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Introdução à citologia: a célula......................................................................................... 03
Microscopia...................................................................................................................... 06
Microscópio óptico ou de luz............................................................................................ 06
Microscópio eletrônico..................................................................................................... 08
Células eucarióticas x células procarióticas.................................................................... 10
Células animal e vegetal................................................................................................. 14
Membrana plasmática: características e função............................................................ 15
Solução: soluto e solvente.............................................................................................. 17
Transporte através da membrana: transporte passivo.................................................. 18
Difusão simples.............................................................................................................. 18
Difusão facilitada........................................................................................................... 20
Osmose......................................................................................................................... 21
Transporte ativo: a bomba de sódio e potássio............................................................... 23
Transporte por vesículas................................................................................................. 24
Envoltórios externos à membrana plasmática: glicocálice e parede celular.................. 26
Organelas e estruturas citoplasmáticas......................................................................... 28
O citoplasma.................................................................................................................. 29
Os ribossomos................................................................................................................ 29
Retículo endoplasmático rugoso (rer) ou ergastoplasma............................................... 33
Retículo endoplasmático liso (rel) ou não granuloso...................................................... 33
Complexo de golgi (ou aparelho de golgi)...................................................................... 34
Lisossomos..................................................................................................................... 35
Peroxissomos................................................................................................................. 36
Mitocôndrias................................................................................................................... 36
Núcleo............................................................................................................................ 37
Vacúolos......................................................................................................................... 37
Plastos.............................................................................................................................. 38
Digestão celular e apoptose............................................................................................ 38
SUMÁRIO
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APRESENTAÇÃO
Agora que você já estudou o 
módulo 2 e conhece a base 
molecular da vida, vamos nos 
dedicar a estudar a unidade 
fundamental dos seres vivos: a 
célula. E para iniciarmos a nossa 
viagem pelo mundo celular vou te 
contar algumas curiosidades. 
O corpo humano apresenta, 
em média, 60 trilhões de células. Se 
considerarmos que cada célula tem 
o comprimento médio de 30 µm e 
organizarmos todas em uma fila, 
seria possível percorrer a distância 
entre a Lua e a Terra (400 000 km) 
4,5 vezes. 
Você é uma pessoa alta ou 
baixa? A diferença entre você e o 
seu amigo mais alto não é o 
tamanho das células e sim a sua 
quantidade. Então, se você mede 
1,74 m terá menos células em seu 
corpo do que uma pessoa que 
mede 1,95 m. E a última 
curiosidade é sobre a capacidade 
de reposição celular do nosso 
corpo. A pele é o maior órgão do 
nosso corpo e apresentam 
inúmeras células epiteliais na sua
estrutura. A cada sete dias 
estas células são renovadas para 
manter o nosso corpo protegido.
INTRODUÇÃO À CITOLOGIA: 
CÉLULA
Há 500 anos atrás a existência 
das células era desconhecida. A 
primeira pessoa a observar os 
microrganismos foi o comerciante 
Anton van Leeuwenhoek, que 
usava lentes para observar tecidos. 
Leeuwenhoek desenvolveu lentes 
com uma boa capacidade de 
aumento. Na mesma época, por 
volta do ano 1665, o famoso Robert 
Hooke, utilizando um microscópio 
composto (com mais de uma lente e 
iluminado com uma vela), observou 
a cortiça de árvores. 
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Hooke descreveu pequenas 
cavidades no interior das cortiças, 
dando o nome de célula (diminutivo 
latino de Cella que significa “lugar 
fechado”). Mas o que Hooke 
observou, foi apenas a parede 
celular, pois a cortiça é um tecido 
vegetal morto,ou seja, onde as 
células não estão mais presentes.
A cortiça é encontrada na 
casca (súber) de sobreiros, árvores 
da espécie Quercus suber. Este 
material é leve e um ótimo isolante, 
isso se deve ao fato de ser 
composta por suberina (um tipo de 
lipídio) que se deposita na parede 
celular. As células desse tecido 
morrem pela presença da suberina, 
que em fases adiantadas do 
desenvolvimento celular passa a 
impedir a entrada de nutrientes. A 
cortiça pode ser extraída da árvore 
que tem entre 25-30 anos de idade 
e entre os meses de Junho e 
Agosto. Hoje este material, utilizado 
na produção de rolhas, está sendo 
substituído por materiais sintéticos. 
Color Plate 1. Tree characteristics: (a) Trunk 
with virgin bark, (b) detail of the bark after 
extraction, (c) acorns. Photos: (a) J. G. 
Pausas, (b) E. Chirino, (c) F. Selvi. James 
Aronson, João S. Pereira, and Juli G. 
Pausas (Ed.), Cork Oak Woodlands on the 
Edge Ecology, Adaptive Management, and 
Restoration, Society for Ecological 
Restoration International, 2009.
Em 1820 o botânico Brown, 
descobriu um “pequeno corpo” 
presente no interior de algumas 
células, que nomeou núcleo. E 
como isso iniciaram 
questionamentos sobre como estas 
estruturas biológicas surgem. Na 
busca por esta resposta, em 1838, 
outro botânico, o Schleiden conclui 
que a célula é a unidade básica dos 
seres vivos e um ano mais tarde o 
zoólogo alemão Schwann 
generalizou esse conceito também 
para os animais. Juntos eles 
desenvolveram a TEORIA 
CELULAR que afirma: 
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1. Todos os seres vivos são 
formados por células;
2. A célula é a menor unidade viva; 
3. Células sempre surgem de 
outras células; 
Mas e os vírus? Como 
classificá-los segundo a teoria 
celular? Sem dúvidas estas 
estruturas não apresentam 
organização celular. Porém, isso 
não é motivo suficiente para não 
considerar que ele é um ser vivo. 
Na comunidade científica há 
pesquisadores que defendem que 
vírus são seres vivos e outros que 
defendem que não são. 
Os pesquisadores que 
afirmam que os vírus não são 
seres vivos utilizam os seguintes 
argumentos: 
- São acelulares e portanto 
contrariam a Teoria Celular; 
- Não tem potencial bioquímico, ou 
seja, não realizam reações 
químicas por conta própria; 
- Só se reproduzem quando estão 
no interior de outra célula (parasitas 
intracelulares obrigatórios). 
Já os pesquisadores que 
afirmam que os vírus são seres 
vivos utilizam os seguintes 
argumentos: 
 
