Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

1
GESTÃO DE ESTOQUE
Profª. Monica Cristina Nunes da Trindade
2
CONCEITO
 
ESTOQUE – Certa quantidade de itens mantidos em disponibilidade constante e renovados, permanentemente, para produzir lucros
 (FERNANDES, 1984).
2
Os estoques representam geralmente um dos maiores investimentos que a empresa efetua e seus custos de manutenção são elevados.
3
OBJETIVOS DO CONTROLE DE ESTOQUES
REDUZIR OU ELIMINAR DOIS PROBLEMAS BÁSICOS:
A falta de produtos (Quem precisa de um medicamento precisa na hora e não para o dia seguinte).
Excesso de mercadorias “encalhados” (falta capital de giro, mas estoque abarrotado).
3
A fixação de estoques muito baixo poderá provocar estrangulamentos na produção e comercialização trazendo uma série de conseqüências negativas para a empresa.
Vantagens da gestão de estoque 
Evitar perdas, desvios, roubo e expiração de prazo de validade;
Identificar os produtos que estão sem giro;
Gerir a demanda por capital de giro;
Repassar informações dos pedidos para a área de compras;
Atender a demanda de forma constante.
4
5
COMO DETERMINAR O NÍVEL DE ESTOQUE
Depende de três decisões:
Que itens deverão ser estocados;
Quanto foi pedido/solicitado;
Quando foi emitido a ordem de compra ou produção.
Passos para controle de estoque
Realize um inventário - Listar todos os produtos estocados e suas quantidades em uma planilha organizada.
Crie padrões e regras para organizar o estoque - Seguir padrões e regras de organização e limpeza de acordo com seu tipo de produto. É preciso garantir espaço necessário para acesso, visualização e controle dos produtos armazenados. Estabeleça também as etapas da gestão, tarefas e seus responsáveis; da mesma forma que normas de conduta, como horários para movimentação de produtos e atualização constante do inventário.
Treine os funcionários - A equipe deve estar ciente das normas e regras para padronizar a gestão de estoque e evitar erros na execução de atividades. 
6
Desenhe os fluxos de entrada e saída dos produtos - Desenhe os fluxos de entrada e saída das mercadorias.
Promova os produtos parados – Os produtos sem movimentação devem ser alvo de uma estratégia específica para evitar que fiquem paradas.
Defina datas para compras - Selecione fornecedores de confiança, negocie descontos, prazos de pagamento e programe seus pedidos. Além disso, analise os históricos de pedidos, verifique se algum produto sofre sazonalidade e quais destes estão no estoque. 
Controle com rigidez - Acompanhamento constante do se faz necessário para mensurar a quantidade de produtos estocados. 
7
8
INSTRUMENTO DE CONTROLE DE ESTOQUE
Consumo Médio Mensal = CMM
Ponto de Reposição = PR
Estoque Máximo = EMX
Estoque Mínimo = EMI
Tempo de Espera = TE
Estoque de Segurança = ES
Lote de Reposição = LR
NM – Número de meses utilizados para determinar o consumo
8
Para se determinar os níveis corretos de controle de estoque, lança-se mão de alguns parâmetros, os quais auxiliarão de forma decisiva para a execução do controle:
9
CONSUMO MÉDIO MENSAL
Média dos consumos mensais (diária/anual) de cada produto num certo período.
Este período poderá variar.
CMM = CM
 NM
9
O período poderá variar de dias, meses ou anos – Quanto maior o espaço de tempo, mais segura a medida obtida.
* É importante lembrar que não se pode calcular o consumo mensal, quando durante algum período de tempo, no decorrer do mês, o produto estiver em falta.
10
EXEMPLO
Suponhamos que se quer determinar o CMM de AAS 500mg comprimidos, num hospital onde se fixou 06 meses o período de tempo necessário para se calcular o CMM.
Jan – 600
Fev – 480 CMM = 600+480+610+520+560+590 = 3.360
Mar – 610 6 6
Abr – 520
Mai – 560 CMM = 560
Jun - 590
11
EXEMPLO
Suponhamos que se quer determinar o CMM de AAS 500mg comprimidos, num hospital onde se fixou 06 meses o período de tempo necessário para se calcular o CMM.
