Prévia do material em texto
E-BOOK HISTOLOGIAHISTOLOGIA Obrigado por fazer parte do nosso propósito de levar conhecimento com qualidade para o maior número de pessoas possíveis, por confiar e acreditar no nosso trabalho assim como nós acreditamos e confiamos no seu potencial. Acreditamos que você pode chegar onde quiser sempre com mais conhecimento. Você já é diferente por ter acesso a esse e-book e certificado. Você poderá ter acesso aos nossos cursos e congressos pelo nosso site: www.cessetembro.com.br Quer ser um Aluno Premium? Faça parte da A Nova Classe: www.anovaclasse.com.br Seja bem-vindo! Vamos fazer história juntos! @CESSETEMBRO @ANOVACLASSE http://cessetembro.com.br/cursos http://www.anovaclasse.com.br/ http://instagram.com.br/CESSETEMBRO http://instagram.com.br/ANOVACLASSE Hey, você percebeu que nosso ebook possui um design exclusivo, certo? Por isso, caso queira imprimir, fizemos esse tutorial para te ensinar como realizar a impressão de forma econômica. Clique no ícone da impressora. Escolha a folha A4 e deixe em preto e branco Coloque para ter 2 folhas por página Selecione a escala "Ajustar à área de impressão" Coloque a opção frente e verso (caso sua impressora possua essa forma de impressão) Espere e pronto, seu ebook está em suas mãos. Impressão do Ebook Origem da Histologia HISTOLOGIA A etimologia da palavra histologia, é a junção de duas palavras derivadas do grego: Hystos (tecidos) e Logos (estudo, ciência). Assim, entendemos a histologia como o estudo dos tecidos. Tipos de tecido Tecido Epitelial Na citologia, o estudo das células, se aprende sobre os níveis de organização do corpo humano e é visto que o conjunto de células semelhantes formam os tecidos, o quarto nível de organização depois do nível atômico, molecular e celular. A histologia é a área da biologia que estuda os tecidos e órgãos de animais e plantas. É também conhecida como anatomia microscópica ou biologia tecidual. A origem da histologia está nos estudos microscópicos de estruturas biológicas realizados pelo médico italiano Marcello Malpighi no século XVII, mas, o termo "histologia " aparece pela primeira vez em 1819, no livro do anatomista e fisiologista alemão Karl Meyer A histologia é importante para a medicina, sobretudo porque permite identificar, caracterizar, analisar e descrever as estruturas dos tecidos e órgãos do organismo animal. Existem quatro tecidos basicos: Nervoso: que transmite impulsos nervosos. Conjuntivo: que une os órgãos, armazena energia, dá imunidade, protege e sustenta o corpo. Muscular: que produz força física. Epitelial: que forma glândulas e reveste a cavidade corporal. Iniciaremos nossos estudos pelo tecido epitelial. Tecido Epitelial se divide em dois tipos: Revestimento e glandular. Este tecido possui origem nos três folhetos embrionarios. As fases do desenvolvimento inicia com a fecundação, passa pela clivagem e na gastrulação, se estabelece as três camadas germinativas: ectoderme, mesoderme e endoderme. O tecido epitelial, dependendo do local, se origina de cada um desse tipo de folheto. Características Gerais O tecido espitelial é composto por células justapostas, uma célula está muito próxima a outra. Qualquer tecido epetilial, as células estarão próximas uma das outras, compactadas, por isso é dito que o tecido epitelial tem uma alta celularidade. Quando estudamos as células, estudamos também a matriz extracelular. Se as células estão muito juntas, se espera que tenha pouca matriz extracelular, que é o que tem entre uma célula e outra. Sem espaço, sem matriz e é o tecido que cobre superfícies corporais externas e reveste cavidades internas Avascularizado, isto é, ausência de vasos sanguíneos. Se não tem vasos sanguineos, as células conseguem se manter? Como chega o oxigênio? A glicose? E quanto aos nutrientes? O tecido epitelial sempre vai estar sobre a lâmina basal, embaixo da lamina, há um tecido conjuntivo. O oxigênio, nutrientes saem do tecido conjuntivo que fornecem os nutrientes para o tecido epitelial, como não têm vaso sanguineo, chegam lá por difusão . Junções Comunicantes Classificação Classificação Nos transporte pela membrana, há dois tipos de difusão: Simples ou facilitada. A difusão facilitada é quando o transporte é realizado com o auxílio de proteínas transportadoras como as permeases que tornam as células permeáveis à substâncias que não entrariam facilmente na membrana. Então, a molécula se liga na proteína transportadora que sofre uma mudança na forma, e o transportador libera a molécula do outro lado da membrana. Vitaminas, frutose e galactose, são outros exemplos de substâncias que atravessam as membranas plasmáticas por difusão facilitada. O oxigênio passa por difusão simples, sem gasto de energia, a favor do gradiente de concentração, isto é, indo da região mais concentrada para a menos concentrada. É o tecido conjuntivo que passa o oxigenio para a célula do tecido epitelial e qualquer nutriente que seja importante para essa célula. A lâmina basal, é formada basicamente por macromoléculas como grandes proteinas e açúcares para fazer toda essa ligação. FUNÇÕES Proteção: Protege revestindo externamente e internamente. Na parte interna, tem tecido epitelial revestindo, na parte externa, tecido epitelial, na traqueia, no esofago, em todos os órgãos interna e externamente, tem tecido epitelial, protegendo e revestindo. Absorção: As células especializadas em absorver nutrientes. O epitélio do intestino delgado, composto por células com microvilosidades que aumentam a superfície de absorção de nutrientes. Secração: Ele pode ser tecido epitelial de revestimento e de secreção quando é tecido epitelial glandular. Muitas glândulas exócrinas e endócrinas são formadas por epitélio, como as glândulas salivares que secretam saliva que são os tecidos epiteliais. Filtração: A filtração é uma função essencial realizada por alguns tipos de epitélio, que atuam como barreiras seletivas permitindo a passagem de certas substâncias entre compartimentos do corpo enquanto impede outras. Este tipo de epitélio regula o fluxo de fluidos e solutos, o que é vital para a homeostase corporal. O epitélio simples pavimentoso dos glomérulos nos rins, por exemplo, forma parte da barreira de filtração que permite a passagem de água, íons e pequenas moléculas do sangue para o túbulo renal, ao mesmo tempo em que retém células sanguíneas e proteínas maiores Sensação: Algumas células epiteliais estão adaptadas para atuar como receptores sensoriais, respondendo a estímulos físicos (pressão, toque), químicos (gosto, odor) ou térmicos. Essas células estão frequentemente associadas a terminações nervosas que transmitem a informação sensorial ao sistema nervoso central. Transporte: O transporte pode ser passivo (sem gasto de energia) ou ativo (com gasto de energia) e envolve a movimentação de substâncias através da membrana celular ou sobre a superfície epitelial. Alguns epitélios possuem especializações celulares, como cílios ou microvilosidades, que facilitam o transporte de substâncias ao longo da superfície epitelial. O epitélio pseudoestratificado ciliado que reveste a traqueia e os brônquios é especializado no transporte de muco e partículas inaladas para fora dos pulmões. Os cílios batem de forma coordenada, movendo o muco para cima, onde pode ser expelido ou engolido, ajudando na limpeza das vias aéreas. JUNÇÕES COMUNICANTES São estruturas das membranas plasmáticas que apresentam funções específicas. Microvilosidade: Dobras da membrana plasmática semelhante aos dedos de uma luva. Zona de Oclusão: Uma espécie de cinturão adesivo que mantém as células vizinhas encostadas, impedindo a passagem de moléculas entre elas. Ela favorece a absorção da célula por onde tem que absorver. Zona de adesão: Encontrada em vários tecidos, promove a união entre as células. Desmossomo: Especializações das células epiteliais e uma das mais importantes junções celulares, que são comparados a um botão de pressão, constituido por duasmetades que se encaixam. Junções comunicantes: Pequenos canais existentes entre as células que permite a troca de substâncias entre as células. Outra junção é a junção do tipo GAP que faz a comunicação entre o citoplasma das células. Hemidesmossomos: As células do tecido epitelial estão unidas na lâmina basal, estão unidas pelo hemidesmossomo deixando o epitelial fortemente unido a lamina basal, próxima ao tecido conjuntivo para receber os