] Os
tempos melhoraram, mas guardam ainda um pouco
dessa primi�va credulidade. Inventar um fantasma é
ainda um magnífico recurso para quem quer levar a bom
termo qualquer grossa pa�faria. As almas simples vão
propagando o terror, e, sob a capa e a salvaguarda desse
temor, os pa�fes vão rejubilando.
O novo espectro que nos aparece é o de
Catumbi. Começou a surgir vagamente, sem espalhafato,
pelo pacato bairro — como um fantasma de grande e
louvável modés�a. E tão esba�do (^1) passava o seu
vulto na treva, tão su�lmente deslizava ao longo das
casas adormecidas — que as primeiras pessoas que o
viram não puderam em consciência dizer se era duende
macho ou duende fêmea. [...] O fantasma não falava —
naturalmente por saber de longa data que pela boca é
que morrem os peixes e os fantasmas... Também,
ninguém lhe falava — não por experiência, mas por
medo. Porque, enfim, pode um homem ter nascido num
século de luzes e de descrenças, e ter mamado o leite do
liberalismo nos estafados seios da Revolução Francesa, e
não acreditar nem em Deus nem no Diabo — e, apesar
disso, sen�r a voz presa na garganta, quando encontra na
rua, a desoras (^2), uma avantesma (^3)...
Assim, um profundo mistério cercava a existência
do lobisomem de Catumbi — quando começaram de
aparecer ves�gios assinalados de sua passagem, não já
pelas ruas, mas pelo interior das casas. Não vades agora
crer que se tenham sumido, por exemplo, as hós�as
consagradas da igreja de Catumbi, ou que os empregados
do cemitério de S. Francisco de Paula tenham achado
alguma sepultura vazia, ou que algum circunspecto pai
de família, certa manhã, ao despertar, tenha dado pela
falta... da própria alma. Nada disso. Os fenômenos eram
outros. Desta casa sumiram-se as arandelas, daquela
outra as galinhas, daquela outra as joias... E a polícia,
finalmente, adquiriu a convicção de que o lobisomem,
para perpétua e suprema vergonha de toda a sua classe,
andava acumulando novos pecados sobre os pecados
an�gos, e dando-se à prá�ca de excessos menos
merecedores de exorcismos que de cadeia.
Dizem as folhas (^4) que a polícia,
competentemente munida de ben�nhos (^5) e de
revólveres, de amuletos e de sabres, assaltou anteontem
o reduto do fantasma. Um jornal, dando conta da
diligência, disse que o delegado achou dentro da casa
sinistra — um velho pardieiro (^6) que fica no topo de
uma ladeira íngreme — alguns objetos singulares que
pareciam instrumentos “pertencentes a gatunos”. E
acrescentou: “alguns morcegos esvoaçavam espavoridos,
tentando apagar as velas acesas que os si�ante (^7)
empunhavam”.
Esta nota de morcegos deve ser um chique
român�co do no�ciarista. No fundo da alma de todo o
repórter há sempre um poeta... Vamos lá! nestes tempos,
que correm, já nem há morcegos. Esses feios quirópteros,
esses medonhos ratos alados, companheiros clássicos do
terror noturno, já não aparecem pelo bairro civilizado de
Catumbi. Os animais, que esvoaçavam espavoridos, eram
sem dúvida os frangões roubados aos quintais das
casas... Ai dos fantasmas! e mal dos lobisomens! o seu
tempo passou.
(Olavo Bilac. Melhores crônicas, 2005.)
 
(^1) esba�do: de tom pálido.
(^2) a desoras: muito tarde.
(^3) avantesma: alma do outro mundo, fantasma,
espectro.
(^4) folha: periódico diário, jornal.
(^5) ben�nho: objeto de devoção contendo orações
escritas.
(^6) pardieiro: prédio velho ou arruinado.
(^7) si�ante: policial.
 
A expressão sublinhada em “No fundo da alma de todo o
repórter há sempre um poeta...” (5º parágrafo) exerce a
mesma função sintá�ca da expressão sublinhada em
3@professorferretto @prof_ferretto
a) “Esta nota de morcegos deve ser um chique român�co
do no�ciarista.” (5º parágrafo)
b) “Os tempos melhoraram, mas guardam ainda um
pouco dessa primi�va credulidade.” (1º parágrafo)
c) “Os animais, que esvoaçavam espavoridos, eram sem
dúvida os frangões roubados aos quintais das casas...”
(5º parágrafo)
d) “Desta casa sumiram-se as arandelas, daquela outra as
galinhas, daquela outra as joias...” (3º parágrafo)
e) “Dizem as folhas que a polícia, competentemente
munida de ben�nhos e de revólveres, de amuletos e
de sabres, assaltou anteontem o reduto do fantasma.”
(4º parágrafo)
GR0180 - (Unifesp)
Leia o poema de Fernando Pessoa
 
Cruz na porta da tabacaria!
Quem morreu? O próprio Alves? Dou
Ao diabo o bem-’star que trazia.
Desde ontem a cidade mudou.
 
Quem era? Ora, era quem eu via.
Todos os dias o via. Estou
Agora sem essa monotonia.
Desde ontem a cidade mudou.
 
Ele era o dono da tabacaria.
Um ponto de referência de quem sou.
Eu passava ali de noite e de dia.
Desde ontem a cidade mudou.
 
Meu coração tem pouca alegria,
E isto diz que é morte aquilo onde estou.
Horror fechado da tabacaria!
Desde ontem a cidade mudou.
 
Mas ao menos a ele alguém o via,
Ele era fixo, eu, o que vou,
Se morrer, não falto, e ninguém diria:
Desde ontem a cidade mudou.
(Obra poé�ca, 1997.)
 
Sempre que haja necessidade expressiva de reforço, de
ênfase, pode o objeto direto vir repe�do. Essa reiteração
recebe o nome de objeto direto pleonás�co.
(Adriano da Gama Kury. Novas lições de análise sintá�ca,
1997. Adaptado.)
 
O eu lírico lança mão desse recurso expressivo no verso
a) “Todos os dias o via. Estou” (2ª estrofe)
b) “E isto diz que é morte aquilo onde estou.” (4ª estrofe)
c) “Ele era fixo, eu, o que vou,” (5ª estrofe)
d) “Mas ao menos a ele alguém o via,” (5ª estrofe)
e) “Ao diabo o bem-’star que trazia.” (1ª estrofe)
GR0260 - (Unesp)
Leia o trecho do livro Em casa, de Bill Bryson, para
responder à questão.
Quase nada, no século XVII, escapava à astúcia
dos que adulteravam alimentos. O açúcar e outros
ingredientes caros muitas vezes eram aumentados com
gesso, areia e poeira. A manteiga �nha o volume
aumentado com sebo e banha. Quem tomasse chá,
segundo autoridades da época, poderia ingerir, sem
querer, uma série de coisas, desde serragem até esterco
de carneiro pulverizado. Um carregamento inspecionado,
relata Judith Flanders, demonstrou conter apenas a
metade de chá; o resto era composto de areia e sujeira.
Acrescentava-se ácido sulfúrico ao vinagre para dar mais
acidez; giz ao leite; terebin�na1 ao gim. O arsenito de
cobre era usado para tornar os vegetais mais verdes, ou
para fazer a geleia brilhar. O cromato de chumbo dava
um brilho dourado aos pães e também à mostarda. O
acetato de chumbo era adicionado às bebidas como
adoçante, e o chumbo avermelhado deixava o queijo
Gloucester, se não mais seguro para comer, mais belo
para olhar.
Não havia pra�camente nenhum gênero que não
pudesse ser melhorado ou tornado mais econômico para
o varejista por meio de um pouquinho de manipulação e
engodo. Até as cerejas, como relata Tobias Smolle�,
ganhavam novo brilho depois de roladas, delicadamente,
na boca do vendedor antes de serem colocadas em
exposição. Quantas damas inocentes, perguntava ele,
�nham saboreado um prato de deliciosas cerejas que
haviam sido “umedecidas e roladas entre os maxilares
imundos e, talvez, ulcerados de um mascate de Saint
Giles”?
O pão era par�cularmente a�ngido. Em seu
romance de 1771, The expedi�on of Humphry Clinker,
Smolle� definiu o pão de Londres como um composto
tóxico de “giz, alume 2 e cinzas de ossos, insípido ao
paladar e destru�vo para a cons�tuição”; mas acusações
assim já eram comuns na época. A primeira acusação
formal já encontrada sobre a adulteração generalizada do
pão está em um livro chamado Poison detected: or
frigh�ul truths, escrito anonimamente em 1757, que
revelou segundo “uma autoridade altamente confiável”
que “sacos de ossos velhos são usados por alguns
padeiros, não infrequentemente”, e que “os ossuários
dos mortos são revolvidos para adicionar imundícies ao
alimento dos vivos”.
(Em casa, 2011. Adaptado.)
4@professorferretto @prof_ferretto
 