− Vírus realizam atividades 
complexas, como enganar nosso 
sistema imunológico e causar 
doenças; 
− Presença de material genético 
(RNA ou DNA) com capacidade de 
transmitirsuas características para 
os descendentes; 
− Capacidade de evolução: o 
material genético viral sofre 
alterações ao longo do tempo.
As 60 trilhões de células que 
formam o nosso corpo surgiram de 
apenas UMA célula: o zigoto, 
formado pela união entre o óvulo e 
o espermatozoide. O tamanho 
médio de uma célula animal fica em 
torno de 10μm e 30μm (5 a 10 
vezes menor do que o olho humano 
pode ver), e por isso para a 
citologia é fundamental o uso de 
microscópios.
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MICROSCOPIA
O poder de resolução do olho 
humano é de 0,1mm, o equivalente 
a 100μm (100 micrometros). Isso 
quer dizer que se desenharmos 
dois pontos com a distância de 
0,1mm entre cada um ainda será 
possível identificar cada um deles. 
Mas se a distância entre eles for 
menor que 0,1mm precisaremos de 
ajuda para enxergá-los 
separadamente. Isso quer dizer que 
qualquer objeto ou estrutura menor 
que 0,1mm só será visualizada por 
humanos se algum dispositivo com 
lentes de aumento for usado. E no 
caso da biologia esse dispositivo é 
o microscópio que pode ser óptico 
ou eletrônico. 
Veja na imagem abaixo que 
estruturas podemos ver utilizando 
os microscópios ou apenas os 
nossos olhos.
Microscópio óptico ou de luz
O microscópio de óptico 
utiliza luz para a formação das 
imagens, assim como nosso olho. A 
diferença entre ele e nossos olhos 
está no poder de resolução e na 
capacidade de aumento. O poder 
de resolução do olho humano é de 
100μm, enquanto que do 
microscópio óptico de luz é de 0,2 
μm (equivalente a 
0.002000000mm).
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Isso quer dizer que se 
desenharmos dois pontos com uma 
distância de 0,2 μm entre si a olho 
nu não será possível diferenciá-los, 
mas utilizando um microscópio isso 
será possível. 
Os microscópios ópticos são 
compostos por apresentarem lentes 
oculares e objetivas que 
proporcionam o aumento das 
imagens em até 1500x. As lentes 
oculares (aumento de 10x) são 
aquelas em que colocamos os 
nossos olhos para enxergar e as 
objetivas (aumento pode variar de 
4-100x) são as que ficam próximas 
do objeto observado. 
Bizu: O aumento do tamanho 
da imagem se dá pelo conjunto de 
lentes convergentes (estudadas em 
física).
Observe a imagem de um 
microscópio óptico.
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Para que as imagens sejam 
formas uma fonte de luz é 
necessária e deve passar pelo 
condensador. Ao chegar na platina 
os raios de luz incidirão em uma 
lâmina que contém o material a ser 
observado. Esse feixe de luz 
passará pela objetiva que está 
sendo utilizada, e pelo tubo 
alcançando as oculares. A luz 
chega ao olho do espectador que 
consegue ver a estrutura com 
aumento. O foco da imagem que 
está sendo vista pode ser ajustado 
utilizando o macrométrico (ajuste 
grosso) e o micrométrico (ajuste 
fino), eles irão mover a platina para 
baixo e para cima. 
 
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A visualização do material só é 
possível se este passar por um 
processo prévio de coloração. 
Resumidamente é necessário fixar 
o material biológico na lâmina, para 
isso costuma-se utilizar algum tipo 
de álcool. E então é a vez do 
corante, que é aplicado e 
permanece em contato por alguns 
minutos. Após o excesso de corante 
é removido e quando a lâmina está 
seca pode ser levada ao 
microscópio. 
O material a ser observado 
fica sobre a lâmina, que é colocada 
na platina, logo abaixo das lentes 
objetivas. Dependendo do material 
a ser observado é necessário que 
seja utilizado tipos específicos de 
corantes ou fixadores.
Existem alguns corantes que 
podem ser utilizados na 
microscopia ótica, a decisão de qual 
corante utilizar depende de a 
estrutura que se quer observar ter 
ou não afinidade por ele. Como 
exemplos podemos citar a 
hematoxilina e a eosina. 
Microscópio eletrônico
Este microscópio é 
consideravelmente mais caro e 
talvez você que está saindo do 
Ensino Médio nunca tenha visto um. 
Mas se for estudar na graduação, 
algum curso da área de biológicas, 
pode ter a sorte de chegar perto de 
um. Ao contrário do microscópio 
óptico, o eletrônico não depende da 
luz para formar imagens, e sim de 
um feixe de elétrons que chegará 
até o objeto. E no lugar de lentes 
estão presentes bobinas que 
funcionam como eletroímãs que 
desviam o feixe de elétrons para 
que ele alcance o objeto. 
Bizu: Este fenômeno é 
estudado em física, na parte de 
eletromagnetismo.
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O poder de resolução é muito 
maior que o do olho. A tecnologia 
utilizada pelo microscópio eletrônico 
permite a formação de imagens que 
são 1 milhão de vezes maiores do 
que o menor objeto que nossos 
olhos conseguem ver. A formação 
de imagens no ME depende 
também de um computador, que irá 
processar as informações recebidas 
e traduzi-las em uma imagem. 
Existem quatro tipos de 
microscópios eletrônicos: 
1.Microscópio Eletrônico de 
Transmissão (MET): produzem 
imagens quando o feixe de elétrons 
atravessa uma fina fatia da 
amostra. Este tipo produz as 
maiores ampliações entre todos os 
modelos de microscópios 
eletrônicos.
2.Microscópio Eletrônico de 
Varredura (MEV): produzem 
imagens tridimensionais. Depois 
que os elétrons passam pela 
amostra os dados eletrônicos são 
digitalizados com o objetivo de 
formar as imagens com 
profundidade. 
3.Microscópio Eletrônico de 
Reflexão (MER): mecanismo de 
funcionamento similar ao MEV, mas 
para formar imagens recolhem 
elétrons retroespalhados ou 
dispersos após atingirem a amostra. 
4.Microscópio Eletrônico de 
Transmissão e Varredura (METV): 
mescla os mecanismos de 
funcionamento do MET e MEV.
Microscopia Eletrônica de Transmissão. 
Imagens da questão 42 na prova de 
vestibular UFSC, 2015. Disponível em: 
 Acesso 
em: 10 ago. 2014.
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Microscopia Eletrônica de Varredura. Ovos 
de Lepidoptera. J Madruga, A Specht, LMG 
Salik, MM Casagrande. The External 
Morphology of Mythimna (Pseudaletia) 
sequax (Lepidoptera: Noctuidae), 
Neotropical Entomology, 2019.
CÉLULAS EUCARIÓTICAS X 
CÉLULAS PROCARIÓTICAS
 
Todos os seres vivos, com 
exceção dos vírus, são formados 
por células. As células podem ser 
classificadas em procarióticas ou 
eucarióticas. Os primeiros seres 
vivos que existiram no planeta Terra 
eram procariontes, portanto as 
primeiras células que surgiram 
eram procarióticas. Milhões de 
anos se passaram e surgiram as 
células eucarióticas, nas próximas 
páginas vamos compreender este 
processo e aprender a diferenciar 
os tipos de células. 
Quando falamos sobre células 
utilizamos os termos procarióticas e 
eucarióticas. Para caracterizar os
seres vivos utilizamos os 
termos procariontes e eucariontes. 
A terminação "ente" significa ser, 
por isso esses dois termos 
caracterizam os seres vivos em si e 
não apenas as estruturas celulares.
A estrutura de uma célula 
procariótica é muito mais simples 
do que a de uma célula eucariótica. 
Mas isto não quer dizer que o 
segundo tipo é mais evoluído que o 
primeiro, já que ambos existem ao 
mesmo tempo no planeta. Ou seja, 
tem as condições necessárias para 
se manterem vivas e se 
reproduzirem garantindo a sua 
perpetuação no contexto ambiental 
atual. 
 
