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O PROCEDIMENTO ARBITRAL E ESPECIFICIDADES CLÁUSULA COMPROMISSÓRIA VAZIA CONVENÇÃO DE ARBITRAGEM COMPROMISSO ARBITRAL a) Judicial, na medida em que as partes decidem colocar termo no procedimento judicial e mandamento e submeter o conflito à arbitragem; e, b) Extrajudicial, firmado depois do conflito, mas antes da propositura de ação judicial. ACORDADA A ESCOLHA (ou a forma de) do árbitro ou instituição, firmam-se no compromisso, condições efetivas para a instauração da arbitragem Compromisso arbitral AVALIANDO O CONTEÚDO BÁSICO 01. método de resolução de conflito tido como consensual quanto à escolha do terceiro imparcial e do procedimento e quanto à sujeição a sua decisão, mas tido por heterotópico porque as partes voluntariamente se submetem à decisão substitutiva e vinculativa do terceiro imparcial, não realizado por autoridade estatal, é chamado: a) arbitragem b) mediação c) conciliação d) negociação 02. Assinale a alternativa que contém afirmativa CORRETA sobre a arbitragem no Direito Brasileiro. a) A decisão arbitral proferida por entidade não eleita pelas partes afigura-se nula de pleno direito, possibilitando a interferência do Poder Judiciário para desconstituí-la, mediante requerimento da parte prejudicada. b) O compromisso arbitral é uma das espécies de convenção de arbitragem. c) Nos contratos de adesão, a cláusula compromissória não terá eficácia mesmo se o aderente tomar a iniciativa de instituir a arbitragem ou concordar, expressamente, com a sua instituição, desde que por escrito em documento anexo ou em negrito, com a assinatura ou visto especialmente para essa cláusula. d)Não é possível a utilização de regulamentos corporativos como direito aplicável em um processo arbitral. 03. São características da cláusula compromissória: a) ser contratual. b) poder constituir contrato autônomo. c) ser sempre anterior ao surgimento do conflito. d) Todas as alternativas estão corretas. 04. A sentença arbitral é: a) título executivo judicial. b) título executivo extrajudicial. c) precisa ser homologada pelo juiz para que seja considerada título executivo judicial. d) precisa ser homologada pelo juiz para que seja considerada título executivo extrajudicial. Arbitragem- Espécies AVULSA DIREITO INSTITUCIONAL EQUIDADE ARBITRAGEM NAS RELAÇÕES DE CONSUMO CDC, art. 51, VII, do CDC: “São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que: (...) VII – determinem a utilização compulsória de arbitragem”. Portanto, nos termos da lei, não pode ser imposta a arbitragem ao consumidor, presumidamente (presunção relativa) a parte vulnerável da relação jurídica, seja essa vulnerabilidade técnica, jurídica ou econômica 51 ARBITRAGEM NAS RELAÇÕES DE CONSUMO “o art. 51, inciso VII do CDC se limita a vedar a adoção prévia e compulsória da arbitragem no momento da celebração do contrato, mas não impede que, posteriormente, diante de eventual litígio e havendo consenso entre as partes (em especial a aquiescência do consumidor), seja instaurado o procedimento arbitral, mediante compromisso” (REsp 1.169.841/RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, 3ª Turma, j. 06.11.2012, DJe 14.11.2012). ARBITRAGEM NOS CONTRATOS DE ADESÃO Nos contratos de adesão, seja em relação de consumo ou não, é permitido o compromisso arbitral, ou seja, a convenção mediante a qual as partes se comprometem a submeter seus conflitos à arbitragem depois que o conflito já existe. § 2º do art. 4º da Lei 9.307/1996: “Nos contratos de adesão, a cláusula compromissória só terá eficácia se o aderente tomar a iniciativa de instituir a arbitragem ou concordar, expressamente, com a sua instituição, desde que por escrito em documento anexo ou em negrito, com a assinatura ou visto especialmente para essa cláusula”. EXEMPLO DE CONTRATO DE ADESÃO Exemplo de Cláusula Arbitral em Contrato de Adesão Cláusula x – As partes estipulam que quaisquer conflitos que possam surgir do presente contrato serão dirimidos através da solução arbitral, nos termos da Lei 9.307/1996, pela Câmara Arbitral..., na cidade de... e de acordo com as regras institucionais do órgão ora eleito, inclusive os critérios para escolha dos árbitros. _______________________________ Assinatura do aderente “Direito Processual Civil e Consumidor. Contrato de adesão. Convenção de arbitragem. Limites e exceções. Arbitragem em contratos de financiamento imobiliário. Cabimento. Limites. 