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método de atuação e ferramentas utilizadas Coordenadoria de Gestão de Processos Setembro/2019 VERSÃO 3 EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES Setembro de 2019 Oswaldo de Jesus Ferreira Presidente Eduardo Chaves Vieira Diretor Vice-Presidente Executivo Leandro Ambrósio Costa Coordenador de Estratégia e Inovação Pedro Costa Ferreira Chefe de Serviço de Gestão de Processos 1. APRESENTAÇÃO DO DOCUMENTO 2. GESTÃO POR PROCESSOS 3. O MÉTODO DE GESTÃO POR PROCESSOS 3.1. MÉTODO DE TRANSFORMAÇÃO DE PROCESSOS 3.2. MÉTODO DE GESTÃO DO DIA A DIA 3. GUIA DE FERRAMENTAS e técnicas 4. ANEXO: NOTAÇÃO BPM HU – UFSCAR, SP HU – UFSC, SC HU – UFPI, PI HU – UFMA, MA HU – UFJF, MG HUPES, BA HU-UFGD, MS HUPAA, AL HUOL, RN HUMAP, MS HUJBB, PA HUBFS, PA HUJM, MT HUL, SE HULW, PB HUJB, PB HUGV, AM HUGG, RJ HU – FURG, RS HUCAM, ES HU – UNIVASF, PE MEAC, CE MCO, BA HUB, DF HUAB, RN HUAC, PB MEJC, RN HUWC, CE HUAP, RJ HU – UFPEL, RS HDT, TO HC – UFMG, MG MVFA, PR HC – UFPR, PR HC – UFPE, PE HC – UFTM, MG HU – UFSM, RS HU – UFS, SE HC – UFG, GO SEDE, DF Nos últimos anos, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares vem amadurecendo institucionalmente como Rede, com esforços colaborativos de padronização e construção de modelos de gestão. Esse esforço vem ganhando robustez com a elaboração e posterior publicação dos Cadernos de Processos e Práticas. Os Cadernos de Processos e Práticas são documentos que trazem referências de como devem ser executados processos em diferentes temáticas, trazendo os fluxos dos processos das temáticas trabalhadas, com seu detalhamento em atividades e práticas recomendadas pela Rede. A construção dos cadernos é um processo conjunto que começa nas Diretorias Técnicas com a construção de fluxos base, que têm por objetivo guiar reuniões de levantamento de práticas. Em visitas à Hospitais de diferentes realidades e contextos, são levantadas e consolidadas diferentes práticas. Posteriormente é elaborado um questionário que deve ser respondido por toda a Rede. As práticas escolhidas pela Rede como as mais recomendadas são então compiladas na publicação oficial do Caderno de Processos e Práticas. Foram publicados, em 2016, os cadernos nas temáticas de Hotelaria Hospitalar e Engenharia Clínica, enquanto os cadernos nas temáticas de Manutenção Predial e Patrimônio estão em construção. No ano seguinte, aconteceu a implantação piloto dos Cadernos de Processos e Práticas de Engenharia Clínica e Hotelaria Hospitalar em seis Hospitais Universitários da Rede Ebserh, esforço que resultou em expressivos ganhos, tanto na eficiência dos processos quanto na redução de custos. Após a implantação piloto dos Cadernos, surge uma demanda por um método replicável de implantação, que seja flexível e didático, não só auxiliando na replicação de Cadernos de Processos e Práticas, mas capacitando os funcionários dos Hospitais Universitários na Gestão por Processos e entregando ferramentas para que o próprio hospital consiga, com autonomia, conduzir projetos de transformação de processos. De um conjunto amplo de experiências, tanto na sede quanto nos hospitais, nasceu o Método de Gestão por Processos da Rede Ebserh, uma metodologia de transformação de processos e gestão do dia a dia que pode ser adaptada e utilizada por qualquer Hospital em qualquer temática, não ficando mais condicionado à replicação dos Cadernos de Processos e Práticas. 6 O Método de Gestão por Processos aqui apresentado é o resultado da consolidação de todo o aprendizado acumulado de dezenas de visitas e trabalhos realizados em conjunto com os Hospitais Universitários, e continuará sendo atualizado, conforme o método é aplicado e replicado nos diversos Hospitais da Rede Ebserh. As etapas e atividades aqui propostas fornecerão um norte para que as equipes dos Hospitais Universitários da Rede Ebserh possam trabalhar a gestão por processos em suas rotinas, trazendo práticas modernas de gestão, cada vez mais presentes nas organizações, para dentro do universo complexo e diverso dos HUFs. Nos próximos capítulos, o leitor encontrará um material completo e didático sobre os fundamentos da gestão por processos, além do detalhamento do Método de Gestão por Processos em si, o qual traz informações cruciais para o sucesso de projetos de transformação e gestão do dia a dia, assim como dicas e ferramentas que podem ser utilizadas. Boa leitura e faça bom proveito! 7 HU – UFSCAR, SP HU – UFSC, SC HU – UFPI, PI HU – UFMA, MA HU – UFJF, MG HUPES, BA HU-UFGD, MS HUPAA, AL HUOL, RN HUMAP, MS HUJBB, PA HUBFS, PA HUJM, MT HUL, SE HULW, PB HUJB, PB HUGV, AM HUGG, RJ HU – FURG, RS HUCAM, ES HU – UNIVASF, PE MEAC, CE MCO, BA HUB, DF HUAB, RN HUAC, PB MEJC, RN HUWC, CE HUAP, RJ HU – UFPEL, RS HDT, TO HC – UFMG, MG MVFA, PR HC – UFPR, PR HC – UFPE, PE HC – UFTM, MG HU – UFSM, RS HU – UFS, SE HC – UFG, GO SEDE, DF Antes de iniciar a discussão da disciplina de Gestão por Processos, é necessário definir alguns conceitos que serão fundamentais para a compreensão da metodologia. Tais conceitos serão os blocos com os quais construiremos conceitos mais complexos, assim, seu entendimento auxiliará a compreensão do Método de Gestão por Processos e suas etapas. 10 PROCESSO ADMINISTRATIVO PROCESSO DE NEGÓCIO Conjunto de documentos que fornecem informação, análise e a parecer, suscetível de consulta, estudo, prova e pesquisa Coleção de atividades que possuem um ou mais insumos e geram um ou mais resultados que representam agregação de valor ao cliente. Na administração pública, se ouve muito falar em processos. Contudo, muitas vezes os processos mencionados no ambiente de trabalho são processos administrativos, enquanto o objeto de estudo da metodologia são os processos de negócio. O QUE É GESTÃO? O QUE SÃO PROCESSOS? É um conjunto de tarefas que buscam garantir a execução eficaz dos recursos disponíveis para conseguir-se atingir objetivos propostos. Diz-se que gerir é tomar decisões e implementá-las COM A GESTÃO POR PROCESSOS, PODEMOS... ▪ Melhorar a eficiência do serviço e aumentar a satisfação do paciente; ▪ Viabilizar a transformações de processos ▪ Implantar sistemas de uma maneira mais ágil e com menos transtornos. É uma sequência de atividades logicamente ordenadas que tenham como objetivo a produção de um produto ou serviço Toda organização executa processos de negócio, a diferença entre as organizações geralmente se dá pela maturidade da gestão por processos, ou seja, pelas diferenças em como os processos são estruturados: ▪ Os processos possuem regras definidas? ▪ Os processos são mapeados? Possuem manuais? ▪ Existem procedimentos operacionais padrão (POPs)? No contexto hospitalar, vemos processos de negócio em todas as temáticas trabalhadas no hospital: 11 REALIZAR ATENDIMENTO NA UTI Assistência Hotelaria Hospitalar Engenharia Clínica Manutenção Predial Setor de Patrimônio Setor de Compras Processar roupa na área limpa Realizar ativação de EMH Movimentar bens GERIR ATA DE REGISTRO DE PREÇOS Executar manutenção predial A Gestão por Processos é uma disciplina gerencial que tem por objetivo promover o controle, sustentação e transformação dos processos das organizações para o alcance de melhores resultados. As bases para a formação dos conceitos que permeiam BPM surgiram muito antes de sua titulação como disciplina gerencial. Segundo Paul Harmon, quatro importantes pilares formam as origens do Gerenciamento de Processos de Negócio, são elas: Os princípios da administração científica estipulados por Taylor e posteriormente impulsionados por Ford ofereceram as bases para a especialização do trabalho, produção em larga escala e aumento de produtividade. A preocupação com a qualidade final entregue considerando preço, confiabilidade, prazo e satisfação do cliente, além da aplicação de técnicas estatísticas para controle da qualidade, foram conceitos trazidos por Juran e Deming, durante o movimento denominadoindicadores com os executores A atividade de “Analisar Desempenho do Processo”, tem como objetivo, utilizando os indicadores coletados na atividade anterior, extrair informações gerenciais que propiciem uma análise crítica acerca da saúde e desempenho dos processo trabalhados. OBJETIVO FERRAMENTAS ▪ Ficha de Indicadores ▪ Painel do Processo 84 PASSO A PASSO ▪ Dono do processo ▪ Equipe da Gestão do Dia a Dia PARTICIPANTES Consolidar, no espaço referente às análises da Ficha de Indicadores e no Painel do Processo, as percepções que os indicadores trazem sobre o processo. Apresentação para a governança Avaliar o comportamento em relação à meta definida na etapa “Ativar”. Essa atividade é uma oportunidade de verificar se a meta foi estabelecida da forma correta;. Análise do comportamento com relação à meta definida Analisar, utilizando ferramentas gráficas e técnicas de análise de dados, o comportamento do indicador ao longo do tempo em que ele foi monitorado. Existem oscilações ou tendências? Qual motivo causou tal variação? Análise do comportamento com relação à série histórica ▪ Não se prenda somente aos indicadores, dados qualitativos como eventos, notícias e percepções devem ser levados em consideração. ▪ Caso a meta estabelecida tenha sido arrojada demais, é importante que alguns ciclos sejam realizados antes da meta ser alterada. Toda vez que uma meta é alterada ela perde força e significado DICAS A atividade de “Definir Ações a Serem Tomadas” tem o objetivo de, utilizando uma análise crítica do processo, elencar ações que, quando executadas, resultam em melhorias que podem ser rapidamente implementadas para manter o desempenho almejado. OBJETIVO 85 FERRAMENTAS ▪ Painel do Processo ▪ As mesmas ferramentas utilizadas nas etapas de “Imersão” e “Solução” podem ser utilizadas nessa etapa. DICAS PASSO A PASSO ▪ Dono do processo ▪ Equipe da Gestão do Dia a Dia PARTICIPANTES Pactuação de responsabilidades e consolidação das melhorias Assinalar responsáveis por implementar essas pequenas melhorias. Consolidar a melhoria e responsável no Kanban do Processo, presente na ferramenta “Painel do Processo”. Essas atividades devem ser monitoradas durante os Ritos de Gestão. Observando-se as análises dos indicadores e percepções do desempenho do processo, elencar quais são os problemas que têm dificultado o desempenho do processo; Identificação das dores do processo Ideação de melhorias Utilizando uma dinâmica simplificada da etapa de “Solução”, encontrar e priorizar melhorias para os problemas dos processos, levando em conta esforço e impacto alcançados com as melhorias; ETAPAS Construir plano de ação Implantar plano de ação Padronizar processo A etapa “Melhorar Desempenho do Processo” quebra o ciclo de mantimento do processo para introduzir melhorias que trarão ganhos incrementais de desempenho para os processos trabalhados. INTRODUÇÃO À ETAPA FERRAMENTAS ▪ Painel do Processo ▪ Plano de Implantação ATORES RESULTADOS ▪ Melhorias implantadas ▪ Aumento no desempenho do processo Na etapa de melhoria no desempenho do processo, temos uma versão simplificada da etapa “Implantar”, resumida novamente em três etapas: planejamento, atuação e consolidação. Na Gestão do Dia a Dia, as melhorias propostas geralmente não são tão disruptivas quanto as propostas no Método de Transformação dos Processos, assim, demandam menores esforços de planejamento e implantação. Contudo, a supervisão implantação das melhorias é tão necessária quanto nos projetos de transformação, devendo ser feitas em todos os ritos de gestão. 88 ▪ Dono do Processo ▪ Equipe da Gestão do Dia a Dia PASSO A PASSO A atividade de construção dos planos de ação tem como objetivo elaborar o planejamento para a implantação das melhorias, de forma a auxiliar os executores e a gestão do processo. OBJETIVO 89 ▪ Dono do processo ▪ Equipe da Gestão do Dia a Dia ▪ Executores do processo PARTICIPANTES FERRAMENTAS ▪ Painel do Processo ▪ Plano de Implantação ▪ A utilização do Plano de Implantação nessa etapa só se faz necessária quando ocorrem mudanças estruturantes, de maior complexidade, para a grande maioria das melhorias propostas sua formalização no Painel do Processo é suficiente. DICAS Pactuar com a equipe responsável pela Gestão do Dia a Dia os planos de ação para cada melhoria; Aprovar o plano de ação Consultar os executores do processo para que contribuam com o detalhamento das ideias pactuadas em reunião, por terem o domínio técnico necessário; Consulta aos executores do processo Para cada melhoria, avaliar o que deve ser feito para que a melhoria seja implantada com sucesso, estabelecendo responsáveis e prazos; Construir plano de ação A atividade de implantação dos planos de ação tem o objetivo de acompanhar as ações traçadas na etapa anterior até a sua execução, a fim de concretizar as melhorias propostas as atividades anteriores OBJETIVO FERRAMENTAS ▪ Painel do Processo ▪ Plano de Implantação ▪ O Dono do Processo deve ser uma força constante na implantação, coordenando os esforços e colocando a mão na massa quando necessário. ▪ Garantir a comunicação da equipe é essencial, traz motivação e dá visibilidade às melhorias implantadas. DICAS 90 PASSO A PASSO ▪ Dono do processo ▪ Equipe da Gestão do Dia a Dia ▪ Executores do processo PARTICIPANTES Coordenar os esforços das equipes, trazendo, quando necessário os executores do processo, para que eles forneçam conhecimento técnico e contribuam para a implantação das melhorias levantadas ; Monitorar o plano de implantação Registrar, no Kanban do processo, os avanços das melhorias já implantadas. A gestão visual ajuda na condução das reuniões e na implantação das melhorias. Registrar o avanço da implantação A mudança não ocorre na sala de projeto, assim, todos devem ter uma participação na implantação de melhorias pactuadas; Execução da implantação de melhorias Na atividade de padronização do processo, devemos consolidar as melhorias implantadas, atualizando a documentação do processo. Tal ação tem o propósito de formalizar a implantação das melhorias e incrementar o registro do conhecimento processual do Hospital. OBJETIVO 91 FERRAMENTAS ▪ Mapeamento de Processos ▪ É interessante dar visibilidade aos fluxos, seja por meio de uma impressão em A3 ou A0, publicação na intranet ou outros meios similares, sejam eles lúdicos ou formais. A difusão do conhecimento do processo entre os executores é fundamental. DICAS PASSO A PASSO ▪ Dono do processo ▪ Equipe da Gestão do Dia a Dia ▪ Executores do processo PARTICIPANTES Durante o Rito, discutir como foi a implantação das melhorias, levantando erros e acertos na condução da atividade anterior Revisão da implantação Atualização da documentação Atualizar as documentações do processo alterado de maneira que estas contemplem o escopo do processo já melhorado. A padronização lúdica pode auxiliar no entendimento do processo por seus executores. Divulgação do novo padrão de referência do processo Divulgar, entre os executores do processo e demais interessados, o novo padrão de referência, para que as atividades mapeadas não caiam no esquecimento HU – UFSCAR, SP HU – UFSC, SC HU – UFPI, PI HU – UFMA, MA HU – UFJF, MG HUPES, BA HU-UFGD, MS HUPAA, AL HUOL, RN HUMAP, MS HUJBB, PA HUBFS, PA HUJM, MT HUL, SE HULW, PB HUJB, PB HUGV, AM HUGG, RJ HU – FURG, RS HUCAM, ES HU – UNIVASF, PE MEAC, CE MCO, BA HUB, DF HUAB, RN HUAC, PB MEJC, RN HUWC, CE HUAP, RJ HU – UFPEL, RS HDT, TO HC – UFMG, MG MVFA, PR HC – UFPR, PR HC – UFPE, PE HC – UFTM, MG HU – UFSM, RS HU – UFS, SE HC – UFG, GO SEDE, DF 94 O objetivo da Agenda de Melhorias é catalogar, de forma estruturada e detalhada, todas as ideias de melhoria identificadas durante a análise dos processos de trabalho. É uma ferramenta de consolidação dosproblemas, soluções e critérios de priorização. OBJETIVO A agenda de melhorias pode ser usada em qualquer situação que envolva problemas e soluções. No Método de Transformação de Processos, utilizamos a Agenda para consolidar os problemas na etapa “Imersão”. Posteriormente, para consolidar as melhorias da etapa “Solução”. QUANDO PODE SER UTILIZADO? COMO UTILIZAR A FERRAMENTA? 