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Escatologia (Jovens e Adultos) - Humberto Schimitt Vieira

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1
Revista para a Escola Bíblica Dominical e Discipulado - Nº 14
2
Expediente
AUTORES
Pr. Humberto Schimitt Vieira (Lições de 1 a 9 e 15 a 16)
Pr. James Schimitt Vieira (Lições 10 a 14)
EDITOR
Pr. James Schimitt Vieira
REVISÃO DOUTRINÁRIA
Conselho de Doutrina da Convenção de
Ministros da IPAD – Ministério Restauração
REVISÃO GRAMATICAL E ORTOGRÁFICA
Ana Schimitt
Isabel Cristina Schimitt Vieira
Moisés Alves
Mári Schirmer
DIAGRAMAÇÃO
Ramo da Videira
Capa
Mári Schirmer
3
Apresentação
E scatologia é um tema que move a atenção
de praticamente todas as pessoas, seja qual for sua religião ou
credo. Afinal, como serão os últimos acontecimentos? Parece
óbvio que este planeta não permanecerá indefinidamente. Seus
sinais de exaustão já são percebidos. Sua insignificância rela-
tivamente ao universo impressiona. Então, o que dizer do frá-
gil ser humano que nele habita? Para onde vamos? Como serão
as próximas gerações? Até quando a vida será sustentável? O
que acontecerá após a morte?
Essas e outras questões relativas aos últimos aconteci-
mentos são respondidas de maneira impressionante pela Bíblia
Sagrada. É sobre esse tema que esta revista se dedica.
Não temos a presunção de esgotar o assunto. Este ma-
terial não é um curso teológico exaustivo. Mas procuramos
contemplar as principais questões relacionadas ao tema, esta-
belecendo uma linha que proporcionará ao aluno uma com-
preensão melhor do assunto e a facilitação para um futuro
detalhamento do mesmo. Desejamos que a revelação
do Espírito Santo esteja atuando sobre cada vida, vivificando
e confirmando cada palavra colocada neste trabalho.
Deus o abençoe. Bom estudo!
4
Índice
Lição 1: Escatologia Bíblica ......................................................... 5
Lição 2: Evidências da Realidade após a Morte ............................... 8
Lição 3: Vida após a Morte .......................................................... 11
Lição 4: Predições sobre a Primeira Vinda de Cristo ....................... 14
Lição 5: As Predições Históricas entre a Ressurreição
de Jesus Cristo e os Últimos Dias ................................................ 18
Lição 6: Sinais dos Tempos do Fim .............................................. 22
Lição 7: Sinais da Vinda de Jesus ................................................. 26
Lição 8: Sinais da Vinda de Jesus Relativos à Igreja ......................... 31
Lição 9: Vinda de Jesus Cristo ..................................................... 36
Lição 10: Tribunal de Cristo ........................................................ 39
Lição 11: Bodas do Cordeiro ....................................................... 43
Lição 12: A Grande Tribulação I .................................................. 47
Lição 13: A Grande Tribulação II .................................................. 50
Lição 14: A Grande Tribulação III ................................................. 54
Lição 15: Final da Grande Tribulação e Início do Milenio ................ 58
Lição 16: Milênio e Juízo FinaI .................................................... 61
5
I. As Predições BíblicasI. As Predições BíblicasI. As Predições BíblicasI. As Predições BíblicasI. As Predições Bíblicas
1. Propósito1. Propósito1. Propósito1. Propósito1. Propósito
As predições bíblicas nunca perdem o valor,
mesmo depois de cumpridas. Antes de se cumpri-
rem, elas servem para preparar o povo de Deus para
os acontecimentos futuros, exortando-o, edificando-
o e consolando-o (leia 1 Co 14.3). Porém, depois de
cumpridas, elas ainda servem para os propósitos di-
vinos, pois passam a ser uma chancela divina para a
Bíblia Sagrada. Ou seja, Deus demonstra, pelo cum-
primento das predições passadas, que as predições
futuras também se cumprirão. Veremos, nessa lição,
Escatologia BíblicaEscatologia BíblicaEscatologia BíblicaEscatologia BíblicaEscatologia Bíblica
O termo “escatologia” vem de duas
palavras gregas: éschatos, que significa “úl-
timo”, e logos, que significa “estudo”. Por-
tanto, escatologia é o “estudo das últimas
coisas”.
Entretanto, mais do que se dedicar ao
estudo do final da dispensação da igreja, a
escatologia bíblica, além de enfocar as profe-
cias preditivas a esse respeito, também se de-
bruça sobre o estudo daquilo que vem após o
fim da dispensação da igreja. Assim, tanto o
milênio e os acontecimentos que lhe sucedem,
quanto o estado eterno após a morte, tam-
bém fazem parte desse estudo.
alguns aspectos importantes sobre as predições
bíblicas.
2. A relação entre profecia e pre-
dição
A palavra hebraica para profeta é “nabi” e
significa “anunciador”, “declarador”, donde se ve-
rifica que profecia significa uma declaração de Deus.
Por outro lado, segundo o léxico grego de Strong,
a palavra grega para profecia pode significar tanto
(a) o discurso que emana da inspiração divina e que
declara os propósitos de Deus, seja pela reprova-
ção ou admoestação do iníquo, ou para o conforto
do aflito, ou para revelar coisas escondidas, quanto
(b) a predição de eventos relacionados com o reino
de Deus.
Assim, a profecia é o gênero, enquanto a
predição é uma espécie, um tipo de profecia. Por-
tanto, toda predição é uma profecia, mas nem toda
a profecia é uma predição. Em resumo, a profecia
pode revelar tanto alguma coisa que já ocorreu –
mas que estava oculta (leia 2 Sm 12.7-9), como o
propósito de Deus no presente - edificando, con-
solando e exortando (leia 2 Sm 12.13), como, ain-
da, um acontecimento no futuro, sendo, nesse últi-
mo caso, uma predição (leia 1 Sm 13.10-14).
II. A InterpretaçãoII. A InterpretaçãoII. A InterpretaçãoII. A InterpretaçãoII. A Interpretação
1. A linguagem das predições1. A linguagem das predições1. A linguagem das predições1. A linguagem das predições1. A linguagem das predições
A linguagem usada nas predições bíblicas
nem sempre é literal. Jesus ensinou que o próprio
Deus, propositalmente, fala de uma maneira que
as pessoas precisem depender dEle para enten-
IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução
“porque nunca jamais qualquer profecia foi
dada por vontade humana; entretanto, homens
[santos] falaram da parte de Deus, movidos
pelo Espírito Santo.” (2 Pe 1.21)
IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãooduçãoIntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãooduçãoIntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãooduçãoIntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãooduçãoIntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãooduçãoIntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãooduçãoIntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãooduçãoIntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãooduçãoIntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãooduçãoIntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução
liçãoliçãoliçãoliçãolição
01
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der os Seus mistérios (leia Mt 13.9-17; 11.25-27),
para que ninguém se glorie diante dEle (leia Jr
9.23,24), de modo que a humildade é caminho es-
sencial para entender a profecia divina (leia Tg 4.6).
Assim, por exemplo, cada semana da profe-
cia de Daniel é composta de sete anos e não de sete
dias (leia Dn 9.22-24). A profecia do Apocalipse,
num outro exemplo, expressamente adverte: “Aqui
está a sabedoria. Aquele que tem entendimento
calcule o número da besta, pois é número de ho-
mem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e
seis” (leia Ap 13.18).
2. O método de interpretação
Assim, a profecia não pode ser interpretada
ao bel-prazer do intérprete, mas devemos deixar
que o Espírito Santo e, por meio da interpretação
sistemática, a própria Bíblia nos revele a intenção
de Deus. Quando o leitor não entende alguma coi-
sa, deixe “no armário” da memória e, ao seu tempo,
entenderá o que lhe parecia oculto.
III. O TIII. O TIII. O TIII. O TIII. O Tema Central daema Central daema Central daema Central daema Central da
PrPrPrPrProfecia Bíblicaofecia Bíblicaofecia Bíblicaofecia Bíblicaofecia Bíblica
O tema central da Bíblia é Jesus (leia Ef
1.9,10), conforme verificamos em todas as porções
bíblicas:
1. O Filho do Homem
Do livro de Gênesis a Malaquias, as predi-
ções apontamSobre esse momento, há predições de
Salomão registradas no livro de Cantares: “O meu
amado fala e me diz: Levanta-te, querida minha, for-
mosa minha, e vem. Porque eis que passou o inver-
no, cessou a chuva e se foi; aparecem as flores na
terra, chegou o tempo de cantarem as aves, e a voz
da rola ouve-se em nossa terra. A figueira começou
a dar seus figos, e as vides em flor exalam o seu
aroma; levanta-te, querida minha, formosa minha, e
vem” (Ct 2.10-13). Salomão detalha que, antes da
figueira dar o fruto, “aparecem as flores na terra” e
se ouve a voz da rola. Mais uma vez, a Bíblia fala no
florescimento da figueira.
Por outro lado, sabemos que a pomba é sím-
bolo do Espírito Santo (Lc 3.22). Assim, entende-
mos que a volta da voz da rola se cumpriu com o
movimento pentecostal, que varreu o mundo no iní-
cio do Século XX.
A voz da rola, a figueira dando flores, é a pri-
mavera que chegou. É o momento do noivo convidar a
noiva para se levantar e preparar-se para o encontro.
“O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve,
diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser
receba de graça a água da vida” (Ap 22.17).
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Anotações
26
Sinais daSinais daSinais daSinais daSinais da
Vinda de JesusVinda de JesusVinda de JesusVinda de JesusVinda de Jesus
“Porquanto se levantará nação contra
nação, reino contra reino, e haverá fomes e
terremotos em vários lugares” (Mt 24.7)
IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução
liçãoliçãoliçãoliçãolição
07
Jesus divide os sinais dos tempos em
duas classes: (a) Sinais que, apesar de mostra-
rem que o relógio de Deus estaria se moven-
do, não indicariam, contudo, a proximidade
do fim (Mt 24.6; Mc 13.7; Lc 21.8), e (b)
sinais que indicariam que o “tempo do fim” já
haveria chegado, demonstrando a proximida-
de da vinda de Jesus.
Vimos que o grande sinal de que o tem-
po do fim começou foi o restabelecimento de
Israel, que ocorreu na metade do século passa-
do. A partir daí, uma série de eventos foram
deflagrados, demonstrando um contexto de acor-
do com a profecia bíblica a indicar que o fim do
tempo da igreja na terra está próximo.
Assim como há duas classes de sinais
se os classificarmos de acordo com a proximi-
dade da vinda de Jesus, assim também há dois
tipos de sinais quando os classificamos de acor-
do com o ambiente em que se manifestam.
Temos, assim, (a) sinais relativos ao mundo e
(b) sinais relativos à igreja. Estudaremos, nes-
ta lição, os sinais relativos ao mundo.
I. Sinais na NaturezaI. Sinais na NaturezaI. Sinais na NaturezaI. Sinais na NaturezaI. Sinais na Natureza
1. Grandes terremotos (Lc 21.11;1. Grandes terremotos (Lc 21.11;1. Grandes terremotos (Lc 21.11;1. Grandes terremotos (Lc 21.11;1. Grandes terremotos (Lc 21.11;
Mt 24.7; Mc 13.8)Mt 24.7; Mc 13.8)Mt 24.7; Mc 13.8)Mt 24.7; Mc 13.8)Mt 24.7; Mc 13.8)
Os críticos da Bíblia dizem que terremotos
sempre existiram, e que não se pode dizer que a
quantidade deles aumentou, pois o crescente nú-
mero de registro desse fenômeno, nos tempos atu-
ais, deve-se ao avanço na tecnologia de detecção
dos sismos e ao aumento considerável também do
número de sismógrafos instalados no mundo.
Esses argumentos seriam válidos se Jesus ti-
vesse afirmado simplesmente que haveria terremotos.
Porém, o Evangelho de Lucas assevera que seriam
“grandes” terremotos (“grande”, do grego, “megas”),
ou seja, terremotos de grande repercussão.
Ora, a repercussão de um terremoto é me-
dida por dois elementos: (1) número de mortos e
(2) montante do prejuízo econômico.
O terremoto que causou o maior prejuízo
em todos os tempos aconteceu no ano em que
estamos escrevendo este texto: 2011. No dia 11
de março, um poderoso terremoto no mar provocou
uma onda gigantesca que arrasou a costa nordeste
do Japão. Segundo a Agência Nacional da Polícia
Japonesa, foram 15.597 mortos; 4.980 desapare-
cidos; 5.694 feridos; 125.000 prédios destruídos
ou danificados; e o prejuízo recorde em toda a his-
tória mundial alcançou a casa dos 300 bilhões de
dólares.
Por outro lado, segundo publicado na
Wikipedia, dos 14 terremotos mais mortíferos ocor-
ridos nos últimos 1500 anos, 6 ocorreram nos últi-
mos 100 anos e, desses seis, 4 depois de 1948.
Ou seja, 30% dos piores terremotos dos últimos
1.500 anos ocorreram nos últimos 60 anos, o que
representa apenas 5% de todo período. Vemos que
a média dos últimos 60 anos foi, então, seis vezes
maior do que em todo o período avaliado.
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Os mais mortíferos terremotos da história
Lugar Ano Número de mortos
Antioquia, Turquia 525 250.000
Damghan, Irã 856 200.000 (estimado)
Ardabil, Irã 893 150.000
Alepo, Síria 1.138 230.000
Shaanxi, China 1.556 820.000
Genroku, Japão 1.703 108.800
Lisboa, Portugal 1.755 Entre 10.000 e 100.000
Messina, Itália 1.908 123.000
Gansu, China 1.920 235.000
Kanto, Japão 1.923 142.000
Asgabat, Turcomenistão 1.948 110.000
Tangshan, China 1.976 650.000 (segundo o governo)
Sumatra, Indonésia 2.004 230.000
Haiti 2.010 316.000 (segundo o governo)
2. Grandes sinais no céu
Neste tópico, destacamos não somente os
sinais naturais, mas também aqueles em que inter-
ferência humana tem levado à ocorrência. Um dos
fatos mais significativos que ocorreu após 1948 foi
o início da chamada Era Espacial, no dia 12 de abril
de 1961, quando o russo Yuri Gagarin, primeiro
homem a ir ao espaço, deu uma volta completa em
órbita ao redor do planeta, a bordo da nave Vostok I.
A corrida espacial teve um marco histórico da hu-
manidade, também, na conquista da lua, pelos as-
tronautas Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael
Collins, que, em 20 de julho de 1969 alunissaram.
O fantástico significado da conquista espacial se
resume na frase dita por Armstrong ao dar o primei-
ro passo de um homem na lua: “um pequeno passo
para o homem, mas um grande salto para a humani-
dade”. O feito foi assistido por milhões de pessoas,
ao redor do mundo, por meio da televisão.
II. Epidemias (Lc 21.11)II. Epidemias (Lc 21.11)II. Epidemias (Lc 21.11)II. Epidemias (Lc 21.11)II. Epidemias (Lc 21.11)
Apesar do aperfeiçoamento da ciência mé-
dica, o período posterior a 1948 é marcado pelo
surgimento de pandemias (epidemias mundiais) e,
inclusive, da mais longa pandemia infecto-contagio-
sa da história da humanidade: a AIDS.
1. Gripe Asiática
Em fevereiro de 1957, surgiu a pandemia
chamada Gripe Asiática que, em menos de dez
meses, atingiu a população mundial, afetando de
20% a 90% da população, conforme as áreas afeta-
das. Somente nos Estados Unidos, morreram mais
de 70.000 pessoas.
2. Síndrome da Imunodeficiência
Adquirida (SIDA ou AIDS – do inglês
Acquired immune deficiency syndrome).
Em 1980, foi isolado o vírus da AIDS e, no
ano seguinte, o Centro de Controle e Prevenção de
Doenças dos Estados Unidos reconheceu a exis-
tência da epidemia. A AIDS, hoje, é considerada
uma pandemia (epidemia mundial). Segundo os últi-
mos dados publicados pela própria Organização
Mundial de Saúde (OMS) em sua página na internet,
essa pandemia já atingiu mais de 63 milhões de
pessoas, sendoque mais de 30 milhões já morre-
28
ram, e, em 2009, estimava-se em 33,3 milhões de
pessoas contaminadas pelo vírus HIV. Apesar de to-
dos os esforços envidados pelos governos, labora-
tórios, universidades e entidades supranacionais, até
hoje não foi encontrada a cura para a enfermidade.
3. Diabetes tipo 2
Há dois tipos de diabetes. O do tipo 1 é
mais raro, e ocorre quando o sistema imunológico
da pessoa ataca células do próprio pâncreas. Nor-
malmente, atinge somente crianças e adolescentes.
No do tipo 2, que atinge os adultos, “parece haver
uma diminuição na resposta dos receptores de glicose
presentes no tecido periférico à insulina, levando ao
fenômeno de resistência à insulina. As células beta
do pâncreas aumentam a produção de insulina e, ao
longo dos anos, a resistência à insulina acaba por
levar as células beta à exaustão” (Wikipedia).
A Organização das Nações Unidas (ONU)
reconhece o diabetes como uma pandemia. Hoje,
segundo a OMS, por volta de 250 milhões de pes-
soas sofrem dessa enfermidade, numa amplitude
mundial, atingindo, assim, 5% da população adulta.
No Brasil, 12% da população sofre de diabetes. Essa
explosão de crescimento do diabetes se deu a partir
de 1980. Calcula-se que, em 14 anos, haverá 380
milhões de diabéticos.
4. Síndrome Respiratória Aguda
(SARS, do inglês Severe Acute Respiratory
Syndrome)
Pneumonia atípica, começada na China, que
atingiu o mundo no ano de 2003.
5. Gripe A
Em 2009, o governo mexicano anunciou a
morte de 150 pessoas em razão da gripe provocada
pelo vírus H1N1. No dia 11 de junho de 2009, a
OMS reconheceu-a como uma pandemia, ou seja,
uma epidemia de âmbito mundial.
6. “Supermicróbios”
Embora a mídia pouco comente, uma nova
ameaça mundial surge em nossos dias. Nos últimos
20 anos, microorganismos comuns, cujas infecções
eram facilmente curáveis, se tornaram resistentes
aos antibióticos, transformando-se em “supermicró-
bios”. Isso tem atingido milhões de pessoas com as
chamadas “infecções hospitalares”. Para que se te-
nha uma ideia, segundo informação publicada pela
OMS, em 2009, mais de 500.000 pessoas são con-
taminadas anualmente com um “superbacilo” de
tuberculose, resistente aos medicamentos.
Poderíamos enumerar outras pestilências
que têm surgido nos últimos anos de uma forma
assustadora, porém o espaço não nos permite. Cer-
to é que os sinais do tempo do fim estão aí. Só não
os vê quem não quer.
III. Sinal na Geopolí-III. Sinal na Geopolí-III. Sinal na Geopolí-III. Sinal na Geopolí-III. Sinal na Geopolí-
ticaticaticaticatica
Enquanto Jesus disse que, antes de come-
çar o “tempo do fim”, haveria guerras, rumores de
guerras e revoluções (Lc 21.10; Mt 24.6; Mc 13.7),
também afirmou que, nesse período chamado “tem-
po do fim”, e que antecederia imediatamente a Sua
vinda, se levantaria “nação contra nação e reino con-
tra reino” (Mt 24.7; Mc 13.8; Lc 21.11).
Com o início do tempo do fim, as guerras e
revoluções de alcance mundial deram lugar para as
guerras e revoluções localizadas. Porém, o que acon-
teceu foi justamente o que Jesus predisse: um le-
vante de nação contra nação, mas sem guerra.
No final da década de 1940, após a II Guer-
ra Mundial, o mundo se dividiu em dois grandes
blocos: um liderado pelos Estados Unidos e, o ou-
tro, pela União Soviética. Exatamente no começo
do “tempo do fim”. A esse fenômeno, deu-se o
nome de Guerra Fria. Em muitos momentos, pare-
cia que o mundo estava às portas de uma III Guerra
Mundial, porém, para que se cumprisse a profecia,
essa guerra não ocorreu.
Entendemos que, de acordo com a predição
de Jesus, não haverá outra guerra mundial antes da
vinda de Jesus para arrebatar a Sua igreja.
IVIVIVIVIV. Sinais na Economia. Sinais na Economia. Sinais na Economia. Sinais na Economia. Sinais na Economia
1. Fome crônica1. Fome crônica1. Fome crônica1. Fome crônica1. Fome crônica
Jesus afirmou que um dos sinais da proximi-
dade da Sua vinda seria a ocorrência de “fome em
vários lugares” (Mt 24.7; Mc 13.8; Lc 21.11). É
incompreensível que num momento em que a
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biotecnologia alcançou seus mais altos níveis, mi-
lhões seguem passando fome.
Segundo o programa “Acabar com a Fome”,
da ONU, em 2011 mais de um bilhão de pessoas
sofrem de fome crônica. Ou seja, não é que passem
fome alguns dias na semana, senão que vivem per-
manentemente famintas.
O mais impressionante é que, apesar dos
esforços, o número de famintos tem aumentado
nos últimos dez anos.
2. A insuficiência das políticas con-
tra a fome
Em 1974, a Organização de Alimentos e Agri-
cultura da ONU (FAO) fixou a meta para erradicação
da fome até 1984. O ufanismo humano parecia ter
razão ante o avanço da biotecnologia, a mecanização
da agricultura e poderosos agrotóxicos para destrui-
ção das pragas. Parece que a profecia de Jesus sobre a
fome nos últimos tempos havia “furado”.
Entretanto, a meta não foi cumprida. Pelo
contrário, o site da FAO informa que, em 2009, o
número de subnutridos chegou ao maior nível des-
de 1970, ano em que o dado começou a ser levan-
tado: um bilhão e vinte milhões de pessoas em
estado de subnutrição.
3. Desastres econômicos mundiais
No ano em que esta revista está sendo es-
crita, o mundo está tentando a recuperação de uma
crise que abalou o mercado financeiro mundial, co-
meçando nos Estados Unidos, a nação mais pode-
rosa da Terra. No final de julho de 2011, as man-
chetes internacionais deixam todos estupefatos ao
mostrarem a derrota da política econômica do pre-
sidente americano no parlamento daquele país, que
impediu o governo de aumentar seu endividamento
para financiar as contas públicas. É uma crise devas-
tadora naquela nação que outrora foi símbolo da
pujança econômica. Com a globalização, as crises
regionais acabam atingindo um cada vez mais am-
plo espectro de países.
VVVVV. Sinais Sociológicos. Sinais Sociológicos. Sinais Sociológicos. Sinais Sociológicos. Sinais Sociológicos
1. Desintegração da família1. Desintegração da família1. Desintegração da família1. Desintegração da família1. Desintegração da família
A profecia prevê, como um sinal da vinda de
Jesus, a desintegração da família, com vínculo fami-
liar abalado (Mc 13.12; 2 Tm 3.1,2). Quanto a este
item, não é preciso comentar, pois a realidade que
nos cerca fala mais alto do que qualquer argumento.
Sendo a família a base da sociedade, toda a estrutu-
ra social está sendo atingida em direção à falência.
2. Materialismo e consumismo
Jesus comparou os dias de sua vinda com os
dias de Noé e de Ló (Mt 24.37-39; Lc 17.26-29).
O Senhor resumiu tanto os dias de Noé quanto os
dias de Ló como sendo tempos em que “comiam,
bebiam, compravam, vendiam, plantavam, edificavam,
casavam e davam-se em casamento”: um estilo de
vida resumido em oito verbos. É o retrato da socie-
dade materialista em que vivemos.
Paulo assim descreve o caráter do tecido
social nos tempos finais: “Sabe, porém, isto: nos
últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os
homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, ar-
rogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais,
ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis,
caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do
bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos
prazeres que amigos de Deus” (2 Tm 3.1-4).
3. Mul t ip l i cação da c iênc ia ( l e i a
Dn 12.4)
Segundo dados publicados na página da
National Science Foundation (Fundação Nacional de
Ciência, dos Estados Unidos), os diversos ramos da
ciência, em média, duplicam a cada 8 anos. Porém,
na área tecnológica de ponta, a ciência dobra em
menos de 2 anos.
Hoje, o grande crescimento da tecnologia
se deve, especialmente, à existência do computa-
dor. Por isso, é de impressionar que os primeiros
computadores foram criados exatamente no momen-
to histórico que Jesus fixou como o início do tempo
do fim: o momento do ressurgimento de Israel, o
florescimento da figueira. O primeiro computador
digital foi criado em 1946 – o ENIAC (Electronic
Numerical Integrator and Computer). Porém a evo-
lução do computador, por sua vez, bem exemplifica
o quea Bíblia queria dizer com a multiplicação da
ciência. O mês de maio de 1949, um ano após a
fundação do Estado de Israel, é considerado o mês
de nascimento da computação moderna. Maurice
Wilkes, com uma equipe da Universidade de
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Anotações
ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão
Cambridge, executou o primeiro programa armaze-
nado no computador EDSAC (Electronic Delay
Storage Automatic Calculator). Baseado nas
idéias de John von Neumann sobre computadores
de programa armazenado, o EDSAC foi o primeiro
computador totalmente funcional a usar a atual ar-
quitetura de computadores.
A evolução da computação bem demonstra
o que Deus queria dizer com “multiplicação da ci-
ência”. O ENIAC, de 1946, custava, em valores
corrigidos para hoje, mais de seis milhões de dóla-
res, pesava 30 toneladas, ocupava uma área de
160m² e fazia 5.000 cálculos por segundo. Hoje,
se pode comprar, no Brasil, um computador com
processador Intel Core i7 por pouco mais de mil
reais, para usar em cima da mesa, e que faz cem
bilhões de operações por segundo. Ou seja, em 60
anos a velocidade cresceu 20 milhões de vezes, e o
computador ficou 7.500 vezes mais barato. Se mul-
tiplicarmos a redução do preço pela velocidade, te-
remos o aumento da produtividade, ou seja, a ciên-
cia da computação multiplicou sua produtividade
150 milhões de vezes. E tudo isso depois que a
“figueira floresceu”. Seria uma coincidência? Po-
rém, estamos fazendo uma comparação com um com-
putador doméstico. Se compararmos com o compu-
tador Mira, que a IBM estará lançando em 2012, a
distância fica ainda maior, pois, segundo o portal de
notícias Terra, esse computador fará 10 quatriliões
de operações por segundo, isto é, 2 trilhões de
vezes mais rápido que o vovô ENIAC! É uma coisa
difícil até de entender. Seria o cumprimento dessa
profecia justamente no tempo designado por Jesus
apenas mais uma “coincidência”?
