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Parasitologia Geral
Prof. Tereza Sebata
Biomédica
Aspectos gerais em 
Parasitologia
Aula 2 - Conceitos e definições
CONCEITOS
• PARASITOLOGIA:
• Ciência que estuda os vários aspectos que envolvem organismos parasitas,
como sua classificação, biologia e controle.
CONCEITOS
• PARASITISMO
• É um tipo de relação ecológica desenvolvida entre indivíduos de espécies
diferentes (interespecífica) em que se observa, além de associação íntima e
duradoura, uma dependência metabólica de grau variado (Rey,1991). Significa
um modo de nutrição através do qual o organismo PARASITA obtém
nutrientes do corpo do organismo HOSPEDEIRO.
CONCEITOS
• ECTOPARASITO
• É aquele parasito que obtém oxigênio diretamente do meio externo. Como
por exemplo, o bicho do pé (Tunga penetrans) e o berne (Dermatobia hominis).
CONCEITOS
• ENDOPARASITO
• Parasito que vive dentro do corpo do hospedeiro, cavidades naturais ou
tecidos e dependem totalmente de seus hospedeiros como fonte nutritiva.
Exemplo: tripanossomo (Trypanosoma cruzi), lombriga (Ascaris lumbricoides) e
tênia (Taenia solium)
CONCEITOS
Relativos ao Parasitismo.
• De acordo com o tempo de permanência sobre o hospedeiro, o parasito é
considerado PERMANENTE, se vive sempre como parasita (ex.: ácaros
causadores das sarnas sarcóptica e demodécica, e o piolho) e
TEMPORÁRIO, se durante parte do seu ciclo vive uma fase em vida livre
(ex.: bicho do pé, carrapato e berne).
CONCEITOS
Relativos ao Parasitismo.
• Em relação à condição como parasita pode ser considerado: PARASITO
OBRIGATÓRIO, àquele que é totalmente dependente da vida parasitária
(ex. pulga e piolho) e PARASITO FACULTATIVO, que é de vida livre,
mas é capaz de se adaptar a vida parasitária se colocado em tal situação
íntima, mas não depende dela (ex. algumas larvas de mosca, como Fannia,
Chrysomia e Lucilia).
CONCEITOS
Relativos ao Parasitismo.
• Quanto à frequência sobre o hospedeiro é considerado PERIÓDICO
(intermitente) aquele que ataca o hospedeiro por um período curto para obter
alimento (ex. mosquitos e moscas hematófagas); INCIDENTAL, o parasito que
ocorre em hospedeiro que não é o seu habitual (ex. carrapato do boi nos humanos);
ACIDENTAL, o organismo de vida livre que pode sobreviver por tempo limitado
em parasitismo (ex. acaríase intestinal causada por ácaros de produtos embutidos).
CONCEITOS
Relativos ao Parasitismo.
• Número de hospedeiros no Ciclo.
• No que se refere ao número de hospedeiros envolvidos no ciclo dos
parasitos, é considerado MONOXENO, quando somente um hospedeiro
participa no ciclo do parasito; e POLIXENO, quando dois ou mais
hospedeiros estão envolvidos, sendo a nomenclatura de dioxeno para dois,
trioxeno para três e etc.
CONCEITOS
Relativos ao Parasitismo.
• Num ciclo polixeno, onde estão envolvidos vários hospedeiros, é chamado HOSPEDEIRO
DEFINITIVO aquele no qual o parasito sexualmente atinge seu estado reprodutivo ou estágio adulto;
INTERMEDIÁRIO, o hospedeiro no qual o parasito desenvolve seus estágios sexualmente imaturos ou
preliminares; PARATÊNICO (=transporte) é o hospedeiro intermediário no qual o parasito não sofre
desenvolvimento e em alguns deles permanece encistado até ser ingerido pelo hospedeiro definitivo.
ERRÁTICO, aquele hospedeiro em que o parasito vive fora do seu hábitat normal (ex. Ancylostoma caninum,
larva migrans cutânea em humanos).
CONCEITOS
Relativos ao Parasitismo.
• HOMOXENO é o nome atribuído àqueles parasitos que tem uma única
categoria de hospedeiro envolvido no seu ciclo biológico, ex. carrapato do
boi (Rhipicephalus microplus) em bovídeos; e HETEROXENO, àqueles que
tem várias categorias de hospedeiros envolvidas, como o carrapato do cavalo
(Amblyomma sculptum) que parasita mamíferos, répteis, aves e anfíbios.
AÇÃO DOS PARASITOS SOBRE SEUS 
HOSPEDEIROS.
• O parasitismo é uma relação que como toda e qualquer na natureza, não é estática, evolui.