1 terebin�na: resina extraída de uma planta e usada na
fabricaçãode vernizes, diluição de �ntas etc.
2 alume: designação dos sulfatos duplos de alumínio e
metais alcalinos, com propriedades adstringentes, usado
na fabricação de corantes, papel, porcelana, na
purificação de água, na clarificação de açúcar etc
 
Em “Quase nada, no século XVII, escapava à astúcia dos
que adulteravam alimentos” (1º parágrafo), o termo
sublinhado é um verbo
a) transi�vo direto.
b) intransi�vo.
c) de ligação.
d) transi�vo indireto.
e) transi�vo direto e indireto.
GR0268 - (Unesp)
No fim da carta de que V. M.1 me fez mercê me
manda V. M. diga meu parecer sobre a conveniência de
haver neste estado ou dois capitães-mores ou um só
governador.
Eu, Senhor, razões polí�cas nunca as soube, e
hoje as sei muito menos; mas por obedecer direi
toscamente o que me parece.
Digo que menos mal será um ladrão que dois; e
que mais dificultoso serão de achar dois homens de bem
que um. Sendo propostos a Catão dois cidadãos romanos
para o provimento de duas praças, respondeu que ambos
lhe descontentavam: um porque nada �nha, outro
porque nada lhe bastava. Tais são os dois capitães-mores
em que se repar�u este governo: Baltasar de Sousa não
tem nada, Inácio do Rego não lhe basta nada; e eu não
sei qual é maior tentação, se a 1 , se a 2 . Tudo quanto há
na capitania do Pará, �rando as terras, não vale 10 mil
cruzados, como é notório, e desta terra há de �rar Inácio
do Rego mais de 100 mil cruzados em três anos, segundo
se lhe vão logrando bem as indústrias.
Tudo isto sai do sangue e do suor dos tristes
índios, aos quais trata como tão escravos seus, que
nenhum tem liberdade nem para deixar de servir a ele
nem para poder servir a outrem; o que, além da injus�ça
que se faz aos índios, é ocasião de padecerem muitas
necessidades os portugueses e de perecerem os pobres.
Em uma capitania destas confessei uma pobre mulher,
das que vieram das Ilhas, a qual me disse com muitas
lágrimas que, dos nove filhos que �vera, lhe morreram
em três meses cinco filhos, de pura fome e desamparo; e,
consolando-a eu pela morte de tantos filhos, respondeu-
me: “Padre, não são esses os por que eu choro, senão
pelos quatro que tenho vivos sem ter com que os
sustentar, e peço a Deus todos os dias que me os leve
também.” São las�mosas as misérias que passa esta
pobre gente das Ilhas, porque, como não têm com que
agradecer, se algum índio se reparte não lhe chega a eles,
senão aos poderosos; e é este um desamparo a que V. M.
por piedade deverá mandar acudir.
Tornando aos índios do Pará, dos quais, como
dizia, se serve quem ali governa como se foram seus
escravos, e os traz quase todos ocupados em seus
interesses, principalmente no dos tabacos, obriga-me a
consciência a manifestar a V. M. os grandes pecados que
por ocasião deste serviço se cometem.
(Sérgio Rodrigues (org.). Cartas brasileiras, 2017.
Adaptado.)
 
Sempre que haja necessidade expressiva de reforço, de
ênfase, pode o objeto direto vir repe�do. Essa reiteração
recebe o nome de objeto direto pleonás�co.
(Adriano da Gama Kury. Novas lições de análise sintá�ca,
1997. Adaptado.)
 
Antônio Vieira recorre a esse recurso expressivo em:
a) “Sendo propostos a Catão dois cidadãos romanos para
o provimento de duas praças, respondeu que ambos
lhe descontentavam” (3º parágrafo)
b) “e, consolando-a eu pela morte de tantos filhos,
respondeu-me” (4º parágrafo)
c) “e desta terra há-de �rar Inácio do Rego mais de 100
mil cruzados em três anos, segundo se lhe vão
logrando bem as indústrias” (3º parágrafo)
d) “São las�mosas as misérias que passa esta pobre
gente das Ilhas” (5º parágrafo)
e) “Eu, Senhor, razões polí�cas nunca as soube, e hoje as
sei muito menos” (2º parágrafo)
GR0174 - (Eear)
Coloque (PO) para predica�vo do objeto e (PS) para
predica�vo do sujeito. Em seguida, assinale a alterna�va
com a sequência correta.
 
(__) A finalização da pintura resultou magnífica.
(__) A doença o deixou irreconhecível.
(__) As duas mulheres entraram no recinto sérias.
(__) Achavam-no um gênio.
a) PO – PS – PS – PO
b) PS – PO – PS – PO
c) PO – PO – PS – PS
d) PS – PO – PO – PS
GR0176 - (Famema)
Leia o trecho do poema “Amor feinho”, de Adélia Prado e
responda.
 
5@professorferretto @prof_ferretto
Eu quero amor feinho.
Amor feinho não olha um pro outro.
Uma vez encontrado é igual fé,
não teologa mais.
Duro de forte, o amor feinho é magro, doido por sexo
e filhos tem os quantos haja.
Tudo que não fala, faz.
Planta beijo de três cores ao redor da casa
e saudade roxa e branca,
da comum e da dobrada.
Amor feinho é bom porque não fica velho.
Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é:
eu sou homem você é mulher.
Amor feinho não tem ilusão,
o que ele tem é esperança:
eu quero amor feinho.
(Bagagem, 2011)
 
“Eu quero amor feinho.” O verbo sublinhado é transi�vo
direto, assim como o verbo sublinhado em:
a) “Cuida do essencial”
b) “não teologa mais.”
c) “Uma vez encontrado é igual fé,”
d) “Amor feinho é bom porque não fica velho.”
e) “Planta beijo de três cores ao redor da casa”
GR0182 - (Epcar)
As feridas abertas da escravidão
Mais de um século após abolir a escravatura,
Brasil e EUA apenas agora começam a reconstruir a
história de seus heróis negros.
Doze anos de escravidão, produção do diretor
britânico Steve McQueen, entrou para a história do
cinema ao ganhar o Oscar de Melhor Filme, na premiação
do úl�mo dia 2 [de março de 2014]. É o primeiro filme de
um diretor negro a ganhar a estatueta. (...)
Antes do filme, lançado no ano passado, quase
ninguém conhecia a história de Salomon Northup, negro
livre e bem-educado de Nova York. Em 1842, ele foi
sequestrado e forçado à escravidão, por 12 anos, em
fazendas no sul dos Estados Unidos. (05) Resgatado por
seus amigos brancos, Northup lutou pela abolição da
escravatura e contou sua história a um escritor de livros,
David Wilson (06). O texto foi encontrado e reeditado em
1960, sem grande repercussão, até chegar às mãos de
McQueen. (01) “Minha ideia era transformar Northup
num herói, porque ele é um verdadeiro herói americano”
(02), disse o cineasta.
A consagração do filme, ao mesmo tempo, serviu
para realçar como a escravidão de negros, abolida nos
Estados Unidos há 148 anos e no Brasil há 125, ainda é
pouco conhecida. No Brasil, por mais de um século,
prevaleceu a crença de que seria improdu�vo vasculhar o
passado dos negros. Os arquivos sobre a escravidão,
dizia-se, perderam-se em 1890. (...)
“A carência e a imprecisão de registros históricos
reduziu o brilho de heróis nacionais”, diz Patrícia Xavier,
mestre em história social pela PUC-SP. Em sua tese de
mestrado, Patrícia estudou a vida de Francisco José do
Nascimento, O Chico da Ma�lde, líder abolicionista morto
em 6 de março de 1914 — portanto, há 100 anos. Sua
vida também daria um filme. Negro livre, Chico
trabalhava como prá�co no porto da província do Ceará.
Segundo relatos da época, em 1881, Chico liderou os
jangadeiros ao se recusar transportar escravos.
Influenciado pela insurreição dos jangadeiros, o Ceará
aboliu a escravidão em 1884, quatro anos antes da
Princesa Isabel assinar a Lei Áurea. (...)
O resgate histórico do período de escravidão
ganha força à medida que documentos são descobertos e
que a sociedade ganha distanciamento. Um século e
meio de abolição é pouco tempo, mesmo para países
jovens como EUA e Brasil. O diretor Steve McQueen pôde
usar, em seu filme, fazendas do Mississippi onde houve a
escravidão. O tronco onde dois escravos são espancados,
na obra de ficção, foi usado para o chicoteamento, um
século atrás. “Aquelas árvores viram tudo”, diz McQueen.
Método de trabalho largamente empregado na Europa,
na Ásia e na África, a escravidão foi ex�nta apenas na
década de 1980 em países como Serra Leoa.
(03) Suas feridas con�nuam abertas (04).
 Época/nº823, 10 mar. 2014. Editora Globo, p.55.
 
