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EMPREENDEDORISMO E PLANO DE NEGÓCIOS 
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Sumário 
1- INTRODUÇÃO ............................................................................ 3 
1.1- METODOLOGIA ........................................................................... 4 
2- EMPREENDEDORISMO ............................................................ 5 
3- A IMPORTÂNCIA DO EMPREENDEDORISMO ........................ 9 
4- TEORIAS DO EMPREENDEDORISMO ................................... 11 
5- TIPOS DE EMPRRENDEDORISMO ........................................ 15 
6- TIPOS DE EMPREENDEDORES ............................................. 18 
7- EMPREENDEDOR DIGITAL (TECH) ....................................... 21 
8- PROCESSO EMPREENDEDOR .............................................. 23 
9- MODELO DE NEGÓCIOS ........................................................ 26 
10- PLANO DE NEGÓCIO ................................................................. 36 
11- PRA QUE SERVE UM PN ? ........................................................ 37 
12- A IMPORTÂNCIA DO PLANO DE NEGÓCIOS ........................... 38 
13- PARA QUEM SE ESCREVE O PLANO DE NEGÓCIO? ............. 41 
14- ESTRUTURA DO PLANO DE NEGÓCIO .................................... 43 
15- TIPOS DE PLANOS DE NEGÓCIOS .......................................... 48 
16- O PLANO DE NEGÓCIOS COMO FERRAMENTA DE 
GERENCIAMENTO ...................................................................................... 49 
17- SAIBA MAIS ................................................................................ 52 
18- CONCLUSÃO ............................................................................. 52 
19- REFERÊNCIAS ........................................................................... 54 
 
 
 
 
 
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NOSSA HISTÓRIA 
 
A NOSSA HISTÓRIA, inicia com a realização do sonho de um grupo de 
empresários, em atender a crescente demanda de alunos para cursos de 
Graduação e Pós-Graduação.Com isso foi criado a INSTITUIÇÃO, como entidade 
oferecendo serviços educacionais em nível superior. 
A INSTITUIÇÃO tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação 
no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. 
Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos 
que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, 
de publicação ou outras normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma 
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base 
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições 
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
 
 
 
 
 
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1- INTRODUÇÃO 
O ano de 2008 será lembrado nos livros de história pelo rompimento de 
alguns paradigmas do capitalismo moderno em virtude da crise financeira sem 
precedentes. O imprescindível abandono de uma lógica de obtenção de lucros 
puramente monetários e o redirecionamento do foco para a necessidade de 
respaldar as atividades realmente produtivas são marcas visíveis dessa ruptura. 
Nesse novo cenário, a atividade empreendedora tornou-se ainda mais 
central para o desenvolvimento dos países. No Brasil, este é o momento para 
reforçar as políticas públicas de apoio ao empreendedorismo nascente, que hoje 
abrange quase 15 milhões de brasileiros. Eles certamente se unirão aos 
empreendedores já estabelecidos – verdadeiros geradores da riqueza nacional – 
para aumentar nossa vitalidade econômica, reforçando a esperança e a capacidade 
de transformar o nosso país numa nação efetivamente desenvolvida. 
Se o tempo é de mudança, então a palavra de ordem é inovação. É pela 
capacidade das pessoas de se reinventar que a sociedade precisa caminhar, tendo 
em conta que o empreendedor é o pilar da mudança. É ele quem, em última 
instância, conduz as transformações econômicas, sociais e ambientais. 
As várias concepções hoje existentes sobre o empreendedor demonstram o 
caráter rico e multifacetado desse ator: pessoa que assume riscos em condições 
de incerteza, fornecedor de capital financeiro, decisor, líder industrial, gestor ou 
executivo, dono de empresa, contratante, árbitro no mercado, entre outros. Estas 
distintas acepções geraram, muitas vezes, diferentes desdobramentos teóricos e 
abordagens empíricas (NAIR, PANDEY, 2006). 
O desenvolvimento do empreendedorismo tem sido enfatizado nos meios 
acadêmico e empresarial como fundamental para o desenvolvimento econômico 
4 
 
 
dos países (GEM 2000, 2001, 2002), como forma de fomentar a inovação 
(DRUCKER, 1985) e como alternativa ao desemprego para aqueles que estão em 
busca de alternativas de trabalho. Geralmente, relaciona-se o termo à criação de 
novas empresas que começam pequenas, sem muita estrutura, e, aos poucos, vão 
tomando forma, algumas chegando ao sucesso (DORNELAS, 2003). 
A prática do empreendedorismo dentro de empresas já estabelecidas tem 
recebido várias denominações: Empreendedorismo Corporativo, 
Empreendedorismo Interno ou Intraempreendedorismo, entre outras. Para que se 
entenda o conceito de Empreendedorismo e de que forma as empresas poderão 
implementá-lo, se faz necessário o entendimento do termo e de sua aplicabilidade 
no mundo dos negócios. 
1.1- METODOLOGIA 
Para a construção deste material, foi utilizada a metodologia utilizada de 
pesquisa descritva, com o intuito de proporcionar um levantamento de maior 
conteúdo teórico a respeito dos assuntos abordados. 
O conceito de pesquisa descritiva pode ser definido como aquela que 
descreve uma realidade, como o próprio nome diz. O sucesso de uma uma 
pesquisa descritiva é confrontar as hipóteses e correlacionar as variáveis para obter 
as respostas e analisá-las. 
De modo geral, a pesquisa descritiva parte de um amplo grau de 
generalização. 
Para a obtenção das respostas é necessário utilizar o princípio da 
naturalidade, que implica no estudo dos fatos em seu modo natural, quer dizer: sem 
influências. 
Ainda, outro aspecto importante da pesquisa descritiva é que ela se debruça 
sobre sistemas em permanente movimento de mudança. 
Outra metodologia utilizada é a de pesquisa bibliográfica em diversas fontes, 
o estudo se desenvolve com base na opinião de diversos autores, concluindo que 
a formação e a motivação são energias que conduzem a atividade humana para o 
alcance dos objetivos de excelência na prestação de serviços públicos e podem 
5 
 
 
também se converter nos principais objetivos da gestão de pessoas no setor público 
e no fundamento de sua existência. 
Segundo Gil, a pesquisa bibliográfica consiste em um levantamento de 
informações e conhecimentos acerca de um tema a partir de diferentes materiais 
bibliográficos já publicados, colocando em diálogo diferentes autores e dados. 
Entende-se por pesquisa bibliográfica a revisão da literatura sobre as 
principais teorias que norteiam o trabalho científico. Essa revisão é o que 
chamamos de levantamento bibliográfico ou revisão bibliográfica, a qual pode ser 
realizada em livros, periódicos, artigo de jornais, sites da Internet entre outras 
fontes. 
Com tudo, o intuito deste modelo é possibilitar os estudos e contribuir para a 
aprendizagem de forma eficaz, clara e objetiva, sobre os conhecimentos de 
aprendizagem organizacional e gerencial. 
 
 
2- EMPREENDEDORISMO 
O empreendedorismo pode ser compreendido como a arte de fazer 
acontecer com criatividade e motivação. Consiste no prazer de realizar com 
sinergismo e inovação qualquer projeto pessoal ou organizacional, em desafio 
permanente às oportunidades e riscos. É assumir um comportamento proativoSe for um fornecedor, este atentará para a saúde financeira da empresa, sua carteira de 
clientes, a taxa de crescimento do negócio. 
Enfim, é importante ressaltar novamente que a estratégia e a quantidade 
de páginas do plano de negócios dependerão de qual será o seu público-alvo. 
Como exemplos, encontram-se a seguir descrições de alguns tipos e tamanhos 
sugeridos de planos de negócios (Jian, 1997). 
 
 
• Plano de Negócios Completo: é utilizado quando se pleiteia uma 
grande quantidade de dinheiro, ou se necessita apresentar uma visão 
completa do seu negócio. Pode variar de 15 a 40 páginas mais material anexo; 
• Plano de Negócios Resumido: é utilizado quando se necessita 
apresentar algumas informações resumidas a um investidor, por exemplo, com 
o objetivo de chamar sua atenção para que ele lhe requisite um plano de 
negócios completo. Deve mostrar os objetivos macros do negócio, 
investimentos, mercado, e retorno sobre o investimento e deverá focar as 
informações específicas requisitadas. Geralmente varia de 10 a 15 páginas. 
• Plano de Negócios Operacional: é muito importante para ser 
utilizado internamente na empresa pelos diretores, gerentes e funcionários. É 
excelente para alinhar os esforços internos em direção aos objetivos 
estratégicos da organização. Seu tamanho pode ser variável e depende das 
necessidades específicas de cada empresa em termos de divulgação junto aos 
funcionários. 
Independente do tamanho e tipo do plano de negócios, sua estrutura 
deve conter as seções anteriormente apresentadas não de forma isolada e sim 
com estreito relacionamento, de maneira a completar o ciclo de planejamento 
do negócio, com ações coerentemente definidas e com projeções de 
resultados viáveis de se obter, com base em uma análise criteriosa de mercado 
e da situação atual da empresa. 
16- O PLANO DE NEGÓCIOS COMO FERRAMENTA DE 
GERENCIAMENTO 
Para que o plano de negócios possa se tornar um instrumento eficaz de 
gerenciamento é importante que as informações nele existentes possam ser 
divulgadas internamente à empresa de uma forma satisfatória. Boas 
informações trancadas em uma gaveta ou perdidas em uma montanha de 
papéis na mesa de um executivo não são propriamente utilizáveis e acabam 
fatalmente por cair no esquecimento. Como colocado anteriormente, o plano 
 
 
de negócios pode e deve também ser utilizado como uma ferramenta de 
gestão. 
 
