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1 Revista para a Escola Bíblica Dominical e Discipulado - Nº 14 2 Expediente AUTORES Pr. Humberto Schimitt Vieira (Lições de 1 a 9 e 15 a 16) Pr. James Schimitt Vieira (Lições 10 a 14) EDITOR Pr. James Schimitt Vieira REVISÃO DOUTRINÁRIA Conselho de Doutrina da Convenção de Ministros da IPAD – Ministério Restauração REVISÃO GRAMATICAL E ORTOGRÁFICA Ana Schimitt Isabel Cristina Schimitt Vieira Moisés Alves Mári Schirmer DIAGRAMAÇÃO Ramo da Videira Capa Mári Schirmer 3 Apresentação E scatologia é um tema que move a atenção de praticamente todas as pessoas, seja qual for sua religião ou credo. Afinal, como serão os últimos acontecimentos? Parece óbvio que este planeta não permanecerá indefinidamente. Seus sinais de exaustão já são percebidos. Sua insignificância rela- tivamente ao universo impressiona. Então, o que dizer do frá- gil ser humano que nele habita? Para onde vamos? Como serão as próximas gerações? Até quando a vida será sustentável? O que acontecerá após a morte? Essas e outras questões relativas aos últimos aconteci- mentos são respondidas de maneira impressionante pela Bíblia Sagrada. É sobre esse tema que esta revista se dedica. Não temos a presunção de esgotar o assunto. Este ma- terial não é um curso teológico exaustivo. Mas procuramos contemplar as principais questões relacionadas ao tema, esta- belecendo uma linha que proporcionará ao aluno uma com- preensão melhor do assunto e a facilitação para um futuro detalhamento do mesmo. Desejamos que a revelação do Espírito Santo esteja atuando sobre cada vida, vivificando e confirmando cada palavra colocada neste trabalho. Deus o abençoe. Bom estudo! 4 Índice Lição 1: Escatologia Bíblica ......................................................... 5 Lição 2: Evidências da Realidade após a Morte ............................... 8 Lição 3: Vida após a Morte .......................................................... 11 Lição 4: Predições sobre a Primeira Vinda de Cristo ....................... 14 Lição 5: As Predições Históricas entre a Ressurreição de Jesus Cristo e os Últimos Dias ................................................ 18 Lição 6: Sinais dos Tempos do Fim .............................................. 22 Lição 7: Sinais da Vinda de Jesus ................................................. 26 Lição 8: Sinais da Vinda de Jesus Relativos à Igreja ......................... 31 Lição 9: Vinda de Jesus Cristo ..................................................... 36 Lição 10: Tribunal de Cristo ........................................................ 39 Lição 11: Bodas do Cordeiro ....................................................... 43 Lição 12: A Grande Tribulação I .................................................. 47 Lição 13: A Grande Tribulação II .................................................. 50 Lição 14: A Grande Tribulação III ................................................. 54 Lição 15: Final da Grande Tribulação e Início do Milenio ................ 58 Lição 16: Milênio e Juízo FinaI .................................................... 61 5 I. As Predições BíblicasI. As Predições BíblicasI. As Predições BíblicasI. As Predições BíblicasI. As Predições Bíblicas 1. Propósito1. Propósito1. Propósito1. Propósito1. Propósito As predições bíblicas nunca perdem o valor, mesmo depois de cumpridas. Antes de se cumpri- rem, elas servem para preparar o povo de Deus para os acontecimentos futuros, exortando-o, edificando- o e consolando-o (leia 1 Co 14.3). Porém, depois de cumpridas, elas ainda servem para os propósitos di- vinos, pois passam a ser uma chancela divina para a Bíblia Sagrada. Ou seja, Deus demonstra, pelo cum- primento das predições passadas, que as predições futuras também se cumprirão. Veremos, nessa lição, Escatologia BíblicaEscatologia BíblicaEscatologia BíblicaEscatologia BíblicaEscatologia Bíblica O termo “escatologia” vem de duas palavras gregas: éschatos, que significa “úl- timo”, e logos, que significa “estudo”. Por- tanto, escatologia é o “estudo das últimas coisas”. Entretanto, mais do que se dedicar ao estudo do final da dispensação da igreja, a escatologia bíblica, além de enfocar as profe- cias preditivas a esse respeito, também se de- bruça sobre o estudo daquilo que vem após o fim da dispensação da igreja. Assim, tanto o milênio e os acontecimentos que lhe sucedem, quanto o estado eterno após a morte, tam- bém fazem parte desse estudo. alguns aspectos importantes sobre as predições bíblicas. 2. A relação entre profecia e pre- dição A palavra hebraica para profeta é “nabi” e significa “anunciador”, “declarador”, donde se ve- rifica que profecia significa uma declaração de Deus. Por outro lado, segundo o léxico grego de Strong, a palavra grega para profecia pode significar tanto (a) o discurso que emana da inspiração divina e que declara os propósitos de Deus, seja pela reprova- ção ou admoestação do iníquo, ou para o conforto do aflito, ou para revelar coisas escondidas, quanto (b) a predição de eventos relacionados com o reino de Deus. Assim, a profecia é o gênero, enquanto a predição é uma espécie, um tipo de profecia. Por- tanto, toda predição é uma profecia, mas nem toda a profecia é uma predição. Em resumo, a profecia pode revelar tanto alguma coisa que já ocorreu – mas que estava oculta (leia 2 Sm 12.7-9), como o propósito de Deus no presente - edificando, con- solando e exortando (leia 2 Sm 12.13), como, ain- da, um acontecimento no futuro, sendo, nesse últi- mo caso, uma predição (leia 1 Sm 13.10-14). II. A InterpretaçãoII. A InterpretaçãoII. A InterpretaçãoII. A InterpretaçãoII. A Interpretação 1. A linguagem das predições1. A linguagem das predições1. A linguagem das predições1. A linguagem das predições1. A linguagem das predições A linguagem usada nas predições bíblicas nem sempre é literal. Jesus ensinou que o próprio Deus, propositalmente, fala de uma maneira que as pessoas precisem depender dEle para enten- IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução “porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.” (2 Pe 1.21) IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãooduçãoIntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãooduçãoIntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãooduçãoIntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãooduçãoIntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãooduçãoIntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãooduçãoIntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãooduçãoIntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãooduçãoIntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãooduçãoIntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução liçãoliçãoliçãoliçãolição 01 6 der os Seus mistérios (leia Mt 13.9-17; 11.25-27), para que ninguém se glorie diante dEle (leia Jr 9.23,24), de modo que a humildade é caminho es- sencial para entender a profecia divina (leia Tg 4.6). Assim, por exemplo, cada semana da profe- cia de Daniel é composta de sete anos e não de sete dias (leia Dn 9.22-24). A profecia do Apocalipse, num outro exemplo, expressamente adverte: “Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de ho- mem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis” (leia Ap 13.18). 2. O método de interpretação Assim, a profecia não pode ser interpretada ao bel-prazer do intérprete, mas devemos deixar que o Espírito Santo e, por meio da interpretação sistemática, a própria Bíblia nos revele a intenção de Deus. Quando o leitor não entende alguma coi- sa, deixe “no armário” da memória e, ao seu tempo, entenderá o que lhe parecia oculto. III. O TIII. O TIII. O TIII. O TIII. O Tema Central daema Central daema Central daema Central daema Central da PrPrPrPrProfecia Bíblicaofecia Bíblicaofecia Bíblicaofecia Bíblicaofecia Bíblica O tema central da Bíblia é Jesus (leia Ef 1.9,10), conforme verificamos em todas as porções bíblicas: 1. O Filho do Homem Do livro de Gênesis a Malaquias, as predi- ções apontamSobre esse momento, há predições de Salomão registradas no livro de Cantares: “O meu amado fala e me diz: Levanta-te, querida minha, for- mosa minha, e vem. Porque eis que passou o inver- no, cessou a chuva e se foi; aparecem as flores na terra, chegou o tempo de cantarem as aves, e a voz da rola ouve-se em nossa terra. A figueira começou a dar seus figos, e as vides em flor exalam o seu aroma; levanta-te, querida minha, formosa minha, e vem” (Ct 2.10-13). Salomão detalha que, antes da figueira dar o fruto, “aparecem as flores na terra” e se ouve a voz da rola. Mais uma vez, a Bíblia fala no florescimento da figueira. Por outro lado, sabemos que a pomba é sím- bolo do Espírito Santo (Lc 3.22). Assim, entende- mos que a volta da voz da rola se cumpriu com o movimento pentecostal, que varreu o mundo no iní- cio do Século XX. A voz da rola, a figueira dando flores, é a pri- mavera que chegou. É o momento do noivo convidar a noiva para se levantar e preparar-se para o encontro. “O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap 22.17). _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ Anotações 26 Sinais daSinais daSinais daSinais daSinais da Vinda de JesusVinda de JesusVinda de JesusVinda de JesusVinda de Jesus “Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares” (Mt 24.7) IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução liçãoliçãoliçãoliçãolição 07 Jesus divide os sinais dos tempos em duas classes: (a) Sinais que, apesar de mostra- rem que o relógio de Deus estaria se moven- do, não indicariam, contudo, a proximidade do fim (Mt 24.6; Mc 13.7; Lc 21.8), e (b) sinais que indicariam que o “tempo do fim” já haveria chegado, demonstrando a proximida- de da vinda de Jesus. Vimos que o grande sinal de que o tem- po do fim começou foi o restabelecimento de Israel, que ocorreu na metade do século passa- do. A partir daí, uma série de eventos foram deflagrados, demonstrando um contexto de acor- do com a profecia bíblica a indicar que o fim do tempo da igreja na terra está próximo. Assim como há duas classes de sinais se os classificarmos de acordo com a proximi- dade da vinda de Jesus, assim também há dois tipos de sinais quando os classificamos de acor- do com o ambiente em que se manifestam. Temos, assim, (a) sinais relativos ao mundo e (b) sinais relativos à igreja. Estudaremos, nes- ta lição, os sinais relativos ao mundo. I. Sinais na NaturezaI. Sinais na NaturezaI. Sinais na NaturezaI. Sinais na NaturezaI. Sinais na Natureza 1. Grandes terremotos (Lc 21.11;1. Grandes terremotos (Lc 21.11;1. Grandes terremotos (Lc 21.11;1. Grandes terremotos (Lc 21.11;1. Grandes terremotos (Lc 21.11; Mt 24.7; Mc 13.8)Mt 24.7; Mc 13.8)Mt 24.7; Mc 13.8)Mt 24.7; Mc 13.8)Mt 24.7; Mc 13.8) Os críticos da Bíblia dizem que terremotos sempre existiram, e que não se pode dizer que a quantidade deles aumentou, pois o crescente nú- mero de registro desse fenômeno, nos tempos atu- ais, deve-se ao avanço na tecnologia de detecção dos sismos e ao aumento considerável também do número de sismógrafos instalados no mundo. Esses argumentos seriam válidos se Jesus ti- vesse afirmado simplesmente que haveria terremotos. Porém, o Evangelho de Lucas assevera que seriam “grandes” terremotos (“grande”, do grego, “megas”), ou seja, terremotos de grande repercussão. Ora, a repercussão de um terremoto é me- dida por dois elementos: (1) número de mortos e (2) montante do prejuízo econômico. O terremoto que causou o maior prejuízo em todos os tempos aconteceu no ano em que estamos escrevendo este texto: 2011. No dia 11 de março, um poderoso terremoto no mar provocou uma onda gigantesca que arrasou a costa nordeste do Japão. Segundo a Agência Nacional da Polícia Japonesa, foram 15.597 mortos; 4.980 desapare- cidos; 5.694 feridos; 125.000 prédios destruídos ou danificados; e o prejuízo recorde em toda a his- tória mundial alcançou a casa dos 300 bilhões de dólares. Por outro lado, segundo publicado na Wikipedia, dos 14 terremotos mais mortíferos ocor- ridos nos últimos 1500 anos, 6 ocorreram nos últi- mos 100 anos e, desses seis, 4 depois de 1948. Ou seja, 30% dos piores terremotos dos últimos 1.500 anos ocorreram nos últimos 60 anos, o que representa apenas 5% de todo período. Vemos que a média dos últimos 60 anos foi, então, seis vezes maior do que em todo o período avaliado. 27 Os mais mortíferos terremotos da história Lugar Ano Número de mortos Antioquia, Turquia 525 250.000 Damghan, Irã 856 200.000 (estimado) Ardabil, Irã 893 150.000 Alepo, Síria 1.138 230.000 Shaanxi, China 1.556 820.000 Genroku, Japão 1.703 108.800 Lisboa, Portugal 1.755 Entre 10.000 e 100.000 Messina, Itália 1.908 123.000 Gansu, China 1.920 235.000 Kanto, Japão 1.923 142.000 Asgabat, Turcomenistão 1.948 110.000 Tangshan, China 1.976 650.000 (segundo o governo) Sumatra, Indonésia 2.004 230.000 Haiti 2.010 316.000 (segundo o governo) 2. Grandes sinais no céu Neste tópico, destacamos não somente os sinais naturais, mas também aqueles em que inter- ferência humana tem levado à ocorrência. Um dos fatos mais significativos que ocorreu após 1948 foi o início da chamada Era Espacial, no dia 12 de abril de 1961, quando o russo Yuri Gagarin, primeiro homem a ir ao espaço, deu uma volta completa em órbita ao redor do planeta, a bordo da nave Vostok I. A corrida espacial teve um marco histórico da hu- manidade, também, na conquista da lua, pelos as- tronautas Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins, que, em 20 de julho de 1969 alunissaram. O fantástico significado da conquista espacial se resume na frase dita por Armstrong ao dar o primei- ro passo de um homem na lua: “um pequeno passo para o homem, mas um grande salto para a humani- dade”. O feito foi assistido por milhões de pessoas, ao redor do mundo, por meio da televisão. II. Epidemias (Lc 21.11)II. Epidemias (Lc 21.11)II. Epidemias (Lc 21.11)II. Epidemias (Lc 21.11)II. Epidemias (Lc 21.11) Apesar do aperfeiçoamento da ciência mé- dica, o período posterior a 1948 é marcado pelo surgimento de pandemias (epidemias mundiais) e, inclusive, da mais longa pandemia infecto-contagio- sa da história da humanidade: a AIDS. 1. Gripe Asiática Em fevereiro de 1957, surgiu a pandemia chamada Gripe Asiática que, em menos de dez meses, atingiu a população mundial, afetando de 20% a 90% da população, conforme as áreas afeta- das. Somente nos Estados Unidos, morreram mais de 70.000 pessoas. 2. Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA ou AIDS – do inglês Acquired immune deficiency syndrome). Em 1980, foi isolado o vírus da AIDS e, no ano seguinte, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos reconheceu a exis- tência da epidemia. A AIDS, hoje, é considerada uma pandemia (epidemia mundial). Segundo os últi- mos dados publicados pela própria Organização Mundial de Saúde (OMS) em sua página na internet, essa pandemia já atingiu mais de 63 milhões de pessoas, sendoque mais de 30 milhões já morre- 28 ram, e, em 2009, estimava-se em 33,3 milhões de pessoas contaminadas pelo vírus HIV. Apesar de to- dos os esforços envidados pelos governos, labora- tórios, universidades e entidades supranacionais, até hoje não foi encontrada a cura para a enfermidade. 3. Diabetes tipo 2 Há dois tipos de diabetes. O do tipo 1 é mais raro, e ocorre quando o sistema imunológico da pessoa ataca células do próprio pâncreas. Nor- malmente, atinge somente crianças e adolescentes. No do tipo 2, que atinge os adultos, “parece haver uma diminuição na resposta dos receptores de glicose presentes no tecido periférico à insulina, levando ao fenômeno de resistência à insulina. As células beta do pâncreas aumentam a produção de insulina e, ao longo dos anos, a resistência à insulina acaba por levar as células beta à exaustão” (Wikipedia). A Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece o diabetes como uma pandemia. Hoje, segundo a OMS, por volta de 250 milhões de pes- soas sofrem dessa enfermidade, numa amplitude mundial, atingindo, assim, 5% da população adulta. No Brasil, 12% da população sofre de diabetes. Essa explosão de crescimento do diabetes se deu a partir de 1980. Calcula-se que, em 14 anos, haverá 380 milhões de diabéticos. 4. Síndrome Respiratória Aguda (SARS, do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome) Pneumonia atípica, começada na China, que atingiu o mundo no ano de 2003. 5. Gripe A Em 2009, o governo mexicano anunciou a morte de 150 pessoas em razão da gripe provocada pelo vírus H1N1. No dia 11 de junho de 2009, a OMS reconheceu-a como uma pandemia, ou seja, uma epidemia de âmbito mundial. 6. “Supermicróbios” Embora a mídia pouco comente, uma nova ameaça mundial surge em nossos dias. Nos últimos 20 anos, microorganismos comuns, cujas infecções eram facilmente curáveis, se tornaram resistentes aos antibióticos, transformando-se em “supermicró- bios”. Isso tem atingido milhões de pessoas com as chamadas “infecções hospitalares”. Para que se te- nha uma ideia, segundo informação publicada pela OMS, em 2009, mais de 500.000 pessoas são con- taminadas anualmente com um “superbacilo” de tuberculose, resistente aos medicamentos. Poderíamos enumerar outras pestilências que têm surgido nos últimos anos de uma forma assustadora, porém o espaço não nos permite. Cer- to é que os sinais do tempo do fim estão aí. Só não os vê quem não quer. III. Sinal na Geopolí-III. Sinal na Geopolí-III. Sinal na Geopolí-III. Sinal na Geopolí-III. Sinal na Geopolí- ticaticaticaticatica Enquanto Jesus disse que, antes de come- çar o “tempo do fim”, haveria guerras, rumores de guerras e revoluções (Lc 21.10; Mt 24.6; Mc 13.7), também afirmou que, nesse período chamado “tem- po do fim”, e que antecederia imediatamente a Sua vinda, se levantaria “nação contra nação e reino con- tra reino” (Mt 24.7; Mc 13.8; Lc 21.11). Com o início do tempo do fim, as guerras e revoluções de alcance mundial deram lugar para as guerras e revoluções localizadas. Porém, o que acon- teceu foi justamente o que Jesus predisse: um le- vante de nação contra nação, mas sem guerra. No final da década de 1940, após a II Guer- ra Mundial, o mundo se dividiu em dois grandes blocos: um liderado pelos Estados Unidos e, o ou- tro, pela União Soviética. Exatamente no começo do “tempo do fim”. A esse fenômeno, deu-se o nome de Guerra Fria. Em muitos momentos, pare- cia que o mundo estava às portas de uma III Guerra Mundial, porém, para que se cumprisse a profecia, essa guerra não ocorreu. Entendemos que, de acordo com a predição de Jesus, não haverá outra guerra mundial antes da vinda de Jesus para arrebatar a Sua igreja. IVIVIVIVIV. Sinais na Economia. Sinais na Economia. Sinais na Economia. Sinais na Economia. Sinais na Economia 1. Fome crônica1. Fome crônica1. Fome crônica1. Fome crônica1. Fome crônica Jesus afirmou que um dos sinais da proximi- dade da Sua vinda seria a ocorrência de “fome em vários lugares” (Mt 24.7; Mc 13.8; Lc 21.11). É incompreensível que num momento em que a 29 biotecnologia alcançou seus mais altos níveis, mi- lhões seguem passando fome. Segundo o programa “Acabar com a Fome”, da ONU, em 2011 mais de um bilhão de pessoas sofrem de fome crônica. Ou seja, não é que passem fome alguns dias na semana, senão que vivem per- manentemente famintas. O mais impressionante é que, apesar dos esforços, o número de famintos tem aumentado nos últimos dez anos. 2. A insuficiência das políticas con- tra a fome Em 1974, a Organização de Alimentos e Agri- cultura da ONU (FAO) fixou a meta para erradicação da fome até 1984. O ufanismo humano parecia ter razão ante o avanço da biotecnologia, a mecanização da agricultura e poderosos agrotóxicos para destrui- ção das pragas. Parece que a profecia de Jesus sobre a fome nos últimos tempos havia “furado”. Entretanto, a meta não foi cumprida. Pelo contrário, o site da FAO informa que, em 2009, o número de subnutridos chegou ao maior nível des- de 1970, ano em que o dado começou a ser levan- tado: um bilhão e vinte milhões de pessoas em estado de subnutrição. 3. Desastres econômicos mundiais No ano em que esta revista está sendo es- crita, o mundo está tentando a recuperação de uma crise que abalou o mercado financeiro mundial, co- meçando nos Estados Unidos, a nação mais pode- rosa da Terra. No final de julho de 2011, as man- chetes internacionais deixam todos estupefatos ao mostrarem a derrota da política econômica do pre- sidente americano no parlamento daquele país, que impediu o governo de aumentar seu endividamento para financiar as contas públicas. É uma crise devas- tadora naquela nação que outrora foi símbolo da pujança econômica. Com a globalização, as crises regionais acabam atingindo um cada vez mais am- plo espectro de países. VVVVV. Sinais Sociológicos. Sinais Sociológicos. Sinais Sociológicos. Sinais Sociológicos. Sinais Sociológicos 1. Desintegração da família1. Desintegração da família1. Desintegração da família1. Desintegração da família1. Desintegração da família A profecia prevê, como um sinal da vinda de Jesus, a desintegração da família, com vínculo fami- liar abalado (Mc 13.12; 2 Tm 3.1,2). Quanto a este item, não é preciso comentar, pois a realidade que nos cerca fala mais alto do que qualquer argumento. Sendo a família a base da sociedade, toda a estrutu- ra social está sendo atingida em direção à falência. 2. Materialismo e consumismo Jesus comparou os dias de sua vinda com os dias de Noé e de Ló (Mt 24.37-39; Lc 17.26-29). O Senhor resumiu tanto os dias de Noé quanto os dias de Ló como sendo tempos em que “comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam, edificavam, casavam e davam-se em casamento”: um estilo de vida resumido em oito verbos. É o retrato da socie- dade materialista em que vivemos. Paulo assim descreve o caráter do tecido social nos tempos finais: “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, ar- rogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus” (2 Tm 3.1-4). 