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HISTOLOGIAHISTOLOGIA
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Origem da Histologia
HISTOLOGIA
A etimologia da palavra histologia, é a junção de
duas palavras derivadas do grego: Hystos (tecidos) e
Logos (estudo, ciência). Assim, entendemos a
histologia como o estudo dos tecidos.
Tipos de tecido
Tecido Epitelial
Na citologia, o estudo das células, se aprende sobre
os níveis de organização do corpo humano e é visto
que o conjunto de células semelhantes formam os
tecidos, o quarto nível de organização depois do
nível atômico, molecular e celular.
A histologia é a área da biologia que estuda os
tecidos e órgãos de animais e plantas. É também
conhecida como anatomia microscópica ou biologia
tecidual. A origem da histologia está nos estudos
microscópicos de estruturas biológicas realizados
pelo médico italiano Marcello Malpighi no século
XVII, mas, o termo "histologia " aparece pela
primeira vez em 1819, no livro do anatomista e
fisiologista alemão Karl Meyer
A histologia é importante para a medicina,
sobretudo porque permite identificar, caracterizar,
analisar e descrever as estruturas dos tecidos e
órgãos do organismo animal.
Existem quatro tecidos basicos:
Nervoso: que transmite impulsos nervosos.
Conjuntivo: que une os órgãos, armazena energia, dá
imunidade, protege e sustenta o corpo.
Muscular: que produz força física.
Epitelial: que forma glândulas e reveste a cavidade
corporal.
Iniciaremos nossos estudos pelo tecido epitelial. 
Tecido Epitelial se divide em dois tipos:
Revestimento e glandular.
Este tecido possui origem nos três folhetos
embrionarios. As fases do desenvolvimento inicia
com a fecundação, passa pela clivagem e na
gastrulação, se estabelece as três camadas
germinativas: ectoderme, mesoderme e endoderme.
O tecido epitelial, dependendo do local, se origina de
cada um desse tipo de folheto.
Características Gerais 
O tecido espitelial é composto por células
justapostas, uma célula está muito próxima a outra.
Qualquer tecido epetilial, as células estarão
próximas uma das outras, compactadas, por isso é
dito que o tecido epitelial tem uma alta celularidade.
Quando estudamos as células, estudamos também a
matriz extracelular. Se as células estão muito juntas,
se espera que tenha pouca matriz extracelular, que é
o que tem entre uma célula e outra. Sem espaço, sem
matriz e é o tecido que cobre superfícies corporais
externas e reveste cavidades internas
Avascularizado, isto é, ausência de vasos sanguíneos.
Se não tem vasos sanguineos, as células conseguem
se manter? Como chega o oxigênio? A glicose? E
quanto aos nutrientes? O tecido epitelial sempre vai
estar sobre a lâmina basal, embaixo da lamina, há
um tecido conjuntivo. O oxigênio, nutrientes saem
do tecido conjuntivo que fornecem os nutrientes
para o tecido epitelial, como não têm vaso
sanguineo, chegam lá por difusão .
Junções Comunicantes
Classificação
Classificação
Nos transporte pela membrana, há dois tipos de
difusão: Simples ou facilitada. A difusão facilitada é
quando o transporte é realizado com o auxílio de
proteínas transportadoras como as permeases que
tornam as células permeáveis à substâncias que não
entrariam facilmente na membrana. Então, a
molécula se liga na proteína transportadora que
sofre uma mudança na forma, e o transportador
libera a molécula do outro lado da membrana.
Vitaminas, frutose e galactose, são outros exemplos
de substâncias que atravessam as membranas
plasmáticas por difusão facilitada. O oxigênio passa
por difusão simples, sem gasto de energia, a favor do
gradiente de concentração, isto é, indo da região
mais concentrada para a menos concentrada. É o
tecido conjuntivo que passa o oxigenio para a célula
do tecido epitelial e qualquer nutriente que seja
importante para essa célula. A lâmina basal, é
formada basicamente por macromoléculas como
grandes proteinas e açúcares para fazer toda essa
ligação.
FUNÇÕES
Proteção: Protege revestindo externamente e
internamente. Na parte interna, tem tecido epitelial
revestindo, na parte externa, tecido epitelial, na
traqueia, no esofago, em todos os órgãos interna e
externamente, tem tecido epitelial, protegendo e
revestindo.
Absorção: As células especializadas em absorver
nutrientes. O epitélio do intestino delgado,
composto por células com microvilosidades que
aumentam a superfície de absorção de nutrientes.
Secração: Ele pode ser tecido epitelial de
revestimento e de secreção quando é tecido epitelial
glandular. Muitas glândulas exócrinas e endócrinas
são formadas por epitélio, como as glândulas
salivares que secretam saliva que são os tecidos
epiteliais.
Filtração: A filtração é uma função essencial
realizada por alguns tipos de epitélio, que atuam
como barreiras seletivas permitindo a passagem de
certas substâncias entre compartimentos do corpo
enquanto impede outras. Este tipo de epitélio regula
o fluxo de fluidos e solutos, o que é vital para a
homeostase corporal. O epitélio simples
pavimentoso dos glomérulos nos rins, por exemplo,
forma parte da barreira de filtração que permite a
passagem de água, íons e pequenas moléculas do
sangue para o túbulo renal, ao mesmo tempo em que
retém células sanguíneas e proteínas maiores
Sensação: Algumas células epiteliais estão adaptadas
para atuar como receptores sensoriais, respondendo
a estímulos físicos (pressão, toque), químicos (gosto,
odor) ou térmicos. Essas células estão
frequentemente associadas a terminações nervosas
que transmitem a informação sensorial ao sistema
nervoso central.
Transporte: O transporte pode ser passivo (sem
gasto de energia) ou ativo (com gasto de energia) e
envolve a movimentação de substâncias através da
membrana celular ou sobre a superfície epitelial.
Alguns epitélios possuem especializações celulares,
como cílios ou microvilosidades, que facilitam o
transporte de substâncias ao longo da superfície
epitelial. O epitélio pseudoestratificado ciliado que
reveste a traqueia e os brônquios é especializado no
transporte de muco e partículas inaladas para fora
dos pulmões. Os cílios batem de forma coordenada,
movendo o muco para cima, onde pode ser expelido
ou engolido, ajudando na limpeza das vias aéreas.
JUNÇÕES COMUNICANTES
São estruturas das membranas plasmáticas que
apresentam funções específicas.
Microvilosidade: Dobras da membrana plasmática
semelhante aos dedos de uma luva.
Zona de Oclusão: Uma espécie de cinturão adesivo
que mantém as células vizinhas encostadas,
impedindo a passagem de moléculas entre elas. Ela
favorece a absorção da célula por onde tem que
absorver.
Zona de adesão: Encontrada em vários tecidos,
promove a união entre as células. 
Desmossomo: Especializações das células epiteliais e
uma das mais importantes junções celulares, que são
comparados a um botão de pressão, constituido por
duasmetades que se encaixam.
Junções comunicantes: Pequenos canais existentes
entre as células que permite a troca de substâncias
entre as células.
Outra junção é a junção do tipo GAP que faz a
comunicação entre o citoplasma das células.
Hemidesmossomos: As células do tecido epitelial
estão unidas na lâmina basal, estão unidas pelo
hemidesmossomo deixando o epitelial fortemente
unido a lamina basal, próxima ao tecido conjuntivo
para receber os nutrientes. 
Classificação do tecido epitelial
O Tecido epitelial pode ser glandular e de
Revestimento
EPITELIO DE REVESTIMENTO: Reveste tanto
internamente quanto externamente dos órgãos,
incluindo a pele. Se está por fora, no intestino,
uretra, em regiões que dependem de atrito, tem que
sofrer muita mitose. Esse epitelio tem que sofrer
muita mitose para ir sempre se renovando.
O revestimento é classificado quanto ao número de
camadas e formato de células.
Número de camadas: Quando tem uma camada, é
simples. Estratificado são várias camadas e
pseudoestratificado, aquele tecido que parece que é
mais de uma camada mas não é. Aqui, é quando
todas as células estão tocando a lâmina basal, mas o
núcleo da célula esta em alturas diferentes, o que da
a impressão que são várias camadas. Quando é
simples, todas as células tocam a lamina,
estratificados, as células que estão acima, não estão
tocando a lâmina e quando é pseudo, parece que as
células não são todas que estão tocando a lâmina,
mas são. 
Figura 2. Ilustração da classificação dos tecidos por
camadas
Histologia
Forma:
Tecido Epitelial Simples Pavimentoso, significa que
as celulas esão achatadas. Sua função é realizar a
filtração e a troca de substâncias. Podemos citar a
título de exemplo, alvéolos pulmonares ou endotélio
(que é o revestimento de vasos sanguíneos).