Sendo assim, as informações apresentadas no plano de negócios 
também devem ser utilizadas internamente, guiando e validando os esforços 
de melhoria da empresa. Para que isso aconteça, é necessário que exista um 
monitoramento periódico da situação atual em relação aos números previstos, 
ou metas, do plano. 
Uma forma simples e bastante eficiente de se fazer isso é a criação de 
um (ou vários) Painel de Metas da empresa. Rentes (Rentes et al., 1999) 
propõe a criação desse tipo de instrumento para guiar qualquer processo de 
melhoria organizacional. Este painel é um sistema visível de medidas de 
desempenho, que deve mostrar de forma simples, preferencialmente gráfica, 
a evolução da empresa ao longo do tempo, em termos dos seus valores de 
avaliação. 
 É, portanto, composto por um conjunto de gráficos que devem ser 
apresentados em displays ou paredes, em locais acessíveis aos gerentes e 
funcionários relevantes. Estes painéis devem ser um "espelho" do plano de 
negócios, apresentando as mesmas informações e parâmetros numéricos ali 
considerados. É uma ferramenta dinâmica que exige a criação de um 
procedimento de atualização periódica dos dados, de forma a se ter sempre 
uma visão do momento da empresa, do seu passado e das metas previstas. 
 
 
Esse Painel (ou Painéis) de Metas fornece um conjunto de medidas de 
desempenho de "equilíbrio" da empresa, que deve cobrir todas as áreas de 
análise empresarial, aos moldes do balanced scorecard proposto por Kaplan e 
Norton (Kaplan & Norton, 1996a). Nos casos de empresas mais maduras, 
essas medidas gerais podem por sua vez ser desdobradas em medidas de 
desempenho de áreas específicas da empresa, podendo chegar, quando 
necessário, até a uma definição de objetivos individuais (Kaplan & Norton, 
1996b), alinhados com os objetivos da empresa como um todo. 
Desta forma, o plano de negócios pode se transformar em um 
instrumento dinâmico de implementação da estratégia da empresa. Ele deixará 
de correr o risco de ser apenas um mito e se tornará uma ferramenta 
fundamental de gestão que, certamente, auxiliará o empreendedor a alcançar 
o sucesso almejado, ou ainda, mostrará a esse mesmo empreendedor que o 
momento não é propício para o negócio vislumbrado, evitando decepções 
futuras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
17-SAIBAMAIS 
 
 
18- CONCLUSÃO 
O empreendedor por ser visto como o indivíduo que detecta uma 
oportunidade e cria um negócio para capitalizar sobre ela, assumindo riscos 
calculados. Mesmo que o Brasil se destaque nas pesquisas de abrangência 
mundial sobre a quantidade de empreendedores, existe um grande potencial 
que não vem sendo utilizado. 
Os fatores que podem contribuir na motivação dos empreendedores 
são: pessoais, ambientais e sociológicos. Como a motivação pode ser 
entendida como um processo responsável pela intensidade, direção e 
persistência dos esforços pessoais para o alcance de uma determinada meta, 
deve-se analisar caso por caso para compreender qual fator poderá surtir mais 
efeito em cada indivíduo. 
 Podemos diferenciar um inventor de um empreendedor. O inventor 
corresponde ao indivíduo que cria algo novo, isto é, alguém altamente 
motivado por seu próprio trabalho e ideias pessoais. Enquanto o 
empreendedor se apaixona pela organização (o novo empreendimento) e faz 
quase tudo para garantir sua sobrevivência e crescimento. 
Podemos dizer que são quatro as fazes do processo de empreender: 
identificar e avaliar a oportunidade; desenvolver o plano de negócios; 
determinar e captar os recursos necessários; gerenciar a organização criada. 
A economia de mercado não permite aos principiantes ou apenas 
sonhadores saírem vitoriosos. Isso não significa que se deve aceitar os fatos e 
deixar que o mercado sempre imponha as regras do jogo. Pode-se sim, com 
Saiba como constriur um modelo de plano de negócios. Com essa 
vídeo aula explicativa SEBRAE. 
ACESSE: https://www.youtube.com/watch?v=w2V277480lE 
 
 
um planejamento eficaz, contínuo e, o mais importante, com uma análise 
realista, construir empresas de sucesso mesmo em tempos de crise. Para isso, 
o futuro empreendedor deve compreender as regras do jogo antes de jogar e 
se convencer, a partir de dados concretos, que há uma possibilidade de 
sucesso no futuro empreendimento. 
O problema é que as ferramentas disponíveis a esses empreendedores, 
destinadas a fornecer-lhes suporte nesta tarefa, são mal compreendidas e 
precariamente utilizadas. O plano de negócios é um exemplo claro de 
ferramenta de gestão comprovadamente eficiente em muitos casos, mas que, 
em outros, pelo fato de não ser adequadamente compreendida, acaba não 
agregando valor à ação empreendedora e cai no descrédito. 
Os fatores principais que levam a esse cenário são muitos, mas o 
principal é o fator cultural do brasileiro que não crê no planejamento e prefere 
errar e aprender com os erros. Essa experiência de aprender com os erros 
seria sempre válida se fosse possível repeti-la mais de uma ou duas vezes, o 
que geralmente não ocorre. 
Apesar dos problemas citados, ações estão sendo tomadas ainda que 
em alguns setores específicos, e que certamente serão multiplicadas pelos que 
estão passando pela experiência de conhecer e usar o plano de negócios. 
Contudo, espera-se que, em pouco tempo, os resultados obtidos em 
função do uso dessa ferramenta de gestão sejam cada vez mais evidentes e 
que, dessa forma, o mito plano de negócios torne-se uma realidade 
determinante dosucesso dos negócios empreendidos pelos brasileiros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
19- REFERÊNCIAS 
BAGGIO, Adelar Francisco. Empreendedorismo: Conceitos e 
Definições. Acessado em: 30/03/2020. Disponível 
em:. 
BEDIN, Gilmar Antonio. Empreendedorismo e plano de negócios. Ijuí, 
Rio Grande do Sul, Brasil 2009. Acessado em: 30/03/2020. Disponível 
em:. 
DORNELAS. José Carlos Assis. Empreendedorismo corporativo: 
conceitos e aplicações. Revista de Negócios. Acessado em: 30/03/2020. 
Disponível em:. 
DORNELAS. José Carlos Assis. PLANO DE NEGÓCIOS: o segredo do 
 sucesso do empreendedor. Mito ou Realidade?. 
. 
GONÇALVES. Thiago. Modelo de negócio: o que é e quais os tipos mais 
famosos? Acessado em: 30/03/2020. Disponível 
em:. 
SILVA, Adolfo Felipe da. Empreendedorismo digital: o que é e como 
entrar nessa tendência?. Acessado em: 30/03/2020. Disponível 
em:. 
ZUINI, Priscila. Os 9 tipos de empreendedores mais comuns no 
Brasil.Do informal ao franqueado, veja os perfis mais encontrados no 
empreendedorismo brasileiro. Revista EXAME, 25 mar 2014, 06h00. 
 
 
Acessado em: 30/03/2020. Disponível 
em:.diante de questões que precisam ser resolvidas. 
 O empreendedorismo é o despertar do indivíduo para o aproveitamento 
integral de suas potencialidades racionais e intuitivas. É a busca do 
autoconhecimento em processo de aprendizado permanente, em atitude de 
abertura para novas experiências e novos paradigmas. 
O comportamento empreendedor impulsiona o indivíduo e transforma 
contextos. Neste sentido, o empreendedorismo resulta na destruição de velhos 
conceitos, que por serem velhos não têm mais a capacidade de surpreender e 
encantar. A essência do empreendedorismo está na mudança, uma das poucas 
6 
 
 
certezas da vida. Por sito o empreendedor vê o mundo com novos olhos, com novos 
conceitos, com novas atitudes e propósitos. O empreendedor é um inovador de 
contextos. As atitudes do empreendedor são construtivas. Possuem entusiasmo e 
bom humor. Para ele não existem apenas problemas, mas problemas e soluções. 
Empreendedorismo, segundo Schumpeter (1988), é um processo de 
‗‗destruição criativa‘‘, através da qual produtos ou métodos de produção existentes 
são destruídos e substituídos por novos. Já para Dolabela (2010) corresponde a 
um o processo de transformar sonhos em realidade e em riqueza. 
 Para Barreto (1998, p. 190) ―empreendedorismo é habilidade de criar e 
constituir algo a partir de muito pouco ou de quase nada‖. É o desenvolver de uma 
organização em oposição a observá-la, analisá-la ou descrevê-la. 
Segundo Dornelas (2008) empreendedor é aquele que detecta uma 
oportunidade e cria um negócio para capitalizar sobre ela, assumindo riscos 
calculados. 
Em qualquer definição de empreendedorismo encontram-se, pelo menos, os 
seguintes aspectos referentes ao empreendedor: 
I. Tem iniciativa para criar um novo negócio e paixão pelo que 
faz; 
II. Utiliza os recursos disponíveis de forma criativa, transformando o 
ambiente social e econômico onde vive; 
III. Aceita assumir os riscos calculados e a possibilidade de fracassar. 
Para Chiavenato (2004) espírito empreendedor é a energia da economia, a 
alavanca de recursos, o impulso de talentos, a dinâmica de ideias. Mais ainda: ele 
é quem fareja as oportunidades e precisa ser muito rápido, aproveitando as 
oportunidades fortuitas, antes que outros aventureiros o façam. 
 O empreendedor é a pessoa que inicia e/ ou opera um negócio para realizar 
uma ideia ou projeto pessoal assumindo riscos e responsabilidades e inovando 
continuamente. 
7 
 
 
 ―Pode-se dizer que os empreendedores dividem-se igualmente em dois 
times: aqueles para os quais o sucesso é definido pela sociedade e aqueles que 
têm uma noção interna de sucesso‖ (Dolabela, 2010, p. 44). 
Ser empreendedor significa possuir, acima de tudo, o impulso de materializar 
coisas novas, concretizar ideias e sonhos próprios e vivenciar características de 
personalidade e comportamento não muito comuns nas pessoas. 
Para Stevenson (1993), empreendedorismo é o processo de criação de valor 
pela utilização de forma diferente dos recursos, buscando explorar uma 
oportunidade. 
 
Segundo Morris e Kuratko (2002) a definição de empreendedorismo possui 
quatro componentes principais: 
a) Processos: podem ser gerenciados, subdivididos em partes menores, e 
aplicados a qualquer contexto organizacional. 
b) Criação de valor: os empreendedores, geralmente, criam algo novo 
onde não havia nada antes. Esse valor é criado dentro das empresas e 
no mercado. 
c) Recursos: os empreendedores utilizam os recursos disponíveis de forma 
singular, única, criativa. Eles combinam muito bem os recursos 
financeiros, pessoas, procedimentos, tecnologia, materiais, estruturas 
etc. Esses são os meios pelos quais os empreendedores criam valor e 
diferenciam seus esforços. 
 
