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Prática do Design Instrucional: Etapas e 
Modelos
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Prática do Design Instrucional: Etapas e Modelos • 2/12
Objetivos de Aprendizagem
• Conhecer as etapas e modelos da prática do Design Instrucional
• Entender o modelo ADDIE.
Prática do Design Instrucional: Etapas e Modelos
Conteúdo organizado por Deborah Costa e Zuleica Ramos Tani em 2022 do livro 
Design Instrucional na Prática, publicado em 2008 por Andrea Filatro, pela editora 
Pearson Universidades.
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Introdução 
Já vimos que o design instrucional é o processo para identificar um problema de 
aprendizagem e desenhar, desenvolver, implementar e avaliar uma solução para esse 
problema. 
Existem muitos modelos de Design Instrucional, mas sem nenhuma dúvida o modelo 
mais conhecido é o ADDIE.
ADDIE é a abreviatura de Analysis, Design, Development, Implementation e Evaluation 
(análise, design, desenvolvimento, implementação e avaliação). 
Imagem: https://www.shutterstock.com/pt/image-illustration/3d-illustration-render-moving-circular-arrow-1644724654
Este modelo divide o projeto de design instrucional em fases sequenciais, de forma a 
gerenciá-lo com mais efetividade. De acordo com Filatro (2008), as fases são separadas 
para estruturar o modelo, podendo ser realizadas simultaneamente, dependendo da 
quantidade de pessoas que estão atuando no projeto e do acompanhamento do 
Designer Instrucional e do Gestor do Projeto. 
Seguindo os estudos de Filatro (2008) apresentamos as fases identificadas pelo ADDIE
A primeira fase é a ANÁLISE. Durante esta etapa, todas as necessidades do público-
alvo precisam ser claramente compreendidas. É aqui que se levanta o problema que 
será solucionado a partir do material elaborado – quais as necessidades desse grupo? 
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Do que eles realmente precisam? Por que é importante desenvolver isso? O que 
precisam saber para o problema ser resolvido? Essas perguntas, se bem formuladas, 
transformam-se em objetivos. 
A partir daí, é fundamental entrar de corpo e alma no contexto do público-alvo, 
procurando compreender sua rotina, suas tarefas, seu trabalho e sua história. É 
interessante colher informações de pequenos grupos – semelhantes ou não – no 
que diz respeito às expectativas, anseios e objetivos profissionais, para aproximar 
ainda mais o “onde estou” de “onde quero chegar”. Feito isso, é preciso pensar em um 
segundo momento da análise: de tudo isso, o que já sabem ou precisam evidenciar? 
É preciso ter certeza de tudo o que precisa ser visto para alcançar o objetivo traçado. 
A segunda fase do modelo ADDIE é o DESENHO. É aqui que construímos a matriz 
de design instrucional com o desenho do curso. É fundamental definir os objetivos 
de aprendizagem, pois deles dependem os procedimentos de ensino e as formas 
de avaliação, que também devem ser pensados neste momento. Validada a matriz 
instrucional, seguimos para as demais atividades desta fase. Nesta fase, deve ocorrer: 
distribuição dos temas e elaboração do conteúdo – sem perder de vista a hierarquia 
de conceitos, suas relações e sua granularidade, instrucionalização do conteúdo, 
elaboração de exercícios e construção das avaliações, traduzidos em um mapa, roteiro. 
Esse material, gerado na fase de Desenho, é o ponto de partida para a próxima fase. 
A próxima fase, o DESENVOLVIMENTO. Esse é o momento da produção dos materiais 
que foram definidos e validados durante o desenho do curso. Assim que o material 
for produzido, ainda nesta fase, deverá ser validado a partir dos objetivos traçados 
na análise. Portanto, é recomendável, retornar à essa etapa e checar os objetivos. 
A criação do material é feita na fase de desenho. No desenvolvimento é posto em 
prática o que foi planejado na fase de análise e na fase do desenho: criação de pdfs, 
produção de objetos de aprendizagem, gravação de vídeo aulas, gravação de podcasts 
ou outros formatos de materiais que representem a melhor maneira de desenvolver 
o que foi previsto. Durante toda a produção e após finalização da produção de todos 
os materiais que farão parte do curso é feita a validação. Para validar o material, é 
preciso se reportar à fase de análise e à fase do desenho, identificando a adequação 
do que foi produzido ao que foi previsto e planejado. 