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Ao analisarmos com atenção 
uma célula procariótica vamos 
perceber a existência de uma 
membrana plasmática, citoplasma, 
material genético livre no 
citoplasma e alguns ribossomos 
para síntese proteica. Os 
ribossomos são estruturas que 
também estão presentes nas 
células eucarióticas. 
O plasmídeo é uma estrutura 
encontrada nas células 
procarióticas. É material genético 
extra-cromossômico, ou seja, que 
não está no cromossomo 
bacteriano. Nele estão os genes 
associados à resistência bacteriana 
aos antibióticosque permitem o 
desenvolvimento das 
superbactérias.
As células eucarióticas 
apresentam o sistema de 
endomembranas, um conjunto de 
organelas (menor parte funcional 
da célula) que tem sua origem 
explicada pela endossimbiose. Veja 
passo a passo como este processo 
aconteceu: 
1. Em um ancestral procarionte a 
membrana plasmática sofreu 
invaginação aprisionando enzimas 
e outras substâncias, ou seja, foi 
projetada para o interior do 
citoplasma;
2. Surgem as seguintes organelas 
com o processo de invaginação: 
retículos endoplasmáticos e núcleo 
(com o passar do tempo as demais 
organelas membranosas são 
formadas);
3. Um organismo procarionte 
aeróbico e heterotrófico é 
internalizado pela célula, a relação 
estabelecida beneficia as duas 
células. A eucariótica fornece abrigo 
e facilita o acesso à diversas 
substâncias. A procariótica 
transforma-se na mitocôndria e
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passa a produzir energia (ATP) para 
a célula; 
4. Um organismo procarionte 
fotossintetizante é internalizado e 
mais uma relação que beneficia as 
duas células é estabelecida. O novo 
organismo dá origem aos 
cloroplastos (e demais plastos) e 
assim surge a precursora da célula 
vegetal. 
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Ao final deste processo evolutivo a 
célula eucariótica terá a seguinte 
aparência:
Como exemplos de 
organismos procariontes podemos 
citar as bactérias e as 
arqueobactérias (organismos 
capazes de habitar ambientes com 
condições extremas). E de 
organismos eucariontes podemos 
citar dos mamíferos às amebas: 
protozoários, fungos, plantas e 
animais. 
Agora fique atento à duas 
informações importantes: os 
ribossomos, apesar de alguns 
materiais didáticos identificarem 
estas estruturas como organelas, 
elas não são. Não estão envoltos 
por membrana, a sua estrutura
consiste em proteínas acopladas. 
Se você afirmar que a única 
diferença entre células procarióticas 
e eucarióticas é a presença de 
núcleo no segundo tipo está 
cometendo um erro conceitual. 
Além da presença do núcleo, as 
células eucarióticas também 
apresentam outros compartimentos 
internos revestidos por membrana 
(organelas). Por isso, o correto é
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afirmar que as células 
eucarióticas apresentam sistema 
de endomembranas. Em breve 
iremos aprofundar nossos 
conhecimentos sobre as organelas.
CÉLULAS ANIMAL 
E VEGETAL
 
No estudo da biologia celular é 
importante que a gente saiba 
comparar e diferenciar a célula 
animal da célula vegetal. Ambas 
são eucarióticas, ou seja, 
apresentam sistema de 
endomembranas. As estruturas 
comuns são: membrana plasmática, 
núcleo celular, ribossomos, retículo 
endoplasmático liso e rugoso, 
complexo golgiense, mitocôndrias, 
citoesqueleto, lisossomos e 
peroxissomos. Compare 
atentamente as imagens a seguir e 
visualize as estruturas comuns: 
 
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Mas há características que 
são exclusivas das células vegetais 
e você pode observá-las na tabela:
Bastante informação, certo? Porém, 
três diferenças você precisa 
guardar no seu cérebro sem 
dúvidas: 
1.Plastos: organelas para 
armazenamento de substâncias; os 
cloroplastos apresentam clorofila e 
realizam fotossíntese;
2.Parede celular de celulose: 
revestimento e proteção; 
3.Grandes vacúolos: 
armazenamento de substâncias;
MEMBRANA PLASMÁTICA: 
CARACTERÍSTICAS E FUNÇÃO
 
A membrana plasmática é o 
envoltório celular comum a TODAS 
as células. E realiza três funções 
muito importantes para a 
homeostase (equilíbrio) da célula: 
1. Revestimento da célula;
2. Proteção da célula;
3. Seleção das substâncias que 
entram e saem da célula 
(permeabilidade seletiva). 
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A estrutura e composição da 
membrana plasmática é que 
permite que estas funções sejam 
realizadas, por isso é importante 
que você saiba reconhecer suas 
propriedades químicas e biológicas. 
Quimicamente dizemos que é uma 
estrutura lipoprotéica, por 
apresentar lipídios e proteínas na 
sua composição, moléculas de 
colesterol e glicocálice. 
A estrutura da membrana 
plasmática foi desvendada por 
Singer e Nicholson em 1972. Estes 
pesquisadores, após seus estudos, 
concluíram que a estrutura alvo de 
suas pesquisas é um mosaico 
fluido. Isso se deve ao fato de as 
proteínas presentes poderem trocar 
de posição, por isso a fluidez do 
mosaico composto de proteínas e 
outras substâncias. 
Ao analisarmos com atenção o 
desenho anterior é possível 
perceber a existência de duas 
camadas de fosfolipídios. Estas são 
moléculas de lipídios que tem 
caráter anfipático, isso quer dizer 
que parte da molécula é polar e 
hidrofílica (tem afinidade com a 
água) e parte da molécula é apolar 
e hidrofóbica (não tem afinidade 
com a água). 
A parte hidrofílica dos 
fosfolipídios fica em contato com o 
meio extracelular e o citoplasma, já 
que ambos apresentam grandes 
quantidades de água. As caudas 
hidrofóbicas estão no meio da 
membrana plasmática em contato 
com proteínas ou pequenas
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moléculas que transitam pela 
membrana plasmática, como gás 
carbônico ou gás oxigênio.
As moléculas de água podem 
transitar pelas camadas da 
membrana plasmática. O caráter 
hidrofóbico das caudas não impede 
o processo, só faz com que ele seja 
um pouco mais demorado. Há 
também uma proteína denominada 
Aquaporina (poro de água) que 
permite a passagem de moléculas 
de água mais rapidamente, portanto 
a célula não tem seu abastecimento 
comprometido. 
O colesterol, gordura 
presente exclusivamente nos 
animais, tem um papel essencial na 
manutenção da estrutura da 
membrana. Ele contribuiu para 
manter a integridade da bicamada 
de fosfolipídios e a fluidez de toda a 
estrutura. 
O glicocálice é formado por 
glicolipídios e glicoproteínas. São 
carboidratos associados a lipídios e 
proteínas que contribuem para o 
reconhecimento celular e adesão 
entre células vizinhas. 
As proteínas encontradas na 
membrana plasmática podem ser 
classificadas como integrais ou 
periféricas. As integrais atravessam 
a bicamada de um lado até o outro, 
é o que acontece com as proteínas 
canais, como as aquaporinas. E as 
periféricas são as que não 
atravessam a bicamada de um lado 
até o outro.
Agora vamos estudar como 
são selecionadas as substâncias 
que passam pela membrana 
plasmática e quais os tipos de 
transporte que existem.
 