Leia o trecho abaixo para responder à questão que se
segue.
 
“Resgatado por eus amigos brancos, Northup
lutou pela abolição da escravatura e contou sua
história a um escritor de livros, David Wilson.” (05)(06)
 
Sobre as preposições acima, é INCORRETO afirmar quea) “Por” introduz um agente da passiva.
b) “Pela” expressa uma finalidade.
c) “Da” liga um complemento nominal a um substan�vo.
d) “De” relaciona o objeto indireto ao verbo.
GR0179 - (Efomm)
O homem deve reencontrar o Paraíso...
Rubem Alves
Era uma família grande, todos amigos. Viviam
como todos nós: moscas presas na enorme teia de
aranha que é a vida da cidade. Todos os dias a aranha
lhes arrancava um pedaço. Ficaram cansados. Resolveram
mudar de vida: um sonho louco: navegar! Um barco, o
mar, o céu, as estrelas, os horizontes sem fim: liberdade.
6@professorferretto @prof_ferretto
Venderam o que �nham, compraram um barco capaz de
atravessar mares e sobreviver tempestades.
Mas para navegar não basta sonhar. É preciso
saber. São muitos os saberes necessários para se navegar.
Puseram-se então a estudar cada um aquilo que teria de
fazer no barco: manutenção do casco, instrumentos de
navegação, astronomia, meteorologia, as velas, as cordas,
as polias e roldanas, os mastros, o leme, os parafusos, o
motor, o radar, o rádio, as ligações elétricas, os mares, os
mapas... Disse certo o poeta: Navegar é preciso, a ciência
da navegação é saber preciso, exige aparelhos, números
e medições. Barcos se fazem com precisão, astronomia se
aprende com o rigor da geometria, velas se fazem com
saberes exatos sobre tecidos, cordas e ventos,
instrumentos de navegação não informam mais ou
menos. Assim, eles se tomaram cien�stas, especialistas,
cada um na sua - juntos para navegar.
Chegou então o momento da grande decisão -
para onde navegar. Um sugeria as geleiras do sul do Chile,
outro os canais dos fiordes da Nomega, um outro queria
conhecer os exó�cos mares e praias das ilhas do Pacífico,
e houve mesmo quem quisesse navegar nas rotas de
Colombo. E foi então que compreenderam que, quando o
assunto era a escolha do des�no, as ciências que
conheciam para nada serviam.
De nada valiam números, tabelas, gráficos,
esta�s�cas. Os computadores, coitados, chamados a dar
o seu palpite, ficaram em silêncio. Os computadores não
têm preferências - falta-lhes essa su�l capacidade de
gostar, que é a essência da vida humana. Perguntados
sobre o porto de sua escolha, disseram que não
entendiam a pergunta, que não lhes importava para onde
se estava indo.
Se os barcos se fazem com ciência, a navegação
faz-se com os sonhos. Infelizmente a ciência, u�líssima,
especialista em saber como as coisas funcionam, tudo
ignora sobre o coração humano. É preciso sonhar para se
decidir sobre o des�no da navegação. Mas o coração
humano, lugar dos sonhos, ao contrário da ciência, é
coisa imprecisa. Disse certo o poeta: Viver não é preciso.
Primeiro vem o impreciso desejo. Primeiro vem o
impreciso desejo de navegar. Só depois vem a precisa
ciência de navegar.
Naus e navegação têm sido uma das mais
poderosas imagens na mente dos poetas. Ezra Pound
inicia seus Cân�cos dizendo: E pois com a nau no mar /
assestamos a quilha contra as vagas... Cecília Meireles:
Foi, desde sempre, o mar! A solidez da terra, monótona /
parece-nos fraca ilusão! Queremos a ilusão do grande
mar / mul�plicada em suas malhas de perigo. E
Nietzsche: Amareis a terra de vossos filhos, terra não
descoberta, no mar mais distante. Que as vossas velas
não se cansem de procurar esta terra! O nosso leme nos
conduz para a terra dos nossos filhos... Viver é navegar
no grande mar!
Não só os poetas: C. Wright Mills, um sociólogo
sábio, comparou a nossa civilização a uma galera que
navega pelos mares. Nos porões estão os remadores.
Remam com precisão cada vez maior. A cada novo dia
recebem remos novos, mais perfeitos. O ritmo das
remadas acelera. Sabem tudo sobre a ciência do remar. A
galera navega cada vez mais rápido. Mas, perguntados
sobre o porto do des�no, respondem os remadores: O
porto não nos importa. O que importa é a velocidade
com que navegamos.
C. Wright Mills usou esta metáfora para
descrever a nossa civilização por meio duma imagem
plás�ca: mul�plicam-se os meios técnicos e cien�ficos ao
nosso dispor, que fazem com que as mudanças sejam
cada vez mais rápidas; mas não temos ideia alguma de
para onde navegamos. Para onde? Somente um
navegador louco ou perdido navegaria sem ter ideia do
para onde. Em relação à vida da sociedade, ela contém a
busca de uma utopia. Utopia, na linguagem comum, é
usada como sonho impossível de ser realizado. Mas não
é isso. Utopia é um ponto ina�ngível que indica uma
direção.
Mário Quintana explicou a utopia com um verso:
Se as coisas são ina�ngíveis... ora! / Não é mo�vo para
não querê-las... Que tristes os caminhos, se não fora/ A
mágica presença das es frei as! Karl Mannheim, outro
sociólogo sábio que poucos leem, já na década de 1920
diagnos�cava a doença da nossa civilização: Não temos
consciência de direções, não escolhemos direções.
Faltam-nos estrelas que nos indiquem o des�no.
Hoje, ele dizia, as únicas perguntas que são
feitas, determinadas pelo pragma�smo da tecnologia (o
importante é produzir o objeto) e pelo obje�vismo da
ciência (o importante é saber como funciona), são: Como
posso fazer tal coisa? Como posso resolver este problema
concreto par�cular? E conclui: E em todas essas
perguntas sen�mos o eco o�mista: não preciso de me
preocupar com o todo, ele tomará conta de si mesmo.
Em nossas escolas é isso que se ensina: a precisa
ciência da navegação, sem que os estudantes sejam
levados a sonhar com as estrelas. A nau navega veloz e
sem rumo. Nas universidades, essa doença assume a
forma de peste epidêmica: cada especialista se dedica,
com paixão e competência, a fazer pesquisas sobre o seu
parafuso, sua polia, sua vela, seu mastro.
Dizem que seu dever é produzir conhecimento.
Se forem bem-sucedidas, suas pesquisas serão
publicadas em revistas internacionais. Quando se lhes
pergunta: Para onde seu barco está navegando?, eles
respondem: Isso não é cien�fico. Os sonhos não são
objetos de conhecimento cien�fico...
E assim ficam os homens comuns abandonados
por aqueles que, por conhecerem mares e estrelas, lhes
poderiam mostrar o rumo. Não posso pensar a missão
das escolas, começando com as crianças e con�nuando
7@professorferretto @prof_ferretto
com os cien�stas, como outra que não a da realização do
dito do poeta: Navegar é preciso. Viver não é preciso.
E necessário ensinar os precisos saberes da
navegação enquanto ciência. Mas é necessário apontar
com imprecisos sinais para os des�nos da navegação: A
terra dos filhos dos meus filhos, no mar distante... Na
verdade, a ordem verdadeira é a inversa. Primeiro, os
homens sonham com navegar. Depois aprendem a
ciência da navegação. E inú�l ensinar a ciência da
navegação a quem mora nas montanhas...
O meu sonho para a educação foi dito por
Bachelard: O universo tem um des�no de felicidade. O
homem deve reencontrar o Paraíso. O paraíso é jardim,
lugar de felicidade, prazeres e alegrias para os homens e
mulheres. Mas há um pesadelo que me atormenta: o
deserto. Houve um momento em que se viu, por entre as
estrelas, um brilho chamado progresso. Está na bandeira
nacional... E, quilha contra as vagas, a galera navega em
direção ao progresso, a uma velocidade cada vez maior, e
ninguém ques�ona a direção. E é assim que as florestas
são destruídas, os rios se transformam em esgotos de
fezes e veneno, o ar se enche de gases, os campos se
cobrem de lixo - e tudo ficou feio e triste.
Sugiro aos educadores que pensem menos nas
tecnologias do ensino - psicologias e quinquilharias - e
tratem de sonhar, com os seus alunos, sonhos de um
Paraíso.
OBS.: O texto foi adaptado às regras do Novo Acordo
Ortográfico.
 