Jan – 600
Fev – 480 CMM = 600+480+610+520+560+590 = 3.360
Mar – 610 6 6
Abr – 520
Mai – 560 CMM = 560
Jun - 590
12
PONTO DE REPOSIÇÃO
Quantidade de produto, que, quando atingida, deve gerar novo pedido.
O TE (Tempo de espera em meses) corresponde ao tempo de processamento interno de pedido, somado o prazo de entrega da empresa fornecedora.
O ES (Estoque de segurança) corresponde a uma certa quantidade de medicamentos e/ou materiais, que servirá como uma reserva para garantir os atendimentos essenciais.
PR = CMM X TE +ES
13
TEMPO DE ESPERA
Prazo para colocação do produto – é o tempo que se leva desde o momento em que se notou a falta do produto ou o estoque baixo até a colocação efetiva do pedido.
Prazo de entrega da mercadoria – é o tempo que o fornecedor leva para entregar a mercadoria, depois de ter recebido o pedido.
14
TEMPO DE ESPERA
Prazo de recebimento – é o curto espaço de tempo entre a chegada da mercadoria e sua colocação na prateleira. Para farmácias e drogarias esse tempo é zero.
Prazo de segurança – é o prazo que se deve acrescentar aos descritos acima para que, na eventualidade de um atraso na entrega da mercadoria pelo fornecedor, ou de um aumento inesperado das vendas durante o tempo de reposição, não venhamos a ter problemas com falta daquele produto.
15
EXEMPLO
De posse dos dados abaixo, calcular o Ponto de Reposição (PR) do produto Dipirona gotas, frasco 20ml.
CMM = 500 frascos
TE = 15 dias (7 dias prazo de entrega e 8 dias prazo de segurança).
ES = 250 frascos (o suficiente para 15 dias)
PR = CMM X TE + ES
PR = 500 X 0,5 + 250 = 500 frascos
16
EXEMPLO
De posse dos dados abaixo, calcular o Ponto de Reposição (PR) do produto Dipirona gotas, frasco 20ml.
CMM = 500 frascos
TE = 15 dias (7 dias prazo de entrega e 8 dias prazo de segurança).
ES = 250 frascos (o suficiente para 15 dias)
PR = CMM X TE + ES
PR = 500 X 0,5 + 250 = 500 frascos
17
ESTOQUE MÍNIMO (EMI)
Quantidade mínima que se deve manter de cada medicamento e/ou material, enquanto um pedido está sendo processado. Este índice equivale ao CMM adicionado ao estoque de segurança:
EMI = CMM + ES
18
ESTOQUE MÁXIMO (EMX)
Quantidade máxima que se deve atingir no estoque, acima da qual não se pretende operar incorrendo-se no risco de se possuir recursos excessivos investidos.
O EMX poderá ser representado como sendo o CMM aplicado ao número de meses em que compras não serão feitas, o que representa o tempo em que os produtos são consumidos, ou seja, Tempo de Consumo (TC).
EMX=CMM X TC
19
EXEMPLO
Determinado hospital realiza compras trimestrais e o seu consumo médio mensal de ampicilina 500mg cápsula é de 800 cápsulas, tem-se:
EMX = 800 x 3 EMX = 2.400 cáps
Caso as compras fossem semestrais ter-se-ia:
EMX = 800 x 6 EMX = 4.800 cáps.
20
EXEMPLO
Determinado hospital realiza compras trimestrais e o seu consumo médio mensal de ampicilina 500mg cápsula é de 800 cápsulas, tem-se:
EMX = 800 x 3 EMX = 2.400 cáps
Caso as compras fossem semestrais ter-se-ia:
EMX = 800 x 6 EMX = 4.800 cáps.
21
EXEMPLO
Determinado hospital realiza compras trimestrais e o seu consumo médio mensal de ampicilina 500mg cápsula é de 800 cápsulas, tem-se:
EMX = 800 x 3 EMX = 2.400 cáps
Caso as compras fossem semestrais ter-se-ia:
EMX = 800 x 6 EMX = 4.800 cáps.