SOLUÇÃO: SOLUTO E 
SOLVENTE
 
Para estudar os tipos de 
transporte que acontecem através 
da membrana plasmática 
precisamos entender alguns 
conceitos: solução, soluto, solvente, 
hipotônico, isotônico e hipertônico. 
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A solução é uma mistura 
homogênea composta por soluto 
(exemplo o açúcar) e solvente 
(exemplo a água). Em outras 
palavras, o soluto é o que é 
dissolvido, e o solvente o que 
dissolve. Na imagem a seguir 
observa-se o soluto em amarelo e o 
solvente em azul. 
As soluções podem ser 
comparadas com relação a sua 
concentração, ou seja: a quantidade 
de soluto em relação ao solvente. 
Observe: 
As duas primeiras soluções da 
imagem são isotônicas, observe 
que ambas apresentam a mesma 
quantidade de soluto. A terceira 
solução, se comparada às duas 
primeiras, têm uma quantidade 
menor de soluto, por isso dizemos 
que é hipotônica. A quarta solução
apresenta uma maior 
quantidade de soluto e, portanto, 
identificamos como hipertônica. 
Existem três tipos principais de 
transportes através da membrana: 
transporte passivo, transporte ativo 
e transporte por vesículas, vamos 
estudar detalhadamente cada um 
deles.
TRANSPORTE ATRAVÉS DA 
MEMBRANA: TRANSPORTE 
PASSIVO
Os transportes do tipo passivo 
recebem esse nome por não 
gastarem energia (moléculas de 
ATP) para queas substâncias 
transitem pela membrana 
plasmática. São três os tipos de 
transportes passivos que iremos 
estudar: difusão simples, difusão 
facilitada e osmose. 
Difusão Simples 
A difusão é o processo de 
passagem de uma substância do 
ambiente hipertônico (maior 
concentração) para o meio 
hipotônico (menor concentração)
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até que as concentrações entre os 
dois meios atinjam um equilíbrio. 
Quando os dois meios atingem a 
mesma concentração o trânsito de 
substâncias continua acontecendo, 
conforme partículas saem da célula, 
novas irão entrar. 
O processo de difusão 
acontece do meio hipertônico 
para o hipotônico, e por isso 
podemos dizer que é a favor do 
gradiente de concentração. 
Portanto não demanda energia, já 
que a passagem da substância 
acontece espontaneamente e não 
precisa "ser forçada" com a 
participação de moléculas de 
energia.
A difusão simples envolve a 
passagem de soluto através da 
bicamada lipídica da membrana
plasmática. É dessa maneira que 
moléculas como o gás oxigênio (O2) 
e o gás carbônico (CO2) circulam 
entre o meio intracelular e 
extracelular.
 É por meio da difusão simples 
que as trocas gasosas são 
realizadas nos nossos pulmões. 
Nos alvéolos pulmonares há 
passagem de gás oxigênio para os 
vasos sanguíneos. E a passagem 
de gás carbônico para o interior dos 
alvéolos pulmonares para 
eliminação na expiração. 
 
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Difusão facilitada 
A difusão facilitada também 
envolve a passagem de soluto pela 
membrana plasmática. Neste caso 
há participação de uma proteína 
canal que permitirá o trânsito de 
solutos como a glicose e 
aminoácidos. 
Observe a imagem a seguir. A 
insulina se liga ao receptor e assim 
a proteína transportadora de glicose 
se abre. A glicose entra na célula e 
assim poderá ser utilizada para a 
produção de ATP.
A difusão foi tema de uma 
questão do ENEM em 2019, veja: 
(ENEM 2019) Uma cozinheira 
colocou sal a mais no feijão que 
estava cozinhando. Para solucionar 
o problema, ela acrescentou 
batatas cruas e sem tempero dentro
da panela. Quando terminou de 
cozinhá-lo, as batatas estavam 
salgadas, porque absorveram parte 
do caldo com excesso de sal. 
Finalmente, ela adicionou água 
para completar o caldo do feijão.
O sal foi absorvido pelas batatas 
por:
a) osmose, por envolver apenas o 
transporte do solvente.
b) fagocitose, porque o sal 
transportado é uma substância 
sólida.
c) exocitose, uma vez que o sal foi 
transportado da água para a 
batata.
d) pinocitose, porque o sal estava 
diluído na água quando foi 
transportado.
e) difusão, porque o transporte 
ocorreu a favor do gradiente de 
concentração.
As batatas absorvem de forma 
passiva o sal em excesso do feijão, 
à favor do gradiente de 
concentração. O transporte passivo 
de soluto acontece por difusão.
As aquaporinas são proteínas 
do tipo canal que permitem a 
passagem de água pela membrana 
plasmática. O trânsito de moléculas 
de água com auxílio dessas 
proteínas é uma difusão facilitada. 
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Osmose 
A osmose, ao contrário da 
difusão, é a passagem de solvente. 
Ou seja, a passagem de moléculas 
de água se dá por esse processo. 
Não envolve gasto de energia e 
acontece do meio hipotônico para o 
meio hipertônico. 
A água passa do meio com 
grande quantidade de solvente, 
para o meio com pequena 
quantidade de solvente. Veja a 
imagem a seguir:
Agora, além de você estar por 
dentro do conceito de osmose, é 
essencial saber como isso funciona 
nas células. Se mergulhamos uma 
célula vegetal e animal em soluções 
hipertônicas e hipotônicas elas irão 
se comportar de maneiras 
diferentes.
Se colocarmos células 
vegetais ou animais em contato 
com soluções isotônicas o volume
das células não irá mudar. A 
mesma quantidade de água que 
entra é a que sai. 
Ao mergulhar uma hemácia 
em uma solução hipotônica 
veremos a entrada de água até o 
momento em que a membrana 
plasmática não irá aguentar a 
pressão exercida pelo líquido no 
interior e a célula estoura. A célula 
animal não apresenta mecanismos 
que a protegem da lise celular. 
Quando uma célula vegetal é 
mergulhada em uma solução 
hipotônica ele se enche de água, 
que se acumula no interior de um 
vacúolo. A lise celular não acontece, 
quando a membrana plasmática 
chega ao limite da parede celular a 
entrada de água é interrompida. 
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As hemácias quando 
mergulhadas em uma solução 
hipertônica perderão água, assim 
como as células vegetais. As 
células ficarão murchas ou 
crenadas. Isso é o que acontece 
quando as folhas de uma planta 
estão murchas, ao fornecer água as 
células voltam ao seu estágio de 
turgidez normal. 
Quando temperamos a salada 
com sal, criamos um ambiente 
externo hipertônico. As folhas de 
alface por exemplo, perdem água 
para o meio externo e ficam 
murchas.
Se colocarmos células 
vegetais ou animais em contato 
com soluções isotônicas o volume 
das células não irá mudar. A mesma 
quantidade de água que entra é a 
que sai. 
Ao mergulhar uma hemácia 
em uma solução hipotônica 
veremos a entrada de água até o 
momento em que a membrana 
plasmática não irá aguentar a 
pressão exercida pelo líquido no 
interior e a célula estoura. A célula 
animal não apresenta mecanismos
que a protegem da lise celular. 
Quando uma célula vegetal é 
mergulhada em uma solução 
hipotônica ele se enche de água, 
que se acumula no interior de um 
vacúolo. A lise celular não acontece, 
quando a membrana plasmática 
chega ao limite da parede celular a 
entrada de água é interrompida. 
As hemácias quando 
mergulhadas em uma solução 
hipertônica perderão água, assim 
como as células vegetais. As 
células ficarão murchas ou 
crenadas. Isso é o que acontece 
quando as folhas de uma planta 
estão murchas, ao fornecer água as 
células voltam ao seu estágio de 
turgidez normal. 
Quando temperamos a salada 
com sal, criamos um ambiente 
externo hipertônico. As folhas de 
alface por exemplo, perdem água 
para o meio externo e ficam 
murchas.
 