nutrientes. Classificação do tecido epitelial O Tecido epitelial pode ser glandular e de Revestimento EPITELIO DE REVESTIMENTO: Reveste tanto internamente quanto externamente dos órgãos, incluindo a pele. Se está por fora, no intestino, uretra, em regiões que dependem de atrito, tem que sofrer muita mitose. Esse epitelio tem que sofrer muita mitose para ir sempre se renovando. O revestimento é classificado quanto ao número de camadas e formato de células. Número de camadas: Quando tem uma camada, é simples. Estratificado são várias camadas e pseudoestratificado, aquele tecido que parece que é mais de uma camada mas não é. Aqui, é quando todas as células estão tocando a lâmina basal, mas o núcleo da célula esta em alturas diferentes, o que da a impressão que são várias camadas. Quando é simples, todas as células tocam a lamina, estratificados, as células que estão acima, não estão tocando a lâmina e quando é pseudo, parece que as células não são todas que estão tocando a lâmina, mas são. Figura 2. Ilustração da classificação dos tecidos por camadas Histologia Forma: Tecido Epitelial Simples Pavimentoso, significa que as celulas esão achatadas. Sua função é realizar a filtração e a troca de substâncias. Podemos citar a título de exemplo, alvéolos pulmonares ou endotélio (que é o revestimento de vasos sanguíneos). Epitélio Simples Prismático. Prismático são altas, lembrando um prisma. Esse tecido realiza a absorção e secreção de mucos e enzimas. Estamos falando aqui do trato gastrointestinal. Epitélio Simples Cúbico, que significa que as células tem formato de cubo. Tem como função a absorção e secreção. Estão presentes nos túbulos renais e superfícies dos ovários Nas fossas nasais, traqueia, bronquios, existe um tecido epitelial de revestimento classificado como pseudoestratificado, não está sendo classificado quanto a forma da célula. Os nucleos estão em alturas diferentes, mas estão tocando na lamina basal, então epitelio simples (uma camada). Nos pulmoes, ou na porção interna dos vasos, o epitélio que tem é simples, uma camada e achatada, então é pavimentoso. Nos pulmões tem que ser esse tipo de célula para facilitar a troca gasosa. Esse sistema leva o oxigênio para as células e garante a hematose (a troca do sangue com pouco oxigênio em sangue rico em oxigênio) Nos rins, tem um epitelio simples, uma camada em forma de cubos. No estomago são simples, mas são com formato de prisma. Um simples prismático, os núcleos estão aproximadamente na mesma altura, no pseudo os nucleos estão em alturas diferentes, não confundam. Epitelios com várias camadas são estratificados. Assim, epitélio estratificado pavimentoso, é o tecido que fornece proteção contra atrito e perda de água. Na pele, na boca, esofago é pavimentoso. Quanto mais para cima, mais achatadas e mortas que em seguida vão se escamando para serem renovadas, em constante mitose Epitélio Pseudoestratificado Ciliado, é aquele que secreta e movimenta muco. Ele está presente no trato respiratório, aqueles que revestem a traquei e bronquios Na bexiga, o tecido tem formas variadas de células, é um epitelial estratificado de transição. Na uretra, tem basicamente tres tipos de tecido epitelial, todos estratificados, mas, depende da porção da uretra. É só olhar o formato e número de camadas. Não confundir o estratificado com o prismático. Mas, podemos citar aqui, o epitélio de transição aquele tecido epitelial de revestimento no qual as camadas vão aumentando, se modificando e ao longo da modificação as células vão mudando de formato. Na bexiga urinária, esse tecido permite a distensão. Leva em conta o local e a função. EPITELIA GLANDULAR: Produz secreções que são substancias que as glandulas produzem para eliminar. Essa eliminação, que sai de dentro da glandula pode ir para dentro ou fora do corpo. As glandulas secretam hormonios, suor, saliva, tudo que é secretado do corpo são produzidas por glandulas que fazem parte do tecido epitelial, quando sao formadas, se enterram no tecido conjuntivo e permanecem justapostas com a lamina basal que embaixo terá o tecido conjuntivo. É o mesmo tecido com a especialização de secreção. Então, tecido epitelial glandular. Classificação Número de células: Quando uma glandula é formada por uma célula, unicelular (glandulas do estomago que secretam algumas enzimas digestivas). Multicelular, formada por mais de uma célula (glandulas salivares). Pancreas é uma glandula multicelular, a maioria delas são multicelular. As que são pequenas, no caso as que fazem secreção no estomago, unicelular. Forma de secreção: Quando uma glandula possui ducto e secreta a secreção para fora, é exócrina. Uma glandula que libera suor é exócrina, ok. Existem exócrina que liberam a secreção para a luz intestinal. Não é endo, porque exocrina é para tudo que sai da corrente sanguinea. Na luz intestinal não tem corrente sanguinea (o instestino é um tubo, tudo dentro do tubo é luz intestinal por onde passam os alimentos). Sai da corrente sanguinea é exócrina, então, tem que ter um ducto para mandar a secreção para fora. Sem ducto, não dá. Glandulas sem ductos, são endócrinas. A secreção, em grande parte, hormonios, caem na corrente sanguinea. Ela pode ser mista, significa que ela tem uma parte com ducto e sem ducto. O pancreas produz enzimas digestivas que caem na luz intestinal a partir de um ducto. Se está usando ducto, liberando na luz intestinal é a porção dessa glandula que é exócrina. Tem a porção sem ducto que libera hormonios na corrente sanguinea, exemplo, insulina e glucagon que regulam os níveis de açúcar no sangue. Maneira de secretar Quando uma glandula é eliminada com a secreção, significa que é holócrina. Toda a glândula é elimina (ex.: glandulas sebáceas que liberam sebo na nossa pele). Seguidamente, outras células do tcido epitelial começa a se transformar nessa glandula. Merócrina, significa que libera secreção e a glandula fica intacta (saliva. Glandulas muito grandes como pancreas, não vão morrer junto com a secreção, intactas). Glandulas apócrinas que são glandulas que eliminam a secreção, parte do citoplasma vai junto e parte fica. É um meio termo, apócrina (glandula sudoriparas, libera o suor, saem um pouco do citoplasma, mas continuam viva. Regeneram, liberam suor e continuam vivas). TECIDO CONJUNTIVO É o tecido mais abundante do nosso corpo, o tecido conjuntivo. Ele é formado por diversos tipos de células, separadas por muita matriz extracelular que é sintetizado pelas próprias células. O tecido epitelial tem pouca matriz extracelular, porque as células estão bem juntinhas, o conjuntivo, as células estão separadas por essa matriz. O tecido epitelial, é formado por três origens embrionarias (ectoderme, mesoderme e endoderme), o tecido conjuntivo, só tem origem mesodérmica. É um tecido vascularizado, ou seja, tem vasos sanguineos e são inervados. Todo tecido conjuntivo é vascularizado? Não. Tecido cartilaginoso, por exemplo, não possui tecido sanguíneo e nem são inervados. Além de unir os tecidos, o tecido conjuntivo também dá sustentação e nutrição, como também preenchimento. MATRIZ EXTRACELULAR Preenche o espaço entre as células e dependendo do tipo de tecido, sua consistência é variável. As células do tecido sanguíneo como hemácia, glóbulos brancos, tem uma matriz que tem uma consistencia mais liquida, enquanto que no tecido ósseo, que possuí células como osteoclastos/osteoblasto, tem uma matriz extracelular com consistencia mais densa. Então, a matriz pode ser variavel de tecido para tecido. A matriz extracelular pode ser divididaem substância fundamental amorfa, sem forma. Formada por água, íons e proteínas. E no meio dessa matriz, tem fibras. Fibras do tecido conjuntivo. Fibras colágenas que dão resistência à tração, reticulares ligando o tecido conjuntivo a tecidos vizinhos e elásticas gerando elasticidade. SUBSTÂNCIA FUNDAMENTAL AMORFA Em si, ela dá a característica gelatinosa da matriz extracelular. Formada por água sob forma de solvatação que é água com íons e moléculas polares, ou seja, água dissolvendo substâncias. Tem íons como Na+ Cl- K+. Pelo meio da substância amorfa, tem carboidratos, proteínas. Há um carboidrato, chamado de glicosaminoglicano. É um açúcar aminado, isto é, tem nitrogenio e normalmente sulfatado, tem enxofre. É um açúcar que fica na membrana, um açúcar extracelular que tem como função atrair água e reter água e alguns cátions também, principalmente