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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ Projeto TCC1 ANÁLISE PATOLÓGICA DOS EFEITOS DA MARESIA EM CONSTRUÇÕES LITORÂNEAS GABRIEL COELHO PIMENTEL Orientador(a): Prof. Carlos Alberto Martins Ferreira Nome do orientador(a) no campus: Prof. Felipe Fraga de Almeida Cabo Frio - RJ 2019 UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ Projeto TCC1 ANÁLISE PATOLÓGICA DOS EFEITOS DA MARESIA EM CONSTRUÇÕES LITORÂNEAS GABRIEL COELHO PIMENTEL Orientador(a): Prof. CARLOS ALBERTO MARTINS FERREIRA Trabalho apresentado por Gabriel Coelho Pimentel como projeto TCC1 do periodo academico 2019-2 do curso de Engenharia Civil da Universidade Estácio de Sá, campus Cabo Frio sob a orientação do Prof. Carlos Alberto Martins Ferreira. CABO FRIO 2019 UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ Projeto TCC1 ANÁLISE PATOLÓGICA DOS EFEITOS DA MARESIA EM CONSTRUÇÕES LITORÂNEAS GABRIEL COELHO PIMENTEL Aprovada em ____/____/_____. BANCA EXAMINADORA _________________________________________________ Prof(a).Dr(a), Me ou prof.(a) Nome do Orientador(a) (Universidade Estácio de Sá) (Orientador) Prof. Felipe Fraga de Almeida __________________________________________________ Nome Completo Titulação-Instituição __________________________________________________ Nome Completo Titulação-Instituição CONCEITO FINAL: _________________ CABO FRIO 2019 2 RESUMO O presente trabalho faz uma revisão bibliográfica a respeito das patologias encontradas em estruturas litorâneas de concreto armado. Num primeiro momento será feita uma análise do fenômeno maresia, justificando o uso de impermeabilizantes e acabamentos específicos para trata-lo. Serão descritas patologias comumente evidenciadas em estruturas litorâneas sob a ação deste fenômeno e como estas podem ser prejudiciais a toda estrutura em si. Desta forma é apresentada a necessidade de uma análise minuciosa das patologias a fim de se manter a capacidade de resistência e flexão mínimas exigidas em normas para que dessa forma seja resguardado não só o engenheiro, mas também todos aqueles que dependem da estrutura, seja em moradia, em empresas, hospitais entre outros. Ainda será feita uma análise de gastos que são gerados caso a recuperação das estruturas seja executada de forma errônea, e que de certa forma muitas vezes só fazem agravar o problema. Em contrapartida será apresentado a metodologia correta para tratamento de corrosão de armaduras e de reparos em vigas e pilares de concreto armado, e como esse além de ser muito mais seguro, acaba sendo sem dúvida mais econômico. E finalmente serão apresentadas as conclusões a respeito do assunto, a importância de o entendimento das armaduras sofrerem um processo acelerado de corrosão em áreas sob efeito de maresia, destacando-se a importância de tratar a durabilidade das estruturas litorâneas com afinco ainda na fase de projeto, onde as melhorias geram gastos consideravelmente menos onerosos para o cliente. 3 ABSTRACT This paper reviews the pathologies found in coastal structures of reinforced concrete. At first, an analysis of the sea air phenomenon will be made, justifying the use of waterproofing and specific finishes to treat it. Pathologies commonly evidenced in coastal structures under the action of this phenomenon will be described and how they can be harmful to the entire structure itself. Thus the need for a thorough analysis of all pathologies is presented in order to maintain the minimum resistance and flexural capacity required by standards so that not only the engineer, but also all those who depend on the structure, be protected. In housing, in companies, hospitals and others. There will still be an analysis of expenses that are generated if the restoration of the structures is performed incorrectly, and that in some ways only aggravate the problem. On the other hand, the correct methodology for corrosion treatment of reinforcement and repair of reinforced concrete beams and pillars will be presented, and since this one is much safer, it is undoubtedly more economical. And finally, the conclusions on the subject will be presented, the importance of understanding the reinforcement undergo an accelerated process of corrosion in areas under the effect of salt spray, highlighting the importance of treating the durability of the coastal structures hard during the design phase, where improvements generate considerably less costly expenses for the customer. 4 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................... 7 1.1 Os sintomas .................................................................................................................. 