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TRANSPORTE ATIVO: A BOMBA 
DE SÓDIO E POTÁSSIO
 O transporte ativo mais 
cobrado no ENEM e vestibulares é 
a Bomba de Sódio e Potássio e é 
neste que vamos nos concentrar 
nos próximos parágrafos. Além 
desta bomba, existem também a de 
iodo e cálcio, mas não costumam 
ser temas das questões das provas 
que são o nosso objetivo. 
Esta bomba envolve gasto de 
energia (ATP) por ocorrer contra 
um gradiente de concentração. O 
seu objetivo é fazer com que íons 
de potássio (K+) entrem na célula e 
íons de sódio (Na+) saiam. Só que 
a concentração de potássio é maior 
no meio intracelular, enquanto que 
a do sódio é maior no meio 
extracelular, portanto o ATP se faz 
necessário.
A bomba que permite o 
trânsito dos íons é uma proteína 
integral, ou seja, que atravessa a 
membrana plasmática de um lado 
ao outro. O processo ocorre em 3 
etapas:
1. Três Na+ se ligam em sítios 
específicos da proteína 
transportadora; 
2. Uma molécula de ATP é 
convertida em ADP e um 
fosfato. O fosfato se liga à 
bomba e esta se abre para o 
meio externo. Os íons de 
sódio são liberados. 
3. Dois K+ se ligam à bomba. O 
fosfato se desliga da proteína 
transportadora e os íons são 
liberados para o interior da 
célula. 
 
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A concentração de potássio 
será maior no interior da célula. E 
isso é essencial para que a célula 
se mantenha viva e funcionando 
corretamente. O potássio contribuiu 
para a síntese de proteínas e 
respiração celular (quebra da 
glicose para produção de ATP). A 
eliminação de íons de sódio 
contribuiu para a manutenção do 
equilíbrio osmótico. Caso os dois 
íons permanecessemno interior da 
célula haveria a entrada de água 
em excesso (por osmose) e a célula 
poderia estourar. 
A bomba de sódio e potássio 
também é indispensável aos 
neurônios. Ela garante que estas 
estruturas continuem funcionando 
corretamente e conduzindo 
mensagens nervosas pelo nosso 
corpo. A bomba mantém a carga 
positiva na parte externa do 
neurônio e negativa no seu meio 
intracelular. Quando a célula 
nervosa recebe um impulso nervoso 
a carga é temporariamente 
invertida, e a bomba de Na+ e K+ 
restabelece a carga padrão após a 
passagem do estímulo. 
A bomba de sódio e potássio 
mantém a carga positiva fora e 
negativa dentro (polarizada), em 
uma célula excitável, isso permite o 
impulso nervoso.
TRANSPORTE POR VESÍCULAS
 
Até o momento estudamos o 
movimento de pequenas moléculas 
pela membrana plasmática. Porém 
moléculas ou partículas grandes 
também precisam transitar entre o 
interior e exterior das células, mas 
elas não passam pelas proteínas ou 
pela bicamada de fosfolipídios. 
O trânsito dessas 
substâncias envolve a formação de 
vesículas e a deformação da 
membrana plasmática. O transporte 
por vesículas pode ser classificado 
em endocitose (entrada de 
substâncias na célula) e exocitose 
(saída de substâncias na célula). 
A endocitose pode ser de 
dois tipos: fagocitose ou pinocitose. 
A FAGOCITOSE é o processo de
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entrada de partículas sólidas 
com a emissão de pseudópodes. 
Estes "falsos pés"são projeções do 
citoplasma que empurram a 
membrana plasmática e envolve a 
partícula sólida. Este processo é 
comum nas células do sistema 
imunológico, para eliminação de 
organismos patogênicos. Também é 
realizado por organismos 
unicelulares na obtenção de 
alimentos, como por exemplo as 
amebas. 
A PINOCITOSE é o processo 
de entrada de partículas 
dissolvidas sem a emissão de 
pseudópodes. Este processo 
acontece na maioria das células 
eucarióticas. 
A EXOCITOSE é o processo 
que envolve a saída de 
substâncias produzidas pela célula 
a partir de suas reações 
metabólicas. A eliminação de 
substâncias pode ser um processo 
de excreção ou secreção. A 
excreção, ou defecação celular ou 
clasmocitose, é importante para 
eliminação dos resíduos 
celulares. Já a secreção envolve a
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eliminação de produtos 
glandulares, como leite ou suor. 
Veja na imagem a seguir como 
o processo de fagocitose e 
exocitose acontecem em uma 
célula fagocitária: 
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Com o transporte por 
vesículas concluímos nossos 
estudos sobre a passagem de 
substâncias para o interior e 
exterior da célula. Agora prepare-se 
que vamos estudar os envoltórios 
celulares externos à membrana 
plasmática. 
 
 ENVOLTÓRIOS EXTERNOS À 
MEMBRANA PLASMÁTICA: 
GLICOCÁLICE E PAREDE 
CELULAR
 
Os revestimentos celulares 
externos à membrana plasmática 
podem contribuir ajudando a manter 
a célula protegida ou permitindo a 
identificação de células vizinhas. 
Vamos estudar o glicocálice e a 
parede celular, compreender a 
estrutura e importância de cada um 
deles. 
O GLICOCÁLICE ou 
GLICOCÁLIX está presente nas 
células animais. Externo à 
membrana plasmática forma uma 
malha protetora. Quimicamente é 
composto por carboidratos que 
podem estar associados aos
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fosfolipídios ou proteínas que 
recebem o nome de glicolipídios ou 
glicoproteínas.
Suas funções principais são 
reconhecimento celular, adesão 
entre as células e a troca de 
informações. O reconhecimento 
celular permite às células vizinhas 
reconheçam se fazem parte do 
mesmo tecido e espécie. No caso 
de serem detectadas células 
estranhas elas serão eliminadas 
com ação do sistema imunológico. 
Os diferentes tipos sanguíneos 
estão associados ao glicocálice. 
Indivíduos do tipo A e do tipo B 
apresentam glicoproteínas 
diferentes, enquanto que indivíduos 
do tipo O não apresentam 
glicoproteínas ( vamos aprofundar 
esse assunto na genética). 
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A adesão entre as células se 
dá pela malha que se forma pelos 
carboidratos do glicocálice. 
Forma-se um emaranhado que 
mantém as células próximas umas 
das outras. 
A troca de informações 
contribui para que a produção de 
substâncias seja regulada e 
também o processo de divisão 
celular. Por exemplo, pelo 
glicocálice uma célula pode 
comunicar a outra que a produção 
de uma determinada proteína 
precisa ser intensificada. No caso 
da divisão celular, o glicocálice 
permite uma célula compreender 
que já está encostando em outra e 
portanto não há mais espaço para 
se multiplicar de forma organizada 
(esse controle é perdido no caso 
dos tumores). 
 A PAREDE CELULAR é um 
revestimento que está ausente na 
célula animal, mas pode ser 
encontrada em diferentes 
organismos com composição 
diferente: 
 