―O empreendedor é alguém que sonha e busca tra nsformar 
seu sonho em realidade‖ (Dolabela, 2010, p. 25). A pessoa de 
qualquer idade pode ser empreendedora. 
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d) Oportunidade: empreendedorismo é dirigido à identificação, avaliação e 
captura de oportunidades de negócios. É a perseguição de oportunidades 
sem haver preocupação, inicialmente, com os recursos sob controle (os 
quais o empreendedor / empresa já possuem), ou seja, sem colocar 
 
 
restrições iniciais que poderiam impedir o empreendedor de buscar tal 
oportunidade (BABSON, 2002). 
Timmons (1994) considera os empreendedores exímios identificadores 
de oportunidades, aqueles que são capazes de criar e de construir uma visão 
sem ter uma referência prévia, isto é, são capazes de partir do nada. O 
empreendedorismo é um ato comportamental, humano, de criatividade. Eles 
assumem riscos calculados, tentam entender seu ambiente e controlar o 
máximo de fatores possíveis para que seu empreendimento dê certo. Para 
isso, os empreendedores utilizam sua habilidade de persuasão para formar 
uma equipe de pessoas com conhecimentos complementares, as quais 
buscarão implementar e gerenciar um novo negócio ou projeto empresarial 
para capitalizar sobre a oportunidade identificada. 
3- A IMPORTÂNCIA DO EMPREENDEDORISMO 
Os economistas percebem que o empreendedor é essencial ao 
processo de desenvolvimento econômico, e em seus modelos estão levando 
em conta os sistemas de valores da sociedade, em que são fundamentais os 
comportamentos individuais dos seus integrantes. Em outras palavras, não 
haverá desenvolvimento econômico sem que na sua base existam líderes 
empreendedores. 
Não adianta mais acumularmos um estoque de conhecimentos. É 
preciso que saibamos aprender. Sozinhos e sempre. Como realiza o 
empreendedor na vida real: fazendo, errando, aprendendo (Chagas, 2000). 
O bom empreendedor, ao agregar valor a produtos e serviços, está 
permanentemente preocupado com a gestão de recursos e com os conceitos 
de eficiência e eficácia. Drucker (1998) não vê os empreendedores causando 
mudanças, mas vê os empreendedores explorando as oportunidades que as 
mudanças criam (na tecnologia, na preferência dos consumidores, nas normas 
 
 
sociais etc.). Isso define empreendedor e empreendedorismo: o empreendedor 
busca a mudança, e responde e explora a mudança como uma oportunidade. 
―O papel do empreendedorismo no desenvolvimento econômico envolve 
mais do que apenas o aumento de produção e renda per capita; envolve 
iniciar e constituir mudanças na estrutura do negócio e da sociedade‖ (Hisrich 
& Peter, 2004, p. 33). 
Empreendedorismo é um domínio 
específico. Não se trata de uma disciplina 
acadêmica com o sentido 
que se atribui habitualmente a Socio- 
 
logia, a Psicologia, a Física ou a qualquer 
outra disciplina já bem consolidada. 
Referimo-nos ao empreendedorismo como 
sendo, antes de tudo, um campo de estudo. 
Isto porque não existe um paradigma 
absoluto, ou um consenso científico. 
Sabemos que o empreendedorismo traduz-
se num conjunto de práticas capazes de 
garantir a geração de riqueza e uma melhor performance àquelas sociedades 
que o apóiam e o praticam, mas sabemos também que não existe teoria 
absoluta a este respeito. Vale frisar que é de fundamental importância que se 
compreenda esta premissa básica para que seja possível interpretar 
corretamente o que se escreve e se publica sobre esta temática. 
Embora o empreendedorismo tenha sido um assunto tratado há séculos, 
foi na década de oitenta que se tornou objeto de estudos em quase todas as 
áreas do conhecimento em grande parte das nações. O empreendedorismo, 
em todos os seus aspectos, vem assumindo lugar de destaque nas políticas 
econômicas dos países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento. 
 
 
O Brasil está sentado em cima de uma das maiores riquezas naturais 
do mundo ainda relativamente pouco explorada: o potencial empreendedor dos 
brasileiros. O Brasil é atualmente um dos países onde poderia haver uma 
grande explosão empreendedora. Só os brasileiros têm poder para que isso 
aconteça. Para tanto, deve-sesuperar um certo número de obstáculos. Pode-
se identificar pelo menos seis deles: O primeiro deles é o da autoconfiança; o 
segundo obstáculo é uma conseqüência do primeiro e consiste na falta de 
confiança que existe entre os brasileiros; o terceiro é a necessidade de 
desenvolver abordagens próprias ao Brasil, que correspondem às 
características profundas da cultura brasileira; o quarto diz respeito à disciplina, 
ela se torna a condição da superação dos três primeiros obstáculos; o quinto 
se refere à necessidade de compartilhamento e o último obstáculo é o da 
burocracia (Lois Jacques Filiou, 2000, p. 33). 
4- TEORIAS DO EMPREENDEDORISMO 
Hisrich & Peter (2004) apresenta 
informações sobre o desenvolvimento 
da teoria do empreendedorismo e do 
termo empreendedor a partir da Idade 
Média até 1985, quando ele define o 
empreendedorismo como ―processo 
de criar algo diferente e com valor, 
dedicando o tempo e o esforço necessário, assumindo os riscos financeiros, 
psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes 
recompensas da satisfação econômica e pessoal‖. 
As principais teorias que abordam o empreendedorismo são: a teoria 
econômica e a teoria comportamentalista. 
A teoria econômica, também conhecida como schumpeteriana, 
demonstra que os primeiros a perceberem a importância do 
empreendedorismo foram os economistas. Estes estavam primordialmente 
interessados em compreender o papel do empreendedor e o impacto da sua 
 
 
atuação na economia. Três nomes destacam-se nessa teoria: Richard 
Cantillon, Jean Baptiste Say e Joseph Schumpeter. 
A essência do empreendedorismo está na percepção e no 
aproveitamento das novas oportunidades no âmbito dos negócios, sempre tem 
a ver com criar uma nova forma de uso dos recursos nacionais, em que eles 
seja deslocados de seu emprego tradicional e sujeitos a novas combinações. 
Uma das principais críticas destinadas a esses economistas é que eles não 
foram capazes de criar uma ciência comportamentalista. 
A teoria comportamentalista refere-se aos especialistas do 
comportamento humano: psicólogos, psicanalistas, sociólogos, entre outros. O 
objetivo desta abordagem do empreendedorismo foi de ampliar o 
conhecimento sobre motivação e o comportamento humano. 
Um dos primeiros autores desse grupo a demonstrar interesse foi Max 
Weber. Ele identificou o sistema de valores como um elemento fundamental 
para a explicação do comportamento empreendedor. Via os empreendedores 
como inovadores, pessoas independentes cujo papel de liderança nos 
negócios inferia uma fonte de autoridade formal. Todavia, o autor que 
realmente deu início à contribuição das ciências do comportamento foi David 
C. McClelland. 
Nessa linha, McClelland foi um dos primeiros autores a estudar e 
destacar o papel dos homens de negócios na sociedade e suas contribuições 
para o desenvolvimento econômico. Esse autor concentra sua atenção sobre 
o desejo, como uma forca realizadora controlada pela razão. 
Outros pesquisadores têm estudado a necessidade de realização, porém 
nenhum deles parece ter chegado a conclusões definitivas sobre qualquer tipo 
de conexão com o sucesso dos empreendedores. Alguns autores percebem que 
a necessidade de realização é insuficiente para a explicação de novos 
empreendimentos; enquanto outros compreendem que ela não é suficiente o 
bastante para explicar o sucesso dos empreendedores. 
 
 
É importante observar que os autores da teoria comportamentalista não 
se opuseram às teorias dos economistas, e sim ampliaram as características 
dos empreendedores. 
O referencial teórico da teoria econômica diz que ―os economistas 
associaram o empreendedor à inovação e os comportamentalistas que 
enfatizam aspectos atitudinais, com a criatividade e a intuição (Zarpellon, 2010, 
p. 49). 
 O empreendedorismo é visto mais como um fenômeno individual, ligado 
à criação de empresas, quer através de aproveitamento de uma oportunidade 
ou simplesmente por necessidade de sobrevivência, do que também um 
fenômeno social que pode levar o indivíduo ou uma comunidade a desenvolver 
capacidades de solucionar problemas e de buscar a construção do próprio 
futuro, isto é, de gerar Capital Social e Capital Humano (Zarpellon, 2010, p. 
48). 
Ainda, segundo Zarpellon (2010), o precursor da Teoria Econômica – 
Richard Cantillon - associou o empreendedor a oportunidades de lucro não 
exploradas e o risco intrínseco a sua exploração, destacando que Adam Smith 
é considerado o formulador da teoria econômica o qual vislumbra o 
empreendedor como aquele que deseja obter um excedente de valor sobre o 
custo de produção. 
O empreendedor apresenta um papel particular, isto é, ele diferencia a 
função empreendedora e a função capitalista. Para Macedo & Boava (2008, p. 
7) a Escola Neoclássica de Economia – representada por Alfred 
Marshall, caracterizava o empreendedor como um indivíduo que assume riscos, 
portanto Schumpeter foi quem construiu as principais bases econômicas do 
empreendedorismo. 
Para Schumpeter (1988, p. 48) ―o empreendedor promove a inovação, 
sendo essa radical, pois destrói e substitui esquemas de produção vigentes. 
Baseado nessa premissa nasce o conceito de destruição criativa‖. 
 