Epitélio Simples Prismático. Prismático são altas,
lembrando um prisma. Esse tecido realiza a absorção
e secreção de mucos e enzimas. Estamos falando
aqui do trato gastrointestinal.
Epitélio Simples Cúbico, que significa que as células
tem formato de cubo. Tem como função a absorção e
secreção. Estão presentes nos túbulos renais e
superfícies dos ovários
Nas fossas nasais, traqueia, bronquios, existe um
tecido epitelial de revestimento classificado como
pseudoestratificado, não está sendo classificado
quanto a forma da célula. Os nucleos estão em
alturas diferentes, mas estão tocando na lamina
basal, então epitelio simples (uma camada).
Nos pulmoes, ou na porção interna dos vasos, o
epitélio que tem é simples, uma camada e achatada,
então é pavimentoso. Nos pulmões tem que ser esse
tipo de célula para facilitar a troca gasosa. Esse
sistema leva o oxigênio para as células e garante a
hematose (a troca do sangue com pouco oxigênio em
sangue rico em oxigênio)
Nos rins, tem um epitelio simples, uma camada em
forma de cubos. No estomago são simples, mas são
com formato de prisma. Um simples prismático, os
núcleos estão aproximadamente na mesma altura,
no pseudo os nucleos estão em alturas diferentes,
não confundam.
Epitelios com várias camadas são estratificados.
Assim, epitélio estratificado pavimentoso, é o tecido
que fornece proteção contra atrito e perda de água.
Na pele, na boca, esofago é pavimentoso. Quanto
mais para cima, mais achatadas e mortas que em
seguida vão se escamando para serem renovadas,
em constante mitose
Epitélio Pseudoestratificado Ciliado, é aquele que
secreta e movimenta muco. Ele está presente no
trato respiratório, aqueles que revestem a traquei e
bronquios
Na bexiga, o tecido tem formas variadas de células, é
um epitelial estratificado de transição. Na uretra,
tem basicamente tres tipos de tecido epitelial, todos
estratificados, mas, depende da porção da uretra. É
só olhar o formato e número de camadas. Não
confundir o estratificado com o prismático.
Mas, podemos citar aqui, o epitélio de transição
aquele tecido epitelial de revestimento no qual as
camadas vão aumentando, se modificando e ao
longo da modificação as células vão mudando de
formato. Na bexiga urinária, esse tecido permite a
distensão. Leva em conta o local e a função.
EPITELIA GLANDULAR: Produz secreções que são
substancias que as glandulas produzem para
eliminar. Essa eliminação, que sai de dentro da
glandula pode ir para dentro ou fora do corpo. As
glandulas secretam hormonios, suor, saliva, tudo
que é secretado do corpo são produzidas por
glandulas que fazem parte do tecido epitelial,
quando sao formadas, se enterram no tecido
conjuntivo e permanecem justapostas com a lamina
basal que embaixo terá o tecido conjuntivo. É o
mesmo tecido com a especialização de secreção.
Então, tecido epitelial glandular.
Classificação
Número de células:
Quando uma glandula é formada por uma célula,
unicelular (glandulas do estomago que secretam
algumas enzimas digestivas). Multicelular, formada
por mais de uma célula (glandulas salivares).
Pancreas é uma glandula multicelular, a maioria
delas são multicelular. As que são pequenas, no caso
as que fazem secreção no estomago, unicelular.
Forma de secreção:
Quando uma glandula possui ducto e secreta a
secreção para fora, é exócrina. Uma glandula que
libera suor é exócrina, ok. Existem exócrina que
liberam a secreção para a luz intestinal. Não é endo,
porque exocrina é para tudo que sai da corrente
sanguinea. Na luz intestinal não tem corrente
sanguinea (o instestino é um tubo, tudo dentro do
tubo é luz intestinal por onde passam os alimentos).
Sai da corrente sanguinea é exócrina, então, tem que
ter um ducto para mandar a secreção para fora. Sem
ducto, não dá. Glandulas sem ductos, são endócrinas.
A secreção, em grande parte, hormonios, caem na
corrente sanguinea. Ela pode ser mista, significa que
ela tem uma parte com ducto e sem ducto. O
pancreas produz enzimas digestivas que caem na luz
intestinal a partir de um ducto. Se está usando
ducto, liberando na luz intestinal é a porção dessa
glandula que é exócrina. Tem a porção sem ducto
que libera hormonios na corrente sanguinea,
exemplo, insulina e glucagon que regulam os níveis
de açúcar no sangue.
Maneira de secretar Quando uma glandula é
eliminada com a secreção, significa que é holócrina.
Toda a glândula é elimina (ex.: glandulas sebáceas
que liberam sebo na nossa pele). Seguidamente,
outras células do tcido epitelial começa a se
transformar nessa glandula. Merócrina, significa que
libera secreção e a glandula fica intacta (saliva.
Glandulas muito grandes como pancreas, não vão
morrer junto com a secreção, intactas). Glandulas
apócrinas que são glandulas que eliminam a
secreção, parte do citoplasma vai junto e parte fica. É
um meio termo, apócrina (glandula sudoriparas,
libera o suor, saem um pouco do citoplasma, mas
continuam viva. Regeneram, liberam suor e
continuam vivas).
TECIDO CONJUNTIVO
É o tecido mais abundante do nosso corpo, o tecido
conjuntivo. Ele é formado por diversos tipos de
células, separadas por muita matriz extracelular que
é sintetizado pelas próprias células.
O tecido epitelial tem pouca matriz extracelular,
porque as células estão bem juntinhas, o conjuntivo,
as células estão separadas por essa matriz. O tecido
epitelial, é formado por três origens embrionarias
(ectoderme, mesoderme e endoderme), o tecido
conjuntivo, só tem origem mesodérmica.
É um tecido vascularizado, ou seja, tem vasos
sanguineos e são inervados. Todo tecido conjuntivo
é vascularizado? Não. Tecido cartilaginoso, por
exemplo, não possui tecido sanguíneo e nem são
inervados.
Além de unir os tecidos, o tecido conjuntivo também
dá sustentação e nutrição, como também
preenchimento.
MATRIZ EXTRACELULAR
Preenche o espaço entre as células e dependendo do
tipo de tecido, sua consistência é variável. As células
do tecido sanguíneo como hemácia, glóbulos
brancos, tem uma matriz que tem uma consistencia
mais liquida, enquanto que no tecido ósseo, que
possuí células como osteoclastos/osteoblasto, tem
uma matriz extracelular com consistencia mais
densa. Então, a matriz pode ser variavel de tecido
para tecido.
A matriz extracelular pode ser divididaem
substância fundamental amorfa, sem forma.
Formada por água, íons e proteínas. E no meio dessa
matriz, tem fibras. Fibras do tecido conjuntivo.
Fibras colágenas que dão resistência à tração,
reticulares ligando o tecido conjuntivo a tecidos
vizinhos e elásticas gerando elasticidade.
SUBSTÂNCIA FUNDAMENTAL AMORFA
Em si, ela dá a característica gelatinosa da matriz
extracelular. Formada por água sob forma de
solvatação que é água com íons e moléculas polares,
ou seja, água dissolvendo substâncias. Tem íons
como Na+ Cl- K+.
Pelo meio da substância amorfa, tem carboidratos,
proteínas. Há um carboidrato, chamado de
glicosaminoglicano. É um açúcar aminado, isto é,
tem nitrogenio e normalmente sulfatado, tem
enxofre. É um açúcar que fica na membrana, um
açúcar extracelular que tem como função atrair água
e reter água e alguns cátions também,
principalmente sódio. Ele quem da a característica
gelatinosa.
Esse açucar pode existir na membrana de várias
céluas e pode ter substancias grudadas nele como a
N-acetil glicosamina, é um açúcar, ele que é a
substancia que a gente conhece como grupo
sanguíneo A ou AB. Quimicamente o grupo
sanguineo, sistema BO são carboidratos.
Pode ter outras substancias grudadas nele,
conhecidas como proteoglicanos. A função é dar
rigidez, resistência, compressão e preenchimento.
Então, tudo isso está fora da célula. Há quem diga
que proteoglicano é a mesma coisa que
glicoproteína. Glicoproteínas tem carboidrato e
proteina. São proteinas simples ligados a
carboidratos só que podem ser encontradas no meio
intra e extracelular. As proteoglicanos nao são
proteinas simples, apenas encontrados no meio
extracelular e sempre grudadas nos
glicosaminoglicanos.
