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Ordem dos Advogados do Brasil 1º Simulado – Exame XXXII (A) A tese fixada pelo Supremo Tribunal Federal por ocasião do julgamento do Tema n. 809/STF, segun- do a qual “é inconstitucional a distinção de regimes sucessórios entre cônjuges e companheiros previs- ta no art. 1.790 do CC/2002, devendo ser aplicado, tanto nas hipóteses de casamento quanto nas de união estável, o regime do art. 1.829 do CC/2002”, deve ser aplicada ao inventário em que a exclusão da concorrência entre herdeiros ocorreu em decisão anterior à tese. (B) O Juiz cometeu erro de julgamento, pois a situação enquadrada no regime sucessório do companheiro, previsto no artigo 1.790 do CC, nunca impediu que o companheiro, ao concorrer com os descendentes, tivesse acesso aos bens particulares do conviven- te falecido. (C) Acertada a decisão do Juiz, pois o regime de bens que rege a união estável é o regime da comunhão universal de bens. (D) A tese fixada pelo Supremo Tribunal Federal por oca- sião do julgamento do Tema n. 809/STF, segundo a qual “é inconstitucional a distinção de regimes su- cessórios entre cônjuges e companheiros prevista no art. 1.790 do CC/2002, devendo ser aplicado, tanto nas hipóteses de casamento quanto nas de união es- tável, o regime do art. 1.829 do CC/2002”, não deve ser aplicada ao inventário em que a exclusão da con- corrência entre herdeiros ocorreu em decisão ante- rior à tese. Letra a. A tese fixada pelo Supremo Tribunal Federal por ocasião do julgamento do Tema n. 809/STF, segundo a qual “é inconstitucional a distinção de regimes sucessórios en- tre cônjuges e companheiros prevista no art. 1.790 do CC/2002, devendo ser aplicado, tanto nas hipóteses de casamento quanto nas de união estável, o regime do art. 1.829 do CC/2002”, deve ser aplicada ao inventá- rio em que a exclusão da concorrência entre herdeiros ocorreu em decisão anterior à tese (STJ. 3ª Turma. REsp n. 1.904.374/DF, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 13/04/2021 – Informativo 692). 41 Maria Christina ajuizou ação objetivando a interdição de seu pai, Eugênio, alegando que ele está acometido de grave demência causada por doença de Alzheimer, e, por conta disso, está incapacitado para os atos da vida civil, devendo ser representado por curador. Na senten- ça, a Juíza Lorente julgou o pedido procedente e decre- tou a curatela de Eugênio, declarando-o absolutamente incapaz de exercer pessoalmente os atos da vida civil, nomeando Maria Christina como curadora do pai. Considerando o caso narrado, marque alternati- va correta: (A) A decisão da Magistrada está correta, conforme le- gislação civil. (B) Maria Christina deduziu pedido de forma equivoca- da, pois se trata de tutela, e não de curatela. (C) A decisão da Juíza está equivocada, pois Eugênio é relativamente incapaz. (D) A decisão de Lorenete está equivocada, pois Eugênio é incapaz, mas deve haver a designação de tomada de decisão apoiada. Letra c. Depois do Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei n. 13.146/2015), que alterou os art. 3º e 4º do Código Civil, não é mais possível declarar como absolutamente inca- paz o maior de 16 anos que, em razão de enfermidade permanente, encontra-se inapto para gerir sua pessoa e administrar seus bens de modo voluntário e conscien- te. A Lei n. 13.146/2015 teve por objetivo assegurar e promover a inclusão social das pessoas com deficiência física ou psíquica e garantir o exercício de sua capacida- de em igualdade de condições com as demais pessoas. A partir da entrada em vigor da referida lei, só podem ser considerados absolutamente incapazes os menores de 16 anos, ou seja, o critério passou a ser apenas etário, tendo sido eliminadas as hipóteses de deficiência mental ou intelectual anteriormente previstas no Código Civil. O instituto da curatela pode ser excepcionalmente aplica- do às pessoas com deficiência, ainda que agora sejam consideradas relativamente capazes, devendo, contudo, ser proporcional às necessidades e às circunstâncias de cada caso concreto (art. 84, § 3º, da Lei n. 13.146/2015). STJ. 3ª Turma. REsp n. 1.927.423/SP, Rel. Min. Marco Au- rélio Bellizze, julgado em 27/04/2021 (Informativo 694).