9 1.2 Os mecanismos ......................................................................................................... 10 1.3 A origem ..................................................................................................................... 10 1.4 As causas ..................................................................................................................... 10 2. JUSTIFICATIVA .............................................................................................................. 10 3. OBJETIVO ......................................................................................................................... 12 3.1 Objetivo Geral ............................................................................................................. 12 3.2 Objetivos Específicos .................................................................................................. 12 4. METODOLOGIA .............................................................................................................. 13 5. CONCLUSÃO .................................................................................................................... 13 6. BIBLIOGRAFIA ............................................................................................................... 14 7 1. INTRODUÇÃO Devido a sua beleza natural e importância econômica, morar ou trabalhar perto da praia é o sonho de muitas pessoas. As áreas litorâneas são muito visadas pela construção civil em via de alguns pontos positivos desse cenário. Contudo, construir no litoral tem seus próprios desafios. Desde a má escolha dos materiais a serem utilizados nas obras à ausência de estudos prévios sobre a interferência dos fenômenos naturais nas estruturas a serem construídas. As regiões litorâneas apresentam como principal característica uma névoa bastante fina e úmida, formada por minúsculas gotas de água do mar, trazidas pelas ondas e pelo vento, a chamada maresia. Isso torna esse ambiente um dos mais potencialmente agressivos para as construções, que ficam altamente vulneráveis à deterioração, já que essas partículas irão se alojar nas mais variadas superfícies, gerando reações químicas. Executar um projeto no litoral exige alguns cuidados especiais, sobretudo por causa da maresia que se aloja nas superfícies expostas e causam diversos problemas nas estruturas. Uma das maiores preocupações para construtores e proprietários de imóveis localizados em áreas litorâneas. Um dos efeitos mais conhecidos da maresia é a potencialização da corrosão de componentes metálicos. “A corrosão metálica envolve a perda de elétrons que, na forma de íons, reagem com outras espécies existentes no meio corrosivo formando óxidos, sais e hidróxidos que são conhecidos como produtos de corrosão”, explica Araújo. Ela acontece de maneira espontâneae pode variar a velocidade de acordo com o tipo de material. Mas esse não é o único problema, a maresia também pode ocasionar fissuras e manchas de corrosão, além de risco de desprendimento de fragmentos de concreto, os chamados desplacamentos. ” As estruturas de concreto são comuns em todos os países do mundo, caracterizando- se pela estrutura preponderante no Brasil. Comparada a estruturas com outros materiais, a disponibilidade dos materiais constituintes (concreto e aço) e a facilidade de aplicação, explicam a larga utilização das estruturas de concreto, nos mais variados tipos de construção, como edifícios de pavimentos, pontes e viadutos, reservatórios, barragens, pisos industriais, pavimentos rodoviários e de aeroportos, paredes de contenção, obras portuárias, canais, entre outros. (PAULO BASTOS, 2019). Um bom material para ser utilizado em uma estrutura é aquele que apresenta boas características de resistência e durabilidade. Nesse sentido, a pedra natural apresenta muito boa resistência à compressão e durabilidade elevada. No entanto, a pedra é um material frágil e tem baixa resistência à tração. O concreto, como as pedras naturais, apresenta alta resistência à compressão, o que faz dele um excelente material para ser empregado em elementos estruturais primariamente submetidos à compressão, como por exemplo os pilares, mas, por outro lado, suas características de fragilidade https://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/materiais-resistentes-a-maresia-saiba-especificar_11025_0_1 8 e baixa resistência à tração restringem seu uso isolado em elementos submetidos totalmente ou parcialmente à tração, como tirantes, vigas, lajes e outros elementos