Figura 1. Ilustração da substância fundamental
amorfa
Na (fig.1) há a membrana plasmática, o ambiente
interno e externo da célula e a matriz extracelular
que tem que estar fora da célula, meio extracelular
Na substancia amorfa tem água, íons e tenho
também glicoproteínas principalmente fibronectina
de adesão que pode se aderir a fibroblastos, fibras de
colágenos, então a função dela é adesão. Abaixo dela
são proteinas de membrana chamada de integrinas,
não faz parte da matriz extracelular. Tem o
glicosaminoglicano, açúcar minado e nele pode estar
grudados os proteoglicanos com a função básica de
reter agua, sódio e basicamente vai dar a
característica gelatinosa da substancia fundamental
amorfa.
Na (fig.2) se nota basicamente tres tipos de fibras, as
fibras colagenas, elasticas e reticulares. A colagena é
mais grossa, resistente a atração encontrada em
tendões e ligamentos, formada por golageno tipo4
Outra fibra, formando como se fosse redes, como se
fosse retículo. São fibras formadas principalmente
por colageno tipo 3. Fibras reticulares é como um
esqueleto, um arcabouço para alguns órgãos como
fígado, rim.
FIBRAS DO TECIDO CONJUNTIVO
a) Fibras de Colágenas
Mais frequentes e resistentes a tração, mais
frequente principalmente é o colageno tipo 1, tenho
5 e 11, mas, tipo 1 que forma principalmente os
tendões, ligamentos e estão na nossa derme. Eles
estão permeando nosso musculo, ligamento osso
com osso e é o mais resistente de todos.
b) Fibras Reticulares
Formadas por colágeno do tipo 3 mais açúcares
(glicídios), arcabouço de órgãos hematopoieticos
como baço, linfonodos..Formam rede em torno de
células musculares e das células de muitos órgãos
epiteliais como fígado e rim. Também realiza a
ligação do tecido conjuntivo com outros tecidos.
c) Fibras elásticas
Formadas por elastina, miofibrilas e fibrilas, são
delgadas, ou seja, fina em comparação as fibras
colágenas e sem estriações longitudinais.
Longitudinais são aquelas que podemos encontrar
nas fibras colágenas. É por isso que ela tem a
capacidade de ceder facilmente, mas voltam ao
estado inicial. Essas fibras elasticas que dão
elasticidade para o nosso corpo. A derme, possui
colágeno que é importante, resistente a tração, mas
também, tem fibras elasticas.
De forma geral, em relação as células do tecido
conjuntivo, uma célula mesenquimatosa
indiferenciada, vai se diferenciar em outras células
como do tecido cartilaginoso, como condroblastos,
condrócitos, adipocitos, fibroblastos e fibrócito e por
fim, osteoblastos e osteócitos.
Destas, a célula mais comum no tecido conjuntivo
são os fibroblastos, aquele que produz fibra. Isto é, o
principal responsável por produção de fibra e
substância fundamental amorfa. A sua forma inativa
é o fibrócito. Quando ele está ativo, produzindo as
fibras, ele é o fibroblasto
A primeira célula a ser formada, é chamada de
blasto. Quando da origem a uma outra célula ou se
diferencia, sua terminação fica em “cito” , por
exemplo, a hemácia surge na forma de eritroblasto.
Essa hemácia pode se diferenciar, perder o nucleo
dela e virar o eritrócito que é simplesmente a
hemácia nucleada.
O fibrócito algumas vezes pode receber um estímulo
e voltar a ser fibroblasto. Se você sofe alguma lesão
na pele, pode estimular uma cicatrização, assim,
teremos os miofibroblastos. Nesse caso, quando é
feita pelo miofibroblasto, a cicatriz é formada
basicamente pelo tecido conjuntivo.
CLASSIFICAÇÃO DO TECIDO CONJUNTIVO
Ele é muito abundante corpo, dar suporte a todos
tecidos epiteliais, além de constituir a derme e
formar os tendões e ligamentos.
FROUXO
Está localizado logo abaixo do tecido epitelial na
pele. O frouxo está em várias regiões, mas na
camada papilar ele fica bem abaixo do tecido
epitelial que constitui a epiderme, lembre-se que ele
não é irrigado, não irá sangrar, se houver
sangramento depois de um corte na mão, por
exemplo, significa que o corte alcançou a derme,
tecido conjuntivo. Isso porque ele é ricamente
inervado e irrigado e possui uma consistencia mole,
cedendo a pressão. Não está para gerar grande
resistencia.
Tem fibras elasticas e colagenas, mas bem fininhas
que estão disposta em todas as direções. Como
função, esse tecido faz o preenchimento de espaço e
mantém os tecidos unidos. De novo, o tecido
epitelial não tem irrigação, então, o tecido
conjuntivo tem como responsabilidade levar os
nutrientes e as trocas gasosas aos tecidos epiteliais.
Além disso, ele atua diretamente na defesa contra
infecções e cicatrização.
DENSO NÃO MODELADO
Ele ocorre principalmente na camada reticular da
pele, ou seja, abaixo da camada papilar, abaixo do
tecido conjuntivo frouxo. Pobre em células e rico em
fibras colagenas agrupadas em feixes que estão em
todas as direções conferindo resistencia
O frouxo não da resistencia, mas o denso sim. Assim
as fibras não estão dispostas paralelamente, mas em
todas as direções, não importa a direção que
pressione a pele, ele segura, suportanto o estresse
mecanico que gera resistencia e elasticidade
Além disso, forma cápsula protetora em diversos
órgãos como rins, baço, fígado e testículo. As
principais células aqui são os fibroblastos que ficam
separados pelos feixes de fibras colágenos, e também
estão presentes Macrófagos e mastócitos.
DENSO MODELADO
A diferença é que o modelado possui fibras
colagenas dispostas em uma única direção, o que
gera uma resistencia maior, indo em um sentido.
Esse tecido ocorre nos tendões, os tendões
aguentam pressão apenas em um sentido. Para esse
movimento o tecido oferece muita resistente.
Esse tecido tem predominantemente fibras
colagenas arranjadas paralelamente e muito
compactada formando tendões e ligamentos com
pouca elasticidade. A principal célula desse tecido
são os fibroblastos.
CARTILAGINOSO
Está praticamente por todo o nosso corpo. O tecido
cartilaginoso é muito rídigo, mas, diferente do osso,
ele é flexível. É avascular, sem vaso sanguineo, o
sangue não chega na cartilagem.
Esse tecido está entre os ossos, articulações,
vértebras, na orelha, epiglote. Enfim, quase o corpo
todo. Entre suas funções, está a sustentação,
revestimento evitando o atrito entre a parte inferior
do fêmur com a patela e automaticamente amortece
impactos porque nas vértebras existem discos de
cartilagem que atuam amortecendo esse impacto,
aliás, esses discosde cartilagem, que estão nas
vértebras, são as mais resistentes.
Eles atuam também no crescimento, quando feto, o
esqueleto é formado por cartilagem que será
substituída por tecido ósseo, servindo como um
molde.
Existe uma matriz extracelular, o que está fora da
célula, e tem as suas próprias células. Primeiro,
Tecido cartilaginoso possui fibras colagenas que
pode ser tipo 1 2 e fibras elasticas. Além disso, há o
acido hialuronico que está na matriz e atrai
moleculas da água.
As células desse tecido são os condroblastos, células
mais ativas, jovens, produzindo matriz extracelular.
Quando vão ficando maduras, se transformam em
condrócitos e ficam menos ativas e dentro de
espaços chamados de lacunas.
Há uma membrana chamada de pericôndrio. É uma
membrana de tecido conjuntivo que faz o
revestimento das cartilagens. Ao revestir a
cartilagem, fornece células novas para que ocorra o
crescimento do tecido cartilaginoso ou regeneração.
Por mais que seja difícil, elas regeneram porque o
pericôndrio manda as células mesenquimatosas que
se diferenciam em várias outras células, entre elas,
os condrócitos. Além de fornecer crescimento e
possibilitar a regeneração, os pericondrios que dão
os nutrientes. Ele é avascular, o oxigenio chega por
difusão a partir do pericondrio.
Tipos de cartilagem.
1 – Hialina
É mais comum. Possui fibra de colágeno do tipo 2
presentes na laringe, traqueia, bronquios,
extremidades dos ossos para evitar o atrito
2 – Elástica
Obviamente, tem flexibilidade. Presentes na orelha,
nariz e epiglote. Riquíssima em fibras elasticas, essas
fibras possibilitam o estiramento e volta ao normal.
Além disso, possui colágeno também do tipo 2.
3 – Fibrosa
É mais resistente, vai evitar atrito e choque. Vai
estar entre as vertebras. Se é muito resistente, tem
muito colageno, incluindo o colageno tipo 1. É a
única sem pericondrio. Recebe os nutrientes por
outro tipo de tecido conjuntivo que não o
pericondrio.