Ao vermos os sinais da vinda de Jesus se cumprindo,
não podemos ter isso apenas como uma curiosidade, mas
como um alerta para estarmos vigilantes, sabendo que
estamos em uma batalha pela nossa alma (leia Jd 1.3).
31
IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução
I. TI. TI. TI. TI. Tempos Difíceisempos Difíceisempos Difíceisempos Difíceisempos Difíceis
1. A corrupção do ser humano1. A corrupção do ser humano1. A corrupção do ser humano1. A corrupção do ser humano1. A corrupção do ser humano
“Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobre-
virão tempos difíceis, pois os homens serão egoís-
tas, avarentos, jactanciosos, arrogantes,
blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos,
irreverentes, desafeiçoados, implacáveis,
caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos
do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais ami-
gos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma
de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge
também destes” (2 Tm 3.1-5).
Essa é a condição da sociedade moderna. O
grande desafio que a igreja enfrenta é de manter a
postura de sal da terra e luz do mundo. Infelizmen-
te, a pressão do mundo tem feito com que igrejas e
líderes se deixem influenciar por esse ambiente.
Temos que estar conscientes de que, apesar dos
tempos serem difíceis, não devemos nos corrom-
per, nem tampouco enfrentar as pessoas que se apre-
sentam com as características apresentadas pelo
Sinais da VindaSinais da VindaSinais da VindaSinais da VindaSinais da Vinda
de Jesusde Jesusde Jesusde Jesusde Jesus
Relativos à IgrejaRelativos à IgrejaRelativos à IgrejaRelativos à IgrejaRelativos à Igreja
“Vigiai, pois, porque não sabeis o
dia nem a hora.” (Mt 25.13)
Assim como os acontecimentos relati-
vos a Israel serviram para demonstrar que o
tempo do fim havia chegado, os acontecimen-
tos relativos à igreja indicam que a vinda de
Jesus está muito próxima. Estudaremos, nesta
lição, esses sinais.
apóstolo Paulo. Sua recomendação é “foge também
destes”, ou seja, evita, dentro do possível, a convi-
vência com tais “pessoas”.
2. Esfriamento do Amor
a) Consequência da multiplicação da
iniquidade
Jesus foi enfático ao afirmar que, “por se
multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de qua-
se todos” (Mt 24.12). Vemos que o primeiro sinal
- tempos difíceis e a iniquidade do ser humano -
provoca, por meio da iniquidade, o segundo sinal:
esfriamento do amor.
b) Caracterizado pela desobediência
à Palavra
A Bíblia é clara, não deixa dúvidas, sobre o
que caracteriza o amor de Deus na vida do cristão:
“Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus:
quando amamos a Deus e praticamos os seus man-
damentos. Porque este é o amor de Deus: que guar-
demos os seus mandamentos; ora, os seus manda-
mentos não são penosos, porque todo o que é nas-
cido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que
vence o mundo: a nossa fé” (1 Jo 5.2-4).
Logo, esse esfriamento do amor produz a
desobediência à palavra de Deus.
c) Distinguindo o falso do verdadei-
ro amor
É importante explicar por que a Bíblia diz
que, para amarmos os filhos de Deus, devemos amar
liçãoliçãoliçãoliçãolição
08
32
a Deus e praticar os Seus mandamentos. Isso é as-
sim porque o amor ao próximo que não á baseado na
palavra de Deus será baseado na afinidade.
Assim, quando amamos somente àqueles
pelos quais “sentimos” amor, baseados em nossa
emoções, amaremos uma parcela mínima dos
crentes, somente àqueles com quem temos
afinidade, deixando de amar aqueles nos quais
achamos defeitos ou por quem não sentimos
afinidade. Assim, somente vai amar a todos os ir-
mãos aquele cristão que ama não porque sente
afinidade, mas porque é obediente à palavra de
Deus, que nos manda amarmos uns aos outros
(leia Jo 15.12,17; Rm 12.10; 1 Pe 1.22).
O pastor da igreja em Éfeso tinha muitas
qualidades. Porém, uma coisa o Senhor tinha contra
ele: havia abandonado o primeiro amor (Ap 2.2-4).
Para quem já deixou o primeiro amor, Jesus
adverte: “lembra-te, pois, de onde caíste, arrepen-
de-te e volta à prática das primeiras obras” (Ap 2.5).
E para quem está lutando para seguir amando a Deus
e aos irmãos, Jesus estimula: “aquele, porém, que
perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt 24.13).
II. Dormência Espiritu-II. Dormência Espiritu-II. Dormência Espiritu-II. Dormência Espiritu-II. Dormência Espiritu-
al e Mornidãoal e Mornidãoal e Mornidãoal e Mornidãoal e Mornidão
Jesus, na parábola das dez virgens, adverte
que os últimos tempos seriam de dormência espiri-
tual. É sintomático que todas as virgens adormece-
ram (leia Mt 25.5). Logo adiante, Jesus dá a enten-
der que, embora as virgens prudentes tivessem azei-
te em suas vasilhas, não havia abundância (leia Mt
25.8,9).
As cartas às sete igrejas da Ásia, no Apocalipse,
demonstram uma cronologia da história da igreja.
As duas últimas igrejas são as de Filadélfia e a de
Laodicéia. Essas duas representam as duas igrejas
do arrebatamento. A de Filadélfia, com pouca força
segundo os homens, mas que guarda a palavra de
Deus e não nega o Seu nome (Ap 3.8); a de Laodicéia,
por sua vez, pujante segundo os parâmetros hu-
manos, mas repulsiva ao gosto de Jesus (Ap 3.15-17).
A primeira subirá; asegunda ficará.
Por isso, quando se referia ao tempo do fim,
Jesus foi sempre enfático em sua advertência: vigiai
(leia Mc 13.35; Mt 24.42).
III. Espírito do EnganoIII. Espírito do EnganoIII. Espírito do EnganoIII. Espírito do EnganoIII. Espírito do Engano
Jesus advertiu para o fato de que um dos
sinais da proximidade de Sua vinda seria o
surgimento de falsos profetas (leia Mt 24.11).
O apóstolo Paulo fala com mais detalhes
sobre o assunto em 2 Ts 2.11,12. Nessa passa-
gem, a Bíblia explica que o próprio Deus possibilita
a existência desses espíritos de engano, a fim de
que as pessoas que querem milagres, mas não que-
rem a verdade, sejam iludidas pela sua própria cobi-
ça. Ou seja, Deus não quer que alguém vá para a
glória simplesmente porque quis um milagre, mas
Deus quer consigo os que amam a verdade.
Paulo também adverte a Timóteo sobre o
trabalho desses espíritos enganadores nos tempos
do fim (leia 1 Tm 4.1).
O espírito de engano, por meio de aparen-
tes manifestações de Deus, leva a própria pessoa
que é instrumento do engano a ser enganada. Em
outras palavras, a pessoa que engana está sendo
também enganada, sendo vítima e vilã ao mesmo
tempo. Tanto é assim que vão discutir com o pró-
prio Senhor, sustentando serem salvas (leia atenta-
mente Mt 7.21-23).
IVIVIVIVIV. Enfrentamento do. Enfrentamento do. Enfrentamento do. Enfrentamento do. Enfrentamento do
Espírito do AnticristoEspírito do AnticristoEspírito do AnticristoEspírito do AnticristoEspírito do Anticristo
O espírito do Anticristo já está presente no
mundo (1 Jo 4.3; 2 Ts 2.7).
1. A ação do Anticristo
Quando fala sobre o Anticristo, a Bíblia
fala que “fará segundo a sua vontade, e se levan-
tará, e se engrandecerá sobre todo deus; contra
o Deus dos deuses falará coisas incríveis e será
próspero” (Dn 11.36).
Vemos que esse é o espírito que atua sobre a
terra, entronizando o homem como deus, falando con-
tra o Senhor nosso e trabalhando com a prosperidade.
Essa quádrupla combinação (vontade pró-
pria, exaltação humana, doutrina antibíblica e
prosperidade) é tudo o que a carne quer.
Esse é o grande desafio da igreja que tanto
mais se intensificará quanto mais se aproximar a vinda
do Senhor: manter-se ilesa do domínio desse espírito.
33
2. A diferença na forma do Espírito
Santo agir
O Espírito de Cristo age em ação diametral-
mente oposta, pois (1) nos leva a renunciar a vonta-
de própria, para fazer a vontade de Deus (Mt 6.10;
26.42), (2) incita-nos à humilhação (Mt 11.29), a
(3) amar a Palavra de Deus (2 Tm 4.2) e (4) a não
amar as riquezas daqui (Mt 6.24).
VVVVV. Mundanismo. Mundanismo. Mundanismo. Mundanismo. Mundanismo
1. A busca do prazer da carne e o1. A busca do prazer da carne e o1. A busca do prazer da carne e o1. A busca do prazer da carne e o1. A busca do prazer da carne e o
amor ao mundoamor ao mundoamor ao mundoamor ao mundoamor ao mundo
O “mundanismo” pode ser definido como a
amizade com o mundo, ou, ainda, o amor pelo mun-
do e pelas coisas que há no mundo. Tiago escreveu:
“pedis e não recebeis, porque pedis mal, para
esbanjardes em vossos prazeres. Infiéis, não
compreendeis que a amizade do mundo é inimiga
de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do
mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4.3-4).
Como se vê da passagem transcrita, a busca
pelo prazer e o amor ao mundo estão intimamente
ligados, pois é através das coisas do mundo que o
diabo providencia prazeres para a carne. Ambas as
coisas, portanto, se contrapõem a Deus, e fazem
daquele que por elas optam inimigos de Deus.
2. A contaminação na igreja
Paulo adverte que “nos últimos dias, so-
brevirão tempos difíceis, pois os homens serão
egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes,
blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos,
irreverentes, traidores, atrevidos, enfatuados,
mais amigos dos prazeres que amigos de Deus”
(2 Tm 3.1,2,4).
Na continuação dessa passagem, o apóstolo
explica que tais homens, nos últimos dias, estariam
como destruidores no meio da igreja e que “que
aprendem sempre e jamais podem chegar ao conhe-
cimento da verdade” (2 Tm 3.7).
3. A cilada do envolvimento com o
mundo como sinal da Vinda de Jesus
Jesus expressamente advertiu sobre o
mundanismo como sinal de sua vinda, ao afirmar que
os últimos dias seriam como os dias de Ló e Noé:
“Assim como foi nos dias de Noé, será também nos
dias do Filho do Homem: comiam, bebiam, casavam
e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé
entrou na arca, e veio o dilúvio e destruiu a todos. O
mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam,
compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no
dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e
enxofre e destruiu a todos. Assim será no dia em que
o Filho do Homem se manifestar” (Lc 17.26-30).
Jesus revela a verdade espiritual por trás da
comparação com Noé e Ló ao afirmar que “acautelai-
vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda
que o vosso coração fique sobrecarregado com as
conseqüências da orgia, da embriaguez e das preo-
cupações deste mundo, e para que aquele dia não
venha sobre vós repentinamente, como um laço.
Pois há de sobrevir a todos os que vivem sobre a
face de toda a terra. Vigiai, pois, a todo tempo,
orando, para que possais escapar de todas estas
coisas que têm de suceder e estar em pé na presen-
ça do Filho do Homem” (Lc 21.34-36).
Fica a todos a advertência de João, o após-
tolo do amor: “não ameis o mundo” (1 Jo 2.15)
VI. ApostasiaVI. ApostasiaVI. ApostasiaVI. ApostasiaVI. Apostasia
Como resultado do conjunto dos fatores que
constituíram os demais sinais, surge a apostasia.
1. O que é apostasia?
Apostasia vem da palavra grega
“aphistemi”, que significa retroceder, abandonar.
Alguém pode errar, pecar, mas sem abandonar a
fé. Ou seja, ainda que não obedeça a palavra, con-
tinua crendo que aquilo que a palavra diz que é
errado continua sendo errado. A palavra é certa,
mas ele, pecador, é errado.
O apóstata pensa diferentemente. Ele pen-
sa que está certo e, errada, é a Bíblia ou a forma de
doutrina em que antes cria.
A palavra de Deus nos aponta esse como
um dos sinais mais claros da proximidade da vinda
do Senhor (leia 1 Tm 4.1; 2 Ts 2.3).
2. Um histórico atual
Esse sinal é evidente e palpável em nossos
dias. Mas quando surgiu a onda de apostasia atual?
34
O pastor norte-americano Bill Burkett, as-
sim responde no seu livro “Pentecostais ou
Carismáticos?”:
“A década de 1960 foi a mais turbulenta do
século. Um período diabólico, quando eclodiu a guer-
ra do Vietnã e apareceu a subcultura hippie, rebe-
lando-se contra todos os símbolos de autoridade e
desrespeitando os valores e a dignidade humana.
Na mesma época, explodiu o rock’n’roll, surgiram a
minissaia e topless, e uma nova moralidade assumiu
o lugar dos valores tradicionais...A geração da
contracultura apareceu, desprezando valores da cul-
tura cristã, como o casamento e a higiene.
‘Nos colégios e universidades, a nova onda
passou a dar destaque aos cursos de psicologia e
ao behaviorismo. Surgiu na cultura americana um
profundo espírito de rebeldia e contestação que
afetaria o mundo inteiro nos vinte anos seguin-
tes. Foi nesse contexto que nasceu o movimento
carismático. Lamentavelmente, a igreja, por
osmose, adotou o espírito e a filosofia daquele
ambiente social degenerado.
‘A impureza e o materialismo, até
então mantido fora da igreja, invadiram-na
como um dilúvio. As sociedades, em toda a par-
te, tornaram-se indiferentes às leis divinas. Foi como
se um espírito de anarquia invadisse todos os estra-
tos da sociedade, na educação, nas forças armadas,
nas empresas e na igreja. Em vez de transformação
moral e vida de santidade, o Movimento Carismático
adotou o emocionalismo e o fenômeno das línguas
como credencial. O divórcio e o novo casamento, o
consumo social de bebida, a sensualidade e o uso de
cosméticos tornaram-se aceitos dentro do movimen-
to, permitindo a acomodação dos rebeldes liberais
às igrejas evangélicas” (pág. 26).
“A renovação pentecostal de 1901
fora derramada sobre pessoas santificadas,
que buscavam o retorno dos dons doEspí-
rito às suas igrejas...o Movimento
Carismático atingiu em seu início um gran-
de número de igrejas não-evangélicas, des-
providas de solidez doutrinária e experi-
ência espiritual ...integraram-se membros ... que,
procurando modernizar-se, já não pregavam a ne-
cessidade de arrependimento ou de um novo nasci-
mento para formação de uma nova criatura em Cris-
to. Raros eram os casos de pessoas que haviam ex-
perimentado o novo nascimento antes de falar em
línguas...doutrinas fundamentais eram deixadas de
lado nas reuniões carismáticas desde o início do
movimento...As igrejas pentecostais, antes do
surgimento da influência carismática, eram caracte-
risticamente doutrinárias em seu modo de proce-
der. Atualmente, estão ocorrendo profundas mu-
danças entre as igrejas pentecostais, devido à influ-
ência e à pressão competitiva dos carismáticos...
Pela lei da osmose, igrejas pentecostais outrora
solidamente doutrinárias, que condenavam muito
dos ensinamentos dos carismáticos, tornaram-se
como eles. E, em muitos casos, ainda mais liberais...
Os pentecostais, no princípio, tratavam a
doutrina como uma delicada peça de cristal: mexer
implicava o risco de deixá-la cair e quebrar. Mas a
preciosa peça, produzida pelas mãos do divino Artí-
fice, foi abandonada...
A filosofia carismática prega que a
doutrina causa divisão entre irmãos. Mas a
verdade é bem outra: a aceitação de falsas
doutrinas, contrárias aos ensinamentos dos
apóstolos, é que separa os verdadeiros ir-
mãos. Quando os carismáticos abandonarem os
erros que ensinam, então haverá verdadeira unida-
de na família cristã. O desapego à doutrina levará
inevitavelmente as denominações pentecostais a um
movimento ecumênico com os carismáticos...
Até hoje os carismáticos permanecem fe-
chados a muitas áreas da verdade bíblica e da dou-
trina. Pode-se provar isso facilmente mencionando
somente a santificação definitiva. Eles não supor-
tam ouvir o que a Bíblia ensina sobre mundanismo e
separação do mundo. Suas mentes estão fechadas a
esses assuntos. Por quê? Porque desde o princípio
acreditaram que podiam falar em línguas, receber
bênçãos e riquezas espirituais, sem se preocupar
com a santificação ou com a pureza doutrinária.
Desde o início, “provaram” ser possível alterar ou
ignorar os ensinos da Palavra e ainda falar em lín-
guas e manter boas relações com Deus. Reunir
multidões para cantar, gritar e adorar é, para eles, a
comprovação do aval divino. ‘Deus abençoa o que
aprova e aprova o que abençoa”, é o seu argumento.
Mas pentecostais verdadeiros, jamais admitirão que
uma frase de efeito venha a substituir uma doutrina
bíblica. Os muçulmanos crescem muito mais de-
pressa que os carismáticos e são muito mais zelo-
35
}}
ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão
sos, mas isso não quer dizer que conheçam a verda-
de. Os mórmons, as testemunhas de Jeová e a seita
do Reverendo Moon também experimentaram um
crescimento espetacular, mas números não lhes
garantem a bênção de Deus. Salomão e Israel pros-
peraram mas não estavam caminhando em retidão e
finalmente o juízo veio sobre eles” (pág. 18-22).
Mais uma vez, vemos que o surgimento de
Israel deflagrou o tempo do fim.
VII. Definição deVII. Definição deVII. Definição deVII. Definição deVII. Definição de
“quem é quem”“quem é quem”“quem é quem”“quem é quem”“quem é quem”
Mas não são somente sinais negativos
que indicam a vinda de Jesus. A Bíblia também
apresenta que, na última hora da igreja, haverá
Embora a exiguidade do espaço não nos permita enumerar
outros sinais da vinda de Jesus, entendemos que esses já são suficien-
tes para alertar o povo de Deus de que o fim da era da igreja na terra
está próximo. Que possamos estar no grupo representado pelas vir-
gens prudentes, com óleo na vasilha, com as lâmpadas acesas, espe-
rando a vinda do Senhor (1 Co 16.22).
um pequeno grupo que marcará posição. Enquan-
to os que querem o mundo irão se mundanizar
cada vez mais, e os que querem o céu vão se
santificar ainda (Ap 22.10-12).
Na parábola das dez virgens, Jesus ensina
que, ao aproximar-se a hora do encontro com o noi-
vo, haverá uma definição sobre quem são as néscias
e quem são as prudentes. Até aquele momento to-
das pareciam iguais, mas, quando se apagaram as
lâmpadas das néscias, aí se pode ver a diferença
entre os dois grupos (Mt 25.8). É por essa razão
que Deus envia a operação do erro, para que seja
demonstrado no exterior o que as pessoas têm no
interior. Os que são “fiéis” apenas para receber be-
nefícios terrenos, não o serão mais ao poderem re-
ceber numa igreja liberal as mesmas “bênçãos” an-
tes recebiam numa igreja bíblica (2 Ts 2.11,12).
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Anotações
36
IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução
Vinda de Jesus CristoVinda de Jesus CristoVinda de Jesus CristoVinda de Jesus CristoVinda de Jesus Cristo
“E eis que venho sem demora, e
comigo está o galardão que tenho para
retribuir a cada um segundo as suas
obras.” (Ap 22.12)
liçãoliçãoliçãoliçãolição
09
Assim como o evento mais esperado
no Antigo Testamento era o nascimento da
semente da mulher (o povo de Israel), o evento
mais esperado na dispensação do Novo Tes-
tamento é o casamento da noiva (a igreja de
Jesus Cristo).
A Bíblia chama o dia da vinda do Se-
nhor como o “dia de Jesus Cristo” (Fp 1.6).
Assim como as profecias sobre a vinda
do Messias para morrer se cumpriram cabal-
mente, assim também as profecias sobre a vin-
da de Jesus para arrebatar a Sua igreja se cum-
prirão.
I. A PrI. A PrI. A PrI. A PrI. A Promessa da Vindaomessa da Vindaomessa da Vindaomessa da Vindaomessa da Vinda
de Jesus para Arrebatar a Suade Jesus para Arrebatar a Suade Jesus para Arrebatar a Suade Jesus para Arrebatar a Suade Jesus para Arrebatar a Sua
IgrejaIgrejaIgrejaIgrejaIgreja
1. Anunciada no Antigo T1. Anunciada no Antigo T1. Anunciada no Antigo T1. Anunciada no Antigo T1. Anunciada no Antigo Testamentoestamentoestamentoestamentoestamento
Desde o Antigo Testamento, a vinda do
Senhor Jesus já vinha sendo anunciada, como, por
exemplo, em Zc 14.3-5 e Ml 3.1.
2. Anunciada por Jesus Cristo
No Novo Testamento, a doutrina sobre o
segundo advento de Cristo foi um de Seus princi-
pais ensinos (Mt 24.27,30,44; 25.1-13; Mc 13.26;
Lc 12.40; 17.24; Lc 21.27; Jo 14.2,3, etc).
3. Anunciada pela igreja primitiva
Posteriormente, a igreja seguiu pregando a
mesma mensagem. Paulo chegou a dizer que se não
crermos na vinda do Senhor e na ressurreição dos
mortos somos os mais infelizes dos homens (leia
1 Co 15.17-20, 23). Além de Paulo, também en-
sinava a mesma doutrina Pedro (1 Pe 1.7) e Tiago
(Tg 5.7), além do escritor aos Hebreus (Hb 9.27).
II. O MomentoII. O MomentoII. O MomentoII. O MomentoII. O Momento
1. Uma exclusividade de Deus1. Uma exclusividade de Deus1. Uma exclusividade de Deus1. Uma exclusividade de Deus1. Uma exclusividade de Deus
Jesus disse expressamente que “respeito
daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos
céus,nem o Filho, senão o Pai” (Mt 24.36; idem em
Mc 13.32).
2. O perigo da suposição humana
No decorrer dos séculos, muitas pessoas
têm marcado datas para a vinda de Jesus. Uns, ale-
garam ter recebido uma revelação de Deus. Outros,
diziam ter encontrado uma interpretação bíblica que
os levara à descoberta sobre quando seria o espe-
rado dia.
 Porém, esqueceram os tais que, no versículo
anterior àquele em que está registrado que nin-
guém sabe o dia e nem a hora da vinda do Senhor,
está escrito que “Passará o céu e a terra, porém as
minhas palavras não passarão” (Mt 24.35; Mc
13.31).
Nenhuma revelação ou interpretação pode
afastar o que está escrito na palavra de Deus, pois o
37
Senhor vela pela Sua “palavra para a cumprir”
(Jr 1.12). Deus é fiel e “de maneira nenhuma
pode negar-se a si mesmo” (2 Tm 213).
3. Revelação: os sinais que demonstram a
proximidade do evento
Assim, o que a Bíblia nos autoriza a dizer,
por meio dos sinais apontados pelo próprio Jesus, é
que os tempos do fim estão chegados. Nada mais
do que isto.
Se nem o próprio Jesus, enquanto estava
despojado de Sua divindade, não sabia, por que Deus
iria revelar esse segredo a outros homens, falhos
como nós?
Entendemos que, hoje, Jesus conhece esse
dia, pois ele é Deus e, como tal, ele é onisciente.
III. Fases da Vinda deIII. Fases da Vinda deIII. Fases da Vinda deIII. Fases da Vinda deIII. Fases da Vinda de
Jesus CristoJesus CristoJesus CristoJesus CristoJesus Cristo
A Bíblia assim relata a ascensão de Jesus ao
céu: “Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às altu-
ras, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus
olhos. E, estando eles com os olhos fitos no céu,
enquanto Jesus subia, eis que dois varões vestidos
de branco se puseram ao lado deles e lhes disse-
ram: Varões galileus, por que estais olhando para as
alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao
céu virá do modo como o vistes subir” (At 1.9-11).
Vemos aqui, que a ascensão de Jesus se deu
em duas fases: a primeira, até às nuvens, “à vista
deles”; a segunda fase, a partir das nuvens, enco-
berto dos olhos humanos.
Os anjos disseram que ele voltaria assim
como subira, ou seja, da mesma maneira.
Assim, a sua volta se dará em duas fases:
PRIMEIRA FASE DA VINDA DE JESUS
Ele vem até as nuvens (1 Ts 4.17)
Vem para buscar a igreja (1 Ts 4.16,17)
Virá rapidamente, como o ladrão (1 Co 15.52)
Antes da Grande Tribulação (Ap 3.10,11)
SEGUNDA FASE DA VINDA DE JESUS
Ele pisará no Monte das Oliveiras
 (At 1.12; Zc 14.4)
Vem com a igreja para os judeus (Mc 14.62)
Todo olho o verá (Ap 1.7)
Depois da Grande Tribulação
 (Mt 24.29,30)
1. Sequência de eventos da primeira
fase (arrebatamento)
Como se dará a primeira fase? A Bíblia rela-
ta os momentos que constituirão esse glorioso even-
to. Vejamos alguns deles:
1) O Espírito Santo promoveria uma procla-
mação de que é chegada a meia-noite espiritual, os
tempos difíceis sobre os quais a Bíblia fala, e que o
noivo está às portas (Mt 25.6). Entendemos que
essa revista faça parte deste clamor;
2) No Dia de Cristo Jesus, Deus dará or-
dem ao arcanjo (1 Ts 4.16);
3) Possivelmente, o arcanjo dará ordem aos
demais anjos;
4) Anjos tocarão trombetas e a última trom-
beta, que será a trombeta do próprio Deus, soará (1
Co 15.52 combinado com 1 Ts 4.16, versão ARA);
5) Jesus descerá dos céus corporalmente
(1 Ts 4.16; Hb 10.28);
6) Os mortos em Cristo ressuscitarão
incorruptíveis (1 Ts 14.16; 1 Co 15.52);
7) Os salvos, que estiverem vivos naquele
momento, terão seus corpos físicos transformados
em corpos incorruptíveis (1 Ts 4.16; 1 Co 15.52-
54; 1 Jo 3.2).