22
LOTE DE REPOSIÇÃO (LR)
Quantidade de medicamentos e/ou materiais que se deve pedir para se elevar os estoques aos níveis EMX.
LR = EMX - ES
AVALIAÇÃO DE ESTOQUES
23
CONTROLE DE ESTOQUE CONTÁBIL
Uma empresa pode adquirir os mesmos tipos de mercadorias em datas diferentes, pagando por elas preços variados. 
Para determinar o custo dessas mercadorias estocadas e das mercadorias que foram vendidas, adota-se critérios.
O método de avaliação escolhido afetará o total do lucro a ser calculado para um determinado período contábil.Considerando que vários fatores podem fazer variar o preço de aquisição dos materiais entre duas ou mais compras (inflação, custo do transporte, etc.).
Os mais conhecidos são: PEPS, UEPS, Custo médio ponderado.
24
PEPS, UEPS, PROEPS, CUSTO MÉDIO SIMPLE E PONDERADO.
São métodos de controle de estoque que permitem ao gestor definir, de várias maneiras, qual será o custo das mercadorias vendidas, ou seja, por qual preço os materiais foram comprados quando deram entrada no estoque.
25
26
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE ESTOQUES
PEPS (primeiro a entrar, primeiro a sair) ou FIFO (First in, first out)– Segundo este método considera-se como saída em primeiro lugar, os materiais que integraram o estoque em primeiro lugar. São valorizados pelo seu custo original de compra, na mesma ordem e proporção.
O que chega antes ao depósito deve ir embora primeiro, e o que chega por último vai embora por último. 
27
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE ESTOQUES
1. UEPS (Último a entrar, primeiro a sair) LIFO ou (Last in, first out)– Este método considera como saída, em primeiro lugar, os últimos materiais incorporados no estoque. São avaliados pelo seu custo de aquisição mais atual, embora em ordem inversa à sua entrada.
28
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE ESTOQUES
3. CUSTO MÉDIO PONDERADO – Baseia-se na média ponderada do último saldo (quantidade e valor) registrado, com a quantidade e o custo da entrada ocorrido logo após.
No Brasil a legislação do imposto de renda permite apenas o PEPS e a Média Ponderada para fins de contabilidade de custos.
Dicas Importantes:
O Método aceito pela Receita Federal é o PEPS, este modelo é o que apresenta o maior resultado, quanto maior o resultado mais a receita federal arrecada. 
O método de custo médio ponderado, em período inflacionário, sempre será um valor intermediário entre os demais métodos.
Quando for calculado o valor do Custo da Mercadoria Vendida (CMV), não interessa o preço de venda e sim preço de compra (custo de aquisição).
Os métodos somente apresentam resultados diferentes em períodos inflacionários ou deflacionários, pois a base de cálculo é o preço de compra do produto.
29
30
BIBLIOGRAFIA
VIANA, J.J. Administração de materiais: um enfoque pratico. São Paulo: Atlas, 2000. 448p.
MORAS, G.; HESS, R. L. Farmácia: implantação e diferenciação. Florianópolis : Jornal da Noite, 1999. 132p.
MAIA NETO, J.F.; BARBOSA, A. de A. Farmácia hospitalar e suas interfaces com a saúde. São Paulo: RX, 2005. 315 p, 
MAXIMIANO, A. C. A.. Introdução á administração. 5.ed. São Paulo : Atlas, 2000. 546p 
31
ATIVIDADE COMPLEMENTAR
LER O ARTIGO DISPONÍVEL NO AVA
Gonçalves, L. C.; Gomes, K. H.; Pereira, R. N.; Giordano, C. V. (2020) Considerações sobre o processo de gestão e controle de estoques aplicado em uma farmácia de pequeno porte. Cafi, v. 3 n. 2, p. 165-174.
image1.wmf
image2.jpeg
image3.jpeg

Mais conteúdos dessa disciplina