1. EXPLORAÇÃO: Identifique o evento, causa e consequência dos problemas; 2. CRIAÇÃO: Identifique e nomeie a melhoria que resolva, total ou parcialmente o problema elencado na exploração; 3. PRIORIZAÇÃO: Após a ideia de melhoria ter sido descrita, para que ela seja elencada para execução, é necessário identificar o esforço necessário, impacto no ganho e horizonte de implementação; 4. CLASSIFICAÇÃO: com a melhoria descrita e priorizada, ela deve ser classificada pelo tipo de melhoria, para que tenhamos uma visão dos diferentes atores que precisamos envolver (Executores do processo, SGPTI, DivGP, etc.). CONCEITOS IMPORTANTES FLUXO DE TRABALHO: São melhorias que propõe alterações nas atividades do processo ou nas regras de negócio. PESSOAS E ORGANIZAÇÃO: Melhorias que envolvem mudanças no quadro de funcionários e na própria estrutura do HU. Geralmente envolvem a DivGP SISTEMAS E INFRAESTRUTURA: Melhorias que evolvem a área de TI, como melhorias de rede ou desenvolvimento de sistemas EXPERIÊNCIA DO PACIENTE: Melhorias que são focadas em aprimorar a experiência que o paciente tem quando sendo tratado no HUF. DIFICULDADE: 95 Falta de organização da fila. Agendas com marcação de consultas por grandes blocos. Horários vazios (sem atendimento), mesmo com equipe e infraestrutura disponíveis. Falta de previsibilidade do horário de atendimento. Implantação de sistema de senha para organização da fila de atendimento de acordo com o horário de chegada e prioridades estabelecidas em lei. Agendamento de consultas por blocos de 2 horas a fim de diminuir o tempo de espera e a superlotação do ambulatório. Agendamento de maior número de pacientes por bloco de horário, assim como confirmação de consultas para diminuição do absenteísmo. Indicação da previsão do horário de atendimento para o paciente no momento do cadastro. Quais os problemas identificados? Quais as melhorias propostas para atacar os problemas identificados? Qual a classificação quanto ao esforço, impacto nos ganhos e horizonte de implantação? Qual o tipo de melhoria? 96 A Ficha de Ativação do Dia a Dia tem como objetivo auxiliar na definição de parâmetros essenciais no planejamento e construção da Gestão do Dia a Dia no Hospital. Tal ferramenta também tem o objetivo de consolidar tais decisões em um só documento, trazendo um resumo executivo do esforço de Gestão do Dia a Dia. OBJETIVO A Ficha de Ativação deve ser utilizada na etapa “Ativar Gestão do Dia a Dia”, como ferramenta âncora para auxiliar na definição do escopo, atores e estruturação do Rito de Gestão, guiando a discussão que deve ocorrer no primeiro Rito de Gestão. QUANDO PODE SER UTILIZADO? COMO UTILIZAR A FERRAMENTA? DIFICULDADE: CONCEITOS IMPORTANTES ESCOPO: Definição do que o processo engloba: quais as principais etapas e quais os limites do processo. FICHA DE PROCESSOS: Documento que consolida informações básicas sobre o processo, como escopo, principais atores, ferramentas/sistemas, indicadores, etc. PLANO DE IMPLEMENTAÇÃO: Documento utilizado para auxiliar na implementação de mudanças, complexas, que chamamos de mudanças estruturantes 1. DEFINA OS PARÂMETROS DO PROJETO: Na reunião de planejamento da Gestão do Dia a Dia, preencha, em um esforço conjunto, os campos do documento, que possuem as definições chave para a condução do trabalho; 2. VALIDE O CONTEÚDO COM ATORES CHAVE: após a elaboração da primeira versão do documento, este deve ser validado com os atores relevantes no esforço de Gestão do Dia a Dia; 3. DÊ VISIBILIDADE AO DOCUMENTO: Diferente do TAP, a ficha de ativação não necessita ser apresentada à governança. Contudo, uma boa prática é apresentar o documento como um cartão de apresentação, quando se faz necessário o envolvimento de outros atores. 97 Maria Beatriz Camargo, Chefe de Hotelaria – Dona do Processo Rodrigo Silva, Assistente Administrativo Luisa Torres, Analista de Processos Rafael Mendonça, Assistente Administrativo Dra. Márcia Gusmão, Gerente de Atenção à Saúde Prof. Carlos Augusto Rocha, Superintendente Segunda, 01/02, às 14h00 Ficha de Processos Plano de Implementação Remover enxoval sujo da unidade geradora Pesar enxoval sujo Armazenar enxoval sujo Transportar roupa para lavanderia externa 30 minutos 60 minutos 90 minutos REMOVER roupa suja da unidade geradora Remover enxoval hospitalar Pesar roupa suja Quais são as etapas do processo? Onde o processo começa e termina? Qual é o nome do processo que será executado? Quem é a equipe que irá participar da gestão do dia a dia? Quais instrumentos serão utilizados para a gestão do dia a dia? Quanto tempo o Rito de Gestão deve durar? Quem é responsável pela gestão do dia a dia? Qual a previsão da data da primeira reunião? 98 Expor de forma clara, sintética e intuitiva os indicadores dos processos que estão sendo geridos, reunindo as informações essenciais para que se entenda a função e composição dos indicadores, além de uma análise do seu comportamento OBJETIVO Idealmente, a ficha de indicadores deve ser utilizada sempre. Indicadores são peças fundamentais para que um gestor tome decisões baseadas em fatos e dados, um dos princípios que suportam o Método. Contudo, sua utilização é indispensável no esforço de Gestão do Dia a Dia. QUANDO PODE SER UTILIZADO? COMO UTILIZAR A FERRAMENTA? DIFICULDADE: CONCEITOS IMPORTANTES RECORTES: Possíveis formas de se compor o indicador. É interessante se refletir bastante no recorte adotado, pois ele pode facilitar ou dificultar consideravelmente a análise POLARIDADE: Indica como devemos analisar o indicador. É desejável que ele seja mais baixo ou mais alto? 1. DADOS: Colete os dados para atualizar os indicadores. Atualize a planilha base que contém as principais informações sobre os indicadores em questão. Garanta a acurácia das informações coletadas; 2. GRÁFICOS: Gere os gráficos e atualize ferramenta. Caso a ficha esteja sendo utilizada de forma digital, basta copiar e colar o gráfico da planilha. Caso esteja se utilizando a forma impressa, basta imprimir o gráfico e colar na ferramenta; 3. ANÁLISE: Utilizando análise de dados, o conhecimento do processo e a série histórica do indicador, extraia informações gerenciais dos gráficos que que reflitam a saúde e desempenho do processo TIPO: Indica qual a classificação do indicador. Ele é um indicador de resultado? Ou de Eficiência? Outras possíveis classificações são eficácia e produtividade. 99 O indicador mensura a média de tempo transcorrido do início da limpeza terminal do leito até a sua conclusão. = Σ tempo de limpeza dos leitos / Nº limpeza terminal dos leitos Mensal Minutos Quanto menor melhor Indicador de produtividade • Por leito individual ou pelo tempo total de limpeza Antônio Augusto Contar, com um relógio, o tempo transcorrido no processo de limpeza. • O tempo de limpeza do leito tem diminuído consistentemente, chegando em valores próximos o suficiente à meta estabelecida, de forma a indicar o sucesso da implantação das melhorias Pedro Alberto, Vitor Albuquerque, Rafael Meira, Márcia Nunes e Antônio Augusto. Tempo médio de limpeza terminal dos leitos Qual é o nome do indicador que será monitorado? Como esse indicador é definido? O que ele significa? Com qual periodicidade ele deve ser medido? O que a série histórica desse indicador nos diz? Como podemos interpretá-lo? Qual a sua unidade? (R$, Dias, etc) Comoesse indicador deve ser coletado? Qual o procedimento adotado? Quem é o responsável pela coleta do indicador? Qual a polaridade do indicador? Ex: maior melhor Como esse indicador deve ser calculado? Quais são os dados que o compõe? Como o indicador tem se comportado? Qual o tipo de indicador? Ex: Produtividade, resultado, etc. Quem é a equipe que participa da coleta e análise? Quais os possíveis modos de compor o indicador? 10 0 A Ficha de Processos tem como objetivo fornecer um primeiro entendimento geral do processo, de forma mais superficial e lúdica. A Ficha pode ser uma ferramenta poderosa para o entendimento de processos em casos onde o mapeamento formal não é necessário. OBJETIVO A Ficha de Processos pode ser construída na etapa de “Imersão”, para um conhecimento inicial de processos que não demandam mapeamento. Uma vez construídas, as fichas podem ser utilizadas como insumos para diversos projetos, inclusive na Gestão do Dia a Dia. QUANDO PODE SER UTILIZADO? COMO UTILIZAR A FERRAMENTA? CONCEITOS IMPORTANTES DIFICULDADE: DOCUMENTOS UTILIZADOS: São documentos que devem ser consultados na execução do processo. Podem ser vistos como insumos dos processos DOCUMENTOS GERADOS: São documentos que são gerados na execução do processo. Analogamente, podem ser vistos como saídas do processo 1. REÚNA OS ATORES: Marque uma reunião ou workshop com os atores do processo, a fim de reunir as informações básicas do processo; 2. PREPARE O MATERIAL: Imprima a Ficha de Processos, em formato A3 ou maior. Certifique-se de ter material para o preenchimento das fichas, como canetas e post its; 3. CONDUZA A DINÂMICA: Apresente a ferramenta, com um exemplo preenchido. Com os executores do processo, preencha os campos da Ficha de Processo; 2. VALIDE O CONTEÚDO COM ATORES CHAVE: Após a elaboração da primeira versão do documento, valide as informações com os atores chave do processo. MACROATIVIDADES DO PROCESSO: É uma visão macroscópica das atividades realizadas ao longo da execução do processo, sem o mesmo nível de detalhamento do mapeamento do processo APOIAR o planejamento da contratação • Comprasnet • Lei 8.666/93 • Instruções Normativas • Regimento Geral de Compras da Ebserh • Normas Operacionais de Compras • Setor de Administração • Unidade de Compras Nº de Termos de Referência ou Projetos Básico elaborados • Produção efetiva • Demanda suprimida DOCUMENTOS UTILIZADOS MACROATIVIDADES DO PROCESSO DOCUMENTOS GERADOS 101 Qual é o nome do processo sendo estudado? Qual o objetivo do processo, como ele pode ser descrito? Quais as Leis, Regras e Normas que regem a execução do processo? Quais os indicadores que podem ser monitorados no processo?Quais as áreas que ativamente participam do processo? Quais documentos são utilizados para a execução das atividades do processo? Quais as ferramentas e sistemas que são utilizadas no processo? Quais documentos são gerados durante a execução do processo? Quais são as macroatividades executadas no processo? Processo cujo escopo é o planejamento da contratação, iniciando com o recebimento da necessidade de negócio que dará origem à contratação e gerando como saída um edital completo, incluindo o termo de referência (TR) ou projeto básico (PB) para a contratação. PROCESSO ENCAMINHADO PARA SELEÇÃO DO FORNECEDOR Elaborar estudos técnicos preliminares Realizar Pesquisa de Preços Elaborar Termo de Referência ou Projeto Básico Oficializar demanda - Requisição de compra ou contratação - Termo de Referência - Projeto Básico NECESSIDADE DO NEGÓCIO - Documento de Oficialização da Demanda - Portaria de Nomeação da Equipe de Planejamento da Contratação - Estudo Técnico Preliminar - Análise de Riscos - Pesquisa de Preço 102 O Gráfico, ou Diagrama de Pareto tem como objetivo nos auxiliar a encontrar a causa mais significativa de um problema. Baseando-se na teoria que 80% dos problemas se devem à 20% das causas, a ferramenta nos ajuda à priorizar as causas que devem ser tratadas. OBJETIVO O Gráfico de Pareto pode ser utilizado na etapa de Solução. Para encontrar uma melhoria que seja mais eficiente na resolução do problema, é interessante que saibamos as principais causas de tal problema. QUANDO PODE SER UTILIZADO? COMO UTILIZAR A FERRAMENTA? DIFICULDADE: CONCEITOS IMPORTANTES FREQUÊNCIA: Impacto das causas no processo. Não necessariamente é expressado em frequência, ou seja, no número de vezes que algo ocorre. Pode também ser contabilizado em tempo, recursos e outras unidades que impactam o funcionamento do processo. ACUMULADO: Representa a soma das porcentagens das causas para o problema. É por meio desta coluna que observamos quais as causas que têm maior impacto no processo. Para a construção do Gráfico de Pareto, é preciso que exista um log de dados que deixe explícito a frequência de ocorrência de cada uma das causas para um problema existente. 1. PROBLEMA: Defina o problema existente em uma frase; 2. POSSÍVEIS CAUSAS Identifique as possíveis causas para a ocorrência do problema; 3. FREQUÊNCIA: Insira a frequência de ocorrência de cada uma das causas identificadas; 4. PRINCIPAIS CAUSAS Identifique as causas que representam aproximadamente 80% do valor acumulado. 103 PROBLEMA SEQ. FREQUÊNCIA ACUMULADO PORCENTAGEM 1 50 40,0% 40,0% 2 30 64,0% 24,0% 3 28 86,4% 22,4% 4 10 94,4% 8,0% 5 5 98,4% 4,0% 6 2 100,0% 1,6% Colaboradores atrasam muito para o trabalho FREQUÊNCIA DE OCORRÊNCIA DE CAUSAS CAUSAS Trânsito Doença Crianças Transporte Público Chuva Alarme 0,0% 20,0% 40,0% 60,0% 80,0% 100,0% 120,0% 0 10 20 30 40 50 60 1 2 3 4 5 6 FREQUÊNCIA ACUMULADO PROBLEMA SEQ. FREQUÊNCIA ACUMULADO PORCENTAGEM 1 50 40,0% 40,0% 2 30 64,0% 24,0% 3 28 86,4% 22,4% 4 10 94,4% 8,0% 5 5 98,4% 4,0% 6 2 100,0% 1,6% Colaboradores atrasam muito para o trabalho FREQUÊNCIA DE OCORRÊNCIA DE CAUSAS CAUSAS Trânsito Doença Deixar as crianças na escola Transporte Público atrasou Chuva Alarme não tocou Quais as causas do problema investigado? Qual o problema investigado? Qual a frequência com que as causas ocorrem? Qual o custo para o processo? Pode ser expresso em minutos, reais ou em número de vezes que tal causa ocorre O guia de melhorias tem como objetivo auxiliar a avaliar a saúde do processo, nas diferentes temáticas de melhorias. A ferramenta nos auxilia a ter uma visão geral da maturidade do processo. OBJETIVO A ferramenta pode ser utilizada nas etapas de “Imersão” e “Solução”, para auxiliar tanto no levantamento de problemas quanto na concepção de soluções. A ferramenta pode ser utilizada de maneira impressa, como uma planilha excel ou ainda implementada via questionário online. QUANDO PODE SER UTILIZADO? COMO UTILIZAR A FERRAMENTA? DIFICULDADE: 1. PREENCHA A FERRAMENTA: Em reunião com os executores do processo e outros atores que detenham conhecimento de como o processo é executado, preencha o checklist, respondendo as perguntas de cada temática com Sim, Não ou Não se aplica (N/A). É interessante que ela seja preenchida por vários executores, para que se tenha uma visão completa do processo; 2. ANALISE A FERRAMENTA: Com as perguntas respondidas, consolide os resultados em uma planilha e extraia as informações desejadas acerca do processo e sua maturidade. 104 CONCEITOS IMPORTANTES FLUXO DE TRABALHO: São melhorias que propõe alterações nas atividades do processo ou nas regras de negócio. PESSOAS E ORGANIZAÇÃO: Melhorias que envolvem mudanças no quadro de funcionários e na própria estrutura do HU. Geralmente envolvem a DivGP SISTEMAS E INFRAESTRUTURA: Melhorias que evolvem a área de TI, como melhorias de rede ou desenvolvimento de sistemas EXPERIÊNCIA DO PACIENTE: Melhorias que são focadas em aprimorar a experiênciaque o paciente tem quando sendo tratado no HUF. 105 Responder com Sim, Não ou N/A, para os diferentes temas da ferramenta A ferramenta tem como objetivo investigar a fundo cada uma das interações do paciente com os serviços que ele encontra no HU, permitindo analisar suas expectativas em cada momento e levantar uma grande quantidade de oportunidades inovadoras. É uma ferramenta mais eficiente quando trabalhada em conjunto, em uma dinâmica. OBJETIVO A Jornada do Paciente pode ser utilizada na etapa de “Imersão”, para que tenhamos um conhecimento do processo do ponto de vista do cliente final do Hospital Universitário, ou seja, o paciente. Essa é uma ferramenta que nos ajuda a ganhar empatia pela situação do paciente. QUANDO PODE SER UTILIZADO? COMO UTILIZAR A FERRAMENTA? CONCEITOS IMPORTANTES PENSA E SENTE: Campo dedicado aos sentimentos do paciente naquela etapa. Pode ser preenchido com frases reais de pacientes consultados, a fim de tangibilizar a ferramenta e aumentar sua genuinidade, ou frases sugeridas pela própria equipe, a fim de potencializar o sentimento de empatia DIFICULDADE: EXPERIÊNCIA: Campo onde será registrado um resumo do sentimento da satisfação do paciente com o serviço prestado. 1. ESTUDE A EXPERIÊNCIA DO PACIENTE: Realize o estudo, o levantamento de informações sobre a percepção e manifestação do cliente a respeito do processo; 2. REALIZE A DINÂMICA: Reunindo a equipe e atores relevantes, preencha o documento: Mapeie todas as grandes etapas, desde o pré-serviço, quando ele sente a necessidade de obter o serviço, até as atividades de pós- serviço. Detalhe o que o cliente (paciente) faz em cada uma das grandes etapas, quais ações ele toma, nos três momentos que trabalhamos. 