8) O ato de transformação se dará em um
“átomo” de tempo (1 Co 15.52). A palavra grega
“átomo” - traduzida para “momento” ou “piscar de
olhos” – significa a menor parte possível de alguma
coisa, que não se pode dividir. Assim, esse ato divi-
no se dará em lapso de tempo quase imensurável,
de tão pequeno.
9) Os salvos que estiverem vivos, agora
transformados, e os mortos que tiverem ressuscita-
do, serão arrebatados e terão um grande encontro
com Jesus, nos ares (1 Ts 4.17).
38
}}
ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão
Estejamos pois apercebidos, orando em todo o tempo, procu-
rando manter limpas as nossas vestes, “porque, à hora em que não
cuidais, o Filho do Homem virá” (Lc 12.40).
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Anotações
2. Características daqueles que su-
birão no arrebatamento da igreja
A Bíblia revela-nos que subirão no arreba-
tamento as pessoas que:
1) nasceram de novo (Jo 3.5) e
2) amam e desejam a vinda do Senhor (2
Tm 4.8), e não o mundo (Lc 17.26-32);
3) seguirem a santificação (Hb 12.14);
4) tiverem o Espírito Santo HABITANDO
em suas vidas (Rm 8.11);
5) não praticam as obras da carne (Gl 5.21);
6) estiverem vigiando (Mt 24.42; 25.13;
Mc 13.33;35,37) e
7) oram (Lc 21.36).
39
IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução
liçãoliçãoliçãoliçãolição
10
I. O EventoI. O EventoI. O EventoI. O EventoI. O Evento
1. Um T1. Um T1. Um T1. Um T1. Um Tribunalribunalribunalribunalribunal
A palavra utilizada na designação do tribu-
nal de Cristo é bema (Strongs). Originalmente, era
utilizada apenas para designar “degrau”. A partir
daí, passou a ser utilizada para indicar uma “plata-
forma elevada” qualquer, como as destinadas ao uso
TTTTTribunal de Cristoribunal de Cristoribunal de Cristoribunal de Cristoribunal de Cristo
 “Porque importa que todos nós compareçamos
perante o tribunal de Cristo, para que cada um
receba segundo o bem ou o mal que tiver feito
por meio do corpo.” (2 Co 5.10)
Após sermos salvos, inicia-se a cons-
trução da vida cristã. E esta é permanente. É
como uma pessoa que recebe a habilitação
para construir uma casa. Tudo o que ele vai
possuir será aquela casa construída. Aquele
será o resultado de toda a sua vida.
Ao final do período destinado àquela
construção, a casa será provada com fogo para
verificação de sua qualidade. Se tiver sido
construída com materiais perecíveis, será to-
talmente queimada. No entanto, a habilitação
do construtor permanecerá, pois a prova será
referente à sua obra, e não quanto à sua con-
dição de construtor.
Assim será o tribunal de Cristo. Aque-
les que lá chegarem já estarão salvos. Não
será a sua salvação que será colocada à pro-
va, mas as obrasque fizeram na terra como
salvos. A seguir, veremos como será esse jul-
gamento.
pelos oradores, árbitros de competições esportivas
ou pelos juízes em seus julgamentos formais. No
Novo Testamento, ela aparece onze vezes, todas
elas designando tribunal de julgamento: Mt 27.19
e Jo 19.13 (tribunal de Pilatos), At 12.21 (tribunal
de Herodes); At 18.12,16,17 (tribunal de
Gálio); At 25.6,10,17 (tribunal de Félix); Rm
14.10 e 2 Co 5.10 (tribunal de Cristo). Assim,
compreendemos que, realmente, será um julgamen-
to, e não simplesmente um momento de distribui-
ção de galardões, embora isso também venha a ocor-
rer naquele evento.
2. O momento
O Tribunal de Cristo ocorrerá logo após a
vinda de Jesus Cristo para arrebatar a Sua Igreja,
conforme vemos em Ap 22.12: “E eis que venho
sem demora, e comigo está o galardão que tenho
para retribuir a cada um segundo as suas obras.”
Em 2 Tm 4.8, constatamos que a coroa da
justiça está reservada para aqueles que amam a vin-
da de Jesus Cristo: “Já agora a coroa da justiça me
está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará
naquele Dia; e não somente a mim, mas também a
todos quantos amam a sua vinda.”
Esse é o sinal de que o penhor da Igreja,
que é o Espírito Santo (2 Co 1.22; 5.5) está com o
crente salvo. E é nesse momento tão aguardado
pelo crente que ele receberá seu galardão; por isso,
esse anelo: “O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aque-
le que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede ve-
nha, e quem quiser receba de graça a água da vida”
(Ap 22.17).
40
Porém, em que momento após a vinda de
Jesus Cristo ocorrerá esse julgamento? Será antes
da vinda de Jesus Cristo em glória para o milênio
(estudaremos sobre esse período mais tarde), pois
nessa ocasião todos os santos virão com Ele:
“Fugireis pelo vale dos meus montes, porque o vale
dos montes chegará até Azal; sim, fugireis como
fugistes do terremoto nos dias de Uzias, rei de
Judá; então, virá o SENHOR, meu Deus, e todos os
santos, com ele” (Zc 14.5). “Quando Cristo, que é
a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis
manifestados com ele, em glória” (Cl 3.4).
Portanto, o Tribunal de Cristo será logo após
o Arrebatamento e antes do Milênio, durante o
período em que estará ocorrendo o juízo de Deus
sobre a terra, que chamamos de a Grande Tribula-
ção, conforme vemos a seguir:
 “Na verdade, as nações se enfureceram;
chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado
para serem julgados os mortos, para se dar o galardão
aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que
temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos
grandes, e para destruíres os que destroem a terra”
(Ap 11.18).
3. Quem será o juiz
Como já vimos em 2 Tm 4.8, o justo juiz
será Jesus Cristo.
4. Quem será julgado
Neste evento, a Igreja será julgada no que
concerne às suas obras.
“Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu,
por que desprezas o teu? Pois todos comparecere-
mos perante o tribunal de Deus.” (Rm 14.10)
“Assim, pois, cada um de nós dará contas de
si mesmo a Deus.” (Rm 14.12)
Ressaltamos que o julgamento dos ímpios
não ocorrerá neste tribunal, mas muitos anos mais
tarde, no denominado Trono Branco, também co-
nhecido como o Juízo Final.
II. O JulgamentoII. O JulgamentoII. O JulgamentoII. O JulgamentoII. O Julgamento
“Contudo, se o que alguém edifica sobre o
fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madei-
ra, feno, palha, manifesta se tornará a obra de cada
um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo
revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o
próprio fogo o provará. Se permanecer a obra de
alguém que sobre o fundamento edificou, esse re-
ceberá galardão; se a obra de alguém se queimar,
sofrerá ele dano; mas esse mesmo será salvo, toda-
via, como que através do fogo” (1 Co 3.12-15)
1. Como será o julgamento
a) Por Jesus Cristo
Já vimos que o juiz será Jesus Cristo.
b) Através do fogo
Na passagem bíblica acima, verificamos que
será através do fogo. Por que fogo?
Constatamos que a figura do fogo possui
vários significados na Bíblia. Por exemplo, é símbolo
do Espírito Santo. No entanto, verificamos que tam-
bém é utilizado na designação para o julgamento
tanto dos salvos (1 Co 3.13) quanto dos perdidos
(Mt 25.41).
Esse simbolismo é usado devido a algumas
particularidades do fogo:
b.1) Devido à severidade do juízo de Deus.
Diante do fogo, nada fica encoberto. “Nada há enco-
berto que não venha a ser revelado; e oculto que não
venha a ser conhecido” (Lc 12.2)
b.2) Devido ao seu caráter completo, ou
seja, o fogo consome algo até o fim. Nada fica
intocado. Naturalmente, o fogo termina apenas quan-
do não há mais o que ser queimado.
b.3) Pelo seu caráter purificador. Diante do
fogo, permanece somente aquilo que é resistente.
2. O que será julgado
A seguir, veremos alguns aspectos do julga-
mento. Complementaremos o assunto no tópico “Os
galardões”.
a) Os desígnios dos corações
A verdadeira motivação de cada obra será
trazida à luz. O homem, em sua astúcia, pode cons-
truir muitas obras aparentemente boas, “tendo for-
ma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder”
(2 Tm 3.5a). No entanto, a verdadeira forma
41
motivadora será revelada naquele dia: “Portanto, nada
julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o
qual não somente trará à plena luz as coisas ocultas
das trevas, mas também manifestará os desígnios
dos corações; e, então, cada um receberá o seu lou-
vor da parte de Deus” (1 Co 4.5).
Quantos edifícios construídos serão total-
mente queimados por não terem sido objetos de
uma motivação pura!
b) Os talentos distribuídos por Deus
para serem administrados
Deus nos concede ministérios, responsabi-
lidades para serem desempenhadas. Seremos co-
brados quanto a isso naquele dia.
“Mas àquele a quem muito foi dado, muito
lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia,
muito mais lhe pedirão” (Lc 12.48b). Leia também
em Mt 25.14-19.
3. Classificação das obras
Vemos que as obras são classificadas con-
forme sua natureza: algumas foram produzidas por
Deus, e não podem ser produzidas pelo homem
(ouro, prata e pedras preciosas). Estas permanece-
rão. Outras são obtidas através da ação humana (ma-
deira, feno e palha). Estas perecerão. Aquilo que o
homem produz através de sua própria força não pos-
sui valor diante de Deus.
Colocaremos, a seguir, a classificação des-
crita pelo missionário Eurico Bergstéin, em seu li-
vro “A Doutrina das Últimas Coisas” (CPAD, 2
ed.,1982), para a qualidade das obras desempenha-
das na terra que estarão sob julgamento:
a) Ouro
Simboliza a glória de Deus. Relaciona-se
com as coisas celestiais (Ap 3.18; Jo 22.23-25).
b) Prata
Símbolo de redenção. É tudo o que se rela-
ciona com sacrifício e resgate – a redenção de Cris-
to (Ex 30.11-16; Lv 23.24; 1 Co 1.23).
c) Pedras preciosas
Simboliza tudo o que se faz através do Espí-
rito Santo (Fl 3.3; Cl 1.29; Rm 15.18-20; Gn 24.53;
1 Co 12.4-6).
“Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimen-
to veio de Deus. De modo que nem o que planta é
alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o
crescimento.” (1 Co 3.6-7)
d) Madeira
Representa a natureza humana (1 Co 3.3;
Lc 6.33,34)
e) Feno
Representa aquilo que é seco, sem renova-
ção (Jr 23.28; Is 15.16).
f) Palha
Representa a ausência de estabilidade (Ef
4.14) e também servidão (Ex 5.7). A palha não tem
sabor; fala dos crentes que não perseveram no tra-
balho de Cristo.
III. Os GalarIII. Os GalarIII. Os GalarIII. Os GalarIII. Os Galardõesdõesdõesdõesdões
Neste tópico, estudaremos sobre os
galardões vinculados a diversas qualidades de
obras realizadas pelos salvos no período em que
viveram na terra. Será o momento em que todas
as ações feitas para a glória de Deus, e não do
homem, terão as respectivas recompensas en-
tregues aos seus praticantes.
“Antes, ao dares um banquete, convida os
pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás
bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com
que recompensar-te; a tua recompensa, porém,
tu a receberás na ressurreição dos justos.” (Lc
14.13-14)
“E isto afirmo: aquele que semeia pouco
pouco também ceifará; e o que semeiacom fartura
com abundância também ceifará.” (2 Co 9.6)
1. Coroa da justiça
“Já agora a coroa da justiça me está guarda-
da, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia;
e não somente a mim, mas também a todos quantos
amam a sua vinda.” (2 Tm 4.8)
2. Coroa da glória
“pastoreai o rebanho de Deus que há entre
vós, não por constrangimento, mas espontaneamen-
te, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas
de boa vontade; nem como dominadores dos que
42
}}
ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão
vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos
do rebanho. Ora, logo que o Supremo Pastor se
manifestar, recebereis a imarcescível coroa da gló-
ria.” (1 Pe 5.2-4)
Essa é a coroa destinada àqueles que buscam
a glória de Deus, e não sua: “Eu sou o SENHOR, este
é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a
outrem, nem a minha honra, às imagens de escultura.”
(Is 42.8). Deus mesmo os glorificará.
3. Coroa da vida
“Bem-aventurado o homem que suporta,
com perseverança, a provação; porque, depois de
ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o
Senhor prometeu aos que o amam.” (Tg 1.12)
4. Galardão pelas injúrias e perse-
guições
“Bem-aventurados sois quando, por mi-
nha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem,
e, mentindo, disserem todo mal contra vós.
Regozijai-vos e exultai, porque é grande o
vosso galardão nos céus; pois assim persegui-
ram aos profetas que viveram antes de vós.”
(Mt 5.11-12)
5. Galardão pela prática do bem
“E não nos cansemos de fazer o bem, por-
que a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.
Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos
o bem a todos, mas principalmente aos da família da
fé.” (Gl 6.9-10)
6. Galardão pelo atendimento ao
Corpo de Cristo
“E quem der a beber, ainda que seja um
copo de água fria, a um destes pequeninos,
por ser este meu discípulo, em verdade vos
digo que de modo algum perderá o seu
galardão.” (Mt 10.42)
No tribunal de Cristo, todas as nossas obras serão provadas. Os
nossos reais propósitos e a nossa posição diante de Deus serão, então,
revelados. Por isso, cabe a advertência do apóstolo Paulo à igreja em
Corinto: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa
qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Co 10.31).
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Anotações
43
IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução
I. Um Evento com PrI. Um Evento com PrI. Um Evento com PrI. Um Evento com PrI. Um Evento com Prooooo-----
pósitospósitospósitospósitospósitos
1. Uma figura da humanidade1. Uma figura da humanidade1. Uma figura da humanidade1. Uma figura da humanidade1. Uma figura da humanidade
“Quando, pela primeira vez, falou o SE-
NHOR por intermédio de Oséias, então, o SENHOR
lhe disse: Vai, toma uma mulher de prostituições e
terás filhos de prostituição, porque a terra se pros-
tituiu, desviando-se do SENHOR.” (Os 1.2)
Embora tendo sido destinada a um profeta
neste versículo, essa mesma missão foi recebida
por Jesus Cristo ao ser enviado pelo Pai (Jo 3.16).
Não é por acaso que o nome “Oséias” significa “li-
bertador” ou “salvação”.
Bodas do CorBodas do CorBodas do CorBodas do CorBodas do Cordeirdeirdeirdeirdeirooooo
“Alegremo-nos, exultemos e demos-
lhe a glória, porque são chegadas as
bodas do Cordeiro, cuja esposa a si
mesma já se ataviou” (Ap 19.7)
A Igreja é denominada de “a Noiva do
Cordeiro”. Essa figura é totalmente pertinen-
te em virtude de várias características ineren-
tes ao casamento. Como exemplo, podemos
citar que Cristo e a Igreja são uma unidade,
assim como marido e esposa devem ser; Cris-
to é o cabeça da Igreja, assim como o marido
da esposa; e assim por diante. Nesta lição,
abordaremos outro aspecto integrante desse
contexto: as bodas de Cristo com a Igreja.
O coroamento de todo um projeto di-
vino de resgate, de construção de um relaci-
onamento eterno, que é a criação da Igreja,
culminará com um verdadeiro casamento, a
partir do qual a noiva estará com o noivo para
toda a eternidade. É sobre este evento que
estudaremos nesta lição.
A humanidade consistia em um povo que
havia se prostituído atrás de falsos deuses. Mesmo
assim, o Pai enviou Seu filho para tomar para si uma
“mulher de prostituições”, a humanidade que O havia
rejeitado.
2. Um marco positivo
Por que realizar um casamento? Não basta-
ria apenas estar no céu para que a felicidade esti-
vesse consumada? Aparentemente, sim. Mas Deus
estabelece seus marcos.
Deus estabeleceu o batismo (Mt 28.19)
como um ato voluntário a ser praticado pelo ho-
mem. A partir do batismo em águas, uma nova vida
se inicia. A mudança de fato já ocorreu na pessoa
antes de ser batizada; ela já deve ter nascido de
novo pela ação do Espírito Santo. Mas é no batismo
que é confirmada diante de todos a fé, o propósito
de submissão aos mandamentos divinos e o início
voluntário de uma nova vida.
E Deus estabeleceu uma cerimônia, as Bo-
das do Cordeiro, para marcar a união eterna entre
Cristo e a Igreja. Uma cerimônia de casamento é
um marco na vida de duas pessoas. É como se tudo
o que tivesse ocorrido no passado viesse a ser se-
pultado naqueles poucos minutos cerimoniais. A
partir dali, tudo é uma nova vida, um novo relaciona-
mento, uma nova realidade.
liçãoliçãoliçãoliçãolição
11
44
As Bodas do Cordeiro serão uma cerimônia
em que duas pessoas voluntariamente decidiram
estar juntas pela eternidade. Cristo voluntaria-
mente se entregou: “Por isso, o Pai me ama, por-
que eu dou a minha vida para a reassumir”
(Jo 10.17). A Igreja, por sua vez, voluntariamen-
te abriu mão de seu velho homem, de sua velha
natureza, para ser renovada e viver em novidade
de vida (Ef 4.22,23; Rm 6.4).
3. Uma manifestação do amor inigualável
As Bodas do Cordeiro serão um momento
de reconhecimento. Após tanta rebeldia e tanta
misericórdia renovada, a Igreja reconhecerá a ação
de Deus, sua benignidade e seu mérito exclusivo
em conduzi-la a uma vida eterna com Ele.
“Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei
para o deserto, e lhe falarei ao coração. E lhe darei,
dali, as suas vinhas e o vale de Acor por porta de
esperança; será ela obsequiosa como nos dias da
sua mocidade e como no dia em que subiu da terra
do Egito. Naquele dia, diz o SENHOR, ela me cha-
mará: Meu marido e já não me chamará: Meu Baal.
Da sua boca tirarei os nomes dos baalins, e não mais
se lembrará desses nomes. Naquele dia, farei a fa-
vor dela aliança com as bestas-feras do campo, e
com as aves do céu, e com os répteis da terra; e
tirarei desta o arco, e a espada, e a guerra e farei o
meu povo repousar em segurança. Desposar-te-ei
comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em jus-
tiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericór-
dias” (Os 2.14-19).
4. Um momento de grande alegria
Como regra, o noivo e a noiva estão muito
alegres por ocasião de seu casamento. Tudo é pre-
parado de forma a conferir o máximo de satisfação
aos noivos e convidados. O objetivo é estabelecer
um marco de felicidade como propulsor da expecta-
tiva de que a mesma permanecerá durante toda a
existência daquele matrimônio. Assim ocorrerá nas
bodas do Cordeiro. “Alegremo-nos, exultemos e
demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas
do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou”
(Ap 19.7).
Que momentoextraordinário!! É o início de
uma vida plena de felicidade.
II. A NoivaII. A NoivaII. A NoivaII. A NoivaII. A Noiva
1. V1. V1. V1. V1. Vestes Nupciaisestes Nupciaisestes Nupciaisestes Nupciaisestes Nupciais
“Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a
glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro,
cuja esposa a si mesma já se ataviou, pois lhe foi
dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e
puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça
dos santos.” (Ap 19.7-8)
A noiva do Cordeiro estará vestida com ves-
tes que lhe foram dadas. Não será com sua justiça
própria, “não por obras de justiça praticadas por
nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou
mediante o lavar regenerador e renovador do Espí-
rito Santo” (Tt 3.5). Somos justificados por Cristo e
através do Espírito Santo.
2. O preparo pré-nupcial
a) O banho pela Palavra
Antes do matrimônio, as noivas hebreias
tomam banho para sua purificação mergulhando no
micvê (tanque para banhos de purificação em que
regras judaicas são observadas relativamente à ori-
gem e condições da água). Durante o banho, nada
pode interferir no contato entre a mulher e as águas
do micvê, pelo que necessita retirar de seu corpo
toda e qualquer maquiagem, cremes, jóias, etc.
Conforme esse rito cerimonial, ele se justifica por-
que as relações entre marido e esposa têm que ser
marcadas pela santificação, para que os filhos sejam
também alcançados por essa santidade e se consti-
tuam em almas puras e elevadas. Essa purificação,
que deveria ser repetida por vários meses, atrairia
as bênçãos divinas no meio do lar e da família.
A Igreja, por sua vez, também precisa estar
imersa previamente num banho purificador pela
Palavra de Deus, abrindo mão de tudo o que possa
interferir no seu contato com a Palavra:
“Maridos, amai vossa mulher, como também
Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por
ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por
meio da lavagem de água pela palavra, para a apre-
sentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem
ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem
defeito. Assim também os maridos devem amar a
sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a
45
esposa a si mesmo se ama. Porque ninguém ja-
mais odiou a própria carne; antes, a alimenta e
dela cuida, como também Cristo o faz com a igre-
ja” (Ef 5.25-29).
Mesmo para um casamento terreno, é fun-
damental esse banho pela Palavra para que este seja
abençoado. Quanto mais isso será necessário rela-
tivamente ao preparo para as Bodas do Cordeiro?
b) Jejum e oração
“Respondeu-lhes Jesus: Podem, porventura,
jejuar os convidados para o casamento, enquanto o
noivo está com eles? Durante o tempo em que es-
tiver presente o noivo, não podem jejuar. Dias vi-
rão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; e,
nesse tempo, jejuarão.” (Mc 2.19-20)
Enquanto o noivo não retornar, é necessário
o jejum. Faz parte do preparo para que a noiva este-
ja pronta quando chegar a hora de Seu retorno.
3. Vigilantes
“Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a
hora” (Mt 25.13). “Cingido esteja o vosso corpo, e
acesas, as vossas candeias. Sede vós semelhantes a
homens que esperam pelo seu senhor, ao voltar ele
das festas de casamento; para que, quando vier e
bater à porta, logo lha abram. Bem-aventurados aque-
les servos a quem o senhor, quando vier, os encon-
tre vigilantes; em verdade vos afirmo que ele há de
cingir-se, dar-lhes lugar à mesa e, aproximando-se,
os servirá.” (Lc 12.35-37)
4. Com a unção do Espírito Santo
É a unção que mantém a noiva de Cristo em
atividade e lhe dá condições de permanecer pronta
até o dia das Bodas do Cordeiro. E essa unção tem
um preço. A salvação é gratuita, mas a unção tem
que ser comprada com o preço da renúncia, da san-
tidade e da entrega total da vida a Deus.
Vemos, na parábola das dez virgens, que
apenas cinco delas haviam comprado suficientemen-
te. Quando chegou o noivo, as outras cinco tiveram
que sair para comprar, pois a unção não é conquis-
tada gratuitamente. Leia Mateus 25.1-13. Que
decepção terão aqueles que levam a vida leviana-
mente, sem se preocuparem em adquirir a indis-
pensável unção do Espírito Santo!
III. As BodasIII. As BodasIII. As BodasIII. As BodasIII. As Bodas
1. O alimento1. O alimento1. O alimento1. O alimento1. O alimento
Muitos podem pensar sobre o alimento que
a Igreja estará comendo nessa grande festa. Seriam
alimentos especiais, conforme os gregos, na anti-
guidade, creditavam aos seus deuses?
“Mas ele lhes disse: Uma comida tenho para
comer, que vós não conheceis. Diziam, então, os
discípulos uns aos outros: Ter-lhe-ia, porventura,
alguém trazido o que comer? Disse-lhes Jesus: A
minha comida consiste em fazer a vontade daquele
que me enviou e realizar a sua obra. Não dizeis vós
que ainda há quatro meses até à ceifa? Eu, porém,
vos digo: erguei os olhos e vede os campos, pois já
branquejam para a ceifa” (Jo 4.32-35).
Embora alguém possa alegar que, como Je-
sus Cristo se alimentou verdadeiramente com ali-
mentos físicos mesmo após sua ressurreição em
corpo glorificado, seria correta a suposição de que
no céu também haverá alimentos a serem ingeridos
de forma semelhante, entendemos que Jesus Cris-
to deu-nos uma revelação sobre aquele evento no
versículo acima.
Para a pessoa espiritual, seu alimento prin-
cipal constitui-se em fazer a vontade de Deus. Per-
ceba que os discípulos não conheciam aquela comi-
da. E Jesus Cristo, após dizer-lhes que havia um
alimento diferente ainda mais saboroso e importan-
te do que os alimentos físicos, deu-lhes uma revela-
ção: vede os campos, que já branquejam para a ceifa.
Viver conforme aquela revelação se tornaria a comi-
da dos discípulos fiéis durante todo o restante de
suas vidas: seu alimento também passou a ser ga-
nhar as almas para o reino de Deus, seguindo a
revelação de Jesus e fazendo a vontade do Pai.
Assim também, no céu, haverá um momen-
to em que a igreja conhecerá uma revelação como
nunca antes tinha visto, e que por ela viverão duran-
te toda a eternidade. Será um alimento que a man-
terá para sempre.
“Vede que grande amor nos tem concedido
o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus;
e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o
mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu
a ele mesmo. Amados, agora, somos filhos de Deus,
e ainda não se manifestou o que haveremos de ser.
Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos
46
}}
ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão
semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como
ele é.” (1 Jo 3.1-2)
“Porque, agora, vemos como em espelho,
obscuramente; então, veremos face a face. Agora,
conheço em parte; então, conhecerei como tam-
bém sou conhecido.” (1 Co 13.12)
“e, assim, habite Cristo no vosso coração,
pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em
amor, a fim de poderdes compreender, com todos
os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a
altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cris-
to, que excede todo entendimento, para que sejais
tomados de toda a plenitude de Deus” (Ef 3.17-
19). Chegará o momento em que conheceremos a
plenitude de Deus.
Vale a pena nos esforçarmos neste pequeno período terreno para
desfrutarmos as eternas bênçãos celestiais. O nosso Deus, que nos sustenta
e conduz, está preparando um evento sem igual, as bodas do Cordeiro, que
será o início de uma extraordinária vida que nunca mais deixaremos de viver.
“E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para
mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.” (Jo 14.3)
“Assim como meu Pai me confiou um reino, eu vo-lo confio, para
que comais e bebais à minha mesa no meu reino; e vos assentareis em
tronos para julgar as doze tribos de Israel.” (Lc 22.29-30)
2. O anfitrião
A Bíblia mostra-nos que o próprio Se-
nhor Jesus Cristo servirá a mesa neste grande
evento. Ele mesmo estará lá para dar-nos o
alimento pelo qual viveremos durante toda a
eternidade.
 “E digo-vos que, desta hora em diante, não
beberei deste fruto da videira, até aquele dia em
que o hei de beber, novo, convosco noreino de meu
Pai.” (Mateus 26:29 RA)
“Bem-aventurados aqueles servos a quem
o senhor, quando vier, os encontre vigilantes; em
verdade vos afirmo que ele há de cingir-se, dar-
lhes lugar à mesa e, aproximando-se, os servirá.”
(Lc 12.37)
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Anotações
47
IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução
I. Onde e QuandoI. Onde e QuandoI. Onde e QuandoI. Onde e QuandoI. Onde e Quando
OcorreráOcorreráOcorreráOcorreráOcorrerá
1. O momento1. O momento1. O momento1. O momento1. O momento
A grande tribulação ocorrerá após a segun-
da vinda de Jesus Cristo. A Igreja não passará por
esse momento, pois está livre da “ira vindoura”
(1 Ts 1.10; 5.9).
Conforme já foi visto em lição anterior, as
semanas de Daniel têm como objeto Israel, e não a
A GrandeA GrandeA GrandeA GrandeA Grande
TTTTTribulação Iribulação Iribulação Iribulação Iribulação I
“porque nesse tempo haverá grande tri-
bulação, como desde o princípio do mundo
até agora não tem havido e nem haverá
jamais.” (Mt 24.21)
A Bíblia mostra-nos que Deus é
longânimo e tardio em irar-se (2 Pe 3.9; Sl
145.8). No entanto, a Sua justiça sempre é
executada. Em Jesus Cristo, foi executada a
justiça exigida pelo cometimento de pecados
pelo ser humano. E, assim, o homem que crer
nessa obra salvadora é justificado. No entan-
to, para aqueles que não crerem, a execução
da justiça em decorrência do pecado perma-
nece. E o cumprimento terreno desse juízo
(observe que não estamos falando, aqui, do
juízo eterno, que veremos na lição relativa ao
Juízo Final) ocorrerá sobre o mundo e sobre
aqueles que nele habitam durante a grande
tribulação. Esse período também terá como
objetivo o preparo de Israel para receber Je-
sus Cristo como o Messias e, assim, entrar
no Milênio.
Pretendemos, nesta lição e nas seguintes,
não esgotar o assunto, mas apresentar os principais
eventos que ocorrerão nesse período.
Igreja. Dessa forma, a última semana, que
corresponde a sete anos, será relacionada ao tempo
de Israel. A Igreja já terá sido arrebatada.
Esse período durará até a vinda de Jesus
Cristo em glória (a segunda fase da volta de Jesus),
logo antes do início do Milênio: “Logo em seguida à
tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não
dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento,
e os poderes dos céus serão abalados. Então, apare-
cerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os
povos da terra se lamentarão e verão o Filho do
Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e
muita glória” (Mt 24.29-30).
2. A duração
Como já foi visto no estudo das setenta se-
manas de Daniel, ela durará sete anos. Será dividi-
da em duas partes de três anos e meio. Na pri-
meira parte, será o momento em que o anticristo,
o grande líder político que governará o mundo,
consolidará seu controle sobre a terra e será aceito
por Israel, realizando alianças. A segunda metade
serão os piores anos, quando se romperá a aliança
com Israel e virão os maiores eventos de juízo so-
bre a terra. A estes anos a Bíblia se refere em
Dn 7.25, Ap 11.1-2, Ap 12.6,14 e Ap 13.5.
II. Jesus Cristo: o PII. Jesus Cristo: o PII. Jesus Cristo: o PII. Jesus Cristo: o PII. Jesus Cristo: o Pererererer-----
sonagem Principalsonagem Principalsonagem Principalsonagem Principalsonagem Principal
1. A visão do T1. A visão do T1. A visão do T1. A visão do T1. A visão do Trrrrronoonoonoonoono
Vemos, no capítulo quatro de Apocalipse, a
visão que João, estando em espírito, teve do trono
liçãoliçãoliçãoliçãolição
12
48
de Deus. João fornece uma superficial descrição
daquele que estava no trono, o que cremos ter ocor-
rido pela grandiosidade suprema de Deus e à im-
possibilidade de ser plenamente entendido pela
mente, ainda que João estivesse em espírito. Mas
alguns seres foram mais detalhadamente descritos:
a) Os anciãos
Ao redor do trono, estavam vinte e quatro
anciãos assentados em tronos (Ap 4.4), represen-
tando a igreja do Antigo Testamento (as doze tribos
de Israel) e a igreja do Novo Testamento (represen-
tada nos doze apóstolos).
Aqueles anciãos estão coroados, mas depo-
sitam suas coroas diante do trono, rendendo glória
e honra somente a Deus (Ap 4.9-11), reconhecen-
do que aquela coroa e a posição que ocupam não são
méritos próprios, mas sim do Criador, que tudo fez
para que estivessem naquele lugar.
b) Os seres viventes
No meio e à volta do trono, havia quatro
seres viventes, que alguns teólogos entendem se-
rem seres angelicais, como os querubins menciona-
dos em Ez 1.1-14 e Ez 10.20. No entanto, é pos-
sível que signifiquem a poderosa manifestação de
Deus entre os homens, através de Jesus Cristo,
revelada nos evangelhos: o primeiro era semelhan-
te a leão, símbolo do evangelho de Mateus, em que
Jesus é apresentado como rei; o segundo era seme-
lhante a novilho, símbolo do evangelho de Marcos,
em que Jesus é apresentado como servo; o terceiro
era com rosto como de homem, símbolo do evange-
lho de Lucas, em que Jesus é apresentado como
Filho do Homem; o quarto era semelhante à águia,
símbolo do evangelho de João, em que Jesus é apre-
sentado como Filho de Deus (Ap 4.6-8). Veremos,
mais adiante, que esses seres serão agentes ativos
na convocação dos cavaleiros que levarão juízo à
terra durante a grande tribulação (Ap 6.1-8).
2. O livro do juízo
 Nas mãos do Pai, está um livro escrito por
dentro e por fora, selado com sete selos, que, em
todo o universo, somente Jesus Cristo estava habi-
litado para abrir, pois “Ele é o Leão da tribo de Judá,
a Raiz de Davi, que venceu para abrir o livro e os
seus sete selos” (Ap 5.5).
3. Jesus Cristo: o único habilitado
Todo o ministério de Jesus Cristo na terra
teve como objetivo aperfeiçoá-lo para ações subli-
mes: “embora sendo Filho, aprendeu a obediência
pelas coisas que sofreu e, tendo sido aperfeiçoado,
tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os
que lhe obedecem” (Hb 5.8-9). Embora sendo Deus,
Cristo precisou morrer como um cordeiro, e vencer
para assumir esse papel de juízo sobre toda a terra.
A justiça divina não permitia que ninguém mais exer-
cesse essa função, mas somente aquele que “a si
mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à
morte e morte de cruz” (Fp 2.8).
Deus continua preparando servos para exer-
cerem grandes ministérios preparados por Ele. Mas
para receberem essa habilitação, precisam passar
pelo processo divino em obediência, segundo o
exemplo de Jesus Cristo.
4. O momento do juízo
Em seu ministério terreno, Jesus Cristo veio
para salvar, não para julgar (Jo 12.47). No entanto,
chegará o momento em que aparecerá como o juiz
de toda a terra.
“Ora, não levou Deus em conta os tempos
da ignorância; agora, porém, notifica aos homens
que todos, em toda parte, se arrependam; porquan-
to estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo
com justiça, por meio de um varão que destinou e
acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre
os mortos” (At 17.30-31).
Jesus Cristo será o agente principal não so-
mente no Juízo Final, maspara Cristo nascendo da “mulher”,
que é o povo de Israel (leia Gn 3.15; Ap 12.1,13).
As grandes predições do Antigo Testamento apon-
tavam para o nascimento de Jesus como filho do
homem.
2. O Noivo da Igreja
Já no Novo Testamento, as predições, num
primeiro momento, apontam para Cristo casando
com a “noiva”, a sua igreja (leia Ap 21.9; 22.17).
3. Aquele a quem tudo está sujeito
Num segundo momento, as predições apon-
tam para os momentos que se interpõem entre o
casamento do Cordeiro e o julgamento final, quan-
do a sujeição de todas as coisas a Cristo, que hoje
não vemos (leia Hb 2.8) será manifesta (leia 1 Co
15.23-28), e o próprio Cristo, oferecerá tudo ao
Deus trino, para que tudo retorne a Deus.
4. O Senhor da eternidade
E haverá novo céu e nova terra (Ap 21.1). A
história bíblica, que começa relatando uma terra em
caos, termina relatando um novo céu e uma nova
terra, em que lágrimas, pranto e luto não existem,
pois aquele que estará no trono dirá “eis que faço
novas todas as coisas” (Ap 21.5).
IVIVIVIVIV. A V. A V. A V. A V. A Veracidade daeracidade daeracidade daeracidade daeracidade da
PrPrPrPrProfecia Bíblicaofecia Bíblicaofecia Bíblicaofecia Bíblicaofecia Bíblica
1. A prova pelas profecias já cum-1. A prova pelas profecias já cum-1. A prova pelas profecias já cum-1. A prova pelas profecias já cum-1. A prova pelas profecias já cum-
pridaspridaspridaspridaspridas
Como já se disse na introdução, o estudo
das profecias já cumpridas é essencial para embasar
o estudo das profecias a se cumprir.
Esse estudo se faz necessário tanto para se
entender a dinâmica da profecia preditiva bíblica
quanto para demonstrar a veracidade das predições
exposta na Bíblia Sagrada, “sabendo, primeiramen-
te, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém
de particular elucidação; porque nunca jamais qual-
quer profecia foi dada por vontade humana; entre-
tanto, homens [santos] falaram da parte de Deus,
movidos pelo Espírito Santo” (2 Pe 1:20-21).
2. A exclusividade e o detalhismo
Eram comuns, na antiguidade, as predições
das pitonisas e feiticeiras. Nos dias atuais, igual-
mente, as pessoas correm em busca de adivinha-
ções, pois o homem tem sede de conhecer o futuro.
Porém, antes e hoje, o comum dessas predições é
serem vagas, sujeitas a diferentes interpretações,
de modo ao profeta poder justificar como atendida a
sua profecia seja qual for o futuro.
Porém, as predições bíblicas já cumpridas,
como se verá durante o nosso estudo, se cumpriram
com um acúmulo de detalhes que afastam totalmente
a possibilidade de mera coincidência. Mesmo as ale-
gorias bíblicas, ao invés de tornarem a profecia nebulo-
sa, lhes conferem riqueza de precisão.
7
VVVVV. A Cr. A Cr. A Cr. A Cr. A Cronologia daonologia daonologia daonologia daonologia da
Predição BíblicaPredição BíblicaPredição BíblicaPredição BíblicaPredição Bíblica
Devemos entender que, enquanto traba-
lhamos com o tempo de uma vida humana, numa
expectativa média de 70 anos (leia Sl 90.10),
Deus trabalha com a eternidade. Assim, a noção
de tempo que temos é totalmente distinta da
noção divina, até porque Deus não está sujeito
ao tempo, mas Ele está fora do tempo, pois o
tempo também é criação Sua.
Dentro de um mesmo versículo bíblico pode
haver milhares de anos. Vamos a um exemplo: “De-
pois das sessenta e duas semanas, será morto o
Cerca de vinte e cinco por cento da revelação divina tem natureza
preditiva, o que demonstra a importância desse estudo. A análise a que nos
propomos - enfocando tanto as predições futuras quanto aquelas referentes à
primeira vinda de Cristo que já se cumpriram – servirá, ao mesmo tempo, (1)
como exortação sobre como devemos estar preparados para as coisas que vi-
rão, e (2) como motivação ao sabermos que aquele que fez cumprir todas as
predições no passado, cumprirá todas as predições para o futuro.
Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que
há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim
será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desola-
ções são determinadas. Ele fará firme aliança com
muitos, por uma semana; na metade da semana, fará
cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a
asa das abominações virá o assolador, até que a des-
truição, que está determinada, se derrame sobre
ele” (Dn 9.26-27). Entre a morte do Ungido (Jesus
Cristo) e o começo da septuagésima (70ª) semana,
há um período de tempo que, hoje, já chega a 1980
anos. Nesse período, a predição simplesmente diz
que o Império Romano seria destruído por um dilú-
vio (uma alegoria às hordas bárbaras que conquista-
ram Roma), e que haveria guerras e desolações.
}}
ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão
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Anotações
ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão
8
I. A Autoridade daI. A Autoridade daI. A Autoridade daI. A Autoridade daI. A Autoridade da
Bíblia para TBíblia para TBíblia para TBíblia para TBíblia para Tratar o Tratar o Tratar o Tratar o Tratar o Temaemaemaemaema
1. Morte: uma preocupação universal1. Morte: uma preocupação universal1. Morte: uma preocupação universal1. Morte: uma preocupação universal1. Morte: uma preocupação universal
Como afirmado anteriormente, as religiões
de todas as civilizações têm em comum a preocupa-
ção com a vida após a morte. Uns defendem que a
vida após a morte é um espelho desta vida, com
deuses muito humanos. Outros entendem que há
um lugar de recompensa e de punição. Há também
os que acreditam na reencarnação dos espíritos aqui
mesmo. Enfim, há um sem número de variantes no
pensamento sobre o que existe após a morte. Quem
estaria certo? Qual das religiões poderia se arvorar
na condição de estar mais certa do que as outras?
2. A única Fiel Testemunha
Sem dúvida alguma, podemos dizer que,
dentre todos os que defendem a existência de algu-
Evidências daEvidências daEvidências daEvidências daEvidências da
Realidade apósRealidade apósRealidade apósRealidade apósRealidade após
a Mortea Mortea Mortea Mortea Morte
O ser humano, por ser espiritualizado,
é o único ser vivo, na terra, que se preocupa
com a eternidade. Em todas as civilizações,
há a preocupação e a crença na vida após a
morte. O entendimento da imortalidade da
alma precede, portanto, o conhecimento da
lei escrita de Deus, e está gravado no âmago
do ser humano (leia Rm 2.12)
ma forma de vida após a morte, somente Cristo tem
autoridade para fazê-lo. E isso por uma simples ra-
zão: somente Jesus morreu e ressuscitou. Se al-
guém não morreu e ressuscitou, tudo o que falar
sobre vida após a morte não passará de mera espe-
culação. Porém, Jesus morreu e ressuscitou. Ele, e
somente Ele, tem autoridade para falar sobre o assun-
to. Por isso, Ele também é chamado de “a Fiel Teste-
munha” e o “Primogênito dos Mortos” (Ap 1.5).
II. A Autoridade Con-II. A Autoridade Con-II. A Autoridade Con-II. A Autoridade Con-II. A Autoridade Con-
ferida pela Ressurreição deferida pela Ressurreição deferida pela Ressurreição deferida pela Ressurreição deferida pela Ressurreição de
Jesus CristoJesus CristoJesus CristoJesus CristoJesus Cristo
1. A evidência das provas1. A evidência das provas1. A evidência das provas1. A evidência das provas1. A evidência das provas
Segundo a lei dada por meiono juízo que virá sobre a
terra durante a Grande Tribulação.
III. AIII. AIII. AIII. AIII. Abertura dosbertura dosbertura dosbertura dosbertura dos
SeloSeloSeloSeloSelos – Os Cavaleirs – Os Cavaleirs – Os Cavaleirs – Os Cavaleirs – Os Cavaleirososososos
Conforme Jesus Cristo for abrindo os selos
do livro tomado da mão direita do Pai (Ap 4.7), even-
tos, que cremos serem aqueles constantes naquela
porção do livro irão ocorrendo. A cada selo que é
aberto, mais uma parte do livro é exposta, ocorren-
do mais eventos de juízo sobre a terra. Quando é
aberto cada um dos primeiros quatro selos, cada ser
vivente chama um cavaleiro para castigar a terra,
totalizando quatro cavaleiros.
49
1. Primeiro Selo: Cavalo Branco
“Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu
cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e
ele saiu vencendo e para vencer.” (Ap 6.2)
Muitos confundem este cavaleiro com Je-
sus Cristo. Mas não é. Leia Ap 19.11-16 e verifi-
que a grande diferença entre este personagem e o
verdadeiro Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.
Compare os títulos e os acompanhantes. A Jesus
Cristo, “seguiam-no os exércitos que há no céu,
montando cavalos brancos, com vestiduras de linho
finíssimo, branco e puro.” (Ap 19.14). Já, quanto ao
cavaleiro de Ap 6.2, seus seguidores são cavaleiros
hediondos, conforme veremos a seguir.
Este cavaleiro é o anticristo. A semelhan-
ça com Cristo é proposital, pois o anticristo virá
como um salvador, e será reconhecido como mes-
sias por Israel durante a primeira metade da Gran-
de Tribulação.
Seu cavalo é branco, a cor da paz, pois virá
prometendo paz para o mundo conturbado, e por
isso será aceito, sairá vencendo, obtendo alianças e
impondo seu domínio como um vencedor.
2. Segundo Selo: Cavalo Vermelho
“Quando abriu o segundo selo, ouvi o se-
gundo ser vivente dizendo: Vem! E saiu outro cava-
lo, vermelho; e ao seu cavaleiro, foi-lhe dado tirar a
paz da terra para que os homens se matassem uns
aos outros; também lhe foi dada uma grande espa-
da.” (Ap 6.3-4)
Este cavaleiro simboliza as guerras que se
alastrarão sobre toda a terra, tanto entre exércitos
quanto em contendas pessoais, homens matando
uns aos outros. Será tirada a paz e instalados confli-
tos intensos na terra, como nunca antes.
Perceba que o cavaleiro anterior, embora
tivesse um arco, não promoveu guerra de início. Ao
contrário, apareceu aparentando ser promotor da
paz, fazendo alianças. No entanto, logo após sua
entrada, sua verdadeira estirpe começou a aparecer
com o cavaleiro da guerra, seu seguidor.
3. Terceiro Selo: Cavalo Preto
“Quando abriu o terceiro selo, ouvi o ter-
ceiro ser vivente dizendo: Vem! Então, vi, e eis um
cavalo preto e o seu cavaleiro com uma balança na
mão. E ouvi uma como que voz no meio dos quatro
seres viventes dizendo: Uma medida de trigo por
um denário; três medidas de cevada por um denário;
e não danifiques o azeite e o vinho.” (Ap 6.5-6)
Esse cavaleiro é o símbolo da fome. Have-
rá racionamento e altíssima inflação. As próprias
guerras, os conflitos e os desentendimentos co-
laborarão para que o caos econômico e social se
instale na terra.
4. Quarto Selo: Cavalo Amarelo
“Quando o Cordeiro abriu o quarto selo,
ouvi a voz do quarto ser vivente dizendo: Vem! E
olhei, e eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro,
sendo este chamado Morte; e o Inferno o estava se-
guindo, e foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte
da terra para matar à espada, pela fome, com a mortan-
dade e por meio das feras da terra.” (Ap 6.7-8)
Após a guerra e a fome, chega a morte. Este
cavalo tem a cor da palidez da morte. Sua ação des-
truidora ocorreu principalmente através dos confli-
tos (espada), da fome e das feras da terra. Entende-
mos serem as feras não somente animais selvagens,
mas seres patogênicos, como bactérias e vírus, em
gigantescas epidemias mundiais.
Nesta lição, vimos o caráter do anticristo e o início dos flagelos que
se abaterão sobre a terra durante a Grande Tribulação. Os selos estarão
sendo abertos e, após milhares de anos em que o evangelho de Deus tem
anunciado a salvação na terra, o mundo receberá as consequências por ter
rejeitado a oportunidade divina. Na próxima lição, continuaremos a estudar
o juízo de Deus neste período.
}}
ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão
50
IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução
I. Abertura dos SelosI. Abertura dos SelosI. Abertura dos SelosI. Abertura dos SelosI. Abertura dos Selos
11111. Quinto se lo : v i são dos san-. Quinto se lo : v i são dos san-. Quinto se lo : v i são dos san-. Quinto se lo : v i são dos san-. Quinto se lo : v i são dos san-
tos mar t i r izados que c lamam portos mar t i r izados que c lamam portos mar t i r izados que c lamam portos mar t i r izados que c lamam portos mar t i r izados que c lamam por
jus t iça (Ap 6.9-11)jus t iça (Ap 6.9-11)jus t iça (Ap 6.9-11)jus t iça (Ap 6.9-11)jus t iça (Ap 6.9-11)
São aqueles que foram mortos por causa da
palavra de Deus e do testemunho que sustentavam.
Receberam vestiduras brancas, símbolo da santida-
de, justiça e pureza, por terem renunciado tudo,
inclusive a própria vida, pela sua fé em Deus. Estes
são uma parte dos que serão salvos na Grande Tri-
bulação. Muitos outros ainda estarão sendo mortos
na terra para serem salvos nesse período.
2. Sexto selo: abalo na terra e no céu
“Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e
sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro
como saco de crina, a lua toda, como sangue, as
A GrandeA GrandeA GrandeA GrandeA Grande
TTTTTribulação IIribulação IIribulação IIribulação IIribulação II
“porque chegou o grande Dia da ira deles;
e quem é que pode suster-se?” (Ap 6.17)
Na lição anterior, estudamos sobre a
abertura dos quatro primeiros selos, dando
início à Grande Tribulação. Agora, estudare-
mos sobre a abertura dos demais selos e, na
sequência, sobre os toques das sete trombe-
tas, que se iniciarão ao ser aberto o sexto selo.
Compreendemos que o juízo é uma
sequência de eventos, iniciando-se com a
abertura dos selos, seguidos pelos toques
das trombetas e pelo derramamento das sete
taças da ira de Deus.
estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira,
quando abalada por vento forte, deixa cair os seus
figos verdes, e o céu recolheu-se como um perga-
minho quando se enrola. Então, todos os montes e
ilhas foram movidos do seu lugar.” (Ap 6.12-14)
Neste momento, um terremoto na terra e um
abalo cósmico no céu marcarão o universo. Há quem
afirme que esse abalo cósmico poderá ser o resultado
de uma explosão nuclear gigantesca, em que a atmos-
fera retrocede sobre si mesma, proporcionando uma
tremenda pressão do ar que volta a encher o vazio
originado pelo primeiro momento da explosão e que
causa muito da destruição nesses casos. Compare com
o descrito por Jesus Cristo em Mt 24.29.
Conforme um estudo preliminar do INGV
(Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia) da
Itália, o terremoto de 8,9 graus de magnitude na
escala Richter que atingiu o Japão em março de
2011, seguido por um tsunami com ondas de até
dez metros de altura, pode ter deslocado em quase
10 centímetros o eixo de rotação da Terra. Eventos
semelhantes, porém em muito maior intensidade,
ocorrerão na Grande Tribulação, deslocando a es-
trutura do planeta, suas placas tectônicas, o que
causará a movimentação de montes e ilhas de seus
locais originais.
Naquele momento, os homens reconhece-
rão o juízo de Deus sobre a terra.
3. Sétimo selo: silêncio no céu, o
incensário com as orações dos santos e o
início dos toques das sete trombetas
Possivelmente será um evento inédito (ou
pelo menos raro) no céu que, normalmente, é um
local de muitos sons pela glorificação permanente a
liçãoliçãoliçãoliçãolição
13
51
Deus. Todos parecem estar na expectativa do que
vai ocorrer. Com a abertura do sétimo selo, o céu
fica em silêncio por cerca de meia hora. As milhões
de orações dos santos tornam-se a atenção do céu.
Os milhões de orações clamando diante das injusti-
ças e sofrimentos recebidos na Terra sobem à pre-
sença de Deuscom incenso de adoração. É o início
de mais uma fase do juízo como resposta àquelas
orações.
“Então, vi os sete anjos que se acham em pé
diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas.
Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um
incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso
para oferecê-lo com as orações de todos os santos
sobre o altar de ouro que se acha diante do trono; e
da mão do anjo subiu à presença de Deus a fumaça
do incenso, com as orações dos santos. E o anjo
tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o
atirou à terra. E houve trovões, vozes, relâmpagos e
terremoto. Então, os sete anjos que tinham as sete
trombetas prepararam-se para tocar.” (Ap 8.2-6)
A abertura do sétimo selo determina o iní-
cio dos toques das trombetas.