 
Drucker (1998, p. 45) afirma que ―Schumpeter postulava que o 
desequilíbrio dinâmico provocado pelo empreendedor inovador, em vez de 
equilíbrio e otimização, é a ‗norma‘ de uma economia sadia e a realidade 
central para a teoria econômica e a prática econômica‖. Portanto, o enfoque 
predominante desta teoria é construído em torno do marco teórico da teoria 
econômica institucional. 
Segundo Zarpellon (2010, p. 52) ―as mais diversas sociedades têm 
demonstrado grande interesse no processo de geração de emprego e renda, 
através da criação de empresas e no processo de desenvolvimento econômico 
e social. Diante dessa realidade, a Teoria Econômica Institucional nos 
proporciona um marco teórico adequado para o estudo do 
empreendedorismo‖. 
 Para Casero, Urbano & Mogollón (2005, p. 2) ―a Teoria Econômica 
Institucional destaca os fatores e os mecanismos criados pelas sociedades 
para conduzir as relações do comportamento humano, através da utilização do 
conceito de Instituição de maneira muito ampla‖. North (1990, p. 14) enfatiza 
que ―as Instituições são as ―regras do jogo‖ em uma sociedade e, 
formalmente, são as limitações idealizadas pelo homem, as quais dão forma e 
regem a interação humana‖. As regras do jogo podem ser compreendidas 
como os direitos de propriedade, direito comercial, trâmites burocráticos 
para a abertura de empresas, ideias, crenças, valores, atitudes em 
direção aos empreendedores, entre outras, afetam a criação e o 
desenvolvimento de novas empresas. 
North (1990) denomina essas limitações de limitações formais e 
limitações informais. O autor destaca que as instituições formais compreendem 
as leis, os regulamentos, os procedimentos governamentais. As instituições 
informais compreendem as ideias, as crenças, as atitudes e os valores das 
pessoas, e a sua cultura numa determinada sociedade. North (1990, p. 54) 
―ainda reforça que em todas as sociedades, desde a mais primitiva até a mais 
avançada, as pessoas impõem limitações, com o objetivo de estruturar as suas 
 
 
relações com as demais‖. Essas limitações reduzem os custos da interação 
humana em comparação com um mundo onde não haja instituições. 
Para Toyoshima (1999, p. 98) ―o papel principal das instituições é o de 
reduzir as incertezas existentes no ambiente, cirando estruturas estáveis que 
regulem a interação entre os indivíduos‖. As Instituições existem e reduzem as 
incertezas próprias da interação humana. Para o autor, essas incertezas 
existem em consequência da complexidade dos problemas que devem ser 
resolvidos (North, 1990). O resultado da interação entre as Instituições e as 
Organizações é a evolução e a mudançainstitucional. 
 Para Casero, Urbano & Mogollón (2005), se as Instituições, como já 
fora mencionado, são as regras do jogo de uma sociedade, as organizações e 
os empreendedores são os jogadores. As organizações ou organismos são 
grupos de indivíduos unidos por algum objetivo comum e comprometidos em 
atividades úteis. E, elas podem ser: organizações políticas (partidos políticos, 
senado, câmaras, assembléias, agências reguladoras, cortes, entre outras), 
organizações econômicas (empresas, sindicatos, cooperativas...), 
organizações sociais (igrejas, clubes, associações desportivas, etc.) e 
organizações educativas (escolas, universidades, centro de ensino, etc.). 
Portanto, reduzir o empreendedorismo à visão econômica não é 
suficiente, pois segundo Zarpellon (2010, p. 50) ―o empreendedorismo, 
visando à criação de empresas e geração de trabalho e renda, também vem 
sendo questionado e criticado por alguns outros autores‖. 
5- TIPOS DE EMPRRENDEDORISMO 
José Dornelas, especialista em empreendedorismo, classifica os 
empreendedores em seu livro Empreendedorismo para Visionários. ―O que 
eu tento mostrar é que o comportamento empreendedor pode existir em várias 
pessoas, independente da atividade dela‖, conta Dornelas. 
Como cada um tem seus motivos para empreender, as variações são 
grandes. Há dois grandes grupos: os empreendedores por necessidade, que 
 
 
só empreendem para sobreviver, e os empreendedores por oportunidade, que 
identificam um nicho com potencial de crescimento. Veja a seguir os principais 
tipos propostos por Dornelas: 
 O informal 
Este tipo ganha dinheiro porque precisa sobreviver. ―O informal está 
muito ligado a necessidades. A pessoa não tem visão de longo prazo, quer 
atender necessidade de agora‖, diz Dornelas. 
Este tipo ganha dinheiro porque precisa sobreviver. ―O informal está 
muito ligado a necessidades. A pessoa não tem visão de longo prazo, quer 
atender necessidade de agora‖, diz Dornelas. 
 
 O cooperado 
Este tipo costuma empreender ligado a cooperativas, como artesãos. 
Por isso, trabalho em equipe é primordial. Sua meta é crescer até poder ser 
independente. ―Empreende de maneira muito intuitiva‖, explica Dornelas. 
Geralmente, estes empreendedores dispõem de poucos recursos e tem um 
baixo risco. 
 O individual 
Este é o empreendedor informal que se formalizou através do MEI e 
começa a estruturar de fato uma empresa. ―Por mais que esteja formalizado, 
ele não está pensando em crescer muito‖, diz Dornelas. Este perfil ainda está 
muito ligado à necessidade de sobrevivência e geralmente trabalha sozinho ou 
com mais um funcionário apenas. 
 O franqueado e o franqueador 
Muitos desconsideram o franqueado como empreendedor, mas a 
iniciativa de comandar o negócio, mesmo que uma franquia, deve ser levada 
 
 
em conta. Geralmente, procuram uma renda mensal média e o retorno do 
investimento. Do outro lado, está o franqueador, responsável por construir 
uma rede através de sua marca. ―Costumam ser exemplos de 
empreendedorismo‖, afirma. 
 O social 
A vontade de fazer algo bom pelo mundo aliada a ganhar dinheiro move 
este empreendedor. ―Este tipo tem crescido muito, principalmente entre os 
jovens que, ainda na faculdade, têm aberto o próprio negócio para resolver 
problemas que a área pública não consegue‖, diz Dornelas. 
Nesta categoria, trabalho em equipe é primordial e o objetivo é mudar o 
mundo e inspirar outras pessoas a fazerem o mesmo. 
 O coorporativo 
É o intra-empreendedor, ou seja, o funcionário que empreende novos 
projetos na empresa que trabalha. ―O dilema das empresas hoje é aumentar 
a quantidade de pessoas com esse perfil‖, explica. Seu principal objetivo é 
crescer na carreira, com promoções e bônus. 
 O público 
O empreendedor público é uma variação do corporativo para o setor 
governamental. Para Dornelas, ainda existem muitos funcionários públicos 
preocupados em utilizar melhor recursos e inovar nos serviços básicos. Sua 
motivação está ligada ao fato de conseguir provar que seu trabalho é nobre e 
tem valor para a sociedade. 
 O do conhecimento 
Este empreendedor usa um profundo conhecimento em determinada 
área para conseguir faturar. É como um atleta que se prepara e ganha 
medalhas importantes. ―Eles sabem capitalizar para empreender e fazer 
 
 
acontecer, como escritores e artistas‖, explica. Eles buscam realização 
profissional e reconhecimento com isso. 
 O do próprio negócio 
Este é o mais comum e costuma abrir um negócio próprio por estilo de 
vida ou porque pensa grande. ―Este é o mais se aproxima do visionário‖, 
define Dornelas. Dentro deste perfil, encontramos subtipos: o empreendedor 
nato, o serial e o ―normal‖. 
O empreendedor nato costuma ser tido como genial, com trajetória de 
negócio exemplar, como Bill Gates. Já o serial é aquele que cria negócios em 
sequência. Ele não se apaixona pela empresa em si, mas pelo ato de 
empreender. Por fim, o ―normal‖ é o empreendedor que planeja para 
minimizar os riscos e segue o plano estabelecido. 
No fundo, todos procuram satisfação pessoal, autonomia financeira e 
querem deixar um legado. ―Esses modelos não são estáticos. Ele pode 
evoluir e mudar para outro tipo no decorrer da sua vida‖, explica Dornelas. 
6- TIPOS DE EMPREENDEDORES 
Não existe unanimidade entre os autores quanto aos tipos de 
empreendedores. Apresentamos, a seguir, várias abordagens sobre o assunto. 
Leite e Oliveira (2007) classificam em dois tipos de Empreendedorismo: 
o Empreendedorismo por Necessidade (criam-se negócios por não haver 
outra alternativa) e o Empreendedorismo por Oportunidade (descoberta de 
uma oportunidade de negócio lucrativa). 
Pessoa (2005) define em três os principais tipos de empreendedores: O 
empreendedor corporativo (intra-empreendedor ou empreendedor interno), 
o empreendedor start-up (que cria novos negócios/empresas) e o 
empreendedor social (que cria empreendimentos com missão social), são 
pessoas que se destacam onde quer que trabalhem. 
 
 
O empreendedorismo corporativo pode ser definido como sendo um 
processo de identificação, desenvolvimento, captura e implementação de 
novas oportunidades de negócios, dentro de uma empresa existente. 
O empreendedor start-up tem como objetivo dar origem a um novo 
negócio. Ele analisa o cenário e diante de uma oportunidade apresenta um 
novo empreendimento. Os seus desafios são claros: suprir uma demanda 
existente que não vem sendo dada devida atenção; buscar e apresentar 
diferenciais competitivos em um mercado já existente; vencer a concorrência; 
conquistar clientes; e alcançar a lucratividade e a produtividade necessárias à 
manutenção do empreendimento. 
O processo de empreendedorismo social exige principalmente o 
redesenho de relações entre comunidade, governo e setor privado, com base 
no modelo de parcerias. O resultado final desejado é a promoção da qualidade 
de vida social, cultural, econômica e ambiental sob a ótica da sustentabilidade. 
O empreendedorismo social é um misto de ciência e arte, 
racionalidade e intuição, ideia e visão, sensibilidade social e pragmatismo 
responsável, utopia e realidade, força inovadora e praticidade. O 
empreendedor social subordina o econômico ao humano, o individual ao 
coletivo e carrega consigo um grande ―sonho de transformação da realidade 
atual‖. 
O empreendedorismo social difere do empreendedorismo propriamente 
dito em dois aspectos: não produz bens e serviços para vender, mas para 
solucionar problemas sociais, e não é direcionado para mercados, mas para 
segmentos populacionais em situações de risco social (exclusão social, 
pobreza, miséria, risco de vida). 
Atualmente, o empreendedorismo social apresenta-se como um 
conceito em desenvolvimento, mas com características, princípios e valores 
próprios, sinalizando diferenças entre uma gestão social tradicional e uma 
empreendedora.O empreendedorismo social surge como uma forma de 
 