3. Mul t ip l i cação da c iênc ia ( l e i a Dn 12.4) Segundo dados publicados na página da National Science Foundation (Fundação Nacional de Ciência, dos Estados Unidos), os diversos ramos da ciência, em média, duplicam a cada 8 anos. Porém, na área tecnológica de ponta, a ciência dobra em menos de 2 anos. Hoje, o grande crescimento da tecnologia se deve, especialmente, à existência do computa- dor. Por isso, é de impressionar que os primeiros computadores foram criados exatamente no momen- to histórico que Jesus fixou como o início do tempo do fim: o momento do ressurgimento de Israel, o florescimento da figueira. O primeiro computador digital foi criado em 1946 – o ENIAC (Electronic Numerical Integrator and Computer). Porém a evo- lução do computador, por sua vez, bem exemplifica o quea Bíblia queria dizer com a multiplicação da ciência. O mês de maio de 1949, um ano após a fundação do Estado de Israel, é considerado o mês de nascimento da computação moderna. Maurice Wilkes, com uma equipe da Universidade de 30 }} _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ Anotações ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão Cambridge, executou o primeiro programa armaze- nado no computador EDSAC (Electronic Delay Storage Automatic Calculator). Baseado nas idéias de John von Neumann sobre computadores de programa armazenado, o EDSAC foi o primeiro computador totalmente funcional a usar a atual ar- quitetura de computadores. A evolução da computação bem demonstra o que Deus queria dizer com “multiplicação da ci- ência”. O ENIAC, de 1946, custava, em valores corrigidos para hoje, mais de seis milhões de dóla- res, pesava 30 toneladas, ocupava uma área de 160m² e fazia 5.000 cálculos por segundo. Hoje, se pode comprar, no Brasil, um computador com processador Intel Core i7 por pouco mais de mil reais, para usar em cima da mesa, e que faz cem bilhões de operações por segundo. Ou seja, em 60 anos a velocidade cresceu 20 milhões de vezes, e o computador ficou 7.500 vezes mais barato. Se mul- tiplicarmos a redução do preço pela velocidade, te- remos o aumento da produtividade, ou seja, a ciên- cia da computação multiplicou sua produtividade 150 milhões de vezes. E tudo isso depois que a “figueira floresceu”. Seria uma coincidência? Po- rém, estamos fazendo uma comparação com um com- putador doméstico. Se compararmos com o compu- tador Mira, que a IBM estará lançando em 2012, a distância fica ainda maior, pois, segundo o portal de notícias Terra, esse computador fará 10 quatriliões de operações por segundo, isto é, 2 trilhões de vezes mais rápido que o vovô ENIAC! É uma coisa difícil até de entender. Seria o cumprimento dessa profecia justamente no tempo designado por Jesus apenas mais uma “coincidência”? Ao vermos os sinais da vinda de Jesus se cumprindo, não podemos ter isso apenas como uma curiosidade, mas como um alerta para estarmos vigilantes, sabendo que estamos em uma batalha pela nossa alma (leia Jd 1.3). 31 IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução I. TI. TI. TI. TI. Tempos Difíceisempos Difíceisempos Difíceisempos Difíceisempos Difíceis 1. A corrupção do ser humano1. A corrupção do ser humano1. A corrupção do ser humano1. A corrupção do ser humano1. A corrupção do ser humano “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobre- virão tempos difíceis, pois os homens serão egoís- tas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais ami- gos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes” (2 Tm 3.1-5). Essa é a condição da sociedade moderna. O grande desafio que a igreja enfrenta é de manter a postura de sal da terra e luz do mundo. Infelizmen- te, a pressão do mundo tem feito com que igrejas e líderes se deixem influenciar por esse ambiente. Temos que estar conscientes de que, apesar dos tempos serem difíceis, não devemos nos corrom- per, nem tampouco enfrentar as pessoas que se apre- sentam com as características apresentadas pelo Sinais da VindaSinais da VindaSinais da VindaSinais da VindaSinais da Vinda de Jesusde Jesusde Jesusde Jesusde Jesus Relativos à IgrejaRelativos à IgrejaRelativos à IgrejaRelativos à IgrejaRelativos à Igreja “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora.” (Mt 25.13) Assim como os acontecimentos relati- vos a Israel serviram para demonstrar que o tempo do fim havia chegado, os acontecimen- tos relativos à igreja indicam que a vinda de Jesus está muito próxima. Estudaremos, nesta lição, esses sinais. apóstolo Paulo. Sua recomendação é “foge também destes”, ou seja, evita, dentro do possível, a convi- vência com tais “pessoas”. 2. Esfriamento do Amor a) Consequência da multiplicação da iniquidade Jesus foi enfático ao afirmar que, “por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de qua- se todos” (Mt 24.12). Vemos que o primeiro sinal - tempos difíceis e a iniquidade do ser humano - provoca, por meio da iniquidade, o segundo sinal: esfriamento do amor. b) Caracterizado pela desobediência à Palavra A Bíblia é clara, não deixa dúvidas, sobre o que caracteriza o amor de Deus na vida do cristão: “Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e praticamos os seus man- damentos. Porque este é o amor de Deus: que guar- demos os seus mandamentos; ora, os seus manda- mentos não são penosos, porque todo o que é nas- cido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1 Jo 5.2-4). Logo, esse esfriamento do amor produz a desobediência à palavra de Deus. c) Distinguindo o falso do verdadei- ro amor É importante explicar por que a Bíblia diz que, para amarmos os filhos de Deus, devemos amar liçãoliçãoliçãoliçãolição 08 32 a Deus e praticar os Seus mandamentos. Isso é as- sim porque o amor ao próximo que não á baseado na palavra de Deus será baseado na afinidade. Assim, quando amamos somente àqueles pelos quais “sentimos” amor, baseados em nossa emoções, amaremos uma parcela mínima dos crentes, somente àqueles com quem temos afinidade, deixando de amar aqueles nos quais achamos defeitos ou por quem não sentimos afinidade. Assim, somente vai amar a todos os ir- mãos aquele cristão que ama não porque sente afinidade, mas porque é obediente à palavra de Deus, que nos manda amarmos uns aos outros (leia Jo 15.12,17; Rm 12.10; 1 Pe 1.22). O pastor da igreja em Éfeso tinha muitas qualidades. Porém, uma coisa o Senhor tinha contra ele: havia abandonado o primeiro amor (Ap 2.2-4). Para quem já deixou o primeiro amor, Jesus adverte: “lembra-te, pois, de onde caíste, arrepen- de-te e volta à prática das primeiras obras” (Ap 2.5). E para quem está lutando para seguir amando a Deus e aos irmãos, Jesus estimula: “aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt 24.13). II. Dormência Espiritu-II. Dormência Espiritu-II. Dormência Espiritu-II. Dormência Espiritu-II. Dormência Espiritu- al e Mornidãoal e Mornidãoal e Mornidãoal e Mornidãoal e Mornidão Jesus, na parábola das dez virgens, adverte que os últimos tempos seriam de dormência espiri- tual. É sintomático que todas as virgens adormece- ram (leia Mt 25.5). Logo adiante, Jesus dá a enten- der que, embora as virgens prudentes tivessem azei- te em suas vasilhas, não havia abundância (leia Mt 25.8,9). As cartas às sete igrejas da Ásia, no Apocalipse, demonstram uma cronologia da história da igreja. As duas últimas igrejas são as de Filadélfia e a de Laodicéia. Essas duas representam as duas igrejas do arrebatamento. A de Filadélfia, com pouca força segundo os homens, mas que guarda a palavra de Deus e não nega o Seu nome (Ap 3.8); a de Laodicéia, por sua vez, pujante segundo os parâmetros hu- manos, mas repulsiva ao gosto de Jesus (Ap 3.15-17). A primeira subirá; asegunda ficará. Por isso, quando se referia ao tempo do fim, Jesus foi sempre enfático em sua advertência: vigiai (leia Mc 13.35; Mt 24.42). III. Espírito do EnganoIII. Espírito do EnganoIII. Espírito do EnganoIII. Espírito do EnganoIII. Espírito do Engano Jesus advertiu para o fato de que um dos sinais da proximidade de Sua vinda seria o surgimento de falsos profetas (leia Mt 24.11). O apóstolo Paulo fala com mais detalhes sobre o assunto em 2 Ts 2.11,12. Nessa passa- gem, a Bíblia explica que o próprio Deus possibilita a existência desses espíritos de engano, a fim de que as pessoas que querem milagres, mas não que- rem a verdade, sejam iludidas pela sua própria cobi- ça. Ou seja, Deus não quer que alguém vá para a glória simplesmente porque quis um milagre, mas Deus quer consigo os que amam a verdade. Paulo também adverte a Timóteo sobre o trabalho desses espíritos enganadores nos tempos do fim (leia 1 Tm 4.1). O espírito de engano, por meio de aparen- tes manifestações de Deus, leva a própria pessoa que é instrumento do engano a ser enganada. Em outras palavras, a pessoa que engana está sendo também enganada, sendo vítima e vilã ao mesmo tempo. Tanto é assim que vão discutir com o pró- prio Senhor, sustentando serem salvas (leia atenta- mente Mt 7.21-23). IVIVIVIVIV. Enfrentamento do. Enfrentamento do. Enfrentamento do. Enfrentamento do. Enfrentamento do Espírito do AnticristoEspírito do AnticristoEspírito do AnticristoEspírito do AnticristoEspírito do Anticristo O espírito do Anticristo já está presente no mundo (1 Jo 4.3; 2 Ts 2.7). 1. A ação do Anticristo Quando fala sobre o Anticristo, a Bíblia fala que “fará segundo a sua vontade, e se levan- tará, e se engrandecerá sobre todo deus; contra o Deus dos deuses falará coisas incríveis e será próspero” (Dn 11.36). Vemos que esse é o espírito que atua sobre a terra, entronizando o homem como deus, falando con- tra o Senhor nosso e trabalhando com a prosperidade. Essa quádrupla combinação (vontade pró- pria, exaltação humana, doutrina antibíblica e prosperidade) é tudo o que a carne quer. Esse é o grande desafio da igreja que tanto mais se intensificará quanto mais se aproximar a vinda do Senhor: manter-se ilesa do domínio desse espírito. 33 2. A diferença na forma do Espírito Santo agir O Espírito de Cristo age em ação diametral- mente oposta, pois (1) nos leva a renunciar a vonta- de própria, para fazer a vontade de Deus (Mt 6.10; 26.42), (2) incita-nos à humilhação (Mt 11.29), a (3) amar a Palavra de Deus (2 Tm 4.2) e (4) a não amar as riquezas daqui (Mt 6.24). VVVVV. Mundanismo. Mundanismo. Mundanismo. Mundanismo. Mundanismo 1. A busca do prazer da carne e o1. A busca do prazer da carne e o1. A busca do prazer da carne e o1. A busca do prazer da carne e o1. A busca do prazer da carne e o amor ao mundoamor ao mundoamor ao mundoamor ao mundoamor ao mundo O “mundanismo” pode ser definido como a amizade com o mundo, ou, ainda, o amor pelo mun- do e pelas coisas que há no mundo. Tiago escreveu: “pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres. Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4.3-4). Como se vê da passagem transcrita, a busca pelo prazer e o amor ao mundo estão intimamente ligados, pois é através das coisas do mundo que o diabo providencia prazeres para a carne. Ambas as coisas, portanto, se contrapõem a Deus, e fazem daquele que por elas optam inimigos de Deus. 2. A contaminação na igreja Paulo adverte que “nos últimos dias, so- brevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus” (2 Tm 3.1,2,4). Na continuação dessa passagem, o apóstolo explica que tais homens, nos últimos dias, estariam como destruidores no meio da igreja e que “que aprendem sempre e jamais podem chegar ao conhe- cimento da verdade” (2 Tm 3.7). 3. A cilada do envolvimento com o mundo como sinal da Vinda de Jesus Jesus expressamente advertiu sobre o mundanismo como sinal de sua vinda, ao afirmar que os últimos dias seriam como os dias de Ló e Noé: “Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem: comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e destruiu a todos. O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do Homem se manifestar” (Lc 17.26-30). Jesus revela a verdade espiritual por trás da comparação com Noé e Ló ao afirmar que “acautelai- vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as conseqüências da orgia, da embriaguez e das preo- cupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço. Pois há de sobrevir a todos os que vivem sobre a face de toda a terra. Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presen- ça do Filho do Homem” (Lc 21.34-36). Fica a todos a advertência de João, o após- tolo do amor: “não ameis o mundo” (1 Jo 2.15) VI. ApostasiaVI. ApostasiaVI. ApostasiaVI. ApostasiaVI. Apostasia Como resultado do conjunto dos fatores que constituíram os demais sinais, surge a apostasia. 1. O que é apostasia? Apostasia vem da palavra grega “aphistemi”, que significa retroceder, abandonar. Alguém pode errar, pecar, mas sem abandonar a fé. Ou seja, ainda que não obedeça a palavra, con- tinua crendo que aquilo que a palavra diz que é errado continua sendo errado. A palavra é certa, mas ele, pecador, é errado. O apóstata pensa diferentemente. Ele pen- sa que está certo e, errada, é a Bíblia ou a forma de doutrina em que antes cria. A palavra de Deus nos aponta esse como um dos sinais mais claros da proximidade da vinda do Senhor (leia 1 Tm 4.1; 2 Ts 2.3). 2. Um histórico atual Esse sinal é evidente e palpável em nossos dias. Mas quando surgiu a onda de apostasia atual? 34 O pastor norte-americano Bill Burkett, as- sim responde no seu livro “Pentecostais ou Carismáticos?”: “A década de 1960 foi a mais turbulenta do século. Um período diabólico, quando eclodiu a guer- ra do Vietnã e apareceu a subcultura hippie, rebe- lando-se contra todos os símbolos de autoridade e desrespeitando os valores e a dignidade humana. Na mesma época, explodiu o rock’n’roll, surgiram a minissaia e topless, e uma nova moralidade assumiu o lugar dos valores tradicionais...A geração da contracultura apareceu, desprezando valores da cul- tura cristã, como o casamento e a higiene. ‘Nos colégios e universidades, a nova onda passou a dar destaque aos cursos de psicologia e ao behaviorismo. Surgiu na cultura americana um profundo espírito de rebeldia e contestação que afetaria o mundo inteiro nos vinte anos seguin- tes. Foi nesse contexto que nasceu o movimento carismático. Lamentavelmente, a igreja, por osmose, adotou o espírito e a filosofia daquele ambiente social degenerado. ‘A impureza e o materialismo, até então mantido fora da igreja, invadiram-na como um dilúvio. As sociedades, em toda a par- te, tornaram-se indiferentes às leis divinas. Foi como se um espírito de anarquia invadisse todos os estra- tos da sociedade, na educação, nas forças armadas, nas empresas e na igreja. Em vez de transformação moral e vida de santidade, o Movimento Carismático adotou o emocionalismo e o fenômeno das línguas como credencial. O divórcio e o novo casamento, o consumo social de bebida, a sensualidade e o uso de cosméticos tornaram-se aceitos dentro do movimen- to, permitindo a acomodação dos rebeldes liberais às igrejas evangélicas” (pág. 26). “A renovação pentecostal de 1901 fora derramada sobre pessoas santificadas, que buscavam o retorno dos dons doEspí- rito às suas igrejas...o Movimento Carismático atingiu em seu início um gran- de número de igrejas não-evangélicas, des- providas de solidez doutrinária e experi- ência espiritual ...integraram-se membros ... que, procurando modernizar-se, já não pregavam a ne- cessidade de arrependimento ou de um novo nasci- mento para formação de uma nova criatura em Cris- to. Raros eram os casos de pessoas que haviam ex- perimentado o novo nascimento antes de falar em línguas...doutrinas fundamentais eram deixadas de lado nas reuniões carismáticas desde o início do movimento...As igrejas pentecostais, antes do surgimento da influência carismática, eram caracte- risticamente doutrinárias em seu modo de proce- der. Atualmente, estão ocorrendo profundas mu- danças entre as igrejas pentecostais, devido à influ- ência e à pressão competitiva dos carismáticos... Pela lei da osmose, igrejas pentecostais outrora solidamente doutrinárias, que condenavam muito dos ensinamentos dos carismáticos, tornaram-se como eles. E, em muitos casos, ainda mais liberais... Os pentecostais, no princípio, tratavam a doutrina como uma delicada peça de cristal: mexer implicava o risco de deixá-la cair e quebrar. Mas a preciosa peça, produzida pelas mãos do divino Artí- fice, foi abandonada... A filosofia carismática prega que a doutrina causa divisão entre irmãos. Mas a verdade é bem outra: a aceitação de falsas doutrinas, contrárias aos ensinamentos dos apóstolos, é que separa os verdadeiros ir- mãos. Quando os carismáticos abandonarem os erros que ensinam, então haverá verdadeira unida- de na família cristã. O desapego à doutrina levará inevitavelmente as denominações pentecostais a um movimento ecumênico com os carismáticos... Até hoje os carismáticos permanecem fe- chados a muitas áreas da verdade bíblica e da dou- trina. Pode-se provar isso facilmente mencionando somente a santificação definitiva. Eles não supor- tam ouvir o que a Bíblia ensina sobre mundanismo e separação do mundo. Suas mentes estão fechadas a esses assuntos. Por quê? Porque desde o princípio acreditaram que podiam falar em línguas, receber bênçãos e riquezas espirituais, sem se preocupar com a santificação ou com a pureza doutrinária. Desde o início, “provaram” ser possível alterar ou ignorar os ensinos da Palavra e ainda falar em lín- guas e manter boas relações com Deus. Reunir multidões para cantar, gritar e adorar é, para eles, a comprovação do aval divino. ‘Deus abençoa o que aprova e aprova o que abençoa”, é o seu argumento. Mas pentecostais verdadeiros, jamais admitirão que uma frase de efeito venha a substituir uma doutrina bíblica. Os muçulmanos crescem muito mais de- pressa que os carismáticos e são muito mais zelo- 35 }} ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão sos, mas isso não quer dizer que conheçam a verda- de. Os mórmons, as testemunhas de Jeová e a seita do Reverendo Moon também experimentaram um crescimento espetacular, mas números não lhes garantem a bênção de Deus. Salomão e Israel pros- peraram mas não estavam caminhando em retidão e finalmente o juízo veio sobre eles” (pág. 18-22). Mais uma vez, vemos que o surgimento de Israel deflagrou o tempo do fim. VII. Definição deVII. Definição deVII. Definição deVII. Definição deVII. Definição de “quem é quem”“quem é quem”“quem é quem”“quem é quem”“quem é quem” Mas não são somente sinais negativos que indicam a vinda de Jesus. A Bíblia também apresenta que, na última hora da igreja, haverá Embora a exiguidade do espaço não nos permita enumerar outros sinais da vinda de Jesus, entendemos que esses já são suficien- tes para alertar o povo de Deus de que o fim da era da igreja na terra está próximo. Que possamos estar no grupo representado pelas vir- gens prudentes, com óleo na vasilha, com as lâmpadas acesas, espe- rando a vinda do Senhor (1 Co 16.22). um pequeno grupo que marcará posição. Enquan- to os que querem o mundo irão se mundanizar cada vez mais, e os que querem o céu vão se santificar ainda (Ap 22.10-12). Na parábola das dez virgens, Jesus ensina que, ao aproximar-se a hora do encontro com o noi- vo, haverá uma definição sobre quem são as néscias e quem são as prudentes. Até aquele momento to- das pareciam iguais, mas, quando se apagaram as lâmpadas das néscias, aí se pode ver a diferença entre os dois grupos (Mt 25.8). É por essa razão que Deus envia a operação do erro, para que seja demonstrado no exterior o que as pessoas têm no interior. Os que são “fiéis” apenas para receber be- nefícios terrenos, não o serão mais ao poderem re- ceber numa igreja liberal as mesmas “bênçãos” an- tes recebiam numa igreja bíblica (2 Ts 2.11,12). _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ Anotações 36 IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução Vinda de Jesus CristoVinda de Jesus CristoVinda de Jesus CristoVinda de Jesus CristoVinda de Jesus Cristo “E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras.” (Ap 22.12) liçãoliçãoliçãoliçãolição 09 Assim como o evento mais esperado no Antigo Testamento era o nascimento da semente da mulher (o povo de Israel), o evento mais esperado na dispensação do Novo Tes- tamento é o casamento da noiva (a igreja de Jesus Cristo). A Bíblia chama o dia da vinda do Se- nhor como o “dia de Jesus Cristo” (Fp 1.6). Assim como as profecias sobre a vinda do Messias para morrer se cumpriram cabal- mente, assim também as profecias sobre a vin- da de Jesus para arrebatar a Sua igreja se cum- prirão. I. A PrI. A PrI. A PrI. A PrI. A Promessa da Vindaomessa da Vindaomessa da Vindaomessa da Vindaomessa da Vinda de Jesus para Arrebatar a Suade Jesus para Arrebatar a Suade Jesus para Arrebatar a Suade Jesus para Arrebatar a Suade Jesus para Arrebatar a Sua IgrejaIgrejaIgrejaIgrejaIgreja 1. Anunciada no Antigo T1. Anunciada no Antigo T1. Anunciada no Antigo T1. Anunciada no Antigo T1. Anunciada no Antigo Testamentoestamentoestamentoestamentoestamento Desde o Antigo Testamento, a vinda do Senhor Jesus já vinha sendo anunciada, como, por exemplo, em Zc 14.3-5 e Ml 3.1. 2. Anunciada por Jesus Cristo No Novo Testamento, a doutrina sobre o segundo advento de Cristo foi um de Seus princi- pais ensinos (Mt 24.27,30,44; 25.1-13; Mc 13.26; Lc 12.40; 17.24; Lc 21.27; Jo 14.2,3, etc). 3. Anunciada pela igreja primitiva Posteriormente, a igreja seguiu pregando a mesma mensagem. Paulo chegou a dizer que se não crermos na vinda do Senhor e na ressurreição dos mortos somos os mais infelizes dos homens (leia 1 Co 15.17-20, 23). Além de Paulo, também en- sinava a mesma doutrina Pedro (1 Pe 1.7) e Tiago (Tg 5.7), além do escritor aos Hebreus (Hb 9.27). II. O MomentoII. O MomentoII. O MomentoII. O MomentoII. O Momento 1. Uma exclusividade de Deus1. Uma exclusividade de Deus1. Uma exclusividade de Deus1. Uma exclusividade de Deus1. Uma exclusividade de Deus Jesus disse expressamente que “respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus,nem o Filho, senão o Pai” (Mt 24.36; idem em Mc 13.32). 2. O perigo da suposição humana No decorrer dos séculos, muitas pessoas têm marcado datas para a vinda de Jesus. Uns, ale- garam ter recebido uma revelação de Deus. Outros, diziam ter encontrado uma interpretação bíblica que os levara à descoberta sobre quando seria o espe- rado dia. Porém, esqueceram os tais que, no versículo anterior àquele em que está registrado que nin- guém sabe o dia e nem a hora da vinda do Senhor, está escrito que “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Mt 24.35; Mc 13.31). Nenhuma revelação ou interpretação pode afastar o que está escrito na palavra de Deus, pois o 37 Senhor vela pela Sua “palavra para a cumprir” (Jr 1.12). Deus é fiel e “de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo” (2 Tm 213). 3. Revelação: os sinais que demonstram a proximidade do evento Assim, o que a Bíblia nos autoriza a dizer, por meio dos sinais apontados pelo próprio Jesus, é que os tempos do fim estão chegados. Nada mais do que isto. Se nem o próprio Jesus, enquanto estava despojado de Sua divindade, não sabia, por que Deus iria revelar esse segredo a outros homens, falhos como nós? Entendemos que, hoje, Jesus conhece esse dia, pois ele é Deus e, como tal, ele é onisciente. III. Fases da Vinda deIII. Fases da Vinda deIII. Fases da Vinda deIII. Fases da Vinda deIII. Fases da Vinda de Jesus CristoJesus CristoJesus CristoJesus CristoJesus Cristo A Bíblia assim relata a ascensão de Jesus ao céu: “Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às altu- ras, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos. E, estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto Jesus subia, eis que dois varões vestidos de branco se puseram ao lado deles e lhes disse- ram: Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir” (At 1.9-11). Vemos aqui, que a ascensão de Jesus se deu em duas fases: a primeira, até às nuvens, “à vista deles”; a segunda fase, a partir das nuvens, enco- berto dos olhos humanos. Os anjos disseram que ele voltaria assim como subira, ou seja, da mesma maneira. Assim, a sua volta se dará em duas fases: PRIMEIRA FASE DA VINDA DE JESUS Ele vem até as nuvens (1 Ts 4.17) Vem para buscar a igreja (1 Ts 4.16,17) Virá rapidamente, como o ladrão (1 Co 15.52) Antes da Grande Tribulação (Ap 3.10,11) SEGUNDA FASE DA VINDA DE JESUS Ele pisará no Monte das Oliveiras (At 1.12; Zc 14.4) Vem com a igreja para os judeus (Mc 14.62) Todo olho o verá (Ap 1.7) Depois da Grande Tribulação (Mt 24.29,30) 1. Sequência de eventos da primeira fase (arrebatamento) Como se dará a primeira fase? A Bíblia rela- ta os momentos que constituirão esse glorioso even- to. Vejamos alguns deles: 1) O Espírito Santo promoveria uma procla- mação de que é chegada a meia-noite espiritual, os tempos difíceis sobre os quais a Bíblia fala, e que o noivo está às portas (Mt 25.6). Entendemos que essa revista faça parte deste clamor; 2) No Dia de Cristo Jesus, Deus dará or- dem ao arcanjo (1 Ts 4.16); 3) Possivelmente, o arcanjo dará ordem aos demais anjos; 4) Anjos tocarão trombetas e a última trom- beta, que será a trombeta do próprio Deus, soará (1 Co 15.52 combinado com 1 Ts 4.16, versão ARA); 5) Jesus descerá dos céus corporalmente (1 Ts 4.16; Hb 10.28); 6) Os mortos em Cristo ressuscitarão incorruptíveis (1 Ts 14.16; 1 Co 15.52); 7) Os salvos, que estiverem vivos naquele momento, terão seus corpos físicos transformados em corpos incorruptíveis (1 Ts 4.16; 1 Co 15.52- 54; 1 Jo 3.2). 