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Enfermagem na Saúde da Mulher 6º e 7º semestres 01/2025 UNOPAR/ANHANGUERAPOLO PORTÃO PROFª GIKA GOMES Saúde da mulher: cuidados e agravos Políticas públicas de saúde da mulher · PAISM 1984 (O Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher) · CNDM 1985 (O Conselho Nacional dos Direitos da Mulher) · NOAS-SUS 2001 (Norma Operacional da Assistência à Saúde) · PNAISM 2004 (Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher) · Política Nacional de Atenção Oncológica 2005 · Cartilha Direitos sexuais e direitos reprodutivos 2005 Câncer do colo do útero e mama O câncer de colo do útero: 3º tumor maligno mais freqüente na população feminina (atrás do câncer de mama e do colorretal) - exceto câncer de pele não melanoma. 4ª causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. É uma doença de natureza crônica, com origem em alterações intraepiteliais que podem se transformar em um processo invasor. Fatores de risco para câncer do colo do útero · Início precoce da vida sexual · Tabagismo · Múltiplos parceiros · Condição socioeconômica baixa · Papiloma Vírus Humano (HPV) Rastreamento do câncer do colo do útero Exame citopatológico: 25 a 64 anos Realizar anualmente 2 anos sem alterações = a cada 3 anos Exame citopatológico (Papanicolau) · Gardnerella vaginallis • corrimento de cor cinza, homogêneo e cremoso, com odor fétido (peixe em putrefação), principalmente, após a relação sexual; · Trichomonas vaginalis • corrimento esverdeado, bolhoso, com intenso prurido vulvar, hiperemia e edema de vulva e vagina; · Candida albicans • Intenso prurido, edema de vulva e/ou de vagina, com secreção de coloração branca e grumosa, com presença de dispareunia e ardência ao urinar Patologias ginecológicas Infecção do trato urinário (ITU) Trata-se de um quadro infeccioso que ocorre em qualquer parte do sistema urinário · Fatores de risco: ✓ Sexo feminino; ✓ Menopausa; ✓ Higienização íntima inadequada; ✓ Litíase (cálculo) renal; ✓ Histórico de procedimentos urológicos, e de uso recente de sonda vesical · Sinais e sintomas: ✓ Disúria, ✓ polaciúria, ✓ hematúria, ✓ odor intenso, ✓ dor suprapúbica, ✓ Febre, calafrios e dor lombar (pielonefrite) Síndrome do Ovário Policístico (SOP) O principal sinal é a ausência ou deficiência da ovulação. · Sintomas: acne, obesidade, aumento de pelos e atraso menstrual · Diagnóstico: exame clínico, ultrassom e exames laboratoriais · Tratamento: anticoncepcional oral, cirurgia, antidiabetogênicos orais, dieta e atividade física e indução à ovulação Mioma uterino Tumor benigno Desenvolve-se a partir do tecido muscular liso do útero (miométrio), e então uma única célula se divide repetida e desenfreadamente, até criar uma massa distinta dos tecidos próximos. · Sintomas: fluxo menstrual intenso e prolongado, sangramento atípico, pressão ou dor pélvica, micção frequente, prisão de ventre, dispaurenia e dificuldade de esvaziamento da bexiga · Diagnóstico: ultrassom e hemograma completo. Se necessário ressonância magnética, histeroscopia ou histerossalpingografia · Tratamento varia de acordo com cada caso e sintoma, pode ser cirúrgico ou medicamentoso. Doença Inflamatória Pélvica (DIP) Infecção nos órgãos reprodutores femininos causada por bactérias - IST · Sintomas: Disúria, febre baixa, corrimento com odor forte, com coloração que varia de amarela à purulenta. Pode ser assintomática. · Diagnóstico Clínico, swab (cultura). · Tratamento Medidas de higiene, uso de preservativo e uso de antibiótico adequado, indicado pelo médico ou enfermeiro Esquemas de tratamento · Ceftriaxona 250 mg IM dose única · Doxiciclina 100 mg VO de 12/12 horas, por 14 dias · Metronidazol 500 mg, VO de 12/12 horas, por 14 dias · Azitromicina 500 mg 02 comprimidos VO em dose única · Sífilis · · Transmissão sexual causada pelo Treponema Pallidum, caracterizada por lesão ativa e com período de latência sem sintomas · PRIMÁRIA Uma úlcera surge entre 10 e 90 dias após a contaminação, ela é avermelhada, com líquido e indolor, chamada de cancro, desaparecendo após três a seis semanas · SECUNDÁRIA Surge entre 2 e 8 semanas após o surgimento do cancro e é caracterizada por erupção do tipo pápula, pústula ou nódulo, que são simétricos, acompanhados geralmente por febre, cefaléia e mal-estar. · TERCIÁRIA Se não houver tratamento, podem ocorrer complicações nos sistemas, entre eles cardiovascular e neurológico. Endometriose Caracterizada por presença de tecido do