sódio. Ele quem da a característica gelatinosa. Esse açucar pode existir na membrana de várias céluas e pode ter substancias grudadas nele como a N-acetil glicosamina, é um açúcar, ele que é a substancia que a gente conhece como grupo sanguíneo A ou AB. Quimicamente o grupo sanguineo, sistema BO são carboidratos. Pode ter outras substancias grudadas nele, conhecidas como proteoglicanos. A função é dar rigidez, resistência, compressão e preenchimento. Então, tudo isso está fora da célula. Há quem diga que proteoglicano é a mesma coisa que glicoproteína. Glicoproteínas tem carboidrato e proteina. São proteinas simples ligados a carboidratos só que podem ser encontradas no meio intra e extracelular. As proteoglicanos nao são proteinas simples, apenas encontrados no meio extracelular e sempre grudadas nos glicosaminoglicanos. Figura 1. Ilustração da substância fundamental amorfa Na (fig.1) há a membrana plasmática, o ambiente interno e externo da célula e a matriz extracelular que tem que estar fora da célula, meio extracelular Na substancia amorfa tem água, íons e tenho também glicoproteínas principalmente fibronectina de adesão que pode se aderir a fibroblastos, fibras de colágenos, então a função dela é adesão. Abaixo dela são proteinas de membrana chamada de integrinas, não faz parte da matriz extracelular. Tem o glicosaminoglicano, açúcar minado e nele pode estar grudados os proteoglicanos com a função básica de reter agua, sódio e basicamente vai dar a característica gelatinosa da substancia fundamental amorfa. Na (fig.2) se nota basicamente tres tipos de fibras, as fibras colagenas, elasticas e reticulares. A colagena é mais grossa, resistente a atração encontrada em tendões e ligamentos, formada por golageno tipo4 Outra fibra, formando como se fosse redes, como se fosse retículo. São fibras formadas principalmente por colageno tipo 3. Fibras reticulares é como um esqueleto, um arcabouço para alguns órgãos como fígado, rim. FIBRAS DO TECIDO CONJUNTIVO a) Fibras de Colágenas Mais frequentes e resistentes a tração, mais frequente principalmente é o colageno tipo 1, tenho 5 e 11, mas, tipo 1 que forma principalmente os tendões, ligamentos e estão na nossa derme. Eles estão permeando nosso musculo, ligamento osso com osso e é o mais resistente de todos. b) Fibras Reticulares Formadas por colágeno do tipo 3 mais açúcares (glicídios), arcabouço de órgãos hematopoieticos como baço, linfonodos..Formam rede em torno de células musculares e das células de muitos órgãos epiteliais como fígado e rim. Também realiza a ligação do tecido conjuntivo com outros tecidos. c) Fibras elásticas Formadas por elastina, miofibrilas e fibrilas, são delgadas, ou seja, fina em comparação as fibras colágenas e sem estriações longitudinais. Longitudinais são aquelas que podemos encontrar nas fibras colágenas. É por isso que ela tem a capacidade de ceder facilmente, mas voltam ao estado inicial. Essas fibras elasticas que dão elasticidade para o nosso corpo. A derme, possui colágeno que é importante, resistente a tração, mas também, tem fibras elasticas. De forma geral, em relação as células do tecido conjuntivo, uma célula mesenquimatosa indiferenciada, vai se diferenciar em outras células como do tecido cartilaginoso, como condroblastos, condrócitos, adipocitos, fibroblastos e fibrócito e por fim, osteoblastos e osteócitos. Destas, a célula mais comum no tecido conjuntivo são os fibroblastos, aquele que produz fibra. Isto é, o principal responsável por produção de fibra e substância fundamental amorfa. A sua forma inativa é o fibrócito. Quando ele está ativo, produzindo as fibras, ele é o fibroblasto A primeira célula a ser formada, é chamada de blasto. Quando da origem a uma outra célula ou se diferencia, sua terminação fica em “cito” , por exemplo, a hemácia surge na forma de eritroblasto. Essa hemácia pode se diferenciar, perder o nucleo dela e virar o eritrócito que é simplesmente a hemácia nucleada. O fibrócito algumas vezes pode receber um estímulo e voltar a ser fibroblasto. Se você sofe alguma lesão na pele, pode estimular uma cicatrização, assim, teremos os miofibroblastos. Nesse caso, quando é feita pelo miofibroblasto, a cicatriz é formada basicamente pelo tecido conjuntivo. CLASSIFICAÇÃO DO TECIDO CONJUNTIVO Ele é muito abundante corpo, dar suporte a todos tecidos epiteliais, além de constituir a derme e formar os tendões e ligamentos. FROUXO Está localizado logo abaixo do tecido epitelial na pele. O frouxo está em várias regiões, mas na camada papilar ele fica bem abaixo do tecido epitelial que constitui a epiderme, lembre-se que ele não é irrigado, não irá sangrar, se houver sangramento depois de um corte na mão, por exemplo, significa que o corte alcançou a derme, tecido conjuntivo. Isso porque ele é ricamente inervado e irrigado e possui uma consistencia mole, cedendo a pressão. Não está para gerar grande resistencia. Tem fibras elasticas e colagenas, mas bem fininhas que estão disposta em todas as direções. Como função, esse tecido faz o preenchimento de espaço e mantém os tecidos unidos. De novo, o tecido epitelial não tem irrigação, então, o tecido conjuntivo tem como responsabilidade levar os nutrientes e as trocas gasosas aos tecidos epiteliais. Além disso, ele atua diretamente na defesa contra infecções e cicatrização. DENSO NÃO MODELADO Ele ocorre principalmente na camada reticular da pele, ou seja, abaixo da camada papilar, abaixo do tecido conjuntivo frouxo. Pobre em células e rico em fibras colagenas agrupadas em feixes que estão em todas as direções conferindo resistencia O frouxo não da resistencia, mas o denso sim. Assim as fibras não estão dispostas paralelamente, mas em todas as direções, não importa a direção que pressione a pele, ele segura, suportanto o estresse mecanico que gera resistencia e elasticidade Além disso, forma cápsula protetora em diversos órgãos como rins, baço, fígado e testículo. As principais células aqui são os fibroblastos que ficam separados pelos feixes de fibras colágenos, e também estão presentes Macrófagos e mastócitos. DENSO MODELADO A diferença é que o modelado possui fibras colagenas dispostas em uma única direção, o que gera uma resistencia maior, indo em um sentido. Esse tecido ocorre nos tendões, os tendões aguentam pressão apenas em um sentido. Para esse movimento o tecido oferece muita resistente. Esse tecido tem predominantemente fibras colagenas arranjadas paralelamente e muito compactada formando tendões e ligamentos com pouca elasticidade. A principal célula desse tecido são os fibroblastos. CARTILAGINOSO Está praticamente por todo o nosso corpo. O tecido cartilaginoso é muito rídigo, mas, diferente do osso, ele é flexível. É avascular, sem vaso sanguineo, o sangue não chega na cartilagem. Esse tecido está entre os ossos, articulações, vértebras, na orelha, epiglote. Enfim, quase o corpo todo. Entre suas funções, está a sustentação, revestimento evitando o atrito entre a parte inferior do fêmur com a patela e automaticamente amortece impactos porque nas vértebras existem discos de cartilagem que atuam amortecendo esse impacto, aliás, esses discosde cartilagem, que estão nas vértebras, são as mais resistentes. Eles atuam também no crescimento, quando feto, o esqueleto é formado por cartilagem que será substituída por tecido ósseo, servindo como um molde. Existe uma matriz extracelular, o que está fora da célula, e tem as suas próprias células. Primeiro, Tecido cartilaginoso possui fibras colagenas que pode ser tipo 1 2 e fibras elasticas. Além disso, há o acido hialuronico que está na matriz e atrai moleculas da água. As células desse tecido são os condroblastos, células mais ativas, jovens, produzindo matriz extracelular. Quando vão ficando maduras, se transformam em condrócitos e ficam menos ativas e dentro de espaços chamados de lacunas. Há uma membrana chamada de pericôndrio. É uma membrana de tecido conjuntivo que faz o revestimento das cartilagens. Ao revestir a cartilagem, fornece células novas para que ocorra o crescimento do tecido cartilaginoso ou regeneração. Por mais que seja difícil, elas regeneram porque o pericôndrio manda as células mesenquimatosas que se diferenciam em várias outras células, entre elas, os condrócitos. Além de fornecer crescimento e possibilitar a regeneração, os pericondrios que dão os nutrientes. Ele é avascular, o oxigenio chega por difusão a partir do pericondrio. Tipos de cartilagem. 