106 107 No geral, a experiência é satisfatória. Paciente tem acesso às informações que precisa na pagina do HUF. INTENÇÃO PARA IR AO HOSPITAL PACIENTE EM ATENDIMENTO CONSULTA REALIZADA PERCEPÇÃO DE NECESSIDADE ESCOLHA DO HOSPITAL TRIAGEM E RECEPÇÃO ATENDIMENTO MÉDICO LIBERAÇÃO TRATAMENTO DOMICILIAR • Perceber que está doente • Conversar com familiares • Pesquisa e decidir qual hospital • Agendar consulta • Dirigir para hospital • Se locomover até o HUF • Realizar entrada no hospital • Informar dados pessoais • Esperar ser chamado • Ser diagnosticado pelo médico • Locomover-se até sua casa • Comprar medicamentos • Avaliar tratamento recebido • Analisar possibilidade de retornar ao hospital em outras ocasiões • Conversar com familiares sobre tratamento “Eu preciso ir para hospital?” “Qual hospital está perto da minha casa?” “Qual hospital a minha família vai?” “Que hospital cheio...que demora para ser atendido.” “Que hospital desorganizado, que bagunça!” “Que atendimento ruim. Parece que não está feliz fazendo o que faz”. “Ficarei bem, graças a Deus”. “Não dá para voltar no hospital nesse horário... Terrível a demora até eu sair”. Grande parte das reclamações ocorrem durante a experiência como paciente, considerando a desorganização do ambulatório e consequente demora Os pacientes se sentem satisfeitos quando saem do hospital, mas não gostam da desorganização e “bagunça” do HUF . A efetividade do tratamento valoriza a imagem do hospital para o paciente. Quais as etapas antes, durante e após a entrega do serviço? O que o cliente de fato faz antes, durante e após a entrega do serviço? Quais os pensamentos, sentimentos e desejos do cliente antes, durante e após a entrega do serviço? Qual a avaliação da experiência do cliente para cada uma das etapas? O Kanban é uma ferramenta gerencial que permite a gestão visual de atividades que precisam ser tomadas. É uma ferramenta que está cada vez mais presente no dia a dia das organizações. OBJETIVO O Kanban pode ser utilizado na gestão de qualquer processo. No Método de Transformação de Processo, pode ser utilizado na etapa de implantação das melhorias, e, na Gestão do Dia a Dia, o Kanban está presente no painel do processo. QUANDO PODE SER UTILIZADO? COMO UTILIZAR A FERRAMENTA? DIFICULDADE: DICAS 1. PREPARE O MATERIAL: Defina quais campos o Kanban utilizado terá e imprima um esqueleto em um tamanho grande de papel. Pode-se também imprimir somente os títulos dos campos ou ainda construí-lo utilizando canetas para quadro e uma superfície desenhável; 2. APRESENTE A FERRAMENTA: Apresente a ferramenta aos membros da equipe, deixando claro quais os campos utilizados e qual o seu significado. Uma boa prática é assinalar um membro da equipe cuja responsabilidade seja a atualização do Kanban; 3. ATUALIZE CONSTANTEMENTE: A gestão visual só possuí significado se refletir a realidade. Assim, é imprescindível que o Kanban seja atualizado constantemente. VERSATILIDADE: O Kanban pode ser implementado de diversos jeitos com diferentes níveis de complexidade. Na página à seguir, são apresentados dos casos, um mais simples e um mais complexo. VISIBILIDADE: O Kanban é um método de gestão visual. Assim, é interessante dar visibilidade à ferramenta, reservando uma parede, ou outro espaço de destaque, para que toda a equipe possa acompanhar as ações. 108 109 Pode-se utilizar adesivos coloridos para identificar ações críticas Quais as atividades que ainda precisam ser iniciadas? AÇÃO RESPONSÁVEL PRAZO Desenvolver sistema de agendamento Pesquisar aquisição de painel eletrônico de senhas Mudar ambientação da sala de espera Leonardo Barros Pedro Campos Aquisição de revistas e periódicos 03/02 15/01 Instalar painéis com localização dos consultórios Implantação de senhas Elaborar material de conscientização da equipe assistencial Instalar painéis com localização dos consultórios Implantação de senhas Mudar ambientação da sala de espera Aquisição de revistas e periódicos Desenvolver sistema de agendamento Pesquisar aquisição de painel eletrônico de senhas Elaborar material de conscientização da equipe assistencial Quais as atividades que já foram concluídas? Quais as atividades estão sendo executadas? Aqui as ações sendo executadas são atreladas à responsáveis e prazos Quais ações são prioritárias? Quais devem começar quando possível? KANBAN SIMPLIFICADO Kanban funcional A Matriz de Priorização tem como objetivo organizar as dores dos processos ou melhorias levantadas em quadrantes de acordo com os critérios significantes para implantação: Esforço, prazo e impacto gerado. É utilizada para se definir quais melhorias serão implantadas e em qual ordem. OBJETIVO A Matriz de Priorização pode ser utilizada sempre que for necessário priorizar ações. No Método de Gestão de Processos, é utilizada na etapa “Solução”, logo após o Workshop de Ideação QUANDO PODE SER UTILIZADO? COMO UTILIZAR A FERRAMENTA? DIFICULDADE: CONCEITOS IMPORTANTES 1. PREPARE O MATERIAL: Imprima a matriz de priorização em um formato grande de papel ou replique os eixos em um quadro disponível. Certifique-se de ter post-its para que a melhoria possa ser posicionada e alterada de acordo com as discussões. 2. CONDUZA A DINÂMICA: Conduza uma discussão acerca das melhorias levantadas, escrevendo-as nos post-its. Lembre-se que a cor dos post-its também possui significado! 3. REGISTRE O RESULTADO: Para facilitar a consoliação na agenda de melhorias, tire fotos da matriz ao final da dinâmica ESFORÇO: Critério que nos diz indica o esforço que necessita ser depreendido para a implantação da melhoria. PRAZO: Critério que indica qual o horizonte da implantação das melhorias. Em conjunto com o esforço, ambos os critérios indicam a complexidade da melhoria. IMPACTO NOS GANHOS: Critério que indica o quanto a implementação da melhoria repercutirá nos ganhos de desempenho, redução de custos ou experiência do paciente. 110 111 IMPACTO NOS GANHOSM E D IA N O A LT O M U IT O A LT O SENHAS PARA ATENDIMENTO AGENDA POR BLOCOS – 2H AGENDAR MAIS PACIENTES INDICAR PREVISÃO DE HORÁRIO PRAZOCURTO MÉDIO LONGO INDICAR PREVISÃO DE HORÁRIO MEDIANO MUITO ALTO ALTO LEGENDA DE ESFORÇO Utiliza-se a matriz de priorização para se ter uma visão geral das melhorias, assim como classificá-las quanto ao impacto nos ganhos, esforço utilizado e tempo de implantação Pode-se utilizar Post Its de diferentes cores para demonstrar o esforço que precisaremos para implantar a melhoria O Painel de Ideação é uma ferramenta utilizada para auxiliar na condução de reuniões de ideação de melhorias em projetos de transformação. Nela é possível levantar e categorizar as melhorias de acordo com sua finalidade. OBJETIVO A ferramenta pode e deve ser utilizada na etapa de “Solução”. Durante o workshop de ideação, a ferramenta auxiliará a coletar o maior número possível de ideias dos membros que participarão do WS QUANDO PODE SER UTILIZADO? COMO UTILIZAR A FERRAMENTA? DIFICULDADE: CONCEITOS IMPORTANTES FLUXO DE TRABALHO: São melhorias que propõe alterações nas atividades do processo ou nas regras de negócio. PESSOAS E ORGANIZAÇÃO: Melhorias que envolvem mudanças no quadro de funcionários e na própria estrutura do HU. Geralmente envolvem a DivGP SISTEMAS E INFRAESTRUTURA: Melhorias que evolvem a área de TI, como melhorias de rede ou desenvolvimento de sistemas EXPERIÊNCIA DO PACIENTE: Melhorias que são focadas em aprimorar a experiência que o paciente tem quando sendo tratado no HUF. 1. PREPARE O MATERIAL: Imprima o Painel de Ideação em um formato grande de papel ou replique os campos em um quadro disponível. Certifique-se de ter post-its para que as melhorias sugeridas sejam posicionadas no painel. 2. APRESENTE OS PROBLEMAS: De forma clara, apresente as dores priorizadas para a dinâmica. Tire as possíveis dúvidas dos participantes! 3. CONDUZA A DINÂMICA: Utilizando a técnica de brainstorming, conduza a dinâmica de ideação, encorajando a adição das novas ideias. É proibido julgar as ideias sugeridas! 4. REGISTRE O RESULTADO: Para facilitar a consolidação na agenda de melhorias, tire fotos do painel ao final da dinâmica 112 113 Falta de organização da fila FLUXO DE TRABALHO PESSOAS E ORGANIZÃÇÃO SISTEMAS E INFRAESTRTURA EXPERIÊNCIA DO CLIENTE PROBLEMAS PRIORIZADOS TI P O S D E M E LH O R IA S Agendamento em grandes blocos de horário Horários sem atendimento, mesmo com equipe disponível Sistema ruim Falta de previsibilidade de horário de atendimento Implantação de sistema de senha Agendamento em blocos menores de horário Agendamento de mais pacientes por dia Mobilização da equipe médica para cumprimento de horário Confirmação da presença do paciente no dia anterior à consulta Previsão de atendimento no acolhimento Revisão do formulário de cadastramento do paciente Os problemas priorizados servirão de base para o levantamento de melhorias Aqui são classificadas as melhorias de acordo com os tipos possíveis. OBJETIVO QUANDO PODE SER UTILIZADO? COMO UTILIZAR A FERRAMENTA? IMPACTO NOS GANHOS: Critério que indica o quanto o problema impacta nos nos ganhos do processo. Os problemas que queremos resolver no Método de Transformação são os que têm o maior impacto nos ganhos e no desempenho do processo. DIFICULDADE: O Painel de Problemas é uma ferramenta utilizada para auxiliar na priorização dos problemas que concentraremos nossos esforços, utilizando como critério o impacto que os problemas têm no desempenho do processo. A ferramenta pode ser utilizada ao final da etapa de “Imersão”. Com os problemas elencados, utilizamos o Painel de Problemas para priorizá-los antes do Workshop de Ideação. 1. PREPARE O MATERIAL: Imprima o Painel de Problemas em um formato grande de papel ou replique os campos em um quadro disponível. Certifique-se de ter post-its para que os problemas sugeridos sejam posicionadas no painel. 2. APRESENTE OS PROBLEMAS: De forma clara, apresente as dores priorizadas para a equipe. 3. CONDUZA A DINÂMICA: Utilizando os dados do diagnóstico e o conhecimento absorvido na etapa de aprofundamento no processo, categorize os problemas de acordo com o seu impacto. 114 CONCEITOS IMPORTANTES 115 IMPACTO NOS GANHOSMEDIANO ALTO MUITO ALTO Falta de organização da fila Agendamento em grandes blocos de horário Horários sem atendimento, mesmo com equipe disponível Sistema ruim Falta de previsibilidade de horário de atendimento Quais os problemas que afligem os processos? Qual o impacto que o problema elencado tem nos ganhos e no desempenho do processo? O Painel do processo tem como objetivo tornar pública a evolução das ações propostas e os impedimentos identificados, reduzindo o esforço despendido em consolidação. Além disso, facilita a Gestão do Dia a Dia, servindo como um instrumento para a condução dos Ritos de Gestão. OBJETIVO O Painel do Processo pode ser utilizado em qualquer esforço que necessite uma supervisão próxima do processo e implantação de melhorias. No Método de Gestão do Dia a Dia, ele é uma ferramenta âncora de todas as etapas. QUANDO PODE SER UTILIZADO? COMO UTILIZAR A FERRAMENTA? KANBAN: É uma técnica de gestão visual para o monitoramento de ações que estão sendo aplicadas. Geralmente possui três campos: “ações pendentes”, “ações em execução” e “ações finalizadas”. DIFICULDADE: PONTO DE ATENÇÃO: Espaço do Painel reservado para ações que necessitam estar no nosso radar, como ações que demandam tempo, ou que podem prejudicar o andamento do projeto 1. PREENCHA OS INDICADORES: Com os indicadores consolidados, preencha os campos dos indicadores e escreva uma breve análise sobre a situação atual do processo 2. ATRIBUA AÇÕES À RESPONSÁVEIS: Levante, em conjunto com a equipe, as ações que precisam ser tomadas, atribuindo responsáveis e prazos 3. MANTENHA O PAINEL ATUALIZADO: Kanbans são muito úteis para acompanhar e dar visibilidade à ações que precisam ser tomadas e monitoradas. Contudo, ele precisa refletir a situação atual da implantação de melhorias para ter significado. 116 CONCEITOS IMPORTANTES 117 REALIZAR atendimento e acolhimento do paciente no ambulatório Desde a implantação dos horários em blocos e a implantação do sistema de senhas (manual), o tempo de espera diminuiu consideravelmente. Contudo, o indicador de absenteísmo se manteve constante durante as primeiras coletas KANBAN DO PROCESSO AÇÃO RESPONSÁVEL PRAZO Desenvolver sistema de agendamento Pesquisar aquisição de painel eletrônico de senhas Mudar ambientação da sala de espera Leonardo Barros Pedro Campos Agendar reunião com a equipe de desenvolvimento de sistemas Aquisição de revistas e periódicos 03/02 15/01 Instalar paineis com localização dos consultórios Implantação de senhas Qual o nome do processo? Quais indicadores estamos monitorando? Qual a sua situação? Aqui são colocadas as atividades que sabemos que precisam ser executadas, mas ainda não foram iniciadas Aqui são colocadas as atividades que estão em execução, juntamente com o responsável por tal ação e o prazo para sua conclusão Quais as atividades críticas que precisam estar no nosso radar? Por que os indicadores estão assim? Que conclusão podemos tirar sobre eles? Aqui são colocadas as atividades que foram concluídas O Plano de Implantação, às vezes chamado de Plano de Implementação, é um documento utilizado para tangibilizar as melhorias propostas em ações a serem tomadas, pactuando prazos e responsáveis por executar e fiscalizar tais ações. Para o monitoramento da implantação, o PIP deve ser atualizado frequentemente. OBJETIVO O Plano de Implantação deve ser utilizadona implantação de melhorias complexas, que chamamos de estruturantes. Ele é utilizado no método na etapa de “Implantação” e, para tais melhorias, na etapa “Melhorar Desempenho do Processo”. QUANDO PODE SER UTILIZADO? COMO UTILIZAR A FERRAMENTA? DIFICULDADE: CONCEITOS IMPORTANTES RESPONSÁVEL DIRETO: Membro da equipe ou executor do processo responsável por implementar tais ações. Não significa que é o único que implantará a melhoria, vários participantes podem atuar, especialmente se a melhoria apresentar uma alta complexidade. RESPONSÁVEL GERAL: Membro da equipe responsável por acompanhar a implementação da melhoria. 1. SECIONE AS MELHORIAS: É preciso quebrar as melhorias priorizadas nas etapas anteriores em ações que devem ser tomadas, atribuindo prazos e responsáveis para as ações. Caso necessário, evolva atores com conhecimento técnico para essa tarefa 2. VALIDE O CONTEÚDO COM ATORES CHAVE: após a elaboração da primeira versão do documento, este deve ser validado com os atores relevantes. 3. MANTENHA O DOCUMENTO ATUALIZADO: Além de pactuar os papeis e prazos para as ações que serão tomadas, o PIP também tem a função de monitorar o andamento da implantação, contudo, tal monitoramento só é útil quando atualizado. 118 119 Quais as melhorias que serão implementadas? Quem é o responsável por fiscalizar a execução da implantação? Quais ações são necessárias para que a melhoria seja implantada? Quem é o responsável por executar as ações planejadas? Qual o prazo para a execução das ações? Quando a ferramenta foi atualizada pela última vez? Quando as ações foram de fato concluídas? Qual o status das ações sendo executadas? O Termo de Abertura do projeto, ou TAP, como é comumente chamado, tem o objetivo formalizar o início de um projeto para a organização, reunindo em uma só ferramenta o escopo do projeto, os participantes, cronograma e ganhos esperados. OBJETIVO O TAP deve ser elaborado no início do planejamento do projeto, durante a etapa “Agenda”. Sua construção é fundamental para projetos complexos que envolvem atores de diferentes áreas, como os projetos de transformação em processos. QUANDO PODE SER UTILIZADO? COMO UTILIZAR A FERRAMENTA? DIFICULDADE: 1. DEFINA OS PARÂMETROS DO PROJETO: o primeiro passo é a construção da primeira versão do TAP, preenchendo os campos em conjunto com a equipe inicial. 2. VALIDE O CONTEÚDO COM ATORES CHAVE: após a elaboração da primeira versão do documento, este deve ser validado com outros atores relevantes para a temática do projeto. 