fletidos. Para contornar essas limitações, o aço é empregado em conjunto com o concreto, e convenientemente posicionado na peça de modo a resistir às tensões de tração. O aço também trabalha muito bem na resistência às tensões de compressão, e nos pilares auxilia o concreto. Um conjunto de barras de aço forma a armadura, que envolvida pelo concreto origina o Concreto Armado, um excelente material para ser aplicado na estrutura de uma obra. (PAULO BASTOS, 2019). O Concreto Armado alia as qualidades do concreto (baixo custo, durabilidade, boa resistência à compressão, ao fogo e à água) com as do aço (ductilidade e excelente resistência à tração e à compressão), o que permite construir elementos com as mais variadas formas e volumes, com relativa rapidez e facilidade, para os mais variados tipos de obra. (PAULO BASTOS, 2019). A corrosão de armadura se mostra como uma das mais frequentes dentre as patologias encontradas no concreto armado e a que envolve maiores risco a segurança. A corrosão das armaduras é um processo de deterioração da fase metálica, que implica em uma crescente perda de seção das barras e a formação de produtos expansivos que fissuram o concreto. O concreto até apresenta uma boa capacidade de proteção ao aço contra a corrosão. Entretanto, esta condição é perdida à medida que o concreto começa a ser atacado por substâncias agressivas existentes no meio ambiente. “A agressividade do meio ambiente está relacionada às ações físicas e químicas que atuam sobre as estruturas de concreto, independentemente das ações mecânicas, das variações volumétricas de origem térmica, da retração hidráulica e outras previstas no dimensionamento das estruturas. ” (Item 6.4.1). Nos projetos das estruturas correntes, a agressividade ambiental deve ser classificada de acordo com o apresentado na Tabela 3.1 e pode ser avaliada, simplificadamente, segundo as condições de exposição da estrutura ou de suas partes (item 6.4.2). (PAULO BASTOS, 2019). Tabela 3.1 - Classes de agressividade ambiental – CAA (NBR 6118, Tabela 6.1). 9 Como pode-se observar na tabela a cima (NBR 6118, Tabela 6.1), as construções litorâneas (marinhas) tem um grau de agressividade FORTE e um risco de deterioração GRANDE, o que influi diretamente na qualidade do concreto (relação água/cimento) e na espessura da camada de concreto responsável pela proteção da armadura em um elemento estrutural (cobrimento). Pois esses elementos estruturais estão sujeitos aos efeitos da corrosão, diante da exposição à maresia podendo sofrer ataques de cloretos, sulfatos e outros agentes agressivos. O risco e a evolução da corrosão do aço na região das fissuras de flexão transversais à armadura principal dependem essencialmente da qualidade e da espessura do concreto de cobrimento da armadura. Aberturas características limites de fissuras na superfície do concreto, em componentes ou elementos de concreto armado, são satisfatórias para as exigências de durabilidade. ” (NBR 6118, item 7.6). No caso de peças fletidas, como vigas por exemplo, deve ser feito o cálculo da abertura das fissuras, as quais geralmente apresentam-se com valores de 0,1 a 0,3 mm. A abertura calculada deve ser comparada e não pode ultrapassar os valores de abertura máximos permitidos, apresentados no item 13.4.2 da NBR 6118. Cada material ou componente reage de uma forma particular aos agentes de deterioração a que é submetido, sendo a forma de deterioração e a sua velocidade função da natureza do material ou componente e das condições de exposição aos agentes de deterioração. A análise da deterioração possibilita o julgamento de um produto (estrutura ou material), podendo-se admitir que seja considerado satisfatório quando ficar caracterizada uma relação positiva entre seu custo inicial, sua curva característica de deterioração, sua vida útil e seu custo de reposição ou recuperação. (RIPPER; SOUZA, 1998). A partir da identificação da origem e causa da patologia é que são definidas as técnicas de reparo. É importante definir se a estrutura passará por intervenções para recuperação ou se será necessário também um reforço, uma vez que os processos são diferentes para cada tipo de anomalia. Entende-se por recuperação o retorno da integridade dos elementos estruturais incluindo a vida útil inicial, e a solução é a recomposição da sua geometria, seguindo os passos adequados para tratamento do substrato de concreto deteriorado e, não menos importante, das armaduras, pois geralmente o problema passa pela corrosão das mesmas. Assim, definidas as etapas a serem executadas, a área começa a ser preparada para a intervenção. (Resende, 2018) A partir de um diagnóstico adequado, analisa-se os aspectos do problema, que são: 1.1. Os sintomas No caso das edificações em áreas litorâneas, os sintomas mais frequentes e aparentes são as fissuras, corrosão da armadura, eflorescência, desagregação, expansão do concreto por ação de sulfatos e por reação álcali-agregado. (Resende, 2018). Os problemas patológicos, em sua maioria, apresentam manifestações externas características, a qual podemos deduzir qual a natureza, a origem e os mecanismos das patologias, assim como estimar as prováveis consequências. 