TECIDO OSSEO
O osso é um órgão, no osso tem tecido sanguíneo,
nervoso, muitos nervos, tem tecido muscular. Se
está passando sangue, significa que tem veias e
artérias, a parede é tecido muscular.
É extremamente rígido, muito resistente. O osso é
altamente irrigado e inervado, é por isso que se
sente muito dor ao quebrar um osso. Ele é revestido
pelo periósteo, uma membrana do tecido conjuntivo
que serve para repor células para cicatrização do
osso.
Tem como função a sustentação, é ele quem forma o
nosso esqueleto. Proteção também, órgãos vitais
ficam protegidos dentro da caixa toráxica, o encéfalo
está protegido pelo crânio, tão protegido que depois
do crânio ainda tem 3 membranas piamáter,
duramáter e aracnoide e entre as membranas tem o
líquido cefalorraquidiano, está bem protegido
Outra função, é a reserva de cálcio. A maior parte do
cálcio está no tecido ósseo. Apoio para a
musculatura. O músculo está inserido junto com
tendões no osso, quando levanta o braço, você
contraiu a musculatura e ele puxou o osso para cima,
além disso, o tecido ósseo aloja a medula óssea.
No tecido ósseo a matriz extracelular é dividida em
orgânica e inorgânica. A orgânica é formada
basicamente por fibras de colágeno. Essas fibras de
colágeno, dão liga no osso. Se tem deficiência de
colágeno, ele continua dura, mas, fica quebradiço.
A porção inorgânica, formado por cálcio e fosforo
que juntos formam o fosfato de cálcio, é o que gera a
dureza no osso. Se há deficiência de fosfato de cálcio,
o osso fica molenga. Outros íons importantes no
osso é magnésio, potássio e sódio.
CÉLULAS DO TECIDO ÓSSEO
As principais são os osteoblastos e osteoclasto.
Osteoblastos estão produzindo matriz, se estão
produzindo, são células jovens. Quando vão
amadurecendo, se transformam em osteócito,
menos ativos.
Se os osteoblastos produzem a matriz óssea, tem
que ter uma célula que retira a parte que está
ficando velha, são os osteoclastos. São células
enormes que tem de 6 a 50 núcleos. Ela vai fazendo o
que é chamado de reabsorção óssea: Vai limpando,
tira a matriz que já está velha, enquanto isso, os
osteoblastos vêm atrás fabricando. Enquanto uma
fábrica, a outra reabsorve para dar espaço para a
renovação. Se o osteoclasto começa a reabsorver
mais do que o osteoblasto está produzindo, os ossos
ficam fracos, osteoporose
PERIOSTEO – Uma membrana de tecido conjuntivo
denso que está envolvendo os ossos fornecendo
células novas para o osso. Aqui, existe células
mesenquimatosas, tem a capacidade de diferenciar
em diversas outras células, quando necessário, se
transformam em osteoblastos para regenerar o osso.
Assim sua função é proteger e fornece essas células,
ao fornecer as células, ele tem a função de
regeneração.
Ossificação significa formação do osso. Endocondral
e intramembranosa. Endocondral é quando o tecido
cartilaginoso vai sendo gradativamente substituído
por tecido ósseo. Ocorre no feto e nas extremidades
dos ossos longos.
Intramembranosa ocorre no interior de uma
membrana, ocorre em ossos achatados e laminados
como crânio, escápula.
Quando analisa um tecido ósseo no microscópio,
repara que a unidade microscópica do tecido é
chamada de osteon, eles são agrupados em círculos,
como se fosse um agrupamento do tecido ósseo em
círculos. No centro existe vasos sanguíneos e nervos.
SANGUINEO
Em primeiro lugar a gente precisa entender algumas
nomenclaturas, o termo tecido sanguíneo é usado
para se referir ao sangue propriamente dito. Já o
termo tecido hematopoético, se refere aos órgãos ou
estruturas do corpo que produzem o tecido
sanguíneo, ou seja, aos órgãos formadores de
sangue. Hematopoiese, significa origem do sangue, o
processo de formação das células e estruturas do
sangue.
No interior da medula óssea, existem células tronco
medulares que são células pluripotentes, ou seja,
têm a capacidade de amadurecer e se tornar células
sanguíneas. O sangue no nosso corpo, está localizado
dentro de um sistema fechado que é o sistema
circulatório. Nesse sistema, o coração mantém o
sangue em constante movimento.
O sangue transporta os leucócitos para locais de
infecção, oxigênios e nutrientes para que as células
possam produzir energia, ele transporta também os
resíduos metabólicos gerados pelas células e que
precisam ser eliminados do nosso corpo e transporta
também os hormônios produzidos pelas nossas
glândulas endócrinas e que precisam agir em
diversos locais do corpo.
Além de tudo isso, o sangue também ajuda na
termorregulação do corpo ele ajuda a controlar a
temperatura do organismo, por exemplo, quando se
faz atividade física, a temperatura do corpo aumenta
porque estamos produzindo energia para que o
corpo não super aqueça. Um dos mecanismos é a
vasodilatação dos vasos sanguíneos próximos à pele,
dessa maneira, dissipa mais calor para o ambiente e
é por isso que quando se faz atividade física, a pele
tende a ficar mais avermelhada pela maior
quantidade de sangue.
A composição do sangue tem uma parte líquida e
uma parte sólida. A parte líquida do sangue é
chamada de plasma e a parte sólida do sangue que
nós chamamos também de elementos figurados, é
composta de hemácias que também são chamadas
de glóbulos vermelhos ou eritrócitos, leucócitos
chamados também de glóbulos brancos e plaquetas.
O plasma sanguíneo ele é composto principalmente
por água. 90% do plasma é água, além de água há
uma pequena porcentagem também de algumas
proteínas como as albuminas importantes para
manter a pressão osmótica do sangue, as
imunoglobulinas, que fazem parte do sistema
imunológico e proteínas importantíssimas no
processo de coagulação como a protrombina e o
fibrinogênio.
Além dessas proteínas do plasma, são encontradas
substâncias que são transportadas por ele como
hormônios e os nutrientes.
Tratando da parte sólida do sangue, são chamados
de elementos figurados porque nem todos os
elementos da parte sólida do sangue, são células. As
plaquetas, por exemplo, são fragmentos de células.
Mas, iniciaremos pelas hemácias.
Hemácias que são células ovais, achatadas e
anucleadas, ou seja, elas não possuem núcleo.No seu
interior, nós encontramos grande quantidade de
hemoglobina que é uma proteína transportadora de
oxigênio. Hemoglobina se liga ao oxigênio através de
pontes de ferro e exatamente pelo fato de conter
ferro que as hemácias são vermelhas, o sangue
então, ganha coloração vermelha.
Há entre 4 e 6 milhões de hemácias por mílimetro
cúbico de sangue e como elas são células que não
possuem núcleo, não conseguem se dividir, não
realizam mitose e possuem uma vida útil limitada.
Uma hemácia madura, dura aproximadamente 120
dias e depois disso ela vai ser reposta por novas
hemácias produzidas pela medula óssea.
Os agranulócitos são aqueles que não possuem esses
grânulos em seu citoplasma dentro dos leucócitos
granulócitos, nós temos os neutrófilos que estão
presentes em processos infecciosos mais agudos, os
eosinófilos presentes em alergias e infecções
parasitárias e os basófilos mais presentes em
infecções crônicas.
Já os leucócitos, são encontrados em grande
variedade no corpo. Há vários tipos de que são
classificados em dois grupos: os leucócitos
granulócitos e os leucócitos agranulócitos. Em geral,
os leucócitos granulócitos possuem grânulos em seu
citoplasma e são responsáveis por realizar
fagocitose, ou seja, englobar partículas que tenham
entrado no corpo para defendê-lo.
Outro tipo de leucócito agranulócito, são os monócitos.
Eles têm a capacidade de migrar do sangue para o tecido
conjuntivo através de um processo chamado diapedese e
no tecido conjuntivo eles se transformam em
macrófagos possuindo também a capacidade de realizar
fagocitose
Por fim, as plaquetas. Não são células, elas são
fragmentos de células grandes denominadas
megacariócitos produzidas pela medula óssea. As
plaquetas são responsáveis pelo processo de coagulação,
ou seja, em caso de alguma lesão, as plaquetas migram
para esse local preenchendo aquele espaço até que o
organismo comece o processo de cicatrização.