Há uma evolução gradativa entre o organismo parasita e o hospedeiro de maneira que
ambos estabeleçam um certo grau de relacionamento.
• A patogenicidade dos parasitos é bastante variável e dependente de vários fatores, como
número de formas infectantes, virulência da cepa, idade e estado nutricional do hospedeiro.
Assim os parasitos para se estabelecerem, dar sequência ao seu ciclo vital, podem gerar uma
série de ações indesejáveis, das mais variadas.
TIPOS DE AÇÕES PRODUZIDAS PELOS 
PARASITOS EM SEUS HOSPEDEIROS
• MECÂNICA
• Por obstrução, quando os parasitos bloqueiam a passagem do alimento, de bile ou
de absorção de nutrientes como por exemplo o verme Ascaris lumbricoides que em
altas infestações pode formar um novelo e obstruir a passagem no intestino. Por
compressão, como por exemplo no caso do cisto hidático que presente em um
órgão cresce e comprime, causando lesões teciduais ou de função do mesmo.
Obstrução Intestinal – Ascaris lumbricoides
TIPOS DE AÇÕES PRODUZIDAS PELOS 
PARASITOS EM SEUS HOSPEDEIROS
• ESPOLIADORA
• Retirada de sangue do hospedeiro, como ocorre com carrapatos, barbeiros,
moscas hematófagas e fêmeas de mosquitos; ou nutrientes, como no caso das
tênias
Esses retiram ou invadem células sanguíneas...
TIPOS DE AÇÕES PRODUZIDAS PELOS 
PARASITOS EM SEUS HOSPEDEIROS
• TÓXICA
• Alguns parasitos produzem resíduos decorrentes de seu metabolismo ou
secretam enzimas que provocam lesões no organismo do hospedeiro. Ascaris
lumbricoides, lombriga, produz metabólitos (antígenos) que provocam reações
alérgicas; o miracídio do Schistosoma mansoni produz substâncias que induzem
reações teciduais no fígado, intestino, pulmões, e outros tecidos
TOXICIDADE PARASITARIA
TIPOS DE AÇÕES PRODUZIDAS PELOS 
PARASITOS EM SEUS HOSPEDEIROS
• IRRITATIVA E INFLAMATÓRIA,
• A simples presença do parasito, mesmo sem produzir traumatismo, induz a
irritação e muitas das vezes a uma resposta inflamatória local no hospedeiro.
Ex. larva migrans, dermatite devido a penetração da larva de Ancylostoma em
humanos.
LARVA MIGRANS CUTÂNEA
TIPOS DE AÇÕES PRODUZIDAS PELOS 
PARASITOS EM SEUS HOSPEDEIROS
• TRANSMISSÃO DE PATÓGENOS
• Alguns parasitos podem além de causar danos pela sua presença, ainda são
capazes de carrear agentes infecciosos ou parasitários para o hospedeiro. Ex.
Os carrapatos e mosquitos em geral, além de promover exsanguinação (perda
de sangue), podem transmitir aos seus hospedeiros várias categorias de
microrganismos, como protozoários, bactérias, fungos, vírus e helmintos.
CARRAPATOS
CONCEITOS IMPORTANTES
é a aplicação de meios para prevenir, evitar as doenças ou a sua
• PROFILAXIA
• Do grego Prophýlaxis= cautela -
propagação.
• VETOR
• É todo ser que carreia um parasito de um hospedeiro a outro.
• Biológico – há desenvolvimento do parasito
• Mecânico – só transporte
PERÍODOS CLÍNICOS
• Período de incubação: Consiste no período desde a penetração do parasita no organismo
até o aparecimento dos primeiros sintomas, podendo ser mais longo que o período pré-
patente, igual ou mais curto.
• Período de sintomas: É definido pelo surgimento de sinais e/ou sintomas. Período de
convalescência: Iniciam-se logo após ser atingida a maior sintomatologia, findando com a
cura do hospedeiro.
• Período latente: É caracterizado pelo desaparecimento dos sintomas, sendo assintomática e
finda com o aumento do número de parasitas (período de recaída).
PERÍODOS PARASITOLÓGICOS
• Período pré-patente: É o compreendido desde a penetração do parasita no hospedeiro até a
liberação de ovos, cistos ou formas que possam ser detectadas por métodos laboratoriais
específicos.
• Período patente: Período em que os parasitas podem ser detectados, ou seja, podem-se observar
estruturas parasitárias com certa facilidade.
• Período sub-patente: Ocorre em algumas protozooses, após o período patente e caracteriza-se
pelo não encontro de parasitas pelos métodos usuais de diagnóstico, sendo geralmente sucedido
por um período de aumento do número de parasitas (período patente).CONCEITOS IMPORTANTES
• Zoonose - doenças que são naturalmente transmitidas entre animais vertebrados e o
homem. Ex.: raiva, toxoplasmose, brucelose.