3. APRESENTE FORMALMENTE A ORGANIZAÇÃO: o TAP deve ser apresentado, então, à governança do Hospital. Na reunião de alinhamento e validação com a governança, ele presta uma importante função de sumário executivo CONCEITOS IMPORTANTES PATROCINADOR: Ator que define os objetivos e acompanha os resultados, auxiliando em entraves políticos ESCOPO: Definição do que o projeto engloba: quais as principais etapcas e quais os limites do projeto PREMISSAS: Proposições que serão assumidos como verdade à fim de viabilizar o projeto RESTRIÇÕES: Limitações do projeto, como áreas que não podem ser envolvidas ou atividades que não podem ser modificadas 120 121 Implantação do caderno de processos e práticas de Hotelaria Hospitalar Governança do HUF Implementar melhorias nos processos de Hotelaria Hospitalar, a fim de garantir o aumento da qualidade assistencial, aumento da segurança para o paciente e funcionários, otimização dos recursos físicos e redução dos custos de operação do serviço. Chefe da Hotelaria Hospitalar A Governança do HUF deverá ser envolvida na construção do caderno de processos. Não serão trabalhados sistemas relacionados à tecnologia da informação. Analista de Processos Equipe de Hotelaria (higienização, nutrição, lavanderia e resíduos) Equipe assistencial (Enfermagem, CCIH, qualidade, etc) 1º dia – Apresentação para governança 1º dia – Mobilização da equipe expandida 2º ao 5º dia – Levantamento de problemas 6º dia – Construção conjunta de melhorias 7º dia – Priorização de melhorias 8º ao 10º dia – Implantação das melhorias Remover enxoval sujo Lavar enxoval sujo Processar enxoval limpo Distribuir enxoval limpo INÍCIO FIM Qual é o nome do projeto que será executado? Qual o principal objetivo do trabalho? Quais os ganhos almejados? O que o processo trabalhado envolve? Quais são as etapas? Onde o processo começa e termina? Quem é a equipe que auxiliará na execução desse projeto? Quem é o líder, o responsável pelo projeto? Quem é o patrocinador, quem define os objetivos e acompanha os resultados do projeto? Qual o nosso cronograma? Quais os marcos do projeto? O que precisa acontecer para viabilizar o projeto? Quais as limitações do projeto? É uma maneira de se chegar a real causa raiz do problema, pois na maioria das vezes os atores só possuem visibilidade dos impactos dos problemas. Dessa maneira, as melhorias propostas serão mais efetivas, pois solucionarão a causa do problema e não o efeito. OBJETIVO Quando se deseja ampliar a visão sobre as possíveis causas de um problema por meio de exaustivos questionamentos. No método, pode ser utilizada na etapa de “Solução”. QUANDO PODE SER UTILIZADO? COMO UTILIZAR A TÉCNICA? DIFICULDADE: 1. ESTABELEÇA O PROBLEMA: Estabeleça claramente o problema (efeito) a ser analisado. Inicie com um primeiro questionamento (“por quê”) do problema; 2. CONTINUE AS PERGUNTAS: Sucessivamente, faça um brainstorming para identificar a causa-raiz (julgue a quantidade que achar necessária para chegar à causa-raiz, algumas vezes não são necessárias os cinco questionamentos). 1° QUESTIONAMENTO 2° QUESTIONAMENTO 3° QUESTIONAMENTO 4° QUESTIONAMENTO 5° QUESTIONAMENTO CAUSA RAÍZ ENCONTRADA!! 122 O objetivo do benchmarking é trazer, por comparação, uma análise crítica de como o processo é executado, além de inspirar práticas e melhorias que podem ser adotadas no Hospital. OBJETIVO Quando existe a necessidade de comparação da execução do processo com outras formas de execução exteriores à organização. É um técnica extremamente útil na etapa de proposição de melhorias. QUANDO PODE SER UTILIZADO? COMO UTILIZAR A TÉCNICA? DIFICULDADE: 1. ESCOLHA QUAIS OS BENCHS: Pesquise quais são os hospitais referência para a temática que está sendo trabalhada. Podem ser consultados hospitais pertencentes ou não à Rede, ou até as Diretorias Técnicas Ebserh; 2. REALIZE AS ENTREVISTAS: O benchmarking pode ser realizado presencialmente ou por meio de telefonemas e vídeo conferências. O importante é que as informações de como o processo é executado na organização sejam recolhidas e registradas. PROCURE REALIDADES ALCANÇÁVEIS É importante que os benchmarkings realizados sejam com atores que possuem um desempenho de referência em realidades próximas às do seu HU. Não adianta vislumbrar uma realidade muito diferente que não pode ser implantada. DICAS PESQUISE ANTES DE ENTRAR EM CONTATO Antes de entrar em contato com o ator que contará suas experiências, procure pesquisar como é a realidade , para não perder tempo com informações que são básicas e podem ser encontradas de maneira fácil REGISTRE TUDO Não confie na memória para trazer as informações mais relevantes para seu HU. Registre tudo que puder, do jeito se sentir mais confortável,. 123 As entrevistas têm como objetivo a transmissão de conhecimento através de uma conversa semiestruturada. Várias entrevistas podem ser necessárias para que um panorama fiel da temática trabalhada seja alcançado. OBJETIVO Sempre que se deseja ganhar conhecimento sobre um tema. No Método, são principalmente utilizadas na etapa de “Imersão”. QUANDO PODE SER UTILIZADO? COMO UTILIZAR A TÉCNICA? DIFICULDADE: 1. SE PREPARE: É importante ter um conhecimento mínimo quando conversando com os entrevistados. A entrevistasó tem utilidade quando o entrevistador e o entrevistado estão na mesma página. 2.MONTE O ROTEIRO: As entrevistas fluirão com mais facilidade utilizando um roteiro, com as perguntas e temas que serão discutidos. O roteiro não deve ser seguido à risca, para que a conversa não fique engessada, mas deve ser um norte para focar a discussão. 3.SIGA AS REGRAS DE OURO DAS ENTREVISTAS: Existem algumas práticas que potencializarão a utilização de entrevistas nos projetos de transformação, seguir essas dicas irão ajudar com o sucesso do projeto. Estude toda documentação disponível sobre o processo com antecedência. Prepare um roteiro com palavras chave que contemplem todo escopo a ser compreendido. Reserve um ambiente adequado para que a entrevista ocorra. Mas dance conforme a música! Apresente os objetivos antes de começar a entrevista. Todos devem se sentir confortáveis. Identifique o meio mais adequado para realizar as anotações, como notebooks e cadernos. Não deixe a entrevista se alongar, não há problema em agendar novos encontros. Seja claro e objetivo. Dite o ritmo da conversa, respeitando o ritmo do entrevistado. Consolide os dados o quanto antes. As anotações estarão “frescas” na memória. Não tenha vergonha de acionar novamente o entrevistado para sanar dúvidas. Fique atento para não perguntar sobre o mesmo tópico sucessivas vezes. REGRAS DE OURO 124 Proporcionar, na prática, o entendimento real de como o processo funciona. Muitas vezes os executores não conseguem descrever o processo com clareza. Assim, seguir a execução do processo com a equipe auxiliará no entendimento do processo. OBJETIVO Em todos os projetos de transformação a Jornada do Serviço pode ser utilizada para compreender na prática a execução do serviço, observando as lacunas com o que é esperado do processo. QUANDO PODE SER UTILIZADO? COMO UTILIZAR A TÉCNICA? DIFICULDADE: 1. SE PREPARE: Alinhe o pedido anteriormente com a equipe técnica que executa o processo. Não podemos esperar que possamos seguir os executores sem um alinhamento prévio. Além disso, para potencializar os aprendizados, é importante realizar um estudo prévio! 2. ACOMPANHE O SERVIÇO: Marque a jornada na agenda de todos com antecedência. No dia, use sapatos confortáveis e roupas apropriadas. É inevitável que a presença de terceiros na execução do processo atrapalhe um pouco, contudo, não podemos ser obstáculos VERSATILIDADE DA TÉCNICA A técnica da jornada do serviço pode ser utilizada de diversas formas, sob diversas óticas. Pode ser utilizada para acompanhar o serviço realizado, como sugerimos para a etapa de “Imersão”, mas também pode-se executar o serviço, quando possível. Além disso, pode-se, de forma anônima ou não, ser o receptor do serviço, a fim de avaliar a experiência do cliente. DICAS REGISTRE TUDO Não confie na memória para lembrar das informações do processo. Registre tudo que puder, do jeito se sentir mais confortável. Uma prática interessante é a documentação fotográfica da jornada, assim, além de ajudar na recordação das atividades, as fotos poderão ser utilizadas nas apresentações construídas posteriormente 125 126 O fluxograma pode ser utilizado na etapa de “Imersão” no processo, construindo o fluxo AS IS. Pode também ser utilizado na etapa “Solução”, por meio do fluxo TO BE. Os tipos de fluxo que podem ser construídos são dois: ▪ FLUXO FORMAL: Construído em um software de mapeamento, o Bizagi, é uma modelagem mais robusta, com um maior nível de detalhamento e padronização. Utiliza a notação BPM, apresentada no anexo deste documento. ▪ FLUXO LÚDICO: Construído por meio de desenhos, post its ou Powerpoint, tem o objetivo de ser mais didático, apresentando menos formalização e detalhes QUANDO PODE SER UTILIZADO? DIFICULDADE: CONCEITOS IMPORTANTES AS IS: Fluxo que reflete a situação atual do processo, representando a realidade de como é executado. Pode (e deve) ser utilizado para analisar os pontos problemáticos dos processos. TO BE: Fluxo que reflete a situação desejada do processo. Deve refletir as melhorias propostas na fase de solução. Tem o objetivo de fornecer uma referência para como o processo deve ser executado. OBJETIVO O objetivo do mapeamento dos processos é conhecer o fluxo de trabalho e atividades executadas. É uma ferramenta básica para o profissional que atua com processos, mas pode ser desafiadora para pessoas que atuam em outras temáticas. COMO UTILIZAR A TÉCNICA? 1. REÚNA INFORMAÇÕES: Conduza entrevistas com os executores do processo, a fim de descrever o processo em etapas claras e bem definidas, inclusive levantando quais atores realizam tais etapas. 2. COMECE DO BÁSICO: Desenhe o fluxo lúdico antes de formalizar no Bizagi. Esse desenho inicial não demanda muito esforço e auxiliará a amadurecermos a modelagem Com o fluxo lúdico, traduza para o software de mapeamento, caso necessário. 3. VALIDE O FLUXO: Apresente o fluxo aos executores do processo e atores chave. 127 SOLICITAR ENCAMINHAMENT O NA SECRETARIA DE SAÚDE AGENDAR CONSULTA DO PACIENTE PACIENTE UNIDADE AMBULATORIAL CADASTRAR PACIENTE E CRIAR PRONTUÁRIO ACOLHER PACIENTE FL U X O F O R M A L FL U X O L Ú D IC O Processo: REALIZAR atendimento e acolhimento do paciente no ambulatório 128 O Brainstorming tem como objetivo a geração de ideias. Um grupo de pessoas é reunido e estimulado a gerar ideias sobre um determinado tema. OBJETIVO A técnica de Brainstorming pode ser utilizada em qualquer momento no qual há necessidade de levantamento de ideias, principalmente durante as etapas “Solução”. QUANDO PODE SER UTILIZADO? COMO UTILIZAR A TÉCNICA? DIFICULDADE: 1. PREPARAÇÃO: Prepare a sessão, reunindo um grupo bastante diversificado, preparando o tema a ser discutido e planejando como será a dinâmica do brainstorming. 2. CONDUÇÃO DA DINÂMICA: No dia da sessão, explicite o objetivo, faça um breve exercício de quebra gelo, utilize dinâmicas para incentivar a geração de ideias e registre de maneira rápida todas as ideias geradas 3. SELEÇÃO E AGRUPAMENTO DE IDEIAS: Agrupe ideias semelhantes ou da mesma temática e selecione, em conjunto com os participantes, as ideias a serem desenvolvidas. Se necessário combine ou detalhe as ideias. PROIBIR JULGAMENTOS Durante o brainstorming, não se deve analisar e criticar outras ideias, pois isso acaba reduzindo o potencial criativo do workshop; REGRAS DE OURO ENCORAJAR IDEIAS NÃO USUAIS As ideias mais inovadoras não são ideias comuns, é importante encorajar as ideias mais mirabolantes; BUSCAR QUANTIDADE O objetivo do workshop é obter o maior número de ideias possível, pois esse é o caminho para encontrar as melhores; COMBINAR IDEIAS As ideias anteriores devem servir de construção para as novas, As melhores ideias sempre vêm da combinações de outras ideias; MANTER UMA ÚNICA CONVERSA Evite conversas paralelas. Mantenha todos com um mesmo foco, e o número e qualidade das ideias serão maiores; FOCAR NO PRINCIPAL Não perca tempo com os detalhes da ideia. Capture a essência das ideias e continue gerando novas. Criar um ambiente de co-criação, onde ideias podem ser sugeridas, complementadas e combinadas com a aplicação de uma dinâmica estruturada a promover a criatividade dos envolvidos. OBJETIVO Quando existe a necessidade de se criar um ambiente seguro de discussão, onde a meta é que se desenvolvam discussões e ideias. QUANDO PODE SER UTILIZADO? COMO UTILIZAR A TÉCNICA? DIFICULDADE: 1. PREPARE O WS: Faça a reserva da sala e mandar os convites com antecedência. Prepare o material a ser utilizado: folhas A0, impressões, post its e canetas 2. MANTENHA UM CLIMA PROPÍCIO À COLABORAÇÃO: As mesmas regras que aplicamos ao Brainstorming devem ser aplicadas aos Workshops. Além disso, tenha cuidado para que a experiência não seja maçante, planeje pausas e momentos de descontração, com lanches, caso julgue necessário 129 PROIBIR JULGAMENTOSDurante o brainstorming, não se deve analisar e criticar outras ideias, pois isso acaba reduzindo o potencial criativo do workshop; REGRAS DE OURO ENCORAJAR IDEIAS NÃO USUAIS As ideias mais inovadoras não são ideias comuns, é importante encorajar as ideias mais mirabolantes; BUSCAR QUANTIDADE O objetivo do workshop é obter o maior número de ideias possível, pois esse é o caminho para encontrar as melhores; COMBINAR IDEIAS As ideias anteriores devem servir de construção para as novas, As melhores ideias sempre vêm da combinações de outras ideias; MANTER UMA ÚNICA CONVERSA Evite conversas paralelas. Mantenha todos com um mesmo foco, e o número e qualidade das ideias serão maiores; FOCAR NO PRINCIPAL Não perca tempo com os detalhes da ideia. Capture a essência das ideias e continue gerando novas. HU – UFSCAR, SP HU – UFSC, SC HU – UFPI, PI HU – UFMA, MA HU – UFJF, MG HUPES, BA HU-UFGD, MS HUPAA, AL HUOL, RN HUMAP, MS HUJBB, PA HUBFS, PA HUJM, MT HUL, SE HULW, PB HUJB, PB HUGV, AM HUGG, RJ HU – FURG, RS HUCAM, ES HU – UNIVASF, PE MEAC, CE MCO, BA HUB, DF HUAB, RN HUAC, PB MEJC, RN HUWC, CE HUAP, RJ HU – UFPEL, RS HDT, TO HC – UFMG, MG MVFA, PR HC – UFPR, PR HC – UFPE, PE HC – UFTM, MG HU – UFSM, RS HU – UFS, SE HC – UFG, GO SEDE, DF O BPMN é uma notação criada para representar processos de negócio. Trata-se de um conjunto de símbolos padrão para o mapeamento e desenho de processos, o que facilita o entendimento do usuário. Descritivo: o Mapeamento orientado ao negócio o Documentação simples do fluxo de processos o Usa elementos básicos da BPMN o Não se preocupa com granularidade das atividades o Não se preocupa com atividades mais operacionais TIPOS DE PROCESSOS MAPEADOS Analítico: o Descreve de forma precisa o fluxo de negócio incluindo caminhos de execução e eventos o O modelo é entendido pela TI e área de negócio o O processo detalha as atividades facilitando o entendimento para as pessoas que executam 132 TIPOS DE PROCESSOS MAPEADOS Executável: ✓ Descreve de forma precisa o fluxo de negócio incluindo caminhos de execução e eventos ✓ O modelo é entendido pela TI e área de negócio ✓ O processo detalha as atividades facilitando o entendimento para as pessoas que executam 133 PISCINAS E RAIAS Funcionam como um mecanismo de organização das atividades em categorias visualmente separadas. Dentro de cada piscina é representado um único processo, cortado horizontalmente por diversas raias que representam as áreas (atores) que atuam naquele processo. Símbolo Descrição Piscina: Uma “piscina” (pool, em inglês) representa um processo de negócio. Ele atua como um container gráfico para dividir um conjunto de atividades que fazem parte do processo que está sendo modelado. Raia: Uma “raia” (lane, em inglês) é uma subdivisão dentro de uma piscina usada para organizar e categorizar as atividades em função dos executores, ou responsáveis pela execução, de cada atividade no processo. ATIVIDADES A “atividade” é um termo genérico para um trabalho executado. Os tipos de atividades utilizadas pela notação são a tarefa e o subprocesso. Símbolo Descrição Tarefa: As atividades são representadas por retângulos arredondados, e podem ocorrer uma só vez ou por repetidas vezes (loop). Subprocesso: A representação de um subprocesso em BPMN é diferente da utilizada para a representação de tarefas por um pequeno quadrado com uma “+” no centro inferior da figura. É uma atividade que pode ser decomposta, ou um conjunto de tarefas que pode ser analisado em mais detalhes. Visualmente pode aparecer contraído ou expandido. Contraído Expandido 134 EVENTOS Um evento é algo que acontece durante o processo do negócio. Estes eventos afetam o fluxo do processo e têm geralmente uma causa (gatilho) ou um impacto (resultado). Existem três tipos básicos de eventos com base no “ponto” em que afetam o fluxograma: evento de início, evento intermediário e evento de fim.. Símbolo Descrição Vazio (início): Representa que o processo pode ser inicializado a qualquer momento. Timer (início): Neste caso representa que o processo será iniciado quando o tempo (data ou ciclo), previamente definido, ocorrer. Vazio (intermediário): Representa um marco no processo. Mensagem (intermediário): Representa que o processo esta recebendo ou enviando uma “mensagem”. Timer (intermediário): Neste caso representa que o processo esta aguardando um prazo para continuar. Vazio (fim): Representa que o processo foi finalizado. Receber Enviar CONECTORES Os conectores indicam a sequência de atividades ou a troca de informações ao longo do processo representado no fluxograma. Os conectores associam também textos e outros artefatos a objetos no fluxo. Símbolo Descrição Fluxo de sequência: É usado pra mostrar a ordem (sequência) com que as atividades serão executadas em um processo. Fluxo de mensagem: É usado para mostrar o fluxo das mensagens entre dois participantes diferentes que os emitem e recebem. Associação: É usada para associar dados, anotações em formato texto e outros artefatos a objetos de fluxo. 