− Plantas: celulose (carboidrato) 
− Bactérias: peptidoglicano 
(carboidrato) 
− Fungos: quitina (carboidrato)
− Protistas (algas): sílica 
A função desta estrutura é 
dar rigidez para as células. A 
parede celular, ao contrário da 
membrana plasmática, não 
seleciona que substâncias podem 
entrar ou sair das células. Por isso 
dizemos que esta estrutura é 
permeável. 
Analise com atenção a 
imagem a seguir, que detalha a 
estrutura de uma parede celular 
vegetal: 
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Observamos que a parede 
celular vegetal é formada por duas 
camadas de celulose (cadeia de 
carboidratos) e entre elas está a 
lamela média. Esta camada 
intermediária é adesiva e elástica, 
contribui para que as células 
vegetais permaneçam unidas. A 
comunicação entre as células não é 
interrompida pela presença da 
parede, já que esta apresenta 
plasmodesmos formados durante 
a mitose. São canais de 
comunicação citoplasmática que 
permitem o trânsito de substâncias.
Nas células vegetais jovens, 
há apenas uma parede celular fina 
e flexível, a PAREDE CELULAR 
PRIMÁRIA. Ela é elástica o 
suficiente (composta apenas por
celulose) para permitir o 
crescimento celular. Após o 
crescimento forma-se a PAREDE 
CELULAR SECUNDÁRIA, que 
pode conter outros componentes 
além da celulose, como a lignina e 
a suberina. 
As outras paredes celulares 
iremos estudar quando 
aprofundarmos nossos 
conhecimentos sobre os seres vivos 
nos próximos módulos. 
 
ORGANELAS E ESTRUTURAS 
CITOPLASMÁTICAS
 
Reveja a imagem de uma 
célula eucariótica e suas principais 
estruturas citoplasmáticas. 
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As células eucarióticas são 
mais complexas que as 
procarióticas. Isso se deve ao fato 
de possuírem diversas organelas. 
Cada uma apresenta uma ou mais 
funções específicas. A sua 
complexidade permite que estas 
células se organizem em tecidos, 
órgãos, sistemas e organismos 
multicelulares. Lembre-se que não 
existem organismos procariontes 
multicelulares, eles são apenas 
unicelulares. 
Nas próximas páginas vamos 
estudar as principais estruturas e 
organelas das células eucarióticas e 
as funções que desempenham. 
Vamos começar pelo citoplasma. 
 CITOPLASMA 
 Esta parte da célula fica 
localizada no espaço entre a 
membrana plasmática e o núcleo 
celular. Sua composição consiste 
de citosol, organelas e estruturas. O 
citosol é a parte líquida, composta 
por água, substâncias inorgânicas e 
orgânicas (macromoléculas como 
RNA, aminoácidos e proteínas). As 
organelas são os órgãos da célula, 
revestidas por membrana 
plasmática. As estruturas não 
apresentam o revestimento de 
membrana plasmática, são os 
ribossomos e citoesqueleto
 O CITOESQUELETO, como o 
nome dá a entender, é o esqueleto 
da célula (cito). Portanto, contribuiu 
para a sustentação das estruturas 
celulares e sua movimentação. São 
três os tipos: microtúbulos, 
microfilamentos e filamentos 
intermediários. Veja as 
características de cadaum deles:
1. Microtúbulos: formados 
pela proteína tubulina. Contribuem 
para a sustentação da célula e 
participam da formação dos 
centríolos. Estes são formados por 
9 trios de microtúbulos e têm 
importante papel na formação dos 
fusos mitótico/meiótico e dos cílios 
e flagelos. 
 
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Os cílios podem ser 
encontrados em protozoários 
ciliados como o Paramecium sp. E 
também em células do corpo 
humano, como por exemplo, as 
células epiteliais da traquéia. Nesse 
caso não contribuem para a 
movimentação das células e sim 
para a eliminação de impurezas. Os 
flagelos podem ser encontrados 
nos espermatozoides de várias 
espécies do reino animal ou então 
em protozoários como o causador 
da doença de Chagas. 
 
2. Microfilamentos: formados 
pela actina, uma proteína 
intracelular abundante nos 
eucariotos. Contribuem para a 
movimentação celular e dão 
consistência à porção mais externa
do citoplasma (ectoplasma). 
Participam da formação dos 
pseudópodes que permitam o 
processo de fagocitose:
Nas células musculares 
podem se associar à miosina e 
contribuir para o processo de 
contração. Nas células do intestino 
delgado também exercem um papel 
essencial na formação das 
microvilosidades (especializações 
celulares que aumentam a 
absorção de nutrientes). 
 
 
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E nas células vegetais atua na 
ciclose. A movimentação do 
citoplasma e das organelas 
acontece pela presença dos 
microfilamentos. Esse fenômeno 
pode ser observado ao microscópio 
óptico com células da planta 
aquática Elodea sp., que apresenta 
folhas extremamente finas. 
3.Filamentos Intermediários: 
são formados por diversas 
proteínas, entre elas a queratina. 
Contribuem com a adesão entre as 
células e com proteção mecânica, 
podem estar presentes em diversos 
tipos de tecido, principalmente no 
tecido epitelial que forma a nossa 
pele e reveste outras estruturas do 
corpo humano. 
- Queratina: estrutura das unhas, 
cabelo e pele;
- Colágeno: a mais abundante no 
corpo humano, responsável pela 
resistência da pele e formação das 
cartilagens.
RIBOSSOMO
 Os ribossomos são 
estruturas encontradas nos seres 
procariontes e eucariontes. Não 
apresentam revestimento de 
membrana plasmática e são 
formados por proteínas e RNA 
ribossômico. 
São responsáveis pela 
produção de proteínas. No interior 
da célula eucarionte podem estar 
livres no citoplasma ou aderidos ao 
retículo endoplasmático rugoso. 
Nas células procariontes não ficam 
aderidos a nenhuma estrutura. 
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Sua estrutura é formada por 
duas subunidades: uma maior e 
outra menor. O ribossomo só é uma 
estrutura funcional quando as duas 
subunidades estão unidas. 
Os ribossomos das células 
procarióticas são diferentes dos das 
células eucarióticas. As 
subunidades são classificadas com 
relação ao peso molecular. No caso 
dos procariontes as subunidades 
têm pesos diferentes (50S e 30S) 
do que as subunidades dos 
eucariontes (60S e 40S). 
 Os antibióticos, 
medicamentos utilizados para 
combater infecções bacterianas, 
atuam nos ribossomos das 
bactérias. Por isso, podem 
apresentar efeitos colaterais que 
envolvam as mitocôndrias dos 
animais (incluindo os humanos). 
Lembre-se que nossas mitocôndrias
surgiram a partir de organismos 
procariontes. 
A diferença entre as células foi tema 
de uma questão da Instituto Federal 
do Ceará em 2019, dá uma olhada: 
 