• Antropozoonose - doença primária de animais, que pode ser transmitida ao
homem. Exemplo: toxoplasmose.
• Zooantroponose - doença primária do homem, que pode ser transmitida aos 
animais. Ex.: esquistossomose no Brasil o homem é o principal hospedeiro.
CONCEITOS IMPORTANTES
• Patogenicidade
• A qualidade ou estado de ser patogênica.
• A capacidade potencial de produzir doença.
CONCEITOS IMPORTANTES
• VIRULÊNCIA
• O poder de um organismo produzir doença. Grau de patogenicidade dentro
de um grupo ou espécie
Lembrete (Parasitologia básica)
• A nomenclatura de espécie é obrigatoriamente binominal, sendo o primeiro deles a designação de gênero.
Sua grafia deve obedecer à colocação de ambos em destaque representado por letras em itálico ou sublinhado,
sendo as palavras correspondentes de origem latina ou latinizadas e tendo a primeira letra referente ao gênero
em MAIÚSCULO.
• Exemplos:
• Ascaris lumbricoides
• Taenia solium
• Ancylostoma duodenale
PARASITOLOGIA GERAL 
RELAÇÃO PARASITO-HOSPEDEIRO
RELAÇÃO PARASITO-HOSPEDEIRO
Consideraçõessobre vidaassociada
Percebemos que há um inter-relacionamento que é fundamental para a manutenção da vida, de
maneira que dificilmente um ser vivo pode ser capaz de sobreviver e reproduzir-se
independentemente de outro.
Entretanto, essa relação varia entre os diversos reinos, filos, ordens, gêneros e espécies. O
relacionamento entre os seres vivos visa dois aspectos fundamentais: a obtenção de alimento e/ou a
proteção.
Esse relacionamento entre os seres vivos varia desde a colaboração mútua (simbiose) até o
predatismo.
Já o parasitismo surgiu quando em algumas dessas outras associações citadas um organismo menor
se sentiu beneficiado, seja pela proteção oferecida, seja pela obtenção de alimento.
RELAÇÃO PARASITO-HOSPEDEIRO
Consideraçõessobre vidaassociada
Relações interespecíficas harmônicas: são relações entre organismos de espécies distintas entre
si. Tais como a protocooperação, mutualismo, comensalismo e inquilinismo.
I.– COMENSALISMO: associação em que uma das espécies é privilegiada, sem a necessidade de
causar impacto positivo ou negativo à outra espécie.
II.– INQUILINISMO: neste tipo de associação, apenas uma espécie (inquilino) se beneficia, de
modo que esta procura abrigo ou até mesmo o suporte no corpo de outra espécie (hospedeiro),
porém sem prejudicá-la. Esta associação é muito semelhante ao comensalismo, entretanto, não
envolve nenhum tipo de alimento.
RELAÇÃO PARASITO-HOSPEDEIRO
Consideraçõessobre vidaassociada
III.– MUTUALISMO: associação em que duas espécies envolvidas são beneficiadas, ocorrendo uma
troca mútua de vantagens, porém, neste caso, a relação é obrigatória para a sobrevivência das
espécies envolvidas. Por exemplo, a microbiota ruminal de bovinos e outros ruminantes. Nesta
relação, caso a microbiota pare de funcionar, o rúmen também interromperá sua função.
IV.– PROTOCOOPERAÇÃO: associação entre espécies distintas, em que ambas as espécies envolvidas
se beneficiam, mas não necessariamente esta é obrigatória, de modo que cada espécie pode viver
isoladamente, por isso a protocooperação pode ser também conhecida como mutualismo facultativo.
Como exemplo, a relação benéfica da garça branca com o bovino. A garça alimenta-se facilmente dos
carrapatos fixos no bovino, enquanto para os bovinos a vantagem é que se tornam livres deste
ectoparasito.
RELAÇÃO PARASITO-HOSPEDEIRO
Consideraçõessobre vidaassociada
Relações interespecíficas e intraespecíficas desarmônicas: são as relações que ocorrem entre
espécies diferentes, em que ao menos uma delas se prejudica.
I – COMPETIÇÃO: tipo de associação desarmônica na qual exemplares da mesma espécie
(competição intraespecífica) ou de espécies diferentes (competição interespecífica) disputam o
mesmo abrigo e/ou fonte de alimento. Tal relação é muito importante quando se trata da
pressão populacional de certas espécies.