135 PONTO DE DECISÃO Os pontos de decisão ou gateways são utilizados para controlar a divergência (bifurcação) e a convergência (junção) da sequência de fluxo. Assim, determinará decisões tradicionais, como juntar ou dividir trajetos ao longo dos fluxogramas de processos. São representados por losangos e o símbolo interno representa o tipo de “comportamento” da lógica do fluxo. ARTEFATOS Os artefatos em BPMN possui a capacidade de mostrar informação além da estrutura básica do fluxo do processo. Símbolo Descrição Objeto de dados: O objeto de dado é um mecanismo para mostrar como os dados são requeridos ou produzidos por atividades. São conectados às atividades com as associações. Não tem efeito direto sobre o fluxo de sequência ou fluxo de mensagem, mas podem fornecer informações necessárias à realização da atividade. Milestone: É uma sub-partição dentro do processo. São usadas para organizar o processo em etapas Anotações: As anotações são mecanismos para fornecer informações adicionais para o leitor de um diagrama BPMN. Símbolo Descrição Gateway Paralelo: Utilizado quando se tem ramificações que acontecem simultaneamente. Todas as saídas deste tipo de gateway acontecem ao mesmo tempo. Quando há a necessidade de sincronizar novamente as ramificações, usa-se o mesmo tipo de gateway. Gateway Exclusivo: Utilizado quando se tem uma decisão e só pode ser tomada uma das saídas propostas. Necessariamente tem que haver uma atividade antes do gateway, que fornecerá o dado para e tomada a decisão. Gateway Inclusivo: Utilizado quando se tem uma decisão e pode ser tomada uma ou mais das saídas propostas. Necessariamente tem que haver uma atividade antes do gateway, que fornecerá o dado para ser tomada a decisão. 136 PROCESSOS DE INTERFACE A interface 1 é um subprocesso e representa que este será executado inteiramente, e em seguida a próxima atividade será realizada. A interface 2 é uma representação de subprocesso e representa que este iniciado ao receber o documento, dando prosseguimento às demais atividades do Processo – Exemplo 2. Não há necessidade de manter desenhado todo o processo referente ao Processo XYZ. 1 2 1 2 137 serviço de Gestão de Processos Setembro/2019 VERSÃO 3Qualidade Total. Neste contexto, destaca-se as influências do Sistema Toyota de Produção, proposto por Ohno, que também ofereceu as bases para as metodologias Lean Manufacturing e o Six Sigma. O entendimento da organização como um conjunto de processos que entregam determinado valor ao cliente foi lançado por Porter, que afirma que a vantagem competitiva somente é alcançada por meio da transformação daqueles processos que reforçam a sua proposta de valor. Os conceitos trazidos por Kaplan e Norton também contribuem para a formação da disciplina de BPM, reforçando a importância do estabelecimento de métricas não financeiras para a gestão do desempenho das organizações. A evolução do suporte tecnológico à processos de negócio é evidente nas últimas décadas com o surgimento de diversas tecnologias como por exemplo: sistemas ERP, workflows, integração de aplicativos (EAI), sistemas BI e arquiteturas orientadas a serviço (SOA). A orientação do desenvolvimento de sistemas de informação de maneira aderente ao desenho dos processos de negócio é uma tendência trazida pelo BPM. 12 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO GESTÃO ESTRATÉGICA DO NEGÓCIO MOVIMENTO DA QUALIDADE ESPECIALIZAÇÃO DO TRABALHO Dadas as influências históricas, evolução dos estudos acadêmicos e das aplicações práticas de mercado, a partir da década de 2000, o Gerenciamento de Processos de Negócio consagrou-se como uma disciplina gerencial. As organizações públicas e privadas no Brasil e no mundo estão se valendo dos conceitos, boas práticas, métodos e ferramentas propostos para aprimorar o dia a dia de seus processos. Para entender o que é o Gerenciamento de Processos de Negócio e como aplicá-lo na prática, é fundamental relembrarmos o que é um processo de negócio. Segundo Hammer & Champy, processo de negócio é uma coleção de atividades que possuem um ou mais insumos e geram um ou mais resultados que representam agregação de valor ao cliente. Os processos de uma organização podem ser classificados em três tipos básicos: ▪ Gerencial: direcionam a evolução da organização, através de planejamento e controle; ▪ Finalístico: associados à criação do produto/serviço, comercialização, transferência para o cliente e assistência pós- venda. Agregam valor diretamente para o cliente externo; ▪ Suporte: sustentam as atividades primárias fornecendo recursos tais como insumos adquiridos, tecnologia, recursos humanos e outras funções de apoio. DEMANDA DEMANDA ATENDIDA 13 Nos ambientes onde se trabalham processos de negócio, uma visão comum é que o processo é somente o fluxograma, a imagem das atividades ordenadas em uma sequência lógica. Contudo, os processos de negócio podem ser vistos por diversas óticas, considerando aspectos complementares ao fluxo de atividades. As principais visões de um processo de negócio são cinco, apresentadas à seguir. 14 Representa o conjunto de elementos do processo que exercem algum tipo de controle gerencial ou regulatório. Donos de processo orquestram o processo. Reguladores impõem requisitos operacionais ao fluxo. Indicadores quantificam o desempenho. Riscos ilustram o grau de exposição a incertezas operacionais. Conjunto de elementos que são recursos para o processo – do ponto de vista humano e organizacional. A estrutura organizacional determina a lógica de organização do trabalho funcional e hierárquica tradicional nas organizações. Os executores ilustram os atributos dos profissionais responsáveis pela execução do fluxo. PESSOAS E ORGANIZAÇÃO CONTROLES 15 A visão mais comum da gestão por processos, que representa a sequência lógica de atividades, que são iniciadas por entradas, produzem saídas e interagem com interfaces externas ao fluxo de trabalho em questão. Representa o conjunto de elementos que são recursos para o processo – do ponto de vista hard, ou seja, físico e tecnológico. Os sistemas tangibilizam atividades automatizadas de um fluxo. A informação tramita no fluxo por meio da fala, escrita ou eletronicamente. O ativo físico representa os itens que compõem a estrutura física do ambiente. É a visão que traz o conjunto de elementos capazes de mensurar o resultado gerado pelo processo. Valor para o cliente é o atendimento das necessidades daquele que motiva a existência do processo. Tempo refere-se ao esforço temporal consumido. Custo é o esforço empreendido em dinheiro. Entrega ilustra a capacidade de entregar o prometido ao cliente. Flexibilidade reflete o potencial de adaptação do processo à novas circunstâncias. DESEMPENHO TECNOLOGIA E INFRAESTRUTURA FLUXO DE TRABALHO Tendo em vista que a Gestão por Processos tem por objetivo promover o controle, sustentação e transformação dos processos das organizações para o alcance de melhores resultados, é preciso ater-se ao propósito da Ebserh, ao valor que a organização, como empresa pública, almeja passar aos Hospitais Universitários Federais: Dessa forma, espera-se que principais resultados sejam alcançados a partir da implantação da metodologia definida e do ganho de maturidade em gestão por processos na organização: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO ASSISTÊNCIA À SAÚDE & 16 QUEM SÃO OS CLIENTES DA REDE EBSERH? QUAL VALOR É ENTREGUE A ESSES CLIENTES? Pacientes e Alunos dos Institutos Federais de Ensino Atendimento diferenciado, gratuito e de qualidade, e formação professional, em um ambiente de ensino e aprendizado adequado, respectivamente Melhora na eficiência operacional dos processos trabalhados na Sede e nos Hospitais Universitários Federais Melhora na qualidade assistencial prestada pelos Hospitais da Rede Ebserh Aumento da satisfação dos pacientes atendidos pelos HUFs Redução de custos na execução dos processos e contratos Melhora na qualidade de ensino, com ambientes melhor equipados para a formação proficional 17 O ESCRITÓRIO DE GESTÃO POR PROCESSOS NA EBSERH O Serviço de Gestão de Processos da Coordenadoria de Estratégia e Inovação da Diretoria Vice-Presidência Executiva da Ebserh, atua como Escritório de Processos da Sede, por meio do apoio e instrumentalização das Diretorias da Sede no mapeamento, análise, monitoramento, redesenho, melhoria e gestão de processos de negócio, inclusive atuando nos hospitais da rede apoiando a implementação de ações das Diretorias da Sede O Escritório de Processos exerce a função de guardião da Metodologia de Gestão de Processos, disseminando boas práticas em Gestão por Processos e atuando junto às Diretorias da Sede e nos Hospitais Universitários Federais no fomento à mudança da cultura institucional, reorientando a gestão dos diversos serviços da Rede para seus clientes, com foco na análise de processos e indicadores, buscando sempre a melhoria de resultados. O Escritório de Processos desenvolveu uma Metodologia de Gestão de Processos que consolida uma série práticas adotadas na implementação de projetos como os Cadernos de Processos e Práticas de Hotelaria Hospitalar, Engenharia Clínica, Manutenção Predial e Gestão Patrimonial, além de projetos ligados à assistência como o de implementação do Modelo de Gestão da Atenção Hospitalar, especialmente no que tange o apoio à Estruturação de Linhas de Cuidado. 18 O ESCRITÓRIO DE PROCESSOS DA EBSERH Lei de Criação da Ebserh Criação da Diretoria de Gestão de Processos e Tecnologia da Informação (DGPTI) Criação da Coordenadoria de Gestão de Processos e do Serviço de Mapeamento e Análise de Processos 1º Mapeamento do processo de Adesão e contratação da Ebserh por parte das IFES Primeira versão da Cadeia de Valor da Ebserh e apoio ao mapeamento dos processos do Programa Mais Médicos Estruturação do Escritório de Processos da Sede e do Programa de Implantação da Gestão por Processos na Ebserh 19 Criação Método de Gestão por Processos da Ebserh Implantação dos Cadernos de Processos e Práticas de Hotelaria Hospitalar, Engenharia Clínica,Manutenção Predial e Gestão Patrimonial Apoio à estruturação de Linhas de Cuidado no HU UFMA, HC UFTM e HUCAM Implantação dos Cadernos de Processos e Práticas (Ambulatório, Internação, Farmácia, Suprimentos e Governança Corporativa) Criação da Coordenadoria de Governança Corporativa e do Serviço de Gestão de Processos na Diretoria Vice- Presidência Executiva Criação da Coordenadoria de Estratégia e Inovação na DVPE, que incorporou o Serviço de Gestão de Processos Replicação dos Cadernos de Processos e Práticas de Hotelaria Hospitalar e Engenharia Clínica, utilizando o Método de Gestão por Processos Lançamento do Curso EAD do Método de Gestão por Processos na plataforma 3EC. HU – UFSCAR, SP HU – UFSC, SC HU – UFPI, PI HU – UFMA, MA HU – UFJF, MG HUPES, BA HU-UFGD, MS HUPAA, AL HUOL, RN HUMAP, MS HUJBB, PA HUBFS, PA HUJM, MT HUL, SE HULW, PB HUJB, PB HUGV, AM HUGG, RJ HU – FURG, RS HUCAM, ES HU – UNIVASF, PE MEAC, CE MCO, BA HUB, DF HUAB, RN HUAC, PB MEJC, RN HUWC, CE HUAP, RJ HU – UFPEL, RS HDT, TO HC – UFMG, MG MVFA, PR HC – UFPR, PR HC – UFPE, PE HC – UFTM, MG HU – UFSM, RS HU – UFS, SE HC – UFG, GO SEDE, DF 22 Baseando-se no conhecimento adquirido de diversos projetos de gestão por processos aplicados na Rede Ebserh, além do conhecimento acumulado com os projetos de implantação dos cadernos, foi construído um framework do Método de Gestão por Processos da Ebserh. Um framework nada mais é que uma representação visual de um método, que de forma enxuta e simples, transmite as principais ideias de uma metodologia. O Framework do Método de Gestão por Processos da Ebserh foi construído com uma visão que traz, na própria representação visual um dos conceitos fundamentais da ótica processual, o conceito de entradas e saídas, de insumos e resultados: Garantidos os insumos, o Método de Gestão por Processos da Rede Ebserh pode ser dividido em duas etapas: a de Transformação de Processos e a de Gestão do Dia a Dia. A primeira implica em um grande esforço, com intervenções consideráveis e ganhos expressivos de desempenho do processo. A segunda está relacionada ao acompanhamento próximo do processo, com ciclos de melhorias que promovem uma cultura de melhoria contínua. INSUMOS RESULTADOS 23 CADERNO DE PROCESSOS E PRÁTICAS PROCESSOS PADRONIZADOS MODELOS DE GESTÃO PRINCÍPIOS LEGISLAÇÃO APLICÁVEL CADERNO DE PROCESSOS E PRÁTICAS REDUÇÃO DE CUSTOS COLABORADORES, PACIENTES, ALUNOS E PESQUISADORES SATISFEITOS QUALIDADE ASSISTENCIAL PREMISSAS MÃO NA MASSA ENTREGAS CONTÍNUAS DECISÕES ORIENTADAS POR FATOS E DADOS ORIENTAÇÃO PARA GANHOS VISÃO PONTA A PONTA MÉTODO ORIENTADO AO DESAFIO SOLUÇÕES EXEQUÍVEIS E PRÁTICAS PATROCÍNIO DA GOVERNANÇA ENVOLVIMENTO MULTIDISCIPLINAR MONITORAMENTO DE RESULTADOS APOIO DA REDE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO MELHORIA NO ENSINO SATISFAÇÃO DOS PACIENTES Os três pilares sobre os quais o Método de Gestão de Processos é construído são o que chamamos das Bases para o método. Essas bases condensam, em três categorias, os elementos que apoiam o Método de Gestão por Processos da Ebserh. São os alicerces que fundamentam a metodologia que será aplicada na Rede Ebserh para a transformação de processos e a gestão do dia a dia. Ao longo das próximas seções, serão apresentadas as bases que fundamentam o método, os princípios, inspirações e premissas que guiaram a construção da metodologia e devem ser aplicados nos projetos baseados no método. 