(IFCE 2019) A Biologia é a 
ciência responsável por estudar a 
vida. Nesse sentido, a constituição 
celular surge como característica 
básica dos seres vivos. Conhecer 
as células e diferenciar os tipos 
celulares é importante para 
entender a forma como os seres 
vivos se desenvolveram e 
evoluíram no planeta. As bactérias, 
por exemplo, são constituídas por 
células procarióticas, enquanto os 
fungos são formados por células 
eucarióticas. São elementos 
presentes em células procarióticas:
a) citoesqueleto, DNA, RNA e 
carioteca. 
b) ribossomos, RNA, mitocôndria 
e núcleo.
c) membrana plasmática, 
citoplasma, DNA e 
ribossomos.
d) membrana plasmática, 
membrana nuclear, DNA e 
citoplasma.
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a) membrana plasmática, 
citoesqueleto, retículo 
endoplasmático e cloroplastos.
A resposta correta é a letra C. As 
células procarióticas apresentam 
membrana plasmática, citoplasma, 
DNA e ribossomos. 
 
Agora vamos estudar cada 
uma das organelas:
 
 RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO 
RUGOSO (RER) OU 
ERGASTOPLASMA
 
 Esta organela é formada por 
sacos achatados de membrana 
plasmática com ribossomos 
aderidos em sua superfície. É 
responsável por produzir 
proteínas que serão exportadas 
da célula para outros locais do 
corpo ou que irão compor a 
membrana plasmática. 
Encontra-se perto do núcleo da 
célula, desta forma o RNA 
mensageiro, que será utilizado para 
a produção de proteínas não 
precisa percorrer grandes 
distâncias até chegar aos seus 
ribossomos. 
Células secretoras, ou seja, 
que produzem proteínas que serão 
exportadas, apresentam grandes 
quantidades de RER. Como 
exemplo podemos citar as células 
pancreáticas, que produzem 
insulina e glucagon (contribuem 
para controlar a glicemia). Ou então 
as células produtoras (caliciformes) 
de muco das nossas vias 
respiratórias, que produzem em 
grande quantidade glicoproteínas. 
 
RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO 
LISO (REL) OU NÃO 
GRANULOSO
 
O REL é uma organela 
formada por tubos de membrana 
plasmática. Ao contrário do RER 
não apresenta ribossomos 
aderidos na sua superfície. Nas 
células encontra-se perto do RER. 
Apresenta duas funções: 
síntese de lipídios e 
desintoxicação. Os lipídios 
produzidos podem ser do tipo 
fosfolipídeos e formar a membrana 
plasmática, ou podem ser 
esteroides. Os esteroides são os
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lipídios que formam os 
hormônios sexuais, como por 
exemplo, a testosterona, o 
estrogênio e a progesterona. 
Células das gônadas masculinas 
e femininas apresentam grandes 
quantidades de REL. 
A função de desintoxicação 
no nosso corpo é realizada pelo 
fígado. Por isso os hepatócitos 
(células do fígado) apresentam 
grandes quantidades de REL. Estas 
organelas são as responsáveis, por 
exemplo, por metabolizar o álcool 
das bebidas alcoólicas, 
medicamentos e outras toxinas. 
Pessoas que ingerem bebidas 
alcoólicas em excesso apresentam 
grandes quantidades de REL neste 
órgão para metabolizar tudo que é 
ingerido. A quantidade de REL é 
que faz com que algumas pessoas 
sejam mais resistentes ao álcool do 
que outras. O consumo excessivo 
pode forçar demais o fígado e 
resultar em cirrose.
 
COMPLEXO DE GOLGI (OU 
APARELHO DE GOLGI)
 
O Complexo de Golgi ou 
Golgiense é formado por vesículas 
de membrana plasmática. 
Podemos dizer que atua como o 
correio da célula. Sua função é 
receber as proteínas produzidas 
pelo RER, modificá-las, 
endereçá-las e enviá-las para 
seus locais de ação ou 
armazená-las temporariamente. 
Esta organela apresenta 
duas faces: a cis e a trans. A face
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cis é a que recebe as vesículas que 
chegam do RER, enquanto que a 
face trans é a que elimina as 
vesículas secretoras com as 
proteínas já processadas. 
Os lisossomos são 
organelas com função digestiva e 
que são formadas pelo complexo de 
Golgi. Os acromossomas também 
são produzidos por esta organela. 
São estruturas presentes nos 
espermatozoides e que em seu 
interior apresentam hialuronidase. 
Esta é uma enzima essencial para o 
processo de fecundação, ajuda a 
romper as barreiras que protegem o 
gameta feminino. 
LISOSSOMO
 
Os lisossomos são organelas 
arredondadas que têm origem no 
Complexo Golgiense. No seu 
interior encontram-se proteínas 
com funçãoenzimática, 
produzidas no RER. 
Atuam no processo de 
digestão celular que pode ser de 
dois tipos: 
1.Heterofagia: digestão de uma 
substância ou estrutura externa à 
célula, como por exemplo uma 
bactéria. Os lisossomos se unem à 
vesícula fagocitária ou fagossomo e 
assim o vacúolo digestivo se forma. 
2.Autofagia: digestão de uma 
substância ou estrutura da 
própria célula, como por exemplo 
uma organela que envelheceu e 
não será mais utilizada. 
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PEROXISSOMO
 Os peroxissomos são 
organelas que em seu interior 
apresentam a enzima catalase. 
Esta proteína enzimática faz a 
digestão da água oxigenada 
(H2O2) em hidrogênio e água. A 
água oxigenada, ou peróxido de 
hidrogênio é muito tóxica para a 
célula, por isso deve ser quebrada. 
Estas organelas também são 
responsáveis pela produção dos 
ácidos biliares no fígado e por 
metabolizar cerca de 25% do 
álcool das bebidas alcoólicas 
ingeridas. Além disso, contribuem 
para a produção de bainha de 
mielina que reveste os axônios dos 
neurônios e facilita a transmissão 
dos impulsos nervosos.
Bizu: assistam ao filme O 
Óleo de Lorenzo! Nele você verá 
 
a luta de um pai e uma mãe para 
ajudar seu filho a superar uma 
doença associada aos 
peroxissomos. 
MITOCÔNDRIA
 
As mitocôndrias são as 
organelas responsáveis pela 
respiração celular. Ou seja, 
realizam uma série de reações 
químicas que quebram a molécula 
de glicose para liberação de energia 
e formação de moléculas de ATP. 
A respiração celular é um 
processo metabólico aeróbio, ou 
seja, acontece na presença do gás 
oxigênio. Suas etapas são: 
glicólise, ciclo de Krebs e cadeia 
respiratória. Ao passar por esse 
processo cada molécula de glicose 
produzem de 36 - 37 ATPs. Vamos 
aprofundar nossos conhecimentos 
sobre esse processo quando 
estudarmos o metabolismo celular. 
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Lembre-se que as 
mitocôndrias têm sua origem 
explicada pela hipótese da 
endossimbiose. Para relembrar 
como esse processo se deu e as 
evidências que permitem afirmar 
que ele aconteceu releia o tópico 
"Células Procarióticas e 
Eucarióticas" deste material. 
 