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Na quarta fase, a IMPLEMENTAÇÃO é a hora de colocar a mão na massa. É o 
momento de se fazer a configuração do curso na plataforma ou no ambiente virtual 
de aprendizagem. É nesta fase que são feitos os testes em relação ao acesso aos 
conteúdos e em relação à sequência prevista para gerar a melhor experiência para o 
aluno. O programa será implementado a partir do desenvolvimento do material que 
foi planejado na fase do desenho a partir da análise. Costuma-se, nesta fase, realizar 
uma oferta piloto para testar de fato tudo o que foi planejado e implementado, antes 
de se fazer uma oferta aberta ao público geral.
Por último, AVALIAÇÃO, em que se avalia a eficiência do programa. Essa avaliação 
pode ser feita a partir de um teste com um grupo pequeno, com pessoas de perfis 
variados ou ainda com um grupo específico de alguma organização. Existem várias 
formas de checar se os objetivos foram atingidos ou não. Com o resultado dessa 
avaliação em mãos, é possível comparar com os objetivos traçados na fase de análise 
e, a partir daí, traçar novos caminhos, repensar objetivos e procedimentos, ou manter 
exatamente como está. Lembrando ainda que é também na fase de avaliação que 
se faz a validação de todo o processo de produção, Afinal outros projetos serão 
desenvolvidos e é preciso saber se a forma de produção adotada funcional de forma 
efetiva.
É possível notar que, apesar do ADDIE ser chamado de modelo, ele nada mais é do 
que um planejamento, traduzido em um processo de tomada de decisões ao longo 
da elaboração de uma ação de aprendizagem, voltada para um público específico. 
Percebe-se a importância da fase inicial do projeto, pois dela depende todo o resto. 
Se a análise for bem feita, todo o restante do trabalho estará bem encaminhado. Veja 
que embora o modelo original indique que há a obrigatoriedade de uma fase só 
começar quando a anterior tiver terminado, o Designer Instrucional pode “quebrar” 
seu projeto em fases e subfases de forma a poder ir entregando partes do projeto 
antes do prazo final. Essa forma de entrega minimiza riscos, uma vez que erros de 
design possam ser identificados pelo cliente antes do término do projeto.
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O modelo ADDIE pode auxiliar a produzir o design instrucional para um curso. Esse 
design instrucional pode, no entanto, ter várias configurações. Savioli e Torezani (2020) 
descrevem alguns modelos.
Modelo de DI fechado ou fixo. Este modelo caracteriza-se pela separação 
entre as fases de concepção (Análise, Design e Desenvolvimento) e de execução 
(Implementação). Aqui há um planejamento detalhado e um cuidado muito grande 
na produção de todos os componentes do DI. 
O produto deste tipo de DI possui conteúdos bem estruturados, mídias cuidadosamente 
selecionadas e produzidas, com instrumentos de avaliação que propiciam feedbacks 
imediatos ao aprendiz. O trabalho de tutoria, quando existente, está voltado mais 
para esclarecimento de dúvidas dos alunos e na detecção de possíveis problemas 
nos materiais didáticos produzidos ou realizar orientações para o bom desempenho 
dos envolvidos. Geralmente, a aprendizagem é autogerida e o foco é a aprendizagem 
individual. 
O designer toma decisões em relação a todos os aspectos envolvidos na construção do 
curso. Decide como organizar as unidades de estudo, como estruturar os conteúdos, 
quais atividades deverão ser realizadas pelos alunos, como será a interação entre os 
atores, quais os papéis de cada um no processo. 
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A interação dos alunos com o conteúdo e com os recursos é quase totalmente 
automatizado. É possível realizar avaliações com retorno automático, obter relatórios 
de acesso e resultados da aprendizagem dos alunos. 
O modelo é considerado fechado ou fixo porque está tudo pronto ao iniciar a 
implementação; as improvisações e alterações são mínimas no processo. O aluno 
segue um roteiro previamente determinado para atingir os objetivos definidos 
anteriormente. A aprendizagem autogerida, ao seguir o próprio ritmo do aluno, pode 
ser uma vantagem deste modelo que costuma oferecer materiais de qualidade para 
o estudo. 
Os conteúdos podem contar com referências de mídias externas, quer sejam links tanto 
para textos como para outras mídias (vídeos, animações, objetos de aprendizagem, 
blogs, sites, entre outros), mas serão apenas utilizadas como materiais complementares. 