II. As TII. As TII. As TII. As TII. As Trrrrrombetasombetasombetasombetasombetas
1. A primeira trombeta1. A primeira trombeta1. A primeira trombeta1. A primeira trombeta1. A primeira trombeta
“O primeiro anjo tocou a trombeta, e houve
saraiva e fogo de mistura com sangue, e foram atirados
à terra. Foi, então, queimada a terça parte da terra, e
das árvores, e também toda erva verde.” (Ap 8.7)
Segundo a Wikipedia, o granizo forma-se
quando pequenas partículas de gelo caem dentro
das nuvens, recolhendo assim a umidade. Essa umi-
dade se congela e as partículas são levadas para
cima novamente pelas correntes de ar, aumentando
de tamanho. Isso acontece várias vezes, até que a
partícula se transforma em granizo, que tem o peso
suficiente para vencer as correntes de ar e cair em
direcção à terra. Quando a precipitação sólida pos-
sui diâmetro acima de 5 mm, é chamada de saraiva.
Diante dessa explicação, entendemos que quanto
mais forte for a corrente de ar, mais tempo a partícu-
la ficará nesse processo, adquirindo tamanhos cada
vez maiores.
O recorde das maiores pedras de granizo
foi alcançado em Bangladesh, durante uma tempes-
tade que matou 92 pessoas. As pedras de gelo pe-
savam quase 5 kg e caíam com velocidades próxi-
mas de 150 metros por segundo. Ninguém soube
explicar tal evento, que ainda hoje causa muita dis-
cussão entre os especialistas (Wikipedia).
Conforme a Metsul meteorologia, uma das
mais violentas ondas de tempestades da história
recente do Rio Grande do Sul atingiu o oeste e o
norte do estado gaúcho na tarde e noite do sába-
do 20 de outubro de 2007. Milhares de casas
foram destelhadas por pedras de granizo que, em
alguns casos, chegaram a medir dez centímetros.
Quem vivenciou a tempestade relata que o senti-
mento era de terror e impotência diante da fúria
das pedras de gelo.
Imaginemos o terror que serão os eventos
meteorológicos diante da exacerbação das manifes-
tações da natureza durante a Grande Tribulação.
Fala-nos este juízo de grandes incêndios,
provocados por fogo possivelmente originários de
gigantescas tempestades elétricas e, quem sabe,
até de erupções vulcânicas. Há quem presuma ser
isso também o resultado da queda de corpos celes-
tes, como meteoritos, sobre a superfície terrestre.
2. A segunda trombeta
“O segundo anjo tocou a trombeta, e uma
como que grande montanha ardendo em chamas foi
atirada ao mar, cuja terça parte se tornou em san-
gue, e morreu a terça parte da criação que tinha
vida, existente no mar, e foi destruída a terça parte
das embarcações.” (Ap 8.8-9)
Vários entendimentos deste juízo pressu-
põem a ocorrência de vulcões lançando suas lavas
no mar, ou da queda de gigantesco meteorito que
provocaria reações em cadeia no oceano, provocan-
do um grande desastre ecológico. Uma interpreta-
ção simbólica, levando-se em conta que, em várias
passagens bíblicas os anjos são comparados a estre-
las, astros celestes, afirma que seria uma interven-
ção maléfica de um ser espiritual, presumivelmente
de origem satânica.
3. A terceira trombeta
“O terceiro anjo tocou a trombeta, e caiu do
céu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes
das águas uma grande estrela, ardendo como tocha.
O nome da estrela é Absinto; e a terça parte das
52
águas se tornou em absinto, e muitos dos homens
morreram por causa dessas águas, porque se torna-
ram amargosas.” (Ap 8.10-11)
Grande parte dos teólogos entende esta
estrela como um “anjo caído”, que afetaria a quali-
dade da água para consumo humano. Absinto é um
arbusto de gosto muito amargo, símbolo da aflição e
dos males que acometem a vida humana pela ação
do pecado. Eis, possivelmente, o porquê de ter sido
esse ser chamado por este nome.
4. A quarta trombeta
“O quarto anjo tocou a trombeta, e foi
ferida a terça parte do sol, da lua e das estrelas,
para que a terça parte deles escurecesse e, na
sua terça parte, não brilhasse, tanto o dia como
também a noite. Então, vi e ouvi uma águia que,
voando pelo meio do céu, dizia em grande voz:
Ai! Ai! Ai dos que moram na terra, por causa das
restantes vozes da trombeta dos três anjos que
ainda têm de tocar!” (Ap 8.12-13)
É interessante perceber que os astros fo-
ram criados no quarto dia da criação da Terra. E se-
rão fortemente atingidos pela quarta trombeta. Pela
interpretação literal, o universo seria afetado por
uma alteração cósmica, afetando a “vida” de todas
as estrelas, inclusive do sol, influenciando tudo o
que for dependente dele, como a terra e a lua.
5. A quinta trombeta
“O quinto anjo tocou a trombeta, e vi uma
estrela caída do céu na terra. E foi-lhe dada a chave
do poço do abismo. Ela abriu o poço do abismo, e
subiu fumaça do poço como fumaça de grande forna-
lha, e, com a fumaceira saída do poço, escureceu-se
o sol e o ar. Também da fumaça saíram gafanhotos
para a terra; e foi-lhes dado poder como o que têm
os escorpiões da terra, e foi-lhes dito que não cau-
sassem dano à erva da terra, nem a qualquer coisa
verde, nem a árvore alguma e tão-somente aos ho-
mens que não têm o selo de Deus sobre a fronte.
Foi-lhes também dado, não que os matassem, e sim
que os atormentassem durante cinco meses. E o
seu tormento era como tormento de escorpião quan-
do fere alguém.” (Ap 9.1-5)
Entendemos que um anjo abriu o poço do
abismo, do qual saiu uma grande fumaça que tomou
a atmosfera. Há quem afirme que se trata de uma
grande explosão nuclear, pois foi da fumaça que sa-
íram os “gafanhotos” que atormentaram a terra por
cinco meses. Os homens queriam morrer, tamanha
a agonia causada por aquele mal, mas não morriam.
Aquele juízo não era para a morte, mas somente
para sofrimento. Conforme essa interpretação, es-
ses “gafanhotos” poderiam ser microorganismos ou
partículas físicas que causariam epidemias gerado-
ras de fortes doenças que deixariam os homens ago-
nizantes durante cinco meses.
Vários comentaristas, no entanto, conside-
rando o aspecto dos gafanhotos, entendem estes
como sendo demônios atormentadores, e não agen-
tes físicos ou biológicos.
6. A sexta trombeta
“O sexto anjo tocou a trombeta, e ouvi uma
voz procedente dos quatro ângulos do altar de ouro
que se encontra na presença de Deus, dizendo ao
sexto anjo, o mesmo que tem a trombeta: Solta os
quatro anjos que se encontram atados junto ao gran-
de rio Eufrates. Foram, então, soltos os quatro an-
jos que se achavam preparados para a hora, o dia, o
mês e o ano, para que matassem a terça parte dos
homens. O número dos exércitos da cavalaria era
de vinte mil vezes dez milhares; eu ouvi o seu nú-
mero.” (Ap 9.13-16)
Ao soar a sexta trombeta, quatro anjos que
estão atados junto ao rio Eufrates serão soltos. Eles
mobilizarão (possivelmente induzindo as lideran-
ças mundiais) um exército de cavalaria com duzen-
tos milhões de integrantes. Há quem afirme serem
esses cavaleiros seres espirituais, mas, se atentar-
mos para a forma dos cavalos e seus cavaleiros, ve-
rificaremos sua semelhança com os carros de com-
bate modernos, que poderão ter sido visualizados
por João em sua visão. As couraças de cor de fogo,
jacinto e enxofre são a cor de muitos desses veícu-
los camuflados. A boca da qual saía fogo, fumaça e
enxofre ilustra muito bem um canhão desses blin-
dados disparando. A porção traseira dos tanques,
com suas metralhadoras e os pentes de projéteispoderiam muito bem ser vistos como serpentes. E
justamente “a força dos cavalos estava na sua boca e
na sua cauda” (veja Ap 9.17-19).
E esses cavaleiros, diferentemente dos
“gafanhotos” liberados quando soou a quinta
trombeta, matavam, causando a morte da terça
53
parte dos homens. Eram as guerras se estabele-
cendo pela Terra.
7. A sétima trombeta
“O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve
no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo
se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele
reinará pelos séculos dos séculos. E os vinte e qua-
tro anciãos que se encontram sentados no seu tro-
no, diante de Deus, prostraram-se sobre o seu ros-
to e adoraram a Deus” (Ap 11.15-16)
Este é o momento em que Deus é exaltado
e glorificado. Seus juízos são considerados como
louvor da sua glória.
III. As TIII. As TIII. As TIII. As TIII. As Taçasaçasaçasaçasaças
Nos capítulos 15 e 16 de Apocalipse, te-
mos a descrição do derramamento das sete taças da
ira de Deus:
“Ouvi, vinda do santuário, uma grande voz,
dizendo aos sete anjos: Ide e derramai pela terra as
sete taças da cólera de Deus.” (Ap 16.1)
Os juízos estão derramados sobre a terra. A Grande Tribulação
encaminha-se para o seu final, culminando com a grande batalha, em
que Israel será levado ao extremo de sua resistência até que seja livra-
do por Jesus Cristo, vindo em glória para estabelecer seu reino Milenar.
Com as taças, sete flagelos se abatem so-
bre a humanidade:
1. Primeira taça: úlceras malignas e perni-
ciosas as portadores da marca da besta.
2. Segunda taça: desastre no mar, causando
a morte de todo ser vivente marítimo.
3. Terceira taça: rios e fontes de água tor-
nam-se em sangue.
4. Quarta taça: superaquecimento do sol.
5. Quinta taça: derramada sobre o trono da
besta, cujo reino se tornou em trevas; marcada por
angústias, úlceras e dores nos homens da terra.
6. Sexta taça: o rio Eufrates é seco, para a
preparação do caminho para os exércitos que virão
contra Israel no vale do Armagedom.
7. Sétima taça: gigantesco terremoto, afe-
tando as grandes cidades, montanhas e ilhas. Tam-
bém grande chuva de saraiva com pedras de cerca
de um talento (cerca de 34 kg), indicando, conforme
vimos no mecanismo de formação da saraiva, uma
convulsão atmosférica inédita, com imensas turbu-
lências e tempestades.
} }
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Anotações
ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão
54
IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução
liçãoliçãoliçãoliçãolição
14
É interessante percebermos, já em nos-
sos dias, as características do ambiente que
reinará na Terra na Grande Tribulação. O ser
humano orgulhoso, que se opõe a Deus, não
reconhecendo Sua soberania e desprezando
tudo o que a Ele se relaciona, é uma realidade
predominante já em nossos dias. As pessoas
preferem acreditar em naves extraterrestres
(OVNIs) do que nos milagres de Deus.
A influência do espírito do Anticristo
apenas está detida pela presença do Espírito
Santo na Igreja. Mas na Grande Tribulação,
quando a Igreja tiver sido arrebatada, ela che-
gará à sua plenitude.
A seguir, estudaremos sobre alguns
eventos e personagens que serão proeminen-
tes nesse período de juízo sobre a Terra.
I. As BestasI. As BestasI. As BestasI. As BestasI. As Bestas
No capítulo 13 de Apocalipse, vemos duas
bestas: uma que sobe da terra e outra que emerge
do mar.
1. O Anticristo
A GrandeA GrandeA GrandeA GrandeA Grande
TTTTTribulação - IIIribulação - IIIribulação - IIIribulação - IIIribulação - III
“e todo espírito que não confessa a
Jesus não procede de Deus; pelo
contrário, este é o espírito do
anticristo, a respeito do qual tendes
ouvido que vem e, presentemente, já
está no mundo.” (1 Jo 4.3) chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas
e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia.” (Ap 13.1)
O Anticristo será um líder político que
aglutinará o apoio de todo o mundo. Chegará falan-
do de paz e de solução para as calamidades que
assolam a Terra.
Os chifres representam poderes, significan-
do que estará diretamente na liderança de dez na-
ções ou confederações de nações que lhe darão le-
gitimidade para agir. Vemos hoje vários grupos polí-
ticos e econômicos se formando. As crises mundi-
ais, em que problemas em uma nação ou confedera-
ção afetam as demais, exigirão que um mediador
entre todos leve ao fortalecimento global. Esse é o
ambiente propício à aceitação do Anticristo.
1.1. Características
A seguir, veremos algumas de suas caracte-
rísticas para identificarmos a linha de seu domínio:
a) Governará com o poder conferido
pelo próprio Satanás.
“A besta que vi era semelhante a leopardo,
com pés como de urso e boca como de leão. E deu-
lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande
autoridade.” (Ap 13.2)
b) Será abertamente inimigo de
Deus.
“o qual se opõe e se levanta contra tudo
que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de
assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se
como se fosse o próprio Deus.” (2 Ts 2.4)
c) Será caracterizado pela iniquidade.
“Vi emergir do mar uma besta que tinha dez
55
“Ninguém, de nenhum modo, vos engane,
porque isto não acontecerá sem que primeiro venha
a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade,
o filho da perdição” (2 Ts 2.3).
d) Fará sinais extraordinários.
“Então, vi uma de suas cabeças como golpeada
de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a
terra se maravilhou, seguindo a besta” (Ap 13.3).
A cabeça golpeada de morte pode ser a sua
própria, num falecimento quase consumado, ou a
reestruturação de um dos governos sobre o qual
possui autoridade. De qualquer forma, todos se
maravilharão de seu desempenho e render-se-ão ao
seu domínio.
e) Agirá com o poder que lhe foi dado
durante três anos e meio.
A primeira metade da Grande Tribulação será
seu estabelecimento (até que seja revelado). Na
segunda metade, ele agirá com toda a força que
Satanás lhe conferiu.
“Foi-lhe dada uma boca que proferia arro-
gâncias e blasfêmias e autoridade para agir quarenta
e dois meses” (Ap 13.5).
f) Pelejará contra aqueles que esti-
verem ao lado de Deus e os vencerá.
“Foi-lhe dado, também, que pelejasse contra
os santos e os vencesse. Deu-se-lhe ainda autoridade
sobre cada tribo, povo, língua e nação” (Ap 13.7).
g) Receberá adoração como se fosse
Deus.
“e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a
terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no
Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a
fundação do mundo” (Ap 13.8).
h) Age com poder, sinais e prodí-
gios de mentira; mas já conhece a sua con-
denação.
“Com efeito, o mistério da iniquidade já
opera e aguarda somente que seja afastado aquele
que agora o detém; então, será, de fato, revelado o
iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro
de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua
vinda. Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a
eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e pro-
dígios da mentira” (2 Ts 2.7-9 RA).
1.2. Sua atuação
O Anticristo será aceito por Israel como o
Messias e fará uma aliança com esta nação. No
entanto, romperá a aliança na metade da Grande
Tribulação e passará de aliado a inimigo (leia Dn
9.27; 8.24; Ap 13.7), em período ao fim do qual
fará convergir nações do mundo inteiro para com-
bater Israel, reunindo-se no Vale do Armagedom
– leia Ap 16.13-16 - para então dirigirem-se aoVale de Josafá, onde compreendemos que ocor-
rerá efetivamente a grande batalha (leia Jl 3.2,9-
13) – veremos mais detalhadamente este assun-
to na próxima lição.
2. O Falso Profeta
 “Vi ainda outra besta emergir da terra; pos-
suía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava
como dragão.” (Ap 13.11)
A besta que sobe da terra é o Falso Profeta.
Vejamos algumas de suas características.
2.1. Características
a) Possui dois chifres, possivelmente repre-
sentando o poder político e religioso (Ap 13.12)
b) Faz com que a terra e seus habitantes
adorem o Anticristo (Ap 13.12)
c) Opera grandes sinais, e até fogo do céu
faz descer à terra (Ap 13.13)
d) Comunica fôlego à imagem da besta, a
quem os homens deverão adorar (Ap 13.15)
2.2. Sua ação
O Falso Profeta será um grande líder religi-
oso que aglutinará a humanidade à adoração que ele
estabelecer. Além de levar os homens à adoração
do Anticristo, coordenará a implantação do “núme-
ro da besta”.
“A todos, os pequenos e os grandes, os ri-
cos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes
seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a
fronte, para que ninguém possa comprar ou vender,
senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou
o número do seu nome. Aqui está a sabedoria. Aque-
le que tem entendimento calcule o número da bes-
ta, pois é número de homem. Ora, esse número é
seiscentos e sessenta e seis” (Ap 13.16-18).
56
2.3. A tentativa de imitação, pelo Falso Profeta, das atividades do Espírito Santo
O Espírito Santo é a terceira pessoa da Trin-
dade (Mt 28.19).
O Espírito Santo leva os homens à verdade
(Jo 16.13).
O Espírito Santo glorifica a Cristo (Jo
16.13,14).
O Espírito Santo fez fogo cair no Pentecos-
tes (At 2.3).
O Espírito Santo dá a vida (Rm 8.2).
O Espírito Santo marca com um selo todos
os que pertencem a Deus (Ef 1.13).
II. Os 144000 judeusII. Os 144000 judeusII. Os 144000 judeusII. Os 144000 judeusII. Os 144000 judeus
marmarmarmarmarcadoscadoscadoscadoscados
A Bíblia mostra-nos que serão marcados
12000 judeus de cada tribo (exceto Dã e Efraim, no
lugar de quem entraram José e Levi) para serem
preservados. Possivelmente sua missão será o tes-
temunho de Jesus Cristo. Hoje, existe um grupo
crescente a nível mundial chamado “Judaísmo
Messiânico”. Já conta com milhares de membros.
São judeus que aceitam Jesus Cristo como o Messi-
as e cuja missão é comunicar a boa nova aos seus
patriotas. Será um movimento como esse instaura-
do na Grande Tribulação? É possível que sim.
“Não danifiqueis nem a terra, nem o mar,
nem as árvores, até selarmos na fronte os servos do
nosso Deus. Então, ouvi o número dos que foram
selados, que era cento e quarenta e quatro mil, de
todas as tribos dos filhos de Israel” (Ap 7.3-4).
III. As Duas TIII. As Duas TIII. As Duas TIII. As Duas TIII. As Duas Testemu-estemu-estemu-estemu-estemu-
nhas (Ap 11.3-13)nhas (Ap 11.3-13)nhas (Ap 11.3-13)nhas (Ap 11.3-13)nhas (Ap 11.3-13)
No capítulo onze de Apocalipse, a Bíblia
nos fala de duas testemunhas que profetizarão
durante mil duzentos e sessenta dias, correspon-
dendo a três anos e meio. Ninguém poderá detê-
los. Haverá grande autoridade em sua palavra,
podendo até mesmo impedir a ocorrência de chu-
va, transformar água em sangue, bem como ferir a
terra com toda sorte de flagelos quantas vezes
quiserem.
Após terem concluído sua missão, serão
mortas pela besta e expostas em Jerusalém durante
três dias e meio. Todo o mundo os verá (hoje sabe-
mos, naturalmente, que isso será possível pelos
avançados meios de comunicação) e realizarão fes-
tas para comemorar suas mortes, tamanho o pavor
que provocarão. Após aqueles dias em que estarão
mortos, ressuscitarão, sendo vistas pelos seus ini-
migos, enquanto estará ocorrendo um grande ter-
remoto, fazendo com que as pessoas deem glória
ao Deus do céu.
Não há unanimidade relativamente a es-
tas testemunhas. Alguns afirmam que sejam
Enoque e Elias, pois ambos não morreram e teri-
O Falso Profeta é a terceira pessoa da
trindade satânica (Ap 16.13).
O Falso Profeta leva os homens ao erro
(Ap 13.11,14).
O Falso Profeta glorifica o Anticristo
(Ap 13.12).
O Falso Profeta fará o mesmo diante dos
homens (Ap 13.13).
O Falso Profeta mata (Ap 13.15).
O Falso Profeta marcará com um selo to-
dos aqueles que adoram a Satanás
(Ap 13.16,17; 14.9; 15.2).
57
} }A Grande Tribulação será um momento em que a majestade
de Deus se manifestará sobre a terra. Será, também, o julgamento
do mundo pelas suas injustiças e a preparação de Israel para o
Milênio, período que estudaremos mais adiante.
ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão
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Anotações
am que morrer para cumprirem a palavra registra-
da em Hb 9.27: “E, assim como aos homens está
ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois
disto, o juízo”.
Ainda, há quem afirme serem duas pesso-
as normais, contemporâneas desses eventos, que
estarão na terra nessa época como mensageiros
de Deus, recebendo extraordinária autoridade
para pregar ao mundo.
58
IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução
Veremos, nesta lição, os eventos que
marcarão o final da Grande Tribulação e o
Milênio.
I. A Segunda Fase daI. A Segunda Fase daI. A Segunda Fase daI. A Segunda Fase daI. A Segunda Fase da
Vinda de JesusVinda de JesusVinda de JesusVinda de JesusVinda de Jesus
O marco divisório entre a Grande Tribula-
ção e o Milênio é a segunda fase da vinda de Jesus.
Esse grande evento se dará como clímax da grande
batalha, em que as forças do Anticristo serão derro-
tadas pelo Senhor Jesus.
“Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas;
sobre a terra, angústia entre as nações em perplexi-
dade por causa do bramido do mar e das ondas;
haverá homens que desmaiarão de terror e pela ex-
pectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois
os poderes dos céus serão abalados. Então, se verá
o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e
grande glória.” (Lc 21.25-27)
II. A Grande BatalhaII. A Grande BatalhaII. A Grande BatalhaII. A Grande BatalhaII. A Grande Batalha
1. V1. V1. V1. V1. Vale do Armagedom: um esclare-ale do Armagedom: um esclare-ale do Armagedom: um esclare-ale doArmagedom: um esclare-ale do Armagedom: um esclare-
cimento bíblico e geográficocimento bíblico e geográficocimento bíblico e geográficocimento bíblico e geográficocimento bíblico e geográfico
a) A origem do termo Armagedoma) A origem do termo Armagedoma) A origem do termo Armagedoma) A origem do termo Armagedoma) A origem do termo Armagedom
 Essa grande batalha é chamada comumente
de Batalha do Armagedom. Contudo, a Bíblia não
Final da Grande TFinal da Grande TFinal da Grande TFinal da Grande TFinal da Grande Tribulaçãoribulaçãoribulaçãoribulaçãoribulação
e Início do Milênioe Início do Milênioe Início do Milênioe Início do Milênioe Início do Milênio
“Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles
aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as
almas dos decapitados por causa do testemunho
de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus,
tantos quantos não adoraram a besta, nem
tampouco a sua imagem, e não receberam a marca
na fronte e na mão; e viveram e reinaram com
Cristo durante mil anos.” (Ap 20.4)
apóia tal denominação. É lamentável dizer aos que
assim aprenderam, mas a batalha do Armagedom
não existe na Bíblia.
Vejamos, primeiro, o que é Armagedom. Essa
palavra é uma transliteração grega da expressão
hebraica “Har Megido”, que significa Monte de
Megido. No litoral Nordeste de Israel, costeando o
Mar Mediterrâneo, há uma planície, chamada de
Saron. Indo-se em direção ao interior do país, na
direção Oeste, há a Cordilheira do Monte Carmelo.
Após essa cordilheira, há um vale extraordinaria-
mente fértil, que corre na direção Norte-Sul entre a
Cordilheira do Carmelo e a cordilheira central, que
corta Israel também na direção Norte-Sul. Esse vale
é chamado de Esdraelom ou Jezreel.
Nesse vale se pode entrar, vindo do Oeste,
do lado do Mar Mediterrâneo, por uma estrada que
passa por uma fenda na Cordilheira do Carmelo,
chamada de Via Maris nos tempos antigos. Pelo lado
oposto, vindo do leste, do lado do Rio Jordão, há
também uma passagem na cordilheira central, por
meio da qual entravam os invasores que vinham do
Leste. Justamente nessa ligação entre as passagens
leste-oeste, há uma estrada que corta o vale na di-
reção norte-sul, que deixa o Líbano ao Norte e vai
em direção a Jerusalém, no Sul, formando-se assim
um entroncamento que distribui todas as rotas do
Vale de Jezreel. Quem dominar esse entroncamen-
to, dominará as terras mais férteis de Israel. A pou-
cas centenas de metros desse entroncamento está
o Monte de Megido, sobre cujo topo tanto o Rei
Salomão quanto o Rei Acabe construíram a cidade
liçãoliçãoliçãoliçãolição
15
59
fortificada de Megido. Por isso, esse vale também é
chamado de Vale de Har Megido (Vale do Monte de
Megido), ou Vale do Armagedom.
b) Armagedom: um ponto de encontro
A única vez que a Bíblia menciona
Armagedom é em Ap 16.16. Ali, de forma alguma é
mencionada qualquer batalha, mas apenas consta
que os exércitos que se levantarão contra Israel se-
rão ajuntados por espíritos malignos “no lugar que
em hebraico se chama Armagedom”.
c) Jerusalém: o local da batalha
Porém, tanto Zacarias quanto Joel profeti-
zaram que a grande batalha se dará em Jerusalém.
Ora, Jerusalém fica a 135km de Megido, mais de
700m acima em relação ao nível do mar. Portanto,
não há qualquer razão para dizer que a batalha será
no Monte Megido.
Num primeiro momento, o Anticristo sitia-
rá e tomará Jerusalém (Zc 12.2 e 14.1,2). Os ju-
deus, contudo, lutarão furiosamente (Zc 14.14).
Quando tudo parecer perdido, Jesus descerá
do céu e pisará sobre o monte das Oliveiras, cumprin-
do a profecia dos anjos, proferida quando Ele ascendeu
ao céu (At 1.11; Zc 14,3,4), e o monte se fenderá.
Jesus virá junto com a igreja e seus anjos (Zc 14.5; Ap
19.14), com poder e grande glória.
d) Vale de Josafá: a batalha final
A batalha final entre as forças aliadas ao
Anticristo e Jesus se dará no Vale de Josafá, junto a
Jerusalém. Esse vale é identificado com o também
chamado Vale de Cedrom, e é uma profunda de-
pressão que se interpõe entre o Monte Moriá –
onde assenta-se a esplanada do templo – e o Monte
das Oliveiras.