 
solucionar problemas de pobreza e exclusão social. Inicialmente era uma 
derivação do empreendedorismo empresarial e foi fortemente influen ciado 
pela ação das empresas privadas no campo social e público, assumindo, 
contudo, as suas próprias estratégias, num contexto de crescimento do terceiro 
sector e da necessidade e procura de ações de grande impacto e mudanças 
efetivas. 
No epicentro deste cenário surgem novos paradigmas que propõem 
uma abordagem diferenciada permitindo descortinar elementos contidos na 
complexidade dos fenômenos sócio-econômicos, como é o caso da Teoria da 
Mudança. 
A Teoria da Mudança é uma metodologia, um conjunto de diretrizes, que 
orientam os empreendedores sociais a concretizarem o seu objetivo último – 
mudança social. Os empreendedores sociais fazem um mapeamento dos 
requisitos e condições necessárias para o seu fim, e desenvolvem indicadores 
para medir os progressos e resultados, avaliando assim o desempenho da sua 
iniciativa de mudança. 
Conforme Bennett (1992) um novo estilo de empreendedor está surgindo, 
ele corresponde ao ecoempreendedor. 
Ser ecoempresário abrange uma grande variedade de negócios, tais 
como: recolhem materiais recicláveis para fábricas que os transformam em 
novos produtos; vendem para empresas e para o público produtos feitos com 
materiais reciclados; transformam óleo usado de motor, que seria jogado em 
estradas sujas, em lubrificantes de alta qualidade; reciclam os líquidos 
resfriados de aparelhos de ar condicionado quebrados ou desmontados; 
transformam embalagens plásticas de leite em um plástico parecido com 
―madeira‖, que não apodrece nem exige manutenção; usam jornais velhos 
par afazer forragens baratas e resistentes a bactérias, para animais de 
fazendas; transformam sedimentos e restos de alimentos em fertilizantes e 
corretivos de solo (Bennett, 1992). 
 
 
Por fim, um último tipo de empreendedor corresponde ao 
empreendedor tecnológico. O empreendedor tecnológico tem o seu perfil 
caracterizado pela familiaridade com o mundo acadêmico, por uma busca de 
oportunidades de negócios na economia digital e do conhecimento, por uma 
cultura técnica que o leva a arriscar-se investindo em nichos de mercado em 
que a taxa de sobrevivência é baixa, e pela falta de visão de negócios e 
conhecimento das forças de mercado (Instituto Euvaldo Lodi, 2000). 
Formica (2000, p. 71) apresenta os traços mais importantes da 
personalidade do empreendedor tecnológico são: 
• Familiaridade com o mundo acadêmico; 
• Buscar oportunidades de negócios na economia digital e do 
conhecimento, sobretudo nos campos do ICT, eletrônica, 
computação e software, biotecnologia, tecnologia voltadas para o 
meio ambiente; 
• Uma cultura técnica predominante que o levam a arriscar-se 
investindo em um pequeno nicho do mercado onde a 
porcentagem de sobrevivência é baixa; 
• Falta de visão dos negócios e conhecimento inadequado das 
forças competitivas do mercado. 
7- EMPREENDEDOR DIGITAL (TECH) 
Esse é um conceito que se baseia na estratégia de estruturar um 
empreendimento focando principalmente no meio digital. Basicamente, isso 
quer dizer que o modelo de negócio vai oferecer produtos ou serviços pela 
internet. 
Nessa linha, é possível atuar de várias maneiras: desenvolvendo 
produtos próprios — como material digital, apostilas, cursos, conteúdo etc. —, 
comercializando mercadorias de terceiros, entre outras opções. 
 
 
 
 Quais são as principais vantagens dessa estratégia? 
 Tem custo baixo 
O maior beneficio para quem pretende empreender escolhendo esse 
modelo é que, diferentemente de um empreendimento tradicional, não será 
necessário investir muito dinheiro para começar o negócio. 
O fato de um empreendimento digital não precisar de uma estrutura 
física complexa, como local para armazenamento, escritórios, máquinas 
industriais e diversos funcionários, permite que os custos para manutenção 
sejam reduzidos, e o investimento inicial, mais baixo. 
 Oferece flexibilidade 
Outro aspecto que chama a atenção para esse tipo de negócio é a 
possibilidade de trabalhar no momento mais favorável e da maneira mais 
conveniente. 
Cada pessoa tem um horário preferido para realizar as suas atividades, 
assim como uma forma específica de executá-las. Entretanto, em uma empresa 
comum, você está restrito aos horários predefinidos, assim como aos 
procedimentos estabelecidos para as tarefas. 
Já um negócio digital assegura flexibilidade e uma melhor qualidade de 
vida ao permitir conciliar a rotina pessoal e o trabalho. 
 Não sofre com barreiras geográficas 
Em negócios tradicionais, muitas vezes o empreendedor fica restrito a 
negociar com clientes que residam nos arredores da empresa. No entanto, no 
empreendedorismo digital não há essa barreira geográfica para os negócios. 
Você pode vender para qualquer lugar do Brasil e, inclusive, do mundo! Com 
isso, é possível obter um lucro maior. 
 
 
 
Proporciona mais oportunidades 
A consequência direta de não haver barreiras geográficas é que as 
possibilidades são muito maiores. Além do mais, os negócios digitais não 
fecham as portas durante o período da noite, ou mesmo no decorrer de feriados 
e fins de semana. Com isso, é possível realizar vendas por um período maior 
de tempo. 
Imagine a quantidade de pessoas que existem por aí. Agora, considere 
que boa parte delas têm ido à internet antes de comprar um produto, e que os 
próprios buscadores as direcionam para lojas em que é possível encontrar o 
que estão procurando. 
Assim, é possível perceber como um negócio virtual, com credibilidade 
e bem ranqueado no Google, consegue atrair mais clientes do que uma 
empresa física pode suportar. 
8- PROCESSO EMPREENDEDOR 
―O coração do processo de empreendedorismo – e o aspecto que melhor 
distingue o empreendedor do gerente e do pequeno empresário – parece recair 
no desenvolvimento e na implementação do processo visionário‖ (Fillon, 1999, 
p. 12). 
Os empreendedores fazem acontecer. São criativos e sabem captar 
novas ideias das outras pessoas e de outras fontes. As principais fontes de 
ideias segundo Hisrich & Peter (2004, p. 163) são: ―consumidores (clientes); 
empresas; canais de distribuição; governo e pesquisa e desenvolvimento‖. 
Podemos acrescentar ainda: consumidores; empresas; canais de 
distribuição; fornecedores; governo; pesquisa e desenvolvimento; embate 
entre pessoas; lazer; ensino (estudo, estágio, monografia, teses, entre outras); 
incubadoras; métodos para geração de novas ideias. Podem, também, 
empregar métodos e técnicas para geração de ideias, tais como: 
 
 
―grupos de discussão, brainstorming, análise e inventário de problemas‖ 
(Hisrich & Peter, 2004. p. 164). 
―Assim que as idéias emergem a partir de fontes ou da solução criativa 
de problemas, elas precisam de um desenvolvimento e aperfeiçoamento 
posteriores até o oferecimento do produto ou serviço final‖ (Hisrich & Peter, 
2004. p. 171). ―Para detectar oportunidades de negócios, é preciso ter 
intuição, intuição requer entendimento, e entendimento requer um nível mínimo 
de conhecimento‖ (Fillon, 1999, p. 11). 
Uma oportunidade surge de uma ideia que representa potencial para um 
novo negócio. Oportunidades se originam do trabalho, do diálogo entre 
pessoas, do contato com clientes, de fornecedores, da moda e de viagens. 
Uma vez detectada uma oportunidade, o empreendedor deve ouvir pessoas, 
tais como potenciais clientes, amigos sinceros e potenciais fornecedores, com 
o intuito de testar a aceitação do negócio PR parte da sociedade. 
Se as pessoas contatadas se manifestarem positivamente com relação 
ao novo negócio, o empreendedor deve analisar a viabilidade financeira das 
idéias e das oportunidades. Para tanto, utiliza a técnica denominada: ―Plano 
de Negócios‖ (businessplan), que é segundoDornelas (2008, p. 84) ―um 
documento usado para descrever um empreendimento e o modelo de negócios 
que sustenta a empresa. 
―Quanto mais velho for o empreendedor, maior será a influência dos 
contatos com o meio de negócios ou da experiência prévia e das atividades de 
aprendizagem‖ (Fillon, 1999, p. 12). 
 ―O progresso depende da habilidade de instituir métodos de trabalho e de se 
concentrar em uma ou algumas visões emergentes‖ (Fillon, 1999, p. 13). 
São fases do processo empreendedor segundo Hisrich & Peter (2004, p. 
53): 
A. Identificar e avaliar a oportunidade; 
 
 
B. Desenvolver o plano de negócios; 
C. Determinar e captar os recursos necessários; 
D. Gerenciar a organização criada. 
 
 
Não existe um modelo único de plano de negócios. Existem, sim, muitas 
estruturas, como se pode observar em Dornelas (2008, p. 86-93). Existem 
muitas pessoas que têm inibido o seu potencial empreendedor. Os principais 
fatores que ocasionam a inibição são segundo Dornelas (2008, p. 
95): ―imagem social; disposição de assumir riscos e herança cultural‖. 
 
 
Muitas pessoas gostariam de abrir o seu próprio negócio. Dispõem de 
reservas financeiras para tal, contudo acham que a sua imagem social será 
denegrida pelo fato de ter exercido uma função de destaque na sociedade e 
agora terá que desempenhar tarefas marcas por outros padrões. Não são 
todas as pessoas que têm coragem de assumir riscos com financiamentos e 
riscos de não ter o produto do seu negócio aceito no mercado. 
 Existem, ainda, outros motivos que dificultam a materialização do 
potencial empreendedor. São as causas de resistências às mudanças 
apontadas por Pinto (2007): ansiedade diante do desconhecido; percepção 
distorcida; interesses pessoais afetados e problemas de ajustamento. 
 