Assinalea alterna�va em que o termo
sublinhado NÃO cumpre a função de sujeito.
a) Mas para navegar não basta sonhar. E preciso saber.
b) Disse certo o poeta: ‘Navegar é preciso a ciência da
navegação é saber preciso (...)
c) É preciso sonhar para se decidir sobre o des�no da
navegação.
d) Naus e navegação têm sido uma das mais poderosas
imagens na mente dos poetas.
e) O meu sonho para a educação foi dito
por Bachelard (...)
GR0181 - (Unifesp)
É, suponho que é em mim, como um dosrepresentantes de nós, que devo procurar por que está
doendo a morte de um facínora1. E por que é que mais
me adianta contar os treze �ros que mataram
Mineirinho2do que os seus crimes. Perguntei a minha
cozinheira o que pensava sobre o assunto. Vi no seu rosto
a pequena convulsão de um conflito, o mal-estar de não
entender o que se sente, o de precisar trair sensações
contraditórias por não saber como harmonizá-las. Fatos
irredu�veis, mas revolta irredu�vel também, a violenta
compaixão da revolta. Sen�r-se dividido na própria
perplexidade diante de não poder esquecer que
Mineirinho era perigoso e já matara demais; e no entanto
nós o queríamos vivo. A cozinheira se fechou um pouco,
vendo-me talvez como a jus�ça que se vinga. Com
alguma raiva de mim, que estava mexendo na sua alma,
respondeu fria: “O que eu sinto não serve para se dizer.
Quem não sabe que Mineirinho era criminoso? Mas
tenho certeza de que ele se salvou e já entrou no céu”.
Respondi-lhe que “mais do que muita gente que não
matou”.
Por quê? No entanto a primeira lei, a que
protege corpo e vida insubs�tuíveis, é a de que não
matarás. Ela é a minha maior garan�a: assim não me
matam, porque eu não quero morrer, e assim não me
deixam matar, porque ter matado será a escuridão para
mim.
Esta é a lei. Mas há alguma coisa que, se me faz
ouvir o primeiro e o segundo �ro com um alívio de
segurança, no terceiro me deixa alerta, no quarto
desassossegada, o quinto e o sexto me cobrem de
vergonha, o sé�mo e o oitavo eu ouço com o coração
batendo de horror, no nono e no décimo minha boca está
trêmula, no décimo primeiro digo em espanto o nome de
Deus, no décimo segundo chamo meu irmão. O décimo
terceiro �ro me assassina — porque eu sou o outro.
Porque eu quero ser o outro.
Essa jus�ça que vela meu sono, eu a repudio,
humilhada por precisar dela. Enquanto isso durmo e
falsamente me salvo. Nós, os sonsos essenciais. Para que
minha casa funcione, exijo de mim como primeiro dever
que eu seja sonsa, que eu não exerça a minha revolta e o
meu amor, guardados. Se eu não for sonsa, minha casa
estremece. Eu devo ter esquecido que embaixo da casa
está o terreno, o chão onde nova casa poderia ser
erguida. Enquanto isso dormimos e falsamente nos
salvamos. Até que treze �ros nos acordam, e com horror
digo tarde demais – vinte e oito anos depois que
Mineirinho nasceu – que ao homem acuado, que a esse
não nos matem. Porque sei que ele é o meu erro. E de
uma vida inteira, por Deus, o que se salva às vezes é
apenas o erro, e eu sei que não nos salvaremos enquanto
nosso erro não nos for precioso. Meu erro é o meu
espelho, onde vejo o que em silêncio eu fiz de um
homem. Meu erro é o modo como vi a vida se abrir na
sua carne e me espantei, e vi a matéria de vida, placenta
e sangue, a lama viva. Em Mineirinho se rebentou o meu
modo de viver.
(Clarice Lispector. Para não esquecer, 1999.)
 
1 facínora: diz-se de ou indivíduo que executa um crime
com crueldade ou perversidade acentuada.
2 Mineirinho: apelido pelo qual era conhecido o
criminoso carioca José Miranda Rosa. Acuado pela
polícia, acabou crivado de balas e seu corpo foi
8@professorferretto @prof_ferretto
encontrado à margem da Estrada Grajaú-Jacarepaguá, no
Rio de Janeiro.
 
“Até que treze �ros nos acordam, e com horror
digo tarde demais - vinte e oito anos depois que
Mineirinho nasceu - que ao homem acuado, que a esse
não nos matem.” (4º parágrafo)
 
Os termos “a esse” e “nos” cons�tuem, respec�vamente,
a) objeto indireto e objeto direto.
b) objeto indireto e objeto indireto.
c) objeto direto preposicionado e objeto direto.
d) objeto direto preposicionado e objeto indireto.
e) objeto direto e objeto indireto.
GR0178 - (Uea)
Leia o texto de João Vicente Ganzarolli de Oliveira.
No sen�do amplo, a arte é uma a�vidade
produtora, responsável pela criação de seres que, sem a
intervenção humana, não exis�riam. Entendendo dessa
forma, são frutos da arte tanto um moteto1de Palestrina
quanto um automóvel; uma ferramenta pré-histórica e
um computador. Como a arte, também a natureza é
geradora. Nelas temos duas fontes de existência das
criaturas; ambas insurgem-se contra o nada. Como diz
É�enne Gilson, "A missão do ar�sta é enriquecer o
mundo com novos seres. O ar�sta sente um impulso
irresis�vel de violentar o nada".
(A humanização da arte, 2006. Adaptado.)
 
1moteto: �po de composição musical medieval.
 