1 – Hialina É mais comum. Possui fibra de colágeno do tipo 2 presentes na laringe, traqueia, bronquios, extremidades dos ossos para evitar o atrito 2 – Elástica Obviamente, tem flexibilidade. Presentes na orelha, nariz e epiglote. Riquíssima em fibras elasticas, essas fibras possibilitam o estiramento e volta ao normal. Além disso, possui colágeno também do tipo 2. 3 – Fibrosa É mais resistente, vai evitar atrito e choque. Vai estar entre as vertebras. Se é muito resistente, tem muito colageno, incluindo o colageno tipo 1. É a única sem pericondrio. Recebe os nutrientes por outro tipo de tecido conjuntivo que não o pericondrio. TECIDO OSSEO O osso é um órgão, no osso tem tecido sanguíneo, nervoso, muitos nervos, tem tecido muscular. Se está passando sangue, significa que tem veias e artérias, a parede é tecido muscular. É extremamente rígido, muito resistente. O osso é altamente irrigado e inervado, é por isso que se sente muito dor ao quebrar um osso. Ele é revestido pelo periósteo, uma membrana do tecido conjuntivo que serve para repor células para cicatrização do osso. Tem como função a sustentação, é ele quem forma o nosso esqueleto. Proteção também, órgãos vitais ficam protegidos dentro da caixa toráxica, o encéfalo está protegido pelo crânio, tão protegido que depois do crânio ainda tem 3 membranas piamáter, duramáter e aracnoide e entre as membranas tem o líquido cefalorraquidiano, está bem protegido Outra função, é a reserva de cálcio. A maior parte do cálcio está no tecido ósseo. Apoio para a musculatura. O músculo está inserido junto com tendões no osso, quando levanta o braço, você contraiu a musculatura e ele puxou o osso para cima, além disso, o tecido ósseo aloja a medula óssea. No tecido ósseo a matriz extracelular é dividida em orgânica e inorgânica. A orgânica é formada basicamente por fibras de colágeno. Essas fibras de colágeno, dão liga no osso. Se tem deficiência de colágeno, ele continua dura, mas, fica quebradiço. A porção inorgânica, formado por cálcio e fosforo que juntos formam o fosfato de cálcio, é o que gera a dureza no osso. Se há deficiência de fosfato de cálcio, o osso fica molenga. Outros íons importantes no osso é magnésio, potássio e sódio. CÉLULAS DO TECIDO ÓSSEO As principais são os osteoblastos e osteoclasto. Osteoblastos estão produzindo matriz, se estão produzindo, são células jovens. Quando vão amadurecendo, se transformam em osteócito, menos ativos. Se os osteoblastos produzem a matriz óssea, tem que ter uma célula que retira a parte que está ficando velha, são os osteoclastos. São células enormes que tem de 6 a 50 núcleos. Ela vai fazendo o que é chamado de reabsorção óssea: Vai limpando, tira a matriz que já está velha, enquanto isso, os osteoblastos vêm atrás fabricando. Enquanto uma fábrica, a outra reabsorve para dar espaço para a renovação. Se o osteoclasto começa a reabsorver mais do que o osteoblasto está produzindo, os ossos ficam fracos, osteoporose PERIOSTEO – Uma membrana de tecido conjuntivo denso que está envolvendo os ossos fornecendo células novas para o osso. Aqui, existe células mesenquimatosas, tem a capacidade de diferenciar em diversas outras células, quando necessário, se transformam em osteoblastos para regenerar o osso. Assim sua função é proteger e fornece essas células, ao fornecer as células, ele tem a função de regeneração. Ossificação significa formação do osso. Endocondral e intramembranosa. Endocondral é quando o tecido cartilaginoso vai sendo gradativamente substituído por tecido ósseo. Ocorre no feto e nas extremidades dos ossos longos. Intramembranosa ocorre no interior de uma membrana, ocorre em ossos achatados e laminados como crânio, escápula. Quando analisa um tecido ósseo no microscópio, repara que a unidade microscópica do tecido é chamada de osteon, eles são agrupados em círculos, como se fosse um agrupamento do tecido ósseo em círculos. No centro existe vasos sanguíneos e nervos. SANGUINEO Em primeiro lugar a gente precisa entender algumas nomenclaturas, o termo tecido sanguíneo é usado para se referir ao sangue propriamente dito. Já o termo tecido hematopoético, se refere aos órgãos ou estruturas do corpo que produzem o tecido sanguíneo, ou seja, aos órgãos formadores de sangue. Hematopoiese, significa origem do sangue, o processo de formação das células e estruturas do sangue. No interior da medula óssea, existem células tronco medulares que são células pluripotentes, ou seja, têm a capacidade de amadurecer e se tornar células sanguíneas. O sangue no nosso corpo, está localizado dentro de um sistema fechado que é o sistema circulatório. Nesse sistema, o coração mantém o sangue em constante movimento. O sangue transporta os leucócitos para locais de infecção, oxigênios e nutrientes para que as células possam produzir energia, ele transporta também os resíduos metabólicos gerados pelas células e que precisam ser eliminados do nosso corpo e transporta também os hormônios produzidos pelas nossas glândulas endócrinas e que precisam agir em diversos locais do corpo. Além de tudo isso, o sangue também ajuda na termorregulação do corpo ele ajuda a controlar a temperatura do organismo, por exemplo, quando se faz atividade física, a temperatura do corpo aumenta porque estamos produzindo energia para que o corpo não super aqueça. Um dos mecanismos é a vasodilatação dos vasos sanguíneos próximos à pele, dessa maneira, dissipa mais calor para o ambiente e é por isso que quando se faz atividade física, a pele tende a ficar mais avermelhada pela maior quantidade de sangue. A composição do sangue tem uma parte líquida e uma parte sólida. A parte líquida do sangue é chamada de plasma e a parte sólida do sangue que nós chamamos também de elementos figurados, é composta de hemácias que também são chamadas de glóbulos vermelhos ou eritrócitos, leucócitos chamados também de glóbulos brancos e plaquetas. O plasma sanguíneo ele é composto principalmente por água. 90% do plasma é água, além de água há uma pequena porcentagem também de algumas proteínas como as albuminas importantes para manter a pressão osmótica do sangue, as imunoglobulinas, que fazem parte do sistema imunológico e proteínas importantíssimas no processo de coagulação como a protrombina e o fibrinogênio. Além dessas proteínas do plasma, são encontradas substâncias que são transportadas por ele como hormônios e os nutrientes. Tratando da parte sólida do sangue, são chamados de elementos figurados porque nem todos os elementos da parte sólida do sangue, são células. As plaquetas, por exemplo, são fragmentos de células. Mas, iniciaremos pelas hemácias. Hemácias que são células ovais, achatadas e anucleadas, ou seja, elas não possuem núcleo.No seu interior, nós encontramos grande quantidade de hemoglobina que é uma proteína transportadora de oxigênio. Hemoglobina se liga ao oxigênio através de pontes de ferro e exatamente pelo fato de conter ferro que as hemácias são vermelhas, o sangue então, ganha coloração vermelha. Há entre 4 e 6 milhões de hemácias por mílimetro cúbico de sangue e como elas são células que não possuem núcleo, não conseguem se dividir, não realizam mitose e possuem uma vida útil limitada. Uma hemácia madura, dura aproximadamente 120 dias e depois disso ela vai ser reposta por novas hemácias produzidas pela medula óssea. Os agranulócitos são aqueles que não possuem esses grânulos em seu citoplasma dentro dos leucócitos granulócitos, nós temos os neutrófilos que estão presentes em processos infecciosos mais agudos, os eosinófilos presentes em alergias e infecções parasitárias e os basófilos mais presentes em infecções crônicas. Já os leucócitos, são encontrados em grande variedade no corpo. Há vários tipos de que são classificados em dois grupos: os leucócitos granulócitos e os leucócitos agranulócitos. Em geral, os leucócitos granulócitos possuem grânulos em seu citoplasma e são responsáveis por realizar fagocitose, ou seja, englobar partículas que tenham entrado no corpo para defendê-lo. Outro tipo de leucócito agranulócito, são os monócitos. Eles têm a capacidade de migrar do sangue para o tecido conjuntivo através de um processo chamado diapedese e no tecido conjuntivo eles se transformam em macrófagos possuindo também a capacidade de realizar fagocitose Por fim, as plaquetas. Não são células, elas são fragmentos de células grandes denominadas megacariócitos produzidas pela medula óssea. As