8) O ato de transformação se dará em um “átomo” de tempo (1 Co 15.52). A palavra grega “átomo” - traduzida para “momento” ou “piscar de olhos” – significa a menor parte possível de alguma coisa, que não se pode dividir. Assim, esse ato divi- no se dará em lapso de tempo quase imensurável, de tão pequeno. 9) Os salvos que estiverem vivos, agora transformados, e os mortos que tiverem ressuscita- do, serão arrebatados e terão um grande encontro com Jesus, nos ares (1 Ts 4.17). 38 }} ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão Estejamos pois apercebidos, orando em todo o tempo, procu- rando manter limpas as nossas vestes, “porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá” (Lc 12.40). _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ __________________________________________________________________ __________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ _________________________________________________________________ Anotações 2. Características daqueles que su- birão no arrebatamento da igreja A Bíblia revela-nos que subirão no arreba- tamento as pessoas que: 1) nasceram de novo (Jo 3.5) e 2) amam e desejam a vinda do Senhor (2 Tm 4.8), e não o mundo (Lc 17.26-32); 3) seguirem a santificação (Hb 12.14); 4) tiverem o Espírito Santo HABITANDO em suas vidas (Rm 8.11); 5) não praticam as obras da carne (Gl 5.21); 6) estiverem vigiando (Mt 24.42; 25.13; Mc 13.33;35,37) e 7) oram (Lc 21.36). 39 IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução liçãoliçãoliçãoliçãolição 10 I. O EventoI. O EventoI. O EventoI. O EventoI. O Evento 1. Um T1. Um T1. Um T1. Um T1. Um Tribunalribunalribunalribunalribunal A palavra utilizada na designação do tribu- nal de Cristo é bema (Strongs). Originalmente, era utilizada apenas para designar “degrau”. A partir daí, passou a ser utilizada para indicar uma “plata- forma elevada” qualquer, como as destinadas ao uso TTTTTribunal de Cristoribunal de Cristoribunal de Cristoribunal de Cristoribunal de Cristo “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.” (2 Co 5.10) Após sermos salvos, inicia-se a cons- trução da vida cristã. E esta é permanente. É como uma pessoa que recebe a habilitação para construir uma casa. Tudo o que ele vai possuir será aquela casa construída. Aquele será o resultado de toda a sua vida. Ao final do período destinado àquela construção, a casa será provada com fogo para verificação de sua qualidade. Se tiver sido construída com materiais perecíveis, será to- talmente queimada. No entanto, a habilitação do construtor permanecerá, pois a prova será referente à sua obra, e não quanto à sua con- dição de construtor. Assim será o tribunal de Cristo. Aque- les que lá chegarem já estarão salvos. Não será a sua salvação que será colocada à pro- va, mas as obrasque fizeram na terra como salvos. A seguir, veremos como será esse jul- gamento. pelos oradores, árbitros de competições esportivas ou pelos juízes em seus julgamentos formais. No Novo Testamento, ela aparece onze vezes, todas elas designando tribunal de julgamento: Mt 27.19 e Jo 19.13 (tribunal de Pilatos), At 12.21 (tribunal de Herodes); At 18.12,16,17 (tribunal de Gálio); At 25.6,10,17 (tribunal de Félix); Rm 14.10 e 2 Co 5.10 (tribunal de Cristo). Assim, compreendemos que, realmente, será um julgamen- to, e não simplesmente um momento de distribui- ção de galardões, embora isso também venha a ocor- rer naquele evento. 2. O momento O Tribunal de Cristo ocorrerá logo após a vinda de Jesus Cristo para arrebatar a Sua Igreja, conforme vemos em Ap 22.12: “E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras.” Em 2 Tm 4.8, constatamos que a coroa da justiça está reservada para aqueles que amam a vin- da de Jesus Cristo: “Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.” Esse é o sinal de que o penhor da Igreja, que é o Espírito Santo (2 Co 1.22; 5.5) está com o crente salvo. E é nesse momento tão aguardado pelo crente que ele receberá seu galardão; por isso, esse anelo: “O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aque- le que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede ve- nha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap 22.17). 40 Porém, em que momento após a vinda de Jesus Cristo ocorrerá esse julgamento? Será antes da vinda de Jesus Cristo em glória para o milênio (estudaremos sobre esse período mais tarde), pois nessa ocasião todos os santos virão com Ele: “Fugireis pelo vale dos meus montes, porque o vale dos montes chegará até Azal; sim, fugireis como fugistes do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá; então, virá o SENHOR, meu Deus, e todos os santos, com ele” (Zc 14.5). “Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória” (Cl 3.4). Portanto, o Tribunal de Cristo será logo após o Arrebatamento e antes do Milênio, durante o período em que estará ocorrendo o juízo de Deus sobre a terra, que chamamos de a Grande Tribula- ção, conforme vemos a seguir: “Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra” (Ap 11.18). 3. Quem será o juiz Como já vimos em 2 Tm 4.8, o justo juiz será Jesus Cristo. 4. Quem será julgado Neste evento, a Igreja será julgada no que concerne às suas obras. “Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos comparecere- mos perante o tribunal de Deus.” (Rm 14.10) “Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.” (Rm 14.12) Ressaltamos que o julgamento dos ímpios não ocorrerá neste tribunal, mas muitos anos mais tarde, no denominado Trono Branco, também co- nhecido como o Juízo Final. II. O JulgamentoII. O JulgamentoII. O JulgamentoII. O JulgamentoII. O Julgamento “Contudo, se o que alguém edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madei- ra, feno, palha, manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provará. Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse re- ceberá galardão; se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele dano; mas esse mesmo será salvo, toda- via, como que através do fogo” (1 Co 3.12-15) 1. Como será o julgamento a) Por Jesus Cristo Já vimos que o juiz será Jesus Cristo. b) Através do fogo Na passagem bíblica acima, verificamos que será através do fogo. Por que fogo? Constatamos que a figura do fogo possui vários significados na Bíblia. Por exemplo, é símbolo do Espírito Santo. No entanto, verificamos que tam- bém é utilizado na designação para o julgamento tanto dos salvos (1 Co 3.13) quanto dos perdidos (Mt 25.41). Esse simbolismo é usado devido a algumas particularidades do fogo: b.1) Devido à severidade do juízo de Deus. Diante do fogo, nada fica encoberto. “Nada há enco- berto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido” (Lc 12.2) b.2) Devido ao seu caráter completo, ou seja, o fogo consome algo até o fim. Nada fica intocado. Naturalmente, o fogo termina apenas quan- do não há mais o que ser queimado. b.3) Pelo seu caráter purificador. Diante do fogo, permanece somente aquilo que é resistente. 2. O que será julgado A seguir, veremos alguns aspectos do julga- mento. Complementaremos o assunto no tópico “Os galardões”. a) Os desígnios dos corações A verdadeira motivação de cada obra será trazida à luz. O homem, em sua astúcia, pode cons- truir muitas obras aparentemente boas, “tendo for- ma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder” (2 Tm 3.5a). No entanto, a verdadeira forma 41 motivadora será revelada naquele dia: “Portanto, nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará à plena luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e, então, cada um receberá o seu lou- vor da parte de Deus” (1 Co 4.5). Quantos edifícios construídos serão total- mente queimados por não terem sido objetos de uma motivação pura! b) Os talentos distribuídos por Deus para serem administrados Deus nos concede ministérios, responsabi- lidades para serem desempenhadas. Seremos co- brados quanto a isso naquele dia. “Mas àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão” (Lc 12.48b). Leia também em Mt 25.14-19. 3. Classificação das obras Vemos que as obras são classificadas con- forme sua natureza: algumas foram produzidas por Deus, e não podem ser produzidas pelo homem (ouro, prata e pedras preciosas). Estas permanece- rão. Outras são obtidas através da ação humana (ma- deira, feno e palha). Estas perecerão. Aquilo que o homem produz através de sua própria força não pos- sui valor diante de Deus. Colocaremos, a seguir, a classificação des- crita pelo missionário Eurico Bergstéin, em seu li- vro “A Doutrina das Últimas Coisas” (CPAD, 2 ed.,1982), para a qualidade das obras desempenha- das na terra que estarão sob julgamento: a) Ouro Simboliza a glória de Deus. Relaciona-se com as coisas celestiais (Ap 3.18; Jo 22.23-25). b) Prata Símbolo de redenção. É tudo o que se rela- ciona com sacrifício e resgate – a redenção de Cris- to (Ex 30.11-16; Lv 23.24; 1 Co 1.23). c) Pedras preciosas Simboliza tudo o que se faz através do Espí- rito Santo (Fl 3.3; Cl 1.29; Rm 15.18-20; Gn 24.53; 1 Co 12.4-6). “Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimen- to veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.” (1 Co 3.6-7) d) Madeira Representa a natureza humana (1 Co 3.3; Lc 6.33,34) e) Feno Representa aquilo que é seco, sem renova- ção (Jr 23.28; Is 15.16). f) Palha Representa a ausência de estabilidade (Ef 4.14) e também servidão (Ex 5.7). A palha não tem sabor; fala dos crentes que não perseveram no tra- balho de Cristo. III. Os GalarIII. Os GalarIII. Os GalarIII. Os GalarIII. Os Galardõesdõesdõesdõesdões Neste tópico, estudaremos sobre os galardões vinculados a diversas qualidades de obras realizadas pelos salvos no período em que viveram na terra. Será o momento em que todas as ações feitas para a glória de Deus, e não do homem, terão as respectivas recompensas en- tregues aos seus praticantes. “Antes, ao dares um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, porém, tu a receberás na ressurreição dos justos.” (Lc 14.13-14) “E isto afirmo: aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeiacom fartura com abundância também ceifará.” (2 Co 9.6) 1. Coroa da justiça “Já agora a coroa da justiça me está guarda- da, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.” (2 Tm 4.8) 2. Coroa da glória “pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamen- te, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que 42 }} ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho. Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da gló- ria.” (1 Pe 5.2-4) Essa é a coroa destinada àqueles que buscam a glória de Deus, e não sua: “Eu sou o SENHOR, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a minha honra, às imagens de escultura.” (Is 42.8). Deus mesmo os glorificará. 3. Coroa da vida “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.” (Tg 1.12) 4. Galardão pelas injúrias e perse- guições “Bem-aventurados sois quando, por mi- nha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim persegui- ram aos profetas que viveram antes de vós.” (Mt 5.11-12) 5. Galardão pela prática do bem “E não nos cansemos de fazer o bem, por- que a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos. Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé.” (Gl 6.9-10) 6. Galardão pelo atendimento ao Corpo de Cristo “E quem der a beber, ainda que seja um copo de água fria, a um destes pequeninos, por ser este meu discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão.” (Mt 10.42) No tribunal de Cristo, todas as nossas obras serão provadas. Os nossos reais propósitos e a nossa posição diante de Deus serão, então, revelados. Por isso, cabe a advertência do apóstolo Paulo à igreja em Corinto: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Co 10.31). _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ Anotações 43 IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução I. Um Evento com PrI. Um Evento com PrI. Um Evento com PrI. Um Evento com PrI. Um Evento com Prooooo----- pósitospósitospósitospósitospósitos 1. Uma figura da humanidade1. Uma figura da humanidade1. Uma figura da humanidade1. Uma figura da humanidade1. Uma figura da humanidade “Quando, pela primeira vez, falou o SE- NHOR por intermédio de Oséias, então, o SENHOR lhe disse: Vai, toma uma mulher de prostituições e terás filhos de prostituição, porque a terra se pros- tituiu, desviando-se do SENHOR.” (Os 1.2) Embora tendo sido destinada a um profeta neste versículo, essa mesma missão foi recebida por Jesus Cristo ao ser enviado pelo Pai (Jo 3.16). Não é por acaso que o nome “Oséias” significa “li- bertador” ou “salvação”. Bodas do CorBodas do CorBodas do CorBodas do CorBodas do Cordeirdeirdeirdeirdeirooooo “Alegremo-nos, exultemos e demos- lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou” (Ap 19.7) A Igreja é denominada de “a Noiva do Cordeiro”. Essa figura é totalmente pertinen- te em virtude de várias características ineren- tes ao casamento. Como exemplo, podemos citar que Cristo e a Igreja são uma unidade, assim como marido e esposa devem ser; Cris- to é o cabeça da Igreja, assim como o marido da esposa; e assim por diante. Nesta lição, abordaremos outro aspecto integrante desse contexto: as bodas de Cristo com a Igreja. O coroamento de todo um projeto di- vino de resgate, de construção de um relaci- onamento eterno, que é a criação da Igreja, culminará com um verdadeiro casamento, a partir do qual a noiva estará com o noivo para toda a eternidade. É sobre este evento que estudaremos nesta lição. A humanidade consistia em um povo que havia se prostituído atrás de falsos deuses. Mesmo assim, o Pai enviou Seu filho para tomar para si uma “mulher de prostituições”, a humanidade que O havia rejeitado. 2. Um marco positivo Por que realizar um casamento? Não basta- ria apenas estar no céu para que a felicidade esti- vesse consumada? Aparentemente, sim. Mas Deus estabelece seus marcos. Deus estabeleceu o batismo (Mt 28.19) como um ato voluntário a ser praticado pelo ho- mem. A partir do batismo em águas, uma nova vida se inicia. A mudança de fato já ocorreu na pessoa antes de ser batizada; ela já deve ter nascido de novo pela ação do Espírito Santo. Mas é no batismo que é confirmada diante de todos a fé, o propósito de submissão aos mandamentos divinos e o início voluntário de uma nova vida. E Deus estabeleceu uma cerimônia, as Bo- das do Cordeiro, para marcar a união eterna entre Cristo e a Igreja. Uma cerimônia de casamento é um marco na vida de duas pessoas. É como se tudo o que tivesse ocorrido no passado viesse a ser se- pultado naqueles poucos minutos cerimoniais. A partir dali, tudo é uma nova vida, um novo relaciona- mento, uma nova realidade. liçãoliçãoliçãoliçãolição 11 44 As Bodas do Cordeiro serão uma cerimônia em que duas pessoas voluntariamente decidiram estar juntas pela eternidade. Cristo voluntaria- mente se entregou: “Por isso, o Pai me ama, por- que eu dou a minha vida para a reassumir” (Jo 10.17). A Igreja, por sua vez, voluntariamen- te abriu mão de seu velho homem, de sua velha natureza, para ser renovada e viver em novidade de vida (Ef 4.22,23; Rm 6.4). 3. Uma manifestação do amor inigualável As Bodas do Cordeiro serão um momento de reconhecimento. Após tanta rebeldia e tanta misericórdia renovada, a Igreja reconhecerá a ação de Deus, sua benignidade e seu mérito exclusivo em conduzi-la a uma vida eterna com Ele. “Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração. E lhe darei, dali, as suas vinhas e o vale de Acor por porta de esperança; será ela obsequiosa como nos dias da sua mocidade e como no dia em que subiu da terra do Egito. Naquele dia, diz o SENHOR, ela me cha- mará: Meu marido e já não me chamará: Meu Baal. Da sua boca tirarei os nomes dos baalins, e não mais se lembrará desses nomes. Naquele dia, farei a fa- vor dela aliança com as bestas-feras do campo, e com as aves do céu, e com os répteis da terra; e tirarei desta o arco, e a espada, e a guerra e farei o meu povo repousar em segurança. Desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em jus- tiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericór- dias” (Os 2.14-19). 4. Um momento de grande alegria Como regra, o noivo e a noiva estão muito alegres por ocasião de seu casamento. Tudo é pre- parado de forma a conferir o máximo de satisfação aos noivos e convidados. O objetivo é estabelecer um marco de felicidade como propulsor da expecta- tiva de que a mesma permanecerá durante toda a existência daquele matrimônio. Assim ocorrerá nas bodas do Cordeiro. “Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou” (Ap 19.7). Que momentoextraordinário!! É o início de uma vida plena de felicidade. II. A NoivaII. A NoivaII. A NoivaII. A NoivaII. A Noiva 1. V1. V1. V1. V1. Vestes Nupciaisestes Nupciaisestes Nupciaisestes Nupciaisestes Nupciais “Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou, pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos.” (Ap 19.7-8) A noiva do Cordeiro estará vestida com ves- tes que lhe foram dadas. Não será com sua justiça própria, “não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espí- rito Santo” (Tt 3.5). Somos justificados por Cristo e através do Espírito Santo. 2. O preparo pré-nupcial a) O banho pela Palavra Antes do matrimônio, as noivas hebreias tomam banho para sua purificação mergulhando no micvê (tanque para banhos de purificação em que regras judaicas são observadas relativamente à ori- gem e condições da água). Durante o banho, nada pode interferir no contato entre a mulher e as águas do micvê, pelo que necessita retirar de seu corpo toda e qualquer maquiagem, cremes, jóias, etc. Conforme esse rito cerimonial, ele se justifica por- que as relações entre marido e esposa têm que ser marcadas pela santificação, para que os filhos sejam também alcançados por essa santidade e se consti- tuam em almas puras e elevadas. Essa purificação, que deveria ser repetida por vários meses, atrairia as bênçãos divinas no meio do lar e da família. A Igreja, por sua vez, também precisa estar imersa previamente num banho purificador pela Palavra de Deus, abrindo mão de tudo o que possa interferir no seu contato com a Palavra: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apre- sentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito. Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a 45 esposa a si mesmo se ama. Porque ninguém ja- mais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igre- ja” (Ef 5.25-29). Mesmo para um casamento terreno, é fun- damental esse banho pela Palavra para que este seja abençoado. Quanto mais isso será necessário rela- tivamente ao preparo para as Bodas do Cordeiro? b) Jejum e oração “Respondeu-lhes Jesus: Podem, porventura, jejuar os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles? Durante o tempo em que es- tiver presente o noivo, não podem jejuar. Dias vi- rão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; e, nesse tempo, jejuarão.” (Mc 2.19-20) Enquanto o noivo não retornar, é necessário o jejum. Faz parte do preparo para que a noiva este- ja pronta quando chegar a hora de Seu retorno. 3. Vigilantes “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora” (Mt 25.13). “Cingido esteja o vosso corpo, e acesas, as vossas candeias. Sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor, ao voltar ele das festas de casamento; para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. Bem-aventurados aque- les servos a quem o senhor, quando vier, os encon- tre vigilantes; em verdade vos afirmo que ele há de cingir-se, dar-lhes lugar à mesa e, aproximando-se, os servirá.” (Lc 12.35-37) 4. Com a unção do Espírito Santo É a unção que mantém a noiva de Cristo em atividade e lhe dá condições de permanecer pronta até o dia das Bodas do Cordeiro. E essa unção tem um preço. A salvação é gratuita, mas a unção tem que ser comprada com o preço da renúncia, da san- tidade e da entrega total da vida a Deus. Vemos, na parábola das dez virgens, que apenas cinco delas haviam comprado suficientemen- te. Quando chegou o noivo, as outras cinco tiveram que sair para comprar, pois a unção não é conquis- tada gratuitamente. Leia Mateus 25.1-13. Que decepção terão aqueles que levam a vida leviana- mente, sem se preocuparem em adquirir a indis- pensável unção do Espírito Santo! III. As BodasIII. As BodasIII. As BodasIII. As BodasIII. As Bodas 1. O alimento1. O alimento1. O alimento1. O alimento1. O alimento Muitos podem pensar sobre o alimento que a Igreja estará comendo nessa grande festa. Seriam alimentos especiais, conforme os gregos, na anti- guidade, creditavam aos seus deuses? “Mas ele lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis. Diziam, então, os discípulos uns aos outros: Ter-lhe-ia, porventura, alguém trazido o que comer? Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra. Não dizeis vós que ainda há quatro meses até à ceifa? Eu, porém, vos digo: erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa” (Jo 4.32-35). Embora alguém possa alegar que, como Je- sus Cristo se alimentou verdadeiramente com ali- mentos físicos mesmo após sua ressurreição em corpo glorificado, seria correta a suposição de que no céu também haverá alimentos a serem ingeridos de forma semelhante, entendemos que Jesus Cris- to deu-nos uma revelação sobre aquele evento no versículo acima. Para a pessoa espiritual, seu alimento prin- cipal constitui-se em fazer a vontade de Deus. Per- ceba que os discípulos não conheciam aquela comi- da. E Jesus Cristo, após dizer-lhes que havia um alimento diferente ainda mais saboroso e importan- te do que os alimentos físicos, deu-lhes uma revela- ção: vede os campos, que já branquejam para a ceifa. Viver conforme aquela revelação se tornaria a comi- da dos discípulos fiéis durante todo o restante de suas vidas: seu alimento também passou a ser ga- nhar as almas para o reino de Deus, seguindo a revelação de Jesus e fazendo a vontade do Pai. Assim também, no céu, haverá um momen- to em que a igreja conhecerá uma revelação como nunca antes tinha visto, e que por ela viverão duran- te toda a eternidade. Será um alimento que a man- terá para sempre. “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo. Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos 46 }} ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é.” (1 Jo 3.1-2) “Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como tam- bém sou conhecido.” (1 Co 13.12) “e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cris- to, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus” (Ef 3.17- 19). Chegará o momento em que conheceremos a plenitude de Deus. Vale a pena nos esforçarmos neste pequeno período terreno para desfrutarmos as eternas bênçãos celestiais. O nosso Deus, que nos sustenta e conduz, está preparando um evento sem igual, as bodas do Cordeiro, que será o início de uma extraordinária vida que nunca mais deixaremos de viver. “E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.” (Jo 14.3) “Assim como meu Pai me confiou um reino, eu vo-lo confio, para que comais e bebais à minha mesa no meu reino; e vos assentareis em tronos para julgar as doze tribos de Israel.” (Lc 22.29-30) 2. O anfitrião A Bíblia mostra-nos que o próprio Se- nhor Jesus Cristo servirá a mesa neste grande evento. Ele mesmo estará lá para dar-nos o alimento pelo qual viveremos durante toda a eternidade. “E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco noreino de meu Pai.” (Mateus 26:29 RA) “Bem-aventurados aqueles servos a quem o senhor, quando vier, os encontre vigilantes; em verdade vos afirmo que ele há de cingir-se, dar- lhes lugar à mesa e, aproximando-se, os servirá.” (Lc 12.37) _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ Anotações 47 IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução I. Onde e QuandoI. Onde e QuandoI. Onde e QuandoI. Onde e QuandoI. Onde e Quando OcorreráOcorreráOcorreráOcorreráOcorrerá 1. O momento1. O momento1. O momento1. O momento1. O momento A grande tribulação ocorrerá após a segun- da vinda de Jesus Cristo. A Igreja não passará por esse momento, pois está livre da “ira vindoura” (1 Ts 1.10; 5.9). Conforme já foi visto em lição anterior, as semanas de Daniel têm como objeto Israel, e não a A GrandeA GrandeA GrandeA GrandeA Grande TTTTTribulação Iribulação Iribulação Iribulação Iribulação I “porque nesse tempo haverá grande tri- bulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais.” (Mt 24.21) A Bíblia mostra-nos que Deus é longânimo e tardio em irar-se (2 Pe 3.9; Sl 145.8). No entanto, a Sua justiça sempre é executada. Em Jesus Cristo, foi executada a justiça exigida pelo cometimento de pecados pelo ser humano. E, assim, o homem que crer nessa obra salvadora é justificado. No entan- to, para aqueles que não crerem, a execução da justiça em decorrência do pecado perma- nece. E o cumprimento terreno desse juízo (observe que não estamos falando, aqui, do juízo eterno, que veremos na lição relativa ao Juízo Final) ocorrerá sobre o mundo e sobre aqueles que nele habitam durante a grande tribulação. Esse período também terá como objetivo o preparo de Israel para receber Je- sus Cristo como o Messias e, assim, entrar no Milênio. Pretendemos, nesta lição e nas seguintes, não esgotar o assunto, mas apresentar os principais eventos que ocorrerão nesse período. Igreja. Dessa forma, a última semana, que corresponde a sete anos, será relacionada ao tempo de Israel. A Igreja já terá sido arrebatada. Esse período durará até a vinda de Jesus Cristo em glória (a segunda fase da volta de Jesus), logo antes do início do Milênio: “Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados. Então, apare- cerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt 24.29-30). 2. A duração Como já foi visto no estudo das setenta se- manas de Daniel, ela durará sete anos. Será dividi- da em duas partes de três anos e meio. Na pri- meira parte, será o momento em que o anticristo, o grande líder político que governará o mundo, consolidará seu controle sobre a terra e será aceito por Israel, realizando alianças. A segunda metade serão os piores anos, quando se romperá a aliança com Israel e virão os maiores eventos de juízo so- bre a terra. A estes anos a Bíblia se refere em Dn 7.25, Ap 11.1-2, Ap 12.6,14 e Ap 13.5. II. Jesus Cristo: o PII. Jesus Cristo: o PII. Jesus Cristo: o PII. Jesus Cristo: o PII. Jesus Cristo: o Pererererer----- sonagem Principalsonagem Principalsonagem Principalsonagem Principalsonagem Principal 1. A visão do T1. A visão do T1. A visão do T1. A visão do T1. A visão do Trrrrronoonoonoonoono Vemos, no capítulo quatro de Apocalipse, a visão que João, estando em espírito, teve do trono liçãoliçãoliçãoliçãolição 12 48 de Deus. João fornece uma superficial descrição daquele que estava no trono, o que cremos ter ocor- rido pela grandiosidade suprema de Deus e à im- possibilidade de ser plenamente entendido pela mente, ainda que João estivesse em espírito. Mas alguns seres foram mais detalhadamente descritos: a) Os anciãos Ao redor do trono, estavam vinte e quatro anciãos assentados em tronos (Ap 4.4), represen- tando a igreja do Antigo Testamento (as doze tribos de Israel) e a igreja do Novo Testamento (represen- tada nos doze apóstolos). Aqueles anciãos estão coroados, mas depo- sitam suas coroas diante do trono, rendendo glória e honra somente a Deus (Ap 4.9-11), reconhecen- do que aquela coroa e a posição que ocupam não são méritos próprios, mas sim do Criador, que tudo fez para que estivessem naquele lugar. b) Os seres viventes No meio e à volta do trono, havia quatro seres viventes, que alguns teólogos entendem se- rem seres angelicais, como os querubins menciona- dos em Ez 1.1-14 e Ez 10.20. No entanto, é pos- sível que signifiquem a poderosa manifestação de Deus entre os homens, através de Jesus Cristo, revelada nos evangelhos: o primeiro era semelhan- te a leão, símbolo do evangelho de Mateus, em que Jesus é apresentado como rei; o segundo era seme- lhante a novilho, símbolo do evangelho de Marcos, em que Jesus é apresentado como servo; o terceiro era com rosto como de homem, símbolo do evange- lho de Lucas, em que Jesus é apresentado como Filho do Homem; o quarto era semelhante à águia, símbolo do evangelho de João, em que Jesus é apre- sentado como Filho de Deus (Ap 4.6-8). Veremos, mais adiante, que esses seres serão agentes ativos na convocação dos cavaleiros que levarão juízo à terra durante a grande tribulação (Ap 6.1-8). 2. O livro do juízo Nas mãos do Pai, está um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos, que, em todo o universo, somente Jesus Cristo estava habi- litado para abrir, pois “Ele é o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, que venceu para abrir o livro e os seus sete selos” (Ap 5.5). 3. Jesus Cristo: o único habilitado Todo o ministério de Jesus Cristo na terra teve como objetivo aperfeiçoá-lo para ações subli- mes: “embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hb 5.8-9). Embora sendo Deus, Cristo precisou morrer como um cordeiro, e vencer para assumir esse papel de juízo sobre toda a terra. A justiça divina não permitia que ninguém mais exer- cesse essa função, mas somente aquele que “a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.8). Deus continua preparando servos para exer- cerem grandes ministérios preparados por Ele. Mas para receberem essa habilitação, precisam passar pelo processo divino em obediência, segundo o exemplo de Jesus Cristo. 4. O momento do juízo Em seu ministério terreno, Jesus Cristo veio para salvar, não para julgar (Jo 12.47). No entanto, chegará o momento em que aparecerá como o juiz de toda a terra. “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquan- to estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (At 17.30-31). Jesus Cristo será o agente principal não so- mente no Juízo Final, maspara Cristo nascendo da “mulher”, que é o povo de Israel (leia Gn 3.15; Ap 12.1,13). As grandes predições do Antigo Testamento apon- tavam para o nascimento de Jesus como filho do homem. 2. O Noivo da Igreja Já no Novo Testamento, as predições, num primeiro momento, apontam para Cristo casando com a “noiva”, a sua igreja (leia Ap 21.9; 22.17). 3. Aquele a quem tudo está sujeito Num segundo momento, as predições apon- tam para os momentos que se interpõem entre o casamento do Cordeiro e o julgamento final, quan- do a sujeição de todas as coisas a Cristo, que hoje não vemos (leia Hb 2.8) será manifesta (leia 1 Co 15.23-28), e o próprio Cristo, oferecerá tudo ao Deus trino, para que tudo retorne a Deus. 4. O Senhor da eternidade E haverá novo céu e nova terra (Ap 21.1). A história bíblica, que começa relatando uma terra em caos, termina relatando um novo céu e uma nova terra, em que lágrimas, pranto e luto não existem, pois aquele que estará no trono dirá “eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21.5). IVIVIVIVIV. A V. A V. A V. A V. A Veracidade daeracidade daeracidade daeracidade daeracidade da PrPrPrPrProfecia Bíblicaofecia Bíblicaofecia Bíblicaofecia Bíblicaofecia Bíblica 1. A prova pelas profecias já cum-1. A prova pelas profecias já cum-1. A prova pelas profecias já cum-1. A prova pelas profecias já cum-1. A prova pelas profecias já cum- pridaspridaspridaspridaspridas Como já se disse na introdução, o estudo das profecias já cumpridas é essencial para embasar o estudo das profecias a se cumprir. Esse estudo se faz necessário tanto para se entender a dinâmica da profecia preditiva bíblica quanto para demonstrar a veracidade das predições exposta na Bíblia Sagrada, “sabendo, primeiramen- te, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qual- quer profecia foi dada por vontade humana; entre- tanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2 Pe 1:20-21). 2. A exclusividade e o detalhismo Eram comuns, na antiguidade, as predições das pitonisas e feiticeiras. Nos dias atuais, igual- mente, as pessoas correm em busca de adivinha- ções, pois o homem tem sede de conhecer o futuro. Porém, antes e hoje, o comum dessas predições é serem vagas, sujeitas a diferentes interpretações, de modo ao profeta poder justificar como atendida a sua profecia seja qual for o futuro. Porém, as predições bíblicas já cumpridas, como se verá durante o nosso estudo, se cumpriram com um acúmulo de detalhes que afastam totalmente a possibilidade de mera coincidência. Mesmo as ale- gorias bíblicas, ao invés de tornarem a profecia nebulo- sa, lhes conferem riqueza de precisão. 7 VVVVV. A Cr. A Cr. A Cr. A Cr. A Cronologia daonologia daonologia daonologia daonologia da Predição BíblicaPredição BíblicaPredição BíblicaPredição BíblicaPredição Bíblica Devemos entender que, enquanto traba- lhamos com o tempo de uma vida humana, numa expectativa média de 70 anos (leia Sl 90.10), Deus trabalha com a eternidade. Assim, a noção de tempo que temos é totalmente distinta da noção divina, até porque Deus não está sujeito ao tempo, mas Ele está fora do tempo, pois o tempo também é criação Sua. Dentro de um mesmo versículo bíblico pode haver milhares de anos. Vamos a um exemplo: “De- pois das sessenta e duas semanas, será morto o Cerca de vinte e cinco por cento da revelação divina tem natureza preditiva, o que demonstra a importância desse estudo. A análise a que nos propomos - enfocando tanto as predições futuras quanto aquelas referentes à primeira vinda de Cristo que já se cumpriram – servirá, ao mesmo tempo, (1) como exortação sobre como devemos estar preparados para as coisas que vi- rão, e (2) como motivação ao sabermos que aquele que fez cumprir todas as predições no passado, cumprirá todas as predições para o futuro. Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desola- ções são determinadas. Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a des- truição, que está determinada, se derrame sobre ele” (Dn 9.26-27). Entre a morte do Ungido (Jesus Cristo) e o começo da septuagésima (70ª) semana, há um período de tempo que, hoje, já chega a 1980 anos. Nesse período, a predição simplesmente diz que o Império Romano seria destruído por um dilú- vio (uma alegoria às hordas bárbaras que conquista- ram Roma), e que haveria guerras e desolações. }} ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ __________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _________________________________________________________________ Anotações ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão 8 I. A Autoridade daI. A Autoridade daI. A Autoridade daI. A Autoridade daI. A Autoridade da Bíblia para TBíblia para TBíblia para TBíblia para TBíblia para Tratar o Tratar o Tratar o Tratar o Tratar o Temaemaemaemaema 1. Morte: uma preocupação universal1. Morte: uma preocupação universal1. Morte: uma preocupação universal1. Morte: uma preocupação universal1. Morte: uma preocupação universal Como afirmado anteriormente, as religiões de todas as civilizações têm em comum a preocupa- ção com a vida após a morte. Uns defendem que a vida após a morte é um espelho desta vida, com deuses muito humanos. Outros entendem que há um lugar de recompensa e de punição. Há também os que acreditam na reencarnação dos espíritos aqui mesmo. Enfim, há um sem número de variantes no pensamento sobre o que existe após a morte. Quem estaria certo? Qual das religiões poderia se arvorar na condição de estar mais certa do que as outras? 2. A única Fiel Testemunha Sem dúvida alguma, podemos dizer que, dentre todos os que defendem a existência de algu- Evidências daEvidências daEvidências daEvidências daEvidências da Realidade apósRealidade apósRealidade apósRealidade apósRealidade após a Mortea Mortea Mortea Mortea Morte O ser humano, por ser espiritualizado, é o único ser vivo, na terra, que se preocupa com a eternidade. Em todas as civilizações, há a preocupação e a crença na vida após a morte. O entendimento da imortalidade da alma precede, portanto, o conhecimento da lei escrita de Deus, e está gravado no âmago do ser humano (leia Rm 2.12) ma forma de vida após a morte, somente Cristo tem autoridade para fazê-lo. E isso por uma simples ra- zão: somente Jesus morreu e ressuscitou. Se al- guém não morreu e ressuscitou, tudo o que falar sobre vida após a morte não passará de mera espe- culação. Porém, Jesus morreu e ressuscitou. Ele, e somente Ele, tem autoridade para falar sobre o assun- to. Por isso, Ele também é chamado de “a Fiel Teste- munha” e o “Primogênito dos Mortos” (Ap 1.5). II. A Autoridade Con-II. A Autoridade Con-II. A Autoridade Con-II. A Autoridade Con-II. A Autoridade Con- ferida pela Ressurreição deferida pela Ressurreição deferida pela Ressurreição deferida pela Ressurreição deferida pela Ressurreição de Jesus CristoJesus CristoJesus CristoJesus CristoJesus Cristo 1. A evidência das provas1. A evidência das provas1. A evidência das provas1. A evidência das provas1. A evidência das provas Segundo a lei dada por meiono juízo que virá sobre a terra durante a Grande Tribulação. III. AIII. AIII. AIII. AIII. Abertura dosbertura dosbertura dosbertura dosbertura dos SeloSeloSeloSeloSelos – Os Cavaleirs – Os Cavaleirs – Os Cavaleirs – Os Cavaleirs – Os Cavaleirososososos Conforme Jesus Cristo for abrindo os selos do livro tomado da mão direita do Pai (Ap 4.7), even- tos, que cremos serem aqueles constantes naquela porção do livro irão ocorrendo. A cada selo que é aberto, mais uma parte do livro é exposta, ocorren- do mais eventos de juízo sobre a terra. Quando é aberto cada um dos primeiros quatro selos, cada ser vivente chama um cavaleiro para castigar a terra, totalizando quatro cavaleiros. 49 1. Primeiro Selo: Cavalo Branco “Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer.” (Ap 6.2) Muitos confundem este cavaleiro com Je- sus Cristo. Mas não é. Leia Ap 19.11-16 e verifi- que a grande diferença entre este personagem e o verdadeiro Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Compare os títulos e os acompanhantes. A Jesus Cristo, “seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro.” (Ap 19.14). Já, quanto ao cavaleiro de Ap 6.2, seus seguidores são cavaleiros hediondos, conforme veremos a seguir. Este cavaleiro é o anticristo. A semelhan- ça com Cristo é proposital, pois o anticristo virá como um salvador, e será reconhecido como mes- sias por Israel durante a primeira metade da Gran- de Tribulação. Seu cavalo é branco, a cor da paz, pois virá prometendo paz para o mundo conturbado, e por isso será aceito, sairá vencendo, obtendo alianças e impondo seu domínio como um vencedor. 2. Segundo Selo: Cavalo Vermelho “Quando abriu o segundo selo, ouvi o se- gundo ser vivente dizendo: Vem! E saiu outro cava- lo, vermelho; e ao seu cavaleiro, foi-lhe dado tirar a paz da terra para que os homens se matassem uns aos outros; também lhe foi dada uma grande espa- da.” (Ap 6.3-4) Este cavaleiro simboliza as guerras que se alastrarão sobre toda a terra, tanto entre exércitos quanto em contendas pessoais, homens matando uns aos outros. Será tirada a paz e instalados confli- tos intensos na terra, como nunca antes. Perceba que o cavaleiro anterior, embora tivesse um arco, não promoveu guerra de início. Ao contrário, apareceu aparentando ser promotor da paz, fazendo alianças. No entanto, logo após sua entrada, sua verdadeira estirpe começou a aparecer com o cavaleiro da guerra, seu seguidor. 3. Terceiro Selo: Cavalo Preto “Quando abriu o terceiro selo, ouvi o ter- ceiro ser vivente dizendo: Vem! Então, vi, e eis um cavalo preto e o seu cavaleiro com uma balança na mão. E ouvi uma como que voz no meio dos quatro seres viventes dizendo: Uma medida de trigo por um denário; três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho.” (Ap 6.5-6) Esse cavaleiro é o símbolo da fome. Have- rá racionamento e altíssima inflação. As próprias guerras, os conflitos e os desentendimentos co- laborarão para que o caos econômico e social se instale na terra. 4. Quarto Selo: Cavalo Amarelo “Quando o Cordeiro abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizendo: Vem! E olhei, e eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro, sendo este chamado Morte; e o Inferno o estava se- guindo, e foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da terra para matar à espada, pela fome, com a mortan- dade e por meio das feras da terra.” (Ap 6.7-8) Após a guerra e a fome, chega a morte. Este cavalo tem a cor da palidez da morte. Sua ação des- truidora ocorreu principalmente através dos confli- tos (espada), da fome e das feras da terra. Entende- mos serem as feras não somente animais selvagens, mas seres patogênicos, como bactérias e vírus, em gigantescas epidemias mundiais. Nesta lição, vimos o caráter do anticristo e o início dos flagelos que se abaterão sobre a terra durante a Grande Tribulação. Os selos estarão sendo abertos e, após milhares de anos em que o evangelho de Deus tem anunciado a salvação na terra, o mundo receberá as consequências por ter rejeitado a oportunidade divina. Na próxima lição, continuaremos a estudar o juízo de Deus neste período. }} ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão 50 IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução I. Abertura dos SelosI. Abertura dos SelosI. Abertura dos SelosI. Abertura dos SelosI. Abertura dos Selos 11111. Quinto se lo : v i são dos san-. Quinto se lo : v i são dos san-. Quinto se lo : v i são dos san-. Quinto se lo : v i são dos san-. Quinto se lo : v i são dos san- tos mar t i r izados que c lamam portos mar t i r izados que c lamam portos mar t i r izados que c lamam portos mar t i r izados que c lamam portos mar t i r izados que c lamam por jus t iça (Ap 6.9-11)jus t iça (Ap 6.9-11)jus t iça (Ap 6.9-11)jus t iça (Ap 6.9-11)jus t iça (Ap 6.9-11) São aqueles que foram mortos por causa da palavra de Deus e do testemunho que sustentavam. Receberam vestiduras brancas, símbolo da santida- de, justiça e pureza, por terem renunciado tudo, inclusive a própria vida, pela sua fé em Deus. Estes são uma parte dos que serão salvos na Grande Tri- bulação. Muitos outros ainda estarão sendo mortos na terra para serem salvos nesse período. 2. Sexto selo: abalo na terra e no céu “Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda, como sangue, as A GrandeA GrandeA GrandeA GrandeA Grande TTTTTribulação IIribulação IIribulação IIribulação IIribulação II “porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?” (Ap 6.17) Na lição anterior, estudamos sobre a abertura dos quatro primeiros selos, dando início à Grande Tribulação. Agora, estudare- mos sobre a abertura dos demais selos e, na sequência, sobre os toques das sete trombe- tas, que se iniciarão ao ser aberto o sexto selo. Compreendemos que o juízo é uma sequência de eventos, iniciando-se com a abertura dos selos, seguidos pelos toques das trombetas e pelo derramamento das sete taças da ira de Deus. estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por vento forte, deixa cair os seus figos verdes, e o céu recolheu-se como um perga- minho quando se enrola. Então, todos os montes e ilhas foram movidos do seu lugar.” (Ap 6.12-14) Neste momento, um terremoto na terra e um abalo cósmico no céu marcarão o universo. Há quem afirme que esse abalo cósmico poderá ser o resultado de uma explosão nuclear gigantesca, em que a atmos- fera retrocede sobre si mesma, proporcionando uma tremenda pressão do ar que volta a encher o vazio originado pelo primeiro momento da explosão e que causa muito da destruição nesses casos. Compare com o descrito por Jesus Cristo em Mt 24.29. Conforme um estudo preliminar do INGV (Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia) da Itália, o terremoto de 8,9 graus de magnitude na escala Richter que atingiu o Japão em março de 2011, seguido por um tsunami com ondas de até dez metros de altura, pode ter deslocado em quase 10 centímetros o eixo de rotação da Terra. Eventos semelhantes, porém em muito maior intensidade, ocorrerão na Grande Tribulação, deslocando a es- trutura do planeta, suas placas tectônicas, o que causará a movimentação de montes e ilhas de seus locais originais. Naquele momento, os homens reconhece- rão o juízo de Deus sobre a terra. 3. Sétimo selo: silêncio no céu, o incensário com as orações dos santos e o início dos toques das sete trombetas Possivelmente será um evento inédito (ou pelo menos raro) no céu que, normalmente, é um local de muitos sons pela glorificação permanente a liçãoliçãoliçãoliçãolição 13 51 Deus. Todos parecem estar na expectativa do que vai ocorrer. Com a abertura do sétimo selo, o céu fica em silêncio por cerca de meia hora. As milhões de orações dos santos tornam-se a atenção do céu. Os milhões de orações clamando diante das injusti- ças e sofrimentos recebidos na Terra sobem à pre- sença de Deuscom incenso de adoração. É o início de mais uma fase do juízo como resposta àquelas orações. “Então, vi os sete anjos que se acham em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas. Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono; e da mão do anjo subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos. E o anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o atirou à terra. E houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto. Então, os sete anjos que tinham as sete trombetas prepararam-se para tocar.” (Ap 8.2-6) A abertura do sétimo selo determina o iní- cio dos toques das trombetas. II. As TII. As TII. As TII. As TII. As Trrrrrombetasombetasombetasombetasombetas 1. A primeira trombeta1. A primeira trombeta1. A primeira trombeta1. A primeira trombeta1. A primeira trombeta “O primeiro anjo tocou a trombeta, e houve saraiva e fogo de mistura com sangue, e foram atirados à terra. Foi, então, queimada a terça parte da terra, e das árvores, e também toda erva verde.” (Ap 8.7) Segundo a Wikipedia, o granizo forma-se quando pequenas partículas de gelo caem dentro das nuvens, recolhendo assim a umidade. Essa umi- dade se congela e as partículas são levadas para cima novamente pelas correntes de ar, aumentando de tamanho. Isso acontece várias vezes, até que a partícula se transforma em granizo, que tem o peso suficiente para vencer as correntes de ar e cair em direcção à terra. Quando a precipitação sólida pos- sui diâmetro acima de 5 mm, é chamada de saraiva. Diante dessa explicação, entendemos que quanto mais forte for a corrente de ar, mais tempo a partícu- la ficará nesse processo, adquirindo tamanhos cada vez maiores. O recorde das maiores pedras de granizo foi alcançado em Bangladesh, durante uma tempes- tade que matou 92 pessoas. As pedras de gelo pe- savam quase 5 kg e caíam com velocidades próxi- mas de 150 metros por segundo. Ninguém soube explicar tal evento, que ainda hoje causa muita dis- cussão entre os especialistas (Wikipedia). Conforme a Metsul meteorologia, uma das mais violentas ondas de tempestades da história recente do Rio Grande do Sul atingiu o oeste e o norte do estado gaúcho na tarde e noite do sába- do 20 de outubro de 2007. Milhares de casas foram destelhadas por pedras de granizo que, em alguns casos, chegaram a medir dez centímetros. Quem vivenciou a tempestade relata que o senti- mento era de terror e impotência diante da fúria das pedras de gelo. Imaginemos o terror que serão os eventos meteorológicos diante da exacerbação das manifes- tações da natureza durante a Grande Tribulação. Fala-nos este juízo de grandes incêndios, provocados por fogo possivelmente originários de gigantescas tempestades elétricas e, quem sabe, até de erupções vulcânicas. Há quem presuma ser isso também o resultado da queda de corpos celes- tes, como meteoritos, sobre a superfície terrestre. 2. A segunda trombeta “O segundo anjo tocou a trombeta, e uma como que grande montanha ardendo em chamas foi atirada ao mar, cuja terça parte se tornou em san- gue, e morreu a terça parte da criação que tinha vida, existente no mar, e foi destruída a terça parte das embarcações.” (Ap 8.8-9) Vários entendimentos deste juízo pressu- põem a ocorrência de vulcões lançando suas lavas no mar, ou da queda de gigantesco meteorito que provocaria reações em cadeia no oceano, provocan- do um grande desastre ecológico. Uma interpreta- ção simbólica, levando-se em conta que, em várias passagens bíblicas os anjos são comparados a estre- las, astros celestes, afirma que seria uma interven- ção maléfica de um ser espiritual, presumivelmente de origem satânica. 3. A terceira trombeta “O terceiro anjo tocou a trombeta, e caiu do céu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas uma grande estrela, ardendo como tocha. O nome da estrela é Absinto; e a terça parte das 52 águas se tornou em absinto, e muitos dos homens morreram por causa dessas águas, porque se torna- ram amargosas.” (Ap 8.10-11) Grande parte dos teólogos entende esta estrela como um “anjo caído”, que afetaria a quali- dade da água para consumo humano. Absinto é um arbusto de gosto muito amargo, símbolo da aflição e dos males que acometem a vida humana pela ação do pecado. Eis, possivelmente, o porquê de ter sido esse ser chamado por este nome. 4. A quarta trombeta “O quarto anjo tocou a trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, da lua e das estrelas, para que a terça parte deles escurecesse e, na sua terça parte, não brilhasse, tanto o dia como também a noite. Então, vi e ouvi uma águia que, voando pelo meio do céu, dizia em grande voz: Ai! Ai! Ai dos que moram na terra, por causa das restantes vozes da trombeta dos três anjos que ainda têm de tocar!” (Ap 8.12-13) É interessante perceber que os astros fo- ram criados no quarto dia da criação da Terra. E se- rão fortemente atingidos pela quarta trombeta. Pela interpretação literal, o universo seria afetado por uma alteração cósmica, afetando a “vida” de todas as estrelas, inclusive do sol, influenciando tudo o que for dependente dele, como a terra e a lua. 5. A quinta trombeta “O quinto anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela caída do céu na terra. E foi-lhe dada a chave do poço do abismo. Ela abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço como fumaça de grande forna- lha, e, com a fumaceira saída do poço, escureceu-se o sol e o ar. Também da fumaça saíram gafanhotos para a terra; e foi-lhes dado poder como o que têm os escorpiões da terra, e foi-lhes dito que não cau- sassem dano à erva da terra, nem a qualquer coisa verde, nem a árvore alguma e tão-somente aos ho- mens que não têm o selo de Deus sobre a fronte. Foi-lhes também dado, não que os matassem, e sim que os atormentassem durante cinco meses. E o seu tormento era como tormento de escorpião quan- do fere alguém.” (Ap 9.1-5) Entendemos que um anjo abriu o poço do abismo, do qual saiu uma grande fumaça que tomou a atmosfera. Há quem afirme que se trata de uma grande explosão nuclear, pois foi da fumaça que sa- íram os “gafanhotos” que atormentaram a terra por cinco meses. Os homens queriam morrer, tamanha a agonia causada por aquele mal, mas não morriam. Aquele juízo não era para a morte, mas somente para sofrimento. Conforme essa interpretação, es- ses “gafanhotos” poderiam ser microorganismos ou partículas físicas que causariam epidemias gerado- ras de fortes doenças que deixariam os homens ago- nizantes durante cinco meses. Vários comentaristas, no entanto, conside- rando o aspecto dos gafanhotos, entendem estes como sendo demônios atormentadores, e não agen- tes físicos ou biológicos. 6. A sexta trombeta “O sexto anjo tocou a trombeta, e ouvi uma voz procedente dos quatro ângulos do altar de ouro que se encontra na presença de Deus, dizendo ao sexto anjo, o mesmo que tem a trombeta: Solta os quatro anjos que se encontram atados junto ao gran- de rio Eufrates. Foram, então, soltos os quatro an- jos que se achavam preparados para a hora, o dia, o mês e o ano, para que matassem a terça parte dos homens. O número dos exércitos da cavalaria era de vinte mil vezes dez milhares; eu ouvi o seu nú- mero.” (Ap 9.13-16) Ao soar a sexta trombeta, quatro anjos que estão atados junto ao rio Eufrates serão soltos. Eles mobilizarão (possivelmente induzindo as lideran- ças mundiais) um exército de cavalaria com duzen- tos milhões de integrantes. Há quem afirme serem esses cavaleiros seres espirituais, mas, se atentar- mos para a forma dos cavalos e seus cavaleiros, ve- rificaremos sua semelhança com os carros de com- bate modernos, que poderão ter sido visualizados por João em sua visão. As couraças de cor de fogo, jacinto e enxofre são a cor de muitos desses veícu- los camuflados. A boca da qual saía fogo, fumaça e enxofre ilustra muito bem um canhão desses blin- dados disparando. A porção traseira dos tanques, com suas metralhadoras e os pentes de projéteispoderiam muito bem ser vistos como serpentes. E justamente “a força dos cavalos estava na sua boca e na sua cauda” (veja Ap 9.17-19). E esses cavaleiros, diferentemente dos “gafanhotos” liberados quando soou a quinta trombeta, matavam, causando a morte da terça 53 parte dos homens. Eram as guerras se estabele- cendo pela Terra. 7. A sétima trombeta “O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos. E os vinte e qua- tro anciãos que se encontram sentados no seu tro- no, diante de Deus, prostraram-se sobre o seu ros- to e adoraram a Deus” (Ap 11.15-16) Este é o momento em que Deus é exaltado e glorificado. Seus juízos são considerados como louvor da sua glória. III. As TIII. As TIII. As TIII. As TIII. As Taçasaçasaçasaçasaças Nos capítulos 15 e 16 de Apocalipse, te- mos a descrição do derramamento das sete taças da ira de Deus: “Ouvi, vinda do santuário, uma grande voz, dizendo aos sete anjos: Ide e derramai pela terra as sete taças da cólera de Deus.” (Ap 16.1) Os juízos estão derramados sobre a terra. A Grande Tribulação encaminha-se para o seu final, culminando com a grande batalha, em que Israel será levado ao extremo de sua resistência até que seja livra- do por Jesus Cristo, vindo em glória para estabelecer seu reino Milenar. Com as taças, sete flagelos se abatem so- bre a humanidade: 1. Primeira taça: úlceras malignas e perni- ciosas as portadores da marca da besta. 2. Segunda taça: desastre no mar, causando a morte de todo ser vivente marítimo. 3. Terceira taça: rios e fontes de água tor- nam-se em sangue. 4. Quarta taça: superaquecimento do sol. 5. Quinta taça: derramada sobre o trono da besta, cujo reino se tornou em trevas; marcada por angústias, úlceras e dores nos homens da terra. 6. Sexta taça: o rio Eufrates é seco, para a preparação do caminho para os exércitos que virão contra Israel no vale do Armagedom. 7. Sétima taça: gigantesco terremoto, afe- tando as grandes cidades, montanhas e ilhas. Tam- bém grande chuva de saraiva com pedras de cerca de um talento (cerca de 34 kg), indicando, conforme vimos no mecanismo de formação da saraiva, uma convulsão atmosférica inédita, com imensas turbu- lências e tempestades. } } _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ Anotações ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão 54 IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução liçãoliçãoliçãoliçãolição 14 É interessante percebermos, já em nos- sos dias, as características do ambiente que reinará na Terra na Grande Tribulação. O ser humano orgulhoso, que se opõe a Deus, não reconhecendo Sua soberania e desprezando tudo o que a Ele se relaciona, é uma realidade predominante já em nossos dias. As pessoas preferem acreditar em naves extraterrestres (OVNIs) do que nos milagres de Deus. A influência do espírito do Anticristo apenas está detida pela presença do Espírito Santo na Igreja. Mas na Grande Tribulação, quando a Igreja tiver sido arrebatada, ela che- gará à sua plenitude. A seguir, estudaremos sobre alguns eventos e personagens que serão proeminen- tes nesse período de juízo sobre a Terra. I. As BestasI. As BestasI. As BestasI. As BestasI. As Bestas No capítulo 13 de Apocalipse, vemos duas bestas: uma que sobe da terra e outra que emerge do mar. 1. O Anticristo A GrandeA GrandeA GrandeA GrandeA Grande TTTTTribulação - IIIribulação - IIIribulação - IIIribulação - IIIribulação - III “e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo.” (1 Jo 4.3) chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia.” (Ap 13.1) O Anticristo será um líder político que aglutinará o apoio de todo o mundo. Chegará falan- do de paz e de solução para as calamidades que assolam a Terra. Os chifres representam poderes, significan- do que estará diretamente na liderança de dez na- ções ou confederações de nações que lhe darão le- gitimidade para agir. Vemos hoje vários grupos polí- ticos e econômicos se formando. As crises mundi- ais, em que problemas em uma nação ou confedera- ção afetam as demais, exigirão que um mediador entre todos leve ao fortalecimento global. Esse é o ambiente propício à aceitação do Anticristo. 1.1. Características A seguir, veremos algumas de suas caracte- rísticas para identificarmos a linha de seu domínio: a) Governará com o poder conferido pelo próprio Satanás. “A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso e boca como de leão. E deu- lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade.” (Ap 13.2) b) Será abertamente inimigo de Deus. “o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus.” (2 Ts 2.4) c) Será caracterizado pela iniquidade. “Vi emergir do mar uma besta que tinha dez 55 “Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição” (2 Ts 2.3). d) Fará sinais extraordinários. “Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta” (Ap 13.3). A cabeça golpeada de morte pode ser a sua própria, num falecimento quase consumado, ou a reestruturação de um dos governos sobre o qual possui autoridade. De qualquer forma, todos se maravilharão de seu desempenho e render-se-ão ao seu domínio. e) Agirá com o poder que lhe foi dado durante três anos e meio. A primeira metade da Grande Tribulação será seu estabelecimento (até que seja revelado). Na segunda metade, ele agirá com toda a força que Satanás lhe conferiu. “Foi-lhe dada uma boca que proferia arro- gâncias e blasfêmias e autoridade para agir quarenta e dois meses” (Ap 13.5). f) Pelejará contra aqueles que esti- verem ao lado de Deus e os vencerá. “Foi-lhe dado, também, que pelejasse contra os santos e os vencesse. Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação” (Ap 13.7). g) Receberá adoração como se fosse Deus. “e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13.8). h) Age com poder, sinais e prodí- gios de mentira; mas já conhece a sua con- denação. “Com efeito, o mistério da iniquidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém; então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda. Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e pro- dígios da mentira” (2 Ts 2.7-9 RA). 1.2. Sua atuação O Anticristo será aceito por Israel como o Messias e fará uma aliança com esta nação. No entanto, romperá a aliança na metade da Grande Tribulação e passará de aliado a inimigo (leia Dn 9.27; 8.24; Ap 13.7), em período ao fim do qual fará convergir nações do mundo inteiro para com- bater Israel, reunindo-se no Vale do Armagedom – leia Ap 16.13-16 - para então dirigirem-se aoVale de Josafá, onde compreendemos que ocor- rerá efetivamente a grande batalha (leia Jl 3.2,9- 13) – veremos mais detalhadamente este assun- to na próxima lição. 2. O Falso Profeta “Vi ainda outra besta emergir da terra; pos- suía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão.” (Ap 13.11) A besta que sobe da terra é o Falso Profeta. Vejamos algumas de suas características. 2.1. Características a) Possui dois chifres, possivelmente repre- sentando o poder político e religioso (Ap 13.12) b) Faz com que a terra e seus habitantes adorem o Anticristo (Ap 13.12) c) Opera grandes sinais, e até fogo do céu faz descer à terra (Ap 13.13) d) Comunica fôlego à imagem da besta, a quem os homens deverão adorar (Ap 13.15) 2.2. Sua ação O Falso Profeta será um grande líder religi- oso que aglutinará a humanidade à adoração que ele estabelecer. Além de levar os homens à adoração do Anticristo, coordenará a implantação do “núme- ro da besta”. “A todos, os pequenos e os grandes, os ri- cos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome. Aqui está a sabedoria. Aque- le que tem entendimento calcule o número da bes- ta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis” (Ap 13.16-18). 56 2.3. A tentativa de imitação, pelo Falso Profeta, das atividades do Espírito Santo O Espírito Santo é a terceira pessoa da Trin- dade (Mt 28.19). O Espírito Santo leva os homens à verdade (Jo 16.13). O Espírito Santo glorifica a Cristo (Jo 16.13,14). O Espírito Santo fez fogo cair no Pentecos- tes (At 2.3). O Espírito Santo dá a vida (Rm 8.2). O Espírito Santo marca com um selo todos os que pertencem a Deus (Ef 1.13). II. Os 144000 judeusII. Os 144000 judeusII. Os 144000 judeusII. Os 144000 judeusII. Os 144000 judeus marmarmarmarmarcadoscadoscadoscadoscados A Bíblia mostra-nos que serão marcados 12000 judeus de cada tribo (exceto Dã e Efraim, no lugar de quem entraram José e Levi) para serem preservados. Possivelmente sua missão será o tes- temunho de Jesus Cristo. Hoje, existe um grupo crescente a nível mundial chamado “Judaísmo Messiânico”. Já conta com milhares de membros. São judeus que aceitam Jesus Cristo como o Messi- as e cuja missão é comunicar a boa nova aos seus patriotas. Será um movimento como esse instaura- do na Grande Tribulação? É possível que sim. “Não danifiqueis nem a terra, nem o mar, nem as árvores, até selarmos na fronte os servos do nosso Deus. Então, ouvi o número dos que foram selados, que era cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel” (Ap 7.3-4). III. As Duas TIII. As Duas TIII. As Duas TIII. As Duas TIII. As Duas Testemu-estemu-estemu-estemu-estemu- nhas (Ap 11.3-13)nhas (Ap 11.3-13)nhas (Ap 11.3-13)nhas (Ap 11.3-13)nhas (Ap 11.3-13) No capítulo onze de Apocalipse, a Bíblia nos fala de duas testemunhas que profetizarão durante mil duzentos e sessenta dias, correspon- dendo a três anos e meio. Ninguém poderá detê- los. Haverá grande autoridade em sua palavra, podendo até mesmo impedir a ocorrência de chu- va, transformar água em sangue, bem como ferir a terra com toda sorte de flagelos quantas vezes quiserem. Após terem concluído sua missão, serão mortas pela besta e expostas em Jerusalém durante três dias e meio. Todo o mundo os verá (hoje sabe- mos, naturalmente, que isso será possível pelos avançados meios de comunicação) e realizarão fes- tas para comemorar suas mortes, tamanho o pavor que provocarão. Após aqueles dias em que estarão mortos, ressuscitarão, sendo vistas pelos seus ini- migos, enquanto estará ocorrendo um grande ter- remoto, fazendo com que as pessoas deem glória ao Deus do céu. Não há unanimidade relativamente a es- tas testemunhas. Alguns afirmam que sejam Enoque e Elias, pois ambos não morreram e teri- O Falso Profeta é a terceira pessoa da trindade satânica (Ap 16.13). O Falso Profeta leva os homens ao erro (Ap 13.11,14). O Falso Profeta glorifica o Anticristo (Ap 13.12). O Falso Profeta fará o mesmo diante dos homens (Ap 13.13). O Falso Profeta mata (Ap 13.15). O Falso Profeta marcará com um selo to- dos aqueles que adoram a Satanás (Ap 13.16,17; 14.9; 15.2). 57 } }A Grande Tribulação será um momento em que a majestade de Deus se manifestará sobre a terra. Será, também, o julgamento do mundo pelas suas injustiças e a preparação de Israel para o Milênio, período que estudaremos mais adiante. ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ __________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ __________________________________________________________________ ________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ __________________________________________________________________ Anotações am que morrer para cumprirem a palavra registra- da em Hb 9.27: “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo”. Ainda, há quem afirme serem duas pesso- as normais, contemporâneas desses eventos, que estarão na terra nessa época como mensageiros de Deus, recebendo extraordinária autoridade para pregar ao mundo. 58 IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução Veremos, nesta lição, os eventos que marcarão o final da Grande Tribulação e o Milênio. I. A Segunda Fase daI. A Segunda Fase daI. A Segunda Fase daI. A Segunda Fase daI. A Segunda Fase da Vinda de JesusVinda de JesusVinda de JesusVinda de JesusVinda de Jesus O marco divisório entre a Grande Tribula- ção e o Milênio é a segunda fase da vinda de Jesus. Esse grande evento se dará como clímax da grande batalha, em que as forças do Anticristo serão derro- tadas pelo Senhor Jesus. “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexi- dade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela ex- pectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados. Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória.” (Lc 21.25-27) II. A Grande BatalhaII. A Grande BatalhaII. A Grande BatalhaII. A Grande BatalhaII. A Grande Batalha 1. V1. V1. V1. V1. Vale do Armagedom: um esclare-ale do Armagedom: um esclare-ale do Armagedom: um esclare-ale doArmagedom: um esclare-ale do Armagedom: um esclare- cimento bíblico e geográficocimento bíblico e geográficocimento bíblico e geográficocimento bíblico e geográficocimento bíblico e geográfico a) A origem do termo Armagedoma) A origem do termo Armagedoma) A origem do termo Armagedoma) A origem do termo Armagedoma) A origem do termo Armagedom Essa grande batalha é chamada comumente de Batalha do Armagedom. Contudo, a Bíblia não Final da Grande TFinal da Grande TFinal da Grande TFinal da Grande TFinal da Grande Tribulaçãoribulaçãoribulaçãoribulaçãoribulação e Início do Milênioe Início do Milênioe Início do Milênioe Início do Milênioe Início do Milênio “Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos.” (Ap 20.4) apóia tal denominação. É lamentável dizer aos que assim aprenderam, mas a batalha do Armagedom não existe na Bíblia. Vejamos, primeiro, o que é Armagedom. Essa palavra é uma transliteração grega da expressão hebraica “Har Megido”, que significa Monte de Megido. No litoral Nordeste de Israel, costeando o Mar Mediterrâneo, há uma planície, chamada de Saron. Indo-se em direção ao interior do país, na direção Oeste, há a Cordilheira do Monte Carmelo. Após essa cordilheira, há um vale extraordinaria- mente fértil, que corre na direção Norte-Sul entre a Cordilheira do Carmelo e a cordilheira central, que corta Israel também na direção Norte-Sul. Esse vale é chamado de Esdraelom ou Jezreel. Nesse vale se pode entrar, vindo do Oeste, do lado do Mar Mediterrâneo, por uma estrada que passa por uma fenda na Cordilheira do Carmelo, chamada de Via Maris nos tempos antigos. Pelo lado oposto, vindo do leste, do lado do Rio Jordão, há também uma passagem na cordilheira central, por meio da qual entravam os invasores que vinham do Leste. Justamente nessa ligação entre as passagens leste-oeste, há uma estrada que corta o vale na di- reção norte-sul, que deixa o Líbano ao Norte e vai em direção a Jerusalém, no Sul, formando-se assim um entroncamento que distribui todas as rotas do Vale de Jezreel. Quem dominar esse entroncamen- to, dominará as terras mais férteis de Israel. A pou- cas centenas de metros desse entroncamento está o Monte de Megido, sobre cujo topo tanto o Rei Salomão quanto o Rei Acabe construíram a cidade liçãoliçãoliçãoliçãolição 15 59 fortificada de Megido. Por isso, esse vale também é chamado de Vale de Har Megido (Vale do Monte de Megido), ou Vale do Armagedom. b) Armagedom: um ponto de encontro A única vez que a Bíblia menciona Armagedom é em Ap 16.16. Ali, de forma alguma é mencionada qualquer batalha, mas apenas consta que os exércitos que se levantarão contra Israel se- rão ajuntados por espíritos malignos “no lugar que em hebraico se chama Armagedom”. c) Jerusalém: o local da batalha Porém, tanto Zacarias quanto Joel profeti- zaram que a grande batalha se dará em Jerusalém. Ora, Jerusalém fica a 135km de Megido, mais de 700m acima em relação ao nível do mar. Portanto, não há qualquer razão para dizer que a batalha será no Monte Megido. Num primeiro momento, o Anticristo sitia- rá e tomará Jerusalém (Zc 12.2 e 14.1,2). Os ju- deus, contudo, lutarão furiosamente (Zc 14.14). Quando tudo parecer perdido, Jesus descerá do céu e pisará sobre o monte das Oliveiras, cumprin- do a profecia dos anjos, proferida quando Ele ascendeu ao céu (At 1.11; Zc 14,3,4), e o monte se fenderá. Jesus virá junto com a igreja e seus anjos (Zc 14.5; Ap 19.14), com poder e grande glória. d) Vale de Josafá: a batalha final A batalha final entre as forças aliadas ao Anticristo e Jesus se dará no Vale de Josafá, junto a Jerusalém. Esse vale é identificado com o também chamado Vale de Cedrom, e é uma profunda de- pressão que se interpõe entre o Monte Moriá – onde assenta-se a esplanada do templo – e o Monte das Oliveiras. Joel diz que o próprio Deus fará com que eles desçam ao Vale de Josafá (Jl 3.2), usando a palavra hebraica “yarad” para “desçam”. A seguir, no verso 12, Joel profetiza que esses exércitos subirão ao Vale de Josafá, usando aí a palavra hebraica “alah” para “subam” (Almeida Revista e Corrigida). Como poderão ao mesmo tempo su- bir e descer? A resposta é que, em relação a Armagedom, o Vale de Josafá está acima. Mas, em relação à cida- de de Jerusalém e seus arredores, o Vale de Josafá está abaixo. Assim, terão que subir desde Armagedom até a região de Jerusalém e, estando em Jerusalém, terão que descer. III. A Aniquilação doIII. A Aniquilação doIII. A Aniquilação doIII. A Aniquilação doIII. A Aniquilação do AnticristoAnticristoAnticristoAnticristoAnticristo A batalha durará um dia, e aquele dia será de penumbra (Zc 14.6,7), o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade (Mt 24.29,30; Mc 13.24- 27; Jl 3.15). O Anticristo e suas hostes serão ani- quilados pela interferência de Jesus Cristo (2 Ts 2.8; Ap 19.21; Is 66.15-16). Não podemos afirmar que assim será, mas a Bíblia sugere, pelo diagnóstico daquilo que su- cederá com os guerreiros aliados ao Anticristo, que haverá o uso de armas nucleares (Zc 14.12). Será grande a mortandade (Jl 3.14; Ap 19.20,21). Os mortos servirão de pasto para os abutres (Ap 19.17,18) e o enterro durará sete meses (Ez 39.14,15). Cumprir-se-á, neste momento, a última pre- dição das setenta semanas de Daniel, quando a des- truição que está determinada se derramará sobre o Anticristo (Dn 9.27). IVIVIVIVIV. A Conversão dos. A Conversão dos. A Conversão dos. A Conversão dos. A Conversão dos JudeusJudeusJudeusJudeusJudeus Quanto virem Jesus pelejar por eles nessa grande batalha, os judeus de todo o mundo serão alcançados (Zc 12.7; Mt 24.21), e os judeus que estiverem em Jerusalém irão chorar amargamente reconhecendo que mataram o Messias (Zc 12.10). O choro que haverá em Jerusalém será comparado ao pranto que houve no dia em que o Rei Josias – amado em Israel – foi morto pelo exército egípcio (Zc 12.11; 2 Cr 35.22-25). Essa será a restauração de Israel (Is 4.5), que se aproximará do Senhor (Os 3.4,5) e nunca mais dEle se apartará (Is 59.20,21). Este será o remanescente de que fala o apóstolo Paulo em Rm 9.27,28. 