O predica�vo do sujeito é o termo que qualifica (ou
caracteriza) o sujeito da oração. O termo sublinhado
exerce a função de predica�vo do sujeito em:
a) "Nelas temos duas fontes de existência de criaturas".
b) "a arte é uma a�vidade produtora".
c) "ambas insurgem-se contra o nada".
d) "O ar�sta sente um impulso irresis�vel de violentar o
nada".
e) "São frutos da arte tanto um moteto de Palestrina
quanto um automóvel".
GR0173 - (Unesp)
A crônica “Almas penadas”, de Olavo Bilac, publicada
originalmente em 1902.
Outro fantasma?... é verdade: outro fantasma. Já
tardava. O Rio de Janeiro não pode passar muito tempo
sem o seu lobisomem. Parece que tudo aqui concorre
para nos impelir ao amor do sobrenatural [...]. Agora, já
se não adormecem as crianças com histórias de fadas e
de almas do outro mundo. Mas, ainda há menos de
cinquenta anos, este era um povo de beatos [...]. [...] Os
tempos melhoraram, mas guardam ainda um pouco
dessa primi�va credulidade. Inventar um fantasma é
ainda um magnífico recurso para quem quer levar a bom
termo qualquer grossa pa�faria. As almas simples vão
propagando o terror, e, sob a capa e a salvaguarda desse
temor, os pa�fes vão rejubilando.
O novo espectro que nos aparece é o de
Catumbi. Começou a surgir vagamente, sem espalhafato,
pelo pacato bairro — como um fantasma de grande e
louvável modés�a. E tão esba�do1passava o seu vulto na
treva, tão su�lmente deslizava ao longo das casas
adormecidas — que as primeiras pessoas que o viram
não puderam em consciência dizer se era duende macho
ou duende fêmea. [...] O fantasma não falava —
naturalmente por saber de longa data que pela boca é
que morrem os peixes e os fantasmas... Também,
ninguém lhe falava — não por experiência, mas por
medo. Porque, enfim, pode um homem ter nascido num
século de luzes e de descrenças, e ter mamado o leite do
liberalismo nos estafados seios da Revolução Francesa, e
não acreditar nem em Deus nem no Diabo — e, apesar
disso, sen�r a voz presa na garganta, quando encontra na
rua, a desoras2, uma avantesma3...
Assim, um profundo mistério cercava a existência
do lobisomem de Catumbi — quando começaram de
aparecer ves�gios assinalados de sua passagem, não já
pelas ruas, mas pelo interior das casas. Não vades agora
crer que se tenham sumido, por exemplo, as hós�as
consagradas da igreja de Catumbi, ou que os empregados
do cemitério de S. Francisco de Paula tenham achado
alguma sepultura vazia, ou que algum circunspecto pai
de família, certa manhã, ao despertar, tenha dado pela
falta... da própria alma. Nada disso. Os fenômenos eram
outros. Desta casa sumiram-se as arandelas, daquela
outra as galinhas, daquela outra as joias... E a polícia,
finalmente, adquiriu a convicção de que o lobisomem,
para perpétua e suprema vergonha de toda a sua classe,
andava acumulando novos pecados sobre os pecados
an�gos, e dando-se à prá�ca de excessos menos
merecedores de exorcismos que de cadeia.
Dizem as folhas4que a polícia, competentemente
munida de ben�nhos5e de revólveres, de amuletos e de
sabres, assaltou anteontem o reduto do fantasma. Um
jornal, dando conta da diligência, disse que o delegado
achou dentro da casa sinistra — um velho pardieiro6que
fica no topo de uma ladeira íngreme — alguns objetos
singulares que pareciam instrumentos “pertencentes a
gatunos”. E acrescentou: “alguns morcegos esvoaçavam
espavoridos, tentando apagar as velas acesas que os
si�ante7empunhavam”.
9@professorferretto @prof_ferretto
Esta nota de morcegos deve ser um chique
român�co do no�ciarista. No fundo da alma de todo o
repórter há sempre um poeta... Vamos lá! nestes tempos,
que correm, já nem há morcegos. Esses feios quirópteros,esses medonhos ratos alados, companheiros clássicos do
terror noturno, já não aparecem pelo bairro civilizado de
Catumbi. Os animais, que esvoaçavam espavoridos, eram
sem dúvida os frangões roubados aos quintais das
casas... Ai dos fantasmas! e mal dos lobisomens! o seu
tempo passou.
(Olavo Bilac. Melhores crônicas, 2005.)
 
1esba�do: de tom pálido.
2a desoras: muito tarde.
3avantesma: alma do outro mundo, fantasma, espectro.
4folha: periódico diário, jornal.
5ben�nho: objeto de devoção contendo orações escritas.
6pardieiro: prédio velho ou arruinado.
7si�ante: policial.
 
A expressão sublinhada em “No fundo da alma de todo o
repórter há sempre um poeta...” (5º parágrafo) exerce a
mesma função sintá�ca da expressão sublinhada em
a) “Esta nota de morcegos deve ser um chique român�co
do no�ciarista.” (5] parágrafo)
b) “Os tempos melhoraram, mas guardam ainda um
pouco dessa primi�va credulidade.” (1º parágrafo)
c) “Os animais, que esvoaçavam espavoridos, eram sem
dúvida os frangões roubados aos quintais das casas...”
(5º parágrafo)
d) “Desta casa sumiram-se as arandelas, daquela outra as
galinhas, daquela outra as joias...” (3º parágrafo)
e) “Dizem as folhas que a polícia, competentemente
munida de ben�nhos e de revólveres, de amuletos e
de sabres, assaltou anteontem o reduto do fantasma.”
(4º parágrafo)
GR0170 - (Puccamp)
O tempo e suas medidas
1O homem vive dentro do tempo, o tempo que
ele preenche, mede, avalia, ama e teme. Para marcar a
passagem e as medidas do tempo, inventou o relógio. A
palavra vem do la�m horologium, e 2se refere a um
quadrante do céu que os an�gos aprenderam a observar
para se orientarem no tempo e no espaço. 3Os artefatos
construídos para medir a passagem do tempo sofreram
ao longo dos séculos uma grande evolução. No início 4o
Sol era a referência natural para a separação entre o dia e
a noite, mas depois os relógios solares foram seguidos de
outros que vieram a u�lizar o escoamento de líquidos, de
areia, ou a queima de fluidos, até chegar aos disposi�vos
mecânicos que originaram as pêndulas. 5Com a
eletrônica, surgiram os relógios de quartzo e de césio,
aposentando os chamados “relógios de corda”. O
mostrador digital que está no seu pulso ou no seu celular
tem muita história: tudo teria começado com a haste
ver�cal ao sol, que projetava sua sombra num plano
horizontal demarcado. 6A ampulheta e a clepsidra são as
simpá�cas bisavós das atuais engenhocas eletrônicas, e
até hoje intrigam e divertem crianças de todas as idades.
7Mas a evolução dos maquinismos humanos
8que dividem e medem as horas não suprimiu nem
diminuiu a preocupação dos homens com o Tempo, 9essa
en�dade implacável, sempre a lembrar a condição da
nossa mortalidade. Na mitologia grega, o deus Chronos
era o senhor do tempo que se podia medir, por isso
chamado “cronológico”, 10a fluir incessantemente. No
entanto, 11a memória e a imaginação humanas criam
tempos outros: uma autobiografia recupera o passado, a
ficção cien�fica pretende vislumbrar o futuro. No Brasil,
muito da força de um 12José Lins do Rego, de um Manuel
Bandeira ou de um Pedro Nava vem do memorialismo
ar�s�camente trabalhado. A própria história nacional
13sofre os efeitos de uma intervenção no passado:
escritores român�cos, logo depois da Independência,
sen�ram necessidade de emprestar ao país um passado
glorioso, e recorreram às idealizações do Indianismo.
No cinema, uma das homenagens mais bonitas
ao tempo passado é a do filme Amarcord (“eu me
recordo”, em dialeto italiano), do cineasta Federico
Fellini. São lembranças pessoais de uma época dura,
quando o fascismo crescia e dominava a Itália. Já um
tempo futuro terrivelmente sombrio é projetado no filme
“Blade Runner, o caçador de androides”, do diretor Ridley
Sco�, no cenário futurista de uma metrópole caó�ca.
Se o relógio da História marca tempos sinistros, o
tempo construído pela arte abre-se para a poesia: o
tempo do sonho e da fantasia arrebatou mul�dões no
filme O mágico de Oz estrelado por Judy Garland e
eternizado pelo tema da canção Além do arco-íris. Aliás, a
arte da música é, sempre, uma habitação especial do
tempo: as notas combinam-se, ritmam e produzem
melodias, adensando as horas com seu envolvimento.
São diferentes as qualidades do tempo e as
circunstâncias de seus respec�vos relógios: há o “relógio
biológico”, que regula o ritmo do nosso corpo; há o
“relógio de ponto”, que controla a presença do
trabalhador numa empresa; e há a necessidade de
“acertar os relógios”, para combinar uma ação em grupo;
há o desafio de “correr contra o relógio”, obrigando-nos à
pressa; e há quem “seja como um relógio”, quando
extremamente pontual.
14Por vezes barateamos o sen�do do tempo,
15tornando-o uma espécie de vazio a preencher: é
quando fazemos algo para “passar o tempo”, e apelamos
para um jogo, uma brincadeira, um “passatempo” como
as palavras cruzadas. Em compensação, nas horas de
10@professorferretto @prof_ferretto
grande expecta�va, queixamo-nos de que “o tempo não
passa”. “Tempo é dinheiro” é o lema dos capitalistas e
inves�dores e dos operadores da Bolsa; e é uma
obsessão para os atletas olímpicos em busca de recordes.
Nos relógios primi�vos, nos cronômetros
sofis�cados, nos sinos das velhas igrejas, no pulsar do
coração e da pressão das artérias, a expressão do tempo
se confunde com a evidência mesma do que é vivo. No
�c-tac da pêndula de um relógio de sala, na casa da avó,
os ne�nhos ouvem inconscientemente o tempo passar. O
Big Ben londrino marcou horas terríveis sob o
bombardeio nazista. Na passagem de um ano para outro,
contamos os úl�mos dez segundos cantando e
festejando, na esperança de um novo tempo, de um ano
melhor.
(Péricles Alcântara, inédito)
 
Por vezes barateamos o sen�do do tempo, tornando-o
uma espécie de vazio a preencher: é quando fazemos
algo para “passar o tempo”, e apelamos para um jogo,
uma brincadeira, um “passatempo” como as palavras
cruzadas. Em compensação, nas horas de grande
expecta�va, queixamo-nos de que “o tempo não passa”.
 