plaquetas são responsáveis pelo processo de coagulação, ou seja, em caso de alguma lesão, as plaquetas migram para esse local preenchendo aquele espaço até que o organismo comece o processo de cicatrização. TECIDO ADIPOSO O tecido adiposo é um dos tipos de tecidos conjuntivos especializados junto com tecido ósseo, o cartilaginoso, e o tecido sanguíneo. A principal função do tecido adiposo no nosso corpo é servir como um depósito de energia armazenando energia na forma de triglicerídeos. Além do papel energético, o tecido adiposo vai ter funções como formar o panículo adiposo (que é aquela camada de gordura que tem abaixo da pele e que é responsável pelas diferenças entre o corpo do homem e da mulher). O panículo adiposo era chamado de hipoderme, hoje a hipoderme não é classificada como sendo uma das camadas da pele e lá embaixo então, é chamado de panículo adiposo ou tecido subcutâneo ou tela subcutânea Então, o tecido adiposo forma essa camada de gordura que fica abaixo da pele e essa camada de gordura é a principal responsável pelas diferenças no corpo do homem e da mulher. A mulher tem quadris, tem seios e tudo isso é graças à presença de uma maior quantidade de gordura nesses locais. Hormônios sexuais também influenciam nisso. Os hormônios sexuais femininos, fazem com que a mulher tenha um maior depósito de gordura na região infraumbilical, na região de quadris e região superior das coxas e na região das mamas formando os seios. Além disso, o tecido adiposo também absorve choques, principalmente nas regiões que tem mais impacto ou atrito, como na palma das mãos e na planta dos pés. Ali há formação de coxins adiposos para ajudar na absorção desses impactos. Ele também vai contribuir para o isolamento térmico do nosso corpo. Como os outros tipos de tecidos conjuntivos, o tecido adiposo será formado por células e por matriz extracelular que fica entre essas células. Diferente de outros tipos de tecidos conjuntivos, o tecido adiposo vai ter pouca Matriz As células do tecido adiposo, são chamadas de adipócitos. Mas, eventualmente também encontra aí no meio do tecido adiposo algumas células características do tecido conjuntivo propriamente dito. Esses adipocitos podem ser encontrados isolados em alguns locais do corpo, mas a maior parte, forma grandes agregados envoltos por uma pequena quantidade de matriz extracelular, formando aquilo que é chamado de tecido adiposo. Depois que o tecido adiposo amadurece, a quantidade de células adiposas vai permanecer aí mais ou menos constante no nosso organismo o que pode acontecer que eventualmente no adulto ainda podem permanecer alguns pré adiposos que são células que não amadureceram efetivamente em adipocitos, mas, isso não acontece em grandes quantidades. Adipócitos não aumentam em número, a questão é que eles aumentam em tamanho, tem uma hipertrofia dessas células, então eles têm uma capacidade e muito grande de aumentar de tamanho e quanto mais vai consumindo e não gasta aquilo que a gente consome em forma de energia, acaba estocando isso e essa energia vai sendo armazenada dentro desses adipócitos e eles tendem a crescer. É claro que engordar envolve questões mais complexas que não só esse balanço energético. Tem fatores individuais, tem algumas alterações hormonais, patologias, que podem influenciar nesse processo. A Matriz extracelular do tecido adiposo, é encontrada em pequena quantidade, maior volume do tecido é de células mesmo e essa matriz é composta principalmente por substância fundamental e por fibras reticulares fininhas formadas pelo colágeno tipo três. Essa Matriz do tecido adiposo é bastante irrigada e vascularizada, sendo um tecido que recebe uma grande irrigação sanguínea. Em termos de classificação, o tecido adiposo é separado em dois tipos: O tecido adiposo unilocular e o tecido adiposo multilocular. O tecido adiposo unilocular também é chamado de tecido adiposo Amarelo. Isso acontece pelo acúmulo de vitamina A no seu interior que tem essa coloração mais alaranjada amarelada e esse tecido compõe praticamente todo o tecido adiposo do adulto e forma aquele panículo adiposo que fica abaixo da pele. As células do tecido adiposo unilocular são grandes e podem variar em tamanho dependendo da quantidade de estoque que tem ali dentro Assim, elas podem ficar murchas ou podem ficar maiores, mais hipertrofiadas. Mas, o que é importante saber, é que elas têm uma única gotícula de gordura no interior, por isso ele é chamado de unilocular. Conforme vai tendo um maior armazenamento, essa gotícula de gordura vai aumentando em tamanho. Essa gotícula, também chamada de inclusão de gordura, acaba ocupando um grande espaço dentro da célula e isso faz com que o núcleo da célula e as outras organelas também fiquem empurradas, deslocadas para a periferia da célula. O tecido adiposo multilocular, também chamado de tecido adiposo marrom, terá essa coloração mais amarronzada porque tem uma intensa vascularização e uma grande quantidade de mitocôndrias nas suas células. Esse tecido tem várias gotículas de gordura, daí o nome multilocular. Essas gotículas são menores e acabam não empurrando o núcleo pra periferia da célula, assim, não tem um núcleo deslocado como no tecido unilocular. O tecido adiposo multilocular ele é mais importante e está em maior quantidade no recém-nascido controlando a temperatura do bebê, então ele é um mecanismo de proteção térmica pro bebezinho que acabou de nascer e não tem mais ali o quentinho da barriga da mãe para manter a sua temperatura quando ele vem para o ambiente aqui fora. FUNÇÕES DO TECIDO CONJUNTIVO Podemos dar uma classificação geral em relação ao tecido conjuntivo. O tecido ósseo, que forma o esqueleto, garante a sustentação e a estrutura. A proteção dos órgãos internos contra choques mecânicos fica por conta de tecido adiposo que também é responsável pelo armazenamento de energia. O sangue, como tecido conjuntivo, realiza o transporte de oxigênio, nutrientes e resíduos pelo corpo. Macrófagos e mastócitos auxiliam na defesa contra patógenos e na cicatrização de feridas. E o tecido adiposo, de novo, ajuda a manter a temperatura corporal. Assim: Sustentação, proteção, armazenamento de energia, transporte de substâncias, defesa, reparação e isolamento térmico, são funções do tecido conjuntivo. TECIDO MUSCULARA principal função desse tecido é gerar movimento. Movimentou? Tem musculo atuando. As células que compoe esse tecido são alongadas, porque tem que encolher para acontecer a contração muscular. O movimento pode ser voluntário ou involuntário como os movimentos do músculo cardíaco. Existe pouca matriz extracelular porque as células ocupam praticamente todo o tecido e consequentemente são muito especializadas, quase não sobra espaço para matriz extracelular. O folheto embrionario que origina os músculos, as células que se diferem em tecido muscular, vem da mesoderme. Então, podemos dizer que o tecido muscular é responsável pela movimentação do corpo, contração dos órgãos e manutenção da postura. É esse tecido que converte energia química (ATP) em trabalho mecânico, sendo essencial para a respiração, digestão e circulação com as principais funções de movimento, postura e geração de calor durante a contração muscular. SUBTIPOS DE TECIDO MUSCULAR Existe basicamente tres tipos de tecido: Estriado esquelético, cardíaco e liso. Estriado esquelético – É o único que possui movimentação voluntária e ele possui estrias, daí então o nome estriado. Possuir estrias significa que aquelas fibras actinas e miosinas, se organizam em feixes chamado de sarcomero, esses feixes organizados que formam as estrias. A contração do musculo estriado esquelético é muito rápida e explosiva. Como estão associados ao esqueleto, na ponta dos músculos há tendões que se ligam aos ossos. Quando contrai, os músculos diminuem de comprimento e puxa o outro osso produzindo o movimento. Aproximadamente 40% da massa muscular é tecido muscular estriado esquelético. Óbvio, isso varia, é uma média. Normalmente está associado ao esqueleto. Nas duas pontas. Para contrair o braço precisa ter musculo esqueletico ligado ao osso do braço e antebraço, quando contrai, ele puxa. Isso acontece em quase todo tecido estriado esquelético. Mas, há algumas excessões. No rosto, parte dele está associado aos ossos, a outra está na pele. Outra caracteristica digna de nota é que eles são multinucleares. Agora, a essa altura você já deve ter percebido que as células musculares não recebem nome de “célula” nos livros. Assim, a célula muscular será o miócito ou fibras musculares. O mesmo ocorre com a membrana plasmática, que nas células musculares, é chamada de sarcolema. Elas formam o que é chamado de Túbulos T que são invaginações para dentro do citoplasma da célula. Retículo endoplasmático é simplesmente retículo sarcoplasmático. São especializados porque armazenam uma grande quantidade de cálcio, importante para a contração muscular. E o citoplasma, o sarcoplasma. Nele há muito miofilamentos que são actina e miosina que deslizam entre eles mesmo gerando a contração muscular. Cada um desses miócitos, são envolvidos por um tipo específico de tecido conjuntivo. Esse tecido conjuntivo é importante porque evita o atrito e consequentemente o desgaste. Além disso, gera união. Ele pega agrupamentos de células, e ao unir, faz com que o movimento do tecido seja mais uniforme. São 3 tipos de tecido conjuntivo que envolve o tecido muscular: 1º é o Epimísio que envolve os feixes de músculo, o músculo inteiro. 