endométrio fora do útero, o que induz uma reação inflamatória crônica. Sintomas da endometriose · dor e/ou infertilidade, · cólicas menstruais intensas, dor prémenstrual, · dispaurenia, · fadiga e exaustão, · sangramento intenso e irregular, · alteração urinária e intestinal durante a menstruação e · dificuldade para engravidar, até mesmo infertilidade. Diagnóstico: · Quadro clínico da paciente · Exames laboratoriais (CA-125 e prolactina) · Exame de imagem (ultrassonografia e ressonância magnética) · O diagnóstico final - biopsia de material coletado por meio de laparoscopia ou laparotomia. · Tratamento: · medicamentos analgésicos, hormonais, · cirúrgico, · técnicas de reprodução assistida. Câncer de Mama Estudos mostram que 1 em cada 10 mulheres tem câncer de mama Fatores de risco: Hereditariedade Estilo de vida Idade Obesidade Gravidez após os 30 anos Menarca precoce Menopausa tardia Hormonais Rastreamento do câncer de mama Exame clínico de mama para qualquer idade, a partir dos 40 anos, anualmente. Mamografia para mulheres entre 50 e 69 anos, com intervalo de no máximo dois anos entre os exames. Mamografia e exame clínico para pacientes que estão no grupo de risco para câncer de mama (mulheres com menos de 35 anos devem ser submetidas à ultrassonografia) Papel da atenção primária no rastreamento · Realizar o exame clínico, · Solicitar mamografia de rastreamento ou em mulheres de risco, · Realizar ações educativas, · Realizar busca ativa em público alvo, · Encaminhar ao serviço de referência os casos suspeitos, · Orientar as mulheres com relação aos exames e acompanhamentos e · Realizar a busca ativa daquelas pacientes que foram encaminhadas ao nível secundário com alteração em sua mamografia. Cuidados em saúde nos ciclos de vida da mulher Adolescência Puberdade aparecimento do broto mamário, que se desenvolve até formar a mama adulta; menarca e surgimentos dos pelos pubianos Ciclo menstrual Na puberdade a capacidade reprodutiva de ambos os sexos é adquirida por meio do estímulo hormonal o estrógeno causa aumento na secreção de hormônio liberador de gonadotrofinas, o qual estimula o crescimento folicular, a ovulação, a formação do corpo lúteo, a menstruação e a produção de hormônios sexuais, tais como estrógeno e progesterona. Climatério Climatério: transição da mulher do ciclo reprodutivo para o não reprodutivo - 40 e 65 anos. Menopausa: marco do período climatérico. • Fase biológica e um período de mudanças psicossociais, de ordem afetiva, sexual, familiar, ocupacional. Sinais e sintomas: · Irregularidade menstrual · Sintomas vasomotores, fogachos · Alterações de pele, psíquicas. · Manifestações atróficas do sistema geniturinário · Tardias: osteoporose, doenças de origem cardiovasculares. Terceira idade Desenvolver suas habilidades, preservando a independência e a autonomia. Para o idoso, manter a melhor qualidade de vida possível significa ter saúde. Alterações: ✓ Físicas ✓ Psicológicas Violência contra a mulher Pode ser definida como “qualquer ato ou conduta baseada no gênero que provoque morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada” Tipos de violência contra a mulher: · Física · Moral · Psicológica · Patrimonial · Sexual Lei Maria da Penha Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 Finalidade de proporcionar instrumentos para “coibir, prevenir e erradicar” a violência doméstica e familiar contra a mulher, garantindo sua integridade física, psíquica, sexual, moral e patrimonial, a conhecida violência de gênero. Métodos contraceptivos Contracepção trata-sedo ato de evitar a gravidez. Os métodos desse controle incluem medicamentos, procedimentos, dispositivos e comportamentos. Método comportamental · MÉTODO OGINO-KNAUS (ritmo, calendário ou tabelinha): · MUCO CERVICAL: · MÉTODO SINTO-TÉRMICO: · COITO INTERROMPIDO: Método hormonal · PÍLULA · MEDICAÇÃO INJETÁVEL · MINIPÍLULA ANTICONCEPÇÃO DE EMERGÊNCIA, OU “PÍLULA DO DIA SEGUINTE” Dispositivo intrauterino (DIU) O DIU é método reversível, tanto de cobre quanto o hormonal são métodos seguros e bem tolerados, com taxas de falha semelhantes à esterilização cirúrgica feminina. Métodos cirúrgicos · Laqueadura ou ligadura tubária · Vasectomia Exemplos mais conhecidos de Infecções Sexualmente Transmissíveis · HIV/Aids · Herpes genital · Cancro mole (cancroide) · HPV · Doença Inflamatória Pélvica (DIP) · Donovanose · Gonorréia e infecção por Clamídia · Linfogranuloma venéreo (LGV) · Sífilis · Tricomoníase · Infecção pelo HTLV