TECIDO ADIPOSO
O tecido adiposo é um dos tipos de tecidos conjuntivos
especializados junto com tecido ósseo, o cartilaginoso, e
o tecido sanguíneo. A principal função do tecido adiposo
no nosso corpo é servir como um depósito de energia
armazenando energia na forma de triglicerídeos.
Além do papel energético, o tecido adiposo vai ter
funções como formar o panículo adiposo (que é aquela
camada de gordura que tem abaixo da pele e que é
responsável pelas diferenças entre o corpo do homem e
da mulher). O panículo adiposo era chamado de
hipoderme, hoje a hipoderme não é classificada como
sendo uma das camadas da pele e lá embaixo então, é
chamado de panículo adiposo ou tecido subcutâneo ou
tela subcutânea
Então, o tecido adiposo forma essa camada de gordura
que fica abaixo da pele e essa camada de gordura é a
principal responsável pelas diferenças no corpo do
homem e da mulher.
A mulher tem quadris, tem seios e tudo isso é graças à
presença de uma maior quantidade de gordura nesses
locais. Hormônios sexuais também influenciam nisso. Os
hormônios sexuais femininos, fazem com que a mulher
tenha um maior depósito de gordura na região
infraumbilical, na região de quadris e região superior das
coxas e na região das mamas formando os seios.
Além disso, o tecido adiposo também absorve choques,
principalmente nas regiões que tem mais impacto ou
atrito, como na palma das mãos e na planta dos pés. Ali
há formação de coxins adiposos para ajudar na absorção
desses impactos. Ele também vai contribuir para o
isolamento térmico do nosso corpo.
Como os outros tipos de tecidos conjuntivos, o tecido
adiposo será formado por células e por matriz
extracelular que fica entre essas células. Diferente de
outros tipos de tecidos conjuntivos, o tecido adiposo vai
ter pouca Matriz
As células do tecido adiposo, são chamadas de adipócitos.
Mas, eventualmente também encontra aí no meio do
tecido adiposo algumas células características do tecido
conjuntivo propriamente dito. Esses adipocitos podem
ser encontrados isolados em alguns locais do corpo, mas
a maior parte, forma grandes agregados envoltos por
uma pequena quantidade de matriz extracelular,
formando aquilo que é chamado de tecido adiposo.
Depois que o tecido adiposo amadurece, a quantidade de
células adiposas vai permanecer aí mais ou menos
constante no nosso organismo o que pode acontecer que
eventualmente no adulto ainda podem permanecer
alguns pré adiposos que são células que não
amadureceram efetivamente em adipocitos, mas, isso
não acontece em grandes quantidades.
Adipócitos não aumentam em número, a questão é que
eles aumentam em tamanho, tem uma hipertrofia dessas
células, então eles têm uma capacidade e muito grande
de aumentar de tamanho e quanto mais vai consumindo
e não gasta aquilo que a gente consome em forma de
energia, acaba estocando isso e essa energia vai sendo
armazenada dentro desses adipócitos e eles tendem a
crescer.
É claro que engordar envolve questões mais complexas
que não só esse balanço energético. Tem fatores
individuais, tem algumas alterações hormonais,
patologias, que podem influenciar nesse processo.
A Matriz extracelular do tecido adiposo, é encontrada em
pequena quantidade, maior volume do tecido é de células
mesmo e essa matriz é composta principalmente por
substância fundamental e por fibras reticulares fininhas
formadas pelo colágeno tipo três. Essa Matriz do tecido
adiposo é bastante irrigada e vascularizada, sendo um
tecido que recebe uma grande irrigação sanguínea.
Em termos de classificação, o tecido adiposo é separado
em dois tipos: O tecido adiposo unilocular e o tecido
adiposo multilocular. O tecido adiposo unilocular
também é chamado de tecido adiposo Amarelo. Isso
acontece pelo acúmulo de vitamina A no seu interior que
tem essa coloração mais alaranjada amarelada e esse
tecido compõe praticamente todo o tecido adiposo do
adulto e forma aquele panículo adiposo que fica abaixo
da pele. As células do tecido adiposo unilocular são
grandes e podem variar em tamanho dependendo da
quantidade de estoque que tem ali dentro
Assim, elas podem ficar murchas ou podem ficar
maiores, mais hipertrofiadas. Mas, o que é importante
saber, é que elas têm uma única gotícula de gordura no
interior, por isso ele é chamado de unilocular. Conforme
vai tendo um maior armazenamento, essa gotícula de
gordura vai aumentando em tamanho.
Essa gotícula, também chamada de inclusão de gordura,
acaba ocupando um grande espaço dentro da célula e
isso faz com que o núcleo da célula e as outras organelas
também fiquem empurradas, deslocadas para a periferia
da célula. O tecido adiposo multilocular, também
chamado de tecido adiposo marrom, terá essa coloração
mais amarronzada porque tem uma intensa
vascularização e uma grande quantidade de
mitocôndrias nas suas células. Esse tecido tem várias
gotículas de gordura, daí o nome multilocular. Essas
gotículas são menores e acabam não empurrando o
núcleo pra periferia da célula, assim, não tem um núcleo
deslocado como no tecido unilocular.
O tecido adiposo multilocular ele é mais importante e
está em maior quantidade no recém-nascido controlando
a temperatura do bebê, então ele é um mecanismo de
proteção térmica pro bebezinho que acabou de nascer e
não tem mais ali o quentinho da barriga da mãe para
manter a sua temperatura quando ele vem para o
ambiente aqui fora.
FUNÇÕES DO TECIDO CONJUNTIVO Podemos dar uma
classificação geral em relação ao tecido conjuntivo. O
tecido ósseo, que forma o esqueleto, garante a
sustentação e a estrutura. A proteção dos órgãos internos
contra choques mecânicos fica por conta de tecido
adiposo que também é responsável pelo armazenamento
de energia. O sangue, como tecido conjuntivo, realiza o
transporte de oxigênio, nutrientes e resíduos pelo corpo.
Macrófagos e mastócitos auxiliam na defesa contra
patógenos e na cicatrização de feridas. E o tecido
adiposo, de novo, ajuda a manter a temperatura corporal.
Assim: Sustentação, proteção, armazenamento de
energia, transporte de substâncias, defesa, reparação e
isolamento térmico, são funções do tecido conjuntivo.
TECIDO MUSCULARA principal função desse tecido é gerar movimento.
Movimentou? Tem musculo atuando. As células que
compoe esse tecido são alongadas, porque tem que
encolher para acontecer a contração muscular. 
O movimento pode ser voluntário ou involuntário como
os movimentos do músculo cardíaco. Existe pouca
matriz extracelular porque as células ocupam
praticamente todo o tecido e consequentemente são
muito especializadas, quase não sobra espaço para
matriz extracelular.
O folheto embrionario que origina os músculos, as
células que se diferem em tecido muscular, vem da
mesoderme. Então, podemos dizer que o tecido muscular
é responsável pela movimentação do corpo, contração
dos órgãos e manutenção da postura.
É esse tecido que converte energia química (ATP) em
trabalho mecânico, sendo essencial para a
respiração, digestão e circulação com as principais
funções de movimento, postura e geração de calor
durante a contração muscular.
SUBTIPOS DE TECIDO MUSCULAR
Existe basicamente tres tipos de tecido: Estriado
esquelético, cardíaco e liso. 
Estriado esquelético – É o único que possui
movimentação voluntária e ele possui estrias, daí então o
nome estriado. Possuir estrias significa que aquelas
fibras actinas e miosinas, se organizam em feixes
chamado de sarcomero, esses feixes organizados que
formam as estrias.
A contração do musculo estriado esquelético é muito
rápida e explosiva. Como estão associados ao esqueleto,
na ponta dos músculos há tendões que se ligam aos
ossos. Quando contrai, os músculos diminuem de
comprimento e puxa o outro osso produzindo o
movimento.
Aproximadamente 40% da massa muscular é tecido
muscular estriado esquelético. Óbvio, isso varia, é uma
média. Normalmente está associado ao esqueleto. Nas
duas pontas. Para contrair o braço precisa ter musculo
esqueletico ligado ao osso do braço e antebraço, quando
contrai, ele puxa.
Isso acontece em quase todo tecido estriado esquelético.
Mas, há algumas excessões. No rosto, parte dele está
associado aos ossos, a outra está na pele.
Outra caracteristica digna de nota é que eles são
multinucleares. Agora, a essa altura você já deve ter
percebido que as células musculares não recebem nome
de “célula” nos livros. Assim, a célula muscular será o
miócito ou fibras musculares. O mesmo ocorre com a
membrana plasmática, que nas células musculares, é
chamada de sarcolema. Elas formam o que é chamado de
Túbulos T que são invaginações para dentro do
citoplasma da célula. Retículo endoplasmático é
simplesmente retículo sarcoplasmático. São
especializados porque armazenam uma grande
quantidade de cálcio, importante para a contração
muscular. E o citoplasma, o sarcoplasma. Nele há muito
miofilamentos que são actina e miosina que deslizam
entre eles mesmo gerando a contração muscular.