Joel diz que o próprio Deus fará com que
eles desçam ao Vale de Josafá (Jl 3.2), usando a
palavra hebraica “yarad” para “desçam”. A seguir,
no verso 12, Joel profetiza que esses exércitos
subirão ao Vale de Josafá, usando aí a palavra
hebraica “alah” para “subam” (Almeida Revista e
Corrigida). Como poderão ao mesmo tempo su-
bir e descer?
A resposta é que, em relação a Armagedom,
o Vale de Josafá está acima. Mas, em relação à cida-
de de Jerusalém e seus arredores, o Vale de Josafá
está abaixo. Assim, terão que subir desde
Armagedom até a região de Jerusalém e, estando
em Jerusalém, terão que descer.
III. A Aniquilação doIII. A Aniquilação doIII. A Aniquilação doIII. A Aniquilação doIII. A Aniquilação do
AnticristoAnticristoAnticristoAnticristoAnticristo
 A batalha durará um dia, e aquele dia será
de penumbra (Zc 14.6,7), o sol escurecerá, a lua
não dará a sua claridade (Mt 24.29,30; Mc 13.24-
27; Jl 3.15). O Anticristo e suas hostes serão ani-
quilados pela interferência de Jesus Cristo (2 Ts
2.8; Ap 19.21; Is 66.15-16).
Não podemos afirmar que assim será, mas
a Bíblia sugere, pelo diagnóstico daquilo que su-
cederá com os guerreiros aliados ao Anticristo,
que haverá o uso de armas nucleares (Zc 14.12).
Será grande a mortandade (Jl 3.14; Ap 19.20,21).
Os mortos servirão de pasto para os abutres (Ap
19.17,18) e o enterro durará sete meses (Ez
39.14,15).
Cumprir-se-á, neste momento, a última pre-
dição das setenta semanas de Daniel, quando a des-
truição que está determinada se derramará sobre o
Anticristo (Dn 9.27).
IVIVIVIVIV. A Conversão dos. A Conversão dos. A Conversão dos. A Conversão dos. A Conversão dos
JudeusJudeusJudeusJudeusJudeus
 Quanto virem Jesus pelejar por eles nessa
grande batalha, os judeus de todo o mundo serão
alcançados (Zc 12.7; Mt 24.21), e os judeus que
estiverem em Jerusalém irão chorar amargamente
reconhecendo que mataram o Messias (Zc 12.10).
O choro que haverá em Jerusalém será comparado
ao pranto que houve no dia em que o Rei Josias –
amado em Israel – foi morto pelo exército egípcio
(Zc 12.11; 2 Cr 35.22-25).
Essa será a restauração de Israel (Is 4.5),
que se aproximará do Senhor (Os 3.4,5) e nunca
mais dEle se apartará (Is 59.20,21). Este será o
remanescente de que fala o apóstolo Paulo em
Rm 9.27,28.
60
VVVVV. A Prisão Definitiva. A Prisão Definitiva. A Prisão Definitiva. A Prisão Definitiva. A Prisão Definitiva
da Besta e do Fda Besta e do Fda Besta e do Fda Besta e do Fda Besta e do Falso Pralso Pralso Pralso Pralso Profetaofetaofetaofetaofeta
Após a aniquilação do Anticristo, a besta e
o falso profeta serão aprisionados e lançados vivos
no lago de fogo e enxofre (Ap 19.20).
VI. A Prisão TVI. A Prisão TVI. A Prisão TVI. A Prisão TVI. A Prisão Temporá-emporá-emporá-emporá-emporá-
ria do Diaboria do Diaboria do Diaboria do Diaboria do Diabo
 O diabo será preso pelo espaço de mil anos
“Então, vi descer do céu um anjo; tinha na
mão a chave do abismo e uma grande corrente. Ele
segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo,
Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no abis-
mo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não
mais enganasse as nações até se completarem os
mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja
solto pouco tempo” (Ap 20.1-3)
VII. A Última Fase daVII. A Última Fase daVII. A Última Fase daVII. A Última Fase daVII. A Última Fase da
Primeira RessurreiçãoPrimeira RessurreiçãoPrimeira RessurreiçãoPrimeira RessurreiçãoPrimeira Ressurreição
Assim como na primeira fase, a segunda
fase da vinda de Jesus também será acompanhada
de ressurreição de mortos. Os mártires da Gran-
de Tribulação, que foram decapitados por causa
do testemunho de Jesus, e que esperavam diante
do trono (Ap 6.10; 7.13-16), serão ressuscita-
dos, encerrando-se, então, primeira ressurreição
(Ap 20. 4-6).
VIII. O Julgamento dasVIII. O Julgamento dasVIII. O Julgamento dasVIII. O Julgamento dasVIII. O Julgamento das
NaçõesNaçõesNaçõesNaçõesNaçõesSerão julgadas as nações. As que tiverem
sido a favor dos judeus, serão abençoadas; as de-
mais serão amaldiçoadas (Mt 25.31-46).
IX. Instauração doIX. Instauração doIX. Instauração doIX. Instauração doIX. Instauração do
Reino MileniaReino MileniaReino MileniaReino MileniaReino Milenialllll
Finalmente, Jesus submete todos os seus
inimigos e instaura o seu reino milenial.
Cristo derrota todos os inimigos e ins-
taura um reino mundial, sobre todas as nações,
regendo-as com vara de ferro. Nesse momento,
aquele que foi morto e sobre ele puseram o títu-
lo “Jesus Nazareno Rei dos Judeus” será procla-
mado como Rei dos Reis e Senhor dos Senhores
(Ap 19.15,15).
As profecias se cumpriram quando Jesus veio à terra como ser-
vo, como cordeiro de Deus, e assim foi crucificado. Assim também a
profecia se cumprirá, e um dia Ele virá como o noivo da igreja. Por fim,
junto com a Sua noiva, o servo virá como Rei, e reinará sobre tudo.
Aquilo que o diabo queria lhe dar sob a condição de adorá-lo – os
reinos deste mundo e a glória deles – Jesus obterá – por direito - por ter
se submetido completamente ao Pai.
} }
ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão
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Anotações
61
IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução
liçãoliçãoliçãoliçãolição
16
O Milênio será a última era da Terra
como a conhecemos. Como o nome indica,
durará mil anos (Ap 20.4-6). No Milênio,
Deus provará que a vida nas condições do
Éden é possível.
I. O Reino de CristoI. O Reino de CristoI. O Reino de CristoI. O Reino de CristoI. O Reino de Cristo
1. As predições no Antigo T1. As predições no Antigo T1. As predições no Antigo T1. As predições no Antigo T1. As predições no Antigo Testa-esta-esta-esta-esta-
mentomentomentomentomento
Cristo reinará na terra a partir da Nova Jeru-
salém, que descerá do céu (Ap 21.22,23). Embora
os judeus O tivessem rejeitado, Ele reinará sobre o
Seu povo (Lc 1.32,33).
Daniel teve a visão de Cristo vindo em gló-
ria e estabelecendo Seu reino sobre todos os po-
vos, nações, homens e línguas (Dn 7.13,14). Essa
profecia se cumprirá no milênio.
Isaías também teve a mesma visão quando
declarou que o governo estaria sobre os ombros de
um menino que um dia iria nascer (Is 9.6,7).
Por meio de Jesus, se unificará o governo so-
bre Israel e sobre todas as nações (Is 24.23; Ez 37.22).
2. Coparticipação no reinado de
Cris to
a) Igreja
A igreja sentará no trono com Jesus (Ap
3.21). Os crentes, então, serão governadores so-
bre a terra (Ap 20.4,a; 5.9-10; 2 Tm 2.12).
Milênio e Juízo FinalMilênio e Juízo FinalMilênio e Juízo FinalMilênio e Juízo FinalMilênio e Juízo Final
“Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco.
O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro
e julga e peleja com justiça...e seguiam-no
os exércitos que há no céu, montando
cavalos brancos, com vestiduras de linho
finíssimo, branco e puro.” (Ap 19.11,14)
Jesus explicou que a autoridade concedida
aos crentes será de acordo com a fidelidade presta-
da no trabalho do Senhor (Lc 19.16-19).
b) Apóstolos
Segundo nos dá a entender Mateus 19.28,
os apóstolos auxiliarão o reino do Cordeiro julgan-
do as doze tribos de Israel.
c) Davi
Ao trono de Jesus na Nova Jerusalém, en-
tende-se que corresponderá um trono na Jerusalém
terrestre ocupado por Davi, ressuscitado (Jr 30.9;
Ez 37.25).
3. A restauração total de Israel
Israel será totalmente restaurado. O tem-
plo será reconstruído e todo o sistema de culto será
recomeçado (Ez 40-46; 37.26-28; Zc 14.16-17).
4. A restauração do planeta Terra
 O Milênio será tempo de restauração total,
inclusive da terra. Por essa causa, Jesus denominou
o milênio de “regeneração” (Mt 19.28).
62
II. As Bênçãos do Milênio
Aumentará a longevidade dos homens Is 65.20
As colheitas não serão frustradas Is 65.21
As orações terão respostas céleres Is 65.24
Os filhos serão obedientes Is 65.23
Haverá justiça social Is 65.23
A ferocidade desaparecerá até dos animais Is 65.25
Haverá alegria Is 9.3,4; 12.3-6; 17.7,8
A santidade do Senhor dominará a terra Is 1.25-28; 4.3,4
A glória de Deus encherá o mundo Is 24.23
Abundância de saúde Is 29.17-19; 35.5-6
III. Satanás Será Solto noIII. Satanás Será Solto noIII. Satanás Será Solto noIII. Satanás Será Solto noIII. Satanás Será Solto no
Final do MilênioFinal do MilênioFinal do MilênioFinal do MilênioFinal do Milênio
Quando Satanás for solto, no final do Milê-
nio, novamente os homens serão seduzidos por ele
(Ap 20.7,8). Esse evento demonstrará a justiça do
castigo eterno que o diabo sofrerá e, por outro lado,
o quanto é incorrigível a natureza humana. Não ha-
verá desculpa de pobreza e nem qualquer motivo
que justificaria a revolta dos homens, pois a terra
nunca terá experimentado tanta prosperidade e
benesses. Será simplesmente o sentimento de re-
beldia do homem que o fará se levantar, mais uma
vez, contra o Rei.
O sucesso do diabo será tão grande no
seu intento, que a multidão dos povos cobrirá a
terra (Ez 38).
O juízo de Deus, então, será implacável.
Tanto Ezequiel quanto o Apocalipse dizem que Deus
mandará fogo do céu para consumir os inimigos que
se levantarem contra a santa cidade (Ap 20.9; Ez
38.22).
Satanás terá seu destino final, sendo lança-
do no lago de fogo e enxofre, onde será atormenta-
do pelos séculos dos séculos (Ap 20.10).
IVIVIVIVIV. Juízo Final. Juízo Final. Juízo Final. Juízo Final. Juízo Final
O último ato de Deus, antes do fim de to-
das as coisas, será o Juízo Final. Nesse momento, o
falso profeta, a besta e o diabo já estarão no lago de
fogo e enxofre.
1. O Juiz
A descrição do Juízo Final começa com a
visão do grande juiz. Aquele que hoje é o advogado
dos que buscam o perdão de seus pecados diante
de Deus (1 Jo 2.1), naquele dia será o juiz, assenta-
do sobre um majestoso trono branco (Ap 20.11).
A Sua presença será tão impressionante,
que todas as coisas se tornarão insignificantes, e a
atenção de todos estará voltada para ele. Esse é o
momento em que se cumprirá a profecia de Fp
2.10: todo joelho se dobrará diante do trono.
Todos, desde o começo da humanidade; grandes
e pequenos, sem exceção, reconhecerão aquele
que há de julgá-los.
2. A abertura dos livros
Então, se dará a mais impactante cena de
todos os tempos: se abrirão os livros. E todos os
mortos serão julgados de acordo com o que está
nos livros. Não importa o que disseram os teólogos,
nem as Convenções de Pastores, nem os críticos
liberais, nem os agnósticos, céticos e ateus. Cada
um vai se defrontar com o que está nos livros, e suas
obras serão confrontadas com todos e cada um dos
mandamentos, obra por obra (Ap 20.12). Não have-
rá quem os defenda, ninguém poderá dizer que aquilo
que está escrito não está nos livros.
63
3. Um julgamento individual
Ninguém poderá se esconder na sombra de
outrem. O julgamento será individual, “um por um”,
diz a Palavra (Ap 20.13,b). A sensação será a mes-
ma que sente alguém que lhe arrancam as roupas
diante de uma multidão. Não há como se esconder.
Nesse momento, as palavras de Jesus em Mc 4.22
se cumprirão: tudo o que até então esteve oculto se
revelará, à vista de todos.
Depois de ter comparadas as suas obras com
o que está nos livros, o julgado saberá se o seu
nome está escrito no outro livro que se abrirá: o
Livro da Vida. O relato bíblico não menciona que
alguém terá ousadia de contestar a ausência de seu
nome no Livro da Vida, pois, antes da conferência
dos nomes no Livro, já terá sido feita a conferência
das obras (Ap 20.15).
4. A perplexidade dos apóstatas e
l iberais
Somente um grupo destoará da terrível re-
signação que se abaterá sobre a multidão. Será o
grupo dos crentes apóstatas e liberais. A consciên-
cia desses miseráveis estarátão cauterizada que,
mesmo diante dos livros, não se convencerão (Hb
6.4-6). Jesus diz que, então, eles gritarão “Senhor,
Senhor! Porventura não temos nós profetizado em
teu nome, e em teu nome não expelimos demônios,
e em teu nome não fizemos muitos milagres?”. En-
tão, diante de uma multidão incontável de perdidos,
de almas que até os ouviram pregar suas lindas
mensagens, ouvirão o Juiz dizer-lhes explicitamen-
te: “nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os
que praticais a iniquidade” (Mt 7.22,23).
Então, todos os que estavam aguardando
o julgamento no inferno, juntamente com a
morte, serão lançados para dentro do lago de
fogo (Ap 20.14).
VVVVV. Novo Céu e Nova T. Novo Céu e Nova T. Novo Céu e Nova T. Novo Céu e Nova T. Novo Céu e Nova Terererererrarararara
Depois de todas essas coisas, vencido o
pecado, julgado Satanás e seus demônios, aprisio-
nados com Satanás todos os homens que rejeitaram
a salvação de Deus, estando limpo o Universo do
princípio de rebelião que começou no coração de
Lúcifer, estará preparado o tempo e as condições de
Deus fazer novas todas as coisas.
Então se fará novos céus e nova terra. E
Deus ali habitará com o Seu povo. “E lhes enxugará
dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já
não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as
primeiras coisas passaram” (Ap 21.4).
Conclusão
Por tudo o que espera os santos, e por tudo o que
espera os perdidos, vale a pena passar por lutas, provações e
perseverar até o fim, pois aquele que perseverar até o fim
esse será salvo (Mt 24.13). Por fim, não esqueçamos que “a
nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno
peso de glória, acima de toda comparação” (2 Co 4.17).} }
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Anotações
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Bibliografia
 CHAMPLIN, R.N. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. 8ª Ed. Hagnos. SP. 2006.
 JOSEFO, Flavio. História dos Hebreus. CPAD. 5ª Ed. Rio de Janeiro.1999
 REFIDIM. Escatologia. Livro-Texto Módulo IV. Volume 8. 2ª Ed. EPOS. SC. 2006.
 SILVA, A.G. Daniel e Apocalipse. 3ª Ed. EETAD. SP. 1999.
 SILVA, A.G. Escatologia Bíblica. 2ª Ed. EETAD. SP. 1997.
BURKETT, Bill Pentecostais ou Carismáticos? 3ª Ed. CPAD 2001
www.chabad.org.br/ciclodavida/casamento/casamento.html#ritual
www.wikipedia.org
www.who.int, acessado em 27.07.2011
www.fao.org, acessado em 28.07.2011
www.nsf.gov, acessado em 27.07.2011
2
Expediente
AUTORES
Pr. Humberto Schimitt Vieira
(Lições de 1 a 9 e 15 a 16)
Pr. James Schimitt Vieira
(Lições 10 a 14)
EDITOR
Pr. James Schimitt Vieira
REVISÃO DOUTRINÁRIA
Conselho de Doutrina da Convenção de
Ministros da IPAD – Ministério Restauração
REVISÃO GRAMATICAL E ORTOGRÁFICA
Ana Schimitt
Isabel Cristina Schimitt Vieira
Moisés Alves
Mári Schirmer
DIAGRAMAÇÃO
Ramo da Videira
CAPA
Mári Schirmer
58
IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução
Veremos, nesta lição, os eventos que
marcarão o final da Grande Tribulação e o
Milênio.
I. A Segunda Fase daI. A Segunda Fase daI. A Segunda Fase daI. A Segunda Fase daI. A Segunda Fase da
Vinda de JesusVinda de JesusVinda de JesusVinda de JesusVinda de Jesus
O marco divisório entre a Grande Tribula-
ção e o Milênio é a segunda fase da vinda de Jesus.
Esse grande evento se dará como clímax da grande
batalha, em que as forças do Anticristo serão derro-
tadas pelo Senhor Jesus.
“Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas;
sobre a terra, angústia entre as nações em perplexi-
dade por causa do bramido do mar e das ondas;
haverá homens que desmaiarão de terror e pela ex-
pectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois
os poderes dos céus serão abalados. Então, se verá
o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e
grande glória” (Lc 21.25-27).
II. A Grande BatalhaII. A Grande BatalhaII. A Grande BatalhaII. A Grande BatalhaII. A Grande Batalha
1. V1. V1. V1. V1. Vale do Armagedom: um esclare-ale do Armagedom: um esclare-ale do Armagedom: um esclare-ale do Armagedom: um esclare-ale do Armagedom: um esclare-
cimento bíblico e geográficocimento bíblico e geográficocimento bíblico e geográficocimento bíblico e geográficocimento bíblico e geográfico
a) A origem do termo Armagedoma) A origem do termo Armagedoma) A origem do termo Armagedoma) A origem do termo Armagedoma) A origem do termo Armagedom
 Essa grande batalha é chamada comumente
de Batalha do Armagedom. Contudo, a Bíblia não
Final da Grande TFinal da Grande TFinal da Grande TFinal da Grande TFinal da Grande Tribulaçãoribulaçãoribulaçãoribulaçãoribulação
e Início do Milênioe Início do Milênioe Início do Milênioe Início do Milênioe Início do Milênio
“Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles
aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as
almas dos decapitados por causa do testemunho
de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus,
tantos quantos não adoraram a besta, nem
tampouco a sua imagem, e não receberam a marca
na fronte e na mão; e viveram e reinaram com
Cristo durante mil anos.” (Ap 20.4)
apóia tal denominação. É lamentável dizer aos que
assim aprenderam, mas a batalha do Armagedom
não existe na Bíblia.
Vejamos, primeiro, o que é Armagedom. Essa
palavra é uma transliteração grega da expressão
hebraica “Har Megido”, que significa Monte de
Megido. No litoral Noroeste de Israel, costeando o
Mar Mediterrâneo, há uma planície, chamada de
Saron. Indo-se em direção ao interior do país, na
direção Leste, há a Cordilheira do Monte Carmelo.
Após essa cordilheira, há um vale extraordinaria-
mente fértil, que corre na direção Norte-Sul entre a
Cordilheira do Carmelo e a cordilheira central, que
corta Israel também na direção Norte-Sul. Esse vale
é chamado de Esdraelom ou Jezreel.
Nesse vale se pode entrar, vindo-se do Oes-
te, desde o Mar Mediterrâneo, por uma fenda na
Cordilheira do Carmelo, onde há uma estrada que,
nos tempos antigos, era chamada de Via Maris. Pelo
lado oposto, ao Leste, desde o Rio Jordão, há tam-
bém uma passagem na cordilheira central, por meio
da qual entravam os invasores que vinham do Leste.
Justamente nessa ligação entre as passagens Leste-
Oeste, há uma estrada que corta o vale na direção
Norte-Sul, que deixa o Líbano ao Norte e vai em
direção a Jerusalém, no Sul, formando-se assim um
entroncamento que distribui todas as rotas do Vale
de Jezreel. Quem dominar esse entroncamento, do-
minará as terras mais férteis de Israel. A poucas
centenas de metros desse entroncamento está o
Monte de Megido, sobre cujo topo tanto o Rei
Salomão quanto o Rei Acabe construíram a cidade
liçãoliçãoliçãoliçãolição
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Referências BibliográficasReferências BibliográficasReferências BibliográficasReferências BibliográficasReferências Bibliográficas
CHAMPLIN, R.N. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. 8ª Ed. Hagnos. SP. 2006.
JOSEFO, Flavio. História dos Hebreus. CPAD. 5ª Ed. Rio de Janeiro.1999
REFIDIM. Escatologia. Livro-Texto Módulo IV. Volume 8. 2ª Ed. EPOS. SC. 2006.
SILVA, A.G. Daniel e Apocalipse. 3ª Ed. EETAD. SP. 1999.
SILVA, A.G. Escatologia Bíblica. 2ª Ed. EETAD. SP. 1997.
BURKETT, Bill. Pentecostais ou Carismáticos? 3ª Ed. CPAD 2001
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www.chabad.org.br/ciclodavida/casamento/casamento.html#ritual
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www.who.int, acessado em 27.07.2011
www.fao.org, acessado em 28.07.2011
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		2019-02-05T19:10:07+0000
	Preflight Ticket Signaturede Moisés,
“uma só testemunha não se levantará contra al-
guém por qualquer iniquidade ou por qualquer
pecado, seja qual for que cometer; pelo depoi-
mento de duas ou três testemunhas, se estabe-
lecerá o fato” (Dt 19.15).
Jesus adotou o mesmo princípio: “, porém,
se não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas
pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três
testemunhas, toda palavra se estabeleça” (18.16).
A igreja primitiva, por conseguinte, seguiu
o que Jesus determinara: “Não aceites denúncia
contra presbítero, senão exclusivamente sob o de-
poimento de duas ou três testemunhas” (1 Tm 5.19).
Deus, contudo, não se contentou em satis-
fazer norma processual que Ele mesmo estabelece-
“porquanto estabeleceu um dia em que há de
julgar o mundo com justiça, por meio de um
varão que destinou e acreditou diante de todos,
ressuscitando-o dentre os mortos.” (At 17.31)
IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução
liçãoliçãoliçãoliçãolição
02
9
ra. Embora tenha havido muitas testemunhas, a pro-
va testemunhal não era suficiente para a importân-
cia que Deus conferiu à prova de que Jesus havia
morrido e ressuscitado.
2. Provas Materiais
2.1. Prova da morte
A morte de Jesus não foi provada meramen-
te por testemunhas ou mesmo pelo diagnóstico re-
servado de um médico. Houve uma prova material:
à vista de todos, “chegando-se, porém, a Jesus, como
vissem que já estava morto, não lhe quebraram as
pernas. Mas um dos soldados lhe abriu o lado com
uma lança, e logo saiu sangue e água.” (Jo 19.33-
34). Não houve qualquer dúvida sobre o fato de que
Cristo morrera.
2.2. Provas da ressurreição
a) Túmulo vazio
Assim como a sua morte, a ressurreição de
Jesus também teve uma prova material: o túmulo
vazio. O túmulo continua vazio! É certo que os reli-
giosos judeus subornaram os guardas com alta soma
de dinheiro para dizerem que o corpo de Jesus havia
sido roubado (Mt 28.12,13). Porém, se o corpo de
Jesus houvesse sido realmente roubado, onde esta-
ria? Como podem dizer que roubaram um corpo se
não há prova material do roubo? Um corpo não “de-
saparece”, ainda mais entre o povo judeu, em que
ninguém ousava tocar em um corpo sem, depois,
passar pelo ritual da purificação. Se o corpo fosse
roubado, haveria uma pergunta que não poderia ca-
lar: “onde está o corpo?”
b) A guarda romana, o lacre do
túmulo e o temor dos discípulos
Por outro lado, a versão do roubo é absurda,
pois os soldados que estavam guardando o sepulcro
eram romanos. Ora, se os discípulos não tiveram
coragem sequer de estar junto ao pé da cruz, com
exceção de João (Jo 19.25), como teriam coragem
de enfrentar a escolta romana designada por Pilatos
(Mt 27.65)? É de ser salientado que a unidade míni-
ma do exército romano era o conturbenio, compos-
to por oito soldados, estando sempre no mínimo
dois acordados. Assim, havia no mínimo oito solda-
dos do exército mais poderoso da época, e forte-
mente armados, para proteger um túmulo que esta-
va lacrado por uma enorme pedra (Mt 27.60).
c) O conhecimento do exército ro-
mano
Ademais, há um fato que põe uma pá de cal
na teoria de que o corpo foi roubado e que corrobo-
ra a informação bíblica de que os soldados foram
subornados. É que um reconhecido líder militar ro-
mano na terra de Israel, o centurião Cornélio, pouco
tempo depois, converteu-se a Cristo (At 10.24,44-
48). Ora, se o corpo de Jesus tivesse sido roubado,
Cornélio não creria naquilo que ele saberia ser um
embuste. Cornélio era centurião da Coorte Italiana,
ou seja, ele era o centurião mais antigo das seis
centúrias daquela coorte - uma coorte era formada
por seis centúrias de 83 homens - e o centurião
mais experiente dentre os seis centuriões era o
comandante da coorte. Assim, se realmente tivesse
havido o tal roubo do corpo de Jesus, a notícia, por
sua relevância, teria chegado ao conhecimento dos
líderes militares acantonados na terra de Israel.
3. Provas testemunhais
Porém, além da prova material de que Cris-
to ressuscitara e da ausência de prova material do
roubo do corpo, há a prova testemunhal. Não foram
apenas duas ou três testemunhas que viram Cristo
ressuscitado, como exigia a lei.
a) As mulheres: primeiras testemu-
nhas
As primeiras testemunhas que o viram fo-
ram Maria Madalena, Joana, Maria, mãe de Tiago,
Salomé e, pelo menos, mais uma mulher que a
Bíblia não menciona o nome (Mt 28.1; Mc 16.1 e
Lc 24.10).
b) Cleopas e seu companheiro de vi-
agem
Depois, foi visto por Cleopas e outro cren-
te, enquanto caminhavam para Emaús (Mc 16.12 e
Lc 24.31).
c) Onze apóstolos
Posteriormente, foi visto pelos onze após-
tolos (Mc 16.14).
