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Posição da doutrina: crime formal – ou de consumação antecipada –, o tráfico de pessoas se consuma com a 
simples prática de um dos verbos presentes no caput, desde que com o emprego de grave ameaça, violência, 
coação, fraude ou abuso, bem como uma das finalidades previstas em algum dos respectivos incisos, não se 
exigindo o alcance do resultado naturalístico previsto no tipo, que, caso seja alcançado, consubstanciará em 
mero exaurimento do crime, a ser analisado quando da fixação da pena base." CUNHA, Rogério Sanches; 
PINTO, Ronaldo Batista. Tráfico de Pessoas – Lei 13.344/2016 comentada por artigos. Salvador: Editora 
Juspodivm. 2017, p. 11. 
 
Dos Crimes Contra o Patrimônio 
 
Do Furto 
 
(Ano: 2019 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Campinas - SP Prova: VUNESP - 2019 - Prefeitura de Campinas 
- SP - Guarda Municipal) O crime de subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel, mediante concurso 
de duas ou mais pessoas, é tipificado pelo Código Penal como 
a) roubo qualificado. 
b) furto qualificado. 
c) estelionato. 
d) furto simples. 
e) roubo simples. 
GABARITO: B 
O enunciado da questão trata do tipo penal de Furto QUALIFICADO, conforme o artigo 155, § 4º do CP - A 
pena é de reclusão de dois a oito anos, e multa, se o crime é cometido: 
IV - mediante concurso de duas ou mais pessoas. 
(2019 Banca: MPE-SC Órgão: MPE-SC Prova: MPE-SC - 2019 - MPE-SC - Promotor de Justiça - Matutina) 
Conforme jurisprudência dominante no STJ, nos crimes de furto e roubo (arts. 155 e 157 do CP) a consumação 
do fato típico somente ocorre com a posse mansa e pacífica, o que não se verifica no caso de perseguição 
imediata do agente e recuperação da coisa subtraída. 
GABARITO: ERRADA 
Contraria o teor da súmula 582 do STJ: 
“Consuma-se o crime de roubo com a inversão da posse do bem mediante emprego de violência ou grave 
ameaça, ainda que por breve tempo e em seguida à perseguição imediata ao agente e recuperação da coisa 
roubada, sendo prescindível a posse mansa e pacífica ou desvigiada”. 
 JURISPRUDÊNCIA do STJ informativo 572: 
Consuma-se o crime de furto com a posse de fato da res furtiva, ainda que por breve espaço de tempo e 
seguida de perseguição ao agente, sendo prescindível a posse mansa e pacífica ou desvigiada. STJ. 3ª Seção. 
REsp 1.524.450-RJ, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 14/10/2015 (recurso repetitivo) (Informativo 572). 
 