2º Perimísio, envolve os fascículos que são agrupamentos de células. E os endomísios, o 3º tipo, envolvem cada uma das células do tecido muscular. O estriado esquelético possui estrias. Essas estrias ocorrem pelo alinhamento dos miofilamentos (actina e miosina). A unidade de alinhamento, é chamada de Sarcômero. O sarcômero possui alguns nomes especificos: A banda i, predominam os filamentos de actina, mais finos. E na banda A onde ocorre a sobreposição da miosina e actina. No centro da banda i é possivel observar uma região mais corada, chamada de linha Z onde ocorre a união entre os filamentos de actina. Esse arranjo especial das proteínas, se repete ao longo de toda fibra muscular e o intervalo entre duas linhas z, corresponde a unidade contrátil da célula muscular, o sarcomero. No centro da banda A, existe uma região mais clara que contém apenas filamentos de miosina, a banda H. Obviamente é mais visível quando as células musculares estiverem relaxadas . Contração muscular: 1) Musculo relaxado, se está relaxado, dentro do reticulo sarcoplasmatico há muito calcio. Para contrair, será mandado um 2) impulso nervoso que chega na musculatura, manda os sinais quimicos que chegam no musculo e ocorre a 3) alteração da permeabilidade do reticulo sarcoplasmatico. Se dentro tinha muito calcio, 4) agora que saiu, esse calcio vai para o sarcoplasma. Quando tem muito calcio no sarcoplasma, ocorre a 5) exposição dos sitios de exposição da actina, quando expostos, ocorre a 6) contração muscular porque a 7) actina irá deslisar sobre a miosina. Assim, terá o 8) encurtamento da distância entre as duas actinas das extremidades. Então, é a actina que deslisa sobre a miosina em um processo que 9) gasta muito energia tanto para contrair quanto para relaxar. Existem 4 fontes de energia para o músculo. A primeira, ATP. Ele está disponivel no citoplasma, fazendo respiração celular, está ok, uma pequena reserva imediata de ATP. Ela te dar energia para contração muscular de 1 a 2 segundos. Acabou ATP, entra fosfocreatina que tambem irá fazer umas modificações na conformação química para gerar mais atp, da mais uns 8 segundos. Assim, os primeiros 10 segundos de energia foi ATP e foi para fosfocreatina. Agora, vem fermentação latica. Acaba, não é muito eficiente e aumenta o processo de respiração celular. Por isso, movimentar os músculos gasta muita energia. E quanto ao crescimento muscular? A célula muscular do tecido estriado esquelético é muito longa e especializada para se dividir. Aqui, ocorre o aumento no volume dela e não no número dessas células, ou seja, é uma hipertrofia e não hiperplasia. Depois de um treino intenso, pode perceber uma dorzinha quando realiza alguns movimentos, dependendo do músculo que foi exercitado. Aqui aconteceu microlesões, ai elas precisam ser regeneradas e durante a regeneração as células chamadas de satélites na borda das células, começam a se diferenciar e fazer parte da célula muscular fabricando mais actina e miosina, assim, a célula aumenta em volume e seu musculo inchado. Quanto mais células musculares forem excitadas, maior será a força exercida sobre aquilo que está sendo executado. Então, o que determina a intensidade muscular, é o número de terminações nervosas, isto é, mais força, mais miócitos. Ainda há os tipos de fibras musculares. Fibras vermelhas e fibras brancas. Isso tem uma diferença funcional grande, como por exemplo, a musculatura que possuí fibras vermelhas tem menos força, são vermelhas por causa da mioglobina. Tem menos força, mas, tem mais resistencia. Elas são mais lentas e contínuas. Ja as fibras brancas, é o oposto. Tem muita força, mas, pouca resistencia. Fibras brancas também são mais rápidas e descontínuas. Estriado cardíaco – Se é estriado, também possuí estrias, se é cardíaco, é no coração. O seu movimento é involuntário e sua contração é vigorosa, rápida e rítmica, sístole diástole. Tem que sustentar esse ritmo, ele acelera e desacelera, mas, mantém um padrão. O miocárdio é o musculo do coração, formado por tecido muscular estriado cardíaco. Unico lugar no nosso corpo que encontramos esse tipo de tecido. O início do funcionamento desse músculo acontece antes do nascimento e só para na morte. Está em constante movimento, sístole contração e diástole relaxamento. E vai batendo a vida inteira. Esse tecido também possui estímulo próprio. O nódulo sino atrial é o nosso marca-passo natural. Ou seja, o cérebro controla involuntariamente as batidas do coração. Outra característica desse tecido é que suas células são ramificadas e nelas há discos intercelulares. Isso da uma adesão muito forte. Até porque aqui existe aquela junção que falamos anteriormente chamada de desmossomo, que une fortemente as células e também, as junções do tipo GAP, favorecendo a troca de comunicação direta com o citoplasma.Por fim, possui de 1 a 2 núcleos por célula. Liso – Ele é involuntário e não possui estrias, por isso é liso. Logo, a actina e miosina não estão organizados em sarcômeros. Todos os musculos que não controlamos, aqueles que possuem contração involuntária é musculatura lisa, exceto o coração. A movimentação desse tecido é lenta. Se pensarmos no intestino, ele está realizando o movimento peristáltico para empurrar o bolo alimentar. Aqui, existe apenas 1 núcleo por célula, não possui tubulos T. Se não tem a formação dos tubulos T, aquela invaginação da membrana plasmatica, a distribuição de calcio fica prejudicada, assim, o calcio entra na célula por pinocitose através de vesículas que trazem o calcio. É outro mecanismo, mas a função é a mesma, contraí, mas por movimento peristauticos que empurram o bolo alimentar em uma direção. Creio que podemos terminar essa aula falando a respeito da regeneração dos tecidos. Estriado cardíaco, não regenera, sem chance. Estriado esquelético, regenera, pouco, mas regenera. E o tecido muscular liso, consegue regenerar com maior eficiencia em relação aos outros. TECIDO NERVOSO Os tecidos formam os órgãos, que formam os sistemas. Assim, o tecido nervoso irá formar os órgãos do sistema nervoso. A primeira coisa que se percebe ao estudar o sistema nervoso pela primeira vez, é que algumas partes estão localizadas dentro do crânio e da coluna vertebral, enquanto outras estão espalhadas por todo o organismo. Assim, o sistema nervoso é dividido em Sistema Nervoso Central e Sistema Nervoso Periférico (Fig.1). O SNC, são todas as estruturas neurais localizadas dentro do crânio e da coluna vertebral. Dentro da caixa craniana, fica o encéfalo, enquanto a medula espinhal é a parte que se estende a partir do encéfalo e percorre o canal da coluna vertebral. As funções realizadas pelo encéfalo são mais complexas do que as da medula espinhal, porque envolve as capacidades cognitivas e afetivas dos seres humanos. Três partes principais do encéfalo são identificadas: o cérebro, formado por dois hemisférios e separados por um sulco; o cerebelo, como se fosse um " cérebro " em miniatura, formado também por dois hemisférios; e o tronco encefálico, uma estrutura alongada que vai da medula espinhal, sob o cerebelo e dentro do cérebro. Na superfície do cérebro, as dobras e sulcos formam o córtex cerebral, onde estão as funções neurais e psíquicas mais complexas. As maiores regiões do cérebro são conhecidas como lobos, então temos: o lobo frontal, o lobo parietal, o