24 MÉTODO DE TRANSFORMAÇÃO DE PROCESSOS Para promover transformações disruptivas e saltos de desempenho em processos MÉTODO DE GESTÃO DO DIA A DiA Para garantir a sustentação e melhoria contínua dos processos PREMISSAS O que precisamos para que o método funcione PRINCÍPIOS Os valores que direcionam nossa atuação INSPIRAÇÕES As disciplinas de gestão que nos inspiram 25 Apoio da governança Equipes Multidisciplinares Apoio da Rede Monitoramento de Resultados MÃO NA MASSA SOLUÇÕES EXEQUÍVEIS E PRÁTICAS ORIENTAÇÃO PARA GANHOS DECISÕES ORIENTADAS POR FATOS E DADOS ENTREGAS CONTÍNUAS MÉTODO ORIENTADO AO DESAFIO VISÃO PONTA A PONTA BPM – BUSSINESS PROCESS MANAGMENT GESTÃO DA MUDANÇA DESIGN THINKING SIX SIGMA (6σ) METODOLOGIA LEAN LEAN SIX SIGMA (6σ) As premissas, no contexto do Método, são algumas conjunturas que aceitaremos como fatos. São condições necessárias para viabilizar da aplicação do método no contexto do Hospital Universitário Federal. Caso essas premissas não sejam verdadeiras ao início do projeto, será demasiadamente trabalhosa e difícil a sua execução. São quatro as premissas que adotamos para o bom andamento dos projetos que utilizam o Método de Gestão por Processos Ebserh: 26 Quando executando projetos nos Hospitais Universitários Federais, é essencial que se tenha o aval e apoio da alta gestão do HUF, dos superintendentes e/ou gerentes administrativos. Tal apoio é essencial para viabilizar as mudanças que ocorrerão nos processos, empoderando a equipe e auxiliando na resolução de entraves. S PATROCÍNIO DA GOVERNANÇA Projetos que envolvem a Gestão por Processos valorizam consideravelmente o envolvimento de equipes com diferentes formações e históricos, especialmente quando os processos trabalhados em si percorrem diferentes temáticas. Diferentes percepções enriquecem o debate e auxiliam a concepção de diversas soluções que não seriam possíveis sem o envolvimento multidisciplinar EQUIPES MULTIDICIPLINARES 27 APOIO DA REDE Os Hospitais Universitários Federais filiados à Rede Ebserh possuem a grande vantagem de fazerem parte de uma Rede que conta com Hospitais com os mais diversos tamanhos, localizações e contextos. É interessante que as equipes dos Hospitais utilizem o conhecimento da Rede e das Diretorias Técnicas para alavancar resultados e potencializar melhorias. É muito comum que após a execução de um projeto de transformação, o desempenho volte para uma linha de base anterior, ou seja, que o desempenho do processo volte à ser um desempenho insatisfatório. Para que essa regressão não aconteça, é preciso que monitoremos o processo e seus indicadores, corrigindo desvios e garantindo que as mudanças e o desempenho desejado sejam respeitados MONITORAMENTO DE RESULTADOS Para traduzir a gestão por processos no Método Ebserh, nos guiamos por sete valores básicos que norteiam a postura que deve ser adotada na execução dos projetos. Chamamos esses valores de princípios. Os princípios aqui apresentados devem sempre ser aplicados em todas as etapas do Método, além de poderem ser aplicados em todos os projetos que envolvem a gestão por processos. 28 O princípio da MÃO NA MASSA é correr atrás desses resultados vivendo as batalhas do dia a dia necessárias para fazer a mudança acontecer, como fazer alinhamentos, marcar reuniões, realizar a implantação de melhorias, mobilizar equipes e buscar patrocínios . MÃO NA MASSA Uma solução que não pode ser colocada em prática é tão útil quanto nenhuma solução. É sempre importante levarmos em conta a viabilidade da solução quando desenhamos as melhorias do processos estudados SOLUÇÕES EXEQUÍVEIS E PRÁTICAS Quando pensamos em qualquer tipo de iniciativa para Gestão por Processos, nunca podemos esquecer que devemos deixar um legado mensurável e relevante a cada novo passo dado, trazendo ganhos para organização e o sentimento de dever cumprido. ORIENTAÇÃO PARA GANHOS 29 O princípio consiste em abordar os processos a partir de um olhar transversal no fluxo de trabalho buscando compreender qual o papel de cada área no resultado final da instituição, ou seja. Os resultados devem ser demonstrados rapidamente a partir de ciclos curtos e constantes de entrega. É interessante mostrar aos patrocinadores e aos espectadores do processo os resultados gerados pelo esforço de gestão do processo. VISÃO PONTA A PONTA ENTREGAS CONTÍNUAS MÉTODO ORIENTADO AO DESAFIOTemos, no método apresentado, uma sede por desafios. As ideias que são elaboradas se tornam cada vez mais fortes com cada ponderação. É importante deixarmos o ego de lado e abraçarmos as críticas e os desafios em prol do projeto. As decisões não devem ser tomadas baseadas em quem grita mais alto, mas sim na análise coerente dos dados disponíveis. Não se gerencia o que não se mede. DECISÕES ORIENTADAS POR FATOS E DADOS O Método de Gestão por Processos da Ebserh foi concebido apoiando-se em diversas metodologias e disciplinas de gestão, adaptadas para a realidade da Rede Ebserh e de seus Hospitais Universitários. É impossível tratar de todas as disciplinas que inspiram o Método, contudo, seis disciplinas exercem uma maior influência na metodologia: 30 BPM é uma disciplina gerencial que integra a estratégia de uma organização por meio do foco em processos ponta a ponta, envolvendo qualquer combinação de modelagem, automação, execução, controle, acompanhamento e otimização de processos. BPM BUSSINESS PROCESS MANAGMENT A gestão da mudança é a disciplina que guia como preparar, equipar e auxiliar indivíduos para adotar uma mudança organizacional de forma a transformar o desempenho de processos e organizações. GESTÃO DA MUDANÇA DESIGN THINKING O Design thinking é uma metodologia que incorpora elementos de design ao universo da gestão: centrando a resolução dos problemas na perspectiva humana e utilizando fortemente conceitos como empatia, testes iterativos e ideação divergente-convergente 31 Six Sigma é uma metodologia utilizada para a melhoria de processos utilizando-se análises estatísticas ao invés de decisões instintivas ou empíricas. SIX SIGMA (6σ) Lean é um termo que significa, em sua tradução literal, enxuto. É uma metodologia que se concentra em entregar valor ao cliente utilizando somente os recursos necessários, com um grande foco em eliminação de desperdícios. METODOLOGIA LEAN É uma adaptação da metodologia 6σ, utilizando conceitos Lean para originar uma metodologia que possui foco tanto na agilidade e minimização de desperdícios quanto na qualidade da entrega e/ou do serviço. LEAN SIX SIGMA (6σ)𝟔𝝈 𝟔𝝈 LEAN HU – UFSCAR, SP HU – UFSC, SC HU – UFPI, PI HU – UFMA, MA HU – UFJF, MG HUPES, BA HU-UFGD, MS HUPAA, AL HUOL, RN HUMAP, MS HUJBB, PA HUBFS, PA HUJM, MT HUL, SE HULW, PB HUJB, PB HUGV, AM HUGG, RJ HU – FURG, RS HUCAM, ES HU – UNIVASF, PE MEAC, CE MCO, BA HUB, DF HUAB, RN HUAC, PB MEJC, RN HUWC, CE HUAP, RJ HU – UFPEL, RS HDT, TO HC – UFMG, MG MVFA, PR HC – UFPR, PR HC – UFPE, PE HC – UFTM, MG HU – UFSM, RS HU – UFS, SE HC – UFG, GO SEDE, DF 34 Projetos de transformação são projetos onde um processo ou um conjunto de processos é radicalmente revisto, de forma a gerar um grande impacto com interferências disruptivas, transformando a realidade do processo e seu desempenho. O Método de Transformação de Processos tem como objetivo oferecer o conhecimento e ferramentas para a condução desses tipos de projetos. As seções à seguir desdobram o Método em suas etapas e atividades, apresentando dicas e sugerindo ferramentas, que serão exploradas à fundo no capítulo IV. É importante ressaltar que o método apresentado aqui servirá como guia para a execução de projetos de transformação, mas precisa ser adaptado à realidade de cada Hospital e temática. O Método de Transformação de Processos da Rede Ebserh é divido em quatro grandes etapas: AGENDA IMERSÃO IMPLANTAÇÃO SOLUÇÃO A representação visual do método possui esse formato devido à sua natureza divergente-convergente. Uma vez que os problemas são identificados na “Imersão”, divergimos, pensando em um grande leque de soluções. Na “Solução”, convergimos, priorizando as soluções que serão posteriormente implementadas 35 3. SOLUÇÃO Consolidar e Priorizar melhorias Validar solução com a Governança Propor indicadores Redesenhar processo Realizar Workshop de Ideação 4. IMPLANTAÇÃO Planejar Implantação Realizar Imlplantação Encerrar projeto e ativar Gestão do Dia a Dia 2. IMERSÃO Realizar entendimento do processo Entender principais problemas e oportunidades Implementar ganhos rápidos Consolidar diagnóstico 1. AGENDA Elaborar proposta de projeto Alinhar e validar com a Governança Mobilizar a Equipe Expandida 36 Para que o Método de Gestão de Processos seja executado com sucesso e qualidade, um conjunto de novos papéis e responsabilidades deve surgir na organização. Tais papéis e responsabilidades precisam ser totalmente compreendidos pelos indivíduos ativos no esforço de transformação e disseminado entre todos. EQUIPE DO PROJETO GOVERNANÇA DO HUF É composta pelo líder, que é a pessoa que está conduzindo o projeto, em conjunto com duas a três pessoas que são responsáveis por puxar as atividades necessárias. RESPONSABILIDADES ▪ Executar as principais atividades do método, envolvendo os demais atores quando necessário. A equipe do projeto é responsável por conduzi-lo ▪ Disseminar a metodologia e os resultados alcançados no projeto; Chamamos de governança do HUF as figuras da superintendência e gerências do hospital, seja ela a Gerência Administrativa, de Atenção à Saúde ou de Ensino e Pesquisa. Muitas vezes chamada de alta gestão, a governança tem a responsabilidade de gerir o hospital. RESPONSABILIDADES ▪ No contexto dos projetos de transformação, a governança é responsável por dar o aval à equipe do projeto para as interferências necessárias nos processos 37 EQUIPE EXPANDIDA É composta por todas as pessoas que devem ser consultadas durante a execução do projeto. Ou seja, os principais envolvidos nos processos trabalhados, seja no viés assistencial ou de ensino. Podem pertencer à qualquer área do Hospital, serão envolvidos no projeto conforme a temática trabalhada. RESPONSABILIDADES ▪ Compartilhar o conhecimento dos processos trabalhados, assim como as percepções quanto à sua execução ▪ Estar disponível e engajada para atuar nas diferentes etapas da metodologia. PATROCINADOR Membro da gestão que apoia o projeto. Pode ser gestor do serviço ou membro da governança do HUF. RESPONSABILIDADES ▪ Definir os objetivos e acompanhar a execução do projeto ▪ Articular a interface com a alta gestão do Hospital ▪ Resolver possíveis entraves políticos ao longo do projeto de transformação ATIVIDADES Elaborar proposta de projeto Alinhar e validar com a Governança Mobilizar a Equipe Expandida A etapa “Agenda” é o início da transformação do processo. Ela consiste no planejamento do projeto e na realização dos alinhamentos fundamentais para o sucesso das próximas etapas. A etapa ganha seu nome das reuniões onde o projeto de transformação será apresentado à governança e à equipe expandida. INTRODUÇÃO À ETAPA FERRAMENTAS ▪ Apresentação Padrão para Governança ▪ Termo de Abertura do Projeto (TAP) ATORES ▪ Líder do projeto ▪ Governança do Hospital ▪ Equipe expandida RESULTADOS ▪ Expectativas alinhadas ▪ Equipe mobilizada A primeira atividade da etapa “agenda” é a de planejamento, onde será definido o escopo do projeto, a equipe e os ganhos esperados. É necessário estudar os materiais de referência disponíveis à fim de definir e nivelar os envolvidos sobre o escopo do mesmo, abrangendo informações como: principais regulamentações e normas, suas principais atividades, interfaces de entrada e saída, sistemas envolvidos, indicadores, insumos, produtos e escopo. Antes de qualquer intervenção, é fundamental entender as frustrações e tentativas anteriores de se melhorar a realidade do processo. Levando essas definições para a Governança e a Equipe Expandida, busca-se um ambiente colaborativo e fértil para que as intervenções necessárias sejam feitas causando o menor atrito e incômodo possível. O objetivo desse encontro é adquirir o aval da governança para mobilizar a equipee realizar tais mudanças. 40 PASSO A PASSO A atividade “Elaborar Proposta do Projeto”, tem como objetivo definir o que exatamente será trabalhado, ou seja, qual o alcance do projeto. Esse conceito é conhecido como escopo do projeto. Além disso, precisam ser definidos os participantes, o cronograma e os ganhos esperados. OBJETIVO 41 ▪ Líder do projeto ▪ Equipe inicial ▪ Equipe do projeto PARTICIPANTES FERRAMENTAS ▪ Termo de Abertura do Projeto (TAP) ▪ É interessante que os funcionários convidados à participar do projeto sejam funcionários proativos DICAS Estudar a documentação existente. Existe alguma referência (fichas de processo, processos mapeados, procedimentos operacionais, cadernos de processos e práticas, etc)? Estudo dos materiais de referência Conversar previamente com a equipe desejada. Todos tem disponibilidade e interesse? Nesse momento, a equipe inicial se formaliza como a equipe do projeto; Alinhamento da equipe Marcar uma ou mais reuniões com a equipe para as definições necessárias. O Termo de Abertura do Projeto deve ser preenchido e ajudará à guiar a discussão. Primeiras reuniões do projeto A atividade de “Alinhar e Validar com a Governança”, tem como objetivo apresentar o planejamento à governança e validar as definições acertadas na atividade anterior. Além disso, tem o objetivo de conseguir o aval da governança para realizar as intervenções necessárias no processo. OBJETIVO FERRAMENTAS ▪ Termo de Abertura do Projeto (TAP) ▪ Pode-se utilizar o Termo de Abertura do Projeto como um sumário executivo para a governança. ▪ É interessante levar uma visão de ganhos e resultados, uma visão de melhoria na eficiência dos processos, para convencer a governança do esforço de transformação DICAS 42 PASSO A PASSO ▪ Líder do projeto ▪ Equipe do projeto ▪ Patrocinador ▪ Governança PARTICIPANTES Estudar a apresentação e pratica-la. É importante estar confiante e dominando o assunto; Estudo e prática da apresentação Na reunião de validação, apresentar o projeto à governança, procurando o aval para interferir nos processos e a autonomia para tal. Em alguns casos, é interessante a assinatura de uma portaria instituindo formalmente o grupo de trabalho. Apresentação para a governança Alinhar a reunião com o patrocinador do projeto, marcando a reunião e mandando os convites com antecedência; Planejamento da reunião Nesta atividade, é necessário apresentar à equipe expandida o escopo e a natureza do projeto. As contribuições e disponibilidade da equipe expandida são fundamentais para o bom andamento do projeto, especialmente se diferentes áreas e temáticas precisarem ser envolvidas. OBJETIVO 43 FERRAMENTAS ▪ Não há ▪ Pode-se utilizar a mesma apresentação da reunião com a governança para mobilizar a equipe expandida, apresentando também uma visão de ganhos, especialmente em eficiência operacional. DICAS PASSO A PASSO ▪ Líder do projeto ▪ Equipe do projeto ▪ Equipe expandida PARTICIPANTES Convocar a reunião, deixando claro qual a pauta e a importância da participação de todos os envolvidos; Convite à equipe expandida Apresentação do projeto Apresentar o projeto, com uma clara visão do escopo e marcos do projeto; Pactuação de prazos, papéis e responsabilidades Pactuar, durante a reunião, como será a participação da equipe expandida no projeto. Quais serão os papéis, prazos e responsabilidades de cada um dos membros; ATIVIDADES Realizar entendimento dos processos, dos problemas e oportunidades Consolidar diagnóstico Implementar ganhos rápidos A etapa “Imersão” é a etapa onde a equipe começa a atuar no processo. Ela se caracteriza pelo entendimento do processo na prática, com o levantamento de problemas e primeiras soluções. A etapa ganha seu nome da expressão “se imergir na realidade do processo”, uma expressão utilizada para se referir à fase de estudo dos processos trabalhados. INTRODUÇÃO À ETAPA FERRAMENTAS ▪ Entrevistas semi- estruturadas ▪ Jornada do Serviço ▪ Jornada do Cliente ▪ Modelagem de Processos ATORES ▪ Líder do projeto ▪ Equipe técnica ▪ Equipe expandida RESULTADOS ▪ Entendimento da situação atual do processo ▪ Levantamento dos Problemas ▪ Melhorias de ganhos rápidos Para promover o entendimento da situação atual da temática em que está sendo realizada o projeto, são utilizadas diversas técnicas para levantar informações, como o detalhamento do passo a passo de execução dos processos e quais sistemas são utilizados. Com base nas informações levantadas nas reuniões, pode-se realizar o mapeamento de processos a fim de se verificar a sua saúde. Dados quantitativos a respeito do processo também são levantados a fim de consolidar um diagnóstico robusto, que reúne análises qualitativas e quantitativas. O resultado das etapa é um conhecimento maduro a respeito dos processos e de suas principais problemáticas. Além disso, pequenas melhorias que não exigem demasiado esforço de implementação podem ser identificadas e implantadas, a fim de melhorar o desempenho do processo de forma ágil e simples. 