No trecho acima transcrito,
a) a expressão Por vezes pode ser subs�tuída por “As
vezes” sem que haja prejuízo da correção grama�cal,
pois nada jus�ficaria o emprego do acento indica�vo
da crase.
b) os dois-pontos introduzem não um esclarecimento do
que foi dito antes, mas uma enumeração; no caso,
enumeração dos passatempos. 
c) a sequência “e apelamos para um jogo, uma
brincadeira, um ‘passatempo’ como as palavras
cruzadas” poderia ter a ordem dos complementos
verbais alterada sem prejuízo do sen�do original.
d) a forma “queixamo-nos” é grama�calmente correta,
assim como o é a destacada em “Ele me fez uma
gen�leza, é hora de retribui-lo”.
e) o emprego das aspas, nas três ocorrências, é indica�vo
de palavra e expressões �picas da linguagem
coloquial. 
GR0183 - (Ufrgs)
A história não tem sido (1) favorável à Polônia (4)
e à sua literatura. Os duzentos anos durante os quais (8)
o país esteve dividido entre as potências vizinhas - Rússia,
Prússia e Áustria - exerceram uma influência de longo
alcance sobre sua literatura. Os opressores (11) não
apenas tentaram impor (14) seu domínio polí�co (12),
mas erradicar (15) a cultura do povo conquistado (13).
Um dos principais alvos era a língua: ________ do uso
oficial e das cerimônias públicas. A literatura polonesa
teve de adotar o di�cil papel de guardiã do idioma,
ameaçado pela expansão dos opressores e de sua língua.
As obras literárias passaram a ser o único santuário (5)
onde (9) a língua ameaçada poderia florescer.
Consequentemente (16), o país, que (6) �nha
ficado (2) privado de seu exército regular, formou uma
divisão de poetas, com a crença profunda de que
________ mais efe�vos que unidades militares. A língua
era sua única arma contra a opressão do Estado.
Acreditava-se que perder a língua nacional significaria
perder a iden�dade cultural, crença essa jamais
ques�onada.
Assim (17), a poesia polonesa sen�u, desde a
época das par�ções, o terrível peso do dever público.
Isso originou uma série de conflitos dentro da própria
literatura. Os poetas,cuja principal tarefa (10) era
preservar - por via da língua - o sen�do de iden�dade
nacional, �veram de refrear a voz individual, uma vez que
serviam (3) à causa polonesa, supraindividual. Tiveram de
suspender a alegria cria�va da picardia e da
irresponsabilidade, por causa da gravidade de seus
obje�vos. A poesia estava associada, inextricavelmente, à
extrema seriedade da missão.
E, mesmo que (18) ________ obras escritas por
poetas em momentos descomprome�dos da vida,
quando desfrutavam dos prazeres terrenos ou se (7)
deliciavam com horas de ócio, estes não �nham sido
incluídos no cânone literário. Na Polônia, a seriedade do
obje�vo modelou a ideia popular do que a poesia é e (19)
deveria (20) ser.
(Adaptado de: JARNIEWICZ, J. Língua contra língua. In:
PETERSON, M. (Org.) A literatura soberana: ensaios sobre
as literaturas da Europa Centro-Oriental. São Paulo:
Humanitas, 2010. p. 191-192.)
 
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações
abaixo, referentes a funções sintá�cas de palavras e
segmentos do texto.
 
(__) O segmento à Polônia (4) exerce função de objeto
indireto.
(__) O segmento o único santuário (5) exerce a função de
predica�vo do sujeito.
(__) O pronome que (6) desempenha a função de sujeito
da oração em que aparece.
(__) O pronome se (7) é um índice de indeterminação do
sujeito.
 
A sequência correta de preenchimento dos parênteses,
de cima para baixo, é
11@professorferretto @prof_ferretto
a) F - V - V - F.
b) F - F - V - V.
c) V - F - F - V.
d) V - V - F - F.
e) V - F - V - F.
GR0548 - (Espm)
Dos pronomes rela�vos em destaque nos segmentos
abaixo, assinale aquele que exerça função sintá�ca de
objeto direto:
a) “A promulgação da Lei do Ventre Livre, em 1871,
definia que os bebês que as mulheres escravizadas
parissem a par�r daquela data estariam livres.”
b) “O tema tem adquirido muita relevância nos círculos
feministas no Brasil, onde mulheres têm desenvolvido
suas ações.”
c) “...especialmente em nosso país, marcadamente
caracterizado por inúmeras desigualdades sociais e
pela ausência de polí�cas públicas que garantam
acesso a serviços de saúde, educação, saneamento
básico, segurança, entre outros.”
d) “...Ins�tuto da Mulher Negra, cuja organização é
pioneira na luta e defesa dos direitos das mulheres
negras, entre outros.” 
e) “...procura racializar as discussões, ao trazer para o
debate assuntos que foram ignorados pelos
feminismos brancos.”
GR0171 - (Unesp)
Trecho do drama Macário, de Álvares de Azevedo.
MACÁRIO (chega à janela): Ó mulher da casa! olá! ó de
casa!
UMA VOZ (de fora): Senhor!
MACÁRIO: Desate a mala de meu burro e tragam-ma
aqui...
A VOZ: O burro?
MACÁRIO: A mala, burro!
A VOZ: A mala com o burro?
MACÁRIO: Amarra a mala nas tuas costas e amarra o
burro na cerca.
A VOZ: O senhor é o moço que chegou primeiro?
MACÁRIO: Sim. Mas vai ver o burro.
A VOZ: Um moço que parece estudante?
MACÁRIO: Sim. Mas anda com a mala.
A VOZ: Mas como hei de ir buscar a mala? Quer que vá a
pé?
MACÁRIO: Esse diabo é doido! Vai a pé, ou monta numa
vassoura como tua mãe!
A VOZ: Descanse, moço. O burro há de aparecer. Quando
madrugar iremos procurar.
OUTRA VOZ: Havia de ir pelo caminho do Nhô Quito. Eu
conheço o burro...
MACÁRIO: E minha mala?
A VOZ: Não vê? Está chovendo a potes!...
MACÁRIO (fecha a janela): Malditos! (a�ra com uma
cadeira no chão)
O DESCONHECIDO: Que tendes, companheiro?
MACÁRIO: Não vedes? O burro fugiu...
O DESCONHECIDO: Não será quebrando cadeiras que o
chamareis...
MACÁRIO: Porém a raiva...
[...]
O DESCONHECIDO: A mala não pareceu-me muito cheia.
Sen� alguma coisa sacolejar dentro. Alguma garrafa de
vinho?
MACÁRIO: Não! não! mil vezes não! Não concebeis, uma
perda imensa, irreparável... era o meu cachimbo...
O DESCONHECIDO: Fumais?
MACÁRIO: Perguntai de que serve o �nteiro sem �nta, a
viola sem cordas, o copo sem vinho, a noite sem mulher
– não me pergunteis se fumo!
O DESCONHECIDO (dá-lhe um cachimbo): Eis aí um
cachimbo primoroso.
[...]
MACÁRIO: E vós?
O DESCONHECIDO: Não vos importeis comigo. (�ra outro
cachimbo e fuma)
MACÁRIO: Sois um perfeito companheiro de viagem.
Vosso nome?
O DESCONHECIDO: Perguntei-vos o vosso?
MACÁRIO: O caso é que é preciso que eu pergunte
primeiro. Pois eu sou um estudante. Vadio ou estudioso,
talentoso ou estúpido, pouco importa. Duas palavras só:
amo o fumo e odeio o Direito Romano. Amo as mulheres
e odeio o roman�smo.
O DESCONHECIDO: Tocai! Sois um digno rapaz. (apertam
a mão)
MACÁRIO: Gosto mais de uma garrafa de vinho que de
um poema, mais de um beijo que do soneto mais
harmonioso. Quanto ao canto dos passarinhos, ao luar
sonolento, às noites límpidas, acho isso sumamente
insípido. Os passarinhos sabem só uma can�ga. O luar é
sempre o mesmo. Esse mundo é monótono a fazer
morrer de sono.
O DESCONHECIDO: E a poesia?
MACÁRIO: Enquanto era a moeda de ouro que corria só
pela mão do rico, ia muito bem. Hoje trocou-se em
moeda de cobre; não há mendigo, nem caixeiro de
taverna que não tenha esse vintém azinhavrado (1).
Entendeis-me?
O DESCONHECIDO: Entendo. A poesia, de popular
tornou- se vulgar e comum. An�gamente faziam-na para
o povo; hoje o povo fá-la... para ninguém...
(Álvares de Azevedo. Macário/Noite na taverna, 2002.)
(1) azinhavrado: coberto de azinhavre (camada de cor
verde que se forma na super�cie dos objetos de cobre ou
12@professorferretto @prof_ferretto
latão, resultante da corrosão destes quando expostos ao
ar úmido).
 