10
}}
d) Mais de quinhentas testemunhas
Finalmente, nas palavras do apóstolo Pau-
lo, “foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma
só vez, dos quais a maioria sobrevive até agora;
porém alguns já dormem” (1 Co 15.6).
III. O Indicativo da LeiIII. O Indicativo da LeiIII. O Indicativo da LeiIII. O Indicativo da LeiIII. O Indicativo da Lei
Gravada no Coração dosGravada no Coração dosGravada no Coração dosGravada no Coração dosGravada no Coração dos
HomensHomensHomensHomensHomens
Paulo escreve que existem, na consciência
humana, princípios que são gravados por Deus, uma
vez que o nosso espírito veio de Deus (Ec 12.7).
Um desses princípios é a consciência de
uma prestação de contas após a morte pelos atos
Nesta lição, procuramos apresentar algumas das evidências
por que podemos afirmar que aquilo estabelecido por Deus na Bíblia
é de absoluta fidelidade à realidade concernente à vida após a morte.
Na lição seguinte, estudaremos sobre essa revelação.
que aqui praticamos. Não importa a maneira como
pensam sobre esse julgamento, há sempre essa
noção nas civilizações.
Nos tempos bíblicos, todas as culturas do
Crescente Fértil – a região em forma de lua cres-
cente que vai do Egito, no sudoeste, até o Irã, no
extremo oriente, onde se desenvolveu a maior par-
te da história do Antigo Testamento, tinham a ideia
de um mundo oculto para onde iam os mortos. No
período do Novo Testamento, as duas culturas mais
influentes – a grega e a romana – tinham a noção da
existência de um mundo dos mortos – hades, no
grego, e infernus, no latim.
Assim, está impregnada na consciência hu-
mana a noção de castigo e recompensa após a
morte, mesmo onde a palavra escrita de Deus
não chegou.
ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão
ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão
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Anotações
11
I. O Destino PrI. O Destino PrI. O Destino PrI. O Destino PrI. O Destino Provisórioovisórioovisórioovisórioovisório
dos Mortos antes do Sacrifíciodos Mortos antes do Sacrifíciodos Mortos antes do Sacrifíciodos Mortos antes do Sacrifíciodos Mortos antes do Sacrifício
de Jesus Cristode Jesus Cristode Jesus Cristode Jesus Cristode Jesus Cristo
1. Sheol (Hades)1. Sheol (Hades)1. Sheol (Hades)1. Sheol (Hades)1. Sheol (Hades)
A Bíblia ensina que, antes da morte reden-
tora de Jesus Cristo, todos os mortos iam para o
sheol (mundo inferior), equivalente à palavra grega
hades. No sheol, havia dois compartimentos: o pa-
raíso e o inferno (leia Lc 16.23-26), entre os quais
havia um grande abismo. Quem estivesse em um
lado não poderia passar para o outro, pois seushabi-
tantes eram distintos:
a) Paraíso: era para onde iam os crentes
em Deus, por Ele considerados justos. Ressaltamos
que este paraíso não é o mesmo citado em Ap 2.7,
conforme veremos mais adiante.
b) Inferno: era para onde iam os demais,
que morriam sem ter a fé em Deus; era o “lugar de
tormentos”.
Vida apósVida apósVida apósVida apósVida após
a Mortea Mortea Mortea Mortea Morte
Após termos abordado a abundância
de evidências que conferem autoridade ao re-
velado na Bíblia, além das inúmeras provas já
elencadas que corroboram com o que ela es-
tabelece, estudaremos, enfim, o que existe
após a morte.
2. Por que paraíso, e não o céu, para
os crentes do Antigo Testamento?
Mesmo os crentes do Antigo Testamento,
que ofereciam seus sacrifícios a Deus, teriam que ir
ao Hades porque “nesses sacrifícios faz-se recorda-
ção de pecados todos os anos, porque é impossível
que o sangue de touros e de bodes remova peca-
dos” (Hb 10.3-4). Assim, somente a remoção dos
pecados, por meio do sangue de Jesus, poderia pos-
sibilitar a entrada dos justos no céu. Porém, com a
Sua morte, Jesus, “não por meio de sangue de bo-
des e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue,
entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas,
tendo obtido eterna redenção” (Hb 9.12). “Por isso,
diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cati-
veiro e concedeu dons aos homens. Ora, que quer
dizer subiu, senão que também havia descido às
regiões inferiores da terra? Aquele que desceu é
também o mesmo que subiu acima de todos os céus,
para encher todas as coisas” (Ef 4.8-10).
II. O Destino PrII. O Destino PrII. O Destino PrII. O Destino PrII. O Destino Provisó-ovisó-ovisó-ovisó-ovisó-
rio dos Mortos após o Sacrifí-rio dos Mortos após o Sacrifí-rio dos Mortos após o Sacrifí-rio dos Mortos após o Sacrifí-rio dos Mortos após o Sacrifí-
cio e Ressurreição de Jesuscio e Ressurreição de Jesuscio e Ressurreição de Jesuscio e Ressurreição de Jesuscio e Ressurreição de Jesus
Cristo no CalvárioCristo no CalvárioCristo no CalvárioCristo no CalvárioCristo no Calvário
1. Os perdidos1. Os perdidos1. Os perdidos1. Os perdidos1. Os perdidos
Aqueles que morrem sem a salvação ofere-
cida por Cristo são levados ao inferno ou Hades, e aí
“E, assim como aos homens está ordenado
morrerem uma só vez, vindo, depois disto,
o juízo” (Hb 9.27)
IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução
liçãoliçãoliçãoliçãolição
03
12
esperam o dia do julgamento, quando, enfim, o in-
ferno será lançado no lago de fogo e enxofre, que é
a segunda morte (leia Ap 20.14-15), um lugar em
que, os que lá estão, “serão atormentados de dia e
de noite, pelos séculos dos séculos” (Ap 20.10). A
Bíblia informa a seguinte situação para os perdidos
após a morte:
a) Sentirão vergonha e horror eternos
“Muitos dos que dormem no pó da terra
ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para
vergonha e horror eterno.” (Dn 12.2)
b) Suas almas não se consomem e o sofri-
mento jamais termina.
“Onde não lhes morre o verme, nem o fogo
se apaga.” (Mc 9.48)
c) Viverão em trevas eternas
“Ao passo que os filhos do reino serão lan-
çados para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger
de dentes.” (Mt 8.12)
“E o servo inútil, lançai-o para fora, nas tre-
vas. Ali haverá choro e ranger de dentes.” (Mt 25.30)
d) Estarão num lugar em que há choro e
ranger de dentes (Mt 13.42,50; 22.13; 24.51;
Lc 13.28).
“E os lançarão na fornalha acesa; ali haverá
choro e ranger de dentes.” (Mt 13.42)
Leia, ainda, Mt 13.50; 22.13; 24.51e
Lc 13.28.
2. Os salvos
Os salvos em Cristo esperam a redenção do
corpo num lugar que a Bíblia chama de paraíso (Ap
2.7). Esse paraíso não é o mesmo em que os justos
que viveram antes da morte de Jesus estavam. Aquele
paraíso estava no Hades. Este paraíso está no céu.
Possivelmente esse lugar esteja diante do
trono de Deus (Ap 6.9,11; 7.9-14). Na verdade,
especificamente, a passagem bíblica de Ap 6.9,11;
7.9-14 se refere a pessoas que “vieram da grande
tribulação”, pela qual a igreja não passará. Contudo,
é possível que este lugar – diante do trono de Deus
- em que eles estarão durante a grande tribulação
esperando a última fase da primeira ressurreição
(Ap 20.5,6), seja o mesmo lugar em que, hoje,
encontram-se os crentes que aguardam a vinda do
Senhor Jesus para arrebatar a sua igreja. O certo é
que os salvos que já morreram estão em um estado
de descanso e bem-aventurança (Ap 14.13).
III. O Estado de Cons-III. O Estado de Cons-III. O Estado de Cons-III. O Estado de Cons-III. O Estado de Cons-
ciência após a Morteciência após a Morteciência após a Morteciência após a Morteciência após a Morte
1. A alma em um corpo espiritual1. A alma em um corpo espiritual1. A alma em um corpo espiritual1. A alma em um corpo espiritual1. A alma em um corpo espiritual
A Bíblia ensina que, após a morte, embora
perdendo o corpo físico, a alma permanece com o cor-
po formado pelo espírito. Em razão disso, as pessoas:
a) Se conhecem entre si
“No inferno, estando em tormentos, levan-
tou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu
seio.” (Lc 16.23)
b) Lembram-se das pessoas na terra
“Então, replicou: Pai, eu te imploro que o
mandes à minha casa paterna, porque tenho cinco
irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de
não virem também para este lugar de tormento.”
(Lc 16.27-28)
c) Recordam-se dos fatos que ocor-
reram quando estavam em vida
“porque tenho cinco irmãos; para que lhes
dê testemunho, a fim de não virem também para
este lugar de tormento.” (Lc 16.28)
“Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo
do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos
por causa da palavra de Deus e por causa do teste-
munho que sustentavam. Clamaram em grande voz,
dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e
verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue
dos que habitam sobre a terra?” (Ap 6.9-10)
d) Não possuem, em si, a noção de
s e xo
“Porque, na ressurreição, nem casam, nem
se dão em casamento; são, porém, como os anjos no
céu.” (Mt 22.30)
2. A que se refere o termo “dormir”
para os mortos?
A expressão utilizada pelo apóstolo Paulo
“dormem”, em 1 Co 15.6,19 e 1 Ts 4.13-15, não
se refere a um estado de dormência da consciência,
mas sim do corpo físico, que aguarda ser desperta-
do no dia da ressurreição (1 Ts 4.16).
13
Inferno e céu existem independentemente de crermos ou não em
sua existência. Devemos entender que “se a nossa esperança em Cristo se
limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens”
(1 Co 15.19). Há muitos crentes que brincam com algo tão sério. Por
qualquer coisa, se entristecem e deixam a igreja, como se a razão da sua
fé fosse viver bem aqui na terra. Não importam as lutas, os obstáculos, os
revezes: a nossa meta é chegar ao céu, pois, como dizia o apóstolo Paulo,
“já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz,
me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos
amam a sua vinda” (2 Tm 4.8).
}}
ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão
ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão
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Anotações
14
I. Predições RelativasI. Predições RelativasI. Predições RelativasI. Predições RelativasI. Predições Relativas
à Genealogia de Jesusà Genealogia de Jesusà Genealogia de Jesusà Genealogia de Jesusà Genealogia de Jesus
1. Nascido de uma Virgem de Israel1. Nascido de uma Virgem de Israel1. Nascido de uma Virgem de Israel1. Nascido de uma Virgem de Israel1. Nascido de uma Virgem de Israel
A primeira predição bíblica sobre o nasci-
mento de Jesus foi dada pelo próprio Deus, que
vaticinou que Jesus nasceria da semente da “mu-
lher” (leia Gn 3.15). Mulher, aqui, tem um duplo
sentido. Tanto se refere ao fato de Jesus nascer sem
a participação de homem, sendo gerado no ventre
de uma virgem, quanto ao fato de Jesus nascer do
povo de Israel, a “mulher” de Deus. Assim, quanto
ao primeiro aspecto, Isaías também profetizou: “Por-
tanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a
Predições sobrePredições sobrePredições sobrePredições sobrePredições sobre
a Primeiraa Primeiraa Primeiraa Primeiraa Primeira
Vinda de CristoVinda de CristoVinda de CristoVinda de CristoVinda de Cristo
“Porei inimizade entre ti e a mulher,
entre a tua descendência e o seu
descendente. Este te ferirá a cabeça, e
tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gn 3.15)
É impressionante a riqueza de deta-
lhes que as predições bíblicas apresentam so-
bre a primeira vinda de Jesus, para nascer
como filho do homem da semente da mulher.
O cumprimento cabal de cada uma delas nos
anima e incentiva a sermos fiéis a Deus, sa-
bendo que Ele também é fiel e vela por Sua
palavra, para fazê-la cumprir (leia 2 Tm 2.13).
Iremos agrupar as profecias de acordo com o
momento da vida de Jesus a que elas se refe-
rem. É essencial, para sua edificação espiritu-
al, que leia as referências bíblicas.
IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução
virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe
chamará Emanuel” (Is 7.14). O cumprimento das
predições é confirmado nas seguintes
passagens: Ap 12.1,5,12; Lc 2.7; Gl 4.4;
Mt 1.18; Lc 1.26-35.
b) Descendente de Abraão
Jesus seria o descendente de Abraão (Gn
12.3; 18.18). Cumprimento em Mt 1.1; Lc 3.34.
c) Descendente de Isaque
O Mestre seria descendente de Isaque (Gn
17.19). Cumprimento em Mt 1.2; Lc 3.34.
d) Descendente de Jacó
Descenderia de Jacó (Gn 28.14). Cumpri-
mento em Mt 1.2; Lc 3.34.
e) Descendente de Judá
Seria descendente de Judá (Gn 49.10).
Cumprimento em Mt 1.2,3; Lc 3.33, 34.
f) Integrante da dinastia de Davi
Participaria da dinastia de Davi (2 Sm 7.13;
Is 9.7; 11.1-5).
II. Predições RelativasII. Predições RelativasII. Predições RelativasII. Predições RelativasII. Predições Relativas
às Ciràs Ciràs Ciràs Ciràs Circunstâncias do Nascimen-cunstâncias do Nascimen-cunstâncias do Nascimen-cunstâncias do Nascimen-cunstâncias do Nascimen-
to de Jesusto de Jesusto de Jesusto de Jesusto de Jesus
1. Local de nascimento1. Local de nascimento1. Local de nascimento1. Local de nascimento1. Local de nascimento
Deus previu o lugar do Seu nascimento
(Mq 5.2). Cumprimento em Mt 2.1; Lc 2.4-7.
liçãoliçãoliçãoliçãolição
04
15
2. Infanticídio por Herodes
O massacre de crianças, por Herodes (Jr
31.15). Cumprimento em Mt 2.16,18.
3. A fuga para o Egito
Profetizado por Oséias (Os 11.1), vemos o
cumprimento em Mt 2.14,15
III. Predições RelativasIII. Predições RelativasIII. Predições RelativasIII. Predições RelativasIII. Predições Relativas
ao Seu Ministérioao Seu Ministérioao Seu Ministérioao Seu Ministérioao Seu Ministério
1. Exerceria o ministério na Galiléia1. Exerceria o ministério na Galiléia1. Exerceria o ministério na Galiléia1. Exerceria o ministério na Galiléia1. Exerceria o ministério na Galiléia
Profetizado por Isaías (Is 9.1,2). Cumpri-
mento em Mt 4.12-16.
2. Jesus seria um profeta
Revelado a Moisés (Dt 18.15). Cumprimen-
to em Jo 6.14 e At 3.19-26;
3. Seria sacerdote da ordem de
Melquisedeque
Revelado em salmo de Davi (Sl 110.4).
Cumprimento em Hb 5.5,6; 6.20 e 7.15-17.
4. Seria rejeitado pelo seu povo
Profetizado por Isaías (Is 53.3) e também
em Salmos 2.2. Cumprimento em Lc 4.29; 17.25;
23.18; Jo 1.11.
5. Teria uma poderosa unção sobre
sua vida
Profetizado por Isaías (Is 11.2,4; 61.1,2) e
também em salmo dos filhos de Corá (Sl 45.7).
Cumprimento em Lc 2.52; 4.18 e At 10.38.
6. Operaria milagres
Profetizado por Isaías (Is 35.5,6). Cumpri-
mento em Mt 11.4,5.
7. Concluiria seu ministério com a
entrada triunfal em Jerusalém
Profetizado por Isaías e Zacarias (Is 62.11;
Zc 9.9). Cumprimento em Mt 21.1-11; Jo 12.12-14.
8. Falaria por meio de parábolas
Revelado em salmo de Asafe (Sl 78.2). Cum-
primento em Mt 13.34.
IVIVIVIVIV. Predições Relativas. Predições Relativas. Predições Relativas. Predições Relativas. Predições Relativas
à Sua Morteà Sua Morteà Sua Morteà Sua Morteà Sua Morte
1. A época de Sua morte1. A época de Sua morte1. A época de Sua morte1. A época de Sua morte1. A época de Sua morte
 Em Daniel 9.25,26 está escrito “Sabe e
entende: desde a saída da ordem para restaurar e
para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe,
sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças
e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos
angustiosos. Depois das sessenta e duas semanas,
será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um
príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santu-
ário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim
haverá guerra; desolações são determinadas”.
Vemos, então, a seguinte previsão:
Entrada triunfal em Jerusalém
Dia 30.03.33 dC
Saída da ordem p/ edificar Jerusalém –
05.03.444 aC – Ne 2.1-8
7 semanas + 62 semanas
69 semanas de anos = 483 anos
As primeiras sete semanas foram as
dedicadas à reconstrução de Jerusalém, totalizando
49 anos e, as outras 62 semanas, completaram mais
434 anos, num total de 483 anos.
Ocorre que de 444 aC até 33dC há 477
anos, faltando 6 anos para completar 483 anos. A
resposta está em que nós usamos o calendário
gregoriano, que tem 365 dias, enquanto a Bíblia
usa o calendário judaico, que tem 360 dias. Assim,
nessa conversão se acha os seis anos perdidos e a
predição de Daniel se cumpriu à risca (477 anos x 5
dias= 2385 dias / 360 dias = 6,5 anos.
2. Seria traído por um amigo
Revelado em salmo de Davi (Sl 41.9). Cum-
primento em Mt 26.14-16; Mc 14.10, 43-45.
3. O preço pelo qual seria vendido
seria o de trinta moedas de prata
Revelado ao profeta Zacarias (Zc 11.12,13).
Cumprimento em Mt 26.15.
16
4. A devolução do preço da traição
O preço pago seria devolvido (Zc 11.13).
Cumprimento em Mt 27.3-10.
5. Testemunhas falsas o acusariam
Revelado em salmos de Davi (Sl 27.12;
35.11). Cumprimento em Mt 26.60-61.
6. Não se defenderia ao ser acusado
Predito por Isaías e em salmo de Davi
(Sl 38.13-14; Is 53.7). Cumprimento em
Mt 26.62,63; 27.12-14.
7. Seria ferido e cuspido
Profetizado por Isaías (Is 50.6). Cumprimen-
to em Mc 14.65; 15.17; Jo 18.22;19.1-3.
8. Seria odiado sem causa
Revelado em salmos de Davi (Sl 69.4;
109.3-5). Cumprimento em Jo 15.23-25.
9. Sofreria em substituição ao nosso
sofr imento
Predito por Isaías (Is 53.4-12). Cumprimen-
to em Mt 8.16,17; Rm 4.25; 1 Co 15.3.
10. Seria crucificado com malfeitores
Predito por Isaías (Is 53.12). Cumprimento
em Mt 27.38; Mc 15.27,28; Lc 23.33.
11. Teria mãos e pés traspassados
Revelado em salmo de Davi e pelo profeta
Zacarias (Sl 22.16; Zc 12.10). Cumprimento em Jo
19.37; 20.25-27.
12. Seriazombado e insultado
Revelado em salmo de Davi (Sl 22.6-8).
Cumprimento em Mt 27.39-44; Mc 15.29-32.
13. Receberia para beber fel e vinagre
Revelado em salmo de Davi (Sl 69.21).
Cumprimento em Mt 27.34,48; Jo 19.29.
14. Ouviria palavras proféticas re-
petidas como chacota
Revelado em salmo de Davi (Sl 22.8). Cum-
primento em Mt 27.43.
15. Teria o lado traspassado
Profetizado por Zacarias (Zc 12.10). Cum-
primento em Jo 19.34.
16. Sua túnica seria sorteada
Predito em salmo de Davi (Sl 22.18). Cum-
primento em Mc 15.24; Jo 19.24.
17. Nenhum de seus ossos seria
quebrado
Revelado a Moisés e Arão sobre o cordeiro
pascal (Êx 12.46) e em salmo de Davi (Sl 34.20).
Cumprimento em Jo 19.33.
18. Teria sepultamento com o rico
Profetizado por Isaías (Is 53.9). Cumprimen-
to em Mt 27.57-60.
VVVVV. Predições Relativas. Predições Relativas. Predições Relativas. Predições Relativas. Predições Relativas
à Sua Ressurreiçãoà Sua Ressurreiçãoà Sua Ressurreiçãoà Sua Ressurreiçãoà Sua Ressurreição
1. Ressuscitaria dentre os mortos1. Ressuscitaria dentre os mortos1. Ressuscitaria dentre os mortos1. Ressuscitaria dentre os mortos1. Ressuscitaria dentre os mortos
Revelado em salmo de Davi (Sl 16.10).
Cumprimento em Mt 28.9; Lc 24.36-48.
2. Ressuscitaria ao terceiro dia
Revelado pelo próprio Jesus Cristo (Mt
16.21). Cumprimento em Mt 28.1.
3. Ascender ia aos lugares ce les-
t i a i s
Revelado em salmo de Davi (Sl 68.18). Cum-
primento em Lc 24.50,51; At 1.9.
Devemos entender que, como igreja de Jesus, somos privilegiados, pois
cremos em promessas que sobejamente já demonstraram que são fiéis. Isso era
o que Jesus queria dizer ao afirmar: “Bem-aventurados, porém, os vossos olhos,
porque vêem; e os vossos ouvidos, porque ouvem. Pois em verdade vos digo
que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram; e ouvir o
ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão
}
17
que ouvis e não ouviram” (Mt 13.16-17). Como diz o hino 126 da Harpa
Cristã, “bem-aventurado o que confia/ no Senhor como fez Abraão./ Ele
creu ainda que não via, /e, assim, a fé não foi em vão./ É feliz quem segue
fielmente, /nos caminhos santos do Senhor: /na tribulação é paciente, /espe-
rando no seu Salvador”.
Porém, se a nossa fé pode ser apoiada em muito mais evidências do
que tinha o povo que morreu antes do advento do Messias, também a exi-
gência para quem não crer será maior: “Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida!
Porque, se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os milagres que em vós
se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido com pano de saco e
cinza. E, contudo, vos digo: no Dia do Juízo, haverá menos rigor para Tiro
e Sidom do que para vós outras” (Mt 11.21-22). Leia também Lc 12.48.
São milhares as testemunhas do cumprimento das predições bíblicas.
“Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de
testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenaz-
mente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está
proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o
qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não
fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.
Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos
pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vos-
sa alma. Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao
sangue” (Hb 12.1-4).
}
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Anotações
18
I. Fatos que Ocorreri-I. Fatos que Ocorreri-I. Fatos que Ocorreri-I. Fatos que Ocorreri-I. Fatos que Ocorreri-
am Imediatamente com o Pam Imediatamente com o Pam Imediatamente com o Pam Imediatamente com o Pam Imediatamente com o Povoovoovoovoovo
de Israel após a Morte e Res-de Israel após a Morte e Res-de Israel após a Morte e Res-de Israel após a Morte e Res-de Israel após a Morte e Res-
surreição de Jesussurreição de Jesussurreição de Jesussurreição de Jesussurreição de Jesus
Estudaremos, neste tópico, a profe-Estudaremos, neste tópico, a profe-Estudaremos, neste tópico, a profe-Estudaremos, neste tópico, a profe-Estudaremos, neste tópico, a profe-
cia conhecida como “cia conhecida como “cia conhecida como “cia conhecida como “cia conhecida como “As setenta semanas deAs setenta semanas deAs setenta semanas deAs setenta semanas deAs setenta semanas de
Daniel”:Daniel”:Daniel”:Daniel”:Daniel”:
Quando Daniel orou pelo seu povo, Deus
enviou Gabriel para trazer a Daniel uma das mais
impressionantes predições sobre a história do povo
de Israel a partir de então.
Deus divide a história do povo de Israel,
desde aquele momento até a sua restauração (leia
Dn 9.24), em quatro etapas:
1ª) Sete semanas de anos: foram os primei-
ros quarenta e nove anos, a partir do dia 5 de março
do ano 444 aC, em que Jerusalém foi reconstruída.
O marco inicial é a data em que foi concedida a
ordem para a reconstrução da cidade (Dn 9.25).
As Predições Históricas entreAs Predições Históricas entreAs Predições Históricas entreAs Predições Históricas entreAs Predições Históricas entre
a Ressura Ressura Ressura Ressura Ressurreição de Jesus Cristoreição de Jesus Cristoreição de Jesus Cristoreição de Jesus Cristoreição de Jesus Cristo
e os Últimos Diase os Últimos Diase os Últimos Diase os Últimos Diase os Últimos Dias
“Disse-me o SENHOR: Viste bem,
porque eu velo sobre a minha palavra
para a cumprir.” (Jr 1.12)
Veremos, nesta lição, as predições
bíblicas sobre o período que mediou entre a
morte e ressurreição de Jesus e os últimos tem-
pos. Embora se refiram a fatos passados, o
cumprimento dessas profecias nos situa no
tempo e nos motiva a aguardar com mais es-
perança a vinda do Senhor.
IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução
2ª) Sessenta e duas semanas de anos: fo-
ram os 434 anos que mediaram desde o final da
primeira etapa até que o Ungido se manifestasse,
antes de Sua morte (leia Dn 9.25,26). Jesus foi
proclamado Messias pelo povo no chamado domin-
go de ramos, quando entrou em Jerusalém montado
em um burrinho, na semana de Sua morte, em mar-
ço do ano 33 dC.
As duas primeiras etapas somam 483 anos.