lobo occipital, e o lobo temporal. Já o cerebelo, também tem dois hemisférios e possuem três lobos: anterior, posterior e flóculonodular. Sua superfície também é enrugada, e as dobras são chamadas de "folhas " e os sulcos de "fissuras ". O córtex cerebelar tem três camadas: Molecular, camada de purkinje e camada granular. Como no cérebro, os núcleos profundos estão localizados dentro dos hemisférios cerebelares, não sendo visíveis em uma análise superficial. O tronco encefálico se subdivide em mesencéfalo e uma parte mais anterior que se conecta ao diencéfalo, posicionada no centro do cérebro; a ponte, uma estrutura protegida; e o bulbo, a parte mais posterior que se conecta à medula espinhal. O cerebelo desempenha papéis importantes para manter o equilíbrio, coordenar movimentos, regular a tensão muscular, controlar o movimento dos nossos olhos e até nos ajuda a aprender coisas novas. Como um cérebro do equilíbrio e do movimento dentro do cérebro maior . Há três membranas que envolve todo o sistema nervoso central, a pia mater, aracnoide e dura mater, entre essas passa o liquido cefalorraquidiano. O sistema nervoso periferico, está na periferia, ou seja, sao todas as celulas do sistema nervoso que esta fora do encefalo e da medula espinal. O SNP não é só de nervos que é composto. Ele também inclui células nervosas agrupadas em gânglios próximos ao sistema nervoso central e até mesmo dentro das paredes dos órgãos. Os nervos têm um trajeto simples: eles começam no sistema nervoso central, atravessam orifícios no crânio e na coluna vertebral, e terminam em diferentes órgãos do corpo. São como cabos de conexão que levam mensagens em forma de impulsos elétricos entre o sistema nervoso central e os órgãos. Os nervos podem ser encontrados em quase todas as partes do corpo. Quanto mais perto do sistema nervoso central, mais grossos eles são, porque têm muitas fibras nervosas. Quanto mais longe, na direção dos órgãos, eles se tornam mais finos, porque algumas fibras se separam ao longo do caminho. Existem duas classes de nervos: os nervos espinhais, e os nervos cranianos. Essas duas classes de neurônios podem levar informações sensitivas ou motoras, somáticas ou viscerais. Há nervos que carregam mais de um tipo de informação, esses são os nervos mistos. Neurônios que estão localizados dentro da medula, ou em gânglios distribuídos fora dela, perto da coluna vertebral, formam as fibras dos nervos espinhais. O mesmo acontece em relação as fibras dos nervos cranianos, a diferença é que os neurônios estão posicionados em núcleos do encéfalo ou em gânglios localizados fora dele nas proximidades do crânio. Nervos espinhais servem para comandar os músculos, conduzir as sensações de tato, dor, entre outros. À medida que as fibras nervosas sensitivas vão se ligando a filetes nervosos, vão ficando mais calibrosos. Na altura do punho, por exemplo, os filetes já formam um feixe calibroso chamado de nervo mediano. Esse nervo passa pelo antebraço e pelo braço, reunindo muitas fibras sensitivas e motoras dessas regiões e, assim, se tornam mais e mais calibroso. Na altura da axila, algumas fibras do nervo mediano se separaram e depois se juntam a outras vindas de regiões diferentes. Isso acontece várias vezes. Esse conjunto de fascículos e nervos que se separam e se ligam é conhecido como plexo, e as fibras do nervo mediano que estão na altura da axila é o plexo braquial. Alguns nervos, não formam plexos, vão direto para a medula espinhal. Próxima a coluna vertebral, as fibras nervosas que vem do plexo braquial chegam perto da medula através de orifícios na coluna vertebral. Aqui, as fibras sensitivas se separam das fibras motoras formando dois grupos, as dorsais sensitivas e as ventrais, motoras. Nas raízes dorsais estão os gânglios espinhais, onde estão os neurônios sensitivos que recebem o tato, a dor e qualquer outra sensação que vem do membro superior. Os nervos cranianos estão organizados iguais os nervos espinhais, mas são mais complexos. Geralmente suas terminações estão distribuídas na cabeça, onde vão se juntando em filetes mais e mais calibrosos até formar os nervos propriamente ditos. Quando os nervos cranianos têm fibras sensitivas, eles se ligam a gânglios que são iguais aos espinhais, onde ficam os corpos celulares dessas fibras. Porém, os nervos cranianos não se dividem em raízes dorsais e ventrais, que nem os espinhais. Você pode enxergar o sistema nervoso periférico como sensores que são encontrados na pele, músculos, articulações, vísceras e ossos que traduzem em impulsos bioelétricos várias informações do ambiente ou próprio do organismo. Esses sensores recebem o nome de receptores sensoriais, e ficam de algum modo ligados as fibras nervosas que constituem os nervos, que são como cabos que tem a função de conduzir os impulsos elétricos gerados pelos receptores até o sistema nervoso central. Também as informações acontecem no sentido contrário, quando os impulsos elétricos produzidos no sistema nervoso central são levados aos músculos esqueléticos e cardíacos, aos músculos das paredes das vísceras e as glândulas. La, os impulsos liberam energia realizando a contração muscular ou secreção glandular. Já os contatos entre neurônios nos gânglios espinhais e nos gânglios motores, são como chips que tem a capacidade de processar informação, deixando claro que o SNP não tem só função condutora. Já os ganglios são aglomerados de corpos celulares localizados fora do SNC. Existem diferentes formasde entender como o sistema nervoso funciona. Diferentes profissionais olham para ele de maneiras específicas. Psicólogos, por exemplo, estudam como o sistema nervoso está relacionado à nossa mente e comportamento. Já neurobiologistas, que estudam as células do sistema nervoso, veem o cérebro como uma rede de muitas células interconectadas, formando circuitos complexos. Eletrofisiologistas e neuroquímicos estudam os sinais elétricos e reações químicas que ocorrem nas células nervosas. São diversos níveis, sem levar em consideração pontos de vista não científicos. Ainda tinham aqueles que pensavam que os fenômenos psicológicos poderiam ser explicados pelas atividades fisiológicas, que por sua vez seriam explicados pelas atividades celulares, e assim por diante. MAAAAS, não é uma boa reduzir esses níveis do sistema nervoso escolhendo um em detrimento do outro, muito menos achar que um é consequência do outro, não! Eles simplesmente coexistem simultaneamente. CARACTERÍSTICAS A origem embrionaria desse tecido é ectoderma. As células da ectoderme se diferenciam formando o tecido nervoso. O tecido nervoso tem pouca ou nenhuma substancia intracelular, entre elas não tem nada. Ele possui celulas extremamente especializadas, principalmente os neuronios. Quanto mais especializado é um tecido, menor é a capacidade de regeneração. Além disso, o tecido nervoso é altamente vascularizado, muitas arterias e veias porque tem uma atividade metabolica muito grande. Pensar, gasta energia, por isso, toda hora está chegando muito oxigenio e nutriente para as céluals do tecido nervoso que só existe nos animais. O tecido nervoso tem a função de receber estimulos internos ou externos e interpretar e transmitir a resposta. Ele quem permite a integração com o meio ambiente de forma eficiente, todas reações são devidas ao tecido nervoso. Além disso, o tecido nervoso armazena a informação. Tudo o que aprendemos está armazenado no tecido nervoso. COMPONENTES DO TECIDO NERVOSO Neuronio O neurônio é considerado a unidade fundamental do sistema nervoso. uma célula especializada na transmissão de informações com um papel importante na comunicação entre as diferentes partes do corpo. Basicamente são transmitidos sinais elétricos que se convertem em sinais químicos para se comunicar com outros neurônios. Já os gliócitos são as células de suporte no sistema nervoso. Eles realizam diversas funções importantes para o funcionamento adequado dos neurônios. Isso porque se sabe que a célula nervosa produz e veicula sinais elétricos que são verdadeiros bits de informação, podendo codificar tudo o que percebemos a partir do mundo exterior e interior do organismo, os comandos que damos para os músculos e glândulas do nosso corpo, e tudo o que sentimos e pensamos a partir de nossa atividade mental. Juntos, neurônios e gliócitos trabalham em harmonia para garantir a comunicação eficiente e o funcionamento adequado do sistema