RELAÇÃO PARASITO-HOSPEDEIRO
Consideraçõessobre vidaassociada
II – CANIBALISMO: quando um animal se
alimenta de outro da mesma espécie. O
canibalismo pode ser praticado entre indivíduos
de mesma espécie de forma habitual, como em
algumas espécies de escorpiões que praticam o
canibalismo após o acasalamento, ou
eventualmente, como nos casos de pintinhos
submetidos a falha de manejo nutricional e em
instalações inapropriadas.
CURIOSIDADE SOBRE O 
LOUVA-DEUS
Sofre com a ação de um PARASITA MAL AGRADECIDO, que mata seu hospedeiro ao sair dele.
Este parasita é um Nematomorpha, também conhecido como “verme de crina de cavalo” já
que, quando foi descoberto, no século XIV, as pessoas acreditavam que eles surgiam da crina e
cauda dos cavalos. Eles podem atingir um metro de comprimento, mas tem apenas de 1 a 3
milímetros de diâmetro.
Quando está na fase juvenil, o Nematomorpha precisa de um hospedeiro até que se desenvolva
mais e possa ter vida livre. As larvas são ingeridas pelos artrópodes e se alimentam de
nutrientes do hospedeiro. Quando crescem, precisam sair do inseto, mas só fazem isso perto da
água.
O processo de saída é tão violento que o inseto provavelmente morreu quando o enorme
parasita o deixou.
Alguns tipos de Nematomorpha causam uma infecção em seu hospedeiro que libera substâncias
que fazem com que ele procure água e até se afogue. Isso quer dizer que o parasita consegue
comida, moradia e ainda ganha uma carona até a água.
CURIOSIDADE SOBRE O
LOUVA-DEUS
Spinochordodes tellinii é uma lombriga de nematomorpha, parasita cujas larvas se desenvolvem em
insetos (gafanhotos e grilos). Este parasita é capaz de influenciar o comportamento do seu
hospedeiro : uma vez que o parasita é cultivado, faz com que o hospedeiro salte para a água, onde o
gafanhoto provavelmente se afogará.
O parasita então deixa seu hospedeiro; O verme adulto vive e se reproduz na água. S. tellinii não
influencia seu anfitrião em buscar ativamente água em grandes distâncias, mas somente quando já
está perto da água. As larvas microscópicas são ingeridas pelos hospedeiros de insetos e
desenvolvem-se dentro delas em vermes que podem ser três a quatro vezes maiores do que o
hospedeiro.
CURIOSIDADE SOBRE O
LOUVA-DEUS
III – PREDATISMO: é a associação rápida e
violenta na qual uma espécie (predadora)
ataca, abate e devora a outra espécie (presa).
Exemplo:
predadores,
carnívoros
enquanto
são considerados
os herbívoros são
considerados presas.
RELAÇÃO PARASITO-HOSPEDEIRO
Consideraçõessobre vidaassociada
RELAÇÃO PARASITO-HOSPEDEIRO
Consideraçõessobre vidaassociada
IV – ESCLAVAGISMO: ocorre quando um
animal captura outro, que lhe prestará serviço.
Exemplo: determinadas espécies de formigas
raptam pupas de outras espécies de formigas
para aproveitá-las quando adultas como
operárias.
RELAÇÃO PARASITO-HOSPEDEIRO
Consideraçõessobre vidaassociada
V – PARASITISMO: é a interação entre
indivíduos de espécies diferentes, em que se
estabelecem relações íntimas e duradouras
com certo grau de dependência metabólica.
Geralmente o hospedeiro proporciona ao
parasito todos os nutrientes e as condições
fisiológicas requeridas por este.
RELAÇÃO PARASITO-HOSPEDEIRO
Consideraçõessobre vidaassociada
VI – AMENSALISMO: também conhecida como antibiose, é a
relação em que uma das espécies envolvida pode inibir ou até
mesmo retardar o desenvolvimento da outra espécie.
REFERÊNCIAS
•FORTES, E. Parasitologia veterinária. 4. ed. São Paulo: Ícone, 2004.
•GEORGE, J. R. Parasitologia veterinária. 4. ed. São Paulo: Manole, 1988.
•LIMA, A. OLIVEIRA; JAVIERRE, M. QUEIROZ. Mecanismos de resistência do hospedeiro e de evasão do 
parasita. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, v. 11, n. 4, p. 155-160, 1977.
•MONTEIRO, S. G. Parasitologia na Medicina Veterinária. 1. ed. São Paulo: Roca, 2011.
•SEQUEIRA, T. C. G. O.; AMARANTE,
Referencias Bibliográficas• NEVES, D.P. Parasitologia Humana. 11. ed. São Paulo: Atheneu, 2001.
• REY, L. Parasitologia. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.
Obrigada
Boa Semana a Todos.
Deus os Abençoe.

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