Cada um desses miócitos, são envolvidos por um tipo
específico de tecido conjuntivo. Esse tecido conjuntivo é
importante porque evita o atrito e consequentemente o
desgaste. Além disso, gera união. Ele pega agrupamentos
de células, e ao unir, faz com que o movimento do tecido
seja mais uniforme.
São 3 tipos de tecido conjuntivo que envolve o tecido
muscular: 1º é o Epimísio que envolve os feixes de
músculo, o músculo inteiro. 2º Perimísio, envolve os
fascículos que são agrupamentos de células. E os
endomísios, o 3º tipo, envolvem cada uma das células do
tecido muscular.
O estriado esquelético possui estrias. Essas estrias
ocorrem pelo alinhamento dos miofilamentos (actina e
miosina). A unidade de alinhamento, é chamada de
Sarcômero. O sarcômero possui alguns nomes
especificos: A banda i, predominam os filamentos de
actina, mais finos. E na banda A onde ocorre a
sobreposição da miosina e actina. No centro da banda i é
possivel observar uma região mais corada, chamada de
linha Z onde ocorre a união entre os filamentos de actina.
Esse arranjo especial das proteínas, se repete ao longo de
toda fibra muscular e o intervalo entre duas linhas z,
corresponde a unidade contrátil da célula muscular, o
sarcomero. No centro da banda A, existe uma região mais
clara que contém apenas filamentos de miosina, a banda
H. Obviamente é mais visível quando as células
musculares estiverem relaxadas .
Contração muscular:
1) Musculo relaxado, se está relaxado, dentro do
reticulo sarcoplasmatico há muito calcio. Para
contrair, será mandado um 2) impulso nervoso que
chega na musculatura, manda os sinais quimicos que
chegam no musculo e ocorre a 3) alteração da
permeabilidade do reticulo sarcoplasmatico. Se
dentro tinha muito calcio, 4) agora que saiu, esse
calcio vai para o sarcoplasma. Quando tem muito
calcio no sarcoplasma, ocorre a 5) exposição dos
sitios de exposição da actina, quando expostos,
ocorre a 6) contração muscular porque a 7) actina irá
deslisar sobre a miosina. Assim, terá o 8)
encurtamento da distância entre as duas actinas das
extremidades. Então, é a actina que deslisa sobre a
miosina em um processo que 9) gasta muito energia
tanto para contrair quanto para relaxar.
Existem 4 fontes de energia para o músculo. A
primeira, ATP. Ele está disponivel no citoplasma,
fazendo respiração celular, está ok, uma pequena
reserva imediata de ATP. Ela te dar energia para
contração muscular de 1 a 2 segundos. Acabou ATP,
entra fosfocreatina que tambem irá fazer umas
modificações na conformação química para gerar
mais atp, da mais uns 8 segundos. Assim, os
primeiros 10 segundos de energia foi ATP e foi para
fosfocreatina. Agora, vem fermentação latica. Acaba,
não é muito eficiente e aumenta o processo de
respiração celular. Por isso, movimentar os
músculos gasta muita energia.
E quanto ao crescimento muscular? A célula
muscular do tecido estriado esquelético é muito
longa e especializada para se dividir. Aqui, ocorre o
aumento no volume dela e não no número dessas
células, ou seja, é uma hipertrofia e não hiperplasia.
Depois de um treino intenso, pode perceber uma
dorzinha quando realiza alguns movimentos,
dependendo do músculo que foi exercitado. Aqui
aconteceu microlesões, ai elas precisam ser
regeneradas e durante a regeneração as células
chamadas de satélites na borda das células,
começam a se diferenciar e fazer parte da célula
muscular fabricando mais actina e miosina, assim, a
célula aumenta em volume e seu musculo inchado.
Quanto mais células musculares forem excitadas,
maior será a força exercida sobre aquilo que está
sendo executado. Então, o que determina a
intensidade muscular, é o número de terminações
nervosas, isto é, mais força, mais miócitos.
Ainda há os tipos de fibras musculares. Fibras
vermelhas e fibras brancas. Isso tem uma diferença
funcional grande, como por exemplo, a musculatura
que possuí fibras vermelhas tem menos força, são
vermelhas por causa da mioglobina. Tem menos
força, mas, tem mais resistencia. Elas são mais lentas
e contínuas. Ja as fibras brancas, é o oposto. Tem
muita força, mas, pouca resistencia. Fibras brancas
também são mais rápidas e descontínuas.
Estriado cardíaco – Se é estriado, também possuí
estrias, se é cardíaco, é no coração. O seu movimento
é involuntário e sua contração é vigorosa, rápida e
rítmica, sístole diástole. Tem que sustentar esse
ritmo, ele acelera e desacelera, mas, mantém um
padrão. O miocárdio é o musculo do coração,
formado por tecido muscular estriado cardíaco.
Unico lugar no nosso corpo que encontramos esse
tipo de tecido.
O início do funcionamento desse músculo acontece
antes do nascimento e só para na morte. Está em
constante movimento, sístole contração e diástole
relaxamento. E vai batendo a vida inteira. Esse
tecido também possui estímulo próprio. O nódulo
sino atrial é o nosso marca-passo natural. Ou seja, o
cérebro controla involuntariamente as batidas do
coração.
Outra característica desse tecido é que suas células
são ramificadas e nelas há discos intercelulares. Isso
da uma adesão muito forte. Até porque aqui existe
aquela junção que falamos anteriormente chamada
de desmossomo, que une fortemente as células e
também, as junções do tipo GAP, favorecendo a
troca de comunicação direta com o citoplasma.Por
fim, possui de 1 a 2 núcleos por célula.
Liso – Ele é involuntário e não possui estrias, por
isso é liso. Logo, a actina e miosina não estão
organizados em sarcômeros. Todos os musculos que
não controlamos, aqueles que possuem contração
involuntária é musculatura lisa, exceto o coração. A
movimentação desse tecido é lenta. Se pensarmos no
intestino, ele está realizando o movimento
peristáltico para empurrar o bolo alimentar. Aqui,
existe apenas 1 núcleo por célula, não possui tubulos
T. Se não tem a formação dos tubulos T, aquela
invaginação da membrana plasmatica, a distribuição
de calcio fica prejudicada, assim, o calcio entra na
célula por pinocitose através de vesículas que
trazem o calcio. É outro mecanismo, mas a função é
a mesma, contraí, mas por movimento peristauticos
que empurram o bolo alimentar em uma direção.
Creio que podemos terminar essa aula falando a
respeito da regeneração dos tecidos. Estriado
cardíaco, não regenera, sem chance. Estriado
esquelético, regenera, pouco, mas regenera. E o
tecido muscular liso, consegue regenerar com maior
eficiencia em relação aos outros.
TECIDO NERVOSO
Os tecidos formam os órgãos, que formam os
sistemas. Assim, o tecido nervoso irá formar os
órgãos do sistema nervoso. A primeira coisa que se
percebe ao estudar o sistema nervoso pela primeira
vez, é que algumas partes estão localizadas dentro
do crânio e da coluna vertebral, enquanto outras
estão espalhadas por todo o organismo.
Assim, o sistema nervoso é dividido em Sistema
Nervoso Central e Sistema Nervoso Periférico (Fig.1).
O SNC, são todas as estruturas neurais localizadas
dentro do crânio e da coluna vertebral. Dentro da
caixa craniana, fica o encéfalo, enquanto a medula
espinhal é a parte que se estende a partir do encéfalo
e percorre o canal da coluna vertebral. As funções
realizadas pelo encéfalo são mais complexas do que
as da medula espinhal, porque envolve as
capacidades cognitivas e afetivas dos seres
humanos.
Três partes principais do encéfalo são identificadas:
o cérebro, formado por dois hemisférios e separados
por um sulco; o cerebelo, como se fosse um " cérebro
" em miniatura, formado também por dois
hemisférios; e o tronco encefálico, uma estrutura
alongada que vai da medula espinhal, sob o cerebelo
e dentro do cérebro. Na superfície do cérebro, as
dobras e sulcos formam o córtex cerebral, onde
estão as funções neurais e psíquicas mais complexas.
As maiores regiões do cérebro são conhecidas como
lobos, então temos: o lobo frontal, o lobo parietal, o
lobo occipital, e o lobo temporal.