“MACÁRIO: Desate a mala de meu burro e tragam-ma
aqui...” Na oração em que está inserido, o termo
sublinhado é um verbo que pede
a) objeto direto, expresso pelo vocábulo “mala”, e objeto
indireto, expresso pelo vocábulo “ma”.
b) apenas objeto indireto, expresso pelo vocábulo “ma”.
c) apenas objeto direto, expresso pelo vocábulo “ma”.
d) objeto direto, expresso pelo vocábulo “burro”, e
objeto indireto, expresso pelo vocábulo “ma”.
e) objeto direto e objeto indireto, ambos expressos pelo
vocábulo “ma”.
GR0177 - (Fmj)
Leia o trecho do ar�go “Flertando com o desconhecido”,
de Marcelo Gleiser.
Muita gente acha que a ciência é uma a�vidade
sem emoções, des�tuída de drama, fria e racional. Na
verdade, é justamente o oposto. A premissa da ciência é
a nossa ignorância, nossa vulnerabilidade em relação ao
desconhecido, ao que não sabemos. Muitas vezes,
quando experimentos revelam novos aspectos da
Natureza que sequer haviam sido conjecturados, a
sensação de tatearmos no escuro pode levar ao
desespero. E agora? Se nossas teorias não podem
explicar o que estamos observando, como ir adiante?
Nenhum exemplo na história da ciência ilustra melhor
esse drama do que o nascimento da �sica quân�ca, que
descreve o comportamento dos átomos e das par�culas
subatômicas, e que está por trás de toda a revolução
digital que rege a sociedade moderna.
Ao final do século XIX, a �sica estava com muito
pres�gio. A mecânica de Newton, a teoria
eletromagné�ca de Faraday e Maxwell, a compreensão
dos fenômenos térmicos, tudo levava a crer que a ciência
estava perto de chegar ao seu obje�vo final, a
compreensão de toda a Natureza. Para a surpresa de
muitos, experimentos revelaram fenômenos que não
podiam ser explicados pelas teorias da chamada era
clássica. Não se sabia, por exemplo, se átomos eram ou
não en�dades reais, já que a �sica clássica previa que
seriam instáveis. Gradualmente, ficou claro que uma
nova �sica era necessária para lidar com o mundo do
muito pequeno. Mas que �sica seria essa? Ninguém
queria mudanças muito radicais. Ou quase ninguém.
A primeira ideia da nova era veio de Max Planck.
Eis como Planck relatou em 1900 seu estado emocional
ao propor a ideia do quantum (o menor valor que certas
grandezas �sicas podem apresentar): “Resumidamente,
posso descrever minha a�tude como um ato de
desespero, já que por natureza sou uma pessoa pacífica e
contrária a aventuras irresponsáveis.” O uso da palavra
“desespero” é revelador. Planck viu-se forçado a propor
algo novo, que ia contra tudo o que havia aprendido até
então e que acreditava ser correto sobre a Natureza.
Abandonar o velho e propor o novorequer muita
coragem intelectual. E muita humildade, algo que faltava
aos que achavam que a �sica estava quase completa.
Planck sabia que a �sica tem como missão explicar o
mundo natural, mesmo que a explicação contrarie nossas
ideias preconcebidas. Nunca devemos arrogar que nossas
ideias tenham precedência sobre o que a Natureza nos
diz.
(O caldeirão azul, 2019. Adaptado.)
 
Exerce a função sintá�ca de objeto direto o termo
sublinhado em:
a) “E muita humildade, algo que faltava aos que achavam
que a �sica estava quase completa.” (3º parágrafo)
b) “Para a surpresa de muitos, experimentos revelaram
fenômenos que não podiam ser explicados pelas
teorias da chamada era clássica.” (2º parágrafo)
c) “A premissa da ciência é a nossa ignorância, nossa
vulnerabilidade em relação ao desconhecido,
ao que não sabemos.” (1º parágrafo)
d) “Muitas vezes, quando experimentos revelam novos
aspectos da Natureza que sequer haviam sido
conjecturados, a sensação de tatearmos no escuro
pode levar ao desespero.” (1º parágrafo)
e) “Planck viu-se forçado a propor algo novo, que ia
contra tudo o que havia aprendido até então e que
acreditava ser correto sobre a Natureza.” (3º
parágrafo)
GR0634 - (Uema)
[...] E os dois imigrantes, no silêncio dos caminhos,
unidos enfim numa mesma comunhão de esperança e
admiração, puseram-se a louvar a Terra de Canaã.
Eles disseram que ela era formosa com os seus trajes
magníficos, ves�da de sol, coberta com o manto do
voluptuoso e infinito azul; que era amimada pelas coisas;
sobre o seu colo águas dos rios fazem voltas e outras
enlaçam-lhe a cintura desejada; [...]
Eles disseram que ela era opulenta, porque no seu
bojo fantás�co guarda a riqueza inumerável, o ouro puro
e a pedra iluminada; porque os seus rebanhos fartam as
suas nações e o fruto das suas árvores consola o amargor
da existência; porque um só grão das suas areias
fecundas fer�lizaria o mundo inteiro e apagaria para
sempre a miséria e a fome entre os homens. Oh!
poderosa!...
Eles disseram que ela, amorosa, enfraquece o sol com
as suas sombras; para o orvalho da noite fria tem o calor
da pele aquecida, e os homens encontram nela, tão
13@professorferretto @prof_ferretto
meiga e consoladora, o esquecimento instantâneo da
agonia eterna...
Eles disseram que ela era feliz entre as outras, porque
era a mãe abastada, a casa de ouro, a providência dos
filhos despreocupados, que a não enjeitam por outra,
não deixam as suas vestes protetoras e a recompensam
com o gesto perpetuamente infan�l e carinhoso, e
cantam-lhe hinos saídos de um peito alegre...
Eles disseram que ela era generosa, porque distribui
os seus dons preciosos aos que deles têm desejo; a sua
porta não se fecha, as suas riquezas não têm dono; não é
perturbada pela ambição e pelo orgulho; os seus olhos
suaves e divinos não dis�nguem as separações
miseráveis; o seu seio maternal se abre a todos como um
farto e tépido agasalho... Oh! esperança nossa!
Eles disseram esses e outros louvores e caminharam
dentro da luz...
ARANHA, G. (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Mar�ns
Claret, 2013.
 