46 A atividade “Realizar entendimento dos processos, dos problemas e oportunidades ”, tem como objetivo promover a imersão na realidade atual do processo, procurando verificar os problemas e gargalos que causam um desempenho aquém do desejado. OBJETIVO 47 FERRAMENTAS ▪ Entrevistas semi-estruturadas ▪ Jornada do Serviço ▪ Jornada do Cliente ▪ Mapeamento dos Processos ▪ É muito importante que todos os passos e atividades do entendimento dos processos sejam documentadas, por meio de anotações e/ou fotografias. ▪ Nem sempre o que está sendo falado corresponde à realidade! Converse com diferentes atores para buscar o cenário completo DICAS PASSO A PASSO ▪ Líder do projeto ▪ Equipe do projeto ▪ Equipe expandida PARTICIPANTES Realizar a Jornada do Serviço, percorrendo os processos com quem os executa, observando como os processos são de fato executados; Observação dos processos na prática Estruturar um roteiro para as entrevistas que serão realizadas e estabelecer um cronograma em conjunto com a equipe expandida; Planejamento das entrevistas Realizar as entrevistas para o entendimento dos processos, mapeando-os, seja com fluxos lúdicos ou formais, além de outras ferramentas. Realização das entrevistas de entendimento do processo Estudar à fundo os materiais de referência, caso existam para a temática do projeto.; Estudo dos materiais de referência É a etapa onde todo o conhecimento ganhado na etapa anterior é consolidado e analisado, criando um diagnóstico robusto dos processos trabalhados na temática do projeto. É a etapa onde os problemas e observações da etapa de entendimento do processo são formalizados OBJETIVO FERRAMENTAS ▪ Painel de Problemas ▪ Agenda de Melhorias ▪ Diagrama de Pareto ▪ Os dados necessários para se consolidar o diagnóstico devem ser requisitados com antecedência, para garantir que as áreas responsáveis tenham tempo de providenciá-los. ▪ Quando consolidando os problemas, tente pensar em o quais são as possíveis causas. Essa análise nos ajudará a encontrar uma solução na próxima etapa DICAS 48 PASSO A PASSO ▪ Líder do projeto ▪ Equipe do projeto PARTICIPANTES Convocar uma reunião onde deve-se repassar pelas anotações tomadas na etapa anterior e discutir quais foram os principais problemas levantados; Levantamento de problemas Consolidar os problemas levantados em conjunto com a equipe por meio da Agenda de Melhorias. Os problemas devem então ser priorizados, utilizando uma ferramenta como o Painel de Problemas; Consolidação e priorização dos problemas Identificar o que chamamos de ganhos rápidos, melhorias simples de serem implementadas que podem trazer um impacto considerável aos processos trabalhados . Identificação de ganhos rápidos A atividade de “Implementar Ganhos Rápidos” tem como objetivo implementarpequenas melhorias de fácil implementação, a fim de agilizar o projeto e dar visibilidade, ainda na etapa inicial, ao projeto de transformação. OBJETIVO 49 FERRAMENTAS ▪ Agenda de Melhorias ▪ Caso não exista uma melhoria muito simples de ser executada, pode-se fazer um teste de hipótese: uma implementação “piloto” da melhoria mais complexa. Assim, apesar de não implementarmos totalmente a melhoria, podemos ainda gerar ganhos enquanto testamos se a melhoria é viável ou não. DICAS PASSO A PASSO ▪ Líder do projeto ▪ Equipe do projeto ▪ Equipe expandida PARTICIPANTES Alinhar a implantação das melhorias, por mais simples que sejam, com os executores do processo; Alinhamento da equipe expandida Colocar a mão na massa e auxiliar na implantação é fundamental! Caso necessário, não hesite em pedir auxílio à equipe expandida; Implantação das melhorias de baixo esforço Acompanhar e dar visibilidade aos resultados das melhorias! Os ganhos rápidos são de extrema importância para mostrar ao Hospital o impacto de um projeto de transformação. Acompanhamento da implantação ATIVIDADES A etapa “Solução” é a etapa onde, dentro do universo de problemas elencados, escolheremos quais problemas serão priorizados e encontraremos as soluções que devem, parcial ou totalmente, resolvê-los. INTRODUÇÃO À ETAPA FERRAMENTAS ▪ Painel de Melhorias ▪ Matriz de Priorização ▪ Agenda de Melhorias ATORES ▪ Líder do projeto ▪ Equipe do projeto ▪ Equipe expandida RESULTADOS ▪ Soluções levantadas e priorizadas ▪ Indicadores estabelecidos Após o entendimento aprofundado da situação atual, a equipe possui mapeados e priorizados os problemas que serão trabalhados. Assim, essa etapa tem por objetivo conceber e consolidar as melhores soluções para os processos, visando o alcance dos ganhos desejados. Recomenda-se o envolvimento da equipe expandida a fim de refinar as informações relevantes, tais como: causas do problema identificado, o detalhamento da solução, o esforço de implantação e os impactos estimados. As melhorias levantadas são então priorizadas, considerando que o Hospital possui recursos humanos, tecnológicos e financeiros escassos, além de tempo restrito para implementação e alcance de resultados de curto prazo. As últimas atividades da etapa têm como finalidade facilitar o trabalho da implantação das melhorias, as validando com a Governança, estabelecendo referências de execução e propondo indicadores para o monitoramento dos processos. 52 Realizar Workshop de Ideação Consolidar e Priorizar melhorias Validar solução com a Governança Redesenhar processo Propor indicadores O Workshop de Ideação é a atividade do método onde deve ser feito o levantamento das melhorias referentes aos problemas priorizados na etapa anterior. Nessa atividade, é necessário estruturar um espaço de co-criação, onde um grande número de possíveis soluções serão levantadas, para que sejam, em um momento posterior, priorizadas. OBJETIVO 53 FERRAMENTAS ▪ Painel de Ideação Durante a realização do workshop de ideação, não devemos: ▪ Julgar as ideias apresentadas ▪ Não aceitar novas ideias ▪ Ser donos da ideia, não deixando com que construam e melhorem nossas ideias ▪ Restringir a quantidade de ideias ▪ Aderir à conversas paralelas ▪ Ser detalhistas nesse momento DICAS Convocar o maior número de pessoas possível envolvidas no processo para o WS, queremos uma grande variedade de ideias; Agrupar as melhorias nos tipos em que elas se encaixam, organizando as ideias e facilitando as consolidação. Lembre-se de documentar os resultados! Utilizando o Painel de Melhorias, apresentar os principais problemas e pedir para que os participantes pensem em ideias que os resolvam; PASSO A PASSO ▪ Líder do projeto ▪ Equipe do projeto ▪ Equipe expandida PARTICIPANTES Planejamento do Workshop Levantamento de Melhorias Organização das ideias A etapa de “Consolidar e priorizar melhorias”, tem como objetivo organizar as melhorias levantadas e priorizá-las, levando em conta o esforço necessário para implementação, o impacto gerado pela melhoria e o tempo exigido para implementação OBJETIVO FERRAMENTAS ▪ Matriz de Priorização de Melhorias ▪ Agenda de Melhorias ▪ Algumas melhorias são muito interessantes e tem um impacto potencial substancial no processo. Contudo, é importante que a melhoria seja exequível e prática. Uma solução que não conseguimos implantar é tão útil quanto nenhuma solução. DICAS 54 PASSO A PASSO ▪ Líder do projeto ▪ Equipe do projeto PARTICIPANTES Em conjunto com a equipe do projeto, revisar as melhorias levantadas no Worskshop de Ideação; Revisão das melhorias levantadas Utilizando a Matriz de Priorização, deve-se classificar as melhorias nos eixos da matriz, utilizando post-its de cores diferentes para expressar o esforço de implementação; Priorização das melhorias levantadas Consolidar as melhorias, suas classificações e priorizações na agenda de melhorias, a fim de se construir um documento que unifique os problemas, as melhorias e suas priorizações. Consolidação das melhorias priorizadas A atividade de “Validação da Solução com a Governança” tem como objetivo apresentar o diagnóstico, alinhar as melhorias levantadas e convencer a governança que tais melhorias trarão impactos positivos para a execução do processo. OBJETIVO 55 FERRAMENTAS ▪ Agenda de Melhorias ▪ Agora com um maior conhecimento dos processos e dos problemas, podemos incluir na apresentação uma versão mais confiante dos ganhos esperados. Essa visão ajudará a governança à validar a solução. DICAS PASSO A PASSO ▪ Líder do projeto ▪ Equipe do projeto ▪ Governança PARTICIPANTES Alinhar a reunião com o patrocinador do projeto, marcando a reunião e mandando os convites com antecedência; Planejamento da reunião Estruturar a apresentação de forma que o diagnóstico seja apresentado de maneira clara, demonstrando de onde saíram as soluções e quais problemas elas se propõem à resolver; Planejamento da apresentação Na reunião de validação, apresentar o diagnóstico e as melhorias à governança, procurando o aval e autonomia para interferir nos processos trabalhados. Apresentação para a governança O objetivo do redesenho é criar uma referência de como as atividades nos processos serão executadas com a implantação das melhorias. Deste modo, são desenvolvidos e validados os redesenhos dos processos que contemplam a sua visão de futuro, por meio da entrega de fluxogramas, manuais e indicadores. OBJETIVO FERRAMENTAS ▪ Agenda de Melhorias ▪ Modelagem de Processos ▪ Uma das vantagens do redesenho do processo é a padronização inerente à modelagem do processo. Redesenhando o processo, criamos uma nova referência de como o processo deve ser executado. DICAS 56 PASSO A PASSO ▪ Líder do projeto ▪ Equipe do projeto ▪ Equipe expandida PARTICIPANTES Convocar reuniões com a equipe expandida para o redesenho do processo. Os executores dos processos ajudarão a tangibilizar as melhorias no dia a dia do processo; Planejamento das reuniões Utilizando o guia de notação BPMN e o auxílio de funcionários capacitados em Bizagi, realizar o redesenho do processo, ou como é chamado, TO BE. Redesenho do processo Divulgar para os envolvidos no processo o novo fluxograma, para que saibam como executar o processo redesenhado. Divulgação dos fluxos redesenhados O objetivo da atividade de “Propor Indicadores” é encontrar meios de se quantificar a eficiência do projeto, para que se tenham informações gerenciais objetivas quanto à saúde do processo. Tais indicadores deverão ser monitorados na operação assistida do processo, no esforço de Gestão do Dia a Dia. OBJETIVO 57 FERRAMENTAS ▪ Ficha de Indicadores ▪ Não adianta termos muitos indicadores de baixa qualidade. Sugere-se utilizar poucos, porém, bons indicadores de acordo com temáticas mais aderentes ao ponto críticoFORMATO Antes de detalhar as etapas do Método de Gestão do Dia a Dia, é necessário que alguns parâmetros, que são comumente chamados de “Regras do Jogo”, sejam definidos. A Gestão do Dia a Dia é por natureza um esforço periódico, que consiste em reuniões com frequências pré-definidas e um acompanhamento ativo dos processos. Para que as reuniões sejam bem sucedidas neste esforço, é necessário que o formato, participantes, instrumentos e periodicidade sejam bem definidos e claros para todos os participantes. Quem é o Dono do Processo? O Dono do Processo é um profissional dedicado, parcial ou integralmente, a cuidar efetivamente da melhoria e da sustentação do desempenho de processos, suportando os gestores; Devem-se ter poucos e qualificados donos de processo de acordo com a maturidade dos processos e da organização Esse é um papel que recomenda- se ser formalizado para suportar a Gestão do Dia a Dia Quais as responsabilidades? Quais os benefícios? ▪ Cuidar para que os ritos de gestão sejam seguidos e as agendas respeitadas. ▪ Auxiliar na coleta de indicadores ▪ Reunir informações sobre o processo ▪ Acompanhar o andamento das ações de melhoria ▪ Executar ações de melhoria sob sua responsabilidade ▪ Acionar o patrocinador(es) sempre que necessário para tomada de decisão ▪ Conhecer profundamente o processo/negócio ▪ Ter acessos facilitado aos gestores ▪ Estar próximo das decisões ▪ Ser uma peça chave na execução de melhorias em prol do Hospital ▪ Formar-se para assumir posições de liderança no HU 69 Para que as regras do jogo sejam definidas com sucesso durante a primeira etapa do Método de Gestão do Dia a Dia, se faz necessário explorar três conceitos fundamentais que serão utilizados ao longo das etapas: O dono do processo (também chamado de líder do processo), os escopos de atuação e os indicadores. O primeiro conceito a ser trabalhado é o de “Dono do Processo” O Rito de Gestão é o aspecto fundamental na qual a Gestão do Dia a Dia se baseia. É a reunião onde monitoramos o processo, planejamos ações e revemos a efetividade das medidas tomadas. Apesar de se chamar gestão do “dia a dia”, o rito de gestão não precisa ser necessariamente uma atividade diária. Contudo, necessitamos de uma frequência pré-estabelecida É importante ressaltar que as principais definições necessárias para o sucesso da Gestão do Dia a Dia, que serão elencadas na primeira etapa do Método, serão definidas no Rito Inaugural de Gestão. Assim, é importante que a equipe esteja alinhada e preparada para tomar as decisões necessárias e começar a Gestão do Dia a Dia com o pé direito COMO INAUGURAR O RITO? 1. Fazer a reserva da sala e mandar os convites com antecedência. 2. Fazer uma dinâmica quebra-gelo com os participantes. Ex: Todos se apresentam e dizem a melhor qualidade do colega ao lado, ou se apresentam e contam uma piada. 3. Definir quem será o Dono do Processo. 5. Apresentar a equipe ao Painel do Processo, ferramenta que será utilizada ao longo de toda a Gestão do Dia a Dia do processo. 4. Definir a periodicidade das reuniões. Encorajamos a escolha de um Rito semanal, sempre em um mesmo horário, em uma mesma sala. Utilize a Ficha de Ativação para guiar as discussões de definição da Gestão do Dia a Dia. É uma ferramenta que auxiliará excepcionalmente a condução do primeiro Rito de Gestão do Dia a DIa 70 71 VANTAGENS ▪ Maior facilidade de Controle e Gestão ▪ Envolve menos choques políticos ▪ Decisões tomadas mais rapidamente ▪ Melhorias de baixo valor agregado ao paciente ▪ Aumento de duplicação de esforço ▪ Menor visibilidade de problemas crônicos advindos das interfaces DESVANTAGENS VANTAGENS ▪ Melhorias de alto valor agregado ao paciente ▪ Redução de duplicação de esforço ▪ Maior visibilidade de problemas crônicos advindos das interfaces ▪ Menor facilidade de Controle e Gestão ▪ Envolve mais choques políticos ▪ Decisões tomadas mais lentamente ▪ Exige patrocínio institucional DESVANTAGENS Exemplo: Gestão do Dia a Dia no processo de “Adquirir Bens e Serviços”: A atuação da equipe de Gestão do Dia a Dia deve gerir todo o processo, desde a necessidade de compra identificada até o produto ou serviço ser entregue e pago. Exemplo: Gestão do Dia a Dia na área de “Compras”: A atuação da equipe de Gestão do Dia a Dia deve gerir o processo de aquisição somente no que tange a Seção de Compras. Ou seja, devemos gerir o processo DA solicitação de compras recebida ATÉ a negociação efetuada. A definição do escopo de um processo é a definição do que o processo trata, quais os seus limites e quais atividades são compreendidas. A definição do escopo de atuação é uma definição semelhante, onde se faz necessária a decisão de quais serão os limites da atuação na Gestão do Dia a Dia. Para tal, existem duas principais opções de escopo de atuação: COMPRAS JURÍDICO CONTAS A PAGARSOLICITANTECOMPRAS JURÍDICO CONTAS A PAGARSOLICITANTE A gestão ponta a ponta gere o processo como um todo, independente da complexidade ou o número de áreas envolvidas. A gestão funcional gere o processo somente na área trabalhada. 72 Outro conceito que precisa estar muito claro é o conceito de indicadores, a base de um dos princípios trabalhados: decisões baseadas em fatos e dados. Indicadores fornecem uma visão objetiva e quantitativa da saúde e desempenho do processo, que podem ser utilizadas para a tomada de ações e intervenções. DEFINIÇÃO FORMAL: O indicador é definido como uma relação entre variáveis que compõe um índice. MAS AFINAL, O QUE É UM INDICADOR? “INDICADOR É A FERRAMENTA PELA QUAL MENSURAMOS O DESEMPENHO DE UM PROCESSO” DEFINIÇÃO PRÁTICA: O indicador é uma medição que tem por objetivo trazer informações gerenciais sobre o processo EXEMPLOS DE INDICADORES: COMO PROPOR INDICADORES? 1. Com a equipe do projeto, passe pelas principais etapas do processo, a fim de que todos tenham uma visão ponta-a ponta 3. Preencha a Ficha de Indicadores, que consolidará todas as informações necessárias sobre o indicadores 2. Identifique quais são as etapas que devem ser mensuradas e como podemos mensurá-las Tempo de espera do paciente Percentual de chamados de manutenção atrasados Kg de roupas sujas por paciente por dia Percentual de equipamentos médico hospitalares instalados Nas organizações públicas e privadas, dados e informações estão espalhados pela organização, em diferentes sistemas e planilhas. A função de um indicador é combinar diferentes componentes de informação, dando-lhe um novo significado, apoiando a gestão e tomada de decisão. 