9- MODELO DE NEGÓCIOS 
De acordo com definição do SEBRAE, de 2016, ―o modelo de negócios 
é a forma como a empresa cria, entrega e captura valor‖. Sendo assim, não 
existe uma ―receita de bolo‖, pelo contrário, o modelo dependerá da sua 
proposta de valor e das características da empresa. 
 Mas como definir isso? Para isso, existe o Canvas, principal ferramenta 
na elaboração de um modelo de negócios. Essa ferramenta permite observar 
todos os pontos fundamentais de um plano de negócios em apenas uma folha. 
 
 
Observe abaixo: 
 
Seguindo este raciocínio segue o exemplo de construção deste modelo: 
 
 
 
Como você pode perceber, nesse quadro podemos contemplar 
parceiros chave, atividades chave, fontes de custos, fontes de receita, 
segmento de clientes, estruturas de custo, entre outros pontos de suma 
importância para a elaboração de uma estratégia de negócio. 
 O modelo Canvas foi introduzido no mercado por Alexander 
Osterwalder em seu livro Business Model Generation (A Geração dos Modelos 
de Negócio) e como você pode ver, é uma excelente ferramenta para a gestão 
da sua empresa. 
Agora que você já viu o que é um modelo de negócio, chegou a hora de 
vermos alguns dos tipos mais famosos usados atualmente. Esses modelos 
misturam desde alguns mais tradicionais até modelos bem recentes. 
 
 
 FRANQUIA 
 Esse é um tipo bem tradicional e famoso de modelo de negócio, mas 
não existe uma definição única para franquia. Para simplificar, podemos dizer 
que esse é um modelo para distribuição e comercialização de produtos e 
serviços. O modelo que mais tem representado as franquias atuais é a 
Franquia de Negócio Formatado (Business Format Franchising), que pode ser 
melhor visualizado no quadro abaixo. 
 
Existem inúmeros exemplos de franquias famosas, como o McDonald‘s, Chilli 
Beans, o Boticário, Havaianas, entre outras. 
 ASSINATURA 
Outro velho conhecido é o modelo de assinatura. Seu funcionamento é 
simples: a empresa concede produtos ou serviços ao usuário mediante o 
pagamento de uma taxa, geralmente mensal. É bastante usado no mercado 
de entretenimento ou de divulgação de informação, como jornais e revistas. 
Para se sustentar, esse modelo precisa estar constantemente em busca 
de qualidade, se não pode perder usuários, que cancelam a assinatura. Para 
atrair clientes, empresas que usam esse modelo de negócio costumam oferecer 
grandes descontos para novos usuários por um determinado período de tempo. 
Em alguns casos,a empresa pode até oferecer um período de assinatura gratuita. 
 
 
Alguns exemplos de empresas que utilizam esse modelo são: Netflix, Sky, 
Exame, Veja, Vivo, entre outras. 
 
 FREEMIUM 
Podemos dizer que essa é uma variação moderna do modelo de 
assinatura. Nesse modelo, temos ofertas de serviços Free e Premium, e o 
usuário escolhe em qual deseja se encaixar. Isso permite alcançar mais 
usuários, que podem ser convencidos pelo serviço gratuito a migrar para o 
Premium. 
 
Nesse modelo de negócio, costuma existir um investimento pesado em 
ofertas do serviço Premium a preços muito abaixo por períodos de até 3 meses 
para fisgar os usuários com as vantagens de se pagar uma assinatura, além 
de vários planos especiais do tipo família ou universitário, como é o caso de 
um dos exemplos mais famosos desse modelo, o Spotify. 
 
 
 
 ISCA E ANZOL 
Nesse modelo, um produto é vendido com uma baixa margem de lucro, 
enquanto um outro, do qual o primeiro depende, é vendido com uma alta 
margem de lucro. Um bom exemplo é a máquina de café Nespresso, que é 
relativamente barata, enquanto suas cápsulas possui um valor mais elevado. 
 
 
 
 
 
Outra empresa que usa com sucesso esse modelo é a Gillette, fazendo 
com que muitas vezes esse modelo também seja chamado de ―Barbeador e 
Lâmina‖. 
 MARKETPLACE 
Aqui entram os grandes impérios varejistas, como as Lojas Americanas, 
Walmart, Mercado Livre, Netshoes e vários outros. Mas como funciona esse 
modelo de negócio? De forma simples, uma loja menor aluga um espaço em 
uma loja maior, seja ela virtual ou física. Esse ―aluguel‖ é pago através de 
uma porcentagem das vendas. Com isso, pequenas empresas, que teriam 
muita dificuldade em entrar no mercado, ganham visibilidade e conseguem 
expandir suas vidas através da imagem e da massa de visitantes dessas 
grandes empresas. 
Existem algumas desvantagens também, pois além de gerar uma certa 
dependência com relação ao marketplace no qual se está inserido, na maior 
parte dos casos sua marca não é lembrada, mas sim a loja na qual foi 
comprado o produto. Afinal, geralmente dizemos que compramos tal coisa nas 
Lojas Americanas, mas nem lembramos qualquer outra marca. 
 NEGÓCIOS SOCIAIS 
Que tal unir o útil ao agradável? É isso o que esse modelo de negócio 
se propõe a fazer, ao mesclar objetivos sociais e ambientais com fins 
lucrativos. E atualmente, com todas as preocupações que se tem nessas 
áreas, esse modelo vem ganhando cada vez mais força. Empresas que usam 
esse modelo se preocupam com sua imagem e buscam o desenvolvimento 
social, geralmente focando em classes menos favorecidas. O Brasil possui 
 
 
 
alguns bons exemplos nessa vertente, como a Solidarium, que desenvolvem 
canais de comercialização não convencionais para produtores mais pobres 
 
Outra empresa brasileira que se destaca nesse ramo é a Tekoha, que 
comercializa produtos artesanais criados por comunidades de todo o Brasil, 
ajudando esses produtores a ter um alcance que nem poderiam imaginar. 
 
 ECONOMIA COLABORATIVA 
Esse modelo de negócio é uma verdadeira febre atualmente, não é 
mesmo? Vai dizer que nunca ouviu falar em Uber e Airbnb? Empresas desse 
tipo agem como uma conexão entre interesses econômicos de pessoas 
distintas. Pegando a Uber como exemplo, temos uma situação em que uma 
pessoa tem um carro e quer usá-lo para transportar passageiros em troca de 
algum ganho financeiro. Do outro lado, temos pessoas que querem se 
transportar com a rapidez e comodidade de um carro, mas procurando tarifas 
mais em conta. 
 
 
 
Assim,a Uber entra como a conexão entre essas duas pessoas, através 
de uma plataforma que busca garantir a segurança para ambos os lados. Isso 
se aproxima do conceito de que todos ganham, de certa forma. 
Para os empreendedores as ideias surgem a todo o momento. Claro que 
nem sempre se tornam oportunidades de um negócio, como discutimos 
anteriormente. Quando, no entanto, a ideia passou a ser oportunidade e o 
estudo sobre o possível novo negócio tem início, é importante saber em que 
ramo estamos navegando. 
Separamos em quatro grupos os ramos de negócio: 
o Agropecuário (agricultura, pecuária, agroindústria); o 
Industrial; o Prestação de serviços; o Comércio. 
 
 AGROPECUÁRIA 
Neste ramo de atividade, os planos de negócio são desenvolvidos com 
a finalidade, na sua grande maioria, de melhoria, reestruturação e ampliação 
do negócio. Claro que muitas vezes somos desafiados a elaborar planos de 
 
 
negócio para instalação de uma nova unidade de produção. Na agricultura usa-
se muito o termo projeto ao invés de plano de negócio. 
 INDÚSTRIA 
São empresas que possuem como característica a transformação de 
matéria-prima por meio da utilização de processos produtivos em um produto 
que pode ser comercializado para o comércio, ou servem de base para outras 
indústrias. Existem também as indústrias voltadas à montagem de 
componentes produzidos por outras, e, por fim, as indústrias extrativistas, 
voltadas à extração de minerais ou vegetais, que servem como fornecedoras 
desta matéria-prima extraída para outras indústrias. 
 PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS 
Este ramo é constituído de empresas que tem como objetivo comercial 
a prestação de serviços aos seus clientes. Exemplos: serviços básicos 
(hidrelétrica, estradas, ferrovias, água, ...); serviços sociais (habitação, 
hospitais, serviços de saúde, ...); outros serviços (hotéis, turismo, empresas de 
transporte, corretor de seguros, profissionais liberais, vigilância, oficina 
mecânica, ...); serviços industriais (usinagem, zincagem, corte, solda, etc.). 
A característica deste ramo é prestar serviço especializado aos clientes. 
Geralmente está direcionada a apoiar os serviços básicos das empresas como: 
contabilidade, consertos e manutenção de equipamentos, desenvolvimento de 
software, consultoria técnica, dentre outras. 
 COMÉRCIO 
O ramo do comércio está voltado à compra e à venda do produto 
produzido por outras organizações. Esta venda pode ser de duas formas. A 
primeira é a venda no ―varejo‖ e a segunda é a venda no ―atacado‖. 
 