10 1.2. Os mecanismos Os problemas patológicos ocorrem por via de um mecanismo. No caso da corrosão de armadura em construções litorâneas, o principal mecanismo é a maresia que se aloja nas superfícies expostas e causam diversos problemas nas estruturas, é de suma importância conhecer os mecanismos envolvidos no problema para uma terapia adequada. 1.3. A origem As manifestações patológicas nas edificações, notadamente nas estruturas de concreto armado, são causadas por diversos fatores, podendo estar presentes em todas as etapas de uma obra. Na sua concepção, podem resultar de equívocos nos projetos e planejamento ou erros de dimensionamento e detalhamento. Na etapa executiva, que inclui má execução dos serviços devida à mão de obra pouco qualificada, como deficiência na concretagem, na confecção de fôrmas e escoramentos, má distribuição de armaduras, falta de cura, cobrimento insuficiente, relaçãoágua/cimento indevida, deficiência do sistema de impermeabilização da estrutura, entre outros. Podem ser causadas por falta de manutenção ou uso inadequado, por exemplo, excesso de carga, impactos e abrasão. Ou mesmo por ações do intemperismo, que incluem carbonatação, ação de cloretos e exposição a ambientes agressivos. (Resende, 2018). 1.4. As causas Quantos às causas, principalmente aquelas devidas à ação do tempo, as infiltrações de água, e a carbonatação do concreto resultam na corrosão das armaduras, estando quase sempre associada à porosidade excessiva e ao cobrimento insuficiente. Uma das primeiras consequências da oxidação das barras de aço é sua expansão, que gera ou agrava as fissuras e posteriores escamações com desplacamentos do concreto. As variações naturais da umidade relativa do ar e da temperatura aceleram os mecanismos de degradação do concreto. A manutenção das estruturas passa a ser urgente e inexorável. (Resende, 2018). 2. JUSTIFICATIVA Esta pesquisa apresenta as manifestações patológicas em estruturas de concreto armado e como estes se comportam sob a ação intensa da maresia. Apesar das diversas tecnologias existentes, os mais diversos estudos de caso sobre fachadas de prédios com alto nível de desgaste, muitas levando ao ponto de rompimento. Afim de apresentar de maneira geral os resultados da atuação intensiva deste fenômeno, a pesquisa não se trata de um estudo de caso, ela apresenta como o fenômeno impacta na construção civil indicando comparativos entre os efeitos em concreto armado. Para Helene (1992), quanto mais cedo começarem as medidas de correção na estrutura menor será seus gastos e mais efetiva será seu tratamento. A demonstração mais expressiva dessa afirmação é a chamada “lei de Sitter” que mostra os custos crescendo segundo uma progressão geométrica. 11 Segundo Stiller apud Helene (1992), os custos de manutenção das estruturas crescem em razão de 5 (cinco) quando comparados com os custos de uma medida preventiva na fase de projeto. Figura 2: Lei de evolução de custos, Lei de Sitter (Helene & Figueiredo, 2003) A beleza do litoral brasileiro atrai pessoas de diversas partes do mundo todos os anos. A quantidade de turistas e empreendedores dispostos a investir no setor imobiliário neste setor é significativo, desta forma uma análise aprofundada de um dos agentes erosivos mais importantes do litoral brasileiro se faz necessário para a identificação das patologias, e de que forma deve ser tratada. O risco não só dos atuais proprietários das edificações, mas dos futuros investidores, é evidente, os problemas estruturais na parte litorânea do Brasil são comuns, um tratamento adequado executado por um técnico especializado é de fundamental importância para manter a segurança e os parâmetros exigidos pelas normas brasileiras. “Os danos por corrosão podem afetar a capacidade portante dos componentes estruturais, em função da perda de seção transversal das armaduras, da perda de aderência entre o aço e o concreto e da fissuração deste”. (SBARDELINI; PEREIRA; CISOTTO, 2008, p. 23). Os danos que a maresia pode trazer gerando corrosão abrange diversos campos, não apenas o financeiro, mas também o social e ecológico. Para Figueiredo (2010), um programa eficiente de inspeção/manutenção periódica garante a durabilidade das edificações e permite estabelecer prioridades para as ações necessárias ao cumprimento da vida útil prevista. 