73 Numerador denominador Os indicadores são compostos por dois ou mais componentes de informação (dados), no formato de uma fração, ou seja, de uma divisão. Os componentes do numerador e denominador estabelecerão qual o tipo de indicador que está sendo utilizado. RESULTADOS OBTIDOS RESULTADOS PRETENDIDOS Ex: Meta de atendimento de pacientes Número de atendimentos realizados Polaridade: quanto maior melhor INDICADOR DE EFICÁCIA RESULTADOS INDESEJADOS RESULTADOS OBTIDOS Ex: TOTAL DE RECHAMADOS DE MANUTENÇÃO TOTAL DE CHAMADOS DE MANUTENÇÃO ABERTOS Polaridade: quanto menor melhor INDICADOR DE QUALIDADE INDICADOR DE EFICIÊNCIA Polaridade: quanto maior melhor TOTAL DE EXAMES REALIZADOS TOTAL DE MÉDICOS que dependendo do tipo de recurso empregado, o indicador de eficiência pode ser classificado ainda como um indicador de PRODUTIVIDADE ou CAPACIDADE PRODUTIVIDADE RESULTADOS OBTIDOS RECURSOS FÍSICOS UTILIZADOS Ex: TOTAL DE EXAMES REALIZADOS TOTAL DE MÉDICOS CAPACIDADE RESULTADOS OBTIDOS TEMPO UTILIZADO Ex: ATIVIDADES Estabelecer escopo de atuação Definir atores e ritos de gestão Definir indicadores e metas para controle A etapa “Ativar Gestão do Dia a Dia” é a etapa divisora de águas entre a Transformação do Processo e a Gestão do Dia a Dia. Nesta etapa,deverão ser pactuadas as regras do jogo para os ciclos de monitoramento e melhoria. INTRODUÇÃO À ETAPA FERRAMENTAS ▪ Ficha de Ativação do Dia a Dia ▪ Ficha de Indicadores ▪ Fichas de processos ATORES ▪ Dono do Processo ▪ Equipe da Gestão do Dia a Dia RESULTADOS ▪ Equipe, Escopo e Indicadores definidos A primeira etapa do Método de Gestão do Dia a Dia, é, assim como no Método e Transformação de Processos, uma etapa de planejamento. Nessa etapa iremos definir o que coloquialmente chamamos de “regras do jogo”, ou seja os termos necessários para que o Método de Gestão do Dia a Dia seja executado com sucesso. Definiremos a equipe e a figura responsável pela Gestão do Dia a Dia, o escopo de atuação, firmaremos os indicadores levantados e as metas que devemos seguir. Deve-se ressaltar que a Gestão do Dia a Dia é sugerida para o acompanhamento dos processo após o projeto de transformação, mas nem todos os processos devem ser contemplados no esforço. A Gestão do Dia a Dia é uma abordagem pode consumir tempo e esforço consideráveis. Assim, os processos que frequentemente são geridos desta maneira são processos de alto impacto e alta complexidade. 76 PASSO A PASSO A atividade “Estabelecer Escopo de Atuação”, tem como objetivo delimitar a forma de atuação da equipe em cima do processo que será gerenciado. É importante definir a lógica de gestão que será aplicada ao processo: funcional ou ponta a ponta? OBJETIVO 77 ▪ Líder do projeto ▪ Equipe do projeto PARTICIPANTES FERRAMENTAS ▪ Ficha de Ativação da Gestão do Dia a Dia ▪ Fichas de Processos Em conjunto com a equipe, deve-se discutir sobre as duas visões de escopo de atuação, pensando nos prós e contras para cada processo que será trabalhado, com base na sua formalização e complexidade; Discussão do escopo Com base na maturidade do processo e o nível de formalização que ele possui (o processo possui uma clara definição de escopo? Possui um fluxo mapeado?), deve-se definir um escopo de atuação, que será formalizado na Ficha de Ativação do Dia a Dia. Definição do escopo Na primeira reunião, marcada na etapa de Encerrar Projeto e Ativar Gestão do Dia a Dia, o líder do projeto deve apresentar a ficha de ativação e explicar os campos nela presentes; Apresentação da ferramenta ▪ Não são todos os processos que devem ser geridos pelo Método de Gestão do Dia a Dia! Normalmente, os processos trabalhados são processos com alto impacto e alta complexidade. ▪ A Gestão da Rotina de processos pode, e em muitos casos deve, ocorrer no nível funcional e processual! DICAS A atividade de “Definir Atores e Ritos de Gestão”, tem como objetivo determinar quem será a figura do Dono do Processo e a equipe que conduzirá a Gestão da Rotina nos processos que serão contemplados no Método. OBJETIVO FERRAMENTAS ▪ Ficha de Ativação da Gestão do Dia a Dia 78 PASSO A PASSO ▪ Líder do projeto ▪ Equipe do projeto ▪ Dono do Processo PARTICIPANTES Estabelecer o formato, periodicidade e frequência das reuniões. Tais reuniões são chamadas de “Ritos de Gestão”. Definição do Rito Estabelecer um responsável por conduzir os ritos de Gestão da Rotina. No caso de um processo ponta a ponta, o Dono do Processo pode ser o próprio líder que tem conduziu a transformação. No caso de uma gestão mais funcional, o Dono do Processo deve ser o próprio gerente da área, ou ainda algum cargo parecido Definição do Dono do Processo Definir quem será a equipe que conduzirá a Gestão do Dia a Dia. Assim como a equipe expandida, é interessante formar uma equipe multidisciplinar, com pessoas da área de negócios e executores do processo; Definição da Equipe ▪ Não necessariamente é preciso ter a mesma equipe ou a mesma pessoa que atuou na transformação do processo atuando na Gestão do Dia a Dia. Contudo, o conhecimento adquirido no Método anterior pode ser uma grande vantagem à equipe DICAS Nesta atividade de “Definir Indicadores e Metas para Controle”, tem-se como objetivo a definição de parâmetros que podem ser utilizados para indicar a saúde e desempenho do processo. Esse é o momento de validar e acrescentar mais indicadores, caso seja necessário. OBJETIVO Discutir com a equipe os indicadores propostos anteriormente. Eles são necessários? É viável coletar e analisá-los? Existe mais algum indicador que seria interessante considerar? 79 FERRAMENTAS ▪ Ficha de Ativação do Dia a Dia ▪ Ficha de Indicadores PASSO A PASSO ▪ Dono do Processo ▪ Equipe do projeto PARTICIPANTES Revisão dos Indicadores Consolidação dos Indicadores Definição de metas a serem alcançadas Definir as metas para os indicadores escolhidos, considerando que as metas devem ser factíveis, pactuadas por todos e atreladas a um prazo. Consolidar os indicadores levantados na Ficha de Indicadores, a fim de explicitar o que os indicadores significam, como são calculados, a fonte dos dados, a periodicidade e o procedimento de coleta; ▪ Uma forma simples de se escrever uma meta é utilizando a seguinte regra: META = OBJETIVO + VALOR + PRAZO Ex: META = manter o tempo médio de atendimento + em 5 dias úteis + até o final do ano DICAS ETAPAS Coletar indicadores do desempenho do processo Analisar desempenho do processo Definir ações a serem tomadas A etapa “Manter Desempenho do Processo” é a etapa que inicia a natureza cíclica da Gestão do Dia a Dia. Nessa etapa analisamos o desempenho do processo para que ele seja posteriormente melhorado. INTRODUÇÃO À ETAPA FERRAMENTAS ▪ Painel do Processo ▪ Ficha de Indicadores ATORES RESULTADOS ▪ Processo monitorado ▪ Desempenho do processo mantido dentro do patamar de desempenho esperado A natureza dessa etapa é semelhante às etapas de “Imersão” e “Solução”, do Método de Transformação de Processos, de uma forma mais ágil. Iremos nessa etapa avaliar a saúde do processo, o seu desempenho, e, caso não esteja no patamar que desejamos, iremos definir ações e traçar planos para que o desempenho do processo atinja os níveis desejados. Ou seja, uma vez ativada a Gestão do Dia a Dia, essa etapa é onde começaremos a monitorar o processo. O Painel do Processo é uma ferramenta que será de extrema utilidade para essa etapa, pois será o instrumento fundamental do Rito de Gestão. Durante o Rito, utilizaremos o Painel para observar os indicadores, verificar quais ações estão sendo executadas e por quem,, quais os pontos de atenção, etc. Tal ferramenta servirá como guia das discussões que devem ocorrer, 82 ▪ Dono do Processo ▪ Equipe da Gestão do Dia a Dia PASSO A PASSO A atividade de “Coletar indicadores do desempenho do processo”, tem como objetivo reunir os insumos para uma análise crítica do desempenho do processo, que será utilizada nos Ritos de Monitoramento como insumo para a tomada de ações corretivas, caso sejam necessárias. OBJETIVO 83 ▪ Dono do processo ▪ Equipe da Gestão do Dia a Dia ▪ Executores do processo PARTICIPANTES FERRAMENTAS ▪ Painel do Processo ▪ Ficha de Indicadores ▪ É responsabilidade do Dono (ou Líder) do Processo a coleta dos indicadores. Isso não significa que ele tenha que coletar todos os indicadores, mas que deve articular a equipe para que todos os indicadores sejam coletados. DICAS Consolidar os dados extraídos para essa coleta dos indicadores utilizando a Ficha de Indicadores e o Painel do Processo. Caso tenham ocorrido mudanças desde a última coleta, é necessário atualizar o método de coleta. Consolidar informações sobre o desempenho do processo Coletar, seja via sistema, planilha, ou alguma outra forma de registro, os dados que compõe indicadores; Coletar os dados necessários e compor os indicadores Explicar para os executores, ainda mais caso a ajuda deles seja necessária na coleta, o que são os indicadores e sua importância. Dessa forma, os executores do processo assumem um papel ativo na Gestão do Dia a Dia; Alinhar a coleta dosDurante o brainstorming, não se deve analisar e criticar outras ideias, pois isso acaba reduzindo o potencial criativo do workshop; REGRAS DE OURO ENCORAJAR IDEIAS NÃO USUAIS As ideias mais inovadoras não são ideias comuns, é importante encorajar as ideias mais mirabolantes; BUSCAR QUANTIDADE O objetivo do workshop é obter o maior número de ideias possível, pois esse é o caminho para encontrar as melhores; COMBINAR IDEIAS As ideias anteriores devem servir de construção para as novas, As melhores ideias sempre vêm da combinações de outras ideias; MANTER UMA ÚNICA CONVERSA Evite conversas paralelas. Mantenha todos com um mesmo foco, e o número e qualidade das ideias serão maiores; FOCAR NO PRINCIPAL Não perca tempo com os detalhes da ideia. Capture a essência das ideias e continue gerando novas. HU – UFSCAR, SP HU – UFSC, SC HU – UFPI, PI HU – UFMA, MA HU – UFJF, MG HUPES, BA HU-UFGD, MS HUPAA, AL HUOL, RN HUMAP, MS HUJBB, PA HUBFS, PA HUJM, MT HUL, SE HULW, PB HUJB, PB HUGV, AM HUGG, RJ HU – FURG, RS HUCAM, ES HU – UNIVASF, PE MEAC, CE MCO, BA HUB, DF HUAB, RN HUAC, PB MEJC, RN HUWC, CE HUAP, RJ HU – UFPEL, RS HDT, TO HC – UFMG, MG MVFA, PR HC – UFPR, PR HC – UFPE, PE HC – UFTM, MG HU – UFSM, RS HU – UFS, SE HC – UFG, GO SEDE, DF O BPMN é uma notação criada para representar processos de negócio. Trata-se de um conjunto de símbolos padrão para o mapeamento e desenho de processos, o que facilita o entendimento do usuário. Descritivo: o Mapeamento orientado ao negócio o Documentação simples do fluxo de processos o Usa elementos básicos da BPMN o Não se preocupa com granularidade das atividades o Não se preocupa com atividades mais operacionais TIPOS DE PROCESSOS MAPEADOS Analítico: o Descreve de forma precisa o fluxo de negócio incluindo caminhos de execução e eventos o O modelo é entendido pela TI e área de negócio o O processo detalha as atividades facilitando o entendimento para as pessoas que executam 132 TIPOS DE PROCESSOS MAPEADOS Executável: ✓ Descreve de forma precisa o fluxo de negócio incluindo caminhos de execução e eventos ✓ O modelo é entendido pela TI e área de negócio ✓ O processo detalha as atividades facilitando o entendimento para as pessoas que executam 133 PISCINAS E RAIAS Funcionam como um mecanismo de organização das atividades em categorias visualmente separadas. Dentro de cada piscina é representado um único processo, cortado horizontalmente por diversas raias que representam as áreas (atores) que atuam naquele processo. Símbolo Descrição Piscina: Uma “piscina” (pool, em inglês) representa um processo de negócio. Ele atua como um container gráfico para dividir um conjunto de atividades que fazem parte do processo que está sendo modelado. Raia: Uma “raia” (lane, em inglês) é uma subdivisão dentro de uma piscina usada para organizar e categorizar as atividades em função dos executores, ou responsáveis pela execução, de cada atividade no processo. ATIVIDADES A “atividade” é um termo genérico para um trabalho executado. Os tipos de atividades utilizadas pela notação são a tarefa e o subprocesso. Símbolo Descrição Tarefa: As atividades são representadas por retângulos arredondados, e podem ocorrer uma só vez ou por repetidas vezes (loop). Subprocesso: A representação de um subprocesso em BPMN é diferente da utilizada para a representação de tarefas por um pequeno quadrado com uma “+” no centro inferior da figura. É uma atividade que pode ser decomposta, ou um conjunto de tarefas que pode ser analisado em mais detalhes. Visualmente pode aparecer contraído ou expandido. Contraído Expandido 134 EVENTOS Um evento é algo que acontece durante o processo do negócio. Estes eventos afetam o fluxo do processo e têm geralmente uma causa (gatilho) ou um impacto (resultado). Existem três tipos básicos de eventos com base no “ponto” em que afetam o fluxograma: evento de início, evento intermediário e evento de fim.. Símbolo Descrição Vazio (início): Representa que o processo pode ser inicializado a qualquer momento. Timer (início): Neste caso representa que o processo será iniciado quando o tempo (data ou ciclo), previamente definido, ocorrer. Vazio (intermediário): Representa um marco no processo. Mensagem (intermediário): Representa que o processo esta recebendo ou enviando uma “mensagem”. Timer (intermediário): Neste caso representa que o processo esta aguardando um prazo para continuar. Vazio (fim): Representa que o processo foi finalizado. Receber Enviar CONECTORES Os conectores indicam a sequência de atividades ou a troca de informações ao longo do processo representado no fluxograma. Os conectores associam também textos e outros artefatos a objetos no fluxo. Símbolo Descrição Fluxo de sequência: É usado pra mostrar a ordem (sequência) com que as atividades serão executadas em um processo. Fluxo de mensagem: É usado para mostrar o fluxo das mensagens entre dois participantes diferentes que os emitem e recebem. Associação: É usada para associar dados, anotações em formato texto e outros artefatos a objetos de fluxo. 135 PONTO DE DECISÃO Os pontos de decisão ou gateways são utilizados para controlar a divergência (bifurcação) e a convergência (junção) da sequência de fluxo. Assim, determinará decisões tradicionais, como juntar ou dividir trajetos ao longo dos fluxogramas de processos. São representados por losangos e o símbolo interno representa o tipo de “comportamento” da lógica do fluxo. ARTEFATOS Os artefatos em BPMN possui a capacidade de mostrar informação além da estrutura básica do fluxo do processo. Símbolo Descrição Objeto de dados: O objeto de dado é um mecanismo para mostrar como os dados são requeridos ou produzidos por atividades. São conectados às atividades com as associações. Não tem efeito direto sobre o fluxo de sequência ou fluxo de mensagem, mas podem fornecer informações necessárias à realização da atividade. Milestone: É uma sub-partição dentro do processo. São usadas para organizar o processo em etapas Anotações: As anotações são mecanismos para fornecer informações adicionais para o leitor de um diagrama BPMN. Símbolo Descrição Gateway Paralelo: Utilizado quando se tem ramificações que acontecem simultaneamente. Todas as saídas deste tipo de gateway acontecem ao mesmo tempo. Quando há a necessidade de sincronizar novamente as ramificações, usa-se o mesmo tipo de gateway. Gateway Exclusivo: Utilizado quando se tem uma decisão e só pode ser tomada uma das saídas propostas. Necessariamente tem que haver uma atividade antes do gateway, que fornecerá o dado para e tomada a decisão. Gateway Inclusivo: Utilizado quando se tem uma decisão e pode ser tomada uma ou mais das saídas propostas. Necessariamente tem que haver uma atividade antes do gateway, que fornecerá o dado para ser tomada a decisão. 136 PROCESSOS DE INTERFACE A interface 1 é um subprocesso e representa que este será executado inteiramente, e em seguida a próxima atividade será realizada. A interface 2 é uma representação de subprocesso e representa que este iniciado ao receber o documento, dando prosseguimento às demais atividades do Processo – Exemplo 2. Não há necessidade de manter desenhado todo o processo referente ao Processo XYZ. 1 2 1 2 137 serviço de Gestão de Processos Setembro/2019 VERSÃO 3