Já o cerebelo, também tem dois hemisférios e
possuem três lobos: anterior, posterior e
flóculonodular. Sua superfície também é enrugada, e
as dobras são chamadas de "folhas " e os sulcos de
"fissuras ". O córtex cerebelar tem três camadas:
Molecular, camada de purkinje e camada granular.
Como no cérebro, os núcleos profundos estão
localizados dentro dos hemisférios cerebelares, não
sendo visíveis em uma análise superficial.
O tronco encefálico se subdivide em mesencéfalo e
uma parte mais anterior que se conecta ao
diencéfalo, posicionada no centro do cérebro; a
ponte, uma estrutura protegida; e o bulbo, a parte
mais posterior que se conecta à medula espinhal.
O cerebelo desempenha papéis importantes para
manter o equilíbrio, coordenar movimentos, regular
a tensão muscular, controlar o movimento dos
nossos olhos e até nos ajuda a aprender coisas novas.
Como um cérebro do equilíbrio e do movimento
dentro do cérebro maior .
Há três membranas que envolve todo o sistema
nervoso central, a pia mater, aracnoide e dura mater,
entre essas passa o liquido cefalorraquidiano. O
sistema nervoso periferico, está na periferia, ou seja,
sao todas as celulas do sistema nervoso que esta fora
do encefalo e da medula espinal.
O SNP não é só de nervos que é composto. Ele
também inclui células nervosas agrupadas em
gânglios próximos ao sistema nervoso central e até
mesmo dentro das paredes dos órgãos. Os nervos
têm um trajeto simples: eles começam no sistema
nervoso central, atravessam orifícios no crânio e na
coluna vertebral, e terminam em diferentes órgãos
do corpo.
São como cabos de conexão que levam mensagens
em forma de impulsos elétricos entre o sistema
nervoso central e os órgãos.
Os nervos podem ser encontrados em quase todas as
partes do corpo. Quanto mais perto do sistema
nervoso central, mais grossos eles são, porque têm
muitas fibras nervosas. Quanto mais longe, na
direção dos órgãos, eles se tornam mais finos,
porque algumas fibras se separam ao longo do
caminho.
Existem duas classes de nervos: os nervos espinhais,
e os nervos cranianos. Essas duas classes de
neurônios podem levar informações sensitivas ou
motoras, somáticas ou viscerais. Há nervos que
carregam mais de um tipo de informação, esses são
os nervos mistos.
Neurônios que estão localizados dentro da medula,
ou em gânglios distribuídos fora dela, perto da
coluna vertebral, formam as fibras dos nervos
espinhais. O mesmo acontece em relação as fibras
dos nervos cranianos, a diferença é que os neurônios
estão posicionados em núcleos do encéfalo ou em
gânglios localizados fora dele nas proximidades do
crânio.
Nervos espinhais servem para comandar os
músculos, conduzir as sensações de tato, dor, entre
outros. À medida que as fibras nervosas sensitivas
vão se ligando a filetes nervosos, vão ficando mais
calibrosos. Na altura do punho, por exemplo, os
filetes já formam um feixe calibroso chamado de
nervo mediano. Esse nervo passa pelo antebraço e
pelo braço, reunindo muitas fibras sensitivas e
motoras dessas regiões e, assim, se tornam mais e
mais calibroso. Na altura da axila, algumas fibras do
nervo mediano se separaram e depois se juntam a
outras vindas de regiões diferentes.
Isso acontece várias vezes. Esse conjunto de
fascículos e nervos que se separam e se ligam é
conhecido como plexo, e as fibras do nervo mediano
que estão na altura da axila é o plexo braquial.
Alguns nervos, não formam plexos, vão direto para a
medula espinhal. Próxima a coluna vertebral, as
fibras nervosas que vem do plexo braquial chegam
perto da medula através de orifícios na coluna
vertebral.
Aqui, as fibras sensitivas se separam das fibras
motoras formando dois grupos, as dorsais sensitivas
e as ventrais, motoras. Nas raízes dorsais estão os
gânglios espinhais, onde estão os neurônios
sensitivos que recebem o tato, a dor e qualquer
outra sensação que vem do membro superior.
Os nervos cranianos estão organizados iguais os
nervos espinhais, mas são mais complexos.
Geralmente suas terminações estão distribuídas na
cabeça, onde vão se juntando em filetes mais e mais
calibrosos até formar os nervos propriamente ditos.
Quando os nervos cranianos têm fibras sensitivas,
eles se ligam a gânglios que são iguais aos espinhais,
onde ficam os corpos celulares dessas fibras. Porém,
os nervos cranianos não se dividem em raízes
dorsais e ventrais, que nem os espinhais.
Você pode enxergar o sistema nervoso periférico
como sensores que são encontrados na pele,
músculos, articulações, vísceras e ossos que
traduzem em impulsos bioelétricos várias
informações do ambiente ou próprio do organismo.
Esses sensores recebem o nome de receptores
sensoriais, e ficam de algum modo ligados as fibras
nervosas que constituem os nervos, que são como
cabos que tem a função de conduzir os impulsos
elétricos gerados pelos receptores até o sistema
nervoso central.
Também as informações acontecem no sentido
contrário, quando os impulsos elétricos produzidos
no sistema nervoso central são levados aos músculos
esqueléticos e cardíacos, aos músculos das paredes
das vísceras e as glândulas. La, os impulsos liberam
energia realizando a contração muscular ou secreção
glandular. Já os contatos entre neurônios nos
gânglios espinhais e nos gânglios motores, são como
chips que tem a capacidade de processar
informação, deixando claro que o SNP não tem só
função condutora.
Já os ganglios são aglomerados de corpos celulares
localizados fora do SNC.
Existem diferentes formasde entender como o
sistema nervoso funciona. Diferentes profissionais
olham para ele de maneiras específicas. Psicólogos,
por exemplo, estudam como o sistema nervoso está
relacionado à nossa mente e comportamento. Já
neurobiologistas, que estudam as células do sistema
nervoso, veem o cérebro como uma rede de muitas
células interconectadas, formando circuitos
complexos. Eletrofisiologistas e neuroquímicos
estudam os sinais elétricos e reações químicas que
ocorrem nas células nervosas.
São diversos níveis, sem levar em consideração
pontos de vista não científicos. Ainda tinham
aqueles que pensavam que os fenômenos
psicológicos poderiam ser explicados pelas
atividades fisiológicas, que por sua vez seriam
explicados pelas atividades celulares, e assim por
diante. MAAAAS, não é uma boa reduzir esses níveis
do sistema nervoso escolhendo um em detrimento
do outro, muito menos achar que um é consequência
do outro, não! Eles simplesmente coexistem
simultaneamente.
CARACTERÍSTICAS
A origem embrionaria desse tecido é ectoderma. As
células da ectoderme se diferenciam formando o
tecido nervoso. O tecido nervoso tem pouca ou
nenhuma substancia intracelular, entre elas não tem
nada. Ele possui celulas extremamente
especializadas, principalmente os neuronios.
Quanto mais especializado é um tecido, menor é a
capacidade de regeneração. Além disso, o tecido
nervoso é altamente vascularizado, muitas arterias e
veias porque tem uma atividade metabolica muito
grande. Pensar, gasta energia, por isso, toda hora
está chegando muito oxigenio e nutriente para as
céluals do tecido nervoso que só existe nos animais.
O tecido nervoso tem a função de receber estimulos
internos ou externos e interpretar e transmitir a
resposta. Ele quem permite a integração com o meio
ambiente de forma eficiente, todas reações são
devidas ao tecido nervoso. Além disso, o tecido
nervoso armazena a informação. Tudo o que
aprendemos está armazenado no tecido nervoso.
COMPONENTES DO TECIDO NERVOSO
Neuronio
O neurônio é considerado a unidade fundamental do
sistema nervoso. uma célula especializada na
transmissão de informações com um papel
importante na comunicação entre as diferentes
partes do corpo.
Basicamente são transmitidos sinais elétricos que se
convertem em sinais químicos para se comunicar
com outros neurônios.
Já os gliócitos são as células de suporte no sistema
nervoso. Eles realizam diversas funções importantes
para o funcionamento adequado dos neurônios. Isso
porque se sabe que a célula nervosa produz e veicula
sinais elétricos que são verdadeiros bits de
informação, podendo codificar tudo o que
percebemos a partir do mundo exterior e interior do
organismo, os comandos que damos para os
músculos e glândulas do nosso corpo, e tudo o que
sentimos e pensamos a partir de nossa atividade
mental.
Juntos, neurônios e gliócitos trabalham em
harmonia para garantir a comunicação eficiente e o
funcionamento adequado do sistema nervoso.