Porém, se fizermos as contas, veremos que 444
anos (do ano 444aC até o nascimento de Cristo)
mais 33 anos (do nascimento de Cristo até Sua morte)
resultam em 477 anos. Os seis anos que faltam se
completam quando acrescentamos cinco dias para
cada ano, pois no calendário gregoriano, que utili-
zamos hoje, o ano tem 365 dias, enquanto que o
ano bíblico – segundo o calendário judaico - tem
360 dias. Vemos isso, por exemplo, em Apocalipse,
em que cada uma das duas metades da grande tribu-
lação tem 1260 dias (Ap 11.3; 12.6).Ora, 3,5 anos
x 360 dias = 1260 dias. Assim, a grande tribulação
durará sete anos judaicos, de 360 dias, o que perfaz
seis anos, dez meses e vinte e cinco dias, no nosso
calendário.
3ª) A terceira etapa é o período compreen-
dido entre a morte de Jesus e a Grande Tribulação.
Gabriel informa a Daniel que, nesse período, a con-
tagem do tempo de Deus para Israel pára. Começa,
aí, o tempo da igreja, o tempo da misericórdia de
liçãoliçãoliçãoliçãolição
05
19
Deus para com os gentios. Isso não significa dizer
que, hoje, os judeus não possam ser salvos. É claro
que podem, desde que aceitem a Jesus como Salva-
dor, e façam parte da Sua igreja. Alguns fatos são
previstos:
a) “E o povo de um príncipe que há de vir
destruirá a cidade e o santuário” (Dn 9.26).
A mesma profecia foi ratificada por Jesus
Cristo (leia Mt 24.1,2; Mc 13.1,2; Lc 21.5,6).
No ano 67 dC, diante da revolta dos judeus
contra o domínio Romano, o Imperador Nero orde-
nou que o General Vespasiano controlasse a rebe-
lião na Galiléia e na Judéia. Depois de esmagar os
judeus na Galiléia, Vespasiano se dirige à Judéia.
Devasta aquela província, mas, antes de atacar Jeru-
salém, Nero morreu e Vespasiano foi aclamado Im-
perador por seus soldados. O General Tito, filho de
Vespasiano, continua a campanha militar começada
por seu pai e, a duras penas, conquista Jerusalém. A
carnificina foi grande.
Segundo conta Flavio Josefo, foram feitos
prisioneiros noventa e sete mil homens, e o cerco
de Jerusalém custou a vida a um milhão e cem mil
homens, “dos quais a maior parte, embora judeus
de nação, não eram nascidos na Judéia, mas lá se
encontravam de todas as províncias para festejar a
Páscoa e haviam ficado presos na cidade por causa
da guerra”.
Toda a região foi devastada, pois, para o uso
do exército romano, foram cortadas todas as árvo-
res num raio de 20km ao redor de Jerusalém. Tito
mandou destruir a cidade desde os alicerces, dei-
xando em pé apenas um trecho do muro da esplanada
do templo e as torres do Hípicus, de Fazael e de
Mariana. O mesmo historiador conclui a narrativa da
destruição dizendo “assim terminou Jerusalém, no
dia oito de setembro, no segundo ano do reinado de
Vespasiano”, ano 70 de nosso calendário.
Jesus deu detalhes de como seria a tomada
de Jerusalém em Lc 21.20-24. Após ler a passa-
gem bíblica, compare-a com a descrição dada por
Josefo a respeito do dia em que o templo foi incen-
diado: “quando o fogo devorava o templo, os solda-
dos furiosos saqueavam e matavam a todos os que
encontravam. Não perdoavam nem à idade e nem à
condição. Os velhos e as crianças, os sacerdotes e
os leigos, eram todos passados a fio de espada; to-
dos eram envolvidos nessa matança geral, e os que
recorriam aos rogos não eram tratados com mais
clemência do que os que tinham a coragem de se
defender até o fim; o gemido dos moribundos mis-
turava-se com o barulho do crepitar das chamas...”.
b) Jesus previu que, após a destruição de
Jerusalém, os judeus seriam levados cativos para
todas as nações (Lc 21.24). Como já se viu, somen-
te no cerco de Jerusalém, sem contar com todo o
restante da campanha do exército romano na Judéia,
foram feitos prisioneiros noventa e sete mil homens.
Afora isso, centenas de milhares de judeus se espa-
lharam pelo mundo, ante o domínio romano na terra
de Israel.
II. Fatos que Ocorre-II. Fatos que Ocorre-II. Fatos que Ocorre-II. Fatos que Ocorre-II. Fatos que Ocorre-
riam na Geopolítica Mundialriam na Geopolítica Mundialriam na Geopolítica Mundialriam na Geopolítica Mundialriam na Geopolítica Mundial
Depois de falar sobre o que aconteceria com
o povo de Israel, no período em que Deus abriria a
oportunidade para os gentios, na dispensação da
igreja, no aguardo da septuagésima semana, a pro-
fecia dada a Daniel fala sobre a geopolítica mundial
e sobre o fim do domínio de Roma.
1. “E o seu fim será num dilúvio” (Dn
9.26).
O Império Romano do Ocidente, com sua
capital em Roma, não foi invadido por outro Impé-
rio, nem se esfacelou entre seus generais. Foi sim-
plesmente envolvido pelas chamadas tribos bárba-
ras, como num dilúvio, a ponto de, na metade do
século V, na prática, todo o território do Império já
ser governado pelas tribos, não passando o Impera-
dor de um fantoche. O golpe de misericórdia foi dado
por Odoacro, líder de uma das tribos germânicas, que
conquistou Roma e depôs o Imperador Rômulo
Augusto, no dia 4 de setembro de 476.
2. “E até ao fim haverá guerra; deso-
lações são determinadas” (Dn 9.26)
O anjo Gabriel comunicou a Daniel que a
geopolítica mundial, em todo o período da era da
igreja, seria marcada por guerras e desolações.
Jesus, de igual forma, alertou: “E, certamen-
te, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras;
vede, não vos assusteis, porque é necessário assim
20
acontecer, mas ainda não é o fim” (Mt 24.6 – no
mesmo teor, Mc 13.7).
III. Fatos que Imedia-III. Fatos que Imedia-III. Fatos que Imedia-III. Fatos que Imedia-III. Fatos que Imedia-
tamente Ocorreriam à Igrejatamente Ocorreriam à Igrejatamente Ocorreriam à Igrejatamente Ocorreriam à Igrejatamente Ocorreriam à Igreja
após a Morte e Ressurreiçãoapós a Morte e Ressurreiçãoapós a Morte e Ressurreiçãoapós a Morte e Ressurreiçãoapós a Morte e Ressurreição
de Jesus Cristode Jesus Cristode Jesus Cristode Jesus Cristode Jesus Cristo
1. Perseguições1. Perseguições1. Perseguições1. Perseguições1. Perseguições
Jesus previu o que aconteceria também com
a Sua igreja.
Ao falar sobre os acontecimentos que so-
breviriam aos judeus e à geopolítica mundial, Jesus
advertiu: “Antes, porém, de todas estas cousas, lan-
çarão mão de vós e vos perseguirão, entregando-
vos às sinagogas e aos cárceres, levando-vos à pre-
sença de reis e governadores, por causa do meu
nome” (Lc 21.12).
Cristo teve o cuidado de fixar esse sinal, na
cronologia daquilo que iria acontecer, como “antes
de todas estas coisas”, ou seja, antes da destruição
de Jerusalém, antes de guerras ou de qualquer ou-
tro evento previsto.
Com efeito, foi exatamente isso o que acon-
teceu. Vejamos:
a) A primeira perseguição, relatada em
At 4.1-3 (leia), atingiu somente os apóstolos.
b) A segunda perseguição, igualmen-
te, limitou-se aos apóstolos (At 5.17,18).
c) Na terceira perseguição, Estevão foi
morto (At 6.9-12).
d) A quarta perseguição, que, na verdade, foi
uma continuação do levante que levara Estevão à morte,
atingiu em cheio toda a igreja (At 8.1,3 e 11.19).
e) A quinta perseguição, tendo já os
crentes saído de Jerusalém, voltou-se contra os pas-
tores da igreja (At 12. 1-4).
2. Um sofrimento com permissão
divina por amor
Jesus revela o propósito amoroso de
Deus ao permitir a perseguição. Além da
permissão de Deus à perseguição ter um propósito
missionário (leia At 8.1,4 e Lc 21.13), Jesus revela
na profecia um outro propósito amoroso de Deus,
quem sabe imperceptível para os crentes no mo-
mento. Vejamos:
a) Um sofrimento
Primeiro, Jesus afirma que “sereis entre-
gues até por vossos pais, irmãos, parentes e ami-
gos; e matarão alguns dentre vós. De todos sereis
odiados por causa do meu nome” (Lc 21.16-17).
b) Um livramento
Logo em seguida, Cristo afirma: “Contudo,
não se perderá um só fio de cabelo da vossa cabeça.
É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma.”
(Lc 21.18-19).
c) Uma aparente contradição
Parece haver uma contradição na profe-
cia, pois se diz que matarão alguns de vós, como
diz que “não se perderá um fio de cabelo da vos-
sa cabeça”?
d) Uma predição e orientação per-
fe i tas
d.1) O porquê da perseguição
A resposta para a aparente contradição está
nos versos seguintes: “Quando, porém, virdes Jeru-
salém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a
sua devastação. Então, os que estiverem na Judéia,
fujam para os montes; os que se encontrarem den-
tro da cidade, retirem-se; e os que estiverem nos
campos, não entrem nela. Porque estes dias são de
vingança, para se cumprir tudo o que está escrito.
Ai das que estiverem grávidas e das que amamenta-
rem naqueles dias! Porque haverá grande aflição na
terra e ira contra estepovo” (Lc 21.20-23). Deus
permitiu a perseguição para que não se perdesse
um fio de cabelo da cabeça dos crentes na destrui-
ção de Jerusalém. O juízo levado a efeito pelo exér-
cito romano era para os que haviam rejeitado a sal-
vação, e não para a igreja. A perseguição “expeliu” a
igreja de Jerusalém para que, ao juízo de Deus se
abater sobre a cidade, não se perdesse nenhum fio
de cabelo dos fiéis.
d.2) Tragédia para os perseguidores
Além dos horrores já relatados em item
anterior, Josefo relata atrocidades terríveis, como
21
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Anotações
de uma mulher comendo o próprio filho. Mi-
lhares de judeus, que fugiam da cidade e se
rendiam aos romanos, eram secretamente
estripados por soldados gananciosos, desde
que eles viram um desses fugitivos procuran-
do em suas fezes jóias de ouro que havia en-
golido para não perdê-las ao fugir do cerco.
Como já se disse, durante os meses que durou
o cerco, foram mortos pelos romanos mais de
um milhão de pessoas.
d.3) Livramento para os outrora per-
seguidos
Porém, a igreja estava a salvo, pois havia sido
perseguida e expulsa pelos mesmos que agora eram
mortos sem misericórdia pelas tropas invasoras.
Para algum crente que tivesse resistido à
perseguição, ficara a recomendação de Jesus: “En-
tão, os que estiverem na Judéia, fujam para os
montes; os que se encontrarem dentro da cida-
de, retirem-se; e os que estiverem nos campos,
não entrem nela”.
ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão
Assim como Jesus advertiu a igreja primitiva para que não se ape-
gasse a Jerusalém, pois estava reservada para o fogo, assim também o
Espírito Santo nos adverte a não amarmos o mundo e nem as coisas que
há no mundo (1 Jo 2.15), pois “os céus que agora existem e a terra, pela
mesma palavra, têm sido entesourados para fogo, estando reservados
para o Dia do Juízo e destruição dos homens ímpios” (2 Pe 3.7). Se
atentarmos para tão grande salvação, não se perderá um fio de cabelo de
nossa cabeça, mas, se olharmos para esse mundo e a ele nos apegarmos,
sofreremos os horrores que advirão sobre os incrédulos. Fujamos para o
monte da oração, saiamos a ceifar na seara do Mestre, pois a vinda do
Senhor está próxima.
22
IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução
I. Uma ConsideraçãoI. Uma ConsideraçãoI. Uma ConsideraçãoI. Uma ConsideraçãoI. Uma Consideração
Histórica ao Sermão PrHistórica ao Sermão PrHistórica ao Sermão PrHistórica ao Sermão PrHistórica ao Sermão Proféticooféticooféticooféticoofético
de Jesusde Jesusde Jesusde Jesusde Jesus
1. Uma grande resposta a três ques-1. Uma grande resposta a três ques-1. Uma grande resposta a três ques-1. Uma grande resposta a três ques-1. Uma grande resposta a três ques-
tõestõestõestõestões
O chamado sermão profético de Jesus, tam-
bém conhecido como Sermão do Monte das Olivei-
ras - registrado em Mateus 24 e 25, Marcos 13 e
Lucas 21, em correlação com Lucas 17.22-37 –
precisa ser analisado com muito cuidado, pois é em
uma conversa informal que Jesus discorre sobre acon-
tecimentos que ocorreriam em um largo espaço de
tempo.
Este sermão foi a resposta a uma questão
que “Pedro, Tiago, João e André lhe perguntaram
em particular” (Mc 13.3), logo após Jesus ter afir-
mado que o maravilhoso templo de Jerusalém seria
destruído.
Segundo Mateus, a questão foi a seguinte:
“Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal
haverá da tua vinda e da consumação do século”
(Mt 24.3). Então, a questão envolvia três perguntas:
1ª) Quando o templo seria destruído?
2ª) Que sinal haveria da vinda de Jesus?
3ª) Que sinal haveria da consumação
da era atual, com a conclusão da 70ª sema-
na de Daniel, a restauração de Israel e o
começo da era milenial?
Sinais dosSinais dosSinais dosSinais dosSinais dos
TTTTTempos do Fimempos do Fimempos do Fimempos do Fimempos do Fim
“Ele, porém, lhes respondeu:
Chegada a tarde, dizeis: Haverá
bom tempo, porque o céu está
avermelhado; e, pela manhã: Hoje,
haverá tempestade, porque o céu
está de um vermelho sombrio.
Sabeis, na verdade, discernir o
aspecto do céu e não podeis
discernir os sinais dos tempos?”
(Mt 16.2-3)
A Bíblia usa a expressão “últimos
dias” para se referir à dispensação da igre-
ja, também chamada tempo dos gentios (At
2.16-17). Esse é o período em que se in-
terrompe a contagem do tempo dos judeus
e abre-se uma janela para a salvação dos
não-judeus, os gentios. Como já se disse, o
tempo dos gentios não significa que um ju-
deu não possa ser salvo, mas, sim, que abre-
se a oportunidade para os gentios e, se um
judeu quiser a comunhão com Deus, pode-
rá obtê-la mediante Jesus Cristo.
Porém, a Bíblia usa a expressão “úl-
timos tempos”, ou “tempos do fim”, para
se referir à época que antecede imediata-
mente o “fim”.
O “fim” a que Jesus se refere não é o
“fim do mundo”, mas o término do tempo
da igreja e a restauração plena do povo de
Israel.
Estudaremos, nesta lição, os sinais
que demonstram a chegada dos “últimos
tempos”, em que o “fim” é iminente.
liçãoliçãoliçãoliçãolição
06
23
Eles não perguntaram pouca coisa. Na ver-
dade, em uma frase, eles pediam para Jesus resumir
as predições de pelo menos quase dois mil anos.
Segundo Mateus e Marcos, eles estavam no Monte
das Oliveiras, de onde se tem uma espetacular vista
da majestosa Jerusalém, defronte do templo. Foi
nesse cenário que Jesus proferiu sua última predi-
ção escatológica.
2. Uma conversa informal
Para que se tenha uma correta compreen-
são desse sermão, devemos entender que a expla-
nação foi particular. Ora, numa conversa informal
não há a preocupação com início-meio-fim, mas a
conversa alterna entre assuntos e tempos diferen-
tes. Quando Jesus discursava, era mais fácil escre-
ver o que o Mestre falava, pois uma das maneiras
que os mestres de Israel usavam para se fazer ouvir
pelas multidões era o método da repetição: o mes-
tre falava, outra pessoa a uma distância considerável
o ouvia e repetia o que ele falava e assim sucessiva-
mente, até que toda a multidão ouvisse, como num
“telefone sem fio”. Isso possibilitava que as mensa-
gens fossem quase um ditado. Porém, aqui era uma
conversa que eles estavam tendo. Não se sabe se
todos os discípulos ouviram a conversa, ou se so-
mente os quatro que perguntaram. Porém, é prová-
vel que Mateus e Marcos a tenham escutado, pois
ambos estavam com Jesus naqueles dias que ante-
cederam a crucificação. Mateus e Marcos se fixam
quase que exclusivamente nas explicações sobre a
vinda de Jesus e a consumação da era da igreja.
Lucas, porém, se detém também na profecia sobre a
destruição do templo.
3. Colocando os sinais em ordem
É de se notar também que Jesus afirma
que determinados fatos seriam sinal tanto de um
evento como de outro. Embora possa parecer que
é confusão entre os evangelistas,podendo al-
guém pensar que eles tenham se confundido ao
atribuir o sinal de um evento como sendo de ou-
tro, vemos que tanto Mateus quanto Marcos de-
clinam expressamente essa ocorrência de um
mesmo fato como sinal de dois eventos distintos
(Mt 24.5,23; Mc 13.5-6,21-22).
Assim, temos que juntar o quebra-cabeça
da conversa, o que para nós é bem mais fácil porque
já sabemos, por meio da história - especialmente
pelos escritos dos historiadores Tácito e Flavio
Josefo – a parte da profecia que já se cumpriu lite-
ralmente. Para facilitar o estudo, dividimos o ensino
de Jesus em dez blocos, não incluindo, contudo, o
capítulo 25 de Mateus:
Bloco 1
 Mt 24.1-2
Mc 13.1-2
Lc 21.5-6
Bloco 2
 Mt 24.3
Mc 13.3-4
Lc 21.7
Bloco 3
 Lc 21.12-24
Bloco 4
 Mt 24.4-6
Mc 13.5-7
Lc 21.8-9
Bloco 5
Mt 24.7-14
Mc 13.8-13
Lc 21.10-11
Bloco 6
 Mt 24.32-36
Mc 13.28-37
Lc 21.28-33
Bloco 7
 Mt 24.37-44
Lc 17.26-30; 32-
36; 21.34-38
Bloco 8
Mt 24.45-51
Bloco 10
 Mt 24.29-31
Mc 13.24-27
Lc 17.24; 21 .25-27
Bloco 9
Mt 24.15-28
Mc 13.14-23
Lc17.22-23,31
II. PII. PII. PII. PII. Período que Ante-eríodo que Ante-eríodo que Ante-eríodo que Ante-eríodo que Ante-
cede o Tcede o Tcede o Tcede o Tcede o Tempo do Fimempo do Fimempo do Fimempo do Fimempo do Fim
1. As predições de Jesus e do Livro1. As predições de Jesus e do Livro1. As predições de Jesus e do Livro1. As predições de Jesus e do Livro1. As predições de Jesus e do Livro
de Danielde Danielde Danielde Danielde Daniel
Ao falar sobre o período que antecede o
“tempo do fim”, Jesus, primeiramente, alerta: “vede
que não sejais enganados; porque muitos virão em
meu nome, dizendo: Sou eu! E também: Chegou a
hora! Não os sigais” (Lc 21.8).
Depois, Jesus assim advertiu: “Quando
ouvirdes falar de guerras e revoluções, não vos
assusteis; pois é necessário que primeiro aconte-
çam estas coisas, mas o fim não será logo” (Lc 21.9),
corroborando a predição do livro de Daniel, que
24
aponta as guerras como a marca do período entre a
morte de Jesus e o início da septuagésima semana:
o anjo Gabriel usou a expressão “e até ao fim haverá
guerra” (Dn 9.26).
Assim, na ordem, temos “falsos anúncios sobre
a vinda de Cristo”, “guerras” e “revoluções”. Esses três
sinais antecederiam o começo do tempo do fim.
1.1. Falsas Vindas de Cristo
A manifestação das falsas vindas de Cristo
mais impactantes ocorreram no século XIX e come-
ço do século XX:
a) Em 1827, Joseph Smith afirmou que re-
cebeu algumas placas de ouro em que havia a infor-
mação de que Cristo visitara tribos da América do
Norte no período que mediou entre sua morte e
ressurreição. A partir da revelação que disse ter
encontrado nas placas, criou a doutrina do
mormonismo;
b) Em 1818, o pastor batista Guilherme
Miller, com base em Dn 8.14, previu que Cristo
voltaria no dia 21 de março de 1843. Como Jesus
não voltou naquele dia, corrigiu o cálculo para a
mesma data do ano seguinte. Com a falha no cálcu-
lo, corrigiu-o novamente para 22 de outubro de
1844. Novamente Jesus não regressou. Miller re-
conheceu que errou, mas seus seguidores prosse-
guiram, dando continuidade ao movimento hoje co-
nhecido como adventismo do sétimo dia;
c) Em 1876 , Charles Taze Russell, funda-
dor das “Testemunhas de Jeová”, escreveu no peri-
ódico de George Storrs que os tempos dos gentios
terminariam em 1914 (Examinador da Bíblia, Outu-
bro de 1876, Nova Iorque, pág. 27-8). Em 1877 ,
publicou o livro Três Mundos e a Colheita deste
Mundo. Apresentava o conceito da presença invisí-
vel de Cristo entre setembro e dezembro de 1874.
Haveria um período de 40 anos até ao fim dos Tem-
pos dos Gentios, que se daria em 1914, quando
terminaria a Guerra do Armagedom, com a derroca-
da completa dos governos do mundo e o pleno esta-
belecimento do reino de Cristo (Estudo nas Escritu-
ras, vol. II, págs. 101/170). Depois da morte de
Russel, Rutherford, seu sucessor, escreveu que “Seja
como for, há evidência de que o estabelecimento do
Reino na Palestina será provavelmente em 1925,
dez anos mais tarde do que nós uma vez tínhamos
calculado [isto é, 1915].” (O Mistério Consumado,
Vol. 7 de Estudos das Escrituras , 1917, pág. 128,
ed. inglês) “Por conseguinte, nós podemos espe-
rar confiantemente que 1925 marcará o retorno
de Abraão, Isaque, Jacó e os profetas fiéis da an-
tiguidade ... um cálculo simples dos jubileus traz-
nos a este importante fato.” (Joseph Rutherford,
Milhões que Agora Vivem Nunca Morrerão,
1920, págs. 88-90).
1.2. Guerras e revoluções
Por outro lado, vemos que os períodos das
grandes guerras e revoluções, que delimitaram as
fronteiras atuais e determinaram os rumos do mun-
do, se deram entre o final do século XVIII e meados
do século XX:
1776 - Revolução Americana, origem da
nação mais poderosa da terra;
1789 – Revolução Francesa, marco que deu
início à Idade Contemporânea;
1917 – Revolução Russa, que implantou o
comunismo, levando à fundação da União Soviética,
e outras.
As duas maiores guerras da história tam-
bém ocorreram nesse período:
1914 a 1918 – I Guerra Mundial, com apro-
ximadamente 10 milhões de mortos e 30 milhões
de feridos;
1939 a 1945 – II Guerra Mundial, a mais
abrangente guerra da história e que deixou um sal-
do de 60 milhões de mortos.
III. O Início do TIII. O Início do TIII. O Início do TIII. O Início do TIII. O Início do Tempoempoempoempoempo
do Fimdo Fimdo Fimdo Fimdo Fim
1. O “florescimento” de Israel1. O “florescimento” de Israel1. O “florescimento” de Israel1. O “florescimento” de Israel1. O “florescimento” de Israel
Jesus delimita o começo do “tempo do fim”
no Evangelho de Lucas 21.29-31: “Ainda lhes pro-
pôs uma parábola, dizendo: Vede a figueira e todas
as árvores. Quando começam a brotar, vendo-o,
sabeis, por vós mesmos, que o verão está próximo.
Assim também, quando virdes acontecerem estas
coisas, sabei que está próximo o reino de
Deus” (grifamos).
Israel é considerada, simbolicamente, como
a oliveira e como a figueira de Deus. João Batista já
advertia os judeus de que deveriam dar frutos dig-
25
}}
ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão
Após fixar o despertar de Israel como sinal do início dos tempos do
fim, Jesus asseverou que “não passará esta geração sem que tudo isso acon-
teça” (Mt 24.34; Mc 13.30; Lc 21.32). Uns entendem que essa geração
significa o tempo que durar a última pessoa que estava viva em 1948. Po-
rém, não podemos dizer qual o tempo que significa essa geração, pois Jesus
expressamente desautoriza a fixar datas (Mt 24.36). Contudo, sabemos que,
desde 1948, estamos nos tempos do fim. Maranata, ora vem Senhor Jesus.
nos de arrependimento, pois, do contrário, seriam
cortados (leia Mt 3.8-10; Lc 3.7-9). Por não dar o
fruto nos três anos do ministério de Jesus, seus
galhos foram cortados: “Então, Jesus proferiu a se-
guinte parábola: Certo homem tinha uma figueira
plantada na sua vinha e, vindo procurar fruto nela,
não achou. Pelo que disse ao viticultor: Há três anos
venho procurar fruto nesta figueira e não acho; po-
des cortá-la; para que está ela ainda ocupando inu-
tilmente a terra? Ele, porém, respondeu: Senhor,
deixa-a ainda este ano, até que eu escave ao redor
dela e lhe ponha estrume. Se vier a dar fruto, bem
está; se não, mandarás cortá-la.” (Lc 13.6-9).
Conforme João 1.11-12 (leia), ao ser rejei-
tado pelo judeus, Jesus abriu a porta de salvação a
todos quantos o recebessem.
Nós, os gentios, fomos enxertados da raiz
onde antes estava o povo de Israel (leia com atenção
Rm 11.17-24).
Assim, Jesus aponta como sinal de que o
fim estaria próximo o florescimento da figueira,
após um longo inverno. É a primavera que chega.
E temos presenciado o florescimento de
Israel, desde o início do movimento sionista, que
impulsionou o retorno de milhares de judeus para
Israel a partir do final do século XIX, até a procla-
mação que se deu no dia 14 de maio de 1948,
quando foi estabelecida (entrou em vigência) a
resolução da Organização das Nações Unidas
(ONU) que marcou o renascimento de Israel como
um Estado.
2. O movimento pentecostal: a voz
do Espírito Santo

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