1. Com a promulgação da Lei de Arbitragem, passaram a conviver, em harmonia, três regramentos de diferentes graus de especificidade: (i) a regra geral, que obriga a observância da arbitragem quando pactuada pelas partes, com derrogação da jurisdição estatal; (ii) a regra específica, contida no art. 4º, § 2º, da Lei nº 9.307/1996 e aplicável a contratos de adesão genéricos, que restringe a eficácia da cláusula compromissória; e (iii) a regra ainda mais específica, contida no art. 51, VII, do CDC, incidente sobre contratos derivados de relação de consumo, sejam eles de adesão ou não, impondo a nulidade de cláusula que determine a utilização compulsória da arbitragem, ainda que satisfeitos os requisitos do art. 4º, § 2º, da Lei nº 9.307/96. 2. O art. 51, VII, do CDC se limita a vedar a adoção prévia e compulsória da arbitragem, no momento da celebração do contrato, mas não impede que, posteriormente, diante de eventual litígio, havendo consenso entre as partes (em especial a aquiescência do consumidor), seja instaurado o procedimento arbitral. 3. As regras dos arts. 51, VIII, do CDC e 34 da Lei nº 9.514/1997 não são incompatíveis. Primeiro porque o art. 34 não se refere exclusivamente a financiamentos imobiliários sujeitos ao CDC e segundo porque, havendo relação de consumo, o dispositivo legal não fixa o momento em que deverá ser definida a efetiva utilização da arbitragem. 4. Recurso especial a que se nega provimento” (STJ, REsp 1.169.841/RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, 3ª Turma, j. 06.11.2012, DJe 14.11.2012). Arbitragem e direito do trabalho ❖ nos conflitos coletivos nada obsta que haja solução pela via arbitral, mormente em razão do que dispõe o art. 114, § 1º, da CF, segundo o qual, “frustrada a negociação coletiva, as partes poderão eleger árbitros”. ❖Assim, é possível a arbitragem nos conflitos trabalhistas decorrentes de greve (arts. 3º e 7º da Lei 7.783/1989) Arbitragem e direito do trabalho Conflitos individuais: em razão da irrenunciabilidade dos direitos trabalhistas, costuma-se afirmar que não cabe a arbitragem no contrato de trabalho (TST – RR 795/2006-028-05-00.8; arts.9º,444e468daCLT). Todavia, embora os direitos em si sejam de fato irrenunciáveis, nada obsta, depois de adquiridos e diante do conflito, que as partes firmem compromisso arbitral, vez que os direitos são patrimoniais e suscetíveis de transação. Então, o que não se admite é a renúncia prévia, mas nada obsta (e acontece diariamente no foro) que as partes transijam sobre os valores decorrentes dos direitos que não foram previamente renunciados no contrato, tendo o TST admitido a hipótese no AIRR 1475/2000- 193-05- 00 (7ª Turma, Min. Pedro Paulo Manus, DJ 17.10.2008). ARBITRAGEM E ESTADO Para as empresas públicas e as sociedades de economia mista, possível a arbitragem na medida em que atuam como pessoas jurídicas dotadas de estrutura de direito privado e desde que se trate de exploração de atividade econômica em contrato que verse sobre direitos patrimoniais disponíveis (art.173, § 1º, II, da CF eart.41,parágrafoúnico,do CC). No âmbito dos contratos de concessão, o arts.23,XV e 23-A, da Lei 8.987/1995, autorizam o emprego da arbitragem. Na parceria público-privada, o art.11, III, da Lei 11.079/2004, igualmente, a autoriza de forma expressa. ARBITRAGEM E ESTADO Em todas as relações sem que estejam presentes pessoas jurídicas de direito público, a arbitragem poderá ser utilizada para solução de conflitos que tenham característicaprivada(“aos contratos de seguro, de financiamento, de locação em que o Poder Público seja locatário, e aos demais cujo conteúdo seja regido, predominantemente, por norma de direito privado” – § 3º, I, do art.62,da Lei 8.666/1993). O interesse público não se confunde com o mero interesse da Administração ou da Fazenda Pública; o interesse público está na correta aplicação da lei ,o que a arbitragem prestigia pela célere solução de conflitos. .Procedimento arbitral Requerimento da parte interessada OBRIGADA Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4: AVALIANDO O CONTEÚDO BÁSICO Slide 5 Slide 6 Slide 7: ARBITRAGEM NAS RELAÇÕES DE CONSUMO Slide 8: ARBITRAGEM NAS RELAÇÕES DE CONSUMO Slide 9: ARBITRAGEM NOS CONTRATOS DE ADESÃO Slide 10 Slide 11: Exemplo de Cláusula Arbitral em Contrato de Adesão Slide 12 Slide 13: Arbitragem e direito do trabalho Slide 14: Arbitragem e direito do trabalho Slide 15: ARBITRAGEM E ESTADO Slide 16: ARBITRAGEM E ESTADO Slide 17 Slide 18