 
10- PLANO DE NEGÓCIO 
Antes de entrarmos na elaboração propriamente dita do Plano de Negócio, 
devemos saber o que de fato ele é. 
Dentre os inúmeros autores que conceituaram o tema plano de negócio, 
destacamos três mais atuais que o definem. Para Salim et al (2005, p. 3) 
―Plano de negócio é um documento que contém a caracterização do negócio, 
sua forma de operar, suas estratégias, seu plano para conquistar uma fatia do 
mercado e as projeções de despesas, receitas e resultados financeiros‖. 
Na mesma linha Dornelas (2008, p. 84) diz que ―Plano de negócio é 
um documento usado para descrever um empreendimento e o modelo de 
negócio que sustenta a empresa. Sua elaboração envolve um processo de 
aprendizagem e autoconhecimento, e, ainda, permite ao empreendedor situar-
se no seu ambiente de negócio‖. 
Na visão de Dolabela (2006, p. 77) ―Plano de negócio é uma linhagem 
para descrever de forma completa o que é ou o que pretende ser uma 
empresa.‖ Em síntese, um plano de negócio é: 
• Uma forma de pensar sobre o futuro do negócio: para onde ir, 
como ir mais rapidamente, o que fazer durante o caminho, de 
forma a diminuir incertezas e riscos; 
• Descrever um negócio: o motivo da existência da oportunidade 
de negócio, como o empreendedor pretende agarrá-la, como irá 
buscar e gerenciar os recursos para aproveitá-la; 
• Mais um processo do que um produto. É dinâmico, vivo e deve 
ser sempre atualizado; 
• Não deve ser confundido com a empresa: o plano de negócio não 
é o negócio, mas sua descrição. O PN pode indicar que o 
empreendimento tem grande potencial de sucesso, mas também 
dar evidências de que ele é irreal, que existem obstáculos 
jurídicos ou legais intransponíveis, que os riscos são 
 
 
incontroláveis ou que a rentabilidade é aleatória ou insuficiente 
para garantir a sobrevivência da empresa ou do novo negócio; 
• Um instrumento de negociação interna e externa para administrar 
a interdependência com sócios, empregados, financiadores, 
incubadoras, clientes, fornecedores, bancos, etc.; 
• Um instrumento para obtenção de financiamento, empréstimos, 
peça de persuasão de novos sócios, de controle interno, de 
integração da equipe e envolvimento dos empregados e 
colaboradores. 
Podemos entender que o plano de negócio é um documento estruturado 
que visa a descrever todos os passos que contemplam a construção de um 
empreendimento, a partir da percepção de uma oportunidade até a avaliação 
da sua viabilidade. 
Deve ficar claro, no entanto, que o PN também deve ser usado para: (1) 
estabelecimento, quando constitui criação de unidade completamente nova de 
produção; (2) expansão ou ampliação, quando é simples multiplicação de 
unidades produtivas ou integração a unidades já existentes; 
(3) modernização, quando consiste na substituição por obsolescência, ou 
reestruturação administrativa; (4) relocalização, mudança de local, quase 
sempre em função da modernização ou de alteração do custo de fatores de 
produção. 
11- PRA QUE SERVE UM PN ? 
Para Dolabela (2006) a importância do plano de negócio está ligada 
diretamente na grande mortalidade de empresas. A grande maioria, cerca de 
90%, não completa cinco anos de vida. Outra causa é o foco técnico dos 
empreendedores. Muitos têm conhecimento técnico da elaboração do produto 
ou do ser viço e não possuem conhecimento gerencial, de mercado, financeiro, 
legal, tributário, etc. 
 
 
 
Segundo Dornelas (2008) é possível com o plano de negócio: 
• Entender e estabelecer diretrizes para o seu negócio; 
• Gerenciar de forma eficaz a empresa e tomar decisões acertadas; 
• Monitorar o dia a dia da empresa e tomar ações corretivas quando 
necessário; 
• Conseguir financiamentos e recursos junto a bancos, governo, 
SEBRAE, investidores, capitalistas de risco, etc.; 
• Identificar oportunidades e transformá-las em diferencial 
competitivo para a empresa; 
• Estabelecer uma comunicação interna eficaz na empresa e 
convencer o público externo (fornecedores, parceiros, clientes, 
bancos, investidores, associações, etc.). 
12- A IMPORTÂNCIA DO PLANO DE NEGÓCIOS 
A pergunta que fica no ar é: E o empreendedor, o que ele pode fazer pelo seu 
empreendimento? Existe uma importante ação que somente o próprio empreendedor pode e 
deve fazer pelo seu empreendimento: planejar, planejar e planejar. No entanto, é notória a 
falta de cultura de planejamento do brasileiro, que por outro lado é sempre admirado pela sua 
criatividade e persistência. Os fatos devem ser encarados de maneira objetiva. Não basta 
apenas sonhar, deve-se transformar o sonho em ações concretas, reais, mensuráveis. Para 
isso, existe uma simples, mas para muitos, tediosa, técnica de se transformar sonhos em 
realidade: o planejamento. Nos Estados Unidos, muito do sucesso creditado às MPE em 
estágio de maturidade é creditado ao empreendedor que planejou corretamente o seu negócio 
e realizou uma análise de viabilidade criteriosa do empreendimento antes de colocá-lo em 
prática. Segundo o U.S. Small Business Administration (SBA, 1998), uma das principais razões 
de falência das MPE americanas é a falta de planejamento do negócio, exatamente como 
ocorre no Brasil. Quando se considera o conceito de planejamento, têm-se pelo menos três 
fatores críticos que podem ser destacados: 
1. Toda empresa necessita de um planejamento do seunegócio para poder 
gerenciá-lo e apresentar sua idéia a investidores, bancos, clientes etc; 
 
 
2. Toda entidade provedora de financiamento, fundos e outros recursos financeiros 
necessita de um plano de negócios da empresa requisitante para poder avaliar os 
riscos inerentes ao negócio, e 
3. Poucos empresários sabem como escrever adequadamente um bom plano de 
negócios. A maioria destes são micro e pequenos empresários e não têm 
conceitos básicos de planejamento, vendas, marketing, fluxo de caixa, ponto de 
equilíbrio, projeções de faturamento etc. Quando entendem o conceito, 
geralmente não conseguem colocá-lo objetivamente em um plano de negócios. 
Agora, a pergunta que se faz é a seguinte: O Plano de Negócios é realmente uma 
ferramenta de gestão eficiente a ponto de determinar o sucesso ou o fracasso de um 
empreendimento? O que é mito e o que é realidade? Este artigo discute estas questões e 
propõe uma estrutura de plano de negócios que tem sido validada junto a dezenas de 
pequenas empresas e incubadoras de empresas e obtido bons resultados, bem como foca a 
importância da revisão periódica do plano de negócios como fator chave para que esta 
ferramenta de gestão deixe de ser um mito e auxilie o empreendedor a alcançar o sucesso. 
Uma outra iniciativa que merece destaque e vem sendo implementada 
com sucesso no Estado de São Paulo, é a utilização do plano de negócios 
pelas incubadoras de empresas que pertencem à Rede Paulista de 
Incubadoras de Empresas. Atualmente, o trabalho vem sendo desenvolvido 
junto a 40 incubadoras de empresas e seus gerentes. Uma das idéias 
principais desse projeto é o de capacitar os gerentes de incubadoras na 
elaboração e utilização do plano de negócios e também na assessoria junto às 
empresas incubadas na elaboração de seu plano de negócios (Dornelas, 
1999a). 
Com isso, pretende-se aumentar o contingente de profissionais 
capacitados na utilização dessa ferramenta de gestão, incentivando futuros 
empreendedores na elaboração e uso eficientes do plano de negócios. Em 
pesquisa realizada junto a essas incubadoras (SEBRAE, 1998b), constatouse 
que 67% das empresas incubadas, em um universo de mais de 220 empresas, 
elaboraram um plano de negócios como requisito básico ao processo de 
seleção dessas empresas junto à incubadora. 
 
 
 Porém, praticamente nenhuma dessas empresas ou incubadoras 
utilizam o plano de negócios como ferramenta de gestão básica de seu 
negócio. E mais, poucos gerentes realmente conhecem razoavelmente os 
conceitos que sustentam um plano de negócios. 
É uma contradição, e mostra que o plano de negócios está sendo 
utilizado apenas como estudo de viabilidade e não como um suporte contínuo 
ao empresário. Outro aspecto que se coloca em discussão é se esses planos 
de negócios apresentados pelas empresas em processo de seleção para 
entrada na incubadora foram ou não elaborados com auxílio de profissionais 
competentes no assunto, e ainda, se apenas utilizou-se o nome plano de 
negócios para um documento contendo respostas a perguntas relacionadas ao 
novo empreendimento. 
 Desse modo, o plano de negócios passa a ser apenas um documento 
que mascara a situação dessas empresas e corre o risco de se tornar apenas 
um mito e que, com o tempo, pode perder sua credibilidade junto aos 
empreendedores, haja vista o enfoque errado que se está dando à utilização 
do plano de negócios nesses casos. 
Todo plano de negócios deve ser elaborado e utilizado seguindo 
algumas regras básicas, mas que não são estáticas e permitem ao 
empreendedor utilizar sua criatividade ou o bom senso, enfatizando um ou 
outro aspecto que mais interessa ao público-alvo do plano de negócios em 
questão. No caso das empresas que já se encontram em funcionamento, ele 
deve mostrar não apenas aonde a empresa quer chegar, ou situação futura, 
mas também onde a empresa está no momento, mostrando os valores dos 
seus atuais indicadores de desempenho. 
Outra característica importante é que ele não deve estar apenas focado 
no aspecto financeiro. Indicadores de mercado, de capacitação interna da 
empresa e operacionais são igualmente importantes, pois estes fatores 
mostram a capacidade da empresa em alavancar os seus resultados 
 
 
financeiros no futuro. Resumindo, é importante que o plano de negócios possa 
demonstrar a viabilidade de atingimento da situação futura, mostrando "como" 
a empresa pretende chegar lá. Então, o que o empresário precisa é de um 
plano de negócios que lhe sirva de guia, que seja revisado periodicamente e 
que permita alterações visando vender a idéia ao leitor desse seu plano de 
negócios. 
Além das justificativas descritas pelos autores podemos também definir 
a importância dos planos de negócio como instrumental técnicoadministrativo 
e de avaliação econômica, tanto do ponto de vista privado quanto do social, 
pelas seguintes razões: é o procedimento lógico, racional, que substitui o 
comportamento empírico, rotineiro, político ou intuitivo, geralmente utilizado 
para as decisões de investimento; pode substituir o comportamento arbitrário, 
politiqueiro, baseado no ―tráfico de influências‖, por decisões tecnicamente 
justificadas, assegurando padrões mínimos de eficiência, na administração 
pública; viabiliza, com objetividade e operacionalização, programas de ação 
mais amplos e complexos. 
A importância dos PN numa economia é, de certa maneira, a mesma do 
planejamento, que é um esforço de racionalização dos empreendimentos ou a 
busca de otimização de resultados na aplicação de recursos escassos, embora 
disponíveis. 
 