O limite de um modelo como este é o tempo de produção que não costuma ser 
pequeno e as alterações na estrutura e nos produtos exige esforço e recursos. 
O ideal, para este modelo, é ter programas de ensino/treinamento com pouca 
necessidade de atualização ou alteração do conteúdo durante um período razoável. 
Por exemplo, vamos imaginar um programa de treinamento para revendedoras de uma 
empresa que vende cosméticos. Se o treinamento necessário for para apresentação 
da nova linha de maquiagem lançada para o verão, com certeza o treinamento terá 
de ser refeito quando a linha de inverno for lançada. Sendo assim, o modelo fixo não 
é o ideal. Já se o treinamento for relativo às melhores formas de abordar as clientes, o 
conteúdo será mais permanente e esse é o modelo certo. 
Modelo de DI aberto. Neste modelo, o design é refinado durante o processo de 
aprendizagem, especialmente na implementação. Há uma previsão geral de conteúdo 
e atividades que podem ser alteradas na realização do curso. Os conteúdos podem 
contar com referências de mídias externas, quer sejam links para textos como para 
outras mídias (vídeos, animações, objetos de aprendizagem, blogs, sites, entre outros). 
As mídias indicadas podem ter menor qualidade de produção; e as que são produzidas 
podem, também, gerar produtos com qualidades diversas em função das condições 
disponíveis. As atividades previstas podem ser alteradas dependendo dos alunos. 
Podem atender a expectativas diferentes em termos de aprendizagem e a tutoria faz 
as adaptações no planejamento inicial dependendo da situação e da realidade dos 
participantes. 
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A aprendizagem costuma ser mais colaborativa, com atividades em que todos 
contribuem com todos, incluindo a tutoria. Neste modelo, as atividades colaborativas 
são sempre abertas, pois é impossível prever como será o processo e o resultado 
da interação. Como vantagem do modelo aberto de DI, a produção dos materiais a 
serem usados não requer equipes tão especializadas como as do modelo fechado ou 
fixo. O professor pode ser o conteudista, ajudando a selecionar as mídias disponíveis 
ou mesmo produzi-las, além de participar da implementação, identificando os ajustes 
necessários no processo de ensino. O limite deste modelo está normalmente associado 
às plataformas LMS, que devem ter ferramentas para ajudar a organizar os materiais 
e a disponibilizar aos alunos as ferramentas de interação, como chat, fórum, entre 
outros. 
Modelo de DI misto. O modelo de DI misto é uma combinação entre o modelo 
fechado e o aberto. Pode contar com situações de ensino mais estruturadas, com o 
foco na aprendizagem autogerida, mas, também, com situações menos estruturadas 
que estimulem a aprendizagem colaborativa. Por exemplo, pode-se contar com 
alguns materiais preparados especialmente para o curso, com exercícios e avaliações 
individuais automatizadas. Além disso, pode haver materiais complementares, com 
links para textos e mídias disponíveis na internet, além de atividades mais interativas 
entre os participantes e entre a tutoria e os alunos com atividades adaptadas em 
função do grupo.
Saiba Mais
Design Instrucional: uma abordagem do Design Gráfico para o 
desenvolvimento de ferramentas de suporte à educação a distância.
Disponível em: http://www.educacaografica.inf.br/artigos/
design-instrucional-uma-abordagem-do-design-grafico-para-o-
desenvolvimento-de-ferramentas-de-suporte-a-educacao-a-distancia.
Acessado em 13 de maio de 2024
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Em Resumo
O Modelo ADDIE é muito usado no planejamento do Design Instrucional. Além 
de permitir o detalhamento das ações, realiza a conexão com o público-alvo e a 
distribuição das atividades de produção. Também abordamos os modelos de Design 
instrucional e a diferença entre eles. A escolha do modelo de DI depende do propósito 
do curso, alinhado com o perfil do público a ser atendido com a solução.
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Na ponta da língua
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Referências Bibliográficas
Filatro, A. (2020). Design Instrucional na Prática. Pearson Prentice Hall.
Palloff, R M. e Pratt, K. (2013). O Instrutor Online: Estratégias para a excelência 
profissional. Tradução: Fernando de Siqueira. Porto Alegre: Penso.
Savioli, C e Torezani, G. (2020). Design Instrucional e Negócio Digital: Como planejar, 
produzir e publicar um negócio virtual educacional. Brasília: Clube de Autores.
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Design instrucional na prática
Andrea Filatro
Pearson Universidades, 2008

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