No trecho “Eles disseram que ela, amorosa, enfraquece o
sol e as suas sombras”, o termo "amorosa" possibilita
duas funções sintá�cas dis�ntas. Considerando a anáfora
predominante no fragmento, a função sintá�ca
prevalente é
a) voca�vo.
b) aposto explica�vo.
c) predica�vo do sujeito.
d) predica�vo do objeto.
e) adjunto adnominal.
GR0691 - (Unifenas)
 
O texto III traz informações sobre o que é cidadania,
cidadão e exercício dessa cidadania. Sobre a análise
morfossintá�ca das sentenças que compõem esse texto,
é correto afirmar que no trecho:
a) “Exercício dos diretos e deveres civis, polí�cos e
sociais estabelecidos na Cons�tuição Federal.”, o verbo
“exercício” é transi�vo indireto e tem as palavras
“direitos” e “deveres” como núcleos do objeto
indireto.
b) “Conjunto de direitos e deveres exercidos por um
indivíduo que vive em sociedade.”, o pronome rela�vo
“que” exerce função sintá�ca de objeto direto.
c) Indivíduo que vive de acordo com um conjunto de
estatutos (...)”, a locução preposi�va “de acordo com”
introduz o objeto indireto do verbo “vive”.
d) “(...) conjunto de estatutos pertencentes a uma
comunidade poli�camente e socialmente ar�culada.”,
a preposição “a” introduz o complemento nominal do
adje�vo “pertencentes”.
e) “Ter consciência dos seus direitos e obrigações,
garan�ndo que sejam colocados em prá�ca.”, a
conjunção integrante “que” introduz uma oração que
exerce função sintá�ca de complemento nominal.
GR0697 - (Fcmscsp)
Soneto “Não comerei da alface a verde pétala”, de
Vinicius de Moraes.
 
Não comerei da alface a verde pétala
Nem da cenoura as hós�as desbotadas
Deixarei as pastagens às manadas
E a quem mais aprouver fazer dieta.
 
Cajus hei de chupar, mangas-espadas
Talvez pouco elegantes para um poeta
Mas peras e maçãs, deixo-as ao esteta
Que acredita no cromo das saladas.
 
Não nasci ruminante como os bois
Nem como os coelhos, roedor; nasci
Omnívoro; deem-me feijão com arroz
 
E um bife, e um queijo forte, e para�
E eu morrerei, feliz, do coração
De ter vivido sem comer em vão.
Vinicius de Moraes. Livro de sonetos, 2009.
 
Esteta: especialista em esté�ca
 
Objeto direto enfá�co: Por ênfase ou realce, é lícito
repe�r o objeto direto por meio de um pronome oblíquo.
14@professorferretto @prof_ferretto
Domingos Paschoal Cegalla. Dicionário de dificuldades da
língua portuguesa, 2009. Adaptado.
 
Ocorre objeto direto enfá�co no seguinte verso:
a) “Mas peras e maçãs, deixo-as ao esteta” (2a estrofe)
b) “E a quem mais aprouver fazer dieta.” (1a estrofe)
c) “Cajus hei de chupar, mangas-espadas” (2a estrofe)
d) “Não comerei da alface a verde pétala” (1a estrofe)
e) “Omnívoro; deem-me feijão com arroz” (3a estrofe)
GR0723 - (Faminas)
um pouco desidratado já compromete o trabalho dos
neurônios e causa até irritação. Novo estudo da
Universidade de Connec�cut, nos Estados Unidos, aponta
um mo�vo inusitado para bebermos bastante líquido ao
longo do dia, e especialmente quando estamos lendo,
estudando, escrevendo…
Após acompanhar 51 voluntários subme�dos a testes
de atenção e lógica, os cien�stas descobriram que
mesmo uma desidratação leve – aquela que muitas vezes
surge antes de a sede dar as caras – já atrapalha o
raciocínio. Mais do que isso, o humor piora com a falta de
H2O no organismo. “Todas as células do corpo precisam
de água para funcionar, e as neuronais não são exceção”,
explica o fisiologista e autor da pesquisa, Lawrence
Armstrong. “Sem hidratação adequada, as informações e
sen�mentos acabam sendo processados de um jeito
impróprio pela massa cinzenta”, conclui.
(Saúde é vital, maio/2012)
 
O complemento destacado em “... já compromete o
trabalho dos neurônios...” apresenta a mesma função
sintá�ca que o destacado em:
a) “aponta um mo�vo inusitado”.
b) “quando estamos lendo, estudando”.
c) “– aquela que muitas vezes surge antes”.
d) “o humor piora com a falta de H2O no organismo”.
GR0772 - (Etecsp)
Na letra da música “Dura na queda", Chico Buarque cita,
direta ou indiretamente, fontes de energia renováveis:
solar, ondomotriz (ondas) e maremotriz (maré).
 
[...] Esquinas
Mil buzinas
Imagina orquestras
Samba no chafariz
Viva a folia
A dor não presta
Felicidade, sim
 
O sol ensolarará a estrada dela
A lua alumiará o mar
A vida é bela
O sol, a estrada amarela
E as ondas, as ondas, as ondas, as ondas
[...]
 
Assinale a alterna�va que contenha versos que podem
ser classificados como orações.
a) “Imagina orquestras"; "Mil buzinas".
b) “Felicidade, sim"; "O sol, a estrada amarela".
c) “O sol ensolarará a estrada dela"; "Esquinas".
d) “A lua alumiará o mar"; "Imagina orquestras".
e) “A vida é bela"; "E as ondas, as ondas, as ondas, as
ondas".
GR0780 - (Afa)
Hino nacional
Precisamos descobrir o Brasil!
Escondido atrás das florestas,
com a água dos rios no meio,
o Brasil está dormindo, coitado.
[5] Precisamos colonizar o Brasil.
 
O que faremos importando francesas
muito louras, de pele macia,
alemãs gordas, russas nostálgicas para
garçone�es dosrestaurantes noturnos.
[10] E virão sírias fidelíssimas.
Não convém desprezar as japonesas...
 
Precisamos educar o Brasil.
Compraremos professores e livros,
assimilaremos finas culturas,
[15] abriremos dancings e subvencionaremos as
elites.
 
Cada brasileiro terá sua casa
com fogão e aquecedor elétricos, piscina,
salão para conferências cien�ficas.
E cuidaremos do Estado Técnico.
 
[20] Precisamos louvar o Brasil.
Não é só um país sem igual.
Nossas revoluções são bem maiores
do que quaisquer outras; nossos erros também.
E nossas virtudes? A terra das sublimes paixões...
[25] os Amazonas inenarráveis... os incríveis João-
Pessoas...
 
Precisamos adorar o Brasil!
Se bem que seja di�cil caber tanto oceano e tanta
 [solidão
15@professorferretto @prof_ferretto
no pobre coração já cheio de compromissos...
Se bem que seja di�cil compreender o que querem
[30] [esses
homens,
por que mo�vo eles se ajuntaram e qual a razão de
seus
 [sofrimentos.
 
Precisamos, precisamos esquecer o Brasil!
Tão majestoso, tão sem limites, tão despropositado,
ele quer repousar de nossos terríveis carinhos.
[35] O Brasil não nos quer! Está farto de nós!
Nosso Brasil é no outro mundo. Este não é o Brasil.
Nenhum Brasil existe. E acaso exis�rão os brasileiros?
(Andrade, Carlos Drummond de. Sen�mento do Mundo –
12a ed. Rio de Janeiro: Record, 2001.)
 
Assinale a alterna�va correta, em relação ao texto.
a) O verbo “descobrir” é considerado um verbo irregular,
pois seu par�cípio não se faz de forma regular.
b) Os verbos presentes nos versos de 12 a 15 exigem o
mesmo �po de complemento, uma vez que possuem a
mesma transi�vidade.
c) O ponto e vírgula u�lizado no verso 23 não está de
acordo com a norma culta padrão. O seu emprego é
jus�ficado pela licença poé�ca.
d) Em todas as palavras a seguir, encontra-se um ditongo
crescente: “água”, “macia”, “sírias”, “conferências”,
“igual”, “maiores”, “paixões” e “inenarráveis”.
GR0930 - (Cecierj)
A �rinha a seguir comemora 100 anos de Paulo Freire e
cita um dos ideais do Educador.
 
 
Sobre o enunciado “Pessoas transformam o mundo”, é
correto afirmar que
a) “transformam” é uma ação relacionada a um sujeito
indeterminado.
b) “o mundo” é objeto da transformação operada pelo
sujeito, “pessoas”.
c) “o” é o determinante de “mundo” na expressão
adverbial de lugar “o mundo”.
d) “pessoas” é sujeito passivo da ação expressa pelo
verbo “transformar.
16@professorferretto @prof_ferretto

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