#PRESTAATENÇÃO  Teoria adotada no BRASIL: Amotio ou apprehensio - Consuma-se o crime de roubo com 
a inversão da posse do bem mediante emprego de violência ou grave ameaça, ainda que por breve tempo e 
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em seguida à perseguição imediata ao agente e recuperação da coisa roubada, sendo prescindível a posse 
mansa e pacífica ou desvigiada. 
(2019 Banca: CESPE Órgão: TJ-BA Prova: CESPE - 2019 - TJ-BA - Juiz de Direito Substituto – ADAPTADA) Com 
relação aos crimes contra o patrimônio, julgue os itens que se seguem, com base no entendimento 
jurisprudencial. 
A existência de sistema de vigilância por monitoramento, por impossibilitar a consumação do delito de furto, 
é suficiente para tornar impossível a configuração desse tipo de crime. 
GABARITO: ERRADA 
A jurisprudência do STJ conforme o teor da súmula 567 do STJ, o sistema de vigilância realizado por 
monitoramento eletrônico ou por existência de segurança no interior de estabelecimento comercial, por si só, 
não torna impossível a configuração do crime de furto. No entanto, nada impede que se reconheça a 
impossibilidade do crime caso se comprove que os agentes de vigilância acompanharam todo o iter criminis 
sem deixar qualquer possibilidade de consumação do delito. 
(2019 Banca: FCC Órgão: MPE-MT Prova: FCC - 2019 - MPE-MT - Promotor de Justiça Substituto – ADAPTADA) 
Segundo a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre os crimes contra o patrimônio, o sistema 
de vigilância realizado por monitoramento eletrônico ou por existência de segurança no interior de 
estabelecimento comercial torna impossível a configuração do crime de furto, em razão da absoluta ineficácia 
do meio. 
GABARITO: INCORRETA 
Nos termos da súmula 567do STJ: 
Sistema de vigilância realizado por monitoramento eletrônico ou por existência de segurança no interior de 
estabelecimento comercial, por si só, não torna impossível a configuração do crime de furto. 
(2018 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2018 - TJ-SP - Juiz Substituto – ADAPTADA) Quanto aos 
crimes contra o patrimônio, é correto afirmar que, conforme entendimento sedimentado do Superior Tribunal 
de Justiça, aplicam-se as qualificadoras objetivas e subjetivas do furto a causa de aumento de pena do repouso 
noturno e a forma privilegiada. 
GABARITO: INCORRETA 
Conforme dispõe a Súmula 511 do STJ, "É possível o reconhecimento do privilégio previsto no § 2º do art. 155 
do CP nos casos de crime de furto qualificado, se estiverem presentes a primariedade do agente, o pequeno 
valor da coisa e a qualificadora for de ordem objetiva", assim, somente as qualificadoras objetivas são 
aplicáveis. O 'abuso de confiança', de ordem subjetiva, inviabiliza a concessão do benefício. 
(2019 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: DPE-MG Prova: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - 
DPE-MG - Defensor Público - ADAPTADA) Sobre a parte especial do Código Penal, analise as afirmativas a 
seguir, conforme a jurisprudência predominante. 
Gustavo e Thiago subtraíram a quantia de R$ 300,00 da carteira de um amigo com quem dividiam uma mesa 
no restaurante em que almoçavam. No caso de uma condenação pelo delito de furto, se presentes todos os 
requisitos legais, o juízo deverá reconhecer o furto de pequeno valor (art. 155, §2º do CP), mesmo nesse caso 
incidindo a qualificadora do concurso de agentes e do abuso de confiança. 
GABARITO: INCORRETA 
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O enunciado da questão trata de qualificadora de abuso de confiança que é de ordem subjetiva. A 
jurisprudência entende que é possível o reconhecimento do privilégio previsto no §2º do art. 155 do CP nos 
casos de crime de furto qualificado, se estiverem presentes a primariedade do agente, o pequeno valor da 
coisa e a qualificadora for de ordem OBJETIVA, conforme o teor da súmula 511 do STJ. 
(2019 Banca: CESPE Órgão: TJ-PA Prova: CESPE - 2019 - TJ-PA - Juiz de Direito Substituto.) Antônio estava em 
uma festa, acompanhado de amigos e de Maria, sua esposa. Depois de consumir uma grande quantidade de 
bebida alcóolica, ele decidiu furtar o celular que estava sobre a mesa. Antônio, que acreditava que o objeto 
era de propriedade de algum desconhecido — na verdade, o aparelho era de Maria —, sorrateiramente o 
colocou no bolso. Passados alguns minutos, tendo percebido que o aparelho estava quebrado, arrependido, 
ele decidiu deixar o aparelho dentro do banheiro, com a esperança de que o proprietário do celular o 
recuperasse. Após isso, retornou para sua casa. 
Considerando que a conduta de Antônio tenha sido descoberta e denunciada à polícia, assinale a opção 
correta. 
a) Antônio responderá pelo crime de furto, mas sua pena será reduzida em razão da absoluta 
impropriedade do objeto. 
b) A pena de Antônio será reduzida por ter ele se arrependido da subtração e deixado o aparelho no 
banheiro, com intuito de que o proprietário do bem o recuperasse. 
c) A pena será agravada em razão de a vítima ser esposa do agente. 
d) A pena será atenuada, por ter Antônio procurado por sua espontânea vontade e com eficiência, logo 
após o crime, evitar as consequências de sua conduta. 
e) Antônio responderá por crime de furto consumado. 
GABARITO: E 
 JURISPRUDÊNCIA do STJ informativo 572: 
Consuma-se o crime de furto com a posse de fato da res furtiva, ainda que por breve espaço de 
tempo e seguida de perseguição ao agente, sendo prescindível a posse mansa e pacífica ou desvigiada. STJ. 3ª 
S. REsp 1.524.450-RJ, Rel. Min. Nefi Cordeiro, j. 14/10/15.Art. 181 – É isento de pena quem comete qualquer dos crimes previstos neste título, em prejuízo: 
I – do cônjuge, na constância da sociedade conjugal; 
(2019 Banca: CESPE Órgão: DPE-DF Prova: CESPE - 2019 - DPE-DF - Defensor Público) Com relação aos delitos 
tipificados na parte especial do Código Penal, julgue o item subsecutivo. 
Situação hipotética: Pedro, réu primário, valendo-se da confiança que lhe depositava o seu empregador, 
subtraiu para si mercadoria de pequeno valor do estabelecimento comercial em que trabalhava. Assertiva: 
Nessa situação, apesar de configurar a prática de furto qualificado pelo abuso de confiança, o juiz poderá 
reconhecer o privilégio. 
GABARITO: ERRADA 
O STJ entende ser compatível com o privilégio do furto qualquer qualificadora de ordem objetiva. Deste modo, 
a única qualificadora que não é compatível é a de abuso de confiança. 
Furto qualificado 
 § 4º - A pena é de reclusão de dois a oito anos, e multa, se o crime é cometido: 
 I - com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa;

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