13- PARA QUEM SE ESCREVE O PLANO DE NEGÓCIO? 
Os clientes do plano de negócio são os próprios empreendedores, os 
sócios e empregados, sócios em potencial, órgãos governamentais de 
financiamento, bancos, capitalistas de risco, clientes atacadistas e 
distribuidores, franqueadores. 
 
 
 
Na mesma linha, Pavani et al (1997, apud Dornelas, 2008) enumeram 
os públicos-alvo do plano de negócio, os chamados interessados ou 
stakeholders, citando os seguintes: 
o Mantenedoras de incubadoras (Sebrae, universidades, prefeituras, 
governo, associações, etc.): para outorgar financiamentos a estas; 
o Parceiros: para definição de estratégias e discussão de formas de 
interação entre as partes; 
o Bancos: para outorgar financiamento para equipamentos, capital 
de giro, imóveis, expansão da empresa; 
o Investidores: empresas de capital de risco, pessoas jurídicas, 
bancos de investimentos, BNDES, governo, etc.; 
o Fornecedores: para negociação na compra de mercadorias, 
matéria-prima e formas de pagamento; 
o A empresa internamente: para comunicação da gerência com o 
conselho de administração e com os empregados. 
 
 
 
O que podemos constatar é que o plano de negócio descreve de uma 
forma clara o estado atual e futuro do empreendimento e se credencia como 
ferramenta de tomada de decisão. 
14- ESTRUTURA DO PLANO DE NEGÓCIO 
Como o plano de negócios é um documento usado para descrever seu 
negócio, as seções que compõem um plano de negócios geralmente são 
padronizadas para facilitar o entendimento. Cada uma das seções do plano 
tem um propósito específico. 
Um plano de negócios para uma pequena empresa pode ser menor que 
o de uma grande organização, não ultrapassando talvez 10-15 páginas. Muitas 
seções podem ser mais curtas que outras e até ser menor que uma única 
página de papel. Mas para se chegar ao formato final geralmente são feitas 
muitas versões e revisões do plano de negócios até que esteja adequado ao 
público-alvo do mesmo. 
 Não existe uma estrutura rígida e específica para se escrever um plano 
de negócios, porém, qualquer plano de negócios deve possuir um mínimo de 
seções as quais proporcionam um entendimento completo do negócio. 
 
 
Estas seções são organizadas de forma a manter uma seqüência lógica 
que permita a qualquer leitordo plano entender como a empresa é organizada, 
seus objetivos, seus produtos e serviços, seu mercado, sua estratégia de 
marketing e sua situação financeira. 
 Uma possível estrutura para a confecção de um plano de negócios é 
proposta a seguir. Seu formato foi obtido a partir da análise de várias 
publicações, artigos, livros e planos de negócios reais utilizados por várias 
empresas e da elaboração de dezenas de planos de negócios para diferentes 
públicos-alvos (Dornelas, 1999b). 
Cada seção explica com detalhes como devemos escrever o plano de 
negócio de uma forma objetiva e clara. Neste tópico descrevemos 
sucintamente cada etapa, sendo na próxima Unidade aprofundada cada seção 
para o desenvolvimento do seu plano. 
 CAPA 
A capa, apesar de não parecer, é uma das partes mais 
importantes do plano de negócios, pois é a primeira parte que é 
visualizada por quem lê o plano de negócios, devendo portanto ser 
feita de maneira limpa e com as informações necessárias e 
pertinentes. Bons exemplos de capas para o plano de negócios são 
propostos por Linda Pinson (Pinson, 1996). 
A capa é a fotografia do seu plano de negócio. 
 
 SUMÁRIO 
O sumário deve conter o título de cada seção do plano de negócios e a 
página respectiva onde se encontra, bem como os principais assuntos 
relacionados em cada seção. Isto facilita ao leitor do plano de negócios 
encontrar rapidamente o que lhe interessa. Qualquer editor de textos permite 
 
 
a confecção automática de sumários e tabelas de conteúdo e que são bastante 
apresentáveis. 
 SUMÁRIO EXECUTIVO 
O Sumário Executivo é a principal seção do plano de negócios. Através 
do Sumário Executivo é que o leitor decidirá se continuará, ou não, a ler o plano 
de negócios. Portanto, deve ser escrito com muita atenção, revisado várias 
vezes e conter uma síntese das principais informações que constam no plano 
de negócios. Deve ainda ser dirigido ao público-alvo do plano de negócios e 
explicitar qual o objetivo do plano de negócios em relação ao leitor (ex.: 
requisição de financiamento junto a bancos, capital de risco, apresentação da 
empresa para potenciais parceiros ou clientes etc.). O Sumário Executivo deve 
ser a última seção a ser escrita, pois depende de todas as outras seções do 
plano para ser feita. 
 
 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DO NEGÓCIO 
A seção de planejamento estratégico é onde são definidos 
os rumos da empresa. Nesta seção devem ser apresentadas a visão 
e missão da empresa, sua situação atual, as potencialidades e 
ameaças externas, suas forças e fraquezas, suas metas e objetivos 
de negócio. Esta seção é na verdade a base para o desenvolvimento 
e implantação das demais ações descritas no plano. 
 
 DESCRIÇÃO DA EMPRESA 
Nesta seção deve-se descrever a empresa, seu histórico, crescimento, 
faturamento dos últimos anos, sua razão social, impostos, estrutura 
organizacional e legal, localização, parcerias, certificações de qualidade, 
serviços terceirizados etc. 
 
 
 PRODUTOS E SERVIÇOS 
Esta seção do plano de negócios é destinada aos produtos e serviços da 
empresa, como são produzidos, recursos utilizados, o ciclo de vida, fatores 
tecnológicos envolvidos, pesquisa e desenvolvimento, principais clientes atuais, 
se detém marca e/ou patente de algum produto etc. Nesta seção pode ser 
incluída, quando esta informação encontra-se disponível, uma visão do nível de 
satisfação dos clientes com os produtos e serviços da empresa. Este feedback é 
bastante importante, porque pode não apenas oferecer uma visão do nível de 
qualidade percebida nos produtos e serviços, mas também guiar futuros 
investimentos da empresa em novos desenvolvimentos e novos processos de 
produção. 
 
 PLANO OPERACIONAL 
Esta seção deve apresentar as ações que a empresa está planejando 
em seu sistema produtivo, indicando o impacto que estas ações terão em seus 
parâmetros de avaliação de produção. Deve conter informações operacionais 
atuais e previstas de fatores como: lead time do produto ou serviço, percentual 
de entregas a tempo (on time delivery), rotatividade do inventário, índice de 
refugo, lead time de desenvolvimento de produto ou serviço etc. 
 PLANO DE RECURSOS HUMANOS 
Aqui devem ser apresentados os planos de desenvolvimento e 
treinamento de pessoal da empresa. Estas informações estão diretamente 
relacionadas com a capacidade de crescimento da empresa, especialmente 
quando esta atua em um mercado onde a detenção de tecnologia é 
considerado um fator estratégico de competitividade. Devem ser indicadas as 
metas de treinamento associadas às ações do Plano Operacional, as metas 
de treinamento estratégico, de longo prazo e não associadas diretamente às 
ações. Aqui também devem ser apresentados o nível educacional e a 
 
 
experiência dos executivos, gerentes e funcionários operacionais, indicando-
se os esforços da empresa na formação de seu pessoal. 
 ANÁLISE DO MERCADO 
Na seção de análise de mercado, o autor do plano de negócios deve 
mostrar que os executivos da empresa conhecem muito bem o mercado 
consumidor do seu produto/serviço (através de pesquisas de mercado): como 
está segmentado, o crescimento desse mercado, as características do 
consumidor e sua localização, se há sazonalidade e como agir nesse caso, 
análise da concorrência, a sua participação de mercado e a dos principais 
concorrentes, os riscos do negócio etc. 
 PLANO DE MARLETING 
O Plano de Marketing apresenta como a empresa pretende vender seu 
produto/serviço e conquistar seus clientes, manter o interesse dos mesmos e 
aumentar a demanda. Deve abordar seus métodos de comercialização, 
diferenciais do produto/serviço para o cliente, política de preços, principais 
clientes, canais de distribuição e estratégias de promoção/comunicação e 
publicidade, bem como projeções de vendas. 
 PLANO FINANCEIRO 
A seção de finanças deve apresentar em números todas as 
ações planejadas para a empresa e as comprovações, através de 
projeções futuras (quanto necessita de capital, quando e com que 
propósito), de sucesso do negócio. Deve conter demonstrativo de 
fluxo de caixa com horizonte de, pelo menos, 3 anos; balanço 
patrimonial; análise do ponto de equilíbrio; usos e fontes; 
necessidades de investimento; demonstrativos de resultados; 
análise de indicadores financeiros do negócio, como por exemplo: 
faturamento previsto, margem prevista, prazo de retorno sobre o 
investimento inicial (payback), taxa interna de retorno (TIR) etc. 
 
 
 
 ANEXOS 
Esta seção deve conter todas as informações que se julgar relevantes 
para o melhor entendimento do plano de negócios. Por isso, não tem um limite 
de páginas ou exigências a serem seguidas. A única informação que não se 
pode esquecer de incluir é a relação dos curriculum vitae dos sócios e 
dirigentes da empresa. Pode-se anexar ainda informações como fotos de 
produtos, plantas da localização, roteiros e resultados completos das 
pesquisas de mercado que foram realizadas, material de divulgação do 
negócio, folders, catálogos, estatutos, contrato social da empresa, planilhas 
financeiras detalhadas etc. 
15- TIPOS DE PLANOS DE NEGÓCIOS 
Outra questão muito discutida é sobre qual deve ser o tamanho ideal de 
um plano de negócios. Não existe um tamanho ideal ou quantidade exata de 
páginas para o plano de negócios. O que se recomenda é escrever o plano de 
negócios de acordo com as necessidades do público-alvo que lerá o plano de 
negócios. 
Se o leitor for um gerente de banco ou um investidor, por exemplo, ele dará mais ênfase 
para a parte financeira do plano. 
Se o leitor for uma instituição de fomento ou governamental, esta enfocará porque se 
está requisitando a quantidade de recursos solicitada, onde aplicará e como a empresa 
retornará o capital investido. 
 Se for um parceiro, este atentará mais para a sua análise de mercado e oportunidades 
de grandes lucros.

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