NÚCLEO
 
O núcleo é a maior organela 
das células eucarióticas. É formada 
pela carioteca ou envelope nuclear 
e pela cariolinfa, onde estão 
mergulhadas moléculas de material 
genético e proteínas. 
 
O material genético 
encontrado no núcleo, que é 
responsável pela hereditariedade e 
controle da atividade celular, é o 
DNA. Muitas reações químicas
acontecem no citoplasma celular, e 
muitas substâncias que ali estão 
presentes poderiam prejudicar o 
DNA, gerando mutações que 
poderiam prejudicar as células e 
seres vivos. Por isso é vantajoso 
ele estar restrito ao núcleo. No 
próximo módulo vamos aprofundar 
nossos estudos sobre essa 
organela. 
VACÚOLO
 
Os vacúolos são 
encontrados principalmente nas 
células vegetais. São grandes e 
podem ocupar cerca de 80% do 
volume celular. Há células animais 
que podem ter vacúolos, mas são 
raros e de pequeno tamanho. 
A membrana plasmática que 
envolve os vacúolos nas células 
animais recebe o nome de 
tonoplasto. No seu interior
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encontra-se uma solução 
ácida com íons inorgânicos, 
açúcares, aminoácidos e em alguns 
casos proteínas e enzimas 
digestivas. Estas organelas 
contribuem para a regulação 
osmótica, apresentam água no seu 
interior (reveja a parte sobre 
Osmose neste material). 
 
PLASTO
 
Estas organelas 
membranosas são encontradas em 
células de plantas e algas. Assim 
como as mitocôndrias têm a sua 
origem explicada pela 
endossimbiose. Podem ser de 
dois tipos: 
1. Cromoplastos: apresentam 
pigmentos no seu interior. Os 
cloroplastos apresentam 
clorofila e são responsáveis 
pela fotossíntese. 
2. Leucoplastos: pigmentos 
ausentes, armazenam 
substâncias de reserva, como por 
exemplo o amido. 
DIGESTÃO CELULAR E 
APOPTOSE 
 
Os processos de digestão 
celular e apoptose acontecem pela 
ação dos lisossomos. Estas 
organelas, conforme já vimos nas 
páginas anteriores, apresentam 
proteínas produzidas pelo RER e 
são montadas pelo Complexo de 
Golgi. As proteínas lisossomais tem 
função enzimática e podem ser 
classificadas como hidrolases 
ácidas. Para que assuma a sua 
forma ativa e possam realizar os 
processos digestórios o pH no 
interior das organelas deve ser de 
aproximadamente 5,0. 
Vamos analisar a imagem 
abaixo e compreender como o 
processo de digestão celular 
acontece. O processo pode ser 
autofágico (quando uma estrutura 
da própria célula está sendo 
digerida. Ou pode ser heterofágico
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(quando uma estrutura de origem 
externa está sendo digerida). 
 O lisossomo primário (que 
ainda não participou de processos 
digestivos) é liberado pelo 
complexo de Golgi. Ao se unir a um 
fagossomo ou pinossomo 
forma-se o lisossomo secundário 
ou vacúolo digestivo. As enzimas 
agem sobre a estrutura de origem 
extracelular e esta é digerida. Ao 
final do processo o vacúolo residual 
se funde à membrana plasmática e 
os resíduos são eliminados por 
exocitose (clasmocitose). 
Quando o processo é 
autofágico o lisossomo secundário 
recebe o nome de vacúolo 
autofágico. A autofagia pode 
acontecer quando há necessidade 
de eliminar organelas presentes em 
excesso ou envelhecidas. A 
heterofagia acontece quando 
algum organismo ou estrutura 
externa à célula precisa ser 
digerida, é o que acontece nas 
células do sistema imunológico ao 
fagocitarem antígenos como 
bactérias, por exemplo. 
A apoptose, ou autólise 
positiva, é a morte celular 
programada. Este processo é 
diferente da necrose, que envolve a 
morte de células e tecidos na 
presença de alguma toxina ou 
ausência de suprimento sanguíneo. 
Este processo envolve o gasto de 
moléculas de energia (ATP) e é 
controlado pelos genes presentes 
na célula. 
Este processo biológico 
permite, por exemplo, o 
desaparecimento da cauda dos 
girinos e também das membranas 
interdigitais nos humanos e em
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outras espécies do Reino Animal. 
 A apoptose é um processo 
biológico que contribuiu para a 
homeostase dos tecidos. Ela é 
responsável por controlar a 
quantidade de células que formam 
um tecido, se há excesso de células 
elas serão eliminadas. O mesmo 
acontece com as células que 
envelheceram ou então com células 
que apresentam erros no seu 
material genético. Quando estas 
células, com mutações prejudiciais, 
não são eliminadas pelo processo 
de apoptose, dizemos que um 
processo cancerígeno está 
acontecendo no organismo. 
A autólise negativa é uma 
morte celular não programada. É o 
que acontece, por exemplo, na 
silicose. Esta condição afeta 
principalmente mineiros, que nos 
túneis e galerias das minas podem 
inalar sílica. Esta substância se 
acumula nos pulmões, 
especificamente nos alvéolos 
pulmonares. A sua presença faz 
com que as células sejam 
rompidas, assim como os 
 
 
 
 
lisossomos. As enzimas lisossomais 
passam a destruir todo o tecido 
pulmonar, causando insuficiência 
respiratória e baixa oxigenação do 
sangue. Esta condição não tem 
cura, o recomendado é tratar o 
paciente para diminuir os sintomas 
e prevenir infecções respiratórias. 
 
 
 
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"Quer se sair bem na escola ou vai prestar 
vestibular e ENEM? Vem tomar um amargo, 
que eu te ajudo a conquistar esse sonho! 
Aqui você aprende desde o início da vida 
até o equilíbrio de todas, através de aulas 
aprofundadas, dinâmicas e muito 
divertidas!” Prof. Samuel Cunha
Samuel é Biólogo formado em Ciências Biológicas - 
Licenciatura pela Universidade Federal de Pelotas, com menção 
honrosa em 2012. Mestre em Parasitologia pela mesma instituição 
em 2015. Começou a lecionar ainda nosegundo ano de faculdade 
e atualmente é responsável pelo canal Biologia com Samuel 
Cunha, que já possui mais de 1 milhão de inscritos, onde ele 
contribui para a formação de estudantes em todo o país.

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