nervoso. Os neuronios podem ter até um metro de comprimento e são especializadas no impulso nervoso. Eles tem basicamente o mesmo formato, mas, podem ter variações. No geral, serão compostos por dendritos, corpo celular e o axonio. No final do axonio, terá o que é chamado de terminação axônica . Todas essas projeções, sejam dendritos ou axonios, é chamado de fibras nervosas. É o corpo celular que o mantém vivo. Como toda célula, o neurônio tem uma membrana plasmática e um citoplasma com organelas como mitocôndrias, retículo endoplasmático rugoso que estão sintetizando e armazenando substâncias que participam no metabolismo, organelas como complexo de golgi e ribossomos que geram energia para o funcionamento celular. É um gasto de energia altíssimo para realizar suas funções. Os dendritos são responsaveis por transmitir os impulsos nervosos até o corpo celular. São Ramificações que se comunicam com outros neurônios. Ele vêm do corpo celular e pode se comunicar com +10 mil neurônios que estão próximos a ele. Enquanto que o axonio é responsavel por transmitir o impulso nervoso em direção contraria ao corpo celular. É um prolongamento único, diferente dos dendritos com suas ramificações. Axônios de neurônios parecidos muitas vezes se ligam em feixes no SNC e em nervos no SNP. Essas estruturas funcionam como cabos de comunicação entre neurônios posicionados em diferentes locais neurais. O objetivo é conduzir sinais com a maior velocidade possível. Assim, o axônio vai estabelecer dois tipos de neurônios: mielínicos e amielínicos, ou seja, com ou sem baia de mielina, uma estrutura de gordura e proteína que reveste o axônio e permite a condução ultrarrápida dos sinais elétricos produzidos pelos neurônios. Percebe-se então que o impulso nervoso é unidirecional, no sentido dendrito, corpo celular e axonio. Na grande maioria dos neuronios, existe a baia de mielina que é formada por células da glia. Elas tem como função o isolamento eletrico, aumentando o impulso nervoso. Entre as células que formam a baia de mielina, existe pequenos espaços chamados de nódulo de Ranvier ou nó neurofibroso. São os neuronios responsaveis pela recepção, interpretações e transmissão das respostas para as nossas diversas reações do corpo. As outras células, como da glia, estão ali para auxiliar os neuronios. Eles ainda podem receber uma classificação morfológica, há então os neuronios unipolar, que contém um corpo celular e um axonio, sem dendritos, só tem uma projeção saindo do corpo celular. Bipolar, tem duas ramificações saindo do corpo do neuronio. Sendo assim, um dendrito e um axonio. Lembrando que o impulso nervoso virá sempre pelo dendrito, corpo celular e axonio. O pseudounipolar tem apenas uma projeção do corpo celular, porém, tem uma ramificação o que faz que uma delas tenha o papel de dendrito e a outra de um axônio. Por fim, o neuronio multipolar, mais comum no tecido nervoso, ele tem varias ramificações saindo do corpo celular, uma delas é o axonio e as outras, os dendritos Quanto a sua fisiologia, os neuronios podem ser sensitivos, motores ou associativos. Neuronios sensitivos, tambem são chamados sensoriais ou aferentes, conduzem os impulsos nervosos dos órgãos dos sentidos até o SNC, ou seja, se toca em algo e sente, é a partir do neuronio sensitivo que está levando a informação para o sistema nervoso. Os motores ou eferentes, fazem o movimento contrario, levam a informação do SNC até os órgãos efetores, como musculos ou glandulas. Se vai movimentar o musculo, essa informação partiu do SNC até o musculo, então, viajou por neuronio motores. Os associativos ou mistos, fazem a ligação entre os sensitivos e motores Ainda há uma outra classificação, que se refere a sua localização. No SNP há os nervos e ganglios. Nervos são fibras nervosas, aglomerados de axonios, enquanto que os ganglios são corpos de neuronios aglomerados. Esses neuronios do SNC formam a substancia branca e cinzenta. Na cinzenta ocorre apenas os corpor celulares dos neuronios, na branca, ocorre os axonios ou neurofibras. No cérebro, a substancia cinzenta está na periferia, enquanto a substancia branca está mais na parte interna. Esse padrão se inverte na medula espinal, aqui os corpos celulares estão no meio, o cinzento está no centro e a branca na periferia Células da Glia Os neurônios não são os únicos que atuam no sistema nervoso. Para garantir que tudo funcione perfeitamente, contamos com as células da glia. Entre os gliócitos, temos os astrócitos. São os maiores gliócitos que tem como função auxiliar na nutrição dos neuronios. Uma vez que estão ligado nos vasos sanguineos e nos neuronios, os nutrientes passam pelos astrócitos antes de chegar nos neuronios. Eles tambem auxiliam na sustentação física dos neuronios e na recuperação de lesão nesses tecidos. Se ocorre uma lesão neuronal, as células que vão substituir esses neuronios são os astrócitos . A substância isolante que envolve os axônios que a chamamos de mielina, é formada pelo Oligodendrócito que são menores que os astrocitos e com menos prolongamentos. Eles formam asbainha do SNC e não no SNP. No perfiferico são as celulas de Schawn. Elas são diferentes, não tem essas projeções dos oligodendrócitos, elas simplesmente se enrolam no axonio fazendo a bainha de mielina do SNP. Já as micróglias, são células que atuam no sistema imunológico defendo o sistema nervoso, removendo células mortas ou danificadas. A função dessas células é servir os neuronios, portanto, elas envolvem, auxiliam na nutrição e proteção dos neuronios. São simplesmente macrófagos especializados. Essas células tem a função fagocitária, fagocitam microorganismo e diferentemente de outras células, não tem origem ectodermica e sim mesodermica . Células ependimárias, responsaveis pelo revestimento da cavidade do encefalo e da medula. Consequentemente, essas células estão em contato com o liquor, assim, em alguns pontos, essas células podem ter cílios favorecendo a movimentação do liquor. A importância dessas células de apoio cresceu muito de um tempo para cá, principalmente depois que perceberam que elas lidam com sinais químicos de orientação do crescimento e da imigração dos neurônios durante o desenvolvimento, como também sinais de comunicação entre eles durante a vida adulta e sinais de defesa e reconhecimento em situações patológicas, entre outras funções. Uma vez que os gliócitos interferem na comunicação entre os neurônios, eles também podem modificar o conteúdo da informação transmitida. SINAPSE E COMUNICAÇÃO NEURONAL As sinapses são comunicações celulares envolvendo neurônios. Pode ser entre dois neurônios ou entre um neurônio e um outro tipo de celula. Há dois tipos de sinapses: químicas e elétricas. Na sinapse elétrica, o sinal passa diretamente de uma célula à outra e nenhuma molécula está intermediando o impulso elétrico. É o trânsito de íons fluindo através do axônio e ela passa de um neurônio para outro através de junções comunicantes. Ou seja, é uma comunicação celular dependente de contato, mas, nesse caso, envolvendo neurônios, é chamado de sinapse elétrica. Na sinapse química, as moléculas chamadas neurotrasmissores, são liberadas pelo neuronio e se ligam a um receptor de outra célula que pode ser um neuronio ou outro tipo celular. Como os neurotransmissores agem sobre células muito próximas, esse tipo de sinalização é parácrina, mas, quando envolvem neuronios, é chamado de sinapse química. O espaço entre duas extremidades do neurônio, é chamado de espaço sináptico. O neurônio que libera os neurotransmissores, é chamado de présináptico, e o que possui receptores onde os neurotransmissores são captados, é chamado de neurônio pós-sináptico. Portanto, o tipo de comunicação envolvida, é de uma sinapse química pois envolve a liberação de um mensageiro: os neurotransmissores que se ligam a um receptor. Os neurotransmissores ficam armazenados em vesículas chamadas de vesículas pré-sináptica, eles são então liberados no espaço sináptico e posteriormente se ligam ao receptor. Na sinapse elétrica, o impulso elétrico transita diretamente entre uma célula e outra sem a intermediação de células sinalizadoras. Isso é possível, graças as junções comunicantes entre as duas células. Trata-se de uma comunicação celular dependente de contato, mas, nesse caso específico, é chamado de sinapses elétricas. E-book oferecido pelo Centro Educacional Sete de Setembro curso de "HISTOLOGIA".