12 Figura 2: Inspeção no restaurante Bom Prado (Ricardo Cassin/Divulgação PMSBC) Além de todos os malefícios, a corrosão provoca uma desvalorização nos imóveis, devido ao visual desagradável da edificação, com o intuito de “mascarar” tais aspectos negativos, os proprietários por muitas vezes acabam utilizando métodos impróprios, como pintar as trincas, o que só acaba agravando ainda mais os problemas da estrutura, por tais motivos o acompanhamento de um engenheiro civil é o ideal. 3. OBJETIVOS 3.1 OBJETIVO GERAL O objetivo principal deste projeto é verificar a gravidade do processo patológico causado pela maresia em edificações de concreto armado em regiões litorâneas, prevenindo, identificando as patologias e indicando como proceder diante dessas manifestações e seus custos. 3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS De forma mais específica se buscará através de uma análise tratar as manifestações patológicas seguindo os seguintes tópicos: ▪. Prevenção e identificação dos problemas estruturais causados pela maresia em construções litorâneas; ▪. Apresentar as consequências que essa manifestação patológica gera na estrutura; ▪. Apresentar as consequências que essa manifestação patológica gera no valor agregado ao imóvel; ▪. Apresentar soluções para os diversos tipos de patologias apresentadas nesta pesquisa seja em concreto armado. 13 4. METODOLOGIA Para a confecção deste projeto, foram efetuadas pesquisas a diversos temas que tangem a patologia em estruturas litorâneas, livros de química, artigos, internet e ainda consultas a profissionais da área, a fim de adquirir um maior embasamento teórico sobre a consequência das manifestações patológicas causados pela maresia. Após as pesquisas foram feitas diversas inspeções em locais em que a ação da maresia gerou patologia significativa. Tais locais foram registrados através de fotos e sinalizados para direcionar o objetivo desta pesquisa. 5. CONCLUSÃO Como objetivo principal deste projeto foi verificar a gravidade do processo patológico causado pela maresia, verificou-se a importância da escolha dos materiais e estudos prévios para projetos de edificações litorâneas, pois cada material ou componente reage de uma forma particular aos agentes de deterioração a que é submetido, a modo de inibir as patologias e aumentar a vida útil da estrutura. Verificou-se que a influência do ambiente é significativa na incidência e intensidade da corrosão, principal patologia causada pela maresia. Observou-se que a ocorrência ou não da corrosão em estruturas de concreto armado se dá pela interação entre o concreto e o meio ambiente. A partir da identificação da origem e causa da patologia é que são definidas as técnicas de reparo. O diagnóstico adequado é aquele que contempla todos os aspectos do problema, como os sintomas, mecanismos, origem e causas, possibilitando a escolha dos reparos necessários, de forma que a patologia não ocorra novamente, precisando de manutenção. É importante a definição se a estrutura passará por intervenções para recuperação ou se será necessário também um reforço, diagnóstico muito importante para a correta manutenção e segurança do local. E finalmente observou-se que a vida útil da estrutura está muito relacionada aos estudos prévios de projeto e especificação. Qualquer tomada de decisão nesta fase terá custos inferiores ao de manutenções posteriores, resolvendo o problema completamente. 14 6. BIBLIOGRAFIA ABNT, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13752: perícia de engenharia na construção civil. Rio de Janeiro, 1996. ABNT, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14037: manual de operação, uso e manutenção das edificações - conteúdo e recomendações para elaboração e apresentação. Rio de Janeiro, 1998. ABNT, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15575: edificações habitacionais - desempenho. Rio de Janeiro, 2008. ABNT, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5674: manutenção de Edificações - procedimentos. Rio de Janeiro, 1999. ABNT, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6118: projeto de estruturas de concreto - procedimentos. Rio de Janeiro, 2003. ANDRADE, CARMEN Manual para diagnóstico de obras deterioradas por corrosão de armaduras. Carmona, Antônio e Helene, Paulo R.L. 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