60 VVVVV. A Prisão Definitiva. A Prisão Definitiva. A Prisão Definitiva. A Prisão Definitiva. A Prisão Definitiva da Besta e do Fda Besta e do Fda Besta e do Fda Besta e do Fda Besta e do Falso Pralso Pralso Pralso Pralso Profetaofetaofetaofetaofeta Após a aniquilação do Anticristo, a besta e o falso profeta serão aprisionados e lançados vivos no lago de fogo e enxofre (Ap 19.20). VI. A Prisão TVI. A Prisão TVI. A Prisão TVI. A Prisão TVI. A Prisão Temporá-emporá-emporá-emporá-emporá- ria do Diaboria do Diaboria do Diaboria do Diaboria do Diabo O diabo será preso pelo espaço de mil anos “Então, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no abis- mo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo” (Ap 20.1-3) VII. A Última Fase daVII. A Última Fase daVII. A Última Fase daVII. A Última Fase daVII. A Última Fase da Primeira RessurreiçãoPrimeira RessurreiçãoPrimeira RessurreiçãoPrimeira RessurreiçãoPrimeira Ressurreição Assim como na primeira fase, a segunda fase da vinda de Jesus também será acompanhada de ressurreição de mortos. Os mártires da Gran- de Tribulação, que foram decapitados por causa do testemunho de Jesus, e que esperavam diante do trono (Ap 6.10; 7.13-16), serão ressuscita- dos, encerrando-se, então, primeira ressurreição (Ap 20. 4-6). VIII. O Julgamento dasVIII. O Julgamento dasVIII. O Julgamento dasVIII. O Julgamento dasVIII. O Julgamento das NaçõesNaçõesNaçõesNaçõesNaçõesSerão julgadas as nações. As que tiverem sido a favor dos judeus, serão abençoadas; as de- mais serão amaldiçoadas (Mt 25.31-46). IX. Instauração doIX. Instauração doIX. Instauração doIX. Instauração doIX. Instauração do Reino MileniaReino MileniaReino MileniaReino MileniaReino Milenialllll Finalmente, Jesus submete todos os seus inimigos e instaura o seu reino milenial. Cristo derrota todos os inimigos e ins- taura um reino mundial, sobre todas as nações, regendo-as com vara de ferro. Nesse momento, aquele que foi morto e sobre ele puseram o títu- lo “Jesus Nazareno Rei dos Judeus” será procla- mado como Rei dos Reis e Senhor dos Senhores (Ap 19.15,15). As profecias se cumpriram quando Jesus veio à terra como ser- vo, como cordeiro de Deus, e assim foi crucificado. Assim também a profecia se cumprirá, e um dia Ele virá como o noivo da igreja. Por fim, junto com a Sua noiva, o servo virá como Rei, e reinará sobre tudo. Aquilo que o diabo queria lhe dar sob a condição de adorá-lo – os reinos deste mundo e a glória deles – Jesus obterá – por direito - por ter se submetido completamente ao Pai. } } ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Anotações 61 IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução liçãoliçãoliçãoliçãolição 16 O Milênio será a última era da Terra como a conhecemos. Como o nome indica, durará mil anos (Ap 20.4-6). No Milênio, Deus provará que a vida nas condições do Éden é possível. I. O Reino de CristoI. O Reino de CristoI. O Reino de CristoI. O Reino de CristoI. O Reino de Cristo 1. As predições no Antigo T1. As predições no Antigo T1. As predições no Antigo T1. As predições no Antigo T1. As predições no Antigo Testa-esta-esta-esta-esta- mentomentomentomentomento Cristo reinará na terra a partir da Nova Jeru- salém, que descerá do céu (Ap 21.22,23). Embora os judeus O tivessem rejeitado, Ele reinará sobre o Seu povo (Lc 1.32,33). Daniel teve a visão de Cristo vindo em gló- ria e estabelecendo Seu reino sobre todos os po- vos, nações, homens e línguas (Dn 7.13,14). Essa profecia se cumprirá no milênio. Isaías também teve a mesma visão quando declarou que o governo estaria sobre os ombros de um menino que um dia iria nascer (Is 9.6,7). Por meio de Jesus, se unificará o governo so- bre Israel e sobre todas as nações (Is 24.23; Ez 37.22). 2. Coparticipação no reinado de Cris to a) Igreja A igreja sentará no trono com Jesus (Ap 3.21). Os crentes, então, serão governadores so- bre a terra (Ap 20.4,a; 5.9-10; 2 Tm 2.12). Milênio e Juízo FinalMilênio e Juízo FinalMilênio e Juízo FinalMilênio e Juízo FinalMilênio e Juízo Final “Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça...e seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro.” (Ap 19.11,14) Jesus explicou que a autoridade concedida aos crentes será de acordo com a fidelidade presta- da no trabalho do Senhor (Lc 19.16-19). b) Apóstolos Segundo nos dá a entender Mateus 19.28, os apóstolos auxiliarão o reino do Cordeiro julgan- do as doze tribos de Israel. c) Davi Ao trono de Jesus na Nova Jerusalém, en- tende-se que corresponderá um trono na Jerusalém terrestre ocupado por Davi, ressuscitado (Jr 30.9; Ez 37.25). 3. A restauração total de Israel Israel será totalmente restaurado. O tem- plo será reconstruído e todo o sistema de culto será recomeçado (Ez 40-46; 37.26-28; Zc 14.16-17). 4. A restauração do planeta Terra O Milênio será tempo de restauração total, inclusive da terra. Por essa causa, Jesus denominou o milênio de “regeneração” (Mt 19.28). 62 II. As Bênçãos do Milênio Aumentará a longevidade dos homens Is 65.20 As colheitas não serão frustradas Is 65.21 As orações terão respostas céleres Is 65.24 Os filhos serão obedientes Is 65.23 Haverá justiça social Is 65.23 A ferocidade desaparecerá até dos animais Is 65.25 Haverá alegria Is 9.3,4; 12.3-6; 17.7,8 A santidade do Senhor dominará a terra Is 1.25-28; 4.3,4 A glória de Deus encherá o mundo Is 24.23 Abundância de saúde Is 29.17-19; 35.5-6 III. Satanás Será Solto noIII. Satanás Será Solto noIII. Satanás Será Solto noIII. Satanás Será Solto noIII. Satanás Será Solto no Final do MilênioFinal do MilênioFinal do MilênioFinal do MilênioFinal do Milênio Quando Satanás for solto, no final do Milê- nio, novamente os homens serão seduzidos por ele (Ap 20.7,8). Esse evento demonstrará a justiça do castigo eterno que o diabo sofrerá e, por outro lado, o quanto é incorrigível a natureza humana. Não ha- verá desculpa de pobreza e nem qualquer motivo que justificaria a revolta dos homens, pois a terra nunca terá experimentado tanta prosperidade e benesses. Será simplesmente o sentimento de re- beldia do homem que o fará se levantar, mais uma vez, contra o Rei. O sucesso do diabo será tão grande no seu intento, que a multidão dos povos cobrirá a terra (Ez 38). O juízo de Deus, então, será implacável. Tanto Ezequiel quanto o Apocalipse dizem que Deus mandará fogo do céu para consumir os inimigos que se levantarem contra a santa cidade (Ap 20.9; Ez 38.22). Satanás terá seu destino final, sendo lança- do no lago de fogo e enxofre, onde será atormenta- do pelos séculos dos séculos (Ap 20.10). IVIVIVIVIV. Juízo Final. Juízo Final. Juízo Final. Juízo Final. Juízo Final O último ato de Deus, antes do fim de to- das as coisas, será o Juízo Final. Nesse momento, o falso profeta, a besta e o diabo já estarão no lago de fogo e enxofre. 1. O Juiz A descrição do Juízo Final começa com a visão do grande juiz. Aquele que hoje é o advogado dos que buscam o perdão de seus pecados diante de Deus (1 Jo 2.1), naquele dia será o juiz, assenta- do sobre um majestoso trono branco (Ap 20.11). A Sua presença será tão impressionante, que todas as coisas se tornarão insignificantes, e a atenção de todos estará voltada para ele. Esse é o momento em que se cumprirá a profecia de Fp 2.10: todo joelho se dobrará diante do trono. Todos, desde o começo da humanidade; grandes e pequenos, sem exceção, reconhecerão aquele que há de julgá-los. 2. A abertura dos livros Então, se dará a mais impactante cena de todos os tempos: se abrirão os livros. E todos os mortos serão julgados de acordo com o que está nos livros. Não importa o que disseram os teólogos, nem as Convenções de Pastores, nem os críticos liberais, nem os agnósticos, céticos e ateus. Cada um vai se defrontar com o que está nos livros, e suas obras serão confrontadas com todos e cada um dos mandamentos, obra por obra (Ap 20.12). Não have- rá quem os defenda, ninguém poderá dizer que aquilo que está escrito não está nos livros. 63 3. Um julgamento individual Ninguém poderá se esconder na sombra de outrem. O julgamento será individual, “um por um”, diz a Palavra (Ap 20.13,b). A sensação será a mes- ma que sente alguém que lhe arrancam as roupas diante de uma multidão. Não há como se esconder. Nesse momento, as palavras de Jesus em Mc 4.22 se cumprirão: tudo o que até então esteve oculto se revelará, à vista de todos. Depois de ter comparadas as suas obras com o que está nos livros, o julgado saberá se o seu nome está escrito no outro livro que se abrirá: o Livro da Vida. O relato bíblico não menciona que alguém terá ousadia de contestar a ausência de seu nome no Livro da Vida, pois, antes da conferência dos nomes no Livro, já terá sido feita a conferência das obras (Ap 20.15). 4. A perplexidade dos apóstatas e l iberais Somente um grupo destoará da terrível re- signação que se abaterá sobre a multidão. Será o grupo dos crentes apóstatas e liberais. A consciên- cia desses miseráveis estarátão cauterizada que, mesmo diante dos livros, não se convencerão (Hb 6.4-6). Jesus diz que, então, eles gritarão “Senhor, Senhor! Porventura não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?”. En- tão, diante de uma multidão incontável de perdidos, de almas que até os ouviram pregar suas lindas mensagens, ouvirão o Juiz dizer-lhes explicitamen- te: “nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade” (Mt 7.22,23). Então, todos os que estavam aguardando o julgamento no inferno, juntamente com a morte, serão lançados para dentro do lago de fogo (Ap 20.14). VVVVV. Novo Céu e Nova T. Novo Céu e Nova T. Novo Céu e Nova T. Novo Céu e Nova T. Novo Céu e Nova Terererererrarararara Depois de todas essas coisas, vencido o pecado, julgado Satanás e seus demônios, aprisio- nados com Satanás todos os homens que rejeitaram a salvação de Deus, estando limpo o Universo do princípio de rebelião que começou no coração de Lúcifer, estará preparado o tempo e as condições de Deus fazer novas todas as coisas. Então se fará novos céus e nova terra. E Deus ali habitará com o Seu povo. “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap 21.4). Conclusão Por tudo o que espera os santos, e por tudo o que espera os perdidos, vale a pena passar por lutas, provações e perseverar até o fim, pois aquele que perseverar até o fim esse será salvo (Mt 24.13). Por fim, não esqueçamos que “a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2 Co 4.17).} } _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Anotações 64 Visite nossa loja virtual:Visite nossa loja virtual:Visite nossa loja virtual:Visite nossa loja virtual:Visite nossa loja virtual: www.ramodavideira.com.br EDITORA - LIVRARIA - GRÁFICA - GRAVADORA - DISTRIBUIDORA AAAAAvvvvv. F. F. F. F. Farararararrapos, 312 - Anerapos, 312 - Anerapos, 312 - Anerapos, 312 - Anerapos, 312 - Anexxxxxo Io Io Io Io I CEP 90.220-000CEP 90.220-000CEP 90.220-000CEP 90.220-000CEP 90.220-000 Floresta - PFloresta - PFloresta - PFloresta - PFloresta - Porto Alegre - RSorto Alegre - RSorto Alegre - RSorto Alegre - RSorto Alegre - RS FFFFFones: (51) 3062.1091 / 8401.6718ones: (51) 3062.1091 / 8401.6718ones: (51) 3062.1091 / 8401.6718ones: (51) 3062.1091 / 8401.6718ones: (51) 3062.1091 / 8401.6718 E.mail: ramodavideira@adrestauracao.comE.mail: ramodavideira@adrestauracao.comE.mail: ramodavideira@adrestauracao.comE.mail: ramodavideira@adrestauracao.comE.mail: ramodavideira@adrestauracao.com wwwwwwwwwwwwwww.ramodavideira.com.br.ramodavideira.com.br.ramodavideira.com.br.ramodavideira.com.br.ramodavideira.com.br Bibliografia CHAMPLIN, R.N. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. 8ª Ed. Hagnos. SP. 2006. JOSEFO, Flavio. História dos Hebreus. CPAD. 5ª Ed. Rio de Janeiro.1999 REFIDIM. Escatologia. Livro-Texto Módulo IV. Volume 8. 2ª Ed. EPOS. SC. 2006. SILVA, A.G. Daniel e Apocalipse. 3ª Ed. EETAD. SP. 1999. SILVA, A.G. Escatologia Bíblica. 2ª Ed. EETAD. SP. 1997. BURKETT, Bill Pentecostais ou Carismáticos? 3ª Ed. CPAD 2001 www.chabad.org.br/ciclodavida/casamento/casamento.html#ritual www.wikipedia.org www.who.int, acessado em 27.07.2011 www.fao.org, acessado em 28.07.2011 www.nsf.gov, acessado em 27.07.2011 2 Expediente AUTORES Pr. Humberto Schimitt Vieira (Lições de 1 a 9 e 15 a 16) Pr. James Schimitt Vieira (Lições 10 a 14) EDITOR Pr. James Schimitt Vieira REVISÃO DOUTRINÁRIA Conselho de Doutrina da Convenção de Ministros da IPAD – Ministério Restauração REVISÃO GRAMATICAL E ORTOGRÁFICA Ana Schimitt Isabel Cristina Schimitt Vieira Moisés Alves Mári Schirmer DIAGRAMAÇÃO Ramo da Videira CAPA Mári Schirmer 58 IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução Veremos, nesta lição, os eventos que marcarão o final da Grande Tribulação e o Milênio. I. A Segunda Fase daI. A Segunda Fase daI. A Segunda Fase daI. A Segunda Fase daI. A Segunda Fase da Vinda de JesusVinda de JesusVinda de JesusVinda de JesusVinda de Jesus O marco divisório entre a Grande Tribula- ção e o Milênio é a segunda fase da vinda de Jesus. Esse grande evento se dará como clímax da grande batalha, em que as forças do Anticristo serão derro- tadas pelo Senhor Jesus. “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexi- dade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela ex- pectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados. Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória” (Lc 21.25-27). II. A Grande BatalhaII. A Grande BatalhaII. A Grande BatalhaII. A Grande BatalhaII. A Grande Batalha 1. V1. V1. V1. V1. Vale do Armagedom: um esclare-ale do Armagedom: um esclare-ale do Armagedom: um esclare-ale do Armagedom: um esclare-ale do Armagedom: um esclare- cimento bíblico e geográficocimento bíblico e geográficocimento bíblico e geográficocimento bíblico e geográficocimento bíblico e geográfico a) A origem do termo Armagedoma) A origem do termo Armagedoma) A origem do termo Armagedoma) A origem do termo Armagedoma) A origem do termo Armagedom Essa grande batalha é chamada comumente de Batalha do Armagedom. Contudo, a Bíblia não Final da Grande TFinal da Grande TFinal da Grande TFinal da Grande TFinal da Grande Tribulaçãoribulaçãoribulaçãoribulaçãoribulação e Início do Milênioe Início do Milênioe Início do Milênioe Início do Milênioe Início do Milênio “Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos.” (Ap 20.4) apóia tal denominação. É lamentável dizer aos que assim aprenderam, mas a batalha do Armagedom não existe na Bíblia. Vejamos, primeiro, o que é Armagedom. Essa palavra é uma transliteração grega da expressão hebraica “Har Megido”, que significa Monte de Megido. No litoral Noroeste de Israel, costeando o Mar Mediterrâneo, há uma planície, chamada de Saron. Indo-se em direção ao interior do país, na direção Leste, há a Cordilheira do Monte Carmelo. Após essa cordilheira, há um vale extraordinaria- mente fértil, que corre na direção Norte-Sul entre a Cordilheira do Carmelo e a cordilheira central, que corta Israel também na direção Norte-Sul. Esse vale é chamado de Esdraelom ou Jezreel. Nesse vale se pode entrar, vindo-se do Oes- te, desde o Mar Mediterrâneo, por uma fenda na Cordilheira do Carmelo, onde há uma estrada que, nos tempos antigos, era chamada de Via Maris. Pelo lado oposto, ao Leste, desde o Rio Jordão, há tam- bém uma passagem na cordilheira central, por meio da qual entravam os invasores que vinham do Leste. Justamente nessa ligação entre as passagens Leste- Oeste, há uma estrada que corta o vale na direção Norte-Sul, que deixa o Líbano ao Norte e vai em direção a Jerusalém, no Sul, formando-se assim um entroncamento que distribui todas as rotas do Vale de Jezreel. Quem dominar esse entroncamento, do- minará as terras mais férteis de Israel. A poucas centenas de metros desse entroncamento está o Monte de Megido, sobre cujo topo tanto o Rei Salomão quanto o Rei Acabe construíram a cidade liçãoliçãoliçãoliçãolição 15 64 Visite nossa loja virtual:Visite nossa loja virtual:Visite nossa loja virtual:Visite nossa loja virtual:Visite nossa loja virtual:www.ramodavideira.com.br EDITORA - LIVRARIA - GRÁFICA - GRAVADORA - DISTRIBUIDORA Av. Farrapos, 312 - Anexo I CEP 90.220-000 Floresta - Porto Alegre - RS Fones: (51) 3062.1091 / 8401.6718 E.mail: ramodavideira@adrestauracao.com www.ramodavideira.com.br Referências BibliográficasReferências BibliográficasReferências BibliográficasReferências BibliográficasReferências Bibliográficas CHAMPLIN, R.N. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. 8ª Ed. Hagnos. SP. 2006. JOSEFO, Flavio. História dos Hebreus. CPAD. 5ª Ed. Rio de Janeiro.1999 REFIDIM. Escatologia. Livro-Texto Módulo IV. Volume 8. 2ª Ed. EPOS. SC. 2006. SILVA, A.G. Daniel e Apocalipse. 3ª Ed. EETAD. SP. 1999. SILVA, A.G. Escatologia Bíblica. 2ª Ed. EETAD. SP. 1997. BURKETT, Bill. Pentecostais ou Carismáticos? 3ª Ed. CPAD 2001 FFFFFontes Digitaisontes Digitaisontes Digitaisontes Digitaisontes Digitais www.chabad.org.br/ciclodavida/casamento/casamento.html#ritual www.wikipedia.org www.who.int, acessado em 27.07.2011 www.fao.org, acessado em 28.07.2011 www.nsf.gov, acessado em 27.07.2011 2019-02-05T19:10:07+0000 Preflight Ticket Signaturede Moisés, “uma só testemunha não se levantará contra al- guém por qualquer iniquidade ou por qualquer pecado, seja qual for que cometer; pelo depoi- mento de duas ou três testemunhas, se estabe- lecerá o fato” (Dt 19.15). Jesus adotou o mesmo princípio: “, porém, se não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça” (18.16). A igreja primitiva, por conseguinte, seguiu o que Jesus determinara: “Não aceites denúncia contra presbítero, senão exclusivamente sob o de- poimento de duas ou três testemunhas” (1 Tm 5.19). Deus, contudo, não se contentou em satis- fazer norma processual que Ele mesmo estabelece- “porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos.” (At 17.31) IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução liçãoliçãoliçãoliçãolição 02 9 ra. Embora tenha havido muitas testemunhas, a pro- va testemunhal não era suficiente para a importân- cia que Deus conferiu à prova de que Jesus havia morrido e ressuscitado. 2. Provas Materiais 2.1. Prova da morte A morte de Jesus não foi provada meramen- te por testemunhas ou mesmo pelo diagnóstico re- servado de um médico. Houve uma prova material: à vista de todos, “chegando-se, porém, a Jesus, como vissem que já estava morto, não lhe quebraram as pernas. Mas um dos soldados lhe abriu o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.” (Jo 19.33- 34). Não houve qualquer dúvida sobre o fato de que Cristo morrera. 2.2. Provas da ressurreição a) Túmulo vazio Assim como a sua morte, a ressurreição de Jesus também teve uma prova material: o túmulo vazio. O túmulo continua vazio! É certo que os reli- giosos judeus subornaram os guardas com alta soma de dinheiro para dizerem que o corpo de Jesus havia sido roubado (Mt 28.12,13). Porém, se o corpo de Jesus houvesse sido realmente roubado, onde esta- ria? Como podem dizer que roubaram um corpo se não há prova material do roubo? Um corpo não “de- saparece”, ainda mais entre o povo judeu, em que ninguém ousava tocar em um corpo sem, depois, passar pelo ritual da purificação. Se o corpo fosse roubado, haveria uma pergunta que não poderia ca- lar: “onde está o corpo?” b) A guarda romana, o lacre do túmulo e o temor dos discípulos Por outro lado, a versão do roubo é absurda, pois os soldados que estavam guardando o sepulcro eram romanos. Ora, se os discípulos não tiveram coragem sequer de estar junto ao pé da cruz, com exceção de João (Jo 19.25), como teriam coragem de enfrentar a escolta romana designada por Pilatos (Mt 27.65)? É de ser salientado que a unidade míni- ma do exército romano era o conturbenio, compos- to por oito soldados, estando sempre no mínimo dois acordados. Assim, havia no mínimo oito solda- dos do exército mais poderoso da época, e forte- mente armados, para proteger um túmulo que esta- va lacrado por uma enorme pedra (Mt 27.60). c) O conhecimento do exército ro- mano Ademais, há um fato que põe uma pá de cal na teoria de que o corpo foi roubado e que corrobo- ra a informação bíblica de que os soldados foram subornados. É que um reconhecido líder militar ro- mano na terra de Israel, o centurião Cornélio, pouco tempo depois, converteu-se a Cristo (At 10.24,44- 48). Ora, se o corpo de Jesus tivesse sido roubado, Cornélio não creria naquilo que ele saberia ser um embuste. Cornélio era centurião da Coorte Italiana, ou seja, ele era o centurião mais antigo das seis centúrias daquela coorte - uma coorte era formada por seis centúrias de 83 homens - e o centurião mais experiente dentre os seis centuriões era o comandante da coorte. Assim, se realmente tivesse havido o tal roubo do corpo de Jesus, a notícia, por sua relevância, teria chegado ao conhecimento dos líderes militares acantonados na terra de Israel. 