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Universidade da Amazônia (UNAMA) Curso: Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa Aluna: Brenda Barata Silva (04098013) A Terminologia é um campo de estudo que investiga a estrutura, a formação e o uso dos termos em contextos especializados. Dentre suas abordagens teóricas, destacam-se a Teoria Geral da Terminologia (TGT) e a Socioterminologia, que possuem concepções distintas sobre a variação linguística. Enquanto a TGT adota uma perspectiva normativa, a Socioterminologia enfatiza a influência social na construção dos termos (SAGER, 1990). A Teoria Geral da Terminologia (TGT), proposta por Eugen Wüster, tem caráter normativo e busca padronizar a linguagem técnica. Seu princípio fundamental é a univocidade, segundo o qual cada conceito deve ser designado por um único termo, evitando ambiguidades. Dessa forma, rejeita a variação linguística, a sinonímia e a polissemia, consideradas prejudiciais à comunicação especializada (WÜSTER, 1930). Essa abordagem é amplamente aplicada em domínios como Medicina e Engenharia. A Socioterminologia surgiu como uma abordagem descritiva que contesta a rigidez da TGT, considerando a variação terminológica um fenômeno natural. Diferentes grupos sociais utilizam termos distintos para um mesmo conceito, influenciados por fatores culturais e contextuais. Essa perspectiva reconhece que a comunicação especializada não é estática, mas dinâmica e socialmente construída (CHEVALIER, 1996). Assim, a variação terminológica é vista como um reflexo da diversidade linguística e profissional. Enquanto a TGT busca a padronização dos termos para garantir precisão na comunicação técnica, a Socioterminologia valoriza a variação linguística e sua relação com o contexto social. Na área da saúde, por exemplo, a TGT defende o uso exclusivo do termo hipertensão arterial, enquanto a Socioterminologia reconhece expressões populares como “pressão alta”. Essa divergência reflete a diferença entre uma abordagem prescritiva e outra descritiva, mais sensível aos usos reais da linguagem. A TGT e a Socioterminologia representam abordagens complementares nos estudos terminológicos, cada uma com finalidades distintas. Enquanto a primeira favorece a normatização em contextos técnicos, a segunda considera a variação linguística essencial para a compreensão dos usos reais. Ambas contribuem para a comunicação especializada, seja pela padronização ou pela adaptação aos diferentes contextos. Assim, a Terminologia se fortalece ao integrar perspectivas normativas e descritivas. Referências BARROS, Geraldo. Introdução aos Estudos Terminológicos. São Paulo: Editora Contexto, 2004. CABRÉ, Maria Teresa. Terminologia: Teoria, Método e Aplicações. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999. KRIEGER, Maria da Graça; FINATTO, Maria José Bocorny. Introdução à Terminologia: Teoria e Prática. São Paulo: Contexto, 2004. ALVES, Ieda Maria. Neologia e Terminologia: Contribuições para o Estudo do Léxico. São Paulo: Edusp, 2007. BEVILACQUA, Cleci Regina. A Terminologia e suas Interfaces com a Linguística e a Tradução. Campinas: Pontes Editores, 2011.