Os neuronios podem ter até um metro de
comprimento e são especializadas no impulso
nervoso. Eles tem basicamente o mesmo formato,
mas, podem ter variações. No geral, serão compostos
por dendritos, corpo celular e o axonio. No final do
axonio, terá o que é chamado de terminação axônica
.
Todas essas projeções, sejam dendritos ou axonios, é
chamado de fibras nervosas. É o corpo celular que o
mantém vivo. Como toda célula, o neurônio tem
uma membrana plasmática e um citoplasma com
organelas como mitocôndrias, retículo
endoplasmático rugoso que estão sintetizando e
armazenando substâncias que participam no
metabolismo, organelas como complexo de golgi e
ribossomos que geram energia para o
funcionamento celular. É um gasto de energia
altíssimo para realizar suas funções.
Os dendritos são responsaveis por transmitir os
impulsos nervosos até o corpo celular. São
Ramificações que se comunicam com outros
neurônios. Ele vêm do corpo celular e pode se
comunicar com +10 mil neurônios que estão
próximos a ele.
Enquanto que o axonio é responsavel por transmitir
o impulso nervoso em direção contraria ao corpo
celular. É um prolongamento único, diferente dos
dendritos com suas ramificações. Axônios de
neurônios parecidos muitas vezes se ligam em feixes
no SNC e em nervos no SNP. Essas estruturas
funcionam como cabos de comunicação entre
neurônios posicionados em diferentes locais neurais.
O objetivo é conduzir sinais com a maior velocidade
possível. Assim, o axônio vai estabelecer dois tipos
de neurônios: mielínicos e amielínicos, ou seja, com
ou sem baia de mielina, uma estrutura de gordura e
proteína que reveste o axônio e permite a condução
ultrarrápida dos sinais elétricos produzidos pelos
neurônios.
Percebe-se então que o impulso nervoso é
unidirecional, no sentido dendrito, corpo celular e
axonio.
Na grande maioria dos neuronios, existe a baia de
mielina que é formada por células da glia. Elas tem como
função o isolamento eletrico, aumentando o impulso
nervoso. Entre as células que formam a baia de mielina,
existe pequenos espaços chamados de nódulo de Ranvier
ou nó neurofibroso. São os neuronios responsaveis pela
recepção, interpretações e transmissão das respostas
para as nossas diversas reações do corpo. As outras
células, como da glia, estão ali para auxiliar os neuronios.
Eles ainda podem receber uma classificação morfológica,
há então os neuronios unipolar, que contém um corpo
celular e um axonio, sem dendritos, só tem uma projeção
saindo do corpo celular.
Bipolar, tem duas ramificações saindo do corpo do
neuronio. Sendo assim, um dendrito e um axonio.
Lembrando que o impulso nervoso virá sempre pelo
dendrito, corpo celular e axonio. O pseudounipolar tem
apenas uma projeção do corpo celular, porém, tem uma
ramificação o que faz que uma delas tenha o papel de
dendrito e a outra de um axônio. Por fim, o neuronio
multipolar, mais comum no tecido nervoso, ele tem
varias ramificações saindo do corpo celular, uma delas é
o axonio e as outras, os dendritos
Quanto a sua fisiologia, os neuronios podem ser
sensitivos, motores ou associativos. Neuronios
sensitivos, tambem são chamados sensoriais ou
aferentes, conduzem os impulsos nervosos dos órgãos
dos sentidos até o SNC, ou seja, se toca em algo e sente, é
a partir do neuronio sensitivo que está levando a
informação para o sistema nervoso. Os motores ou
eferentes, fazem o movimento contrario, levam a
informação do SNC até os órgãos efetores, como
musculos ou glandulas. Se vai movimentar o musculo,
essa informação partiu do SNC até o musculo, então,
viajou por neuronio motores. Os associativos ou mistos,
fazem a ligação entre os sensitivos e motores
Ainda há uma outra classificação, que se refere a sua
localização. No SNP há os nervos e ganglios. Nervos
são fibras nervosas, aglomerados de axonios,
enquanto que os ganglios são corpos de neuronios
aglomerados. Esses neuronios do SNC formam a
substancia branca e cinzenta. Na cinzenta ocorre
apenas os corpor celulares dos neuronios, na branca,
ocorre os axonios ou neurofibras. No cérebro, a
substancia cinzenta está na periferia, enquanto a
substancia branca está mais na parte interna. Esse
padrão se inverte na medula espinal, aqui os corpos
celulares estão no meio, o cinzento está no centro e a
branca na periferia
Células da Glia
Os neurônios não são os únicos que atuam no
sistema nervoso. Para garantir que tudo funcione
perfeitamente, contamos com as células da glia.
Entre os gliócitos, temos os astrócitos. São os
maiores gliócitos que tem como função auxiliar na
nutrição dos neuronios. Uma vez que estão ligado
nos vasos sanguineos e nos neuronios, os nutrientes
passam pelos astrócitos antes de chegar nos
neuronios. Eles tambem auxiliam na sustentação
física dos neuronios e na recuperação de lesão
nesses tecidos. Se ocorre uma lesão neuronal, as
células que vão substituir esses neuronios são os
astrócitos .
A substância isolante que envolve os axônios que a
chamamos de mielina, é formada pelo
Oligodendrócito que são menores que os astrocitos e
com menos prolongamentos. Eles formam asbainha
do SNC e não no SNP. No perfiferico são as celulas de
Schawn. Elas são diferentes, não tem essas projeções
dos oligodendrócitos, elas simplesmente se enrolam
no axonio fazendo a bainha de mielina do SNP.
Já as micróglias, são células que atuam no sistema
imunológico defendo o sistema nervoso, removendo
células mortas ou danificadas. A função dessas
células é servir os neuronios, portanto, elas
envolvem, auxiliam na nutrição e proteção dos
neuronios. São simplesmente macrófagos
especializados. Essas células tem a função
fagocitária, fagocitam microorganismo e
diferentemente de outras células, não tem origem
ectodermica e sim mesodermica .
Células ependimárias, responsaveis pelo
revestimento da cavidade do encefalo e da medula.
Consequentemente, essas células estão em contato
com o liquor, assim, em alguns pontos, essas células
podem ter cílios favorecendo a movimentação do
liquor.
A importância dessas células de apoio cresceu muito
de um tempo para cá, principalmente depois que
perceberam que elas lidam com sinais químicos de
orientação do crescimento e da imigração dos
neurônios durante o desenvolvimento, como
também sinais de comunicação entre eles durante a
vida adulta e sinais de defesa e reconhecimento em
situações patológicas, entre outras funções. Uma vez
que os gliócitos interferem na comunicação entre os
neurônios, eles também podem modificar o
conteúdo da informação transmitida.
SINAPSE E COMUNICAÇÃO NEURONAL
As sinapses são comunicações celulares envolvendo
neurônios. Pode ser entre dois neurônios ou entre
um neurônio e um outro tipo de celula. Há dois tipos
de sinapses: químicas e elétricas.
Na sinapse elétrica, o sinal passa diretamente de
uma célula à outra e nenhuma molécula está
intermediando o impulso elétrico. É o trânsito de
íons fluindo através do axônio e ela passa de um
neurônio para outro através de junções
comunicantes. Ou seja, é uma comunicação celular
dependente de contato, mas, nesse caso, envolvendo
neurônios, é chamado de sinapse elétrica.
Na sinapse química, as moléculas chamadas
neurotrasmissores, são liberadas pelo neuronio e se
ligam a um receptor de outra célula que pode ser um
neuronio ou outro tipo celular. Como os
neurotransmissores agem sobre células muito
próximas, esse tipo de sinalização é parácrina, mas,
quando envolvem neuronios, é chamado de sinapse
química. O espaço entre duas extremidades do
neurônio, é chamado de espaço sináptico.
O neurônio que libera os neurotransmissores, é
chamado de présináptico, e o que possui receptores
onde os neurotransmissores são captados, é
chamado de neurônio pós-sináptico.
Portanto, o tipo de comunicação envolvida, é de uma
sinapse química pois envolve a liberação de um
mensageiro: os neurotransmissores que se ligam a
um receptor. Os neurotransmissores ficam
armazenados em vesículas chamadas de vesículas
pré-sináptica, eles são então liberados no espaço
sináptico e posteriormente se ligam ao receptor. Na
sinapse elétrica, o impulso elétrico transita
diretamente entre uma célula e outra sem a
intermediação de células sinalizadoras. Isso é
possível, graças as junções comunicantes entre as
duas células. Trata-se de uma comunicação celular
dependente de contato, mas, nesse caso específico, é
chamado de sinapses elétricas. 
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Centro Educacional Sete de Setembro
 curso de "HISTOLOGIA".

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