3. Provas testemunhais Porém, além da prova material de que Cris- to ressuscitara e da ausência de prova material do roubo do corpo, há a prova testemunhal. Não foram apenas duas ou três testemunhas que viram Cristo ressuscitado, como exigia a lei. a) As mulheres: primeiras testemu- nhas As primeiras testemunhas que o viram fo- ram Maria Madalena, Joana, Maria, mãe de Tiago, Salomé e, pelo menos, mais uma mulher que a Bíblia não menciona o nome (Mt 28.1; Mc 16.1 e Lc 24.10). b) Cleopas e seu companheiro de vi- agem Depois, foi visto por Cleopas e outro cren- te, enquanto caminhavam para Emaús (Mc 16.12 e Lc 24.31). c) Onze apóstolos Posteriormente, foi visto pelos onze após- tolos (Mc 16.14). 10 }} d) Mais de quinhentas testemunhas Finalmente, nas palavras do apóstolo Pau- lo, “foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até agora; porém alguns já dormem” (1 Co 15.6). III. O Indicativo da LeiIII. O Indicativo da LeiIII. O Indicativo da LeiIII. O Indicativo da LeiIII. O Indicativo da Lei Gravada no Coração dosGravada no Coração dosGravada no Coração dosGravada no Coração dosGravada no Coração dos HomensHomensHomensHomensHomens Paulo escreve que existem, na consciência humana, princípios que são gravados por Deus, uma vez que o nosso espírito veio de Deus (Ec 12.7). Um desses princípios é a consciência de uma prestação de contas após a morte pelos atos Nesta lição, procuramos apresentar algumas das evidências por que podemos afirmar que aquilo estabelecido por Deus na Bíblia é de absoluta fidelidade à realidade concernente à vida após a morte. Na lição seguinte, estudaremos sobre essa revelação. que aqui praticamos. Não importa a maneira como pensam sobre esse julgamento, há sempre essa noção nas civilizações. Nos tempos bíblicos, todas as culturas do Crescente Fértil – a região em forma de lua cres- cente que vai do Egito, no sudoeste, até o Irã, no extremo oriente, onde se desenvolveu a maior par- te da história do Antigo Testamento, tinham a ideia de um mundo oculto para onde iam os mortos. No período do Novo Testamento, as duas culturas mais influentes – a grega e a romana – tinham a noção da existência de um mundo dos mortos – hades, no grego, e infernus, no latim. Assim, está impregnada na consciência hu- mana a noção de castigo e recompensa após a morte, mesmo onde a palavra escrita de Deus não chegou. ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ __________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ __________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ _________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ Anotações 11 I. O Destino PrI. O Destino PrI. O Destino PrI. O Destino PrI. O Destino Provisórioovisórioovisórioovisórioovisório dos Mortos antes do Sacrifíciodos Mortos antes do Sacrifíciodos Mortos antes do Sacrifíciodos Mortos antes do Sacrifíciodos Mortos antes do Sacrifício de Jesus Cristode Jesus Cristode Jesus Cristode Jesus Cristode Jesus Cristo 1. Sheol (Hades)1. Sheol (Hades)1. Sheol (Hades)1. Sheol (Hades)1. Sheol (Hades) A Bíblia ensina que, antes da morte reden- tora de Jesus Cristo, todos os mortos iam para o sheol (mundo inferior), equivalente à palavra grega hades. No sheol, havia dois compartimentos: o pa- raíso e o inferno (leia Lc 16.23-26), entre os quais havia um grande abismo. Quem estivesse em um lado não poderia passar para o outro, pois seushabi- tantes eram distintos: a) Paraíso: era para onde iam os crentes em Deus, por Ele considerados justos. Ressaltamos que este paraíso não é o mesmo citado em Ap 2.7, conforme veremos mais adiante. b) Inferno: era para onde iam os demais, que morriam sem ter a fé em Deus; era o “lugar de tormentos”. Vida apósVida apósVida apósVida apósVida após a Mortea Mortea Mortea Mortea Morte Após termos abordado a abundância de evidências que conferem autoridade ao re- velado na Bíblia, além das inúmeras provas já elencadas que corroboram com o que ela es- tabelece, estudaremos, enfim, o que existe após a morte. 2. Por que paraíso, e não o céu, para os crentes do Antigo Testamento? Mesmo os crentes do Antigo Testamento, que ofereciam seus sacrifícios a Deus, teriam que ir ao Hades porque “nesses sacrifícios faz-se recorda- ção de pecados todos os anos, porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova peca- dos” (Hb 10.3-4). Assim, somente a remoção dos pecados, por meio do sangue de Jesus, poderia pos- sibilitar a entrada dos justos no céu. Porém, com a Sua morte, Jesus, “não por meio de sangue de bo- des e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção” (Hb 9.12). “Por isso, diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cati- veiro e concedeu dons aos homens. Ora, que quer dizer subiu, senão que também havia descido às regiões inferiores da terra? Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas” (Ef 4.8-10). II. O Destino PrII. O Destino PrII. O Destino PrII. O Destino PrII. O Destino Provisó-ovisó-ovisó-ovisó-ovisó- rio dos Mortos após o Sacrifí-rio dos Mortos após o Sacrifí-rio dos Mortos após o Sacrifí-rio dos Mortos após o Sacrifí-rio dos Mortos após o Sacrifí- cio e Ressurreição de Jesuscio e Ressurreição de Jesuscio e Ressurreição de Jesuscio e Ressurreição de Jesuscio e Ressurreição de Jesus Cristo no CalvárioCristo no CalvárioCristo no CalvárioCristo no CalvárioCristo no Calvário 1. Os perdidos1. Os perdidos1. Os perdidos1. Os perdidos1. Os perdidos Aqueles que morrem sem a salvação ofere- cida por Cristo são levados ao inferno ou Hades, e aí “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hb 9.27) IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução liçãoliçãoliçãoliçãolição 03 12 esperam o dia do julgamento, quando, enfim, o in- ferno será lançado no lago de fogo e enxofre, que é a segunda morte (leia Ap 20.14-15), um lugar em que, os que lá estão, “serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos” (Ap 20.10). A Bíblia informa a seguinte situação para os perdidos após a morte: a) Sentirão vergonha e horror eternos “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno.” (Dn 12.2) b) Suas almas não se consomem e o sofri- mento jamais termina. “Onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga.” (Mc 9.48) c) Viverão em trevas eternas “Ao passo que os filhos do reino serão lan- çados para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes.” (Mt 8.12) “E o servo inútil, lançai-o para fora, nas tre- vas. Ali haverá choro e ranger de dentes.” (Mt 25.30) d) Estarão num lugar em que há choro e ranger de dentes (Mt 13.42,50; 22.13; 24.51; Lc 13.28). “E os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes.” (Mt 13.42) Leia, ainda, Mt 13.50; 22.13; 24.51e Lc 13.28. 2. Os salvos Os salvos em Cristo esperam a redenção do corpo num lugar que a Bíblia chama de paraíso (Ap 2.7). Esse paraíso não é o mesmo em que os justos que viveram antes da morte de Jesus estavam. Aquele paraíso estava no Hades. Este paraíso está no céu. Possivelmente esse lugar esteja diante do trono de Deus (Ap 6.9,11; 7.9-14). Na verdade, especificamente, a passagem bíblica de Ap 6.9,11; 7.9-14 se refere a pessoas que “vieram da grande tribulação”, pela qual a igreja não passará. Contudo, é possível que este lugar – diante do trono de Deus - em que eles estarão durante a grande tribulação esperando a última fase da primeira ressurreição (Ap 20.5,6), seja o mesmo lugar em que, hoje, encontram-se os crentes que aguardam a vinda do Senhor Jesus para arrebatar a sua igreja. O certo é que os salvos que já morreram estão em um estado de descanso e bem-aventurança (Ap 14.13). III. O Estado de Cons-III. O Estado de Cons-III. O Estado de Cons-III. O Estado de Cons-III. O Estado de Cons- ciência após a Morteciência após a Morteciência após a Morteciência após a Morteciência após a Morte 1. A alma em um corpo espiritual1. A alma em um corpo espiritual1. A alma em um corpo espiritual1. A alma em um corpo espiritual1. A alma em um corpo espiritual A Bíblia ensina que, após a morte, embora perdendo o corpo físico, a alma permanece com o cor- po formado pelo espírito. Em razão disso, as pessoas: a) Se conhecem entre si “No inferno, estando em tormentos, levan- tou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio.” (Lc 16.23) b) Lembram-se das pessoas na terra “Então, replicou: Pai, eu te imploro que o mandes à minha casa paterna, porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento.” (Lc 16.27-28) c) Recordam-se dos fatos que ocor- reram quando estavam em vida “porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento.” (Lc 16.28) “Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do teste- munho que sustentavam. Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?” (Ap 6.9-10) d) Não possuem, em si, a noção de s e xo “Porque, na ressurreição, nem casam, nem se dão em casamento; são, porém, como os anjos no céu.” (Mt 22.30) 2. A que se refere o termo “dormir” para os mortos? A expressão utilizada pelo apóstolo Paulo “dormem”, em 1 Co 15.6,19 e 1 Ts 4.13-15, não se refere a um estado de dormência da consciência, mas sim do corpo físico, que aguarda ser desperta- do no dia da ressurreição (1 Ts 4.16). 13 Inferno e céu existem independentemente de crermos ou não em sua existência. Devemos entender que “se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (1 Co 15.19). Há muitos crentes que brincam com algo tão sério. Por qualquer coisa, se entristecem e deixam a igreja, como se a razão da sua fé fosse viver bem aqui na terra. Não importam as lutas, os obstáculos, os revezes: a nossa meta é chegar ao céu, pois, como dizia o apóstolo Paulo, “já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda” (2 Tm 4.8). }} ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _________________________________________________________________ __________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ Anotações 14 I. Predições RelativasI. Predições RelativasI. Predições RelativasI. Predições RelativasI. Predições Relativas à Genealogia de Jesusà Genealogia de Jesusà Genealogia de Jesusà Genealogia de Jesusà Genealogia de Jesus 1. Nascido de uma Virgem de Israel1. Nascido de uma Virgem de Israel1. Nascido de uma Virgem de Israel1. Nascido de uma Virgem de Israel1. Nascido de uma Virgem de Israel A primeira predição bíblica sobre o nasci- mento de Jesus foi dada pelo próprio Deus, que vaticinou que Jesus nasceria da semente da “mu- lher” (leia Gn 3.15). Mulher, aqui, tem um duplo sentido. Tanto se refere ao fato de Jesus nascer sem a participação de homem, sendo gerado no ventre de uma virgem, quanto ao fato de Jesus nascer do povo de Israel, a “mulher” de Deus. Assim, quanto ao primeiro aspecto, Isaías também profetizou: “Por- tanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a Predições sobrePredições sobrePredições sobrePredições sobrePredições sobre a Primeiraa Primeiraa Primeiraa Primeiraa Primeira Vinda de CristoVinda de CristoVinda de CristoVinda de CristoVinda de Cristo “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gn 3.15) É impressionante a riqueza de deta- lhes que as predições bíblicas apresentam so- bre a primeira vinda de Jesus, para nascer como filho do homem da semente da mulher. O cumprimento cabal de cada uma delas nos anima e incentiva a sermos fiéis a Deus, sa- bendo que Ele também é fiel e vela por Sua palavra, para fazê-la cumprir (leia 2 Tm 2.13). Iremos agrupar as profecias de acordo com o momento da vida de Jesus a que elas se refe- rem. É essencial, para sua edificação espiritu- al, que leia as referências bíblicas. IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel” (Is 7.14). O cumprimento das predições é confirmado nas seguintes passagens: Ap 12.1,5,12; Lc 2.7; Gl 4.4; Mt 1.18; Lc 1.26-35. b) Descendente de Abraão Jesus seria o descendente de Abraão (Gn 12.3; 18.18). Cumprimento em Mt 1.1; Lc 3.34. c) Descendente de Isaque O Mestre seria descendente de Isaque (Gn 17.19). Cumprimento em Mt 1.2; Lc 3.34. d) Descendente de Jacó Descenderia de Jacó (Gn 28.14). Cumpri- mento em Mt 1.2; Lc 3.34. e) Descendente de Judá Seria descendente de Judá (Gn 49.10). Cumprimento em Mt 1.2,3; Lc 3.33, 34. f) Integrante da dinastia de Davi Participaria da dinastia de Davi (2 Sm 7.13; Is 9.7; 11.1-5). II. Predições RelativasII. Predições RelativasII. Predições RelativasII. Predições RelativasII. Predições Relativas às Ciràs Ciràs Ciràs Ciràs Circunstâncias do Nascimen-cunstâncias do Nascimen-cunstâncias do Nascimen-cunstâncias do Nascimen-cunstâncias do Nascimen- to de Jesusto de Jesusto de Jesusto de Jesusto de Jesus 1. Local de nascimento1. Local de nascimento1. Local de nascimento1. Local de nascimento1. Local de nascimento Deus previu o lugar do Seu nascimento (Mq 5.2). Cumprimento em Mt 2.1; Lc 2.4-7. liçãoliçãoliçãoliçãolição 04 15 2. Infanticídio por Herodes O massacre de crianças, por Herodes (Jr 31.15). Cumprimento em Mt 2.16,18. 3. A fuga para o Egito Profetizado por Oséias (Os 11.1), vemos o cumprimento em Mt 2.14,15 III. Predições RelativasIII. Predições RelativasIII. Predições RelativasIII. Predições RelativasIII. Predições Relativas ao Seu Ministérioao Seu Ministérioao Seu Ministérioao Seu Ministérioao Seu Ministério 1. Exerceria o ministério na Galiléia1. Exerceria o ministério na Galiléia1. Exerceria o ministério na Galiléia1. Exerceria o ministério na Galiléia1. Exerceria o ministério na Galiléia Profetizado por Isaías (Is 9.1,2). Cumpri- mento em Mt 4.12-16. 2. Jesus seria um profeta Revelado a Moisés (Dt 18.15). Cumprimen- to em Jo 6.14 e At 3.19-26; 3. Seria sacerdote da ordem de Melquisedeque Revelado em salmo de Davi (Sl 110.4). Cumprimento em Hb 5.5,6; 6.20 e 7.15-17. 4. Seria rejeitado pelo seu povo Profetizado por Isaías (Is 53.3) e também em Salmos 2.2. Cumprimento em Lc 4.29; 17.25; 23.18; Jo 1.11. 5. Teria uma poderosa unção sobre sua vida Profetizado por Isaías (Is 11.2,4; 61.1,2) e também em salmo dos filhos de Corá (Sl 45.7). Cumprimento em Lc 2.52; 4.18 e At 10.38. 6. Operaria milagres Profetizado por Isaías (Is 35.5,6). Cumpri- mento em Mt 11.4,5. 7. Concluiria seu ministério com a entrada triunfal em Jerusalém Profetizado por Isaías e Zacarias (Is 62.11; Zc 9.9). Cumprimento em Mt 21.1-11; Jo 12.12-14. 8. Falaria por meio de parábolas Revelado em salmo de Asafe (Sl 78.2). Cum- primento em Mt 13.34. IVIVIVIVIV. Predições Relativas. Predições Relativas. Predições Relativas. Predições Relativas. Predições Relativas à Sua Morteà Sua Morteà Sua Morteà Sua Morteà Sua Morte 1. A época de Sua morte1. A época de Sua morte1. A época de Sua morte1. A época de Sua morte1. A época de Sua morte Em Daniel 9.25,26 está escrito “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santu- ário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas”. Vemos, então, a seguinte previsão: Entrada triunfal em Jerusalém Dia 30.03.33 dC Saída da ordem p/ edificar Jerusalém – 05.03.444 aC – Ne 2.1-8 7 semanas + 62 semanas 69 semanas de anos = 483 anos As primeiras sete semanas foram as dedicadas à reconstrução de Jerusalém, totalizando 49 anos e, as outras 62 semanas, completaram mais 434 anos, num total de 483 anos. Ocorre que de 444 aC até 33dC há 477 anos, faltando 6 anos para completar 483 anos. A resposta está em que nós usamos o calendário gregoriano, que tem 365 dias, enquanto a Bíblia usa o calendário judaico, que tem 360 dias. Assim, nessa conversão se acha os seis anos perdidos e a predição de Daniel se cumpriu à risca (477 anos x 5 dias= 2385 dias / 360 dias = 6,5 anos. 2. Seria traído por um amigo Revelado em salmo de Davi (Sl 41.9). Cum- primento em Mt 26.14-16; Mc 14.10, 43-45. 3. O preço pelo qual seria vendido seria o de trinta moedas de prata Revelado ao profeta Zacarias (Zc 11.12,13). Cumprimento em Mt 26.15. 16 4. A devolução do preço da traição O preço pago seria devolvido (Zc 11.13). Cumprimento em Mt 27.3-10. 5. Testemunhas falsas o acusariam Revelado em salmos de Davi (Sl 27.12; 35.11). Cumprimento em Mt 26.60-61. 6. Não se defenderia ao ser acusado Predito por Isaías e em salmo de Davi (Sl 38.13-14; Is 53.7). Cumprimento em Mt 26.62,63; 27.12-14. 7. Seria ferido e cuspido Profetizado por Isaías (Is 50.6). Cumprimen- to em Mc 14.65; 15.17; Jo 18.22;19.1-3. 8. Seria odiado sem causa Revelado em salmos de Davi (Sl 69.4; 109.3-5). Cumprimento em Jo 15.23-25. 9. Sofreria em substituição ao nosso sofr imento Predito por Isaías (Is 53.4-12). Cumprimen- to em Mt 8.16,17; Rm 4.25; 1 Co 15.3. 10. Seria crucificado com malfeitores Predito por Isaías (Is 53.12). Cumprimento em Mt 27.38; Mc 15.27,28; Lc 23.33. 11. Teria mãos e pés traspassados Revelado em salmo de Davi e pelo profeta Zacarias (Sl 22.16; Zc 12.10). Cumprimento em Jo 19.37; 20.25-27. 12. Seriazombado e insultado Revelado em salmo de Davi (Sl 22.6-8). Cumprimento em Mt 27.39-44; Mc 15.29-32. 13. Receberia para beber fel e vinagre Revelado em salmo de Davi (Sl 69.21). Cumprimento em Mt 27.34,48; Jo 19.29. 14. Ouviria palavras proféticas re- petidas como chacota Revelado em salmo de Davi (Sl 22.8). Cum- primento em Mt 27.43. 15. Teria o lado traspassado Profetizado por Zacarias (Zc 12.10). Cum- primento em Jo 19.34. 16. Sua túnica seria sorteada Predito em salmo de Davi (Sl 22.18). Cum- primento em Mc 15.24; Jo 19.24. 17. Nenhum de seus ossos seria quebrado Revelado a Moisés e Arão sobre o cordeiro pascal (Êx 12.46) e em salmo de Davi (Sl 34.20). Cumprimento em Jo 19.33. 18. Teria sepultamento com o rico Profetizado por Isaías (Is 53.9). Cumprimen- to em Mt 27.57-60. VVVVV. Predições Relativas. Predições Relativas. Predições Relativas. Predições Relativas. Predições Relativas à Sua Ressurreiçãoà Sua Ressurreiçãoà Sua Ressurreiçãoà Sua Ressurreiçãoà Sua Ressurreição 1. Ressuscitaria dentre os mortos1. Ressuscitaria dentre os mortos1. Ressuscitaria dentre os mortos1. Ressuscitaria dentre os mortos1. Ressuscitaria dentre os mortos Revelado em salmo de Davi (Sl 16.10). Cumprimento em Mt 28.9; Lc 24.36-48. 2. Ressuscitaria ao terceiro dia Revelado pelo próprio Jesus Cristo (Mt 16.21). Cumprimento em Mt 28.1. 3. Ascender ia aos lugares ce les- t i a i s Revelado em salmo de Davi (Sl 68.18). Cum- primento em Lc 24.50,51; At 1.9. Devemos entender que, como igreja de Jesus, somos privilegiados, pois cremos em promessas que sobejamente já demonstraram que são fiéis. Isso era o que Jesus queria dizer ao afirmar: “Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque vêem; e os vossos ouvidos, porque ouvem. Pois em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram; e ouvir o ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão } 17 que ouvis e não ouviram” (Mt 13.16-17). Como diz o hino 126 da Harpa Cristã, “bem-aventurado o que confia/ no Senhor como fez Abraão./ Ele creu ainda que não via, /e, assim, a fé não foi em vão./ É feliz quem segue fielmente, /nos caminhos santos do Senhor: /na tribulação é paciente, /espe- rando no seu Salvador”. Porém, se a nossa fé pode ser apoiada em muito mais evidências do que tinha o povo que morreu antes do advento do Messias, também a exi- gência para quem não crer será maior: “Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido com pano de saco e cinza. E, contudo, vos digo: no Dia do Juízo, haverá menos rigor para Tiro e Sidom do que para vós outras” (Mt 11.21-22). Leia também Lc 12.48. São milhares as testemunhas do cumprimento das predições bíblicas. “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenaz- mente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vos- sa alma. Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue” (Hb 12.1-4). } _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ Anotações 18 I. Fatos que Ocorreri-I. Fatos que Ocorreri-I. Fatos que Ocorreri-I. Fatos que Ocorreri-I. Fatos que Ocorreri- am Imediatamente com o Pam Imediatamente com o Pam Imediatamente com o Pam Imediatamente com o Pam Imediatamente com o Povoovoovoovoovo de Israel após a Morte e Res-de Israel após a Morte e Res-de Israel após a Morte e Res-de Israel após a Morte e Res-de Israel após a Morte e Res- surreição de Jesussurreição de Jesussurreição de Jesussurreição de Jesussurreição de Jesus Estudaremos, neste tópico, a profe-Estudaremos, neste tópico, a profe-Estudaremos, neste tópico, a profe-Estudaremos, neste tópico, a profe-Estudaremos, neste tópico, a profe- cia conhecida como “cia conhecida como “cia conhecida como “cia conhecida como “cia conhecida como “As setenta semanas deAs setenta semanas deAs setenta semanas deAs setenta semanas deAs setenta semanas de Daniel”:Daniel”:Daniel”:Daniel”:Daniel”: Quando Daniel orou pelo seu povo, Deus enviou Gabriel para trazer a Daniel uma das mais impressionantes predições sobre a história do povo de Israel a partir de então. Deus divide a história do povo de Israel, desde aquele momento até a sua restauração (leia Dn 9.24), em quatro etapas: 1ª) Sete semanas de anos: foram os primei- ros quarenta e nove anos, a partir do dia 5 de março do ano 444 aC, em que Jerusalém foi reconstruída. O marco inicial é a data em que foi concedida a ordem para a reconstrução da cidade (Dn 9.25). As Predições Históricas entreAs Predições Históricas entreAs Predições Históricas entreAs Predições Históricas entreAs Predições Históricas entre a Ressura Ressura Ressura Ressura Ressurreição de Jesus Cristoreição de Jesus Cristoreição de Jesus Cristoreição de Jesus Cristoreição de Jesus Cristo e os Últimos Diase os Últimos Diase os Últimos Diase os Últimos Diase os Últimos Dias “Disse-me o SENHOR: Viste bem, porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir.” (Jr 1.12) Veremos, nesta lição, as predições bíblicas sobre o período que mediou entre a morte e ressurreição de Jesus e os últimos tem- pos. Embora se refiram a fatos passados, o cumprimento dessas profecias nos situa no tempo e nos motiva a aguardar com mais es- perança a vinda do Senhor. IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução 2ª) Sessenta e duas semanas de anos: fo- ram os 434 anos que mediaram desde o final da primeira etapa até que o Ungido se manifestasse, antes de Sua morte (leia Dn 9.25,26). Jesus foi proclamado Messias pelo povo no chamado domin- go de ramos, quando entrou em Jerusalém montado em um burrinho, na semana de Sua morte, em mar- ço do ano 33 dC. As duas primeiras etapas somam 483 anos. Porém, se fizermos as contas, veremos que 444 anos (do ano 444aC até o nascimento de Cristo) mais 33 anos (do nascimento de Cristo até Sua morte) resultam em 477 anos. Os seis anos que faltam se completam quando acrescentamos cinco dias para cada ano, pois no calendário gregoriano, que utili- zamos hoje, o ano tem 365 dias, enquanto que o ano bíblico – segundo o calendário judaico - tem 360 dias. Vemos isso, por exemplo, em Apocalipse, em que cada uma das duas metades da grande tribu- lação tem 1260 dias (Ap 11.3; 12.6).Ora, 3,5 anos x 360 dias = 1260 dias. Assim, a grande tribulação durará sete anos judaicos, de 360 dias, o que perfaz seis anos, dez meses e vinte e cinco dias, no nosso calendário. 3ª) A terceira etapa é o período compreen- dido entre a morte de Jesus e a Grande Tribulação. Gabriel informa a Daniel que, nesse período, a con- tagem do tempo de Deus para Israel pára. Começa, aí, o tempo da igreja, o tempo da misericórdia de liçãoliçãoliçãoliçãolição 05 19 Deus para com os gentios. Isso não significa dizer que, hoje, os judeus não possam ser salvos. É claro que podem, desde que aceitem a Jesus como Salva- dor, e façam parte da Sua igreja. Alguns fatos são previstos: a) “E o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário” (Dn 9.26). A mesma profecia foi ratificada por Jesus Cristo (leia Mt 24.1,2; Mc 13.1,2; Lc 21.5,6). No ano 67 dC, diante da revolta dos judeus contra o domínio Romano, o Imperador Nero orde- nou que o General Vespasiano controlasse a rebe- lião na Galiléia e na Judéia. Depois de esmagar os judeus na Galiléia, Vespasiano se dirige à Judéia. Devasta aquela província, mas, antes de atacar Jeru- salém, Nero morreu e Vespasiano foi aclamado Im- perador por seus soldados. O General Tito, filho de Vespasiano, continua a campanha militar começada por seu pai e, a duras penas, conquista Jerusalém. A carnificina foi grande. Segundo conta Flavio Josefo, foram feitos prisioneiros noventa e sete mil homens, e o cerco de Jerusalém custou a vida a um milhão e cem mil homens, “dos quais a maior parte, embora judeus de nação, não eram nascidos na Judéia, mas lá se encontravam de todas as províncias para festejar a Páscoa e haviam ficado presos na cidade por causa da guerra”. Toda a região foi devastada, pois, para o uso do exército romano, foram cortadas todas as árvo- res num raio de 20km ao redor de Jerusalém. Tito mandou destruir a cidade desde os alicerces, dei- xando em pé apenas um trecho do muro da esplanada do templo e as torres do Hípicus, de Fazael e de Mariana. O mesmo historiador conclui a narrativa da destruição dizendo “assim terminou Jerusalém, no dia oito de setembro, no segundo ano do reinado de Vespasiano”, ano 70 de nosso calendário. Jesus deu detalhes de como seria a tomada de Jerusalém em Lc 21.20-24. Após ler a passa- gem bíblica, compare-a com a descrição dada por Josefo a respeito do dia em que o templo foi incen- diado: “quando o fogo devorava o templo, os solda- dos furiosos saqueavam e matavam a todos os que encontravam. Não perdoavam nem à idade e nem à condição. Os velhos e as crianças, os sacerdotes e os leigos, eram todos passados a fio de espada; to- dos eram envolvidos nessa matança geral, e os que recorriam aos rogos não eram tratados com mais clemência do que os que tinham a coragem de se defender até o fim; o gemido dos moribundos mis- turava-se com o barulho do crepitar das chamas...”. b) Jesus previu que, após a destruição de Jerusalém, os judeus seriam levados cativos para todas as nações (Lc 21.24). Como já se viu, somen- te no cerco de Jerusalém, sem contar com todo o restante da campanha do exército romano na Judéia, foram feitos prisioneiros noventa e sete mil homens. Afora isso, centenas de milhares de judeus se espa- lharam pelo mundo, ante o domínio romano na terra de Israel. II. Fatos que Ocorre-II. Fatos que Ocorre-II. Fatos que Ocorre-II. Fatos que Ocorre-II. Fatos que Ocorre- riam na Geopolítica Mundialriam na Geopolítica Mundialriam na Geopolítica Mundialriam na Geopolítica Mundialriam na Geopolítica Mundial Depois de falar sobre o que aconteceria com o povo de Israel, no período em que Deus abriria a oportunidade para os gentios, na dispensação da igreja, no aguardo da septuagésima semana, a pro- fecia dada a Daniel fala sobre a geopolítica mundial e sobre o fim do domínio de Roma. 1. “E o seu fim será num dilúvio” (Dn 9.26). O Império Romano do Ocidente, com sua capital em Roma, não foi invadido por outro Impé- rio, nem se esfacelou entre seus generais. Foi sim- plesmente envolvido pelas chamadas tribos bárba- ras, como num dilúvio, a ponto de, na metade do século V, na prática, todo o território do Império já ser governado pelas tribos, não passando o Impera- dor de um fantoche. O golpe de misericórdia foi dado por Odoacro, líder de uma das tribos germânicas, que conquistou Roma e depôs o Imperador Rômulo Augusto, no dia 4 de setembro de 476. 2. “E até ao fim haverá guerra; deso- lações são determinadas” (Dn 9.26) O anjo Gabriel comunicou a Daniel que a geopolítica mundial, em todo o período da era da igreja, seria marcada por guerras e desolações. Jesus, de igual forma, alertou: “E, certamen- te, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim 20 acontecer, mas ainda não é o fim” (Mt 24.6 – no mesmo teor, Mc 13.7). III. Fatos que Imedia-III. Fatos que Imedia-III. Fatos que Imedia-III. Fatos que Imedia-III. Fatos que Imedia- tamente Ocorreriam à Igrejatamente Ocorreriam à Igrejatamente Ocorreriam à Igrejatamente Ocorreriam à Igrejatamente Ocorreriam à Igreja após a Morte e Ressurreiçãoapós a Morte e Ressurreiçãoapós a Morte e Ressurreiçãoapós a Morte e Ressurreiçãoapós a Morte e Ressurreição de Jesus Cristode Jesus Cristode Jesus Cristode Jesus Cristode Jesus Cristo 1. Perseguições1. Perseguições1. Perseguições1. Perseguições1. Perseguições Jesus previu o que aconteceria também com a Sua igreja. Ao falar sobre os acontecimentos que so- breviriam aos judeus e à geopolítica mundial, Jesus advertiu: “Antes, porém, de todas estas cousas, lan- çarão mão de vós e vos perseguirão, entregando- vos às sinagogas e aos cárceres, levando-vos à pre- sença de reis e governadores, por causa do meu nome” (Lc 21.12). Cristo teve o cuidado de fixar esse sinal, na cronologia daquilo que iria acontecer, como “antes de todas estas coisas”, ou seja, antes da destruição de Jerusalém, antes de guerras ou de qualquer ou- tro evento previsto. Com efeito, foi exatamente isso o que acon- teceu. Vejamos: a) A primeira perseguição, relatada em At 4.1-3 (leia), atingiu somente os apóstolos. b) A segunda perseguição, igualmen- te, limitou-se aos apóstolos (At 5.17,18). c) Na terceira perseguição, Estevão foi morto (At 6.9-12). d) A quarta perseguição, que, na verdade, foi uma continuação do levante que levara Estevão à morte, atingiu em cheio toda a igreja (At 8.1,3 e 11.19). e) A quinta perseguição, tendo já os crentes saído de Jerusalém, voltou-se contra os pas- tores da igreja (At 12. 1-4). 2. Um sofrimento com permissão divina por amor Jesus revela o propósito amoroso de Deus ao permitir a perseguição. Além da permissão de Deus à perseguição ter um propósito missionário (leia At 8.1,4 e Lc 21.13), Jesus revela na profecia um outro propósito amoroso de Deus, quem sabe imperceptível para os crentes no mo- mento. Vejamos: a) Um sofrimento Primeiro, Jesus afirma que “sereis entre- gues até por vossos pais, irmãos, parentes e ami- gos; e matarão alguns dentre vós. De todos sereis odiados por causa do meu nome” (Lc 21.16-17). b) Um livramento Logo em seguida, Cristo afirma: “Contudo, não se perderá um só fio de cabelo da vossa cabeça. É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma.” (Lc 21.18-19). c) Uma aparente contradição Parece haver uma contradição na profe- cia, pois se diz que matarão alguns de vós, como diz que “não se perderá um fio de cabelo da vos- sa cabeça”? d) Uma predição e orientação per- fe i tas d.1) O porquê da perseguição A resposta para a aparente contradição está nos versos seguintes: “Quando, porém, virdes Jeru- salém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a sua devastação. Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes; os que se encontrarem den- tro da cidade, retirem-se; e os que estiverem nos campos, não entrem nela. Porque estes dias são de vingança, para se cumprir tudo o que está escrito. Ai das que estiverem grávidas e das que amamenta- rem naqueles dias! Porque haverá grande aflição na terra e ira contra estepovo” (Lc 21.20-23). Deus permitiu a perseguição para que não se perdesse um fio de cabelo da cabeça dos crentes na destrui- ção de Jerusalém. O juízo levado a efeito pelo exér- cito romano era para os que haviam rejeitado a sal- vação, e não para a igreja. A perseguição “expeliu” a igreja de Jerusalém para que, ao juízo de Deus se abater sobre a cidade, não se perdesse nenhum fio de cabelo dos fiéis. d.2) Tragédia para os perseguidores Além dos horrores já relatados em item anterior, Josefo relata atrocidades terríveis, como 21 }} _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Anotações de uma mulher comendo o próprio filho. Mi- lhares de judeus, que fugiam da cidade e se rendiam aos romanos, eram secretamente estripados por soldados gananciosos, desde que eles viram um desses fugitivos procuran- do em suas fezes jóias de ouro que havia en- golido para não perdê-las ao fugir do cerco. Como já se disse, durante os meses que durou o cerco, foram mortos pelos romanos mais de um milhão de pessoas. d.3) Livramento para os outrora per- seguidos Porém, a igreja estava a salvo, pois havia sido perseguida e expulsa pelos mesmos que agora eram mortos sem misericórdia pelas tropas invasoras. Para algum crente que tivesse resistido à perseguição, ficara a recomendação de Jesus: “En- tão, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes; os que se encontrarem dentro da cida- de, retirem-se; e os que estiverem nos campos, não entrem nela”. ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão Assim como Jesus advertiu a igreja primitiva para que não se ape- gasse a Jerusalém, pois estava reservada para o fogo, assim também o Espírito Santo nos adverte a não amarmos o mundo e nem as coisas que há no mundo (1 Jo 2.15), pois “os céus que agora existem e a terra, pela mesma palavra, têm sido entesourados para fogo, estando reservados para o Dia do Juízo e destruição dos homens ímpios” (2 Pe 3.7). Se atentarmos para tão grande salvação, não se perderá um fio de cabelo de nossa cabeça, mas, se olharmos para esse mundo e a ele nos apegarmos, sofreremos os horrores que advirão sobre os incrédulos. Fujamos para o monte da oração, saiamos a ceifar na seara do Mestre, pois a vinda do Senhor está próxima. 22 IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução I. Uma ConsideraçãoI. Uma ConsideraçãoI. Uma ConsideraçãoI. Uma ConsideraçãoI. Uma Consideração Histórica ao Sermão PrHistórica ao Sermão PrHistórica ao Sermão PrHistórica ao Sermão PrHistórica ao Sermão Proféticooféticooféticooféticoofético de Jesusde Jesusde Jesusde Jesusde Jesus 1. Uma grande resposta a três ques-1. Uma grande resposta a três ques-1. Uma grande resposta a três ques-1. Uma grande resposta a três ques-1. Uma grande resposta a três ques- tõestõestõestõestões O chamado sermão profético de Jesus, tam- bém conhecido como Sermão do Monte das Olivei- ras - registrado em Mateus 24 e 25, Marcos 13 e Lucas 21, em correlação com Lucas 17.22-37 – precisa ser analisado com muito cuidado, pois é em uma conversa informal que Jesus discorre sobre acon- tecimentos que ocorreriam em um largo espaço de tempo. Este sermão foi a resposta a uma questão que “Pedro, Tiago, João e André lhe perguntaram em particular” (Mc 13.3), logo após Jesus ter afir- mado que o maravilhoso templo de Jerusalém seria destruído. Segundo Mateus, a questão foi a seguinte: “Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século” (Mt 24.3). Então, a questão envolvia três perguntas: 1ª) Quando o templo seria destruído? 2ª) Que sinal haveria da vinda de Jesus? 3ª) Que sinal haveria da consumação da era atual, com a conclusão da 70ª sema- na de Daniel, a restauração de Israel e o começo da era milenial? Sinais dosSinais dosSinais dosSinais dosSinais dos TTTTTempos do Fimempos do Fimempos do Fimempos do Fimempos do Fim “Ele, porém, lhes respondeu: Chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está avermelhado; e, pela manhã: Hoje, haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Sabeis, na verdade, discernir o aspecto do céu e não podeis discernir os sinais dos tempos?” (Mt 16.2-3) A Bíblia usa a expressão “últimos dias” para se referir à dispensação da igre- ja, também chamada tempo dos gentios (At 2.16-17). Esse é o período em que se in- terrompe a contagem do tempo dos judeus e abre-se uma janela para a salvação dos não-judeus, os gentios. Como já se disse, o tempo dos gentios não significa que um ju- deu não possa ser salvo, mas, sim, que abre- se a oportunidade para os gentios e, se um judeu quiser a comunhão com Deus, pode- rá obtê-la mediante Jesus Cristo. Porém, a Bíblia usa a expressão “úl- timos tempos”, ou “tempos do fim”, para se referir à época que antecede imediata- mente o “fim”. O “fim” a que Jesus se refere não é o “fim do mundo”, mas o término do tempo da igreja e a restauração plena do povo de Israel. Estudaremos, nesta lição, os sinais que demonstram a chegada dos “últimos tempos”, em que o “fim” é iminente. liçãoliçãoliçãoliçãolição 06 23 Eles não perguntaram pouca coisa. Na ver- dade, em uma frase, eles pediam para Jesus resumir as predições de pelo menos quase dois mil anos. Segundo Mateus e Marcos, eles estavam no Monte das Oliveiras, de onde se tem uma espetacular vista da majestosa Jerusalém, defronte do templo. Foi nesse cenário que Jesus proferiu sua última predi- ção escatológica. 2. Uma conversa informal Para que se tenha uma correta compreen- são desse sermão, devemos entender que a expla- nação foi particular. Ora, numa conversa informal não há a preocupação com início-meio-fim, mas a conversa alterna entre assuntos e tempos diferen- tes. Quando Jesus discursava, era mais fácil escre- ver o que o Mestre falava, pois uma das maneiras que os mestres de Israel usavam para se fazer ouvir pelas multidões era o método da repetição: o mes- tre falava, outra pessoa a uma distância considerável o ouvia e repetia o que ele falava e assim sucessiva- mente, até que toda a multidão ouvisse, como num “telefone sem fio”. Isso possibilitava que as mensa- gens fossem quase um ditado. Porém, aqui era uma conversa que eles estavam tendo. Não se sabe se todos os discípulos ouviram a conversa, ou se so- mente os quatro que perguntaram. Porém, é prová- vel que Mateus e Marcos a tenham escutado, pois ambos estavam com Jesus naqueles dias que ante- cederam a crucificação. Mateus e Marcos se fixam quase que exclusivamente nas explicações sobre a vinda de Jesus e a consumação da era da igreja. Lucas, porém, se detém também na profecia sobre a destruição do templo. 3. Colocando os sinais em ordem É de se notar também que Jesus afirma que determinados fatos seriam sinal tanto de um evento como de outro. Embora possa parecer que é confusão entre os evangelistas,podendo al- guém pensar que eles tenham se confundido ao atribuir o sinal de um evento como sendo de ou- tro, vemos que tanto Mateus quanto Marcos de- clinam expressamente essa ocorrência de um mesmo fato como sinal de dois eventos distintos (Mt 24.5,23; Mc 13.5-6,21-22). Assim, temos que juntar o quebra-cabeça da conversa, o que para nós é bem mais fácil porque já sabemos, por meio da história - especialmente pelos escritos dos historiadores Tácito e Flavio Josefo – a parte da profecia que já se cumpriu lite- ralmente. Para facilitar o estudo, dividimos o ensino de Jesus em dez blocos, não incluindo, contudo, o capítulo 25 de Mateus: Bloco 1 Mt 24.1-2 Mc 13.1-2 Lc 21.5-6 Bloco 2 Mt 24.3 Mc 13.3-4 Lc 21.7 Bloco 3 Lc 21.12-24 Bloco 4 Mt 24.4-6 Mc 13.5-7 Lc 21.8-9 Bloco 5 Mt 24.7-14 Mc 13.8-13 Lc 21.10-11 Bloco 6 Mt 24.32-36 Mc 13.28-37 Lc 21.28-33 Bloco 7 Mt 24.37-44 Lc 17.26-30; 32- 36; 21.34-38 Bloco 8 Mt 24.45-51 Bloco 10 Mt 24.29-31 Mc 13.24-27 Lc 17.24; 21 .25-27 Bloco 9 Mt 24.15-28 Mc 13.14-23 Lc17.22-23,31 II. PII. PII. PII. PII. Período que Ante-eríodo que Ante-eríodo que Ante-eríodo que Ante-eríodo que Ante- cede o Tcede o Tcede o Tcede o Tcede o Tempo do Fimempo do Fimempo do Fimempo do Fimempo do Fim 1. As predições de Jesus e do Livro1. As predições de Jesus e do Livro1. As predições de Jesus e do Livro1. As predições de Jesus e do Livro1. As predições de Jesus e do Livro de Danielde Danielde Danielde Danielde Daniel Ao falar sobre o período que antecede o “tempo do fim”, Jesus, primeiramente, alerta: “vede que não sejais enganados; porque muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu! E também: Chegou a hora! Não os sigais” (Lc 21.8). Depois, Jesus assim advertiu: “Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não vos assusteis; pois é necessário que primeiro aconte- çam estas coisas, mas o fim não será logo” (Lc 21.9), corroborando a predição do livro de Daniel, que 24 aponta as guerras como a marca do período entre a morte de Jesus e o início da septuagésima semana: o anjo Gabriel usou a expressão “e até ao fim haverá guerra” (Dn 9.26). Assim, na ordem, temos “falsos anúncios sobre a vinda de Cristo”, “guerras” e “revoluções”. Esses três sinais antecederiam o começo do tempo do fim. 1.1. Falsas Vindas de Cristo A manifestação das falsas vindas de Cristo mais impactantes ocorreram no século XIX e come- ço do século XX: a) Em 1827, Joseph Smith afirmou que re- cebeu algumas placas de ouro em que havia a infor- mação de que Cristo visitara tribos da América do Norte no período que mediou entre sua morte e ressurreição. A partir da revelação que disse ter encontrado nas placas, criou a doutrina do mormonismo; b) Em 1818, o pastor batista Guilherme Miller, com base em Dn 8.14, previu que Cristo voltaria no dia 21 de março de 1843. Como Jesus não voltou naquele dia, corrigiu o cálculo para a mesma data do ano seguinte. Com a falha no cálcu- lo, corrigiu-o novamente para 22 de outubro de 1844. Novamente Jesus não regressou. Miller re- conheceu que errou, mas seus seguidores prosse- guiram, dando continuidade ao movimento hoje co- nhecido como adventismo do sétimo dia; c) Em 1876 , Charles Taze Russell, funda- dor das “Testemunhas de Jeová”, escreveu no peri- ódico de George Storrs que os tempos dos gentios terminariam em 1914 (Examinador da Bíblia, Outu- bro de 1876, Nova Iorque, pág. 27-8). Em 1877 , publicou o livro Três Mundos e a Colheita deste Mundo. Apresentava o conceito da presença invisí- vel de Cristo entre setembro e dezembro de 1874. Haveria um período de 40 anos até ao fim dos Tem- pos dos Gentios, que se daria em 1914, quando terminaria a Guerra do Armagedom, com a derroca- da completa dos governos do mundo e o pleno esta- belecimento do reino de Cristo (Estudo nas Escritu- ras, vol. II, págs. 101/170). Depois da morte de Russel, Rutherford, seu sucessor, escreveu que “Seja como for, há evidência de que o estabelecimento do Reino na Palestina será provavelmente em 1925, dez anos mais tarde do que nós uma vez tínhamos calculado [isto é, 1915].” (O Mistério Consumado, Vol. 7 de Estudos das Escrituras , 1917, pág. 128, ed. inglês) “Por conseguinte, nós podemos espe- rar confiantemente que 1925 marcará o retorno de Abraão, Isaque, Jacó e os profetas fiéis da an- tiguidade ... um cálculo simples dos jubileus traz- nos a este importante fato.” (Joseph Rutherford, Milhões que Agora Vivem Nunca Morrerão, 1920, págs. 88-90). 1.2. Guerras e revoluções Por outro lado, vemos que os períodos das grandes guerras e revoluções, que delimitaram as fronteiras atuais e determinaram os rumos do mun- do, se deram entre o final do século XVIII e meados do século XX: 1776 - Revolução Americana, origem da nação mais poderosa da terra; 1789 – Revolução Francesa, marco que deu início à Idade Contemporânea; 1917 – Revolução Russa, que implantou o comunismo, levando à fundação da União Soviética, e outras. As duas maiores guerras da história tam- bém ocorreram nesse período: 1914 a 1918 – I Guerra Mundial, com apro- ximadamente 10 milhões de mortos e 30 milhões de feridos; 1939 a 1945 – II Guerra Mundial, a mais abrangente guerra da história e que deixou um sal- do de 60 milhões de mortos. III. O Início do TIII. O Início do TIII. O Início do TIII. O Início do TIII. O Início do Tempoempoempoempoempo do Fimdo Fimdo Fimdo Fimdo Fim 1. O “florescimento” de Israel1. O “florescimento” de Israel1. O “florescimento” de Israel1. O “florescimento” de Israel1. O “florescimento” de Israel Jesus delimita o começo do “tempo do fim” no Evangelho de Lucas 21.29-31: “Ainda lhes pro- pôs uma parábola, dizendo: Vede a figueira e todas as árvores. Quando começam a brotar, vendo-o, sabeis, por vós mesmos, que o verão está próximo. Assim também, quando virdes acontecerem estas coisas, sabei que está próximo o reino de Deus” (grifamos). Israel é considerada, simbolicamente, como a oliveira e como a figueira de Deus. João Batista já advertia os judeus de que deveriam dar frutos dig- 25 }} ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão Após fixar o despertar de Israel como sinal do início dos tempos do fim, Jesus asseverou que “não passará esta geração sem que tudo isso acon- teça” (Mt 24.34; Mc 13.30; Lc 21.32). Uns entendem que essa geração significa o tempo que durar a última pessoa que estava viva em 1948. Po- rém, não podemos dizer qual o tempo que significa essa geração, pois Jesus expressamente desautoriza a fixar datas (Mt 24.36). Contudo, sabemos que, desde 1948, estamos nos tempos do fim. Maranata, ora vem Senhor Jesus. nos de arrependimento, pois, do contrário, seriam cortados (leia Mt 3.8-10; Lc 3.7-9). Por não dar o fruto nos três anos do ministério de Jesus, seus galhos foram cortados: “Então, Jesus proferiu a se- guinte parábola: Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha e, vindo procurar fruto nela, não achou. Pelo que disse ao viticultor: Há três anos venho procurar fruto nesta figueira e não acho; po- des cortá-la; para que está ela ainda ocupando inu- tilmente a terra? Ele, porém, respondeu: Senhor, deixa-a ainda este ano, até que eu escave ao redor dela e lhe ponha estrume. Se vier a dar fruto, bem está; se não, mandarás cortá-la.” (Lc 13.6-9). Conforme João 1.11-12 (leia), ao ser rejei- tado pelo judeus, Jesus abriu a porta de salvação a todos quantos o recebessem. Nós, os gentios, fomos enxertados da raiz onde antes estava o povo de Israel (leia com atenção Rm 11.17-24). Assim, Jesus aponta como sinal de que o fim estaria próximo o florescimento da figueira, após um longo inverno. É a primavera que chega. E temos presenciado o florescimento de Israel, desde o início do movimento sionista, que impulsionou o retorno de milhares de judeus para Israel a partir do final do século XIX, até a procla- mação que se deu no dia 14 de maio de 1948, quando foi estabelecida (entrou em vigência) a resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) que marcou o renascimento de Israel como um Estado. 2. O movimento pentecostal: a voz do Espírito Santo